Blog de William Mendes, ex-dirigente sindical bancário e ex-diretor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
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28.8.20
Campanha Nacional dos Bancários (V)
Estamos no ano de 2020 e a categoria bancária mais uma vez está em luta pela renovação de seus direitos coletivos. Este blog registrou a história dessa categoria ao longo de muitos anos, pois fui dirigente nacional dos bancários, eleito pelos trabalhadores para 4 mandatos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e 3 mandatos na Contraf-CUT.
A história de luta dos bancários brasileiros é belíssima e uma das mais importantes desta categoria profissional no mundo capitalista porque em nosso país o segmento sempre teve grande quantidade de empregados e conquistou direitos sociais que foram estendidos para outras categoriais profissionais.
O maior banco público do país, o Banco do Brasil, foi criado em 1808 e resistiu aos ataques de diversos governos ao longo da história do Brasil. Tive o privilégio de passar a maior parte de minha vida trabalhando para o povo brasileiro no Banco do Brasil. Na ativa, vivi sob a direção dos governos de Fernando Collor, Itamar Franco, FHC, Lula, Dilma e Temer. Hoje, o país vive um de seus piores cenários da história, sob um governo inominável.
Enfim, as negociações entre bancários e banqueiros se dá num cenário bastante complicado, porque além da destruição econômica, política e social que o país já vivia após o golpe de Estado em 2016, sob o governo Temer, que impôs reformas trágicas para a classe trabalhadora, o país viria a ser capturado em 2018, por fraudes diversas nas eleições, por hordas de canalhas e todo tipo de criminoso que se possa imaginar.
Os bancários brasileiros sofrem ameaças sérias de redução de emprego, direitos, privatização dos bancos públicos e, para piorar o cenário, ainda viria a pandemia mundial do novo coronavírus em 2020, com a mudança radical na vida das pessoas mundo afora.
Os banqueiros seguiram na boa. O lucro dos poucos bancos brasileiros é tão grande que nada na economia se compara ao setor. O país está quebrado, mas os donos dos bancos e os próprios bancos estão em outro plano existencial. Em 2019, só os 4 maiores bancos tiveram lucro de mais de 80 bilhões e neste primeiro semestre tiveram lucro de quase 30 bilhões.
E mesmo assim, os caras não querem atender às reivindicações dos bancários, que estão na linha de frente, atendendo a população e os clientes, se expondo ao risco de morte por coronavírus e adoecidos por metas fora da realidade.
Nas primeiras rodadas, os banqueiros propuseram diversas reduções de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), redução na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e redução em direitos como 13ª cesta-alimentação, folgas e abonos, redução nos salários, já que não querem sequer repor a inflação do período. O que se poderia dizer desses caras donos de bancos?
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As negociações seguem no dia de hoje. Os banqueiros voltaram atrás em algumas cretinices, e neste momento em que escrevo esta postagem, 16h25 desta sexta-feira, os sindicatos informam que os banqueiros propuseram reajuste salarial de 1,5% mais abono de 2 mil reais. Propuseram o índice cheio da inflação estimada (2,74%) para as demais verbas como, por exemplo, cesta-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche. Decidiram manter as regras da PLR de anos anteriores. Ainda estão em negociação as mesas com BB e Caixa Federal.
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Hoje é Dia dos Bancários, 28 de agosto, e afirmo a vocês: essa categoria tem história de lutas, muita história de lutas. Eu mesmo vivi e participei das campanhas salariais da categoria por três décadas. Também é o dia de criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ajudei a construir a história dessa entidade por muito tempo, como dirigente dos bancários brasileiros.
Parabéns aos bancários! Desejo que tudo corra da melhor forma possível nesta campanha salarial em andamento.
William Mendes
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William Mendes
22.7.20
Como anda a saúde da classe trabalhadora?
Reflexão
Falar sobre saúde não é uma coisa simples, principalmente para aqueles que não têm formação ou atuação e experiência na área. A pergunta deste artigo não é uma pergunta neutra. Nem poderia ser, pois quem fala, sempre fala de algum lugar, mesmo aqueles denominados ou autodeclarados "técnicos" e "especialistas". Todos somos humanos e não somos neutros, mesmo quando temos que atuar de forma imparcial por profissão ou representação social como, por exemplo, devem ser os juízes nos órgãos de Justiça.
Como será que anda a saúde da classe trabalhadora? Se especifico "classe trabalhadora" é porque vejo duas condições dadas para as pessoas que vivem em nossa sociedade, dois segmentos em relação ao acesso à saúde: o segmento das pessoas que vendem ou venderam sua força de trabalho para sobreviver e vivem de seu salário ou dos bicos que fazem, do benefício de aposentadoria, ou algum tipo de assistência fornecida pelo Estado ou por alguém (talvez o segmento social que abranja mais de 95% do nosso povo); o outro segmento é o daquelas pessoas que vivem do capital, de renda, de herança, de aluguéis e arrendamentos, da exploração dos outros, da mais-valia retirada daquelas pessoas que vendem sua força de trabalho.
Falar sobre saúde não é uma coisa simples, mas é uma coisa necessária. É possível falar de saúde sendo um técnico ou especialista na área, bem como sendo uma pessoa que acumulou conhecimento e experiência na área. Aliás, a área "saúde" é imensa, e é bem provável que um técnico ou especialista em saúde saiba muito de sua especialidade e não saiba quase nada de outra área da saúde. Exemplo: um médico especialista em coração, em sistema circulatório, pode ainda ser um generalista em saúde integral, por ter tido contato de forma panorâmica com todas as áreas ou feito especialização em Saúde da Família e Comunidade. Mas será que ele, especialista em coração e sistema circulatório, tem conhecimento para falar de gestão de sistemas de saúde? Pode ser que sim e pode ser que não.
Durante nossa vida de representação sindical, aprendemos as noções básicas de diversas áreas de interesse da classe trabalhadora e do mundo do trabalho, até porque negociamos sobre os temas em mesas com patrões e seus especialistas nas áreas negociadas. A categoria bancária se organizou ao longo da história para fazer debates de alto nível com os bancos e governos. Nas negociações temáticas e por banco, se acumula grande experiência e conhecimento. Ser dirigente sindical é uma oportunidade ímpar para se aprender além do que se aprende nas grades curriculares da educação formal. Aprende-se muito como representante de classe.
A jornada de lutas e representação dos bancários me proporcionou um novo saber, após ganhar conhecimento do mundo do trabalho bancário: a oportunidade de ser um gestor de saúde eleito pelos trabalhadores da ativa e aposentados do BB. Foi uma experiência incrível sob diversos pontos de vista. Aprendi bastante sobre sistemas de saúde, sobre direitos em saúde; aprendi sobre a história de lutas por saúde na categoria bancária e na comunidade do Banco do Brasil. E também conhecemos um pouco sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Tive contato direto por quatro anos com os mapas de saúde dos colegas do banco na ativa. Conheci a condição de saúde dos colegas aposentados por gerir o sistema Cassi.
Em linhas gerais, pelo que pude acompanhar durante 4 anos lidando com gestão de saúde, os mapas de saúde do povo brasileiro pedem atenção. Temos um nível alto de doenças crônicas em nossa população. Doenças evitáveis e que mesmo após serem realidade na vida das pessoas, são doenças que poderiam ser tratadas e acompanhadas permitindo boa qualidade de vida aos crônicos. A questão central é que para as pessoas terem melhores condições de saúde é necessário um conjunto de fatores multidimensionais que envolvem, por exemplo, condições de trabalho, de remuneração, de educação e cultura, de moradia, saneamento básico, alimentação, segurança, controle de estresse e pressões no dia a dia etc. As pessoas deveriam ser acompanhadas por sistemas de Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família e Comunidade.
Através de estudos que fizemos no sistema de saúde dos bancários do BB, pudemos comprovar o quanto a condição de saúde é favorecida quando as pessoas têm acompanhamento por um sistema de prevenção e monitoramento como é o caso da APS/ESF e programas de saúde ao longo do tempo. As despesas assistenciais em grupos cuidados são bem menores que as despesas assistenciais em grupos não cuidados de forma permanente.
Nível de estresse e sofrimento após a pandemia de Covid-19 pode piorar as condições de saúde e as doenças crônicas dos colegas da ativa e aposentados
Por conhecer um pouco da condição de saúde do povo brasileiro e conhecer um pouco mais da condição de saúde das pessoas na comunidade Banco do Brasil, fico me perguntando como deve estar a condição de saúde dos colegas após o advento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) neste momento de nossas vidas. É provável que todo ser humano esteja passando por algum nível de estresse emocional neste momento, independente de suas visões de mundo. E é provável que os níveis de estresse vão aumentando e se tornando causadores de maiores sofrimentos à medida que o colega esteja na ativa e tenha que se arriscar a estar nos locais de trabalho, e se deslocar para o trabalho, e voltar para casa com risco de contaminação de sua família etc.
O mesmo nível de estresse e sofrimento pode estar ocorrendo com os colegas dos grupos de risco, com mais idade, com comorbidades, que tenham que se manter em isolamento por tantos meses como já vivenciamos neste semestre de pandemia. E as colegas bancárias que criam sozinhas seus filhos? E os colegas bancários que estão sem plano de saúde, então? E os colegas bancários que não estão mais conseguindo pagar a mensalidade do plano de saúde (que ainda pagam coparticipações abusivas) e já excluíram dependentes do plano? E os trabalhadores desempregados? E os milhões de pessoas sem condição alguma de cidadania? Enfim, são tempos de grande estresse emocional e níveis de sofrimento.
Por ter espírito de pertencimento à classe trabalhadora e à categoria bancária, a gente se solidariza com todo esse sofrimento coletivo e com o sofrimento de cada pessoa, porque cada pessoa é única e cada vida importa. É provável que a gente escreva mais sobre esse tema saúde porque tudo pode ser diferente, tudo pode mudar e a vida das pessoas pode ser melhor e mais saudável. Nós já experimentamos tempos melhores e mais felizes para a classe trabalhadora brasileira. As oportunidades traziam realizações pessoais e coletivas. Os tempos estão difíceis, mas com unidade, consciência e mais envolvimento das pessoas, podemos resgatar a felicidade e os direitos da cidadania.
Abraços a todas e todos da classe trabalhadora.
William Mendes
Post Scriptum:
Hoje pela manhã, fiquei muito triste ao saber do falecimento do companheiro Fábio França, companheiro de trabalho e lutas em prol da classe trabalhadora. Pelo que pude apurar através das mensagens, Fábio teve um AVC e não resistiu. Estivemos juntos ano passado, quando gravamos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região um vídeo falando sobre os 30 anos dos congressos dos funcionários do Banco do Brasil. Fábio era jovem, atuava na área da educação, e deixará saudades a tod@s que conviviam com ele. Meus sinceros sentimentos à família e amig@s. Fábio, presente!
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20.7.20
Campanha Nacional dos Bancários (III)
(Reprodução de matéria)
Bancários realizam assembleias para aprovarem minuta de reivindicações
Sindicatos divulgarão link para votação por meio eletrônico, que se inicia a partir das 18h desta segunda-feira e segue até 22h de terça
Sindicatos de bancários de todo o país realizam assembleias nesta segunda e terça-feira (20 e 21) para aprovarem a minuta de reivindicações da categoria, aprovada na 22ª Conferência Nacional no sábado (18). A votação se inicia às 18h desta segunda-feira (20) e segue terça, às 22h.
Em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus, as assembleias serão virtuais.
A maioria dos sindicatos do país optou por realizar suas assembleias pelo sistema eletrônico de votação disponibilizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mas, o ideal é que, para votar, os bancários e as bancárias acessem os sites de seus sindicatos e busquem informações sobre a assembleia e o link para a votação.
Após a aprovação pelas assembleias, a minuta será apresentada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quinta-feira (23), às 14h30.
Índice
Depois do debate sobre as propostas, os delegados aprovaram a reivindicação de reajuste de inflação mais 5% de aumento real nos salários e todas as cláusulas econômicas.
Home office
A 22ª Conferência também aprovou a inclusão na minuta de uma cláusula para regular o trabalho home office, que não pode ser imposto pelo banco, para estabelecer, entre outras coisas, que os custos do teletrabalho sejam arcados pelos empregadores, assim como o fornecimento dos equipamentos de trabalho e ergonômicos. A cláusula também proíbe que sejam retirados direitos dos trabalhadores que cumprirem suas funções em suas casas, à exceção do vale-transporte/combustível, que deve ser fornecido com valor proporcional aos dias de comparecimento do trabalhador no banco, definindo que estes tenham de realizar suas atividades no próprio local de trabalho, pelo menos, uma vez por semana.
Metas abusivas
A Conferência também aprovou uma proposta para que seja feita uma atualização da cláusula que trata sobre o estabelecimento e a cobrança de metas pelos bancos.
Uma vez que um dos eixos da campanha será a luta pela saúde e melhores condições de trabalho para a categoria.
Demais cláusulas
As demais cláusulas hoje presentes na CCT foram mantidas na minuta de reivindicações.
Outros eixos
A campanha terá como prioridade a manutenção dos empregos e dos direitos, a defesa dos bancos públicos e o reajuste do valor da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) pelo mesmo índice da campanha.
Fonte: Contraf-CUT
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14.7.20
Teletrabalho ou home office é bom pra quem?
A condição de pandemia é uma exceção, uma excepcionalidade. Vai passar uma hora. Mas, e depois? Os capitalistas decidiram apostar neste modelo de organização do trabalho que tem menos custo fixo e isola o trabalhador em sua bolha caseira (de sofrimento?). E aí? Isso é bom pra quem?
Olá, colegas bancárias e bancários!
A pandemia mundial do novo coronavírus chegou de forma abrupta em nossas vidas mudando tudo, mudando a nossa realidade, o nosso cotidiano no trabalho, na família, nos espaços de formação, no lazer, nas mais diversas dimensões de nossas vidas.
Todos os eventos diários (que viram "notícia") nos levam a nos concentrarmos em alguns assuntos e temas e nos levam a deixar de lado outros assuntos e temas. Essa é uma questão de pauta, de quem define a pauta, a agenda de interesses em nossas vidas. De acordo com a realidade objetiva, a maioria de nós somos pessoas que vivem do seu trabalho atual ou do fruto do seu trabalho ao longo da vida.
As mulheres estão inseridas no mundo do trabalho assim como os homens. Mulheres e homens compõem os 90% ou mais de pessoas que não vivem de renda ou riqueza ou herança (aquela pequena porcentagem de donos do mundo). Na categoria bancária, as mulheres representam praticamente a metade da categoria, sendo pouco mais de 50% conforme o banco observado.
FAMÍLIAS FORMADAS POR MÃES SOLO
Li uma pesquisa recente que aponta que 11,6 milhões de famílias brasileiras são formadas por mães solo. É muita coisa! Sempre que lemos alguma pesquisa sobre desigualdade de gênero, vemos que as mulheres são mais escolarizadas e que, mesmo assim, as mulheres ganham menos que os homens. Que ocupam menos postos de trabalho nos níveis hierárquicos maiores. Que as mulheres negras têm remuneração menor ainda que as mulheres brancas. E além de tudo isso, cuidam sozinhas de seus filhos.
A campanha nacional dos bancários está em seu início e um dos temas que devem e precisam ser debatidos, entendidos e negociados com os bancos de lucros bilionários é o estabelecimento de direitos para essa realidade imposta de forma abrupta para a classe trabalhadora. E o patronato está se movimentando rapidamente para aumentar seus lucros e sua exploração em cima dos trabalhadores.
Os meios de comunicação que constroem a pauta, aquilo que falei no início do artigo e que faz a gente se concentrar em algumas coisas e não ver ou esquecer outras, estão vendendo a ideia que trabalhar em casa é tudo de bom! Num passado recente (últimas 3 décadas), esses meios de comunicação disseram que era ótimo não ter mais salário, quando os capitalistas inventaram a remuneração variável para diminuir custos fixos com mão de obra (se não vende, não recebe nada).
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Para acabar com nossos direitos foi "ótimo" não pagarem mais salário. Agora parece "ótimo" trabalhar em casa, tudo por sua conta e risco.
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Temos que pensar a respeito! A cesta alimentação dos bancários é de R$ 609,88 ao mês, temos inclusive a 13ª cesta alimentação; o vale refeição é de R$ 35,18 ao dia (R$ 773,96), o auxílio creche/babá é de 468,42 ao mês. Essas conquistas arrancadas com organização sindical e greves são as cláusulas 14, 15, 16 e 17 da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários (CCT/Contraf-CUT 2018/2020).
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Vocês acham que banqueiro gosta de pagar direitos a bancários? E se os bancários estiverem sozinhos em bolhas caseiras sem organização?
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Os bancos já decidiram se desfazerem de prédios inteiros onde trabalhavam milhares e milhares de bancários. Vão lucrar milhões e milhões com isso. Enquanto isso, as bancárias e os bancários, muitas delas pertencentes às famílias de mães solo, estão tentando trabalhar e cumprir metas absurdas cuidando dos filhos e das diversas jornadas que as mulheres já enfrentam.
Pensem nisso! Os bancos e os capitalistas não brincam em serviço. As mídias deles (praticamente todas as mídias comerciais pertencem a banqueiros e capitalistas) já estão atuando para dizer que é "ótimo" trabalhar em casa e se estão vendendo essa ideia é porque alguma coisa deve ser bem ruim para a classe trabalhadora e a máquina de construção de pauta e agendas já está em funcionamento.
Como os trabalhadores vão se organizar sozinhos em suas bolhas caseiras de sofrimento? Como vamos fortalecer nossos sindicatos dessa forma? Vocês são sindicalizad@s? Pensem a respeito e conversem com seus representantes sindicais.
Abraços a todas e todos,
William Mendes
Fonte de informações:
- Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários (CCT/Contraf-CUT)
- Artigo: https://falauniversidades.com.br/abandono-afetivo-paterno-alem-das-estatisticas/
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9.7.20
Mexeu com a Caixa, mexeu com o Brasil
Dia Nacional de Luta
Olá, colegas bancários e colegas aposentados!
É importante que tod@s vocês se informem sobre os acontecimentos nos dois maiores bancos públicos do país, a Caixa e o BB. Hoje é um dia de luta na Caixa e ter pertencimento é uma das primeiras ações práticas de um bancário para que nossos bancos públicos continuem a existir e continuem a ajudar o Brasil e o povo brasileiro.
Defender a Caixa e defender o BB é defender as nossas previdências complementares Previ e Funcef; defender o BB e a Caixa é defender nossos sistemas de saúde suplementares Cassi e Saúde Caixa. Pensem nisso e se envolvam ao menos tendo a consciência sobre o que é ser bancário do BB e da Caixa. Não é qualquer coisa! É pertencer a uma comunidade nacional com direitos históricos. Compartilhem essa reflexão.
Não importa se você, empregado da Caixa e funcionário do BB, seja a favor de partido "a" ou "b", se você apoia fulano ou cicrano. O que importa é que você se junte a nós na defesa da Caixa Econômica Federal neste dia 9 de julho e na defesa dos direitos de seus trabalhadores.
É possível unirmos as pessoas com causas comuns.
Mexeu com a Caixa, mexeu com o Brasil! Compartilhem!
#MexeuComACaixaMexeuComOBrasil
William Mendes
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(reprodução de matéria)
O banco público se mostrou imprescindível com o pagamento do auxílio emergencial e à economia, com a concessão de empréstimos ao setor produtivo, neste momento crítico pelo qual o país atravessa. Ainda assim, o presidente do Banco, Pedro Guimarães, voltou a reforçar os planos de privatização da Caixa.
A intenção da equipe econômica não se alterou com o trabalho do banco público nesta pandemia, pois a direção da Caixa continua avaliando as condições de mercado e enxerga “uma janela de oportunidade para a realização da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade” ainda este ano.
Resistência no Congresso Nacional
Para tentar frear a agenda privatista do governo federal, tramita na Câmara dos Deputados o PL 2715/2020, que propõe a suspensão das privatizações até um ano após o fim do estado de calamidade pública. Na prática, os processos de desestatização e desinvestimentos só poderão ser retomados em 2022.
Retorno precoce
Além da luta contra a venda do maior banco público do país, os empregados lutam pela vida. A direção do banco aumenta a pressão para o retorno precoce dos trabalhadores ao trabalho em meio ao crescente número de casos de Covid-19 no Brasil. Mesmo com números alarmantes e a alta taxa de contágio do coronavírus, a Caixa insiste em convocar os empregados para que reassumam o trabalho presencial nas centralizadoras, filiais e representações. O fim do distanciamento social é precoce e coloca os trabalhadores em risco desnecessário e reforça a falta de preocupação da empresa com os trabalhadores.
Fonte: Contraf-CUT
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8.3.18
8 de Março - Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!
Opinião
É com tristeza que vemos neste 8 de Março, Dia Internacional das Mulheres, data que nos chama a atenção para as lutas das mulheres por igualdade de oportunidades e direitos, o edital de concurso para escrituári@s do maior banco público do país, o Banco do Brasil.
É possível que essa data marque negativamente a história de nosso banco público bicentenário.
Será o "8 de Março" do emprego precário no Banco do Brasil, que passou a oferecer emprego sem plano de saúde e odontologia, sem igualdade de direitos a mulheres e homens que passarão a trabalhar ao lado de colegas oriundos do próprio quadro do Banco com direito ao Plano de Associados da Cassi (enquanto ele durar, pois fechado para entrada de novos, acabará por se tornar inviável e impagável ao longo do tempo).
É lamentável ver isso acontecer! Fiquei pensando a condição de trabalho de uma mulher que seja convocada para uma das 30 vagas (Interessante o número de vagas: 30 vagas! E o Banco segue reestruturando e enxugando o quadro nacional com quase 100 mil trabalhadores).
O Banco do Brasil lança o certame cumprindo as "regras" da Resolução 23 da CGPAR, editadas pelo governo federal no mês de janeiro, proibindo as estatais federais de oferecerem planos de saúde.
Tenho lido e concordo com as críticas que o movimento sindical, que representa as trabalhadoras e trabalhadores, tem feito ao BB por fechar agências, extinguir funções, descomissionar funcionários, reduzir quadro, salários e folha de pagamento (e a Cassi sofre com isso!), perder papel de relevância no sistema bancário num dos momentos em que o país mais precisaria do papel de bancos públicos impulsionando a economia brasileira.
CENÁRIO DE PRECARIZAÇÃO DO EMPREGO NO BB
A nova colega sem direito à Cassi chega para seu primeiro ano de trabalho e passa a cumprir as metas cada vez mais "desafiadoras" como os bancos gostam de dizer, ao lado de colegas que têm direito à Cassi e que cumprem as mesmas metas "desafiadoras" (talvez alguns bancári@s já estejam tomando remédios controlados por causa do estresse que vivem no trabalho e já sejam acompanhados por médicos das CliniCassi ou credenciados).
Imaginem o sentimento ruim da nova colega sem Cassi ao ver ao longo de seu primeiro ano de trabalho uma ou outra colega curtindo a felicidade de uma gravidez com os acompanhamentos adequados, e a futura mamãe comentando que faz parte do Plano de Associados da Cassi, e que o plano é essencial em sua vida e que o valor que ela paga é 3% de seu salário.
Imaginem ainda a colega nova sem o mesmo direito e acesso ao Plano de Associados, ao custo de 3% de seu salário, vendo tod@s ao seu redor tendo algo tão essencial em suas vidas. Essa colega não pode sequer adoecer, porque não tem plano de saúde. E ficar grávida então? Sequer ser acompanhada pela Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo reconhecido pelo setor de saúde suplementar e pela própria ANS como referência em promoção e prevenção em saúde.
A nova bancária vai ganhar R$ 2.718,73 por mês, sem direito a adoecer, sem recursos para ter uma gravidez acompanhada e o Banco do Brasil vai economizar R$ 122,34 (4,5% do salário dela) ao não permitir que ela entre no Plano de Associados da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi) contribuindo com os seus 3% (R$ 81,56) para o custeio mutualista do sistema Cassi, fruto de décadas de lutas e conquistas do funcionalismo ao criar a Caixa de Assistência.
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Essa falta de isonomia e de solidariedade terá um preço caro para todos: o Plano de Associados se tornará inviável. Sou gestor eleito da Cassi, é meu dever de ofício opinar a respeito do que equivale a não entrada de novos participantes no Plano de Associados.
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Como bancário do Banco do Brasil há 25 anos, como cidadão que passou mais da metade de sua vida laboral representando os bancários e lutando pelos direitos da categoria, me sinto mal com esse cenário futuro sendo desenhado pelo banco público ao qual sempre nos dedicamos para ser um banco de referência para o sistema financeiro e para o povo brasileiro.
Fechar o Plano de Associados para entrada de novos funcionários é ruim para o custeio mutualista intergeracional solidário porque o Plano terá sinistralidade cada vez maior a um custo cada vez mais insustentável para os que nele estão. Falo com sinceridade isso. O Banco do Brasil sabe disso porque está na gestão da Cassi e acompanha os cálculos atuariais dos planos.
Aliás, a famigerada Resolução 23 da CGPAR orienta que as estatais federais passem a contribuir com menos para os planos de autogestão e que onere mais os trabalhadores. A ordem é não custear mais que 50%. Cumpra-se em 48 meses!
No caso da Cassi, cujo custeio do Plano de Associados foi firmado, acordado, contratado, consensado por livre e espontânea vontade da empresa Banco do Brasil S.A. e seus funcionários na relação de 60% para o patrocinador e 40% para os associados (1,5 x 1,0), reduzir a parte do BB e cobrar ela dos associados vai prejudicar mais ainda a condição de permanência dos associados que teriam "direito adquirido" como a Resolução canta 3 vezes para ver se engana aposentados e aposentáveis que já estariam no plano atacado.
Enfim, não conseguiria deixar de expressar neste dia 8 de Março a minha indignação ao ver algo que é ruim para a Cassi, é ruim para as mulheres e homens da ativa e aposentados do Banco do Brasil e é ruim para o Banco do Brasil em diversos sentidos, inclusive sob a ótica da responsabilidade social.
Me coloco a disposição do movimento sindical e da comunidade BB para lutar para mudar isso, para incluir as novas bancárias e bancáios na Cassi, inclusive os incorporados de outros bancos, pois sempre achamos um absurdo não dar acesso à Cassi para colegas que estão no mesmo regulamento, com as mesmas metas e que estão expostos aos mesmos riscos ocupacionais e assistenciais. Os incorporados poderiam estar na Estratégia Saúde da Família.
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Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, inicia-se uma nova bandeira de luta por isonomia e igualdade de oportunidades no Banco do Brasil.
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Emprego precário no BB sem Cassi é Ruim Pra Todos!
William Mendes
Bancário do Banco do Brasil desde 1992
(reprodução de matéria da Contraf-CUT)
Edital do BB não prevê plano de saúde para novos funcionários
Contraf-CUT já enviou edital para Banco solicitando reunião para discutir o assunto
O Banco do Brasil (BB) publicou nesta quarta-feira (7) um edital para contratação de 30 escriturários para trabalharem em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Seguindo determinações da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), o edital não prevê o plano de saúde, nem odontológico entre as “vantagens” dos aprovados no concurso que forem contratados.
“Esse é mais um dos ataques que o governo Temer está colocando em prática contra a classe trabalhadora. Querem aumentar a rentabilidade das empresas às custas da exploração dos funcionários”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Wagner Nascimento.
Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2009, quando os funcionários passaram a ter direito à assistência odontológica, este é o primeiro edital de contratação de funcionários que não inclui a concessão destes direitos. A Contraf-CUT já enviou um ofício ao BB solicitando reunião para discutir o assunto.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as federações e sindicatos a ela filiados vêm denunciando as armadilhas da Resolução 23 da CGPAR desde sua publicação. “Continuaremos nessa luta com ações políticas e jurídicas para derrubar essa e outras resoluções da CGPAR que prejudicam os trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB
Sustentabilidade da Cassi
O Banco do Brasil (BB) publicou nesta quarta-feira (7) um edital para contratação de 30 escriturários para trabalharem em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Seguindo determinações da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), o edital não prevê o plano de saúde, nem odontológico entre as “vantagens” dos aprovados no concurso que forem contratados.
“Esse é mais um dos ataques que o governo Temer está colocando em prática contra a classe trabalhadora. Querem aumentar a rentabilidade das empresas às custas da exploração dos funcionários”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Wagner Nascimento.
Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2009, quando os funcionários passaram a ter direito à assistência odontológica, este é o primeiro edital de contratação de funcionários que não inclui a concessão destes direitos. A Contraf-CUT já enviou um ofício ao BB solicitando reunião para discutir o assunto.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e as federações e sindicatos a ela filiados vêm denunciando as armadilhas da Resolução 23 da CGPAR desde sua publicação. “Continuaremos nessa luta com ações políticas e jurídicas para derrubar essa e outras resoluções da CGPAR que prejudicam os trabalhadores”, afirmou o coordenador da CEBB
Sustentabilidade da Cassi
Para o coordenador da CEBB, ao não constar no Edital a concessão do plano de saúde, o BB e o governo não apenas retiram direitos conquistados dos trabalhadores, mas põem em risco a sustentabilidade da Cassi. “Pairam dúvidas se as pessoas contratadas entrarão na Cassi. O não acesso vai inviabilizar o plano”, observou o dirigente sindical.
Fonte: Contraf-CUT
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10.1.18
Reestruturação no Banco do Brasil e PAQ - Informações da Contraf e da Cassi
Comentário do Blog:
Olá prezad@s colegas do Banco do Brasil, bancári@s e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Temos nos concentrado nesses dias, nos intervalos da intensa agenda de gestão que temos diariamente na Cassi, em realizar estudos, pesquisas e balanços de nossa atuação ao longo desses quatro anos à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência. A reunião de Diretoria desta semana, por exemplo, durou quase 12 horas.
No entanto, como nosso foco é sempre a saúde dos trabalhadores e participantes da comunidade Banco do Brasil, bem como nossa história de lutas é marcada pela representação dos trabalhadores ao longo de mais de duas décadas como bancário desse importante banco público, achei importante reproduzir aqui no blog matéria da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT, a respeito de mais um processo de reestruturação do BB, fato que sempre traz apreensões e anseios aos nossos colegas da ativa, com possíveis reflexos em suas condições de saúde e para a sustentabilidade da Cassi.
Depois da matéria da Contraf, divulgo em seguida uma matéria que saiu hoje (10/1/18) no site da Cassi com informações técnicas a respeito de situações possíveis para manutenção da condição de associado ao Plano de Associados caso o colega do Banco faça adesão ao programa (PAQ) que a direção do Banco anunciou na sexta-feira 5. (não faço juízo de valor sobre essa publicação no site da Cassi)
"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (CF, Art. 5º, Inciso IV)
OPINIÃO DO DIRETOR DE SAÚDE SOBRE MATÉRIAS E PUBLICAÇÕES - prezad@s participantes e leitores deste blog, ao longo de nosso mandato de representação na direção da Caixa de Assistência, busquei explicar a cada associad@, liderança e entidade representativa da comunidade onde atuamos como as coisas funcionam na Cassi, nas autogestões e no setor de saúde suplementar; na relação entre a Cassi e participantes; na relação entre os patrocinadores da Cassi - BB e Corpo Social (capital x trabalho) -; na relação Cassi e Banco do Brasil; nos ritos políticos de representação dos trabalhadores e associados (pois coordenei muito tempo mesas negociais) etc.
Sou grande defensor da democracia (direta ou representativa), da liberdade de expressão, da livre organização dos trabalhadores e instituições, do associativismo e cooperativismo, e defendo a participação popular em tudo. Tenho lado, tenho opinião, e busco expressar o que penso de forma clara e direta, e nos fóruns e momentos adequados. Se não agrado a tod@s, ao menos me esforço para ser franco e honesto nas opiniões e relações.
Quando uma entidade, instituição, organização, ou pessoa jurídica publica algo, subentende-se que ela endossa aquele conteúdo em seu espaço de divulgação de informações. Quando não é assim, aplica-se logo uma ressalva dizendo que aquele conteúdo é de responsabilidade de quem assinou ou coisa do gênero. Às vezes, mesmo assinado o conteúdo, a informação é institucional. Não é tão simples assim, percebem?
A matéria da Contraf que replico aqui é de responsabilidade daquela entidade sindical (e acho que ela tem razão nas críticas que faz). A da Cassi é de responsabilidade da Cassi. O mesmo vale para as do site e espaços institucionais do Banco do Brasil ou qualquer outra instituição. O que quero alertar com isso? Alerto que a minha opinião como cidadão e como representante eleito pelos associados da Cassi expresso com liberdade e autonomia aqui neste blog, e faço isso baseado em meus direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão.
Não tenho como me responsabilizar por matérias de outros espaços além deste.
Em relação ao PAQ do Banco do Brasil, o que aprendi como dirigente sindical foi ser cuidadoso para não dar opiniões sobre decisões tão complexas e de cunho pessoal a serem tomadas pelos trabalhador@s considerados "público alvo" em casos como esses de programas de desligamento, PDV etc.
Abraços,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
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(Matéria da Contraf-CUT)
BB: Funcionários indignados com reestruturação disfarçada
Banco corta milhares de vagas e cria ilegalidades com novas medidas
Os funcionários do Banco do Brasil criticaram as novas medidas de gestão divulgadas pelo banco na última sexta-feira (5), tanto pela forma como elas são anunciadas, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, quanto pelo atropelo e erros de gestão.
“O banco diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função! É ilegal”, observou Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, completou.
O Coordenador da CEBB critica ainda a falta de transparência e de diálogo. “Na quinta-feira (4), estivemos reunidos até à noite com a direção do banco para obtermos mais informações sobre o PDG (Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado), que havia sido anunciado no dia anterior, também sem comunicação prévia, e nada nos foi dito sobre estas novas mudanças que foram anunciadas na sexta-feira. Não é possível que, sempre, as informações cheguem primeiro aos meios de comunicação e somente depois aos funcionários”, criticou.
Carlos de Souza, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que tanto a Contraf-CUT, quanto a CEBB perguntam, em todas as reuniões que têm com a direção do banco, se existem medidas de gestão previstas para serem realizadas no banco. “No final de 2016, depois que a informação sobre a reestruturação vazou pela imprensa, buscamos a confirmação do banco, que disse que eram boatos. Desta vez, depois de uma matéria veiculada no dia 8 de dezembro, indagamos novamente o banco que voltou a desmentir a matéria”, lembrou o dirigente da Contraf-CUT, que também é funcionário do BB.
“O Presidente do Banco prefere procurar os jornais para apresentar seus novos programas, do que dialogar com o conjunto dos funcionários para acalmá-los e acabar com a ansiedade e a angústia que essa política de reestruturação sem transparência tem causado”, complementou Carlos.
Gestão às avessas
Os funcionários do Banco do Brasil criticaram as novas medidas de gestão divulgadas pelo banco na última sexta-feira (5), tanto pela forma como elas são anunciadas, sem nenhuma informação prévia aos trabalhadores ou a seus representantes, quanto pelo atropelo e erros de gestão.
“O banco diz não ser uma nova reestruturação, mas é. Houve o corte de cerca de mil vagas de caixa em todo o país. O banco alega que essas vagas apareceriam em escritórios e agências digitais. Na prática, os escritórios digitais perderam funções de assistentes e ganharam de escriturários, que farão os mesmos serviços, mas ganhando menos. Isso é desvio de função! É ilegal”, observou Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa de Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). “Ou seja, o banco corta cargos, reduz salários, cria desvio de função nos escritórios digitais e ainda diz que isso não é reestruturação”, completou.
O Coordenador da CEBB critica ainda a falta de transparência e de diálogo. “Na quinta-feira (4), estivemos reunidos até à noite com a direção do banco para obtermos mais informações sobre o PDG (Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado), que havia sido anunciado no dia anterior, também sem comunicação prévia, e nada nos foi dito sobre estas novas mudanças que foram anunciadas na sexta-feira. Não é possível que, sempre, as informações cheguem primeiro aos meios de comunicação e somente depois aos funcionários”, criticou.
Carlos de Souza, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que tanto a Contraf-CUT, quanto a CEBB perguntam, em todas as reuniões que têm com a direção do banco, se existem medidas de gestão previstas para serem realizadas no banco. “No final de 2016, depois que a informação sobre a reestruturação vazou pela imprensa, buscamos a confirmação do banco, que disse que eram boatos. Desta vez, depois de uma matéria veiculada no dia 8 de dezembro, indagamos novamente o banco que voltou a desmentir a matéria”, lembrou o dirigente da Contraf-CUT, que também é funcionário do BB.
“O Presidente do Banco prefere procurar os jornais para apresentar seus novos programas, do que dialogar com o conjunto dos funcionários para acalmá-los e acabar com a ansiedade e a angústia que essa política de reestruturação sem transparência tem causado”, complementou Carlos.
Gestão às avessas
Mais uma vez os representantes dos trabalhadores reforçam o pedido de transparência nas informações e que o banco não corte os salários dos funcionários enquanto todos não forem realocados. “Na reestruturação de 2016, a direção dizia que ao final tudo ia dar certo. Não deu. Agora, segue pelo mesmo caminho, ficarão funcionários sem cargos e com salários reduzidos e, mais uma vez, o banco não se preocupou com isso antes de iniciar a reestruturação”, ponderou o Coordenador da CEBB.
Para Wagner Nascimento a falta de mapeamento das vagas pelo banco, cria mais apreensão nos funcionários. “Assim como na reestruturação de 2016, são cortados cargos onde não existem vagas e a conta não fecha, resultando em muitas famílias desamparadas. Em Recife onde foi fechado o CENOP a situação é desesperadora, devido à sequência de reestruturações", observou.
Os representantes dos trabalhadores já solicitaram todas informações detalhadas sobre as novas medidas, que para eles representa a continuidade da reestruturação iniciada ao final de 2016. “Queremos saber quantos funcionários perderão suas comissões, quantos serão remanejados, de onde e para onde. Além disso, queremos saber quem vai ocupar os novos cargos gratificados e se todos aqueles que tiveram seus salários rebaixados serão contemplados e se a gratificação será em valores semelhantes às que foram retiradas, para que não haja queda de remuneração”, disse o Secretário Geral da Contraf-CUT. “Para alguns a reestruturação até pode ser boa, mas nossa preocupação tem que ser com todos os funcionários”, alertou Carlos de Souza, ao observar que a Contraf vai buscar todos os meios necessários, tanto no campo jurídico quanto na mobilização para a luta no dia a dia para combater toda reestruturação que prejudique os trabalhadores.
Fonte: Contraf-CUT
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(Matéria da Cassi)
Veja as possibilidades de permanência na Cassi para quem aderir
A Cassi reúne aqui informações sobre as possibilidades de permanência na Caixa de Assistência daqueles funcionários do Banco do Brasil que desejam solicitar desligamento por meio do Programa de Adequação de Quadros 2018 (PAQ), aberto na segunda-feira, 8 de janeiro.
A forma de vínculo com a Cassi depende da situação de desligamento pelo PAQ. Confira abaixo.
Situação 1: desligamento para recebimento de complemento de aposentadoria antecipado da Previ (situação ARH “802 – desligamento a pedido para receber aposentadoria antecipada Previ”).
Terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB, pagando a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e/ou do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019. A permanência na Cassi ocorre de forma automática e independe de manifestação ou apresentação de documento.
Situação 2: desligamento para/com aposentadoria INSS (situação ARH “809 –desligamento a pedido – aposentadoria INSS”).
Possibilidade 1: se passar a partir do dia imediatamente posterior ao desligamento do BB a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria, inclusive antecipada, da Previ, terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB. Neste caso, a permanência no Plano é automática e o ex-funcionário passará a pagar a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019.
Possibilidade 2: se não passar a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria da Previ a partir do dia seguinte ao do desligamento, o ex-funcionário poderá permanecer no Plano de Associados na condição de autopatrocinado, arcando com o pagamento da cota pessoal e patronal. O valor inicial da contribuição será de 7,5% sobre o valor da última remuneração mensal vigente na data do desligamento, conforme artigo 35, inciso IV do Regulamento do Plano de Associados (RPA).
Para permanecer na condição de autopatrocinado, o ex-funcionário precisa manifestar interesse apresentando o documento “Termo de Opção Autopatrocínio”, no prazo de até 30 dias após o desligamento – porém, estará sem cobertura do Plano quando desde o desligamento, até que a Cassi receba o Termo de Opção de Autopatrocínio (ou data de postagens junto aos Correios). O termo está disponível na IN 379 e, depois de preenchido, deve ser encaminhado à Cassi via Correios ou entregue em uma Unidade Cassi.
IMPORTANTE: A manutenção do Plano de Associados será vitalícia se o ex-empregado tiver contribuído para o Plano pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos até a data do seu desligamento. Caso ele tenha contribuído para o Plano de Associados por período inferior a 10 (dez) anos, terá direito a permanecer no plano pelo mesmo número de anos que contribuiu.
Situação 3: desligamento consensual (código situação ARH 834)
O ex-empregado e seus dependentes serão automaticamente excluídos do Plano de Associados, imediatamente a partir do dia seguinte ao seu desligamento.
O ex-empregado e seus dependentes poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo, sendo que:
- haverá isenção dos períodos de carência, observadas as condições exigidas para a adesão ao plano, caso as inscrições no Cassi Família sejam efetuadas até trigésimo (30º) dia após a exclusão do Plano de Associados;
- deverá ser formalizada uma proposta de adesão ao Cassi Família para cada dependente econômico inscrito;
- as mensalidades para o Cassi Família serão devidas e pagas diretamente à Cassi;
- Conforme os termos do item 1.5.3.2.2 do Regulamento do PAQ, o ex-funcionário fará jus, por até um ano a contar do desligamento, a obter o ressarcimento perante o Banco do Brasil das mensalidades pagas ao Cassi Família.
IMPORTANTE: assim que houver o desligamento, o funcionário ficará sem a cobertura do Plano de Associados e só voltará a contar com a assistência da Cassi quando aderir ao Cassi Família e pagar a primeira mensalidade.
O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.
Situação 4: pedidos de aposentadorias indeferidos/cancelados pelo INSS, reclassificados para desligamento a pedido (situação ARH 800 – demissão a pedido)
- O ex-empregado poderá permanecer na condição de autopatrocinado do Plano de Associados, desde que preencha os requisitos previstos no RPA (veja abaixo). Nesta hipótese o valor inicial da contribuição mensal é de R$ 1.705,84 (setembro/2017).
A Cassi reúne aqui informações sobre as possibilidades de permanência na Caixa de Assistência daqueles funcionários do Banco do Brasil que desejam solicitar desligamento por meio do Programa de Adequação de Quadros 2018 (PAQ), aberto na segunda-feira, 8 de janeiro.
A forma de vínculo com a Cassi depende da situação de desligamento pelo PAQ. Confira abaixo.
Situação 1: desligamento para recebimento de complemento de aposentadoria antecipado da Previ (situação ARH “802 – desligamento a pedido para receber aposentadoria antecipada Previ”).
Terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB, pagando a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e/ou do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019. A permanência na Cassi ocorre de forma automática e independe de manifestação ou apresentação de documento.
Situação 2: desligamento para/com aposentadoria INSS (situação ARH “809 –desligamento a pedido – aposentadoria INSS”).
Possibilidade 1: se passar a partir do dia imediatamente posterior ao desligamento do BB a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria, inclusive antecipada, da Previ, terá direito à permanência no Plano Associados com patrocínio do BB. Neste caso, a permanência no Plano é automática e o ex-funcionário passará a pagar a contribuição pessoal de 3% sobre o total dos benefícios de aposentadoria recebidos da Previ e do INSS, mais a contribuição mensal extraordinária de 1% até dezembro/2019.
Possibilidade 2: se não passar a receber benefício de complemento ou renda de aposentadoria da Previ a partir do dia seguinte ao do desligamento, o ex-funcionário poderá permanecer no Plano de Associados na condição de autopatrocinado, arcando com o pagamento da cota pessoal e patronal. O valor inicial da contribuição será de 7,5% sobre o valor da última remuneração mensal vigente na data do desligamento, conforme artigo 35, inciso IV do Regulamento do Plano de Associados (RPA).
Para permanecer na condição de autopatrocinado, o ex-funcionário precisa manifestar interesse apresentando o documento “Termo de Opção Autopatrocínio”, no prazo de até 30 dias após o desligamento – porém, estará sem cobertura do Plano quando desde o desligamento, até que a Cassi receba o Termo de Opção de Autopatrocínio (ou data de postagens junto aos Correios). O termo está disponível na IN 379 e, depois de preenchido, deve ser encaminhado à Cassi via Correios ou entregue em uma Unidade Cassi.
IMPORTANTE: A manutenção do Plano de Associados será vitalícia se o ex-empregado tiver contribuído para o Plano pelo prazo mínimo de 10 (dez) anos até a data do seu desligamento. Caso ele tenha contribuído para o Plano de Associados por período inferior a 10 (dez) anos, terá direito a permanecer no plano pelo mesmo número de anos que contribuiu.
Situação 3: desligamento consensual (código situação ARH 834)
O ex-empregado e seus dependentes serão automaticamente excluídos do Plano de Associados, imediatamente a partir do dia seguinte ao seu desligamento.
O ex-empregado e seus dependentes poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo, sendo que:
- haverá isenção dos períodos de carência, observadas as condições exigidas para a adesão ao plano, caso as inscrições no Cassi Família sejam efetuadas até trigésimo (30º) dia após a exclusão do Plano de Associados;
- deverá ser formalizada uma proposta de adesão ao Cassi Família para cada dependente econômico inscrito;
- as mensalidades para o Cassi Família serão devidas e pagas diretamente à Cassi;
- Conforme os termos do item 1.5.3.2.2 do Regulamento do PAQ, o ex-funcionário fará jus, por até um ano a contar do desligamento, a obter o ressarcimento perante o Banco do Brasil das mensalidades pagas ao Cassi Família.
IMPORTANTE: assim que houver o desligamento, o funcionário ficará sem a cobertura do Plano de Associados e só voltará a contar com a assistência da Cassi quando aderir ao Cassi Família e pagar a primeira mensalidade.
O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.
Situação 4: pedidos de aposentadorias indeferidos/cancelados pelo INSS, reclassificados para desligamento a pedido (situação ARH 800 – demissão a pedido)
- O ex-empregado poderá permanecer na condição de autopatrocinado do Plano de Associados, desde que preencha os requisitos previstos no RPA (veja abaixo). Nesta hipótese o valor inicial da contribuição mensal é de R$ 1.705,84 (setembro/2017).
a) contar com um mínimo de 240 meses de participação no Plano na data do desligamento;
b) permanecer mantendo vínculo com a Previ após o desligamento, na condição de participante contribuinte externo ou participante em gozo de benefício de aposentadoria pago pela Previ de forma vitalícia;
c) optar pela manutenção do plano no prazo máximo de 30 dias a partir do desligamento.
Caso o ex-empregado do Banco do Brasil não atenda aos requisitos exigidos pelo RPA para ser mantido no plano após o seu desligamento, ou mesmo não tenha interesse de permanecer no Plano de Associados, o ex-empregado e seus dependentes econômicos inscritos no referido plano poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo.
O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.
b) permanecer mantendo vínculo com a Previ após o desligamento, na condição de participante contribuinte externo ou participante em gozo de benefício de aposentadoria pago pela Previ de forma vitalícia;
c) optar pela manutenção do plano no prazo máximo de 30 dias a partir do desligamento.
Caso o ex-empregado do Banco do Brasil não atenda aos requisitos exigidos pelo RPA para ser mantido no plano após o seu desligamento, ou mesmo não tenha interesse de permanecer no Plano de Associados, o ex-empregado e seus dependentes econômicos inscritos no referido plano poderão aderir ao Plano Cassi Família, plano coletivo empresarial sem patrocinador, a qualquer tempo.
O valor da mensalidade do Cassi Família varia conforme a faixa etária. Confira tabela de valores aqui.
Fonte: Cassi
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23.5.17
1º Fórum de Saúde dos Bancários traz reflexões sobre os rumos do SUS
Comentário do Blog:
Olá prezad@s leitores,
Estive nesta segunda 22 à noite e nesta terça 23, após a reunião da Diretoria Executiva da Cassi, no excelente Fórum de Saúde dos Trabalhadores Bancários, promovido pelo Sindicato dos Bancários de Brasília. As apresentações temáticas nos painéis foram muito esclarecedoras e o evento compartilhou muito conhecimento.
Tive o privilégio de mediar a 3ª mesa do dia. O evento terminou por volta de 21h.
Nesta quarta 24 é o dia de nossa Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários DF.
Abraços, William
(reprodução de matéria)
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| Uma das excelentes mesas do evento. Foto: Guina. |
A manhã desta terça-feira (23) foi marcada por reflexões e inquietações provocadas por especialistas em saúde pública que participaram do segundo dia do 1º Fórum de Saúde dos Trabalhadores Bancários realizado pelo Sindicato, em sua sede, numa parceria com a CUT Brasília, Fenae e Anabb.
“O objetivo deste Fórum não é só fazer a discussão, mas agir com a consciência do que queremos, quais caminhos trilhar e como dialogar com os outros para promover a saúde com mais propriedade”, afirmou o Presidente do Sindicato, Eduardo Araújo. Nesse sentido, ele destacou que será publicada uma cartilha com as discussões realizadas no evento e também será editado um vídeo com as falas para ser exibido na TV Comunitária, Canal 12 da NET, na próxima sexta-feira (26).
Também participando da mesa que abriu o primeiro painel, “Descaminhos da Saúde no Brasil - cenários e perspectivas”, a secretária de Formação do Sindicato, Teresa Cristina, destacou a necessidade de fortalecer a luta na defesa do SUS. “É muito importante que a categoria bancária enxergue o que esse sistema representa para o país. Queremos e precisamos participar juntos da luta de reconstrução não só do SUS, mas do Brasil. É um dever moral”, orientou.
Menos diferenças sociais
Com origem no movimento sindical, o radialista Arnaldo Marcolino falou com propriedade sobre a importância de se discutir e entender as diferenças existentes em uma sociedade, a fim de unir os diversos atores sociais em prol de um objetivo comum. Levantou, ainda, várias questões sobre as dimensões política, econômica e de proteção social da saúde no Brasil.
Sobre os bancários, penosidade foi o termo usado por Marcolino para caracterizar os problemas relacionados às condições de trabalho que afligem a categoria. “É penosa a situação do trabalhador que acaba levando as metas para casa, envolvendo todos os familiares. Isso destrói e adoece toda a família”, explicou. “Em contrapartida, qual a política de saúde mental que os bancos ou o governo promove para aliviar essa condição?”, questionou.
Sobre as questões que envolvem a política macro no Brasil, o radialista disse que a história pode ser recontada a partir do movimento dos trabalhadores. “Nós, trabalhadores, temos que ter uma grande ambição. Não de tomar o governo, mas de sê-lo. De ser governo a partir da educação, da cultura e de todas as travessuras, alegrias e tristezas que uma sociedade pode ter. Tem que ir além da máquina e recontar a história a partir da nossa própria história.”
Greve, uma ferramenta de luta
O professor Eduardo Azeredo Costa, membro da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, enfatizou a gravidade do momento atual por que passa a vida brasileira e que extrapola a matéria do seminário. “A saúde, na verdade, reflete as condições de vida e do trabalho das pessoas que, claramente, está em alto risco devido às medidas que esse governo espúrio, fruto de um golpe parlamentar, está tentando impor, apesar de sua total ilegitimidade”, apontou.
Segundo Azeredo, a greve é a única ferramenta capaz de impedir a aprovação das propostas de reformas trabalhista e previdenciária empurradas pelo governo. “Apesar de ter sido mal divulgado pela imprensa, o movimento grevista de um dia causou um grande impacto. Temos que pensar nisto. Os trabalhadores, na verdade, têm grande responsabilidade nas transformações e na conquista de uma democracia mais justa, capaz de trazer mais saúde para todos e conquistar uma democracia mais justa. Mais uma vez, a solução está depositada nas mãos dos trabalhadores”.
Para ele, o direito à saúde, mesmo previsto na Constituição, é uma quimera. “A gente luta pelo SUS, mas esse sistema ainda não é a solução definitiva devido a sua composição e gestão. Além disso, diferentemente do que fizeram outros países, o sistema não prioriza a atenção básica e a atenção aos mais doentes”, enfatizou.
Participação de todos
Para a médica sanitarista Ana Maria Costa, professora de Saúde Coletiva e diretora do Centro Brasileiro de Estudo da Saúde, a luta pelo direito à saúde exige a participação de todos e faz parte da concepção de um novo Estado que garanta mais proteção, bem-estar social e a primazia dos cidadãos sobre os valores do capitalismo.
“Os interesses do sistema financeiro, de fato, não são as pessoas. É o lucro, o rendimento e uma acumulação que, cada vez mais, aumenta as desigualdades. Esse sistema, que opera no capital não produtivo, não só acirra os mecanismos de produção de desigualdade como também prescinde da força de trabalho”, afirmou a médica.
Em função disso, segundo a especialista, a luta pela saúde deve se articular com a luta pelo fortalecimento das instituições democráticas e se vincular, especialmente, à instalação de um projeto político efetivo de democracia social. “A democracia econômica, que visa à distribuição da riqueza, é insuficiente. Temos que apostar nos nossos mecanismos de luta, na greve, na mobilização permanente para restabelecer a democracia e um projeto político para o País. O que está posto agora é destruidor, perverso, e não se importa com o ser humano. A luta pela saúde é a luta por um Brasil, de fato, melhor”, ressaltou.
A programação do Fórum seguiu durante a tarde.
Rosane Alves
Do Seeb Brasília
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12.4.17
Exame de Saúde Ocupacional é oportunidade para iniciar Atenção Integral à Saúde
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| Evento de lançamento em Brasília, no dia 22 de março. |
A Cassi em parceria com o Banco do Brasil promoveu no mês de março, entre os dias 20 a 24, a Semana de Devolutiva, evento para divulgação do Resultado do Exame Periódico de Saúde – EPS de 2016 -, realizado no DF e em todos os Estados do País, com a participação da DIPES/DIBEM, GEPES, SESMT, Superintendências, ECOAS e funcionários da ativa.
O EPS faz parte do Convênio do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), realizado anualmente, e através dele são examinados os aspectos gerais de saúde do trabalhador. Assim, o Médico do Trabalho poderá constatar se o funcionário está apresentando algum problema de saúde relacionado às suas atividades laborais.
No ano de 2016, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, através do Diretor de Saúde, visitou todas as 27 bases sociais reforçando parcerias em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças, reforçando estratégias para a realização de 107 mil EPS/Checkups e propondo parcerias para comunicar mais sobre a Cassi, a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi nos veículos de comunicação do Banco do Brasil nos Estados e DF e nas entidades representativas.
Nas visitas às bases sociais da comunidade Banco do Brasil, também visitou os Conselhos de Usuários, prestando contas do mandato e ouvindo sugestões e dando esclarecimentos sobre os temas relativos à Cassi, principalmente no que se refere à sua área de atuação, o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, as Unidades e CliniCassi, os programas de saúde, e também apresentando suas opiniões enquanto gestor eleito por associados quando os temas eram mais gerais.
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| Evento de lançamento no Edifício Banco do Brasil, em 06 de abril. |
FOCO NA SAÚDE DOS TRABALHADORES
A Estratégia de lançar em todo o País o início dos exames periódicos e colocar a pauta da saúde e a própria Cassi nos espaços dos trabalhadores e associados na ativa é fundamental para termos boas perspectivas de identificar riscos e problemas de saúde e cuidar de mais bancários e participantes através de mudanças de hábitos, autocuidado, atividades coletivos e monitorando condições crônicas de saúde.
Os eventos da Devolutiva tiveram a apresentação do perfil epidemiológico dos funcionários do BB, além de intensificar a parceria entre Cassi e Banco na promoção da saúde e prevenção de doenças dos funcionários a partir dos dados do EPS.
Em continuidade aos trabalhos realizados na Semana de devolutiva, as Unidades promoverão, durante todo o ano, outros eventos para apresentação dos resultados nas dependências do BB, tendo por base o perfil de agravos identificados no EPS e o calendário de saúde já organizado pela Cassi com as principais datas comemorativas de saúde.
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| Dra. Ana Luisa faz apresentação dos resultados do EPS no DF. |
Durante as atividades, a Cassi fará abordagens sobre doenças osteomusculares, convite para participação no TABAS (Programa de acompanhamento para cessação do tabagismo) e cadastramento para acompanhamento individual na Estratégia Saúde da Família (ESF).
As unidades de atendimento em saúde CliniCassi também promovem, ao longo do ano nas unidades BB, o Grupo de Vida Saudável Empresarial, sempre com o objetivo de reunir pessoas e debater algum tema relativo à saúde.
O espaço para atuação da Cassi oferecido pelo BB nas suas dependências tem possibilitado à Estratégia Saúde da Família (ESF) cumprir o papel resolutivo no gerenciamento dos diferentes níveis de atenção e de responsabilização pela saúde dos participantes em qualquer estágio em que eles se encontrem.
Onde não há CliniCassi são feitas parcerias com profissionais da rede credenciada para coordenação de cuidados da Estratégia Saúde da família.
FORTALECER O MODELO DE ATENÇÃO INTEGRAL, A ATENÇÃO PRIMÁRIA, A ESF/CLINICASSI, OS PROGRAMAS DE SAÚDE E O FOCO NA PROMOÇÃO E PREVENÇÃO SÃO AS MELHORES PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE E DE VIDA SAUDÁVEL PARA OS PARTICIPANTES DA CASSI
Os números apresentados pela Cassi em relação ao seu modelo de saúde são relevantes. Nós temos cadastradas na ESF 182.261 pessoas. Nossos programas de saúde têm dezenas de milhares de participantes cadastrados e acompanhados: 52.581 no Plena Idade, 70.495 no Gerenciamento de Crônicos, 115.050 no Viva Coração, 55.165 no Assistência Farmacêutica (PAF), 4.739 no Bem Viver, 6.587 no Saúde Mental e 1.831 no Atenção Domiciliar (PAD). Os dados são do Relatório Anual Cassi 2016.
O Modelo Assistencial da Cassi, a Atenção Primária, a ESF, os programas de saúde, e a estrutura própria de atendimento à saúde (65 CliniCassi) são alguns dos direitos em saúde conquistados pelos bancários do BB ao longo da história de lutas e não há comparação em nenhum segmento do mercado de saúde suplementar, seja de empresas que visam lucro (com a doença), seja nas autogestões, que têm outra lógica.
É isso! Vamos lutar para fortalecer a Caixa de Assistência e esperamos poder investir na ampliação da cobertura porque ainda temos diversos desafios a serem superados em termos estruturais e em termos de cultura de promoção e prevenção.
Abraços a tod@s,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
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7.4.17
Depressão é tema de campanha da OMS para Dia Mundial da Saúde, 07 de Abril
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| As unidades CliniCassi estão à disposição dos participantes para avaliação e adequada indicação de tratamento para a depressão. |
A Organização Mundial da Saúde (OMS) deu início a uma campanha sobre depressão. Com o lema “Let’s talk” (“Vamos conversar”, em português), a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a consequências graves.
Segundo a OMS, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças.
A tristeza por si só não caracteriza um quadro de depressão. A tristeza é um sentimento que pode acontecer com qualquer pessoa saudável sem significar doença.
A depressão tem caráter mais duradouro (pelo menos duas semanas), compromete a vida do indivíduo, varia pouco ao longo dos dias e está associada a outros sintomas como redução da energia, fatigabilidade, humor deprimido, perda de interesse em atividades antes prazerosas, diminuição da capacidade de concentração, redução da libido, alterações do sono e do apetite, redução da autoestima, pensamentos de culpa e desesperança, podendo apresentar ideação suicida.
De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o que representa mais de 11,5 milhões de casos. A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo recebe ajuda médica.
A depressão é uma das principais causas do suicídio. Em torno de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano no mundo. A doença atinge pessoas de diferentes faixas etárias, etnia, religião, níveis socioeconômico e educacional e continua sendo um dos grandes desafios deste início de século.
Existem vários tratamentos eficazes para a doença. O diagnóstico precoce evita agravamento e casos crônicos da doença. Com cuidados adequados, assistência psicossocial e medicação, dezenas de milhões de pessoas com transtornos mentais, incluindo a depressão, poderiam começar a levar uma vida normal.
Na Cassi, os participantes podem contar com as ações desenvolvidas pelo Programa de Saúde Mental. As equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) estão preparadas para atender a população prestando atenção integral com atendimentos para prevenção, diagnóstico precoce e orientação para os tratamentos adequados.
Em 2016, o programa de Saúde Mental beneficiou mais de 6 mil pessoas e mais de 40.000 atendimentos foram proporcionados à população em sofrimento psíquico pelos profissionais da rede credenciada.
Qualquer pessoa pode ser acometida pela depressão, independente de gênero, faixa etária, raça e classe social.
A data de hoje fez parte do Calendário de Saúde da Cassi 2017. É importante que os participantes com sintomas característicos da doença procurem ajuda na CliniCassi mais próxima, para avaliação e adequada indicação de tratamento.
Nossos profissionais podem ajudá-los e orientá-los na condução da melhor forma de cuidado.
De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o que representa mais de 11,5 milhões de casos. A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo recebe ajuda médica.
A depressão é uma das principais causas do suicídio. Em torno de um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano no mundo. A doença atinge pessoas de diferentes faixas etárias, etnia, religião, níveis socioeconômico e educacional e continua sendo um dos grandes desafios deste início de século.
Existem vários tratamentos eficazes para a doença. O diagnóstico precoce evita agravamento e casos crônicos da doença. Com cuidados adequados, assistência psicossocial e medicação, dezenas de milhões de pessoas com transtornos mentais, incluindo a depressão, poderiam começar a levar uma vida normal.
Na Cassi, os participantes podem contar com as ações desenvolvidas pelo Programa de Saúde Mental. As equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) estão preparadas para atender a população prestando atenção integral com atendimentos para prevenção, diagnóstico precoce e orientação para os tratamentos adequados.
Em 2016, o programa de Saúde Mental beneficiou mais de 6 mil pessoas e mais de 40.000 atendimentos foram proporcionados à população em sofrimento psíquico pelos profissionais da rede credenciada.
Qualquer pessoa pode ser acometida pela depressão, independente de gênero, faixa etária, raça e classe social.
A data de hoje fez parte do Calendário de Saúde da Cassi 2017. É importante que os participantes com sintomas característicos da doença procurem ajuda na CliniCassi mais próxima, para avaliação e adequada indicação de tratamento.
Nossos profissionais podem ajudá-los e orientá-los na condução da melhor forma de cuidado.
Abraços a tod@s,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
Post Scriptum: este texto de opinião contou com subsídios de nossas equipes técnicas na área de saúde
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William Mendes
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