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23.4.15

Inflação anual e data-base dos bancários - INPC/IBGE


Eu sempre precisei encontrar índices rapidamente para os cálculos que fazia como negociador nacional da categoria bancária e para escrever as teses sindicais e da Contraf-CUT. 

Hoje, estou atuando em outro segmento de representação dos trabalhadores, em entidade de saúde de autogestão, a Cassi. Mas já me peguei precisando de índices inflacionários para os debates e análises de gestão.

Então não custa deixar aqui no Blog está tabela de inflação medida pelo IBGE.


ANO.......INPC Anual (%)....Data-base (%)


2016.............6,57.........................9,62

2015............11,27........................9,88 


2014.............6,22.........................6,35

2013.............5,56.........................6,07

2012.............6,20.........................5,39

2011.............6,08.........................7,40

2010.............6,47.........................4,29

2009.............4,11.........................4,44

2008.............6,48.........................7,15

2007.............5,16.........................4,82

2006.............2,81.........................2,85

2005.............5,05.........................5,01

2004.............6,13.........................6,64

2003............10,38.......................17,53

2002............14,74........................9,16

2001.............9,44.........................7,31

2000.............5,27.........................6,96

1999.............8,43.........................5,25

1998.............2,49.........................3,59

1997.............4,34.........................4,30

1996.............9,12........................14,28

1995............21,98.......................25,81

1994..........929,32...................3.112,62




Fonte: IBGE

12.7.13

Contraf-CUT critica aumento da Selic e condena chantagem dos bancos


A Contraf-CUT criticou duramente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que efetuou nesta quarta-feira (10) um novo aumento de 0,5 ponto percentual elevando a taxa básica de juros, a Selic, para 8,5% ao ano.


"Mais uma vez, o Banco Central cedeu à chantagem insaciável dos rentistas e especuladores do mercado financeiro, os únicos que ganham, e muito, com o aumento dos juros, o que vai travar ainda mais o ritmo de crescimento econômico e os esforços do governo para ampliar os investimentos do país", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Para ele, "a elevação da Selic pela terceira vez consecutiva neste ano é totalmente descabida, uma vez que não há qualquer ameaça de descontrole inflacionário no horizonte". Cordeiro avalia que "essa medida é prejudicial para a economia, pois vai frear a expansão do crédito, o fortalecimento da produção e do consumo e a geração de empregos, no momento em que a economia brasileira precisa de estímulos para aumentar o PIB", aponta o presidente da Contraf-CUT. 

"Apesar da campanha terrorista do mercado financeiro, a inflação não está fora de controle. Desde 2004 as taxas inflacionárias vêm se mantendo dentro do sistema de metas, não havendo agora nenhum excesso de demanda. Algumas elevações de preços foram sazonais por conta de condições climáticas, sendo que as perspectivas futuras são de retração desses preços. Além disso, todos os indicadores apontam para a redução do consumo das famílias", destaca Cordeiro.

"Se não há excesso de demanda, aumentar os juros não resolve o problema da inflação. Pelo contrário, só vai fazer com que o Brasil siga crescendo pouco, gerando menos empregos, engordando os lucros dos rentistas e aprofundando a concentração de renda no país, que já é um dos 12 mais desiguais do planeta, apesar de ser a sexta maior economia mundial. O Brasil precisa, isto sim, de juros menores para transformar crescimento em desenvolvimento econômico", salienta Cordeiro. 

Para a Contraf-CUT, além das metas de inflação, o Banco Central precisa definir também metas sociais como a geração de emprego e renda e a redução das desigualdades sociais. "Ademais, queremos que o governo organize uma conferência nacional do sistema financeiro, a fim de que a sociedade possa discutir o papel dos bancos e do crédito. O Brasil não pode ficar refém da ganância dos rentistas e especuladores", conclui o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT


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COMENTÁRIO DO BLOG

É uma vergonha a pusilanimidade do Governo Federal, eleito por dezenas de milhões de pessoas, permitir uma desfaçatez dessa de transferir a cada 0,5 ponto na selic mais 3 bilhões aos rentistas e chupins da renda nacional vinda da produção do trabalho. Em 2012 o Governo Federal (o povo brasileiro) economizou 38 bilhões de reais ao reduzir a relação dívida pública/PIB com a redução histórica da taxa selic. Neste ano, aquela economia já foi pro saco! (dos banqueiros)

Não dá para ser feliz vendo os corruptores (financiadores) da política tradicional esculhambando a "Política" verdadeira, através da composição de centenas de picaretas no Congresso Nacional fazendo uma lambança atrás da outra para facilitar a vida de seus veículos de comunicação de massa convencendo jovens e trabalhadores que a política é coisa ruim e lixo.

A Política é o que modifica a condição de vida do povo sem ser através da guerra. E hoje, o que vemos é esses mesmos rentistas corruptores mandando nos órgãos do executivo, do legislativo e do judiciário e nos meios de comunicação.

Acho que a alienação do povo não mata esse mesmo povo que vai ao sabor das ideologias da classe dominante. A alienação do povo mata a gente, dia a dia, de desgosto!

22.5.12

Artigo: Salários-base do Banco do Brasil, reajustes e inflações


Já que em época de campanha salarial aparecem números os mais variados sobre ganhos, perdas ("percas") etc, deixo aqui a pesquisa que eu mesmo fiz e que deu um tremendo trabalho (não acabado ainda).



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2002 A 31 AGOSTO DE 2003


R$ 798,00 (foi reajustado em 12,60% para uma inflação INPC de 17,53%)



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2003 A 31 DE AGOSTO DE 2004


R$ 898,55 (foi reajustado em 8,5% e teve acrescido mais R$ 30,00)


Equivale a 11,84% no piso para uma inflação de 6,64% = 4,87% no piso e 1,74% nos VR (Valores de Referências das funções comissionadas).



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2004 A 31 DE AGOSTO DE 2005


R$ 1.004,92 (974,92 + 30)


O reajuste foi de 6,00% para uma inflação de 5,01 = 0,94% no piso e VR (Funções comissionadas)



(a pesquisar...)



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2010 A 31 DE AGOSTO DE 2011


R$ 1.600,13



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2011 A 31 DE AGOSTO DE 2012


R$ 1.760,00



SALÁRIO DE 1º DE SETEMBRO DE 2012 A 31 DE AGOSTO DE 2013


R$ 1.892,00 e APÓS 90 dias R$ 1.948,76 (A2 no PCR)


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AUMENTOS REAIS NOS ANOS 2000


O piso aumentou seu valor entre 2011 / 2002 = 120,55%


Inflação pelo INPC acumulada entre 2011 / 2002 = 77,85%


Entre 2011 e 2002 o piso no bb teve aumento real de 24%.



Entre 2011 e 2004 (aumentos acima da inflação) o piso no bb teve aumento real de 29,33% (reajustes de 95,87% e inflação de 51,45%)


Observação: na campanha salarial de 2003 o índice que a categoria conquistou ainda foi menor que a inflação do período. Somente a partir de 2004, com a campanha nacional unificada, é que os bancários passaram a conseguir aumentos acima da inflação, tanto no piso quanto nos Valores de Referência das funções comissionadas (VR).


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AUMENTO REAL ENTRE 2004 E 2012


PISO BB EM 01/09/2003 = R$ 898,55

PISO BB EM 01/09/2012 = R$ 1.948,76 (A2 após 90 dias)

AUMENTO = 116,87%

INFLAÇÃO = 59,48%

AUMENTO REAL = 36%


PISO FENABAN EM 01/09/2003 = R$ 702,66

PISO FENABAN EM 01/09/2012 = R$ 1.519,00

AUMENTO = 116,18%

INFLAÇÃO = 59,48%

AUMENTO REAL = 35,5%


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Tabela de inflação na data base dos bancários:

Período
INPC
De set/88
a ago/89
1122,91
De set/89
a ago/90
3831,93
De set/90
a ago/91
376,49
De set/91
a ago/92
1038,30
De set/92
a ago/93
1732,88
De set/93
a ago/94
3112,62
De set/94
a ago/95
25,81
De set/95
a ago/96
14,28
De set/96
a ago/97
4,30
De set/97
a ago/98
3,59
De set/98
a ago/99
5,25
De set/99
a ago/00
6,96
De set/00
a ago/01
7,31
De set/01
a ago/02
9,16
De set/02
a ago/03
17,53
De set/03
a ago/04
6,64
De set/04
a ago/05
5,01
De set/05
a ago/06
2,85
De set/06
a ago/07
4,82
De set/07
a ago/08
7,15
De set/08
a ago/09
4,44
De set/09
De set/10
a ago/10
a ago/11
4,29
7,40
     De set/11 a ago/12                5,39
      De set/12 a ago/13                6,07
      De set/13 a ago/14                6,35


Fonte: IBGE