Blog de William Mendes, ex-dirigente sindical bancário e ex-diretor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
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10.7.20
Campanha Nacional dos Bancários 2020
Nesta sexta-feira 10, a categoria bancária realizou a abertura dos congressos dos trabalhadores dos bancos públicos do país. Pela primeira vez na história da categoria, o evento foi realizado de forma virtual devido à pandemia do vírus Covid-19.
Além da tradicional saudação das representações das entidades sindicais, o evento contou com a participação do economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo, trazendo para nós o ponto de vista dele em relação ao cenário econômico do país e abordando a importância central dos bancos públicos neste momento de crise.
Ele nos lembrou da crise econômica da década passada (crise do subprime) e do papel central dos bancos públicos brasileiros na concessão de crédito e na retomada da economia durante o governo Lula/PT. Eu era dirigente nacional dos bancários (Contraf-CUT) e me lembro perfeitamente do quanto fomos importantes para o Brasil e o povo brasileiro.
Reli dias atrás cerca de 50 postagens no blog sobre a Campanha Nacional dos Bancários de 2010 e me emocionei ao relembrar dos 15 dias de greve daquele ano e as conquistas que tivemos, enquanto no mundo grandes categorias profissionais sofriam miseravelmente os efeitos da crise do subprime - trabalhadores de países da Europa e Estados Unidos. O Brasil era governado pelo PT, e os trabalhadores eram foco do governo federal.
Ao relembrar a história de uma categoria profissional tão importante quanto a nossa e ver o início de mais uma jornada de lutas pela renovação de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e aditivos por bancos (ACT), quero deixar uma mensagem de esperança na luta, porque passei mais de duas décadas vivendo a experiência das lutas coletivas e elas dão esperança e dão sentido ao trabalho.
A categoria bancária deve ter orgulho de seu papel social. Os bancários fazem parte de um segmento produtivo contraditório, o setor financeiro, porque ao mesmo tempo em que ele pode atuar de forma decisiva para fortalecer a economia de um país, e o emprego e a distribuição de riqueza, o setor pode também ser um explorador da sociedade, concentrando riqueza na mão de rentistas.
Para o setor financeiro ser útil ao país depende muito da atuação do governo, da legislação, e do papel dos bancos públicos, que podem liderar o setor no apoio econômico e social como fez o governo Lula entre os anos de 2008 e 2010.
Nós dos bancos públicos, podemos ajudar a sociedade com a concessão de crédito para grandes, médios e pequenos setores produtivos do país, e ajudar a população também com o suporte de programas sociais. Na crise do subprime nossos bancos públicos conquistaram dezenas de milhões de clientes dos bancos privados do país (imaginem se eles gostaram disso?), porque nós concedíamos crédito e financiamento para a produção de alimentos, para as indústrias e comércios, crédito para construção civil, educação, pequenos negócios e empreendedorismo etc.
Desejo que os trabalhadores bancários resistam a esse duro momento que enfrentamos com a pandemia da Covid-19 e os ataques aos direitos históricos da classe trabalhadora e aos direitos específicos da categoria. Tirem alguns minutos por dia para se informarem sobre a campanha salarial e compartilhem com os colegas as informações que fortalecem a luta.
Abraços a tod@s,
William Mendes
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William Mendes
21.9.15
Bancários cobram do BB melhoria no Plano de Carreira, ascensão e substituição
Comentário do Blog:
Olá colegas do BB, vamos acompanhar as negociações da campanha dos bancários e preparar a mobilização para que consigamos propostas do Banco e governo na mesa específica. A Cassi é uma das prioridades definidas pelos bancários no 26º Congresso do funcionalismo.
Sem mobilização e sem propostas do Banco na campanha salarial, as soluções a serem debatidas na Cassi (fora da data-base) serão aquelas apresentadas pela direção do Banco, que cortam direitos em saúde (no âmbito da Cassi) ou a proposta da transferência do risco pós-laboral e criação do Fundo de 6 Bilhões (feita pelo Banco em maio). A proposta do BB está na mesa e não há consensos entre as entidades da Comissão Negociadora.
MELHOR PERSPECTIVA É A DA LUTA UNITÁRIA NA CAMPANHA 2015: É mobilizar e focar a campanha porque a melhor oportunidade de conseguir proposta do patrão é na data-base da categoria.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento
| Bancários reivindicam que proposta seja apresentada no dia 25. Foto: Jailton. |
Nova rodada de negociação com o Banco do Brasil foi realizada nesta sexta-feira dia (18) na cidade de São Paulo, onde foram debatidos os temas referentes à remuneração, alteração no plano de carreira e as questões envolvendo ascensão dos funcionários.
PCR - Plano de Carreira e Remuneração
No debate do PCR - Plano de Carreira e Remuneração, os funcionários cobraram do Banco melhoria nas tabelas de antiguidade e mérito e melhoria no piso do escriturário. Foi também feito um debate específico sobre a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, como forma de valorização de todos os funcionários da empresa.
Substituição de comissionados
Os representantes dos funcionários fizeram uma discussão sobre novos avanços na substituição dos comissionados, apontando para o Banco a necessidade de voltar a substituição como uma forma de melhorar a formação profissional, evitar os desvios de função e, ainda, tornar mais transparentes e efetivos os processos de nomeação, uma vez contemplados no histórico funcional os dias da efetiva substituição em outro cargo.
Nomeação e pagamento da gratificação de caixa
Os Sindicatos e Federações cobraram do BB a nomeação dos caixas executivos que vem exercendo a função de forma consecutiva em várias agências e plataformas do PSO.
Esta é uma cobrança constante dos caixas substitutos, que sempre estão exercendo a função, mas não são nomeados. Isto causa um prejuízo ao funcionário no recebimento das férias, 13º e adiantamentos.
Outra reivindicação feita é a de que todo o funcionário que abrir terminal de caixa recebe a gratificação de caixa na folha de pagamento.
Vários gerentes de serviço do PSO e de agências, além de outros funcionários estão sempre ajudando nos serviços de caixas, mas sem ganhar a gratificação, assumindo riscos de diferença no caixa.
Foi reivindicado o pagamento do auxílio refeição para o trabalho extraordinário aos fins de semana e feriados, na forma de adiantamento ou ressarcimento posterior no ticket refeição.
Processos seletivos e concorrência
Foi cobrado do BB a melhoria nos processos seletivos dentro da empresa, dando mais transparência às nomeações. Foi solicitado a participação das Gepes em processos seletivos em unidades maiores e também que toda vaga aberta tenha prazo definido para inscrição e data de escolha, evitando os pedidos de retirada das concorrências e nomeações de funcionários que não estavam inscritos anteriormente.
Os funcionários apontaram ao Banco que a transparência nos processos de seleção é uma reivindicação muito importante para os funcionários, uma vez que a credibilidade das seleções internas fica em risco sem a devida transparência.
Foi solicitado ao Banco a informação de quantas pessoas foram nomeadas fora dos vinte primeiros, naqueles casos chamados de exceções, sem ser na mesma unidade.
Outra cobrança foi quanto ao registro da seleção em que o funcionário esteja participando e também a obrigatoriedade de feedbacks em todos os processos seletivos.
Novamente os funcionários cobraram do Banco o funcionamento do Sistema de Remoção Automática - SACR em todos os locais. Devido as praças com locais excedentes e as reestruturações em andamento, os sistemas não tem atendido ao seu objetivo, provocando um descumprimento do acordo coletivo.
Melhoria no plano de função
Os funcionários cobraram do BB melhoria do plano de funções e a negociação com as entidades de alterações na estrutura dos cargos.
Outra questão é que não seja feita nenhuma alteração sobre a jornada de trabalho sem negociação com os funcionários.
Foi reiterado o pedido de uma negociação sobre assistentes dos segmentos estilo e private e a criação do cargo de pregoeiro, além de uma negociação sobre os funcionários de cargos de nível superior, cuja carreira está ameaçada por uma ação do ministério público contra o Banco.
Os bancários também reivindicam do Banco, a análise e resposta sobre os diversos artigos da minuta que contemplam melhorias nos cargos e funções de várias unidades e setores específicos, como CABB e SAC.
Mais contratações
Os representantes dos funcionários novamente reivindicaram a reposição dos funcionários que saíram no plano de aposentadoria. As vagas não estão sendo repostas e isso tem agravado as condições de trabalho em todas as unidades.
Organização dos trabalhadores
Os sindicatos denunciaram ao BB os relatos de retaliação e ameaças a funcionários feitos especialmente por superintendentes regionais e estaduais quanto à ações judiciais e greve.
O Banco respondeu oficialmente que não é política ou orientação da empresa e que vai acolher e apurar as denúncias.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários, os debates aprofundados da pauta de remuneração, plano de carreira e processos seletivos mostram que os funcionários querem melhoria nas condições de trabalho e também na sua remuneração. A ampliação das substituições é fundamental para a formação do funcionário e o Banco sabe disso.
"Precisamos dar transparência aos processos seletivos pois os funcionários não tem acreditado nas seleções. A respostas do Banco a nossas reivindicações só virão com mobilização. Precisamos ficar atentos ao calendário e participar das atividades dos sindicatos como forma de pressionar uma proposta específica do BB" destaca.
Os sindicatos cobraram do BB que seja apresentada uma proposta das reivindicações específicas no dia 25, após a reunião com a Fenaban.
Fonte: Contraf-CUT
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13.9.14
Comando debate remuneração com BB e marca nova rodada para dia 26
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| Dirigentes sindicais cobraram atendimento da pauta específica dos funcionários. Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT. |
Na terceira rodada de negociações da Campanha 2014 com o Banco do Brasil, realizada nesta sexta-feira, dia 12, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, debateu as reivindicações econômicas da pauta específica dos trabalhadores do banco.
Plano de Carreira e Remuneração (PCR)
O PCR foi bastante discutido, onde as principais propostas apresentadas pelos bancários são a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.
Volta da substituição
O Comando insistiu na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.
Previdência complementar
Na parte sobre planos de previdência, entre as muitas reivindicações da minuta, foi debatida a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento.
Plano de Funções
Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.
Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade.
Foi proposto pelo Comando a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.
Incorporação da comissão
Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência, ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido.
Gerência média
Foram apresentadas propostas para as reivindicações dos funcionários da gerência média, como a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.
Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.
Reestruturações
Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nestes casos.
Foi sugerida pelo Comando a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.
CABB
Os bancários cobraram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.
Folgas da Justiça Eleitoral
Os dirigentes sindicais também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB.
Demais reivindicações
Os bancários detalharam e discutiram com o banco a implantação de demais reivindicações contidas na minuta sobre remuneração, como a implantação de menores taxas de empréstimos e financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.
Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, foi uma reunião importante para o debate aprofundado das propostas que são reivindicações colhidas nas bases e aprovadas nos congressos.
Segundo ele, "é fundamental que o banco apresente soluções aos problemas apresentados, pois muitos deles não são apenas questões econômicas, mas contribuem significativamente para a melhoria das condições de trabalho".
"Temos expectativa de avanços depois de um ano de lucro alto com a contribuição direta dos funcionários. Queremos que a valorização dos funcionários saia dos boletins pessoais do banco, das matérias de revistas, jornais e passe efetivamente para a prática, através de novas cláusulas no acordo coletivo de trabalho", avalia Wagner.
Nova negociação
Foi marcada para o próximo dia 26 uma nova rodada de negociação entre o Comando e o BB para apresentação de uma proposta específica do banco aos funcionários.
Fonte: Contraf-CUT
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27.2.14
Contraf-CUT quer agilidade do BB para fazer 3 mil contratações até agosto
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| Contratações: conquista que nasceu no 24º Congresso dos Funcionários do BB. |
A Contraf-CUT promoveu uma reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil nesta quinta-feira (27), em São Paulo, para tratar de assuntos importantes para o funcionalismo, como a organização do 25º Congresso. Houve também debate sobre a questão da falta de funcionários nas agências e unidades de todo o país, deixando os bancários em estado crítico e no limite de sua saúde física e mental devido às péssimas condições de trabalho. Ainda foi discutido o risco existente entre o embate do MPT e o BB porque a decisão pode por em risco milhares de funcionários que estão em funções comissionadas.
Contratações
A questão de mais contratações faz parte do cumprimento da cláusula 50ª do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, onde o Banco se compromete a contratar 3 mil funcionários até 31 de agosto deste ano. Conforme o último balanço, mesmo abrindo 88 novas agências, o Banco fechou 1.966 postos de trabalho em 2013.
"Estamos atentos e conferindo os números de contratações para ver se o acordo está sendo cumprido. Além do mais, a sobrecarga de trabalho nas agências é muito grande, pois o Banco passou a não contratar nem repor as aposentadorias, fazendo assim uma economia burra no último período porque os bancários estão adoecendo, se afastando e o Banco poderia atender melhor à população cumprindo seu principal papel de banco público", afirma William Mendes, Secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
"Conquistamos esse compromisso do BB na Campanha Nacional 2013 e exigimos que seja cumprido o quanto antes para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes e à população", salienta.
O diretor da Contraf-CUT informou que, segundo a direção do BB, já foram contratados 1.233 funcionários entre o dia 1º de setembro de 2013 até o dia 26 de fevereiro.
O Banco acrescentou que já foram convocados e estão em processo de qualificação mais 1.157 candidatos aprovados no concurso público, perfazendo um total de 2.390 convocações em todo o país.
"É importante o Banco acelerar as contratações, tanto porque há estados onde faltam centenas de funcionários para preencherem vagas existentes, bem como têm alguns concursos expirando a validade nos próximos meses e os cidadãos aprovados estão aguardando para serem chamados", alerta William.
Pagamento da PLR do 2º semestre de 2013
Na reunião, William explicou o pagamento da PLR relativa ao segundo semestre de 2013, que foi efetuado na terça-feira (25). O lucro e o montante apartado para distribuição foi 43,4 % menor em relação ao primeiro semestre de 2013. A redução foi equivalente para todas as funções no Banco, inclusive da direção.
Os escriturários receberam R$ 3.303,83 e os caixas executivos, R$ 3.743,98. As tabelas do Módulo BB variável (ATB/Sinergia), com os salários paradigmas por função, já foram disponibilizadas na parte superior do site da Contraf-CUT na seção de Convenções e Acordos.
Das 6.200 unidades, o Banco informou que apenas 217 (3,5%) não atingiram a pontuação do ATB/Sinergia e que é direito das unidades pedirem reavaliação do resultado.
"Para os funcionários compreenderem melhor a distribuição da PLR no BB relativa ao 'maior lucro de sua história' é importante que eles somem os valores recebidos nos dois semestres, porque o resultado ajustado do Banco foi de R$ 10 bilhões no primeiro e de R$ 5,7 bilhões no segundo", salienta William.
Leia mais:
Contraf-CUT disponibiliza anexos do acordo de PLR do Banco do Brasil
Ação sobre as promoções no BB
O BB está sendo processado por dano moral coletivo pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Distrito Federal por criar cargos públicos e promover ascensões profissionais por meio de seleção interna e regime de comissionamento, o que seria inconstitucional segundo aquele MP. Uma audiência está agendada para o dia 20 de março.
A Contraf-CUT ouviu a assessoria jurídica e as federações, e vai buscar formas de expressar na audiência entre o MP e o Banco do Brasil a opinião das entidades sindicais e dos bancários sobre o tema ascensão profissional.
William lembrou que o 24º Congresso dos Funcionários do BB debateu e deliberou que se lute por critérios transparentes e isonômicos de ascensão profissional às diversas funções dentro da empresa.
A assessoria jurídica da Contraf-CUT apresentou uma explicação entre a diferença de cargos e funções que ajudou a balizar o debate na reunião da Comissão de Empresa, informando que o BB detém o chamado cargo único, sendo que as atividades desenvolvidas pelos bancários não são cargo e sim função. Ou seja, caixa, chefe, gerente, são funções, sendo que o cargo é escriturário.
As entidades sindicais querem expressar sua opinião no processo porque elas representam a totalidade dos bancários, independente da posição do procurador do MPT ou do acusado, Banco do Brasil.
"Uma coisa é certa: o Banco não tem um Processo de Seleção Interna (PSI) para preencher as vagas das funções diversas existentes. É preciso avançar na discussão da criação, de forma negociada com as entidades sindicais, de um plano de carreira e comissionamento, onde todos os escriturários (cargo de entrada no Banco) possam concorrer e ascender em iguais condições", ressalta William.
Algumas reivindicações aprovadas no Congresso de 2013 sobre ascensão profissional e comissionamentos
- Fim do descomissionamento por "Ato de Gestão" com alteração do atual normativo interno (IN), observados exclusivamente os requisitos constantes no Acordo Coletivo;
- Ascensão Profissional: defender que as seleções, a partir de provas e títulos, sejam da alçada da Diretoria de Pessoas, realizada por equipes de profissionais com formação na área e que haja seleção interna para avaliação do conhecimento de normativos e rotinas do cargo a ser selecionado (na verdade, se trata de funções);
- Defender o respeito à jornada de 6 horas sem redução de salários;
- Estabelecer horários dentro do expediente para estudo e o pagamento de cursos externos, principalmente nas certificações obrigatórias;
- Valorização da Carreira Profissional de advogados, com aumento de remuneração mínima, progressão proporcional nos níveis da carreira e ressarcimento dos gastos com a mensalidade da OAB;
- Valorização das Carreiras de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, com aumento do quadro e reposição dos funcionários transferidos;
- Criação de Plano de Cargos e Salários: Carreira em 'Y'; instituir encarreiramento nos CSL (júnior, pleno e sênior); e criação de novo piso para estes segmentos técnicos.
Organização do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB
A Comissão de Empresa também discutiu a organização do 25º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, já agendado pelo Comando Nacional dos Bancários para os dias 6, 7 e 8 de junho. O evento será realizado no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, na Rua Prof. Milton Rodrigues nº 100, em São Paulo.
Ficou decidido que a inscrição das teses deve ser feita até o dia 30 de abril e o prazo de realização de encontros e assembleias irá até o dia 1º de junho. Já a inscrição de delegações deve ser feita até o dia 3 de junho.
Fonte: Contraf-CUT
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5.8.13
Bancários do BB protestam contra nomeações arbitrárias em São Paulo
Protesto na dependência do SAC em Santo Amaro teve encenação com palhaços
As nomeações arbitrárias no Serviço de Apoio ao Cliente (SAC) do Banco do Brasil revoltaram os funcionários do setor em Santo Amaro, São Paulo, que fizeram manifestação de protesto na quinta 1º de agosto usando nariz de palhaço.
No dia 16 de julho, a Contraf-CUT fez essa denúncia em reunião com a direção do BB. A direção do SAC em SP iniciou a reestruturação no dia 15 de julho de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna.
A Contraf-CUT denunciou que a decisão unilateral era injustificável porque acabara de realizar com o BB uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento, na qual o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.
O diretor do Sindicato de São Paulo, João Fukunaga, conta que no dia 17 de julho a administração do SAC nomeou 13 pessoas para cargos de gerente de setor, gerente de grupo e analistas, "em caráter de urgência", conforme correspondência da gestão local. Os funcionários que tinham interesse nos cargos não puderam sequer pleitear as vagas.
Na correspondência, a administração afirma que a escolha respeitou critérios como a formação educacional, a avaliação funcional GDP e o comprometimento com o SAC. Fukunaga destaca que, ao contrário do que alega a administração, não foi considerada a formação educacional.
"A 'canetada' privilegiou critérios que ficaram obscuros, sem transparência e com desrespeito. Lutamos para que as promoções sejam feitas a partir de provas e títulos, com seleções internas para avaliar o conhecimento de normas e rotinas, realizadas de forma isenta e objetiva."
Fernanda Lopes, da Fetec-SP, afirma que a indignação é com a falta de transparência das nomeações, não com os nomeados. "O ato é contra a falta de seleção com critérios. Há funcionários qualificados inclusive entre os selecionados, mas a indignação geral é com a falta do processo seletivo e não contra os colegas nomeados", explica.
Denúncia
Trabalhadores do SAC denunciaram ao Sindicato que o gerente de grupo do SAC convocou reunião para o mesmo horário da manifestação contra as nomeações arbitrárias, com o intuito de esvaziar o ato dos bancários. O Sindicato apresentará a denúncia à administração do SAC.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
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17.7.13
Contraf critica terceirização na Dirao/BB e cobra garantias para bancários
A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram com o Banco do Brasil nesta terça-feira 16 para tratar de diversas questões de interesse dos bancários. A reunião ocorreu em Brasília e durou o dia todo.
Na questão da reestruturação da Dirao (Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais), foram ouvidas as justificativas do banco e após a apresentação foram reivindicadas garantias para os trabalhadores que serão atingidos pelo processo.
O banco alegou que as mudanças visam segmentar e especializar as operações, bem como centralizar o back office da área. Também afirmou que trabalhará em parceria com demais unidades do banco nas bases afetadas para minimizar impactos aos funcionários.
Uma das alegações da direção do banco para a reestruturação chocou as entidades sindicais. O BB alegou que está fazendo mudanças porque aumentou muito a quantidade de operações no setor nos últimos anos: passou de 500 para 1.300 operações por mês.
"Na nossa visão, o que era para ser "Bom Pra Todos", porque o banco está sendo cobrado pelo governo federal para que atue mais na função de servir ao país fornecendo crédito, se tornou ruim para os bancários porque o banco está aumentando a terceirização de atividade-fim da categoria, e ruim para clientes e o próprio banco porque está colocando em risco serviços que são feitos pelos funcionários com muita competência", criticou William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.
Tanto é verdade que o BB é o banco que tem a menor taxa de inadimplência do mercado bancário (em torno de 2,0% para 3,3% no sistema) e tem muita qualidade na questão da recuperação de crédito. Mas isso é feito com a eficiência dos bancários.
No entanto, a Contraf-CUT considera a reunião com a Dirao/BB muito importante porque o que as entidades sindicais cobram com frequência aos bancos é que respeitem princípios básicos da Convenção 158 da OIT no que diz respeito a informar aos representantes dos trabalhadores processos que envolvam reestruturações para que seja possível minimizar impactos e ou achar soluções que protejam os trabalhadores.
Propostas das entidades sindicais
- Aumentar o número de funcionários na Dirao, em vez de aumentar a terceirização, porque o banco está alegando que a reestruturação na diretoria de ativos de crédito deve-se a grande aumento da quantidade de operações, de 500 para 1.300 operações por mês. Não tem sentido terceirizar atividade-fim, ao invés de contratar mais funcionários com os direitos legais da categoria.
- Garantir priorização para os funcionários da própria estrutura abrangida na reestruturação para o preenchimento de vagas na nova Dirao/Gecor.
- Garantir priorização para realocação daqueles bancários que perderem a função em condições similares de remuneração no próprio município/região.
- Ver a possibilidade de realocar funcionários que não fiquem na nova estrutura para locais de origem familiar ou onde estavam situados antes de irem para a rede Dirao.
- Garantir que os comissionados de funções extintas de 8h (novas de 6h no plano de funções) que não quiseram reduzir os salários migrem para a nova estrutura Dirao com a função de 8h. Foi compromisso do banco em 28 de janeiro garantir este direito.
Resposta do BB: O banco afirmou que as pessoas poderão manter sua opção de 8h tanto se forem para outras áreas como na própria estrutura da Dirao. Informou que os funcionários têm que solicitar a manutenção de 8h para a Gepes de sua região.
Demais questionamentos
- está garantida a hora extra para os optantes às funções de 6h até 2014 como o banco prometeu, mesmo se a pessoa mudar de prefixo nas reestruturações?
Resposta do BB: O banco afirmou que sim, pois o direito de fazer hora extra é do funcionário, independente do prefixo em que ele estiver.
- como se dará a questão da redução de 100 escriturários? E os assistentes, quantos serão na Dirao?
Resposta do BB: Serão 215 assessores operacionais plenos. Os escriturários terão maior facilidade de realocação e também poderão concorrer normalmente.
- se as Gepes e/ou Dipes nomearem em função de 6h, de forma equivocada, alguém que optou por ficar na Dirao/Gecor com a função de 8h ou que tenha ido para outra dependência optando por ser comissionado de 8h, o bancário pode pedir a correção?
Resposta do BB: Sim, pode.
- haverá redução da média salarial na estrutura nova?
Resposta do BB: O banco não tem esses dados.
- como será a trava de dois anos para concorrências após o processo de realocação das pessoas?
Resposta do BB: Onde não foi promoção, foi lateralidade, não haverá mudança de contagem de tempo. Se for como ascensão, começa nova contagem de dois anos.
- quanto tempo levará a reestruturação?
Resposta do BB: Não tem prazo para finalizar. São ondas, e a próxima só ocorrerá quanto finalizar a anterior.
As entidades sindicais alertaram ao banco que não tire a função dos bancários que já estão em funções comissionadas há mais de 10 anos, pois a Súmula 372 do TST garante a incorporação da comissão e os sindicatos entrarão na justiça caso isso ocorra.
Nova GDP
A direção do banco apresentou, através da Dipes, o novo sistema de avaliação dos funcionários - a nova GDP. A mudança é a inclusão do cumprimento de metas individuais (resultados) na composição das notas da GDP.
O novo sistema permitirá que os gestores definam por conta própria e de forma subjetiva, metas diferentes para funcionários de suas dependências, o que pode acarretar distorções e aumentar a prática de assédio moral nos locais de trabalho.
A direção do banco alegou que os aprimoramentos foram baseados nas boas práticas do mercado, nas demandas organizacionais, na percepção dos funcionários e na literatura especializada. Afirmou que antes o acordo era formalizado só coletivamente: gestor registrava único acordo para todos integrantes da equipe e agora pode ser formalizado individual ou coletivamente, a critério do gestor.
Agora serão dois parâmetros avaliados:
COMPETÊNCIAS: indicar as competências a serem enfatizadas ou aprimoradas e ações de capacitação recomendadas.
METAS: indicar as ações esperadas, prazos e metas individuais negociadas.
Segundo o banco, quanto mais anotações houver, melhor para todos, inclusive os funcionários. Ao ser questionado pelas entidades sindicais sobre a questão de avaliações em 360º, o banco informou que a parte de competências segue em 360 graus, mas as metas "não!".
Avaliação e observações das entidades sindicais
Após várias críticas e questionamentos feitos pelas representações, a coordenação deixou claro que o banco vem tomando medidas unilaterais desde 2012 em relação aos parâmetros que avaliavam os funcionários e os resultados das dependências do banco.
A GDP era um sistema interno do banco com caráter formativo, pois avaliava os funcionários através de competências esperadas e sugeria melhorias através de retornos e avaliações periódicas (feedbacks). A inclusão de resultados de metas na GDP descaracteriza completamente o caráter que ela tinha.
"Essa mudança se soma à implantação do programa Sinergia BB em 2012, que substituiu o parâmetro ATB das dependências da rede de agências. O Novo Sinergia BB também veio com a individualização das metas nas carteiras de relacionamento das agências. Não fosse a luta do funcionalismo em 2012 e o banco instituiria o pagamento de Módulo Bônus individual por resultado de carteira em dependências, destruindo um sistema de distribuição de PLR conquistado no BB desde 2003 com o advento da campanha unificada dos bancários", avalia William Mendes, o coordenador da CEBB.
O Novo Sinergia BB nas agências somado à GDP baseada em cumprimento de metas individuais destrói a lógica do trabalho em equipe e aumenta a disputa interna nos locais de trabalho.
Outras cobranças das entidades sindicais
A GDP era um sistema interno do banco com caráter formativo, pois avaliava os funcionários através de competências esperadas e sugeria melhorias através de retornos e avaliações periódicas (feedbacks). A inclusão de resultados de metas na GDP descaracteriza completamente o caráter que ela tinha.
"Essa mudança se soma à implantação do programa Sinergia BB em 2012, que substituiu o parâmetro ATB das dependências da rede de agências. O Novo Sinergia BB também veio com a individualização das metas nas carteiras de relacionamento das agências. Não fosse a luta do funcionalismo em 2012 e o banco instituiria o pagamento de Módulo Bônus individual por resultado de carteira em dependências, destruindo um sistema de distribuição de PLR conquistado no BB desde 2003 com o advento da campanha unificada dos bancários", avalia William Mendes, o coordenador da CEBB.
O Novo Sinergia BB nas agências somado à GDP baseada em cumprimento de metas individuais destrói a lógica do trabalho em equipe e aumenta a disputa interna nos locais de trabalho.
Outras cobranças das entidades sindicais
- FALTAS DE GREVE COM CÓDIGO 308 - foi reivindicado ao banco novamente que sejam estornadas as faltas descontadas dos bancários no primeiro semestre devido aos dias nacionais de luta contra as mudanças unilaterais ao plano de funções comissionadas. Os problemas ainda não foram resolvidos e os funcionários querem mudanças no plano. O BB ainda não tem resposta, mas está avaliando o pleito. As faltas das lutas do segundo semestre, como as de julho, serão debatidas na campanha nacional.
- IN 383 DE CONTROLE DISCIPLINAR - em relação às mudanças reivindicadas pelas entidades sindicais em 19/06, o banco afirmou que está avaliando internamente com as áreas responsáveis, mas adiantou que está buscando formas de atender aos pedidos de mudanças solicitadas pelos representantes do funcionalismo.
- ACORDO MARCO UNI AMÉRICAS - a Contraf-CUT apontou dificuldades enfrentadas por entidades sindicais nos EUA para terem acesso aos trabalhadores do BB naquele país, o que contraria o Acordo Marco recém renovado. Foi pedido solução ao banco e a empresa ficou de verificar.
- BB NO PARAGUAI - A Contraf-CUT também reivindicou ao banco uma agenda em conjunto com a UNI AMÉRICAS e o Sindicato dos Bancários do Banco do Brasil do Paraguai para se buscar solução sobre a renovação de acordo coletivo porque não se logrou assinatura de acordo nos últimos anos e a situação dos bancários está bem ruim, enquanto a situação do BB naquele país avançou muito nos últimos anos.
- PSO - as entidades sindicais reivindicaram uma mesa específica para tratar de questões deste setor do banco, pois desde que o BB estendeu para todo o país as PSO os problemas só aumentaram. Também é necessário atualizar a redação do regulamento de delegados sindicais para que o mesmo abranja a especificidade das PSO.
- CARREIRA DE MÉRITO - foi cobrado mais uma vez o cumprimento da conquista da Carreira de Mérito aos caixas que estão em mandatos sindicais ou foram dirigentes sindicais a partir de 1º/09/06. O direito dos caixas foi conquistado na campanha 2012 e até o momento alguns bancários não o receberam. Os bancários devem receber 0,5 ponto por dia de exercício de caixa. Também foi cobrado que o banco pague o mérito para os funcionários B-Zero que estão nas carreiras comissionadas porque o Mérito é pago por dia de exercício de função e não tem porquê excluir nenhum trabalhador.
O banco informou que vai resolver o problema e pagar o que deve aos bancários caixas executivos que estão ou estiveram em mandato de representação sindical. O pagamento será retroativo a 1º/09/12 (data da conquista do direito). Em relação aos funcionários comissionados que são B-Zero, o banco vai avaliar internamente o pagamento do Mérito.
- SESMT - em relação à cobrança de preenchimento das vagas do SESMT pelos concursados, feita na mesa de 19/06, o banco informou que ainda faltam 23 vagas no país para serem ocupadas. O maior problema está nas vagas de médicos: são 16 vagas com dificuldades de preenchimento. Os concursados entram e depois saem e o processo de posse recomeça. Muitos concursados não tomam posse após a qualificação. O salário destes profissionais varia de R$ 6.235,33 a 7.898,76 para jornada de 4h.
- FALTA DE FUNCIONÁRIOS - o problema é generalizado no país. Existem concursos de escriturários em aberto em várias regiões do país. O BB não está fora de seu teto autorizado pelo governo. Os próprios gestores das dependências reclamam da falta de funcionários para preencher as vagas na dotação. Para piorar a situação, ao invés de contratar, o banco cria programas de incentivo à aposentadoria (o que agrava o quadro).
- SACR (Remoção automática, Cláusula 48ª, §1º do ACT/BB) - também foi cobrado que a remoção automática (SACR) funcione em todas as dependências do banco - tanto em área meio quanto na rede de agências - porque em vários locais as remoções estão travadas e não estão rodando.
- REESTRUTURAÇÃO SURPRESA NO SAC - a direção do SAC em SP iniciou uma reestruturação nesta segunda-feira 15 de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna. A Contraf-CUT e o BB acabaram de sair de uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento onde o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.
- AUSÊNCIAS PARA PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSOS E CONFERÊNCIAS - as entidades sindicais estão reivindicando que o banco respeite a tradição democrática conquistada há décadas de liberar os bancários que forem eleitos em suas bases para participarem desses fóruns.
- BOLSA GRADUAÇÃO E PÓS - os funcionários com licença-saúde e em QS-disponibilidade não puderam participar do processo. Foi reivindicado que se verifique isso e corrija o problema.
- SANTA CATARINA - no processo de incorporação do Besc, o BB se comprometeu a cumprir diversas questões locais por se tratar da aquisição de um banco público estadual. As entidades sindicais questionaram se o banco está tratando da renovação deste contrato de prestação de serviços com o Estado, o contrato vence em outubro.
Saúde e Previdência
- IN 383 DE CONTROLE DISCIPLINAR - em relação às mudanças reivindicadas pelas entidades sindicais em 19/06, o banco afirmou que está avaliando internamente com as áreas responsáveis, mas adiantou que está buscando formas de atender aos pedidos de mudanças solicitadas pelos representantes do funcionalismo.
- ACORDO MARCO UNI AMÉRICAS - a Contraf-CUT apontou dificuldades enfrentadas por entidades sindicais nos EUA para terem acesso aos trabalhadores do BB naquele país, o que contraria o Acordo Marco recém renovado. Foi pedido solução ao banco e a empresa ficou de verificar.
- BB NO PARAGUAI - A Contraf-CUT também reivindicou ao banco uma agenda em conjunto com a UNI AMÉRICAS e o Sindicato dos Bancários do Banco do Brasil do Paraguai para se buscar solução sobre a renovação de acordo coletivo porque não se logrou assinatura de acordo nos últimos anos e a situação dos bancários está bem ruim, enquanto a situação do BB naquele país avançou muito nos últimos anos.
- PSO - as entidades sindicais reivindicaram uma mesa específica para tratar de questões deste setor do banco, pois desde que o BB estendeu para todo o país as PSO os problemas só aumentaram. Também é necessário atualizar a redação do regulamento de delegados sindicais para que o mesmo abranja a especificidade das PSO.
- CARREIRA DE MÉRITO - foi cobrado mais uma vez o cumprimento da conquista da Carreira de Mérito aos caixas que estão em mandatos sindicais ou foram dirigentes sindicais a partir de 1º/09/06. O direito dos caixas foi conquistado na campanha 2012 e até o momento alguns bancários não o receberam. Os bancários devem receber 0,5 ponto por dia de exercício de caixa. Também foi cobrado que o banco pague o mérito para os funcionários B-Zero que estão nas carreiras comissionadas porque o Mérito é pago por dia de exercício de função e não tem porquê excluir nenhum trabalhador.
O banco informou que vai resolver o problema e pagar o que deve aos bancários caixas executivos que estão ou estiveram em mandato de representação sindical. O pagamento será retroativo a 1º/09/12 (data da conquista do direito). Em relação aos funcionários comissionados que são B-Zero, o banco vai avaliar internamente o pagamento do Mérito.
- SESMT - em relação à cobrança de preenchimento das vagas do SESMT pelos concursados, feita na mesa de 19/06, o banco informou que ainda faltam 23 vagas no país para serem ocupadas. O maior problema está nas vagas de médicos: são 16 vagas com dificuldades de preenchimento. Os concursados entram e depois saem e o processo de posse recomeça. Muitos concursados não tomam posse após a qualificação. O salário destes profissionais varia de R$ 6.235,33 a 7.898,76 para jornada de 4h.
- FALTA DE FUNCIONÁRIOS - o problema é generalizado no país. Existem concursos de escriturários em aberto em várias regiões do país. O BB não está fora de seu teto autorizado pelo governo. Os próprios gestores das dependências reclamam da falta de funcionários para preencher as vagas na dotação. Para piorar a situação, ao invés de contratar, o banco cria programas de incentivo à aposentadoria (o que agrava o quadro).
- SACR (Remoção automática, Cláusula 48ª, §1º do ACT/BB) - também foi cobrado que a remoção automática (SACR) funcione em todas as dependências do banco - tanto em área meio quanto na rede de agências - porque em vários locais as remoções estão travadas e não estão rodando.
- REESTRUTURAÇÃO SURPRESA NO SAC - a direção do SAC em SP iniciou uma reestruturação nesta segunda-feira 15 de forma unilateral, com comissionamentos em novas funções gerenciais sem processo de seleção interna. A Contraf-CUT e o BB acabaram de sair de uma mesa de Ascensão Profissional e Comissionamento onde o que mais se discutiu foi haver transparência e regras claras de seleção de candidatos para novos comissionamentos nas "oportunidades" e reivindicou que o banco cobre isso de seus gestores.
- AUSÊNCIAS PARA PARTICIPAÇÃO EM CONGRESSOS E CONFERÊNCIAS - as entidades sindicais estão reivindicando que o banco respeite a tradição democrática conquistada há décadas de liberar os bancários que forem eleitos em suas bases para participarem desses fóruns.
- BOLSA GRADUAÇÃO E PÓS - os funcionários com licença-saúde e em QS-disponibilidade não puderam participar do processo. Foi reivindicado que se verifique isso e corrija o problema.
- SANTA CATARINA - no processo de incorporação do Besc, o BB se comprometeu a cumprir diversas questões locais por se tratar da aquisição de um banco público estadual. As entidades sindicais questionaram se o banco está tratando da renovação deste contrato de prestação de serviços com o Estado, o contrato vence em outubro.
Saúde e Previdência
- PLANO DE SAÚDE SIM (BESC) - atualmente, os bancários não podem aderir ao plano de saúde do banco incorporado e nem à Cassi. Foi cobrado que o banco abra uma mesa com as entidades sindicais para apresentar proposta sobre a adesão de todos à Cassi e à Previ.
- ECONOMUS - foram apontadas dificuldades que as entidades sindicais encontram em obter retorno da direção da entidade ou, ao menos, de serem atendidas pelo Economus. Nem os ofícios remetidos a ele são respondidos.
- CASSI E PREVI PRA TODOS - a Contraf-CUT fez um apelo ao Banco do Brasil para que neste ano seja instalada uma mesa de solução para acabar com a discriminação aos funcionários oriundos de bancos incorporados e para que todos possam ter direito à Cassi e à Previ.
Fortalecer as mobilizações para uma campanha vitoriosa
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil convoca a categoria a participar ativamente da Campanha Nacional dos Bancários 2013 e buscar com muita unidade novos direitos e a manutenção das conquistas arrancadas na luta das últimas campanhas.
Fonte: Contraf-CUT
Fonte: Contraf-CUT
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Terceirização
5.7.13
Nova reestruturação no BB gera transtornos e insegurança aos bancários
Dessa vez as mudanças são na Diretoria de Reestruturação de Ativos Operacionais (Dirao). Diversos sindicatos no país têm recebido denúncias ao longo da semana sobre as consequências oriundas dessa reestruturação e que unidades e postos de trabalho serão fechados em vários locais.
Ao longo da semana, com o retorno dos bancários e dos sindicatos, foi possível perceber a extensão dos prejuízos que mais essa reestruturação unilateral do banco está causando aos seus trabalhadores.
A Contraf-CUT reivindicou abertura imediata de discussões para debater a questão em ofício enviado ao BB nesta sexta-feira 5. Veja aqui o ofício.
Além da redução de 132 vagas na estrutura geral da Dirao, o banco fechou em várias partes do país as unidades Gerats e não será fácil realocar centenas de bancários sem que eles tenham prejuízos em seus salários e rotinas de vida.
Também há uma questão que a Contraf-CUT considera um descumprimento do que o próprio banco afirmou quando implantou em janeiro de 2013 o novo plano de funções comissionadas. O BB afirmou que não iria forçar a adesão de bancários das funções gratificadas de 8h a migrarem para as novas de 6h, com redução de salários.
Para que o banco cumpra o que disse, as dezenas de assistentes A que estavam na antiga estrutura da Dirao devem ter condição de manter sua opção de 8h na nova estrutura, caso contrário o banco teria afirmado uma coisa aos funcionários e estaria fazendo outra agora na reestruturação dessa área-meio, ao extinguir centenas de vagas de assistentes A de 8h dando a "opção" de migrarem para as novas vagas de Assistente de Negócios de 6h com redução de salários (entre R$ 600 a R$ 1.000 a menos) ou ficarem sem a comissão. Isso é descumprir aquilo que o próprio banco se comprometeu em janeiro.
Fonte: Contraf-CUT
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14.5.13
Movimento sindical rebate boletins do bb
Para Sindicato SP, informativos difundidos pela direção procuram confundir debate sobre plano de funções
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| Direção do bb parece o personagem acima... |
Nesta sexta-feira 10 o BB difundiu mais um boletim pessoal que afirma que 94,5% dos funcionários aderiram às CCV (Comissão de Conciliação Voluntária). Um boletim antigo diz que 99% dos bancários que permaneceram nas funções de 8 horas já aderiram ao novo plano de funções.
No entanto, de acordo com o diretor do Sindicato Ernesto Izumi, as informações do banco escondem o verdadeiro debate. "O percentual de adesão à jornada de seis horas é baixo, é o que temos constatado na base. O banco não diz que os funcionários que permaneceram nas oito horas não tiveram alternativa. Ou aderiam ou eram descomissionados”, diz o dirigente.
Além disso, ainda de acordo com Ernesto, o banco não informa que o valor apresentado nas CCV é baixo perto do que obteriam em ação judicial. “Em São Paulo não haverá CCV, pois a assembleia a rejeitou, é soberana e vale para todos. As ações vão pagar mais que as CCV. A implantação do plano foi gestão temerária, pois vai aumentar o passivo trabalhista da empresa", explica.
Para Ernesto, o banco está tentando desmoralizar os sindicatos através dos boletins. “É uma demonstração de que a empresa está preocupada com a rejeição dos funcionários ao plano de funções. A empresa também tem o objetivo de enfraquecer a representação sindical, pois sabe que com sindicato fraco os direitos dos trabalhadores serão menores”, afirma o dirigente.
Plano de funções – De acordo com análise do Sindicato, todos os funcionários do BB foram afetados, direta ou indiretamente, com a imposição do novo plano. Escriturários e caixas, ao serem promovidos para assistentes ou gerentes, ingressarão com valor da função reduzido e sem garantia de reajustes futuros nas respectivas verbas.
Assistentes que optaram pela jornada de seis horas tiveram redução salarial de 16,25% em média, e quem não aderiu, sofreu diminuição do valor recebido pela função. Os gerentes foram prejudicados pela redução do montante pago pela função, atingindo imediatamente comissionados com mais tempo de banco e que tinham zerado a antiga verba CTVF (Complemento Temporário de Valores de Função), com reflexo para todos, pois o que era piso virou teto.
VEJA CARTA DA CONTRAF-CUT
Plano de Funções do BB: patrão diz que funcionários estão contentes. Contraf-CUT e sindicatos dizem que banco prejudica funcionários. Funcionários fazem greve.
E você, em quem acredita?
Os funcionários e os sindicatos reivindicam a instalação da jornada de seis horas para comissionados. O Banco do Brasil implanta para um terço deles, reduz seus salários em 16% e, o mais grave, reduz a remuneração pela função gratificada para míseros 10% do valor do VR. Aproveita o momento para atacar os outros dois terços e reduzir o pagamento pela função de confiança para 30% do VR. O BB implanta tudo à revelia dos sindicatos e coloca a faca no pescoço do trabalhador de 8 horas, impondo: ou aceita ou perde a comissão.
Os funcionários e os sindicatos reagem à maldade do banco, percebendo sua intenção de reduzir salários ao longo do tempo e impedir a incorporação de conquistas importantes como o Adicional por Mérito. Reivindicam abertura de negociações e o banco nega, desprezando o legítimo direito dos trabalhadores de mostrar seu descontentamento.
A direção do banco manda seus prepostos abusarem dos boletins pessoais. Diz que está tudo às mil maravilhas, que todo mundo aceitou o que foi imposto e ameaça punir quem protestar. Mesmo assim, milhares de funcionários em várias localidades decidem parar por 24 horas e dizer à direção do banco que, se os membros da cúpula encastelada em Brasília acreditam que todo mundo está contente, é porque mentem para eles mesmos.
E você, que teve de aderir ao novo plano para não perder a comissão? E você, que tem de ralar feito louco para cumprir ordens e cada dia vender um produto diferente? E você, que vê claramente que a direção do banco não tem estratégia e não sabe aonde quer chegar? E você, que atravessa o portal do inferno todo dia sabendo que o banco vai lhe tirar o couro impiedosamente?
E você, administrador, que recebe vários torpedos e telefonemas todo dia e tem de ficar se controlando para não repassar a crueldade para os funcionários? E você, que faz de tudo para cumprir metas e recebe como prêmio um bonequinho de um determinado superintendente idiota?
Em quem você acredita? Nos executivos do banco, que lhe dizem que está tudo maravilhoso ou nos sindicatos, que dizem que o banco lhe quer prejudicar?
Fonte: Seeb SP Rodolfo Wrolli - 10/5/2013 (com Contraf-CUT e edição do blog)
16.4.13
Direção do bb edita boletins internos duvidando da inteligência dos bancários
Os funcionários do Banco do Brasil iniciaram mais um dia de trabalho com forte pressão e assédio moral por metas abusivas e também com a provocação de um novo "informativo" da direção do banco falando das "maravilhas" do novo plano de funções implantado unilateralmente em 28 de janeiro, que reduziu salários nas funções de 6 horas e as gratificações de função de todos os comissionados.
Conforme já vem sendo denunciado pelas entidades sindicais, a direção do bb é antissindical e, além das barbaridades feitas diariamente com os trabalhadores, desrespeita a representação ao não querer negociar as principais questões relativas à vida dos trabalhadores, como o seu plano de funções.
A direção do banco diz no boletim: "O assunto diz respeito à sua carreira. Procure, no Banco, as informações oficiais sobre o tema, discuta com seus pares e reflita sobre as opções e oportunidades para o seu futuro na Empresa".
"É interessante. Os bancários arrancaram na luta, em mais de cem dias de greve na última década, 36% de aumento real no piso e 16% de aumento real nas gratificações de função, além da nova carreira de mérito. Será que os funcionários devem procurar mesmo o banco como diz a direção?", questiona William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb.
Após a publicação da revista nacional O Espelho, os bancários passaram a entender melhor o quanto as mudanças do novo plano de funções são perversas e atacam os direitos conquistados nas campanhas salariais unificadas.
"A direção do banco tenta enganar os seus funcionários com esses boletins e informativos que ficam o tempo inteiro nas telas de trabalho", critica William.
Direção confirma que plano é para reduzir direitos
A direção confessa o motivo pelo qual o maior ataque do plano foi reduzir as gratificações de função e fazer com que todos os comissionados tenham complementos de função, porque antes os bancários com verbas pessoais maiores ou em funções comissionadas de VRs baixos não tinham complemento algum (antes CTVF e agora CFC ou CFG). Pelo contrário, cerca de 30 mil comissionados ganhavam mais que o VR.
O banco confessa a malandragem do plano quando diz em boletim: "As verbas pessoais são irredutíveis e refletem os ganhos que cada funcionário adquiriu durante sua vida funcional. A parte da função, por sua vez, é sempre definida pela Empresa".
"Aqui a direção ameaça dizendo que mexe no salário a hora que quiser, inclusive reduzindo ou não corrigindo mais as verbas. Fizeram isso entre 1997 e 2002, antes da campanha unificada. A direção não corrigia verba alguma pelos reajustes salariais e os comissionados tinham reajuste zero quando corrigia o piso. Agora, montaram um plano com a mesma ideia: qualquer aumento no piso ou direito novo, como letra de mérito, reduz o complemento (CFC, CFG ou Ajuste Plano de Função). Não posso falar palavrão, mas é um ataque nefasto dessa direção", denuncia o dirigente.
Ainda no boletim o banco acrescenta uma frase que denuncia o quanto se incomodava com o que a direção chama de "barrigudos" - os bancários que ganhavam mais que o VR por acumular direitos legitimamente conquistados ao longo da vida funcional. O bb quer reduzir custos do banco às custas de cortar a folha de pagamento e os direitos auferidos na luta pelos bancários.
Os "danos" causados aos custos de pessoal do banco seriam as conquistas de seguidos aumentos reais na última década. O boletim da direção diz: "Entretanto, existem alguns funcionários que têm remuneração maior que o VR, resultado de ganhos pessoais e reajustes diferenciados no piso salarial."
O que a direção chama de "alguns" até janeiro de 2013 era cerca de 30 mil comissionados, ou seja, a metade do quadro comissionado, porque com as lutas e conquistas das campanhas unificadas, todos os assistentes, todos os funcionários em funções com remunerações médias e que já detinham certo tempo de banco, anuênios, carreira de mérito e VCPIs ganhavam mais que o VR, que era piso.
bb quer incorporar gratificação semestral de forma irregular
A direção do bb quer cometer agora mais uma irregularidade com o novo plano de funções. O banco migrou, sob ameaça de descomissionamento, milhares de funcionários de "confiança" entre 27 e 28 de janeiro para novas funções com a gratificação de função menor.
As verbas que remuneravam as gratificações de função no banco eram o somatório de ABF+ATFC+25% de gratificação semestral. O bb reduziu todas as gratificações. Um gerente de relacionamento com VR = R$ 5.972,40, por exemplo, ganhava R$ 2.825,35 de gratificação de função. Após a mudança unilateral do banco, passou a ganhar R$ 2.239,64 fazendo exatamente a mesma coisa.
Agora a direção diz: "A mesma lógica foi aplicada à Gratificação Semestral, que foi incorporada em todas as verbas sobre as quais já incidia, sem quaisquer prejuízos aos funcionários."
O bb sempre pagou a gratificação semestral de 25% sobre as verbas ABF e ATFC e ao mudar a composição da gratificação, alterando o nome da verba e a reduzindo, está descumprindo a cláusula 23 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Lá está garantido que "a verba Gratificação Semestral será incorporada a todas as verbas sobre as quais tenha incidência na data de início de vigência do presente instrumento (1º setembro 2012), conforme relação anexada a este instrumento (lá constam ABF e ATFC)".
O banco está reduzindo o direito e a gratificação dos comissionados de forma irregular. No exemplo citado do gerente de relacionamento cuja gratificação de função era de R$ 2.825,35 (composta por ABF + ATFC + 25% GS), ele irá reduzir em R$ 585,71 a mesma gratificação de função se levar adiante sua "lógica" de incorporar a gratificação semestral de 25% sobre a verba alterada para menor.
Mobilização e greve para barrar prejuízos
"Os funcionários não têm outra alternativa que não seja lutar e fazer o governo federal e a direção do banco voltarem atrás na tentativa de reduzir custos do bb às custas dos direitos dos bancários, direitos conquistados com muita luta e muita greve", convoca William Mendes.
A Contraf-CUT orienta todas as entidades e os bancários a se prepararem para a greve de 24 horas convocada para o dia 30 de abril.
"Os bancários querem o fim do desrespeito da direção do banco, querem a reversão dos prejuízos do plano de funções, querem o fim do assédio moral e descomissionamentos por não cumprimento de metas absurdas, e melhores condições de trabalho com a contratação de mais concursados para que as unidades tenham bancários no atendimento à população e aos clientes brasileiros", conclui o coordenador da Comissão de Empresa.
Fonte: Contraf-CUT
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