Páginas

Mostrando postagens com marcador BNC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BNC. Mostrar todas as postagens

5.5.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2009


Genésio e eu, contra a Folha "Ditabranda".


RETROSPECTIVA 2009

O mês de janeiro foi um mês de muito trabalho de base. Distribuí materiais sindicais em diversas agências e departamentos do Banco do Brasil, além de participar de reuniões políticas organizativas para o ano de luta. No fim do mês, embarquei para Belém do Pará, para participar do Fórum Social Mundial.

Tive agendas em Brasília no início do mês de fevereiro. A CUT fez dia nacional de lutas: “Querem lucrar com a crise: a classe trabalhadora NÃO vai pagar esta conta”. Tivemos reunião nacional da direção da Contraf-CUT e reuniões políticas na Fetec CUT SP para tratar da questão da incorporação do Banco Nossa Caixa pelo BB. Nossa corrente política Articulação Sindical fez seminário nacional. E também fizemos reunião dos delegados sindicais do Banco do Brasil.

No dia 7 de março, participei do ato em frente ao jornal Folha de São Paulo, que havia afirmado que no Brasil a ditadura tinha sido “branda”. Esse é o veículo de comunicação que emprestou carros para sequestrar pessoas naquele período nefasto do país. Folha “Ditabranda”.

Ainda em março, trabalhei no RJ representando a Contraf-CUT em evento da Previ.

No dia 12/03/09, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região promoveu emocionante ato para recordar e comemorar os 30 anos da “Retomada” (1979-2009) da direção de nosso Sindicato da mão dos pelegos aliados da ditadura. Na matéria especial, Gushiken disse não ter dúvidas de que assim como as lutas dos metalúrgicos do ABC, aquela vitória eleitoral nos bancários foi fundamental para impulsionar o movimento sindical brasileiro a contribuir para a redemocratização do país.

Na segunda quinzena, muitos eventos organizativos: estive no Paraná, em encontro dos bancários do BB e Caixa, estive no Rio de Janeiro também em seminário da categoria. Em São Paulo, ocorreram encontros sobre a incorporação do BNC, e encontros temáticos preparatórios para o Congresso da Contraf-CUT.

No mês de abril, o movimento sindical bancário foi marcado por eventos organizativos e democráticos importantes. Realizamos o 2º Congresso da Contraf-CUT e o companheiro Carlos Cordeiro foi eleito o presidente de nossa confederação. Eu fui eleito secretário de formação.

A categoria realizou os congressos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Brasília. Em relação à nossa Caixa de Assistência, a delegação do 20º CNFBB indicou o fortalecimento do modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se desenvolvia através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com unidades próprias de atendimento primário, as CliniCassi.

Como secretário de formação, passei a estudar mais a história do movimento sindical e escrever mais também. Fiz dois artigos no mês de abril.

O mês de maio foi repleto de atividades sindicais. Participei do 1º de maio em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, um evento classista e sem patrocínio de empresários. Ainda participei da Corrida dos Trabalhadores em Osasco (8K), evento no qual o Sindicato inscreveu centenas de bancárias e bancários.

Estive em reuniões organizativas e deliberativas no mês. Participei do CECUT no interior de São Paulo – Serra Negra - e depois do planejamento da direção da Contraf-CUT, em Nazaré Paulista.

Ainda em maio realizamos Encontro Estadual da Articulação Sindical da CUT, e contamos com a participação de José Ricardo Sasseron, presidente da Anapar e diretor eleito de seguridade na Previ, e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo com agenda cheia, não deixei de fazer base. Fiz reuniões em locais de trabalho no Banco do Brasil e distribuí a revista O Espelho no Complexo São João.

Junho foi mês de boas reuniões nacionais: tivemos Encontro da Juventude e do Coletivo de Formação na Contraf-CUT. Depois tivemos Encontro organizativo da Articulação Sindical. Participei ainda de Assembleia na AABB SP.

Em julho, realizamos na Contraf-CUT o 2º Encontro de Comunicação. Participei da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que definiu a pauta de reivindicações da categoria. Ainda fiz debate sobre a Cassi no auditório do Complexo do Banco do Brasil, na Av. São João.

Participei como delegado, em agosto, do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). Começaram as mesas de negociações salariais com os banqueiros e governo federal.

A nossa confederação me designou para representar, em setembro, o ramo cutista em curso de formação na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Turim (ITA) e em Madri (ESP). Foram três semanas fora do país, em companhia de dirigentes de vários países latino-americanos, debatendo e construindo saídas para aquele contexto: crise do capitalismo com a questão do subprime.

Quando voltei, participei ativamente da campanha salarial e dos 15 dias de greve nacional dos bancários e bancárias, iniciada em 24 de setembro.

Entre outubro e dezembro, realizamos o 1º curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT e entidades sindicais afiliadas e com o suporte técnico do Dieese. Ao longo do mandato na secretaria de formação, iríamos percorrer todas as regiões do país levando formação às bases da categoria bancária.

Ainda em novembro e dezembro, participei de fóruns democráticos diversos: Conferência de Saúde da Cassi em SP e assembleia da AABB SP. Tivemos seminário sobre bancos públicos e regulamentação do art. 192 da CF. Realizamos na Contraf Reunião das Redes Sindicais Internacionais.

Terminei o ano como comecei: na base, ouvindo os trabalhadores e resolvendo demandas nos locais de trabalho no dia 30 de dezembro, no complexo São João do Banco do Brasil.

Após a revisão das 211 postagens do ano, mais um caderno do blog finalizado.

William Mendes


5.4.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2008



RETROSPECTIVA 2008

O primeiro semestre do ano de 2008 teve algumas agendas importantes para nós da categoria bancária, em especial os funcionários do Banco do Brasil, que nesse ano completava 200 anos de existência.

Em relação à base de São Paulo, Osasco e região, tivemos as eleições de renovação da diretoria de nosso Sindicato. Fiz parte da nossa chapa cutista “Chapa 1 – a Chapa do Sindicato CUT”. Fui eleito para o 3º mandato representando os colegas da base.

As condições de trabalho estavam ruins na categoria e no BB fizemos diversas paralisações nos primeiros meses do ano para tentar melhorar o dia a dia nos locais de trabalho. Desenvolvemos uma campanha nacional com o mote “Acorda BB – Banco para o Brasil”.

Em termos gerais, estávamos com campanha nacional pela ratificação das convenções 151 e 158 da OIT.

No Sindicato, elegemos delegadas e delegados sindicais, fizemos reunião organizativa e já estávamos acompanhando as notícias de provável venda do Banco Nossa Caixa por parte do governo tucano de São Paulo. Privatização é demissão em massa e o tema nos preocupava muito.

No início de junho, fui às posses das direções eleitas em nossas caixas de assistência e previdência, a Cassi e a Previ. Nós cutistas apoiamos as chapas vencedoras.

Fechando o primeiro semestre, participei do Congresso dos Bancários do Ceará, já no início da Campanha Nacional da categoria.

CAIXA FEDERAL – EMPREGADOS APROVAM NOVO PCS

Em junho, os empregados da Caixa aprovaram em assembleias a proposta de PCS negociada entre patrão e trabalhadores e seus sindicatos. 

Essa foi uma diferença importante entre negociações da Caixa Federal e governo em relação ao Plano de Cargos e Salários (PCS). Enquanto no BB a direção não abriu negociação alguma conosco, o processo avançou na Caixa. A assembleia em nossa base foi no dia 26 de junho.

Em julho, além de fazer bastante trabalho de base, participei de duas conferências de bancários, a de São Paulo e a do Ceará.

No mês de agosto, os governos de São Paulo e do presidente Lula abrem as tratativas para a incorporação do Banco Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Sindicatos e associações de funcionários do BNC se mobilizam para exigir do governo federal a manutenção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores e aposentados.

Representei a Contraf-CUT na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários em Alagoas. Iria à posse da direção dos bancários em Porto Alegre, mas perdi o voo e não consegui ir.

Durante o mês de setembro, ocorreram as negociações com os banqueiros na mesa geral da Fenaban e as negociações específicas nos bancos públicos. No BB, fizemos duas reuniões sobre a minuta.

Enquanto lideranças sindicais e patrões se reuniam, nós mobilizávamos a base. No Sindicato em São Paulo, fizemos plenária dos bancários e reunião de delegados sindicais do Banco do Brasil.

Como a proposta dos banqueiros não atendia às reinvindicações da categoria, fizemos paralisação nacional no dia 30 de setembro.

CULTURA

Para dar um respiro às lutas da categoria, fizemos um sarau no Auditório Lélia Abramo, na Regional Paulista do Sindicato. A sugestão foi minha e o evento se chamou Sarau Refeitório Cultural.

SAÚDE FAMILIAR

Entre agosto e setembro, meu pai esteve em São Paulo para realizar uma cirurgia no Hospital da USP. Se não me engano, a cirurgia foi para colocar telas em suas hérnias na região abdominal.

GREVE NACIONAL

Após diversas rodadas de negociação e a tradicional intransigência do patronato, a categoria entra em greve nacional e após 15 dias de mobilização arrancam propostas na mesa geral e nas mesas específicas dos bancos públicos.

ORGANIZAÇÃO E PLANEJAMENTO

O mês de novembro foi bem agitado a considerar que já havíamos fechado a campanha salarial da categoria.

Além de confraternização com os bancários pela bela luta e unidade na campanha para arrancar proposta após 15 dias de greve, fizemos plenária com os bancários para definir as próximas agendas de lutas. Fiz várias reuniões em agências da base.

Na contraf-CUT, fizemos encontro das Redes Sindicais de Bancos Internacionais, Encontro Nacional de Formação, participei do planejamento da direção do nosso Sindicato e representei a confederação em Encontro Estadual de bancários da Paraíba.

De quebra, tivemos que fazer ação sindical num sabadão no Banco do Brasil porque a direção local queria pôr os bancários para compensarem horas de greve em fim de semana. Não deixamos!

Em dezembro, ainda deu tempo de fazermos dois encontros nacionais, um dos dirigentes do Banco do Brasil, no interior de São Paulo, e outro de dirigentes de sindicatos e federações para debater formas de valorizar a representação sindical.

Ano de muito trabalho, lutas sindicais e o saldo foi positivo para a classe trabalhadora.

Mais um ano de lutas sistematizado em meu blog. São 230 postagens prestando contas e compartilhando informações aos bancários e bancárias que representei.

William Mendes

28.11.13

Contraf-CUT e entidades sindicais reivindicam do BB Cassi e Previ para todos


Primeira reunião da mesa temática sobre incorporados foi em Brasília

Foi realizada na tarde desta quarta-feira 27 de novembro a primeira reunião da mesa temática entre a Contraf-CUT e entidades sindicais e o Banco do Brasil sobre saúde e previdência para os funcionários oriundos dos bancos incorporados pelo BB. O encontro aconteceu na sede do Banco em Brasília.

Os representantes dos funcionários reivindicam que todos os trabalhadores oriundos do Besc, Banco Nossa Caixa e BEP tenham acesso ao plano de saúde da Cassi, com a assistência, os serviços, a amplitude nacional e a contrapartida de custeio do Banco para ativos e aposentados. Com relação aos planos de previdência do Economus, Fusesc e Previbep, que sejam garantidos os mesmos direitos, nível de contribuições e benefícios oferecidos aos funcionários do BB no Previ Futuro, preservados os direitos dos participantes ativos e aposentados vinculados aos planos de Benefício Definido daquelas três entidades.

Os representantes do Banco do Brasil na mesa temática, sob a coordenação do diretor da Diref, Carlos Néri, apresentaram uma série de dados e falaram sob a situação de cada uma das três entidades, dos seus planos de previdência e de assistência à saúde. 

Apresentaram o trabalho que está sendo feito pelos dirigentes de cada entidade para avaliar com profundidade o patrimônio, os investimentos e a situação atuarial de cada um dos planos, os riscos, demandas e passivos, a implantação de novos mecanismos de decisão, controle, avaliação de risco, auditorias e procedimentos para melhorar a gestão dos fundos.

Os representantes do BB frisaram que não há autorização do acionista majoritário para negociar soluções neste momento, já que o encontro realizado nesta quarta-feira não era uma mesa de negociações, mas uma reunião para reconhecimento da situação dos planos. 

Questionamentos

As entidades sindicais fizeram uma série de questionamentos quanto à situação dos planos. Reafirmaram que a expectativa dos trabalhadores oriundos dos bancos incorporados é que haja uma solução negociada, que equipare seus direitos aos dos bancários já admitidos como funcionários do BB. 

Os sindicalistas mostraram que, se houver disposição da parte do Banco, estão dispostos a fazer todo o esforço necessário para encontrar saídas que viabilizem a transferência de todos, com suas reservas e direitos, para a Cassi e a Previ, sem levar nenhum risco desnecessário aos atuais participantes dessas duas entidades.

"A reunião foi produtiva porque para alcançarmos nosso objetivo de termos todo o funcionalismo incluído na Cassi e Previ, com direitos iguais e sem discriminação, temos de conhecer os diversos planos de saúde, de previdência, os principais problemas e assim discutirmos junto com os trabalhadores a melhor maneira de negociar a solução desta reivindicação tão importante para cada bancária e bancário oriundos dos bancos incorporados que hoje não têm acesso ao direito, tanto na ativa quanto na aposentadoria, como já ocorre com quase 200 mil funcionários do Banco", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Tanto os representantes do Banco quanto os sindicalistas ficaram de aprofundar estudos e avaliar propostas concretas de solução para depois realizar nova reunião. Os membros da Comissão de Empresa reivindicam que se inicie de fato um processo de negociação, e não somente uma mesa temática para avaliação dos planos.

Fonte: Contraf-CUT

26.11.13

Contraf e BB iniciam mesa temática sobre Cassi e Previ para os incorporados


                                    Uma das conquistas da Campanha Nacional 2013 é a implementação de mesa entre a Contraf-CUT e suas entidades sindicais e o Banco do Brasil para a coleta de informações sobre os diversos planos de saúde e previdência complementar que pertencem às entidades que eram vinculadas aos bancos incorporados (BEP, BESC e Banco Nossa Caixa) e seus funcionários.

A mesa ocorre em Brasília nesta quarta-feira 27 e as entidades sindicais esperam conseguir finalmente todos os dados necessários para que os trabalhadores e seus representantes possam encontrar solução definitiva, a fim de que todos tenham direito à Cassi e à Previ. Hoje o que existe é um só banco, um só regulamento interno que abriga o funcionalismo, mas milhares de funcionários com direitos menores que seus colegas admitidos diretamente no BB.


"Esperamos que essa mesa seja produtiva e que após a coleta de todos os dados que precisamos sobre os diversos planos, os perfis de seus públicos e as dificuldades existentes, possamos avançar e abrir negociações efetivas nos próximos meses para incluir todos os funcionários na Cassi e na Previ, independente da origem", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

BB ainda deve acertos de campanha

A Contraf-CUT e suas entidades sindicais agiram rapidamente na busca de solução para os diversos problemas recorrentes no BB após o final da campanha nacional e da assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Um dos grandes problemas com resposta rápida do movimento sindical neste ano foi com relação às perseguições e exageros cometidos pela direção do Banco aos bancários que participaram da paralisação.

"Neste ano agimos rapidamente em nível nacional, nos primeiros dias após a assinatura do acordo, para que a vida voltasse à normalidade nos locais de trabalho e que não houvesse abusos por parte dos gestores do Banco em relação aos grevistas. Após um forte trabalho nosso, juntamente com a mobilização dos bancários e sindicatos, resolvemos a maior parte dos problemas de práticas antissindicais e agora os casos são residuais. Nossos sindicatos estão atentos a qualquer problema que ocorrer", informa William Mendes.

- Mérito dos caixas: o BB informou à Contraf-CUT que havia trabalhado para fazer o acerto da pontuação e o pagamento àqueles que adquiriram mais uma letra de mérito em novembro. Segundo a direção da empresa, houve problemas tecnológicos e ela trabalha para que o acerto aconteça em dezembro. Os acertos dos créditos devem ser desde setembro de 2013. Qualquer dúvida sobre erro na pontuação ou no recebimento do direito ao Mérito deve ser repassada para o sindicado local, que verá junto ao seu representante na Comissão de Empresa (CEBB) na Federação a solução para o problema.

- Acordo de CCV: o acordo de CCV para avaliar demandas de passivo trabalhista sobre jornada de cargos comissionados aos aderentes às funções de 6 horas do Banco foi renovado com uma alteração importante. Ao sindicato que aderir, não será mais necessário interromper por 180 dias as ações coletivas que reivindiquem demandas de jornada de trabalho (estava previsto no acordo de CCV passado). Assim que a Contraf-CUT receber o documento do Banco, soltará comunicado com todas as informações para a adesão ao novo ACT de CCV, inclusive sobre procedimentos de assembleias.

- Estorno das faltas dos dias de luta contra o Plano de Funções: o Banco efetuou o estorno das faltas (com o código 308) ocorridas no primeiro semestre devido à agenda de luta contra os efeitos negativos do novo Plano de Funções, implantado pelo BB em 28/01/13. Os gestores das unidades receberam instrução da direção do Banco para mudar o comando das faltas até dia 8/11, para que os bancários recebessem o crédito do estorno na folha de novembro. Caso algum bancário ainda esteja com o 308 e sem o crédito, deve informar ao seu sindicato porque, nesse caso, pode ter sido um erro local.

- Crédito do estorno do 308 sobre a PLR do primeiro semestre: a Contraf-CUT já cobrou da direção do BB que seja feito o crédito referente ao estorno da(s) falta(s) dos dias de luta contra o Plano de Funções. Os bancários receberam sua PLR com o valor a menor por terem faltas 308 naquele semestre.

- Créditos de VA, VR e dos estagiários foram pagos: o BB acertou em novembro os créditos referentes aos novos direitos dos funcionários em alimentação e refeição, inclusive os descontos indevidos feitos durante a greve. Também efetuou o pagamento do novo valor das bolsas de estágio retroativo a setembro de 2013. Qualquer problema que ainda persistir deve ser informado ao sindicato local.

Fonte: Contraf-CUT

-----------------------------------------------

Post Scriptum:

A chegada a Brasília naquela semana com agendas de negociação com o Banco na quarta 27 e atividade de rua no Banco Central de Brasília na terça 26 foi tumultuada por causa de caos aéreo. Cheguei tarde ao hotel na segunda-feira, 25 de novembro.



Tomando uma canja pra nanar...

Escrevi na postagem do Facebook:

"A segunda-feira foi lonnnngaaaa. Estive pela manhã com um compromisso em Sampa. Aí tentei pegar meu voo para DF. Não sei se todo mundo sabe, mas São Paulo estava o caos (como sempre). TUDO PARADO e com chuva. Perdi o voo em Guarulhos parado no trânsito... depois não conseguia voo nenhum... até que voei pra lá e pra cá (exagero! peguei um voo pra DF com escala em Goiânia) e cheguei pela noite em Brasília para compromissos e atividades aqui até quarta-feira.

Lá pela meia-noite no hotel, decidi tomar uma canja... a bichinha tava muito boa! (apesar do preço absurdo!) É isso. Fim de segunda-feira!"

8.11.13

Contraf-CUT orienta sindicatos a fiscalizarem reclassificação de faltas no BB


A Contraf-CUT orienta as entidades filiadas a alertarem os dirigentes sindicais e militantes do Banco do Brasil a fiscalizarem em todas as unidades do BB se os administradores fizeram a reclassificação das faltas não abonadas e não justificadas em razão da luta, no primeiro semestre, contra o plano de funções. A urgência se justifica porque o banco fecha a folha de pagamento de novembro nesta sexta-feira 8.

A reclassificação é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2013. Os administradores receberam comunicado da direção da empresa nesta semana para fazerem a reclassificação das faltas.

"É importante que todos os militantes façam essa checagem em todas as unidades, de modo a evitar que os companheiros que participaram da luta contra o plano de funções sejam prejudicados", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Vigilância contra perseguições

A Contraf-CUT também orienta as entidades sindicais de todo o país a ficarem atentas a qualquer tipo de perseguição a bancários que participaram da greve da Campanha Nacional dos Bancários.

Veja aqui o que a Contraf-CUT, as federações e sindicatos estão fazendo para coibir a perseguição do banco aos grevistas.

Mesa temática sobre Cassi e Previ

Foi marcada para 27 de novembro, em Brasília, a primeira reunião da mesa temática sobre Cassi e Previ para tratar de coletas de dados e estudos sobre a questão dos incorporados dos bancos BEP, Besc e BNC.

A mesa temática também foi conquista da Campanha Nacional dos Bancários 2013.


Fonte: Contraf-CUT

21.8.13

Para Contraf-CUT, decisão judicial reforça luta por Cassi e Previ para todos



A sentença do juiz da 3ª Vara do Trabalho de Brasília, que condenou o Banco do Brasil a garantir aos funcionários oriundos dos bancos incorporados o direito de optar pela Cassi e pela Previ, reforça a luta da Contraf-CUT, federações e sindicatos pela isonomia e igualdade de tratamento para todos os trabalhadores do BB.


Houve inúmeras cobranças das entidade sindicais para resolver essa demanda pelo processo negocial, mas o BB nunca admitiu garantir os mesmos planos de saúde e previdência para todos. "Nós abrimos as negociações com o banco no último dia 14, cobrando uma solução para essa questão prioritária. Com essa decisão judicial, esperamos que o BB abra negociações sérias para resolver tal pendência e garantir Previ e Cassi para todos, com direitos iguais", reitera William Mendes, secretário de Formação da contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Várias entidades sindicais vêm acompanhando de perto a ação movida pelo Ministério Público do Trabalho, apoiando o procurador Adélio Lucas, que ajuizou a ação a pedido dos sindicatos. A Contraf-CUT, Fetec-CUT/SP, os sindicatos dos bancários de São Paulo, Brasília, Piauí e Florianópolis e associações de aposentados de São Paulo e Santa Catarina são algumas dessas representações que nunca desistiram de lutar contra essa discriminação.

A decisão de primeira instância, proferida na última sexta-feira, dia 16, determina que o BB ofereça aos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa, BESC e Banco do Estado do Piauí o direito de optar pela adesão ao plano de saúde da Cassi e ao plano de previdência complementar da Previ, depois do trânsito em julgado da sentença. A sentença não é definitiva, e ainda não se sabe se o Banco do Brasil entrará com recurso.

Para a Contraf-CUT, a Justiça considerou que o BB discrimina esse segmento de funcionários, que aderiram ao regulamento de pessoal e ao plano de cargos e salários do BB, são empregados do banco, mas são impedidos pela empresa de aderir aos mesmos planos de saúde e de previdência dos demais funcionários. 

Entre os prejuízos causados pela discriminação está o custeio do plano de saúde para os aposentados - o banco arca com parte do custeio de quem se aposenta pela Cassi e nos outros planos o aposentado não tem contrapartida do banco. 

Na previdência complementar, a discriminação também é significativa: no plano Previ Futuro, da Previ, as contribuições patronais variam de 7% a 17%, enquanto que no Economus (Nossa Caixa), o teto é de 8% e na Fusesc (BESC) o teto é de 6,67%.


Fonte: Contraf-CUT

13.12.12

MPT discute adesão de funcionários de bancos incorporados à Cassi e Previ


Foi realizada na sexta-feira 7 de dezembro nova audiência na ação civil pública que o Ministério Público do Trabalho move contra o Banco do Brasil na 3ª Vara do Trabalho de Brasília, para que o BB pare de impedir a adesão de funcionários dos bancos incorporados à Previ e à Cassi. A ação, de número 001/2012, foi ajuizada a partir de denúncia de bancários e vem sendo acompanhada pela Contraf-CUT, Fetec-CUT São Paulo, pelos sindicatos de São Paulo, Brasília, Florianópolis, Piauí, dentre outros, e por entidades como a Afacesp, dos aposentados da Nossa Caixa (São Paulo), e Probesc, dos funcionários do Besc (ex-Banco do Estado de Santa Catarina).

A reivindicação dos funcionários oriundos do Banco Nossa Caixa, Besc e BEP (ex-Banco do Estado do Piauí) é poder optar por aderir ao plano de associados da Cassi e ao plano de previdência da Previ (Previ Futuro), porque também são empregados do Banco do Brasil e têm direito a todas as garantias dos demais trabalhadores da empresa.

Na audiência do dia 7, o juiz dispensou oitiva de testemunhas e marcou a audiência final de instrução para o dia 22 de abril de 2013. Os representantes das entidades sindicais se reuniram posteriormente com o Procurador do Trabalho Adélio Lucas, defensor dos trabalhadores responsável pela ação, para expor os efeitos da discriminação e os problemas enfrentados pelos bancários.

"O movimento sindical está fazendo todo o possível para que o banco seja condenado na Justiça e tenha de aceitar a opção de todos pela Cassi e Previ, reivindicação que ele nega nas negociações", avalia José Ricardo Sasseron, diretor da Contraf-CUT que participou da audiência.

Discriminação tem que acabar

A discriminação praticada pelo banco traz uma série de problemas a esse contingente de quase 15 mil trabalhadores. Quando são transferidos de seus estados de origem, enfrentam sérios problemas de atendimento à saúde, dificuldades para realizar exames, consultas e outros procedimentos que não encontram à disposição porque os planos de saúde de seus bancos de origem não têm abrangência nacional.

Há várias denúncias e fatos de pessoas que ficaram sem atendimento, correndo até mesmo risco de morte. Mas a discriminação mais grave com esses milhares de bancários é a assistência aos aposentados: o banco custeia a Cassi para os aposentados, mas não paga nenhum centavo para os aposentados dos bancos incorporados, que têm de arcar sozinhos com os seus altos gastos com plano de saúde.

O BB ainda proíbe esses trabalhadores de optar pelo plano Previ Futuro, que tem um nível de contribuição patronal maior (de 7% a 17% sobre as verbas salariais), enquanto na Fusesc (Besc) as contribuições atingem o máximo de 6,67% e no Economus (Nossa Caixa), variam de 2 a 8%. Os benefícios de aposentadoria desse grande grupo serão menores que os que serão pagos a quem foi admitido diretamente no Banco do Brasil, pois em todos os casos o complemento de aposentadoria depende do que cada um acumulou em seu saldo de conta individual.

Fonte: Contraf-CUT

8.8.12

BB descumpre compromisso e atrasa em 5 meses acerto de interstício no VCPI

Agência Banco do Brasil.
A Campanha Nacional 2012 começou mal em relação ao respeito aos direitos dos bancários por parte do Banco do Brasil. Após a incorporação da Nossa Caixa, os bancários oriundos do ex-banco paulista fizeram adesão ao plano de carreira administrativa do BB desde 1º de dezembro de 2009.

Com a adesão, os bancários passaram a ter seus salários e remuneração regrados pelo plano de carreira da empresa: o PCR com uma tabela de antiguidade de 12 níveis e uma tabela de mérito com 25 níveis.

Assim como qualquer bancário que tomou posse no BB muda de nível na tabela de antiguidades e passa ao nível seguinte (dois anos no primeiro nível e três anos nos seguintes), aumentando em 3% seu salário base, a remuneração básica trazida por cada bancário da ex-Nossa Caixa tem direito ao mesmo interstício nas mudanças de nível.

Todos os bancários aderentes ao PCR do banco desde dezembro de 2009 mudaram de nível a partir de 2 de março deste ano e passaram a ter direito a 3% sobre seus salários anteriores reunidos na Verba de Caráter Pessoal Incorporados (VCPI).

Banco já deve cinco meses de acerto

Todos os bancários que tiverem acertos maiores que seus pisos de função, ou que não detenham função comissionada, têm direito a receber a diferença desde o dia que completaram a mudança de nível no Plano de Carreira administrativa do banco.

O BB ficou de pagar os acertos desde abril e pediu paciência aos trabalhadores e às entidades sindicais para mudar o sistema de folha de pagamento. A última promessa de pagamento dos valores devidos seria para 20 de agosto, com assinatura do aditivo nesta semana que se encerra na sexta-feira 10. "Novamente o BB descumpriu seus deveres com os direitos dos bancários", critica William Mendes, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

BB é reincidente em desrespeitar compromissos

"A empresa está há três anos desrespeitando os bancários dos bancos incorporados e as entidades sindicais, pois não cumpre com aquilo que fala, pactua e contrata", acrescenta William.

Para o dirigente sindical, o principal problema de discriminação a todos os bancários oriundos de bancos incorporados é o bloqueio ao direito legítimo de adesão à Cassi e à Previ a todos eles, preservando os direitos que cada um tenha.

Mobilização

"Só a mobilização forte e unitária fará o banco respeitar a mesa de negociação, os direitos contratados e os bancários da empresa, independente de origem e tempo de banco", conclui William.

Fonte: Contraf-CUT


18.4.12

Incorporados do BB ainda não receberam a promoção por antiguidade no VCPI


Os bancários do Banco do Brasil oriundos do Banco Nossa Caixa que fizeram adesão ao plano de carreira do banco logo no início do processo, em dezembro de 2009, esperavam receber no salário deste mês a promoção de 3% por antiguidade, tanto por completarem o tempo para mudar para o nível A2 como na parte relativa ao salário base da verba Vencimento de Caráter Pessoal dos Incorporados (VCPI).

O banco havia informado por meio de correspondência à Contraf-CUT no mês de março que faria a correção conforme reivindicação da campanha nacional dos bancários.

Os bancários terão direito à promoção de 3% de interstício por antiguidade também na parte da verba salarial que cada bancário já tinha como salário base. O banco irá apartar do VCPI - verba que carrega o salário-base mais os anuênios de cada bancário do extinto Banco Nossa Caixa.

Com isso, os bancários terão em seus espelhos (comprovante de salário) a discriminação da verba VCPI de VP, ou seja, Vencimento Padrão da Verba de Caráter Pessoal dos Incorporados.

Procurado pela Contraf-CUT, o banco informou à entidade que não foi possível finalizar os processamentos na folha de pagamento para já constar no espelho de abril, mas está buscando ajustar o sistema para que corrija automaticamente as promoções por tempo da verba VCPI de VP assim como ocorre com a mudança de nível do PCS que vai do A1 ao A12.

O pagamento da promoção de 3% sobre o VCPI de VP quando ajustado no sistema será retroativo à data que o bancário passou a ter direito, ou seja, a partir de abril (adquirido em março) de 2012 para os primeiros aderentes ao PCS do BB.


Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil exclui funcionários do direito social PAS




Sindicato (SEEB SP) reivindica alteração da norma que impede acesso ao PAS dos trabalhadores sem Cassi e Previ


São Paulo – O Banco do Brasil editou em janeiro passado Instrução Normativa que impede funcionários não associados à Caixa de Assistência (Cassi) ou Caixa de Previdência (Previ) de obter adiantamento pelo Programa de Assistência Social (PAS). A medida prejudica trabalhadores contratados diretamente, enquanto funcionários oriundos de bancos incorporados têm o direito garantido desde 2011.

O PAS permite ao funcionário, que tenha margem consignável em seu holerite, solicitar adiantamento para despesas de tratamento odontológico pelo regime de livre escolha, aquisição de óculos ou lentes de contato, catástrofe natural e incêndio residencial, funeral de dependente econômico entre outras situações.

Conquista - O Programa de Assistência Social é uma conquista dos funcionários da década de 1990 e que foi negado pelo Banco do Brasil aos contratados a partir de 1998, quando o governo federal de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) preparava a privatização do banco público.

Somente com muita luta, a partir de 2004, o direito foi recuperado e gradualmente houve equiparação entre os funcionários novos e antigos. Em 2011, após os 21 dias de greve dos bancários, o mesmo direito foi estendido aos funcionários dos bancos incorporados, medida importante que acabou com a discrepância injusta entre empregados da mesma empresa em relação ao PAS. Em janeiro, no entanto, o BB alterou a instrução normativa e o sistema online de concessão impedindo os funcionários sem Cassi ou Previ de obter o adiantamento.

“Claro que é importante que todos sejam associados, pois a Cassi é o modelo de autogestão em saúde, modelo para o restante da categoria, onde a empresa se coobriga a sustentar a entidade, inclusive na aposentadoria e a gestão é paritária. Da mesma forma, a Previ é fundamental para uma aposentadoria mais tranquila e o banco também é copatrocinador e temos participação na administração”, explica o diretor do Sindicato Cláudio Luis de Souza “Mas os funcionários não podem aceitar diferenças de direitos e não há justificativa para um trabalhador de banco incorporado ter direito e um contratado diretamente não. Vamos levar o assunto para negociação com o banco, que precisa mudar a Instrução Normativa”.


Com informações da Redação do Seeb SP

12.3.12

Contraf-CUT debate programa de metas do Banco do Brasil nesta terça


A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomam negociação permanente com o Banco do Brasil nesta terça-feira (13), em Brasília. O principal ponto de discussão será o Sinergia, novo programa de metas do banco.

"Na semana que passou fizemos reuniões em grandes agências para conversar com os bancários sobre questões a serem negociadas com o BB e o programa é uma das principais questões que preocupam os bancários", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

O banco mudou a forma de avaliação das agências e dos bancários. Até 2011, o acordo de trabalho era metrificador do resultado da dependência como um todo e era a referência para a parcela do módulo bônus da PLR.

"O BB mudou de um ano para outro o sistema que usa como referência para pagar parte da participação nos lucros e resultados, contratada com os bancários por meio de acordo coletivo com a Contraf-CUT, federações e sindicatos", salienta William.

O movimento sindical não tem concordância com a individualização de metas para avaliação dos trabalhadores em seus locais de trabalho, como define o novo programa. "Da forma como está configurado o programa, teremos dificuldades em negociar com o banco neste ano, principalmente se a empresa seguir fazendo mudanças que contrariam as proposições dos bancários", critica William.

"Vamos cobrar ainda a mesa de negociações sobre jornada de 6 horas, além de uma resposta do banco sobre a adesão da Cassi à Resolução 254 da Agência Nacional de Saúde, que regulamenta as coberturas mínimas dos planos de saúde. Também queremos negociação com o banco para a inclusão de todos os bancários incorporados na Cassi e na Previ, com igualdade de direitos dos funcionários, sejam eles pré ou pós 1998 ou de bancos incorporados", ressalta o dirigente da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

8.3.12

Bancários do bb vão às ruas em Dia de Luta e cobram jornada de 6 horas


Manifestação dos funcionários do bb em Brasília.

Os funcionários do Banco do Brasil de várias regiões brasileiras fizeram desta quarta-feira (7) o Dia Nacional de Luta pelo cumprimento da jornada legal de seis horas. Na pauta estiveram ainda melhorias no Plano de Carreira, fim do assédio moral, melhores condições de trabalho e atendimento aos clientes. Cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Boa Vista, Campos dos Goytacazes (RJ), Teófilo Otoni (MG) e bancários do Vale do Paranhana (RS) engrossaram o dia de mobilizações.

"Os funcionários do BB responderam ao chamado e fizeram um bom dia de luta. Os bancários querem soluções nas mesas permanentes para assuntos como a garantia de direitos aos incorporados na Cassi e Previ e o respeito à jornada de 6 horas. Além disso, os funcionários estão preocupados com o programa de metas Sinergia. A Contraf-CUT e os sindicatos vêm alertando o bb para o fato de que o programa poderá gerar problemas na negociação específica da PLR do banco", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.


6 horas

Há tempos os bancários vêm cobrando do banco uma proposta concreta que contemple o que os bancários querem, que é o respeito à jornada legal de 6 horas - prevista na legislação - e sem redução salarial. Mas, apesar da pressão do movimento sindical, o banco insiste em ignorar o assunto.

Isso ficou evidente na retomada das negociações, no último dia 1º, quando o bb, mais uma vez frustrando a expectativa dos trabalhadores, afirmou não ter qualquer posicionamento em relação à jornada.

"Além de insistir no descumprimento da legislação sobre o tema, o BB ainda quebra um acordo que ele mesmo havia firmado com os bancários, de que apresentaria uma proposta aos representantes sindicais. Mas até agora nada. Isso é um flagrante de duplo desrespeito", denuncia o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Eduardo Araújo.

"Por isso estivemos a postos neste dia 7 de março, já uma semana após a negociação. O banco tem que colocar imediatamente uma proposta na mesa", cobra Araújo.

Para apoiar a atividade, a Contraf-CUT havia disponibilizado materiais específicos para os sindicatos e federações.


Fonte: Contraf-CUT

----------------------------

Post Scriptum no Facebook:

Valeu a participação da categoria e principalmente dos sindicatos que atenderam ao chamado e organizaram o dia de luta. É importante que todos os sindicatos façam as atividades discutidas e organizadas na COE de cada banco.

Com a participação das federações e sindicatos, as comissões de empregados da Contraf-CUT conseguem organizar o país inteiro. Ganham sempre com isso @s trabalhador@s do ramo.

Abraços, William

1.3.12

Jornada de 6h, NR 254 e PSO marcam negociação com bb


A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta quinta-feira 1º de março, em Brasília, a mesa de negociações permanentes com o Banco do Brasil. Na pauta da reunião, o cumprimento da jornada de 6 horas, o VCPI de egressos de bancos incorporados, a Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde) e a implantação do projeto de PSO (Plataforma de Suporte Operacional).

A Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB, que assessora as negociações com o banco) voltou a cobrar do BB a apresentação de uma proposta concreta para debate sobre a jornada legal de 6 horas, uma vez que, em tese, o banco possui um estudo sobre o assunto. Os representantes do banco responderam, porém, não haver nenhuma decisão da diretoria para que a questão possa ser apresentada ao movimento sindical e que, portanto, não teria o que negociar neste momento.

A Comissão de Empresa ponderou que qualquer decisão do BB envolvendo essa demanda deverá ser informada antecipadamente ao movimento sindical, de modo que possa haver o debate na base entre os trabalhadores, que, assim, poderão se posicionar sobre eventuais propostas a serem implantadas pela empresa.

"Diante da falta de posicionamento do BB, é necessário que todos os trabalhadores participem das atividades convocadas para o dia 7 de março, para mostrar sua insatisfação com a inércia do banco em resolver um assunto tão sério, que estabelece um parâmetro de legalidade na relação do banco com os funcionários", destacou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

"O BB se negou a negociar jornada de 6 horas durante a Campanha Nacional de 2011, afirmando que daria uma solução rapidamente para o tema, ao menos parcial. Isso gerou uma onda de boatos, trazendo insegurança para os bancários, o que devemos transformar em mobilização que force o BB a cumprir sua palavra, antes da próxima campanha salarial", complementou Araújo.

NR 254

Tão importante quanto o tema das 6 horas, a Contraf-CUT apresentou reivindicação por escrito ao BB para que aprove na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, marcada para março, a adequação das normas da Caixa de Assistência à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde).

"Não há motivos concretos para que o banco não adira a essa resolução, uma vez que a Cassi já tem coberturas superiores às mínimas previstas pela agência reguladora. Caso a Cassi não adira, os novos funcionários do BB serão atendidos por que plano de saúde?", questiona Araújo.

Pela norma, os planos de saúde que não aceitarem se adaptar poderão continuar a existir, mas não poderão mais aceitar nenhum novo associado a partir de 4/8/2012, conforme prevê o artigo 27 da resolução.

O banco ficou de se pronunciar posteriormente sobre o assunto.

VCPI

Quando da adesão ao regulamento do BB pelos funcionários egressos dos bancos incorporados, em especial os funcionários do antigo BNC, as verbas salariais foram redistribuídas para adequarem-se ao PCS/PCR da empresa. Desde o início, o movimento sindical reivindicou o desmembramento da verba VCPI, por ela misturar verbas relativas a salários com verbas pessoais.

Em negociações no ano passado, o banco sinalizou que não faria o desmembramento em virtude de problemas técnicos, mas que a verba sofreria reajuste baseado no percentual dos interstícios previstos no PCR, fato que deve ocorrer na folha de março de 2012. Mas até o presente momento o banco não confirmou o negociado.

Na negociação desta quinta-feira, um representante do BB disse que irá consultar a Dipes acerca dessa situação e informará a Contraf-CUT num próximo encontro que trate especificamente do plano de cargos do banco.

PSO

O representante da Dinop na negociação fez uma apresentação da retomada do projeto PSO. Informou que o projeto vai ser implantado em 89 municípios, com mais de cinco agências, num total de 101 plataformas, abrangendo mais de 1.500 agências.

A previsão é de que todo o processo de implantação termine em julho, sendo que em março o projeto será concluído nos municípios abrangidos pelo projeto-piloto. Fruto dessa implantação, serão criadas, segundo o banco, 393 novas oportunidades de comissionamento na rede.

Logo após a apresentação, foi feito um debate sobre os pontos relacionados a direitos do trabalhador e condições de trabalho. Consoante deliberação do 22º Congresso Nacional dos Funcionários, o movimento sindical tem preocupações com mais esta reestruturação no processo produtivo do banco, que causa apreensão nos funcionários realocados para o setor. As principais preocupações estão relacionadas à dotação e nomeação dos caixas executivos e dos gerentes de serviços, ao processo de avaliação de desempenho a distância, ao eventual rodízio ou à flutuação entre as dependências, às substituições/desvios de função, ao sistema de monitoramento da fila (GAT) e à representação sindical nos locais de trabalho, entre outras.

Pesquisa que a Contraf-CUT
pediu aos sindicatos à época


O movimento sindical denunciou que alguns locais estão descumprindo o previsto no projeto, em especial no que diz respeito à utilização de cartão nível 3 por todos os caixas e ao não pagamento de horas extras, e reivindicou que, para tornar mais atrativo para os funcionários o encarreiramento nessas plataformas, são indispensáveis a valorização salarial dos gerentes de serviços e o reconhecimento do caixa executivo como comissionado com VR compatível com outros bancos públicos.

Calendário

Ainda estão previstas mais duas reuniões da mesa permanente de negociação para o mês de março para apresentação pelo BB do novo sinergia e a discussão sobre a implantação do Banco Postal.


Fonte: Contraf-CUT

18.11.11

Bancários retomam debates das mesas temáticas com BB na próxima quarta



A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reúnem na próxima quarta-feira (23) com o Banco do Brasil para iniciar os debates das mesas temáticas, em cumprimento ao previsto no acordo coletivo 2011/2012 (parágrafo segundo da cláusula 48ª do ACT/Contraf e da 54ª do ACT/Contec, que tratam da negociação permanente e solução de divergências).

A direção do BB confirmou a reabertura das discussões com a representação dos trabalhadores em correspondência encaminhada à Contraf-CUT nesta quinta-feira (17). Com o encontro confirmado, a Comissão de Empresa dos Funcionários, reunida nesta quinta na sede da Contraf-CUT, em Brasília, decidiu que vai propor na primeira reunião um calendário de debates, sendo que a representação do banco deverá se manifestar sobre a proposição na ocasião.

A ideia é que as discussões sejam encerradas até meados de março de 2012, antes do início dos encontros e congressos de preparação da Campanha Nacional dos Bancários.

A proposta também inclui focar na primeira reunião a jornada de 6 horas, uma das principais reivindicações do funcionalismo.

Veja o calendário que será apresentado pelos representantes dos bancários para as discussões com o BB:

- 23/11 e 05/12: Jornada de trabalho

- 06/12: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados

- 20/12: Negociação permanente

- 16/01/2012, 09/02 e 05/03: Plano de carreira

- 17/01, 10/02 e 06/03: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados

Fonte: Contraf-CUT com Seeb DF

3.11.11

BB lucra R$ 9,1 bilhões e cria 4.568 novos empregos até setembro


Imaginem se o bb atendesse também
as classes C, D e E?
O Banco do Brasil alcançou lucro de R$ 9,154 bilhões nos nove primeiros meses de 2011, segundo dados do balanço oficial da empresa, divulgado nesta quinta-feira (3). O resultado é 18,9% maior que o apurado no mesmo período de 2010. Neste mesmo período, a empresa abriu 4.568 novos postos de trabalho.

No entanto, outros números presentes no balanço do Banco não são tão animadores. O Banco arrecadou com tarifas cobradas de seus clientes R$ 13,215 bilhões, um crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, mesmo com o aumento no número de funcionários, as despesas de pessoal da empresa ficaram em R$ 9,9 bilhões. Assim, o Banco consegue pagar 1,32 vez sua folha de pagamento apenas com o arrecadado em tarifas bancárias.

"O aumento do número de funcionários é uma boa notícia, mas a enorme arrecadação do Banco somente com tarifas cobradas diretamente dos clientes mostra que há muito espaço para mais contratações", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB. "É preciso contratar mais para diminuir a sobrecarga dos bancários e melhorar o atendimento aos clientes. Além disso, a geração de emprego e renda é fundamental para que o Brasil possa enfrentar os efeitos da crise internacional", sustenta.

-----------------------------------------
COMENTÁRIO DO BLOG:

Eu diria que não é papel de um banco público espoliar os clientes e usuários com tarifas abusadas e em sistema de cartel com os outros bancos. O bb deveria balizar o mercado bancário, com taxas de juros, spread e tarifas diminutas.

-----------------------------------------

Crédito

Os clientes também são atingidos pelo spread bancário (diferença entre o custo do Banco ao captar dinheiro e os juros cobrados nos empréstimos). Enquanto o spread global está em 5,8%, a taxa nas operações de crédito (que exclui operações subsidiadas pelo governo) é bem maior: 8,5%. No caso das pessoas físicas, o spread fica em 14,6%.

Os dados referentes ao crescimento da carteira de crédito do Banco mostram que o crédito à pessoa física segue no foco da instituição. As modalidades CDC Consignação e CDC Salário cresceram respectivamente 16,2% e 19,9%, alcançando R$ 65 bilhões. Enquanto isso, o crédito para o Agronegócio, setor em que o Banco tem tradicionalmente forte presença, cresceu a taxas menores: 14,1 para pessoa jurídica e 11,4% para pessoas físicas.

"Essas variações mostram que o Banco cada vez mais aposta no crédito para o consumo e não para a produção", afirma Marcel. Essa visão é corroborada pelas estimativas de crescimento para o próximo período divulgadas pelo Banco. A empresa esperar aumentar em 21% as operações de crédito para pessoa física, enquanto os empréstimos para o agronegócio devem crescer 12%. "Com isso, a empresa deixa de financiar atividades que geram empregos e desenvolvimento para o País, se afastando de seu papel de banco público", completa.

Fonte: Contraf-CUT


----------------------------------------------

Post Scriptum:

Reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília, recebida nesta data (03/11/11) por informativo da entidade, sobre ação movida em defesa dos funcionários de bancos incorporados, aqui especificamente do BEP, sobre direitos em saúde, adesão à Cassi. Se a lucratividade está bem, o banco pode atender às reivindicações do funcionalismo:


Após ação do Sindicato, Justiça garante Cassi aos funcionários egressos do BEP

Vitória do Sindicato. A Justiça julgou procedente ação ajuizada pela entidade e garantiu Cassi aos funcionários egressos do Banco do Estado do Piauí (BEP), instituição financeira incorporada pelo Banco do Brasil. Antes da decisão, os trabalhadores do BEP, que não contavam com cobertura nacional de um plano de saúde, enfrentavam sérios problemas.

“Com mais essa importante vitória do Sindicato, os bancários do BEP que moram em Brasília agora poderão optar pela Cassi. A direção do BB, que de uma certa forma não se empenhava para resolver o problema, a partir de agora terá de cumprir decisão judicial e oferecer Cassi aos que manifestarem expressa vontade pela adesão ao plano”, afirma o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Rafael Zanon.

Como a sentença é de primeira instância ainda cabe recurso.

Reunião com egressos do Besc e da Nossa Caixa nesta quinta 3

Diante da importante vitória para os bancários do BEP, o Sindicato convoca reunião nesta quinta-feira (3), às 19h, na sede da entidade (EQS 314/315) com os trabalhadores egressos do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e da Nossa Caixa. Na pauta, Previ e Cassi para os bancários incorporados pelo BB.

Confira, abaixo, trecho da decisão.

CONCLUSÃO - Pelo exposto, julgo procedente a ação ajuizada pelo SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA contra o BANCO DO BRASIL S/A e contra a CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – CASSI para: 1) condenar o Banco do Brasil a incluir no quadro de associados à CASSI os empregados do BEP que manifestarem expressa vontade pela adesão a esse plano de assistência, observando os termos da fundamentação acima; 2) condenar os reclamados ao pagamento de honorários advocatícios em favor do sindicato autor no valor de R$ 10.000,00. Custas, pelos reclamados, no importe de R$ 500,00, calculadas sobre R$ 25.000,00, valor arbitrado para tal fim. Não há recolhimentos previdenciários decorrentes da presente sentença. Intimem-se as partes, por seus procuradores, mediante publicação eletrônica. Nada mais.

15.10.11

Banco do Brasil apresenta sua proposta complementar à da Fenaban

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada pelo BB nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

"Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB", defende Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;

- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

- VCP de 12 meses no retorno da licença-saúde;

- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
. Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento

- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós-graduação.

Fonte: Contraf-CUT

9.9.11

1a negociação entre BB e Contraf-CUT - Versão do site do BB


09/09 - Jornada, saúde e condições de trabalho: BB abre negociação com a Contraf/CUT

A manhã desta sexta-feira, 9, marcou o início das negociações com a Contraf/CUT para a construção do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Banco do Brasil. Na pauta deste primeiro encontro estavam temas como: jornada e emprego, saúde e condições de trabalho; e previdência.

O BB esteve representado pelo negociador José Roberto Mendes do Amaral e pela equipe responsável pela análise da pauta. Antes de especificar cada tema, José Roberto falou sobre a vinculação que é feita da quantidade de reivindicações com o crescimento do resultado do BB. “É importante ressaltar que o resultado do Banco tem sido bom, mas não tem sobras. Todo lucro obtido tem destinação, para o Governo, para os acionistas, para os funcionários, por meio da PLR; e ainda para novos investimentos, na Empresa e no próprio quadro pessoal”.

As próximas reuniões foram agendadas para os dias 14/09 (em Brasília) e 20/09 (em São Paulo). Confira, abaixo, o posicionamento do BB sobre os principais itens apresentados:

---

Contratação de mais cinco mil funcionários: nos últimos três semestres, foram 15 mil novos funcionários contratados. Para garantir a melhoria total das condições de trabalho, está em andamento o Projeto BB 2.0, envolvendo diversas ações, algumas ainda a serem implantadas. Diante desse cenário, em que o projeto não foi totalmente concluído, o Banco não pode simplesmente solicitar ao governo mais contratações;

Terceirização: o Banco está cumprindo o que a legislação prevê e o que está sendo praticado pelo mercado. Não há nenhuma política de substituição de funcionários por terceirizados, tanto é que existe um aumento grande do quadro de pessoal do BB nos últimos anos;

Vinculação de aplicativos ao ponto eletrônico: trata-se de um tema interessante e o debate será realizado internamente. É importante destacar, no entanto, a dificuldade de vinculação de aplicativos proprietários de texto, apresentações e planilhas;

Jornada de 6 horas para os comissionados, sem redução salarial: o Banco tem uma posição definida de não incluir o seu plano de comissões na negociação do Acordo Coletivo. Sobre este tema, estão sendo concluídos estudos e a Empresa terá um posicionamento em breve;

Descomissionamento: o Banco informou que a média anual de descomissionamentos no BB é ínfima. Números serão apresentados ainda durante a negociação e estudos também estão sendo feitos para mostrar o tempo para readequação dos funcionários descomissionados;

COMENTÁRIO: É INTERESSANTE COMO O BANCO TRATA UM DOS MAIORES PROBLEMAS HOJE NA EMPRESA. A GESTÃO PARA CUMPRIMENTO DE METAS ABUSIVAS É FEITA ATRAVÉS DA AMEAÇA DE DESCOMISSIONAR - O QUE EQUIVALE MUITAS VEZES A PERDER MAIS DA METADE DA REMUNERAÇÃO - E DIZ QUE A "MÉDIA ANUAL É ÍNFIMA"!! VAI FALAR ISSO PRA CADA COMISSIONADO COM A ESPADA E A FORCA NO PESCOÇO SENDO ASSEDIADO O DIA TODO COM AMEAÇA DE PERDER SUA REMUNERAÇÃO...

Integração do intervalo de 15 minutos à jornada: o Banco cumpre a CLT;

Questões relacionadas à CABB (trava, remoção, entre outros): o Banco entende que isso pode ser discutido durante a campanha, em data posterior, por conta de levantamentos e análises que estão sendo realizados internamente, pela área responsável;

Folga para certificação e garantias para o estudo dentro do expediente: no que diz respeito à certificação interna, o Banco entende que o processo de formação é pessoal e o conhecimento é patrimônio do funcionário que, para tanto, deve utilizar horário fora da jornada de trabalho, assim como ocorre na graduação, pós-graduação, etc. É importante lembrar também que a certificação é voluntária. Já a questão relativa à CPA 10 e 20, exigidas para o exercício profissional, o Banco analisará aspectos relativos a essa certificação durante a campanha;

COMENTÁRIO: OUTRA POSIÇÃO INFELIZ DO BB. FORMAÇÃO É PROBLEMA PESSOAL... É A CARA DA REVISTA DO BANCO... BB.COM.VOCÊ... (SE VIRE VOCÊ MESMO!!!)

Horas extras: hoje, 50% do valor é pago e 50% ficam para compensação, até o mês seguinte. Nas agências até 20 funcionários, paga-se 100% das horas extras, sem compensação. O modelo de hoje permite a possibilidade de compensação e tem parcela do funcionalismo que opta por essa forma. A Empresa não vê a necessidade de acabar com o banco de horas;

Combate ao assédio e às metas abusivas: o entendimento do Banco é que não deverá discutir, neste Acordo, novas ações relacionadas a este tema. Os instrumentos para isso já estão implantados (Comitês de Ética/Ouvidoria Interna) e este é o momento de aperfeiçoar a utilização dos mesmos. Ações como o curso de lideranças mostram também o tipo de postura que o Banco espera de seu gestor, buscando resultados sustentáveis, sem qualquer desvio de conduta ou comportamento inadequado;

Saúde e previdência para os funcionários incorporados: o Banco não vai encerrar isso em Campanha Salarial, porque não há como garantir um parecer final nesse período. Foi fechado convênio de reciprocidade entre a Cassi e o Economus (plano dos funcionários vindos do BNC) e estamos em fase final de formalização do mesmo convênio com o plano de saúde do Besc. Tudo isso para que os funcionários oriundos dos bancos incorporados tenham garantias de atendimento em todo o País. Vale ressaltar que não existe possibilidade de estender a Cassi para funcionários aposentados antes da incorporação. O Banco vai avaliar a sugestão de realização de uma mesa temática para discussão (e não para negociação) do tema em data posterior, ainda no período de Campanha;

COMENTÁRIO: É IMPORTANTE ESCLARECER O QUE O BB ESTÁ DIZENDO. NÓS NÃO SUGERIMOS MESA TEMÁTICA. NÓS QUEREMOS NEGOCIAR DURANTE A CAMPANHA. O BANCO JÁ ESTÁ ANALISANDO... ANALISANDO... ANALISANDO... HÁ UNS DOIS ANOS.

Plano Odontológico: o BB informou que vem realizando ponto de controle com a diretoria responsável e a Odontoprev. A expansão do plano para aposentados foi apresentada para debate dentro do Banco;

SESMT: O Banco informou que o concurso externo acontecerá ainda neste ano e a expectativa é que o Banco inicie 2012 com os quadros do SESMT completos. Os funcionários selecionados internamente para exercer esses cargos já foram nomeados;

Fim da trava de dois anos para transferências: esta trava, na verdade, é um instrumento de gestão, cujo foco é a organização do trabalho na Empresa, o melhor funcionamento de suas dependências. A medida foi necessária para o Banco, mas este é um assunto que está em discussão. Não houve tempo suficiente ainda para o banco avaliar os resultados efetivos da trava de dois anos e, por este motivo, não haverá alterações globais nesse sentido. Mudanças pontuais, no entanto, podem ser analisadas ainda nesta campanha salarial;

PAS aos funcionários incorporados: está sendo discutida a viabilização do acesso, pelos funcionários incorporados que aderiram o regulamento do BB, do PAS por meio dos planos de assistência médica dos bancos incorporadas.

Fonte: www.bb.com.br/negociacaocoletiva
 
 
COMENTÁRIO FINAL: A MESA FOI RESPEITOSA, O QUE SEMPRE É BOM. MAS A SENSAÇÃO QUE FIQUEI É QUE TODOS OS GRANDES TEMAS COMO PREVIDÊNCIA, SAÚDE E CASSI, JORNADA, CABB, TRAVAS CONTRA O DESCOMISSIONAMENTO, PLANO DE COMISSÕES... O BANCO TENTA ESVAZIAR A MESA DE NEGOCIAÇÃO ENTRE NÓS TRABALHADORES EM CAMPANHA SALARIAL E ELES BANCO. É COMO SE O BANCO NÃO ENTENDESSE QUE NÓS QUEREMOS MELHORAR NOSSOS DIREITOS AGORA, NA RENOVAÇÃO DE DIREITOS COLETIVOS. TUDO É QUESTÃO DE "GESTÃO"... É LÓGICO! É ASSIM QUE FUNCIONA O CAPITAL...
 
PREPAREM MUITA MOBILIZAÇÃO PARA O BANCO ENTENDER QUE QUEREMOS PROPOSTAS PARA OS GRANDES TEMAS!

6.8.11

Economus: é preciso pressão na direção do Banco do Brasil (é o resultado da Plenária que fizemos nesta semana em SP)

Sindicato defende que Cassi e Previ têm de ser para todos os funcionários e com qualidade

Foto: Jailton Garcia
São Paulo – A situação dos trabalhadores dos bancos incorporados no que se refere à previdência complementar e assistência à saúde será um dos principais temas de discussão com a direção do Banco do Brasil nas negociações específicas dentro da Campanha Nacional para a renovação do acordo aditivo.

Para organizar a mobilização, o Sindicato realizou na terça 2 plenária que discutiu especificamente o fundo de pensão dos funcionários da ex-Nossa Caixa, o Economus.

Um dos maiores questionamentos dos participantes, da ativa e aposentados, foi o recente aumento, de forma unilateral, de 25% nas contribuições. “Estamos reivindicando que o Economus nos forneça os cálculos para checar se a cobrança procede. Como até agora nada nos foi passado, estamos estudando medidas para resguardar os direitos dos participantes”, afirma Antonio Sabóia Barros Júnior, conselheiro fiscal suplente do Economus.

Na reunião foram discutidos também os efeitos das resoluções 254 e 259 da Agência Nacional de Saúde (ANS) que tratam da adequação de procedimentos e dos prazos mínimos para atendimento, respectivamente. “São medidas importantes que favorecem os associados, mas se não houver uma boa gestão no Economus haverá um grande prejuízo que se refletirá em todos os usuários”, afirma Sabóia, criticando também o fato de a gestão não ser paritária. “Isso dá muito poder à empresa”.

Outro ponto discutido foi o desrespeito da Cassi em recusar o ingresso dos funcionários dos bancos incorporados. Uma medida que contraria o estatuto da Caixa de Assistência. “Isso pode até provocar ações contra a Cassi, caso esse impedimento não seja revogado o quanto antes”, acrescenta Sabóia. “Somos todos funcionários do BB, assinamos a adesão e exigimos que tanto a Cassi quanto a Previ sejam para todos e com qualidade”, acrescenta o dirigente.

Fonte: Seeb SP - Jair Silva - 03/08/2011

COMENTÁRIO:

COM RELAÇÃO À ENTRADA EM VIGOR DA RESOLUÇÃO 254 DA ANS, QUE SERIA NESTA SEMANA QUE PASSOU, O GOVERNO PRORROGOU O PRAZO PARA O ANO DE 2012. NO ENTANTO ESTAMOS COBRANDO DE NOSSOS ELEITOS DO CONSELHO DELIBERATIVO QUE VOTEM A ALTERAÇÃO NO REGULAMENTO DA CASSI PARA QUE AS NOVAS LISTAS DE PROCEDIMENTOS MÍNIMOS DA ANS SEJAM IMPLEMENTADAS AUTOMATICAMENTE.

A CASSI, EM GERAL, JÁ CUMPRE A AMPLA MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS DA LISTA. SÓ É PRECISO MUDAR PARA QUE SEJA AUTOMÁTICO O AJUSTE A CADA 2 ANOS (PERÍODO EM QUE SAI LISTA NOVA DE PROCEDIMENTOS)

29.7.11

Reunião de delegados sindicais no Seeb SP nesta quarta-feira 27 discutiu organização da mobilização nas dependências do BB e temas da Cassi


Delegados apresentam campanha por Cassi melhor

Cassi e Previ para Todos com Qualidade foi discutida na sede do Sindicato durante reunião com 80 representantes dos empregados


São Paulo – Organizar a categoria para a Campanha Nacional Unificada 2011 e manifestações por uma Cassi com atendimento melhor ao associado foram os principais temas debatidos por cerca de 80 delegados sindicais do Banco do Brasil. A reunião foi realizada pelo Sindicato na quarta-feira 27.

No encontro, os delegados discutiram a situação dos trabalhadores que fazem uso do plano de associados da Cassi e apresentaram uma proposta de campanha com o tema Cassi e Previ para Todos com Qualidade, que contará com manifestações organizadas pelo Sindicato e pelos trabalhadores, para pressionar a direção do Banco do Brasil a negociar uma solução que garanta os direitos dos funcionários egressos dos bancos incorporados.

Viviane Assofra, representante dos trabalhadores no Conselho Fiscal, apresentou as resoluções 254 e 259 da ANS – Agência Nacional de Saúde – e ressaltou seus efeitos na Cassi. “Queremos que os representantes no Conselho Deliberativo da Cassi aprovem a adequação à resolução 254 mediante alteração do regulamento do Plano de Associados. Se a adequação não for feita, no artigo 27 da resolução está previsto que não será admitida a entrada de novos associados, o que prejudicará a manutenção da entidade dos trabalhadores”, diz Viviane.

O conselho de usuários da Cassi de São Paulo foi representado pelo presidente Adelmo Viana, e o Economus pelo conselheiro fiscal suplente, Antonio Sabóia Júnior, que também é dirigente sindical da Fetec-CUT/SP.

Fonte: Seeb SP - Elenice Santos - 27/07/2011

COMENTÁRIO:

A REUNIÃO FOI MUITO BOA. TIVEMOS UM BOM NÚMERO DE COLEGAS REPRESENTANDO DEZENAS DE LOCAIS DE TRABALHO E FIZEMOS UMA BOA LEITURA SOBRE COMO ESTÃO OS BANCÁRIOS PARA A CAMPANHA E POR ONDE DEVEREMOS NOS ORGANIZAR: MOBILIZAR ESCRITURÁRIOS, CAIXAS E COMISSIONADOS!

TAMBÉM TIRAMOS DE FAZER MUITA REUNIÃO NA BASE E DIVULGAR MUITO OS RESULTADOS DO 22º CONGRESSO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB.