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16.10.14

Contraf-CUT assinou acordo e BB creditou a PLR do primeiro semestre


Cerimônia de assinatura foi no hotel Maksoud Plaza, em SP.
Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT.

A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram nesta segunda-feira 13, em São Paulo, o acordo coletivo do Banco do Brasil, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que inclui reajuste de 8,5% no salário (2,02% de aumento real), reajuste de 9% no piso (2,49% de ganho real) refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito, além de avanços nas substituições. O ato ocorreu depois da assinatura da CCT entre as entidades sindicais e a Fenaban, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, destacou a importância do Banco do Brasil participar da mesa conjunta de negociação com a Fenaban, o que vem ocorrendo desde 2004, ao mesmo tempo em que negocia e assina acordos para as demandas específicas. Ele destacou a importância da participação dos bancários do BB na campanha.

"Queremos parabenizar a forte greve do funcionalismo do BB em todo o país, que arrancou a nova proposta do banco, com destaque para o aumento real pelo 11º ano consecutivo, o reflexo do reajuste de 9% do piso na curva do PCS e o fim do banco de horas", salientou. 

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o conjunto de propostas do banco, juntamente com a proposta global da mesa da Fenaban, traz avanços significativos para os trabalhadores, depois de um longo período de negociações. 
O reajuste maior no piso dialoga com todos os segmentos do funcionalismo e terá impacto imediato para mais de 40 mil funcionários. 

"Consideramos também um grande avanço a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que têm somente uma gerência média. É uma forma de acabar com o desvio de função dos caixas e, ainda, melhorar a pontuação e a qualificação para processos seletivos dos funcionários", acrescenta o dirigente sindical.

Segundo Wagner, para o grupamento de comissionados, algumas propostas contemplam reivindicações antigas, como o bloqueio das estações de trabalho dentro da jornada e, ainda, em relação à gerência média, uma cláusula que trata da forma de cobrança nas unidades, vinculada ao protocolo de resolução de conflitos, que trata principalmente das metas abusivas e suas consequências nas condições de trabalho dos funcionários.

"Os cursos sobre assédio moral e sexual, clima organizacional e mediação são também avanços, que futuramente avaliaremos os seus resultados, mas a mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Penas (Gedip) será muito importante para discutirmos e alterarmos a responsabilidade pecuniária dos funcionários em várias situações de risco de negócio que estejam sendo feitas indevidamente" afirmou.

Pagamento da PLR

Durante a assinatura do acordo, o BB comunicou que o crédito da PLR do primeiro semestre seria realizado nesta segunda-feira. Já as diferenças salariais serão pagas na folha deste mês de outubro, enquanto o acerto dos vales refeição e alimentação ocorrerá em novembro.

Confira os valores da PLR do primeiro semestre:

Escriturário: R$ 3.254,27
Caixas: R$ 3.685,42
Comissionados - quantidades VR
. Primeiros Gestores: 1,33
. Demais Gestores: 1,13
. Primeiro Nível Assessoramento UE: 1,13
. Gerência Média: 1,11
. Demais analistas e assessores: 1,11
. Comissionados FG e FC (plenos): 1,06

Para efeitos de comparação, o balanço deve utilizar o valor recebido de PLR no segundo semestre de 2013 e reduzir 1,5% devido a redução do lucro do banco nos primeiros seis meses deste ano.

Principais cláusulas do acordo específico com o BB

- Reajuste de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios, como negociado com a Fenaban.

- Reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR.

- Substituição de Gerente de Módulo nas PSO - Módulo Suporte Operacional (SOP) por caixas, conforme instruções internas.

- Substituição de funções gerenciais nas Unidades de Negócios com somente uma Gerência Média, conforme instruções internas.

- O BB contratará dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31/12/2015.

- O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano. 

- Elevação do valor da Unidade de Saúde de R$0,36 para R$0,55 (52%).

- O BB pagará Vantagem em Caráter Pessoal (VCP) por 120 dias para descomissionamentos de funcionários que tenham mais de 5 anos na comissão; excluídos os descomissionamentos por sanção disciplinar e por desempenho (3 ciclos avaliatórios).

- Instalação de mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip).

- Pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas (fim do banco de horas).

- O banco bloqueará, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que estiverem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico. 

- O BB disponibilizará aos funcionários o pagamento do vale-transporte em dinheiro, observadas as regras do programa.

- O novo curso "Conciliação: Mediação para Gestores" passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios.

- O banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais.

- O BB disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades.

- O banco permitirá, de outubro a dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. 

- Na questão da igualdade de oportunidades, além de uma correção em relação à pontuação de mérito dos delegados sindicais, o banco também corrigirá a PLR dos dirigentes sindicais que recebem menos que seus pares com o mesmo cargo. São contemplados os dirigentes cedidos para as entidades que detinham cargo comissionado à época da cessão e a fórmula segue a regra do acordo dos demais funcionários. O BB era o único banco que pagava PLR menor para os dirigentes sindicais.

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais três meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

(Atualizado dia 14/10, às 17h30) 

Fonte: Contraf-CUT

13.10.14

Contraf assina convenção coletiva e acordos com BB, Caixa, BNB e HSBC


Solenidade de assinatura da CCT com a Fenaban foi
realizada em SP. Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT

A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram com a Fenaban na tarde desta segunda-feira 13, em São Paulo, a 23ª Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), conquistada com a greve na Campanha Nacional 2014, que garante aumento real de salário pelo 11º ano consecutivo, além de avanços nas condições de trabalho, como os mecanismos de combate às metas abusivas e ao assédio moral. A solenidade foi realizada no hotel Macksoud Plaza, em São Paulo. 

Além da CCT, as entidades sindicais assinaram também no mesmo local os acordos aditivos específicos com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil (BNB), além do acordo de Participação nos Resultados (PR) com o HSBC.

A CCT e o acordo de PLR já estão disponíveis na seção de Convenções e Acordos no site da Contraf-CUT.

"Essa foi mais uma campanha com a força da unidade e da mobilização da categoria, que conseguiu, em um período mais curto de tempo que nos anos anteriores, após intensas negociações, conquistar aumento real de salário e valorização do piso, contribuindo para avançar na distribuição da renda no Brasil, que tem a sexta maior economia mas ainda é um dos 12 países mais desiguais do planeta", avalia o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

Cordeiro destaca também outros avanços importantes. "Essa campanha não teve apenas vitórias econômicas. Tivemos importantes avanços na questão da saúde e condições de trabalho, combatendo o adoecimento e o afastamento de bancários. A proibição de cobrança de metas passa a abranger não somente SMS, mas qualquer outro meio eletrônico. Além disso, os bancos assumiram o compromisso para que o 'monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho' ". 

"A partir de agora, o bancário que se sentir pressionado por cumprimento de metas, colocando em risco sua saúde física e mental, terá mais um canal de denúncias, que é o sindicato, e os bancos terão prazo para dar uma resposta sobre o caso", enfatiza o dirigente sindical.

"Os bancários merecem os parabéns. Desde 2004, já acumulamos aumento real de 20,7% nos salários e de 42,1% nos pisos. Além disso, os bancários conquistaram avanços nas negociações específicas com os bancos públicos e uma conquista no HSBC", salienta.

Cordeiro também aponta a importância da continuidade da discussão dos resultados do II Censo da Diversidade para, a partir dos resultados, serem tomadas medidas para acabar com a exclusão e a discriminação dentro dos bancos. Ela ainda frisou a necessidade de fortalecer o processo de negociação permanente, através das mesas temáticas, buscando aprofundar os debates e construir novas conquistas para a categoria. 


As principais conquistas da Convenção Coletiva

Reajuste - 8,5% (2,02% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.252,38 (9% ou 2,49% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.796,45 (9% ou 2,49% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.426,76 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando reajuste de 8,87% e 2,37% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.837,99, limitado a R$ 9.859,93. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.691,82.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.675,98.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.102,79, limitado a R$ 5.915,95 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.837,99.


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Outras verbas

Auxílio-refeição - R$ 26,00 (R$ 572,00 ao mês), reajuste de 12,2%, ou 5,5% de aumento real.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 431,16. (Somados, os auxílios refeição e cesta-alimentação resultam em R$ 1.003,13 por mês, o que representa reajuste de 10,76%).

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 358,82.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 306,96.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 139,44.

Requalificação profissional - R$ 1.227,00.

Auxílio-funeral - R$ 823,30.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 122.770,20.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,94.


AS CONQUISTAS SOCIAIS

Combate às metas abusivas - Bancos incluirão na Convenção Coletiva o compromisso de que "o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho". Trata-se de mais um passo no combate às metas abusivas, que tem provocado adoecimento e afastamento de bancários. Além disso, a cobrança de metas passará a ser proibida não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital.

Dias parados - A compensação dos dias parados durante a greve será de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.

Certificação CPA 10 e CPA 20 - Quando exigido pelos bancos, os trabalhadores terão reembolso do custo da prova em caso de aprovação.

Adiantamento de 13º salário para os afastados - Quando o bancário estiver recebendo complementação salarial, terá também direito ao adiantamento do 13º salário, a exemplo dos demais empregados.

Reabilitação profissional - Cada banco fará a discussão sobre o programa de retorno ao trabalho com o movimento sindical. 

Gestantes - As bancárias demitidas que comprovarem estar grávidas no período do aviso prévio serão readmitidas automaticamente. 

Casais homoafetivos - Os bancos divulgarão a cláusula de extensão dos direitos aos casais homoafetivos, informando que a opção deve ser feita diretamente com a área de RH de cada banco, e não mais com o gestor imediato, para evitar constrangimentos e discriminações.

Novas tecnologias - Realização de seminários periódicos para discutir sobre tendências de novas tecnologias.

Campanha sobre assédio sexual - Os bancos assumiram o compromisso de realizar uma campanha junto com os bancários para combater o assédio sexual no trabalho.


Fonte: Contraf-CUT

8.10.14

Termina greve nacional dos bancários de bancos privados, BB e Caixa


Funcionários do BB decidem encerrar parallisação nesta
terça em Porto Alegre. Crédito: Seeb Porto Alegre.

Em novas assembleias realizadas pelos sindicatos no final da tarde e no início da noite desta terça-feira (7), os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que ainda permaneciam em greve, decidiram também aprovar as últimas propostas da Fenaban e as específicas dos dois maiores bancos públicos, que foram conquistadas com a força da paralisação nacional da categoria iniciada no dia 30 de setembro. Com essa decisão, eles encerraram igualmente a greve e voltam ao trabalho nesta quarta-feira (8). 

As propostas do BB haviam sido rejeitadas em assembleias realizadas na segunda-feira (6), como em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. A mesma situação tinha ocorrido com as propostas da Caixa, que também foram recusadas em algumas assembleias, como em Florianópolis, Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Amapá e Roraima. 

Por avanços nas negociações específicas, a greve continua no Banco do Nordeste do Brasil (BNB). O movimento segue igualmente no Banco da Amazônia, onde os funcionários do Pará rejeitaram em assembleia a nova proposta apresentada pela instituição nesta terça-feira. 

Ainda segue a greve no Banrisul. Os funcionários também rejeitaram em assembleia ocorrida em Porto Alegre e vários sindicatos do interior gaúcho a proposta apresentada pelo banco durante negociações nesta terça-feira.

Aumento real pelo 11º ano consecutivo

A proposta da Fenaban reajusta os salários e demais verbas em 8,5% (aumento real de 2,02%), o piso salarial em 9% (2,49% acima da inflação). Com isso, os bancários acumulam aumento real de 20,7% nos salários e de 42,1% nos pisos desde 2004, período em que todos os anos conquistaram aumento acima da inflação.

Já o vale-refeição sobe 12,2%, o que representa 5,5% de aumento real. Assim, somados vale-refeição (R$ 26 ao dia ou R$ 572 ao mês) e vale-alimentação (R$ 431,16 ao mês) atingem um ganho mensal de R$ 1.003 para cada bancário e bancária. 

Além disso, a proposta traz avanços não econômicos, como mecanismos de combate às metas abusivas e ao assédio moral, que deverão contribuir na luta contra o adoecimento e o afastamento de bancários. 

Para o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, "os bancários conquistaram com mais uma greve aumento real pelo 11º ano consecutivo, além de avanços importantes em relação às condições de trabalho, principalmente no combate às metas abusivas e ao assédio moral, bem como avanços nas negociações específicas com BB e Caixa, graças à unidade nacional e à capacidade e força de mobilização".


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos

4.10.14

BB melhora proposta específica e Comando orienta pela aprovação


COMENTÁRIO BREVE


A proposta que a categoria vai avaliar na segunda-feira traz avanços importantes conforme avaliação do Comando e das lideranças. Não tenho dúvida de que os 16 itens da proposta específica são fruto da forte mobilização dos funcionários do BB nesta campanha e do contexto político em que ela se dá.

Saúde e Cassi - Avaliando como Diretor Eleito de Saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, eu lamento não haver nenhum item sobre esse eixo de reivindicação. Mas fazer o que? Aprendi com uma grande liderança, o amigo Carlão, que não dá para ficar chorando e terceirizando a responsabilidade daquilo que é nossa tarefa na luta. No fundo, se não tem nenhuma proposta para as questões de saúde e para a Cassi é porque outras demandas tiveram maior prioridade. (eu lidei com isso nos anos em que fui da área da formação na Contraf-CUT. Na teoria e no discurso, todo mundo defende "formação" mas na hora de fazê-la, era um desespero para obter recursos. E mesmo assim, com energia, amor e gana de muita gente e de muitas entidades sindicais, formamos mais de 350 dirigentes)

Não muda nada no trabalho que estamos tentando fazer para fortalecer a nossa Caixa de Assistência. Prometo mais empenho ainda em resolver os problemas que lá identificamos e lutar muito mais para implantar nosso programa eleito de melhorias na Cassi. Trabalho duro e intenso até o limite físico e psicológico, já estamos fazendo mesmo. 

Mas é lógico que não podemos fazer mágica nem milagre. A questão da Saúde do Trabalhador também envolve CONTRATAR DIREITOS E RECURSOS. Vamos precisar de muita luta e unidade do corpo funcional do BB - da ativa, aposentados e colegas de bancos incorporados - para avançar na Saúde e na Cassi.

Condições de trabalho - outra questão que vai continuar afetando a saúde de nossos funcionários é o problema da falta de trabalhadores. Mas essa luta tem sido muito difícil mesmo. Ano passado, conseguimos acordar em contratar 3 mil concursados. Mesmo assim, o número de claros (dotação não preenchida nas unidades) aumentou para mais de 5 mil. Estão péssimas as condições de trabalho. Se o banco vai contratar só mais 2 mil até o final de 2015, é sinal que as coisas vão piorar nos locais de trabalho, porque as saídas têm sido maiores que as contratações e o quadro seguirá diminuindo. O problema tem afetado inclusiva um direito que conquistamos nas campanhas anteriores - a remoção automática como escriturário (SACR) impedindo discriminação. Com o número absurdo de claros nas unidades, o sistema praticamente não funciona mais porque há trava no sistema que impede o funcionamento da remoção quando há ausência de funcis. Muito ruim isso.

Dúvida sobre proposta que havia para os delegados sindicais:

Na primeira proposta do BB feita em 24/9 havia uma proposta que corrigia o absurdo de tirar a pontuação de mérito dos delegados sindicais no dia em que eles estavam liberados para atividades sindicais. Eu não a vi na proposta final. Pergunto: ela está mantida ou foi retirada? (veja abaixo a proposta anterior no site de negociação coletiva do BB)

- As ausências dos delegados sindicais para o exercício de atividade sindical - código 476 - não vão interromper a contagem da pontuação por mérito.

Bom, parabéns aos bancários pela forte e rápida mobilização desta campanha, pois em quatro dias de greve a categoria paralisou 10.355 unidades de trabalho (em outros anos, foram necessários mais dias para alcançar esse número expressivo). E boa avaliação das propostas nesta segunda-feira. 

Assim como o Comando Nacional avaliou, também acho que a proposta traz avanços muito bons e eu a defenderia nas assembleias se estivesse à frente das negociações como estive nos últimos anos. É a minha modesta opinião.

Só lembrando aos funcionários do BB que a regra dos dias parados segue o que está na proposta geral da Fenaban. Vejam abaixo.

Dias parados

A Fenaban propõe a compensação dos dias parados durante a greve, na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.


Abraços,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi


(Atualizada às 14:59h, após ter visto proposta original entregue pelo BB às entidades sindicais)



Banco do Brasil apresentou proposta no quarto dia
da greve nacional. Crédito: Jailton/Contraf-CUT

Após a nona rodada de negociação com a Fenaban, o Banco do Brasil apresentou ao Comando Nacional dos Bancários nesta sexta-feira 3 à noite, em São Paulo, sua proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo, que inclui reajuste maior no piso refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito, e avanços nas substituições. O Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, considerou as propostas positivas e indica a sua aprovação nas assembleias da segunda-feira 6.

"Queremos parabenizar a forte greve do funcionalismo do BB em todo o país, que arrancou a nova proposta do banco, com destaque para o aumento real no piso e o fim do banco de horas", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"O conjunto de propostas do Banco do Brasil, juntamente com a proposta global da mesa da Fenaban, traz avanços significativos em relação às nossas reivindicações, depois de um longo período de negociações. O reajuste maior no piso dialoga com todos os segmentos do funcionalismo e terá impacto imediato para mais de 40 mil funcionários. Poderemos levar para nossas assembleias, defendendo a sua aprovação", afirma Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa do BB. 

"Consideramos também um grande avanço a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que têm somente uma gerência média. É uma forma de acabar com desvio de função dos caixas e, ainda, melhorar a pontuação e a qualificação para processos seletivos dos funcionários", acrescenta Wagner.

Para o grupamento de comissionados, algumas propostas contemplam reivindicações antigas, como o bloqueio das estações de trabalho dentro da jornada e, ainda, em relação à gerência média, uma cláusula que trata da forma de cobrança nas unidades, vinculada ao protocolo de resolução de conflitos, que trata principalmente das metas abusivas e suas consequências nas condições de trabalho dos funcionários.

Os cursos sobre assédio moral e sexual, clima organizacional e mediação são também avanços, que futuramente avaliaremos os seus resultados, mas a mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Penas (Gedip) será muito importante para discutirmos e alterarmos a responsabilidade pecuniária dos funcionários em várias situações de risco de negócio que estejam sendo feitas indevidamente.


As propostas específicas apresentadas pelo BB são as seguintes:


1 - Ratificação do índice de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios apresentado pela Fenaban.

1a - Reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR.

2 - Substituição de Gerente de Módulo nas PSO - Módulo Suporte Operacional (SOP) por caixas, conforme instruções internas.

3 - Substituição de funções gerenciais nas Unidades de Negócios com somente uma Gerência Média, conforme instruções internas.

4 - O BB contratará dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31/12/2015.

5 - O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano. 

6 - Elevação do valor da Unidade de Saúde de R$0,36 para R$0,55 (52%).

7 - O BB pagará Vantagem em Caráter Pessoal (VCP) por 120 dias para 
descomissionamentos de funcionários que tenham mais de 5 anos na comissão; excluídos os descomissionamentos por sanção disciplinar e por desempenho (3 ciclos avaliatórios).

8 - Instalação de mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip).

9 - Pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas (fim do banco de horas).

10 - O banco se compromete a bloquear, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que estiverem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico. 

11 - O BB disponibilizará aos funcionários o pagamento do vale-transporte em dinheiro, observadas as regras do programa.

12 - O novo curso "Conciliação: Mediação para Gestores" passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios.

13 - O banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais.

14 - O BB disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades.

15 - O banco permitirá, de outubro a dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. 


16 - Na questão da igualdade de oportunidades, assim como apresentou uma correção em relação à pontuação de mérito dos delegados sindicais, o banco também apresentou a proposta de corrigir a PLR dos dirigentes sindicais que recebem menos que seus pares com o mesmo cargo. São contemplados os dirigentes cedidos para as entidades que detinham cargo comissionado à época da cessão e a fórmula segue a regra do acordo dos demais funcionários. O BB era o único banco que pagava PLR menor para os dirigentes sindicais.


Fonte: Contraf-CUT

2.10.14

4º Boletim - Eleitos da Cassi prestam contas e manifestam apoio à greve dos bancários



Os diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil divulgaram nesta quarta-feira 1º de outubro o quarto número do boletim Prestando Contas Cassi, no qual fazem um balanço de suas andanças pelo país para estreitar o relacionamento com as entidades do funcionalismo e com os associados e informam sobre as novas ferramentas para os participantes consultarem autorizações de procedimentos e sobre os avanços nas propostas específicas na área de saúde com o BB, além de manifestarem apoio à greve nacional dos bancários. 

Veja aqui o boletim em PDF, que também pode ser acessado na seção Publicações do site www.contrafcut.org.br. 

"O maior valor dessas visitas é a possibilidade de sentir na pele as carências das nossas unidades e CliniCassi. Recebi dos nossos associados e dos funcionários da Cassi muitas reclamações e críticas às instalações e ao atual modelo burocrático de atendimento, mas também muitas contribuições que serão consideradas em nosso projeto. No que pese à qualidade da Cassi em relação às demais operadoras de mercado, considero que ainda temos um longo caminho a percorrer para atingir os objetivos pretendidos por essa nova gestão", afirma William Mendes, Diretor eleito de Saúde e Rede de Atendimento.

Novas ferramentas e avanços na saúde

Os diretores e conselheiros eleitos informam as novidades na Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, comandada por Mirian Fochi, com destaque para a implementação de dois novos canais para verificação das solicitações de autorizações de procedimento, tanto pelo portal quanto pela Central Cassi.

Eles também consideram um avanço importante as reivindicações específicas que os funcionários estão negociando com a direção do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários, principalmente as que pedem a implantação de um plano odontológico na Cassi com cobertura do BB e a inclusão na Caixa de Assistência dos bancários oriundos dos bancos incorporados.

Apoio à greve dos bancários

Por fim, os diretores e conselheiros eleitos manifestam no boletim Prestando Contas Cassi solidariedade aos bancários em greve desde o dia 30 de setembro.

"Os dirigentes eleitos da Cassi declaram total apoio aos bancários, em especial aos funcionários do Banco do Brasil, um segmento que tem mais de dois séculos de lutas e conquistas", afirmam os dirigentes eleitos.

Eles solicitam às entidades sindicais e representativas do funcionalismo do BB que divulguem o boletim em seus portais na internet e em suas bases de representação.


Fonte: Contraf-CUT

No segundo dia, bancários fecham 7.673 agências e greve se fortalece


Bancários de Belo Horizonte ampliam paralisações e
pressionam bancos. Crédito: Seeb BH.

Subiu para 7.673 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados de todo o país fechados nesta quarta-feira 1º de outubro, segundo dia da greve nacional dos bancários, conforme balanço realizado pela Contraf-CUT, com base nos dados enviados até as 18h pelos sindicatos que integram o Comando Nacional da categoria. 

Foi um crescimento de 16,75% (1.101 agências a mais) em relação ao primeiro dia de greve, quando 6.572 unidades foram fechadas. 

Os bancários pararam em São Paulo até a Vila Santander (callcenter), telebancos do HSBC e do Bradesco, os centros administrativos ITM e Tatuapé do Itaú, SAC (Serviço de Apoio ao Cliente) e o CABB (Central de Atendimento) do Banco do Brasil. Paralisaram também o callcenter do Santander no Rio de Janeiro.

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo, o que demonstra a insatisfação dos bancários com a postura dos bancos. Os trabalhadores aumentaram a produtividade, contribuindo para que as empresas tivessem lucros recordes - somente as seis maiores instituições lucraram R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano - é a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas os banqueiros apresentaram uma proposta econômica insuficiente e ignoraram as reivindicações sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Os bancários entraram em greve na terça-feira 30 de setembro, após considerarem insuficiente a segunda proposta dos bancos que eleva o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) para os pisos. E os bancos nada apresentaram para acabar com as metas abusivas e o assédio moral, a rotatividade e as terceirizações, a insegurança e as discriminações.

Logo após a realização das assembleias do dia 29 de setembro, que deflagraram a paralisação, a Contraf-CUT enviou ofício à Fenaban comunicando a decisão da categoria e informando que o Comando Nacional está à disposição para a retomada das negociações. 

Bancários fazem atos contra BC independente nesta quinta

Além da greve, os bancários fazem nesta quinta-feira 2 manifestações em dez capitais para combater as propostas políticas que os bancos colocaram na agenda da eleição presidencial deste ano, entre elas a independência do Banco Central, a limitação do papel dos bancos públicos e o fim do crédito direcionado.

Os atos foram convocados pelo Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e estão recebendo apoio da CUT e de outras centrais sindicais e movimentos sociais. 

A manifestação em frente à sede do Banco Central, em Brasília, será às 17h. Haverá atos também, em horários diferentes, nas representações do BC em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Belém. 

Leia aqui por que os bancários vão às ruas nesta quinta protestar contra o BC independente. 

Veja abaixo a proposta completa dos bancos e as reivindicações dos bancários.


AS PRINCIPAIS REIVINDICAÇÕES DOS BANCÁRIOS

Reajuste salarial de 12,5%.

Piso Salarial de R$ 2.979,25

PLR: três salários mais parcela adicional de R$ 6.247.

14º salário.

Vales alimentação, refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Gratificação de caixa: R$ 1.042,74.

Gratificação de função: 70% do salário do cargo efetivo.

Vale-cultura: R$ 112,50 para todos.

Fim das metas abusivas.

Combate ao assédio moral.

Isonomia de direitos para afastados por motivo de saúde.

Manutenção dos planos de saúde na aposentadoria.

Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas como determina a Convenção 158 da OIT, aumento da inclusão bancária e combate às terceirizações.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; biombos em frente aos caixas e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

Igualdade de oportunidades para todos, pondo fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 


A PROPOSTA DOS BANCOS REJEITADA PELOS BANCÁRIOS

Reajuste de 7,35% (0,94% de aumento real).

Piso portaria após 90 dias - 1.240,89 (8% ou 1,55% de aumento real).

Piso escritório após 90 dias - R$ 1.779,97 (1,55% acima da inflação).

Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.403,60 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa), significando 1,39% de aumento real).

PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 1.818,51, limitado a R$ 9.755,42. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 21.461,91.

PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 3.637,02.

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Antecipação da PLR

Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2015. 

Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.091,11, limitado a R$ 5.853,25 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro.

Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2014, limitado a R$ 1.818,51.


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Auxílio-refeição - R$ 24,88.

Auxílio-cesta alimentação e 13ª cesta - R$ 426,60.

Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 355,02.

Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 303,70.

Gratificação de compensador de cheques - R$ 137,97.

Requalificação profissional - R$ 1.214,00.

Auxílio-funeral - R$ 814,57.

Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 121.468,95.

Ajuda deslocamento noturno - R$ 85,03.


Fonte: Contraf-CUT