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14.1.26

Memórias da CASSI (14) - Boletins Prestando Contas CASSI



BOLETIM PRESTANDO CONTAS CASSI

"Esse é um boletim mensal d@s diretores e conselheiros eleitos pelos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil - CASSI.

A informação qualificada para as entidades do funcionalismo e @s associados sobre o dia a dia na gestão da Caixa de Assistência é fundamental para melhorar a cultura de pertencimento de todos na CASSI, melhorando a participação nos programas que visam Atenção Integral à Saúde e fazendo com que cada participante cuide da Caixa de Assistência" (Boletim Informativo 1º de julho de 2014)


Uma das inovações que criamos em 2014 na comunicação e na relação com os associados da CASSI e suas entidades representativas foi o lançamento do boletim mensal Prestando Contas CASSI, distribuído já a partir do segundo mês de nosso mandato na diretoria de saúde. A transparência era um compromisso nosso desde o início da representação política do funcionalismo do BB.

A outra ferramenta de comunicação utilizada para o conjunto de participantes da Caixa de Assistência e suas entidades representativas, os chamados "stakeholders" ou grupos de interesse, foi a publicação de textos cotidianos no blog A Categoria Bancária, página na internet do diretor de saúde William Mendes, para prestar contas, informar e mobilizar os associados, os conselhos de usuários, sindicatos e associações. 

Reproduzo a seguir uma parte do conteúdo do primeiro boletim para registro nessas Memórias da CASSI.

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PRESTANDO CONTAS CASSI

Boletim Informativo - 1º de julho de 2014 


APROXIMAR A CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS ASSOCIADOS

Os dirigentes eleitos pelos associados da CASSI criam a partir de agora mais uma alternativa de comunicação e informação sobre o dia a dia de nossa Caixa de Assistência.

A CASSI é uma entidade de autogestão em saúde e é um patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil que completou 70 anos em 2014.

Os eleitos têm um forte compromisso com os associados em atuar com transparência e com o foco no fortalecimento da Caixa de Assistência como uma entidade de promoção de saúde que precisa ampliar o programa Estratégia Saúde da Família e as formas de Atenção Primária porque esse modelo de assistência está entre as prioridades para a sustentabilidade de qualquer sistema de saúde no mundo.

Pretendemos fortalecer a relação entre eleitos e representações do funcionalismo, tanto da ativa como os sindicatos quanto dos aposentados, e também com os Conselhos de Usuários, CIPAs e RPAs (Responsável pela Prevenção de Acidentes, âmbito unidades sem CIPA), e SESMTs e ECOAs.

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BOLETIM GANHOU O MUNDO (DE NORTE A SUL E DE LESTE A OESTE AS PESSOAS LIAM O "PRESTANDO CONTAS CASSI")

Comunicação é um tema muito importante na sociedade humana. A questão não é diferente quando se trata de formar e informar corretamente uma comunidade de usuários de um sistema de saúde privado, que abrange todos os Estados do país, como é o caso da população assistida pela CASSI dos funcionários do Banco do Brasil.

Como escrevi em outros capítulos dessas Memórias da CASSI, era um compromisso nosso como representantes do Corpo Social eleitos com amplo apoio das entidades sindicais e representativas dos associados apresentar a Caixa de Assistência a todos os grupos de interesse desfazendo mal-entendidos, desinformações e colocando os interessados no mesmo nível de conhecimento sobre a autogestão, se não a totalidade dos beneficiários da CASSI, a maioria das pessoas beneficiadas pela nossa instituição de assistência social sem fins lucrativos.

Foi muito gratificante chegar a Estados brasileiros diversos, nas dependências do Banco do Brasil, e ver nossos boletins afixados nos murais com informes aos funcionários, ou então ouvir de um associado lá no Acre, Amapá e outras localidades distantes de Brasília, sede da CASSI e do BB, que ele havia lido o nosso boletim e estava informado sobre aquela questão que abordamos.

Enfim, avalio que fizemos algo novo, se considerarmos que esse contato presencial e também virtual e com informativos o tempo todo foi feito uma década atrás, entre os anos de 2014 e 2018, sempre no intuito de envolver associados e entidades representativas no fortalecimento do modelo de saúde da CASSI - a Estratégia de Saúde da Família (ESF) - e incentivando o pertencimento à nossa Caixa de Assistência.

William Mendes

18.5.18

Última postagem do mandato do Diretor de Saúde (2014-18)





Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Ao longo do mandato eletivo na Caixa de Assistência, iniciado em 1º de junho de 2014, publicamos 635 matérias neste blog prestando contas do que fizemos, do que defendemos, de onde estivemos, dos porquês de algumas coisas serem como são na área da saúde suplementar. Atuamos como eleito demonstrando um nível de transparência em um mandato eletivo que dificilmente se encontrará registro parecido na história da comunidade BB e também da representação no campo dos trabalhadores. Qual mandato existe registro público de tudo que foi feito pelo representante dos eleitores como o nosso mandato? Basta ler as 635 matérias no blog e os boletins, que eram publicados durante o exercício do mandato, e será possível ver o dia a dia do representante eleito.

Fizemos 170 agendas de gestão nos 26 Estados e Distrito Federal como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da autogestão Cassi. Me reuni 65 vezes com os Conselhos de Usuários da Cassi. Participei de 53 Conferências de Saúde. Publiquei 41 boletins mensais Prestando Contas Cassi. Esses dados são públicos, estão registrados neste blog, sites das entidades representativas, atas de reuniões sobre saúde e Cassi e qualquer pessoa do Planeta pode verificar os textos do blog. Aliás, uma boa parte das agendas de trabalho foram custeadas por mim mesmo e por entidades representativas da comunidade BB por causa das dificuldades econômico-financeiras por que passa o setor de saúde e a Cassi. Poderia ter me acomodado e não feito Conferências de Saúde e outras estratégias centrais de fortalecimento do modelo assistencial e da participação social. Fiz além das condições dadas à época por militância e amor às causas da Cassi e dos associados.

O fim das postagens se dá de forma abrupta. Minha intenção e programação era publicar ainda umas 20 matérias (por mais trabalho de pesquisa que estivessem me dando). Estava fazendo uma postagem por Unidade Cassi para agradecer o trabalho realizado pelas equipes profissionais e pela parceria com a comunidade local. Estava fazendo por ordem alfabética: Cassi AC, Cassi AL etc. Vou parar no meio do caminho, na letra M (fiz 11 das 27 que faria). Peço desculpas aos funcionários Cassi das Unidades para as quais não pude escrever o texto específico de agradecimento e faço um agradecimento geral por toda a dedicação e competência com que cada equipe nos ajudou a avançar na Estratégia Saúde da Família e coordenação de cuidados dos participantes. Os profissionais da Cassi são um grande patrimônio da entidade.

Minha última agenda de gestão foi em São Paulo nesta semana. Participei de uma reunião nacional que debateu Cassi e Previ, inclusive avaliou-se a proposta para a Cassi feita em abril pela direção do Banco do Brasil. Dei a minha opinião naquele fórum. Participei também de reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, na sede da Contraf-CUT em SP, para prestar contas do mandato que fizemos e opinar sobre a proposta para a Cassi. Participei da reunião do Conselho de Usuários de SP, onde fiz minha 1ª reunião como eleito em maio de 2014. Agradeço pela acolhida sempre cordial e construtiva por parte dos conselheir@s. E fiz uma videoconferência com os gestores das 27 Unidades Cassi.

Por que antecipo o fim das postagens sobre o mandato?

Manter um blog como este exige muito trabalho de produção intelectual. Sempre produzi as postagens em condições adversas. Mas no momento está bastante complicado seguir pesquisando e escrevendo. Outras questões estão sugando minha energia. 

Está difícil suportar os tempos de assédio e violência moral que vêm sendo praticados contra representantes dos trabalhadores e de projetos democrático-populares. Somos humanos e todos têm seus limites para suportar humilhações e iniquidades. É necessário, então, que os lutadores definam prioridades e fronts e com isso encerro o trabalho de produção textual e prestação de contas sobre o mandato de Diretor de Saúde da Cassi aqui no blog. 

Abraços a tod@s e boas lutas em defesa da Cassi e de todos os direitos dos trabalhadores.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (jun/2014-mai/2018)

17.2.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (XI)


(atualizado em 18/2/18, às 10h21)



Apresentamos a seguir uma síntese das realizações nas áreas de responsabilidade da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi durante o mandato 2014/2018


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.


Quando avaliamos a gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de junho de 2014 até o início de 2018 é possível destacar três grandes frentes de condução que pautaram e norteiam o mandato do Diretor William Mendes e conselheir@s eleitos e as respectivas equipes e áreas técnicas sob sua responsabilidade:

1) O trabalho paciente, imenso, mas silencioso do ajuste de processos, relacionamentos e propósitos, sem os quais o caminho não fica sedimentado e as grandes ações “palpáveis/visíveis” não se sustentam por muito tempo. Um trabalho comparável com o saneamento básico: poucos o percebem, mas ele é essencial para a comunidade, sua saúde e sua qualidade de vida. Estão sedimentados projetos contundentes na área da saúde que apontam garantia de futuro e foco na continuação da reorganização do sistema de saúde Cassi, mesmo tendo a operadora enfrentado longos períodos de crise orçamentária.

2) A Cassi é uma autogestão em saúde, é dos associados. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pelas políticas e programas de saúde e também pela gestão das unidades regionais, onde se dá a relação presencial e institucional com os participantes, entidades representativas, prestadores de serviços e Conselhos de Usuários. A gestão atuou no fortalecimento da participação social contribuindo para que hoje tenhamos 27 Conselhos de Usuários, com reconhecimento de sua importância inclusive pelo patrocinador Banco do Brasil. Atuamos no contato permanente com o conjunto das entidades representativas - sindicatos e associações - e com as unidades regionais do Banco – Super, Gepes e Sesmt. Colocamos a Cassi e a Saúde na pauta diária da comunidade BB.

3) No campo político e de representação dos associados, atuamos na manutenção da solidariedade na Cassi e dos direitos dos associados, em um período em que esteve em risco o modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário no Plano de Associados, com ameaça de exclusão de patrocínio do BB para os aposentados e pensionistas e instituição de cobrança por tabela de idade, por dependentes e por uso do plano. Lutamos contra as propostas de aumento unilateral das mensalidades dos associados, aumento nas coparticipações, criação de franquia nas internações de R$ 1.500,00; lutamos também pela manutenção de programas de saúde e dos direitos dos associados na governança paritária da Cassi. Não permitimos o fim da política farmacêutica e o fechamento das Unidades Cassi e CliniCassi. Atuamos na valorização dos profissionais da operadora. A transparência nas informações e prestação de contas foi base do mandato eletivo.



FORTALECIMENTO DO MODELO ASSISTENCIAL E DEFESA DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS

Desde o começo do mandato, buscamos compreender o sentido da missão da Cassi, que poderíamos traduzir como prover Atenção Integral à Saúde para garantir qualidade de vida à sua população. E perceber o papel da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento dentro desse contexto foi fundamental para nossa atuação.

As atividades, os projetos, todos os movimentos das equipes desta Diretoria devem concorrer em favor da missão institucional, no foco relacionado ao que se espera desta instância/estrutura específica.

A formulação de políticas assistenciais, programas e estruturas próprias de serviço de saúde provém desta Diretoria. E quando aprovadas na governança, também os passos seguintes de implementação, registro, acompanhamento e avaliação.

Assim, ao estudar os desafios institucionais e compreender a importância da reorganização efetiva do sistema de saúde Cassi, entendemos a importância de atuar visualizando as três “frentes” mencionadas acima: Tínhamos vários aperfeiçoamentos/ajustes a fazer no que já existia e precisávamos sinalizar de forma contundente e fundamentada os caminhos a seguir, as expansões e as inovações a defender. 


Ao mesmo tempo, tivemos que defender como nunca os direitos dos associados durante a crise de déficit e sustentabilidade, construindo consensos sobre o modelo assistencial (APS/ESF/CliniCassi) e o custeio solidário, as responsabilidades de cada um no déficit, inclusive as do patrocinador BB - que reduziu custeio com medidas unilaterais em sua gestão de pessoas desde a reforma estatutária de 1996 como congelamentos salariais, mudanças em PCS etc -, e o que tínhamos que enfrentar juntos por se tratar de questões externas, do mercado de saúde.


CULTURA DA QUALIDADE DO CUIDADO E SEGURANÇA DOS PACIENTES FOI PRIORIDADE NAS UNIDADES CASSI


À luz dos avanços apresentados no panorama de saúde, foi identificada a importância de que a Cassi realizasse ajustes na organização de suas ações, adequando as mesmas com o cenário nacional de saúde.

A população Cassi apresentou mudanças em seus condicionantes e determinantes de saúde, o que corroborou para a revisão das estratégias de cuidado desenvolvidas, de modo a garantir o atendimento das necessidades de saúde dos participantes.

No período de 2014 a 2018, foram realizadas ações centradas no aprimoramento do modelo de atenção e no fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a revisão dos Programas de Saúde, elaboração de Protocolos Clínicos, Cartilhas e Manuais para atender às necessidades específicas dos diversos grupos populacionais.

Além da constante revisão dos processos e protocolos com vistas a otimizar os recursos, foram propostas Iniciativas Estratégicas com o objetivo de fortalecimento do modelo assistencial, por meio dos seguintes projetos:

- Ampliação da Atenção Primária (APS) nos Serviços Próprios da Cassi, por meio do incremento de recursos humanos, de forma localizada, em relação ao quantitativo atual e com base nos princípios de Saúde da Família;

- Criação do Projeto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), com objetivo de integrar os níveis do sistema de serviços de saúde da Cassi, com efetividade, qualidade e segurança contribuindo para o modelo de atenção integral à saúde;

- Aprimoramento do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) a fim de promover, manter ou restabelecer a saúde do participante em seu ambiente domiciliar, com vistas a desinstitucionalizar o cuidado e otimizar a utilização dos recursos da Cassi.

Um dos pilares da gestão foi a melhoria da qualidade do cuidado e segurança do participante. Este investimento culminou na certificação internacional de duas CliniCassi (2014) no Distrito Federal e recertificação em janeiro de 2018. Diversas melhorias de processos no cuidado e segurança dos pacientes foram estendidas para as demais unidades CliniCassi no país.

As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul foram acreditadas pela Joint Commission Internacional (JCI), que comprova a qualidade e a segurança para os usuários dos serviços de saúde.

A cultura da qualidade tem sido disseminada para os demais serviços próprios. Nesse contexto, foi implementada a Certificação Digital no Prontuário Eletrônico do Participante (PEP), com vistas a aumentar a segurança da informação, garantindo a confidencialidade e a privacidade do registro, além da redução de gastos. Sem a assinatura digital, os registros realizados no PEP da Cassi, instalado em todas as 65 CliniCassi, seriam impressos, carimbados e assinados, pelo profissional que realizou o atendimento e armazenados em arquivo físico, ou seja, o PEP não seria utilizado em sua eficiência completa.

Além da melhoria nos registros, a assinatura digital poderá contribuir para a otimização do espaço das Unidades na guarda de prontuários.

Apesar do contingenciamento orçamentário, investiu-se em ações de capacitação das equipes técnicas nas principais temáticas necessárias ao cuidado e segurança do participante, como: Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde, Cuidados Paliativos, Encontros de Gerentes de Atenção à Saúde, Encontro de Analistas de Informação, Congresso de Medicina de Família e Comunidade, além da realização de 2.700 atividades/ações de Educação Permanente em Saúde.


PARTICIPAÇÃO SOCIAL, REFERÊNCIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA E TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO


Durante este mandato da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, a Cassi avançou na gestão participativa com a realização de 48 Pré-Conferências, 54 Conferências de Saúde e 2 Encontros Nacionais de Conselhos de Usuários, além da criação dos Conselhos de Usuários de Rondônia e Amapá, ampliando a participação social em todo o país. O objetivo dos encontros foi ampliar o debate sobre saúde, debater a sustentabilidade da Cassi e fortalecer o modelo assistencial, além de promover a integração dos conselheiros, permitindo maior participação na construção das políticas de saúde da Cassi. Destaca-se que, a proximidade com os Conselhos permitiu resgatar a cultura de pertencimento e sensibilização para o uso mais racional dos serviços de saúde.

Avançou-se também em uma nova metodologia de avaliação da população e divulgação de dados de qualidade, com a publicação do Boletim Epidemiológico 2016 – Este trabalho permitiu a observação dos fatores que determinam a frequência e a distribuição de agravos e eventos em saúde em grupos populacionais específicos, oferecendo fundamentos para a compreensão dos cenários epidemiológicos nas diversas Unidades Cassi. Trabalho desenvolvido pelos Analistas da Caixa de Assistência contando com parceria do Ministério da Saúde.

Outro aspecto importante da gestão foi o resgate da Cassi na vanguarda do sistema de saúde brasileiro, tanto no âmbito da saúde suplementar como dos órgãos reguladores. A trajetória e o trabalho das Unidades Cassi, bem como os resultados em saúde e sustentabilidade obtidos com a evolução da ESF, foram divulgados no 14º Congresso de Medicina de Família e Comunidade, com a apresentação de 8 trabalhos científicos.

Além disso, buscamos a reaproximação com as instâncias que discutem e avaliam as ações de Promoção e Prevenção em Saúde junto à Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), visando uma maior divulgação das ações realizadas pela Cassi para cuidar dos mais de 700 mil participantes, bem como aprofundando o conhecimento daquele órgão quanto ao estágio de evolução em resultados e práticas assistenciais das CliniCassi através da ESF.

E neste exercício de reaproximação com o órgão regulador, tivemos importantes conquistas:

1) A escolha da Cassi pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira. Por esta eleição a Cassi receberá em 2018 o certificado de reconhecimento e terá seu trabalho publicado como uma experiência de qualidade e sucesso na Série Técnica NavegadorSUS, como uma das empresas de saúde que priorizam o cuidado centrado no paciente e na qualidade da assistência.

2) A Estratégia Saúde da Família (ESF) obteve registro e reconhecimento junto à ANS como Programa de Saúde, o que permitirá futuramente à Cassi algumas vantagens na avaliação daquele órgão regulador, inclusive redução nos valores exigidos de margem de solvência em relação ao Patrimônio Líquido ajustado da operadora.


ESTUDOS DESENVOLVIDOS PELA DIRETORIA DE SAÚDE NO MANDATO APONTAM BENEFÍCIOS DO MODELO ASSISTENCIAL APS/ESF/CLINICASSI

E por falar em avaliação, este mandato foi marcado pelo desenvolvimento de estudos e réguas de avaliação da efetividade da ESF, confirmando que a estratégia adotada pela Cassi, além de contribuir para a qualidade de vida e longevidade de nossa população, também faz sua parte pela sustentabilidade do sistema ao produzir números de despesas assistenciais per capita de seus assistidos vinculados ao modelo bem mais racionais do que aqueles observados na população que não frequenta o serviço próprio.

Essa constatação, agora com evidências numéricas e científicas, estimulou a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento a defender o avanço da estratégia assistencial, com o incremento, a otimização e a expansão das CliniCassi, o aprimoramento e o alinhamento dos programas de saúde, a retomada do Referenciamento da rede prestadora e a criação de serviços de atendimento especializado (nível secundário da atenção à saúde).

As evidências numéricas e científicas dos resultados positivos oriundos do modelo assistencial, baseado em estrutura própria (vertical) de Atenção Primária, medicina de família e programas de saúde somados ao constante trabalho liderado pelo Diretor de Saúde de levar essas informações para os participantes e suas representações e gestores da comunidade Banco do Brasil melhorou a compreensão da importância do investimento nas estruturas próprias de atendimento e quadro de funcionários da Cassi, profissionais que merecem políticas de PCS e retenção de talentos. 


As despesas administrativas da Cassi são pequenas comparadas ao setor em que ela opera e são eficientes (mas podemos avançar muito na eficiência do modelo assistencial). Nosso foco deve ser investir na própria Cassi para reduzir as despesas assistenciais geradas na rede prestadora orientando melhor o uso a partir das CliniCassi e seus profissionais.


Em resumo, nestes quase quatro anos:

a) Resgatamos o senso de pertencimento e de associativismo em nossa comunidade;

b) Revisamos e superamos problemas de completude e de funcionalidade em programas e serviços próprios;

c) Melhoramos o convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) com o BB. Passamos a fazer a gestão do Convênio, além da execução. Em parceria com o Banco, realizamos avanços técnicos em diversos processos: centralização dos atestados médicos, permitindo melhor gerenciamento epidemiológico de população, disponibilização das guias de Exames Periódicos de Saúde (EPS) na Intranet, consolidação e entrega de resultados ao Banco ao longo do ano, permitindo acompanhamento em tempo real e possibilidade de ações individuais e coletivas em saúde;

d) Aprimoramos e ampliamos o PAD (Programa de Assistência Domiciliar), agora com profissional exclusivamente voltado para este programa em 15 unidades;

e) Revisamos e retomamos o projeto de expansão da ESF e de reorganização do sistema de saúde, inclusive resgatando o Referenciamento e outras estratégias de inclusão da atenção secundária à saúde no sistema ESF como, por exemplo, nosso projeto apresentado de Núcleos de Atendimento Especializados (NAE);

f) Recolocamos a Cassi no patamar de influenciadora do processo de reorganização do sistema de saúde no setor suplementar, sobretudo no que se refere a Atenção Primária à Saúde e medidas de Prevenção, Promoção e Proteção à Saúde;

g) Estendemos as operações de acesso a medicamentos cobertos pelo PAF a todo o território nacional (em processo de contratação de operador logístico onde não havia);

h) Obtivemos a aprovação de projetos para ampliação de equipes de saúde da família (ESF), bem como da ampliação das CliniCassi (já para 2018);

i) Retomamos a Educação Permanente em Saúde;

j) Desenvolvemos metodologias para avaliação das CliniCassi e apresentamos números bastante significativos quanto a indicadores de saúde e despesa assistencial per capita de vinculados à ESF, confirmando que o caminho é reorganizar o sistema com base na Atenção Primária à Saúde;

k) Evoluímos no conhecimento sobre o quadro de nossa população, o que permitiu a geração dos Boletins Epidemiológicos;

l) Realizamos processos seletivos para Gerentes de Unidades tanto no início do mandato em 2014 quanto encontra-se em andamento realização de novo processo 2017/2018;

m) Realizamos encontros e treinamentos de Gestores de Unidades para alinhamento da gestão local com a Governança da Cassi;

n) Aprovamos a implantação de nova CliniCassi no novo Edifício Banco do Brasil em Brasília. Estão em andamento as tratativas finais para a inauguração do novo serviço que estenderá assistência a mais de 4 mil trabalhadores;

o) Aprimoramos a gestão da rede de Unidades, buscando recursos humanos e materiais para subsidiar o seu funcionamento;

p) Aprimoramos a gestão do convênio PCMSO para melhor acompanhamento da saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, com avanços na integração junto à Estratégia Saúde da Família (ESF), facilitando o processo de Atenção Integral com promoção, prevenção, recuperação e reabilitação dos participantes Cassi do Plano de Associados;


q) Criamos um boletim mensal do mandato, o Prestando Contas Cassi (ler AQUI), que aborda de forma simples as questões relativas ao modelo assistencial da Caixa de Assistências e demais temas de interesse dos associados e participantes da comunidade Banco do Brasil.


AGRADECIMENTOS

Finalizamos este texto de balanço do mandato nas áreas sobre nossa responsabilidade na gestão agradecendo de coração o trabalho diligente do conjunto de funcionários da Cassi. Também agradeço ao conjunto das entidades e lideranças representativas porque fizemos um trabalho unitário, participativo e na busca de consensos, sempre com o objetivo de alcançar o melhor para a Cassi e para a comunidade Banco do Brasil.

Agradeço a paciência e compreensão de minha família, que foi quem mais sentiu com a minha ausência por causa da dedicação que tivemos à missão que nos foi designada em defender os direitos dos associados da Cassi e gerir a área de saúde da nossa autogestão.

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

30.1.18

41º Prestando Contas Cassi - Uso racional da rede credenciada via CliniCassi favorece sustentabilidade



Uso racional da rede credenciada é pauta no Prestando Contas Cassi​

41ª edição do boletim aborda a atuação das CliniCassi no controle dos gastos com a saúde

Estudos na área de Gestão de Saúde da Cassi apontam resultados na condução do participante ao uso ordenado da rede credenciada por meio da coordenação de cuidado da população assistida pela Estratégia Saúde da Família.

O Modelo de Atenção à Saúde da Cassi valoriza o olhar clínico e a história de vida do participante, prescrevendo exames e outros procedimentos quando realmente forem necessários. Dessa forma, evita-se a procura indiscriminada da rede e contribui para maior controle dos gastos com a saúde.

Essa gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18) buscou fortalecer a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi, aumentando o número de cadastrados em mais de 20 mil participantes (13%), em relação aos dados de maio de 2014, mesmo em período de restrições orçamentárias, e desenvolvendo estudos que passaram a comprovar a eficiência do modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças definido pelos associados da Cassi após 1996.

Se toda a população assistida pela Cassi estivesse sendo cuidada e monitorada pelo modelo assistencial APS/ESF/CliniCassi o uso dos recursos da Caixa de Assistência seria mais racional e a população assistida poderia ter melhor qualidade de vida.

Leia mais na edição 41 do Boletim Prestando Contas.

Fonte: Contraf-CUT

29.1.18

Cassi - Agenda e opinião do Diretor de Saúde





Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Ao longo desses quase quatro anos de mandato de representação de meus colegas do Banco do Brasil na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência, mantive um compromisso persistente de prestar contas de nossas opiniões, ações e agenda de trabalho na área responsável em nossa autogestão pelas políticas e programas de saúde da instituição, área que inclui a gestão das unidades próprias nas regiões - Unidades Cassi e CliniCassi.

Adotei uma estratégia de comunicação focada em manter informados conselheir@s de usuários, lideranças sindicais e demais representações dos segmentos de participantes da Cassi, já que nosso mandato é em uma associação nacional, que pertence aos trabalhadores de um banco público que atua em todas as localidades do país (ainda). 

Quando fui dirigente sindical em São Paulo, falava com bancários na base toda semana. Na Cassi, estabeleci também uma estratégia de informar as lideranças ao longo dos 4 anos, tanto presencialmente nas regiões quanto através do blog e boletins.

Vou cumprir meu período de férias adquiridas entre 2016/17 até a semana do Carnaval. Em dezembro havia pego só uns dias. No entanto, seguirei focado nas buscas de soluções para os problemas da nossa autogestão, até porque eu não descuido um minuto de nossa Cassi e dos direitos dos associados que representamos.

BOLETINS PRESTANDO CONTAS CASSI

Mesmo tirando uns dias de férias, vamos publicar hoje o 41º Boletim Prestando Contas Cassi abordando a importância da atuação das CliniCassi na coordenação de cuidados da população assistida por nós, por meio da Atenção Primária e medicina de família (ESF) e isso contribui para o uso racional da rede credenciada.

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O boletim é mais uma contribuição de nosso mandato na Diretoria de Saúde, que buscou produzir estudos na Cassi que comprovam com dados a eficiência da Estratégia Saúde da Família quando comparamos os participantes vinculados ao modelo em relação aos não cadastrados ainda. 
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Nesta edição do boletim 41 apresentamos comparações numéricas de um grupo de participantes que têm forte necessidade de assistência e consomem muitos recursos do plano de saúde. Chamamos de curva "A" nos planos. Mesmo sendo um segmento agravado, os vinculados à ESF que pertencem a esse grupo têm uma despesa per capita bem menor (13,9%).

TEXTOS ANALÍTICOS COM BALANÇO DO MANDATO

Se eu conseguir, ainda vou soltar mais dois textos de balanço de nosso mandato, abordando nossa atuação na região Sudeste e um a respeito da nossa relação e defesa dos Conselhos de Usuários. Já publicamos 9 textos de balanço nesses dias sobre vários eixos de atuação (ler AQUI).

Foi muito difícil produzir todos os estudos que produzimos nas últimas semanas, porque fizemos isso ao mesmo tempo em que enfrentamos diversos desafios e problemas que a Cassi e as autogestões estão vivendo por causa da crise econômico-financeira e política por que passa nosso país. Fizemos tudo junto e ao mesmo tempo e pouco dormimos nos últimos meses. Confesso um cansaço físico e mental nesses dias. Preciso de um respiro.

RESOLUÇÕES CGPAR AMEAÇAM AUTOGESTÕES E DIREITOS EM SAÚDE

Eu vou seguir nesses dias levando minhas opiniões às representações da comunidade Cassi e talvez aqui no blog também a respeito das Resoluções 21, 22 e 23 da CGPAR, publicadas pelo governo na última sexta-feira. Na minha opinião, elas inviabilizam grande parte das autogestões envolvidas. 

Não compartilho da leitura de algumas pessoas que respiram aliviadas sobre eventual "direito adquirido", termo que é utilizado nas resoluções para tentar dividir o conjunto dos participantes dos planos vítimas das medidas, que atacam e golpeiam de morte autogestões de saúde de trabalhadores.

Não adianta ter "direito adquirido" de algo que pode se inviabilizar e acabar. O governo fechou o Plano de Associados da Cassi em uma canetada. De novo é preciso lembrar para as pessoas o que é solidariedade na Cassi, a base do Plano de Associados. Se eu pensar só em mim hoje e não nos colegas que chegam amanhã, não terá plano para ninguém.

Entendo que as entidades representativas e suas áreas jurídicas devem estudar possibilidades urgentes de reversão dessas medidas nos órgãos da justiça do país. Além de manter meu chamamento para a mobilização e unidade na ação em defesa da Cassi e demais autogestões em saúde.

Os tempos são graves. Às vezes, nosso corpo e mente sentem os ataques. Mas a gente fez o que deve ser feito. Desistir não é uma opção.

Abraços às lideranças e aos leitores que nos acompanham e estamos à disposição para as lutas, que serão muitas e intensas, pela manutenção de nossos direitos em geral e em saúde, pensando a área na qual atuamos em nome dos trabalhadores. 

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

22.1.18

Opinião do Diretor de Saúde da Cassi - Comunicação e transparência

(Atualizado às 2h05, de 23/1/18)


"E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos
O mundo começa agora
Apenas começamos"

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)


Olá prezad@s conselheir@s de usuários e lideranças representativas dos associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Desde o início de nosso mandato eletivo na direção da Cassi, temos compartilhado presencialmente com as lideranças e representações da comunidade Banco do Brasil e com os leitores que acompanham o blog o dia a dia de nossa atuação em nome dos trabalhadores associados à Caixa de Assistência.

Assim que chegamos à gestão em junho de 2014, com um programa eleito a cumprir e princípios norteadores de nossa conduta, fizemos um trabalho de diagnóstico sobre a Cassi e um planejamento estratégico com objetivos traçados para os quatro anos que teríamos pela frente.

PRINCÍPIOS PARA A CASSI - Nossos princípios abordavam, em linhas gerais, a luta pela manutenção da solidariedade na Caixa de Assistência, ampliar o foco na promoção de saúde e prevenção de doenças tendo como base o fortalecimento do modelo assistencial da Cassi - Atenção Integral à Saúde por meio de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), através das CliniCassi -, e o terceiro princípio era o "Cassi para todos". Saímos a campo desde o início porque sem participação social e pertencimento não iríamos a lugar algum!

Percorremos os quatro anos com uma dedicação humilde e firme nos propósitos que nos dispusemos a perseguir. O caminho foi muito mais árduo do que imaginamos, porque tivemos juntas todas as crises imagináveis e algumas extraordinárias: a do déficit antigo no plano de saúde dos funcionários; a crise do setor saúde; e depois tivemos as crises oriundas do golpe de Estado no país, com efeitos na economia, na política, no banco patrocinador de nosso plano de saúde, nos direitos dos trabalhadores etc.


PERSEVERANÇA NO OBJETIVO DE INFORMAR OS FORMADORES DE OPINIÃO

Apesar de qualquer pessoa no planeta poder acessar e ler nossos textos no blog, eu escrevi ao longo desses quatro anos com um foco específico em trazer informações qualificadas e diferenciadas para um grupo seleto de cerca de mil pessoas. Informações ao mesmo tempo técnicas e com opinião política, opinião de quem tem lado e representa um lado na sociedade, o lado dos trabalhadores.

Estou falando que escrevi ao longo desses quatro anos para os conselheir@s de usuários da Cassi, pessoas abnegadas e voluntárias da comunidade Banco do Brasil que dedicam parte de suas energias e seus tempos para a luta coletiva pela saúde e pelo bem comum.

Escrevi para as centenas de dirigentes sindicais bancários, das mais diversas linhas de pensamento, pessoas que escolheram lutar pelas causas coletivas dos trabalhadores. 

Escrevi para as lideranças das associações diversas da comunidade Banco do Brasil, da ativa e dos aposentados. Escrevi para as lideranças dos bancários nos locais de trabalho e para os gestores do banco onde trabalhamos.

Nos últimos meses, abri mão de descansar nas poucas horas livres que tenho em finais de semana para reler, pesquisar e organizar centenas e centenas de textos que produzi para esse seleto grupo que descrevi acima. Por exemplo, acabei de ler as 161 postagens de 2016, o ano de nossa agenda de parcerias de saúde nos 26 Estados/DF, feitas quase todas com meus próprios recursos. Vi toda a história do Acordo e Memorando de Entendimentos. Vi a reestruturação do BB que eliminou mais de 10 mil postos de trabalho.

Amig@s, valeu a pena porque ao ler NOSSA história, vemos que a luta coletiva e unitária vale a pena. Vimos que entre 2014 e 2016 a comunidade Banco do Brasil havia dado um passo na busca da sustentabilidade, mas que haveria outros mais desafiadores ainda. Tudo o que escrevi está muito adequado ao momento atual. Basta ler os dois textos profundos onde analisei a proposta do Banco (AQUI a 1ª análise que fiz em set/16 e AQUI a análise em out/16) e os alertas que fiz dizendo que os recursos não dariam conta de equilíbrio econômico-financeiro se não se ampliasse a cobertura do modelo assistencial. E foi o que aconteceu nesses 15 meses após o Memorando.

Reli hoje um texto que escrevi ano passado no qual expliquei que defender a Cassi, os direitos em saúde dos trabalhadores e o próprio modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência era como o Mito de Sísifo (ler AQUI). O texto segue mais atual que nunca! 


É PRECISO DEFENDER A CASSI NAS REDES SOCIAIS - Só faz algumas semanas (início de dezembro) que encerramos a agenda permanente de trabalho do ano de 2017 junto às bases sociais e lideranças da comunidade BB e já começo a ver nas redes sociais os mesmos absurdos que se falam da Cassi, com total desconhecimento, com lugares comuns que não se aplicam à nossa autogestão; uma pessoa chuta uma bobagem e dezenas replicam aquilo. É um horror! Que triste ler tanta maledicência de nossa Caixa de Assistência.

Acredito com honestidade que se não tivéssemos planejado a nossa agenda conjugando o dia a dia na burocracia na sede da Cassi com a ida aos Estados, às unidades Cassi onde estão as lideranças da comunidade, nós não teríamos atravessado esses quatro anos de resistência e defesa dos direitos dos associados e da própria Cassi sem ter perdido muita coisa. Sinto que meu esforço valeu a pena, por mais que ninguém saiba o que enfrentei de ataques e de assédio nos bastidores, como estou enfrentando neste exato momento. Mas valeu a pena pela Cassi e pelos associados que represento.

É isso, colegas. Ainda quero publicar uns 3 ou 4 textos de balanços sobre alguns temas como nossa presença na região Nordeste e Sudeste, sobre os Conselhos de Usuários e mais algum eixo de atuação.

Abraços e peço que compartilhem nossas reflexões e prestação de contas.


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)

15.1.18

Boletim Prestando Contas Cassi - Caderno com as 40 edições (Balanço VIII)




Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (VIII)


Ao completar sua 40° edição, o boletim Prestando Contas Cassi tem uma boa notícia para quem se preocupa com os rumos da Caixa de Assistência: todos os 40 informativos produzidos pela Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento foram compilados em um único link no formato de um caderno, como forma de oferecer ao leitor a sequência de assuntos abordados até dezembro do ano passado.

Essa iniciativa visa atender às inúmeras solicitações dos participantes da Cassi e de entidades representativas, que veem nesses periódicos a oportunidade de receber explicações qualificadas sobre o dia a dia da gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento.


Ao longo das 40 edições foram abordados temas técnicos e com opiniões a respeito de formas de se organizar sistemas de saúde, a questão do custeio e atendimento solidário na Caixa de Assistência, as questões relativas à busca de sustentabilidade, os programas de saúde da Cassi, judicialização e questões de regulação e legislação do setor de saúde, rede credenciada e referenciada, a Central de Atendimento e demais canais da Cassi, participação social e Conselhos de Usuários, parcerias Cassi e BB como o Convênio PCMSO, resultados dos estudos a respeito da eficiência do modelo assistencial da Cassi etc.

O Boletim Prestando Conta Cassi é veiculado por meio das entidades do funcionalismo e tem por finalidade a valorização da cultura do pertencimento de todos na Cassi e a melhoria da participação nos programas de saúde para que cada participante cuide mais e melhor da assistência recebida.

A quem se interessar, é só clicar AQUI e acessar. Este e todos os 40 boletins estão disponíveis na seção Publicações no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Este material informativo foi criado num momento em que o corpo social nos pedia mais informações a respeito da Cassi e dos direitos dos associados. Fizemos cada edição com muito profissionalismo e respeito a cada pessoa e entidade participante do sistema de serviços de saúde da Cassi e de suas entidades representativas como os Sindicatos de Bancários, os Conselhos de Usuários e demais entidades associativas do Banco do Brasil.

Boa leitura!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

27.12.17

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (I)





Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Parte I

Apresentação

Estamos terminando o ano de 2017 e, em nosso caso, estamos completando o 4º ano de atuação como gestor eleito pelos trabalhadores da ativa e aposentados associados à maior e mais antiga autogestão em saúde do país, a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Os anos de 2014, 2015, 2016 e 2017 foram os mais intensos de toda a minha vida de representação política da classe trabalhadora a qual pertenço como bancário do banco público mais antigo do país, o Banco do Brasil. Esse mesmo período foi o de maior crise política, econômica e social de nosso país em décadas. O setor da saúde idem, em relação a estar vivendo a maior crise da área em sua história.

A minha dedicação à Cassi e aos direitos dos associados que represento foi total, exclusiva, e ininterrupta desde o dia 2 de junho de 2014, data da posse no mandato. E afirmo isso com ciência do quanto me dediquei de corpo e alma aos meus mandatos sindicais. E os segmentos políticos das diversas linhas de pensamento sabem o quanto fui abnegado e dedicado às causas dos trabalhadores que representei nesses quase vinte anos de lutas, mesmo quando divergia nas táticas e estratégias de lutas, tinha como objetivo a construção da unidade em prol da classe trabalhadora.

Meu compromisso com os associados e com a Cassi foi seguido fielmente por mim e por nossos companheir@s eleitos e pela nossa equipe à frente da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área de atividade fim da autogestão responsável pelas políticas e programas de saúde, pelo modelo assistencial (APS/ESF), pelas unidades administrativas nas regiões e pelas CliniCassi, pelos convênios e pela relação com os Conselhos de Usuários.

Os participantes e usuários da nossa Caixa de Assistência, sobretudo seus representantes e entidades representativas, também tiveram em nossa atuação o esforço em melhorar áreas e serviços nos quais a responsabilidade está a cargo de outras áreas da Cassi. Mas como a gestão é uma só, sempre buscamos contribuir para fortalecer áreas centrais como, por exemplo, comunicação, ou tirar dúvidas e dar orientações adequadas sobre todas as áreas de atuação da Cassi, como rede prestadora de serviços de saúde, as centrais de atendimento e pagamento e outras mais, pois um dirigente precisa saber de tudo um pouco, ao menos para orientar acessos adequados às informações.

A partir desta primeira postagem de prestação de contas de nossa atuação em defesa dos direitos dos associados e de fortalecimento da Cassi e tudo o que ela significa, vou apresentar alguns números, dados e opiniões sinceras sobre tudo que tem relação com a Cassi e que vivemos neste período. Como eleito, sou um instrumento de luta dos associados, das lideranças e entidades dos associados. Escrevi e prestei contas aos Conselhos de Usuários, sindicatos e entidades associativas ao longo do mandato e escrevo sobretudo para eles.

Farei essas postagens de balanço pelo respeito absoluto que tenho por cada um e cada uma de vocês que representamos nesses quatro anos. Minha vida de representante político dos bancários é feita com muita dedicação, mas é vivida com muito sofrimento interno, físico e psicológico. Se não fosse o apoio das pessoas e entidades que acreditam em nosso trabalho, já teríamos quebrado. 

As pessoas podem imaginar, mas não daria para saber o que enfrento de ataques, de baixarias e arbitrariedades, de desgostos por ser tão aguerrido na defesa dos associados que represento. Enfrentar o poder instituído traz consequências. Mas a gente sofre esses ataques ao longo do nosso trabalho com a resistência de quem sabe que está fazendo o correto em nome da causa que defende e representa.

Abraços a tod@s vocês que nos acompanham. Peço que compartilhem o que vamos apresentar, pois nossa luta só tem sentido se for para as pessoas e com as pessoas que representamos.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)

15.12.17

40º Boletim Prestando Contas destaca Cassi como referência em Modelo Assistencial




Cassi conclui 2017 com debates sobre o setor da Saúde Suplementar

Cassi volta à vanguarda da saúde suplementar em relação ao seu modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF)


A Caixa se Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil está concluindo o ano de 2017 retornando às grandes discussões, aos grandes debates e trocas de experiências exitosas no setor da Saúde Suplementar e nos fóruns sobre organização de sistemas de saúde. 

Seguimos com um debate a ser feito e negociado entre os patrocinadores Banco do Brasil e Associados a respeito de custeio e equilíbrio econômico-financeiro, pois estudos têm apontado para desequilíbrios e déficits.

No entanto, durante esses anos de trabalho à frente da Diretoria de Saúde, fortalecemos o modelo assistencial e desfizemos leituras equivocadas e inadequadas sobre os resultados e a eficiência da Atenção Integral, APS, ESF, CliniCassi, Políticas e Programas de Saúde e Convênios entre a Cassi e o BB e com autogestões em saúde. Além disso, fortalecemos bastante a participação social e os Conselhos de Usuários, outra função sob nossa responsabilidade.

Vale lembrar que mesmo com orçamentos contingenciados, déficits e crise grave no setor de Saúde Suplementar, falta de rede prestadora, desperdícios do setor, judicialização, regiões sujeitas a pressões pesadas de empresas de prestadores de serviços de saúde, com tudo isso, crescemos em mais de 25 mil o número de assistidos pela Estratégia Saúde da Família entre 2014 e 2017. E com isso, salvamos muitas vidas! Isso não tem preço!

Nosso último Boletim de 2017, Prestando Contas Cassi, um veículo informativo do mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, grupo de eleitos em 2014 na chapa Todos Pela Cassi, apresenta todos os eventos e debates promovidos sobre o modelo assistencial APS/ESF durante o ano.

Clique aqui e veja o Boletim.


Fonte: Contraf-CUT (com inclusões e adaptações do Blog)



Post Scriptum:

AGRADECIMENTOS PELAS PARCERIAS NA CONSTRUÇÃO E DIVULGAÇÃO DE CONHECIMENTOS EM SAÚDE E SOBRE A CASSI

Prezad@s associados, lideranças e companheir@s de lutas em defesa da Cassi e dos direitos em saúde de nossa comunidade, chegamos ao boletim de número 40 neste final de 2017.

Nestes anos de 2014, 2015, 2016 e 2017 fizemos um grande esforço em produzir um material com informações sobre a nossa Caixa de Assistência, seu modelo assistencial, os direitos dos associados, os programas de saúde, os convênios e parcerias entre a Cassi e o Banco do Brasil, e neste último período temos apresentado resultados de longos anos de estudos sobre a eficiência do modelo APS/ESF.

Os boletins são feitos em linguagem simples, apesar de abordar temas complexos em saúde, são feitos com leveza na imagem, e eu agradeço muito a parceria em todo esse período com um excelente diagramador que conheço há muito tempo, o Tadeu, e agradeço também a todos e todas que têm lido e divulgado o nosso boletim em fóruns onde estão os associados da ativa e aposentados e participantes da Cassi.

Deu muito trabalho fazer esses 40 boletins, juro pra vocês, mais tenho convicção que valeu muito a pena todo o esforço na tarefa em levar informação de qualidade sobre tudo que tem relação com a Cassi. 

Agradeço muito também o apoio técnico de nossas equipes na confecção e assessoria. E também agradeço à Contraf pela publicação deste material cujo foco é o conjunto das entidades representativas e suas lideranças, os Conselhos de Usuários, e os participantes em seus diversos segmentos.

Obrigado pela parceria e apoio na distribuição a tod@s vocês.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimentos (mandato 2014/18)


Post Scriptum II:

Juro a vocês que se eu contasse um pouco das dificuldades que enfrento nos bastidores para fazer tudo o que fiz pela Cassi e pelos Associados, algumas pessoas sensíveis e humanistas talvez se sensibilizassem bastante com momentos de sofrimentos vividos por mim e equipe. Mas fazemos tudo com muito amor e dedicação e isso faz valer a pena. Agradeço o ombro daqueles que sofrem esses momentos comigo.

"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena" já dizia o Poeta.

28.11.17

39º Boletim Prestando Contas Cassi - "Novembro Azul" é foco na Saúde Integral do homem



Intenção é despertar no homem o cuidado com sua saúde de uma forma geral, sem focar apenas no câncer de próstata


O Boletim Prestando Contas 39, de novembro de 2017, destaca a vanguarda da Cassi nos cuidados da saúde masculina, que, de uma maneira mais ampla, visa despertar no homem o cuidado com sua saúde de uma forma geral, sem focar apenas no câncer de próstata.

A publicação observa que muitos estudos comprovam que os homens estão mais vulneráveis às doenças do que as mulheres, especialmente às enfermidades graves e crônicas, estatisticamente morrendo mais cedo que as mulheres. Mesmo assim, não buscam, como as mulheres, os serviços de saúde. Homens veem a doença como um sinal de fragilidade, então a ignoram, cuidando-se menos.

A grande maioria é inserida no sistema de saúde por meio de atenção especializada, quando em situação de doença mais avançada.

A intenção é mobilizar homens e mulheres a serem protagonistas do seu cuidado.

O Boletim Prestando Contas traz, mensalmente, informações direcionadas para os participantes da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e demais funcionários sobre o dia a dia na Gestão da Cassi, informações que são fundamentais para melhorar a cultura de pertencimento por parte de todos os associados da Cassi, melhorando a participação nos programas que visam Atenção Integral à Saúde, como a Estratégia Saúde da Família (ESF) e fazendo com que cada usuário utilize da melhor forma sua Caixa de Assistência.

Leia o Boletim na íntegra clicando AQUI. A versão para impressão em gráfica (AQUI) também está disponível no site da Contraf-CUT, na seção de "publicações".


Fonte: Contraf-CUT

3.11.17

Opinião - Lutar pela Cassi e associados vale a pena





"A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pela coordenação da aplicação das Politicas e Estratégias Assistenciais, incluindo informação e Educação em Saúde, Organização de Serviços Próprios, Programas e Avaliação em Saúde, além da Gestão e Apoio às Gerências Regionais" (Estatuto Social da Cassi)


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos trabalhadores.

Estamos iniciando um mês que será bastante intenso em nossa agenda de representação dos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Além das reuniões ordinárias da Diretoria Executiva de nossa autogestão, das reuniões dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, e dos estudos de dezenas e dezenas de documentos que apreciaremos neste mês, deveres de ofício, teremos agendas de nossa responsabilidade como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.

Na próxima semana, terei agenda em Londrina (PR), onde estamos acompanhando um piloto de Rede Referenciada, importante na organização dos serviços de saúde Cassi. 

Também teremos a realização das Conferências de Saúde da Cassi e dos Conselhos de Usuários do Rio de Janeiro (dia 9) e de São Paulo (dia 10). Na semana seguinte, iremos à Curitiba (dia 23) para fechar o ano de Conferências de Saúde. Em 2017, terão sido realizados 17 encontros de fortalecimento do modelo assistencial da Cassi e democracia participativa na autogestão em saúde dos trabalhadores do BB.

Após nossa participação no 20º Congresso da Unidas em Foz do Iguaçu (entre os dias 26 e 28 de outubro), onde abordamos a experiência da Cassi na Atenção Primária (APS) através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com a organização de rede própria de atendimento da Cassi - as CliniCassi - e com programas de saúde para acompanhamento dos participantes assistidos em seus diversos níveis de atenção, a Caixa de Assistência está participando entre os dias 2 e 5 de novembro, em Curitiba, do 14º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade (CBMFC). Temos muitos participantes inscritos pela Cassi e nossa entidade será palestrante também.

Durante o nosso mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área responsável pelas políticas e programas de saúde da Cassi, pelo Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, e pelas unidades próprias (estrutura vertical), que inclui as 27 Unidades Cassi nos Estados e DF e as 65 CliniCassi, desenvolvemos estudos importantes que contribuem hoje para que todos os intervenientes do Sistema de Saúde Cassi saibam o quanto nossa autogestão é vanguarda em resultados de APS/ESF e pode avançar muito mais, basta nos darem oportunidades para isso.

Ao mesmo tempo, como gestor eleito, defendemos os direitos dos associados, o modelo de custeio solidário, não permitimos aumentar as coparticipações nem criar ferramentas que onerassem só os associados como, por exemplo, franquias nas internações; contribuímos para que o patrocinador BB não se desobrigasse dos aposentados no Plano de Associados (a proposta do Fundo de 6 bilhões em 2015).

JUNTO ÀS BASES - O mandato foi todo feito próximo às bases sociais e isso fortaleceu a democracia e a participação social. Atuamos com transparência e contribuímos para melhorar a comunicação da Cassi. Nós mesmos criamos o boletim Prestando Contas Cassi (clique AQUI) e produzimos mais de 500 postagens sobre o mandato e a Caixa de Assistência.


FORTALECIMENTO DO SISTEMA DE SAÚDE CASSI E MANUTENÇÃO DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS FOI FOCO DE NOSSO MANDATO

Estou no 4º ano de nosso trabalho de representação dos associados na Caixa de Assistência. Tenho consciência plena do que procuramos fazer neste período de 2014 para cá. Traçamos um diagnóstico do cenário que tínhamos pela frente e as estratégias a serem perseguidas em quatro anos.

Durante o percurso, o cenário que se apresentou para a Cassi e o setor de saúde suplementar, incluindo as autogestões, foi se agravando de forma dramática. O país entrou em uma de suas piores crises políticas, econômicas e sociais e, mesmo assim, tivemos que ter um foco absoluto nas tarefas que eram de nossa responsabilidade.

Ao reler as centenas de textos que fizemos entre 2014 e 2017 para as lideranças do movimento social do Banco do Brasil, que inclui mais de uma centena de sindicados, as associações da ativa e aposentados, os conselhos de usuários e as lideranças do próprio Banco, percebemos que o percurso de luta e gestão foi percorrido com mais pontos positivos que negativos. Isso nos deixa com um sentimento bom enquanto cidadão eleito por trabalhadores.

Apesar dos riscos e ameaças do contexto brasileiro que seguem presentes aos trabalhadores, aos direitos sociais, incluindo os direitos em saúde e a própria democracia, vemos que contribuímos para fortalecer a Caixa de Assistência e os direitos dos associados foram mantidos até o momento. Sei que tem muito suor e sacrifício meu e de meus companheiros e companheiras de lutas e dos funcionários e funcionárias da Cassi nisso. 

Unimos pessoas das mais diversas linhas de pensamento no objetivo de defender a Cassi e os associados, e isso foi bom inclusive para o nosso patrocinador BB, o nosso banco público, onde trabalhamos e dedicamos nossa vida. A existência da Cassi é fundamental para a comunidade BB

Vários desafios estão colocados para as semanas que vêm, para os meses vindouros e para o próximo período pensando as etapas a serem vencidas na reorganização do Sistema de Serviços Cassi, que deve cuidar de centenas de milhares de participantes por décadas.

Nós da comunidade Banco do Brasil temos melhores perspectivas que outros segmentos da sociedade, por diversos fatores, mas sobretudo pela história de luta dessa comunidade de trabalhadores. 

Conclamo a tod@s - Vamos juntos de mãos dadas, defender e fortalecer a Cassi, a Previ, o BB público, e todas as entidades que criamos ao longo do tempo. E com isso, podemos contribuir para o Brasil reencontrar-se rumo a um futuro mais justo, solidário e igualitário, com oportunidades para tod@s.

Eu sigo firme na luta pelo que acredito ser justo para os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum: escrevo para partilhar conhecimento

Eu escrevo principalmente para lideranças e multiplicadores do movimento social bancário e do BB, numa espécie de rede de comunicação. Para grupos de interesse em luta dos trabalhadores.

Dá um trabalhão produzir informações para esse público. Peço que cada um de vocês crie o hábito de entrar diretamente em meus dois blogs digitando o endereço deles e salvando em seus favoritos, porque os grandes donos das redes sociais (como o Facebook) estão se preparando para fechar seus sistemas e ninguém vai conseguir abrir links de outros sites fora deles.

Eu escrevo no Categoria Bancária (AQUI) e no Refeitório Cultural (AQUI). Para quem acessa de celular, vê os textos em ordem cronológica. Para quem acessa de notebooks e tablets, é possível olhar no lado direito as categorias de temas (TAG) por ordem alfabética e por data de postagem. 

Tenho passado meus finais de semana organizando os textos de 2014 adiante porque neste período tem uma bela história narrada ali a respeito da autogestão Cassi, uma narrativa sob a ótica de um cidadão que representa um importante segmento de trabalhadores brasileiros.

Tudo que escrevo e compartilho é focado no princípio do copy left e do WIKI (What I Know Is), e me sinto útil como cidadão do mundo ao partilhar o que sei e o que penso. É uma pena que os algoritmos que os sites de busca estão usando, como o próprio Google, vão diminuir o número de acessos a blogs e sites comuns como esses que produzo, porque há interesses comerciais e políticos na disputa de hegemonia no mundo.

9.10.17

Opinião - Querem engessar e calar mandato de eleitos na Cassi





Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados.

É com tristeza que denuncio aos associados e às entidades sindicais e representativas dos associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil a tentativa de representantes do patrocinador Banco do Brasil de engessar e calar a atuação de eleitos, sobretudo da Diretoria Executiva, cujas áreas eleitas são consideradas atividades-fim da nossa autogestão em saúde, presente e atuante em todo o território nacional onde estão os nossos participantes.

A Cassi é a maior autogestão em saúde do País, é a entidade de saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, com 73 anos de existência. Possui cerca de 175 mil associados e é responsável pela saúde de mais de 700 mil participantes, distribuídos em dois modelos de planos de saúde: o Plano de Associados, dos trabalhadores e com conquistas históricas em direitos; e os planos Cassi Família, planos de saúde com coberturas amplas para familiares e com regras definidas por contratos regulados pela legislação.

Segundo o Estatuto Social aprovado em 1996 e revisado em 2007, a gestão é paritária, ao menos na teoria. O Banco patrocinador indica dois representantes da Diretoria Executiva e os associados elegem mais dois representantes. O Banco indica no Conselho Deliberativo 4 titulares e suplentes e os associados elegem mais 4 titulares e suplentes. O mesmo se dá com o Conselho Fiscal, 3 titulares e suplentes indicados e o mesmo número de eleitos pelos associados. Em relação ao custeio do Plano, o Banco é obrigado a contribuir com 4,5% para cada associado da ativa, aposentado e pensionista e cada associado contribui com 3%. A base do custeio do Plano são os proventos gerais, aposentadoria ou pensão (Artigos 16 e 17 do Estatuto).

Quando começamos em junho de 2014 o mandato de representação dos associados, na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, responsável pelo Modelo Assistencial e pelas unidades próprias da Cassi nos Estados e DF, levamos toda a experiência que adquirimos em mais de uma década de representação eleita no movimento sindical bancário, onde contribuímos em organizar, mobilizar, definir pautas estratégicas, negociar e conquistar direitos para os trabalhadores em negociações sempre tensas entre os patrões banqueiros e os trabalhadores bancários. Tivemos conquistas importantes no período e cada trabalhador e liderança deixou sua contribuição.

Chegamos à Cassi num dos momentos mais difíceis de sua história, com déficit recorrente no plano de saúde dos trabalhadores, o Plano de Associados. Encontramos um modelo assistencial de extrema vanguarda, mas estagnado em sua ampliação e reorganização dos serviços, e desacreditado pelo patrocinador BB e por parte do corpo social e representantes dele. Nosso modelo é o de Atenção Integral à Saúde, definido na Cassi para ter como base a Atenção Primária à Saúde (APS) e depois pela Estratégia Saúde da Família (ESF) lançada em 2003, através de unidades de atendimento CliniCassi. 

Definimos como uma de nossas estratégias centrais no mandato atuar junto às bases sociais da comunidade Banco do Brasil/Cassi, levando aos associados donos da Caixa de Assistência o conhecimento e as informações sobre essa riqueza que eles têm e não conhecem: eu tinha que fortalecer a comunicação direta e a participação social. Estão no escopo de minhas tarefas de Diretor o Modelo Assistencial, as Unidades Administrativas e as CliniCassi (gestão da rede própria) e a relação com os Conselhos de Usuários. Fiz isso efetivamente! Somente em Conferências de Saúde levei informações qualificadas a milhares de participantes. Foram 49 Conferências até este momento. Visitei todas as Unidades ao longo da gestão e me relacionei com as lideranças locais fortalecendo o pertencimento à Cassi. Já conheço 42 CliniCassi das 65 existentes.


DIREITOS DOS ASSOCIADOS DA CASSI CONTINUAM SOB RISCO

Eu defino os direitos dos associados da Cassi em quatro eixos principais: direitos em cobertura de saúde, direitos em custeio mutualista solidário intergeracional, direitos em participação social e direitos paritários na gestão da autogestão. O direito em cobertura é essencial porque nele estão contidos, além do rol mínimo definido pela ANS, o modelo assistencial e os programas de saúde, além do PAS (Programa de Assistência Social), executado pela Cassi. A cobertura da saúde ocupacional também é executada pela Cassi, o que traz vantagens para todas as partes - o BB, os trabalhadores e a Cassi. 

Porém, sem o direito de igualdade no poder de governança, todos os direitos dos associados podem se perder, todos!

A história desses últimos 3 anos de lutas, eu não vou repetir de forma exaustiva neste artigo em que denuncio ataque aos direitos de governança dos eleitos, mas o resumo é que o Banco tentou impor no final de 2014 todo o ônus do déficit do Plano de Associados aos trabalhadores e nós dissemos NÃO! Saímos dos portões da Cassi e fomos às entidades sindicais e representativas e ao corpo social levar a nossa opinião e pedir apoio para organizar e mobilizar os associados para enfrentar as propostas do patrão, o Banco. Em maio de 2015, já com mesa constituída, ele fez outra proposta para resolver o déficit que prejudicava os associados e não onerava nada a ele, o patrão. Ao contrário, tirava do patrão a responsabilidade estatutária com o "pós-laboral', os nossos colegas aposentados. 

Mesmo tendo cortados os recursos administrativos para atuar na área em que somos responsáveis, percorremos o Brasil fazendo Conferências de Saúde com o tema "Sustentabilidade da Cassi" e mostramos que o patrão BB também era responsável pelo déficit do Plano de Associados. Fizemos mais de 550 postagens sobre o tema Cassi, modelo assistencial, mandato e direitos dos associados, para informar e mobilizar a comunidade Banco do Brasil e entidades. Fizemos até agora 38 boletins com o mesmo objetivo. 

Conseguimos em setembro de 2016 uma 3ª proposta na qual o patrão também assumiu arcar com entrada de recursos temporários e extraordinários em 3 anos (o Memorando de Entendimentos). Era nossa tese desde 2014 que o Banco também tinha responsabilidades com a Cassi e deveria participar em eventual entrada de novos recursos. A luta valeu a pena!

Tudo que fizemos em nosso mandato de resistência neste duro período que a Cassi viveu (e ainda vive) foi baseado em nossa história de enfrentamento às dificuldades comuns à luta dos trabalhadores quando o assunto é luta de classes. A direção do Banco não gostou nem um pouco quando nos colocamos contrários à proposta do Fundo de 6 bilhões que livrava o patrocinador BB da contribuição dos aposentados (4,5%). Antes da proposta do Fundo, o patrão ficou bastante incomodado conosco quando não aceitamos a proposta interna de solução para o déficit no final de 2014. Não aprovar o orçamento proposto pelos indicados do patrocinador BB onerando associados com cortes de direitos em saúde e aumento de contribuições e coparticipações também nos fez sentir a insatisfação da direção do Banco à época. Nunca haviam feito um contingenciamento operacional tão duro às áreas fim como fizeram em 2015 e 2016.

Com a 3ª proposta do Banco (set/2016), aceita pelos associados - o Memorando de Entendimentos -, foi vencida uma etapa da luta pela sustentabilidade da Cassi e começou outra de mesma importância histórica porque se não mantivermos os direitos em custeio, cobertura, participação social e governança, a Caixa de Assistência será desfigurada e não será mais a mesma autogestão solidária e focada na promoção de saúde e prevenção de doenças que conquistamos ao longo da história e com contextos diversos de correlação de forças entre trabalhadores e patrão/governo.


MUDANÇAS "TÉCNICAS" EM DOCUMENTOS DE GOVERNANÇA QUE NADA MAIS SÃO QUE FORMAS DE ENGESSAR E CALAR ELEITOS

Depois da assinatura do Memorando de Entendimentos, da Consulta ao Corpo Social e da assinatura do Convênio de Apoio Técnico Cassi e Banco do Brasil (Ressarcimento) temos buscado na governança da Cassi, entre eleitos e indicados, a construção de consensos com o intuito de avançar com ações estruturantes necessárias à operação da nossa autogestão. Mas, às vezes, percebemos proposições por parte dos indicados que nos parecem resquícios dos embates de opiniões diferentes durante a construção de propostas para o déficit e a sustentabilidade, debatidas em mesa por quase dois anos.

Fazendo nosso papel de representantes eleitos pelos associados da Cassi, questionamos muito tudo que veio pronto do patrocinador BB. Fizemos voto à parte em relação ao Memorando no dia 24/10/16, resgatando princípios centrais debatidos em 18 meses de mesa negocial para registrar o que era consenso em defesa dos direitos dos associados e que não constou no documento. Propusemos avançar na ampliação e cobertura do Modelo Assistencial imediatamente e não num suposto futuro pós "consultoria". Discordamos da Consulta ter sido feita sem tempo de campanha de esclarecimento aos associados. E discordamos de quase todos os itens originais da minuta do Convênio enviado pelo Banco para Deliberação da Cassi num prazo de menos de três dias. Felizmente, eu e o Diretor Humberto e nossas equipes chegamos a bom termo com os indicados na redação do Convênio. Mas nossa firmeza sempre foi em defesa dos associados e da Cassi e na mais adequada civilidade e dentro da ética institucional.

Se já não bastassem as tentativas internas de mudanças em Código de Ética e Normas de Conduta Profissional, onde apontei diversos riscos aos direitos do corpo social por dificultar a atuação de um representante eleito, foi pautado novamente neste mês de outubro mais um ataque frontal à nossa atuação. Sob a desculpa de revisar normas de viagens a serviço, é proposto pela Presidência da Cassi um conjunto de regras que se estivessem valendo em nossa autogestão eu jamais poderia ter ido ao Corpo Social informar e mobilizar com o nosso ponto de vista de eleito como fizemos na luta por uma proposta melhor do patrocinador BB em relação às duas primeiras feitas em 2014 e 2015. Eu pedi vistas do documento e nesta terça-feira 10 vamos apreciá-lo na reunião da Diretoria Executiva.


AO PATROCINADOR BANCO DO BRASIL E SEUS REPRESENTANTES FAÇO UM APELO PARA QUE TODOS TENHAMOS FOCO NA DEFESA DA CASSI. O MOMENTO NÃO É DE CISÃO AO ATACAR DIREITOS DOS ASSOCIADOS

A Cassi e as autogestões em saúde enfrentam um dos cenários mais adversos da história do sistema de saúde pública (SUS) e suplementar (planos de saúde). Os fatores que estão pondo em risco a existência de sistemas de autogestão como o da Cassi são, em sua maioria, externos à gestão. Exemplo: judicialização; regulações da ANS que não respeitam a diferença entre autogestões e operadoras que visam lucro; má prestação de serviços da rede prestadora conveniada ou não; fraudes e desperdícios diversos dos operadores do setor que geram inflação médica muito acima da capacidade de correção atuarial na curva de receita dos planos e de seus usuários; dentre outros fatores. 

Eu faço um apelo aos representantes do patrocinador Banco do Brasil para que tenhamos unidade na ação em defesa do sistema de saúde Cassi nas discussões com os órgãos estatais - Governo Federal, ministérios, agências e órgãos reguladores. Peço que busquemos sinergia no encaminhamento das ações estruturantes, que podem contribuir para a melhoria do uso dos recursos do sistema Cassi. E peço para que não percamos tempo com proposições que prejudicam direitos dos associados na governança como esta de engessar e calar eleitos através de mudanças burocráticas em normas internas. 

Quando falo da burocracia e da administração de empresas e instituições, não falo no sentido pejorativo, pois sou defensor de ritos e normas. E não estou me dirigindo às áreas técnicas da Cassi neste apelo, porque sei que as gerências cumprem as determinações da governança, por respeito à hierarquia e modelo de gestão operacional.

Eu não tenho dúvidas a respeito do apoio solidário que teremos de todos os eleitos nos colegiados da Cassi em rejeitar essa afronta (mudança de normas de viagens a serviço) e esse ataque aos direitos de governança dos representantes dos associados. Peço apoio às entidades sindicais e representativas dos trabalhadores e associados e aos Conselhos de Usuários. O Banco quer nos impedir de atuar prestando contas aos nossos associados, que estão nas mais diversas regiões do país onde a Cassi atua, enquanto os representantes do patrão patrocinador atravessam algumas quadras no Plano Piloto em Brasília, onde está a sede do BB, para prestarem contas a quem os indica.

Se o Banco já sinaliza com ataques em direitos de governança para nos calar e engessar através das normas internas da Cassi, já amplamente favorável ao patrocinador patrão porque sem o apoio e aval de suas áreas não avançam as propostas das diretorias com atividades-fim, o que podemos esperar do patrocinador BB quando se encerrarem os trabalhos da consultoria contratada e paga por ele?

Eu não vou me calar, não vou ficar sentado na burocracia quando tiver que ir buscar apoio social para as lutas contra propostas que possam prejudicar os associados que representamos e não vou deixar de defender e fortalecer a Cassi do modelo de Atenção Integral à Saúde e da participação social, porque o sistema de saúde Cassi e os direitos dos associados são os maiores patrimônios desta comunidade Banco do Brasil.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)