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30.4.14

Agenda de luta - Seminário do Comando Nacional dos Bancários e Saúde dos Trabalhadores

Sou Humano inteligente, eu como banana! Vai um potássio aí?

Boa noite companheirada e colegas do BB,

Chegando agora em casa, na bela e querida Osasco SP. Estive os últimos 3 dias trabalhando em Brasília.

Praticamente não entrei em rede social por absoluta falta de tempo.


Comando Nacional e os desafios da Campanha Nacional 2014

Na segunda-feira 28 estivemos no primeiro dia do Seminário do Comando Nacional dos Bancários onde tivemos uma excelente análise de conjuntura feita pela deputada federal Erika Kokay (PT DF), uma liderança bancária histórica e que hoje está representando a classe trabalhadora no Congresso Nacional. Depois as lideranças do Comando fizeram reflexões acerca dos desafios dos trabalhadores do Ramo Financeiro.

Depois tivemos entre a segunda e terça-feira 29 uma atividade com todo o Comando Nacional pensando estratégias de campanha e mobilização junto com as dezenas de entidades sindicais que participam do Comando.

Por fim, nesta quarta 30, nos debruçamos sobre o tema Participação nos Lucros e Resultados. Estudamos o histórico desta conquista nos bancários e fizemos reflexões a respeito também.

Contamos com a imprescindível participação e assessoria dos companheiros e companheiras do Dieese para o aprofundamento de todos os temas, bem como tivemos o apoio d@s funcionári@s da Contraf-CUT, do Sindicato dos Bancários de Brasília e da nossa Fenae. Deixamos o nosso agradecimento a toda a equipe e a nossas entidades pela participação e apoio.

Fenae - na terça à noite, fui dar um abraço e prestigiar a posse do companheiro e amigo Jair Pedro Ferreira, que liderou a chapa vencedora nas eleições da entidade dos empregados da Caixa Econômica Federal. É como diz o lema da chapa "Juntos podemos mais". Bom trabalho a tod@s na gestão.


Saúde d@s Trabalhadores

Também na terça 29 pela manhã participei do 5º Seminário Unidas - Construindo Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável das Autogestões, em Brasília. Desde já agradeço o convite e espero que possamos fortalecer cada vez mais a Unidas - Autogestão em Saúde, que congrega as entidades de saúde dos trabalhadores do modelo de autogestão como é a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil - Cassi.

Fiz parte da mesa "O papel das autogestões na política de saúde do trabalhador brasileiro - contribuições para a 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora". Dividi a mesa com o companheiro Geordeci, membro do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e coordenador da 4ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, que ocorrerá em novembro.

Fiz uma apresentação pensada e construída em parceria com o companheiro e amigo Plínio Pavão, uma de nossas maiores lideranças em saúde do trabalhador do campo da Central Única dos Trabalhadores - CUT.

Falamos e debatemos com um público muito importante, o pessoal das 140 entidades de autogestão que participam da Unidas e que têm um foco na saúde dos trabalhadores, diferente dos planos e operadoras de mercado que visam lucro, através da exploração da saúde como "mercado".


Questões BB e formação sindical

Juntamente com esta agenda, encaminhamos questões importantes de nossos sindicatos relativas aos problemas oriundos da administração do Banco do Brasil que tantos impactos negativos trazem aos nossos colegas nos locais de trabalho.

Vacinação contra a gripe - Cobramos que o Banco melhore a comunicação interna com todas as unidades porque muitos bancários e bancárias ainda não conseguiram saber o cronograma de vacinação em que sua unidade está inserida. O Banco informou que enviou comunicado a todos os gestores.

É mais ou menos isso companheirada, dá trabalho escrever está agenda informativa, mas eu vou continuar me esforçando pra fazer o que faço desde 2006, informar por onde andei lutando e encaminhando as questões d@s trabalhador@s e entidades do funcionalismo que represento.


Corrida do 1º de maio

Vamos comer alguma coisa e dormir porque eu vou participar do VI Desafio dos Trabalhadores em Osasco, em comemoração ao 1º de maio.

Vou participar da prova percorrendo 8k e vamos madrugar. É isso!



Viva @s trabalhadores!

Somos fortes, somos CUT!
Lutar sempre pelo fim da exploração capitalista!

5.12.12

Contraf-CUT realiza 2º módulo do curso de Saúde do Trabalhador



Objetivo é formar especialistas nos sindicatos para reforçar ações sindicais

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, realizou entre os dias 26 e 30 de novembro o curso de formação "Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical". Um dos objetivos foi contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador, levando em consideração que o tema carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho. 

Este foi o segundo módulo de formação em saúde. O primeiro acontecera no semestre anterior. Participaram dirigentes e assessores de diversas entidades sindicais.

Também estão entre os objetivos do curso contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário, além de ajudar na discussão sobre a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário.

"Os trabalhadores do ramo financeiro definiram o ano de 2012 como o Ano da Saúde. Para fortalecer essa luta da classe trabalhadora, nada mais apropriado do que começar as especializações por esse tema. A Campanha Nacional dos Bancários 2012 também teve como um dos focos a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Esperamos contribuir com este curso para fortalecer os coletivos de saúde e que os participantes operem o tema junto às suas entidades sindicais. Este foi o primeiro dos cursos de especialização que a Contraf-CUT realizou neste mandato. Pretendemos fazer vários cursos de formação para termos especialistas nos grandes temas que desafiam a organização dos trabalhadores do ramo financeiro. A formação é fundamental para termos dirigentes conscientes dos princípios que norteiam um representante da CUT e preparados nos temas da atualidade deste ramo", salienta William.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, "o curso foi um excelente momento de discussões e aprofundamento diante dos principais problemas que a categoria bancária enfrenta no seu dia a dia, como as práticas de assédio moral, a cobrança excessiva pelo atingimento de metas de produção, os problemas na prática da medicina do trabalho, as questões relacionadas à segurança bancária e à organização do trabalho".

Walcir aponta ainda que, durante o encontro, foram discutidas formas de enfrentamento e de organização sindical dos trabalhadores "no sentido de se estabelecer um ambiente de trabalho saudável, livre de acidentes e adoecimentos, que coloque a prevenção e a promoção da saúde em primeiro lugar".

"A grande síntese foi que a saúde dos trabalhadores é tão importante quanto a questão dos salários, ou seja, hoje os bancários e as bancárias querem trabalhar, receber um salário justo por isso, entretanto, preservando integralmente a sua saúde", avalia Walcir. 

Para o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão, "o curso é uma oportunidade única em que podemos ao mesmo tempo transmitir conhecimento e entender melhor os problemas vividos pelos dirigentes sindicais em suas bases sobre as demandas relacionadas ao tema. Foram cinco dias de muito conteúdo, muito debate e integração entre os participantes. Os dirigentes retornam com melhores condições de organizar e conscientizar os trabalhadores".

Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Além das especializações, a Contraf-CUT mantém o seu curso básico de formação "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". A sétima turma está sendo realizada também ao longo deste semestre.

Fonte: Contraf-CUT

12.12.11

3º Módulo do Curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro


Iniciamos hoje na Escola Sul da CUT o 3º e último módulo do 5º curso de formação da Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, Etapa Sul.

Começamos bem em relação a cumprir os objetivos, pois 100% dos participantes inscritos terminarão o curso. Também tivemos participações de dirigentes que haviam perdido algum módulo e que completaram seus cursos nesta Etapa Sul.

Neste primeiro dia, os participantes discutiram o trabalho intermódulos de avaliar as mudanças do perfil da categoria bancária na última década em relação aos bancos dos participantes do curso.


Plínio Pavão discute saúde do trabalhador.
Contamos também com a participação do especialista em saúde do trabalhador, Plínio Pavão, secretário da Contraf-CUT.

Plínio abordou temas muito importantes para os trabalhadores do ramo financeiro na atualidade - saúde, condições de trabalho, assédio moral e metas abusivas.

O grupo discutiu a questão da dicotomia entre Saúde do Trabalhador x Saúde Ocupacional/Medicina do Trabalho.

Para nós, o importante é o foco na saúde do trabalhador.

"Esse conceito situa-se no quadro geral do estudo das relações entre saúde e trabalho e apresenta-se como um modelo teórico de orientação às ações na área da atenção à saúde dos trabalhadores, no seu sentido mais amplo, desde a promoção, prevenção, cura e reabilitação, incluídas, aí, as ações de vigilância sanitária e epidemiológica. Esse modelo vai orientar a aplicação do conhecimento técnico oriundo das disciplinas que se atêm a este campo e que foram exemplificadas anteriormente. Estudo dos modos de desgaste e reprodução da força de trabalho apresenta uma influência fundamental do materialismo histórico. A metodologia que orienta esse estudo estabelece a análise dos impactos dos ambientes e das formas de organização e gestão do trabalho na vida dos trabalhadores a partir da determinação histórica e social dos processos de saúde e doença. (Laurell e Noriega, 1989)" in: Verbete: Saúde do Trabalhador - Henrique Caetano Nardi.


Ainda no dia de hoje, o grupo começou a discutir e preencher os desafios da ação sindical do ramo financeiro. Até sexta-feira, cada tema discutido no módulo será incluído nos desafios e serão pensadas ações para o próximo período do movimento sindical bancário.

Gustavo, William, Alex, Vivian e mestre Carlindo.

Ao final do dia, como ocorre sempre, a coordenação avalia o dia de trabalho e busca acertos para o dia seguinte.

Vamos seguindo e construindo juntos o conhecimento dos trabalhadores.

William Mendes

23.3.11

Artigo: OLT na categoria bancária - o papel do delegado sindical



Breve histórico da categoria bancária

Os bancários brasileiros organizaram ao longo das últimas décadas uma das estruturas sindicais nacionais mais importantes e representativas da classe trabalhadora.

Após árdua busca de unidade nacional e muita mobilização e greves conjuntas, os bancários unificaram a data-base no início dos anos 80. Depois os empregados da Caixa Econômica Federal se uniram à categoria bancária em 1985. Nos anos 90 a CUT assinou a primeira convenção coletiva nacional - CCT dos bancários – com a federação dos banqueiros – a Fenaban – passando a garantir os mesmos direitos e salários aos bancários de qualquer empresa e região do País.

Nos anos 2000, a categoria seguiu avançando na unidade. Após os bancários do Banco do Brasil e da Caixa deliberarem pela unidade com a categoria em seus congressos, as direções dos bancos públicos federais foram obrigadas a aceitar a inclusão desses bancos na Convenção da categoria - CCT, depois de fortes greves naqueles bancos, deixando as conquistas específicas dos mesmos em aditivos, como já ocorria com outros bancos.

A conquista formal da OLT nos bancos públicos

A Central Única dos Trabalhadores - CUT - tem como um de seus princípios basilares na organização da luta sindical a construção e defesa da organização por local de trabalho – OLT.

A OLT pode se dar em mais de uma forma. Em grandes indústrias, onde há a concentração de centenas e até milhares de trabalhadores em um mesmo local de trabalho tem-se as denominadas comissões de fábrica, muito utilizadas nas grandes montadoras na Região do ABC Paulista, por exemplo, sendo que as formas de funcionamento e constituição delas também têm algumas variações.

No caso dos bancos, onde existe a pulverização dos trabalhadores, espalhados por agências, em sua maioria pequenas, em todo o território nacional, a proposta é que se tenha a figura do “delegado sindical”, um (ou mais) bancário eleito pelos trabalhadores de uma determinada unidade ou de uma região, de acordo com um dimensionamento específico em cada banco/região, reivindicado e depois conquistado.

Nos bancos privados o delegado sindical ainda não é uma realidade, embora conste há vários anos em nossa minuta de reivindicações. Já nos bancos públicos, em especial no BB e na Caixa, eles são eleitos desde a década de 1980.

Por força do processo de mobilização dos trabalhadores dessas empresas os delegados sindicais são reconhecidos pelas respectivas empresas e possuem algumas prerrogativas para garantir uma atuação eficaz, livre da pressão e perseguição dos chefes, eventualmente contrariados com algum enfrentamento do conjunto dos empregados encabeçado por eles. Tais garantias são: estabilidade no emprego durante o mandato (um ano) e mais um ano após o termino do mandato e inamovibilidade, ou seja, esse bancário só poderá ser transferido por sua solicitação ou mediante sua concordância.

Porém, a conquista dos delegados sindicais sofreu um período de ataques, no final dos anos 1990, durante o segundo mandato de FHC, época em que a organização sindical nos bancos públicos, bem como nas outras empresas estatais, também esteve sob ameaça.

No BB os trabalhadores não se sentiam seguros, pois era comum o delegado sindical sofrer perseguições de maneira velada, sendo discriminado em relação aos demais.

Na Caixa os ataques foram ainda mais destrutivos, pois no ano 2000 as negociações chegaram a um impasse total, não sendo possível a assinatura de acordo coletivo e, por isso, os delegados sindicais deixaram de ser reconhecidos e perderam as garantias.

Porém, como parte do processo de resistência às investidas daquele governo contra as empresas estatais e a organização de seus trabalhadores, as entidades sindicais e os empregados de base da Caixa e do BB mantiveram as eleições e a representação dos delegados sindicais, mesmo sob ameaças de retaliações.

Em 2003, já sob uma nova conjuntura política e com o resgate da interlocução nos bancos públicos, dentre os vários direitos conquistados com a greve daquele ano, na qual os bancários do BB e da Caixa exigiam o cumprimento da Convenção da categoria com o mesmo reajuste, PLR e demais direitos, no Banco do Brasil foi resgatado o direito de seus sindicatos elegerem certo número de representantes por local de trabalho e por base sindical – 1 (um) trabalhador para cada 80 bancários da base sindical-, cabendo aos sindicatos a normatização e a coordenação do processo (art. 3º do regulamento ao aditivo do BB).

Já na Caixa, voltaram a constar no ACT as garantias aos delegados sindicais, revigorando a organização de base com a ampliação das eleições para várias unidades do banco.

O papel do delegado sindical

O delegado sindical é o elo entre o sindicato e a base. Representa o sindicato dentro da unidade e, perante o sindicato, os interesses do local de trabalho.

Ele deve manter sua base informada e mobilizada, participando das atividades a ele direcionadas, reproduzindo em sua unidade, por meio de reuniões, debates e distribuição de materiais, as informações sobre as campanhas e ações do sindicato. Ao mesmo tempo deve estar sempre atento às demandas dos colegas da unidade para repassá-las à entidade sindical, zelando pelo cumprimento dos direitos trabalhistas, previstos na legislação e na Convenção Coletiva.

O papel do delegado sindical não se confunde com o do diretor sindical. Pois ele é eleito pelos colegas para auxiliar na organização local, como diz o termo OLT, portanto não tem responsabilidade sobre outras unidades que não a dele, embora, tendo condições, deve e pode ajudar e se articular com delegados de outras unidades.

Outra questão importante a observar é que o delegado deve ter clareza de sua condição, pois embora possua algumas prerrogativas, não tem a mesma imunidade de um dirigente. Cobrar da administração local soluções para a falta de condições de trabalho em geral faz parte de suas atribuições, mas ele não deve assumir o papel de “herói”, por isso deve sempre que precisar recorrer ao dirigente de sua base para que este o ajude a resolver os conflitos mais acirrados.

Em resumo: o delegado sindical é a referência no local para conscientizar os trabalhadores a se apropriarem de seus direitos e atuarem junto ao sindicato na manutenção e ampliação das conquistas e de melhores condições de trabalho, bem como para incentivar a sindicalização. E isso independente de linha política ou ideológica, pois ele deve reproduzir não sua visão pessoal e suas convicções, mas ter sensibilidade de entender as demandas dos colegas, harmonizando os interesses de todos buscando solucionar os problemas, sempre com a intermediação da entidade sindical.

William Mendes, secretário de formação e Plínio Pavão, secretário de saúde (Contraf-CUT, gestão 2009/12)