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22.12.25

Hospital CASSEMS Campo Grande



"Atentos, ao longo dos anos, interiorizamos o atendimento e investimos cada vez mais em programas de promoção à saúde. Temos hoje 76 unidades de atendimento, 24 centros odontológicos, 8 centros médicos, 4 centros de prevenção, 6 centros de diagnósticos e 9 hospitais: Aquidauana, Paranaíba, Três Lagoas, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã, Coxim e, agora, o Hospital Cassems de Campo Grande..." (Ricardo Ayache, 06/10/16, em seu discurso de inauguração do Hospital, p. 167)


Estive na cerimônia de inauguração do Hospital Cassems de Campo Grande, e pude testemunhar o momento de realização de mais um sonho da direção da CASSEMS e dos servidores de Mato Grosso do Sul. 

Ayache informou em seu discurso que o investimento foi de R$ 84 milhões para construir e equipar o hospital, sendo R$ 45 milhões de recursos próprios e R$ 39 milhões provenientes do FCO/BB. O equipamento foi construído em dois anos. 

Como gestor da CASSI à época, me lembro que nossa autogestão pagava só a uma grande rede credenciada mais de R$ 400 milhões por ano.

Eu vinha estudando a questão da verticalização em sistemas de saúde, sejam eles públicos ou privados, e sendo absolutamente contrário à terceirização, tinha certeza do acerto da CASSEMS em sua decisão de investir em estrutura própria de saúde. 

Finalizei a releitura do livro comemorativo dos 15 anos da CASSEMS (2016). Foi uma volta ao tempo no qual estudei muito gestão e modelos de sistemas de saúde. Ano que vem, a autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul completará 25 anos. Estão de parabéns!

Faz alguns meses decidi não falar mais da atualidade da gestão da CASSI. Apesar de conhecer alguma coisa a respeito, por não ter sido demandado a opinar nos últimos anos, vou falar somente do passado e da história de nossa autogestão em saúde, se for para falar alguma coisa.

Tenho certeza no acerto da aposta na solidariedade em caixas de assistência e previdência. Cooperativismo e associativismo são as melhores decisões para o alcance de direitos por parte da classe trabalhadora. 

Desejo sucesso à CASSEMS, à CASSI e às demais autogestões em saúde. 

E, claro, desejo sucesso e ampliação ao nosso Sistema Único de Saúde (SUS), a maior conquista social do povo brasileiro. Temos que retomar as estruturas terceirizadas do SUS.

William Mendes 

22/12/25


Post Scriptum: estou às voltas com a sistematização e encadernação de meus blogs. Esse processo já gerou um livro de memórias sindicais e agora um de poesia, em produção. Acho ruim a CASSI não ter seu livro de história. Se tiver ânimo, vou escrever a história da CASSI, que conheci durante meus estudos de gestor da autogestão. 


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

CASSEMS: consensos no custeio e programas de saúde



Após definição de novo custeio, a prevenção virou foco na CASSEMS

"A prevenção é o grande caminho da humanidade. O envelhecimento populacional é uma realidade e uma conquista de todos. Cuidar da saúde antes que a doença apareça é prioridade. A prevenção proporciona equilíbrio para o sistema de saúde e melhor qualidade de vida para as pessoas..." (p. 123)


A reflexão acima foi dita pelo novo presidente da CASSEMS, Ricardo Ayache, em 2010. Uma década depois de criada, a autogestão passaria a focar muito mais em prevenção. Decisão muito acertada.

A CASSEMS tem programas de saúde muito interessantes e equipamentos que poderiam ser implantados por autogestões como a CASSI.

Os ônibus da saúde (p. 128), por exemplo, são excelentes alternativas para cobertura de exames e pequenos procedimentos em regiões desassistidas de estruturas de saúde. Algo muito comum nos interiores. É prevenção na veia!!!

A CASSEMS tem atendimento odontológico em seu sistema, algo que deveria ter na CASSI. 

Em 2010, o Banco do Brasil não cumpriu a questão do plano odontológico como havíamos negociado, um direito dentro da CASSI para os associados. Ao implementar o modelo para funcionários da ativa, excluiu o conjunto dos aposentados e pensionistas. 

O programa CASSEMS ITINERANTE é uma estratégia inteligente e lida com a carência de médicos e redes nas regiões assistidas. 

"Preocupada com essa situação, a direção da CASSEMS organizou equipes formadas por médicos especialistas em procedimentos mais complexos, de várias áreas, para atender a população dos municípios mais carentes de recursos médicos, nos fins de semana. As equipes são formadas com base nas demandas de cada município. Em 2014, por meio do programa, somaram-se 5.200 atendimentos nos seis municípios selecionados para receber esse trabalho." (p. 132)

Enfim, ao ver a história da autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul, criada em 2001 tendo como referência a CASSI dos funcionários do Banco do Brasil (criada em 1944), vejo hoje que se poderia estudar muitas experiências exitosas da CASSEMS. 

William Mendes 

22/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

14.12.25

CASSEMS construindo a rede hospitalar



HISTÓRIA

"Em 2004, a Cassems iniciou a fase de compra, locação ou comodato de hospitais em cidades consideradas estratégicas, uma alternativa importante porque diminui os deslocamentos dos beneficiários para outros centros e aproxima-os da Caixa. A isso se soma, claro, a redução dos custos gerais da empresa. Concretamente, o usuário é atendido em uma estrutura dele, paga mensalmente com sua contribuição descontada em folha de pagamento. Outro fator é a independência técnica e financeira que a empresa ganha, uma vez que suaviza a dependência em relação à rede credenciada que, como qualquer empresa capitalista, se move na busca do lucro máximo." (p. 102)


O capítulo 9 foi central em meus estudos em 2017 sobre verticalização ou não de autogestões em saúde.

Visitei a CASSEMS mais de uma vez, à época, e entendi ser muito acertada a decisão da direção e dos associados, os servidores do Estado, em investir em estruturas próprias de saúde. 

Os problemas que a CASSEMS enfrentava com a rede credenciada capitalista eram os mesmos que a CASSI e seus participantes enfrentavam. 

Segue abaixo a anotação que fiz no capítulo em 2017:

"A construção/aquisição de diversos hospitais foi fundamental para a melhoria do atendimento da população associada à Cassems. Locais com cerca de 8 mil pessoas foram contemplados com hospital próprio. Não deu certo fazer gestão hospitalar com outro sócio (Unimed). Onde monopólio hospitalar prejudicava o associado Cassems, o problema foi resolvido com hospital próprio. É tudo que acontece com a Cassi nos Estados!" (pag. 113)

A CASSI, à época (2017), tinha uma estrutura própria de CliniCassi nos Estados, para Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família (ESF). Os imóveis eram próprios ou alugados. 

Entretanto, mais de 90% de seus recursos iam para a rede credenciada do mercado, todo dinheiro que entrava, saía no uso assistencial terceirizado. É um verdadeiro saco sem fundo, na minha opinião. 

E... mesmo gastando todo recurso na rede privada, a CASSI não tem quem atenda seus associados nos interiores... A CASSEMS resolveu isso!

"O fechamento dessas instituições criou um novo desafio para a direção da Cassems: quem atenderia seus beneficiários? Como forma de resolver essa situação, a Caixa adquiriu alguns hospitais que estavam fechados ou próximos de fechar. Dotar as unidades regionais de pelo menos um hospital da Cassems passou a ser meta da empresa a ser atingida até 2018." (p. 103)

Enfim, a autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul tinha em 2016 hospitais em Dourados, Nova Andradina, Ponta Porã, Aquidauana, Paranaíba, Naviraí, Três Lagoas, Coxim, Corumbá e um excelente centro médico de alta tecnologia em Campo Grande - estive na inauguração.

Na minha opinião, a autogestão dos funcionários do Banco do Brasil e seus associados poderiam refletir e avaliar o exemplo da CASSEMS, criada em 2001 tendo a CASSI como referência.

William Mendes 

14/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

13.12.25

CASSEMS: modelo de estrutura assistencial gerou debates

 


HISTÓRIA

Investir ou não em hospitais e estruturas próprias de assistência à saúde?


"Outro debate, em 2004, objetivava criar uma rede de hospitais própria. Não era consenso, mas o grupo liderado por Davi possuía a hegemonia da proposta. Os que eram favoráveis a ela argumentavam que outros planos de saúde tinham hospitais que possibilitavam baratear os custos de trabalho com saúde; quem era contra alegava que o investimento que as obras demandariam poderia comprometer financeiramente a entidade. Mas a paralisação dos ortopedistas e traumatologistas de Dourados teve um peso importante para que a direção da Cassems aprovasse, nesse mesmo ano, a proposta de compra do hospital Mater Dei, o único que atendia os conveniados à Cassems em Dourados, e estava próximo de fechar suas portas." (p. 76)


Ao estudar a história da CASSEMS em 2017, sendo gestor eleito da CASSI à época, me chamou atenção essa questão da definição do modelo de estrutura assistencial, se seria própria ou toda terceirizada, ou seja, comprando no mercado capitalista os procedimentos e materiais de saúde. 

O livro nos conta, no capítulo 7, a falta de consenso sobre o tema da verticalização na CASSEMS em seus primeiros anos de existência. 

No capítulo seguinte, vimos que a divergência de modelo de gestão de saúde foi um dos motivos por haver duas chapas nas eleições da direção em 2007. Venceu o grupo que defendia investimentos em estruturas próprias de saúde para atender seus beneficiários. 

"Entre 2008 e 2010, a nova diretoria atuou fortemente na consolidação da rede de hospitais e incrementou sua relação com os beneficiários..." (p. 89)


Eu tenho simpatia pela questão da verticalização nos sistemas de saúde da classe trabalhadora - como as autogestões -, e no sistema público, o nosso SUS. 

Óbvio que a questão merece estudos, mas conhecendo o papel do mercado capitalista na área de saúde, sei que a saúde das pessoas não é o objetivo dos médicos capitalistas. A doença dá lucro, leito ocupado e procedimentos dão lucro. 

Prevenção e gente sadia não gera lucro para a "indústria" da saúde, e consequentemente para os donos do "negócio", médicos capitalistas. 

Enfim, a CASSEMS, me parece, segue sendo uma Caixa de Assistência de sucesso em seus quase 25 anos de existência. Entendo que a direção e os servidores têm feito boas escolhas. 

William Mendes 

13/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

12.12.25

CASSEMS enfrenta questão dos custos médicos



HISTÓRIA

Custeio do plano de saúde dos servidores e o custo dos serviços pela Tabela CBHPM


"Na sequência, a palavra foi facultada ao diretor Ricardo Ayache para explicar os impactos da nova tabela dos médicos nas contas da empresa. Ayache informou que a Cassems possuía 1.314 credenciados e vivia um momento de dificuldades em função da ameaça da imposição da CBHPM, que contém preço de todas as atividades médicas do Brasil. Falou que, caso fosse aprovada a tabela, uma cesariana, que custava R$ 179,00, passaria para R$ 384,00." (p. 77)


A leitura do capítulo 7 do livro comemorativo dos 15 anos da CASSEMS é muito esclarecedora para pessoas interessadas nas questões da CASSI, autogestão em saúde dos funcionários do Banco do Brasil. 

A CASSEMS havia sido criada há 3 anos e em 2004 enfrentava desafios muito comuns ao dia a dia da CASSI: falta de credenciados nos interiores, custeio do plano e preço dos serviços médicos do mercado de saúde privado e capitalista. 

Naquela época, a CASSI havia terminado seus estudos internos, iniciados após a reforma estatutária de 1996, sobre o melhor modelo de Atenção Primária (APS) e havia lançado a Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 2003, com objetivo de abranger com cuidados preventivos e monitoramento de crônicos o conjunto dos assistidos do Plano de Associados (mais de 400 mil vidas) e mais os crônicos do Cassi Família. 

A direção da CASSEMS precisou vencer longos debates com sindicatos e servidores para equalizar o novo custeio da Caixa de Assistência e fortaleceu no processo a decisão de adquirir rede própria de hospitais inclusive para enfrentar a questão do mercado médico quase cartelizado no país (opinião minha).

Capítulo excepcional da história da autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul e das autogestões em saúde lidando com um mercado cuja saúde é negócio para enriquecer uma classe de profissionais de determinada área do conhecimento humano. 

William Mendes 

12/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

11.12.25

CASSEMS e a verticalização de sua estrutura assistencial



HISTÓRIA

Quando era gestor eleito da CASSI, autogestão em saúde dos funcionários do Banco do Brasil, me interessei pela história de sucesso da CASSEMS, criada em 2001 tendo como referência a nossa Caixa de Assistência. 

Um dos temas de meu interesse era a questão da estrutura própria de saúde e administração da autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul, questão conhecida como verticalização. 

"Como havia críticas pelo fato de a entidade continuar usando alguns imóveis do governo do estado e como a direção da entidade almejava construir sede própria para as unidades regionais, decidiu-se, em 2002, adquirir um imóvel na área central de Campo Grande, no bairro São Francisco, onde passou a funcionar a sua unidade regional. Logo em seguida, adquiriu um amplo terreno próximo ao Parque das Nações Indígenas, onde funciona a sua sede atualmente." (p. 67)


Uma questão chama a atenção: os gestores comentam no livro a importância que o investimento em estruturas próprias teve em relação aos fundos garantidores, exigências frequentes no setor.

"A compra desses imóveis foi possível, inicialmente, porque todas as operadoras de plano de saúde são obrigadas a manter um fundo de reserva, ou seja, um montante em numerário ou imobilizado para garantir, em caso de dificuldade financeira, o andamento e a solidez do negócio. Corretamente, a direção da Cassems percebeu oportunidade na aquisição desses imóveis. Nessa fase, começaram os investimentos, era um indicativo forte de que a entidade estava no caminho certo." (idem)


Na minha opinião, essa experiência da CASSEMS poderia ser estudada por outras autogestões, dentro do modelo de associativismo e cooperativismo, setor que sofre muito pela concorrência desproporcional com o mercado capitalista de saúde. 

William Mendes 

11/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

Desafios iniciais da CASSEMS



HISTÓRIA

IMPASSE COM APOSENTADOS E PENSIONISTAS

"Só que o início da Cassems não foi povoado só de notícias boas. Aposentados e pensionistas foram à justiça para não pagar a contribuição de 3% de seus salários, alegavam que a contribuição era injusta e ilegal porque eles eram isentos dela, no tempo do Previsul..." (p. 61)


A história da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul é uma referência importante quando se estuda modelos de autogestão em saúde, uma forma de associativismo e cooperativismo. 

O capítulo 5 do livro comemorativo da CASSEMS nos conta um pouco das dificuldades que os trabalhadores enfrentaram e venceram ao não optarem por planos de mercado para a questão da saúde suplementar.

Ao mudarem do antigo modelo Previsul (falido) para a autogestão, cerca de 12 mil aposentados e pensionistas discordaram do modelo solidário de todos contribuírem com 3% dos benefícios e o Estado com 3%. 

As lideranças sindicais foram fundamentais no processo de superação dessa questão. As entidades políticas trabalharam muito a questão do pertencimento. 

A CASSEMS É UM INSTRUMENTO DO SERVIDOR 

"(...) os líderes sindicais dos servidores, que haviam desempenhado papel decisivo na criação da Cassems, meses antes, passaram a atuar com muita determinação no trabalho de conscientização dos usuários contra qualquer tipo de anomalia envolvendo a Caixa de Assistência." (p. 62)


Em 2014, quando cheguei eleito com apoio dos sindicatos à direção da CASSI, dos funcionários do Banco do Brasil, precisamos definir estratégias de defesa da Caixa de Assistência e fizemos um trabalho intenso de pertencimento para que os associados não caíssem na lábia da direção do patrocinador (banco) e aceitassem a tese da quebra da solidariedade no modelo de custeio do Plano de Associados. 

Deu certo naquele momento da história da CASSI. Até 2018 o custeio foi mantido como era desde 1996.

Enfim, depois vieram novos desafios aos participantes do plano e às entidades sindicais. A luta de classes continua.

William Mendes 

11/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

10.12.25

Fundação da CASSEMS



HISTÓRIA

A CASSI foi a referência para a criação da CASSEMS em 2001. O PT e os sindicalistas foram importantes na criação da autogestão. 


"Quando as lideranças perceberam que haviam perdido o debate sobre a reforma administrativa, procuraram o governo e propuseram que a previdência e a assistência à saúde ficassem com elas. O governo Zeca se dispôs a fazer o debate, o governador conhecia a experiência da Caixa de Assistência do Banco do Brasil, sabia perfeitamente que os trabalhadores têm competência para gerir suas entidades de defesa mútua e outros organismos." (p. 49)


Duas figuras do PT foram centrais na criação da autogestão dos servidores de Mato Grosso do Sul, pelo que leio no livro da CASSEMS: Zeca do PT e Gleisi Hoffmann, que à época era secretária de Estado de Reestruturação e Ajuste (p. 50).

O capítulo é fundamental para compreender as polêmicas e contradições da época: as categorias de servidores de maiores salários não queriam a criação da autogestão por uma questão egoísta (opinião minha), porque achavam cara a contribuição de 3% (a proposta era 3% para o Estado e 3% para o servidor, pág. 51).

Esse grupo da elite preferiu planos de mercado, cerca de 5 mil beneficiários (p. 52).

As grandes categorias de servidores seguiram as lideranças sindicais e criaram a CASSEMS em assembleia no dia 16/02/01 (p. 55)

Por causa dos sindicalistas e da esquerda, temos hoje uma das maiores autogestões em saúde do país, a CASSEMS.

William Mendes 

10/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

9.12.25

CASSEMS: uma assistência à saúde como a CASSI do BB



HISTÓRIA

"(...) houve uma CPI que constatou que o Previsul estava falido e não prestava para atender à saúde nem à previdência. Quis o destino ou a sorte que eu virasse governador do estado, e quando assumi o mandato, encontrei um modelo de gestão falido, por isso resolvemos fazer uma reforma administrativa, neste momento, cumpriu um papel importante a Gleisi Hoffmann (...). Certo dia, ela falou que tínhamos de separar a previdência da assistência à saúde, e propôs para a assistência à saúde um modelo parecido com o da Cassi, do Banco do Brasil, que eu conhecia. Eu achei interessante a ideia, pedi que aprofundasse os estudos, o que culminou com a Cassems..." (p. 32)


Essa história é interessante. Zeca do PT assumiu o governo do estado de Mato Grosso do Sul em 1999 e como funcionário do Banco do Brasil conhecia nossa autogestão em saúde, a CASSI. 

Nós havíamos optado por um modelo de gestão fora do RH do Banco, na reforma estatutária de 1996. 

E a CASSI passaria a fazer a gestão da saúde de seus associados através de um modelo de Atenção Integral à Saúde, focado em prevenção e promoção de saúde e Atenção Primária.

Os servidores públicos de Mato Grosso do Sul optaram, em sua maioria, em seguir esse modelo. Uma parte deles optou por planos de saúde de mercado.

A CASSEMS vai completar 25 anos em 2026 e segue sendo uma das melhores autogestões do país. 

Decisão acertada de nossos colegas petistas no final dos anos noventa. Venceu a solidariedade, o associativismo e o cooperativismo. 

William Mendes 

09/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

CASSI seguiu existindo após IAPs



HISTÓRIA

"Com base na Lei Eloy Chaves, consagrada em 1923, iniciativa muito comemorada pela classe operária nacional, foi instituído o sistema de Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs) o sistema era gerido de forma tripartite: governo, empregados e empresas contribuíam. Os trabalhadores, essencialmente, participavam do Conselho Administrativo dessas Caixas." (p. 21)


A Lei Eloy Chaves permitiu que trabalhadores passassem a ter acesso, também, a assistência médica através de Caixas de Assistência. 

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"Em meio ao debate político sobre saúde e previdência da década de 1930, surgiu o decreto que criou os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs). Estivadores, transportadores de cargas, comerciários, bancários, industriários, entre outros, foram beneficiados. Na virada da década de 1930 para 1940, a maioria das CAPs foi absorvida pelos IAPs, embora algumas tenham sobrevivido, como é o caso da Cassi, do Banco do Brasil, criada em 1944 e que até o tempo presente continua em operação." (p. 22)


Conhecer a história é importante para nós da classe trabalhadora para que tenhamos melhor compreensão da realidade objetiva.

A CASSI da comunidade de funcionários do Banco do Brasil não é um plano de saúde, não é! É uma Caixa de Assistência, baseada em princípios solidários como associativismo e cooperativismo. 

É por isso que a razão de ser da CASSI é o Plano de Associados e não seus planos comerciais para grupos de afinidade até determinado grau de parentesco com associados. 

William Mendes 

09/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

CASSI e CASSEMS: autogestão e solidariedade de classe



HISTÓRIA

"O objetivo dessas associações era proteger o trabalhador associado do desemprego ou da enfermidade. As entidades custeavam despesas de funeral dos sócios, concediam alguma ajuda financeira quando o trabalhador estava desempregado ou enfermo, e, em alguns casos, também custeava as despesas da viúva e dos filhos do sócio." (p. 17)


O livro "CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível" (2017), de Eronildo Barbosa da Silva, nos conta a história de sucesso do associativismo e cooperativismo dos servidores públicos do estado de Mato Grosso do Sul. 

O primeiro capítulo aborda a questão histórica da solidariedade da classe trabalhadora desde séculos passados.

Como os donos do poder sempre atuaram para impedir a união e solidariedade da classe trabalhadora, até os nomes das associações e sindicatos tinham que disfarçar os objetivos reais para que as entidades de classe pudessem existir.

Eram associações "religiosas", com nomes de santos, de amigos, de ajuda mútua etc.

Conheci a CASSEMS quando era gestor eleito de outra autogestão em saúde, a CASSI, dos funcionários do Banco do Brasil. 

O livro comemorativo dos 15 anos de existência da CASSEMS me trouxe, à época, muita informação relevante sobre o tema e este setor de saúde suplementar. 

Ler é sempre uma atividade diferenciada de nossa espécie. Sigamos lendo e estudando. 

William Mendes

09/12/25


Bibliografia:

SILVA, Eronildo Barbosa da. CASSEMS 15 anos: autogestão em saúde: um sonho possível. Campo Grande: CASSEMS, 2017.

28.2.22

Memórias (XIX)


Conversando com associados da Cassi MS (out/2016).

Cassi e Cassems, exemplos de autogestão em saúde


Opinião

Nesta semana que passou conversei com um colega aposentado do Banco do Brasil a respeito de nossa Caixa de Assistência e da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado do Mato Grosso do Sul. Ele está desenvolvendo um trabalho acadêmico que aborda questões sobre essas instituições de trabalhadores e como tive a oportunidade de ser gestor de nossa autogestão o colega avaliou que eu poderia compartilhar com ele algumas impressões e experiências que tive como gestor de saúde. Tivemos uma boa conversa.

Tenho boas lembranças a respeito dessas autogestões. As histórias dessas duas caixas de assistência à saúde são belíssimas, são exemplos de realização coletiva a partir do desejo do bem comum, são instituições que têm em sua raiz o desejo de solidariedade de classe. 

CASSEMS

Da Cassems tenho informações essenciais, públicas, li o livro comemorativo dos 15 anos de existência da autogestão e estive em contato com a instituição durante o mandato eletivo que exerci de diretor de saúde da Cassi (2014/18). Tenho uma leitura geral sobre a Cassems em relação à estratégia que os associados adotaram para a Caixa de Assistência (operadora) se estabelecer no agressivo mercado de saúde privado brasileiro. 

A palavra é essa mesma - "agressivo mercado" - porque ao se conhecer por dentro a forma como opera essa "indústria" fica claro o quanto pesa a questão do lucro e retorno financeiro nos objetivos dos vendedores de serviços de saúde. É uma grande indústria capitalista essa da saúde/doença como mercadoria.

Aliás, para vocês conhecerem a pujança da Cassems eu sugiro que vocês naveguem pelo site da autogestão. É de encher os olhos, lá vocês vão ver informações sobre os 10 (dez) hospitais próprios dos servidores do Estado. Conheço a história da aquisição e funcionamento de cada um deles porque li a respeito no livro comemorativo. 

Os servidores sul-mato-grossenses enfrentam os abusos cometidos pelo mercado privado de saúde (valores abusivos nos preços da rede credenciada) de igual para igual ao terem estruturas próprias de saúde em todos os níveis. 

CASSEMS: GESTÃO DO CUSTO SEM DEIXAR DE TER O SERVIÇO - Outra vantagem dessa estrutura verticalizada da Cassems é a gestão do custo da saúde. Uma coisa é comprar tudo fora como faz a Cassi, outra coisa é conhecer por dentro as operações dessa "indústria" que movimenta bilhões de reais por ano. Tendo estrutura própria, como faz o mercado privado que visa lucro, a Cassems pode direcionar boa parte de sua demanda por saúde para sua própria rede, ficando alguma coisa para ser feita em credenciados dos empresários-médicos do mercado.

Para vocês terem uma ideia, a Cassi chega a pagar mais de 1/2 bilhão de reais ao ano somente para 1 (um) prestador de serviços. Por não gerirmos estruturas de saúde de 2º e 3º graus, estruturas de procedimentos de alto custo, ficamos nas mãos dos médicos-capitalistas, cooperativas médicas por área profissional, médicos-empresários que faturam mais quanto mais procedimentos fazem em nossos participantes do sistema Cassi (fee for service), dentre outras desvantagens que o mercado oferece, como criar desejos que não são necessidades das pessoas e usar materiais que custam várias vezes mais que outros de mesma qualidade. 

CASSI OPTA POR FICAR NA DEPENDÊNCIA DO MERCADO PARA TUDO - A Cassi do Brasil pós-golpe não quer ter estruturas próprias de saúde (por opção da direção porque tem recursos para isso). A direção da Cassi está se desfazendo até da estrutura baratíssima de atenção primária e medicina de família, e assim a forma para "gerir custos" acaba sendo reduzir a rede prestadora e tirar os fornecedores do mercado de saúde que cobram mais caro. Vejam o exemplo da rede do novo plano que a direção atual lançou no "mercado". Um plano chamado Cassi Essencial com menos direitos, coberturas, rede, e com coparticipação e taxa de internação. 

(Cassi Essencial: o usuário acha que vai economizar em relação ao plano Cassi Família II, acha..., e vai perceber na hora que precisar que a coisa não é bem assim...)

A Cassems se estabeleceu de forma sólida em duas décadas de existência e hoje avança promovendo saúde e cuidando de uma população de quase 200 mil beneficiários. Eu continuo com a opinião que o modelo de verticalização da Cassems deveria ser estudado e implantado na autogestão da comunidade Banco do Brasil.

CASSI

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil foi criada em 1944 por colegas do banco e ao longo de décadas de existência foi incluindo novos participantes e avançando em direitos após lutas históricas do movimento sindical e associativo do quadro de trabalhadores desse banco público bicentenário.

Não vou aqui descrever a história da Cassi (fiz isso ao longo de centenas de postagens quando fui gestor eleito). 

O importante é destacar que nas primeiras 5 décadas de existência (de 1944 a 1995) a Caixa de Assistência foi uma mera pagadora de serviços de saúde do mercado empresarial privado. Ela praticamente ressarcia as despesas de seus associados. Modelos assim tendem a ter sérios problemas de déficit porque a inflação médica e as novas tecnologias e demandas de saúde sempre vão impactar no valor da compra de serviços em relação à capacidade do plano de saúde em arrecadar recursos para fazer frente às despesas assistenciais - nem sempre necessárias ou adequadas à saúde dos assistidos.

A reforma estatutária de 1996 mudou a essência da Caixa de Assistência, que passou a fazer - ou deveria - a gestão da saúde de uma determinada população ao longo do tempo e definiu um modelo assistencial para cumprir esse objetivo de Atenção Integral à Saúde. O modelo escolhido foi um dos mais exitosos no mundo quando se avalia modelos assistenciais e sistemas de saúde: um modelo baseado na medicina de família e comunidade (MFC), muito adequado para o perfil da população de associados e familiares que o sistema Cassi continha. 

Entre 1996 e 2001 foram feitos pilotos sobre o melhor modelo assistencial para se atingir o objetivo de Atenção Integral à Saúde, objetivo estatutário do sistema Cassi cuja essência e base é o Plano de Associados (e não planos de mercado x ou y). 

A Cassi e os patrocinadores definiram que a instituição (operadora) passaria a cuidar de sua população assistida através de um modelo de medicina de família, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), uma das formas de se fazer Atenção Primária em Saúde (APS). A base do modelo definido e aprovado pela Cassi era ter uma estrutura PRÓPRIA de CliniCassi com equipes de família PRÓPRIAS e programas de saúde adequados aos diversos grupos de risco e populacionais identificados e acompanhados pelas CliniCassi, que seriam coordenadas por unidades regionais, em todas as capitais do país.

O que interessa registrar nesta postagem de Memórias é que a experiência de gestão e os estudos dedicados à Cassi e à gestão de modelos de saúde me permitiu ter claro algumas questões a respeito do tema. Uma coisa é o custeio e outra é o modelo assistencial, por exemplo. Uma é como se arrecada os recursos da Caixa de Assistência, outra é como se utiliza os recursos arrecadados. 

Como disse acima, a Caixa de Assistência sempre teve problemas de déficits em suas décadas de história e alguns motivos são claros como, por exemplo, os custos elevados e crescentes dos serviços comprados e a dificuldade de aumentar receitas para fazer frente às despesas assistenciais, em sua imensa maioria de procedimentos curativos e não preventivos.

CASSI COMPROVA EFICIÊNCIA DO MODELO APS/ESF/CLINICASSI - Estudos realizados na diretoria de saúde durante o nosso mandato comprovaram a eficiência do modelo de Estratégia Saúde da Família a partir da estrutura própria de atenção primária e gestão local do modelo, as CliniCassi com equipes de família e as unidades regionais da Cassi nos Estados e DF.

Nossas equipes técnicas desenvolveram metodologia própria inédita no mercado para demonstrar que populações cadastradas e vinculadas por um determinado tempo no sistema ESF/CliniCassi tinham custos assistenciais menores, menos internações, menos idas ao pronto socorro/atendimento, de acordo com determinados graus de complexidade e isso mesmo nas faixas etárias maiores. 

Chegamos a demonstrar estudos onde o crescimento de despesas assistenciais de faixas etárias de 60 e 70 anos de populações cadastradas e vinculadas à ESF era menor que o crescimento de despesas assistenciais de não cadastrados nas primeiras faixas etárias, de 30 e 40 anos. 

Demonstramos que mesmo dentro da curva A, grupo com os participantes de maior custo em um plano de saúde, as despesas assistenciais eram quase 15% menores nos vinculados à ESF em relação a não cadastrados. Estou falando de um grupo cujas despesas assistenciais chegam a um bilhão de reais, conforme o ano avaliado.

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Enfim, essas postagens cansam tanto quem escreve quanto os raros leitores que leem. A Cassi fez uma reforma estatutária para melhorar a questão do custeio em 2019 e teria tudo para avançar no modelo próprio de APS/ESF/CliniCassi e se tornar menos dependente do mercado como faz a Cassems. 

Mas... a direção que passou a comandar a autogestão fez o inverso, passou a apostar todas as fichas no mercado privado, desfazendo algo que havia sido comprovado que era o que de melhor tinha na Cassi, seu modelo assistencial solidário, próprio e autônomo e que nos levaria a sermos menos dependentes do mercado consumidor de recursos dos planos.

Fim dessas Memórias e reflexões sobre autogestões em saúde, instituições associativas de trabalhadores.

William


Para ler o texto de Memórias (XVIII), clique aqui.

Clique aqui para ler o texto seguinte, o XX.


13.5.18

Prestando Contas - Cassi Mato Grosso do Sul (2014-2018)



Unidade Cassi MS e CliniCassi Campo Grande.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas por direitos dos trabalhadores.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é uma autogestão em saúde, presente em todas as capitais do país, baseada em um modelo de custeio solidário que permite que todos os trabalhadores associados da ativa e aposentados e seus dependentes possam participar de seu sistema de saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Nosso sistema de saúde suplementar cuida de quase 700 mil vidas, reunidas basicamente em dois planos de saúde, o dos funcionários (Plano de Associados) e o dos familiares até 4º grau como prevê a legislação em vigor (Cassi Família). Cuidamos também dos empregados da Cassi em nosso sistema.

Estou terminando o mandato eletivo à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, área responsável pelas políticas e programas de saúde, pela gestão das unidades regionais e pelo contato com os Conselhos de Usuários e demais intervenientes nas regiões.

Hoje vamos falar da Unidade Cassi Mato Grosso do Sul e da CliniCassi Campo Grande, unidade que cuida de mais de 8,4 mil participantes, sendo 6 mil do Plano de Associados. A gerência da Cassi MS está sob responsabilidade do Ricardo e toda a equipe está de parabéns pelo excelente trabalho que vem realizando para os associados e pelo fortalecimento da Caixa de Assistência e do modelo assistencial.


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Unidade Cassi Mato Grosso do Sul (informações do site)

Modificado em: 05 Setembro 2017

Endereço: Rua Pedro Celestino, 2670 - São Francisco - Campo Grande (MS) – CEP 79.002-372
Telefone: (67) 3322-2100 - (67) 3322-2101
Fax: (67) 3321-8840 e (67) 3322-2114
Contato: unidade.ms@cassi.com.br
CNPJ: 33.719.485/0011-07
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.



Serviços: atendimento multidisciplinar em Saúde da Família (médico de família, técnico de enfermagem, enfermeiro, nutricionista e psicólogo), consultas em clínica médica, saúde mental, saúde do trabalhador, perícias, regulação, atendimentos administrativos aos participantes e prestadores de serviço. Todos os serviços necessitam de agendamento prévio, exceto a livre demanda (consultas em clínica médica) e atendimentos administrativos.

Gerente de Unidade - Ricardo Alexandre Ruz

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi MS

A Unidade do Mato Grosso do Sul conta hoje com 3 equipes de família e assim como as demais unidades da Cassi tem população assistida que necessita bastante dos programas de saúde para a coordenação de cuidados.

Os programas Plena Idade, Gerenciamento de Condições Crônicas e Programa de Assistência Farmacêutica têm número de cadastrados um pouco maior que a média Cassi Brasil. Isso varia de Estado para Estado porque nosso modelo assistencial atua de acordo com o perfil e risco das populações assistidas.

Como já explicamos durante o mandato e nessas matérias que estamos fazendo por unidade Cassi, mesmo com o orçamento contingenciado durante quase todo o período que estivemos à frente da estrutura de saúde, sem poder investir em ampliá-la, as unidades fizeram grande esforço em cuidar de mais pessoas cadastrando elas na Estratégia Saúde da Família.

A Cassi MS é um exemplo desse esforço para fortalecer o modelo assistencial de prevenção e promoção de saúde. Entre 2014 e 2018 o cadastramento da ESF foi ampliado em 16,5% chegando a 3.892 participantes no final de 2017. Foram 552 pessoas a mais cadastradas. Agradecemos muito a dedicação da equipe para superar as dificuldades para cuidar de mais vidas.

O modelo assistencial é tão importante para a sustentabilidade que mesmo com características específicas dos assistidos por Estado, e com praças com dificuldades específicas também, o resultado comparativo entre os vinculados à ESF e os não cadastrados no uso da rede credenciada mostra indicadores melhores nas internações e na busca por pronto socorro.



O Estado do Mato Grosso do Sul tem uma autogestão importante e com experiência exitosa no cuidado dos servidores públicos, a Cassems, que é parceira da Cassi e que visitei ao longo do mandato para a troca de experiência. Eles têm uma estrutura de atendimento verticalizada (própria) com hospitais pequenos e médios no interior e um bom hospital geral na capital. E agora estão com Atenção Primária. Agradeço a parceria com a Cassems.

Deixo a sugestão mais uma vez da Cassi realizar bench marking com a Cassems em relação à organização do sistema de saúde.

Agradecimentos

Mais uma vez, gostaria de agradecer o trabalho conjunto que realizamos nesses 4 anos com os profissionais da Cassi MS. Também agradeço ao apoio e parceria que sempre tivemos com as entidades representativas e lideranças locais, em especial o Sindicato e o Conselho de Usuários. A Cassi também tem feito parcerias importantes com os órgãos do Banco e isso é promissor para o modelo assistencial.

Durante o mandato estive em Campo Grande cumprindo agenda da Diretoria em 3 oportunidades (2015, 2016, 2017) e em todas elas os contatos com as lideranças e entidades foram muito promissores. Obrigado a todos!

Por fim, agradeço pelos votos que recebemos na eleição Cassi 2018. Voltamos a ficar em 1º lugar no Estado. Obrigado pela confiança.

William MendesDiretor de Saúde e Rede de Atendimento
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Post Scriptum:


Resultado das eleições 2018:


Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


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Eleitores MS: Ativos = 1.197 / Aposentados = 1.093 (2.290)

Eleitores votaram MS = 898 (75%) / 515 (47,1%)

Total votos MS = 1.413 (61,7%) / válidos: 1.239 (87,7%)


Chapa 1 = 440 / 132 =   572 / 46,2% (1º lugar)

Chapa 2 = 069 / 042 =   111 / 08,9%

Chapa 3 = 063 / 056 =   119 / 09,6%

Chapa 4 = 174 / 263 =   437 / 35,3%

Votos Brancos = 060 / 013 = 073

Votos Nulos     = 092 / 009 = 101

Total Votos MS = 898 / 515 = 1.413



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Resultado das eleições em 2014:



Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0



Eleitores MS: Ativos = 1.425 / Aposentados = 880 (2.305)

Eleitores votaram MS = 1.171 (82,2%) / 355 (40,3%)

Total votos MS = 1.526 / válidos: 1.251 (82,0%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     461 / 095 =   556 / 44,44% (1º lugar)

Chapa 2 Maturidade          =    256 / 072 =    328 / 26,22%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =    138 / 093 =    231 / 18,46%

Chapa 4 Renovação          =     070 / 066 =   136 /  10,88%

Votos Brancos                   =     111 / 015 =   126

Votos Nulos                       =     135 / 014 =   149

Total Votos apurados MS   = 1.171 / 355 = 1.526

5.3.18

Propostas da Chapa 1 - Em Defesa da Cassi (em SP, MS, MG)


Vamos para mais um Estado conversar com os associados da Cassi.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Estamos finalizando mais um dia de debates com os bancários e apresentação de nossas propostas para a Caixa de Assistência e também estamos compartilhando nossa leitura dos desafios que os trabalhadores do Banco do Brasil, associados à nossa autogestão, terão pela frente.

Nesta segunda, 5 de março, estivemos em Belo Horizonte (MG) e desde já agradeço muito o apoio de nossas lideranças do Sindicato dos Bancários por nos acompanhar na visita aos locais de trabalho. Foram treze reuniões ao longo do dia e agradeço a recepção que tivemos por parte dos bancários.

Não estou conseguindo fazer postagens como gostaria porque estamos dormindo muito pouco para poder estar em vários Estados e conversar com nossos associados. Na semana passada, estive na sexta-feira 2 em Campo Grande (MS) e nosso dia de debates com os bancários foi muito legal. Fiz um vídeo curto sobre a agenda de campanha lá (ver AQUI).

Por falar em vídeos, aos interessados em acompanhar os nosso vídeos curtos sobre a Cassi, os direitos dos associados e demais questões afetas à saúde dos trabalhadores, é só se cadastrar para nos seguir no canal do youtube.

Na quinta e quarta, dias 1º de março e 28 de fevereiro, estivemos em São Paulo conversando com os bancários nos prédios do Banco do Brasil. A capital paulista é minha base de origem e agradeço o apoio do Sindicado e das lideranças e a recepção que tivemos nos locais. Revi colegas e amigos de muitas agendas de lutas.

A CASSI DEVE SER SOLIDÁRIA E PARA TODOS OS BANCÁRIOS DO BB, DA ATIVA, APOSENTADOS E FUTUROS BANCÁRIOS

Uma de nossas propostas e princípios é a manutenção da solidariedade no Plano de Associados da Cassi, sem nenhuma imposição do governo de plantão como as medidas das resoluções da CGPAR e não somos favoráveis a nenhuma proposta do Banco do Brasil e da consultoria paga por ele que quebre a solidariedade.

Os déficits no plano de saúde dos trabalhadores do BB têm duas origens principais: 

- no eixo das receitas porque o Banco alterou a remuneração dos bancários congelando salários vários anos após 1996 e retirou o anuênio e reduziu o PCS, que garantia uma receita adequada no sistema mutualista de custeio. 

- a outra origem dos déficits é a compra de serviços de saúde na rede prestadora e a melhor forma de lidar com isso é ampliando o modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) porque os participantes têm melhor condição de saúde e o uso dos recursos é mais racional ao se usar a rede com orientação da Cassi, e não se perde nenhum direito histórico dos associados.

Defendemos fortalecer e ampliar a ESF e as CliniCassi, os programas e políticas de saúde e já mostramos que isso é possível e bom para todos no sistema Cassi.

Em relação ao custeio e readequação do orçamento da Cassi, das receitas operacionais, qualquer recurso novo tem que ter a parte do patrocinador Banco do Brasil como prevê o Estatuto Social assinado pelo Banco com os trabalhadores: 60% para o Banco e 40% para os associados. 

Não concordamos com nenhum subterfúgio que só onere associados e alivie o custeio do patrão como cobrar por dependente, por idade, por uso, por perfil epidemiológico, impor franquia nas internações, aumentar coparticipações, reduzir ou extinguir programas de saúde etc.

Vamos juntos organizar uma grande mobilização da comunidade Banco do Brasil EM DEFESA DA CASSI.

Pedimos o voto e o apoio de cada associado da ativa e aposentado para os desafios que teremos em nossa querida Cassi.

Abraços,

William

12.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VII)



(atualizado em 17/2/18, às 12h55)



Atuação da Diretoria de Saúde na região Centro-Oeste foi de muita proximidade e parceria, tanto nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde cumpri agendas de trabalho em dez oportunidades, quanto no Distrito Federal, onde recebi forte apoio da direção do Sindicato de Brasília e nos colocamos à disposição das entidades e lideranças locais


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Dando sequência ao trabalho de pesquisa e compilação do exercício do mandato que cumprimos ao longo desses 4 anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, hoje vamos abordar nossa atuação na região Centro-Oeste do país.

Segundo dados do IBGE, a região é a segunda maior do Brasil em extensão territorial, superada apenas pela região Norte. É composta pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal, onde se localiza Brasília, capital do país e cidade mais populosa da região. O Centro-Oeste é a região menos populosa e apresenta concentrações em regiões metropolitanas e vazios demográficos.

Em relação à comunidade Banco do Brasil e Cassi, é a região com a 3ª maior concentração de associados e participantes assistidos, superando a região Sul e a Norte. Tem mais de 130 mil participantes, sendo cerca de 106 mil associados aos planos de saúde de nossa Caixa de Assistência (dados do Visão Cassi).

Em relação à estrutura e cobertura de nosso modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das unidades de atendimento CliniCassi, temos duas unidades em Brasília e uma em cada capital de Estado (5). Nosso objetivo como gestor de saúde foi aumentar a cobertura da ESF nesses 4 anos. Fico feliz ao trazer para vocês o tamanho do avanço, mesmo tendo vivido as condições mais adversas da história da Cassi e da saúde suplementar em décadas.

Quando começamos o mandato, a cobertura da ESF chegava a cerca de 19,8 mil participantes na região. Nossa estrutura instalada continua a mesma, pois não conseguimos as melhorias que gostaríamos ao longo do período (2014-2017), por causa das escolhas feitas pela direção da Cassi (colegiados) em relação à forma de utilizar os recursos existentes em tempos de crises e déficits. 

Seguimos tendo 20 equipes nucleares de família nas 5 CliniCassi. Mesmo assim, e graças ao esforço e dedicação das equipes de funcionários, ampliamos a cobertura da promoção e prevenção para cerca de 26 mil cadastrados na ESF, o que equivale a um aumento de 31% em relação ao início de nosso trabalho. Isso significa muito para nós porque muita gente passou a ter a oportunidade de ser acompanhada em sua condição de saúde e talvez isso tenha salvo muitas vidas.

PRESENÇA DA DIRETORIA DE SAÚDE NO CENTRO-OESTE - Estivemos em 8 Conferências de Saúde na região, me reuni com os Conselhos de Usuários em 9 oportunidades, fizemos agendas de parcerias em saúde em 2016 nas 4 Unidades Cassi. Estive em todas as entidades representativas que quiseram nos receber, tanto sindicais quanto associativas da ativa e de aposentados. Logo abaixo deixo uma síntese de nossa presença por Unidade Cassi (UF). 

Faço uma menção especial ao apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília, que tem sido um grande parceiro nesse período, contribuindo para o nosso trabalho em defesa dos bancários e seus direitos em saúde. 

Se não fossem os apoios dos sindicatos de Brasília e de São Paulo, eu não teria dado conta de fazer essa agenda de base pelo país, porque eu coloquei dezenas de milhares de reais de meu salário para cumprir toda a agenda de defesa da Cassi e associados (me tornei um militante da causa Cassi), e o Sindicato de Brasília e a Fetec CN nos deram apoio material e logístico em tudo que foi possível.


CASSI GO - 4 agendas de gestão

2014 - Em setembro, estivemos na Conferência de Saúde e me reuni com lideranças do Conselho de Usuários. Visitamos a associação de aposentados Afago.

2015 - Em agosto, cumprimos agenda de gestão da Diretoria de Saúde. A Unidade recebia nova gerência e aproveitamos para nos reunir com o Conselho de Usuários e lideranças, além de termos reunião de gestão com os funcionários.

2016 - A agenda de parcerias pela saúde, que fez parte do planejamento da Diretoria de Saúde, foi feita em agosto. Nos reunimos com a Super, Gepes e Sesmt do BB, com o Conselho de Usuários e fizemos reuniões de gestão. Participamos da Conferência de Saúde onde proferimos palestra sobre a Sustentabilidade da Cassi.

2016 - Ao final do ano, cumprimos agenda de gestão, com posse de nova gerência e contatos com lideranças da comunidade Banco do Brasil.


CASSI MT - 3 agendas de gestão

2014 - Em setembro, estive na posse de delegad@s sindicais e falei sobre Cassi para a diretoria da entidade e as lideranças presentes. Eu estava em férias, fui a convite do Sindicato. Naquelas férias, estive por conta própria em entidades de SP, DF, MT e RJ.

2014 - Participamos da Conferência de Saúde em dezembro. Consegui visitar o Sindicato e fizemos reunião de gestão com os funcionários da Cassi.

2016 - A agenda de gestão de nossa Diretoria por parcerias em saúde para fortalecer a Cassi junto ao Banco do Brasil, trabalhadores e comunidade local foi nos dias 1 e 2 de dezembro. Estivemos com Super, Gepes, Sindicato, Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão.


CASSI MS - 3 agendas de gestão

2015 - Estivemos na Conferência de Saúde em abril. A emoção que senti foi grande porque após ser informado na governança da Cassi que não teria recursos para as 17 Conferências daquele ano, eu afirmei a mim mesmo que faria todas elas e a do Mato Grosso do Sul foi a 1ª. Contamos com apoio da Anabb e do Sindicato em Campo Grande. O BB não havia sequer aceito ainda abrir mesas de negociação sobre a Cassi.

2016 - Estivemos no Estado para cumprir a agenda de parcerias pela Cassi e pela saúde. Os custos da agenda foram bancados por mim mesmo. Estivemos com Super, Gepes, Sesmt; fizemos reunião plenária com bancários em evento de posse de nova gerência local da Cassi. Nos reunimos com Conselho de Usuários, direção do Sindicato, e com os funcionários da Cassi. Ainda pudemos estar no evento de inauguração do Hospital da Cassems em Campo Grande. O fato me fez passar a conhecer melhor a autogestão dos servidores do Estado, que foi criada tendo como referência a Cassi, lá em 2001.

2017 - Conferência de Saúde em agosto: fizemos palestra sobre o modelo assistencial da Cassi. Nos reunimos com os funcionários, estivemos na Super BB e mais uma vez estive na Cassems, para trocar experiências sobre nossas autogestões em saúde.


CASSI DF - 21 agendas de gestão

2014 - Pela proximidade desta base com a sede da Cassi, pude realizar agendas ao longo dos anos. Idas a eventos do Sindicato com bancários e associados da Cassi, distribuição de boletins Prestando Contas Cassi com o apoio do Sindicato, oportunidades de diálogo com o Conselho de Usuários da Cassi DF, dentre outros eventos relativos a Brasília. Encontrei no blog 8 eventos relacionados a esta base no ano.

2015 - Foi ano de Conferência de Saúde da Cassi DF. Fui convidado a falar com delegad@s sindicais algumas vezes. Também fui a eventos sobre saúde na entidade. 

2016 - Neste ano, tivemos a agenda de gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de parcerias pela saúde e pela Cassi com Super e Gepes do BB, Sindicato; reunião com o Conselho de Usuários. Fizemos reuniões com funcionários e ao longo do ano fomos a eventos no Sindicato.

2017 - Da mesma forma que começamos o mandato nos reunindo com o Conselho de Usuários da Cassi DF em 11/6/14, nos reunimos com as lideranças do Conselho em 29/11/17, fechando mais um ano de agendas com associados. A primeira agenda externa de 2017 foi com os conselheir@s também, em fevereiro. Tivemos Conferência de Saúde e estive na diretoria do Sindicato para falar da Cassi e pedir apoio em nossas lutas pela defesa dos direitos dos associados.


A prática como critério da verdade: este balanço de gestão é real e público e espero que valha para me defender contra mentiras, calúnias e violências que estão armando contra o Diretor de Saúde da Cassi

Prezad@s leitores e participantes da autogestão em que atuo, este balanço por regiões está nos dando trabalho de pesquisa e compilação, mas acho necessário o registro material de toda a agenda que empreendemos na defesa da Cassi, dos direitos dos trabalhadores associados da ativa e aposentados, do modelo assistencial de nossa autogestão, baseado na APS/ESF e na defesa, inclusive, dos profissionais que trabalham na Cassi e que fazem ela ser tão diferenciada como é.

As pessoas que nos acompanharam ao longo desse período de lutas não têm conhecimento do que estão fazendo comigo nos bastidores, agora no final de nosso mandato. No momento oportuno vou denunciar a cada um de vocês.

Peço que compartilhem mais essa prestação de contas.

Um fraterno abraço a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Para ver o balanço de atuação na região Norte, clique AQUI. Para ver na região Sul, AQUI.

Para ver sobre a construção da mesa Cassi entre o BB e as entidades representativas, clique AQUI.

Para ver nosso balanço em relação à saúde dos trabalhadores, clique AQUI.

Clicando AQUI, é possível ver o balanço em relação ao modelo assistencial da Cassi, de APS/ESF e CliniCassi.

Primeira parte do balanço de gestão AQUI.