Páginas

Mostrando postagens com marcador Luiza Erundina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiza Erundina. Mostrar todas as postagens

23.10.25

Diário e reflexões - A importância dos comitês populares na luta por um Brasil mais justo



A IMPORTÂNCIA DOS COMITÊS POPULARES NA LUTA POR UM BRASIL MAIS JUSTO

23/10/25

Hoje participei de um excelente bate-papo com a militância do Jardim Ivana, na Comunidade do Paredão, Rio Pequeno, Butantã.

A comunidade tem se organizado através do comitê popular e da Cozinha Dona Nega e todos os meses acontece uma roda de conversa para debater questões importantes para a população local e para a classe trabalhadora brasileira. São momentos de trocas de experiência, reflexões e formação política.

Neste mês o convidado foi o companheiro Simão Pedro, liderança histórica do Partido dos Trabalhadores, que já atuou como deputado estadual em diversas legislaturas (2003-2014 e 2023-2025) e trabalhou nas gestões da prefeita Luiza Erundina e do prefeito Fernando Haddad, além de uma extensa pauta popular tratada por ele ao longo da vida de dedicação ao povo trabalhador.


EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS

No bate-papo Simão Pedro abordou temas como economia solidária, rodas de cultura e os comitês populares, centrais para se organizar as demandas da cidadania a partir das necessidades da comunidade.

A roda de conversa é muito rica, com pessoas de uma militância cativante e que enche de energia todos os participantes.

A sugestão está feita: organizem comitês populares em seus bairros e comunidades!


UM MILITANTE DE ESQUERDA NÃO PODE ESQUECER SUAS ORIGENS

O Rio Pequeno faz parte da minha vida. Ali nasci e dali saí aos dez anos de idade para voltar aos dezessete anos. Iniciei meus estudos e alfabetização no Adolfino Arruda Castanho e fiz o 3º ano no Daniel Verano Pontes.

Compartilhei com a militância presente minha lembrança agradecida de nossa ex-prefeita Luiza Erundina, meu primeiro voto. Ela mudou minha vida como trabalhador aos dezoito anos.

Eu me pendurava nos ônibus lotados que vinham na Av. Rio Pequeno quando saía para trabalhar. Era comum trabalhador morrer ao cair dos ônibus. Quando Erundina virou prefeita, minha vida mudou porque o transporte público melhorou. Nunca me esqueci disso! 

Votar no PT e na esquerda muda a nossa vida de povo trabalhador.


MEMÓRIAS DE UM TRABALHADOR POLITIZADO PELOS BANCÁRIOS DA CUT

É isso! Ao final da roda de conversa, presenteei meus amigos e companheiros Daniel Kenzo e Sérgio do MST com minhas memórias sindicais. E também presenteei o companheiro Simão Pedro, grande figura humana e militante das causas sociais e populares.

Sigamos nas lutas por uma vida melhor para o povo brasileiro. É possível mudar o mundo porque somos seres humanos, somos inteligentes e somos seres históricos.

William Mendes

16.9.24

Diário e reflexões



Vamos eleger candidaturas de esquerda e de interesse da classe trabalhadora!

Segunda-feira, 16 de setembro de 2024


Opinião (10)


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Faltam três semanas para as eleições de 6 de outubro. É muito importante que todas as pessoas da classe trabalhadora passem a se interessar e dedicar alguns minutos de suas vidas corridas e desgastantes para escolherem as candidaturas que votarão no dia da eleição.

As leitoras e leitores deste blog são pessoas da classe trabalhadora, assim como o autor do blog. Entre os onze e os dezoito anos de idade fui trabalhador braçal numa sequência de trabalhos duros, alguns degradantes, todos recebendo um pagamento muito abaixo do valor que eu produzia para o cara que comprava minha força de trabalho, as horas preciosas da minha única vida.

Depois dos dezoito anos, entrei para uma grande categoria de trabalhadores, a das bancárias e bancários. Foram dois anos no antigo Unibanco e mais uns 27 anos no Banco do Brasil, onde entrei por concurso público. 

Em geral, acabo dizendo que fui bancário a vida toda, mas fui também entregador de remédios cortando uma grande cidade de bicicleta, fui ajudante de encanador cortando concreto na marreta e mexendo com merda, fui ajudante geral de um monte de serviços pesados.

Como um membro das classes subalternas, das classes exploradas pelos ricos, afirmo a vocês que a nossa vida de trabalhador melhora efetivamente no cotidiano difícil quando temos governos do Partido dos Trabalhadores ou de partidos de esquerda, aliás, coisa rara termos tido no Brasil governos estaduais e municipais de esquerda ou preocupados em melhorar a vida do povo pobre e trabalhador. Raro isso porque o poder do dinheiro define 99% das eleições no Brasil.

A vida do povo foi melhor com o PT no governo das cidades de São Paulo e de Osasco, as cidades paulistas onde passei a maior parte de meus 55 anos de vida, foram cidades muito melhores para a nossa gente, o povo que pega transporte público, que depende de assistência de saúde pública, que em geral estuda ou estudou em escolas públicas de diversos níveis e em fases distintas da vida, que precisa de oportunidades de moradia popular para sair do aluguel, e outros direitos humanos como cultura, segurança etc.

O PT governou São Paulo por 3 vezes, com Luiza Erundina (meu primeiro voto), com Marta Suplicy e com Fernando Haddad. A gestão deles foi melhor para o povo da periferia e para a classe média que vive nos grandes bairros. Votar no PT ou em partidos focados no povo trabalhador, como o PSOL, é a garantia de inclusão do povo trabalhador no orçamento da cidade.

O PT governou Osasco também por 3 vezes, com Emidio de Souza e Jorge Lapas. A cidade deu um salto de qualidade que não havia dado desde sua emancipação, décadas antes. Saiu de um orçamento pequeno e sem oportunidades para o povo para um dos maiores orçamentos do Estado de São Paulo, e Emidio foi o responsável por esse avanço.

Amigas e amigos do mundo do trabalho, leitoras e leitores deste blog, por mais que o poder do dinheiro (plutocracia e não democracia) vá definir o cenário geral da política nas mais de 5,5 mil cidades e na composição dos parlamentos municipais, eu compartilho com vocês minha opinião honesta como alguém que representou trabalhadores de uma das maiores categorias profissionais do país para que vocês votem e peçam voto nas candidaturas do nosso campo popular.

Em São Paulo, vamos trabalhar nestas três semanas para elegermos Guilherme Boulos para o 2º turno e vamos eleger uma bancada de vereadoras e vereadores do mundo do trabalho, de esquerda, para que nossos direitos nas cidades não desapareçam mais ainda. Vamos lutar por uma cidade mais humana, mais sustentável, com mais direitos para nós. Eu apoio e peço voto à jovem mulher Luna Zarattini 13131.

Em Osasco, vamos trabalhar para colocarmos Emidio na prefeitura para nossa cidade voltar a ser planejada e atender às demandas do povo, pois recursos existem e são mal utilizados. Para a Câmara de vereadores, vamos nos esforçar para que o poder violento do dinheiro não faça uma bancada toda de direita e contrária ao povo. Eu apoio e peço voto para o Coletivo JuntOz 13713.

---

Hoje participei da Plenária virtual de nossa companheira Luna Zarattini e sua equipe. Luna tem uma energia e um ritmo de trabalho e dedicação muito contagiante! Conversem com sua família e amigos e vamos eleger Luna.

Abraços de lutas!

William Mendes


Post Scriptum: o texto anterior dessa série pode ser lido aqui. O seguinte, aqui.


24.8.24

Diário e reflexões



Vamos mudar São Paulo elegendo Boulos e Luna Zarattini

Sábado, 24 de agosto de 2024.


Opinião (6)


ELEIÇÕES EM SÃO PAULO 

A esperança é apostar na juventude progressista e humanista e na renovação para recuperar os direitos das pessoas nas cidades brasileiras. 

Como tenho apontado nesta série de textos sobre as eleições municipais, a realização da vida diária das pessoas se dá no cotidiano onde elas vivem, nas cidades. 

Neste sábado, logo pela manhã, um grande evento na região do Campo Limpo contou com a presença do presidente Lula e diversas lideranças populares para conversar com a população paulistana sobre a importância da participação massiva do povo humilde e trabalhador nas eleições de 6 de outubro. 

A campanha para elegermos Guilherme Boulos prefeito de São Paulo segue apresentando propostas para melhorar a vida das pessoas. Boulos tem história de luta, é jovem e experiente na defesa da moradia, um direito básico de todas as pessoas. 

Votar em partidos comprometidos com o povo como o Partido dos Trabalhadores e o PSOL é a certeza de elegermos pessoas e partidos com propostas para melhorar a vida do povo, sempre foi assim em nossa história brasileira. 

São Paulo foi governada pelo PT em três oportunidades, com Luiza Erundina, Marta Suplicy e Fernando Haddad, e nas três gestões a vida das pessoas melhorou efetivamente com milhares de moradias sendo entregues à classe trabalhadora, a melhora do transporte público, a educação em todos os níveis como a criação de creches e os CEUS e a cidade avançou na economia e na criação de empregos e renda: o povo foi incluído no orçamento da cidade mais rica do país.

Votar em Boulos e Marta Suplicy é a garantia de um governo gerindo a maior cidade do país para humanizar São Paulo e melhorar a vida da classe trabalhadora. 

---

A professora Ione e eu na 
Plenária com Luna Zarattini.

ELEGER VEREADORAS E VEREADORES COMPROMETIDOS COM O POVO, COM LULA E BOULOS

Da mesma forma que vamos mudar São Paulo elegendo Boulos, vamos conversar com todas as pessoas para elegermos mulheres e homens, jovens e experientes na luta por direitos, para termos uma Câmara de Vereadores comprometida com o projeto de Boulos, Marta e Lula.

Luna Zarattini 13131 representa todas essas questões que descrevi sobre a melhoria da vida das pessoas na cidade de São Paulo. Tenho acompanhado esse ano e meio de trabalho dela como a vereadora mais jovem da Câmara e única mulher da bancada do PT. 

Que trabalho de representação combativo e popular o de Luna Zarattini! Aqui no Butantã, Jaguaré, Continental, Rio Pequeno e demais bairros da Zona Oeste, Luna esteve o tempo todo conosco.

A plenária de lançamento da candidatura de Luna Zarattini 13131 aqui no Jaguaré, Butantã, foi cheia de lideranças das comunidades e do povo que precisa de uma São Paulo mais humana e acolhedora, utilizando os recursos da cidade em benefício das pessoas. 

Compartilhem essa esperança de uma São Paulo melhor e vamos juntos até 6 de outubro para elegermos Luna Zarattini 13131 e Boulos 50 prefeito!

Abraços fraternos!

William Mendes 


Post Scriptum: o texto anterior, no qual falo sobre o poder do dinheiro e das mentiras nas eleições municipais pode ser lido aqui. O texto seguinte desta série pode ser lido aqui.


8.8.24

Diário e Reflexões



Por que voto no Partido dos Trabalhadores desde que tirei meu título de eleitor?

Quinta-feira, 8 de agosto de 2024.


Opinião (2)


ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Como disse no texto anterior (ler aqui) sobre essa série de reflexões relativas às eleições municipais brasileiras, vou escrever a respeito de temas centrais de nossas vidas nas cidades, locais onde nossas vidas se realizam na plenitude, ou não. 

A participação política é central em nossas vidas, ela define o que acontecerá comigo e com vocês em todos os dias do ano e em todos os lugares por onde vamos ou estamos.

Saí da casa de meus pais em MG aos 17 anos e voltei para São Paulo em 1987. Fiz 18 anos, me alistei e fui dispensado, vendi minha mercadoria força de trabalho em diversos empregos e tirei meu título de eleitor. 

Meu primeiro exercício de cidadania política foi nas eleições municipais de 1988. Votei na candidata do Partido dos Trabalhadores, Luiza Erundina, em 15 de novembro. Ela foi eleita! 

Tenho certeza até hoje que fiz a escolha certa. A prefeita do PT e seu secretariado fizeram um mandato focado em gente como eu, um membro da classe trabalhadora. Foram avanços em educação, saúde, moradias populares, transporte, cultura etc. Por isso é importante a nossa participação política. 

---

O PARTIDO DOS TRABALHADORES É ESTRATÉGICO PARA O POVO BRASILEIRO 

Meus primeiros votos no PT, em Luiza Erundina (1988) e em Lula para presidente (1989), foram votos intuitivos, pois era pouco politizado.

Com o passar do tempo, virei trabalhador da categoria bancária, me sindicalizei, e fui compreendendo melhor como a vida funcionava para a nossa classe. 

Em 2002, fui eleito dirigente sindical pelos meus colegas bancários e aí me politizei mais ainda e passei a organizar e politizar uma das principais categorias do país. 

À medida que fui estudando a história das lutas de classes, a organização sindical e política do povo brasileiro, a história do Novo Sindicalismo, a criação da CUT e do PT, fui adquirindo pertencimento às nossas lutas enquanto classe, como trabalhador.

Hoje, por mais divergências que tenha em relação ao dia a dia do Partido dos Trabalhadores, tenho um respeito imenso pela história do PT, por cada liderança e militância, e sou grato por ter sido politizado pelos bancários da CUT e pelo nosso partido. 

Como estudioso da história das lutas de classes no Brasil, tenho a clareza que a Central Única dos Trabalhadores e o Partido dos Trabalhadores são estratégicos para o povo brasileiro. 

Vamos aos poucos falando de política neste espaço. Se vocês gostarem dos textos, divulguem para as pessoas que se interessam por história e cultura.

William Mendes


17.4.22

Memórias (XXIV)



Eleições e democracia


Osasco, 17 de abril de 2022. Domingo.

Neste registro de memórias, vou dissertar um pouco sobre eleições e democracia. Eu entendo que as sociedades humanas estão vivendo um momento de transição daquilo que conhecemos como democracia para alguma outra coisa que não sei como será definida mais adiante. 

Além de se retirar eleitos do poder por golpes civil-militares e jurídico-parlamentares e processos de lawfare com os donos do poder por trás dos processos antidemocráticos, temos agora ferramentas tecnológicas que alteram o comportamento humano em massa e interferem no resultado de eleições que vão acontecer ainda.

As novas tecnologias desenvolvidas pelos seres humanos nas últimas décadas acabaram por inviabilizar as formas tradicionais de representação popular nos espaços de poder. Com o advento das redes sociais e os sistemas de algoritmos, associados aos disparos em massa de fake news e desinformação de forma pessoal (só no aparelho do manipulado) e para milhões de pessoas (ao custo de muito dinheiro), não se pode mais definir alguns resultados eleitorais como democráticos.

Avalio que é esse o cenário de fim das democracias que estamos vivendo desde o início da década passada no mundo (o golpe de Estado na Ucrânia em 2014 é um exemplo) e no Brasil, com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016, impeachment sem crime de responsabilidade e depois a prisão do candidato que venceria as eleições em 2018 - Lula da Silva -, permitindo com isso a chegada ao poder da extrema-direita, de forma irregular e antidemocrática, devido às inúmeras interferências no processo em desfavor de um candidato e em favor do outro.

ELEIÇÕES CORPORATIVAS EM ENTIDADES DE TRABALHADORES

É nesse cenário atual de risco às democracias que estamos vivendo nessas semanas as eleições na Cassi e na Previ, caixas de assistência e previdência dos funcionários do Banco do Brasil. 

No mês passado, tivemos as eleições na Cassi e felizmente a chapa liderada pelo companheiro Fernando Amaral, apoiada pelas entidades sindicais, venceu com ampla margem de diferença em relação à segunda colocada, a chapa considerada como chapa da direita, a chapa dos empresários, a chapa apoiada pelos grupos patronais. Fiquei muito feliz de ter visto a massa de associados trabalhadores e aposentados votarem na chapa composta pelos colegas que tinham o apoio dos legítimos representantes dos interesses do mundo do trabalho.

Nesta segunda-feira 18 começam as eleições na Previ e novamente temos um cenário parecido com o das eleições na Cassi, uma chapa apoiada pelas entidades sindicais, a Chapa 3 liderada pelos companheiros Márcio de Souza e Paula Goto, e outras chapas de grupos de direita, empresariais, cujos interesses não são os da classe trabalhadora, não são mesmo. 

Mais uma vez, espero que a massa dos associados trabalhadores e aposentados vote massivamente na Chapa 3, que representa os interesses do mundo do trabalho e dos trabalhadores bancários. Não podemos nos enganar pela imensidão de fake news e desinformações que circularam pelas redes sociais e e-mails nos últimos dias.

---

Quando olho para trás em relação a crer ou não crer na efetividade da democracia, avalio que o período no qual mais acreditei nas mudanças sociais em favor do povo e da classe trabalhadora através da democracia representativa foi até 2016, até que um bando de homens corruptos efetivou o golpe de Estado que tirou da presidência Dilma Rousseff em 2016. A direita tirou da presidência a candidata que eu e mais 54,5 milhões de eleitores votamos em 2014, e impediram o mandato presidencial sem nenhuma justificativa formal, só porque a casa-grande cansou de tentar voltar ao poder via voto.

De lá para cá, eu fui avaliando a situação da democracia com o avanço das manipulações possíveis aos processos eleitorais através dos sistemas que dominaram o mundo atual, as redes sociais e os algoritmos que alteram o comportamento de milhões de pessoas. Fora os processos antidemocráticos que já conhecíamos como lawfare e golpes tradicionais, mas com alcances menores que esses resultantes das novas tecnologias.

Me lembro de meu primeiro voto em 1988, eu tinha acabado de tirar meu título de eleitor e pude votar pela primeira vez na candidata que efetivamente representava os interesses do mundo do trabalho e da classe trabalhadora, Luiza Erundina, candidata a prefeita de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores. 

Nunca me esqueço de um dos efeitos em minha vida de trabalhador após as mudanças efetuadas por Erundina. Eu era trabalhador braçal, descarregava caminhões com caixas de palmito e depois passava o dia entregando o produto em restaurantes paulistanos. Para chegar ao depósito onde trabalhava, eu nunca conseguia entrar nos ônibus lotados e a solução era ir pendurado nas portas e janelas dos ônibus. Muita gente caía e ou morria por causa disso. Após Erundina virar nossa prefeita, as mudanças nos transportes públicos me permitiram tomar ônibus como gente, entrar, pagar e às vezes até me sentar durante a viagem. Nunca esqueci essa mudança na minha vida de trabalhador.

A partir desse meu primeiro voto, passei a vida toda de eleitor trabalhador votando no Partido dos Trabalhadores. Não era politizado, mas tinha claro que trabalhador votava em trabalhador. E a maioria dos candidatos e dos partidos era de representações das elites e da casa-grande. Esse monte de partidos de direita, conservadores, liberais blá-blá-blá nunca representou os nossos interesses, de trabalhadores braçais, de bancários, de professores, metalúrgicos, motoristas de ônibus, comerciários, empregadas domésticas etc. Trabalhador(a) vota em trabalhador(a). Passei a vida adulta tendo isso claro.

Depois me politizei virando bancário sindicalizado e até dirigente sindical e representante dos colegas de minha categoria profissional. A eleição de Lula em 2002, após perder várias eleições - 1989, 1994 e 1998 - nos permitiu ver as maiores mudanças em favor da classe trabalhadora e do povo brasileiro que o Brasil já experimentara em seus 5 séculos como colônia, império e república, ou melhor, república nada... uma colônia disfarçada do século 19 adiante, pois a casa-grande brasileira odeia o Brasil e o povo brasileiro e nunca considerou o país de forma soberana, a não ser como colônia de exploração. 

Enfim, vou parar por aqui esta memória. Já dissertei um pouco sobre o que penso atualmente a respeito de eleições e democracia no estágio atual do mundo.

De novo, desejo que meus colegas da ativa e aposentados do Banco do Brasil tenham juízo e votem na Chapa 3 nas eleições da Previ, a chapa que representa nossos interesses do mundo do trabalho.

William


Para ler o texto anterior, Memórias (XXIII), clique aqui. O texto seguinte pode ser lido aqui.

---

Post Scriptum:

PREVI

As eleições na Previ terminaram ontem, sexta-feira 29, e a Chapa 3 Previ para os Associados venceu a eleição com larga vantagem em relação às demais chapas de direita e grupos que representam os interesses do capital, do "mercado" (o 1% de rentistas) e dos corruptos de colarinho branco. Fico feliz pela decisão massiva de mais da metade dos associad@s da Previ. Segue abaixo a notícia do resultado, com adaptações na matéria da Previ:

Chapa 3 vence as Eleições Previ 2022

29/04/2022

A votação para definir quem são os dirigentes eleitos nos próximos quatro anos terminou nesta sexta-feira, 29/4, às 18h. A vencedora foi a Chapa 3 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS. Foram computados ainda 86.446 abstenções, 3.508 votos em branco e 5.554 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 108.221 (cento e oito mil, duzentos e vinte e um votos). Confira o Resultado Final consolidado por estado (tirei o link, veja no site da Previ)

Veja abaixo o total de votos recebidos pelas quatro chapas concorrentes:

Chapa                                                               Votos         %

Chapa 3: Previ para os Associados                 54.423    50,29
Chapa 4: Mais União na Previ                         20.344    18,80
Chapa 1: Previ Plural Apartidária                   17.728    16,38
Chapa 2: Pense – O Futuro é Agora                  6.664      6,16

Entre os dias 18 e 29 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para as diretorias de Administração e de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Deliberativo e Fiscal, e dois membros titulares e dois suplentes para os Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2022 até 31/5/2026.

O resultado das Eleições Previ 2022 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.

Confira os membros da chapa vencedora:

Nome                                      Cargo  

Márcio de Souza                    Diretor de Administração
Paula Regina Goto                 Diretora de Planejamento
Antonio Sergio Riede            Conselheiro Deliberativo Titular
Luciana A. B. Bagno              Conselheira Deliberativa Suplente
Getulio Mendes Maciel          Conselheiro Fiscal Titular
Wagner F. L. Bernardes        Conselheiro Fiscal Suplente
Carlos Guilherme Haeser      Conselho Consultivo do P.B. 1 Titular
Eleucipio Vera Barreto          Conselho Consultivo do P.B. 1 Suplente
José Carlos Vasconcelos       Conselho Consultivo do P.B. 1 Titular
Francisco dos Santos Filho   Conselho Consultivo do P.B. 1 Suplente
André Luiz Alves                   Conselho Cons. P.B. PREVI Futuro Titular
Elisa de Figueiredo Ferreira Conselho Cons. P.B. PREVI Futuro Suplente
Carlos Eduardo B. Marques  Conselho Cons. P.B. PREVI Futuro Titular
Cleiton dos Santos Silva       Conselho Cons. P.B. PREVI Futuro Suplente

---

Post Scriptum II:

CASSI

Aproveito o registro para incluir o resultado final das eleições na Cassi deste ano, ocorridas em março, que também tiveram como chapas vencedoras as chapas construídas e apoiadas pelo movimento sindical. A Cassi estava com uma direção 100% favorável ao patrão antes dessas eleições. Agora teremos ao menos uma minoria para denunciar a destruição em andamento em nossa Caixa de Assistência, que vem sofrendo perdas irreparáveis como o desfazimento do modelo assistencial (ESF), sua estrutura própria de CliniCassi e de seu quadro de profissionais. 

A matéria do site da Cassi é esta abaixo. A Cassi está tão esquisita que fui procurar o resultado das eleições por chapa e o tal hotsite que criaram diz que não está mais disponível o resultado final... acreditem se quiserem! Custei encontrar os votos das outras chapas. Fui encontrar os dados em uma matéria da Contraf-CUT.


Chapas 6 e 77 vencem as Eleições CASSI 2022

Publicado na Cassi em: 28/03/2022

Com 39.923 votos, a Chapa 6 foi a vencedora das Eleições CASSI 2022 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e os membros dos Conselhos Deliberativo. A Chapa 77 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 39.090 votos registrados. A apuração foi realizada após as 18h desta segunda-feira, dia 28/3/2022.

Foram registrados 8.149 votos em branco e 12.681 votos nulos na soma das duas votações.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:


Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento
Fernando Amaral Baptista Filho


Conselho Deliberativo
Titular: Cristiana Silva Rocha Garbinatto
Suplente: Cláudio Alberto Fernandes do Nascimento
Titular: Alberto Alves Júnior
Suplente: Gilmar José dos Santos

Conselho Fiscal
Titular: Fernanda Lopes de Oliveira
Suplente: Diusa Alves de Almeida

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

-

Publicação da Contraf-CUT em 28/3/22:

Chapas 6 e 77 vencem eleição da Cassi

28 de março de 2022 - 18:56

Eleitos assumem cargos em junho e seguem até maio de 2026

As chapas 6 e 77, Unidos por uma Cassi Solidária, que tiveram o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações, sindicatos e da maioria das entidades associativas do país, foram as mais votadas nas eleições da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e vão assumir a diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, além dos conselhos Deliberativo e Fiscal a partir de junho de 2022 até maio de 2026.

Do total de votantes, 56,38% votaram na Diretoria e Conselho Deliberativo e 53,24% votaram no Conselho Fiscal.

Veja abaixo os dados da votação:

Diretoria e Conselho Deliberativo:

Unidos por uma CASSI Solidária             39.923 votos (eleita)
Mais União na CASSI                                20.048 votos
CASSI: Entre que a casa é sua                 16.112 votos
CASSI Independente                                  3.187 votos


Conselho Fiscal:

Unidos por uma CASSI Solidária             30.090 votos (eleita)
Mais União na CASSI                                19.035 votos
CASSI: Entre que a casa é sua                 13.200 votos
CASSI Independente                                  3.200 votos

Obs.: Esses são os dados prévios, assim que sair a totalização oficial, alteramos aqui com a votação exata!

Mais informações em nosso site e redes sociais.