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18.3.24

História dos bancários: um olhar (XV)



O conteúdo dos cursos de formação que fizemos para dirigentes e assessores sindicais ainda hoje seriam de muita valia para a categoria bancária


MEMÓRIAS SINDICAIS

Estava revendo hoje a programação de um dos módulos do curso que fizemos durante o período no qual fui secretário de formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT. Avalio que até hoje o conteúdo tem sua importância para alguém que lida com o Sistema Financeiro Nacional e as complexidades em trabalhar neste setor da economia.

O conteúdo do Módulo II do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro que organizamos para as entidades sindicais da Fetec Centro-Norte em 2011 pode ser lido aqui. O curso foi feito em parceria com o Dieese e foi financiado pelas próprias entidades sindicais filiadas à confederação.

Alguns textos que utilizamos e que eram lidos em voz alta por todos os participantes passaram a compor um repertório de textos que gosto muito porque nos colocam a pensar o mundo e a vida.

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CRÔNICA DE RUBEM ALVES

O texto de Rubem Alves, "O Nome" é um deles, que texto maravilhoso! As leitoras e leitores interessados podem ler o texto clicando aqui.

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EFEITO MULTIPLICADOR DA MOEDA 

Outro texto técnico e sobre economia que gosto bastante é sobre o multiplicador bancário. Aprendi sobre isso ainda quando fiz graduação em Ciências Contábeis e depois vi como os antigos sistemas financeiros podiam atuar na economia de um país com o efeito de reter ou liberar mais recursos para circular na economia. 

Tenho uma postagem com um exemplo de efeito multiplicador da moeda, caso haja interesse em ver como se dá o fenômeno econômico é só clicar aqui.

Imagino que os Estados nacionais e os bancos centrais e governos vêm perdendo a capacidade de controle sobre suas economias com a quantidade de novas formas de circulação de recursos sem controle do governo e do sistema bancário tradicional. Isso é péssimo para a soberania e para a economia dos países.

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IMPORTÂNCIA DE BANCOS E COOPERATIVAS REGIONAIS E LOCAIS

No módulo II do curso, todo ele voltado para o setor financeiro, usávamos o exemplo do Banco Palmas para explicar como é importante para uma comunidade qualquer reter seus recursos na própria economia local gerando renda e crescimento para a própria comunidade.

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CONSENSO DE WASHINGTON

Hoje, eu resumiria as regras econômicas e fiscais inventadas por imperialistas como as regras para ferrar e destruir os países dos outros.

Eis as dez regras básicas (para destruir um país e seu povo, na minha opinião)

- Disciplina fiscal

- Redução dos gastos públicos

- Reforma tributária (redução de impostos)

- Juros de mercado

- Câmbio de mercado

- Abertura comercial

- Investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições

- Privatização das estatais

- Desregulamentação (afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas e dos fluxos de capitais)

- Reconhecimento do direito à propriedade intelectual

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FILMES SUGERIDOS E VISTOS NO CURSO

Em todos os cursos nós utilizávamos alguns filmes para variar as mídias utilizadas para abrir discussões e reflexões.

Neste módulo em questão nós disponibilizamos os filmes Norma Rae (1979), dirigido por Martin Ritt, com Sally Field; o filme Inside Job - Trabalho Interno (2010), documentário dirigido por Charles H. Fergunson e Audrey Marrs e o filme Capitalismo, uma história de amor (2009), de Michael Moore.

O curso foi ministrado num período posterior à crise do subprime nos Estados Unidos e essa temática era a discussão do momento.

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FREI BETTO: A MÃO INVISÍVEL DO MERCADO

Terminamos o módulo com um texto bem reflexivo sobre a chamada mão invisível do mercado, que só mete a mão no bolso dos pobres para transferir os recursos públicos e privados para os ricos.

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Aprendemos muito durante esses cursos de formação que fizemos entre 2009 e 2015 na direção da nossa confederação da categoria bancária. Foram mais de 400 participantes em diversos cursos ao longo dos dois mandatos na secretaria de formação.

William Mendes


10.8.22

Memórias (XXX)


Foto: edição de folha bancária do
Sindicato da categoria em Pernambuco.

Cursos de formação política de dirigentes e assessores bancários

Após minhas experiências como diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região atuando nas bases no dia a dia, e também na Executiva da entidade e nas negociações do Banco do Brasil (na Comissão de Empresa), comecei novas tarefas na confederação da categoria. Primeiro fui secretário de imprensa em 2006 e depois passei a ser o responsável pela secretaria de formação da Contraf-CUT, a partir de 2009.

A missão que a diretoria da confederação confiou a mim era de retomar um curso feito nos anos noventa na antiga Confederação Nacional dos Bancários (CNB). Na época, o curso havia sido muito bem avaliado na formação de lideranças da categoria. E assim fizemos. Em parceria com o Dieese, organizamos um curso de formação em 3 módulos de 5 dias para disponibilizarmos para as federações e sindicatos filiados à Contraf-CUT e parceiros do Comando Nacional.

O curso foi pensado para ser realizado nas bases sindicais da confederação e com isso tivemos que pensar uma organização que demoveu os esforços de muita gente, a começar pelas equipes de assessoria da Contraf-CUT, do Dieese e das entidades sindicais que desde o início em 2009 até o final de nossas realizações formativas se disponibilizaram para que tudo corresse bem. O esforço dos participantes foi imenso porque tinham que se ausentar por uma semana de seus cotidianos e famílias. Foi uma parceria histórica em favor da formação política e sindical.

Os cursos foram acontecendo com participação exitosa e empolgada ao longo do primeiro mandato à frente da secretaria de formação e também no segundo mandato, até 2015. Entre 2009 e 2012 realizamos 5 turmas do curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro. Os cursos foram um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), organizado pela Contraf-CUT e Dieese com financiamento das próprias entidades sindicais da estrutura da confederação.

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3ª TURMA DO CURSO PCDA "SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO" - NORDESTE

Ao manusear o material do curso ministrado à 3ª turma, rememorei um período que marcou muito minha vida. Como aprendi! Como aprendemos uns com os outros! Os 3 módulos foram realizados entre os meses de maio e junho de 2010 em Pernambuco. Eu saía muito diferente de cada módulo, de cada curso, e as pessoas diziam a mesma coisa, criamos muita coisa boa durante aqueles quase 6 anos formativos.

O 1º módulo aconteceu nos primeiros dias de maio e o curso se deu em Itamaracá, porque um dos pedidos que fazíamos às entidades sindicais envolvidas era que o curso ocorresse fora das capitais para que a ideia de imersão fosse possível. Para ver a programação do 1º módulo basta clicar aqui. O 2º módulo foi em maio também e o 3º módulo foi em junho, na cidade de Gravatá (PE).

Naquele primeiro encontro refletimos muito sobre a sociedade e o mundo do trabalho. Pela programação é possível ver que variávamos as mídias e fontes dos materiais com os quais trabalhávamos. Revivemos juntos a história do movimento sindical brasileiro e internacional e o quanto a política, as mídias e os governantes impactam na vida de todos, mesmo as pessoas dizendo que não ligam pra política.

Reli alguns textos nesta semana como, por exemplo, os textos de Eric Hobsbawm, Rubem Alves, César Benjamin e Leo Huberman. Que textos! Que reflexões nos trazem esses textos ao vermos como estamos neste momento em relação ao mundo do trabalho!

O texto de José Roberto Torero - "Papo-cabeça no MSN" (2009) - adiantava o que viria mais adiante (hoje!) sobre os jovens e as referências que balizam suas informações e conhecimentos. Preocupante demais! Se uma década atrás o Google era a referência e isso era complicado, hoje são "influenciadores" que muitas vezes não têm conhecimento algum daquilo que falam...

No 2º módulo (ver aqui) a programação era muito focada na área à qual atuávamos como trabalhadores, o sistema financeiro e bancário, e a programação trazia um panorama de mais de um século de história do setor, mudanças e padrões que formataram a sociedade como nós a conhecemos. Era um módulo bem denso e de muita matéria de economia.

Por fim, no 3º módulo trabalhávamos bastante com os desafios daquele momento na categoria bancária (ver aqui). Para onde caminhava o emprego no setor, saúde, igualdade de oportunidades, terceirização, regulamentação ou não do sistema financeiro, as negociações coletivas com o patronato, segurança e outros temas da agenda das entidades sindicais.

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BOAS MEMÓRIAS

Por ser muito apegado à história - história de lutas dos trabalhadores, história do mundo, das sociedades humanas, da arte e da cultura - acabo por guardar quantidades impossíveis de materiais diversos em casa. Sei que tenho que me desfazer de muita coisa. Mas tenho uma dificuldade grande de fazer isso cada vez que pego um material como este do curso...

Enfim, memórias como essas são memórias boas, saudosas, saudáveis.

William


Post Scriptum - Para ler o texto anterior de Memórias (XXIX), clique aqui. O texto seguinte pode ser lido aqui.


8.3.22

Memórias (XX)



Osasco, 8 de março de 2022. Dia dedicado às lutas das mulheres. Todo apoio às justas causas das mulheres do mundo.


Memórias de dezembro de 2013: fortalecendo o sindicalismo nacional, com formação, e internacional, com apoio brasileiro aos trabalhadores norte-americanos

Na postagem de hoje, trago algumas lembranças das agendas sindicais nas quais estive envolvido no final do ano de militância de 2013. Foram dias intensos como tenho relatado aqui nestas Memórias no blog. Para ver as 10 postagens daquele mês é só clicar aqui.

Naquele período eu era diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e região, era o secretário de formação de nossa confederação, a Contraf-CUT, e estava como coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, COE-BB ou CEBB.

Havíamos fechado uma boa campanha salarial da categoria em 2013. Na mesa específica do BB, que coordenei, tivemos avanços importantes (ver propostas aprovadas aqui).

Na área sob minha responsabilidade na Contraf, a formação, estávamos coordenando a 8ª turma do curso de formação PCDA - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, um curso em 3 módulos de imersão, organizado e patrocinado pelas próprias entidades do movimento, a Contraf, federações e sindicatos e com o apoio do Dieese e suas equipes técnicas.

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Turma do 2º módulo do 8º curso PCDA.

FORMAÇÃO

Ao organizar minhas pilhas de papéis e documentos, me deparei com a pasta que continha os materiais do 2º módulo do curso que estávamos realizando com a 8ª turma de dirigentes e assessores sindicais bancários.

O material é de uma riqueza imensa em termos de conhecimentos técnicos e políticos que compartilhamos com as companheiras e companheiros que participaram do curso. 

Durante 3 módulos foram 32 pessoas de diversas bases sindicais envolvidas com a construção de conhecimento coletivo para a luta da classe trabalhadora - 26 alun@s e 6 pessoas permanentes da equipe da Contraf e Dieese, fora os palestrantes que passaram pelo curso. 

É uma pena ter que me desfazer de tantos papéis acumulados em anos de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Na postagem sobre o curso, pelo menos anotei a programação do 2º módulo ocorrido em dezembro de 2013 (ver aqui).

A nota triste foi lembrar que 3 pessoas que estiveram conosco faleceram de lá para cá. Deixo aqui uma lembrança saudosa dos amigos e companheiros Valtinho, da Contraf, Paquetá, do Sindicato do Rio, e Carlos, do Sul Fluminense. Companheiros: presente!

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ESTADOS UNIDOS: CONTRIBUINDO COM A LUTA DOS BANCÁRI@S

Na primeira semana daquele mês de dezembro, estivemos em Nova York, nós sindicalistas brasileiros e sindicalistas norte-americanos, para nos reunirmos com o Banco do Brasil.

Nós havíamos avançado aqui no Brasil no Acordo Marco entre o BB, a Contraf-CUT e a UNI Américas e o banco público brasileiro havia se comprometido a respeitar as legislações locais e os termos do acordo no que tange à organização sindical onde o banco tinha operações e instalações.

Nós brasileiros, após décadas de avanços na organização sindical bancária e na conquista de direitos para os trabalhadores, contratados em Convenção Coletiva e Acordos Coletivos, estávamos numa parceria com o sindicalismo norte-americano (no caso, a CWA) e de todas as Américas para organizar sindicatos e direitos de trabalhadores de instituições financeiras. 

Para vocês terem uma ideia, categorias organizadas em sindicatos têm muito mais direitos que categorias sem sindicalização nos Estados Unidos. Os bancários não tinham sindicato lá em 2013 e tinham poucos direitos. 

Questões básicas como férias, licença-maternidade, 13º salário, vales refeição e alimentação não existiam ou eram bem menores para as bancárias e bancários do BB em Nova York e Miami. Não era uma questão só do BB, era de todos os bancários norte-americanos em relação aos bancários brasileiros.

As parcerias sindicais foram no intuito de organizar os trabalhadores do ramo financeiro de lá. Estive por duas vezes nas equipes brasileiras que foram contribuir com essa luta, por ser coordenador da CEBB da Contraf-CUT e pelo fato de o BB ter conosco o Acordo Marco. Clique aqui e veja a postagem sobre a reunião nos EUA.

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É isso! Boas lembranças de participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira e de outros países.

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

William


Clique aqui para ler o texto anterior, Memórias (XIX).

Para ler o texto seguinte (XXI), clique aqui.


25.2.15

Começa o 3º módulo do 9º Curso de Formação da Contraf-CUT



Participam do curso, realizado em Luziânia, 36 dirigentes e assessores.

Começou nesta segunda-feira 23, e vai até a sexta 27, o terceiro módulo do 9º curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, o PCDA (Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores) promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades filiadas à Contraf-CUT. 

Ao todo, 36 dirigentes sindicais bancários e assessores de entidades filiadas à Contraf-CUT, de várias partes do Brasil, receberão o certificado do curso, que teve seu primeiro módulo em novembro e o segundo em dezembro do ano passado. 

Promovido pela Secretaria de Formação da Contraf-CUT, esta última etapa está sendo realizada no Hotel Fazenda Vale dos Pássaros, em Luziânia, no entorno de Brasília. 

"Com este curso a Contraf-CUT fecha um ciclo formativo neste mandato 2012/15, cumprindo o compromisso assumido pela diretoria eleita em seu 3º Congresso em manter o PCDA na grade permanente de formação para as entidades filiadas. Outro compromisso cumprido pela Secretaria de Formação neste mandato foi a realização de cursos temáticos de especialização em áreas relevantes nos desafios da organização do Ramo Financeiro. Fizemos dois cursos na área de Saúde dos Trabalhadores, um curso sobre a questão da Terceirização, um curso sobre Previdência Complementar e um sobre Negociação Coletiva. Para uma agenda tão complexa quanto a nossa, entendo que todos nós - Diretoria, Dieese e entidades filiadas - realizamos um bom percurso formativo", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf.


Programação

Com finalidade de preparar os dirigentes sindicais para os desafios das funções de liderança no movimento, estão sendo abordados assuntos fundamentais na negociação com os bancos e na organização da categoria. Os eixos temáticos são:

- estrutura organizativa da Contraf-CUT;
- organização sindical de base dos bancários;
- saúde e condições de trabalho;
- emprego e remuneração no setor bancário;
- segurança bancária;
- igualdade de oportunidades;
- negociação coletiva no setor bancário;
- conjuntura e desafios para a ação sindical em 2015. 


PCDA

Desde 2008, a Contraf-CUT e o Dieese construíram uma parceria para aplicar um curso de formação sindical sólido e consistente. O Dieese pesquisou e debateu com os seus técnicos, dialogando com a Contraf-CUT, até formatar a grade atual do curso, que vem sendo aperfeiçoada a cada nova turma.

Entre 2009 e 2012, o curso percorreu as cinco regiões do país: Sudeste (MG e RJ), Sudeste (Fetec SP), Nordeste, Centro-Norte e Sul. Na atual gestão da Contraf-CUT (2012/2015), foram realizadas três turmas do curso.

"Aproveito o fechamento de mais este curso, que encerra meu mandato de seis anos na Formação, para agradecer a grande parceria e apoio que tivemos ao longo desses anos de nossas entidades sindicais e associativas, de toda a Diretoria da Confederação na figura do presidente Carlos Cordeiro e quero deixar um agradecimento especial a toda a equipe do Dieese nas figuras de Carlindo e Regina que percorreram conosco milhares e milhares de quilômetros desse Brasil, vencendo todas as dificuldades comuns ao dia a dia da formação", conclui William Mendes.


Fonte: Contraf-CUT

24.11.14

Contraf-CUT inicia 9ª turma do curso de formação sindical em Formosa


Próximos módulos serão em dezembro próximo e
fevereiro de 2015. Crédito: Seeb Brasília.

Começou nesta segunda-feira 24, em Formosa (GO), a 9ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese. 

O curso teve início em 2009 quando a Contraf-CUT percorreu todas as regiões do país, levando-o às bases sindicais - foram 5 turmas nas regiões Sudeste, Nordeste, Centro Norte e Sul. 

A partir de 2012, o curso passou a fazer parte da grade formativa da Confederação, além dos novos cursos de especialização em temas que fazem parte dos desafios e lutas na organização dos trabalhadores do ramo financeiro.

"A grade de formação da Contraf-CUT cumpre o papel definido pela Política Nacional de Formação da Central Única dos Trabalhadores. A CUT tem uma ampla grade formativa para preparar os trabalhadores de todos os ramos de atividade a se organizarem e conquistarem avanços dentro dos objetivos de classe estabelecidos nos congressos e plenárias. Compete aos ramos complementar a grade formativa com aquilo que é específico a cada ramo e categoria e é esta grade formativa que empreendemos desde 2009 quando assumimos a Secretaria de Formação", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Este curso está sendo aplicado na região Centro Oeste e conta com o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Fetec Centro Norte.
A 9ª turma conta com 35 participantes de todas as regiões do país. 

Estão representadas 19 entidades filiadas - sindicatos e federações - de 13 estados e Distrito Federal, sendo 20 homens e 15 mulheres.

"Estamos felizes por mais uma turma de formação instalada e com tamanha representatividade de nossos sindicatos e federações. Nesses seis anos de gestão, foram cerca de 450 participantes em cursos da Contraf-CUT, cumprindo nosso papel dentro da estrutura nacional de formação classista da CUT. Agradecemos muito o apoio e a parceria que sempre tivemos de nossas entidades e da equipe de formação do Dieese que nos acompanhou nesta jornada formativa", avalia o dirigente sindical.

Conteúdo dos módulos

O primeiro módulo abordará a história do movimento sindical, passando pelos desafios colocados na atualidade após as eleições e com a disputa de hegemonia que estará presente na sociedade brasileira.

O segundo módulo acontece em dezembro, abordará o Sistema Financeiro Nacional e Internacional, as políticas macroeconômicas, a moeda e a regulamentação do SFN, as inovações tecnológicas e o impacto no emprego da categoria e a questão do balanço dos bancos.

O terceiro módulo será realizado em fevereiro de 2015 e abordará os desafios contemporâneos dos trabalhadores do ramo financeiro como o emprego, a remuneração, a terceirização, segurança bancária, estrutura organizativa da Contraf-CUT, as questões de saúde e condições de trabalho, igualdade de oportunidades e as negociações coletivas.


Fonte: Contraf-CUT e Seeb Brasília


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Post Scriptum (29/11/14, registro no Facebook):

POLÍTICA: NOVO GOVERNO DILMA E A GUINADA À DIREITA NA ECONOMIA

Fiz um texto em meu perfil do Facebook comentando o texto de André Singer sobre o PT voltar a beijar a cruz dos rentistas e da elite:


"FORMAÇÃO POLÍTICA - OPÇÕES DE DILMA PARA O 2º MANDATO

A minha leitura para a pergunta de Singer não é positiva. E eu espero estar errado.

Mas as opções de Dilma Rousseff em repetir a estratégia de Lula em 2003 estão erradas e pode nos derrotar - o eu majestático é porque pertenço aos segmentos de organização social que apoiaram a candidata contra o retrocesso e o fascismo.

O cenário é completamente diferente de 2003. Acho que as classes beneficiadas pelas políticas do Lulismo e petismo podem não ter paciência em esperar nova guinada conservadora de Dilma/PT por uma questão básica:

- Não houve formação política libertadora e progressista para os 30 ou 40 milhões de brasileiros que ascenderam socialmente devido à Ética DA Política (o resultado da política do PT) nos últimos 12 anos. A mesma classe trabalhadora dos grandes centros urbanos como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de janeiro, Brasília onde está a maior parte dos servidores públicos do país, Curitiba e Porto Alegre, entraram na onda anti-petista.

- Não houve enfrentamento à MÍDIA GOLPISTA e hoje ela se fortalece novamente como formadora de opinião, porque há forte aliança com parte da Justiça brasileira e de setores de órgãos públicos como a Polícia Federal. 51 milhões de pessoas votaram CONTRA O RETROCESSO e não necessariamente em Dilma ou PT e 49 milhões votaram CONTRA O PT E DILMA.

- RESUMINDO, OS PROGRESSISTAS QUE APOIARAM A DILMA CONTRA O RETROCESSO NÃO TERÃO FACILIDADE EM ACEITAR A TEORIA DE UM PASSO ATRÁS PARA ANDAR DOIS ADIANTE...

- AHH, PARA NÃO DEIXAR DE FAZER AUTOCRÍTICA COM EU MAJESTÁTICO DE NOVO: ENTENDO QUE O MOVIMENTO ORGANIZADO COMO NÓS SINDICATOS NÃO ESTAMOS BEM COM AS BASES QUE REPRESENTAMOS. FALTA MUITO TRABALHO DE BASE E FORMAÇÃO POLÍTICA AOS TRABALHADORES...

É isso! Vamos correr para sobreviver... ou ao menos fazer a minha parte para este corpo tão maltratado física e psicologicamente..."

Texto do Singer:

"Singer diz que PT voltou a beijar a cruz

O jornalista André Singer, ex-porta-voz de Lula, critica a escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda; "Teremos novo ciclo de juros altos, corte de gastos e contração, com possível desemprego e diminuição da renda dos trabalhadores", diz ele; "O gesto suscita, de imediato, duas perguntas. Será que desta vez a estranha conjuntura mundial voltará a soprar a favor e, em caso positivo, quando? Será que as classes beneficiadas pela evolução do lulismo terão paciência para o trabalho de Sísifo que ele parece propor à sociedade brasileira?"


247 - No artigo Beijando a cruz, parte 2, o cientista político André Singer, que foi porta-voz de Lula, critica duramente a escolha da nova equipe econômica.


"Teremos novo ciclo de juros altos, corte de gastos e contração, com possível desemprego e diminuição da renda dos trabalhadores", diz ele. "O gesto suscita, de imediato, duas perguntas. Será que desta vez a estranha conjuntura mundial voltará a soprar a favor e, em caso positivo, quando? Será que as classes beneficiadas pela evolução do lulismo terão paciência para o trabalho de Sísifo que ele parece propor à sociedade brasileira?"

Singer afirma que as condições atuais não são comparáveis às do início do governo Lula, quando, segundo ele, o PT beijou a cruz pela primeira vez, na gestão de Antônio Palocci e Henrique Meirelles. "Em 2004, a economia mundial cresceu 5%, a maior taxa em décadas, iniciando um ciclo expansionista até 2008. As commodities, de que o Brasil é grande exportador, se valorizaram em 100%, o que não acontecia há vinte anos. Foi então que o lulismo deu o inesperado pulo do gato: utilizou a bonança para melhorar, por vários caminhos, a vida dos pobres, ativando o mercado interno por baixo."

5.2.14

Contraf-CUT conclui curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro



Participantes da 8ª turmo do curso promovido
pela Contraf-CUT e Dieese.

O terceiro e último módulo do curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e financiado pelas entidades filiadas, teve início na segunda-feira (3), em Nazaré Paulista (SP). Trata-se da 8ª turma, que tem a participação de dirigentes e assessores de entidades sindicais de nove estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MS, PA e DF. O curso será concluído na próxima sexta-feira (7).

O primeiro módulo ocorreu em novembro e o segundo em dezembro do ano passado. A atividade faz parte da grade permanente de formação da Confederação e está alinhada com a Política Nacional de Formação da CUT.

O curso integra o Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), adaptado para as entidades sindicais do ramo financeiro e vem sendo realizado na forma de três módulos, cada um de cinco dias.

"Ao longo dos últimos cinco anos, nós nos empenhamos em realizar o papel delineado pela Política Nacional de Formação da CUT, que deixa a cargo das confederações e ramos o papel estratégico de complementar a formação mais específica e inerente aos desafios específicos de cada setor organizativo dos trabalhadores", afirma William Mendes, Secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Assim, estamos atuando tanto com cursos de especialização em grandes temas, bem como neste curso de três módulos que abordam a história do sindicalismo em geral e dos bancários, estuda o sistema financeiro, os tratados e a moeda, e os desafios contemporâneos neste segmento como organização sindical, segurança bancária, terceirização, negociação coletiva, questões de gênero e igualdade, saúde, remuneração, dentre outros."

"Esses projetos de formação da Contraf-CUT têm sido construídos em consonância com as demandas de nossas entidades sindicais, após debates em nossos congressos e também em sintonia com as estratégias traçadas nos Enafor e Conafor da Central Única dos Trabalhadores", salienta Wiiliam. 

O diretor da Contraf-CUT ressalta que, "no decorrer desses cinco anos, quase não houve evasão de participantes de nossos cursos. Isso mostra a eficácia do trabalho político feito por nós e por nossas entidades na preparação e durante os cursos. Os participantes sempre tiveram o apoio de nossos sindicatos e federações. Todos nós temos ganhado com essa política de investimentos na formação de bons dirigentes e assessores no ramo financeiro".


Programação

O terceiro módulo inclui a abordagem da estrutura organizativa da Contraf-CUT e a organização sindical de base dos bancários, a remuneração no setor bancário, o emprego e reestruturação no sistema financeiro, a terceirização e a precarização das condições de trabalho nos bancos, a negociação coletiva no setor bancário, saúde e condições de trabalho, segurança bancária, igualdade de oportunidades e os desafios para a ação sindical no setor bancário.


Fonte: Contraf-CUT

13.12.13

Agenda de luta... Formação... Missão cumprida!


Sexta-feira 13

Completamos o 2º módulo do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese, para as entidades sindicais filiadas e seus dirigentes e assessores. É um curso cutista complementar à rede nacional de formação da CUT.

Estou há duas semanas fora de casa. Duas semanas sem poder ler algo à esmo, ao sabor do gosto pessoal, sem tempo para o subjetivo, para o ócio criativo, para o esporte e para cuidar da saúde...

Antes dessa semana de curso, estive em viagem internacional na semana passada (nos EUA). A viagem foi muito intensa, em todos os sentidos. A rica experiência de mudar o meu conceito sobre o povo americano, povo com grande classe trabalhadora explorada como nós mesmos nos demais países.

Tudo na minha vida política é intenso. Como dizem por aí, dá pra ver as pingas que a gente toma, mas não os tombos que a gente leva.

Tudo que fazemos há 11 anos na representação sindical, colocamos toda a nossa energia pra sair bem-feito em prol da luta de classe e dos princípios que acreditamos. Tudo isso tem grandes sacrifícios por trás.

Mas fazemos nossa luta e cumprimos nosso mandato com a dedicação de uma vida... É o mínimo que podemos fazer em nome daqueles que vieram antes de nós e que também fizeram o mesmo.

Confesso que estou bem cansado, física e psicologicamente. Mas cumpri todas as missões a que me predispus.

É isso!

Somos fortes, somos CUT!

Colocamos nossa vida na representação autêntica da classe trabalhadora!

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Post Scriptum:

Segue abaixo a foto da turma do 2º Módulo do 8º curso que estávamos realizando. A vida caminhou para cada pessoa à sua maneira. Três companheiros da foto faleceram: os queridos Valtinho da Contraf, Paquetá do Seeb Rio e Carlos, do Sul Fluminense. 

Cisões no movimento sindical separaram e excluíram algumas pessoas das entidades sindicais que estiveram conosco nesse curso de formação. 

Eu mesmo viria a sair do movimento sindical meses depois, ao aceitar disponibilizar meu nome para outra tarefa de representação, as eleições da Cassi em 2014.

Participantes do 8º Curso de Formação da Contraf e Dieese.

Escrevi na postagem do Facebook à época:

"FORMAÇÃO: Estamos com o 2º Módulo de nosso curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais. Estamos com uma boa turma neste 8º curso.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT! A FORMAÇÃO SALVA!"

12.12.13

Contraf-CUT realiza 2º Módulo do curso de formação sindical da 8ª turma

  
Curso forma dirigentes e assessores de entidades sindicais de todo o país

O segundo módulo do curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", promovido pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e financiado pelas entidades filiadas, teve início na segunda-feira (9), em Atibaia (SP). Trata-se da 8ª turma, que tem a participação de dirigentes e assessores de entidades sindicais de nove estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MS, PA e DF.

O primeiro módulo ocorreu em novembro e o terceiro está planejado para fevereiro de 2014. A atividade faz parte da grade permanente de formação da Confederação e está alinhada com a Política Nacional de Formação da CUT, que define o papel estratégico da formação sindical e aponta para os ramos e setores produtivos organizar cursos complementares à grade da rede nacional.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), adaptado para as entidades sindicais do ramo financeiro e vem sendo realizado há quatro anos na forma de três módulos de cinco dias, segundo William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

Sistema financeiro em foco

William explica que a programação do segundo módulo aprofunda o debate sobre o Sistema Financeiro Nacional, fazendo uma radiografia dos bancos e discutindo o artigo 192 da Constituição Federal que trata da regulamentação. Um dos palestrantes foi o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira.

"Este segundo módulo é o mais dinâmico do curso, desde que ele começou lá em 2009, dadas as constantes mudanças por que passa o sistema financeiro no país e no mundo. Desta forma, nós estamos sempre trazendo os principais problemas e desafios para a categoria e as entidades sindicais", afirma William.

A grade prevê também debates sobre o banco do futuro e os meios de pagamentos móveis, bem como um olhar sobre o Sistema Financeiro Mundial, focando temas como a crise de 1929, o Acordo de Basileia, o Consenso de Washington e a crise atual do capitalismo.

"Abordamos os meios de pagamento móveis - Mobile Payment - que teve lei aprovada sem que houvesse um debate profundo sobre os efeitos desse novo sistema de pagamento. Agora o Bacen está encarregado de definir diversas questões e o que temos visto são resoluções prejudicando inclusive os direitos trabalhistas e sindicais da categoria bancária e outras mais", aponta William.

O segundo módulo, que vai até sexta-feira (13), também contou com a presença da secretária-geral da Contraf-CUT, Ivone Silva.

Fonte: Contraf-CUT

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Programação sintética do módulo.


Post Scriptum: programação do módulo e textos (a maioria de produção própria da equipe do Diesse e artigos ou excertos de textos políticos e econômicos).

Segunda-feira

- O multiplicador bancário
- Políticas: econômica, monetária, cambial, fiscal e de rendas
- Exercício sobre políticas: econômica, monetária, fiscal, cambial e de rendas
- À noite: filme (opcional) "Revolução em Dangenham"

Terça-feira

- A (des)regulamentação do Sistema Financeiro: o artigo 192 original da CF/1988 e a Emenda Constitucional nº 40/2008 
- Radiografia dos bancos no Brasil (Dieese)
- Entidades do Sistema Financeiro Nacional e atribuições
- Um novo contexto para o setor financeiro? (Catia Uehara, Gustavo Cavarzan e Regina Camargo, Dieese)
- À noite: filme (opcional) "Capitalismo: uma história de amor"

Quarta-feira

- O Banco do Futuro: meios de pagamentos móveis
- Tarde Livre

Quinta-feira

- Conceitos importantes para entender a crise
- Aracruz e Sadia - Aposta errada no câmbio (uma matéria jornalística "Ações da Sadia e Aracruz desabam com aposta errada no câmbio" - fontes: Agência Estado e Reuters)
- Do Padrão Ouro a Bretton Woods (Vívian Machado, Dieese)
- Principais aspectos dos Acordos de Basileia
- Notas sobre a arquitetura financeira internacional (Caroline Yukari Miaguti e José Rubens Damas Garlipp)
- Texto sobre o filme "Inside Job", de Fernando Cardim.
- Europa vende até cidadania por equilíbrio fiscal (um texto)
- Para dormir pensando: "Veja como é fácil entender a crise mundial - tradução da crise do Subprime". (o texto do "seu Biu"*)

Sexta-feira

- Seis razões porque outra crise é inevitável (David Callahan e Wallace Turbeville)
- Crise econômica mundial e as alternativas do Brasil (José Álvaro Cardoso de Lima)
- A mão invisível do mercado (Frei Betto)
- Trabalho intermódulos II

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*Texto do "Seu Biu" pra entender a crise:

Veja como é fácil entender a crise mundial

Tradução da crise do Subprime

É assim ó:

O seu biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

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22.11.13

Agenda de luta... Formação e mais...

Finalizei a semana de luta nesta sexta-feira 22, depois das 22h.

Concluímos em Nazaré Paulista (SP) o primeiro módulo da nossa 8ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais participantes.

Ainda chegando de noite em casa, fui reler e corrigir os textos da revista nacional dos funcionários do bb - a revista O Espelho. precisava concluir o conteúdo para diagramá-la, imprimi-la e distribui-la nas bases do país.

Na quinta (21) estive na capital paulista para uma reunião nacional de minha corrente política e sindical dentro da CUT. Abordamos cenários sindicais para 2014 além de várias questões como a campanha nacional dos bancários. A reunião foi participativa e muito democrática como devem ser essas reuniões de movimento social.

Entre domingo (17) e quarta (20) estive junto à turma de formação lá no Hotel Atibainha.

Nos intervalos do curso, bem como à noite, ou bem cedo... estive sempre cuidando de questões relativas ao bb.

É isso. Missão Cumprida! (mas confesso meu cansaço! Está difícil ficar com o olho aberto...)

Fui...

LEMBREM-SE: FAÇAM TUDO NA VIDA COM GANA!

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Post Scriptum: Continuo indignado com o Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores com o "faz de conta que não é comigo" sobre a tortura (i)legal há anos ao companheiro Genoíno e ninguém faz nada!

Post Scriptum (2): Cadê a merda da regulamentação da mídia não feita nos últimos 10 anos?

Post Scriptum (3): O governo segue PRIVATIZANDO... Que tristeza!

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Lideranças em atividade de protesto e por um Banco Centrall
a serviço do Brasil e do povo brasileiro e não dos banqueiros.

Post Scriptum:

Para não dizer que nada foi feito sobre as condenações ilegais de Genoíno e Dirceu, houve no dia 26/11/13 em Brasília uma manifestação nossa na porta do STF em protesto às condenações políticas de militantes do PT e do movimento sindical e social. A mobilização foi precedida por um ato no Banco Central por um papel mais social da entidade.

Fiz um vídeo da atividade
 (AQUI). 

21.11.13

Contraf-CUT inicia 8a turma do curso de formação de dirigentes bancários

  
Curso forma dirigentes e assessores de entidades sindicais de todo país

O curso "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e financiado pelas entidades filiadas, iniciou a 8ª turma na segunda-feira (18), em Atibaia (SP). A atividade faz parte da grade permanente de formação da Confederação e está alinhado com a Política Nacional de Formação da CUT, que define o papel estratégico da formação sindical e aponta para os ramos e setores produtivos organizar cursos complementares à grade da rede nacional.

Segundo William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT, o curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA) adaptado para as entidades sindicais do ramo financeiro e vem sendo realizado pela Contraf-CUT desde 2009. Ele é aplicado em três módulos de cinco dias e ocorrerá entre novembro deste ano e fevereiro de 2014.

A 8ª turma do curso tem a participação de 27 dirigentes e assessores de 13 entidades sindicais de nove estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MS, PA e DF.

"Enaltecemos muito a disposição e combatividade de cada participante e de suas entidades por acreditarem na formação sindical. Estávamos com o curso programado para começar em outubro, mas devido à greve longa e vitoriosa da categoria, tivemos que reorganizar a agenda. Fomos instados a manter o curso e estamos muito felizes de termos uma turma tão boa quanto esta que temos neste oitavo curso", afirma William.

Este primeiro módulo é organizado de modo a que os participantes tenham oportunidade de conhecer melhor a história do movimento sindical brasileiro e dos bancários; aborda a questão da disputa da mais valia entre capital e trabalho; estuda a questão do mundo do trabalho ao longo do século XX no Brasil, sob os vários governos e períodos; e chega ao período contemporâneo dos anos 90 e da atualidade.

Os outros dois módulos abordarão o sistema financeiro nacional e internacional, a questão da regulamentação, os tratados e acordos internacionais, os desafios da classe trabalhadora e da categoria bancária na contemporaneidade.

"A formação sindical tem papel estratégico para a Central Única dos Trabalhadores. Na definição da Política Nacional de Formação da CUT, cabe aos ramos fazer cursos e programas de formação complementar aos da rede da Central. A Contraf-CUT cumpre seu papel quando oferece este curso de capacitação de dirigentes das entidades sindicais do ramo financeiro, bem como com os cursos de especialização que estamos realizando neste mandato como ocorreu com a Terceirização e sobre o tema Saúde do Trabalhador do Ramo Financeiro. Teremos mais cursos de especialização em 2014", projeta William.

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum:

Postei a matéria no Facebook com o seguinte comentário:

"FORMAÇÃO: Concluímos o primeiro módulo. A esperança que a formação nos dá quando reunimos pessoas dispostas a mudar o mundo é muito grande... é uma sensação pacificadora em nossa tumultuada luta contra as coisas do mundo. A formação salva!"

E a companheira Regina postou:

"Agradecendo aos amigos William Mendes, Andreia Ferreira e Bárbara Vazquez pela presença sobrenatural no curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro. Vcs são pessoas maravilhosas! E ao Joel Bueno, que não via há 15 anos, mas parece que estávamos juntos naquela sala, em outro curso, num outro tempo. Bjs a todos!"

14.11.13

Agenda de luta... pré feriado (e vem formação aí)


Nesta semana de 11 a 14 de novembro estive com a agenda sindical toda aqui em São Paulo.

Tratamos de questões relativas à minha função de coordenação nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Também estamos fechando os textos da revista nacional O Espelho abordando a campanha nacional da categoria em 2013, bem como questões inerentes à Previ, à Cassi e ao nosso novo direito político no BB - ter um Conselheiro Representante no Conselho de Administração do Banco (Caref), Rafael Matos. A revista será distribuída no início do mês de dezembro para os bancários das bases sindicais filiadas à Contraf-CUT

FORMAÇÃO SINDICAL

Também tive um foco no fechamento da turma de formação que vamos iniciar na semana que vem. É o curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, um curso PCDA realizado em parceria entre a Contraf-CUT e o Dieese, juntamente com as entidades sindicais que apostam na formação, para preparar e dar mais capacitação aos dirigentes do Ramo Financeiro.

Já deixo grande agradecimento a toda a equipe de funcionários da Contraf e dieese que ajudou a montar a turma, os materiais, atualizar a grade do curso e preparar tudo pra receber o pessoal do Brasil todo neste domingo e segunda.

PCDA - Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores

De acordo com as políticas de formação definidas no Enafor da CUT deste ano, cabe às confederações e ramos realizar cursos de formação complementares à grade nacional formativa de nossa Central.

É isso que estamos fazendo na Contraf-CUT. Realizando cursos temáticos com especialização em grandes temas e eixos de luta do ramo financeiro, além do curso PCDA voltado para capacitar dirigentes bancários.

Serão 3 módulos entre novembro e fevereiro e conseguimos montar uma boa turma com dirigentes de todo o Brasil.

As expectativas de iniciar uma turma de formação são sempre as melhores possíveis...

No domingo estaremos com a turma para o início, na segunda 18, logo cedo.

É isso,

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
A FORMAÇÃO SALVA!


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Post Scriptum:

POLÍTICA BRASILEIRA - compartilhei na mesma data (14/11/13), em meu perfil do Facebook, excelente artigo de Eduardo Guimarães sobre o absurdo que a "justiça" brasileira vem fazendo com o companheiro José Genoíno e outros dirigentes do PT e do campo democrático-popular. Reproduzo abaixo o artigo:


Preto, pobre, prostituta e petista

Por: Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania)


Charge de Vítor T, feita para a matéria no
Blog da Cidadania sobre condenação de
José Genoíno e demais petistas.
“Num tempo

Página infeliz da nossa história

Passagem desbotada na memória

Das nossas novas gerações

Dormia

A nossa pátria mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações”

Vai Passar (Chico Buarque)


O Brasil amanheceu pior do que ontem. A partir de agora, torna-se oficial o que, até então, era uma tenebrosa possibilidade: cidadãos brasileiros estão sendo privados de suas liberdades individuais apenas pelas ideologias político-partidárias que acalentam.

A “pátria mãe tão distraída” foi “subtraída em tenebrosas transações” entre grupos políticos partidários e de comunicação e juízes politiqueiros.

Na foto que ilustra este texto, o leitor pode conferir o único patrimônio de um político que foi condenado pelos crimes de “corrupção ativa e formação de quadrilha” pelo Supremo Tribunal Federal em 9 de outubro de 2012.

Junto com ele, outros políticos ou militantes políticos filiados ao Partido dos Trabalhadores, todos com evoluções patrimoniais modestas diante dos cargos que ocupavam na política.

José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha e Henrique Pizzolato tiveram suas prisões decretadas com base em condenações por uma Corte na qual, ao longo de sua existência secular, jamais políticos de tal importância foram condenados.

A condenação desses quatro homens, todos de relevância político-partidária, poderia até ser comemorada. Finalmente, políticos começariam a responder por seus atos. Afinal, até aqui o STF sempre foi visto como a principal rota de fuga dos políticos corruptos.

Infelizmente, a única condenação a pena de prisão que aquela Corte promulgou contra um grupo político foi construída em cima de uma farsa gigantesca, denunciada até por adversários políticos dos condenados, como, por exemplo, o jurista Ives Gandra Martins, que, apesar de suas divergências com o PT, reconheceu que não houve provas para condenar José Dirceu, ou como o formulador da teoria usada para condenar os réus do mensalão, o alemão Claus Roxin, que condenou o uso que o STF fez de sua revisão da teoria do Domínio do Fato.

Dirceu e Genoíno foram condenados por “formação de quadrilha” e “corrupção ativa” apesar de o primeiro ter estado infinitamente mais distante dos fatos que geraram o “escândalo do mensalão” do que estão Geraldo Alckmin e José Serra dos escândalos Alston e Siemens, por exemplo.

Acusaram e condenaram Dirceu apesar de, à época dos fatos do mensalão, estar distante do Partido dos Trabalhadores, por então integrar o governo Lula. Foi condenado simplesmente porque “teria que saber” dos fatos delituosos por sua importância no PT.

Por que Dirceu “tinha que saber” das irregularidades enquanto que Alckmin e Serra não são nem citados pelo Ministério Público, pela Justiça e pela mídia como tendo responsabilidade direta sobre os governos nos quais os escândalos supracitados ocorreram?

O caso Genoíno é mais grave. Sua vida absolutamente espartana, seu microscópico patrimônio, sua trajetória ilibada, nada disso pesou ao ser julgado e condenado como um “corruptor” que teria usado milhões de reais para “comprar” parlamentares.

O caso João Paulo Cunha é igualmente ridículo, em termos de sua condenação. Sua mulher foi ao banco sacar, em nome próprio, com seu próprio CPF, repasse do partido dele para pagar por uma pesquisa eleitoral. 50 mil reais o condenaram por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

O caso mais doloroso de todos, porém, talvez seja o de Henrique Pizzolato, funcionário do Banco do Brasil, filiado ao PT e que, por ter assinado um documento que dezenas de servidores da mesma instituição também assinaram sem que contra eles pesasse qualquer consequência, foi condenado, também, por “corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro”.

Isso está acontecendo em um país em que se sabe que dois governadores do PSDB de São Paulo, apesar de ter ocorrido em suas administrações uma roubalheira de BILHÕES DE REAIS, não são considerados responsáveis por nada.

Isso está acontecendo em um país em que um político como Paulo Maluf, cujas provas de corrupção se avolumam há décadas, jamais foi condenado à prisão.

Isso está acontecendo em um país em que um governador como Marconi Perillo, do PSDB, envolveu-se até o pescoço com um criminoso do porte de Carlinhos Cachoeira, foi gravado em relações promíscuas com esse criminoso e nem acusado foi pelo Ministério Público.

Isso está acontecendo, finalmente, no mesmo país em que os ex-prefeitos José Serra e Gilberto Kassab toleraram durante anos roubalheira dentro da prefeitura e quando essa roubalheira de MEIO BILHÃO de reais vem à tona, a mídia e o Ministério Público acusam quem mesmo? O PT, claro.

Já entrou para o imaginário popular, portanto, que, neste país, cadeia é só para pretos, pobres, prostitutas e, a partir de agora, petistas.

No Brasil, as pessoas são condenadas com dureza pela “justiça” se tiverem mais melanina na pele, parcos recursos econômicos, se venderem o que só pertence a si (o próprio corpo) para sobreviver ou se tiverem convicções políticas que a elite brasileira não aceita.

A condenação de alguém a perder a liberdade por suas convicções políticas, porém, é mais grave. É característica das ditaduras, pois a desigualdade da Justiça com os outros três pês deriva de falta de recursos para se defender, não de retaliação a um ideário.

Agora, pois, é oficial: você vive em um país em que se deve ter medo de professar e exercer suas verdadeiras convicções políticas, pois sabe-se que elas expõem a retaliações ditatoriais como as que levarão para cadeia homens cuja culpa jamais foi provada.

Fonte: reprodução de texto do Blog da Cidadania

1.11.13

Contraf-CUT abre inscrições para novo curso de formação sindical


Curso é destinado a dirigentes e assessores das entidades filiadas à Contraf-CUT

A Contraf-CUT abriu nesta sexta-feira (1º) inscrições para o novo curso de formação "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", a ser realizado em três módulos (novembro e dezembro deste ano e fevereiro de 2014), no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo.

São 35 vagas destinadas a dirigentes e assessores das entidades sindicais filiadas à Contraf-CUT. O curso integra o Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA).

"Trata-se da oitava turma do curso de formação da Contraf-CUT, realizado desde 2009 em parceria com o Dieese, e que materializa a prioridade e o respeito que temos pela formação dos dirigentes e assessores sindicais de todo país", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

"É um curso sólido, consistente, focado no sindicalismo bancário e que tem por finalidade preparar dirigentes para os desafios das funções de liderança no movimento", explica.

Nova fase do PCDA

Na gestão anterior da Contraf-CUT, entre 2009 e 2012, o curso percorreu as cinco regiões do país, atingindo o Sudeste (MG e RJ), Sudeste (Fetec SP), Nordeste, Centro-Norte e Sul.

Já na gestão atual da Contraf-CUT foram formadas duas turmas, sendo uma do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e outra de diversas entidades filiadas à Confederação. "O objetivo é atender às demandas de formação constantes dos sindicatos e federações de todo o país", salienta William.

"Com o novo curso, os sindicatos terão a oportunidade de fazer seus planejamentos em formação, sabendo que a Confederação conta com o curso básico de capacitação para dirigentes sindicais bancários, além de cursos temáticos para especializar dirigentes em várias áreas inerentes à representação dos trabalhadores do ramo financeiro", ressalta o diretor da Contraf-CUT.

Datas dos três módulos do novo curso

Módulo 1: 18 a 22 de novembro de 2013
Módulo 2: 9 a 13 de dezembro de 2013
Módulo 3: 3 a 7 de fevereiro de 2014

Critérios de participação

Os participantes devem ser indicados e inscritos pelas entidades filiadas à Contraf-CUT, com critérios discutidos em suas instâncias, sendo imprescindível o cumprimento da cota de gênero como estabelece a CUT. "Sugerimos que a cada dois participantes da mesma entidade, haja ao menos um de cada gênero", salienta William.

O conteúdo de cada módulo, a taxa de inscrição e outras informações constam em comunicado enviado pela Contraf-CUT para todas as entidades filiadas.

As inscrições devem ser feitas até o dia 12 de novembro, através do e-mail contrafcut@contrafcut.org.br


Fonte: Contraf-CUT