Páginas

Mostrando postagens com marcador Bancários de Curitiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bancários de Curitiba. Mostrar todas as postagens

18.3.21

Cassi - Desmonte do modelo assistencial é bom?



Opinião:

Deixo abaixo do registro da minha opinião uma nota da Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (seção Paraná) denunciando o desmonte do modelo de Atenção Básica em Curitiba. A nota foi divulgada pelo site Vi o Mundo no dia 15 de março. O desmonte da estrutura de atenção primária e medicina de família em Curitiba é um exemplo do que pode ocorrer com a Cassi dos funcionários do Banco do Brasil. Por sinal, a direção da Cassi está com piloto de terceirização do modelo assistencial justamente em Curitiba (o "Bem Cassi").

Registro mais uma vez a minha preocupação e posição contrária aos projetos de terceirização total do modelo de Atenção Integral à Saúde da Cassi, modelo definido desde a reforma estatutária de 1996 após experiências que definiram que a Caixa de Assistência teria uma estrutura própria de Atenção Primária à Saúde (APS), através da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das CliniCassi. Quando terminamos a gestão na diretoria de saúde (em maio de 2018) a Cassi tinha cerca de 150 equipes de família, 182 mil cadastrados no modelo e 66 unidades de atendimento em saúde CliniCassi.

QUAL SERÁ O PERFIL DOS USUÁRIOS DE SISTEMAS DE SAÚDE NO PRÓXIMO PERÍODO?

Não é preciso ter bola de cristal nem fazer exercício de futurologia para perceber as tendências das condições de saúde do povo brasileiro e dos participantes do sistema Cassi do Banco do Brasil neste momento de crises diversas, sanitária, política, econômica, social, humanitária. Teremos uma multidão de gente com problemas psicológicos e doenças crônicas das mais variadas.

Por conhecer o perfil dos participantes do sistema Cassi, os 700 mil assistidos à época em que estivemos na gestão do modelo de saúde (2014-2018), e por ver minimamente o que está acontecendo no Brasil após o golpe de Estado em 2016 e sob os governos Temer e Bolsonaro, não é difícil fazer inferências sobre o que vem por aí.

As pessoas terão mais problemas de saúde crônicos do que já tinham. A população Cassi já era mais específica que a população que tem algum tipo de plano de saúde do mercado, que filtra a entrada e expulsa pessoas para ter lucro nas operações. Já tinha população com faixas etárias maiores, tinha um grande contingente de crônicos, tinha uma população considerável de pessoas com algum tipo de deficiência etc. Agora teremos os sequelados da Covid-19 para acolher e cuidar nas próximas décadas.

Vocês acham que a terceirização do modelo próprio da Cassi vai ser boa para a população de assistidos da Caixa de Assistência? Me desculpem, mas fico impressionado com a pessoa minimamente consciente e informada sobre esses sistemas que achar que desfazer a estrutura própria da Cassi vai ser bom para nós, participantes do modelo.

CASSI PRECISA AMPLIAR A ESTRUTURA PRÓPRIA APS/ESF/CLINICASSI

Quem tem algum tipo de conhecimento não pode deixar de externar opinião a respeito dele e é por isso que preciso me posicionar sobre o andamento das coisas na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma autogestão em saúde, com quase oito décadas de existência e cujos objetivos não são compatíveis com modelo algum do mercado privado de saúde. É impossível ter como base o mercado porque essa "indústria" visa lucro com a doença das pessoas e isso é antagônico com os objetivos da Caixa de Assistência que criamos, uma associação de trabalhadores da empresa pública Banco do Brasil, autogestão em saúde com espírito cooperativista e solidário.

A autogestão Cassi investiu duas décadas na construção de um sistema de saúde próprio (ESTRUTURA PRÓPRIA, BARATA E EFICIENTE) de atenção primária e medicina de família que foi responsável por cuidar de uma população assistida com características muito peculiares e totalmente diferentes dos interesses capitalistas dos planos e empresas de saúde do mercado. A população da Cassi é mais idosa que a média do mercado, é crônica como o povo brasileiro, e vive mais que a média dos planos de mercado. Por isso, o mercado filtra todos os segmentos que não quer atender - exclui idosos, crônicos e pobres -, "clientes" que dão prejuízo. A Cassi passou duas décadas aperfeiçoando um sistema que dá resultados mesmo atendendo a perfis que não interessam ao mercado - FIZEMOS ESTUDOS E PROVAMOS ISSO NA GESTÃO 2014-2018 - e agora querem terceirizar e desfazer esse sistema.

Volto a repetir: após ampliarem a terceirização da Atenção Primária (APS) e a ESF, a Cassi vai desfazer sua estrutura de saúde construída por nós durante longo tempo e perderemos o acesso à saúde com um custo solidário na comunidade Banco do Brasil. Os aposentados, pensionistas, as pessoas com comorbidades, a grande maioria que ganha menos no sistema Cassi (uns 70% de ativos e aposentados) não conseguirão ficar no Plano de Associados e já nem teremos o SUS - Sistema Único de Saúde - para nos socorrer como acontecia no passado e como acontece nas diversas regiões do interior dos estados onde não há rede privada de saúde. A CASSI HOJE TEM RECURSOS E DEVERIA AMPLIAR SUA ESTRUTURA PRÓPRIA DE APS/ESF/CLINICASSI.

Fico impressionado ao ver o silêncio das entidades representativas em relação a isso. Mas sigo registrando minha preocupação com o desmonte do modelo de saúde exitoso que construímos na Cassi.

Repito o que já disse também. A pandemia mundial de Covid-19 pode até ser uma desculpa para que não se faça nada a respeito do tema - projetos de terceirização do modelo assistencial da Cassi -, o desmonte das empresas públicas como o BB também pode ser outra desculpa, mas as lideranças da comunidade Banco do Brasil poderiam também aproveitar toda a crise e chamar reuniões, debates, envolver dezenas de entidades representativas em temas como saúde e previdência porque são temas que poderiam agregar diferentes segmentos políticos e ideológicos. Mas não vendo ilusões, não seria do dia para a noite o engajamento nos temas, é necessário criar pertencimento e isso não existe no momento, na minha opinião.Feito mais um registro sobre o risco de desmonte da Cassi. Volto a dizer que não tenho nada contra as pessoas que estão na gestão desse processo, não é pessoal, é uma questão de visão de mundo, de ideologia, o que está acontecendo é ruim para o conjunto das pessoas que dependeriam da Cassi nas próximas décadas de vida. Não acho que a Cassi deve ser uma empresa para os poucos que poderão pagar, acho que A CASSI DEVERIA SER PARA TODOS E TODAS.

William Mendes

------------

ABMMD – Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia -PR

Nota contra o fim da Atenção Básica de Curitiba

O município de Curitiba já foi modelo de atenção básica para o Brasil, com suas unidades de saúde, acesso ampliado, agentes comunitários indo de casa em casa de cada cidadão, desenvolvendo ações de promoção e prevenção.

O município também tem importância por influenciar modelos de gestão de cidades da região metropolitana e de todo Paraná.

Por isto, fazemos este alerta, a fim de informar a setores da sociedade sobre os graves fatos em curso no Sistema de Saúde da cidade.

Já não é de agora que a gestão atual executa fechamento de Unidades de Pronto Atendimento (UPA) [1], redução do número de equipes de saúde que atuam na atenção básica e mudanças nos processos de trabalho de várias equipes que deixaram de atuar no formato da Saúde da Família antes mesmo da pandemia.

De acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde [2 e 3], o município tinha em março de 2016, 227 equipes de saúde da família e 919 agentes comunitários de saúde (ACS), para em março de 2020 (mês do início da epidemia no Estado) termos 182 equipes e 388 ACS, uma redução de 20% e 58% respectivamente.

Trilhando o mesmo caminho e ao mesmo tempo paradoxalmente, a gestão atual enfraquece ainda mais a Atenção Básica da cidade com o fechamento recente de tantas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Fechamento a princípio anunciado como transitório, por poucas semanas, o que já seria grave, mas preocupa ainda mais dado o andamento da pandemia e o ocorrido em 2020, quando dezenas de UBS permaneceram fechadas por muitos meses.

Além disso, transformou várias unidades em “postinhos de vacinação”, o que nos faz retroceder aos anos 70, e descaracterizou o funcionamento de todas as demais.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde [4], das 111 unidades de saúde que existem, 53 estão completamente fechadas, restando hoje apenas 42 a realizar atendimentos simples do tipo queixa-conduta, 10 que realizam somente vacinação e atendimentos básicos às gestantes e crianças, e ainda 6 que estão atuando somente como postos de vacinação contra Covid-19.

É estarrecedor que este desastre sem precedentes do SUS curitibano seja anunciado pelas equipes de marketing como grande feito da administração municipal.

Na prática, o acesso à saúde para a população caiu em mais da metade em 5 anos.

E quem consegue acessar uma UBS deixou de conseguir, na maioria das vezes, ser atendido pelos profissionais das equipes com quem já tinha vínculo de confiança construído ao longo do tempo, justo quem teria melhor condições de lhe amparar com cuidados adequados em momento de crise.

As mudanças impostas à Atenção Básica impactarão de maneira profundamente negativa na saúde da população, uma vez que a paralisação dos atendimentos das condições crônicas e de diversas outras linhas de cuidado se manifestará de forma desastrosa, resultando em agravamento destes problemas e gerando ainda mais mortes evitáveis [5].

Neste momento de pandemia, onde as pessoas mais precisam de acesso, vemos tantas portas se fecharem, vemos os serviços de saúde reduzirem sua capilaridade e proximidade da população o que agrava ainda mais o efeito desproporcional da pandemia sobre os grupos socialmente mais vulneráveis [6].

Ação que vai na contramão do que muitos outros municípios brasileiros vêm fazendo, optando por fortalecer a atenção básica, o teleatendimento por parte de profissionais e equipes já vinculados e dedicados para cada comunidade, a testagem e a identificação precoce de casos, além de educação em saúde culturalmente adequadas e em contato direto com as lideranças e organizações do território de cada Unidade Básica de Saúde [7].

Nessa perspectiva, a Associação Brasileira de Médicos e Médicas para Democracia – Núcleo Paraná, reafirmando seus compromissos éticos com o SUS, vem conclamar os representantes legislativos e conselheiros municipais a pressionar a Prefeitura Municipal de Curitiba a realizar contratações emergenciais para saúde de maneira mais abrangente e contundente do que tem sido feito até agora.

De modo que seja possível garantir a reabertura de todas as Unidades de Saúde tão necessárias à nossa população e que foram fechadas neste período.

Referências

[1] RPC Curitiba. UPA que ficava no Hospital de Clínicas de Curitiba é fechada. 02/05/2017. [https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/upa-que-ficava-no-hospital-de-clinicas-
-de-curitiba-e-fechada.ghtml]. Acesso em 13/03/2021.

[2] Brasil, Ministério da Saúde. E-Gestor AB. Cobertura da Atenção Básica. [https://eges- torab.saude.gov.br/paginas/acessoPublico/relatorios/relHistoricoCoberturaAB.xhtml]. Acesso em 13/03/2021.

[3] Brasil, Ministério da Saúde. E-Gestor AB. Cobertura de ACS. [https://egestorab.sau- de.gov.br/paginas/acessoPublico/relatorios/relHistoricoCoberturaACS.xhtml]. Acesso em 13/03/2021.

[4] Curitiba, Prefeitura Municipal. [https://www.facebook.com/515514761825666/post- s/4055783744465399/?app=fbl]. Acesso em 13/03/2021.

[5] Mendes, E.V. O Lado Oculto de uma Pandemia: A Terceira Onda da Covid-19 ou o Paciente Invisível.

[6] SARTI, Thiago Dias et al. Qual o papel da Atenção Primária à Saúde diante da pandemia provocada pela COVID-19?. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 29, n. 2, e2020166, 2020
[http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222020000200903]. Acesso em 13/03/2021.

[7] COVID-19 e Atenção Primária: as experiências nos territórios (Rede PROFSAÚDE) / organizado por Carla Pacheco Teixeira [et al.]. -Rio de Janeiro: ANAIS/SESSÕES TEMÁTICAS / PROFSAÚDE, 2020.

18.8.16

Cassi acerta parcerias pela promoção da saúde no Paraná


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Cumprimos agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento nesta quarta-feira 17 em Curitiba, Paraná.


Reunião Cassi, Super e Gepes Paraná.

Reunião Cassi, Super e Gepes PR

Nos reunimos com a Superintendência e a Gepes do Banco do Brasil para fortalecer parcerias em comunicação e distribuição de informações nos canais corporativos a respeito da Caixa de Assistência, como a entidade de saúde funciona e quais atendimentos estão disponíveis nas CliniCassi, sobre o Modelo Assistencial de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF), bem como aproveitamos o encontro entre Cassi e BB para reforçar as parcerias já existentes como o Convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional).

É de interesse comum fortalecer a promoção de saúde e prevenção de doenças tanto para os trabalhadores que estão na ativa quanto para a comunidade de colegas aposentados, e os respectivos familiares dos associados. A Cassi tem nos funcionários do Banco do Brasil um público assistido com boas perspectivas de acompanhamento de sua saúde e monitoramento de eventuais doenças crônicas comuns na contemporaneidade.

A unidade Cassi PR já realiza atividades coletivas com a comunidade assistida e as parcerias com o Banco do Brasil podem ampliar as possibilidades de trabalho em prol da saúde.

O Sindicato não pode estar na reunião por agenda de lançamento da Campanha Nacional dos Bancários durante o dia.


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi Paraná.

Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi PR

Na tarde desta quarta-feira, também nos reunimos com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi e contamos também com a presença do Conselheiro Deliberativo da Cassi Luiz Pizetta.

Pudemos abordar um pouco sobre o trabalho que estamos realizando à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, nos colocamos à disposição para as perguntas, análises e trocas de opiniões acerca dos temas sustentabilidade, gestão, mesa de negociações, dentre outros temas.

Estivemos reunidos por cerca de 3 horas e como é de costume, saímos revigorados pelo contato com as lideranças e voluntários desta instituição muito valorosa, o Conselho de Usuários.

Reunião de gestão e com os funcionários da Cassi

Dentro de nossa agenda de trabalho está incluída a realização de reuniões com os gestores da Cassi no Estado e com os nossos funcionários e funcionárias, que dedicam suas vidas ao acolhimento e cuidado e busca de soluções para as demandas dos associados e participantes da Cassi.

Essas reuniões são de grande valia para mim porque nos aproxima dos problemas reais que nossas equipes enfrentam no dia a dia de nossa entidade de saúde.


Com lideranças e amigos no Sindicato dos Bancários.

Visita ao Sindicato e reunião com os bancários e bancárias no BB do Edifício Palladium

Pela manhã, logo no início de nossos trabalhos, estivemos reunidos com as lideranças do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e depois fomos convidados para falar com os trabalhadores na base a respeito da Cassi.

Agradeço muito a oportunidade e também agradeço sensibilizado a acolhida que sempre temos aqui no Estado do Paraná por parte de todas as entidades e das lideranças e trabalhadores.

Deixo um forte abraço a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

20.6.15

Agenda de gestão e luta pela Cassi (PR)


Em Curitiba, conversando com 
associados da Cassi, 18/06/15.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil

Não posso dizer que estou fechando a semana super produtiva de trabalho pela nossa Caixa de Assistência, porque tenho uma pauta grande de súmulas pra ler antes de segunda-feira 21 para a reunião da Diretoria Executiva da Cassi... ou seja, eu que me vire entre hoje sexta 19 e domingo.

A semana de gestão pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento foi muito importante para o fortalecimento da Caixa de Assistência no que diz respeito a aumentar o pertencimento dos participantes sobre as dificuldades que a nossa entidade de saúde enfrenta em relação ao déficit no Plano de Associados, sobre o modelo assistencial definido para ser implantado desde a reforma estatutária de 1996 e que está incompleto, e sobre as propostas que nós representantes eleitos pelo corpo social temos debatido com o Banco do Brasil e seus indicados na gestão, bem como temos apresentado ao corpo social já faz alguns meses.

Nesta quinta-feira 18, a convite do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, passamos o dia trabalhando juntos em defesa da Cassi. Fizemos reuniões com bancários desde as 10 horas da manhã até às 23 horas, quando terminei a conversa com o último bancário, na quadra do Sindicato. Foram centenas de bancári@s contatados.

Fizemos reuniões em departamentos gigantes do BB ao longo do dia e no final fizemos uma apresentação mais completa sobre a Sustentabilidade da Cassi, sob a ótica dos representantes do corpo social.


Falando com bancários em Curitiba sobre a nossa Cassi.
18/06/15.

Eu confesso que conciliar a burocracia necessária (e às vezes exagerada) no dia a dia da gestão da Cassi na Sede com o meu desejo de estar nas bases sociais e conversar com os associados da Caixa de Assistência e as lideranças sindicais e das entidades associativas, enfim, conciliar a burocracia interna com a função necessária de estar nas bases é muito difícil. 

No entanto, ouvir o retorno de nossos representados de que estamos fazendo um trabalho sério, ético e dedicado às causas da Cassi e dos trabalhadores, nos deixa com a consciência firme e leve para seguir no caminho em que estamos. Acredito que estamos contribuindo para criar um movimento sobre modelo de promoção de saúde para os trabalhadores que pode ser duradouro.

Eu acredito no trabalho que estou fazendo pela Cassi e ser incentivado pelos associados, suas lideranças e a equipe de funcionários dedicados da nossa entidade faz com que eu supere diariamente toda a tristeza que sinto quando vejo a degeneração política e social em meu país, que vem sendo atacado por uma direita boçal, deletéria e que por ter os meios de comunicação, está afetando profundamente nosso destino e de nossos trabalhadores. As propostas da direita midiática e da oposição ao governo do PT são prejudiciais para a ampla maioria do povo brasileiro, que é de gente trabalhadora. Eu não tenho dúvidas do que estou dizendo.

Mas eu só tenho energia para a minha missão contra-hegemônica e "revolucionária" de gestor eleito na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Não posso me deixar afetar pelo que eu poderia estar fazendo pelo campo democrático e pelo movimento social e sindical progressista e de esquerda. Minha missão já consome a totalidade de minha vida e energia.

É isso! Estarei preparado na próxima segunda 21 para tudo que for necessário em meu trabalho pela Diretoria de Saúde da Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

18.6.15

Cassi - Estratégia Saúde da Família na prática





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estou em Curitiba (PR). Já é madrugada de quinta 18 e cheguei há pouco para mais um dia de trabalho pela nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB. 

Em conjunto e com o apoio do Sindicato dos Bancários de Curitiba, teremos agenda cheia até de noite para falar com centenas de bancários e bancárias sobre as questões da Cassi e sobre o modelo assistencial definido para a nossa entidade de saúde desde a Reforma Estatutária de 1996: o modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se dá através dos serviços próprios (CliniCassi) e pela atenção primária com equipes multidisciplinares que cuidam dos associados e familiares.


Atenção Integral à Saúde, com CliniCassi e Estratégia Saúde da Família (ESF)

Temos abordado em palestras, reuniões com associados, entidades representativas e também em Conferências de Saúde o histórico da nossa Caixa de Assistência, o modelo de custeio solidário, o modelo assistencial e a forma como ele foi definido e que está em implantação desde os anos noventa, porém sem foco nos últimos anos em ampliá-lo para o conjunto dos associados da ativa, aposentados e pensionistas e seus respectivos dependentes.

A missão da Cassi em promover saúde, prevenir doenças ou agravamento delas, recuperar e reabilitar nossos bancários e familiares é a melhor estratégia para aplicar de forma racional os recursos do Plano de Associados.

O adoecimento das populações atuais tanto em países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento e as consequentes demandas por serviços de saúde têm relação profunda com agravamentos das condições de saúde pelo não acompanhamento médico de doenças crônicas como diabetes, colesterol e hipertensão arterial. 

Estudos mostram que essas doenças crônicas são responsáveis por mais de 70 por cento das origens por demandas de saúde na fase das agudizações de problemas oriundos dessas doenças.


Atenção primária é modelo eficaz porque identifica precocemente doenças e cuida das pessoas

Nesta quarta-feira 17 passei na CliniCassi Sul, juntamente com a esposa, para retorno à Estratégia Saúde da Família. Estamos cadastrados e sendo acompanhados no programa da Cassi desde que chegamos a Brasília. Meu filho também, apesar de ser um jovem.

O programa de Atenção Primária é base do modelo assistencial da Cassi e de muitos países centrais e bem conceituados em saúde como Canadá, Inglaterra, Holanda e Cuba.

Vejam vocês o exemplo clássico do que é descobrir e acompanhar as características do adoecimento de nossas populações para evitar agravamentos ou encontrar curas o mais cedo possível para as pessoas.

Os exames de minha esposa, que não pratica esportes e come um monte de coisas supergostosas e calóricas que eu não como, deu tudo legal, de fazer inveja: taxas de glicose, colesterol, pressão arterial, coração etc. (deve ser porque ela ri mais que eu...)

Aí o cara que corre com regularidade, come menos coisas doces e gostosas e acha que está sobrevivendo bem, sai do consultório com umas recomendações do doutor para mudar alguns hábitos alimentares. (é pra cortar só tudo que gosto...)

Achei muito interessante isso porque é exatamente o que ocorre com a nossa população. 

Somos trabalhadores que vivemos no limite do estresse no trabalho, nas metas, sofremos assédio, vivemos superjornadas de trabalho, dormimos pouco, nos alimentamos mal... nem preciso continuar, né! Essa é a vida do bancário!

Nessa categoria, os trabalhadores estão adoecendo pelas principais doenças da atualidade e nós da Cassi precisamos cadastrar e cuidar de 100% desses participantes da Caixa de Assistência porque isso é o melhor a ser feito para cada funcionário, sua família e também é mais econômico e usa de forma mais racional os recursos da Cassi.

Por fim, saí da consulta com a equipe multidisciplinar da Estratégia Saúde da Família com uma receita para cortar um monte, mais um monte de coisas que como todo dia! Mas a forma como o pessoal nos atende é muito legal. Eu não sou obrigado a mudar nada, mas posso fazer um esforço em nome das pessoas que amamos e de nossa própria saúde.

Mas prometo a mim mesmo e ao nosso médico de família que daqui a uns meses estarei com o colesterol no ponto de equilíbrio. (tenho um excelente colesterol bom - HDL - por correr, mas tenho que diminuir o colesterol ruim).

O que eu, minha família e nosso médico de família sabemos é que um dos fatores que tenho que lidar com ele e que não é bom pra saúde é o nível absurdo de estresse... mas esse eu tenho que conviver com ele e administrar, até porque minha missão é política e de representação de meus colegas bancários.

Entenderam como é importante o modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência?

Vamos dormir pra debater com os bancários paranaenses nesta quinta 18/06.

William Mendes

Post Scriptum: essa agenda de trabalho pela Cassi está sendo patrocinada pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba.

4.7.14

Diretor Eleito da Cassi visita o Paraná em agenda de Saúde dos Trabalhadores


Reunião com lideranças sindicais do Paraná.

Diretor de Saúde se reúne com entidades sindicais CUTistas

Na segunda-feira 30/6 pela manhã, o diretor eleito William Mendes visitou a sede do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, acompanhado do gerente da unidade Cassi PR, Aldo Cabral Rossi Júnior, e da gerente de divisão da unidade, Lourdes de Marchi Capeletto.

Os representantes da Cassi foram recebidos e conversaram com o presidente do Sindicato, Elias Jordão, com o presidente da Fetec CUT PR, Junior César Dias, e com o diretor do Sindicato Alessandro Greco Garcia, o Vovô, que também é vice-presidente do Conselho de Usuários do Paraná.

O Diretor de Saúde da Caixa de Assistência agradeceu o apoio ao projeto apresentado pela chapa eleita Todos Pela Cassi por parte das entidades sindicais paranaenses CUTistas e demais entidades do funcionalismo e se colocou à disposição para contribuir na campanha nacional dos bancários em relação às questões de saúde dos trabalhadores, principalmente nas negociações específicas dos funcionários do Banco do Brasil.

Foram abordadas algumas questões importantes sobre a Caixa de Assistência para os representantes das entidades sindicais do Paraná e foram reafirmados alguns compromissos entre os eleitos da Cassi e as entidades do funcionalismo:

- A busca permanente por parte da Caixa de Assistência para haver um atendimento de qualidade aos participantes, sem clientelismos, e que busque soluções para as questões de saúde dos participantes, com o foco na Atenção Integral à Saúde;

- O fortalecimento da relação entre dirigentes eleitos da Caixa de Assistência e as entidades sindicais, associações do funcionalismo, conselhos de usuários e demais atores envolvidos nas questões de saúde dos trabalhadores do BB;

- O Diretor de Saúde se comprometeu com as entidades sindicais em agendar uma reunião com os sindicatos da Fetec PR e demais parceiros na questão da saúde dos trabalhadores do BB entre julho e agosto para buscar soluções na melhoria do atendimento à saúde em todo o Estado do Paraná;

- Os dirigentes eleitos têm o compromisso de atuar na Caixa de Assistência buscando a sustentabilidade da entidade. Para isso existem desafios tanto externos, ligados ao mercado privado de saúde e órgãos governamentais, como existem desafios internos, onde há um descompasso recorrente entre despesas assistenciais e as receitas da Caixa de Assistência, que é uma entidade de autogestão em saúde;

- Os dirigentes eleitos vão aumentar o nível de informações para as entidades sindicais e os trabalhadores no que diz respeito às medidas de órgãos como ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), leis aprovadas nos parlamentos, dentre outras, que têm colocado em risco a existência de planos de autogestão porque são tratados da mesma forma que os planos privados que visam lucro e que não têm o objetivo em promoção de saúde como as entidades dos trabalhadores, que também não podem escolher onde atuarem como os planos que visam lucro.

“Nosso compromisso é melhorar o nível de informação para os trabalhadores e as entidades do funcionalismo para que todos participem ativamente do fortalecimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB e que tenhamos todos foco na promoção de saúde porque esse é o objetivo a ser perseguido e isso potencializa a sustentabilidade da nossa Cassi. Por isso que lançamos o boletim Prestando Contas Cassi (leia AQUI), para aproximar os eleitos dos associados e suas entidades” afirma William Mendes, Diretor de Saúde.

Inauguração da Sala de Apoio a Amamentação da CABB SJP PR.

Inauguração da Sala de Amamentação da CABB de SJP

Foi inaugurada a primeira Sala de Apoio a Amamentação no Banco do Brasil na unidade da Central de Atendimento de São José dos Pinhais – CABB SJP. O Diretor de Saúde e Rede de atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) participou do evento.

O projeto é uma parceria e uma iniciativa que envolveu a Cassi, o Ministério da Saúde, a Secretaria do Estado de Saúde do PR, da administração da CABB com apoio da UCP (Unidade Canais de Parceiros) e contou com a colaboração de diversas pessoas interessadas nas questões de saúde.

Esperamos que a Sala de Amamentação da CABB SJP seja a primeira de muitas na empresa Banco do Brasil porque ela é uma iniciativa simples, fundamental para as mãezinhas no período de amamentação e traz benefícios a todos porque promove a saúde da mãe e da criança. 

"Acreditamos que é possível instalar espaços como esse em todos os complexos do BB” avalia William Mendes, Diretor de Saúde da Cassi e secretário de formação da Contraf-CUT.

Na inauguração, o diretor de saúde citou o direito das bancárias em relação ao período de amamentação. Na legislação brasileira, as mães têm o direito a 4 meses de licença maternidade e a possibilidade de mais 2 meses para as empresas que aderem aos benefícios da Lei 11.770 de 9/9/2008 de concessão de incentivo fiscal para ampliação da licença maternidade. Em relação ao período após a volta da licença maternidade, as mães têm o direito a 2 (duas) pausas de meia hora na jornada por 6 meses para amamentar ou proceder ao estoque do leite materno.

No Acordo Coletivo de Trabalho do BB, aditivo à CCT da categoria e fruto da luta das bancárias e bancários, o direito às duas pausas de meia hora é estendido para 12 meses (Cláusula 36). E com a sala de amamentação aumenta a oportunidade de as mães amamentarem seus filhos por um período maior porque é possível amamentar por dois anos ou mais as crianças, trazendo grandes benefícios às mães e filhos.

3.7.14

Cassi inaugura sala de amamentação na CABB SJP (PR)


Na última segunda-feira, 30 de junho, o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, William Mendes, esteve em Curitiba para a inauguração da primeira sala de apoio a amamentação inaugurada no país nas dependências do Banco do Brasil.

Na ocasião, ele visitou o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e se reuniu com o presidente do Sindicato, Elias Jordão, o presidente da Fetec/PR, Junior César Dias, e com o vice-coordenador do Conselho de Usuários da Cassi/PR, Alessandro Garcia (Vovô).



Na Central de Atendimento do Banco do Brasil (CABB), localizada em São José dos Pinhais, estão lotados cerca de 500 funcionários, sendo 55 mães em fase de amamentação. A primeira sala da Cassi para as lactantes no BB foi implantada para que se faça o esgotamento e o devido armazenamento do leite.

Visita ao Sindicato - William Mendes aproveitou a vinda a Curitiba para visitar o Sindicato, agradecer a votação e a confiança depositada e informar que retornará ao Paraná para verificar os problemas de credenciamento, principalmente no interior, e se comprometeu a ajudar a resolver as pendências com uma força-tarefa.

Apoio à maternidade - A Sala de Apoio à Amamentação da CABB é resultado da junção de esforços do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde do PR, da Cassi e da Administração da CABB com o apoio da UCP (Unidade de Canais Parceiros). Seguindo Nota Técnica que especifica as ações do Programa de Aleitamento Materno, o Ministério e a Secretaria de Estado vêm incentivando as empresas a adotarem as medidas que dão mais qualidade de vida às mães trabalhadoras e a seus filhos. A Cassi comprou a ideia e encontrou na Administração da CABB São José dos Pinhais total acolhimento e adesão à proposta.



Trata-se de uma ação simples de ser executada, do ponto de vista logístico, além de ser de baixíssimo custo: estabelecer uma sala com conforto e algumas especificações técnicas mínimas que garantam a possibilidade da extração, estocagem e conservação do leite materno das mães que estão amamentando. Se a medida, por um lado, tem implementação simples, sua repercussão tem altíssimo valor. Contribui para a qualidade de vida e a motivação das trabalhadoras, gera maior vínculo entre empresa e empregada e, de uma forma especial, aumenta as possibilidades e a prática da Atenção Integral à Saúde, atingindo diretamente mãe e bebê.


Por ter sido a primeira sala gerada no ambiente da empresa Banco do Brasil no País, o evento foi marcado com cerimonial que envolveu colegas e administradores de dependências próximas, além da própria CABB e da Gepes Curitiba. E contou ainda com participação de administradores da Cassi/PR, Ministério da Saúde, Secretaria da Saúde do PR. Participou da inauguração o diretor do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e vice-coordenador do Conselho de Usuários da Cassi/PR, Alessandro G. Garcia (Vovô).

Por: Paula Padilha
SEEB Curitiba com informações da Cassi

17.5.14

Agenda de luta - Contribuindo com a Campanha Nacional dos Bancários 2014



Mesa sobre análise de conjuntura no Encontro do Paraná.

Encontro de bancários do Paraná

Neste sábado, estive em Curitiba (PR) no Encontro Estadual dos Bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. O evento faz parte da construção da Campanha Nacional da categoria, que se organiza a partir das bases por assembleias, encontros e fóruns democráticos, tanto por bancos quanto fóruns gerais dos bancários.

Agradeço o convite e gostei de ter participado do encontro. Espero ter contribuído com algumas informações e reflexões sobre o setor bancário, histórico recente das lutas da categoria e cenários político e sindical para o período de campanha.

Preparando 25º CNFBB

BASE - Na sexta-feira, meu dia de trabalho foi em SP. Estive na minha agência Vila Iara Osasco conversando com os colegas, tirando várias dúvidas sobre direitos, aproveitei para votar na Chapa 4 Unidade e Segurança na Previ. Na parte da tarde, trabalhei na Contraf-CUT.

Tenho tido pouco tempo ainda para preparar a minha chegada à Cassi em junho, mas é por uma causa nobre porque estou contribuindo para a categoria ao organizar mais um Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil. O sucesso do congresso é fundamental para termos uma luta sindical com boas perspectivas de vitória para a classe trabalhadora.

Na quarta-feira, trabalhei na Contraf-CUT DF. Também focando as questões de coordenação da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

É isso! Vamos descansar. Bom domingo a tod@s!

20.3.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (2º dia em Curitiba PR)





Pois é companheirada e colegas do BB,

Nesta quarta estive novamente correndo os departamentos e unidades de trabalho do Banco do Brasil em Curitiba, Paraná. Contei com a parceria e dedicação dos companheiros do Sindicato Ana Smolka, André, Gerson e Pablo.

Conversamos nestes dois dias com quase 1.500 bancários e bancárias sobre nossas propostas da Chapa 1 - Todos pela Cassi e porque a nossa chapa tem uma composição que significa a unidade dos sindicatos e associações do funcionalismo. Essa unidade e representatividade pode fortalecer o lado dos trabalhadores na gestão de nosso plano de saúde de autogestão.

Ao final do dia embarcamos para São Paulo, onde vamos ter como hotel a nossa própria casa (rsrsrs) porque amanhã cedo já saímos para mais um dia de debate com os bancários e só voltaremos para casa na sexta à noite.

Agradeço enormemente a atenção e companheirismo que recebi por parte de nosso Sindicato de Curitiba e região e pela forma fraterna em que fui recebido por centenas e centenas de colegas do Banco. 

Ai, que sono!!

Fui...

18.3.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (em Curitiba PR)




Companheirada,

Hoje estamos em Curitiba, Paraná, conversando com os colegas bancários sobre as nossas propostas para melhorias na nossa Caixa de Assistência - Cassi.

Estivemos em grandes concentrações de bancários e fomos muito bem recebidos. Conversamos com algumas centenas de colegas do Banco.

Contamos com o apoio e a parceria de nosso Sindicato e quero desde já agradecer muito o trabalho conjunto que fizemos hoje com Ana Smolka, André e Gerson.

Seguimos na luta e com muita disposição de melhorar as questões de saúde de nossos bancários do BB.

Agora é descansar um pouco porque amanhã tem mais.

-----------------------------------------------------



Post Scriptum (22/2/16):

Resultado das eleições no Paraná:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0




Eleitores PR: Ativos = 8.174 / Aposentados = 4.590 (12.764)

Eleitores votaram PR = 6.771 (82,8%) / 1.828 (39,8%)

Total votos PR = 8.599 / válidos: 7.129 (82,9%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =  2.892 / 574 = 3.466 / 48,6%

Chapa 2 Maturidade          =    692 / 207 =    899 / 12,6%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =  1.198 / 575 =  1.773 / 24,9%

Chapa 4 Renovação          =     621 /  370 =   991 /  13,9%

Votos Brancos                   =     573 / 063 =   636

Votos Nulos                       =     795 / 039 =   834

Total Votos apurados PR   = 6.771 / 1.828 = 8.599


2.4.13

Terceirizada do Banco do Brasil atrasa salários em São Paulo e Curitiba


É cada vez mais recorrente o desrespeito a direitos básicos dos trabalhadores de empresas prestadoras de serviços contratadas pelo Banco do Brasil. A denúncia desta vez parte de empregados da Adventure Tecnologia e Soluções Corporativas em São Paulo e Curitiba. Trata-se de uma empresa que oferece serviço de prospecção de microcrédito.

São Paulo

Um trabalhador da Adventure procurou o Sindicato dos Bancários de São Paulo afirmando que está sem receber salário desde 28 de fevereiro e os vales transporte e de alimentação.

De acordo com o funcionário do BB e diretor executivo do Sindicato, Ernesto Izumi, esse tipo de problema só ocorre devido à direção da instituição financeira insistir de forma equivocada na política de terceirizar serviços. "Frequentemente recebemos queixas de trabalhadores que ficam sem salários e outros direitos por conta de calote das empresas terceirizadas. E em todas as situações reivindicamos que o banco interfira na situação por ser corresponsável pela contratação dessas firmas e faremos o mesmo nesse caso", diz.

O dirigente sindical reforça ainda que a manutenção da terceirização prejudica tanto os empregados dessas empresas quanto as pessoas que passaram no concurso e aguardam chamada para ingressar na instituição financeira. "Existe longa fila de espera de pessoas para ingressar no BB, a terceirização apenas protela esse chamado. Além disso, os clientes da instituição financeira também têm seu sigilo bancário em risco. Por isso, vamos continuar lutando para que o banco mude essa política que apenas precariza direitos dos trabalhadores."

Curitiba


Duas funcionárias procuraram o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região e contaram o que viram acontecer nestes últimos meses. As duas foram contratadas em janeiro e não receberam, até agora, nem salário e nem outros direitos.

As duas trabalhadoras terceirizadas já trabalhavam em outras empresas que oferecem o mesmo tipo de serviço, também para o BB. Uma das empregadas, que era comissionada, resolveu abandonar a empresa anterior, a terceirizada Saura, porque não vinha recebendo suas comissões na íntegra e viu uma boa oportunidade na Adventure, achando que seria mais valorizada.

Logo que foram contratadas, suas carteiras de trabalho foram repassadas à representante da Adventure no Paraná, que deveria encaminhá-las à Bahia, onde fica a sede da empresa. "Mas nem a representante tinha dinheiro para pagar os Correios e enviar para lá. As carteiras ficaram paradas por 45 dias", contam as trabalhadoras.

A primeira justificativa que a Adventure deu foi em fevereiro, quando as funcionárias deveriam receber o proporcional ao trabalhado no mês de janeiro. De acordo com a representante da Adventure no Paraná, a demora no processo de assinatura da carteira de trabalho impossibilitou esse primeiro pagamento. A representante informou que o pagamento seria feito, retroativo, no 5º dia útil de março, com todas as verbas e benefícios.

"Trabalhamos o final de janeiro e o mês inteiro de fevereiro sem vale-transporte e sem vale-refeição, mas com a esperança de que todos os pagamentos seriam feitos no começo de março", lembram.

Porém, não foi isso que aconteceu e no 5º dia útil de março, foram informadas que o pagamento seria creditado apenas no dia 12 do mês. A partir daí, as funcionárias começaram a ligar para a representante da empresa, que não as atendeu mais. Elas contam que chegaram a ouvir de um gerente do BB: "Vocês não têm contas para pagar, podem trabalhar de graça".

No dia 15 de março, elas decidiram que não iriam mais para a agência e procuraram o Sindicato. "Nós não tínhamos nem dinheiro para ir, já que não recebemos nosso vale-transporte. Desde então, ninguém nos procurou para dar qualquer explicação ou fazer qualquer cobrança", ressaltam.

De acordo com elas, o trabalho consistia em prospectar clientes para contratar o serviço de microcrédito. Isso era feito por telefone e na sala de autoatendimento, no caso de correntistas, ou então na rua, onde elas buscavam novos clientes. "Quando eram bairros mais afastados, eles nos davam um valor para pagar o táxi, mas na maioria das vezes nós tínhamos que ir a pé", conta uma delas.

A meta que era passada para elas era a meta da agência, a ser cumprida pelos bancários, e elas tinham de cumpri-la não em 100%, mas em 110%. "Logo no início do contrato, já disseram que se não atingíssemos a meta seríamos demitidas", afirmam. A meta era contada por número de contratos.

Não bastasse a pressão, o assédio moral e a falta de pagamento, os empregados terceirizados recebiam orientação para alterar o cadastro de clientes, com objetivo de conceder créditos maiores. "No cadastro, todo mundo ganhava R$ 1.600,00, que é a renda máxima para conseguir um microcrédito. Desta forma, uma pessoa que ganhasse menos, tinha o cadastro alterado e para conseguir um valor maior de crédito", denunciam.

"É um absurdo que este tipo de coisa aconteça. Além da ilegalidade, a atitude tem reflexos econômicos e influencia no aumento da inadimplência", avalia Alessandro Garcia, o Vovô, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

O Sindicato entrou em contato com a Superintendência do Banco do Brasil, que informou que havia feito o repasse do dinheiro de pagamento dos terceirizados e a empresa que não cumpriu com sua parte. "O estranho, que também foi informado pelo Ministério do Trabalho, é que o Banco do Brasil já havia contratado a Adventure em outro momento e também teve problemas deste tipo. O banco já conhecia a empresa, por que voltou a contratar?", questiona André Machado, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

Em seguida, o BB informou que metade dos funcionários da Adventure foi paga e que as duas funcionárias receberiam no dia 25 de março, o que também não aconteceu. 

O último informe da Superintendência do BB é que o pagamento será feito, mas ainda não sabem informar o prazo.

A Adventure possui 205 empregados no Paraná. O Sindicato já recebeu denúncias de outros funcionários da empresa que também não recebem há meses e continuam trabalhando.

"Este é mais um caso que demonstra claramente como a terceirização vem acompanhada da precarização. Os terceirizados desempenham o mesmo trabalho dos bancários, não recebem o mesmo salário, isso quando são pagos!", comenta André.

É a segunda empresa terceirizada pelo BB que, em seis meses, deixa de pagar seus funcionários. No final de 2012, a empresa Alerta, responsável pela segurança, deu um grande calote nos vigilantes.

"A terceirização é uma fraude e é inadmissível que um banco público, como o Banco do Brasil, compactue com este tipo ainda mais predatório de relação trabalhista", avalia o dirigente sindical.

O Brasil possui cerca de 30 milhões de trabalhadores terceirizados, com contratos precários e a grande maioria sob as mais perversas condições de trabalho.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo e Curitiba

22.7.12

Por onde ando... 14ª Conferência Nacional dos Bancários (Curitiba)


Companheiro Otávio fala na abertura 
da Conferência. Foto William Mendes.

Camaradas e colegas bancários,

Estamos na bela cidade de Curitiba, na 14ª Conferência Nacional dos Bancários.

Neste domingo, fecharemos os debates e definiremos a pauta final da categoria para a campanha 2012.

É madrugada. Digo apenas da gratidão dos delegados e delegadas pela calorosa acolhida da companheirada paranaense. 


- Obrigado bancários e povo curitibano!

Vamos dormir... (não estou muito de palavras)



Olha aí a companheirada Ana, Gerson, Vovô, Otávio
 e Pablo e o belo Espaço dos bancários curitibanos.

Parabéns bancári@s e trabalhadores de Curitiba e Paraná! Vocês têm um sindicato de classe e de luta!


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

12.3.12

TST manda BB nomear aprovados em concurso em lugar de terceirizados


A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento ao recurso do Ministério Público do Trabalho da 9ª Região (PR) e determinou que o Banco do Brasil nomeie os candidatos aprovados em concurso público realizado em 2003 para o cargo de escriturário que obtiveram classificação correspondente ao número total de vagas ocupadas, em São José dos Pinhais, por empregados terceirizados.

O recurso de revista do MPT foi interposto contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). Confirmando a sentença, o TRT considerou que, a despeito do reconhecimento da ilicitude da terceirização praticada, bem como o fato de a intermediação de mão-de-obra ter se dado para o desenvolvimento de atividade-fim, ou seja, atribuições típicas de bancário, tal fato, por si só, não autorizava a imposição ao Banco do Brasil da obrigação de nomear aqueles candidatos que estivessem no aguardo da nomeação.

Para o MPT, tal decisão contrariou o artigo 37, caput e inciso II, da Constituição da República, que exige aprovação prévia em concurso público.

Ao julgar o recurso, a Segunda Turma destacou que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal tem se firmado no sentido de que a expectativa de direito do aprovado em concurso público se converte em direito líquido e certo quando a Administração Pública, em inobservância aos princípios aos quais deve submissão, preterir indivíduos aprovados em concurso público em favor de empregados terceirizados, especialmente quando for reconhecida a necessidade de pessoal qualificado de acordo com as exigências especificadas no edital do concurso.

O TST concluiu, assim, que a omissão do banco em não contratar os aprovados resultou em ofensa não só ao princípio do certame público, como também ao da moralidade, tratado pelo artigo 37, caput da Constituição, e ao qual a Administração Pública deve se sujeitar.

"A decisão do TST não nos surpreende e vem ao encontro das nossas preocupações, pois várias vezes nos manifestamos contra esse método de fazer concurso para formar cadastro de reserva, implantado pelo BB a partir de 2006, que vem lesando muitos cidadãos e favorecendo terceirizados", avalia William Mendes, funcionário do BB e secretário de Formação da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT com TST

-----------------------------

Post Scriptum:

Comentário - Eu já falo sobre isso há muito tempo. Veja aqui artigo que fiz na Contraf-CUT em 2008 e que reproduzi aqui no blog.


3.10.10

Bancários estão vencendo a guerra contra os Interditos Proibitórios



Guerra de liminares marca greve dos bancários

Sindicato derruba interdito no Bradesco e uso de helicópteros pelo HSBC


A greve dos bancários em Curitiba e região metropolitana se transformou em uma guerra de liminares da Justiça. Na sexta-feira (1°) o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região conseguiu uma liminar em mandado de segurança derrubando o interdito proibitório para as agências do Bradesco. No seu despacho, o desembargador do trabalho Dirceu Pinto Junior considerou que a concessão do interdito ao Bradesco “implica evidente restrição ao direito de greve”. As agências do Bradesco conseguiram o interdito no segundo dia de greve (quinta - 30) e reabriram as agências. "Na segunda-feira (4), vamos fazer um trabalho de conscientização com os bancários do Bradesco para que eles não entrem para trabalhar. A própria Justiça reconheceu nosso direito de greve", disse o presidente do Sindicato dos Bancários, Otávio Dias, em entrevista à Banda B.

Também nesta sexta-feira (1°), o sindicato conseguiu uma liminar que proíbe o HSBC de usar helicópteros para transportar os trabalhadores até o Centro Administrativo do Xaxim. O transporte aéreo, a um custo de R$ 4,5 mil por voo, vinha sendo feito desde o primeiro dia de greve para furar o bloqueio dos grevistas em frente à unidade. A decisão da 16.ª Vara da Justiça do Trabalho considerou que os voos vinham causando transtornos à população e também riscos aos funcionários do banco em razão dos fogos de artifício que vinham sendo disparados em direção às aeronaves.

Ao mesmo tempo, o HSBC conseguiu um interdito proibitório para impedir a realização de piquetes em frente as agências da rede. Segundo Otávio Dias, na segunda-feira, o sindicato não vai fazer piquetes, mas nada impede o trabalho de convencimento dos bancários. "O piquete está proibido e vamos obedecer; ou seja, nenhum bancário será impedido de entrar nas agências do HSBC, mas nada impede o trabalho de convencimento que outros bancários deverão fazer para aumentar a adesão à greve", esclareceu.

Sexta-feira, terceiro dia da greve, 275 das 446 agências de Curitiba e região terminaram a semana fechadas, segundo o sindicato, o que representa a adesão de 82% da categoria. No Paraná, estima-se que o número de bancários em greve ultrapasse os 20 mil a partir de segunda-feira com 510 agências fechadas - uma adesão de cerca de 80%. O serviço de autoatendimento nos caixas eletrônicos permanece funcionando normalmente. As informações são do Portal da Banda B.

Fonte: Bem Paraná