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23.11.21

Memórias (VIII)



Memórias de lutas como dirigente de uma das categorias profissionais mais organizadas do país: bancárias e bancários


O mês de maio de 2007 começou com diversas reuniões organizativas no movimento sindical bancário. É o que apontam meus 17 registros no blog: ver aqui as postagens do mês. Reuniões na Confederação e no Sindicato para enfrentar a reestruturação no Banco do Brasil. 

REESTRUTURAÇÃO NO BB - A direção do BB estava realizando uma reestruturação sem negociação alguma com os sindicatos. Foi um mês de lutas e mobilizações de nossa parte

REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI - Tivemos também na 2ª quinzena do mês a segunda rodada de votações da reforma estatutária da Cassi, a primeira foi aprovada pela maioria dos votantes, mas com quórum abaixo do que previa o estatuto. Segundo matéria da Fenabb que reproduzi no blog (ver aqui), foram favoráveis 59.204 associados e eram necessários 95.905 votos em relação ao quórum estatutário.

LUTO EM FAMÍLIA - Eu tive que me ausentar do dia a dia sindical por luto em família entre os dias 7 e 11 de maio.

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REESTRUTURAÇÃO DO BB EM 2007

O movimento sindical e o funcionalismo do Banco do Brasil foram surpreendidos pelo anúncio de uma reestruturação sem negociação alguma com os trabalhadores e suas representações.

Segundo matéria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (ler reprodução dela aqui), a pauta do banco público e do governo do Partido dos Trabalhadores (um governo de composição, sabemos disso) incluía programas de incentivo a aposentadoria e saída de funcionários, terceirizações e redução de locais e postos de trabalho.

Fizemos o enfrentamento à direção do banco e ao governo. Reuniões com delegados e delegadas sindicais e dias de luta e mobilizações foram organizados. Também procuramos representantes do governo federal para cobrar a suspensão da reestruturação e medidas que não prejudicassem os trabalhadores e o papel do banco público.

AUDIÊNCIA PÚBLICA - Realizamos negociações com a direção do BB e audiência pública no Congresso Nacional sobre a reestruturação. Estive presente nas agendas em Brasília - DF.

ENCONTRO NACIONAL - Voltei à Brasília no sábado 26 de maio para participar do encontro que organizamos para enfrentar o governo e a direção do BB.

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SINDICATO É PRA SINDICATEAR, INDEPENDENTE DO GOVERNO

Os anos de governos do Partido dos Trabalhadores foram anos de aprendizagem para nós do movimento sindical e de movimentos sociais. As contradições fazem parte das lutas de classes dentro do regime capitalista.

Governo é governo, partido é partido e sindicato é sindicato. Sempre ouvi isso durante minha formação política como dirigente dos trabalhadores da categoria bancária. E levei isso a sério a vida toda. Nunca tive dúvida quando o governo de Lula ou de Dilma (do PT) ou quando o próprio PT tinha posições políticas que não eram as melhores para os trabalhadores que nós representávamos. Meu lado é o lado do trabalhador/a. 

Meus votos e minha representação eram dos bancários e bancárias e nunca tive dúvidas sobre isso. A militância que me acompanhou a vida toda sabe disso.

É isso! Memórias de lutas que definiram a pessoa que me tornei nesta vida. E memórias de lutas de classe, lutas coletivas. Fomos milhares de pessoas que durante mais de uma década lutamos por nossos direitos e conquistamos muitos avanços, direitos que agora nos são roubados de forma vil pelo regime imposto por golpe de Estado em 2016.

Temos que retomar a democracia e nossos direitos.

William


Para ler o texto Memórias (IX) é só clicar aqui.

Caso queira ler o texto anterior, clique aqui.


13.9.21

Incentivar demanda espontânea é Atenção Primária?


Valores e cultura do momento 

- Faça hoje mesmo sua ligação para a telemedicina!

- Use seu app e faça uma consulta pela telemedicina!

- Encontre o credenciado que precisa hoje mesmo, use o nosso app!

- Já comprou algum produto na farmácia hoje? Aproveitem os descontos de nossos convênios com farmácias em todo o Brasil!

- Mais credenciados! Agora você pode indicar o profissional, a clínica e o hospital que quiser, fale com a diretoria!

- Compre nossos planos de saúde agora mesmo! Temos o produto essencial para o tamanho do seu bolso!

- Programa Mais redução de custos! Fechamos uma clínica de atendimento primário! Mais distância para você nos visitar! Agora sim, ampliamos o modelo de atenção primária!

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COMENTÁRIO DO BLOG:

Os valores e premissas acima não condizem com o modelo de saúde pelo qual lutamos tanto tempo em nossa comunidade de trabalhadores.

E pensar que nosso objetivo após a reforma estatutária de 1996 e as reformas seguintes no estatuto de nossa autogestão em saúde era sair do modelo médico-curativo e implantar um modelo de Atenção Integral à Saúde...

Que tristeza ver todo o desmonte de nossa autogestão após comprovarmos a eficiência da Estratégia de Saúde da Família em populações com as mais diversas características e perfis epidemiológicos...

São os valores e a cultura do momento pelo qual passa o Brasil. Perdemos todos com isso.

William


9.2.21

Artigo: BB, Caixa e BNDES sob ataque


Apresentação do blog:

Segue abaixo artigo de opinião escrito por João Fukunaga e José Ricardo Sasseron sobre os ataques que vêm sofrendo os maiores bancos públicos do país.

(reprodução do site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região)

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Governo quer destruir BB, Caixa e BNDES e acabar com financiamento à economia

João Fukunaga, diretor do Sindicato dos Bancários de SP, e José Ricardo Sasseron, ex-diretor de Seguridade da Previ e do Sindicato dos Bancários SP, analisam os ataques aos bancos públicos

Publicado em 08/02/2021


O atual governo, atendendo aos apelos do mercado financeiro, leva adiante seu plano de esvaziar os bancos públicos, vender suas subsidiárias e preparar a sua privatização. Ataca diariamente as instituições e seus funcionários, demitindo e desmotivando aqueles que dedicam toda a sua vida de trabalho para atender à população e fornecer crédito para a produção e geração de emprego e renda. O Governo age como verdadeiro inimigo de quem produz alimentos, produtos e serviços.

Os bancos públicos são eficientes, geram lucro e pagam dividendos ao governo, seu maior acionista. No ano de 2019, os três maiores bancos públicos (BB, Caixa e BNDES) lucraram R$ 57 bilhões e pagaram, ao governo, R$ 18,2 bilhões em dividendos. Dinheiro suficiente para cobrir o valor gasto com o programa Bolsa Família para 8,3 milhões de famílias, abrangendo cerca de 25 milhões de pessoas.

O Banco do Brasil é responsável por quase 60% de todo o crédito agrícola. Financia os pequenos agricultores da agricultura familiar, responsável pela produção de 70% de todos os alimentos consumidos pelos brasileiros. Financia também o agronegócio, responsável por 43% das exportações brasileiras em 2019. O Brasil se tornou um dos dois maiores produtores de alimentos do mundo, graças ao apoio que o BB dá a este segmento desde a sua fundação.

Caixa e BB respondem por quase 80% de todo o crédito imobiliário às famílias brasileiras, para realizarem o sonho da casa própria. Juntos, os dois bancos públicos concedem quase 100% de todo o financiamento imobiliário nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste. Os bancos privados concentram-se no Sudeste, principalmente em São Paulo. Sem BB e Caixa, haveria uma explosão de favelas nas grandes cidades brasileiras.

BNDES, BB e Caixa emprestam a longo prazo e foram os grandes responsáveis por financiar obras de infraestrutura, como hidrelétricas, geração de energia eólica, metrôs, corredores de ônibus, aeroportos, portos, modernização de estradas. Sem estes bancos, apagões como o de 2001 e o do Amapá em 2020 seriam uma constante. Os bancos privados emprestam a juros altíssimos e no curto prazo, em busca de lucro imediato.

Os bancos públicos são responsáveis por mais de 80% de todo o crédito concedido nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Os bancos privados concentram suas atividades principalmente em São Paulo, aprofundando desigualdades regionais.

Governo ataca funcionários para destruir os bancos

O último ataque perpetrado pelo governo, pela mídia dominante e por jornalistas de aluguel é contra os funcionários, espalhando informações falsas e deturpadas. O salário inicial do BB e da Caixa, na faixa dos R$ 3.000, é equivalente ao salário pago aos bancários de bancos privados. O salário médio nos bancos públicos é 20% maior que o de bancos privados. Se os bancários de bancos privados ganham menos é devido principalmente à alta rotatividade de mão-de-obra, pois os banqueiros demitem quem ganha mais para contratar outros com salários mais baixos.

Os bancários dos bancos públicos seguem o padrão de remuneração do mercado, mas BB e Caixa prestam serviços muito mais relevantes à população brasileira que seus concorrentes.

Destruir bancos públicos compromete futuro do Brasil

Se acabar com os bancos públicos, o Estado perderá um instrumento poderoso de incentivo à economia. Para vencer a crise mundial de 2008, o Governo de então orientou o BB, a Caixa e o BNDES a financiar a retomada da produção e a economia brasileira entrou numa fase de crescimento que levou ao mais baixo índice de desemprego de toda a história brasileira. Os bancos privados, ao contrário, secaram suas operações de crédito, aprofundando a crise.

Ao tentar destruir os bancos públicos, o atual governo pode comprometer a capacidade de recuperação da economia pós-pandemia, dificultar a geração de empregos e, por consequência, condenar milhões de brasileiros à miséria.


¹João Fukunaga é diretor do Sindicato dos Bancários de SP

²José Ricardo Sasseron foi diretor de Seguridade da Previ e do Sindicato dos Bancários SP

Fonte: Seeb SP.

8.3.18

8 de Março - Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!




Opinião

É com tristeza que vemos neste 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, data que nos chama a atenção para as lutas das mulheres por igualdade de oportunidades e direitos, o edital de concurso para escrituári@s do maior banco público do país, o Banco do Brasil.

É possível que essa data marque negativamente a história de nosso banco público bicentenário. 

Será o "8 de Março" do emprego precário no Banco do Brasil, que passou a oferecer emprego sem plano de saúde e odontologia, sem igualdade de direitos a mulheres e homens que passarão a trabalhar ao lado de colegas oriundos do próprio quadro do Banco com direito ao Plano de Associados da Cassi (enquanto ele durar, pois fechado para entrada de novos, acabará por se tornar inviável e impagável ao longo do tempo).

É lamentável ver isso acontecer! Fiquei pensando a condição de trabalho de uma mulher que seja convocada para uma das 30 vagas (Interessante o número de vagas: 30 vagas! E o Banco segue reestruturando e enxugando o quadro nacional com quase 100 mil trabalhadores). 

O Banco do Brasil lança o certame cumprindo as "regras" da Resolução 23 da CGPAR, editadas pelo governo federal no mês de janeiro, proibindo as estatais federais de oferecerem planos de saúde. 

Tenho lido e concordo com as críticas que o movimento sindical, que representa as trabalhadoras e trabalhadores, tem feito ao BB por fechar agências, extinguir funções, descomissionar funcionários, reduzir quadro, salários e folha de pagamento (e a Cassi sofre com isso!), perder papel de relevância no sistema bancário num dos momentos em que o país mais precisaria do papel de bancos públicos impulsionando a economia brasileira. 

CENÁRIO DE PRECARIZAÇÃO DO EMPREGO NO BB

A nova colega sem direito à Cassi chega para seu primeiro ano de trabalho e passa a cumprir as metas cada vez mais "desafiadoras" como os bancos gostam de dizer, ao lado de colegas que têm direito à Cassi e que cumprem as mesmas metas "desafiadoras" (talvez alguns bancári@s já estejam tomando remédios controlados por causa do estresse que vivem no trabalho e já sejam acompanhados por médicos das CliniCassi ou credenciados).

Imaginem o sentimento ruim da nova colega sem Cassi ao ver ao longo de seu primeiro ano de trabalho uma ou outra colega curtindo a felicidade de uma gravidez com os acompanhamentos adequados, e a futura mamãe comentando que faz parte do Plano de Associados da Cassi, e que o plano é essencial em sua vida e que o valor que ela paga é 3% de seu salário.

Imaginem ainda a colega nova sem o mesmo direito e acesso ao Plano de Associados, ao custo de 3% de seu salário, vendo tod@s ao seu redor tendo algo tão essencial em suas vidas. Essa colega não pode sequer adoecer, porque não tem plano de saúde. E ficar grávida então? Sequer ser acompanhada pela Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo reconhecido pelo setor de saúde suplementar e pela própria ANS como referência em promoção e prevenção em saúde.

A nova bancária vai ganhar R$ 2.718,73 por mês, sem direito a adoecer, sem recursos para ter uma gravidez acompanhada e o Banco do Brasil vai economizar R$ 122,34 (4,5% do salário dela) ao não permitir que ela entre no Plano de Associados da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi) contribuindo com os seus 3% (R$ 81,56) para o custeio mutualista do sistema Cassi, fruto de décadas de lutas e conquistas do funcionalismo ao criar a Caixa de Assistência. 

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Essa falta de isonomia e de solidariedade terá um preço caro para todos: o Plano de Associados se tornará inviável. Sou gestor eleito da Cassi, é meu dever de ofício opinar a respeito do que equivale a não entrada de novos participantes no Plano de Associados.
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Como bancário do Banco do Brasil há 25 anos, como cidadão que passou mais da metade de sua vida laboral representando os bancários e lutando pelos direitos da categoria, me sinto mal com esse cenário futuro sendo desenhado pelo banco público ao qual sempre nos dedicamos para ser um banco de referência para o sistema financeiro e para o povo brasileiro.

Fechar o Plano de Associados para entrada de novos funcionários é ruim para o custeio mutualista intergeracional solidário porque o Plano terá sinistralidade cada vez maior a um custo cada vez mais insustentável para os que nele estão. Falo com sinceridade isso. O Banco do Brasil sabe disso porque está na gestão da Cassi e acompanha os cálculos atuariais dos planos.

Aliás, a famigerada Resolução 23 da CGPAR orienta que as estatais federais passem a contribuir com menos para os planos de autogestão e que onere mais os trabalhadores. A ordem é não custear mais que 50%. Cumpra-se em 48 meses!

No caso da Cassi, cujo custeio do Plano de Associados foi firmado, acordado, contratado, consensado por livre e espontânea vontade da empresa Banco do Brasil S.A. e seus funcionários na relação de 60% para o patrocinador e 40% para os associados (1,5 x 1,0), reduzir a parte do BB e cobrar ela dos associados vai prejudicar mais ainda a condição de permanência dos associados que teriam "direito adquirido" como a Resolução canta 3 vezes para ver se engana aposentados e aposentáveis que já estariam no plano atacado.

Enfim, não conseguiria deixar de expressar neste dia 8 de Março a minha indignação ao ver algo que é ruim para a Cassi, é ruim para as mulheres e homens da ativa e aposentados do Banco do Brasil e é ruim para o Banco do Brasil em diversos sentidos, inclusive sob a ótica da responsabilidade social.

Me coloco a disposição do movimento sindical e da comunidade BB para lutar para mudar isso, para incluir as novas bancárias e bancáios na Cassi, inclusive os incorporados de outros bancos, pois sempre achamos um absurdo não dar acesso à Cassi para colegas que estão no mesmo regulamento, com as mesmas metas e que estão expostos aos mesmos riscos ocupacionais e assistenciais. Os incorporados poderiam estar na Estratégia Saúde da Família.

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Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, inicia-se uma nova bandeira de luta por isonomia e igualdade de oportunidades no Banco do Brasil.
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Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!

William Mendes
Bancário do Banco do Brasil desde 1992




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(reprodução de matéria da Contraf-CUT)


Edital do BB não prevê plano de saúde para novos funcionários


​Contraf-CUT já enviou edital para Banco solicitando reunião para discutir o assunto


O Banco do Brasil (BB) publicou nesta quarta-feira (7) um edital para contratação de 30 escriturários para trabalharem em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Seguindo determinações da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), o edital não prevê o plano de saúde, nem odontológico entre as “vantagens” dos aprovados no concurso que forem contratados.

“Esse é mais um dos ataques que o governo Temer está colocando em prática contra a classe trabalhadora. Querem aumentar a rentabilidade das empresas às custas da exploração dos funcionários”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Wagner Nascimento.

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2009, quando os funcionários passaram a ter direito à assistência odontológica, este é o primeiro edital de contratação de funcionários que não inclui a concessão destes direitos. A Contraf-CUT já enviou um ofício ao BB solicitando reunião para discutir o assunto.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as federações e sindicatos a ela filiados vêm denunciando as armadilhas da Resolução 23 da CGPAR desde sua publicação. “Continuaremos nessa luta com ações políticas e jurídicas para derrubar essa e outras resoluções da CGPAR que prejudicam os trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB

Sustentabilidade da Cassi

Para o coordenador da CEBB, ao não constar no Edital a concessão do plano de saúde, o BB e o governo não apenas retiram direitos conquistados dos trabalhadores, mas põem em risco a sustentabilidade da Cassi. “Pairam dúvidas se as pessoas contratadas entrarão na Cassi. O não acesso vai inviabilizar o plano”, observou o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

9.12.17

Atenção, trabalhadores do Banco do Brasil! Só a luta unitária nos garante!


Comentário do Blog:

Olá prezad@s trabalhadores da ativa e aposentados da comunidade BB e companheir@s de lutas.

Estamos encerrando neste sábado, estudando a pauta da reunião de Diretoria da Cassi da próxima terça 12, uma semana de trabalho toda realizada na sede de nossa autogestão em Brasília. Tanto nesta semana como na próxima, temos temas complexos em debate na direção da Caixa de Assistência.

Na semana que vem teremos a próxima Mesa de Prestação de Contas do Acordo feito entre os patrocinadores da Cassi - o BB e os associados -, conquista realizada após dois anos de lutas unitárias em defesa dos direitos dos trabalhadores associados e do fortalecimento do modelo assistencial de nossa Caixa de Assistência. Será a 4ª Mesa sobre o Memorando de Entendimentos, assinado entre o Banco e as entidades representativas dos associados em 21/10/16.

Reproduzo abaixo matéria veiculada no site da Contraf-CUT, a partir de informações de um jornal da grande imprensa, que nos traz muita preocupação.

Eu sou um trabalhador concursado do Banco do Brasil desde 1992 e já vi muita coisa acontecer nestes 25 anos de dedicação a essa importante empresa pública, aos seus trabalhadores que represento como eleito, e às entidades que essa comunidade construiu ou ajudou a construir.

Muito me preocupam as sucessivas reestruturações que vêm ocorrendo em nosso banco público, principalmente por entender que elas podem estar afetando a capacidade plena desta instituição fundamental a serviço do Brasil e do povo brasileiro.

Uma característica básica das relações modernas entre capital e trabalho, entre empresas e seus trabalhadores e demais intervenientes, é a abertura de mesas de negociação e diálogo ao se estabelecer qualquer tipo de mudança ou reestruturações que envolvam a vida de milhares de trabalhadores e a própria comunidade.

Processos de mudanças geram efeitos importantes na vida das pessoas, e nós da Cassi cuidamos de pessoas. Eu desejo que as partes - Banco e entidades sindicais - iniciem imediatamente mesas de negociação, caso se efetivem as notícias que circulam em relação ao nosso Banco do Brasil e uma eventual nova reestruturação que envolva a vida de tantos colegas nossos e suas famílias e a própria comunidade onde o Banco está inserido.

De nossa parte, da parte dos trabalhadores do BB da ativa e aposentados, eu reforço a importância das pessoas buscarem informações em fontes de representação dos funcionários. E preparem-se para a mobilização e processos de lutas neste fim de ano e começo de 2018, se quisermos manter nossos direitos de classe trabalhadora.

Lembrem-se que só a luta unitária nos garante!

Abraços,

William Mendes
Cidadão e bancário do BB

Post Scriptum 19h49: terminei meus trabalhos de estudos de pauta no sábado por volta de 19h. Vamos desligar um pouco no domingo.



(reprodução de matéria do site da Contraf-CUT)



Foto: matéria da Contraf-CUT.

Mais uma vez, funcionários são informados pela imprensa sobre reestruturação no BB

Contraf-CUT mandou ofício ao Banco solicitando informações e exigindo transparência e respeito aos funcionários


O Jornal Correio Braziliense publicou matéria nesta sexta-feira (8) com informações não oficiais sobre um novo processo de reestruturação a ser realizado pelo Banco do Brasil. Há cerca de um ano, o mesmo jornal publicou antecipadamente os detalhes sobre a reestruturação que culminou com o corte, descomissionamento e rebaixamento de cargos de milhares de funcionários, com a implantação de um plano de aposentadoria e fechamento de centenas de locais de trabalho.

“Estamos nos antecipando e solicitando ao Banco que dê transparência aos processos em andamento para que tenhamos negociação das condições de trabalho dos funcionários. Não queremos que os funcionários sejam surpreendidos com anuncio do corte de vagas e fechamento de agências pela TV no domingo à noite, como no ano passado”, afirmou Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou ofício ao BB solicitando explicações sobre a matéria e manifestando preocupação com os funcionários, considerando os traumas ainda sentidos pela última reestruturação. O corte de funcionário, rebaixamento salarial e de funções foi objeto de diversas ações sindicais, paralisações e ações judiciais, além de alvo de processo de mediação instaurado no Ministério Público do Trabalho.

“Não podemos admitir que os funcionários sejam informados sobre as ações do Banco pela imprensa. Isso já aconteceu no final do ano passado, quando o Banco deu início a um grande processo de reestruturação que levou à redução de rendimentos dos funcionários, mudança de locais de trabalho, fechamento de agências, entre outras mudanças. Existem canais de comunicação direta com os trabalhadores e seus representantes. O Banco do Brasil deveria ter uma postura diferente, de diálogo”, criticou Carlos de Souza, secretário geral da Contraf-CUT.

“A Contraf-CUT está atenta a todas as movimentações e publicações e não medirá esforços para defender os funcionários do BB”, completou o coordenador da CEBB, lembrando que recentemente o BB foi obrigado a cumprir decisão judicial de incorporação de função, que beneficia funcionários atingidos pela reestruturação iniciada ainda em 2016.

“Se tudo isso for verdade, trata-se de mais um grande ataque contra os trabalhadores do Banco do Brasil que merecem respostas imediatas”, afirmou Carlos de Souza.

Leia matéria publicada no Correio Braziliense. Leiam também matéria no site do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região (AQUI).

Fonte: Contraf-CUT

8.12.16

Reestruturação no BB - Novas informações da Contraf-CUT


Olá coleg@s do BB,


Seguem novas informações das federações de sindicados representadas pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB da Contraf-CUT.

As entidades sindicais se reuniram nesta data com a direção do Banco para novas negociações sobre direitos dos bancários neste processo de reestruturação e do Plano Extraordinário de Incentivo à Aposentadoria (PEAI).

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Reunião com o Banco do Brasil tem poucos avanços e situação dos funcionários preocupa


Banco continua hesitando em apresentar garantias concretas de manutenção dos salários e realocação

08/12/2016

Reunião com o Banco do Brasil. Crédito: Aguinaldo Ferraz.

Em reunião realizada com o Banco do Brasil, nesta quinta-feira (8), em Brasília, a Contraf-CUT, representada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, novamente tratou do processo de reestruturação envolvendo milhares de funcionários do BB.

Os sindicatos apresentaram ao Banco o quadro das mobilizações do Dia Nacional de Luta, realizado na quarta-feira (7), em vários locais do Brasil, que demostraram o sentimento de desamparo, indignação e desespero de muitos funcionários que terão suas agências fechadas, reduzidas e aqueles que terão seus cargos cortados.

A Comissão de Empresa reafirmou a proposta anterior de criação de VCP Permanente (Verba de Caráter Pessoal) para que o funcionário não perca sua remuneração enquanto não for realocado no mesmo cargo. A mesma regra de VCP foi cobrada para todos os caixas.

Para o Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Wagner Nascimento, em relação aos caixas, o Banco demora em responder sobre a VCP, o que para todos é a questão mais óbvia na proteção dos funcionários. “O BB alega que caixa não é comissão e sim, gratificação. Mas quando se consulta o sistema do Banco, em comissões exercidas aparece Caixa como Comissão. Ou seja, é má vontade e indisposição em gastar um pouco mais. O Banco usa a norma interna pra não dar garantia, quando a norma interna é ele que faz.”

Também foi cobrado do B
anco a situação dos assistentes que não têm opção de migrar na lateralidade e, por causa do plano de funções, terão perda no novo cargo oferecido.

Outras solicitações foram para que a concorrência na lateralidade contemple a pontuação do cargo anterior à VCP, inclusive para quem está em VCP por outras situações que não estas da reestruturação atual.

Foi solicitado e não houve resposta do BB quanto ao TAO especial realocar em todas as vagas via pontuação do sistema, uma vez que os funcionários já passaram por processo seletivo anterior.

RESPOSTAS AINDA INSUFICIENTES

O Banco afirmou que nenhum escriturário será removido para outra praça compulsoriamente e que os excedentes ficarão nos seus locais de origem.

Quanto às agências que serão fechadas, atendendo solicitação da Comissão de Empresa, o BB afirmou que a VCP passará a contar para aqueles funcionários somente depois do fechamento da agência. Se a agência fechar antes de 1º de fevereiro, esta será a data, de modo a contar o que for mais favorável ao funcionário.

Novos Grupos de Funções: o Banco informou que fez ajustes nos grupos de funções de lateralidade para atender casos que antes estavam direcionados para cargo inferior, de forma a reduzir os casos sem correspondência lateral.

Foi cobrado do BB e foi feito o compromisso que pessoas em VCP por situações anteriores serão identificados e analisados caso a caso.

Quanto aos funcionários que tiveram que movimentar de praça por uma reestruturação anterior, o Banco está disposto a avaliar os pedidos dos funcionários para mudança durante o período de excedente ou VCP.

O Banco também informou que os funcionários em licença poderão concorrer para a lateralidade no TAO Especial, devendo fazer a solicitação de inscrição via GEPES – Gerência Regional de Gestão de Pessoas.

Foi afirmado pelo BB que todas as nomeações serão centralizadas pelos comitês de unidades estratégicas. O Banco reafirmou que tem o compromisso de que toda e qualquer vaga na cadeia de nomeação seja primeiramente para regularização de excesso.

O Banco fez os seguintes compromissos quanto a apresentação de números detalhados:

Será disponibilizado um mapa de vagas na intranet a partir de 12/12 e constará também possíveis vagas, considerando adesões ao PEAI ainda não concretizadas.

Além do mapa de vagas, o Banco vai oferecer 3 relações:

- número de adesões por plano de aposentadoria (Previ/Fusesc/Economus/PrevBEP), o número de adesões por funcionário que saíram apenas com o INSS e número de excessos versus o número de adesões ao PEAI por UF (Unidade da Federação).

ESCLARECIMENTOS SOBRE PEAI NO ECONOMUS PREVIMAIS

Os funcionários apresentaram ao Banco os problemas causados pela falta de comunicação quanto aos critérios de adesão ao PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada) para os funcionários que são vinculados ao Economus no Plano PreviMais, cujo tempo para requerimento são apenas 60 meses. Os funcionários não estão suficientemente esclarecidos que embora tenham tempo no Economus, as condições são desfavoráveis para desligamento do BB. Foi solicitado que o Banco faça um comunicado oficial explicando que não se trata de PDV para que os funcionários sejam devidamente esclarecidos.

DENÚNCIAS APRESENTADAS

A Comissão de Empresa denunciou ao Banco que algumas superintendências estaduais e regionais estão fazendo processos seletivos para os escritórios digitais, sem observar o TAO e a necessidade de realocação das pessoas. A Contraf-CUT considera que este é um processo fraudulento de seleção que deve ser coibido pelo Banco através da sua diretoria. Foram denunciados problemas de seleção fora do TAO em Porto Alegre e Curitiba e que podem ocorrer em outros locais.

Foi cobrado do Banco sobre o fechamento de agências em São Paulo e em outros locais fora da lista divulgada pelo BB. Estes novos fechamentos são pela criação dos escritórios digitais e foi solicitado ao BB esclarecimento para a reunião sobre o BB Digital. A mesa temática específica sobre o BB digital será realizada no dia 14 de dezembro, em Brasília.

CCV – CONCILIAÇÃO VOLUNTÁRIA PARA NOVOS CARGOS DE 6 HORAS ESTÁ SOB ANÁLISE JURÍDICA

O Banco enviou na última quinta-feira a minuta da CCV para acordo aditivo contemplando os novos cargos que terão a opção de jornada de 6 horas. Os funcionários optantes poderão posteriormente fazer acordo extrajudicial indenizatório referente às duas horas excedentes.

A Contraf-CUT esclarece que o funcionário não deve aderir contando com a CCV imediatamente pois o acordo enviado pelo Banco está sendo analisado juridicamente e posteriormente será encaminhado o parecer para assinatura. A análise jurídica e a negociação são necessárias para dar mais segurança aos funcionários e aos sindicatos.

ENCAMINHAMENTOS JURÍDICOS AOS SINDICATOS

A Comissão de Empresa enviará aos sindicatos orientações para ações junto às entidades de defesa do Consumidor e a população para cobrar o não fechamento de agências.

Também serão estudadas ações jurídicas para proteger a remuneração e o cargo dos funcionários, caso o Banco continue negando medidas neste sentido.

Para Wagner Nascimento, coordenador da CEBB, os sindicatos deverão mobilizar os funcionários e verificar detalhadamente o mapa de vagas para constatar o tamanho do problema em cada local.

"A conta começa a não fechar a partir da quantidade de desligamento. Como muitos já perceberam que vai faltar vagas, querem uma segurança maior e é isso que estamos fazendo na mesa de negociação. Queremos garantias de que os funcionários não percam salários e cargos."

Fonte: Contraf-CUT

23.11.16

Reestruturação no BB - Preocupações do Diretor de Saúde da Cassi




Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

São quase 23h e estamos encerrando mais um longo dia de trabalho e gestão aqui na sede da Cassi em Brasília. Nossos dias têm sido de longas jornadas em defesa de nossa entidade, do Modelo de Atenção Integral à Saúde e dos direitos dos nossos associados.

Assim como afirmei (ler AQUI) no dia do anúncio da reestruturação de nosso banco público, o BB, sigo bastante preocupado e apreensivo com as informações que temos recebido e percebido ao longo desses três dias.

Além de algumas matérias de sindicatos que li, vi relatos muito comoventes de colegas que pertencem às dependências do Banco que foram listadas para serem fechadas. É uma situação que afeta muito a vida de nossos trabalhadores e suas famílias.

Hoje sou gestor de saúde de nossa Caixa de Assistência, eleito pelos associados, e estamos terminando um ano de trabalho muito intenso. 

Além das dificuldades que enfrentamos à frente de uma autogestão com orçamento contingenciado por causa de diversos problemas do setor de saúde suplementar, que nos levou a pedir apoio às entidades representativas para construirmos negociações para buscar soluções para o déficit no plano de saúde dos trabalhadores, empreendemos em 2016 uma agenda da Diretoria de Saúde indo Estado por Estado procurando o patrocinador Banco do Brasil para fortalecer parcerias com Superintendências, Gepes e Sesmt para termos uma agenda comum de promoção de saúde e prevenção de doenças.

Além do grande impacto negativo da reestruturação do Banco do Brasil na vida e na saúde de nossos trabalhadores, temos ainda a notícia de alterações nas unidades regionais do Banco, alterando sobremaneira as áreas de recursos humanos e gestão de pessoas.

Ao passarmos a desempenhar o papel de gestor de saúde em nome de nossos trabalhadores, nos tornamos apaixonados pela causa que temos defendido - o fortalecimento da nossa Caixa de Assistência como autogestão em saúde com foco na Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família (ESF). Estamos focados no objetivo de nosso mandato em atuar na saúde dos trabalhadores ainda na fase laboral de suas vidas.

São momentos difíceis os que estamos atravessando, tanto nós classe trabalhadora quanto nosso querido País. Eu espero que os sindicatos possam construir uma grande unidade de ação para organizar os trabalhadores e buscar uma resistência na defesa dos empregos e de nosso banco público.

Também espero que a direção do Banco e o governo estejam abertos a receber as representações e suas reivindicações. 

Eu sigo à disposição das entidades representativas, da direção do Banco e dos associados, principalmente naquilo que é minha tarefa, o cuidado com a saúde de mais de 700 mil vidas assistidas em nossa Comunidade Banco do Brasil.

Segue abaixo a matéria da Contraf-CUT sobre a reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB com a direção da empresa, ocorrida ontem.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Primeira reunião após o anúncio do plano de reestruturação do BB.
Foto: matéria da Contraf-CUT.

Contraf-CUT cobra do Banco do Brasil garantias aos funcionários atingidos pela reestruturação


Movimento sindical exigiu, ainda, mais transparência no processo

A Contraf-CUT cobrou garantias de praça e de remuneração para os funcionários que tiveram cargos e funções cortados, bem como a todos que ficarão de excedentes em cada agência, devido ao plano de reestruturação anunciado pelo Banco do Brasil neste final de semana, em reunião realizada nesta terça-feira (22) em Brasília.

Para os funcionários que perderão os cargos, a reivindicação é que a Verba de Caráter Pessoal (VCP), que garante a remuneração, seja iniciada depois de 1º de fevereiro e que o prazo seja estendido para mais de 4 meses. Na minuta de reivindicações, o movimento sindical solicita VCP de 12 meses, em caso de reestruturação.

Os representantes dos trabalhadores pedem ainda que os caixas executivos que tiveram seus cargos cortados e não conseguirem realocação sejam contemplados com VCP, que hoje não tem previsão.

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa do BB, relatou que esta primeira reunião foi para reivindicar as garantias e a proteção aos funcionários. “Precisamos que a empresa tenha sensibilidade de tratar com renda das famílias. Já temos casos de funcionários desesperados no interior do país por ter mudado de cidade em processo seletivo e agora recebeu a notícia que o cargo vai ser extinto.”

Os dirigentes sindicais criticaram a forma como o processo foi conduzido com os funcionários, que souberam da novidade pela imprensa, no final de semana. 

Outra crítica ao Banco é pelo lançamento de um pacote de aposentadoria, juntamente com corte de cargos e fechamento de agências, já que as duas coisas deveriam estar desvinculadas. No entanto, o Banco tanto anunciou fechamento de dependências e corte de vagas, como apresentou ao mesmo tempo um plano de aposentadoria incentivada em um momento de grande sofrimento para um grande grupo de trabalhadores que iniciou a semana sem local para trabalhar.

O movimento sindical argumenta que o fechamento de agências no interior do país terá impacto no atendimento à população e causará transtornos para as pessoas envolvidas.

“O Banco prejudica a população, com a piora do atendimento, e mais ainda o funcionário, ao não garantir a remuneração pela extinção dos cargos. Não pensar em VCP para os caixas é uma falha grave do BB, que ignora a realidade do interior do país", completou Wagner.

GARANTIAS

O Banco do Brasil garantiu que, conforme a reivindicação dos funcionários, ninguém será obrigado a migrar para jornada de seis horas com redução de salários. Nas movimentações na lateralidade fruto da reestruturação, o funcionário poderá optar em permanecer na jornada de 8 horas. Outra garantia é a criação do TAO Especial (sistema de recrutamento, concorrência e seleção), a partir de 1º de dezembro e sem prazo determinado para acabar, com prioridade aos funcionários das áreas impactadas.

FUNCIONÁRIOS ORIUNDOS DE BANCOS INCORPORADOS

O Banco informou ainda que respeitará os regulamentos dos respectivos planos de previdência complementar e que o tempo completo no banco incorporado será contado para efeito de indenização no Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI).

JORNADA DE SEIS HORAS E PLANO DE APOSENTADORIA

A Comissão de Empresa solicitou ao BB que outros cargos de analista/assessores também sejam contemplados com opção para jornada de seis horas, tais como os analistas jurídicos e analistas de engenharia e arquitetura, bem como os funcionários do Sesmt, entidades e empresas coligadas como BB Previdência, BB Seguridade, Fundação Banco do Brasil, Previ e Cassi.

Sobre a CCV - Comissão de Conciliação Voluntária, os sindicatos alertam que não existe atualmente aditivo que permite a realização da CCV e que este acordo ainda será negociado. Os funcionários que fizerem opção para jornada de 6 horas deverão aguardar as assinaturas dos aditivos para não perderem valores nos acertos indenizatórios, por prescrição de tempo.

A Contraf-CUT cobrou mais transparência e informações detalhadas da quantidade de cargos e pessoas envolvidas em casa unidade afetada pela reestruturação. Foi solicitado ao banco planilhas de acompanhamento geral e detalhada por prefixo. "Recentemente, há menos de um ano, o banco fez uma reestruturação na área de logística, bastante criticada por obrigar funcionários da área de engenharia a mudar de cidade. Como esse novo pacote, esses mesmos funcionários, em menos de um ano vão novamente perder os cargos e alguns terão que mudar de local novamente. Brincar desse jeito com famílias, crianças, escola, é irresponsabilidade social”, argumentou o coordenador.

MOBILIZAÇÕES E NOVAS REUNIÕES

A Contraf-CUT orienta a todos os sindicatos a fazerem reuniões nos locais de trabalho buscando informações e dando orientações aos funcionários, preparando atividades de mobilização locais e as que serão orientadas nacionalmente. Nova rodada de negociação será realizada no dia 1º de dezembro, na sede do BB, em Brasília.


Fonte: Contraf-CUT (com alterações e correções do blog)

23.4.15

Saiba o que os bancários vão perder caso o PL 4330 seja implementado



Manifestação contra terceirização 
em frente à Câmara dos Deputados.
Crédito: CUT.

A aprovação dos destaques ao PL 4330/2004 da terceirização nesta quarta-feira 22, se não for rejeitado pelo Senado, trará consequências desastrosas para a vida dos trabalhadores. 

A guerra contra esse nefasto projeto ainda não terminou (além de passar pelo Senado, pode ser vetado pela presidenta Dilma Rousseff), mas é importante conhecer como essa nova lei, caso venha a ser implementada, pode interferir do dia a dia de quem trabalha no sistema financeiro. 

Substituição de bancários por trabalhadores terceirizados

O PL 4330 amplia a terceirização para todas as atividades das empresas. Atualmente, por força do Enunciado 331 do TST, somente as atividades chamadas "meio", ou seja, aquelas acessórias e não relacionadas à atividade principal da empresa, podem ser terceirizadas, tais como limpeza e vigilância. 

De acordo com o projeto de lei, qualquer atividade agora poderia ser repassada para terceiros. E como a terceirização no Brasil é utilizada para reduzir custos de mão de obra, imaginem o que ocorreria com os cerca de 37 milhões de trabalhadores contratados diretamente e por prazo indeterminado hoje. Gradativamente seriam substituídos por trabalhadores prestadores de serviços.

Atualmente, o banco não pode contratar pessoal que não seja bancário para trabalhar em sua rede de atendimento nas agências. Se esse projeto for aprovado também no Senado, a instituição financeira poderá substituir total ou parcialmente esses bancários por prestadores de serviços, que inclusive poderão trabalhar alguns dias do mês, ou algumas horas do dia, sem ter relação nenhuma de trabalho com o banco. 

O mesmo pode ocorrer com um gerente de relacionamento, que poderá ser substituído por uma empresa especializada em corretagem, por exemplo. Poderemos ter bancos sem bancários, a depender da estratégia de negócios de cada empresa.

Degradação das relações de trabalho

Para a empresa que contrata, de acordo com o PL, não existirão problemas de falta por adoecimento do trabalhador, atrasos e dificuldades para cumprimento do contrato. A relação dessa empresa é com outra empresa, responsável pela prestação integral desses serviços, faça chuva ou faça sol. É por isso que geralmente as relações de trabalho para os terceirizados tendem a ser muito mais cruéis e impessoais.

Fim dos concursos públicos e contratação de cabos eleitorais

Conforme o PL 4330 aprovado na Câmara, a terceirização poderá atingir os trabalhadores rurais e urbanos, do setor privado e de empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias e coligadas. 

Desta forma, para essas empresas sob o controle do Estado, adeus concurso público. O BB, a Caixa, o Banco do Nordeste, o BNDES, o Banco da Amazônia e os bancos estaduais poderão se tornar verdadeiros cabides de emprego e unidades de lotação de militantes políticos e cabos eleitorais, através da realização de contratos de prestação de serviços. A remuneração, como será diferenciada, em alguns casos, poderá ser inclusive maior que a praticada na categoria, para contemplar novos apadrinhados. Poderá ser o fim dos quadros de carreira.

Esfacelamento da organização sindical e achatamento salarial 

Somente quando a terceirização for entre empresas da mesma categoria econômica é que seria assegurada a mesma representação sindical, desde que sejam do mesmo setor econômico. Mas raramente isso acontece. Na grande maioria dos casos, a empresa contratada para a prestação de serviços é de outro setor econômico. 

Mesmo assim, nos casos em que ficar garantida a mesma representação sindical, o texto-base do PL 4330 estabelece que os acordos e as convenções coletivas serão específicos. Ou seja, nem nesses casos ficam garantidos os mesmos salários, benefícios e direitos com os trabalhadores terceirizados, que geralmente são bem menores.

Com isso haverá, em curto espaço tempo, achatamento salarial e perda de direitos para uma enormidade de trabalhadores, que passarão à condição de terceirizados.

Terceirizados continuarão sem garantias 

O PL 4330 não resolve nenhum dos problemas atuais dos cerca de 12 milhões de terceirizados, particularmente o calote, porque as cautelas e cauções criadas de garantia correspondentes a 4% do valor do contrato, mas tendo o teto de 50% do valor equivalente a um mês de faturamento, poderá ser insuficiente para honrar os compromissos e verbas em débito junto aos trabalhadores. 

Além disso, a responsabilidade entre as empresas continua sendo definida apenas como subsidiária e não solidária. Até mesmo a alimentação só é concedida nas mesmas condições se for oferecida em refeitórios. No caso do fornecimento de tíquetes refeição, essa obrigação não existe.

Estímulo à pejotização

O projeto legaliza e amplia a figura dos PJ´s, que são as empresas de uma pessoa só. Essa modalidade de relação será muitíssimo estimulada, porque os ônus ficarão apenas para esse trabalhador, que perderá essa condição e se tornará uma empresa, um PJ, que não terá direito a adoecer, tirar férias, faltar ao trabalho etc.

Quarteirização e quinteirização 

Mesmo tendo a especialização como escopo, o PL 4330 autoriza a subcontratação pela empresa contratada de parcela específica objeto do contrato, ou seja, prevê a autorização para quarteirizar e quinteirizar, infinitamente.

O fato do texto do PL 4330 vedar a intermediação de mão de obra não traz nada de novo, porque a CLT assim já o veda e, mesmo assim, o que mais ocorre e é comprovado pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Justiça do Trabalho é a figura da intermediação ilegal de mão de obra.

Legalização da existência de correspondentes bancários 

O PL 4330 excepcionaliza e legaliza a figura dos correspondentes bancários e Banco Postal explicita e descaradamente, contrariando o princípio do projeto que seria o da especialização. Esse fato, mais a autorização da subcontratação infinita, joga por terra o argumento da especialização.

Piores condições de trabalho para terceirizados

Quando alegam que o PL 4330 garantirá os direitos dos trabalhadores terceirizados, leia-se aqueles previstos na CLT e na Constituição Federal. Ou seja, serão os mínimos previstos. Mas essa previsão legal já existe. O que hoje ocorre comumente são calotes e muita informalidade nesse setor, que infelizmente não acabarão por conta da proposta apresentada. 

Na verdade, é da natureza do processo de terceirização toda essa fraude e prejuízos aos trabalhadores. Mesmo assim, ao substituir os atuais trabalhadores pertencentes às categorias organizadas atualmente, apesar de continuarem a ter direitos a férias, 13º salário e licença maternidade, os valores efetivamente pagos serão menores, na medida em que forem perdendo ou alterando o seu enquadramento sindical.

Consequências desastrosas

Caso esse malfadado projeto de lei venha a ser aprovado também no Senado, certamente teremos como consequências desastrosas no Brasil:

1. Aumento da precarização do trabalho, dos salários e dos direitos: os terceirizados ganham em média 24% menos e têm jornadas pelo menos 3 horas semanais a menos. Geralmente não recebem PLR e valores ínfimos referentes a tíquetes refeição e raramente o recebem a título de auxílio-alimentação (cestão).

No caso dos bancários, essas diferenças são muito maiores porque os terceirizados recebem algo em torno do salário mínimo, ou até menos, como no caso da Contax, porque essa empresa paga proporcional ao número de horas trabalhadas. 

Ao invés de 6h por dia, trabalham 8h, incluindo sábados e também domingos. E isso poderá atingir um contingente cada vez maior de trabalhadores, caso o enquadramento sindical mude para os atuais bancários.

2. Aumento dos acidentes, adoecimentos e mortes: como consequência da terceirização como medida de redução de seus custos, as empresas gastam menos com treinamentos, formação e equipamentos de segurança, além de aplicarem maior intensidade no trabalho, com jornadas muito mais extenuantes, o que faz com que atualmente as estatísticas oficiais apontem que para cada 10 acidentes com vítimas fatais no trabalho no Brasil 8 são trabalhadores terceirizados.

3. Queda no valor dos salários e benefícios, com as alterações constantes do enquadramento sindical e maior rotatividade no emprego, comum a esse tipo de atividade terceirizada, com repercussão negativa na participação dos salários na renda nacional.

4. Queda na arrecadação dos impostos e de encargos sociais, comprometendo o pagamento de aposentadorias, pensões e licenças saúde, mas com aumentos nos gastos com seguro-desemprego e afastamentos do trabalho.

5. Dificuldades nas negociações coletivas para renovação de acordos e convenções, dada à alta pulverização nas categorias profissionais, com diversas datas base. E obter novas conquistas será praticamente impossível, via a fragilização dos movimentos grevistas, porque cada vez mais as negociações serão mais específicas, em torno de um número cada vez menor de representados, que se apresentarão de forma cada vez mais isoladas.

6. Aumento das possibilidades de fraudes e corrupção nos contratos, entre fornecedores, contratadas e empresas contratantes.

7. Queda na qualidade de produtos e serviços.

8. Casos análogos ao trabalho escravo tendem a aumentar, pois, se na ausência de legislação que preveja esse tipo de prestação de serviços, quando e se a lei possibilitar essa forma de relação de trabalho, a tendência é que também aumente. De 2010 a 2014, 90% dos trabalhadores resgatados desse tipo de situação eram terceirizados.


Fonte: Contraf-CUT

16.1.15

Metalúrgicos obtêm vitória com readmissão e encerram greve no ABC


COMENTÁRIO DO BLOG

Essa vitória da luta unitária e solidária dos metalúrgicos do ABC contra a demissão de seus companheiros de trabalho é um belo exemplo a ser seguido por nós bancários do BB da ativa e aposentados neste momento em que o Banco ataca nossos direitos em saúde na Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi). Peço unidade e mobilização para exigir que o Banco do Brasil faça as contribuições extraordinárias necessárias para aprofundar o modelo de sistema de saúde que já era para ter sido implantado e não o foi e o Banco está lá na gestão de forma ininterrupta desde 1996. NÃO aceitamos redução de direitos ou aumento de mensalidade sem negociação e sem o banco fazer a sua contribuição à Cassi.



Mobilização garante que 800 metalúrgicos 
na Volks voltem ao trabalho

A luta dos metalúrgicos e metalúrgicas do ABC e da CUT garantiu nesta sexta-feira (16) a reintegração dos 800 trabalhadores demitidos arbitrariamente no final de 2014 pela Volkswagen, além de abono salarial e Participação dos Trabalhadores nos Lucros e Resultados (PLR).

"Nós garantimos que R$16.576 sejam pagos aos trabalhadores a título de PLR e abono ainda no mês de janeiro, que os 800 trabalhadores fossem reintegrados e também a abertura de um Programa de Demissão Voluntária, que não é para todos os trabalhadores da fábrica", afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O Programa de Demissão Voluntária (PDV) será aberto a um grupo de cerca de 2.500 trabalhadores.

"Essa luta foi feita com base nos direitos e para garantir os direitos. Exercemos o direito de greve, à luta e ao direito de manifestação. Tivemos todas as premissas do que é fazer a boa luta. A assembleia de trabalhadores vibrou em dois momentos: no anúncio da readmissão dos companheiros e no anúncio do pagamento dos abonos em 20 de janeiro", complementa.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a remuneração salarial terá reajuste pela inflação mais aumento real a partir de 2017 com garantia de emprego até 2019, como havia na proposta anterior. Em 2016, o valor terá reajuste pelo INPC integral.

Para Carmen Foro, presidenta da CUT em exercício, a reintegração dos metalúrgicos e metalúrgicas dispensados é simbólica. "O sucesso da luta dos trabalhadores do ABC representa também a vitória contra outras possíveis demissões que se desenhavam em outras partes do Brasil".

Carmen ressalta, ainda, a necessidade de união e trabalho conjunto para os trabalhadores terem suas pautas atendidas. "É incomparável a força dos trabalhadores quando são solidários, quando lutam, quando se organizam. A greve, a mobilização, atuação do sindicato, a solidariedade dos trabalhadores foi decisiva para essa readmissão". 


Fonte: CUT