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30.4.18

Relatório Anual Cassi 2017 - Consulta ao Corpo Social


(matéria do site da Cassi, com comentário do blog ao final)

Começa hoje votação do Relatório Anual Cassi 2017

Publicado em: 30/04/2018

Começa hoje, 30 de abril, às 9h, a votação do Relatório Anual Cassi 2017. Podem participar associados em pleno gozo de seus direitos junto à Caixa de Assistência em 31 de janeiro de 2018, conforme o Estatuto Social. Agora, o voto poderá ser registrado pelo site e pelo App Cassi para celular, mediante login com email e senha previamente cadastrados.

Os terminais de autoatendimento do Banco do Brasil (TAA) também podem ser usados como canal de votação tanto para aposentados como para funcionários da ativa, com cartão e senha de movimentação bancária. Associados que ainda estão na ativa têm ainda a opção de participar pelo Sisbb. O período de votação segue até o dia 11 de maio, às 18h.

COMO VOTAR

CONSULTE O RELATÓRIO ANUAL

O documento que está em votação reúne as ações de gestão e os resultados econômico-financeiros da Caixa de Assistência, já analisados e aprovados sem ressalva por auditoria externa independente e Conselho Deliberativo, atestando que refletem a situação da Cassi em 2017, além de parecer favorável do Conselho Fiscal. A consulta ao corpo social sobre os resultados da Cassi no exercício anterior está prevista no Estatuto do Plano de Associados e vai até o dia 11 de maio.

O Resultado Cassi 2017 foi apresentado pela Diretoria Executiva em sete encontros com associados da ativa e aposentados do Banco do Brasil. Saiba mais.

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Comentário do Blog

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Na semana passada, a Diretoria Executiva da Cassi completou as apresentações do Relatório Anual nas cidades de Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ).

Com essas agendas de gestão que cumprimos nos 3 Estados, eu completei 160 agendas de trabalho nas bases sociais da Cassi durante o nosso mandato de representação na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. O mandato se encerra no dia 31 de maio.

Cassi BA - Estivemos pela 5ª vez a trabalho na Unidade Cassi BA e destacamos a importância da Atenção Primária (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF) no Estado porque a rede prestadora de serviços de saúde atua muitas vezes contra os interesses dos usuários e da Caixa de Assistência, através de cooperativas médicas e judicialização. A ESF precisa de investimentos na Bahia para ser ampliada a sua cobertura, hoje em 18% do total de participantes. E olha que durante nosso mandato a cobertura cresceu 6,6% (quase 800 pessoas a mais), chegando a 13.500 pessoas e com a mesma capacidade instalada e orçamento contingenciado por dois anos e meio.

Cassi PR - Com a visita aos paranaenses na quarta-feira 25, completei a 12ª agenda de trabalho do mandato do Diretor de Saúde. A Cassi PR está com projetos importantes para o sistema Cassi. Participamos de alguns deles como os Agentes Facilitadores, que tem contribuído para melhorar a rede credenciada no interior, e o projeto de Rede Referenciada em Londrina, que será fundamental para a coordenação de cuidados a partir da Cassi com rede parceira de especialidades para referência e contrarreferência. Durante nosso mandato, a cobertura da ESF cresceu 10,1% no Estado, chegando a 13 mil cadastrados.

Cassi RJ - A agenda de prestação de contas no Rio de Janeiro foi minha 13ª agenda de trabalho no Estado durante o mandato. Com o crescimento da cobertura da ESF em 7,6% nos últimos 4 anos, chegamos a quase 13 mil participantes assistidos pelo modelo assistencial da Cassi. Assim como as demais unidades de Porte 1, as maiores, é necessário que a Cassi invista no crescimento do modelo porque a cobertura é muito pequena (17%) em relação ao total de população assistida no Estado. É fundamental instalar uma CliniCassi na região Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

É isso. Iria fazer algumas reflexões sobre a Cassi e o que vem por aí, mas fica para um próximo texto.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

12.4.18

Prestando Contas - Cassi Bahia (2014-2018)



Sala de reuniões e atividades coletivas da Unidade Cassi BA e
CliniCassi Salvador. Nossa unidade está em sede própria no Estado.

Olá prezados associad@s da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Estamos terminando o mandato eletivo como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país, gerida de forma paritária por patrão e empregados (a única autogestão com esse poder de decisão dos trabalhadores).

A Diretoria de Saúde é a responsável pelas políticas e programas de saúde e pela gestão das unidades Cassi e CliniCassi, bem como pela relação com os Conselhos de Usuários e comunidade nas regiões onde estão as unidades.

Hoje vamos falar de forma sucinta sobre nosso trabalho na Unidade Cassi BA e deixar nossos agradecimentos a toda a comunidade local.

O Estado da Bahia contém uma de nossas maiores bases sociais considerando o total de planos de saúde da Cassi, são 68 mil participantes, segundo o Visão Cassi. Em relação ao Plano de Associados são cerca de 22.500 pessoas, sendo 8.950 associados, segundo os dados das eleições Cassi 2018.

A Bahia tem uma rede prestadora de venda de serviços de saúde (mercado que visa lucro) com grandes complexidades e apresenta desafios gigantes para atendimento das necessidades em saúde da população a um custo justo porque os participantes da Cassi e a própria autogestão são vítimas de um sistema que opera de forma blocada contra planos de saúde e seus usuários, o "mercado" opera através de cooperativas médicas, judicialização e proibição que profissionais de saúde operem diretamente com as operadoras de planos. Os abusos contra quem compra serviços de saúde às vezes acabam virando casos de polícia!

Nossa autogestão Cassi tem 4 unidades de atendimento na Bahia, uma CliniCassi na capital Salvador e mais 3 CliniCassi de porte reduzido no interior do Estado: Feira de Santana, Itabuna e Vitória da Conquista. Temos uma equipe de profissionais bastante dedicada e competente, liderada por nosso gerente em exercício, Dr. Claudio, e sua equipe de gestores.

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Unidade Cassi Bahia (informações do site)

Modificado em: 13 Setembro 2017

Endereço: Av. Antonio Carlos Magalhães, nº 3244, 23º andar - Edifício Empresarial Thomé de Souza Caminho das Árvores, Salvador (BA) - CEP 41800-700
PABX: (71) 3453-8000
Agendamento de consulta: (71) 3453-8023/8024 (exclusivamente)
Fax: (71)3453-8001/8002/8003/8004
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0015-22

Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.

Serviços: atendimento por equipes de Saúde da Família (médicos de família, psicólogo, nutricionista, enfermeiro e assistente social) e de saúde mental, perícias para autorizações de procedimentos previstos nos planos CASSI e PAS/BB e programas de prevenção à saúde do trabalhador. Os serviços descritos necessitam de agendamento prévio.

Gerente de Unidade - e.e - Claudio Sergio Campos Sousa

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Fortalecimento da Atenção Primária e ESF na Cassi BA

A Unidade Cassi Bahia desenvolveu um trabalho muito bom nesses últimos anos, principalmente quando olhamos o cenário que esteve presente. O desejo em fazer promoção de saúde e prevenção de doenças, cuidar dos participantes crônicos e fortalecer o modelo assistencial estando num mercado tão adverso deve ser muito enaltecido por toda a direção da Cassi e pela comunidade BB.

A Estratégia Saúde da Família (ESF) foi fortalecida nesses 4 anos de gestão e eu deixo um agradecimento muito grande aos profissionais da Unidade Bahia. Tínhamos 11.775 cadastrados na ESF em maio/2014 e em dez/2017 a Cassi BA estava cuidando de 12.549 participantes. Um crescimento de 774 assistidos (6,6%). Basta lembrar do orçamento contingenciado por quase 3 anos para vermos o quanto a equipe foi dedicada e exitosa na tarefa de cuidar de mais pessoas.

Nossos programas de saúde na Bahia têm números robustos no cuidado dos participantes. São quase 300 Pessoas com Deficiência (PcD) no programa Bem Viver, são mais de 3 mil idosos no Plena Idade e mais de 4 mil no Gerenciamento de Condições Crônicas. Os pacientes crônicos terão a partir de 2018 avanços no Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) porque haverá operador logístico na distribuição em todo o Estado, facilitando o acesso para tod@s de forma solidária.

Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família devem ser ampliadas na Bahia

Em nossa opinião, é preciso que se amplie a cobertura da Atenção Primária e ESF no Estado da Bahia. Hoje temos 7 equipes de família em Salvador e mais 3 no interior e temos cadastrados na ESF cerca de 18% da população Cassi do Estado. É preciso avançar com investimentos em mais equipes de família, ampliar as possibilidades de atendimento em 1º e 2º graus com mais estrutura própria. 

Mesmo com indicadores de serviços assistenciais muito altos na rede credenciada quando comparamos a Cassi Bahia com a Cassi Brasil, os efeitos positivos na comparação entre vinculados à ESF e não cadastrados são expressivos. Vejam abaixo dados que apresentei na Conferência de Saúde na Bahia em 2017:

Indicadores de utilização dos serviços assistenciais na rede credenciada (e livre escolha) e sinistralidade (Associados, CASSI Família e Funci-CASSI, Salvador* - 2015):

- Consultas ambulatoriais por participante: 
5,61 (Total capitais: 4,69; Total Brasil: 4,24)

- Exames ambulatoriais por participante: 
42,23 (Total capitais: 30,82; Total Brasil: 26,55)

- Exames por Consulta: 
7,50 (Total capitais: 6,55; Total Brasil: 6,25)

*endereço do participante

E vejam nossos estudos sobre a eficiência no uso dos recursos comparando vinculados à ESF e não cadastrados (fonte: Diretoria de Saúde da Cassi).



Ampliar a Atenção Primária, a ESF e a estrutura própria na Cassi Bahia é a nossa opinião de gestor de saúde e conhecedor de nossa autogestão e do setor e temos a opinião que é a melhor solução para enfrentar o mercado de saúde que vitimiza a Cassi e os usuários. 

Deixo aos queridos participantes baianos uma sugestão de referência: olhem a autogestão Cassems, dos servidores do Mato Grosso do Sul. A autogestão, no início dos anos dois mil, ficava completamente na mão de alguns grupos de prestadores no Estado e a Cassems investiu em sua própria estrutura de saúde com pequenos hospitais e mais serviços próprios. Hoje estão bem mais preparados para atender seu público no Estado.

É uma de minhas contribuições para os debates de sustentabilidade e futuro de nossa querida autogestão Cassi.


Agradecimentos

Em nome de toda a equipe da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, agradeço mais uma vez o trabalho e a dedicação dos funcionários da Cassi BA, a participação social da comunidade a partir das lideranças da ativa e aposentados e as parcerias pela ampliação da promoção de saúde e prevenção de doenças que fizemos com os órgãos do BB no Estado.

Agradeço também os 829 votos que a nossa Chapa 1 Em Defesa da Cassi recebeu no Estado, onde ficamos em terceiro lugar no resultado final. Eleições e democracia têm dessas coisas. Eu sou um ser político e compreendo bastante processos eleitorais.

Durante o mandato, estivemos a trabalho na Bahia 4 vezes (2015, 2016 e duas vezes em 2017). Para fortalecer a Cassi, o modelo assistencial e a participação social fiz agendas de gestão em saúde até com recursos próprios. Me reuni com o Conselho de Usuários, visitei o Sindicato na capital e a Superintendência do BB, e sempre nos reunimos com os profissionais da Cassi nas unidades para partilhar a gestão.

Demos todo apoio às unidades regionais e buscamos melhorar a estrutura administrativa e de atendimento em saúde mesmo com orçamentos contingenciados em boa parte de nosso período como gestor eleito, a partir de 2014. 

Eu finalizo agradecendo de coração ao Dr. Claudio pela paciência e dedicação em prol da unidade e do coletivo, porque assumiu de forma interina a gestão num período bem complexo, enquanto a Cassi cuidava dos processos internos de nomeação de gestores. Obrigado!

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-2018)
 


Post Scriptum:

Resultado das eleições 2018:

Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936

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Eleitores BA: Ativos = 4.555 / Aposentados = 4.395 (8.950)

Eleitores votaram BA = 3.510 (77,0%) / 2.161 (49,2%)

Total BA = 5.671 (63,4%) / válidos: 4.962 (87,5%)


Chapa 1 =  530 / 299 =  829 / 16,7% 3º lugar

Chapa 2 =  470 / 107 = 577 / 11,6%

Chapa 3 = 1.416 / 708 = 2.124 / 42,8% 1º lugar

Chapa 4 =  453 / 979 = 1.432 / 28,9%

Votos Brancos = 244 / 024 = 268

Votos Nulos =     397 / 044 = 441

Total Votos apurados BA = 3.510 / 2.161 = 5.671

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Resultado das eleições 2014:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0


Eleitores BA: Ativos = 5.425 / Aposentados = 3.499 (8.924)

Eleitores votaram BA = 4.416 (81,4%) / 1.367 (39%)

Do total de 8.924, votaram 5.783 = 64,8%

Total BA = 5.783 / válidos: 4.650 (80,4%)


Chapa 1 Todos pela Cassi = 859 / 306 = 1.165 / 25,1% (2º lugar)

Chapa 2 Maturidade = 220 / 038 = 258 / 5,5%

Chapa 3 Uma Nova Cassi = 2.070 / 749 = 2.819 / 60,6%

Chapa 4 Renovação = 216 / 192 = 408 / 8,8%

Votos Brancos = 414 / 040 = 454

Votos Nulos = 637 / 042 = 679

Total Votos apurados BA = 4.416 / 1.367 = 5.783

12.10.17

Cassi - BB é responsável por atraso na ampliação da Estratégia Saúde da Família


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi BA.
Fortalecer a participação social é central na
existência da Caixa de Assistência.

Opinião

A estratégia mais promissora para a defesa da autogestão Cassi é fortalecer o espírito de pertencimento dos associados através de informações de qualidade, maior participação da base e formação política. Mas a gestão não pode seguir engessada por causa do patrocinador BB.


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa da classe trabalhadora.

Quero partilhar com vocês algumas reflexões a respeito de perspectivas e cenários em relação aos nossos direitos em saúde. Meu ponto de vista é marcado pela minha realidade objetiva. Sou um representante eleito pelos trabalhadores associados à maior autogestão em saúde do país, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Estou no quarto ano de mandato atuando na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento de nossa entidade.

Antes de falar de cenários e perspectivas, compartilho com vocês que tive o privilégio nesta semana de conversar mais uma vez com as lideranças e participantes do Conselho de Usuários da Cassi BA e comunidade local. Por quase cinco horas trocamos muita informação, prestamos contas do mandato e ouvimos as críticas construtivas e sugestões e fortalecemos o pertencimento à nossa Caixa de Assistência. O fórum de conselheir@s é fundamental na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores associados e na defesa da própria Cassi. Agradeço a oportunidade e seguimos à disposição.


Investimento em formação é um dos pilares para a eficiência e sustentabilidade de uma instituição

Da mesma forma que estimular a participação social, a formação e capacitação também são centrais para criar o espírito de pertencimento à nossa Caixa de Assistência e comunidade BB. Ao longo de nosso mandato, sempre estivemos ao lado dos trabalhadores da Cassi nas Unidades em todos os Estados e DF, levando informações e orientações e apoiando a luta diária das CliniCassi e unidades para atender da melhor forma possível nossos participantes. 

Muitas vezes o trabalho de nossas equipes é dificultado por condições adversas devido a fatores que fogem ao controle da unidade de atendimento, e mesmo assim, temos abnegados funcionários que lidam com o Banco, com a rede prestadora, com os participantes e entidades representativas e demais atores locais com um desejo ímpar de atender às expectativas dos participantes do sistema de saúde Cassi.


Encontro de capacitação dos gerentes das unidades Cassi.

Como diretor eleito e responsável por importantes áreas de atividade-fim, passei praticamente meu mandato inteiro sem recursos básicos para investimento em treinamento e capacitação (déficit e orçamento contingenciado nas áreas administrativas). Só em maio deste ano tivemos alguma verba orçada para formação. Neste ano de 2017 temos feito um esforço grande para dar oportunidades de conhecimento em encontros presenciais para os funcionários da Cassi porque essa é uma estratégia de grande retorno com pequeno investimento administrativo e amplia a qualidade da gestão em saúde suplementar. Agradeço aos funcionários que têm participado desta jornada formativa.


Cenário do setor de saúde

O cenário em que a Cassi vem atuando nos últimos anos é um dos mais adversos da história de nosso país. O setor de saúde é hegemonizado por grandes empresas e corporações, cujos objetivos são vender serviços de saúde para a obtenção de lucro através da doença das pessoas ou da criação constante de "necessidades nos consumidores" para aquecer seus negócios. E mesmo quando as necessidades em saúde são reais, há uma indústria de exagero na área de exames, medicamentos e protocolos que encarecem de forma impagável os procedimentos.

São imensos os desafios colocados para operadoras de autogestão sobreviverem neste mercado de serviços cada vez mais concentrado na mão de poucos empresários, grupos de profissionais "cooperados", e com facilidades inerentes ao setor - um saber técnico na área da saúde, onde a palavra final seria do profissional de saúde que atende o cidadão. As características deste setor - desregulado e com foco no lucro - têm acarretado desperdícios de recursos dos planos de saúde e seus participantes e dificuldades de rede de atendimento.

Os usuários do sistema de saúde Cassi se perguntam Brasil afora, capitais e interiores, por que tal hospital ou profissional de determinada especialidade se descredenciou e não atende mais aos planos de saúde de nossa autogestão. Na amplíssima maioria das vezes são por questões comerciais, de estratégias agressivas de aumento de valores dos serviços prestados para o plano e seus "clientes", que no caso da Cassi são os donos. Às vezes, os empresários da saúde falam horrores da Cassi que não se justificam. O mau uso dos recursos e a guerra entre prestadores e planos/usuários está matando o sistema de saúde. É uma autofagia do sistema. Às vezes, as liminares da judicialização são absurdas e prejudicam até o paciente, além do plano coletivo dele.

Atualmente, com a crise no setor, hospitais importantes nas capitais estão pressionando, via descredenciamento, por aumentos exagerados nos serviços, e as vítimas dessa guerra comercial são os participantes dos planos. E o próprio plano de saúde é vítima porque se pagar tudo que os empresários da saúde impõem, o plano não terá existência longa por uma questão de sustentabilidade.





Perspectivas para a autogestão Cassi

Pergunta básica: existem alternativas para sistemas de saúde como o nosso lidarem melhor com esse setor tão complicado e complexo, porque é inevitável que tenhamos que comprar serviços de saúde neste setor, em seus mais diversos níveis de fornecimento de serviços e materiais? Existem sim.

Apesar do cenário complexo, nós da comunidade Banco do Brasil temos as melhores perspectivas para encontrar soluções para a sustentabilidade do sistema de serviços de saúde Cassi. Como gestor eleito responsável pelas políticas e programas de saúde do modelo assistencial da Cassi, baseado na Atenção Integral à Saúde, através de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), com unidades de atendimento CliniCassi e acompanhamento individual de pacientes crônicos ou sob riscos, percorremos um longo percurso neste país continental levando InFormação a todos da comunidade Banco do Brasil.

TEMPO PERDIDO NA SAÚDE CUSTA CARO - Na nossa opinião, a Cassi perdeu um tempo precioso na última década, em não ter ampliado a cobertura do modelo assistencial - ESF/CliniCassi. Explico isso através de dados, números e estudos para as lideranças e entidades representativas do funcionalismo, inclusive ao patrocinador BB e seus representantes. Desde o primeiro semestre de nosso mandato, em 2014, apresentamos propostas de ampliação do modelo e Iniciativas Estratégicas para a Cassi avançar e lidar melhor com o principal problema causador dos recorrentes déficits - a conta de despesa assistencial cobrada pela rede prestadora. Praticamente todo o orçamento de nossa autogestão é usado para pagar serviços na rede, de forma não ideal, não racional, por causa da forma como o mercado opera.


Boletim nº 5 em nov/2014 já apontava o
caminho para fortalecer a sustentabilidade,
mas representantes do BB são responsáveis
pelo modelo não avançar na governança.
Ler Boletim AQUI.

A mesa de entidades representativas do funcionalismo sabe dessas questões porque procuramos as entidades sindicais em dezembro de 2014 (ler AQUI) para pedir apoio nos debates com o Banco do Brasil sobre o déficit do Plano de Associados. Não achamos justo o lado do patrão querer passar a conta do déficit para o nosso lado dos trabalhadores associados, porque o BB e seus representantes têm muita responsabilidade nos resultados alcançados pela Cassi em sua missão de cuidar dos seus associados, bancários da ativa e aposentados, que atuam num dos setores que mais adoecem categorias profissionais do país, os dados são de fontes oficiais como o Ministério da Saúde.

Durante as negociações sobre déficit e sustentabilidade foi cobrado do patrocinador BB que validasse e implementasse os projetos de Iniciativas Estratégicas apresentadas por nós desde o fim daquele ano de 2014 porque as áreas técnicas das diretorias eleitas (áreas de atividades-fim) conhecem diagnósticos de problemas e têm propostas de solução. Dois anos se passaram e NENHUM projeto das diretorias eleitas foi adiante na gestão compartilhada, onde o patrocinador BB é gestor também e nada anda sem o aval do Banco. Enquanto se perdia tempo em avançar nas medidas estruturantes, o patrocinador BB insistia em não fazer proposta e se responsabilizar com recursos também para solucionar o déficit da Cassi. Insistia, ao contrário, em retirar direitos históricos dos trabalhadores. Enquanto isso, as reservas livres iam se esvaindo, bem como o Patrimônio Líquido da operadora diminuindo...

O impressionante é que mesmo após a luta unitária em 2015/16 do conjunto do funcionalismo conseguir arrancar uma proposta financeira emergencial que daria um fôlego para o déficit do Plano de Associados, enquanto estudos e medidas estruturantes fossem realizadas, já se passou mais de um ano e as áreas de atividades-fim não conseguem aprovação para encaminhar projetos e Iniciativas Estratégicas que podem efetivamente colocar a Cassi em melhores condições de enfrentar o problema maior de compra de serviços de saúde na rede prestadora.

MINHA OPINIÃO: O tempo passa há anos e os representantes do Banco do Brasil não aprovam nada que fortaleça a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o modelo de uso racional dos recursos do sistema Cassi. Acho isso lamentável!

Como disse em postagem recente (ler AQUI), a nossa área responsável por iniciativas que fortaleçam o modelo assistencial não conseguiu ampliar uma equipe de saúde sequer neste período do Acordo e Memorando de Entendimentos. 

Mesmo após a nossa Diretoria ter desenvolvido estudos nunca feitos na Cassi que indicam a eficiência do modelo assistencial e o quanto os participantes cadastrados e vinculados à ESF e CliniCassi têm melhores resultados em condições de saúde e no uso de recursos na compra de serviços da rede prestadora, que consome a quase totalidade da receita de nossa autogestão, estou perto de completar o mandato de 4 anos na área da saúde vendo retornarem os déficits na relação receitas operacionais x despesas assistenciais por absoluto atraso na ampliação do modelo assistencial da Cassi, que tem como missão a prevenção e a promoção de saúde através de atenção primária e cuidado contínuo dos participantes.

A Cassi, os associados e o próprio patrocinador BB poderiam ter melhores condições de enfrentar os déficits por causa dos abusos do setor de prestação de serviços de saúde, mas sem o gestor paritário BB dar essa chance, talvez não cheguemos ao futuro que poderíamos de sustentabilidade do sistema Cassi sem a perda de direito algum dos associados.

É o que penso após esse período de trabalho em conjunto com os associados e com os intervenientes de nossa Caixa de Assistência.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


10.8.17

Cassi BA realiza VIII Conferência de Saúde


Mesa de abertura e plenário da Conferência de Saúde na Bahia.

A Cassi Bahia e o Conselho de Usuários realizaram, no dia 03 de agosto, a VIII Conferência Estadual de Saúde. O evento contou com a presença de 90 participantes.

O tema da Conferência, “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”, foi apresentado pelo Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, que ressaltou a importância do modelo adotado pela Caixa de Assistência para a qualidade de vida dos participantes.

Outro fator apontado pelo Diretor, é que os funcionários do Banco do Brasil, as entidades sindicais, aposentados e demais grupos, conhecem pouco sobre a atuação das CliniCassi. “É importante ter a CliniCassi como referência, já que é o fator central na organização de todos os serviços de assistência”, finalizou.

Em sua palestra, o Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Almeida, apresentou os desafios enfrentados pela Caixa de Assistência. “É preciso projetar a Cassi para o futuro, mudando a cultura, alterando esse foco para o estratégico, investindo em tecnologia, em cursos assistenciais e na organização de saúde de todas as Unidades do país”.

O Diretor de Administração e Finanças, Dênis Côrrea, fez uma apresentação sobre o “Panorama da Cassi”. Frisou a transparência das ações financeiras e o acesso às informações, como prestação de contas, relatório anual, receitas, demonstração de resultados no site e no aplicativo.

O Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, reforçou que a realização da Conferência de Saúde serve para discutir a situação da Caixa de Assistência e disseminar o conhecimento adquirido. Após as palestras, houve debate com rodada de perguntas. Em seguida, foram nomeados e empossados os novos conselheiros de saúde da Cassi-BA para a gestão 2017-2019.



Fonte: Cassi


Post Scriptum:

Eu deixo um agradecimento a todas as entidades e lideranças da comunidade BB local que nos apoiaram na realização do evento. Um agradecimento especial à nossa equipe de funcionários da Cassi, esse verdadeiro patrimônio dos associados da Caixa de Assistência. Foi minha 3ª ida a trabalho à Unidade Cassi Bahia. 

Como gestor responsável pelo modelo assistencial e políticas de saúde da Cassi, assim como pela estrutura própria da nossa autogestão nos Estados e DF, fizemos uma agenda de reuniões nesta oportunidade. 

A solução para enfrentar os problemas do setor saúde num dos Estados mais complexos no que diz respeito à compra de serviços de saúde na rede prestadora (Bahia) está em fortalecer o sistema de saúde Cassi.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

4.8.17

Agenda positiva de fortalecimento da Cassi em Sergipe e Bahia



Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi SE
no Sindicato dos Bancários

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Fechamos mais uma semana de gestão e lutas em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Estamos em Aracaju, onde realizamos nesta sexta 04 pela manhã a IX Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários de Sergipe. O evento teve excelente participação e o nível dos debates foi muito bom. Apresentei o tema "Cassi: O desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde". O Diretor Humberto falou a respeito da "Cassi e seus desafios" e o Diretor Denis apresentou o "Panorama Cassi". É fundamental que os associados e suas entidades representativas se informem sobre os problemas que estamos enfrentando e que se preparem para a defesa da nossa autogestão e dos direitos em saúde.

Nossa agenda no Estado de Sergipe prosseguiu com uma reunião extraordinária do Conselho de Usuários da Cassi SE realizada na sede do Sindicato dos Bancários. Neste fórum qualificado de voluntariado da nossa Caixa de Assistência apresentei as minhas opiniões a respeito dos riscos e ameaças ao nosso plano de saúde e à autogestão. 

Por fim, estivemos na Unidade Cassi onde realizamos reunião com os funcionários, nosso valioso patrimônio da instituição e dos associados.

Agradeço o acolhimento que tivemos em todos os espaços que estivemos nesta 3ª jornada em Sergipe como Diretor de Saúde e Rede (própria) de Atendimento da Cassi.


Com a equipe de funcionários da Cassi Sergipe.

Na quarta 02 estivemos em Salvador cumprindo agenda da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Realizamos uma boa reunião de gestão da Unidade, avaliando resultados em saúde e estudos que temos feito a respeito do modelo de Atenção Integral, APS e ESF/CliniCassi. Também fizemos uma reunião geral com os funcionários da Unidade.

Fomos recebidos pela Superintendência do BB na Bahia. Atualizamos e fortalecemos as parcerias com a Cassi em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças. Em 2016 estivemos nos Estados propondo maior divulgação da Cassi nos ambientes da ativa. Sabemos hoje que há um grande número de trabalhadores do Banco que ainda não conhecem nossa autogestão.

Na quinta 03 realizamos a VIII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários da Bahia. Os 3 Diretores fizeram suas palestras e o debate com os participantes foi muito bom.


Com a participação nestes dois fóruns de debates sobre a nossa autogestão, completo 46 Conferências de Saúde nestes 3 anos de mandato de representação. As lideranças da comunidade de funcionários BB e as entidades que nos acompanham, bem como os bancários e bancárias, sabem que cumpro aquela máxima "a prática como critério da verdade". Eu sou um homem de base, que vai aonde estão as pessoas que representamos, e isso é bom!

Estou com muito sono e quase não dormi nesta semana, mas o coração está leve pelo sentimento de dever cumprido em fortalecer a democracia e a participação social na Cassi.

O cenário é muito grave e eu reforço a minha leitura que devemos organizar um encontro nacional para equalizar as informações para os associados. Entendo que as entidades representativas que compuseram mesa com o Banco poderiam organizar esse encontro nacional.


Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

15.4.16

Diretoria de Saúde defende participação social na Cassi


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi BA.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Neste segundo dia de trabalho em Salvador, Bahia, tivemos uma agenda intensa.

Pela manhã, nos reunimos por mais de 3 horas com as lideranças do Conselho de Usuários da Cassi BA. Falamos um pouco do planejamento de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, tanto a etapa já realizada entre 2014 e 2015 quanto as etapas a serem realizadas em 2016 e 2017.

DEFESA DA SOLIDARIEDADE E FOCO NA SAÚDE DOS TRABALHADORES

Abordamos na reunião os eixos centrais de nosso mandato que contém prioridades como a luta pela manutenção do modelo de custeio mutualista e solidário no Plano de Associados e o foco na saúde dos trabalhadores da ativa, atuando na promoção de saúde e prevenção de doenças de uma população de cem mil associados que serão cuidados pela Cassi por décadas.

Nesta etapa de trabalho de visita aos Estados, estamos buscando parcerias com o Banco do Brasil para ampliar canais de informação em saúde para os bancários na ativa.

FORTALECIMENTO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Recuperar o espírito de pertencimento na comunidade Banco do Brasil e ampliação da participação social fortalecendo os Conselhos de Usuários e as parcerias com as entidades sindicais e associativas é outra prioridade de gestão já cuidada desde a nossa chegada à Cassi em junho de 2014.

INFORMAÇÃO, PRESTAÇÃO DE CONTAS E TRANSPARÊNCIA

Outra prioridade para a qual dedicamos energia e inteligência é na oferta de informação qualificada sobre a Caixa de Assistência para os associados e entidades representativas. Foi pensando nisso que criamos o boletim dos eleitos Prestando Contas Cassi, que está na edição 21, ou seja, foram 21 meses de mandato e um boletim por mês.

Parte significativa dos problemas que a Cassi enfrenta é oriunda de questões estruturais e conjunturais relacionadas com problemas do próprio mercado de saúde onde a entidade opera. Dificuldades de algumas especialidades ou rede credenciada em diversas regiões do País, inflação saúde, cartéis de segmentos de prestação de serviços de saúde, legislação e normas que precisam de ajustes para não prejudicar as autogestões, fraudes no uso e fornecimento de OPME em cirurgias, dentre outras questões do setor de saúde que prejudicam tanto os usuários quanto o plano de saúde deles, no nosso caso a Cassi.

DEFESA DO MODELO DE ATENÇÃO INTEGRAL E ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

Outra questão central para a sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi é a ampliação da cobertura do modelo assistencial para o conjunto da população cuidada pela Caixa de Assistência.

Como o modelo de custeio do plano de saúde dos funcionários é de receita fixa, porcentagem da remuneração dos associados (7,5% desde 1996), é necessário que o modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças seja estendido para o conjunto dos associados em todo o país. O Diretor de Saúde vem debatendo a questão com o conjunto dos associados e suas entidades representativas e com o patrocinador patrão, o BB, que está na gestão junto com os eleitos pelo Corpo Social.

Esse é um resumo do que temos abordado com os Conselhos de Usuários em nossos debates.

Reunião com funcionários da Cassi na Bahia.

REUNIÃO COM OS FUNCIONÁRIOS DA CASSI – PATRIMÔNIO MAIOR DA ENTIDADE

Por fim, na nossa agenda de trabalho nos Estados, estamos conversando com os funcionários da Cassi, para agradecê-los pela dedicação e eficiência em fazer a entidade de saúde dos bancários do Banco do Brasil conseguir cuidar de mais de 700 mil vidas, mesmo com um setor saúde complicado como expliquei acima. Também aproveitamos para tirar dúvidas e ouvir sugestões dos trabalhadores.

Também temos reunido os gestores nas Unidades Cassi para abordar algumas questões relevantes de gestão e estratégia de trabalho.

É isso, fechamos mais uma semana de trabalho. Estamos voltando para casa para descansar um pouco e recuperar a energia para a próxima semana que também será intensa, aliás, sempre é intenso atuar em nossa autogestão em saúde num mercado em crise e num mundo em crise. Mas a Cassi não pode parar e todos os dias, cuidamos de milhares de vidas.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)

14.4.16

Cassi acerta parcerias em defesa da saúde na Bahia



Reunião entre Banco do Brasil, Sindicato e
 Cassi em Salvador, BA.
"Para ir rápido, vá sozinho. Para ir longe, vá em grupo" (ditado africano)


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos em Salvador, Bahia, cumprindo uma agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, a Cassi.

Por mais que pareça desinteressante termos agendas positivas em tempos de "crises" (surgidas ou criadas), nós não deixamos de acreditar na nossa tarefa de gestores eleitos em entidade de saúde e na missão da Cassi em promover saúde e prevenir doenças em seus associados, os trabalhadores do BB e familiares.

Estamos visitando o 8º Estado brasileiro em 2016 buscando parcerias em defesa da saúde dos funcionários do Banco do Brasil.

O Banco tem cerca de 100 mil trabalhadores na ativa associados à Caixa de Assistência e nós temos uma tarefa fundamental de instituir de forma sistêmica um canal de comunicação para falar com essa população de associados para informá-los sobre o que é a Cassi, como ela funciona, quais os direitos que eles têm como associados, quais as dificuldades existentes no setor onde a Cassi atua, ou seja, o setor saúde que passa por grave crise com reflexos para os usuários dos planos de saúde como a Cassi etc.

Em um sistema de saúde suplementar no modelo de autogestão, ou seja, AUTO-PATROCINADO pelos próprios donos (BB e trabalhadores) - sistema que não onera o SUS, é fundamental o olhar e o planejamento estratégico de longo prazo. Explico: A Cassi vai cuidar e atender os atuais cem mil associados da ativa e seus familiares pelos próximos 70 anos, mais ou menos.

Desde que iniciei o mandato como Diretor de Saúde eleito pelos associados em 2014, estamos atuando fortemente na questão da participação social e com uma estratégia definida de aumentar o pertencimento desta população em relação à sua Caixa de Assistência. 

Para fazer com que uma população tão grande e que vamos cuidar dela por tantas décadas utilize melhor seus direitos em saúde, sendo atendida em suas necessidades, e com sustentabilidade, é condição sine qua non, que essa população seja informada constantemente e que tenha acesso à educação em saúde.


Sorria, estamos chegando a Bahia.

Em nosso mandato já percorremos o país inteiro buscando parcerias com as entidades representativas da comunidade BB, sindicatos, associações da ativa e aposentados e Conselhos de Usuários. Também aproveitamos esta agenda de trabalho do Diretor de Saúde nas bases para conversar com os funcionários da Cassi, patrimônio valioso de nossa entidade, pois cuidam de nosso bem mais precioso: a saúde de todos nós e de nossos familiares.

DIRETORIA DE SAÚDE IRÁ AOS ESTADOS E DF BUSCAR PARCERIAS EM PROMOÇÃO DE SAÚDE E DIVULGAÇÃO DA ESF

Nesta nova etapa do trabalho de visitas as bases sociais da Cassi, estamos construindo uma agenda positiva de informações e promoção de saúde junto às Superintendências do Banco e Gepes, inclusive porque somos responsáveis pela Rede de Atendimento própria da Cassi, ou seja, as 27 unidades administrativas da Cassi e as 65 CliniCassi existentes neste momento. Nas capitais que estamos atuando convidamos também os Sindicatos para essa agenda em defesa da saúde.

O Diretor de Saúde tem um compromisso assumido com os gestores da Cassi nos Estados em criar canais facilitadores para divulgar a Estratégia Saúde da Família (ESF) porque esse é o modelo assistencial da Cassi e as unidades Cassi nos Estados atenderam ao pedido do Diretor de Saúde em cadastrar mais associados na ESF. Para que o ciclo de cuidados da atenção primária se complete, é necessária a aderência dos participantes cadastrados ao modelo. Cada vida que a Cassi puder cuidar a mais vale a pena, porque podemos salvar esta vida.

Assim como os demais estados que já visitamos nesta etapa (SP, AP, RO, RJ, MG, DF, MA) as parcerias que construímos aqui na Bahia entre Super e Gepes, Sindicato e Cassi podem nos render bons frutos através de notícias mais frequentes sobre a Cassi, o modelo de Atenção Integral e a Estratégia Saúde da Família (ESF), informações mais adequadas sobre eventuais problemas locais como rede credenciada, campanhas de saúde específicas, PCMSO e Exame Periódico de Saúde, dentre outras coisas.


Pô, dá um sorriso aí, já que
está indo para a Bahia...

A ATUAÇÃO PRÓXIMA ÀS BASES É SEMPRE A MELHOR FORMA DE NÃO SE AFASTAR DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS E TAREFAS A CUMPRIR

Eu sou representante eleito pelos trabalhadores do Banco do Brasil há muito tempo, desde o início dos anos dois mil. Já fui Conselheiro de Usuário da Cassi eleito em SP, já fui diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e já fui diretor da Contraf-CUT. Atualmente, cumpro o mandato que os associados da Cassi me honraram com seus votos, e com apoio das entidades sindicais e associativas.

Tenho 24 anos de carteira assinada no Banco do Brasil, mais dois anos como bancário no Unibanco. A democracia das entidades criadas por nós bancários deve ser fortalecida a qualquer custo. A melhor forma de poder é aquela em que todos participam, opinam e cumprem suas obrigações.

Alguns valores nos movem nesta longa jornada que já empreendemos como representantes eleitos. Eu acredito na democracia e no trabalho de representação de nossos colegas trabalhadores. Acredito em organizar a base, ouvi-la e informar sobre a área que atuamos e formar politicamente nossos pares, no meu caso atual, formar meus pares sobre saúde e sistemas de saúde.


TENHAMOS FÉ NAS PESSOAS PORQUE TEM MUITA GENTE BOA POR AÍ. EU NÃO ACREDITO NO ÓDIO QUE QUEREM PLANTAR NOS CORAÇÕES DO POVO BRASILEIRO

Eu acredito no que faço e se tem uma coisa que me dá ânimo para seguir lutando pela Cassi e pelos associados que representamos, são as pessoas que tenho encontrado nos mais diversos pontos do país dentro de nossa comunidade BB. Temos muita gente boa em nossa comunidade, muita gente boa. Gestores do Banco, colegas associados da ativa e aposentados, lideranças das mais diversas entidades, funcionários da Cassi. É raro uma comunidade com tanta gente que faz voluntariado.

Vale a pena seguir com nosso trabalho! Isso é o que sinto cada vez que vou às bases sociais da Cassi em nosso vasto Brasil.

Amanhã temos ainda agenda com o Conselho de Usuários da Cassi BA e depois reuniões de trabalho com os funcionários da Unidade Cassi BA.

Já deixo meu agradecimento ao Superintendente do BB aqui na Bahia e ao Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, bem como ao nosso Gerente da Cassi nesta terra maravilhosa.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento


Post Scriptum:

Essa agenda foi custeada por mim. Gastamos cerca de R$ 494 de passagens + R$ 178 de diária de hotel, e cerca de R$ 200 de táxis e refeições (R$ 872)

12.4.16

Opinião e agenda do Diretor de Saúde (DF e BA)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Iniciamos mais uma semana de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), onde somos um dos representantes eleitos pelos associados. Sou Diretor de Saúde em entidade de gestão paritária entre o patrocinador patrão (Banco) e eleitos pelo Corpo Social.

Sou um grande interessado em história, desde muito jovem. Também gosto de literatura, apesar de não ter lido um décimo do que gostaria, porque a vida não é como queremos, mas sim como é possível se viver, quando se é subproletário e proletário desde criança, vendendo sua força de trabalho já com uns onze ou doze anos de idade.

O MOMENTO DE CRISES E O OPORTUNISMO

Em relação ao nosso país e à nossa vida, a semana é capital porque a direita golpista pode conseguir derrotar a democracia e o povo brasileiro. Se os acusados de corrupção, organizados no Congresso Nacional, conseguirem interromper o mandato formalmente de nossa Presidenta Dilma Rousseff, o país viverá consequências nunca antes vistas por estas terras. Falo interromper o mandato "formalmente" porque o PSDB, os donos da Globo e demais donos de todos os meios de comunicação, em conjunto com empresários e mais uma camarilha de corruptos, confirmaram o que haviam prometido em 2014: que se o povo reelegesse a Presidenta Dilma (PT) ela não governaria. E tem inocente que não tem noção disso...

Em relação à nossa Caixa de Assistência, a semana também é muito importante. Estamos vivendo o período eleitoral na Cassi e os associados escolhem entre 11 e 22 de abril parte da governança da entidade de saúde. Elegem a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes e parte dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. O patrocinador patrão indicará seus nomes na governança em 1º de junho, quando toma posse a chapa vencedora.

REVISITAR SEMPRE OS PRINCÍPIOS, VALORES E COMPROMISSOS

Hoje eu estava revendo meu discurso de posse (ver AQUI), quando cheguei à Cassi eleito em junho de 2014. Fiquei leve e me senti tranquilo. 

Em meio às crises que estamos vivendo em nosso mundo, a crise econômica e política em nosso querido Brasil, a crise do setor de saúde, a crise do déficit da Cassi (antiga, mas que não apareceu antes de 2014), a crise de valores morais e princípios éticos, enfim, em meio às crises que nos cercam, vi que estou levando adiante tudo o que falei aos associados e que me comprometi com eles e com a Cassi.

Hoje, 22 meses depois de começar o nosso mandato, conheço muito mais sobre a Cassi, sua história, sua trajetória, seu modelo de saúde, seu quadro de funcionários, as divergências e impasses de gestão e rumos por diferenças de opinião e interesses entre o Banco do Brasil e os eleitos pelos associados. Às vezes, a divergência é de caráter econômico mesmo! Saúde custa dinheiro e patrão tem olhar em custos ao analisar benefícios.

Hoje, sem dúvidas, conheço muito mais as necessidades na base social da Cassi, porque atuo indo às bases sociais que represento. Isso é fato e ninguém me tira essa verdade! Pago até do meu salário para ir às bases falar com os associados.

ELEIÇÃO NA CASSI OCORRE EM PERÍODO CONTURBADO

A eleição na Cassi poderia se dar num clima de debates de ideias, poderia. Na política, as oportunidades e momentos conjunturais podem matar qualquer bom debate de ideias. 

Os verdadeiros donos do poder, os donos dos meios de produção, econômicos e de comunicação, construíram um clima de ruptura com características fascistas entre o povo brasileiro. Quem está dizendo isso são os mais renomados intelectuais das mais diversas áreas e lutadores em prol da democracia e dos direitos humanos.

Por causa deste clima de ódio instalado no país pelos golpistas contra os governos do PT - governos mais identificados com as pautas e bandeiras dos trabalhadores e dos povos menos favorecidos, e com os movimentos sociais - os processos eleitorais em entidades de trabalhadores estão sob forte influência desta conturbação social. 

Vemos que parte das pessoas em nossos meios tem atuado fortemente para influenciar processos eleitorais em nossas entidades de trabalhadores reverberando o ódio construído pelos golpistas liderados pelas famílias midiáticas e pelos tucanos que não aceitaram perder a 4ª eleição presidencial seguida.

Os milhares de associados da Cassi e as dezenas de entidades representativas do funcionalismo com quem já estive nestes 22 meses sabem que nunca misturei política partidária com meu mandato na gestão de nossa entidade de saúde. Trato exatamente da mesma forma todos os colegas associados da ativa e aposentados, lideranças e entidades representativas, e lideranças do Banco do Brasil. E seguirei assim até o último dia de meu mandato lá em 2018.

Mas eu não posso me calar ao que estão fazendo e ao que tenho visto, ou seja, esta onda de ódio gratuito, sem debate, sem razão, todo voltado para a intolerância. Essa onda fascista avança rápido para sair do limite das redes sociais e começar a fazer mortos nas ruas. Atualmente, os ataques de caráter totalitário são mais intensos em meios virtuais, inclusive em nossa comunidade Banco do Brasil (o que é mais triste), do tipo fora CUT, fora PT, fora movimentos sociais, fora petralhas, fora judeus, fora nordestinos, fora gays, fora pretos etc.

Tod@s nós que lutamos por liberdade, justiça, respeito, igualdade e tolerância, vamos seguir firmes na defesa da democracia e na defesa dos direitos dos trabalhadores.

CASSI PRECISA É DE MAIS PERTENCIMENTO EM SEU QUADRO DE ASSOCIADOS E COESÃO INTERNA PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS DO SETOR DE SAÚDE, QUESTÕES MUITO MAIS EXTERNAS À CASSI

Finalizo deixando minha opinião sobre os problemas da Cassi. Até dias antes da inscrição das chapas concorrentes e do clima de vale tudo nas eleições Cassi, TODAS as lideranças do movimento e das entidades representativas, de esquerda, de centro e de direita, sindicais e associativas, cada uma com sua legitimidade, TODAS sabiam os problemas que levaram a Caixa de Assistência ao atual déficit do Plano de Associados. 

É de extrema má-fé usar de oportunismo em algumas semanas de eleição para dizer que a gestão da Cassi é isso ou aquilo, que mudando os que estão na entidade, usando a oportunidade de bater na relação que existe entre nós eleitos atuais e as entidades sindicais (fundamentais na vida e nos direitos de trabalhadores da ativa e aposentados), dizer que os problemas de rede credenciada é culpa dos atuais eleitos, ou que alguma área da Cassi que não esteja operando na normalidade é por incompetência e não porque estamos precisando de investimento e não tem recurso é algo que até pode fazer parte da "política" (rasteira), mas não acho que seja adequado pelo respeito que tenho a essa comunidade BB que represento.

Eu afirmo que a gestão eleita atual trabalha diuturnamente e, talvez, como poucas vezes, em defesa da Cassi e, SOBRETUDO, EM DEFESA DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS. Todas as entidades representativas tinham essa leitura muito clara até a divisão de cada liderança por si - já que todo mundo queria disputar a eleição.

Eu já radicalizo na transparência de meu mandato desde o 1º dia. Eu até pago para trabalhar, muitas vezes, desde o 1º dia, porque meus valores na vida não são os de acumulação de dinheiros. Vou radicalizar cada dia mais na prestação de contas de meu mandato. Mas as pessoas precisam ter respeito por quem dedica a vida e dá até a saúde em benefício dos colegas. E não falo só por quem eu vejo se dedicando hoje à Cassi, eleito ou funcionário da entidade. Há muita gente também que faz isso pela Cassi, inclusive uma multidão de voluntários e voluntárias em nossos Conselhos de Usuários e entidades da comunidade BB.

Bom voto a tod@s, escolham uma das chapas e cobrem e acompanhem essas pessoas por quatro anos. Na minha opinião como gestor da vez, acho que os associados da Cassi elegeram por mais de uma década pessoas que não tinham foco em avançar o modelo assistencial de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), é só olhar o histórica da Cassi.

Não é difícil ver que fomos nós da gestão atual que resgatamos o debate de promoção de saúde e prevenção de doenças; que buscamos o conjunto das entidades representativas para lutar junto conosco pela Cassi que queremos; que lutamos todos os dias para fortalecer a participação social; e acreditamos que sem os sindicatos mobilizando os trabalhadores na ativa e chamando o patrocinador patrão para negociar os direitos e custos da Cassi, a perspectiva de manutenção de direitos em saúde na Cassi será bem difícil. É a minha opinião.

Mas somos de luta e defendemos os direitos dos associados até onde nossa energia aguentar.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

AGENDA DA SEMANA

SEGUNDA 11

Dia de leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da Cassi. Trabalhei de umas 8h da manhã até por volta de 23h.

TERÇA 12

Reunião de Diretoria Executiva da Cassi

QUARTA 13

Dia de trabalho será na sede da Cassi em Brasília.

QUINTA 14

Dia de trabalho em Salvador, cumprindo agenda de planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento.

SEXTA 15

Dia de trabalho em Salvador. Agenda da Diretoria de Saúde. 

Todas as despesas de passagem aérea, transporte e hospedagem desta agenda estão sendo bancadas pelo próprio Diretor de Saúde.

Durante a semana vamos atualizando a agenda.

Post Scriptum (12/4/16, às 8:47h, após dormir seis horas):

Eu sou uma pessoa de base, sempre fui. Experimentei nas últimas semanas, a tentativa de ler por uma hora diária comentários, ataques e maledicências em grupos de redes sociais virtuais. Me fez muito mal psicologicamente! Fico pensando em quem só vive nesse mundo virtual (a ampla maioria do povo), sem limites para a ofensa, lugar da intolerância, sem espaço para o olho no olho, sem ir falar pessoalmente com as pessoas. É completamente explicável o porquê do povo estar envenenado e a intolerância e o ódio estarem vencendo as características históricas do povo brasileiro. Eu não vou mais dedicar essa hora diária à esse envenenamento. Faz mal pacas! Sigo com o mais antiquado método de falar pessoalmente com as pessoas.

William Mendes

Post Scriptum (12 de abril, terça, 20h):

Sede da Cassi em Brasília. Vamos parar por hoje. O corpo pede descanso. A família pede atenção mínima. Meu cérebro precisa de um respiro após 12 horas de trabalho.

Amanhã tem mais.

William Mendes

Post Scriptum (13/4/16, às 19:30h):

Prestando contas. Vamos terminar o dia de trabalho na Cassi. Hoje trabalhamos cerca de 11 horas. Nesta quinta e sexta teremos agenda da Diretoria de Saúde em Salvador (BA).

William Mendes

Post Scriptum (sexta 15/4, 22h):

Fechando a semana de trabalho. Chegamos há pouco da Bahia. A agenda foi muito positiva em benefício da Cassi e dos associados.

Ler AQUI e AQUI as matérias sobre nossa agenda na Bahia.

Para fechar a semana, acabei de ver a pauta da reunião de Diretoria da próxima semana: cerca de 60 súmulas.

Que fazer? Passar o fim de semana lendo centenas de páginas de documentos? Descansar um pouco?

E pensar que tem uma chapa concorrente na eleição da Cassi que escreveu e depois apagou (mas eu salvei) uma leviandade dizendo que o Diretor de Saúde não trabalha os 30 dias do mês...

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito)