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11.10.25

Sistematização do blog (2)



11/10/25

Relendo as postagens de abril de 2012, revivo várias lutas empreendidas à época por nós trabalhadores da categoria bancária do campo cutista. 

A nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB estava em processo de renovação de parte de sua direção. Eu fazia parte da coordenação política de nossa corrente cutista em relação às questões do Banco do Brasil e apresentamos aos associados a Chapa 1 - Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi. Vencemos a eleição.

Nossa confederação, a Contraf-CUT, realizou seu 3º Congresso e renovou a direção. Eu fui eleito para mais um mandato à frente da secretaria de formação e nossa entidade sindical seguiu sob a liderança do companheiro Carlos Cordeiro.

Em relação às questões organizativas do Banco do Brasil, nosso coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários era o companheiro Eduardo Araújo, de Brasília. Eu era destacado pela Contraf-CUT para dar todo o suporte ao Araújo e fazíamos uma boa dupla de trabalho, unindo as bases de SP e DF. Eu iria em breve assumir a coordenação.

Achei interessante reler uma série de artigos de formação que fiz entre março e abril focados em compartilhar com as centenas de dirigentes de nossos sindicatos o quanto eu acreditava no poder de formação sindical ao fazermos trabalho de base, em conversar com os trabalhadores nos locais de trabalho, o que chamávamos de Organização por Local de Trabalho (OLT).

Ao reler os artigos é fácil perceber que eu debatia de tudo com os bancários que representava, tudo. Tributação, questões de saúde e previdência, os programas de metas do banco - à época era o tal Sinergia BB - e qualquer coisa que a categoria quisesse conversar conosco. O diálogo com a base foi uma formação política fundamental para mim.

Seguimos sistematizando essa história de uma época sindical registrada por um sujeito que a estava vivendo historicamente.

William

20.9.25

Para entender crises de derivativos como o caso do "subprime" em 2008



Segue abaixo uma forma humorada de entender um pouco da lógica dos papéis derivativos que criam capitais fictícios que em algum momento podem causar crises reais no sistema capitalista.


*Texto do "Seu Biu" pra entender a crise:

Veja como é fácil entender a crise mundial

(texto que circulou nas redes após a crise do subprime)

Tradução da crise do Subprime

É assim ó:

O seu biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.

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14.8.25

Diário e reflexões - Volta às origens


17/04/16, o dia que deixei de acreditar na "democracia"

Reflexões

Quinta-feira, 14 de agosto de 2025.


Tive o privilégio de participar, nesta noite fria de quinta-feira, de uma excelente roda de conversa na Comunidade do Paredão, Rio Pequeno. O encontro foi no espaço "Cozinha Popular Dona Nega", importante espaço criado pelo Movimento Brasil Popular em parceria com o MST e lideranças locais para combater o flagelo da fome e insegurança alimentar no Estado e na cidade mais ricos do país, São Paulo.

Voltar ao Jardim Ivana/Rio Pequeno é voltar ao início de minha jornada de vida, à origem de minha caminhada pela Terra. Nasci ali, na rua em frente à padaria da Cinco Quinas, saí dali aos dez anos e aos dezessete voltei, morei ali em fases diferentes de minha vida. Ali me alfabetizei, ali terminei o ensino básico antes da graduação superior. Ali peguei ônibus lotado, vivi enchentes: o Rio Pequeno. 

Ouvir o companheiro José Genoino contando um pouco de suas vivências e suas opiniões sobre as questões mais destacadas no grave cenário político do país e do mundo é uma oportunidade que nenhum militante das causas sociais poderia perder quando é convidado para uma agenda dessa natureza. O bate-papo foi excelente!


Além de ouvirmos Genoino, ouvimos lideranças inspiradoras da Frente de Solidariedade e Luta da Zona Oeste (FSL/ZO), que militam em diversas frentes de lutas na região do Butantã. A gente sai da reunião com uma humildade incrível ao ouvir pessoas tão envolvidas com as causas sociais centrais para o povo e a classe trabalhadora.

Revi companheiros de longa data como o amigo Daniel Kenzo, Jurandir, amigo desde o movimento estudantil na USP, Ernesto e Sérgio e demais militantes queridos do movimento na região Oeste.

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Fui para a roda de conversa com diversas questões em meus pensamentos. Meu momento é de mais compreensão das coisas da vida do que antes. Ter a percepção que sinto ter não me dá conforto algum, me dá uma permanente agonia. Tudo bem, foi para isso que estudei e tentei evoluir mentalmente nas últimas décadas de vida.

O assassinato de Laudemir, trabalhador da limpeza urbana de Belo Horizonte, um gari, por um desgraçado que é o modelo de "cidadão" exaltado pela sociedade humana do capital, me encheu de ódio e raiva, sentimento que voltei a sentir desde o dia 17 de abril de 2016, desde aquela sessão no Congresso Nacional na qual um sujeito escroto enalteceu um torturador ao votar pelo impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff. 

Em agosto daquele ano de 2016, o mesmo Congresso efetivou a perda do mandato presidencial da primeira mulher eleita no Brasil, eleita por 54,5 milhões de votos do povo brasileiro. 

Desde aquele ano, eu deixei de acreditar na democracia que conhecia como modelo político, entendi que as democracias que existiam na vida real eram farsas e arranjos para a manutenção do poder pelos donos do capital no mundo contemporâneo.

Uma das mulheres mais queridas de minha vida, a nossa tia Alice, irmã de minha mãe, era gari na cidade de Uberlândia, e ver um ser escroto como esse tal Renê "cidadão de bem" andar por aí mexeu com meus sentimentos mais antigos de ódio dessa gente que se acha melhor que os outros, essa gente da burguesia que odiei desde que tinha meus doze ou treze anos, quando me humilhavam como criança trabalhadora.

Quando entrei no movimento sindical, já tendo mais de trinta anos de idade, fui mudando diariamente pela convivência com pessoas maravilhosas, humanistas, pessoas boas como a tia Alice e outras pessoas humildes que eu conhecia. Mudei radicalmente ao longo da vida de representação da classe trabalhadora. Quando afirmo que fui politizado pelos bancários da CUT (nome do meu livro de memórias), é a mais pura verdade. A convivência com a companheirada me tornou uma pessoa melhor.

Com o golpe de Estado contra nós em 2016, a deposição da presidenta Dilma Rousseff, a operação lesa-pátria Lava Jato e a prisão do presidente Lula e outras prisões como a dos companheiros do PT, Genoino, José Dirceu, Vaccari e outras lideranças de nossa história de luta, com a ascensão dos desgraçados que os golpistas colocaram no poder entre 2016 e 2022, e a não convivência diária com tanta gente boa como aquela com quem me reuni hoje à noite, acabei por deixar aflorar em mim o ódio que senti boa parte da minha vida.

Com os exemplos diários de injustiça, violência e impunidade de gente como esse assassino do Laudemir, gari como minha tia Alice, eu voltei a considerar a pena de morte como um instituto legítimo de punição para crimes no Brasil. Um desgraçado como esse tal Renê e tantos outros "cidadãos de bem, patriotas, blá blá blá" não merecem viver sobre a Terra.

Esse pensamento é um retrocesso em mim, de verdade. Quando virei dirigente sindical, gastei um tempão estudando o tema da pena de morte para passar a ser contrário a esse tipo de pena. Retrocedi como pessoa...

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Felizmente, a roda de conversa com gente boa de verdade, me fez amenizar um pouco tudo que eu ainda estava pensando, além de voltar a considerar a pena de morte, de preferência pena capital no estilo revolucionário para traidores, para esses desgraçados fascistas que se acham acima das leis e melhores que as outras pessoas.

William

19.5.25

Brasil - Linha do tempo de 1990 a 2011



Apresentação do blog:

O texto a seguir fez parte de um curso de formação organizado pela Contraf-CUT e Dieese para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, em 2012. Eu era secretário de formação da confederação. 

A lista de fatos ocorridos após a redemocratização do país não contém só coisas positivas; pelo contrário, ela enumera um monte de merda que caracteriza bem o que é o Brasil e a vida dura da classe trabalhadora. 

Este texto foi o material de número 35 do 1° módulo do curso.

William Mendes

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LINHA DO TEMPO DE 1990 A 2011

Consolidação democrática e estabilização monetária


- Criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), em 1990

- Posse de Fernando Collor / Itamar Franco, em 1990

- Abertura econômica indiscriminada: problemas para setores específicos 

- Criação da Força Sindical, em 1991

- Impeachment de Fernando Collor e posse de Itamar Franco (1992)

- Aprovação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 158 da OIT, contra a dispensa imotivada (set/92)

- O Fórum sobre Contrato Coletivo e Relações de Trabalho (1993)

- Início da recuperação do valor real do salário mínimo (1995)

- Plano Real e o fim da indexação salarial (julho de 1994 e julho de 1995)

- Eleição de FHC (novembro de 1994)

- Regulamentação da PLR (1994)

- Registro, pelo governo junto à OIT, da Convenção 158, contra a dispensa imotivada (jan/95)

- Continuidade/aprofundamento do ideário neoliberal (o "Estado Mínimo")

- Denúncia, pelo governo junto à OIT, da Convenção 158, contra a dispensa imotivada (nov/96)

- Crises econômicas (México, 1994; Tigres Asiáticos, 1997; Rússia, 1998)

- Processo intenso de reestruturação produtiva das empresas - Dieese promove cursos PCDA sobre o tema: (participaram 2 mil dirigentes, anotei na folha)

- Privatizações de empresas estatais 

- Reeleição de FHC (1998)

- Tentativas de "flexibilização" da legislação trabalhista (banco de horas, ampliação do trabalho por tempo determinado, lay-off, tentativa de alterações do art. 618 da CLT)

- Âncora cambial + elevação da taxa de juros = auge do desemprego (1999 a 2003)

- Aprovação da Lei Complementar 101 - Lei de Responsabilidade Fiscal (2000)

- Crise na Argentina (2001)

- Eleição de Lula: Carta ao Povo Brasileiro = manutenção da política econômica do governo anterior (Meirelles, Palocci), em 2002 (obs. minha: superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante)

- Lançamento da Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários, em 2003

- Aprovação da Emenda Constitucional n° 45: exigência de comum acordo para instauração de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho (2003)

- O Fórum Nacional do Trabalho (FNT), entre 2003-2005

- Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), em 2005

- Tentativa de retomada do papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social: bolsa-família; salário mínimo; Pronaf; reforma agrária; microcrédito; Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)

- Criação da CONLUTAS, dissidência da CUT (2004)

- Criação da NCST (2005)

- Retomada do crescimento econômico e melhora no mercado de trabalho (2004 a 2008)

- Reeleição de Lula (2006)

- O Fórum Nacional da Previdência Social (2007)

- A negociação da política de recuperação do salário mínimo até 2011: INPC + PIB de 2 anos antes (em 2006, anotei)

- Criação da UGT (fusão da CGT/CAT/SDS), em 2007

- Criação da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), em 2007, dissidência da CUT 

- Extensão, pelo STF, da lei de greve do setor privado ao setor público, enquanto não for aprovada lei específica (2008) - observação minha: a lei de greve é a de 1989, do Sarney 

- Lei 11.648 (DOU de 31/08/2008) reconhece as centrais sindicais e destina a elas 10% do Imposto Sindical 

- A Portaria 186 do Ministério do Trabalho e Emprego (2008)

- A crise econômica e financeira mundial: ações anticíclicas do governo e do Movimento Sindical (2008-2009)

- Ratificação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 151 da OIT, sobre o direito de negociação dos servidores públicos 

- A realização da Plenária do Pacaembu pelas Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e NCST), em 1° de junho de 2010

- A eleição de Dilma Rousseff (2010)

- Criação da mesa Nacional sobre Condições de Trabalho na Construção Civil

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Fonte: Dieese e Contraf-CUT


5.5.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2009


Genésio e eu, contra a Folha "Ditabranda".


RETROSPECTIVA 2009

O mês de janeiro foi um mês de muito trabalho de base. Distribuí materiais sindicais em diversas agências e departamentos do Banco do Brasil, além de participar de reuniões políticas organizativas para o ano de luta. No fim do mês, embarquei para Belém do Pará, para participar do Fórum Social Mundial.

Tive agendas em Brasília no início do mês de fevereiro. A CUT fez dia nacional de lutas: “Querem lucrar com a crise: a classe trabalhadora NÃO vai pagar esta conta”. Tivemos reunião nacional da direção da Contraf-CUT e reuniões políticas na Fetec CUT SP para tratar da questão da incorporação do Banco Nossa Caixa pelo BB. Nossa corrente política Articulação Sindical fez seminário nacional. E também fizemos reunião dos delegados sindicais do Banco do Brasil.

No dia 7 de março, participei do ato em frente ao jornal Folha de São Paulo, que havia afirmado que no Brasil a ditadura tinha sido “branda”. Esse é o veículo de comunicação que emprestou carros para sequestrar pessoas naquele período nefasto do país. Folha “Ditabranda”.

Ainda em março, trabalhei no RJ representando a Contraf-CUT em evento da Previ.

No dia 12/03/09, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região promoveu emocionante ato para recordar e comemorar os 30 anos da “Retomada” (1979-2009) da direção de nosso Sindicato da mão dos pelegos aliados da ditadura. Na matéria especial, Gushiken disse não ter dúvidas de que assim como as lutas dos metalúrgicos do ABC, aquela vitória eleitoral nos bancários foi fundamental para impulsionar o movimento sindical brasileiro a contribuir para a redemocratização do país.

Na segunda quinzena, muitos eventos organizativos: estive no Paraná, em encontro dos bancários do BB e Caixa, estive no Rio de Janeiro também em seminário da categoria. Em São Paulo, ocorreram encontros sobre a incorporação do BNC, e encontros temáticos preparatórios para o Congresso da Contraf-CUT.

No mês de abril, o movimento sindical bancário foi marcado por eventos organizativos e democráticos importantes. Realizamos o 2º Congresso da Contraf-CUT e o companheiro Carlos Cordeiro foi eleito o presidente de nossa confederação. Eu fui eleito secretário de formação.

A categoria realizou os congressos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Brasília. Em relação à nossa Caixa de Assistência, a delegação do 20º CNFBB indicou o fortalecimento do modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se desenvolvia através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com unidades próprias de atendimento primário, as CliniCassi.

Como secretário de formação, passei a estudar mais a história do movimento sindical e escrever mais também. Fiz dois artigos no mês de abril.

O mês de maio foi repleto de atividades sindicais. Participei do 1º de maio em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, um evento classista e sem patrocínio de empresários. Ainda participei da Corrida dos Trabalhadores em Osasco (8K), evento no qual o Sindicato inscreveu centenas de bancárias e bancários.

Estive em reuniões organizativas e deliberativas no mês. Participei do CECUT no interior de São Paulo – Serra Negra - e depois do planejamento da direção da Contraf-CUT, em Nazaré Paulista.

Ainda em maio realizamos Encontro Estadual da Articulação Sindical da CUT, e contamos com a participação de José Ricardo Sasseron, presidente da Anapar e diretor eleito de seguridade na Previ, e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo com agenda cheia, não deixei de fazer base. Fiz reuniões em locais de trabalho no Banco do Brasil e distribuí a revista O Espelho no Complexo São João.

Junho foi mês de boas reuniões nacionais: tivemos Encontro da Juventude e do Coletivo de Formação na Contraf-CUT. Depois tivemos Encontro organizativo da Articulação Sindical. Participei ainda de Assembleia na AABB SP.

Em julho, realizamos na Contraf-CUT o 2º Encontro de Comunicação. Participei da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que definiu a pauta de reivindicações da categoria. Ainda fiz debate sobre a Cassi no auditório do Complexo do Banco do Brasil, na Av. São João.

Participei como delegado, em agosto, do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). Começaram as mesas de negociações salariais com os banqueiros e governo federal.

A nossa confederação me designou para representar, em setembro, o ramo cutista em curso de formação na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Turim (ITA) e em Madri (ESP). Foram três semanas fora do país, em companhia de dirigentes de vários países latino-americanos, debatendo e construindo saídas para aquele contexto: crise do capitalismo com a questão do subprime.

Quando voltei, participei ativamente da campanha salarial e dos 15 dias de greve nacional dos bancários e bancárias, iniciada em 24 de setembro.

Entre outubro e dezembro, realizamos o 1º curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT e entidades sindicais afiliadas e com o suporte técnico do Dieese. Ao longo do mandato na secretaria de formação, iríamos percorrer todas as regiões do país levando formação às bases da categoria bancária.

Ainda em novembro e dezembro, participei de fóruns democráticos diversos: Conferência de Saúde da Cassi em SP e assembleia da AABB SP. Tivemos seminário sobre bancos públicos e regulamentação do art. 192 da CF. Realizamos na Contraf Reunião das Redes Sindicais Internacionais.

Terminei o ano como comecei: na base, ouvindo os trabalhadores e resolvendo demandas nos locais de trabalho no dia 30 de dezembro, no complexo São João do Banco do Brasil.

Após a revisão das 211 postagens do ano, mais um caderno do blog finalizado.

William Mendes


1.5.25

1º de maio - Dia dos Trabalhadores



MEMÓRIAS DOS DIAS DE LUTAS DA CLASSE TRABALHADORA

Quinta, 1º de maio de 2025.


Hoje foi mais um dia de atos em todo o Brasil e em diversos países do mundo em homenagem às lutas seculares da classe trabalhadora. 

O 1º de maio é um dia de reflexões, organização das lutas, apresentação de pautas da classe trabalhadora e também de comemorações e homenagens.

Quando estive no 1º de maio em Cuba, em 2023, pude sentir a energia daquele povo aguerrido, revolucionário e feliz, que comemora com toda a família a data e as conquistas advindas desde a vitória do povo em 1959.

O 1º de maio deste ano, com os avanços do 3º governo do presidente Lula, deve ser comemorado. É verdade que estamos enfrentando uma crise política que não é só brasileira, é mundial.

Fiz um exercício de rever as referências do 1º de maio registradas em meus blogs e o que encontrei me fez refletir muito no dia de hoje. Foram muitas histórias, idas e vindas, entre os últimos anos do 2º governo Lula e do 1º governo Dilma. As pautas eram de avanços sociais. 

Depois tivemos anos duríssimos após o golpe de Estado que tirou uma presidenta honesta e colocou no poder a pior reunião de canalhas que já tivemos notícia em mais de um século de república brasileira. Entre 2016 e 2022, a casa-grande e seus representantes destruíram o país e os direitos sociais, e a civilidade também.

Estarmos sob o governo do presidente Lula nos 1º de maio de 2023, 2024 e 2025 é uma conquista do povo brasileiro e da civilidade.

É isso! Temos muitos desafios pela frente. Eu desejo de coração que a classe trabalhadora, através de suas lideranças políticas, saiba construir unidade para enfrentar o que vem por aí.

Nossos inimigos de classe estão organizados e têm estratégia definida para voltar ao poder, e agora não são mais adversários e sim inimigos, porque a política foi a primeira vítima da casa-grande brasileira para retirar do poder o Partido dos Trabalhadores e interromper os avanços que vieram com os governos de Lula e Dilma antes do golpe de 2016.

Já está em andamento as conciliações por cima, como ocorre no Brasil há séculos. Anistia para os golpistas e a conta para o povo e a classe trabalhadora. É isso que está em andamento.

Eu me coloco a disposição de somar nessa luta. Faço parte dessa história há mais de três décadas.

Abaixo, reuni um pequeno histórico e memórias de meus maios de lutas e reflexões, como afirmo faz tempo, meus blogs contêm muita história, não só minha, nossa, da classe trabalhadora.

Temos que voltar a falar do fim do capitalismo, senão será o nosso fim.

Viva a classe trabalhadora e o povo brasileiro!

William Mendes

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2024

1º DE MAIO (E MOBILIZAÇÕES POLÍTICAS)

Reunião do PT com Luna, Daniel e José Dirceu.

O ato do Dia dos Trabalhadores foi em Itaquera. Naquela semana havia me preparado para ir ao evento. Apesar de estar em São Paulo, estava com a cabeça na casa de meus pais e família em Minas Gerais. A filha de minha sobrinha estava internada com suspeita de meningite desde o dia 30 e meus pais também estavam adoecidos. Poderia viajar a qualquer minuto naqueles dias.

Acabei não indo ao 1º de maio, mas naquele mês eu já estava bastante integrado às mobilizações da Frente de Solidariedade e Luta da Zona Oeste e aos eventos do Partido dos Trabalhadores no Diretório do Butantã. Por acompanhar o trabalho e a militância da companheira Luna Zarattini, eu já havia definido que faria campanha para ela no segundo semestre.

Estive nas ruas e nas mobilizações o ano inteiro. 

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2023

1º DE MAIO (EM CUBA)

Brasileiras e brasileiros em Cuba.

O Dia dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em 2023 foi mais que especial para mim, foi um momento inesquecível. Meu filho e eu, e companheir@s brasileiros, participamos do 1º de maio na República Socialista de Cuba. Foi um grande dia para todos nós.

Com o filhão em Cuba. Que povo fantástico!

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2022

1º DE MAIO

1º de maio no Pacaembu, ao lado de
companheir@s de longas jornadas de lutas.

Já vacinados e ainda enfrentando a pandemia mundial de Covid-19 e suas consequências agravadas pelo desgoverno de Bolsonaro, nós pudemos voltar às ruas naqueles anos de destruição do país pelo bolsonarismo.

Em minhas reflexões no blog, escrevi palavras duras, mas era o que sentia naquele momento depois de quatro anos de governo Bolsonaro:

"Uma imagem do evento do 1º de maio na Praça Charles Miller, Pacaembu, não me sai da cabeça. O rapper Dexter estava no palco cantando suas canções, estando ao lado dele o nosso querido Eduardo Suplicy, e no meio da massa eu fiquei observando um pessoal curtindo o som do rapper. Estávamos num domingo de sol de mais de 30º naquele início de tarde.

Um vendedor ambulante e mais uns quatro ou cinco caras cantavam as letras do Dexter, ora de olhos fechados ora gesticulando um pro outro, todos eles sabiam todas as letras das músicas. Fiquei admirado de ver aquele pessoal curtindo o momento. Me lembrei que na minha adolescência eu também sabia todas as letras das músicas que gostava. Fui trabalhador braçal quase uma década até virar bancário.

Eu confesso que me senti muito deslocado naquele momento, um branquelo cinquentão de máscara contra Covid no rosto, um cara com renda certa, um pato fora da lagoa no meio da massa desprovida do povo brasileiro neste Brasil miserável e destruído após o golpe de 2016 e com a ascensão do crime organizado aos poderes do Estado. Claro, a milícia no poder foi bancada e financiada pela casa-grande, a desgraçada elite do atraso.

Me senti deslocado. Por um lado, tenho sentido vergonha de ser um ser humano num país onde 1/3 do povo apoia um bandido, apoia tortura, apoia ódio e violência, apoia a ignorância e toda a pauta lixo dos bandidos no poder. São as pessoas ao meu redor que apoiam os criminosos e fascistas no poder. Morro de vergonha por isso. Por outro lado, me sinto um privilegiado, um sortudo que está em melhores condições que mais de 100 milhões de pessoas da classe trabalhadora, a minha classe. Todo ser humano deveria e poderia ter acesso a todas as conquistas básicas da sociedade humana. Toda essa miséria é por questão política, por escolha humana. Isso me deixa muito mal..."

(Fonte: Blog Refeitório Cultural)

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2021

1º DE MAIO

Recluso em casa, respeitando
as recomendações de saúde.

O Brasil e o povo brasileiro enfrentaram um de seus momentos mais difíceis na história por estarmos sob o desgoverno de Jair Messias Bolsonaro e o séquito de bolsonaristas que faziam o que bem queriam com o país.

Aqueles meses que antecederam a data do 1º de maio registraram os maiores números de mortes diárias de brasileiras e brasileiros em nossa história por Covid-19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave (também em decorrência do vírus da Covid).

É consenso entre estudiosos que se o governo não tivesse atuado de forma negacionista, sugerindo o contrário de tudo que se deveria fazer durante a pandemia mundial, centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros teriam sobrevivido à Covid-19.

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2020

1º DE MAIO


E então nós todos sobrevivemos - e muitos de nós morremos - com a experiência marcante em nossas vidas de enfrentarmos uma pandemia mundial sob o comando de um governo inepto e tudo foi mais difícil para a classe trabalhadora brasileira naqueles anos de extremismo e destruição do país e dos direitos sociais do povo.

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2019

1º DE MAIO

Ato do 1º de maio no Vale do Anhangabaú.

A atividade do 1º de maio desse ano foi bonita e contou com grande participação popular. Ione e eu fomos ao Ato no Vale do Anhangabaú. Notem que o local era lindo, arborizado e nada se parecia com o mar de concreto atual, das gestões de extrema-direita de Dória, Covas e Nunes.

Estávamos nos primeiros meses de destruição do Brasil através do desgoverno do clã de milicianos que ocupou a cadeira da presidência da República. O clima não era para fotos, sequer bati uma self nossa. Mas estivemos no ato de luta e resistência.

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2018

1º DE MAIO

Na semana que antecedeu o 1º de maio, em agenda a trabalho no Paraná, tive a oportunidade de visitar o Acampamento Marisa Letícia, e somar com a companheirada de luta em mais um "Boa tarde, presidente Lula!", que estava preso ilegalmente naquela masmorra em Curitiba. Vivíamos tempos de estado de exceção.

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Diário e reflexões do dia 29/04/18


Almoço no acampamento Marisa Letícia, em solidariedade ao
presidente Lula, preso político do estado de exceção pós golpe.


Refeição Cultural

O mês de abril está terminando. Os tempos para mim são de mudanças.

Ao mesmo tempo em que estou sem nenhuma vontade de falar ou escrever, sinto uma obrigação de falar e de escrever. Dar testemunho, deixar registros dessa época, desse momento de nossa vida, que é pessoal e coletiva. Por isso escrevo neste blog há mais de uma década.

(...)

"República de Curitiba": no fim da rua, o líder brasileiro e mundial
Luiz Inácio Lula da Silva está preso sem crime, numa masmorra ao
molde dos séculos passados, na volta da idade média no século 21.


Nesta semana, quando cumpri agenda de trabalho em Curitiba, senti um aperto no coração e precisava visitar o acampamento da resistência, constituído pelo povo brasileiro, para prestar solidariedade a Lula e lutar contra o absurdo da prisão política da maior figura da história recente do Brasil. O que estão fazendo com ele, encarcerado numa masmorra sem direito a visitas, mostra o momento de degeneração política, social e humana em que nos colocaram pós-golpe de 2016.

(Fonte: Blog Refeitório Cultural)

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2017

1º DE MAIO



Acordei neste 1º de maio com desejo e necessidade de estar junto aos meus pares da classe trabalhadora. Sou bancário, sou trabalhador assim como meus pais e familiares, não temos propriedades, empresas e aplicações ou rendas que nos façam cair no engodo de que não pertenceríamos à classe trabalhadora. Vivemos da nossa força de trabalho. No sistema de exploração capitalista em vigor, vendemos nossas horas de trabalho por salário. Sem salário, sem aposentadoria, e sem direitos sociais, morremos de fome e doenças advindas da miséria e falta de direitos básicos da vida humana.

Estou completando neste mês de maio três anos de estadia em Brasília, cumprindo um mandato eletivo em uma entidade de saúde dos trabalhadores. A minha vida e a de minha família teve uma reviravolta imensa por causa disso, mas faz parte das nossas trajetórias de luta. Peguei minha bike após o café da manhã e fui ao ato organizado pela CUT DF. Me fez um bem danado cumprimentar algumas pessoas e ouvir lideranças como a deputada Erika Kokay e a senadora Gleisi Hoffmann, ambas do Partido dos Trabalhadores, na minha opinião, o Partido que efetivamente mudou para melhor a vida da classe trabalhadora brasileira ao longo de sua história de existência desde 1980.

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2016

1º DE MAIO

A data que marca o dia de luta da classe trabalhadora foi uma data difícil para nós, o povo brasileiro. Fazia poucos dias que aquele Congresso de maioria canalha havia afastado a presidenta Dilma Rousseff. Eu seguia mergulhado no trabalho para não sofrer uma crise com toda aquela tristeza do Golpe de Estado. Na véspera do 1º de maio, regressei de Alagoas, em mais um compromisso da agenda de gestão em saúde como diretor da Cassi.

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Desabafo, diário do dia 30/4/16



Acabou o mês de abril de 2016.

Este mês ficará marcado na história de meu país. Quer dizer, pode ser que fique na história ou não, porque "quem controla o presente, controla o passado", como diz George Orwell no totalitário "1984".

Fiquei em casa prostrado neste sábado pelo cansaço do trabalho da semana. Não consegui ler porque cochilava na segunda página. Não consegui fazer exercício físico nenhum também pelo cansaço. Não suportei ver nada na TV porque é quase tudo do Grande Irmão e já mudaram a pauta manipuladora de acordo com a fase do Golpe de Estado aplicado dia 17 de abril numa sessão escatológica do fim da "democracia representativa" no Congresso Nacional. Hoje, nosso país é sinônimo do ridículo perante o mundo. Um sindicato de bandidos está instalado na câmara de representação do povo e os corruptos iniciaram a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff (PT) sem crime algum.

(...)

Eu não vou amanhã nas mobilizações do 1º de maio. Não vou! Não vou porque estou prostrado em minha casa (nem é minha casa, estou de passagem em Brasília dando minha vida em um mandato eletivo de 4 anos).

(Fonte: Blog Refeitório Cultural)

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Reuniões com o Conselho de Usuários da Cassi Alagoas


Reunião com as lideranças do Conselho de Usuários
da Cassi em Alagoas.


Nesta sexta-feira 29 tivemos pela manhã uma reunião com as lideranças do Conselho de Usuários da Cassi Alagoas. A reunião durou pouco mais de 3 horas e foi muito produtiva. O Conselho reúne representações das entidades sindicais e associativas e dos segmentos de associados.

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2015

1º DE MAIO

Neste ano eu estava morando em Brasília (DF). Era gestor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi. Nosso mandato exigia muitas viagens e eu estava sempre nas bases sociais de nossa autogestão. Na véspera do 1º de maio, estive em Campo Grande (MS) para uma Conferência de Saúde.

Passei o Dia dos Trabalhadores trabalhando em casa, pois quando não estava nas agendas externas de trabalho, estava lendo pautas de reuniões ou estudando a Cassi.

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Gestão na Caixa de Assistência - O compromisso ideológico



"Eu acho que cada um de nós representa alguma coisa. Eu tenho consciência do que eu represento. Eu tenho consciência de para quem que eu devo fazer o governo. Eu tenho consciência de qual é o setor que eu quero privilegiar." (Lula, o filho do Brasil)


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,


Fechando abril de lutas. Abrindo maio de lutas.

A vida da classe trabalhadora segue dura. Nossa vida de representação da classe trabalhadora segue na mesma condição, e é assim que tem que ser.

Hoje sou gestor eleito da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma entidade de saúde no modelo de autogestão compartilhada.

(...)

De minha parte, devo seguir trabalhando seriamente e muito, até o limite físico e psicológico, como já fazem meus colegas do BB nos locais de trabalho (muitas vezes assediados por esse mesmo Banco que escreve na tela que ele é bonzinho, maravilhoso e dá tudo). Trabalhar no meu limite é o mínimo que posso fazer como já fazem os colegas do Banco e os funcionários da Cassi.

(...)

Enfim, desejo um bom 1º de maio de luta a tod@s nós trabalhadores.

Eu não vou participar de atividades, estou mal fisicamente. Mas mesmo não querendo, tenho quase certeza que vou trabalhar pela minha tarefa de gestor eleito (ou seja, estarei lutando também).

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2014

1º DE MAIO

Corrida do 1º de maio - VI Desafio do Trabalhador


Olha minha medalhinha da corrida
dos trabalhadores em Osasco.


Refeição Cultural

Depois de três dias trabalhando em Brasília (DF), cheguei tarde ontem à minha querida cidade de Osasco (SP) e, hoje bem cedinho, levantei-me para fazer uma coisa muito prazerosa: participar da corrida do trabalhador em homenagem ao 1º de Maio.

A corrida é promovida pela Prefeitura Municipal de Osasco em parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, que inscreve 700 bancários sindicalizados. A prova contou com a participação de mais de dois mil corredores e caminhantes. Ela tem um percurso completamente plano, agradável e não teve nenhum problema de organização, não faltou água e correu tudo bem.

Não fui para as atividades da CUT em homenagem e reflexão sobre o 1º de maio. Primeiro, porque o esforço físico e a concentração que fiz não me permitiria muitas horas fora de casa; segundo, porque sempre faço uma opção no movimento de luta que participo de estar com a família os poucos minutos em que tenho possibilidade, já que não é fácil levar uma vida de grande ausência em casa. 

1º de maio - Dia d@s Trabalhadores

Atividade do 1º de maio da CUT e demais
centrais no Vale do Anhangabaú SP.
Foto: Vitor Nuzzi, da RBA.

O 1º de maio no mundo foi de luta e de reflexão do momento mundial de crise no emprego, nos direitos sociais para a classe trabalhadora e nos valores da democracia, da liberdade e da igualdade. Há um desemprego em massa nos países do mundo. No Brasil governado pelo Partido dos Trabalhadores não há...

(Fonte: Blog Refeitório Cultural)

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2013

1º DE MAIO

Neste ano, eu era o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (COE/CEBB da Contraf-CUT). Os sindicatos e federações do Comando Nacional decidiram fazer uma paralisação de 24 horas no dia anterior ao 1º de maio para protestar contra a direção do BB ao implantar um plano de funções sem negociação com os trabalhadores.

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Os funcionários do Banco do Brasil das principais cidades e capitais dos estados paralisaram suas atividades nesta terça-feira (30) para protestar contra o novo plano de funções e cobrar a abertura de negociações com o banco.

O plano foi implementado de maneira unilateral pelo banco e a direção do bb desmarcou reunião em que as entidades sindicais iriam apresentar reivindicações para mudanças. A greve de 24 horas no bb foi chamada pelos sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT. 

"Os funcionários do bb de todo o país deram forte demonstração à direção do banco de que não aceitarão práticas arbitrárias e autoritárias. Estamos atentos e mobilizados", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb...

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2012

1º DE MAIO


Convido todas as pessoas a participarem da luta para que a classe trabalhadora derrote o capitalismo e a exploração humana!

É possível a implantação de um modelo de sociedade mundial que continue produzindo tecnologia para melhorar a vida humana e estabelecer o bem-estar de todos, sem destruir o próprio planeta em que vivemos.

Para isso, temos que dividir a riqueza concentrada nas mãos de poucos no mundo e pensar em uma sociedade socialista que respeite as diferenças e individualidades das pessoas.

É necessário mudar o mundo contemporâneo dominado por grandes corporações, "pessoas" jurídicas, um artifício criado pelo capital para destituir as pessoas humanas de todos os seus direitos de existência.

O fim da exploração humana por essas grandes corporações só avançará com muita formação política e conscientização da classe trabalhadora e através de uma educação formal pública e libertadora.

Todo dia é dia para organizar a classe trabalhadora.

Todo dia é dia de incluir pessoas conscientes na luta por um mundo melhor, mais justo, equânime e solidário.

Acordemos amanhã focados em formar uma classe trabalhadora disposta a participar da mobilização por um outro mundo necessário!

Somos pessoas humanas e o mundo deve pertencer a nós e não às "pessoas jurídicas".

Somos fortes, Somos CUT!


(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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CURSO DE FORMAÇÃO

Durante aqueles dias de 1º de maio de 2012, em minha agenda constava o 1º e o 2º módulo de mais um curso de formação sindical.


Participantes com os ex-presidentes
Augusto Campos e Gilmar Carneiro.


A Contraf-CUT está acompanhando o curso Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, direcionado à formação de dirigentes sindicais e assessores, aplicado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. O primeiro módulo aconteceu na semana de 23 a 27 de abril. O segundo ocorre no período de 7 e 11 de maio. 

"Este mandato do Sindicato, presidido pela companheira Juvandia Moreira, tem promovido muita formação para preparar a entidade para os desafios da atualidade por um mundo do trabalho melhor no sistema financeiro", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT, que acompanhou o curso. 

O módulo teve como foco os fundamentos políticos da sociedade atual e do sistema financeiro e o papel histórico do movimento sindical frente a essa realidade. O curso é baseado na grade de três módulos construído pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e tem algumas novidades incluídas pela diretoria do Sindicato.

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2011

1º DE MAIO


Que a unidade da classe trabalhadora traga uma luta mais coesa e massiva contra o capitalismo e seus asseclas, e que conquistemos:

*Melhor remuneração e condições de trabalho

*Maior distribuição da riqueza produzida pela classe trabalhadora

*Mais democracia participativa


Nunca nos esqueçamos dos objetivos imediatos e históricos da classe trabalhadora:

Os objetivos imediatos dialogam com as necessidades humanas da classe trabalhadora, mães e pais de família, jovens e estudantes. Os sindicatos devem organizar os trabalhadores, definir as reivindicações, mobilizar, buscar negociações e contratar direitos.

O objetivo histórico da classe trabalhadora é alcançar um mundo mais justo, igualitário, solidário, com liberdade e democracia, que tenha consciência ambiental. Um mundo socialista!


PS: Estou decepcionado com os patrocínios patronais no evento da nossa Central - CUT. (banqueiros, empresários e governo)

Todos que me conhecem sabem o quanto luto para que cada princípio nosso seja buscado diariamente e não concordo com certas "misturas" entre as partes. 

Governo é governo, partido é partido, sindicato é sindicato e patrão é patrão. 

CADA UM NA SUA! SOU SINDICALISTA E NÃO PARTILHO DESSA "MISTURA"!

(fonte: Blog A Categoria Bancária)

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Corri hoje a prova do Dia do Trabalhador em Osasco. É uma prova na qual o Sindicato dos Bancários está participando com 500 bancários e já está virando tradição.

A manhã estava maravilhosa e a corrida foi muito prazerosa.

Ainda tive um bom retorno de meu treinamento de abril, pois corri os 8K com muita facilidade e segurando o ritmo para manter meu treinamento. Corri em 45'.

William

(Fonte: Blog Refeitório Cultural)

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No dia seguinte ao 1º de maio, estava em Brasília, em mais um curso de formação sindical.


Foto da mesa de abertura do curso.

Depois de percorrer as federações de bancários CUTistas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e do Nordeste, iniciamos hoje o curso de formação para dirigentes sindicais bancários filiados à Fetec CN.

O curso terá 3 módulos de cinco dias e trataremos de vários temas inerentes aos desafios dos trabalhadores do ramo financeiro.

O curso é fruto de uma parceria da Contraf-CUT e Dieese e conta com o apoio fundamental da Fetec CN e dos sindicatos filiados, que demonstram forte interesse na FORMAÇÃO SINDICAL.


Foto da turma

A turma participante é muito boa e esperamos um curso muito produtivo e participativo, para a construção de conhecimento coletivo em prol da luta da categoria bancária.

Neste primeiro módulo veremos muita história do movimento dos trabalhadores, tanto mundial como brasileiro.

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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2010

1º DE MAIO

No feriado de 1º de maio, uma sexta-feira, estive com a família em Uberlândia.

Na semana de 3 a 7 de maio, participei do 1º módulo do curso de formação que realizamos em Pernambuco, na Ilha de Itamaracá.

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Curso de formação de dirigentes sindicais Contraf-CUT e Dieese para a Fetec CUT Nordeste - Módulo 1


Entre os dias 3 e 7 de maio de 2010 realizamos o 1º módulo do curso de formação PCDA - Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores - organizado pela secretaria de formação da Contraf-CUT em parceria com o Dieese. O curso é patrocinado pelas próprias entidades sindicais do movimento cutista.

Essa turma contou com a participação de 16 pessoas no curso (além dos palestrantes e organizadores), representantes das entidades sindicais dos bancários do Nordeste. O curso foi realizado em Pernambuco, na Ilha de Itamaracá, Hotel Orange, e em Gravatá (3º módulo). Uma das sugestões da organização do curso era que o local não fosse dentro das grandes cidades para não haver dispersão dos participantes, era um curso de imersão.

(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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Fotos do Forte Orange, Ilha de Itamaracá, Pernambuco



Aqui, estou em uma das pontas do Forte Orange. O canhão está apontado para o mar, na verdade, uma enseada.


Os canhões estão apontados para a lateral da praia. O mar está atrás de mim.


Os canhões apontam para o mar, como disse, é mais uma enseada.


Parte interna do Forte.


Entrada com o brasão português acima.


Essas fotos são do Forte Orange, em Pernambuco, construído pelos holandeses em 1631, em homenagem à Casa de Orange do Reino dos Países Baixos (Holanda).

A arquitetura do complexo é muito bonita e está relativamente conservada.

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2009

1º DE MAIO


Estive no 1º de maio da CUT na Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo.

Foi um ato de reflexão, sem patrocínio de empresários, com muita ação de cidadania aos participantes.

Foi muito bom!

É a CUT voltando às raízes.


(Fonte: Blog A Categoria Bancária)

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Post Scriptum: 

Corrida de 8 Km - I Desafio dos Trabalhadores



Participei hoje da prova:

II Etapa Circuito Osasco de Corrida de Rua - I Desafio dos Trabalhadores

Fiz os 8 Km em cerca de 50' em dia bastante ensolarado.

O nosso Sindicato ajudou a promover a prova e incluiu uma cota para a participação da categoria bancária. Foi muito legal.

Tenho incentivado a ideia de novas portas de entrada para o bancário em relação ao Sindicato. Penso que esporte e cultura são excelentes alternativas.

Sem contar que a ideia tem tudo a ver com o nosso conceito de Sindicato Cidadão.

Foi um dia legal!

(Fonte: Blog Refeitório Cultural, 03/05/09)