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16.3.26

Eleições CASSI: Por que voto CASSI PARA OS ASSOCIADOS, chapas 2 e 55



Opinião

CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados. 

Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde. 

Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.

A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde. 

Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF. 

A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal. 

Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.

Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.

O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.

A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.


POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS

Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.

Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela. 

Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.

Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!

A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.

Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.

A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.

É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Post Scriptum

Abaixo, apresento o resultado das eleições, através de matéria da própria CASSI:

Publicado em: 23/03/26

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições CASSI 2026

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

8.3.26

Dia Internacional das Mulheres



8 DE MARÇO NA PAULISTA

Hoje foi mais um dia de lutas pelas causas que nós defendemos enquanto coletivo de pessoas do campo da esquerda. As chuvas torrenciais não nos impediram de ocupar os espaços públicos. 

A esquerda luta por igualdade, por liberdade, por justiça social, por direitos humanos, por uma forma mais sustentável de vida no planeta Terra. 

A esquerda defende a cultura em todas as suas dimensões, a educação pública e de qualidade, saúde para todos, o acesso à alimentação plena. A esquerda defende o livre ir e vir com segurança. Defende moradia segura a todos.

Parem de matar as mulheres!

A esquerda luta pelo direito à vida! Vida plena, diversa. Para a esquerda todas as vidas importam.

O dia 8 de março e o mês de março são períodos do calendário destacados para refletirmos e aprofundarmos todas as questões relativas às lutas das mulheres.

Essas datas no calendário de lutas da esquerda existem porque as mulheres estão e sempre estiveram à frente dessas causas históricas por emancipação e igualdade plena de direitos. 

Com Luna Zarattini, vereadora do PT em São Paulo.
Grande lutadora e defensora dos direitos do povo

São as mulheres que ao longo do tempo vêm lutando para ocupar espaços historicamente e culturalmente reservados aos homens. São as mulheres que criam inclusive o vocabulário e a linguagem apropriada para essas lutas emancipatórias.

O lugar das mulheres é onde elas quiserem estar!

Todos os dias são dias de luta por direitos. Direitos não são naturais, não são fenômenos da natureza. Direitos são criações humanas. Sendo criações e não fenômeno natural, devemos lutar todos os dias para manter e avançar nos direitos.

Com queridos companheiros e companheiras de lutas sindicais

Foi isso que nós fizemos hoje, homens e mulheres, lutamos mais um dia pela emancipação e pelos direitos plenos das mulheres. 

Lutamos pela vida porque há uma epidemia de violência e assassinatos de mulheres no Brasil. 

Lutamos pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 porque homens e mulheres do povo merecem viver dignamente e ter cidadania plena, o que inclui salários maiores e menos tempo de trabalho.


A luta segue amanhã, e depois de amanhã, e na próxima semana, e nos próximos meses e anos.

Convidamos a todas, todos e todes a somarem conosco na luta pela emancipação das mulheres e homens da classe trabalhadora. 

A vida em sociedade pode ser melhor e nossa participação nas lutas é o que nos permitirá mudar o que está ruim para a ampla maioria.

William Mendes

08/03/26

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes