Páginas

Mostrando postagens com marcador CAT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CAT. Mostrar todas as postagens

28.3.12

Artigo: Formação sindical (3) - Agenda de luta




Na segunda-feira estive em trabalhos internos na Contraf-CUT desde as 8 horas da manhã. Vários temas têm ocupado minha agenda na Confederação: formação, 3º congresso da Contraf, eleições da Cassi, eleições da Previ, e questões do Banco do Brasil.

Na terça-feira fiz uma excelente reunião sindical em uma agência do bb. Distribuí a revista dos funcionários do banco - O Espelho - nas agências Boulevard, São Paulo, Estilo São João e Estilo São Paulo.

Ainda na terça, finalizei a proposta da Contraf-CUT para o bb sobre Saúde e Segurança.

PROPOSTAS DE MELHORIAS NO PAVAS/BB

Após acompanhar um estudo de caso sobre a eficácia do PAVAS - Programa de Apoio às Vítimas de Assaltos e Sequestros -, fizemos propostas ao banco para melhorar a emissão do CAT - Comunicado de Acidente de Trabalho -, e propostas para melhorar a estrutura da Gepes para atendimento ao programa, além de propor a criação de equipes no CSO - Centro de Suporte Operacional - para fazer fechamento contábil e administrativo na agência onde os funcionários sofreram assalto, de maneira a não prejudicar mais ainda os trabalhadores vitimados por penalizar-se a pontuação do famigerado programa de metas Sinergia bb como ocorre hoje.

Nesta quarta-feira, participei do Dia Nacional de Luta no bb na atividade do Complexo São João em São Paulo. Na parte da tarde, distribuí a revista O Espelho nas agências Sete de Abril e Vieira de Carvalho. Eu e Inês fizemos reunião sindical em uma agência do bb.

Na quinta-feira tenho reuniões sindicais em uma das regionais do Sindicato.

Na sexta e no final de semana estarei no 3º Congresso da Contraf-CUT.

William Mendes

20.3.12

Contraf-CUT cobra do bb bancarização com mais agências e jornada de 6 horas


Contraf-CUT se reúne com bb e discute Banco Postal.
Foto: Aguinaldo Azevedo.

A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram nesta terça-feira (20) com representantes do Banco do Brasil em negociação sobre o Banco Postal e cobraram da instituição um modelo bancário de inclusão social. Os representantes dos trabalhadores participaram da negociação vestidos de preto para protestar contra a demora do banco em apresentar uma proposta para jornada de 6 horas sem redução de salários.

Histórico da “bancarização” no BB

Com a meta de bancarizar a população brasileira, o Banco do Brasil precisava criar uma estratégia para chegar a todos os municípios do país onde ainda não atuava. Concorrentes como o Bradesco estavam à frente do banco público na questão da “presença”, pois tinha convênio com os Correios, através de suas agências de Banco Postal.

Em um primeiro momento, a estratégia adotada foi criar as agências complementares, estrutura de agências mínimas com uma rede de processamento de serviço bancário toda terceirizada pelos correspondentes Mais BB e demais terceirizados. O foco do banco era custo baixo na sua “bancarização”.

Com a vitória em maio de 2011 no leilão para utilização do Banco Postal dos Correios, em um lance de 2,3 bilhões de reais, o BB pretende cumprir a meta do governo de bancarizar a custo baixo e sem respeitar os direitos da categoria e a segurança da população.

Os trabalhadores também cobraram que o banco reveja as atividades do Banco Postal incluídas nas metas de pontuação do novo Sinergia BB, já que muitos locais não têm a estrutura adequada para recebimento da demanda do Banco Postal. Os trabalhadores criticam o aumento das metas com a gestão do Banco Postal e a não contratação de mais funcionários.

Atualmente o Banco Postal está em 5.266 municípios (6.192 agências) com serviços bancários básicos, como abertura de contas, empréstimos, pagamentos, saques, depósitos, transação de crédito e recebimento de benefícios do INSS. Essas agências dos Correios funcionam como correspondentes bancários para realização dos serviços citados.

O movimento sindical defende a bancarização com a abertura de agências e postos de atendimento bancários, com os serviços prestados por bancários com formação adequada, condições de trabalho e segurança. No funcionamento do atual modelo, os correspondentes bancários estão expostos à precarização do trabalho e falta de segurança.

"O que nos assusta é a fraude trabalhista com a precarização do trabalho dos comerciários atuando como bancários. Além disso, está ocorrendo uma extrapolação da força de trabalho, já que o volume de trabalho aumentou, mas não ocorreram mais contratações. A nossa posição é por mais contratações de bancários para encerrar a precarização e gerar condições de trabalho e atendimento ao cliente com segurança" afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Durante a negociação, a Comissão de Empresa reafirmou que a Contraf-CUT tem lutado pela regulamentação do Sistema Financeiro Nacional com uma legislação específica para que os bancos não se pautem apenas por normas do Banco Central, já que este tem extrapolado suas funções e feito resoluções que alteram o direito do trabalho de categorias profissionais como a bancária. Os estabelecimentos como os correspondentes bancários e as unidades do Banco Postal não cumprem a Lei nº 7.102/83 que trata das instituições financeiras.

O contrato entre BB e Banco Postal tem validade de cinco anos e seis meses e pode ser prorrogado por mais cinco anos. A atuação efetiva do BB como usuário do Banco Postal começou em janeiro deste ano. O banco informou que até abril vai evitar mudanças significativas das ações atuais, por se tratar do período de transição.

Jornada de 6 horas

Questionado pelas entidades sindicais, mais uma vez o banco não apresentou nenhuma proposta sobre o cumprimento da jornada de 6 horas sem redução de salários.

"Cobramos novamente uma mesa de negociação para a implementação da jornada legal de 6 horas para todos os bancários. Não há justificativas para o banco não cumprir com a promessa feita em 2011, quando seu representante afirmou inclusive nos canais internos que iria apresentar a solução. Os bancários estão participando das atividades de luta e aguardam uma proposta digna e que respeite a representação dos trabalhadores no debate para implementação", frisa Eduardo Araújo.

Cassi - RN 254 da ANS

O BB se pronunciou a respeito da solicitação da Contraf-CUT para adequação das normas da Caixa de Assistência à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde). O banco decidiu aguardar a resolução da ação impetrada pela Unidas afirmando que a RN 254 não deveria ser aplicada aos planos de autogestão. Além disso, a ação também questiona a legalidade da norma. A Unidas é a entidade que congrega todos os planos de saúde de autogestão, assim como a Cassi.


No dia 1º de março, a Contraf-CUT apresentou reivindicação por escrito ao BB para que os indicados do banco no Conselho Deliberativo da Cassi se somassem aos eleitos e aprovassem na reunião ordinária deste mês a adequação das normas da Caixa de Assistência à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254 da ANS.

Frente à negativa do banco, na negociação de hoje, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB pediu que a Cassi altere o regulamento para garantir a recepção automática dos procedimentos mínimos da ANS.

Melhoria da estrutura do Pavas

Durante a reunião, a Comissão de Empresa reivindicou ajustes no Programa de Assistência às Vítimas de Assaltos e Sequestros (Pavas) nos itens relativos à emissão de CAT para todas as vítimas de assalto, bem como melhoria na estrutura da Cassi, Gepes e CSL para atendimento adequado e com número de funcionários suficientes para atendimento às vítimas e às dependências na ocorrência de assalto ou tentativa.

Os trabalhadores também cobraram do banco que não penalize agências vitimadas por assaltos e sequestros no programa Sinergia. Além do drama vivido pelos bancários, a agência ainda sofre perdas de pontuação no programa de metas.

PCR e VCPI

Os representantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB também sugeriram uma mesa de negociação específica para tratar do Plano de Carreira e Remuneração (PCR) nas pendências como, por exemplo, a inclusão de caixas e escriturários na carreira de mérito (M), dentre outras.

Quanto à reivindicação do movimento sindical para desmembramento da verba VCPI, por ela misturar verbas relativas a salários com verbas pessoais dos funcionários egressos de bancos incorporados, o BB informou que ainda não há novas informações e que aguarda o retorno da DIPES – Diretoria de Gestão de Pessoas -, que é responsável pela folha de pagamento e recebeu o pedido de acerto nas negociações passadas.

Jornada de lutas

A Comissão de empresa dos Funcionários do BB indicou o dia 28 de março para novo dia nacional de lutas.

Os funcionários do banco devem participar ativamente dos debates e das atividades para que o banco se movimente e apresente a solução para as pautas que estão em mesa como a Jornada de 6 horas, a extensão do direito à Cassi e Previ para todos os bancários de bancos incorporados e por melhores condições de trabalho e fim do assédio moral.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb DF.

16.2.12

Sindicato aponta problemas à direção do BB (Seeb SP)




Em reunião na Gestão de Pessoas SP, foram abordadas questões relacionadas ao BB 2.0., segurança e assédio moral

São Paulo – O Sindicato e o Banco do Brasil reuniram-se na Gestão de Pessoas SP para discutir problemas que afetam os funcionários, relacionados ao BB 2.0, casos de violência praticada contra trabalhadores em assaltos e sequestros e denúncias de assédio moral. O encontro aconteceu na quarta-feira 15.

Sobre o BB 2.0, em função do qual ocorreram descomissionamentos, o Sindicato solicitou reuniões com os superintendentes de Varejo Capital SP e Varejo Oeste para discutir garantias de direitos.

A respeito dos casos de sequestro e assalto com violência contra funcionários nas regiões Osasco e Sul, foi discutido com representantes do banco melhorias nos procedimentos de emissão de CAT e segurança a fim de garantir direitos dos trabalhadores, incluindo possibilidade de remoções pelo Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Sequestro (Pavas). O banco ficou de dar retorno ao Sindicato após apuração das necessidades dos funcionários.

As denúncias de assédio moral que vêm sendo acompanhadas pelo Sindicato foram apresentadas à Gepes, que ficou de apurar e voltar a discutir em mesa de negociação no próximo mês. A agência USP foi uma das discutidas. Lá ocorreram novas remoções compulsórias e foi reivindicada garantia de que esses trabalhadores não sejam ainda mais prejudicados com o corte da função de caixa.

“Os funcionários devem continuar a denunciar ao Sindicato casos de assédio moral e outros problemas", ressalta o dirigente sindical Hildo Montenegro. Os relatos podem ser feitos pelo Fale Conosco, por telefone ou pessoalmente na sede e regionais do Sindicato.

“Vamos continuar a negociar e realizar manifestações para buscar soluções para o trabalhador”, completa o dirigente.

Fonte: Seeb SP - Redação - 16/2/2012

29.11.10

Agências do BB sofrem assaltos - Essa é uma infeliz rotina dos trabalhadores bancários, que além do risco à sua segurança, ainda têm que conviver com metas inatingíveis e assédio moral cotidianamente


Assaltos assustam bancários do BB em São Paulo

Agências de Perdizes e da Vila Prudente foram vítimas de criminosos
--------------------------------------------------------------------------------

São Paulo – Dois assaltos assustaram bancários de agências do Banco do Brasil na sexta-feira 26, na Avenida Sumaré, em Perdizes, e na segunda-feira 29, na Rua do Orfanato, na Vila Prudente.

Na primeira ação, os criminosos renderam o segurança que estava na área de autoatendimento e forçaram a liberação da porta de segurança. Eles agiram rapidamente e levaram um montante de dinheiro não revelado.

O assalto desta segunda aconteceu antes da abertura da agência, por volta das 9h40. Os dirigentes do Sindicato Claudio Luis de Souza e Tânia Balbino estavam no local reunidos com os 22 funcionários da agência no momento da invasão. “Estávamos no segundo andar esclarecendo dúvidas dos bancários sobre as conquistas da Campanha Nacional e sobre o Economus quando percebemos o movimento. Foi tudo muito rápido, em cerca de 5 minutos eles já tinham deixado a agência”, disse Claudio Luis.

Os assaltantes levaram o malote com dinheiro que havia sido deixado havia poucos minutos pelo carro forte.

CAT – Após a ocorrência, ambas as agências receberam a visita da Regional de Segurança (Reseg) do BB, das Gerências Regionais e da Cassi, que irá emitir uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para cada um dos funcionários envolvidos. “As agências receberam atendimento especializado da Cassi. Na Vila Prudente uma psicóloga teve uma conversa geral com todos os funcionários e depois conversou individualmente com quem sentiu necessidade”, disse Claudio.

Nenhuma das duas agências, ambas ex-Nossa Caixa, funcionou na segunda-feira 29.

Fonte: Seeb SP - Redação - 29/11/2010

8.9.10

Artigo: A vida é o maior patrimônio


Por: Carlos Cordeiro e Ademir Wiederkehr*

A segurança é dos temas prioritários da Campanha Nacional dos Bancários 2010. E não podia ser diferente, diante da onda de violência e criminalidade que provocou a morte de 11 pessoas em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano em todo país, além de inúmeros feridos e traumatizados, entre bancários, vigilantes, clientes e transeuntes. Essa realidade precisa mudar.

A pauta de reivindicações dos bancários prevê várias medidas importantes para transformar essa dura realidade, que trouxe uma sensação de medo e insegurança. Quase todas as propostas foram discutidas com a Fenaban nas quatro reuniões da Mesa Temática de Segurança Bancária, com avanços em alguns pontos.

Uma das prioridades é a assistência às vítimas de sequestros e de todos os que estiveram no local de assaltos. É fundamental a garantia de atendimento médico e psicológico, bem como o custeio do tratamento e remédios para o restabelecimento da saúde do trabalhador e de sua família.

Em casos de assaltos, é importante o fechamento da unidade no dia da ocorrência, emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para quem esteve no local e acompanhamento de advogado do banco para a identificação de suspeitos na polícia.

Outra demanda é a concessão de estabilidade provisória para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões no prazo de 36 meses depois da ocorrência. Em caso de processo judicial com decisão favorável ao bancário, esse prazo começaria a contar após o trânsito em julgado. A demissão de bancários que passam por essa situação é lamentavelmente muito comum e, por isso, é necessária uma garantia de emprego para proteger essas vítimas.

Também é importante o pagamento de adicional de periculosidade ou risco de vida de 30% para os bancários que trabalham em agências, postos de serviço e áreas de tesouraria. A proposta foi lançada pelos vigilantes, uma categoria que ocupa o mesmo ambiente de trabalho dos bancários e que arrancou recentemente essa conquista, através de acordos coletivos em todo país e por meio de projetos de lei aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado.

Outro ponto importante é a proibição do transporte de dinheiro pelos bancários. Apesar de ilegal, é uma prática mais comum do que se imagina, especialmente em cidades do interior. O bancário não pode ser transformado pelos bancos em transportador de valores. Da mesma forma, é fundamental o fim da guarda das chaves de cofres e das agências pelos bancários, passando-se essa tarefa para empresas especializadas em segurança, como alguns bancos já fazem.

Além disso, os equipamentos de prevenção contra assaltos precisam ser ampliados, como a porta de segurança com detectores de metais antes do autoatendimento, câmeras de filmagem com monitoramento em tempo real, vidros blindados nas fachadas, divisórias individualizadas na bateria de caixas e entre os caixas eletrônicos, instalação de vidros nos guichês de caixas e colocação de biombos em frente aos caixas. Todas essas medidas preventivas visam proteger a vida de bancários, vigilantes e clientes, evitar assaltos e o golpe da saidinha de banco.

A expectativa dos bancários é conquistar novas cláusulas na convenção coletiva acerca deste tema, que é essencial para a saúde do trabalhador. Parte dos lucros estrondosos dos bancos precisa ser destinada para ampliar os investimentos em segurança para trabalhadores e clientes. Outro banco é preciso, com a vida das pessoas em primeiro lugar. Não existe maior patrimônio no mundo do que a vida.

* Carlos Cordeiro
Presidente da Contraf-CUT

* Ademir Wiederkehr
Coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT

Fonte: Contraf-CUT

---

Post Scriptum:

CONQUISTAS NO TEMA SEGURANÇA NA CAMPANHA 2010

ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS - Inclusão na CCT de uma nova cláusula com medidas sobre atendimento de vítimas de assaltos e sequestros, consolidando avanços obtidos na Mesa Temática de Segurança Bancária. Ficou garantido que em assalto em agência ou posto de serviço, o bancário terá atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido.

BOLETIM DE OCORRÊNCIA - O banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro. 

REALOCAÇÃO DA VÍTIMA - Haverá possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro.

APRESENTAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS - Além disso, a Fenaban fará apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.

Fonte: Revista dos Bancários 2010 (Contraf-CUT)