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31.7.26

Diário e reflexões


Com Maria Leite, Norberto Escalona,
Miriam Shibata e Nelson

Julho

ELEIÇÕES E LUTAS DOS TRABALHADORES

Neste mês, participei de menos eventos políticos e sociais do que no mês anterior. 

No primeiro sábado do mês 4/07, estive em um evento muito especial sobre o Comandante em Chefe Fidel Castro e a Revolução Cubana. O jornalista Norberto Escalona Rodríguez esteve no país para o lançamento de seu livro Fidel Castro Comandante Invicto. Neste ano se comemora o centenário do nascimento de Fidel. Revi amigos e tivemos uma ótima tarde.

Com Norberto Escalona

No sábado 18/07, participei da reunião do Diretório Zonal do Partido dos Trabalhadores do Butantã, na Avenida do Rio Pequeno. O encontro foi excelente, com boa participação da militância e debatemos as eleições deste ano, com destaque para as candidaturas majoritárias no Estado de São Paulo.

Nas eleições proporcionais, eu pretendo apoiar a companheira Luna Zarattini, atual vereadora pelo PT na Câmara Municipal de São Paulo. A companheira é inspiração e esperança! Luna é incansável na defesa dos direitos do povo paulistano! 

O presidente Lula conversou com diversos jovens do país para disponibilizarem seus nomes para uma renovação na Câmara Federal e Luna se colocou à disposição.


Também acompanho de perto o trabalho combativo do mandato de deputado estadual do companheiro Luiz Claudio Marcolino, que se coloca a disposição para renovar seu mandato. Votei no Luiz em 2022 e ele nos honra muito com sua atuação parlamentar.

Vamos dialogar com as pessoas, apresentar propostas e apostar na verdade, para combater a máquina de mentiras e trapaças que estará presente nestas eleições 2026.

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CAMPANHA SALARIAL DOS BANCÁRIOS

A categoria bancária está em processo de negociações com os banqueiros e governos.

Antes do fim da ultratividade, os acordos e convenções coletivas não perdiam a validade automaticamente no dia seguinte ao fim de seu prazo estabelecido. A data-base dos bancários é setembro e nossos acordos vigoram até 31 de agosto. Era comum as campanhas da categoria se estenderem além desse prazo, de comum acordo entre patrões e trabalhadores.

Com o Golpe de Estado, "Com o Supremo, com tudo", em 2016, os ataques aos trabalhadores foram de uma violência incalculável. A Reforma Trabalhista (2017) do sujeito que assumiu a presidência após o golpe, e com o julgamento de inconstitucionalidade da Súmula 277 do TST (sobre a ultratividade), a classe trabalhadora brasileira passou a sofrer um tipo de pressão desproporcional contra si: se os acordos e convenções não forem renovados antes do prazo final, pode-se perder direitos coletivos históricos.

Com essa mudança oriunda do Golpe contra o povo brasileiro em 2016, nossos sindicatos de bancários estão com os calendários adaptados à nova situação. Os fóruns que debatem em todo o país as reivindicações e delegações que compõem a Conferência Nacional e os congressos de bancos, que definem as minutas a serem negociadas com a Fenaban e com os bancos em mesas adicionais ocorre mais cedo. 

Neste momento, final de julho, já estão ocorrendo as mesas tanto geral quanto as específicas.

Pelo que pude ver em algumas notícias de nossas entidades sindicais, os banqueiros estão fazendo diversas ameaças aos direitos históricos de nossa categoria. Vi que estão inclusive questionando a unidade da categoria, conquistada em 2006, ou seja, há 20 anos. Naquele momento, conseguimos unir na mesma convenção coletiva bancos públicos federais e bancos privados. Uma grande conquista da categoria.

Enfim, vamos torcer para que nossas bancárias e bancários consigam um bom acordo coletivo e com conquistas importantes, e sem perdas de direitos, é claro.

William

31/07/26

13.5.26

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2012


 

RETROSPECTIVA 2012

Em janeiro eu estava em férias no movimento sindical. Publiquei um artigo sobre a proibição de uso de sacolas plásticas no Estado de SP, uma hipocrisia porque os supermercados pararam de fornecer as sacolas, mas vendiam sacolas plásticas. A decisão só prejudicava os consumidores e não alterava em nada a questão ambiental.

A nossa confederação, a Contraf-CUT, completou 6 anos de existência, e fizemos uma matéria resgatando o histórico de organização da categoria bancária desde o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), em 1985, passando pela Confederação dos Bancários da CUT (CNB-CUT), criada em 1992, até evoluirmos para a confederação do ramo financeiro.

Fevereiro foi um mês de lutas pessoais deste dirigente sindical paulista: meu pai sofreu um infarto perto de completar 70 anos de idade. Estive com ele vários dias na UTI da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Minha mãe também passou mal e foi internada. Para piorar a situação psicológica, nosso governo do PT privatizou os aeroportos situados em Guarulhos, Campinas e Brasília. Minha decepção foi enorme. Estando ao lado de meu pai internado, fiz um poema para expressar minha decepção com o fato: “O PT privatizou”.

Publiquei alguns artigos no mês, fazendo o debate político no movimento e na categoria: um deles, sobre a questão da “Ficha Limpa”, tema que fui contrário desde 2010 quando a própria esquerda caiu no engodo que serviria só para excluir e prejudicar candidaturas do campo popular. No outro artigo - “1984” é agora! – aproveitei o tema do autoritarismo em uma sociedade distópica e da manipulação de massas que George Orwell tratou em seu romance clássico para comparar o momento que vivíamos no Brasil em relação ao PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Também escrevi bastante em fevereiro, pois fizemos planejamento no Sindicato, preparamos o Congresso da Contraf-CUT e tratei de novos cursos de formação.

Março foi um mês de muita movimentação sindical no Banco do Brasil por parte dos sindicatos. Retomamos mesas de negociação lutando por jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salários. Outro tema importante na pauta foi nosso enfrentamento à direção do BB querendo impor metas individuais para recebimento de PLR como ocorria no Itaú e Santander. Fizemos diversas reuniões com os trabalhadores para colher informações sobre o Sinergia e avisamos a direção que o banco teria problema para assinarmos acordo de PLR se ele insistisse na questão.

Em abril tivemos processos democráticos importantes para nossa categoria bancária: a Contraf-CUT realizou seu 3º congresso, Carlão foi reeleito presidente e eu segui na secretaria de formação. A comunidade do Banco do Brasil elegeu a Chapa 1 – Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi para compor a direção da autogestão em saúde até 2016. Finalizado o processo eleitoral na Cassi, começou a eleição na Previ, nosso fundo de pensão.

Ainda em abril, fiz uma série de artigos de formação no blog relacionados com o trabalho de base nas agências e departamentos do Banco do Brasil. A Contraf-CUT em parceria com o Dieese iniciou a 6ª turma de formação, desta vez para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O governo do PT usou voto de minerva na direção da Previ para levar adiante disputas políticas internas, fato lamentável. Os indicados pelo banco no CD pediram abertura de inquérito administrativo contra o presidente da Previ, também indicado pelo governo.

Os destaques no mês de maio foram as eleições na Previ, que vencemos com a Chapa 6 Unidade na Previ, liderada pelo companheiro Marcel Barros, eleito Diretor de Seguridade. A eleição foi apertada, vencemos por 655 votos de diferença em relação à 2ª colocada: 24.935 x 24.280.

Os cursos de formação também foram destaques, estava em andamento o curso organizado para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e realizamos o curso de formação sobre saúde dos trabalhadores, curso da grade de formação da Contraf-CUT.

Estávamos preparando o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que seria realizado no mês seguinte e conjuguei muito trabalho de base com reuniões em agências e departamentos do BB com os trabalhos internos de coordenador da comissão de empresa (COE ou CEBB), função que assumi a partir de maio.

O mês de junho foi o período do calendário sindical de realização do 23º CNFBB, realizado em Guarulhos, com mais de 300 delegadas e delegados. Após pressão do movimento sindical, a direção da Cassi aderiu à Resolução 254 da ANS. A parte indicada pelo patrocinador Banco do Brasil postergou a decisão desde o ano anterior.

Na área da formação, finalizamos o 6º curso da grade formativa da Contraf-CUT, PCDA (Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores) aplicado para diretores e assessores do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Julho foi um mês com agendas em regiões diversas em relação ao cronograma da categoria bancária e da classe trabalhadora. Participei do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) e o companheiro bancário Vagner Freitas foi eleito presidente de nossa central.

Realizamos em Curitiba a 14ª Conferência Nacional dos Bancários e depois viajei para o Uruguai, onde a delegação brasileira participou da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais. O encontro se deu na Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU). O BB à época tinha atuação na Argentina e no Paraguai e havia comprado o Banco Patagônia.

Agosto foi o mês das mesas de negociação coletiva com a Fenaban e com os bancos públicos. O Comando Nacional dos Bancários realizou diversas mesas com os banqueiros e com o governo federal apresentando as reivindicações da categoria e dos bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Cortado na foto - Olhando para o passado, tanto tempo depois, posso registrar nesta retrospectiva uma questão que me incomodou muito à época e que nunca soube o motivo. Na Folha Bancária (FB) e site do Sindicato, as duas fotos da primeira mesa de negociação da Fenaban, no dia 8 de agosto, na qual estive como coordenador da Comissão de Empresa do BB (CEBB), foram editadas para que eu não aparecesse, em dois ângulos diferentes. Qualquer pessoa que entenda de edição de fotos percebe o corte. Nunca soube quem mandou fazer isso e por qual motivo me cortaram da imagem. Fica o registro. Foi algo muito desagradável. A política tem dessas coisas feias.

Setembro foi o mês da greve nacional dos bancários, após os banqueiros não apresentarem propostas que dialogassem com as principais reivindicações da categoria.

CAMPANHA VITORIOSA DA CATEGORIA - Após 9 dias de greve geral, bancários aprovaram as propostas da Fenaban, com exceção dos empregados da Caixa, que rejeitaram e seguiram em greve. O índice de 7,5% significou um aumento real de 2% nas verbas salariais. O piso e os tíquetes tiveram reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) e a PLR teve reajuste de 10% sobre o valor fixo.

Com a campanha vitoriosa dos bancários, os aumentos reais em 9 anos foram de 13,22% nos salários e 35,57% nos pisos, pelo INPC, informou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

No Banco do Brasil, negociações assessoradas pela Comissão de Empresa coordenada por mim, avançamos na inclusão dos caixas executivos na Carreira de Mérito no PCR; unificamos os atendentes da CABB, sendo criada uma função com valor maior, uma luta antiga dos funcionários do setor; melhoramos as regras de remoção automática entre as dependências do banco, evitando discriminação e privilégios; aumentamos o piso do bancário escriturário, passando a ser A2 após 90 dias, um avanço no PCS e não permitimos que o banco estabelecesse metas individuais na distribuição de PLR. Mantivemos a regra geral que beneficia o coletivo. Também foi mantida a regra de 3 avaliações consecutivas para se tirar a função comissionada de um funcionário do BB.

Em outubro, após a campanha salarial, iniciamos o 7º curso de formação da parceria entre a Contraf-CUT, Dieese e entidades sindicais afiliadas.

A agenda do mês teve muita luta contra a prática antissindical e de assédio por parte da direção do Banco do Brasil, que estava perseguindo os trabalhadores grevistas. Fomos para cima do banco na defesa de nossos representados.

Ainda sobre as práticas absurdas da direção do banco público, o BB suspendeu a posse de concursados de forma irresponsável e após contatos da Contraf-CUT e outras entidades sindicais, a estatal voltou atrás e chamou os cidadãos aprovados no certame.

Novembro foi agitado. A luta contra as práticas antissindicais no BB por atacar os grevistas nos levou ao MPT e fizemos dia de luta também. Realizamos curso de formação da grade da Contraf-CUT, um curso de saúde dos trabalhadores, foi o segundo módulo. Fiz dois artigos no mês, um sobre as horas de greve, que defendo serem distribuídas a todas as pessoas que recebem os direitos da convenção coletiva e outro sobre a merda falada por Felipão, técnico da seleção da CBF, que falou mal dos funcionários do BB.

Dezembro, o último mês do ano, foi de muito trabalho e luta, pois o movimento sindical seguiu lutando contra as práticas antissindicais da direção do Banco do Brasil, que passou a perseguir grevistas desde o final da greve da categoria, cancelando férias, licenças e ausências já definidas e programadas.

A Contraf-CUT concluiu mais dois cursos de formação, o de saúde dos trabalhadores e o 7º curso “Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro”, ministrado em parceria com o Dieese.

2012 FOI UM ANO DE CONQUISTAS

Fechamos o ano com resultados muito positivos nas lutas dos trabalhadores do ramo financeiro. Contraf-CUT e a CUT realizaram seus congressos, sendo Carlos Cordeiro e Vagner Freitas eleitos, respectivamente, presidentes de nossas entidades sindicais.

A categoria conseguiu avançar nos direitos em mais uma campanha unificada, após uma greve vitoriosa. E a secretaria de formação da Contraf-CUT realizou mais cursos contribuindo para a preparação de dirigentes e assessores qualificados na organização e representação dos trabalhadores do ramo financeiro.

William Mendes

28.4.26

Eleição na PREVI - Vitória da Chapa 2 Previ para os Associados


CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL SAI FORTALECIDA APÓS PROCESSO ELEITORAL 2026

Terminou ontem, 27 de abril, o processo eleitoral que definiu parte do grupo de gestores da PREVI pelos próximos 4 anos, associados e associadas da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, um dos maiores fundos de pensão da América Latina, criado há 122 anos pelos trabalhadores do banco público. Os eleitos irão se somar aos gestores que têm mandatos eletivos até 2028 e aos indicados pelo patrocinador BB, que pode mudar suas representações a qualquer tempo.

A eleição foi disputada por duas chapas e a Chapa 2 Previ para os Associados foi eleita com 47,26% dos votos válidos (49.379). A Chapa 1 Somos Previ pelo Associado obteve 40,62% dos votos (42.442). Foram eleitos gestores para as diretorias de Administração e Planejamento, além de conselheiros deliberativos e fiscais, titulares e suplentes. Alencar Ferreira (Diretor de Administração) e Lissane Holanda (Diretora de Planejamento) lideraram a chapa vencedora.

O atual modelo de gestão do fundo vigora desde a reforma estatutária de 1997, um dos estatutos de fundos de pensão mais moderno do mundo e referência em previdência complementar. O estatuto sofreu algumas alterações por intervenção violenta do governo FHC - a mudança de diretorias que eram eleitas pelos associados e a implantação de voto de minerva no CD -, mas a PREVI superou os desmandos do período tucano e segue sendo uma referência de êxito há décadas.

Estavam aptos a exercer o direito de votar mais de 195 mil pessoas e a participação no processo contou com mais de 104 mil votantes. Se considerarmos a grande quantidade de associados aposentados e pensionistas nas faixas etárias a partir de 60 anos de idade, podemos considerar como exitoso o processo eleitoral da PREVI. Devemos seguir atentos ao esforço de aumentar a participação de todas as pessoas que podem exercer seu legítimo direito de voto em um processo eleitoral, pois isso fortalece a democracia.


Apoiei e fiz campanha para a Chapa 2 por entender a sua composição como o símbolo da unidade do movimento de representação dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas da comunidade Banco do Brasil. As entidades sindicais e associativas indicaram quadros qualificados para compor a chapa vitoriosa. Ninguém melhor do que os próprios trabalhadores para gerir suas associações de saúde, previdência e outras mais de interesse de classe.

Segue abaixo a nota da página da própria PREVI sobre o resultado da eleição.

Desejo um excelente trabalho para as companheiras e companheiros eleitos e que nossa Caixa de Previdência siga no caminho certo como tem sido nas últimas décadas.

William Mendes

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Chapa 2 vence as Eleições Previ 2026

Com 47,26% dos votos, chapa PREVI PARA OS ASSOCIADOS foi eleita para mandato até 2030

27/04/2026

A votação para definir os diretores de Administração e de Planejamento e demais dirigentes eleitos para os próximos quatro anos de mandato terminou nesta segunda-feira, 27/4, às 18h.

A vencedora foi a Chapa 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS, com 49.379 votos (47,26% do total de votantes). Foram computados ainda 5.306 votos em branco e 7.348 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 104.475, contra 90.819 abstenções. Confira o Resultado Final consolidado por estado no site das Eleições.

Veja a seguir o total de votos computados nas Eleições Previ 2026:

Chapa.................................Votos................................%

Chapa 1: SOMOS PREVI 

- PELO ASSOCIADO ..........42.442.......................... 40.62%

Chapa 2: PREVI PARA 

OS ASSOCIADOS ..............49.379.......................... 47.26%

Brancos ............................ 5.306............................ 5.08%


Nulos ................................7.348............................ 7.03%

Total ..............................104.475............................ 100%


Entre os dias 13 e 27 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para a Diretoria de Administração e para a Diretoria de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Fiscal e Deliberativo, dois membros titulares e dois membros suplentes dos Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2026 até 2/6/2030.

O resultado das Eleições Previ 2026 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.


Próximos passos

Em conformidade com a Instrução Previc nº 23/2023, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal serão enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação será recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito.

Fonte: Previ

16.3.26

Eleições CASSI: Por que voto CASSI PARA OS ASSOCIADOS, chapas 2 e 55



Opinião

CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados. 

Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde. 

Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.

A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde. 

Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF. 

A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal. 

Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.

Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.

O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.

A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.


POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS

Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.

Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela. 

Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.

Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!

A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.

Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.

A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.

É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Post Scriptum

Abaixo, apresento o resultado das eleições, através de matéria da própria CASSI:

Publicado em: 23/03/26

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições CASSI 2026

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

26.2.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB em Brasília



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB EM BRASÍLIA

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


ELEIÇÕES SINDICAIS

Os bancários e bancárias de Brasília estão vivendo um grande momento de cidadania e democracia em uma das bases sindicais mais importantes do país: os sindicalizados vão escolher a chapa que comandará o Sindicato entre 2026 e 2030. As eleições ocorrem entre os dias 9 e 13 de março.

Nesta semana, me uni aos apoiadores da campanha da CHAPA 1 - a Chapa das/os Bancárias/os - Responsabilidade e Compromisso com Você, liderada pelo amigo e companheiro Rodrigo Britto, uma liderança jovem e com grande experiência na luta e conquista de direitos para a classe trabalhadora.

Toda a minha formação política é oriunda do movimento sindical cutista e das lutas da categoria bancária brasileira. Além de trabalhar por quase três décadas no Banco do Brasil, trabalhei dois anos no Unibanco, hoje incorporado pelo Itaú. As concepções e práticas sindicais que me formaram como bancário valeram para a vida toda.

A CHAPA 1 DAS/OS BANCÁRIAS/OS É A CHAPA DA UNIDADE NACIONAL

Na eleição dos bancários de Brasília estão em disputa duas concepções de sindicalismo, uma mais sectária e divisionista e outra que defende e fortalece a unidade nacional e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada pela nossa confederação cutista e os bancos públicos e privados.

As minhas intervenções nesses quatro dias de diálogo com a base de funcionários do Banco do Brasil em Brasília resgatam um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas como, por exemplo, a PLR nas estatais federais que só passou a ser paga aos trabalhadores após a campanha unificada. Ou seja, por uma estratégia do movimento cutista.

Como a geração de colegas na ativa é praticamente de funcionários dos anos dois mil para cá, compartilhar com eles a nossa história é uma forma de dar pertencimento aos trabalhadores.

Por fim, foi bom rever nesta semana tantas companheiras e companheiros de luta que conheço há décadas e o tratamento que recebi das lideranças políticas deu a mim o sentimento de pertencimento de fazer parte de uma grande categoria e com história secular de organização e conquistas de direitos.

Vamos ajudar a eleger as lideranças da CHAPA 1 nas eleições sindicais de Brasília porque as propostas e os componentes da chapa têm as melhores estratégias de conquistas para a categoria.

William Mendes

11.2.26

Eleições CASSI 2026 - Apoio chapas 2 e 55 CASSI para os associados



CASSI PARA OS ASSOCIADOS: CHAPAS 2 E 55 REPRESENTAM A UNIDADE

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, autogestão em saúde, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos criada pelos trabalhadores do BB em 1944 e que completou recentemente 82 anos de existência. 

A CASSI cuida da saúde integral de centenas de milhares de pessoas da comunidade Banco do Brasil. A autogestão é muito mais que um plano de saúde, é uma associação de pessoas e por isso seus associados têm o direito de eleger a metade da direção.

A cada dois anos, a operadora de saúde consulta seu corpo social para renovar parte de sua direção. O direito de votar e ser votado pelos associados é uma conquista da luta dos trabalhadores do maior banco público do país. O movimento sindical bancário faz parte dessa história de conquista de direitos em saúde.

Nas eleições deste ano, eu voto e apoio as chapas 2 e 55, CASSI PARA OS ASSOCIADOS, por entender que sua composição é fruto de um imenso esforço de UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO da comunidade Banco do Brasil, característica fundamental para os desafios colocados para a CASSI neste momento de sua história de cuidados da população assistida pela autogestão.


A chapa 2 nos apresenta como candidata a diretora de saúde Luciana Bagno, bancária que tem uma história de representação importante em nossa comunidade. Conheço Luciana há muito tempo e sei de sua capacidade como liderança e gestora. A nossa Caixa de Assistência e a diretoria de saúde estarão muito bem administradas por Luciana e pelas equipes lideradas por ela.

Considero a UNIDADE NACIONAL uma das principais características da composição das CHAPAS 2 e 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS. 

Ao longo das oito décadas de existência, a CASSI acolheu os colegas do BB e cuidou da saúde de suas famílias superando inúmeras dificuldades relativas a custeios e adversidades do mercado de saúde onde compra serviços. Superou dificuldades por causa da unidade de ação das entidades sindicais e associativas dos bancários.

Tive a honra e privilégio de representar os associados em uma das gestões da nossa Caixa de Assistência e pude conhecer com mais profundidade a história da nossa CASSI.

A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi decisiva nas últimas décadas para resolver problemas comuns em operadoras de saúde como a nossa, a começar pela reforma estatutária de 1996, quando a CASSI passou a ter autonomia e fazer a gestão da saúde integral de sua população assistida, focada em promoção de saúde e prevenção de doenças.

As reformas seguintes, em 2007 para fazer o patrocinador regularizar receitas que não vinha recolhendo ao Plano de Associados, em 2016 para receber recursos extraordinários e provisórios, e em 2019, um dos períodos políticos mais difíceis do país, com um governo inimigo da classe trabalhadora, a UNIDADE das principais representações do funcionalismo fez TODA A DIFERENÇA NA LUTA. 

Para preservar a nossa Caixa de Assistência e ter atendimento de saúde da CASSI num dos momentos de maior ataque à classe trabalhadora brasileira foi necessário preservar a CASSI naquele momento difícil do país. A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi importante para a CASSI.

AS CHAPAS 2 E 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS - é composta por lideranças apoiadas pela ampla maioria das entidades associativas da comunidade Banco do Brasil. 

Ou seja, são maiores as perspectivas de boas soluções para as questões de custeio e ampliação do atendimento à saúde elegendo uma chapa com apoio das duas confederações dos bancários, a CONTRAF-CUT e a CONTEC, com o apoio da maior associação nacional dos colegas, a ANABB, e com lideranças indicadas pela AAFBB e FENABB.

Entendo que o processo democrático de campanha e eleição de parte da direção da CASSI é um momento rico para os colegas da ativa e aposentados ouvirem os candidatos e candidatas, as entidades representativas e participarem ativamente da construção de soluções para a nossa Caixa de Assistência.

Bons debates de ideias e propostas e bom voto a todos nós da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

30.1.26

História da PLR no Banco do Brasil



O foco dos sindicatos sempre foi evitar metas individuais na Participação nos Lucros e Resultados


História

Ao sistematizar centenas de textos em meu blog A Categoria Bancária, me deparei com um a respeito das negociações salariais da campanha da categoria do ano de 2012 que contém uma boa síntese da história da conquista do direito a receber Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. Estive envolvido em boa parte dessas lutas, e sempre escrevi muito sobre a PLR do BB e da categoria.

Em resumo de um parágrafo, para apresentar o texto que reproduzo abaixo, só conquistamos a PLR no BB após a estratégia da campanha unificada entre bancos públicos e privados, na greve de 2003 no BB, que exigiu que o governo Lula cumprisse a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT da CUT) da categoria bancária, assinada com a Fenaban. Em 2012, quando fizemos a matéria abaixo, eu era o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessorava o Comando Nacional nas negociações com os bancos.

Para produzir uma matéria como essa, a Comissão de Empresa e os sindicatos precisavam estudar muito a PLR e conversar muito com os trabalhadores e gestores das agências. Eu mesmo fiz dezenas de reuniões e conversas com colegas porque fazer trabalho de base era central para mim na representação política e sindical.

A luta continua sempre e os sindicatos seguem organizando os trabalhadores para manter e conquistar direitos em conjunturas e contextos sempre desafiadores como o atual neste ano de 2026.

Segue um pouco de história da categoria bancária, especialmente dos funcionários do Banco do Brasil.

William Mendes

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Fonte: Matéria publicada na Contraf-CUT e reproduzida no blog A Categoria Bancária em 23/08/12.


Funcionários do Banco do Brasil aguardam boa proposta de PLR

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban estão em andamento. Os bancários aguardam propostas sobre todas as reivindicações apresentadas tanto na mesa geral da Fenaban quanto nas mesas específicas dos bancos públicos, inclusive sobre a regra geral de PLR.

Assim como ocorre desde a conquista desse direito pelos funcionários do Banco do Brasil na greve histórica de 2003, haverá provavelmente alguma proposta adicional à regra geral de PLR da categoria. A negociação visa ampliar o direito.

É importante esclarecer que nenhuma proposta na mesa da Fenaban reduz a PLR. Pelo contrário, ela pode aumentá-la. Foi assim quando a porcentagem do salário aumentou de 80% para 90% do paradigma ao ano.

Pelos resultados apresentados pelos maiores bancos do sistema financeiro, a proposta precisa ser boa porque, mesmo com abusivas provisões para devedores duvidosos (PDD), eles lucraram mais de R$ 25 bilhões no primeiro semestre deste ano.

E olha que o BB lucrou R$ 5,7 bilhões e provisionou R$ 6,93 bilhões para PDD. A provisão sofreu um acréscimo de 26,58% e a variação da inadimplência do banco foi de 0,1% (comparação com primeiro semestre de 2011), segundo cálculo do Dieese.

Os resultados estão aí e foram produzidos pelos bancários que merecem receber a sua parte.

PLR no BB: importante conquista da unidade da categoria

Quando se fala em conquistas oriundas da luta unitária de uma categoria profissional sempre é bom apresentar o histórico da distribuição da Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. O banco só passou a ter PLR a partir da greve de 2003.

Histórico na categoria

A PLR foi conquistada pela categoria bancária no ano de 1995. O acordo foi assinado entre a então Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e a Fenaban e valia para dezenas de bancos do país.

A conquista foi fruto da luta dos bancários e o modelo garantia uma distribuição de uma porcentagem do salário do trabalhador mais um valor fixo distribuído para todos sem vínculo com metas individuais.

Uma das principais características da regra geral da PLR da categoria sempre foi garantir que ninguém seja excluído do direito à participação.

Bancos públicos federais sem PLR até 2002

Antes da campanha unificada nos anos 2000, os bancos públicos federais não assinavam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e, com isso, os trabalhadores desses bancos não tinham alguns direitos da categoria como a PLR.

A greve de 2003 no BB e na Caixa foi histórica, pois a reivindicação dos bancários era pelo cumprimento da CCT da categoria e pela isonomia de direitos como reajustes salariais, Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Auxílio-Creche/Babá (todos com valores menores que a CCT da época) e PLR assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT.

O BB, antes dessa conquista da campanha unificada, tinha um programa de resultados (PR) entre 1998 e 2002, que discriminava milhares de bancários, pois pagava valores irrisórios para as principais funções nas agências e até 54 vezes mais para os executivos do banco. Pelas regras do Dest - departamento que controla as empresas estatais -, o banco não pode distribuir mais que 6,25% do lucro entre os bancários.

Unidade com a categoria traz PLR ao BB

Com a greve de 2003, o governo federal foi obrigado a implantar a PLR no BB assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT na mesa da Fenaban. A conquista fez o banco passar a distribuir mais que 6,25% do resultado para atender às regras da convenção da categoria, que prevê uma porcentagem do salário mais um valor fixo distribuído a todos.

Os bancários perceberam a conquista já no primeiro pagamento da PLR em 2003, uma vez que, ao invés de receber uns R$ 400 e milhares de bancários não ganharem nada, todos receberam valores muito maiores.

O banco gasta, em geral, entre 10% e 12% na distribuição do lucro justamente para cumprir a regra conquistada na luta, com base no modelo da Fenaban. Os bancários não aceitam que o banco apague essa referência.

Avanços a partir de 2005

A partir de 2005, os funcionários do BB conquistaram na campanha unificada daquele ano um aditivo de 4% linear, além da regra geral da categoria, e as entidades sindicais passaram a negociar um acréscimo de módulo bônus atrelado ao resultado coletivo das dependências (ATB).

É importante deixar claro que os funcionários do BB não abrem mão da referência na regra da categoria na mesa da Fenaban, pois foi da luta da campanha unificada que garantiram o direito. E o modelo da Fenaban mais a distribuição linear de 4% não têm nenhuma vinculação com metas.

O módulo bônus, que foi negociado entre 2005 e 2011, sempre teve como referência o resultado coletivo das unidades e é importante salientar que, em geral, 95% das dependências cumpriam os 400 pontos do ATB.

Antigo Sinergia não impedia adicional de módulo bônus

O programa Sinergia foi criado em outubro de 2005, com a participação dos superintendentes, gerentes regionais, gerentes de mercado, administradores e aprovado pelo Conselho Diretor em dezembro de 2005. Uma das "premissas" era estabelecer objetivos de acordo com o ORC/ATB (Acordo de Trabalho), além de estimular o atingimento de resultados de todas as dependências do banco.

Um dos problemas do programa sempre foi a falta de um acordo efetivo de trabalho que verificasse a realidade de mercado de cada dependência, ou seja, tudo sempre foi imposto sem um acordo real e efetivo.

Foram traçados objetivos no programa, porém alguns deles nunca foram mensurados adequadamente, dentre eles, o de assegurar a adoção das melhores práticas bancárias e o de utilizar racionalmente os recursos disponíveis. Os únicos objetivos que foram perseguidos pela direção do BB foram os de alinhamento estratégico da "força de vendas" e o de melhorar os resultados para o banco. Na verdade, a obsessão do BB era ser o primeiro, manter a liderança e incrementar lucro. Sempre a qualquer custo.

Foram criadas quatro etapas: inicial, bronze, prata e ouro. E o Sinergia era igual ao ATB. A pontuação era dividida em Negócios (400 pontos) e Gestão (50 pontos), além dos bônus e dos indutores com pontuação móvel (no tempo do cumprimento e na quantidade de pontos) ao sabor de interesses pouco claros da diretoria do banco.

O que deveria ser "excepcional" para ajustar, incluir ou excluir indicadores, adequando o programa em função da dinâmica do mercado, possíveis alterações do cenário econômico e/ou outras necessidades detectadas, os diretores da DIRED, DIREV, DIMPE, DIREO e DIRCO, em decisão colegiada, passaram a usar como regra diária.

O aditivo da PLR não foi prejudicado em função do Sinergia porque todos os gestores e funcionários tinham uma noção de por onde caminhar mesmo com as metas impostas e abusivas. Os bônus e os indutores serviam para maquiar o resultado final do programa.

Com a manipulação das metas do ATB ao final de cada semestre, em torno de 95% das dependências recebiam a PLR integral e o restante das dependências poderiam fazer recursos ou recebiam uma proporcionalidade.

Novo Sinergia BB destrói regra de parcela adicional

A Contraf-CUT, fundada em 2006, ocupando o lugar da extinga CNB-CUT, as entidades filiadas e os funcionários do BB foram surpreendidos em 2012 com a mudança na gestão de metas do banco, que eliminou o ATB na rede de agências com a criação do Novo Sinergia BB.

Sob o comando do presidente do BB, Aldemir Bendine, e dos superintendentes nomeados pela diretoria, o programa foi piorado e rebatizado, estabelecendo metas individuais por carteira e enterrando de vez a solidariedade nos locais de trabalho.

As novas "premissas" englobam o foco na gestão das carteiras e nos grupos negociais, cuja importância foi ampliada, considerando atribuição de 70% do peso total para a formação da nota das agências. Além disso, o sistema de avaliação semestral tem intenção de fazer premiações periódicas e individualizadas.

Nada disso foi capaz de melhorar o desempenho porque as metas continuaram abusivas. Conforme sondagem das entidades sindicais, no primeiro semestre de avaliação de 2012 verificou-se que 50% das agências nem saiu da etapa inicial e menos de 20% atingiu a etapa ouro, demonstrando a distorção do modelo, e 90% das superintendências ficaram na etapa prata.

O movimento sindical chegou a alertar o banco em negociação nos primeiros meses do ano de que os funcionários estavam revoltados com o Novo Sinergia BB, que tem como foco metas individuais e ainda dificulta a gestão do resultado da agência pelos administradores.

O programa do banco alterou o parâmetro negociado desde 2005 com as entidades sindicais para a parcela adicional de módulo bônus e os representantes dos bancários tinham informado da dificuldade de qualquer negociação de metas individuais na regra de PLR dos funcionários do BB.

Compete agora ao BB fazer uma proposta que contemple as demandas dos bancários e corrija o problema que ele mesmo criou.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações


8.1.26

Memórias da CASSI (8) - A importância do movimento sindical cutista na história da CASSI



A IMPORTÂNCIA DO MOVIMENTO SINDICAL CUTISTA NA HISTÓRIA DA CASSI

Ao me tornar trabalhador da categoria bancária em 1988 e conhecer a história de nossas lutas, fui me politizando a partir do mundo do trabalho. 

Sendo funcionário do Banco do Brasil desde 1992, e também por gostar muito de história, fui adquirindo conhecimento sobre as lutas da comunidade BB e do papel do movimento sindical cutista a partir dos anos oitenta. 

Os bancários brasileiros construíram uma história de unidade incrível. Em quatro décadas de lutas, uniram as datas-base regionais, uniram bancários de várias empresas e Estados, uniram trabalhadores de bancos públicos e privados. 

Em 1992, assinaram com os banqueiros a única Convenção Coletiva de Trabalho nacional existente até hoje no país, a CCT, e com diversas empresas (CNB/CUT e Fenaban). E a partir de 2006 a CCT da Contraf-CUT incluiria bancos públicos federais como, por exemplo, o BB. 

REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI EM 2007

A reforma estatutária da CASSI em 2007 só foi concretizada porque na campanha salarial de 2005 ficou acordado em mesa com a CNB/CUT que o Banco do Brasil negociaria com o movimento sindical as questões afetas à Caixa de Assistência, que enfrentava mais uma de suas crises de custeio.

Negociar solução para os problemas da CASSI era REIVINDICAÇÃO constante da pauta da campanha salarial dos funcionários do Banco do Brasil. Era uma reivindicação trabalhista e de direito social da mesa sindical em 2005.

A prova do que afirmo pode ser confirmada, lendo-se o artigo 56 do Acordo Coletivo de Trabalho entre o Banco do Brasil e a confederação cutista, após a campanha salarial de 2005:

"CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA – CASSI – O BANCO se compromete a apresentar à CNTIF, até 31.12.2005, conjunto de ações estruturantes do desequilíbrio financeiro da CASSI."

Eu era representante de São Paulo na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (pela Fetec CUT). Desde aquela época, era comum os negociadores do banco afirmarem que não negociavam com os sindicatos assuntos de CASSI, PREVI, Plano de Funções, metas etc. Se dependesse da boa vontade do patrão, não se negociava nada.

A verdade é que os trabalhadores só abrem processos negociais através de boas correlações de forças e boas estratégias sindicais, ou seja, com luta, e os sindicatos são fundamentais para a organização, mobilização e negociação de direitos para os funcionários do BB, os bancários e toda a classe trabalhadora. Essas ladainhas antissindicais têm interesses de outra ordem, contrários aos trabalhadores. 

Após quase dois anos de negociações, ao fechar a proposta de reforma estatutária em 2007, por pouco os associados da CASSI perderiam o direito de votar nos relatórios anuais da CASSI - perda de poder político na gestão de sua Caixa -, pois o documento final do Estatuto, interno na instituição, ia retirando o poder do Corpo Social sobre a direção da CASSI. 

O olho atento dos cutistas evitou essa perda de direitos do Corpo Social. A Contraf-CUT acionou o patrocinador Banco do Brasil e restabelecemos o direito dos associados. 

Segue abaixo a comunicação da confederação cutista que interrompeu e corrigiu o que iria acontecer internamente na confecção do Estatuto novo da CASSI em 2007. A correspondência com o Banco está em uma matéria da Contraf-CUT, reproduzida no blog A Categoria Bancária. 

É isso! As Memórias da CASSI têm muitas histórias de lutas e o movimento sindical sempre teve papel relevante na conquista e manutenção dos direitos em saúde e previdência do funcionalismo do BB. 

No próximo capítulo, finalizo esta memória, falando do Art. 24 do Estatuto da CASSI de 1996/7.

William Mendes 

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BB: Contraf-CUT quer discutir o estatuto da Cassi


(São Paulo) A Contraf-CUT enviou uma carta ao Banco do Brasil revelando suas discordâncias sobre a proposta para o novo estatuto da Cassi, apresentada pelos conselheiros da Caixa de Assistência. A Contraf-CUT solicitou a imediata abertura de mesa de negociação para discutir os pontos divergentes.

“A negativa desse banco em discutir significará de nossa parte a orientação pela rejeição da proposta de estatuto pelo corpo social da Cassi, uma vez que não corroboraremos com um texto que exclui e restringe a participação do funcionário na vida da entidade tão importante para todos nós”, diz a carta.

Confira abaixo a íntegra do documento.


Ao

Banco do Brasil S/A

Vice-Presidência de Gestão de Pessoas

Sr. Luiz Oswaldo Sant´iago Moreira de Souza

No último dia 3 de abril, os membros do Conselho Deliberativo da Cassi finalizaram e aprovaram o texto de um novo estatuto a ser submetido a votação do corpo social no período de 18 a 30 deste mês. Durante dois anos houve intensa negociação sobre os problemas que afetam nossa Caixa de Assistência, sendo que, no início deste ano, chegamos a um consenso quanto à forma de custeio para equilibrar as contas do Plano Associados. Tais negociações contaram com a Coordenação desta Confederação e, dentro dos princípios da democracia, agregamos diretores e conselheiros eleitos e representante dos aposentados. Nos últimos dias diversas reuniões foram realizadas no sentido de sensibilizar os membros do Conselho Deliberativo quanto a pontos do estatuto revisando com os quais o movimento sindical tem discordância, especialmente pelo fato de as negociações não terem se aprofundado no debate dos temas estatutários, mas sim nos de custeio.

Entre os pontos que esta Confederação discorda da proposta de estatuto apresentada pelos conselheiros da Cassi destacam-se:


1. A retirada do artigo 24 do estatuto atual, que versa sobre a consulta ao corpo social do relatório anual; Tal retirada vem acompanhada da auto concessão da prerrogativa de deliberar sobre as contas, ferindo o princípio da democracia e alijando o corpo social do direito de votar as contas da entidade que custeia.

2. As exigências impostas para que os associados possam concorrer a cargos eletivos dentro da Caixa de Assistência. No texto aprovado há que se ter curso superior completo para concorrer a qualquer cargo. Tal exigência restringe o direito do associado, especialmente pelo fato de muitos dos associados, especialmente aposentados, não terem curso de nível superior, o que não significa demérito, uma vez que muitos deles se aposentaram na qualidade de gestores do Banco do Brasil.

3. Exclusão do corpo do estatuto da referência aos dependentes indiretos, remetendo a questão para proposta de contrato a ser apresentada pelo Banco do Brasil. A proposta de estatuto exclui um ponto polêmico, sobre o qual o banco somente agora aceitou discutir sua responsabilidade e, da forma como foi redigido fragiliza a responsabilidade do banco, bem como pode, no futuro, administradores do banco querer rediscutir a questão.

4. Inexistência de artigo regulando a transição dos atuais eleitos. O Conselho Deliberativo tem poderes, pelo estatuto proposto, de cassar mandato de membros eleitos por decisão administrativa, sem antes haver processos condenatórios dos dirigentes. A confederação não concorda que a reforma casse o mandato de nenhum membro eleito, a tentativa do conselho de cassar por meio da reforma estatutária mandato, encontrará resistência, tanto de quem foi eleito, quanto desta confederação. Isto porque, esse tipo de procedimento fragiliza a credibilidade de qualquer que seja a entidade.

Temos ainda o fato de o tempo para debate com o corpo social ser reduzido em demasia. Uma mudança estatutária de tal porte requer debate amplo para sensibilizar o corpo social quanto aos motivos e consequências das mudanças propostas. Assim sendo, torna-se necessário rever o período de votação.

Diante dos fatos acima, esta Confederação e seus Sindicatos Filiados, solicitam imediata abertura de mesa de negociação para discutir pontos do estatuto para os quais não há concordância. A negativa desse banco em discutir os pontos acima, significará de nossa parte a orientação pela rejeição da proposta de estatuto pelo corpo social da Cassi, uma vez que não corroboraremos com um texto que exclui e restringe a participação do funcionário na vida da entidade tão importante para todos nós.

Marcel Juviniano Barros
Coordenador Comissão de Empresa


Fonte: Contraf-CUT

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20.12.25

Diário e reflexões - Participação política e cidadania


Tin, Lejeune e Genoino. Roda de conversa.

PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E CIDADANIA

O ano de 2025 vai se encerrando e as postagens em meu blog sindical e político também se encaminham para o fechamento do ano.

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AFABB SP

Nesta semana, em 18/12, estive em uma excelente palestra do professor Lejeune Mirhan em nossa associação de aposentados, a AFABB SP. O evento contou com a participação do companheiro José Genoino (PT SP) e a palestra foi mediada pelo nosso querido Tin Urbinatti, diretor de teatro, ator e militante histórico da cultura e aposentado do BB.

O tema da palestra do professor Lejeune, sociólogo e cientista político, foi "Roda de conversa sobre a atual conjuntura e as perspectivas para 2026". O professor Lejeune e Tin estiveram no Irã e partilharam conosco as experiências que vivenciaram lá. O companheiro Genoino também fez uma breve análise de conjuntura e partilhou suas opiniões sobre as questões da política nacional.

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COZINHA POPULAR DONA NEGA

Um dia antes, 17/12, participei de mais uma roda de conversa na Cozinha Popular Dona Nega, na Comunidade do Paredão, no Rio Pequeno, Butantã. O encontro dessa vez foi com o companheiro Lester e o tema de sua palestra foi "Controle social, princípio essencial no SUS: sem autonomia dos conselhos gestores não é possível lutar contra a privatização da saúde".


Lester compartilhou conosco muita história e informação sobre o sistema de saúde brasileiro, a criação do SUS, as estruturas de saúde na cidade de São Paulo e região, o funcionamento das UBS, AMA, UPA, nos explicou sobre o Hospital Universitário da USP e muito mais. Foi um bate-papo muito esclarecedor e educativo.

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REUNIÃO DA MILITÂNCIA DO BB

Na segunda, 15/12, estive com a companheirada da comunidade Banco do Brasil, da Articulação Sindical da CUT, fórum de minha formação política ao longo de décadas de militância sindical.

A militância abordou as lutas da atualidade, as mobilizações que estão em andamento e os cenários das agendas do ano de 2026.

O encontro foi realizado em nossa Confederação e pude rever muitos amig@s e companheir@s de longas jornadas de lutas políticas.

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MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA UPA RIO PEQUENO

Na semana anterior, em 11/12, participei de uma manifestação importante de nossa Frente de Solidariedade e Luta da Zona Oeste (FSL/ZO) em defesa da UPA Rio Pequeno e da saúde pública, de nosso SUS.

A UPA Rio Pequeno e a população que utiliza esse equipamento de saúde precisam de mais contratações e investimentos, pois o número de atendimentos é quase o dobro da capacidade instalada na atualidade. São mais de 20 mil atendimentos por mês e é necessário a contratação de dezenas de profissionais de saúde.

Após a nossa manifestação e a mobilização constante da população local e das lideranças locais, foi anunciada a contratação de 34 pessoas para somar com as equipes que atuam na UPA. Vitória da mobilização popular.

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2025, UM ANO DE LUTAS

Enfim, sempre que possível, tentei participar neste mês e neste ano de atividades convocadas por nossos partidos de esquerda e sindicatos, e por nossas coordenações dos movimentos populares.

Quando não estive em alguma atividade nas ruas foi por algum motivo pessoal como, por exemplo, para acompanhar minha companheira em uma cirurgia no último fim de semana, 13 e 14/12, quando o Brasil foi às ruas contra as pilantragens dos picaretas do Congresso Nacional, votando para livrar a cara dos golpistas como os caras do clã Bolsonaro et caterva.

Tenho que refletir sobre minha vida pessoal e avaliar como será minha participação na vida política do país no ano de 2026. Sinto a necessidade de avanços na defesa do planeta e da sociedade humana, como imagino que muita gente deve estar pensando nisso também.

William Mendes

20/12/25

30.11.25

Diário e reflexões - Encontros



ENCONTROS

30/11/25

Esta semana que fechou o mês de novembro foi repleta de atividades. 

Na quarta-feira, 26, participei do evento festivo de posse da nova direção da Associação dos Bancários Aposentados do Estado de São Paulo (Abaesp).

Encontrei grandes amigas e amigos do movimento sindical, militância que fez parte de minha formação política e cidadã. 

O evento foi realizado no Espaço Lélia Abramo, da Regional Paulista do Sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região. 

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Na quinta-feira, 27, participei da sessão de exibição do documentário "Somos Vanguarda - Além da Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários", tendo como equipe técnica Felipe Kfouri, Karla da Costa, Gabriela Mendes, Renata Castanhari e Antonio Carlos S. Carvalho.

O documentário é um resgate da história de nossa organização nacional e assinatura da primeira e única convenção coletiva de trabalho, em 1992, que abrange várias empresas e bases diferentes. 

As entrevistas com os dirigentes que participaram dessa conquista são registros importantes. Vaccari, por exemplo, explica porque éramos contra a CLT naquele contexto. Vale a pena ver!

A sessão de cinema foi realizada na sede do Sindicato, no Edifício Martinelli, pelo CINEB, projeto criado em 2007 para levar cinema e cultura às periferias, sindicatos, escolas e comunidades diversas. O coordenador do projeto é o companheiro Cidálio.

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E no fim de semana encontrei grandes amig@s e companheir@s para um almoço de confraternização. 

Na oportunidade, presenteei meus amig@s com o livro de memórias sindicais, textos escritos durante a pandemia e que resgatam o ciclo formativo que vivenciei durante a convivência com os bancários da CUT. 

É isso, sigamos existindo. 

William