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27.1.26

Memórias da CASSI (18) - Aniversário da Caixa de Assistência



ANIVERSÁRIO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

27/01/26

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil completou 82 anos de existência nesta data. A autogestão em saúde é um dos maiores patrimônios dos trabalhadores do BB. Ela foi criada em assembleia realizada em 27/01/44, como uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos.

Pertenço à comunidade Banco do Brasil desde 1992 e ao longo de minha jornada laboral de bancário tive a responsabilidade de representar colegas da ativa e aposentados por quase duas décadas em diversos mandatos eletivos. 

Em minhas memórias existem muitos momentos relacionados com a nossa Caixa de Assistência. Muitos. Posso dizer que o modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) salvou a minha vida, pois até uns 45 anos de idade eu não me cuidava como aprendi depois com as equipes de família. 

Tendo uma herança genética de doenças crônicas comuns ao povo brasileiro, eu já poderia fazer parte das estatísticas e ter sido mais uma vítima de infarto ou AVC, sendo um hipertenso. Graças à CASSI sou um dos milhares de crônicos monitorados e acompanhados pelas CliniCASSI.

Durante minha primeira década de associado da CASSI, eu tive uma noção muito superficial a respeito da autogestão. Como a maioria dos funcionários, entendia que a CASSI era o plano de saúde do banco, tipo o plano de saúde dos bancários do Bradesco, por exemplo. Depois fui entender que é e não é bem assim. Nós somos os donos da Caixa de Assistência, com direitos e deveres políticos e sociais.

Com poucos anos de associado da CASSI, vivenciei os debates da Reforma Estatutária de 1996. Foram debates intensos, com grupos políticos defendendo posições antagônicas. Por sorte, eu já era sindicalizado e as lideranças do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foram importantes porque me esclareceram tudo que estava acontecendo. Convenci meus colegas e fomos favoráveis à mudança. 

Em 1999, na sequência das mudanças que vinham acontecendo na CASSI após a Reforma Estatutária e a autonomia administrativa da autogestão em saúde, fui eleito pela primeira vez para representar os colegas do Banco do Brasil. 

O Sindicato sugeriu que eu disponibilizasse meu nome para as eleições dos representantes de base para o primeiro Conselho de Usuários da CASSI em SP. Apesar das dificuldades que todos tivemos naquela primeira experiência - o regulamento do Conselho dominou a pauta -, nascia ali um importante instrumento de participação social na CASSI. 

Em 2002, fiz parte da chapa cutista eleita pelos bancários para a direção do nosso Sindicato. A partir daquele momento, passaria a compreender melhor tanto a CASSI quanto as demais questões relacionadas aos direitos da categoria e dos funcionários do BB. 

Em 2005, na campanha salarial da categoria, incluímos a CASSI nas reivindicações da pauta dos funcionários do BB, eu representava os paulistas na Comissão de Empresa (CEBB) pela Fetec CUT. Nossa autogestão enfrentava outra vez um déficit no Plano de Associados e queríamos avanços nos direitos em saúde. Com a campanha vitoriosa, acordamos com a direção do Banco abrir mesa de negociação sobre a CASSI (Cláusula 56 do ACT).

As negociações entre a confederação cutista (antes CNB/CUT e depois Contraf-CUT) e demais representações duraram dois anos e, em 2007, após 3 consultas ao Corpo Social, a CASSI realizou nova Reforma Estatutária. Como representante dos colegas e negociador, passei a conhecer bem mais a nossa Caixa de Assistência.

Após representar os bancários do Banco do Brasil por mais de uma década como dirigente sindical e negociador de questões diversas de direitos, fui convidado a participar de uma chapa nas eleições da CASSI e, entre 2014 e 2018, fiz parte da direção da Caixa de Assistência. Foi uma experiência única e que me permitiu conhecer muito mais a história exitosa de uma das maiores e mais antigas autogestões em saúde do país.

A CASSI completa 82 anos de existência e a comemoração deve ser feita por todos nós que somos acolhidos e cuidados pela instituição de assistência social fundada em 1944 e que participamos de alguma forma dessa história extraordinária de uma Caixa de Assistência criada por trabalhadores para cuidar da saúde e da vida de gerações de funcionários e familiares de nossa comunidade bicentenária do Banco do Brasil.

Parabéns, CASSI!

William Mendes

14.1.26

Memórias da CASSI (14) - Boletins Prestando Contas CASSI



BOLETIM PRESTANDO CONTAS CASSI

"Esse é um boletim mensal d@s diretores e conselheiros eleitos pelos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil - CASSI.

A informação qualificada para as entidades do funcionalismo e @s associados sobre o dia a dia na gestão da Caixa de Assistência é fundamental para melhorar a cultura de pertencimento de todos na CASSI, melhorando a participação nos programas que visam Atenção Integral à Saúde e fazendo com que cada participante cuide da Caixa de Assistência" (Boletim Informativo 1º de julho de 2014)


Uma das inovações que criamos em 2014 na comunicação e na relação com os associados da CASSI e suas entidades representativas foi o lançamento do boletim mensal Prestando Contas CASSI, distribuído já a partir do segundo mês de nosso mandato na diretoria de saúde. A transparência era um compromisso nosso desde o início da representação política do funcionalismo do BB.

A outra ferramenta de comunicação utilizada para o conjunto de participantes da Caixa de Assistência e suas entidades representativas, os chamados "stakeholders" ou grupos de interesse, foi a publicação de textos cotidianos no blog A Categoria Bancária, página na internet do diretor de saúde William Mendes, para prestar contas, informar e mobilizar os associados, os conselhos de usuários, sindicatos e associações. 

Reproduzo a seguir uma parte do conteúdo do primeiro boletim para registro nessas Memórias da CASSI.

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PRESTANDO CONTAS CASSI

Boletim Informativo - 1º de julho de 2014 


APROXIMAR A CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ASSOCIADOS

Os dirigentes eleitos pelos associados da CASSI criam a partir de agora mais uma alternativa de comunicação e informação sobre o dia a dia de nossa Caixa de Assistência.

A CASSI é uma entidade de autogestão em saúde e é um patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil que completou 70 anos em 2014.

Os eleitos têm um forte compromisso com os associados em atuar com transparência e com o foco no fortalecimento da Caixa de Assistência como uma entidade de promoção de saúde que precisa ampliar o programa Estratégia Saúde da Família e as formas de Atenção Primária porque esse modelo de assistência está entre as prioridades para a sustentabilidade de qualquer sistema de saúde no mundo.

Pretendemos fortalecer a relação entre eleitos e representações do funcionalismo, tanto da ativa como os sindicatos quanto dos aposentados, e também com os Conselhos de Usuários, CIPAs e RPAs (Responsável pela Prevenção de Acidentes, âmbito unidades sem CIPA), e SESMTs e ECOAs.

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BOLETIM GANHOU O MUNDO (DE NORTE A SUL E DE LESTE A OESTE AS PESSOAS LIAM O "PRESTANDO CONTAS CASSI")

Comunicação é um tema muito importante na sociedade humana. A questão não é diferente quando se trata de formar e informar corretamente uma comunidade de usuários de um sistema de saúde privado, que abrange todos os Estados do país, como é o caso da população assistida pela CASSI dos funcionários do Banco do Brasil.

Como escrevi em outros capítulos dessas Memórias da CASSI, era um compromisso nosso como representantes do Corpo Social eleitos com amplo apoio das entidades sindicais e representativas dos associados apresentar a Caixa de Assistência a todos os grupos de interesse desfazendo mal-entendidos, desinformações e colocando os interessados no mesmo nível de conhecimento sobre a autogestão, se não a totalidade dos beneficiários da CASSI, a maioria das pessoas beneficiadas pela nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos.

Foi muito gratificante chegar a Estados brasileiros diversos, nas dependências do Banco do Brasil, e ver nossos boletins afixados nos murais com informes aos funcionários, ou então ouvir de um associado lá no Acre, Amapá e outras localidades distantes de Brasília, sede da CASSI e do BB, que ele havia lido o nosso boletim e estava informado sobre aquela questão que abordamos.

Enfim, avalio que fizemos algo novo, se considerarmos que esse contato presencial e também virtual e com informativos o tempo todo foi feito uma década atrás, entre os anos de 2014 e 2018, sempre no intuito de envolver associados e entidades representativas no fortalecimento do modelo de saúde da CASSI - a Estratégia de Saúde da Família (ESF) - e incentivando o pertencimento à nossa Caixa de Assistência.

William Mendes

3.6.24

Cassi, nossa Caixa de Assistência (3)




03/06/24. Segunda-feira

Impressão


É estratégico estimular demanda em rede prestadora?

Enquanto caminhava pela orla da Praia Grande neste feriado, pensava nas coisas da vida. Vendo o cenário e as pessoas na paisagem, me veio à mente a questão da saúde e da não saúde, inclusive da saúde mental, e a questão do saber e do não saber.

Sempre que começo um texto sobre a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil procuro situar leitoras e leitores sobre o que estou tratando no texto. A Cassi é uma autogestão gerida de forma paritária entre o patrocinador BB (o governo) e os associados (trabalhadores). É uma operadora de saúde segundo a legislação. Compra serviços caríssimos no mercado privado de hospitais, clínicas, cooperativas médicas, medicamentos e materiais como próteses, órteses etc. Para a autogestão se manter existindo é fundamental usar da melhor forma possível os recursos no cuidado da saúde de seus participantes.

Feita a explicação inicial, registro que fiquei muito incomodado ao ver logo cedo, no sábado, uma matéria nas redes sociais sobre nossa autogestão em saúde anunciando como uma grande conquista a novidade de que agora qualquer um dos 588 mil participantes do sistema pode se cadastrar numa empresa capitalista de consultas por telemedicina com psicólogos e psiquiatras... sem recomendação e orientação adequada por parte das equipes de saúde ESF (da Estratégia de Saúde da Família) da própria Caixa de Assistência.

Aí, um leigo em gestão de saúde, em gestão de saúde do modelo assistencial que nós preconizávamos na Cassi, poderia me dizer assim: - Ué, não é uma boa notícia? Pelo que a operadora anunciou, é uma ótima notícia! Agora qualquer usuário dos planos do sistema Cassi pode fazer quantas consultas quiser com psicólogo e psiquiatra. É só criar uma conta lá na empresa conveniada e pronto. Que mal há nisso?

Eu fico admirado, mas não surpreso, na forma como as coisas se desenvolvem no mundo atual. E fico me cobrando por que eu insisto em perder meu tempo elaborando comentários sobre coisas relativas à nossa Caixa de Assistência. No fundo eu sei por que me cobro isso: porque alguém que tem conhecimento sobre algo não pode se isentar de dizer o que sabe sobre aquilo. Eu conheço a Cassi e o modelo assistencial, conheço o mercado onde ela opera e os problemas da autogestão. Não posso me calar!

A notícia sobre um convênio com uma empresa do mercado para que os participantes do sistema Cassi possam fazer consultas à vontade com seus sócios ou profissionais é uma notícia no mínimo preocupante para a sustentabilidade da operadora, para os próprios assistidos dos planos e para o modelo que a Cassi deveria perseguir caso queira sobreviver por bastante tempo. 

Sério: vendo a forma como a notícia foi dada, qualquer gestor de saúde que olha os custos do sistema saberia o que estou dizendo. É uma temeridade a notícia! É um incentivo ao gasto aberto sem resolutividade aparente e com risco de uma conta impagável para a operadora.

Mas vai entender! Isso não deveria ser problema meu, nem preocupação minha. Sei de diversas pessoas dentro da gestão da operadora que deveriam saber que nosso modelo não era para ter foco no estímulo aos participantes para fazerem suas "demandas" na rede prestadora assim como está na propaganda, ao sabor do mercado. 

Era para ser o inverso. Era para um participante da Cassi só passar por uma consulta ou exame na rede privada capitalista consumidora dos recursos do sistema Cassi caso um médico ou alguém da própria equipe de família que acompanha e monitora aquele participante sugerisse a marcação da consulta ou exame. Repito: era para toda a gestão da Cassi ter isso em mente! O que mudou tanto?

Então, por que eu estou preocupado com essa notícia esquisita, chamando os 588 mil participantes do sistema a saírem se cadastrando na tal empresa conveniada e fazendo consultas quantas vezes quiserem? A empresa vai lucrar mais com o estímulo da própria operadora que vai pagar a conta para seus usuários irem às comprar no mercado de venda de serviços de saúde. Francamente!

O mundo humano está muito esquisito. Vai saber quantas daquelas pessoas que vi por uma hora na orla da Praia Grande não são participantes dos planos de saúde da Cassi e não poderiam começar já a se cadastrarem na tal empresa e marcarem consultas com psicólogos e psiquiatras à vontade... (É a lógica do Emplasto Brás Cubas que expliquei aos usuários da Cassi quando era gestor eleito da operadora)

A impressão que tenho ao ler essa notícia é que o modelo que a Caixa de Assistência está adotando desde os governos Temer e Bolsonaro (e seus indicados) e as gestões eleitas do Grupo Mais é o modelo aberto, curativo, comprador e pagador de serviços no mercado privado da saúde, impagável, que não tem nada a ver com um modelo preventivo, gestor e orientador do usa da rede de forma racional e sustentável. 

Um estímulo ao uso indiscriminado de serviços contratados na rede, sem acompanhamento da gestão da Cassi não é algo razoável. Isso não é nem Estratégia de Saúde da Família e nem Atenção Primária, como repetem na forma de um mantra. Atenção Primária deveria ter consequência longitudinal no vínculo ou fidelização na relação equipes de saúde e participantes.

É a opinião de alguém que geriu a Cassi.

William Mendes


Post Scriptum: o texto anterior desta série pode ser lido aqui.


19.5.21

Memórias de mandatos eletivos - Cassi (I)


Reunião com a direção do Sindicato em Rondônia (21/8/14).
Escolhi essa foto em homenagem ao companheiro Pinheiro,
que nos deixou em 2021, vítima de Covid-19.


Um mandato de representação na área da saúde com foco no trabalho de base e na politização dos trabalhadores e suas lideranças da ativa e aposentados


Entre junho de 2014 e maio de 2018 tive a honra de ser um dos representantes eleitos da comunidade de trabalhadores da ativa e aposentados do banco público BB a participar da gestão da Caixa de Assistência dos Funcionários, a Cassi, autogestão em saúde.

Ao olhar para trás, revisitando meus registros da história de um período de muitas lutas coletivas das quais participei ativamente, percebo que fizemos um mandato que buscou realizar na prática aquilo que sempre defendemos enquanto lideranças da classe trabalhadora. 

Ao rever a agenda de compromissos que realizamos ao longo dos 4 anos de representação da base social do Banco do Brasil sentimos uma sensação boa de ter feito o melhor que pudemos para defender os direitos dos associados da Caixa de Assistência e defender a própria autogestão e seu modelo assistencial, uma pedra preciosa da comunidade BB.

Hoje, estava revendo fotos das agendas que empreendi nas primeiras semanas de mandato, visitando as bases dos associados da Cassi e as entidades representativas do funcionalismo. Sabíamos que tínhamos uma tarefa trabalhosa, mas essencial: apresentar a Cassi aos diversos públicos com os quais a associação se relacionava, porque a base social não sabia o que era a Caixa de Assistência (e ainda não sabe por uma opção política de certos grupos). 

Fomos a campo politizar os trabalhadores e seus representantes. Sem informar e formar os associados e lideranças - "(in)formação em saúde" como dizia o mural do blog A Categoria Bancária - não iríamos a lugar algum no mandato e todos perderiam com isso - os associados, a Cassi e até o patrocinador - porque o mercado privado de serviços de saúde explora os planos de autogestão até com a ajuda de seus participantes assistidos, e isso ocorre pelo fato de os associados estarem mal orientados sobre o modelo assistencial da Cassi.

Estamos em 2021. O Brasil vive um estado de anomia após o golpe de Estado que destruiu o país. Vivemos sob o poder de bandidos, máfias, manipuladores de toda ordem; gente da pior espécie ocupou os espaços de poder e tudo está se desfazendo. A política foi substituída pela violência, pela mentira como prática cotidiana, pela carteirada daqueles que têm dinheiro e poder e o povo está sem um horizonte que indique um futuro melhor e mais feliz para a vida cidadã.

É nesse cenário de 2021 que estou olhando a vivência que experimentei como dirigente com a política funcionando na vida nacional, com os trabalhadores avançando em direitos sociais e com perspectivas de futuro por causa das oportunidades que todos tinham com os governos do Partido dos Trabalhadores. O Brasil era um país ativo e altivo em sua relação com o mundo e um país que olhava para a classe trabalhadora e se importava com o povo mais necessitado do apoio do Estado.

É isso. As memórias sempre valem alguma coisa. As memórias nos mostram que se as pessoas já fizeram o que relembram é porque é possível as pessoas fazerem aquelas ações de novo.

Abaixo, registro algumas agendas realizadas por mim nos primeiros 3 meses de mandato - compromissos presenciais junto às bases sociais da Cassi -, eu era diretor de saúde e rede de atendimento, rede própria: era responsável pela gestão do modelo assistencial de Atenção Integral, Estratégia de Saúde da família, pelas unidades regionais e as unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi, e responsável pela relação com os conselhos de usuários.

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ANO DE 2014

DISTRITO FEDERAL

No dia 11 de junho, a diretora Mirian Fochi e eu estivemos na reunião do Conselho de Usuários da Cassi DF. Começava ali a minha participação permanente nos fóruns dos conselhos de usuários da nossa autogestão, um espaço democrático de voluntariado, de fiscalização, de solução de problemas e auxílio aos participantes e de fortalecimento da Caixa de Assistência e seu modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e unidades de atendimento à saúde CliniCassi. 

Naquele momento, eu começava a conhecer como diretor de saúde as unidades regionais e as CliniCassi, as estruturas próprias da Cassi. Nos primeiros dias de mandato, já visitava e conhecia as CliniCassi no DF, a CliniCassi Brasília Norte e a CliniCassi Brasília Sul. Também já conhecia a CliniCassi São Paulo Centro (SP) porque participei da reunião do Conselho de Usuários em maio, após a eleição e antes da posse.

PARANÁ

No dia 30 de junho, uma segunda-feira, estive na unidade da Cassi PR para a inauguração de uma Sala de Amamentação na CABB de São José dos Pinhais. Na oportunidade, conheci a CliniCassi Curitiba e também conversei com lideranças do Sindicato dos Bancários, visitando a casa dos trabalhadores.

SÃO PAULO

Entre os dias 25 e 27 de julho, participei da 16ª Conferência Nacional dos Bancários, em Atibaia. Minha participação teve foco nas questões de saúde e nas questões inerentes à Cassi, muitas delas tratadas em mesas de negociação entre entidades sindicais e o patrocinador Banco do Brasil.

PORTO ALEGRE

No dia 30 de julho, uma quarta-feira, lá estava eu em Porto Alegre para participar de uma reunião do Conselho de Usuários da Cassi RS. Na oportunidade, conheci a CliniCassi Porto Alegre Centro Norte.

Também cumpri um compromisso com as lideranças dos trabalhadores, visitando o SindBancários de Porto Alegre e região.

PARANÁ

Em agosto, voltei à Curitiba para dois dias de agenda de fortalecimento da Cassi e de parcerias pelo modelo assistencial. Nos dias 6 e 7 de agosto, uma quarta e quinta-feira, me reuni com a Super BB, com entidades do funcionalismo, com o Conselho de Usuários. Ainda inauguramos a sede nova da Unidade Cassi PR e fizemos reunião com os funcionários da Cassi.

PIAUÍ

No dia 8 de agosto, estive em Teresina para participar da VII Conferência de Saúde da Cassi PI. Me reuni com as lideranças locais, com os membros do Conselho de Usuários e visitei a sede do Sindicato dos Bancários. O diretor de saúde conhecia mais uma CliniCassi, a de Teresina.

RONDÔNIA

No dia 21 de agosto, uma quinta-feira, estive em Porto Velho, para participar da I Conferência de Saúde da Cassi RO, fortalecer o Conselho de Usuários de Rondônia e visitar a sede do Sindicato dos Bancários. Na oportunidade, encontrei na cidade o representante eleito dos trabalhadores no Conselho de Administração do BB, Rafael Matos, que também cumpria agenda na região.

Mais uma unidade própria de atendimento à saúde conhecida, a CliniCassi Porto Velho.

RIO DE JANEIRO

Nos dias 27 e 28 de agosto, quarta e quinta, cumpri compromissos assumidos com as lideranças da comunidade BB do RJ e lá estive por conta própria para fortalecer a Cassi e as parcerias em defesa dos direitos dos associados e do modelo assistencial APS, ESF e CliniCassi (eu estava em férias).

Nos reunimos com a direção da AAFBB, com o Conselho de Usuários da Cassi RJ, estivemos com as lideranças do Sindicato dos Bancários e conhecemos a CliniCassi Centro.

SEDE DA CASSI - BRASÍLIA (DF)

No dia 2 de setembro, a diretora Mirian Fochi e eu recebemos as lideranças da APABB, presidida pela companheira Sandra Miranda. A Cassi sempre teve uma boa parceria com a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e Comunidade.

MATO GROSSO

No dia 6 de setembro de 2014, um sábado, estivemos em Cuiabá, para participar de uma reunião com os delegados e delegadas sindicais do Sindicato dos Bancários. Cumpri essa agenda em férias ainda. Não foi uma agenda da Cassi.

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É isso, por enquanto. Registro de memórias feito. Nos primeiros 3 meses de mandato na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil eu já conhecia e havia visitado a estrutura de 7 unidades regionais e 8 CliniCassi das 65 que existiam na autogestão.

Já havíamos falado sobre a Cassi para diversas entidades sindicais, associações de aposentados e conselhos de usuários. Era impressionante como as lideranças e entidades representativas tinham conceitos equivocados sobre a Caixa de Assistência, seu funcionamento, direitos e deveres dos associados etc.

Como disse no início, politizar a base social era um de nossos papéis como dirigente eleito e isso nós cumprimos piamente durante os 4 anos de mandato. Foram 170 agendas presenciais.

Abraços aos leitores que por acaso leram essa memória aqui no blog.

William Mendes


18.5.18

Última postagem do mandato do Diretor de Saúde (2014-18)





Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Ao longo do mandato eletivo na Caixa de Assistência, iniciado em 1º de junho de 2014, publicamos 635 matérias neste blog prestando contas do que fizemos, do que defendemos, de onde estivemos, dos porquês de algumas coisas serem como são na área da saúde suplementar. Atuamos como eleito demonstrando um nível de transparência em um mandato eletivo que dificilmente se encontrará registro parecido na história da comunidade BB e também da representação no campo dos trabalhadores. Qual mandato existe registro público de tudo que foi feito pelo representante dos eleitores como o nosso mandato? Basta ler as 635 matérias no blog e os boletins, que eram publicados durante o exercício do mandato, e será possível ver o dia a dia do representante eleito.

Fizemos 170 agendas de gestão nos 26 Estados e Distrito Federal como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da autogestão Cassi. Me reuni 65 vezes com os Conselhos de Usuários da Cassi. Participei de 53 Conferências de Saúde. Publiquei 41 boletins mensais Prestando Contas Cassi. Esses dados são públicos, estão registrados neste blog, sites das entidades representativas, atas de reuniões sobre saúde e Cassi e qualquer pessoa do Planeta pode verificar os textos do blog. Aliás, uma boa parte das agendas de trabalho foram custeadas por mim mesmo e por entidades representativas da comunidade BB por causa das dificuldades econômico-financeiras por que passa o setor de saúde e a Cassi. Poderia ter me acomodado e não feito Conferências de Saúde e outras estratégias centrais de fortalecimento do modelo assistencial e da participação social. Fiz além das condições dadas à época por militância e amor às causas da Cassi e dos associados.

O fim das postagens se dá de forma abrupta. Minha intenção e programação era publicar ainda umas 20 matérias (por mais trabalho de pesquisa que estivessem me dando). Estava fazendo uma postagem por Unidade Cassi para agradecer o trabalho realizado pelas equipes profissionais e pela parceria com a comunidade local. Estava fazendo por ordem alfabética: Cassi AC, Cassi AL etc. Vou parar no meio do caminho, na letra M (fiz 11 das 27 que faria). Peço desculpas aos funcionários Cassi das Unidades para as quais não pude escrever o texto específico de agradecimento e faço um agradecimento geral por toda a dedicação e competência com que cada equipe nos ajudou a avançar na Estratégia Saúde da Família e coordenação de cuidados dos participantes. Os profissionais da Cassi são um grande patrimônio da entidade.

Minha última agenda de gestão foi em São Paulo nesta semana. Participei de uma reunião nacional que debateu Cassi e Previ, inclusive avaliou-se a proposta para a Cassi feita em abril pela direção do Banco do Brasil. Dei a minha opinião naquele fórum. Participei também de reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, na sede da Contraf-CUT em SP, para prestar contas do mandato que fizemos e opinar sobre a proposta para a Cassi. Participei da reunião do Conselho de Usuários de SP, onde fiz minha 1ª reunião como eleito em maio de 2014. Agradeço pela acolhida sempre cordial e construtiva por parte dos conselheir@s. E fiz uma videoconferência com os gestores das 27 Unidades Cassi.

Por que antecipo o fim das postagens sobre o mandato?

Manter um blog como este exige muito trabalho de produção intelectual. Sempre produzi as postagens em condições adversas. Mas no momento está bastante complicado seguir pesquisando e escrevendo. Outras questões estão sugando minha energia. 

Está difícil suportar os tempos de assédio e violência moral que vêm sendo praticados contra representantes dos trabalhadores e de projetos democrático-populares. Somos humanos e todos têm seus limites para suportar humilhações e iniquidades. É necessário, então, que os lutadores definam prioridades e fronts e com isso encerro o trabalho de produção textual e prestação de contas sobre o mandato de Diretor de Saúde da Cassi aqui no blog. 

Abraços a tod@s e boas lutas em defesa da Cassi e de todos os direitos dos trabalhadores.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (jun/2014-mai/2018)

13.5.18

Prestando Contas - Cassi Mato Grosso do Sul (2014-2018)



Unidade Cassi MS e CliniCassi Campo Grande.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas por direitos dos trabalhadores.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é uma autogestão em saúde, presente em todas as capitais do país, baseada em um modelo de custeio solidário que permite que todos os trabalhadores associados da ativa e aposentados e seus dependentes possam participar de seu sistema de saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Nosso sistema de saúde suplementar cuida de quase 700 mil vidas, reunidas basicamente em dois planos de saúde, o dos funcionários (Plano de Associados) e o dos familiares até 4º grau como prevê a legislação em vigor (Cassi Família). Cuidamos também dos empregados da Cassi em nosso sistema.

Estou terminando o mandato eletivo à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, área responsável pelas políticas e programas de saúde, pela gestão das unidades regionais e pelo contato com os Conselhos de Usuários e demais intervenientes nas regiões.

Hoje vamos falar da Unidade Cassi Mato Grosso do Sul e da CliniCassi Campo Grande, unidade que cuida de mais de 8,4 mil participantes, sendo 6 mil do Plano de Associados. A gerência da Cassi MS está sob responsabilidade do Ricardo e toda a equipe está de parabéns pelo excelente trabalho que vem realizando para os associados e pelo fortalecimento da Caixa de Assistência e do modelo assistencial.


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Unidade Cassi Mato Grosso do Sul (informações do site)

Modificado em: 05 Setembro 2017

Endereço: Rua Pedro Celestino, 2670 - São Francisco - Campo Grande (MS) – CEP 79.002-372
Telefone: (67) 3322-2100 - (67) 3322-2101
Fax: (67) 3321-8840 e (67) 3322-2114
Contato: unidade.ms@cassi.com.br
CNPJ: 33.719.485/0011-07
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.



Serviços: atendimento multidisciplinar em Saúde da Família (médico de família, técnico de enfermagem, enfermeiro, nutricionista e psicólogo), consultas em clínica médica, saúde mental, saúde do trabalhador, perícias, regulação, atendimentos administrativos aos participantes e prestadores de serviço. Todos os serviços necessitam de agendamento prévio, exceto a livre demanda (consultas em clínica médica) e atendimentos administrativos.

Gerente de Unidade - Ricardo Alexandre Ruz

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi MS

A Unidade do Mato Grosso do Sul conta hoje com 3 equipes de família e assim como as demais unidades da Cassi tem população assistida que necessita bastante dos programas de saúde para a coordenação de cuidados.

Os programas Plena Idade, Gerenciamento de Condições Crônicas e Programa de Assistência Farmacêutica têm número de cadastrados um pouco maior que a média Cassi Brasil. Isso varia de Estado para Estado porque nosso modelo assistencial atua de acordo com o perfil e risco das populações assistidas.

Como já explicamos durante o mandato e nessas matérias que estamos fazendo por unidade Cassi, mesmo com o orçamento contingenciado durante quase todo o período que estivemos à frente da estrutura de saúde, sem poder investir em ampliá-la, as unidades fizeram grande esforço em cuidar de mais pessoas cadastrando elas na Estratégia Saúde da Família.

A Cassi MS é um exemplo desse esforço para fortalecer o modelo assistencial de prevenção e promoção de saúde. Entre 2014 e 2018 o cadastramento da ESF foi ampliado em 16,5% chegando a 3.892 participantes no final de 2017. Foram 552 pessoas a mais cadastradas. Agradecemos muito a dedicação da equipe para superar as dificuldades para cuidar de mais vidas.

O modelo assistencial é tão importante para a sustentabilidade que mesmo com características específicas dos assistidos por Estado, e com praças com dificuldades específicas também, o resultado comparativo entre os vinculados à ESF e os não cadastrados no uso da rede credenciada mostra indicadores melhores nas internações e na busca por pronto socorro.



O Estado do Mato Grosso do Sul tem uma autogestão importante e com experiência exitosa no cuidado dos servidores públicos, a Cassems, que é parceira da Cassi e que visitei ao longo do mandato para a troca de experiência. Eles têm uma estrutura de atendimento verticalizada (própria) com hospitais pequenos e médios no interior e um bom hospital geral na capital. E agora estão com Atenção Primária. Agradeço a parceria com a Cassems.

Deixo a sugestão mais uma vez da Cassi realizar bench marking com a Cassems em relação à organização do sistema de saúde.

Agradecimentos

Mais uma vez, gostaria de agradecer o trabalho conjunto que realizamos nesses 4 anos com os profissionais da Cassi MS. Também agradeço ao apoio e parceria que sempre tivemos com as entidades representativas e lideranças locais, em especial o Sindicato e o Conselho de Usuários. A Cassi também tem feito parcerias importantes com os órgãos do Banco e isso é promissor para o modelo assistencial.

Durante o mandato estive em Campo Grande cumprindo agenda da Diretoria em 3 oportunidades (2015, 2016, 2017) e em todas elas os contatos com as lideranças e entidades foram muito promissores. Obrigado a todos!

Por fim, agradeço pelos votos que recebemos na eleição Cassi 2018. Voltamos a ficar em 1º lugar no Estado. Obrigado pela confiança.

William MendesDiretor de Saúde e Rede de Atendimento
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Post Scriptum:


Resultado das eleições 2018:


Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


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Eleitores MS: Ativos = 1.197 / Aposentados = 1.093 (2.290)

Eleitores votaram MS = 898 (75%) / 515 (47,1%)

Total votos MS = 1.413 (61,7%) / válidos: 1.239 (87,7%)


Chapa 1 = 440 / 132 =   572 / 46,2% (1º lugar)

Chapa 2 = 069 / 042 =   111 / 08,9%

Chapa 3 = 063 / 056 =   119 / 09,6%

Chapa 4 = 174 / 263 =   437 / 35,3%

Votos Brancos = 060 / 013 = 073

Votos Nulos     = 092 / 009 = 101

Total Votos MS = 898 / 515 = 1.413



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Resultado das eleições em 2014:



Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0



Eleitores MS: Ativos = 1.425 / Aposentados = 880 (2.305)

Eleitores votaram MS = 1.171 (82,2%) / 355 (40,3%)

Total votos MS = 1.526 / válidos: 1.251 (82,0%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     461 / 095 =   556 / 44,44% (1º lugar)

Chapa 2 Maturidade          =    256 / 072 =    328 / 26,22%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =    138 / 093 =    231 / 18,46%

Chapa 4 Renovação          =     070 / 066 =   136 /  10,88%

Votos Brancos                   =     111 / 015 =   126

Votos Nulos                       =     135 / 014 =   149

Total Votos apurados MS   = 1.171 / 355 = 1.526

12.5.18

Prestando Contas - Cassi Maranhão (2014-2018)


Unidade Cassi Maranhão e CliniCassi São Luís.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas por direitos dos trabalhadores.

Nestas últimas semanas de mandato eletivo à frente da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da maior e mais antiga autogestão do país, estamos fazendo uma postagem por Unidade Cassi para agradecer o trabalho conjunto que tivemos com os funcionários e com a comunidade local.

Às vezes, eu imponho a mim mesmo umas tarefas de difícil execução, tarefas de militância às causas para as quais me dedico, mas depois que defino um objetivo, não desisto. Fazer 27 matérias sobre as unidades Cassi que gerimos não está sendo fácil (minha agenda de transição e mudança de vida está complicada). Mas agora que comecei não posso parar no meio do caminho (rsrs).

Hoje vamos falar da Cassi Maranhão, liderada por nossa gestora Maria do Socorro. Inicio a matéria agradecendo de coração o carinho e a competência que os profissionais da Cassi dedicam aos participantes e à nossa entidade de saúde. A unidade Maranhão é mais um exemplo de dedicação à nossa comunidade BB.

Obrigado!

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Unidade Cassi Maranhão (informações do site)

Modificado em: 14 Dezembro 2015

Endereço: Av. dos Holandeses, QD-09, 13 – Calhau - São Luís (MA) – CEP 65.075-480
Telefone: (98) 2109-2100
Fax: (98) 2109-2101
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0027-66
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.

Serviços: atendimento por equipes de Saúde da Família (médicos de família, técnicos de enfermagem, psicólogo, enfermeiro e assistente social), perícias, autorizações de procedimentos previstos nos planos (Associados e CASSI Família) e atenção integral à saúde do trabalhador. Os serviços descritos necessitam de agendamento prévio. Realizamos também serviço de pronto atendimento para atendimento de consultas não agendadas, além de serviços ambulatoriais para realização de curativos, nebulização e observação clínica.

Gerente de Unidade - Maria do Socorro Rios Fonseca

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi MA

A Unidade Cassi Maranhão tem peculiaridades que outras unidades não têm de forma tão contundente. A rede prestadora é bem escassa, inclusive na capital São Luís, onde poucos prestadores hegemonizam a venda de serviços de saúde para toda a população do Estado. Esta unidade e outras com características semelhantes trazem desafios enormes para a equipe que nelas atua.

Além dessa característica, outra chama a atenção na Cassi Maranhão. Temos muito mais participantes do Cassi Família que do Plano de Associados. Segundo os dados do Visão Cassi, são 6,6 mil associados e mais de 20 mil do CF. Olhando os dados das Eleições Cassi 2018, a base eleitoral reduziu em mais de 10% em relação à 2014, hoje com 2.550 eleitores no Estado. As reestruturações do Banco do Brasil pesaram para isso.

Por causa de informações iniciais como essas é que temos que enaltecer o excelente trabalho que a unidade e os profissionais realizam para nós participantes do sistema.

Nosso modelo assistencial, com Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família, foi fortalecido nesses 4 anos. Com as mesmas 3 equipes de família na CliniCassi São Luís, crescemos 3% os cadastrados na ESF, mas considerando as reduções de assistidos que citei acima, vejam que os cadastrados do Plano de Associados cresceram 10,6%. Isso é muito importante!

Nosso modelo deve e precisa ser ampliado em todos os Estados nos próximos anos para que a Cassi seja mais sustentável no uso dos recursos e se mantenha solidária não excluindo segmentos de participantes por questões de custeio, como a proposta recente do BB em onerar absurdamente os associados do sistema.

Deixo como exemplo, indicadores dos efeitos da ESF no Maranhão, mostrando o quanto os participantes vinculados ao modelo assistencial têm resultados melhores no uso dos recursos do sistema ao utilizar a rede prestadora, mesmo numa praça tão escassa de rede.


Estudos demonstram o quanto são melhores os indicadores
de uso de rede credenciada por parte de vinculados à ESF.

Observem os dados acima e vejam o quanto a busca por pronto socorro e as internações hospitalares são menores por parte dos participantes vinculados à ESF/CliniCassi. Neste exemplo são participantes do grupo de complexidade 3, os mais agravados do sistema.

Agora vejam as comparações com 3 grupos de complexidade, para o ano base de 2015, no uso da rede credenciada no Maranhão, entre vinculados e não cadastrados na ESF:

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Grau de       %        despesa per capita       despesa per capita
complex.                 de vinculados à ESF     de não cadastrados

1                 -18           1,2 mil                           1,5 mil
2                 -32           5,6 mil                           8,3 mil
3                 -34           25 mil                            38 mil
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Enfim, ao longo do mandato que estamos terminando, construímos na Diretoria de Saúde estudos que nunca haviam sido feitos. Comprovamos que o modelo de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS), Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi, que precisam de mais investimentos, e os programas de saúde da Cassi são essenciais e são a solução para a sustentabilidade do sistema SEM RETIRAR DIREITOS DOS ASSOCIADOS.

Desejo que a comunidade BB não perca o foco no modelo assistencial, entrando em debates repetitivos de mesmices e lugares comuns e congelem novamente o crescimento da cobertura da ESF, que só chegou a quase 182 mil cadastrados em 2017 por insistência nossa e de nossas equipes da Diretoria e das Unidades Cassi. Ficamos praticamente o mandato todo sem recursos adequados para investimento na área da saúde.

Agradecimentos

Deixo nosso agradecimento mais uma vez para os profissionais da Cassi Maranhão. Também agradeço as parcerias pela promoção de saúde e fortalecimento do modelo assistencial que fizemos com as lideranças e entidades representativas locais, com o Conselho de Usuários, com os órgão do BB no Estado.

Durante o nosso mandato estivemos em São Luís 4 vezes a trabalho (2014, 2015 e duas em 2016).

Guardo uma lembrança legal de uma das oportunidades em que estive com os participantes da Cassi MA. Era a Conferência de Saúde em 2016, entrado o mês de dezembro, uma sexta-feira à noite. Estávamos num salão com o ar condicionado quebrado, noite quente em São Luís. Quando ia terminando meu tempo de palestra, ao falar que já concluía, uma pessoa na plateia se manifestou dizendo que eu continuasse porque as informações de qualidade que estávamos disponibilizando valiam a pena todo o calor que juntos sentíamos. Foi muito gratificante!

Também agradeço pelos votos que tivemos no Estado. Ficamos mais uma vez em 2º lugar nas eleições. Democracia é assim.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-18)


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Post Scriptum:


Resultado das eleições 2018:

Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


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Eleitores MA: Ativos = 1.642 / Aposentados = 908 (2.550)

Eleitores votaram MA = 1.288 (78,4%) / 447 (49,2%)

Total votos MA = 1.735 (68%) / válidos: 1.501 (86,5%)


Chapa 1 =     296 / 068 =   364 / 24,3% (2º lugar)


Chapa 2 =    504 / 074 =    578 / 38,5%

Chapa 3 =     130 / 127 =   257 / 17,1%

Chapa 4 =     138 / 164 =   302 /  20,1%

Brancos =     091 / 005 =   096

Nulos     =     129 / 009 =   138

Total Votos MA = 1.288 / 447 = 1.735


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Resultado das eleições 2014:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores MA: Ativos = 1.816 / Aposentados = 665 (2.841)

Eleitores votaram MA = 1.470 (80,9%) / 241 (36,2%)

Total votos MA = 1.711 / válidos: 1.325 (77,4%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     295 / 089 =   384 / 29,0% (2º lugar)

Chapa 2 Maturidade          =    069 / 017 =    086 / 06,5%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =     541 / 088 =   629 / 47,5%

Chapa 4 Renovação          =     194 / 032 =   226 /  17,0%

Votos Brancos                   =     175 / 009 =   184

Votos Nulos                       =     196 / 006 =   202

Total Votos apurados MA   = 1.470 / 241 = 1.711

9.5.18

Prestando Contas - Cassi Goiás (2014-2018)


Sede da Unidade Cassi Go e CliniCassi Goiânia.


Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país, com 74 anos de existência baseada no modelo assistencial solidário, tem no ano de 2018 uma nova etapa de desafios a superar rumo à sustentabilidade e perenidade de seu sistema.

A autogestão é organizada em 4 diretorias e gerida por modelo de governança paritário (metade eleita pelos associados e metade indicada pelo patrocinador patrão), fruto de conquista de décadas de lutas dos trabalhadores associados à Caixa de Assistência. O conjunto de direitos dos associados da ativa e aposentados é consequência dessa história de lutas unitárias.

Estamos terminando o mandato eletivo na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área de atividade fim responsável pelas políticas e programas de saúde, pela gestão das unidades próprias nas regiões e pela relação com os Conselhos de Usuários e comunidades locais onde estão as unidades.

Estou fazendo neste blog, onde postamos mais de 600 matérias de prestação de contas durante o mandato, um pequeno texto por unidade Cassi em agradecimento pelo trabalho conjunto que realizamos nesses 4 anos.

Hoje vamos falar da Unidade Cassi Goiás e da CliniCassi Goiânia, na região Centro Oeste do Brasil. A gestão é liderada por nossa gerente Andrea e eu inicio deixando meu agradecimento fraterno a tod@s da Unidade, que avançou muito no modelo assistencial neste período, mesmo com o quadro adverso do setor de saúde suplementar.

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Unidade CASSI Goiás (informações do site)

Modificado em: 25 Novembro 2016

Endereço: Rua T-50, 566, Setor Bueno - Goiânia (GO) - CEP 74.215-200
Telefone: (62) 3250-6000
Fax: (62) 3250-6060 /3250-6020
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0013-60
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h para atendimento administrativo e das 7h às 18h para atendimento em saúde.


Serviços: saúde ocupacional (licença-saúde, exames admissionais, demissionais, retorno ao trabalho, mudança de função, acidente de trabalho e programas de prevenção em Saúde do Trabalhador), perícia para autorização de cirurgia e procedimentos previstos nos planos (Associados, CASSI Família e Reciprocidade) e que necessitem de autorização prévia, política farmacêutica, atendimento multidisciplinar em Saúde da Família (médico de família, técnico de enfermagem, nutricionista, assistente social, enfermeiro e psicólogo) com agendamento prévio. Atendimento ambulatorial por demanda espontânea, retirada de pontos, nebulização e aplicação de injeções.

Gerente de Unidade - Andrea Cristiane Borb

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Fortalecimento da Atenção Primária e da ESF na Cassi GO

A Unidade Cassi Goiás é responsável pela saúde de mais de 17 mil participantes do sistema. São cerca de 13 mil no Plano de Associados e 4 mil no Cassi Família, segundo dados do hotsite Visão Cassi.

As características da população assistida em Goiás evidenciam a importância do modelo assistencial de Atenção Integral, baseado em APS, ESF, CliniCassi e programas de saúde.

Temos 4 equipes de família na CliniCassi Goiânia, que acompanham mais de 5 mil cadastrados na Estratégia Saúde da Família. Aproveito para agradecer e enaltecer o trabalho realizado pela equipe da Unidade, pois a cobertura da ESF foi ampliada em 14,8% entre 2014 e 2018. São mais de 600 novos cadastrados cuidados por nós.

E o crescimento foi em cenário bastante adverso. Além do orçamento contingenciado durante praticamente todo o nosso mandato, impedindo investimentos novos na ampliação do modelo, a população Cassi no Estado diminuiu em mil participantes, fruto da crise do próprio setor, que perdeu mais de 4 milhões de vidas nesse período, e também por causa das reestruturações do Banco do Brasil.

Cada equipe de família tem cerca de 30% de idosos acompanhados. Os programas de saúde Plena Idade, Bem Viver - para pessoas com deficiências -, Gerenciamento de Condições Crônicas (GCC) e Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) têm mais cadastrados que a média da ESF Cassi Brasil. Ou seja, a população exige uma boa coordenação de cuidados.

É necessário que a cobertura da ESF seja ampliada em Goiás porque ela abrange cerca de 30% da população assistida pela Cassi. É pouco! Mesmo assim, vejam no quadro abaixo o quanto o modelo é central para a sustentabilidade. Os vinculados à ESF no grau de complexidade 3 têm indicadores muito melhores de uso de rede credenciada em relação a consultas a pronto socorro e internações, que geram grandes despesas aos planos de saúde.



Para 2018, a Cassi Goiás terá a ampliação de uma equipe de família e mais um profissional da equipe multidisciplinar. É o que está nos estudos que propusemos nas Ações de Curto Prazo, aprovadas em janeiro.

Agradecimentos

Agradeço a grande parceria de trabalho que tivemos com os profissionais da Cassi, que tivemos com as entidades representativas e Conselho de Usuários e com os órgãos do Banco do Brasil nas parcerias de saúde.

Durante o mandato, estivemos 4 vezes em Goiânia cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde (2014, 2015, duas em 2016) e nos reunimos com o Conselho de Usuários 3 vezes.

Agradeço também os votos que recebemos nas eleições Cassi 2018. Ficamos em 1º lugar em Goiás, assim como já havia ocorrido em 2014. Obrigado!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014-2018)

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Post Scriptum:

Resultado das eleições 2018:

Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936


Eleitores GO: Ativos = 2.424 / Aposentados = 2.381 (4.805)

Eleitores votaram GO = 1.937 (79,9%) / 1.208 (50,7%)

Total votos GO = 3.145 (65,5%) / válidos: 2.757 (87,7%)


Chapa 1 = 836 / 218 = 1.054 / 38,23% (1º lugar)

Chapa 2 = 104 / 074 =  178 / 6,46%

Chapa 3 = 253 / 223 = 476 / 17,26%

Chapa 4 = 398 / 651 = 1.049 / 38,05%

Votos Brancos = 106 / 019 = 125

Votos Nulos = 240 / 023 = 263

Total Votos apurados GO = 1.937 / 1.208 = 3.145


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Resultado das eleições 2014:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0


Eleitores GO: Ativos = 2.745 / Aposentados = 2.033 (4.778)

Eleitores votaram GO = 2.179 (79,4%) / 776 (38,2%)

Total votos GO = 2.955 / válidos: 2.239 (75,7%)


Chapa 1 Todos pela Cassi = 594 / 252 = 846 / 37,8% (1º lugar)

Chapa 2 Maturidade = 240 / 101 = 341 / 15,2%

Chapa 3 Uma Nova Cassi = 270 / 232 = 502 / 22,4%

Chapa 4 Renovação = 414 / 136 = 550 / 24,6%

Votos Brancos = 277 / 026 = 303

Votos Nulos = 384 / 029 = 413

Total Votos apurados GO = 2.179 / 776 = 2.955