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5.4.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2008



RETROSPECTIVA 2008

O primeiro semestre do ano de 2008 teve algumas agendas importantes para nós da categoria bancária, em especial os funcionários do Banco do Brasil, que nesse ano completava 200 anos de existência.

Em relação à base de São Paulo, Osasco e região, tivemos as eleições de renovação da diretoria de nosso Sindicato. Fiz parte da nossa chapa cutista “Chapa 1 – a Chapa do Sindicato CUT”. Fui eleito para o 3º mandato representando os colegas da base.

As condições de trabalho estavam ruins na categoria e no BB fizemos diversas paralisações nos primeiros meses do ano para tentar melhorar o dia a dia nos locais de trabalho. Desenvolvemos uma campanha nacional com o mote “Acorda BB – Banco para o Brasil”.

Em termos gerais, estávamos com campanha nacional pela ratificação das convenções 151 e 158 da OIT.

No Sindicato, elegemos delegadas e delegados sindicais, fizemos reunião organizativa e já estávamos acompanhando as notícias de provável venda do Banco Nossa Caixa por parte do governo tucano de São Paulo. Privatização é demissão em massa e o tema nos preocupava muito.

No início de junho, fui às posses das direções eleitas em nossas caixas de assistência e previdência, a Cassi e a Previ. Nós cutistas apoiamos as chapas vencedoras.

Fechando o primeiro semestre, participei do Congresso dos Bancários do Ceará, já no início da Campanha Nacional da categoria.

CAIXA FEDERAL – EMPREGADOS APROVAM NOVO PCS

Em junho, os empregados da Caixa aprovaram em assembleias a proposta de PCS negociada entre patrão e trabalhadores e seus sindicatos. 

Essa foi uma diferença importante entre negociações da Caixa Federal e governo em relação ao Plano de Cargos e Salários (PCS). Enquanto no BB a direção não abriu negociação alguma conosco, o processo avançou na Caixa. A assembleia em nossa base foi no dia 26 de junho.

Em julho, além de fazer bastante trabalho de base, participei de duas conferências de bancários, a de São Paulo e a do Ceará.

No mês de agosto, os governos de São Paulo e do presidente Lula abrem as tratativas para a incorporação do Banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Sindicatos e associações de funcionários do BNC se mobilizam para exigir do governo federal a manutenção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores e aposentados.

Representei a Contraf-CUT na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários em Alagoas. Iria à posse da direção dos bancários em Porto Alegre, mas perdi o voo e não consegui ir.

Durante o mês de setembro, ocorreram as negociações com os banqueiros na mesa geral da Fenaban e as negociações específicas nos bancos públicos. No BB, fizemos duas reuniões sobre a minuta.

Enquanto lideranças sindicais e patrões se reuniam, nós mobilizávamos a base. No Sindicato em São Paulo, fizemos plenária dos bancários e reunião de delegados sindicais do Banco do Brasil.

Como a proposta dos banqueiros não atendia às reinvindicações da categoria, fizemos paralisação nacional no dia 30 de setembro.

CULTURA

Para dar um respiro às lutas da categoria, fizemos um sarau no Auditório Lélia Abramo, na Regional Paulista do Sindicato. A sugestão foi minha e o evento se chamou Sarau Refeitório Cultural.

SAÚDE FAMILIAR

Entre agosto e setembro, meu pai esteve em São Paulo para realizar uma cirurgia no Hospital da USP. Se não me engano, a cirurgia foi para colocar telas em suas hérnias na região abdominal.

GREVE NACIONAL

Após diversas rodadas de negociação e a tradicional intransigência do patronato, a categoria entra em greve nacional e após 15 dias de mobilização arrancam propostas na mesa geral e nas mesas específicas dos bancos públicos.

ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO

O mês de novembro foi bem agitado a considerar que já havíamos fechado a campanha salarial da categoria.

Além de confraternização com os bancários pela bela luta e unidade na campanha para arrancar proposta após 15 dias de greve, fizemos plenária com os bancários para definir as próximas agendas de lutas. Fiz várias reuniões em agências da base.

Na contraf-CUT, fizemos encontro das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, Encontro Nacional de Formação, participei do planejamento da direção do nosso Sindicato e representei a confederação em Encontro Estadual de bancários da Paraíba.

De quebra, tivemos que fazer ação sindical num sabadão no Banco do Brasil porque a direção local queria pôr os bancários para compensarem horas de greve em fim de semana. Não deixamos!

Em dezembro, ainda deu tempo de fazermos dois encontros nacionais, um dos dirigentes do Banco do Brasil, no interior de São Paulo, e outro de dirigentes de sindicatos e federações para debater formas de valorizar a representação sindical.

Ano de muito trabalho, lutas sindicais e o saldo foi positivo para a classe trabalhadora.

Mais um ano de lutas sistematizado em meu blog. São 230 postagens prestando contas e compartilhando informações aos bancários e bancárias que representei.

William Mendes

28.8.15

Funcionários do BB conquistam ampliação da cobertura do Plano Odontológico



A direção do Banco do Brasil informou, nesta quarta-feira 26,  à Comissão de Empresa dos Funcionários, que tem a participação da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Note (Fetec-CUT/CN), os avanços na ampliação da lista de procedimentos do Plano Odontológico, atendendo reivindicação das bancárias e bancários.

A melhoria na cobertura do plano odontológico é reivindicação histórica dos funcionários, desde que foi implantado, fruto de conquista da Campanha Nacional de 2008.

“Desde que o Plano Odontológico foi conquistado, estamos reivindicando a ampliação do rol de procedimentos. Esse é um avanço importante, mas vamos continuar lutando para ampliar ainda mais a cobertura de procedimentos”, afirma Rafael Zanon, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Zanon também é diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília e bancário do BB.

O Banco informou que o plano do funcionalismo foi alterado de BB Dental Econômico para BB Dental Integral. Além dos 188 procedimentos já cobertos anteriormente, foram incluídos os seguintes:

* Consulta para Técnica de Clareamento Dentário Caseiro.

* Mantenedor de espaço fixo.

* Mantenedor de espaço removível.

* Panorâmica Especial para ATM.

* Radiografia da ATM.

* Radiografia da mão e punho–carpal.

* Radiografia panorâmica de mandíbula/maxila (ortopantomografia) com traçado cefalométrico.

* Telerradiografia.

* Telerradiografia com traçado cefalométrico.

* Documentação Periodontal (panorâmica com traçado, levantamento periapical, interproximais, fotos - 2 extra e 3 intra bucais, modelos, caixa para modelos e pasta).

* Manutenção periodontal.

* Enxerto conjuntivo subepitelial.

* Remoção de corpo estranho no seio maxilar.

* Redução de Tuberosidade.

* Cirurgia odontológica com aplicação de aloenxertos.

* Tracionamento cirúrgico com finalidade ortodôntica.

* Clareamento de dente desvitalizado.

A direção do BB informou que, além das novas coberturas, houve alteração da unidade odontológica de R$ 0,40 para R$ 0,51 para reembolso dos valores pagos em livre escolha, ou seja, quando o beneficiário realiza o seu tratamento com um profissional que não pertence à rede credenciada.


Fonte: Da Redação do Sindicato dos Bancários de Brasília

20.9.14

Plano Odontológico na Cassi - Posição dos eleitos 2014 e a proposta BB em 2008


Olá companheir@s de luta e colegas do BB,


Segue abaixo uma parte da conversa que tivemos com a AAFBB e seus associados em agosto de 2014 sobre a Cassi. Nesta parte, abordamos a nossa proposta de implantação do Plano Odontológico na Caixa de Assistência como um direito de saúde para o conjunto dos participantes.

Notem que a nossa proposta para o Banco do Brasil, nosso patrocinador, e a gestão compartilhada da Cassi não é descabida porque nós nos baseamos na proposta feita pelo próprio patrocinador na Campanha Nacional dos Bancários em 2008 (reproduzo abaixo a proposta feita à Contraf-CUT).

"PLANO ODONTOLÓGICO

         O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009."


Antes, ainda, o BB havia citado a Cassi no Acordo Coletivo de Trabalho, celebrado com a CNB/CUT em 2005, na cláusula 56, pactuando a negociação sobre a reestruturação da Caixa de Assistência. A negociação terminou em 2007 e foi à votação do corpo social que a aprovou.

É isso. Vejam abaixo a explicação que faço no vídeo da AAFBB e a seguir a proposta que o banco fez sobre o odontológico em 2008. Acreditamos que é importante para a Cassi e para os participantes do Plano Associados a inclusão do direito custeado pelo Banco do Brasil.

Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi




NEGOCIAÇÃO BANCO DO BRASIL – PROPOSTA DE 21/10/2008


INFORMES

Após a negociação realizada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, na qual foram apresentadas as propostas de natureza econômica, realizou-se a negociação específica com o Banco do Brasil, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Na ocasião o banco apresentou a forma de aplicação dos índices definidos na mesa geral da categoria e formalizou as propostas específicas abaixo.


REAJUSTE

O índice de 10% será aplicado em todos os níveis de PCS.

As comissões cujos valores sejam menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidas em 10%.

Os VRs (Valor de Referência) de valores menores ou iguais a R$2.500 serão corrigidos em 10%.

As comissões e VRs com valores acima de R$2.500 serão corrigidos em 8,15%.

Possíveis distorções em VRs e comissões de valores próximos a R$2.500 serão corrigidas pelo banco com alterações em seus valores.


PLR
    
Considerando as alterações havidas no modelo da Fenaban, o Banco propôs manter os mesmos parâmetros utilizados no ano anterior para distribuição do módulo básico com as correções devidas, lembrando que o acordo será anual e o cálculo e pagamento serão semestrais, portanto os valores abaixo se referem a distribuição do lucro referente ao 1º semestre de 2008:

4% do lucro líquido para todos os funcionários, resultando no valor de R$1.916,00 para cada.

45% do E-6 ($1.366,50) para o escriturário, resultando no valor de R$614,93

45% do E-6 mais comissão de caixa para os caixas executivos, resultando no valor de 886,61

45% do VR para os comissionados

Valor fixo de R$483,00, correspondente a metade do oferecido pela Fenaban.

Desta forma teríamos a seguinte distribuição:

Escriturário – R$3.014,47
Caixa – R$3.286,15
ASNEG – R$3.474,01
Demais Comissionados – R$2.388,47 + 45% do VR correspondente

Com Relação ao módulo ATB o Banco pagará valor adicional até atingir a quantidade de salários conforme divulgado no SISBB, sendo que o montante de salários para aqueles que participam do programa variará de 1,69 até 2,98 salários, conforme o cargo ocupado. Haverá pagamento de valores proporcionais para os locais de trabalho que não cumpriram integralmente o Acordo de Trabalho, cuja tabela também está divulgada no SISBB.


ISONOMIA

Pela proposta apresentada todos os funcionários terão direito aos benefícios referentes a Ausências Autorizadas, PAS adiantamentos e auxílios, Licença para acompanhar pessoa enferma e adiantamentos (férias, consignações e devolução de vantagens de remoção)


MESAS TEMÁTICAS

O banco concorda com a instalação de mesas temáticas, cujas questões serão definidas entre as partes, sendo que, em 15 dias, será implantada a mesa que debaterá as questões referentes ao BESC. Outros temas de interesse do funcionalismo são: terceirização, assédio moral, PCCS (remuneração, lateralidade, critérios de promoção).


PLANO ODONTOLÓGICO

O banco se compromete a arcar com os custos de implantação do Plano Odontológico na CASSI. O novo benefício deverá ser implantado até 30 de junho de 2009.


BÔNUS 200 ANOS

Será concedido um Bônus em comemoração aos 200 anos na forma de distribuição de 120 milhões que serão divididos de forma linear a todos os funcionários, inclusive os do BESC. O valor individual será de cerca de R$1.300,00. A inclusão dos funcionários egressos do BESC se dá em substituição à PLR do período de janeiro a setembro de 2008.


DIAS PARADOS

O banco se compromete a seguir o que foi definido na Fenaban, incluindo o dia 25 de junho nos dias a serem compensados.


CRÉDITOS

Os valores referentes a PLR e bônus serão creditados em até 10 dias da assinatura do acordo.


AVALIAÇÃO

A proposta apresenta avanços nos itens de isonomia e plano odontológico, atendendo reivindicações do movimento sindical.

A criação das mesas temáticas permitirá debater a apresentar propostas de solução para problemas que vêm afligindo o funcionalismo há tempos.

A forma de aplicação dos índices de reajuste nas verbas salariais (VP, AFR, VR) é mais vantajosa que na Fenaban, garantindo, em muitos casos, o aumento integral na remuneração.

As propostas apresentadas na mesa geral da categoria e na específica do Banco do Brasil são resultados da organização e mobilização dos trabalhadores durante o período de greve orientado pelo Comando Nacional e conduzido de forma brilhante pelos Sindicatos, sendo que esse movimento chegou ao limite.


ORIENTAÇÕES

O Comando Nacional dos Bancários orienta a defesa e aprovação da proposta nas assembleias específicas que serão realizadas pelos Sindicatos.



Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil


Fonte: Contraf-CUT e AAFBB

2.10.13

Horas de greve: uma reflexão sobre dividir pra todos o ônus da luta


Já faz alguns anos que levanto um debate acerca do que fazer com o saldo das horas de greve que a categoria bancária gera para conquistar direitos coletivos novos ou para mantê-los nas renovações da Convenção Coletiva de Trabalho e seus aditivos.

Apresento novamente, a pedido, o artigo que fiz em 2008 onde defendo a ideia de que as horas de greve geradas nas conquistas coletivas devem ser ou anistiadas pelos patrões (porque eles foram responsáveis pela greve) ou devem ser divididas igualmente pelo conjunto dos trabalhadores que serão beneficiados com os direitos coletivos conquistados, do escriturário ao mais alto cargo na empresa.

O artigo foi feito logo após a campanha dos bancários em 2008 e foi pensado para a categoria debater em seus fóruns a partir de 2009. Na época, eu era secretário de imprensa da Contraf-CUT.

Leiam, reflitam e debatam por aí. Abraços, William Mendes

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24/11/2008

ARTIGO: Horas de greve - Anistia ou distribuição para todos

Uma proposta classista, justa e baseada no direito coletivo e da igualdade

Por William Mendes*

Após o fechamento da campanha nacional dos bancários, uma das mais vitoriosas dos últimos anos e cuja data-base é setembro, nós, os representantes eleitos pelos trabalhadores, já nos colocamos a estudar formas de organização das lutas para o período que se inicia logo após as conquistas da Convenção Coletiva e aditivos terem sido renovados.

Uma das questões sempre presentes em nosso estudo e formulação diz respeito a pensar em novas formas de envolvimento dos trabalhadores no movimento, na organização e participação nas greves da categoria e em suas consequências e resultados - positivos e negativos.

O tempo tem mostrado que a greve, o movimento paredista dos trabalhadores, ainda é a melhor forma de arrancar propostas do patronato quando não há ou quando esgotam-se as negociações entre patrões e empregados.

A greve é o principal instrumento de luta dos trabalhadores. Porém, é preciso saber usá-lo e saber o melhor momento tanto para iniciar a greve quanto para sair dela da forma mais satisfatória possível para o conjunto dos trabalhadores.

A grande maioria dos bancários tem mostrado essa sabedoria nos últimos anos, principalmente de 2005 para cá, quando fizemos boas greves e boas negociações entre o Comando Nacional e os banqueiros.

Embora os embates tenham sido muito duros nos últimos anos, os bancários têm conseguido bons resultados nas campanhas unificadas como aumento real em todos os acordos de 2004 para cá, pois são 11,52% de reajuste nos pisos e 5,48% nos demais salários (INPC); melhorias na distribuição da PLR - Participação nos Lucros e Resultados; conquista de novos direitos como a 13ª cesta alimentação; e direitos específicos por bancos como, por exemplo, PCS e isonomia na Caixa Federal, isonomia e reestruturação da Cassi no Banco do Brasil, auxílio educação na maioria dos bancos privados, PCR e PAC no Itaú etc.

É chegada a hora de acabarmos de vez com a inversão de valores que ocorre em nossas campanhas salariais quando, após a luta de alguns - os que fazem a greve - estende-se as conquistas para o conjunto dos trabalhadores que estão sob a regência da Convenção assinada com os novos direitos e ganhos, mas não se estende para todos a compensação das horas de greve que garantiram os direitos. E estende os benefícios mesmo para aqueles que não participaram da luta vitoriosa e que, muitas vezes, fizeram o contrário, assediando os grevistas e tentando destruir o movimento paredista que culminou com a conquista coletiva.

Proponho que usemos para as horas de greve geradas na luta os mesmos princípios do direito que garantem a igualdade, que estabelecem as normas do direito coletivo e a própria legislação trabalhista já em vigor, como a CLT, que garante extensão de direitos a todos sob a tutela de acordos e convenções coletivas.

O princípio que rege o direito coletivo das convenções e acordos estende a todos os trabalhadores os direitos (bônus) conquistados ao final de uma campanha e negociação entre patrão e empregados para renovação de direitos coletivos.

Tomemos, como exemplo, os bancários na renovação de sua convenção 2008/09, que conquistaram aumento na PLR tanto na porcentagem do salário individual distribuído (passou de 80 para 90% do salário), quanto no aumento do teto estabelecido (que passou de 2 para 2,2 salários), o que elevou ganhos tanto na base da pirâmide funcional quanto na parte superior da mesma.

O reajuste salarial acima da inflação também aumentou os vencimentos de todos os trabalhadores pertencentes à folha de pessoal.

É elementar usar o mesmo princípio coletivo que regeu a distribuição dos bônus (auferidos e distribuídos para todos sob a CCT e aditivos) para a distribuição do ônus da luta pela renovação da convenção, ou seja, distribuição equânime das horas de greve a serem compensadas em cada banco para todos os beneficiários das conquistas.

Nesse sentido, é baseado no princípio da igualdade e também do princípio do direito coletivo que defendo que as horas de greve geradas na renovação da convenção dos bancários sejam ou abonadas (anistiadas) para todos ou distribuídas igualitariamente para todos, haja vista o princípio da igualdade que estendeu para todos as conquistas auferidas. Afinal, a greve não é de determinado segmento de trabalhadores ou locais da empresa. É de toda a coletividade da categoria.

A proposta para 2009

A solução legal e moral para as próximas campanhas de renovação de acordos e convenções coletivas (data-base) e também para as campanhas específicas e/ou sazonais por tema ou empresa (no caso dos bancários, os bancos) é a seguinte:

1-os bancos devem abonar (anistiar) as horas de greve totais geradas na luta dos direitos coletivos. Em 2008, tivemos bancos que tomaram esta postura, como o HSBC.

2-os bancos que insistirem na compensação das horas de greve geradas na obtenção dos direitos coletivos pegarão o montante de horas a compensar geradas e dividirão pelo número total de funcionários existente em seu quadro de pessoal na data-base (a mesma base da distribuição da PLR, por exemplo), gerando para cada um (grevista ou não) o mesmo número de horas a serem compensadas, de forma que cada trabalhador beneficiário das conquistas também partilhe de (X) horas de seu salário em nome da conquista coletiva.

Por exemplo: o banco A tem 80 mil empregados e teve 120 mil horas de greve. Dessa forma, cada empregado pagará 1,5 horas de seu salário.

Proponho que esse novo paradigma seja apreciado pelos trabalhadores a partir de agora em suas assembleias, congressos e conferências, bem como proponho discussão e deliberação nas respectivas diretorias eleitas nos sindicatos, federações, confederações e centrais.

*William Mendes é Secretário de imprensa da Contraf/CUT e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

Fonte: Contraf/CUT

21.11.08

Sexta, 21 de novembro (Reunião com a base BB)


Pela manhã, estive em uma reunião com colegas do BB na ag. Santana do Parnaíba, fazendo uma avaliação da campanha salarial 2008 e organizando os próximos passos da luta.

À tarde, na secretaria de imprensa da Contraf-CUT.

18.11.08

Terça, 18 de novembro (Reunião com a base BB)


Dia de trabalho na Contraf-CUT (na verdade, acabei tratando de questões do BB no Sindicato e só passei na Confederação) e no fim do dia estive em reunião sindical na ag. Vila Iara do Banco do Brasil em Osasco.

8.11.08

Sábado, 8 de novembro (Atividade no BB contra assédio por compensação de greve)


Presença no Complexo São João do Banco do Brasil, às 8 da manhã, para atividade por convocação dos bancários para compensar horas da greve em fim de semana.

A atividade foi positiva, pois não permitimos que nenhum bancário entrasse no prédio para trabalhar sábado. Vitória da luta do Sindicato!

22.10.08

Quarta, 22 de outubro (15o dia de greve e assembleia aprecia propostas)


15º dia de greve nacional dos bancários

Dia de trabalho na Contraf-CUT e assembleia à noite. (proposta do BB e Fenaban foi aprovada em SP e demais bases do país).

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Post Scriptum:


Fenaban apresentou nova proposta no 14° dia da greve dos bancários



Mesa com Fenaban. Foto: Paulo Pepe.

A Fenaban apresentou a proposta aprovada nesta quarta-feira no 15° dia da greve nacional dos bancários, em reunião realizada na terça-feira à noite em São Paulo (14º dia da greve). É esta a proposta da Fenaban:

1. Salários: 

a) reajuste de 10% para os empregados que, em 31/08/2008, percebiam remuneração fixa mensal de até R$ 2.500,00, com as compensações previstas em convenção; 

b) reajuste de 8,15% para os empregados que, em 31/08/2008, percebiam remuneração fixa mensal superior a R$ 2.500,00, com as compensações previstas em convenção. 

Obs.: Para efeito de aplicação deste reajuste, considera-se remuneração fixa mensal o somatório do salário base e verbas fixas mensais de natureza salarial, excluído o valor do ATS - Adicional de Tempo de Serviço. O pagamento das verbas salariais e benefícios reajustados será feito na folha de novembro. 

2. PLR - Regra Básica: 

90% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 966,00, limitado ao valor de R$ 6.301,00. Se o total de PLR ficar abaixo de 5% do lucro líquido, utilizar multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 13.862,00, o que ocorrer primeiro. 

O total da PLR não poderá superar 15% do lucro líquido. O banco com prejuízo em 2008 não pagará a PLR. O valor da PLR poderá ser compensado no pagamento dos planos próprios de participação em lucros ou resultados. As condições e proporcionalidades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência. 

3. PLR - Parcela Adicional:

Será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do exercício de 2008, em relação ao lucro líquido do exercício de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 1.980,00. Se o lucro líquido de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido de 2007, a parcela adicional não será inferior a R$ 1.320,00. Esta parcela não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios e não será computada para cálculo do mínimo de 5% e do teto de 15% do lucro líquido. As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência. 

4. PLR - Antecipação da PLR - Regra Básica:

45% do salário reajustado, acrescido do valor fixo de R$ 483,00, limitado ao valor de R$ 3.150,50. O pagamento da antecipação da PLR- Regra Básica não poderá ultrapassar 15% do lucro líquido do 1° semestre de 2008, sendo compensável com os valores dos planos próprios. O banco com prejuízo no 1° semestre de 2008 não pagará a Antecipação da PLR - Regra Básica. 

Antecipação da Parcela Adicional:

Será correspondente a 8% da variação do valor absoluto do crescimento do lucro líquido do 1° semestre de 2008, em relação ao lucro líquido do 1º semestre de 2007, dividido entre os seus empregados em partes iguais, com limite individual de R$ 990,00. Se o lucro líquido do 1° semestre de 2008 for, pelo menos, 15% maior do que o lucro líquido do 10 semestre de 2007, o valor da antecipação da parcela adicional não será inferior a R$ 660,00. 

A antecipação da parcela adicional não poderá ser compensada com os valores dos planos próprios. As condições de pagamento e proporcional idades para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2007/2008, com atualização das datas de referência.

Compensação dos dias parados:

Os dias que os bancários ficaram em greve serão compensados até o dia 15 de dezembro, a partir da assinatura do acordo. 

Como ficam os benefícios:

Piso Caixa: 1.416,50 
Piso Escritório: 1.013,64 
Gratificação de caixa: 273,52 
Gratificação de compensador: 89,12 
Auxílio-refeição: 15,92 (350,24 no mês) 
Cesta-alimentação: 272,93 
13ª cesta-alimentação: 272,93 
Auxílio-creche/babá: 196,18 
Auxílio-filho c/deficiência: 196,18 
Auxílio-funeral: 526,21 
Ajuda deslocamento noturno: 54,92 
Indenização por morte/assalto: 78.467,57 
Requalificação profissional: 784,23 
Adicional Tempo de Serviço (ATS): 15,65


Fonte: Contraf/CUT

20.10.08

Segunda, 20 de outubro (13o dia de greve e negociações)


Dia de trabalho na secretaria de imprensa da Contraf-CUT. Hoje seguem as negociações gerais com a Fenaban e com BB e Caixa Federal.

À noite, negociação também.

13º dia de greve dos bancários.

17.10.08

Sexta, 17 de outubro (10o dia de greve nacional e negociações Fenaban e BB)


Hoje o dia foi de negociações. Negociação com a Fenaban o dia todo no Hotel Maksoud Plaza e negociações com o BB no prédio da Super Paulista.

Não houve assembleia no 10º dia de greve. Nova assembleia na segunda-feira.

14.10.08

Terça, 14 de outubro (7o dia de greve nacional)


Dia de trabalho na secretaria de imprensa da Contraf-CUT.

Hoje é o sétimo dia de greve nacional dos bancários. À tarde, tem audiência sobre dissídio de greve no TRT SP, impetrado pelo Ministério Público do Trabalho SP.

10.10.08

8.10.08

Quarta, 8 de outubro (1o dia de greve nacional)


Dia de trabalho na secretaria de imprensa da Contraf-CUT. Cobertura do primeiro dia de GREVE nacional dos bancários.

Às 17h, assembleia de avaliação na quadra da categoria.

(À noite, consegui pegar uma aula na USP)

7.10.08

Terça, 7 de outubro (Assembleia dos bancários em São Paulo)


Dia de trabalho na secretaria de imprensa da Contraf-CUT.

À noite, assembleia dos bancários na quadra do Sindicato. Bancários rejeitam proposta da Fenaban e decretam greve por tempo indeterminado.