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29.8.24

Previ: dirigentes eleitos alertam sobre fake news




Apresentação do blog:

Reproduzo abaixo o manifesto das eleitas e eleitos de nossa Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Previ, em face da quantidade absurda de mentiras que andam circulando por esses dias em relação a supostos riscos de ingerências externas à gestão de nosso fundo de pensão. São ilações infundadas, mas comuns nos tempos nos quais vivemos.

William Mendes

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Manifesto dos dirigentes eleitos: associados precisam ficar alertas com fake news sobre Previ

28/08/24

A reunião ocorrida na semana passada no Palácio do Planalto, amplificada pelo noticiário da imprensa, tem gerado manifestações e movimentos políticos de pessoas ativistas de má-fé divulgando fake news. Muitos associados, em razão disso, têm relatado insegurança e medo com os rumos da Previ.

Para restabelecer a tranquilidade dos associados e de seus familiares, e que possam continuar usufruindo dos benefícios da Previ sem maiores preocupações, queremos fazer os seguintes esclarecimentos:

1. A Previ tem uma governança madura e sólida, composta de forma paritária por representantes do Banco do Brasil e eleitos pelos associados. Todos os dirigentes precisam ter, pelo menos, 10 anos de filiação a um dos nossos planos de benefícios, o que evita a presença de oportunistas de plantão na gestão da nossa Entidade.

2. Além dessa governança, temos também uma estrutura organizacional segregada, composta 100% por associados ao Plano 1 ou ao Previ Futuro, com processos de tomada de decisão colegiados, sem decisões monocráticas, e com tramitação tanto nas diretorias dos indicados pelo banco quanto dos eleitos pelos associados.

3. Assim, governança e estrutura organizacional segregada, somadas, blindam a Previ de interferências externas, seja do mercado privado, seja do poder público.

4. Esses alicerces já foram inúmeras vezes testados ao longo dos últimos anos e provaram com sucesso que, na Previ, sempre prevalecem as decisões técnicas e a atuação em defesa do associado. O que, inclusive, foi reconhecido por parlamentares em duas CPIs.

5. Também é sempre importante lembrar que na Previ nunca executamos planos de equacionamento e o Plano 1, mesmo em uma conjuntura desafiadora, permanece em equilíbrio e com superávit superior a R$ 3 bilhões de reais.

6. Receber propostas de investimentos da iniciativa privada ou do poder público é algo natural, pois somos o maior investidor institucional do país e temos necessidade de investir no curto, no médio e, sobretudo, no longo prazo, para atendermos aos nossos compromissos com quase 200 mil associados.

7. Da mesma forma, é natural também dialogarmos com agentes do mercado e também com o poder público, seja o Executivo ou o Parlamento. Isso faz parte do nosso trabalho.

8. Outra frente importantíssima de atuação junto ao poder público é a defesa das nossas posições em relação ao ambiente regulatório para o fortalecimento do sistema fechado de previdência complementar. São exemplos recentes dessa nossa atuação a aprovação neste ano da Lei 14.803, que permitiu a opção pelo regime de tributação ao final do período de acumulação da poupança previdenciária, e a recente vitória na votação do PLP 68/2024 na Câmara dos Deputados, quando conquistamos a aprovação pelos deputados da isenção de pagamento dos novos impostos sobre serviços e consumo, desonerando os associados na acumulação de sua poupança previdenciária.

9. A reunião que ocorreu entre os presidentes dos quatro fundos de pensão com patrocínio estatal e o presidente da República e seu ministro teve como pauta exatamente essa linha da nossa atuação institucional.

10. O que foi publicado pela mídia e a sequência de reações políticas de jornalistas e alguns associados, como se estivesse ocorrido algo ilegal, não passam de ilações, fake news e oportunismo político da pior qualidade e que merecem o nosso repúdio pelo desserviço que prestam às pessoas que confiam na gestão de longo prazo de seus recursos.

Portanto, é preciso deixar bem claro para os nossos associados e associadas que nessa reunião:

• Não foi apresentada qualquer proposta de investimento em PAC ou em qualquer outro projeto.

• Não houve qualquer pedido de flexibilização das nossas políticas de investimentos ou qualquer outro documento da nossa Entidade.

• Foram debatidos assuntos fundamentais para o setor de previdência, e que precisam ser tratados e encaminhados no governo e no Parlamento, para fortalecer a previdência complementar dos trabalhadores. Entre eles estão o retorno da permissão para que os fundos de pensão possam voltar a investir diretamente em imóveis, sem ter que pagar taxa de administração ao mercado para gerir algo que temos expertise para fazer, e o fim da obrigatoriedade de marcação de títulos públicos a mercado, quando a Previ tem capacidade de caixa e interesse de carregá-lo até o vencimento, porque essa prática traz volatilidade e prejuízo aos associados dos planos de contribuição variável, como é o caso do Previ Futuro.

Tudo o mais que está sendo explorado em redes sociais não passa de fantasia e tentativa de manipular opiniões.

Hoje, a previdência complementar representa apenas 12% do PIB do Brasil, enquanto em países desenvolvidos ela chega a representar mais do que 100% do Produto Interno, garantindo benefícios previdenciários dignos e dotando o país de origem de uma fundamental capacidade de investimentos.

Nós, diretores e conselheiros eleitos da Previ, queremos ver isso se tornar uma realidade também no Brasil. E, por isso, seguiremos em nossa militância previdenciária em defesa dos legítimos interesses dos associados e associadas, combatendo com firmeza e serenidade as mentiras e os detratores do nosso sistema.

Diretores e conselheiros eleitos da Previ

Fonte: associadosprevi.com.br

5.10.15

Cassi: as perspectivas com a mobilização na Campanha 2015



(agenda atualizada às 21:00h de sexta 9/10)




Opinião da semana e agenda de trabalho

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Esta é uma semana importante para tod@s nós bancários e funcionários do BB. Estamos em período de renovação de direitos da categoria, chamado data-base, e os banqueiros não apresentaram propostas que atendessem às reivindicações dos trabalhadores nem na mesa geral da Fenaban, onde renovamos a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), nem nas mesas específicas e concomitantes dos bancos públicos, onde renovamos o Acordo Coletivo de Trabalho do funcionalismo (ACT-BB).

A proposta de 5,5% de reajuste (inflação 9,88%) e abono de R$ 2.500 seria bastante lesiva para as receitas da Cassi e os direitos em saúde no BB, como abordamos no artigo de opinião da semana passada.

Eu fui representante dos bancários do BB nas mesas de negociação por muito tempo e após ser convidado em 2014 para participar das eleições da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB (Cassi), após eleitos, iniciamos nossa nova missão desde junho do ano passado, representando os associados na gestão compartilhada entre eleitos e indicados pelo patrocinador BB na gestão de nossa entidade de saúde.

PERGUNTA: O que está em jogo nesta Campanha Nacional dos Bancários para o funcionalismo do Banco do Brasil em relação à Cassi e seus direitos conquistados em anos de lutas em seu plano de saúde?


O CAMINHO PERCORRIDO DAS NEGOCIAÇÕES CASSI

Quando começamos o mandato em nome dos associados da Cassi, o patrocinador Banco do Brasil tinha uma pauta sua para discutir na gestão da entidade: o custeio do Plano de Associados. O Banco alegava que os seguidos déficits no plano deveriam ser regularizados ou reduzindo despesas assistenciais ou aumentando o custeio do Plano, hoje baseado em 7,5% da remuneração dos funcionários da ativa e aposentados. Os associados contribuem com 3% e o Banco com 4,5% (sobre ativos e aposentados).

Até 2013, a Cassi conseguiu fechar os balanços anuais consolidados porque ano após ano entraram receitas extraordinárias e ou novas que ajudaram a equilibrar as contas. Entre 2011 e 2013 foram as receitas oriundas do BET e entre 2007 e 2010 as receitas e o aporte oriundos das negociações com as entidades representativas e a reforma estatutária.

Em 2014, não havia receitas extraordinárias previstas e a Cassi teria déficit no balanço consolidado e previsão de déficit maior ainda em 2015. Os eleitos não concordaram com a visão simplista de repassar o aumento do custeio do Plano de Associados somente para os funcionários da ativa e aposentados. O Banco já alegava que ele não contribuiria com mais nada porque o Estatuto da Cassi limitava sua participação em 4,5%.


AS PROPOSTAS DO BB PARA A CASSI

Como solução para resolver o desequilíbrio no custeio e o déficit no Plano de Associados, o patrocinador Banco do Brasil propôs no âmbito da governança da Cassi, no final de 2014, consultar o Corpo Social para aumentar as contribuições dos associados em 50% (passando de 3% para 4,5%) e propôs a redução de diversos direitos em saúde no Plano de Associados como aumentos em coparticipações, reduções de ressarcimentos de medicamentos e materiais, criação de franquia sob internação de R$ 1.500 e corte de programas muito importantes de saúde como Atenção a Crônicos (PAC), Assistência Farmacêutica (PAF) etc.

Os eleitos rejeitaram as propostas do Banco de onerar somente os funcionários/associados porque entendem que a proposta é injusta e não retrata a realidade de que a Cassi é de gestão paritária entre BB e Corpo Social.

Começou assim uma unidade importante dos eleitos com as entidades sindicais e representativas da ativa e dos aposentados desde o início de 2015 para conseguir mobilização dos funcionários e mesas de negociação com o BB para resolver a questão do déficit. O Diretor de Saúde da Cassi procurou a Contraf-CUT desde janeiro pedindo apoio e mobilização até com possibilidade de greve para os associados da Cassi terem melhores perspectivas de negociação com o Banco na solução do déficit de seu plano de saúde.

Foi criada uma Comissão Negociadora (Contraf-CUT, Contec, ANABB, AAFBB e FAABB, com apoio dos eleitos). Nas mesas com as entidades iniciadas em maio de 2015, o Banco do Brasil fez nova proposta de mudanças na Cassi, com transferência de suas responsabilidades atuariais com o pós-laboral e proposta de rateio de déficits somente para os associados, e ainda quebrando o modelo solidário do plano de saúde, onerando quem fosse mais idoso, quem tivesse utilizado mais o plano de saúde e quem tivesse grupo familiar maior. As entidades na mesa não tiveram consenso nas propostas do Banco após oito rodadas e então chegamos à Campanha Nacional dos Bancários.


AS PROPOSTAS PARA A CASSI

As propostas dos eleitos na Cassi, de medidas estruturantes na gestão e avanço no modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde, em conjunto com aportes extraordinários por parte do patrocinador Banco do Brasil de R$ 300 milhões para 2015 e R$ 300 milhões para 2016 e investimentos de R$150 milhões para as medidas estruturantes, foi encampada pelas entidades sindicais, representativas da ativa e aposentados e pelo 26º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, ocorrido em junho e etapa de fechamento da minuta de reivindicações na mesa específica entre o Banco e os funcionários.


PARTICIPAÇÃO MASSIVA DOS FUNCIONÁRIOS NA MOBILIZAÇÃO PODE DEFINIR SOLUÇÕES PARA A CASSI

A participação massiva dos funcionários do BB na Campanha 2015 e na greve que começa nesta semana é uma possibilidade, uma perspectiva, de conseguirmos para a Cassi, na mesa específica entre o Banco e os funcionários e suas entidades sindicais, uma proposta diferente daquelas feitas pelo patrocinador BB na Cassi: todas elas de redução de direitos, aumento de contribuição dos associados e criação do fundo de cerca de 6 bilhões (na BBDTVM em nome da Cassi), com transferência do risco atuarial pós-laboral para o Plano de Associados. 

Se os funcionários não conseguirem avançar para aportes extraordinários e investimento nas medidas estruturantes da gestão da Cassi na mesa específica e concomitante à mesa da Fenaban, após o fechamento da data-base, os eleitos e as entidades representativas do funcionalismo terão, em conjunto com os associados, que encontrar uma solução para o equilíbrio econômico e financeiro do Plano de Associados, com as propostas que o patrão colocou na mesa e ou no âmbito da governança da Caixa de Assistência.

A luta é sempre uma perspectiva de conquistar direitos e ou fazer os patrões recuarem em suas propostas de retirar direitos dos trabalhadores.

Boa campanha a tod@s nós bancários nesta data-base!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (Eleito)


AGENDA DA SEMANA

Esta semana será toda em Brasília - DF.


Segunda 5

Dia de trabalho focado em leitura da pauta para a reunião da Diretoria Executiva da Cassi, confecção de textos e diversas questões internas que estou responsável em nossa gestão.

Post Scriptum (22:50h):

Terminamos o dia de trabalho após a leitura da pauta da reunião de Diretoria. Ao longo do dia tivemos também reuniões de trabalho da Direx na Cassi.


Terça 6

Dia de reunião da Diretoria Executiva da Cassi.



Quarta 7

Dia de trabalho interno da Cassi.


Post Scriptum (20:00h):

O dia foi todo de leituras e estudos na Diretoria de Saúde. Estamos finalizando a confecção do 16º Prestando Contas Cassi, o boletim dos eleitos. Neste mês abordaremos o Outubro Rosa e a conscientização sobre o câncer de mama.

REFLEXÕES: Neste período definidor para nossa Caixa de Assistência e o Plano de Associados, porque os bancários estão em Campanha Salarial e na pauta específica do BB está a questão da sustentabilidade, custeio e modelo assistencial da Cassi, acabei revendo nossos compromissos assumidos no dia da posse na gestão da entidade como eleitos. Estamos firmes no cumprimento daquilo que dissemos naquele dia.

Vídeo do discurso de posse na Cassi em 02/06/14.


Quinta 8

Dia de trabalho na Cassi e reunião semanal de gestão de nossa Diretoria com os gerentes na Sede.

Post Scriptum (21:20h):

Vamos parar o dia de trabalho por hoje. Tivemos boa reunião de gestão em nossa Diretoria pela tarde, organizando o planejamento para aprofundar os objetivos de saúde da Caixa de Assistência. 

De alguma forma, Banco e associados/bancários terão que achar uma solução para o déficit no Plano de Associados nas mesas de negociação entre as partes e nós, gestores eleitos, temos que ter as estratégias desenhadas para fortalecer a Cassi, sempre com o foco nos direitos e necessidades em saúde dos seus associados.

Defendemos aportes financeiros do patrocinador BB na Cassi e o que vai determinar as soluções em nosso plano de saúde é a participação dos bancários na greve e o foco dos sindicatos na mesa específica com o BB.


Amanhecer em Brasília. Eu e esposa, voamos no avião à esquerda.
Meu filhão, voou no avião à direita. Coincidência legal!

Sexta 9

Viagem para SC, onde na semana seguinte iniciarei meu trabalho na Unidade Cassi SC.

Post Scriptum (21:00h):

Nesta sexta-feira, saímos de madrugada de Brasília para Santa Catarina. Durante o dia publicamos o 16º Boletim dos Eleitos com informações sobre o Outubro Rosa e o câncer de mama. Peço que tod@s ajudem na distribuição do boletim.

Na parte da tarde, trabalhamos com pauta extraordinária da Diretoria Executiva da Cassi.

Vamos encerrar o dia e a semana de trabalho. Foi uma semana de muita luta, tanto nossa no dia a dia da Caixa de Assistência, quanto da categoria à qual pertenço, que luta com forte greve para fazer banqueiros apresentarem proposta mais condizente com os resultados deste setor econômico.


Bom descanso a tod@s!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

27.3.15

Entrevista sobre a Cassi: O BB precisa se responsabilizar


Comentário do Blog:

Segue abaixo a entrevista que fizemos nesta semana para o Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista. Nela, fazemos um resumo do que está em discussão sobre a questão do déficit do Plano de Associados e as propostas dos representantes do Corpo Social para a solução e o fortalecimento da Cassi e da saúde de seus associados e familiares.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento


O BB precisa se responsabilizar

(publicado em 25/3/15)







O diretor nacional da Cassi, William Mendes, fala sobre a situação financeira do plano e da postura adotada pelo BB diante do problema. Confira.


- Qual a postura da Cassi diante da negociação proposta pelo Banco do Brasil, uma vez que o BB quer repassar a conta para os bancários, se eximindo da responsabilidade financeira diante da crise enfrentada pelo plano de saúde?


Vamos explicar passo a passo para os leitores bancários e associados da Cassi em que momento estamos na questão da busca de solução para o déficit do Plano de Associados da Entidade.


A Cassi é uma Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. É uma entidade de saúde dos trabalhadores e não visa lucro. É gerida no modelo de autogestão, compartilhada entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social. O Banco indica a metade da governança e o Corpo Social elege a outra metade. A Cassi opera dois modelos de planos de saúde: o Plano de Associados e os planos Cassi Família. O Plano de Associados é composto pelos funcionários da ativa e aposentados e seus dependentes. Os planos Cassi Família são compostos por familiares até 3º grau dos funcionários do BB, ex-funcionários do Banco e os funcionários da Cassi. Ou seja, há regras estatutárias e legais para a composição dos participantes dos planos de saúde da Cassi.


O Banco do Brasil afirma em mesas de negociação com as entidades sindicais que não aceita discutir com a Comissão de Empresa da Contraf-CUT o tema Cassi porque, segundo ele, os funcionários já têm seus representantes eleitos na governança da entidade.


Entretanto, na governança da Cassi, chegamos a um impasse ao final de 2014 porque o orçamento da entidade para o exercício de 2015 previa novo déficit no Plano de Associados (este plano tem déficits há anos) e, com isso, o Banco do Brasil, através de seus representantes na governança, propôs na peça orçamentária para 2015, aumentar a mensalidade dos associados em 50%, indo da atual contribuição de 3% sobre o salário para 4,5%. Como o Banco sabe que não pode aumentar a mensalidade sem aprovação do Corpo Social, e isso naturalmente tem um processo que pode durar meses, o BB propôs na mesma peça orçamentária de 2015, o corte de diversos direitos em saúde, como suspensão de programas de cuidados (Atenção aos Crônicos e Assistência Farmacêutica), e propôs aumentar diversas coparticipações nas consultas, exames e até franquias de R$1.500 nas internações, o que prejudicaria sobremaneira as pessoas com mais dificuldades e quebraria a solidariedade no modelo de saúde da Cassi.


Os eleitos, representantes do Corpo Social na governança, rejeitaram essas propostas na peça orçamentária de 2015 e levaram o assunto para as entidades sindicais e associativas para iniciarmos negociações formais com o BB a fim de resolver o problema do déficit do Plano de Associados sem prejudicar os direitos em saúde dos participantes. Os eleitos recorreram às entidades sindicais e associativas porque sabem que só a força da mobilização e da luta unitária em prol da saúde dos funcionários do BB e da Cassi pode fazer com que o Banco negocie e também se responsabilize pelo aporte necessário ao equilíbrio.



- Existe uma previsão de pedido de aporte para o Banco? Qual seria o montante e com base em que este valor foi calculado?


A proposta dos eleitos representantes do Corpo Social foi no sentido inverso daquela feita pelo BB, através de seus indicados na Cassi. O Banco propôs aumentar a contribuição dos funcionários da ativa e aposentados para 4,5%. Com isso a receita da Cassi no Plano de Associados iria para 9%, ou seja, sobre a folha de pagamento da ativa (BB) e dos aposentados e pensionistas (Previ). Segundo as áreas do Banco na governança, o incremento anual seria da ordem de R$ 300 milhões por ano.


Os eleitos propuseram o inverso. Diferente do BB, que propôs aumento permanente de contribuição aos associados, nós propusemos que o Banco do Brasil faça contribuições extraordinárias no mesmo montante – R$ 300 milhões - em 2015 e 2016, só que sendo extraordinário. Isso não obrigaria o Banco a ter que reservar no balanço o valor para garantir os aposentados do Plano, conforme seus gestores afirmam por causa da CVM 695.


O Banco está na gestão de forma ininterrupta desde 1996 e não é correto querer passar a conta do desequilíbrio para os associados, sem que ele também contribua. Além do adoecimento grande do pessoal da ativa (mais de 100 mil trabalhadores) causado pelas condições de trabalho e que onera a Cassi, a reforma de 2007 e o BET trouxeram receitas extraordinárias da ordem de um bilhão de reais e, no entanto, até o momento em que chegamos à gestão (2014), o modelo de promoção de saúde e prevenção de doenças, preconizado na Cassi há mais de 15 anos, não foi ampliado para o conjunto dos associados. É aí que está o problema estrutural com maior responsabilidade no desequilíbrio.


A Cassi não aproveitou as receitas extraordinárias recebidas entre 2007 e 2013 para investir no modelo de saúde aprovado pelo Corpo Social. Nós temos que ser sinceros nisso. A proposta dos eleitos é o Banco do Brasil fazer as contribuições extraordinárias de 300 milhões nestes dois exercícios – 2015 e 2016 - e todos juntos avançarmos no modelo de saúde mais racional e resolutivo e com resultados melhores para os participantes e a Cassi, tanto em saúde como também financeiros. Estamos propondo o que há de melhor nos países de primeiro mundo e de ponta em saúde.


- O modelo de atenção básica, preconizado pelo Estatuto desde 1996, até hoje não foi colocado em prática. Por que, já que os usuários do plano acabam passando por diversos especialistas e fazem tantos exames desnecessários, gerando duplicidade e até triplicidade no fim das contas?


Este é o problema de fundo e o que os eleitos estão propondo é resolver isso. Aprofundar o modelo de Atenção Integral à Saúde, através da Estratégia Saúde da Família (ESF), para o conjunto dos associados. Estamos falando em estender o direito a ter equipes de família cuidando dos 720 mil participantes, com mapas epidemiológicos das populações Cassi e com acessibilidade adequada em todas as bases do país. É possível porque é feito em outros países.


As iniciativas estratégicas propostas por nós no final de 2014 precisam de tempo para serem implementadas e não podemos permitir que um déficit financeiro como o atual, por não ter receita extra em 2014, como teve entre 2007 e 2013, impeça que todos possam usufruir de um modelo que trará mais perenidade à Cassi nas próximas décadas. Por isso é que o Banco do Brasil precisa se responsabilizar também pela solução do problema, que já vem de longe, e nós estamos apresentando um modelo de sistema de saúde com maior perspectiva de perenizar a nossa Caixa de Assistência. Será bom para o Banco e para os associados.



- A última reforma do Estatuto foi feita em 2007, e os prejuízos já são notados desde 2005. Por que só agora a Cassi está adotando estas medidas?


Acredito que já abordamos isso nas respostas anteriores. A Cassi já tem aprovado o modelo de sistema de serviços de saúde baseado na atenção primária e nas equipes de família, através das CliniCassi.


No entanto, o modelo não tem escala e com isso as despesas assistenciais, o volume de exames desnecessários, as internações e o grande gasto com OPMEs acabam sendo muito acima do que seria, caso os 720 mil associados tivessem o direito ao modelo integral de saúde.


A lógica é outra. É cuidar das pessoas e não deixar as pessoas por conta de um “mercado” de saúde que não vê seres humanos com necessidades de cuidados e sim “consumidores” e “planos de saúde” aptos a pagar. Só que o sistema de saúde, tanto público quanto privado, está em uma grave crise e nós estamos defendendo o que é melhor e mais racional para a sobrevivência da Caixa de Assistência.


Contamos com o Corpo Social e suas entidades representativas para fazermos esse debate com o patrocinador Banco do Brasil.



*As opiniões expressas na entrevista não refletem, necessariamente, o posicionamento da diretoria do SEEB/VCR.


Fonte: site do Sindicato de VCR

18.3.15

O BB não vai me impedir de fortalecer a participação social na Cassi


Tirei o estresse do dia saindo para correr e
refletindo sobre minhas convicções na
defesa da Caixa de Assistência e no
fortalecimento dos Conselhos de Usuários.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,


Saí da Cassi nesta terça-feira 17 quase 10 horas da noite. Trabalhei umas 30 horas nestes dois dias. Como se diz, foram dois longos dias na burocracia da nossa Caixa de Assistência. E isso é necessário.

A pauta da nossa reunião de Diretoria Executiva foi gigante. Foram cerca de 50 súmulas para debater e deliberar.

Confesso que saí tão estressado que ao chegar após às 22h precisei colocar um calção e sair embaixo de garoa para correr. Correr, digerir a raiva, e, através das passadas, pensar os próximos passos. Corri pouco mais de 30 minutos, uns 5 km, e passou a bronca que estava, além de refrescar a cabeça com a garoa fina.

Também refleti sobre as sinalizações passadas a mim hoje pelo patrocinador Banco do Brasil.


Conferências de Saúde e Renovações dos Conselhos de Usuários correm o risco de não acontecerem em 2015 se não houver anuência do patrocinador Banco do Brasil

Algumas coisas nos deixam revoltados. Eu aprendi desde cedo e acho que isso é fundamental para nunca perdermos a nossa posição no quadro social: a capacidade de se indignar!

Vejam vocês. Nós fomos eleitos com um programa de gestão para a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi, onde defendemos alguns princípios. Um deles é o fortalecimento dos Conselhos de Usuários e a participação social.

A Cassi é associação, está no seu estatuto no Artigo 1º. Uma associação tem como princípio ontológico a participação social. Eu sou um defensor dos Conselhos de Usuários da Cassi. Boa parte das lideranças do funcionalismo já devem ter percebido isso nestes meus nove meses de mandato como Diretor de Saúde. Nossa Diretoria é responsável pela relação com os Conselhos de Usuários da Cassi.

Se teve diretores de saúde eleitos anteriores a mim que esvaziavam os fóruns dos Conselhos ou não ligavam para a existência deles, não é o meu caso. Cada um com a sua cabeça e visão de mundo.

Acredito piamente que o maior envolvimento no dia a dia da Caixa de Assistência por parte das lideranças dos associados, como sindicatos, associações da ativa e aposentados e os Conselhos de Usuários pode dar mais Espírito de Pertencimento e facilitar a aderência aos programas de saúde e o melhor uso de nossa Cassi por parte dos 720 mil associados.

Isso pode trazer aumento dos resultados em saúde, com maior participação no modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se dá pela Estratégia de Saúde da Família (ESF), menor índice de judicialização e redução de despesas assistenciais. A economia, ou uso mais racional dos recursos, pode ser da ordem de milhões de reais por ano.

A Cassi está com o orçamento contingenciado neste início de ano administrativo. Ainda não aprovamos a peça orçamentária. Isso não quer dizer que semanalmente nós não renovemos as licenças para os programas de informática, que não renovemos contratos de manutenção, que não estejamos pagando em dia nossas despesas assistenciais etc. Até porque a empresa tem uma dinâmica da máquina administrativa.

Aliás, eu não gostaria de pensar que há tratamento diferenciado aos eleitos deste momento, porque a Cassi já passou por outros momentos de contingenciamento em anos anteriores. Eu já verifiquei como o Banco se portou com os eleitos daquele momento contingenciado. E não impediram a realização das Conferências de Saúde. 

Ao apresentar a programação e orçamento para cumprir as obrigações estatutárias da Diretoria de Saúde no que diz respeito às Conferências de Saúde e a renovação dos Conselhos de Usuários da Cassi em 2015, recebo sinalizações de que o Banco é contrário a esse importante instrumento de participação social na Caixa de Assistência por causa do contingenciamento. O valor previsto para o 1º semestre é relativamente pequeno, se comparado a dezenas de outros eventos na entidade.

Aguardem os próximos capítulos deste drama. As decisões sobre as questões administrativas da entidade neste mês, dentre elas a das Conferências, serão decididas na próxima semana na reunião mensal do Conselho Deliberativo, órgão máximo da Caixa de Assistência.


Conferências e fortalecimento dos Conselhos de Usuários serão mantidos!

Uma coisa eu aprendi como dirigente sindical e representante dos trabalhadores. Eu tenho firmeza nos princípios e flexibilidade nas táticas.

Após me tornar dirigente, nunca deixei de fazer o que tinha que ser feito ou encaminhar as lutas que tinha que lutar por dificuldades comuns e reais que enfrentamos. 

Foi assim para nunca deixar de fazer o trabalho de base e organizar os bancários, mesmo quando ocupei funções nas estruturas executivas do movimento sindical. Foi assim para fazer os cursos de formação que fizemos ao longo de dois mandatos na Contraf-CUT. Quem me conhece sabe disso.

Eu só quero fazer o meu trabalho e aquilo em que me comprometi e acredito

Os embates na gestão paritária entre Eleitos e Indicados na Cassi já tiveram decisões infelizes neste início de ano por parte do Banco do Brasil que estão prejudicando os representantes do Corpo Social e os associados. Um exemplo disso foi a posição do Banco do Brasil pela não renovação dos contratos das empresas que executavam o Programa de Atenção aos Crônicos (PAC). Mais de 10 mil pessoas deixaram de receber os cuidados do Programa.

Outro exemplo: por causa do contingenciamento orçamentário momentâneo, o Banco do Brasil quis tirar a participação dos suplentes nos Conselhos e nós não aceitamos isso. Os eleitos estão fazendo sacrifícios para manterem seus compromissos com a governança e com os representados ao estarem nas reuniões mensais daqueles colegiados.

Eu mesmo, tenho usado recursos de minha remuneração, onerando minha família, por convicções que acredito e porque nosso foco é o projeto que defendemos para nossa Cassi. E eu não me importo. Mas isso não quer dizer que não fico indignado com algumas pequenezas por parte do Banco.

As Conferências de Saúde e a renovação dos Conselhos de Usuários da Cassi acontecerão este ano sob o meu mandato na Diretoria de Saúde, independente de o patrocinador Banco do Brasil aprovar ou não o orçamento para elas.

Eu não vou ofender ninguém com quem trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência, e vou continuar me comportando com educação e civilidade como representante do Corpo Social. Mas eu sei quem sou, o que defendo e não me abalo com futricas de corredor ou rede social por parte de "adversários" em próximas eleições e coisas do gênero. Isso faz parte da democracia e eu sou defensor dela.

Se não tiver orçamento formal para realizarmos as Conferências de Saúde de 2015, eu vou pedir ajuda para as entidades representativas do funcionalismo e, se não der certo, pago do meu salário para que elas aconteçam. Nossa Diretoria de Saúde pretende fazer as 16 conferências previstas mais a constituição do Conselho de Usuários do Amapá.

Foi um desabafo! Mas amanhã sigo firme do mesmo jeito na nossa gestão na Diretoria de Saúde da Cassi.

Reafirmo o que tenho dito: é preciso UNIDADE entre nós do corpo social para conseguirmos uma correlação de forças melhor para lidar com o nosso patrão, o Banco do Brasil.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

1.2.15

Retificação sobre tentativa do BB de esvaziar a governança da Cassi




(Atualizada dia 30/1, às 12h30)

Os conselheiros deliberativos eleitos foram pressionados pelo Banco do Brasil na reunião de janeiro a impedir a convocação dos conselheiros suplentes nas reuniões ordinárias, em razão da contingência orçamentária. Para os eleitos, a medida não contribui para a busca de soluções porque esvazia a governança da entidade.

Diante dessa postura e com o propósito de viabilizar a participação de todas as representações do funcionalismo, em um momento crucial para a Cassi, os conselheiros eleitos decidiram abrir mão de parcela dos honorários e de custos com deslocamento com a finalidade de não onerar a Cassi com a participação dos suplentes.

A Contraf-CUT havia informado na quarta-feira 28 que, "após tomar conhecimento da decisão dos eleitos, os conselheiros deliberativos indicados pelo patrocinador decidiram também abdicar dos honorários a que teriam direito".

A Contraf-CUT recebeu esclarecimentos dos conselheiros indicados e eleitos na Cassi e retifica a informação relativa à abdicação de honorários por parte deles. E informa que todos os conselheiros haviam efetuado, concomitantemente, registros junto à Secretaria do Conselho renunciando à parte de seus direitos estatutários e regimentais.

Ao mesmo tempo, a Contraf-CUT ratifica que a iniciativa tomada pelos conselheiros eleitos são no sentido de garantir a presença de todos os segmentos de representação do funcionalismo que compõem a atual direção, evitando o esvaziamento da governança pretendido pelo Banco, no processo de debates, neste momento especial que vive a Caixa de Assistência.


Conselheiros eleitos votam para fortalecer a governança e a Cassi

O Banco do Brasil precisa demonstrar maior interesse para encontrar as soluções necessárias para alcançar a sustentabilidade do Plano de Associados e consequentemente o fortalecimento da Cassi, entidade de saúde no modelo de autogestão compartilhada entre Corpo Social e BB.

Primeiro o BB, de forma unilateral, propõe aumento das contribuições em 50% para os funcionários da ativa e aposentados. O Banco sabe que o estatuto da Cassi não permite alterações dessa natureza, a não ser que o Corpo Social aprove o aumento.

Propõe também um conjunto de medidas internas que aumentam as coparticipações, reduzem abonos de medicamentos e pretende criar franquia sob internação de R$ 1.500, o que prejudicaria os participantes que têm remuneração menor e também aqueles que estão adoecidos e necessitam mais da Cassi, quebrando um dos princípios basilares da entidade - a solidariedade. Os dirigentes e conselheiros eleitos votaram contra essas propostas que prejudicam os bancários e seus familiares.

Essas propostas do Banco do Brasil faziam parte da peça orçamentária da Cassi para o exercício de 2015, apresentada em dezembro pelos indicados do Banco na gestão da entidade. Como não houve acordo com os eleitos, a Caixa de Assistência iniciou o ano com orçamento contingenciado.

Durante o mês de janeiro, o BB e seus indicados foram responsáveis pela descontinuidade de um importante programa de cuidados a doentes crônicos, o PAC, que afetou mais de 10 mil participantes. O programa já havia sido aprovado em outubro com o voto dos indicados para vigorar até abril de 2015.

Toda a discussão das divergências de propostas para a gestão da Cassi entre os representantes eleitos pelo Corpo Social e o Banco e seus indicados foram levadas para as entidades sindicais pela Comissão de Empresa da Contraf-CUT no mês de dezembro (veja aqui). Também está sendo levada ao conhecimento das entidades associativas, como ocorreu no último dia 22 na sede da Anabb (veja aqui). 


Unidade e mobilização

Os eleitos estão propondo unidade e mobilização do funcionalismo para que o banco abra negociações para resolver a questão do aporte necessário neste momento, até que a Cassi aprofunde o modelo de Atenção Integral à Saúde, que estende para o conjunto dos associados as equipes de família, com a promoção de saúde e prevenção de doenças ao longo da vida do bancário e seus familiares. 


Fonte: Contraf-CUT

28.1.15

BB tenta esvaziar governança e eleitos propõem sacrifícios para fortalecer Cassi




*(Conselheiros retificaram informação e matéria foi atualizada na Contraf no dia 30, às 12:30h - ler AQUI)

Os Conselheiros Deliberativos eleitos foram pressionados pelo Banco do Brasil na reunião de janeiro a impedir a convocação dos conselheiros suplentes nas reuniões ordinárias, em razão da contingência orçamentária. Para os eleitos, a medida não contribui para a busca de soluções porque esvazia a governança da entidade.

Diante dessa postura e com o propósito de viabilizar a participação de todas as representações do funcionalismo, em um momento crucial para a Cassi, os Conselheiros eleitos decidiram abrir mão de parcela dos honorários e de custos com deslocamento com a finalidade de não onerar a Cassi com a participação dos suplentes.

O fato interessante foi que, após tomar conhecimento da decisão dos eleitos, os Conselheiros Deliberativos indicados pelo patrocinador decidiram também abdicar dos honorários a que teriam direito. Apesar do evidente oportunismo, o importante é que todos, eleitos e indicados, entidades associativas e conjunto de associados, participem das discussões e que a solução seja encontrada em mesa de negociação com o Banco do Brasil.



Conselheiros eleitos votam para fortalecer a governança e a Cassi

O Banco do Brasil precisa demonstrar maior interesse para encontrar as soluções necessárias para alcançar a sustentabilidade do Plano de Associados e consequentemente o fortalecimento da Cassi, entidade de saúde no modelo de autogestão compartilhada entre Corpo Social e BB.

Primeiro o BB, de forma unilateral, propõe aumento das contribuições em 50% para os funcionários da ativa e aposentados. O Banco sabe que o Estatuto da Cassi não permite alterações dessa natureza, a não ser que o Corpo Social aprove o aumento.

Propõe também um conjunto de medidas internas que aumentam as coparticipações, reduzem abonos de medicamentos e pretende criar franquia sob internação de R$ 1.500, o que prejudicaria os participantes que têm remuneração menor e também aqueles que estão adoecidos e necessitam mais da Cassi, quebrando um dos princípios basilares da entidade - a solidariedade. Os dirigentes e conselheiros eleitos votaram contra essas propostas que prejudicam os bancários e seus familiares.

Essas propostas do Banco do Brasil faziam parte da peça orçamentária da Cassi para o exercício de 2015, apresentada em dezembro pelos indicados do Banco na gestão da entidade. Como não houve acordo com os eleitos, a Caixa de Assistência iniciou o ano com orçamento contingenciado.

Durante o mês de janeiro, o BB e seus indicados foram responsáveis pela descontinuidade de um importante programa de cuidados a doentes crônicos, o PAC, que afetou mais de 10 mil participantes. A medida foi desleal porque o programa havia sido aprovado em outubro com o voto dos indicados para vigorar até abril de 2015.

Toda a discussão das divergências de propostas para a gestão da Cassi entre os representantes eleitos pelo Corpo Social e o Banco e seus indicados foram levadas para as entidades sindicais pela Comissão de Empresa da Contraf-CUT no mês de dezembro (veja aqui). Também está sendo levada ao conhecimento das entidades associativas, como ocorreu no último dia 22 na sede da Anabb (veja aqui). 



Unidade e mobilização

Os eleitos estão propondo unidade e mobilização do funcionalismo para que o Banco abra negociações para resolver a questão do aporte necessário neste momento, até que a Cassi aprofunde o modelo de Atenção Integral à Saúde, que estende para o conjunto dos associados as equipes de família (ESF), com a promoção de saúde e prevenção de doenças ao longo da vida do bancário e seus familiares. 


Fonte: Contraf-CUT

9.10.14

Agenda de luta e gestão na Caixa de Assistência – Cassi



(Atualizado em 6/04/16)


Equipe da Unidade Cassi Alagoas. E o companheiro Jairo,
presidente do Sindicato dos Bancários de Alagoas.

Nesta quinta-feira 9, estivemos na VII Conferência Estadual de Saúde da Cassi em Maceió, Alagoas. Abordamos o tema “Saúde Preventiva: Estratégia para uma Vida Melhor”. Na conferência foi empossado o novo Conselho de Usuários da Cassi Alagoas. Abordei nossos projetos para a Cassi e tivemos uma excelente palestra de Henio Braga, gerente executivo da área da diretora eleita Mirian Fochi, momento em que aprendemos muito sobre os temas de gestão, modelos e sistemas de saúde.

O evento foi muito bom e queremos parabenizar e agradecer o grande trabalho realizado pela nossa equipe de funcionários da Cassi Alagoas, liderada pela nossa gerente Adriana, e a parceria realizada com as entidades do funcionalismo e com o Banco do Brasil, representado pela Superintendência e pela Gepes.

Ainda em Alagoas, na quarta-feira 8, tivemos uma tarde de trabalho conversando com o nosso pessoal da Unidade Cassi. Também estive com o presidente de nosso Sindicato dos Bancários, o companheiro Jairo. Hoje, inclusive, estivemos com a companheira Arivoneide e o companheiro Nilson, que serão os representantes do Sindicato no Conselho de Usuários.

Agradeço a acolhida fraterna e solidária que tivemos em Alagoas e nos colocamos à disposição para o trabalho de fortalecer a relação entre a Cassi e o conjunto dos participantes e suas entidades representativas, aumentando o espírito de pertencimento à nossa Caixa de Assistência, a maior entidade de saúde no modelo de autogestão do país.


FORTALECENDO E AMPLIANDO OS PROGRAMAS DE SAÚDE DA CASSI

Nas últimas semanas, temos trabalhado intensamente para cumprir o nosso compromisso do programa eleito pelos participantes para ampliar os programas de saúde da Caixa de Assistência, melhorar as unidades Cassi nos estados e ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF), bases de nosso modelo de Atenção Integral à Saúde dos participantes.

Depois de muito esforço para construir consensos internos com o Banco, estamos para finalizar a ampliação do Programa de Atenção aos Crônicos (PAC), programa que visa acompanhar e intervir na condição de saúde de participantes que têm doenças crônicas que podem ter agravos recorrentes em seu quadro clínico, gerando internações constantes. O programa monitora e melhora a condição cotidiana destes participantes através de equipes especializadas.

Bom, é isso!

Apesar da extensa carga de trabalho necessária para avançar naquilo que nos propusemos na Caixa de Assistência, estamos muito focados porque nosso projeto é algo que vale a pena porque estamos lidando com a saúde de nossos colegas e familiares deste importante segmento social, os funcionários do Banco do Brasil.


ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS – PSDB X PT, O QUE É MELHOR PARA O BB?

Falando no seguimento de funcionários e familiares do Banco do Brasil, é muito importante que cada bancária e cada bancário do BB reflita junto a sua família e amigos sobre as duas candidaturas que estão em disputa da presidência do Brasil.

A história do funcionalismo do BB nos anos noventa, sob a administração do PSDB foi uma tragédia. A proposta do candidato Aécio Neves e de seu ministro escolhido, Armínio Fraga, é de dar um fim no papel dos bancos públicos, como já fizeram no passado.

É minha obrigação como representante dos funcionários do BB dizer que a candidatura de Dilma Rousseff (PT) é a que tem um programa e um compromisso com o fortalecimento dos bancos públicos, como ficou evidente após a crise mundial de 2008.

Conversem com toda a família e amigos sobre isso. Não basta votar na candidatura de Dilma Rousseff que defende as empresas públicas, é necessário falar com toda a sua família. É a vida de cada bancária e bancário que está em risco.

Abraços fraternos,

William Mendes
Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.


Post Scriptum (06/04/16):



Resultado das eleições 2014 em Alagoas:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores AL: Ativos = 975 / Aposentados = 703 (1.678)

Eleitores votaram AL = 825 (84,6%) / 243 (34,6%)

Total votos AL = 1.068 / válidos: 867 (81,2%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     425 / 082 =   507 / 58,48%

Chapa 2 Maturidade          =    054 / 008 =    062 / 07,15%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =    121 / 102 =    223 / 25,72%

Chapa 4 Renovação          =     039 / 036 =   075 /  08,65%

Votos Brancos                   =     075 / 006 =   081

Votos Nulos                       =     111 / 009 =   120

Total Votos apurados AL   =    825 / 243 = 1.068

2.12.10

Complexo do Alemão terá agência bancária da Caixa Federal em 2011


A Caixa Econômica Federal vai instalar uma agência no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 2011. O banco chegará à comunidade, de aproximadamente 400 mil pessoas, junto com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), prevista para ser inaugurada nos próximos 7 meses.

A instalação da agência dará continuidade à parceria estabelecida com o governo estadual e municipal, que já levou moradias, saneamento básico, asfaltamento de vias, creches, postos de saúde e teleférico, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para aquela comunidade. Os recursos alocados em melhorias na região já atingem R$ 833 milhões.

A CAIXA foi pioneira ao instalar uma agência bancária em uma comunidade. Em 1998, inaugurou a agência Rocinha, quando colocou à disposição dos moradores um espaço com mesmo modelo físico e operacional das demais agências.

Com a chegada no Complexo do Alemão, a CAIXA mais uma vez cumpre a missão de atuar como agente de políticas públicas do governo federal, oferecendo produtos e serviços bancários para a população de baixa renda.

Caixa Econômica Federal

Fonte: Assessoria de Imprensa - 2 dezembro, 2010


COMENTÁRIO: o Banco do Brasil, outro banco público, está com um projeto de criar duas mil agências nos próximos anos, MAS O MODELO É BASEADO NO +BB, OU SEJA, AGÊNCIAS TERCEIRIZADAS - SEM BANCÁRIOS - CONJUGADAS EM ALGUNS CASOS COM ALGUMAS AGÊNCIAS DO BB COM POUCOS FUNCIONÁRIOS.

9.2.07

Sexta, 9 de fevereiro (Envolvido com questões da Cassi)


Hoje iria à base conversar com os colegas a respeito da proposta final apresentada pelo Banco do Brasil em mesa de negociação.

Acabei não indo às dependências, pois precisei trabalhar um material de comunicação que informe sobre a proposta da Cassi (sairá na segunda-feira como Espelho on line).

Antes, participei de outro fórum que discutiu o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento.

Trabalhei 11 horas.

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Post Scriptum: veja abaixo a reprodução do boletim informativo que fizemos sobre a Cassi.


DTX0 - Informativo da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil - nº 282/fevereiro/07


CASSI

BB recua e retira voto de minerva



Em negociação com a direção do Banco do Brasil, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e representantes dos eleitos e dos aposentados conseguiram avanços rumo à solução definitiva dos problemas da Cassi. Além de extinguir o voto de minerva nos conselhos, o Banco aceitou corrigir anualmente os valores investidos.

O montante aplicado na Cassi será de R$ 300 milhões, sendo metade em 2007 e três parcelas nos anos seguintes, de R$ 50 milhões cada, corrigidos pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC/IBGE). A correção é fundamental para a eficácia dos investimentos, sustenta Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. As perdas da inflação precisam ser repostas para garantirmos a manutenção dos valores investidos nos serviços próprios.

Do ponto de vista da gestão, o voto de minerva foi extinto graças à mobilização dos trabalhadores. O Banco queria retomar o controle sobre os conselhos, podendo desempatar as disputas. Agora, as decisões terão de ocorrer por maioria absoluta. Foi retirada também a proposta de eleições para os conselhos e para a diretoria executiva a cada quatro anos, permanecendo a cada dois anos. O Conselho Fiscal passou a contar com seis membros, metade eleita e metade indicada pelo Banco. Ficou definido que todos os indicados poderão ser substituídos a qualquer tempo.

A coparticipação será de 10% em eventos não-hospitalares, excluídos quimioterapia, radioterapia, diálise, hemodiálise e transfusão de sangue, limitada a 1/24 avos do salário bruto com incidência única. Vamos estudar também a exclusão de oxigenação hiperbárica, afirma Marcel.

A direção do BB deu sinais de que o plano odontológico, vai sair do papel. O Banco se comprometeu a oferecer esse tipo de atendimento verificado o equilíbrio no Plano de Associados. Na avaliação da comissão de negociação, as medidas de custeio equilibram o Plano, o que garante a implantação do plano odontológico, reivindicação antiga dos funcionários, Zé Luís, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A contribuição patronal e pessoal foi fixada sobre o 13º salário integral. A proposta anterior era que a contribuição fosse a partir de metade do valor. Para efeito de contribuição, os aposentados por tempo de serviço e os que se aposentam antecipadamente pela PREVI passam a ser equiparados nos direitos e obrigações estatutárias. Fechada a proposta, o banco está consultando as instâncias de governo para aprovação e haverá o debate com o corpo funcional que culminará com consulta ao corpo social para avaliação e votação das propostas, explica Olivan Faustino, da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.


7.2.07

Quarta, 7 de fevereiro (Seminário na Contraf)


Hoje estarei em um seminário organizado pela Contraf-CUT sobre o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento -, das 9 às 19 horas, aqui em São Paulo.

Trabalhei 10 horas.