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8.10.10

Greve Nacional dos Bancários - 10º dia: imprensa começa a ver e avaliar a greve de forma negativa



Bancos e funcionários negociam reajuste e fim da greve neste sábado

Mariana Schreiber - De São Paulo - 08/10/2010 - 19h37


Bancos e bancários se reúnem neste sábado, às 11h, em São Paulo, para negociar o reajuste salarial da categoria e tentar pôr fim à greve que completa hoje dez dias.

Os bancários querem aumento de 11%, valorização dos pisos salariais e maior participação nos lucros, entre outras reivindicações. Por enquanto, os bancos garantiram a reposição da inflação (4,29%).

Uma nova proposta apresentada amanhã só será avaliada pelos bancários em assembleias na quarta-feira. De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), 8.278 agências não funcionaram nesta sexta-feira - 42% das 19,8 mil que existem no país.

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não divulgou estimativa.

Segundo o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, metade das agências é de bancos públicos e a outra metade, de bancos privados.

A Folha percorreu algumas ruas de São Paulo hoje e constatou, no entanto, que a maioria das agências fechadas era da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Nas avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima, agências do Itaú, Bradesco, HSBC e Santander funcionavam normalmente. Funcionários contaram que os bancos chegaram a fechar em alguns dias da semana devido a piquetes de sindicalistas.

Já na rua São Bento, no centro, que fica próxima à sede da Contraf, todas as agências fecharam, o que provocou filas nos caixas eletrônicos de Itaú, Banco do Brasil, Real e Santander. "Não consigo sacar meu FGTS", reclamou Tatiane da Conceição, em frente a uma agência fechada da Caixa.

Em São Paulo, 667 agências fecharam na capital e em mais 16 municípios, segundo a categoria.

Fonte: Folha.com


3.10.10

Bancários estão vencendo a guerra contra os Interditos Proibitórios



Guerra de liminares marca greve dos bancários

Sindicato derruba interdito no Bradesco e uso de helicópteros pelo HSBC


A greve dos bancários em Curitiba e região metropolitana se transformou em uma guerra de liminares da Justiça. Na sexta-feira (1°) o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região conseguiu uma liminar em mandado de segurança derrubando o interdito proibitório para as agências do Bradesco. No seu despacho, o desembargador do trabalho Dirceu Pinto Junior considerou que a concessão do interdito ao Bradesco “implica evidente restrição ao direito de greve”. As agências do Bradesco conseguiram o interdito no segundo dia de greve (quinta - 30) e reabriram as agências. "Na segunda-feira (4), vamos fazer um trabalho de conscientização com os bancários do Bradesco para que eles não entrem para trabalhar. A própria Justiça reconheceu nosso direito de greve", disse o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias, em entrevista à Banda B.

Também nesta sexta-feira (1°), o sindicato conseguiu uma liminar que proíbe o HSBC de usar helicópteros para transportar os trabalhadores até o Centro Administrativo do Xaxim. O transporte aéreo, a um custo de R$ 4,5 mil por voo, vinha sendo feito desde o primeiro dia de greve para furar o bloqueio dos grevistas em frente à unidade. A decisão da 16.ª Vara da Justiça do Trabalho considerou que os voos vinham causando transtornos à população e também riscos aos funcionários do banco em razão dos fogos de artifício que vinham sendo disparados em direção às aeronaves.

Ao mesmo tempo, o HSBC conseguiu um interdito proibitório para impedir a realização de piquetes em frente as agências da rede. Segundo Otávio Dias, na segunda-feira, o sindicato não vai fazer piquetes, mas nada impede o trabalho de convencimento dos bancários. "O piquete está proibido e vamos obedecer; ou seja, nenhum bancário será impedido de entrar nas agências do HSBC, mas nada impede o trabalho de convencimento que outros bancários deverão fazer para aumentar a adesão à greve", esclareceu.

Sexta-feira, terceiro dia da greve, 275 das 446 agências de Curitiba e região terminaram a semana fechadas, segundo o sindicato, o que representa a adesão de 82% da categoria. No Paraná, estima-se que o número de bancários em greve ultrapasse os 20 mil a partir de segunda-feira com 510 agências fechadas - uma adesão de cerca de 80%. O serviço de autoatendimento nos caixas eletrônicos permanece funcionando normalmente. As informações são do Portal da Banda B.

Fonte: Bem Paraná

30.9.10

Adesão à greve dos bancários cresce no país



Silvana Mautone - Da Redação UOL economia, em São Paulo

30/09/2010 - 14h12 / Atualizada 30/09/2010 - 18h55


Subiu de 20% para 25% a adesão à greve dos bancários no país nesta quinta-feira, segundo dia da paralisação, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A entidade informou no início da noite que 4.895 agências foram fechadas em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. Existem cerca de 19.800 agências no país.

Balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região aponta que cerca de 28 mil bancários estão parados na região, 12 mil a mais do que na quarta-feira. A categoria reúne 130 mil funcionários na região.

A Fenaban indica como alternativas para pagar as contas e fazer operações o atendimento via caixas eletrônicos ou pela internet. Também é possível usar os 140 mil postos de correspondentes bancários pelo país – como casas lotéricas, supermercados e agências dos Correios.

A paralisação por tempo indeterminado foi decidida na noite de terça-feira (28). Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 4,29%.

REIVINDICAÇÕES

Entre as reivindicações, os bancários pedem aumento de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC), Participação nos Lucros e Resultados (PRL) de três salários mais R$ 4 mil fixos, aumento dos pisos salariais e dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio creche.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que está sendo negociada com os bancos inclui todos os 470 mil bancários do país, que têm data-base em 1º de setembro. Desde 2004, a categoria recebe aumentos reais de salário.

BANCOS

A Fenaban afirma que propõe reajuste “partindo da reposição de 4,29%, correspondentes aos índices da inflação, na busca do percentual final”. A entidade afirma que a média salarial da categoria é de R$ 4.111,00, “uma das maiores do país” (o valor leva em conta os salários de todos os funcionários, não só das agências, mas também das áreas administrativas dos bancos).

Além disso, diz que a jornada de trabalho é reduzida em relação às outras categorias, já que é de 30 horas semanais, cinco dias por semana, enquanto para outras categorias a jornada é de 44 horas semanais.

Fonte: UOL

29.9.10

Greve dos bancários fecha cerca de 20% das agências do país, diz sindicato




29/09/2010 - 12h22 / Atualizada 29/09/2010 - 19h23


Silvana Mautone - Da Redação UOL, em São Paulo

Cerca de 20% do total de agências bancárias no país ficaram fechadas nesta quarta-feira no primeiro dia de greve. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), pelo menos 3.864 agências não prestaram atendimento ao público. De acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), existem aproximadamente 19.800 agências no Brasil.

Segundo a Contraf-CUT, o primeiro dia de greve teve uma adesão maior do que no ano passado, quando 3.585 agências foram fechadas. Em 2009, a greve durou 15 dias, sendo que, na Caixa Econômica Federal (CEF), chegou a 28 dias.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 16 mil dos cerca de 130 mil bancários da sua base aderiram à paralisação - cerca de 12%.

Já o Sindicato dos Bancários de Curitiba informou que cerca 14,4 mil trabalhadores aderiram à greve na região, o que significa adesão de 80% da categoria na capital paranaense e em municípios vizinhos.

A Fenaban divulgou nota no final da manhã desta quarta-feira pela qual afirma que respeita o direito de greve, mas que não irá admitir "piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários".

A Fenaban indica como alternativas para pagar as contas e fazer operações o atendimento via caixas eletrônicos ou pela internet. Também é possível usar os 140 mil postos de correspondentes bancários pelo país – como loterias, supermercados e agências dos Correios.

A paralisação por tempo indeterminado foi decidida na noite de terça-feira (28) em assembleias. Os bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 4,29%.

REIVINDICAÇÕES

Entre as reivindicações, os bancários pedem aumento de 11% (7% de aumento real, mais 4,29% de reposição da inflação medida pelo INPC), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4 mil fixos, aumento dos pisos salariais e dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação e do auxílio creche.

"Isso demonstra a indignação dos bancários com a postura dos bancos. Nós advertimos na mesa de negociações que eles estavam empurrando a categoria para a greve ao propor apenas os 4,29% e rejeitar todas as demais reivindicações, mesmo apresentando um crescimento médio no lucro de 32% no primeiro semestre”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, em nota divulgada a imprensa.

Segundo a entidade, somente os cinco maiores bancos do país (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) tiveram lucro líquido de R$ 21,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano. “Com esses resultados, conseguidos em grande medida pelo esforço e pelo aumento da produtividade dos bancários, é inaceitável a intransigência dos banqueiros”, diz Carlos Cordeiro.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que está sendo negociada com os bancos inclui todos os 470 mil bancários do país, que têm data-base em 1º de setembro. Desde 2004, a categoria recebe aumentos reais de salário.

BANCOS

A Fenaban afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que espera uma contraproposta dos bancários e que já propôs reajuste “partindo da reposição de 4,29%, correspondentes aos índices da inflação, na busca do percentual final”.

Na nota, a entidade afirma que a média salarial da categoria é de R$ 4.111,00, “uma das maiores do país”. Além disso, diz que a jornada de trabalho é reduzida em relação às outras categorias, já que é de 30 horas semanais, cinco dias por semana, enquanto para outras categorias a jornada é de 44 horas semanais.


Fonte: UOL - com informações da Agência Brasil

28.9.10

Bancários decidem entrar em greve em 24 Estados e no DF a partir desta quarta



Os bancários decidiram entrar em greve em 24 Estados e no Distrito Federal por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (29). A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial dos bancos de reposição da inflação (4,29%). A decisão foi tomada em assembleias pelo país na noite desta terça.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo informou que a categoria exige aumento real dos salários, e não apenas a reposição.

"As decisões das assembleias demonstram a indignação dos bancários com a postura intransigente dos bancos", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional. "Com os lucros de R$ 21,3 bilhões obtidos somente por cinco bancos no primeiro semestre deste ano, é possível o atendimento das demandas da categoria e garantir melhor qualidade de vida", reclamou.

"Os banqueiros empurraram os bancários à greve. As instituições financeiras não apresentaram aumento salarial acima da inflação, apesar do crescimento econômico do país e do excelente resultado dos bancos, que lucraram em média 29% mais do que o ano passado'" afirmou Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Os bancários informaram que entregaram a pauta de reivindicações no dia 11 de agosto. Os bancários querem aumento de 11%, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e pisos maiores, além de auxílio-educação para todos e melhores condições de saúde.

São 460 mil bancários no Brasil, sendo 130 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A próxima assembleia será realizada na sexta-feira, 1º de outubro, a partir das 16h.

No ano passado, os bancários iniciaram uma greve no final de setembro que durou 15 dias. Os funcionários da Caixa, no entanto, esticaram a paralisação por 28 dias.

ALTERNATIVAS

Os bancos não se manifestaram ainda sobre a paralisação.

Em geral, no entanto, a Fenaban (Federação Nacional de Bancos) indica alternativas para pagamentos de contas, como pelas centrais telefônicas dos bancos.

Os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas nas agências também podem recorrer aos canais de atendimento remoto, como os caixas eletrônicos e os correspondentes não bancários como casas lotéricas, farmácias, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.

Para quem tem acesso, os bancos ainda oferecem o serviço na internet.

Para localizar uma agência ou posto de atendimento bancário em qualquer ponto do país, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disponibiliza em seu site na internet uma ferramenta de busca e localização de endereços.

Fonte: Folha UOL