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11.9.15

Negociação no BB tensiona no debate sobre os quinze minutos das mulheres


(matéria da Contraf-CUT)


Bancários buscam resolver pendências e avançar
nas cláusulas específicas. Foto: Guina

A continuação da negociação das cláusulas específicas com o Banco do Brasil, na sede do Banco, nesta sexta-feira (11), em Brasília, foi marcada por tensionamento quanto aos quinze minutos de intervalo das mulheres antes da jornada extraordinária.

A decisão do BB de permanecer com o intervalo no Distrito Federal, Pará e Amapá causou grande descontentamento das bancárias, uma vez que o Banco não informou se vai pagar para as bancárias o valor devido dos intervalos não realizados.

Os funcionários insistiram que o banco tomou um decisão no meio de um processo de negociação e, ainda, no seu comunicado tentou jogar as trabalhadoras contra as suas representações sindicais. 

Os representantes dos funcionários argumentaram que durante a vigência do intervalo, em muitos locais de trabalho as mulheres não obedeceram ao descanso legal devido às condições de trabalho. 

"Para muitas bancárias era impossível parar um atendimento ao cliente ou parar a fila do caixa. Mesmo em setores internos não foi dado condições para obedecer ao intervalo legal" argumenta o Coordenador da Comissão de Empresa, Wagner Nascimento.

Foi cobrado do BB que se pague esse passivo, uma vez que não se trata apenas de um intervalo de quinze minutos, mas de hora extra feita e não paga. Os funcionários reivindicaram que o banco apure os pontos eletrônicos e estabeleça o pagamento às mulheres.

Foi acertada uma reunião para a próxima terça-feira com o BB, onde será negociada a situação das praças com problemas e também uma resposta do BB quanto ao pagamento das horas devidas.


Ausências autorizadas

Foi debatido e solicitado ao Banco a ampliação das ausências autorizadas e da regulamentação para a ausência para consulta para tratamento médico/odontológico. 

É reivindicação dos funcionários que haja uma regulamentação sobre o abono das horas de consulta. Desde que a Diretoria de Pessoas passou a proibir o abono das horas de consultas, tem havido transtorno em vários locais e a permissão de ausência fica a cargo de cada gestor.

Foi dado destaque neste item à ampliação da LAPEF sem descontar nos abonos e ampliação do PAS adiantamento, com a permissão de uso pelos funcionários de bancos incorporados.


Previdência Complementar


Foi mais uma vez solicitado que a administração dos planos dos funcionários de bancos incorporados seja feita pela Previ e que seja da opção de adesão imediata ao Previ Futuro para incorporados sem plano de previdência. 

Os funcionários destacaram as reivindicações de volta da consulta ao Corpo Social e a implantação de um teto de benefícios na Previ. Foi debatido e cobrado do BB a instituição de novo benefício de previdência opcional, com base na PLR, com contribuição patronal e pessoal e a alteração dos parâmetros da parte 2b do Previ Futuro de forma a permitir o aumento do percentual de contribuição patronal e pessoal.

Foi destacado também a reivindicação do resgate da parte patronal no Previ Futuro nos casos de desligamentos, uma reivindicação antiga e já permitido no plano 1 da Previ.


Vale transporte

Os funcionários cobraram do Banco o pagamento do vale transporte intermunicipal, pois muitos funcionários não obtém o benefício devido à problemas na empresa concessionária, por não ter catraca ou serviço de vale-transporte. Os funcionários ficam prejudicados pois precisam se deslocar às próprias custas para trabalhar em cidades vizinhas e até mesmo dentro de regiões metropolitanas.


Folgas

Foi feito um amplo debate sobre a regulamentação da concessão de folgas no acordo coletivo e também sobre as folgas da justiça eleitoral.

Devido ao acordo com o Ministério Público do Trabalho, as folgas da justiça eleitoral não poderão mais constar do acordo com a opção de conversão em espécie, mesmo que (seja) uma parcela do estoque.

Os funcionários cobraram do BB que seja definido em acordo um prazo para concessão de folgas, para evitar que novamente a Dipes venha pressionar os funcionários para utilização de folgas, inclusive com ameaça de inquéritos administrativos indevidos.

O Banco assumiu o compromisso de apresentar uma nova redação à cláusula das folgas ainda durante o processo de negociação.


Vale Cultura

Foi reivindicada ampliação do vale-cultura para todos os funcionários, independente da faixa salarial.


Avanços no PSO


O BB apresentou algumas propostas debatidas nas mesas sobre PSO e que serão implementadas até 31/08/2016:

a) disponibilização da Trilha de capacitação invertida para que os funcionários do PSO possam fazer cursos da Rede Varejo e vice-versa

b) implementação da adição cruzada (movimentação transitória) entre escriturários de Agência e PSO

Para Wagner Nascimento, foi feito um amplo debate sobre a questão dos quinze minutos das mulheres, mas ainda falta o compromisso do BB em pagar as horas extras feitas gratuitamente pelas bancárias: "Não adianta o BB querer cumprir somente parte do que recomenda a lei. Se houve intervalo não obedecido, precisa ser quitado. Além disso, é necessária uma negociação de fato sobre essa questão. Por isso, insistimos na negociação sobre esse tema." afirma.

Para o dirigente os avanços informados pelo Banco quanto aos abonos das grávidas e no PSO são importantes: "Embora ainda muito tímido em relação à nossa pauta, mas entendemos que todo avanço na perspectiva de carreira e nas condições de trabalho é conquista para os trabalhadores." destaca.


Fonte: Contraf-CUT

7.2.14

Contraf-CUT cobra do BB retirada de anotação cadastral de ação trabalhista


Agência do Banco do Brasil. Imagem de matéria
da Contraf-CUT.

O setor de auditoria do Banco do Brasil decidiu fazer anotações cadastrais de ações na Justiça contra o Banco, inclusive as trabalhistas, em todas as contas de clientes, o que abrange os funcionários. A decisão expõe os bancários, é irregular e atingiu a 100% do funcionalismo da ativa e os aposentados com conta corrente no BB.

Essa medida causou um enorme desconforto aos trabalhadores, que procuraram os sindicatos para buscarem uma solução contra essa irregularidade.

A Contraf-CUT recebeu as demandas dos sindicatos e contatou o BB nesta quinta-feira (6), reivindicando a retirada imediata das anotações. O banco informou à Confederação que a questão será resolvida.

"Pedimos aos bancários que acompanhem se as anotações vão desaparecer do seu cadastro de clientes. A direção do BB ficou de verificar ainda nesta sexta (7) e desfazer essa irregularidade, pois ela expôs os bancários que têm o legítimo direito constitucional de realizar demandas na Justiça assim que acharem conveniente, sem sofrer qualquer tipo de exposição por parte do Banco", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.


Plano de Função: prorrogado direito de fazer horas extras por mais 6 meses


Foi prorrogado nesta semana o direito dos bancários que aderiram ao Plano de Funções do Banco do Brasil em realizarem até 20 horas extras por mês. 

O Banco não negociou o plano com os trabalhadores e as entidades sindicais em 2013. No entanto, na proposta aprovada pela categoria, após as negociações e a greve vitoriosa da Campanha Nacional 2013, constou o compromisso do BB em estender por mais 6 meses o direito, que vigorou até o fim de janeiro:

- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções.

"Em 2013 tivemos que interceder algumas vezes em locais de trabalho para exigir do gestor que respeitasse o que o próprio Banco havia dito em janeiro aos bancários que aderiram às funções que o Banco entende como de 6 horas. É direito de cada bancário avisar ao gestor da unidade que ele quer fazer as horas extras e cabe ao administrador definir como fazê-las. Em caso de qualquer problema, o bancário deve entrar em contato com o seu sindicato", avisa William Mendes.


Fonte: Contraf-CUT

6.8.13

Agenda: luta contra o PL 4330 e na base falando com colegas bb


Comentário do blog:

Nesta terça-feira (6), estivemos nas atividades do dia nacional de luta contra o projeto de terceirização total (PL 4330).

Após a atividade na Av. Paulista trabalhei na Contraf-CUT e depois fui para a base conversar com colegas do Banco do Brasil.

Estive pela 3ª vez em uma semana em uma agência que está com clima de trabalho muito ruim após a mudança de administração. Conversamos com a gestão e pedimos mudanças. Tudo o que nossos colegas bancários querem é respeito e condições de trabalho para realizarem suas tarefas e atenderem bem à sociedade.

Também estivemos hoje no Complexo São João, no Cenop 1900, conversando com os trabalhadores e alertamos a tod@s que eles têm o direito de fazerem as 20 horas extras por mês. Após contato da Contraf-CUT com a direção do banco, os gestores locais foram informados do direito dos bancários. Esperamos que este problema das horas extras dos aderentes ao plano de funções de 6h do banco esteja resolvido.


Sempre na luta!

06/08/2013

Manifestação das centrais na Paulista repudia empresários e PL 4330



Protesto cobra governo a agir contra este atentado à classe trabalhadora


Na Avenida Paulista, centro do capital financeiro do País, na entrada da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), casa da classe patronal e do neoliberalismo, a CUT e demais centrais sindicais à frente de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras de diversos ramos mandaram um recado ao governo e ao Congresso Nacional: se o PL 4330, que retira direitos e precariza as relações de trabalho, for colocado em votação na próxima quarta-feira, dia 14 de agosto, a classe trabalhadora vai invadir e ocupar Brasília.

Dessa vez, o alvo das manifestações foram os empresários, que possuem maioria no Congresso Nacional, reforçando a unidade das centrais em torno da pauta da classe trabalhadora. 

Diversos atos foram realizados nesta manhã e ocorrem até o final do dia nas principais capitais dos estados e municípios das regiões metropolitanas, em frente às federações e confederações patronais, nos locais de trabalho, ruas, legislativos e prefeituras.

Tentativa de legalizar a interposição fraudulenta de mão de obra
De acordo com Vagner Freitas, presidente da CUT Nacional, o nefasto PL 4330 é uma clara tentativa da classe empresarial de legalizar a interposição fraudulenta da mão de obra, com o propósito de precarizar ainda mais os postos de trabalho e diminuir os custos. "Se o projeto for votado no dia 14 de agosto, a classe trabalhadora vai ocupar Brasília e o Congresso Nacional", enfatizou.

O PL 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), já recebeu aval do relator do texto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, o deputado Arthur Maia (PMDB-BA), e poderá entrar na pauta de votação na próxima semana. 

Na segunda-feira (5), em mais uma reunião da mesa quadripartite (trabalhadores, empresários, governo e Congresso Nacional), o deputado Arthur Maia afirmou que o processo de negociação está encaminhado e que não há mais espaço para alterações. 

"Deputados que votarem a favor do projeto da terceirização serão classificados como inimigos da classe trabalhadora. Vamos divulgar os seus nomes nas ruas, na internet, nos locais de trabalho e recomendar para que os trabalhadores não votem neles em 2014", relatou Vagner.

Caso o PL 4330 passe pela CCJC da Câmara, os trabalhadores vão parar o Brasil no dia 30 de agosto. "A presidenta Dilma (Rousseff) se comprometeu em não compactuar com nenhum retrocesso contra a classe trabalhadora. É com esta consideração que vamos pautar uma ação mais consistente em Brasília", declarou Vagner.

"Fizemos este ato em frente à Fiesp porque são os empresários que financiam a maioria dos deputados em Brasília e fazem o lobby contra os interesses da classe trabalhadora. Não podemos esquecer também da nossa luta contra o fator previdenciário, pela valorização das aposentadorias, redução da jornada", destacou Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP.

Ressaltando que dos 513 deputados federais cerca de 400 são financiados pelo empresariado, o presidente da CUT Nacional defendeu a imediata aprovação da reforma política para garantir maior participação popular. "Exemplo são os próprios deputados Artur Maia e Sandro Mabel, que ou são empresários ou são financiados pelo empresariado", resumiu.

Protesto com humor 

No prédio da Fiesp fechado, uma performance teatral organizada pela CUT-SP com personagens representando patrões e operários teve público garantido ao realizar a via crucis da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que, neste ano, completa 70 anos. Atrás da cena, uma faixa dava o recado da classe trabalhadora aos empresários: "não mexa nos meus direitos". 

A luta de classes colocada em cena na Paulista faz parte da conjuntura política vivida no Brasil. Secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre convocou toda classe trabalhadora a manter o processo permanente de mobilização enquanto o projeto estiver tramitando no Congresso. 

"A batalha está travada porque a terceirização vem junto com a retirada de direitos, colocando em risco o emprego dos trabalhadores da cidade e do campo, do setor público ou privado. Reforçamos a importância de todos e todas mandarem e-mails para o seu deputado, cobrá-lo no estado, porque só com muita pressão que conseguiremos barrar este projeto", afirmou.

Posição compartilhada pela diretora executiva da CUT, Rosana Sousa, segundo a qual a unidade da classe trabalhadora e o poder das ruas serão de fundamental importância para barrar o projeto da terceirização sem limites.

Menos direitos, mais precarização 

Desde a década de 1990, a partir das políticas neoliberais e o processo de reestruturação produtiva, a terceirização tornou-se a seara do empresariado brasileiro. 

Levantamento do Ministério Público do Trabalho (MPT) aponta que, no Brasil, um em cada quatro trabalhadores é terceirizado. Caso aprovado, o PL 4330 vai regulamentar essa prática pela via da precarização, se expandindo por todos os setores produtivos, já que a proposta amplia a possibilidade a atividade-fim (principal da empresa) na iniciativa privada e na administração pública.

Pelo projeto, abre-se também a possibilidade da quarteirização, ou seja, a contratação de outras empresas pela própria terceirizada. Com essa fragmentação haverá um enfraquecimento da representação sindical e, por consequência, da luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

O PL 4330 também retira a responsabilidade solidária, na qual caso uma empresa dê calote nos trabalhadores, a contratante não terá qualquer responsabilidade sobre os atos da contratada.

Além disso, o PL vai legitimar a diferença de direitos entre trabalhadores diretos e terceirizados, distinção que já ocorre na realidade. 

Segundo estudo da CUT e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalhador terceirizado permanece 2,6 anos a menos no emprego do que o trabalhador contratado diretamente. Possui uma jornada semanal superior em três horas e recebe na média salários 27% menor, sem benefícios.

"A terceirização está instalada em todos os setores, sejam trabalhadores da iniciativa privada ou do setor público. Não vamos aceitar nenhuma retirada de direitos. Vamos denunciar todos os deputados financiados pela elite econômica que votarem contra a classe trabalhadora", declarou Douglas Izzo, vice-presidente da CUT-SP.

Para a CUT, qualquer iniciativa para regulamentar a terceirização deve priorizar a igualdade de direitos, condições de trabalho e salário digno. 

"Ao expandir a terceirização sem regulamentação, sem regra e da forma como está colocada, você amplia a precarização nas relações de trabalho. Os empresários querem terceirizar para reduzir salário, condições de trabalho e para piorar a situação da classe trabalhadora. A nossa proposta é de que a terceirização só possa ser feita em vagas que não sejam a atividade-fim da empresa e que sejam negociadas com os sindicatos", salientou Artur Henrique, secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT. 

Bancários mobilizados

Também participaram do ato dirigentes da executiva e da direção da CUT, além de lideranças dos diversos ramos da Central, como os trabalhadores do setor financeiro.

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, disse que os bancários estão entre as categorias que serão mais prejudicadas caso o PL 4330 seja aprovado. "Ele [projeto] piora as condições de quem já está terceirizado e empurra aqueles que não estão", denunciou. 

Cordeiro lembrou que já está em tramitação no Senado outro projeto, "tão ruim quanto este", de autoria do senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para o presidente da Contraf-CUT, a mobilização dos trabalhadores é fundamental para evitar a aprovação desses projetos que libera por inteiro a terceirização no país. 

Ele reiterou a convocação já enviada pela Contraf-CUT aos sindicatos e federações para que participem da mobilização em Brasília na próxima terça e quarta-feira, dia 13 e 14, a fim de visitar os gabinetes dos parlamentares e pressionar os integrantes da CCJC da Câmara para que rejeitem o PL 4330.

Fonte: Contraf-CUT com Vanessa e William Pedreira - CUT

5.8.13

Gerência do Cenop 1900, de São Paulo, descumpre orientações do BB


O Sindicato de São Paulo, Osasco e região denunciou na quinta-feira 1º de agosto a gerência do Cenop 1900, localizado no Complexo São João do Banco do Brasil, por descumprir orientação do BB ao implantar o plano de função, no dia 28 de janeiro.

O BB prometeu aos funcionários comissionados que aderissem ao novo plano de 6h com redução de salário, como forma de incentivá-los a aderirem, que teriam o direito de realizar 20 horas extras por mês até o fim de janeiro de 2014. Ao gestor do banco competiria determinar a forma de realização dessas horas extras. 

O gerente de área da monitoria do Cenop 1900, entretanto, tem proibido os trabalhadores que optaram pela jornada de seis horas de realizar as horas extras, prejudicando a compensação financeira desses trabalhadores e contrariando a norma geral do BB. Ele disse estar agindo com a aprovação da Gepes-SP (*comentário abaixo).

A Contraf-CUT entrou em contato com a direção do BB na sexta-feira 2, recebendo a confirmação desse direito que cada bancário aderente ao novo plano tem, ou seja, a gerência do Cenop 1900 está descumprindo as normas do próprio banco. Os bancários que aderiram à jornada de 6 horas do novo plano de funções têm o direito de fazer 20 horas mensais de horas extras, com reflexos nos fins de semana. O gestor escolhe os dias e a forma, mas não pode tolher o direito dos funcionários de fazerem horas extras.

"Se o gestor acha que seu departamento está com o serviço em dia, o bancário pode, por exemplo, fazer os cursos que o banco exige dele. O bom administrador tem aí uma ótima oportunidade de usar as normas do banco ajudando a qualificar sua equipe", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Pressão por metas, outro problema

O Cenop 1900 realiza análise de cadastro, operações comerciais e rurais, atividades que exigem cautela e muito critério. No entanto, metas cada vez mais difíceis de serem atingidas têm sido impostas no setor. O gerente-geral criou o chamado D-0 (sigla para "zero dia"), que obriga os funcionários a realizarem as análises e liberações de contratos no mesmo dia. Em outros Cenop, não existe o D-0.

Bancários do setor afirmam que essa pressão por metas D-0 induz ao erro e, consequentemente, prejudica o funcionário e o próprio banco. "No Cenop 1900, parece haver uma 'galerinha do mal' que está barbarizando. Eles prejudicam o trabalhador e o banco. Tentando ser mais realistas do que o rei, transformaram o ambiente de trabalho em um inferno. Com isso, muitos colegas estão adoecendo. Não toleramos isso", afirma o dirigente sindical Paulo Rangel.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb São Paulo



*O blog apurou que não é verdade o que o gestor do Cenop 1900 afirmou. A Gepes havia orientado corretamente sobre o direito dos bancários de fazerem hora extra.

4.4.13

Sindicato (SP) denuncia ao TRE determinação do bb



Sindicato denuncia ao TRE determinação do BB

Medida da direção do banco obriga funcionários a compensarem folgas, inclusive eleitorais, o que é ilegal
São Paulo – O Sindicato protocolou uma carta no TRE denunciando a direção do Banco do Brasil por ter forçado os funcionários a compensar todas as suas folgas no mês de março – inclusive as de natureza eleitoral, o que é ilegal. O documento foi encaminhado na terça-feira 2.

> Leia a íntegra da carta encaminhada

O Acordo Coletivo de Trabalho prevê que as folgas podem ser convertidas em dinheiro ou utilizadas em descanso, sem imposição do banco ou do funcionário, sendo necessária a negociação, já que a própria legislação é omissa em relação à utilização das folgas.

O diretor do Sindicato e integrante da Comissão de Empresa do Banco do Brasil Cláudio Luís conta que no dia 26 de março, em reunião com integrantes da direção do banco, a Comissão de Empresa repudiou a medida e cobrou mudança imediata. “O banco, no entanto, continuou forçando a compensação das folgas e por isso o Sindicato formalizou a denúncia ao TRE.”

“Supremacia do serviço eleitoral” – Anteriormente, a entidade já havia entrado em contato com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), denunciando a postura da direção do BB, e foi informado de que não há descrição na lei sobre como a folga é utilizada, devendo existir acordo entre as partes.

A resolução 22.747 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê “na hipótese de ausência de acordo entre as partes quanto à compensação, caberá ao Juiz Eleitoral aplicar as normas previstas na legislação; não as havendo, resolverá a controvérsia com base nos princípios que garantem a supremacia do serviço eleitoral”.

A resolução ainda ressalta a relevância da contribuição social prestada pelos cidadãos que servem à Justiça Eleitoral, e que o direito é assegurado e personalíssimo, só podendo ser pleiteado e exercido pelo titular.

Correspondência – A direção do Banco do Brasil enviou correspondência aos funcionários informando sobre a medida que obriga a compensação das folgas até o fim de março, que justificou como sendo para alcançar “melhoria de eficiência e operacional” e para “contingenciamento de gastos”.

“O banco vem cometendo ilegalidades e agora desrespeitou a legislação eleitoral ao forçar a utilização das folgas eleitorais sem negociar com o funcionário. Temos provas, uma delas é a correspondência da Diretoria de Gestão de Pessoas”, ressalta o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

Fonte: Seeb SP - Rodolfo Wrolli - 4/4/2013

2.4.13

Enquanto reduz custos, BB vai reunir gestores para cobrar metas abusivas



A direção do Banco do Brasil está se superando a cada semana em mostrar incompetência na gestão do maior banco do país. Apesar das inúmeras denúncias no Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Dest (Ministério da Fazenda), Secretaria da Presidência da República, Congresso Nacional e das dezenas de ações trabalhistas espalhadas pelo país, o BB cria sempre um fato negativo novo.

Depois de dispensar dezenas e dezenas de vigilantes colocando em risco a vida dos trabalhadores e clientes do BB, depois de cortar viagens necessárias de trabalho como, por exemplo, dos fiscais de operações, depois de mandar seus administradores assediarem o conjunto do funcionalismo mandando trabalhadores utilizarem sem diálogo e bom senso folgas adquiridas em trabalhos extras ao banco ou à Justiça Eleitoral, agora chegou a hora de gastar uma fortuna para cobrar metas dos administradores.

"Não se esqueça de levar sua camiseta amarela!"

A convocação paulista é para todos os administradores se encontrarem nesta quinta e sexta-feira, dias 4 e 5, no WTC Center, em São Paulo, para o "esquenta das torcidas". Trata-se do quarto e quinto dia útil do mês, sobrecarregando os funcionários que ficam nas agências e prejudicando o atendimento dos clientes. 

Depois de "economizar" alguns trocados assediando, desrespeitando o corpo funcional com a implantação de um plano de funções que reduz direitos e mandando bancários ficarem em casa sem diálogo, agora o BB realiza grandes eventos para "levar muita energia e mostrar UNICIDADE do TIME...", conforme a convocação da superintendência de São Paulo.

"É impressionante o que o funcionalismo tem vivido com esta direção do banco. Temos gestores que não pensam um segundo na perenidade e no papel do Banco do Brasil como empresa pública e agente do Governo Federal. Os caras querem se cacifar para irem para o mercado concorrente e os passivos que eles estão criando ficarão para o governo e para a sociedade", critica William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

No Nordeste, o encontro de administradores será na próxima segunda-feira, dia 8, e o banco gastará mais um montão de dinheiro para cobrar metas e ver quem fica e quem não fica como gerente no banco.
"Os bancários do BB devem se organizar e preparar a luta junto com suas entidades sindicais, pois sempre coube ao funcionalismo salvar a empresa de gestões temerárias e inconsequentes que já passaram pelo banco", afirma o dirigente sindical.

"Essa má gestão do BB precisa de uma intervenção do Governo Federal. Não dá para continuar como está. A insatisfação do funcionalismo e das entidades sindicais com o desrespeito e a truculência da área de gestão de pessoas do banco vai acabar levando os trabalhadores à greve", alerta William.

Fonte: Contraf-CUT

22.3.13

Sindicatos devem denunciar gestores do BB nos TREs por uso de folgas


A Contraf-CUT reivindicou na segunda-feira 18/03 ao banco que reorientasse seus administradores para que respeitassem o direito que os funcionários do BB têm de decidir pelo uso ou não em descanso de suas folgas e quando lhes for conveniente, após negociação com o gestor de sua dependência.

A determinação do banco para que os funcionários utilizem suas folgas tem levado muitos administradores a agir com coerção e truculência, exigindo que os bancários utilizem a totalidade de suas folgas, sejam elas adquiridas em trabalho extraordinário para o banco, sejam elas adquiridas na prestação de serviços à Justiça Eleitoral.

O bancário tem o direito às folgas nos dois casos

No caso das folgas adquiridas através de prestação de serviços para a Justiça Eleitoral, não existe previsão legal que permita ao banco e a seus administradores assediarem os bancários como estão fazendo.

Justiça Eleitoral 

As folgas da Justiça Eleitoral estão previstas na Lei nº 9.504/77, artigo 98, que prevê que "os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos serão dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos dias de convocação".

Segundo a Resolução 22.747/2008 do TSE e de acordo com o Processo Administrativo PA 19.801/MG, cujo relator é o Ministro Cezar Peluzzo, respondendo ao interessado TRE MG, sobre a questão da lei e da resolução:

"(...)

1-Declaração do prazo prescricional do direito aos dias de folga decorrentes da Lei 9.504/96 ou sua imprescritibilidade;


(...) Assim, ante à falta de previsibilidade legal para a prescrição, entende-se, de início, que o benefício de fruição dos dias em dobro pela prestação de serviço junto à Justiça Eleitoral pressupõe um vínculo empregatício ou funcional do eleitor ao tempo da convocação. Nesse sentido, no caso do celetista a concessão do benefício deverá ser decidida de comum acordo entre o empregado e o empregador - tendo por marco a vigência do contrato de trabalho - de maneira a não causar prejuízos ao regular andamento da respectiva atividade ou impedimento ao gozo do direito (...)."

Fica claro que a empresa não pode coagir o trabalhador a utilizar as folgas sem o interesse manifesto deste. Também fica claro que NÃO HÁ PRAZO para o uso.

Os sindicatos devem denunciar cada administrador que desobedecer está ordem da Justiça Eleitoral nos TREs.

"A Direção de Pessoas do BB continua demonstrando sua incapacidade de gerenciar recursos humanos e a falta de diálogo com os funcionários e suas entidades sindicais. O administrador do banco que seguir esta ordem da direção pode ser réu em crime eleitoral", avisa William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 

A Contraf-CUT recebeu denúncias de bancários que estão sendo ameaçados de responder a "Pedido de Informação" simplesmente por exercerem o seu direito de não faltar no dia que o seu chefe está determinando a ele.

Folgas de trabalho em dia não útil previstas no ACT BB/Contraf-CUT: No caso daquelas folgas adquiridas em prestação de trabalho em dia não útil, a previsão está regida pelo ACT cláusula 38, onde estão garantidos prazos para conversão em espécie ou gozo das folgas. 

"Se o bancário não quis nem vender, nem utilizá-las em descanso, o Acordo Coletivo prevê que ele não pode mais trabalhar em dia não útil até regularizar o saldo de folgas", informa o coordenador da CEBB.

Conforme previsto no Inciso III do Parágrafo 1º da cláusula 38 do Acordo Coletivo de Trabalho, mesmo quando o bancário não "zerar" o saldo e o banco quiser converter em espécie de forma automática, terá que perguntar ao bancário se ele concorda: "facultando aos funcionários, por meio de transação estruturada no sistema, com divulgação nos canais de comunicação do BB, a oportunidade de manifestar recusa quanto à referida conversão".

"O administrador convoca o funcionário para trabalhar em dia não útil dizendo que ele poderá utilizar as folgas para emendar feriado ou férias e depois o obriga a utilizar em data que ele não quer", protesta o dirigente.


O que diz o acordo coletivo do BB sobre as folgas

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA: FOLGAS 

A utilização e a conversão em espécie de folgas obtidas pelos funcionários serão regidas pelas presentes disposições. 

Parágrafo Primeiro - O saldo de folgas verificado em 30.9.2012 - inclusive aquelas concedidas pela Justiça Eleitoral - poderá ser convertido em espécie, sem qualquer restrição, por um período limitado a 60 dias, contado a partir da data de divulgação da medida pelo BANCO, nos termos abaixo: 

I - fica mantida a faculdade de venda de folgas na proporção de uma conversão em espécie para cada utilização em descanso, considerando as utilizações ocorridas a partir de 1.9.2012, observado que: 

a) após esgotado o prazo definido no caput do Parágrafo Primeiro desta cláusula, 50% das folgas adquiridas deverão ser utilizadas na semana imediatamente posterior à da aquisição, observado, se for o caso, o inciso V abaixo; 

b) na hipótese de aquisição de número ímpar de folgas, o número de folgas para uso em descanso será arredondado para baixo. 

II - os funcionários terão o mesmo prazo previsto neste Parágrafo Primeiro para "zerar" os respectivos saldos de folgas adquiridas; 

III - findo o prazo descrito no inciso anterior, o BANCO poderá converter em espécie os estoques de folga de forma automática, facultando aos funcionários, por meio de transação estruturada no sistema, com divulgação nos canais de comunicação do BB, a oportunidade de manifestar recusa quanto à referida conversão;

IV - o funcionário que acumular número de folgas superior a 10 dias ficará automaticamente impedido de trabalhar em dia não útil até a baixa do saldo individual para número igual ou inferior a 10 dias, observada, se for o caso, o inciso V abaixo; 

V - para aquelas unidades do BANCO que, em decorrência das atividades desenvolvidas, funcionam no regime de 24x7 (vinte e quatro horas, sete dias por semana), o limite previsto na alínea IV será de 30 folgas, por funcionário. Neste caso: 

a) o funcionário que acumular número de folgas superior a 30, ficará automaticamente impedido de trabalhar em dia não útil até a baixa do saldo individual para número igual ou inferior a 30 dias; 

b) após esgotado o prazo definido no caput do Parágrafo Primeiro, 50% das folgas adquiridas deverão ser utilizadas nas 2 semanas imediatamente posteriores à da aquisição. 

Parágrafo Segundo - Sem prejuízo das disposições contidas no parágrafo anterior, o BANCO pode facultar a seus funcionários a conversão em espécie de folgas adquiridas e não utilizadas, a qualquer tempo. 


Fonte: Contraf-CUT

21.3.13

BB atua ilegalmente na concessão de folgas

CHEGA DE TRUQUE bb!
Direção força bancários a tirar todas em março, inclusive as eleitorais. Sindicato orienta denúncia

São Paulo - Os funcionários do Banco do Brasil estão indignados com a determinação da direção da empresa para que todas as folgas sejam utilizadas ainda este mês.

O Acordo Coletivo de Trabalho prevê que elas podem ser convertidas em dinheiro ou utilizadas em descanso, sem imposição do banco ou do funcionário, sendo necessária a negociação, refletindo a própria legislação que é omissa sobre a forma de utilização das folgas.

Veja os artigos 37º e 38º do Acordo Coletivo de Trabalho

Folgas eleitorais - O diretor executivo do Sindicato, Ernesto Izumi, destaca que o banco força a compensação mesmo por folgas eleitorais, o que é ilegal.

O Sindicato entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e foi informado de que não há previsão na lei sobre como a folga é utilizada, devendo existir acordo entre as partes. A resolução 22.747 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê "na hipótese de ausência de acordo entre as partes quanto à compensação, caberá ao Juiz Eleitoral aplicar as normas previstas na legislação; não as havendo, resolverá a controvérsia com base nos princípios que garantem a supremacia do serviço eleitoral". A resolução destaca, ainda, a relevância da contribuição social prestada por aqueles que servem à Justiça Eleitoral e que o direito é assegurado e personalíssimo, só podendo ser pleiteado e exercido pelo titular.

"Há denúncias de que administradores estão ameaçando os funcionários com o código de conduta do banco e instauração de ação disciplinar, o que mais uma vez é assédio moral e só vai formar provas contra o banco, podendo o gestor ser responsabilizado na Justiça. Aos gerentes, fica nossa mensagem para que não se rendam à determinação da alta direção da empresa e fiquem ao lado dos funcionários, pois somos todos bancários" diz Ernesto.

O Sindicato orienta funcionários com folgas eleitorais que estiverem sendo pressionados a formalizar denúncia. A representação da categoria vai manifestar o protesto ao TRE para que o banco seja convocado a se explicar.

Lição - A Contraf-CUT entrou em contato com o banco para reivindicar mudança de postura e da instrução normativa, observando o tratamento diferenciado para as folgas eleitorais.


Segundo William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, "a truculência do BB deve servir de aprendizado aos milhares de bancários que vez por outra são convocados para trabalhar em dias não úteis com promessas de que depois poderão utilizar as folgas para emendar algum feriado ou férias. Agora eles estão vendo como a direção da empresa trata com total desrespeito aos que atenderam ao pedido do banco quando este precisou".

Fonte: Redação Seeb SP - 20/3/2013

18.3.13

Contraf-CUT critica truculência do BB e reivindica mudança no uso de folgas



A Contraf-CUT entrou em contato com a Direção de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas (Diref) do Banco do Brasil nesta segunda-feira 18 para reivindicar que o BB solte nova instrução revendo normativo interno mandando seus administradores zerarem os saldos de folgas de seus subordinados. A Contraf-CUT cobra do banco tratamento diferenciado em relação às folgas adquiridas pela Justiça Eleitoral.

A legislação não confere à empresa o direito de ela escolher quando o trabalhador irá utilizar as folgas por atender convocação da Justiça Eleitoral.

"A Direção de Pessoas do BB continua demonstrando sua incapacidade de gerenciar recursos humanos e a falta de diálogo com os funcionários e suas entidades sindicais", critica William Mendes, diretor de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

A Contraf-CUT informa que, se por um lado o banco pode solicitar que as folgas adquiridas em trabalhos extraordinários na empresa sejam utilizadas em descanso, e o banco deixou aberta a possibilidade de vendas até pouco tempo atrás, por outro as folgas adquiridas pela prestação de serviço à Justiça Eleitoral não podem ter o mesmo tratamento.

Porém, conforme previsto no Inciso III do Parágrafo 1º da cláusula 38 do Acordo Coletivo de Trabalho, mesmo quando o bancário não "zerar" o saldo e o banco quiser converter em espécie de forma automática, terá que perguntar ao bancário se ele concorda: "facultando aos funcionários, por meio de transação estruturada no sistema, com divulgação nos canais de comunicação do BB, a oportunidade de manifestar recusa quanto à referida conversão".

BB Convoca bancário em dia não-útil, depois o destrata

"Aliás, a truculência do BB deve servir de aprendizado aos milhares de bancários que vez por outra são convocados para trabalhar em dias não-úteis com promessas de que depois poderão utilizar as folgas para emendar algum feriado ou férias. Agora eles estão vendo como a direção da empresa trata com total desrespeito aos que atenderam ao pedido do banco quando este precisou" avisa o dirigente.

A Contraf-CUT alerta aos sindicatos e aos bancários que estão sofrendo pressão de seus administradores para utilizarem as folgas da Justiça Eleitoral que não aceitem a imposição. O banco não poderá convertê-las em espécie, caso ele queira fazer isso com as outras folgas não utilizadas pelos trabalhadores.

Histórico do saldo de folgas

É comum aos funcionários do Banco do Brasil acumular algum tipo de folga para uso posterior. Em geral, elas são adquiridas com trabalho extraordinário ou por intermédio de prestação de serviço para a Justiça Eleitoral.

Além de grande quantidade de folgas acumuladas pelos bancários em unidades que funcionam em regime de 24x7, não é incomum que o banco convoque os funcionários para algum trabalho eventual em dias não úteis.

A Contraf-CUT alerta aos sindicatos e aos bancários para algumas questões relevantes neste tema:

Trabalho em dia não-útil deve ser negociado com o Sindicato - Sempre que qualquer administrador do banco "convidar" ou convocar funcionários para trabalho em dia não-útil, eles devem avisar imediatamente o seu sindicato. Muitas vezes, as Instruções Normativas do BB extrapolam a legislação trabalhista. O banco diz que os administradores podem chamar os bancários para trabalharem em dia não-útil e depois pagar uma folga. Não é assim. O sindicato deve ser acionado pelo banco antes de convocar bancários para trabalho em dia não útil.

Folgas da Justiça Eleitoral - Segue a compreensão da lei: A folga está prevista na Lei nº 9.504/77, artigo 98, que prevê que "os eleitores nomeados para compor as Mesas Receptoras ou Juntas Eleitorais e os requisitados para auxiliar seus trabalhos serão dispensados do serviço, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral, sem prejuízo do salário, vencimento ou qualquer outra vantagem, pelo dobro dos dias de convocação".

Não existe uma regra sobre como ou quando o empregado poderá usufruir as folgas a que tem direito. Portanto, o ideal é que seja feito um acordo com o empregador, para que não haja prejuízos para as partes.

Não existindo regra também não existe a obrigatoriedade de cobrança de quando se deverá usar. Diga a seu gestor que não está previsto na legislação que é superior às instruções normativas. Mas mesmo a instrução normativa não diz que existe essa regra.

O que diz o acordo coletivo do BB sobre as folgas:

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA: FOLGAS

A utilização e a conversão em espécie de folgas obtidas pelos funcionários serão regidas pelas presentes disposições.

Parágrafo Primeiro - O saldo de folgas verificado em 30.9.2012 - inclusive aquelas concedidas pela Justiça Eleitoral - poderá ser convertido em espécie, sem qualquer restrição, por um período limitado a 60 dias, contado a partir da data de divulgação da medida pelo BANCO, nos termos abaixo:

I - fica mantida a faculdade de venda de folgas na proporção de uma conversão em espécie para cada utilização em descanso, considerando as utilizações ocorridas a partir de 1.9.2012, observado que:

a) após esgotado o prazo definido no caput do Parágrafo Primeiro desta cláusula, 50% das folgas adquiridas deverão ser utilizadas na semana imediatamente posterior à da aquisição, observado, se for o caso, o inciso V abaixo;

b) na hipótese de aquisição de número ímpar de folgas, o número de folgas para uso em descanso será arredondado para baixo.

II - os funcionários terão o mesmo prazo previsto neste Parágrafo Primeiro para "zerar" os respectivos saldos de folgas adquiridas;

III - findo o prazo descrito no inciso anterior, o BANCO poderá converter em espécie os estoques de folga de forma automática, facultando aos funcionários, por meio de transação estruturada no sistema, com divulgação nos canais de comunicação do BB, a oportunidade de manifestar recusa quanto à referida conversão;

IV - o funcionário que acumular número de folgas superior a 10 dias ficará automaticamente impedido de trabalhar em dia não útil até a baixa do saldo individual para número igual ou inferior a 10 dias, observada, se for o caso, o inciso V abaixo;

V - para aquelas unidades do BANCO que, em decorrência das atividades desenvolvidas, funcionam no regime de 24x7 (vinte e quatro horas, sete dias por semana), o limite previsto na alínea IV será de 30 folgas, por funcionário. Neste caso:

a) o funcionário que acumular número de folgas superior a 30, ficará automaticamente impedido de trabalhar em dia não útil até a baixa do saldo individual para número igual ou inferior a 30 dias;

b) após esgotado o prazo definido no caput do Parágrafo Primeiro, 50% das folgas adquiridas deverão ser utilizadas nas 2 semanas imediatamente posteriores à da aquisição.

Parágrafo Segundo - Sem prejuízo das disposições contidas no parágrafo anterior, o BANCO pode facultar a seus funcionários a conversão em espécie de folgas adquiridas e não utilizadas, a qualquer tempo.

Fonte: Contraf-CUT

17.7.12

BB prorrogará atendimento em algumas agências. Sindicatos devem ficar de olho


A Contraf-CUT recebeu nesta terça-feira (17) informe da direção do Banco do Brasil de que ele pretende estender o horário de atendimento em duas horas em algumas agências pelo país, entre os dias 25 de julho e 8 de agosto, em função do programa "Bom Pra Todos". O banco não abrirá nos finais de semana.

Os bancários receberão, segundo o BB, hora extra normalmente, estejam eles na jornada correta de bancário de 6 horas ou como comissionados, que deveriam trabalhar seis horas, mas trabalham oito horas. Nos casos dos bancários que hoje fazem oito horas, devem registrar normalmente as duas horas a mais no ponto.

"Pedimos para que os sindicatos fiquem atentos e acompanhem o trabalho extra dos trabalhadores para que não ocorra nenhum desvio. As entidades sindicais devem ainda orientar os bancários para que denunciem qualquer abuso", alerta William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e secretário de Formação da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

9.9.11

1a negociação entre BB e Contraf-CUT - Versão do site do BB


09/09 - Jornada, saúde e condições de trabalho: BB abre negociação com a Contraf/CUT

A manhã desta sexta-feira, 9, marcou o início das negociações com a Contraf/CUT para a construção do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Banco do Brasil. Na pauta deste primeiro encontro estavam temas como: jornada e emprego, saúde e condições de trabalho; e previdência.

O BB esteve representado pelo negociador José Roberto Mendes do Amaral e pela equipe responsável pela análise da pauta. Antes de especificar cada tema, José Roberto falou sobre a vinculação que é feita da quantidade de reivindicações com o crescimento do resultado do BB. “É importante ressaltar que o resultado do Banco tem sido bom, mas não tem sobras. Todo lucro obtido tem destinação, para o Governo, para os acionistas, para os funcionários, por meio da PLR; e ainda para novos investimentos, na Empresa e no próprio quadro pessoal”.

As próximas reuniões foram agendadas para os dias 14/09 (em Brasília) e 20/09 (em São Paulo). Confira, abaixo, o posicionamento do BB sobre os principais itens apresentados:

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Contratação de mais cinco mil funcionários: nos últimos três semestres, foram 15 mil novos funcionários contratados. Para garantir a melhoria total das condições de trabalho, está em andamento o Projeto BB 2.0, envolvendo diversas ações, algumas ainda a serem implantadas. Diante desse cenário, em que o projeto não foi totalmente concluído, o Banco não pode simplesmente solicitar ao governo mais contratações;

Terceirização: o Banco está cumprindo o que a legislação prevê e o que está sendo praticado pelo mercado. Não há nenhuma política de substituição de funcionários por terceirizados, tanto é que existe um aumento grande do quadro de pessoal do BB nos últimos anos;

Vinculação de aplicativos ao ponto eletrônico: trata-se de um tema interessante e o debate será realizado internamente. É importante destacar, no entanto, a dificuldade de vinculação de aplicativos proprietários de texto, apresentações e planilhas;

Jornada de 6 horas para os comissionados, sem redução salarial: o Banco tem uma posição definida de não incluir o seu plano de comissões na negociação do Acordo Coletivo. Sobre este tema, estão sendo concluídos estudos e a Empresa terá um posicionamento em breve;

Descomissionamento: o Banco informou que a média anual de descomissionamentos no BB é ínfima. Números serão apresentados ainda durante a negociação e estudos também estão sendo feitos para mostrar o tempo para readequação dos funcionários descomissionados;

COMENTÁRIO: É INTERESSANTE COMO O BANCO TRATA UM DOS MAIORES PROBLEMAS HOJE NA EMPRESA. A GESTÃO PARA CUMPRIMENTO DE METAS ABUSIVAS É FEITA ATRAVÉS DA AMEAÇA DE DESCOMISSIONAR - O QUE EQUIVALE MUITAS VEZES A PERDER MAIS DA METADE DA REMUNERAÇÃO - E DIZ QUE A "MÉDIA ANUAL É ÍNFIMA"!! VAI FALAR ISSO PRA CADA COMISSIONADO COM A ESPADA E A FORCA NO PESCOÇO SENDO ASSEDIADO O DIA TODO COM AMEAÇA DE PERDER SUA REMUNERAÇÃO...

Integração do intervalo de 15 minutos à jornada: o Banco cumpre a CLT;

Questões relacionadas à CABB (trava, remoção, entre outros): o Banco entende que isso pode ser discutido durante a campanha, em data posterior, por conta de levantamentos e análises que estão sendo realizados internamente, pela área responsável;

Folga para certificação e garantias para o estudo dentro do expediente: no que diz respeito à certificação interna, o Banco entende que o processo de formação é pessoal e o conhecimento é patrimônio do funcionário que, para tanto, deve utilizar horário fora da jornada de trabalho, assim como ocorre na graduação, pós-graduação, etc. É importante lembrar também que a certificação é voluntária. Já a questão relativa à CPA 10 e 20, exigidas para o exercício profissional, o Banco analisará aspectos relativos a essa certificação durante a campanha;

COMENTÁRIO: OUTRA POSIÇÃO INFELIZ DO BB. FORMAÇÃO É PROBLEMA PESSOAL... É A CARA DA REVISTA DO BANCO... BB.COM.VOCÊ... (SE VIRE VOCÊ MESMO!!!)

Horas extras: hoje, 50% do valor é pago e 50% ficam para compensação, até o mês seguinte. Nas agências até 20 funcionários, paga-se 100% das horas extras, sem compensação. O modelo de hoje permite a possibilidade de compensação e tem parcela do funcionalismo que opta por essa forma. A Empresa não vê a necessidade de acabar com o banco de horas;

Combate ao assédio e às metas abusivas: o entendimento do Banco é que não deverá discutir, neste Acordo, novas ações relacionadas a este tema. Os instrumentos para isso já estão implantados (Comitês de Ética/Ouvidoria Interna) e este é o momento de aperfeiçoar a utilização dos mesmos. Ações como o curso de lideranças mostram também o tipo de postura que o Banco espera de seu gestor, buscando resultados sustentáveis, sem qualquer desvio de conduta ou comportamento inadequado;

Saúde e previdência para os funcionários incorporados: o Banco não vai encerrar isso em Campanha Salarial, porque não há como garantir um parecer final nesse período. Foi fechado convênio de reciprocidade entre a Cassi e o Economus (plano dos funcionários vindos do BNC) e estamos em fase final de formalização do mesmo convênio com o plano de saúde do Besc. Tudo isso para que os funcionários oriundos dos bancos incorporados tenham garantias de atendimento em todo o País. Vale ressaltar que não existe possibilidade de estender a Cassi para funcionários aposentados antes da incorporação. O Banco vai avaliar a sugestão de realização de uma mesa temática para discussão (e não para negociação) do tema em data posterior, ainda no período de Campanha;

COMENTÁRIO: É IMPORTANTE ESCLARECER O QUE O BB ESTÁ DIZENDO. NÓS NÃO SUGERIMOS MESA TEMÁTICA. NÓS QUEREMOS NEGOCIAR DURANTE A CAMPANHA. O BANCO JÁ ESTÁ ANALISANDO... ANALISANDO... ANALISANDO... HÁ UNS DOIS ANOS.

Plano Odontológico: o BB informou que vem realizando ponto de controle com a diretoria responsável e a Odontoprev. A expansão do plano para aposentados foi apresentada para debate dentro do Banco;

SESMT: O Banco informou que o concurso externo acontecerá ainda neste ano e a expectativa é que o Banco inicie 2012 com os quadros do SESMT completos. Os funcionários selecionados internamente para exercer esses cargos já foram nomeados;

Fim da trava de dois anos para transferências: esta trava, na verdade, é um instrumento de gestão, cujo foco é a organização do trabalho na Empresa, o melhor funcionamento de suas dependências. A medida foi necessária para o Banco, mas este é um assunto que está em discussão. Não houve tempo suficiente ainda para o banco avaliar os resultados efetivos da trava de dois anos e, por este motivo, não haverá alterações globais nesse sentido. Mudanças pontuais, no entanto, podem ser analisadas ainda nesta campanha salarial;

PAS aos funcionários incorporados: está sendo discutida a viabilização do acesso, pelos funcionários incorporados que aderiram o regulamento do BB, do PAS por meio dos planos de assistência médica dos bancos incorporadas.

Fonte: www.bb.com.br/negociacaocoletiva
 
 
COMENTÁRIO FINAL: A MESA FOI RESPEITOSA, O QUE SEMPRE É BOM. MAS A SENSAÇÃO QUE FIQUEI É QUE TODOS OS GRANDES TEMAS COMO PREVIDÊNCIA, SAÚDE E CASSI, JORNADA, CABB, TRAVAS CONTRA O DESCOMISSIONAMENTO, PLANO DE COMISSÕES... O BANCO TENTA ESVAZIAR A MESA DE NEGOCIAÇÃO ENTRE NÓS TRABALHADORES EM CAMPANHA SALARIAL E ELES BANCO. É COMO SE O BANCO NÃO ENTENDESSE QUE NÓS QUEREMOS MELHORAR NOSSOS DIREITOS AGORA, NA RENOVAÇÃO DE DIREITOS COLETIVOS. TUDO É QUESTÃO DE "GESTÃO"... É LÓGICO! É ASSIM QUE FUNCIONA O CAPITAL...
 
PREPAREM MUITA MOBILIZAÇÃO PARA O BANCO ENTENDER QUE QUEREMOS PROPOSTAS PARA OS GRANDES TEMAS!