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9.11.21

Memórias (IV)



Janeiro de 2007 também foi de lutas

Apesar de janeiro ser um mês com poucas mobilizações dos movimentos de lutas da classe trabalhadora, nós tivemos agendas de questões relativas ao funcionalismo do Banco do Brasil. Eu estava em férias até dia 24, mas tivemos negociação sobre a Caixa de Assistência (Cassi) e reuniões sobre a nossa Caixa de Previdência (Previ).

CAIXA DE ASSISTÊNCIA - DÉFICIT E MODELO ASSISTENCIAL EM DEBATE

Pelo que me lembro, nós tínhamos um compromisso firmado por parte do Banco do Brasil de abrir negociações para resolver o déficit do Plano de Associados e as demais questões centrais relativas à nossa Caixa de Assistência, como a lentidão do avanço no modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se daria através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), lançada em 2003.

O BB teria que negociar conosco não por ser bonzinho, mas porque a mesa de negociação havia sido conquista da campanha nacional e do Acordo Coletivo de Trabalho 2005 (ACT com a CNB/CUT). A direção do banco negociar conosco Cassi e Previ e qualquer outra coisa como Plano de Cargos e Salários (PCS), melhoria de condições de trabalho, contratação de mais bancários etc é fruto de lutas e mobilizações.

O déficit do Plano era oriundo de um conjunto de fatores, alguns de responsabilidade do patrocinador BB e outros relativos ao próprio sistema de saúde onde a Cassi operava. 

PATROCINADOR DEVEDOR DA CASSI - O banco congelou salários durante os governos tucanos e isso arrebentou as receitas da Cassi. Pior que isso: a direção decidiu não cumprir o Estatuto Social de 1996 e passou uma década contribuindo somente com 3% sobre a folha dos pós-1998 e não os 4,5% estatutários. E o Grupo dos Dependentes Indiretos (GDI) gerava déficits recorrentes, de responsabilidade do banco.

Além disso, a Cassi seguia sendo basicamente uma pagadora de serviços de saúde comprados no mercado privado, o que é inviável para qualquer sistema de saúde (fee for service, inflação médica etc). 

SISTEMA PRÓPRIO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA: ESF E CLINICASSI - O compromisso após 1996 era a Cassi criar um sistema próprio de Atenção Primária através da Estratégia de Saúde da Família (ESF) a partir de unidades de saúde nas regiões - as CliniCassi -, cadastrando e acompanhando por esse modelo pelo menos a população assistida do Plano de Associados, cerca de 400 mil vidas. E os crônicos do Cassi Família.

Esse histórico é sempre importante trazer para as pessoas para que se entenda por que nossa Caixa de Assistência tem problemas como os déficits e alguns desafios do modelo assistencial não encaminhados até hoje pelas direções que já estiveram na associação desde 1996.

Só para constar também, o Banco do Brasil tinha um compromisso de mesa de incluir como benefício de saúde dos associados da Cassi o Plano Odontológico. Foram anos de espera de solução para essa questão. E ao final, a solução foi diferente do que esperávamos. O banco implantou o direito somente para o pessoal da ativa e não como um benefício na Cassi, excluindo o direito aos aposentados e pensionistas.

Enfim, janeiro de 2007 teve mesa com o BB no dia 17 (ler matéria aqui) e dia nacional de luta no dia 30 de janeiro (ler postagem aqui).

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CAIXA DE PREVIDÊNCIA (PREVI)

Nós estávamos também com agenda de mobilização e lutas por melhorias dos benefícios na Previ porque havia superávit em nosso Plano e nós havíamos definido um conjunto de propostas para serem negociadas com o banco/governo e a direção da Previ.

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Esse foi mais um momento de nossas memórias de lutas, são minhas memórias, mas são nossas memórias porque são lutas coletivas e pertencem ao processo histórico da classe trabalhadora.

William


Clique aqui para ler o texto seguinte, Memórias (V)

E para ler o texto anterior, clique aqui.


14.8.20

História da Cassi - Notícias da Contraf (agosto/2006)



Comentário do blog sobre a reprodução das matérias abaixo, de agosto de 2016:


Estamos em agosto de 2020. O Brasil sofreu um golpe de Estado em 2016 e após o fim da democracia representativa como a conhecíamos, muita coisa mudou para a classe trabalhadora. Mudou para pior, infelizmente. Os bancários estão no período de renovação de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e na atual conjuntura de crise política, econômica e de saúde (pandemia mundial de Covid-19), e sob um regime de exceção (bolsonarismo, Congresso e Judiciário resultantes do golpe de Estado) as coisas serão difíceis para os trabalhadores. 

Além das perdas reais de direitos sociais, políticos e civis, os trabalhadores estão perdendo a sua história e sem história um povo não é nada, não é um povo, é um bando, um aglomerado de gente sem vínculo algum, algo pior que boa parte dos animais, que nos dão exemplos de convívio em grupos. Os trabalhadores estão absolutamente divididos e isso só favorece a outra classe, a dos capitalistas e seus capatazes.

Enfim, quis guardar no blog algumas matérias sobre as negociações sobre direitos em saúde por parte dos funcionários do Banco do Brasil, já que a Caixa de Assistência e o Plano de Associados nunca foram um reles "plano de saúde". Este blog contém centenas de postagens sobre a história da Cassi, sobretudo durante os anos de 2014 e 2018 porque resgatamos a história durante o período em que estivemos na gestão como diretor de saúde eleito pelos associados.

Guardemos a história das lutas dos trabalhadores. Ela está sendo apagada e perdida e a que surge vem sob um regime de exceção no país, e sem democracia plena a história dos trabalhadores não é a versão deles próprios e sim a daqueles que estão no poder, por força ou por meios diversos.

Nestas matérias abaixo, é possível ver a questão da "ultratividade". Enquanto o sujeito na presidência vetou a manutenção dos direitos da CCT enquanto durar a pandemia, os governos do Partido dos Trabalhadores prorrogavam os efeitos da CCT enquanto as campanhas salariais não renovavam os direitos coletivos. 

Também é importante lembrar o que apontamos durante as crises financeiras da Cassi: o patrocinador deu calote na receita do Plano de Associados por anos. Não cumpria o Estatuto e não pagava 4,5% e isso arrebentou as finanças da entidade. A coparticipação sobre exames, quando implantada, foi de 10% e não o abuso que é hoje, mesmo após uma reforma estatutária pra lá de favorável ao patrão e extremamente onerosa para os associados, com o fim da solidariedade no Plano de Associados. Enfim, a história é para ser conhecida pelos trabalhadores.

William Mendes

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(reprodução de matérias da Contraf-CUT)

Negociações com o BB terminam sem avanços

31 de agosto de 2006 - 20:13 - Banco do Brasil


(São Paulo) Terminaram em impasse as duas rodadas de negociações realizadas com o Banco do Brasil nesta quinta-feira para debater a Cassi e as reivindicações complementares do funcionalismo. Pela manhã, as discussões sobre a Caixa de Assistência continuaram sem avanços, já que o BB insiste em esconder os números que o levaram a apresentar sua proposta.

“A proposta do Banco do Brasil para a Cassi é muito diferente da nossa. Pelos dados que temos e que nos foram repassados pelos diretores eleitos da Caixa, precisamos de no mínimo R$ 850 milhões de receita para sustentar o Plano de Associados. Os números dos eleitos mostram também que a taxa de administração do Plano teria de ser fixada em 12% para um índice inflacionário de 13,75%. Com esses dados, a proposta do BB é insustentável”, afirma Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.

Segundo o dirigente, o Banco do Brasil tem se recusado a apresentar seus números. “Deixamos claro na reunião que a diretoria do BB precisa abrir os dados sobre a Cassi para que possamos negociar e chegar a um denominador comum. Pelos números dos eleitos, a proposta do Banco não viabiliza financeiramente a Cassi. O BB, por exemplo, considera fundamental a coparticipação dos associados, que nós somos contra. Ao contrário dos diretores eleitos da Cassi que defendem este princípio. Mas não podemos negociar isso, sem os dados do banco”, destaca Marcel.

A Comissão de Empresa também cobrou a implantação do Plano Odontológico. O Banco diz que aceita negociar, mas novamente não apresentou nenhuma proposta durantes as negociações.

Reivindicações específicas

As negociações sobre a minuta complementar dos funcionários do BB, entregue no último dia 17, também não avançaram. Um dos principais anseios dos bancários, a implantação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS), não pôde ser negociado porque, segundo o banco, a Lei Eleitoral proíbe mudanças que possam levar a reajustes salariais às vésperas das eleições. As discussões sobre o PCS ficaram para depois de outubro.

Na questão da isonomia, a direção do BB jogou um balde de água fria no funcionalismo. Segundo os negociadores, o banco já avançou onde pôde e novas mudanças foram praticamente descartadas pela direção. “A licença-prêmio, por exemplo, foi totalmente negada pelo BB. Não conseguimos respostas para nenhuma das cláusulas apresentadas. Precisamos intensificar a pressão para arrancar novas conquistas do banco”, ressaltou Marcel.

Outras pendências, como a regularização do vale-transporte e o pagamento da verba de R$ 31,80, também continuam. O BB levou um técnico para provar que o vale-transporte está sendo pago corretamente. “Já entramos com uma representação no Ministério Público e vamos aguardar a manifestação dos promotores sobre o caso”, lembra Marcel.

A Comissão de Empresa provou para a diretoria do banco que a verba 109, de R$ 31,80, não está sendo paga a todos os funcionários que têm esse direito. O banco ficou de analisar.

Acordo prorrogado

Com o início das negociações complementares, o Banco do Brasil aceitou prorrogar as cláusulas do atual acordo até o dia 30 de setembro. A direção do BB se comprometeu a manter as conquistas trabalhistas dos funcionários na Campanha Nacional do ano passado. Com relação à PLR, o banco diz que pretende seguir o que for acordado com a Fenaban, mas manterá a proporcionalidade em relação ao que foi pago no ano passado.

Fonte: Contraf-CUT

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Negociações sobre a Cassi não avançam

24 de agosto de 2006 - 19:30 - Banco do Brasil

(São Paulo) A negociação desta quinta-feira entre a Comissão de Empresa dos Funcionários e o Banco do Brasil terminou sem avanços. As discussões centradas exclusivamente nas questões da Cassi continuam em impasse e nova rodada de negociações foi agendada para semana que vem, no dia 1º de setembro.

“As negociações estão muito devagar, o banco nos trouxe algumas propostas, mas elas são muito tímidas. Não são suficientes para resolver os problemas estruturais da Cassi, que precisam de soluções urgentes”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.

O Banco do Brasil concordou com as alterações estatutárias propostas pelos bancários, mas quer que as eleições da Cassi sejam realizadas de quatro em quatro anos e não a cada dois anos como é hoje.

O BB também aumentou a proposta de investimento de R$ 120 milhões para R$ 200 milhões que seriam utilizados em serviços próprios. “Este aumento foi positivo, mas o valor ainda está muito aquém do que o banco deve para a Cassi. Precisamos aumentar o investimento”, destacou Milton Rezende, vice-presidente da Contraf-CUT.

A diretoria do banco também propôs a redução da coparticipação de 20% para 15%, mas os bancários não concordam. “Nem queremos discutir esta questão porque não concordamos com o princípio da coparticipação proposto pelo banco. O BB também aceita assumir os dependentes indiretos, mas só daqui para frente. E o passado? E o déficit que temos hoje? O BB não quis discutir isto e a questão dos dependentes indiretos também não avançou”, explicou William Mendes, secretário de Imprensa da Contraf-CUT.

Plano Odontológico

O Banco do Brasil concorda em discutir a implantação do plano odontológico, mas a direção quer negociar na mesa específica. “Este é um assunto relativo à Cassi e queremos discutir sim na mesa da Cassi”, disse Olivan Faustino, do Sindicato da Bahia.

Antes da nova rodada de negociações sobre a Caixa de Assistência, os bancários e o BB agendaram um encontro no dia 31 para discutir as reivindicações específicas. A data ainda precisa ser confirmada, mas a ideia é negociar um dia antes da mesa da Cassi.

Fonte: Contraf-CUT

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Negociação unificada, reafirmada em reunião com o BB

17 de agosto de 2006 - 18:26 - Banco do Brasil

Entre as reivindicações estão isonomia e PCS. Discussão abrangeu ainda contraproposta para a Cassi e denúncia de casos de assédio moral

(Brasília) Na reunião do Comando Nacional e da Comissão de Empresa dos Funcionários com os representantes da direção do Banco do Brasil, foi reafirmada a participação do BB na negociação unificada que ocorrerá com todas as empresas financeiras na Fenaban, ao mesmo tempo da discussão de temas específicos.

Entre esses temas, a minuta entregue ressalta a devolução das horas compensadas em virtude das greves de 2004-2005, a isonomia de direitos entre todos os funcionários e Plano de Cargos e Salários a partir de 01/09/2006, independentemente da data de fechamento da Campanha Nacional do Ramo Financeiro.

Outro ponto discutido foi a contraproposta feita pelos trabalhadores para a Cassi, que inclui aporte de R$ 400 milhões por parte do banco (entre investimento em serviços próprios e recomposição de reservas do Plano de Associados), ressarcimento de déficits anuais e cumprimento do estatuto, com contribuição patronal equivalente a 1,5 vez a do funcionário. A direção do BB comprometeu-se a estudar e dar resposta a esse e outros pontos na próxima negociação.

O Comando voltou a cobrar também o pagamento de todos os meses da verba 109, de R$ 31,80, que o BB vem descumprindo para bancários com salário abaixo de R$ 1.500, como os das centrais CABB de São Paulo e Paraná. O banco disse que está avaliando juridicamente e que, se devido, fará o pagamento.

Denúncia de assédio moral

Na reunião, foram relatados casos de assédio moral por conta do programa Sinergia de Norte a Sul do País. Foi cobrada iniciativa concreta para combater essa prática. “Chegaram, num primeiro momento, a atribuir essa prática a uma ‘cultura autoritária’ da sociedade brasileira, dizendo que é coibida na empresa. Mas o que precisamos é de medidas efetivas de combate ao assédio moral e incentivar a educação dos gestores que utilizam essa prática, denunciados com documentos, para servir de exemplo”, conclui Marcel Juviniano, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.

Fonte: Contraf-CUT

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Comissão de Empresa recebe estudo e proposta dos eleitos pra Cassi

11 de agosto de 2006 - 18:23 - Banco do Brasil

(São Paulo) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil recebeu na tarde desta sexta-feira um projeto e estudos de proposta para a Cassi, entregue pelos diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência. Após a entrega, a coordenação da Comissão, a Contraf-CUT e os eleitos da Cassi debateram vários pontos importantes para os associados da Cassi.

“O estudo vai ao encontro das resoluções definidas pelos representantes dos funcionários no congresso do BB, realizado durante a Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, no final de julho. Ele quantifica a dívida do Banco do Brasil com a Cassi e exige o cumprimento do estatuto com a contribuição patronal de 4,5% para os funcionários que ingressaram no BB após 98. Também contempla a implantação do Plano Odontológico e traz estudos técnicos e atuariais que dão mais subsídios para a Comissão na hora de negociar com o banco”, explica Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.

Segundo ele, a contraproposta que os eleitos da Cassi entregaram será analisada na reunião agendada para o próximo dia 16. No dia seguinte está marcada a negociação com o banco para debater os problemas da Caixa de Assistência.

“Vamos apresentar a nossa contraproposta para o banco, com vários pontos que garantem uma Cassi forte e obriga o BB a ter mais responsabilidade com a saúde dos seus funcionários. Na última negociação, o banco apresentou o seu projeto, mas ele foi rejeitado porque, depois de três anos de negociações, o BB quer passar a dívida para os associados. Vamos brigar muito, porque a Cassi é nossa prioridade”, afirma Marcel.

Os dirigentes eleitos da Cassi se colocaram também à disposição da Comissão de Empresa para participar dos debates, colaborarem nos estudos e nas negociações com o banco.

Fonte: Contraf-CUT

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Comissão de Empresa recebe sugestão de contraproposta para a Cassi

10 de agosto de 2006 - 18:58 - Banco do Brasil

(São Paulo) Os dirigentes eleitos da Cassi entregam nesta sexta-feira para a coordenação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil um projeto de contraproposta para a Caixa de Saúde.

Segundo Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa, a contraproposta que os eleitos da Cassi vão entregar será analisada na reunião agendada para o próximo dia 16. “Um dia depois vamos negociar com o banco e a Cassi será um dos temas centrais da pauta”, explicou.

Durante a 8ª Conferência Nacional, os representantes dos funcionários do BB realizaram um Encontro específico e reafirmaram a rejeição da proposta de custeio da Cassi apresentada pela direção do banco.

“Os dirigentes sindicais autorizaram a Comissão de Empresa a negociar uma contraproposta que tenha como premissa a quitação do passivo do banco com a Caixa de Assistência, incluindo o pagamento dos 4,5% referentes à contribuição dos funcionários pós-98 e dos dependentes indiretos. Os delegados aprovaram ainda a implantação do Plano Odontológico”, detalhou Marcel Barros.

Fonte: Contraf-CUT

8.8.20

História da Cassi - Notícia da Contraf-CUT (22/maio/06)


Cassi: BB quer passar a conta para os associados

22 de maio de 2006 - 19:26 - Banco do Brasil


(São Paulo) Depois de três anos de negociações, o Banco do Brasil finalmente apresentou sua proposta para a Cassi. E causou profunda irritação nos representantes dos funcionários, com um projeto irresponsável e que cobra dos associados sua dívida de anos e anos de descumprimento do Estatuto.

“A proposta é um tapa na cara dos associados. O banco, além de não assumir sua responsabilidade, ainda quer passar a conta para aqueles a quem prejudicou. Depois de três anos e de ter falado que 2005 era o ano da Cassi, o banco vem com esta proposta lamentável”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Pela proposta, o banco continua descumprindo o Estatuto que define a contribuição patronal em 4,5% dos salários. Desde os tempos de FHC, o BB só paga 3% para os novos funcionários contratados após 1998. “Em vez de corrigir essa irregularidade, o BB ainda quer onerar o associado”, explicou Eduardo Araújo, representante de Brasília na Comissão de Empresa. O banco quer aumentar a participação dos associados pós-98 de 3% para 3,75% dos salários e também quer estabelecer sua participação em 3,75%. Ou seja, em vez de pagar 1,5 por 1, como prevê o Estatuto, quer equiparar suas contribuições às do funcionário.

O Banco do Brasil também prejudica o associado da Cassi em sua proposta de criar a participação compulsória do associado em exames e eventos. “A Comissão de Empresa não concorda com uma proposta que tem como fundamento aumentar a taxação dos trabalhadores. Foi o banco que levou a Cassi a sua situação atual e agora deveria assumir as consequências”, afirmou William Mendes, da Comissão de Empresa.

A proposta apresentada pelo banco também ignora o Plano Odontológico, reivindicação antiga do funcionalismo.

Os únicos pontos positivos da proposta ficaram por conta da assunção, por parte do banco, do custeio dos dependentes indiretos e de um aporte financeiro de R$ 120 milhões que se compromete a repassar em quatro anos, a título de investimento em serviços próprios da Cassi.

Fonte: Contraf-CUT


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COMENTÁRIO DO BLOG (08/08/20):

A história das lutas dos movimentos populares e dos trabalhadores está sendo apagada. Primeiro porque vivemos um período trágico de revisionismo por parte dos grupos conservadores que chegaram ao poder por golpe. Segundo porque a história das lutas sindicais está em boa parte em meio virtual, que deixa de existir assim que os sites originais fazem mudanças em seus servidores.

Um povo que não conhece sua história, não valoriza as conquistas que foram obtidas com muita luta de classe. Eu percebi isso quando fui eleito diretor de saúde da nossa Caixa de Assistência, com mandato entre junho/2014 e maio/2018. 

Basta olhar a matéria reproduzida acima, de maio de 2006, para entender por que durante o período que representei os associados não permitimos que o banco "passasse a conta para o associado" sem assumir a responsabilidade dele nos déficits do sistema de saúde Cassi. Também fomos firmes em não permitir a quebra da solidariedade no Plano de Associados.

É isso! Imprimam e guardem a nossa história, pois já vivemos os tempos sombrios em que as fake news e a pós-verdade têm ludibriado a classe trabalhadora.

28.8.15

Funcionários do BB conquistam ampliação da cobertura do Plano Odontológico



A direção do Banco do Brasil informou, nesta quarta-feira 26,  à Comissão de Empresa dos Funcionários, que tem a participação da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Note (Fetec-CUT/CN), os avanços na ampliação da lista de procedimentos do Plano Odontológico, atendendo reivindicação das bancárias e bancários.

A melhoria na cobertura do plano odontológico é reivindicação histórica dos funcionários, desde que foi implantado, fruto de conquista da Campanha Nacional de 2008.

“Desde que o Plano Odontológico foi conquistado, estamos reivindicando a ampliação do rol de procedimentos. Esse é um avanço importante, mas vamos continuar lutando para ampliar ainda mais a cobertura de procedimentos”, afirma Rafael Zanon, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Zanon também é diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e bancário do BB.

O Banco informou que o plano do funcionalismo foi alterado de BB Dental Econômico para BB Dental Integral. Além dos 188 procedimentos já cobertos anteriormente, foram incluídos os seguintes:

* Consulta para Técnica de Clareamento Dentário Caseiro.

* Mantenedor de espaço fixo.

* Mantenedor de espaço removível.

* Panorâmica Especial para ATM.

* Radiografia da ATM.

* Radiografia da mão e punho–carpal.

* Radiografia panorâmica de mandíbula/maxila (ortopantomografia) com traçado cefalométrico.

* Telerradiografia.

* Telerradiografia com traçado cefalométrico.

* Documentação Periodontal (panorâmica com traçado, levantamento periapical, interproximais, fotos - 2 extra e 3 intra bucais, modelos, caixa para modelos e pasta).

* Manutenção periodontal.

* Enxerto conjuntivo subepitelial.

* Remoção de corpo estranho no seio maxilar.

* Redução de Tuberosidade.

* Cirurgia odontológica com aplicação de aloenxertos.

* Tracionamento cirúrgico com finalidade ortodôntica.

* Clareamento de dente desvitalizado.

A direção do BB informou que, além das novas coberturas, houve alteração da unidade odontológica de R$ 0,40 para R$ 0,51 para reembolso dos valores pagos em livre escolha, ou seja, quando o beneficiário realiza o seu tratamento com um profissional que não pertence à rede credenciada.


Fonte: Da Redação do Sindicato dos Bancários de Brasília

25.8.15

Rodada de negociação de saúde e condições de trabalho termina sem avanços





Os trabalhadores do Banco do Brasil deram continuidade nesta terça-feira (25) à mesa de negociações específicas com o BB. A Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) e os representantes do Banco debateram a pauta de saúde e condições de trabalho.

Licença saúde e retorno ao trabalho


Foi cobrado do Banco do Brasil a melhoria das condições dos funcionários em licença saúde, como a prorrogação do pagamento dos auxílios refeição e a cesta alimentação durante todo o período da licença, bem como a irredutibilidade do salário durante o período de afastamento. O Banco considera muito difícil o atendimento desta proposta. Os funcionários argumentaram que a perda dos tickets alimentação e refeição tem levado muitos funcionários a trabalharem doentes, o que agrava e prorroga os motivos do afastamento. 

Os representantes dos funcionários também cobraram do BB que simplifique a folha de pagamento do funcionário licenciado e que permita o parcelamento dos débitos dos acertos do INSS, para evitar que o salário fique negativo em alguns períodos.

Funcionários oriundos de bancos incorporados 


Na pauta de saúde, os destaques foram a discriminação dos funcionários oriundos de bancos incorporados e o acesso aos programas de saúde do BB. Os trabalhadores cobraram do Banco a apresentação de uma lista de todos os itens em que há impedimentos aos funcionários de bancos incorporados para a busca conjunta de soluções.

Foi cobrado do Banco ainda as soluções para que os funcionários incorporados possam participar da Cassi e da Previ nas situações existentes possíveis hoje para alguns grupos.

Wagner Nascimento, coordenador do CEE, lembra que desde as primeiras incorporações, em 2009, o Banco do Brasil tem sempre argumentado que precisa de uma solução global para todos os funcionários incorporados no que se refere a Cassi e a Previ. "Essa solução nunca chega e tem mais servido de uma boa desculpa para não avançar nos debates. É possível a integração nos planos de saúde e previdência de boa parte dos incorporados. O argumento dado pelo Banco é que isso pode trazer mais problemas. O que reflete o não interesse em achar soluções", afirmou.

Cassi e Plano Odontológico

Os trabalhadores cobraram também as melhorias na Cassi, como o custeio da ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF) e apresentação de soluções na mesa específica. Foram apresentadas propostas de incremento de receitas como percentual nos acordos de CCP e CCV e outros acordos e processos judiciais, bem como cobrado do BB que destine uma parte da PLR para a Cassi como forma de melhorar a saúde financeira da Caixa de Assistência.

Os funcionários cobraram do Banco melhorias do plano odontológico e que este seja administrado pela Cassi, para gerar mais receitas e melhorar o atendimento do plano. O Banco informou mudanças no atual plano odontológico e apresentou uma carta que está sendo encaminhada aos funcionários com as melhorias na BB Dental. O BB também ficou de apresentar à Comissão de Empresa a lista detalhada dos procedimentos que tiveram melhoria. 

Para Wagner Nascimento, as mudanças no plano odontológico são reivindicações antigas dos funcionários, desde que o plano foi implantado, fruto de conquista da campanha salarial de 2008. "As nossas pautas de reivindicações, desde 2010, sempre cobram melhorias no plano odontológico. O fato do Banco fazer em silêncio nada mais é do que uma forma de querer tirar o mérito da luta dos trabalhadores."


Ato de gestão

A Contraf-CUT e Sindicatos novamente cobraram do BB o fim das demissões e descomissionamentos por ato de gestão, quando não é dada nenhuma justificativa ao trabalhador. Os representantes dos funcionários pediram a extinção desses atos, que muitas vezes têm servido apenas para ameaçar os trabalhadores. O Banco tem afirmado que os casos de demissão e descomissionamentos são pontuais e que não vê neste momento a necessidade de acabar com esse instrumento. 

Wagner Nascimento, acredita que tendo hoje inquéritos administrativos, aplicação do código de ética e conduta e, ainda, os ciclos avaliatórios de GDP, já existem instrumentos suficientes ao Banco para fazer a sua gestão disciplinar. "O uso do ato de gestão é uma política para demonstrar seu poder de querer demitir os trabalhadores. O contrassenso da gestão de pessoas do BB é tanto que no período em que cobramos mais contratações, o Banco quer continuar tendo o poder de demitir. Se não é uma política deliberada do Banco, que faça o gesto de grandeza de acabar com esse instrumento", sugeriu.

A próxima rodada está marcada para Brasília, em 31 de agosto, e abordará os temas segurança, igualdade de oportunidades e isonomia. 


Fonte: Contraf-CUT

16.4.15

Estudos: Cassi 2007 (II)


Mais comentários do blog analisando os números e a forma como a Diretoria apresentou o Relatório Anual daquele ano de 2007.


Trechos da apresentação da Diretoria:


"A Cassi registrou superávit de R$ 326,5 milhões em 2007, sendo R$ 137,5 milhões do Cassi Família e R$ 189 milhões do Plano de Associados, considerados os R$ 150 milhões repassados pelo Banco do Brasil em novembro de 2007."


(...)


"As medidas estruturantes implementadas com a aprovação do novo estatuto mudaram a trajetória deficitária do Plano de Associados, fato que trouxe uma melhora expressiva no desempenho da Caixa de Assistência, que havia apresentado, em 2006, resultado negativo de R$ 22,6 milhões."


(...)


"Mesmo sem o repasse financeiro do BB, as contas do Plano de Associados ficariam positivas em R$ 37,9 milhões (já excluídos juros sobre aplicação financeira), em virtude das medidas da reforma estatutária. Foram R$ 11,8 milhões vindos do acordo pelo qual o Banco do Brasil assumiu o déficit dos dependentes indiretos. A contribuição pela patrocinadora de 4,5% sobre o salário dos funcionários admitidos a partir de 1998 aumentou as receitas em R$ 18,5 milhões. Já as contribuições pessoais e patronais sobre o 13º salário permitiram a contabilização de mais R$ 64,5 milhões em receitas.


Sem o impacto financeiro da reforma estatutária, o Plano de Associados voltaria a apresentar déficit, no valor de R$ 57,6 milhões, em 2007.

Os números de 2007 confirmam nossa previsão, feita quando o novo Estatuto foi submetido à aprovação do Corpo Social, de que as medidas estruturantes colocariam o Plano de Associados no caminho da sustentabilidade."



COMENTÁRIOS DO BLOG (atualizado em 21/09/16)

"as medidas estruturantes colocariam o Plano de Associados no caminho da sustentabilidade" (mensagem da Diretoria em 2007)

Esse fato não aconteceu e é preciso analisar o porquê. Assim que chegamos à Direção da Cassi em junho de 2014, eleito para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, procuramos buscar os motivos que levaram a Caixa de Assistência a passar por nova crise de desequilíbrio financeiro no Plano de Associados.

Os fatores causadores de altos custos do setor já existiam e vimos isso dito pelas direções: aumento da expectativa de vida da população, inflação médica maior que inflação do custo de vida, absorção dos altos custos de tecnologia etc.

Uma das conclusões a que chegamos é que a tarefa definida pelo Corpo Social e pelo Banco do Brasil em 1996, 2001 e 2007 (missão e modelo preconizados no Estatuto e normativos internos) não foi alcançada, ou seja, o objetivo de implantar na totalidade o Modelo de Atenção Integral à Saúde, que na entidade se dá através da Estratégia Saúde da Família (ESF). 

O modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças faz parte dos sistemas integrados que são mais racionais e com melhores resultados, tanto sanitário quanto econômico-financeiro.


DÉFICIT OPERACIONAL DO PLANO DE ASSOCIADOS (de acordo com os relatórios)

2004 = (43,8 milhões)

2005 = (81,2 milhões)

2006 = - 122,5 milhões (pág. 27)

2007 = 180 milhões? (página 27) 

Resultado foi superavitário como diz a Diretoria? Em quanto? Medidas colocaram Plano no caminho da sustentabilidade?

2007 =  nos 180 milhões de superávit no Plano de Associados está incluído o ressarcimento de 11,8 milhões dos Dependentes Indiretos (Banco ressarce o déficit do grupo), e também estão os 150 milhões da 1ª parcela do aporte negociado para repor reservas e investir na ESF. 

O resultado operacional sem considerar o aporte, porque ele deveria, na minha opinião, ter tido destinação específica e não ser tratado como receita operacional livre, seria de 30 milhões.

2007 = seria 30 milhões



Dentro dos 30 milhões "superavitários" estão os 83 milhões de receitas novas estatutárias aprovadas juntamente com o aporte de 300 milhões em 4 vezes para a Cassi avançar no modelo de sistema de saúde preconizado no Estatuto de 1996 e aprovado internamente a partir de 2001 e o ressarcimento de 11,8 milhões dos Dependentes Indiretos. 

Entre 2005 e 2007, os negociadores representantes do Corpo Social, e eu (William Mendes) representava a Fetec CUT SP, defendemos no processo que o aporte era carimbado. O Corpo Social aprovou o conjunto da proposta, que incluiu a previsão de Plano Odontológico arcado pelo Banco e como direito de saúde na Cassi, tão logo o equilíbrio fosse alcançado.

Essas receitas novas estatutárias e o aporte financeiro compuseram as determinações do Corpo Social para a Cassi que deveria existir hoje com o sistema de Atenção Integral à Saúde para o conjunto dos participantes:

64,5 milhões (13º salário) +18,5 milhões (4,5% pós-1998)
=
83 milhões (ano 2007)

Quando o Banco do Brasil afirma na atualidade que não tem mais compromisso algum com o Plano de Associados da Cassi além da contribuição de 4,5% sobre a folha de pagamento (ativa + aposentados) é uma interpretação questionável.

A ordem dada aos gestores da Cassi (gestão compartilhada BB e Corpo Social) foi para eles terminarem a implantação do modelo de Atenção Integral, via ESF e CliniCassi. (os gestores desde 2007 não cumpriram a missão a eles determinada)

Pudemos verificar isso analisando os relatórios anuais da Cassi ano após ano entre 2007 e 2014...

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (Mandato 2014/18)

9.4.15

Estudos: Cassi 2006


(reprodução do texto original)

Relatório Anual - Apresentação

Compromisso com sua saúde

Diretoria



2006 foi um ano em que conseguimos avançar no desafio coletivo de preparar e manter as bases para o salto desejado pela Cassi. Não obstante a existência de um contexto desfavorável, caminhamos no sentido de consolidar condições para assegurar atendimento cada vez melhor para a promoção da saúde das mais de 760 mil vidas assistidas por nossa instituição em associação com desempenho mais adequado no resultado econômico-financeiro dos Planos de Saúde.

Procuramos mostrar essa realidade nesta prestação de contas. De forma transparente, apresentamos, para seu conhecimento e avaliação, as ações, os projetos e os investimentos que realizamos em 2006.

As análises e os números dão conta do real quadro da Caixa de Assistência. Você, associado, pode verificar que se repete o desequilíbrio no custeio do Plano de Associados, ao contrário do que ocorre com o Cassi Família. Assim, de um lado, temos um plano destinado ao atendimento dos nossos parentes até o terceiro grau, que completou 10 anos em 2006, com superávit operacional e equilíbrio atuarial. Do outro, o Plano de Associados apresenta um desequilíbrio financeiro - recorrente desde 1999 - fruto do descasamento das evoluções de receitas e despesas.

É expressivo o aumento dos custos com saúde quando comparado com a inflação geral do País; aliás esta é uma realidade de todos os países. O segmento de saúde e, em especial, o de saúde suplementar apresenta desafios categóricos para a concretização de um equilíbrio sustentável, que envolve gama considerável de variáveis. Alguns dos principais vetores são:

- intensificação de uso;

- surgimento de dispendiosas tecnologias;

- exigências de melhores atendimentos;

- novos procedimentos e medicamentos;

- eficiência e eficácia da gestão;

- estratégias de promoção e prevenção de saúde;

- o aumento da longevidade dos participantes (felizmente neste caso).

O senso de urgência e a necessidade de estado de alerta serão eternos na área de saúde. Assim, é imperativo que todos nós saibamos de nossas responsabilidades para  que a perenidade do Plano seja alcançada. Não é possível obter sustentabilidade no Plano de Associados sem a participação efetiva de todos, associados, Banco do Brasil e gestores da Cassi.

Alternativas para o custeio do Plano de Associados continuaram sendo debatidas ao longo de 2006 entre o patrocinador Banco do Brasil, conselheiros e diretores eleitos e representantes dos associados, que chegaram a um acordo consensual, levando o Corpo Social a ter que apreciar (em 2007) uma reforma de Estatuto para reestruturação da Cassi.

Nem por causa desse quadro a Cassi deixou de prestar e buscar os melhores serviços para os participantes. As equipes de Saúde da Família prestaram quase 478 mil atendimentos nos Serviços Próprios. Só em 2006, cerca de 30 mil participantes se cadastraram na Estratégia Saúde da Família, totalizando mais de 100 mil pessoas que passaram a ter acesso a diversas ações de prevenção de doenças e promoção de saúde. Para atendê-los melhor, o uso do prontuário eletrônico foi incrementado significativamente; os profissionais de saúde mantiveram-se dedicados; e os canais de relacionamento com os participantes, como a Central Cassi, foram aperfeiçoados. O esforço é reconhecido considerando a ampla maioria de participantes com visão positiva da Cassi.

Nos bastidores de toda atuação, foram implantados diversos projetos desenvolvidos pelas áreas técnicas, que colaboraram para um desempenho favorável na rede. Entre eles, destacam-se a nova metodologia de planejamento que estabeleceu novos objetivos e diretrizes para a instituição; o Projeto Íris, responsável pela automação da autorização e do faturamento e relacionamento com prestadores e participantes; a criação e revisão de estrutura de algumas gerências; e a padronização e automação de processos, que tendem a reduzir os incrementos das despesas de forma compatível com as receitas futuras.

Enfim, chegamos ao final de 2006 com uma gestão melhor definida para o alcance das metas, com o compromisso de prestar um atendimento cada vez mais adequado aos nossos participantes a partir da concretização da solução de custeio, do aumento da eficiência na gestão e no controle e da conscientização para uma utilização parcimoniosa por parte dos associados da Cassi.

Boa leitura e reflexão.

Conselho Deliberativo

- Maria das Graças C. Machado Costa (presidente)
- Denise Lopes Vianna (vice-presidente)
- Carlos Eduardo Leal Neri (efetivo)
- Roosevelt Rui dos Santos (efetivo)
- Solon Coutinho de Lucena Filho (efetivo)
- Carlos Frederico Tadeu Gomes (suplente)
- Cláudio Alberto Barbirato Tavares (suplente)
- Geraldo Pedroso Magnanelli (suplente)
- Marcelo Gonçalves Farinha (suplente)
- Maria do Carmo Trivizan (suplente)

Conselho Fiscal

- Ana Lúcia Landin (presidente)
- Íris Carvalho Silva (titular)
- Urbano de Moraes Brunoro (titular)
- Décio Bottechia Júnior (suplente)
- Francisco Alves e Silva (suplente)
- Maria do Céu Brito de Medeiros (suplente)

Diretoria Executiva

- Sérgio Dutra Vianna de Oliveira (Diretor Superintendente)
- Roberto Francisco Casagrande Herdeiro (Diretor Administrativo-financeiro)
- José Antonio Diniz de Oliveira (Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes)
- Douglas José Scortegagna (Diretor de Saúde)

Fonte: Relatório Anual Cassi 2006, site da Cassi.

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COMENTÁRIO DO BLOG (atualizado em 20/04/15):

- Os sublinhados são marcações do Blog;

- Déficit da Cassi: é interessante notar que a nova gestão, eleita durante o ano, mudou sensivelmente o texto de apresentação. Não vimos o valor do déficit dito a nós no texto. Precisei ir aos números para sabê-lo:

Déficit operacional Plano de Associados = R$ 122 milhões (81 milhões em 2005)

Resultado consolidado Cassi = déficit de R$ 22 milhões (foi 13 milhões positivos em 2005);

- Plano Odontológico: aqui começa a história do Plano Odontológico. A Cassi lançou projeto piloto de atendimento odontológico (relatório, página 16), com a implantação desse serviço no Convênio de Reciprocidade com o STF. O acompanhamento e a avaliação dos resultados do projeto tinha como objetivo estender o direito em odontologia para o conjunto dos associados, como sempre dissemos nos debates com o Corpo Social. Seria um direito em Atenção Primária para todos os associados. (e não só aquele plano da Odontoprev ofertado somente para o pessoal da ativa em 2010);

- Conferências de Saúde (tratamento desigual aos eleitos por parte do BB conforme a época): agora em 2015 o BB e seus representantes na Cassi vetaram recursos para a realização das Conferências de Saúde e eleição dos Conselhos de Usuários. Alegaram que é por restrições orçamentárias.

Em 2006, a Cassi passava pela mesma situação de restrições orçamentárias e, no entanto, conforme vemos na página 19 do relatório, os eleitos não tiveram problemas e puderam realizar as 6 conferências e as oficinas de capacitação.

Como já expliquei neste ano de 2015, nós estamos buscando recursos e vamos realizar as Conferências porque entendemos ser fundamental a participação social na Cassi, ainda mais neste período de definição e busca de soluções para a nossa Caixa de Assistência;

- ESF: 104.582 cadastrados para uma população total de 400.879 vidas no Plano de Associados. isso equivale a 26,09% do total.

- Crescimento do cadastro de participantes na ESF de 2005 para 2006: 39,4% (75 mil em 2005 e 104.582 em 2006)

- Convênio de Reciprocidade: 73,9 mil assistidos

25.9.14

Proposta BB de 24/9/14 é rejeitada - Faltam questões fundamentais



Companheiro Eduardo Araújo comanda
assembleia dos bancári@s em Brasília.

Olá companheir@s e colegas do BB,

A categoria rejeitou a proposta geral da Fenaban em dezenas de assembleias pelo Brasil afora e haverá greve a partir do dia 30 de setembro. Novamente os banqueiros preferiram não apresentar um conjunto de propostas que atendam aos principais eixos de reivindicações dessa bela categoria de luta.

Veja abaixo a proposta do BB apresentada em 24/9 e rejeitada nesta quinta 25 por ser insuficiente.

Logo abaixo, eu cito algumas questões de saúde que são fundamentais para os trabalhadores do BB e que são possíveis de serem atendidas pela direção do banco:


ACT 2014/15 - PROPOSTA DE 24.9.2014

O Banco do Brasil apresenta as seguintes propostas para composição do Acordo Coletivo de Trabalho 2014/2015:

1 - Ratificação do índice de 7% nos salários e benefícios, apresentado pela Fenaban no dia 19.9.2014;

2 - O Banco se compromete a bloquear, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que se encontrem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico (sem cláusula);

3 - O Banco disponibilizará aos funcionários o pagamento do Vale Transporte ou seu valor correspondente em dinheiro, observadas as regras do programa;

4 - As ausências dos delegados sindicais para o exercício de atividade sindical - código 476 - não vão interromper a contagem da pontuação por mérito;

5 - O novo curso "Conciliação: Mediação para Gestores" passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios;

6 - O Banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a realização dos mesmos por todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais, na forma das instruções internas;

7 - O Banco disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades, na forma das instruções normativas internas;

8 - O Banco permitirá, de Outubro a Dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. (sem cláusula)


Banco do Brasil S/A
Diretoria de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas


ALGUMAS QUESTÕES DE SAÚDE QUE PRECISAM SER CONTEMPLADAS


As propostas acima são importantes, porém os bancários as rejeitaram porque é necessário atender às reivindicações de Piso, PCR, Processo de Seleção Interna (PSI), condições de trabalho e contratações, questões de segurança, previdência e saúde, Isonomia de direitos etc.

Vejam, por exemplo, na questão da saúde. 

- É fundamental o banco apresentar propostas como a inclusão dos bancários e bancárias de bancos INCORPORADOS à CASSI e à PREVI; 

- É possível o BB apresentar uma proposta de trazer para a CASSI o PLANO ODONTOLÓGICO atendendo os bancários da ativa e familiares e os aposentados, que são associados da Caixa de Assistência. O banco propôs isso em 2008 e o modelo acabou não implementado.

- AFASTAMENTOS POR SAÚDE: por fim, negociamos nos últimos 2 anos a solução para a questão dos afastados e ou adoecidos no BB que, hoje, perdem a função e a vaga na unidade, se se afastarem por mais de 90 dias. Isso é errado, é um absurdo e nós temos propostas para o banco corrigir isso. Em 2013 o BB aceitou haver substituição do afastado por saúde nas agências pequenas. É possível o banco estender essa proposta para todas as unidades.

Existem diversas propostas na minuta entregue ao banco. Estou citando algumas inerentes ao tema saúde.

Bom, é isso. Boa campanha aos nossos bancári@s e vamos até a vitória.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

20.9.14

Plano Odontológico na Cassi - Posição dos eleitos 2014 e a proposta BB em 2008


Olá companheir@s de luta e colegas do BB,


Segue abaixo uma parte da conversa que tivemos com a AAFBB e seus associados em agosto de 2014 sobre a Cassi. Nesta parte, abordamos a nossa proposta de implantação do Plano Odontológico na Caixa de Assistência como um direito de saúde para o conjunto dos participantes.

Notem que a nossa proposta para o Banco do Brasil, nosso patrocinador, e a gestão compartilhada da Cassi não é descabida porque nós nos baseamos na proposta feita pelo próprio patrocinador na Campanha Nacional dos Bancários em 2008 (reproduzo abaixo a proposta feita à Contraf-CUT).

"PLANO ODONTOLÓGICO

         O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009."


Antes, ainda, o BB havia citado a Cassi no Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado com a CNB/CUT em 2005, na cláusula 56, pactuando a negociação sobre a reestruturação da Caixa de Assistência. A negociação terminou em 2007 e foi à votação do corpo social que a aprovou.

É isso. Vejam abaixo a explicação que faço no vídeo da AAFBB e a seguir a proposta que o banco fez sobre o odontológico em 2008. Acreditamos que é importante para a Cassi e para os participantes do Plano Associados a inclusão do direito custeado pelo Banco do Brasil.

Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi




NEGOCIAÇÃO BANCO DO BRASIL – PROPOSTA DE 21/10/2008


INFORMES

Após a negociação realizada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, na qual foram apresentadas as propostas de natureza econômica, realizou-se a negociação específica com o Banco do Brasil, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Na ocasião o banco apresentou a forma de aplicação dos índices definidos na mesa geral da categoria e formalizou as propostas específicas abaixo.


REAJUSTE

O índice de 10% será aplicado em todos os níveis de PCS.

As comissões cujos valores sejam menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidas em 10%.

Os VRs (Valor de Referência) de valores menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidos em 10%.

As comissões e VRs com valores acima de R$2.500 serão corrigidos em 8,15%.

Possíveis distorções em VRs e comissões de valores próximos a R$2.500 serão corrigidas pelo banco com alterações em seus valores.


PLR
    
Considerando as alterações havidas no modelo da Fenaban, o Banco propôs manter os mesmos parâmetros utilizados no ano anterior para distribuição do módulo básico com as correções devidas, lembrando que o acordo será anual e o cálculo e pagamento serão semestrais, portanto os valores abaixo se referem a distribuição do lucro referente ao 1º semestre de 2008:

4% do lucro líquido para todos os funcionários, resultando no valor de R$1.916,00 para cada.

45% do E-6 ($1.366,50) para o escriturário, resultando no valor de R$614,93

45% do E-6 mais comissão de caixa para os caixas executivos, resultando no valor de 886,61

45% do VR para os comissionados

Valor fixo de R$483,00, correspondente a metade do oferecido pela Fenaban.

Desta forma teríamos a seguinte distribuição:

Escriturário – R$3.014,47
Caixa – R$3.286,15
ASNEG – R$3.474,01
Demais Comissionados – R$2.388,47 + 45% do VR correspondente

Com Relação ao módulo ATB o Banco pagará valor adicional até atingir a quantidade de salários conforme divulgado no SISBB, sendo que o montante de salários para aqueles que participam do programa variará de 1,69 até 2,98 salários, conforme o cargo ocupado. Haverá pagamento de valores proporcionais para os locais de trabalho que não cumpriram integralmente o Acordo de Trabalho, cuja tabela também está divulgada no SISBB.


ISONOMIA

Pela proposta apresentada todos os funcionários terão direito aos benefícios referentes a Ausências Autorizadas, PAS adiantamentos e auxílios, Licença para acompanhar pessoa enferma e adiantamentos (férias, consignações e devolução de vantagens de remoção)


MESAS TEMÁTICAS

O banco concorda com a instalação de mesas temáticas, cujas questões serão definidas entre as partes, sendo que, em 15 dias, será implantada a mesa que debaterá as questões referentes ao BESC. Outros temas de interesse do funcionalismo são: terceirização, assédio moral, PCCS (remuneração, lateralidade, critérios de promoção).


PLANO ODONTOLÓGICO

O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009.


BÔNUS 200 ANOS

Será concedido um Bônus em comemoração aos 200 anos na forma de distribuição de 120 milhões que serão divididos de forma linear a todos os funcionários, inclusive os do BESC. O valor individual será de cerca de R$1.300,00. A inclusão dos funcionários egressos do BESC se dá em substituição à PLR do período de janeiro a setembro de 2008.


DIAS PARADOS

O banco se compromete a seguir o que foi definido na Fenaban, incluindo o dia 25 de junho nos dias a serem compensados.


CRÉDITOS

Os valores referentes a PLR e bônus serão creditados em até 10 dias da assinatura do acordo.


AVALIAÇÃO

A proposta apresenta avanços nos itens de isonomia e plano odontológico, atendendo reivindicações do movimento sindical.

A criação das mesas temáticas permitirá debater a apresentar propostas de solução para problemas que vêm afligindo o funcionalismo há tempos.

A forma de aplicação dos índices de reajuste nas verbas salariais (VP, AFR, VR) é mais vantajosa que na Fenaban, garantindo, em muitos casos, o aumento integral na remuneração.

As propostas apresentadas na mesa geral da categoria e na específica do Banco do Brasil são resultados da organização e mobilização dos trabalhadores durante o período de greve orientado pelo Comando Nacional e conduzido de forma brilhante pelos Sindicatos, sendo que esse movimento chegou ao limite.


ORIENTAÇÕES

O Comando Nacional dos Bancários orienta a defesa e aprovação da proposta nas assembleias específicas que serão realizadas pelos Sindicatos.



Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil


Fonte: Contraf-CUT e AAFBB