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27.5.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2010



RETROSPECTIVA 2010

2010 foi um ano de muitos acontecimentos importantes na história do país e da categoria bancária na qual eu participava como dirigente nacional da classe trabalhadora.

A leitura das 286 postagens do blog permite a(o) leitor(a) viajar no tempo e os registros do dirigente sindical blogueiro apontam acontecimentos decisivos nas lutas por direitos sociais, civis e políticos do povo brasileiro.

Era ano eleitoral e a direita faria de tudo para tirar o PT do poder. Lula era o principal cabo eleitoral da candidata Dilma Rousseff. A simulação de agressão por parte de José Serra durante a campanha presidencial gerou até um samba divertidíssimo: “Bolinha de Papel”, do grupo Partido Alto.

Mesmo o blog representando um ponto de vista atomizado, de um trabalhador da categoria bancária em luta, vemos a movimentação dos capitalistas em geral e dos banqueiros em particular, da direita e da centenária casa-grande e sua mídia canalha e manipuladora, para avançar na retirada de direitos e desregular os direitos sociais do trabalho.

No ramo financeiro, a precarização se dava pelo avanço dos correspondentes bancários e pelas formas aviltantes de terceirização das atividades-fim da categoria bancária. Os patrões quiseram se aproveitar da crise financeira global para não atenderem às reivindicações da categoria em sua data-base. Então, fizemos uma bela greve nacional e arrancamos nossos direitos na luta. Pelo 3º ano seguido, foram 15 dias de greve!

 

SUMÁRIO DOS MESES DO ANO

No mês de fevereiro, participei das eleições bancárias no Rio Grande do Norte, levando as bandeiras da CUT aos colegas de lá. Na área de formação, começamos o segundo curso da grade formativa da Contraf-CUT, para os sindicatos da Fetec SP. O curso foi organizado em parceria com o Dieese.

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Março foi movimentado e os eventos organizativos e formativos foram destaque. Tivemos o planejamento da diretoria da Contraf-CUT. Defendi as bandeiras cutistas nas eleições dos bancários de Brasília. Participei do Coletivo Nacional de Formação da CUT (CONAFOR) na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte. Realizamos o 2º módulo do curso PCDA para a Fetec SP.

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CASSI - A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, realizou seu processo eleitoral entre os meses de março e abril. Duas chapas concorreram no pleito: “UNIDOS PELA CASSI” e “Uma nova Cassi”. A chapa liderada por Graça Machado venceu a chapa de Humberto Almeida. Graça foi eleita para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em uma composição com a Articulação Sindical da CUT.

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FORMAÇÃO - Ainda em abril finalizamos o curso de formação “Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro” aplicado para dirigentes e assessores das entidades da Fetec SP. O Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA) teve a parceria com o Dieese. Estive na posse de delegados sindicais dos bancários de Pernambuco e realizamos dias de lutas no Banco do Brasil.

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No mês de maio, demos início à 3ª turma do curso de formação organizado pela Contraf-CUT e Dieese para dirigentes e assessores das entidades afiliadas, desta vez o curso foi no Nordeste. Os dois primeiros módulos foram em maio e terminamos o curso em junho. Ainda na região, participei de encontro de bancários na Paraíba.

Realizamos o XXI CONGRESSO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL (CNFBB) em SP, no final de maio, no Novotel.

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PREVI - A democracia foi plena nas eleições de nossa Caixa de Previdência, a Previ. A chapa vencedora foi a UNIDADE NA PREVI, liderada por Paulo Assunção e Vítor Paulo, eleitos diretores de Administração e Planejamento, respectivamente.

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No início de junho realizamos a ASSEMBLEIA DA CLASSE TRABALHADORA NO ESTÁDIO DO PACAEMBU, no dia 1º de junho. Ainda no mês, viajei para Belém do Pará e para Brasília para cumprir compromissos da secretaria de formação da Contraf-CUT. Também organizei materiais formativos para dirigentes e trabalhadores do Banco do Brasil.

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Os meses de julho e agosto foram meses preparatórios das mesas de negociação com a Fenaban e Governo. Cumpri agendas de formação no Sindicato do ABC e em Roraima. Realizamos a 12ª Conferência Nacional dos Bancários no Rio de Janeiro.

Nesse período também estávamos organizando as campanhas eleitorais de nossos bancários Berzoini e Marcolino a deputado federal e estadual, respectivamente. Berzoini foi eleito com 140 mil votos. Marcolino foi eleito com 96,5 mil votos.

Nesse período de início de negociações para a renovação da data-base da categoria bancária, a direção do BB inventou de retirar as portas giratórias das agências, o que nos levou ao enfrentamento e atividades específicas contra essa medida.

Postei no blog a reprodução de diversas matérias sobre insegurança bancária e sobre ações na justiça contra bancos e banqueiros.

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OBSERVAÇÃO: na hora de organizar o caderno, tive trabalho para recordar como fiz as postagens naquele ano de 2010 durante a campanha. Como a agenda sindical era muito corrida, eu abria diversas postagens no blog para serem preenchidas com as informações posteriormente, às vezes ao final dos longos dias. Então, várias postagens têm a mesma data no blog e eu fui agregando textos quando necessário.

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GREVE - As negociações com banqueiros e governo se estenderam pelo mês de setembro e a categoria não teve outra opção a não ser entrar em greve nacional por tempo indeterminado às vésperas do 1º turno das eleições presidenciais. Os caras propuseram apenas a reposição da inflação de 4,29% e mais nada.

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DIREÇÃO DO BB DISPUTOU NARRATIVA DA CAMPANHA - Durante a greve da categoria neste ano, a direção do Banco do Brasil, através de sua diretoria de recursos humanos, decidiu fazer a disputa ideológica com o movimento sindical. Como dirigente nacional, entendi que os comunicados internos do banco ao quadro de funcionários deveriam ser comentados na página do meu blog. Assim o fiz. A cada comunicado interno do diretor do banco sobre a campanha e as negociações, eu reproduzia o comunicado com meus comentários, esclarecendo os bancários que eu representava sobre coisas que entendia estarem meio esquisitas nas mensagens da direção do banco. Deve ser desde essa época que a direção do banco não “simpatizava” muito comigo... dane-se!

A greve da categoria durou novamente 15 dias, por culpa dos banqueiros, e fomos vitoriosos mais uma vez. Conseguimos bons resultados econômicos e sociais. O reajuste de 7,5% equivaleu no Banco do Brasil a uma valorização no piso de 13%, ou seja, 8,71% de aumento real.

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CONQUISTAMOS O PLANO DE CARREIRAS E REMUNERAÇÃO - Conseguimos uma nova tabela de antiguidade para somar ao PCS, a Tabela de Mérito (PCR). Tenho orgulho de ter em casa, até hoje, o caderno com a construção dessa proposta. Rascunhei uma tabela nova de antiguidade para criar uma estratégia diferente da improdutiva luta por “perdas” com índices inatingíveis de reajustes. Como liderança da corrente majoritária da CUT, nós sempre propusemos coisas que pudéssemos entregar ao final das campanhas salariais como, por exemplo, a política de aumento real.

Também avançamos na proteção do comissionamento dos colegas exercendo funções técnicas, administrativas e gerenciais, não permitindo que o BB retire a função de um(a) trabalhador(a) antes de 3 ciclos avaliatórios insatisfatórios.

A campanha trouxe resultados muito positivos para a categoria bancária em geral. No BB, ainda tivemos avanços para os caixas executivos e os colegas das CABB.

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TRABALHO DE BASE - Após a campanha salarial vitoriosa, estive nas bases fazendo o que aprendi desde que virei dirigentes sindical: estive nos locais de trabalho esclarecendo os trabalhadores sobre as conquistas e também sobre o nosso papel histórico de cidadania para o 2º turno das eleições presidenciais que ocorreriam em poucos dias.

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PLANO ODONTOLÓGICO – A direção do Banco do Brasil apresenta ao funcionalismo o BB Dental, com acesso a partir do dia 11 de novembro de 2010. O que a comunidade de funcionários da ativa e aposentados do BB esperava era o que estava combinado desde a reforma estatutária de 2007, um direito a atendimento odontológico dentro da Caixa de Assistência (Cassi). Ao fazer parceria com a OdontoPrev e disponibilizar o direito somente para os bancários da ativa, a direção do BB deu o que a gente conhece na gíria como um “Passa moleque” no conjunto dos associados da Cassi.

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ACORDO SOBRE USO DO SUPERÁVIT DO PLANO 1 DA PREVI – Em dezembro, após meses de negociações entre a direção da Previ, do BB e do governo, e das representações dos associados, foi aprovado o acordo de uso do superávit do Plano 1. A consulta ao corpo social teve uma aprovação expressiva e os trâmites foram encaminhados nas mais diversas instâncias necessárias.

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O ano de 2010 foi um grande ano de lutas. O presidente Lula terminou seus dois mandatos com alto índice de aprovação e transmitiu a faixa para a PRIMEIRA MULHER PRESIDENTA DO BRASIL, DILMA ROUSSEFF, nossa companheira de coração valente!

É isso!

William Mendes


6.11.10

Artigo: Plínio de Arruda Sampaio, líder do PSOL, não acredita na educação e na formação e prefere a repressão e a violência!



Opinião

Como secretário de formação sindical e militante de esquerda discordo completamente da opinião do líder do PSOL em relação às suas posições favoráveis à repressão para "unificar" a esquerda e o povo.


Plínio, do PSOL, afirma o seguinte:

"No Serra, temos a repressão, em Lula a cooptação. Entre a repressão e a cooptação, acho mais favorável a repressão, que aliás já enfrentei. Mas é melhor porque a repressão unifica, as pessoas se unem, vão para as ruas. Hoje não tem ninguém na rua, é uma geleia geral. Para a esquerda, é preferível um regime repressivo que cooptador." (Em entrevista ao Jornal do Brasil de 3 de nov/2010)

COMENTÁRIO:

Sinceramente, eu até compreendo as alianças táticas com partidos mais liberais e conservadores nos momentos de construir coligações para disputar eleições e pleitos que possibilitem mudanças que favoreçam a classe trabalhadora em processos democráticos - aliás, como ocorreu em vários países latino-americanos para combater a repressão das ditaduras militares.

Agora, pregar o contrário, que é melhor a repressão para unificar, é de uma "liberdade expressiva" perigosa e diria até incentivadora para aqueles grupos da elite e de direita que já não costumam prezar e respeitar os direitos humanos de pobres, negros, nordestinos, mulheres, imigrantes, ciganos etc, ou seja, o diferente, o diverso, a alteridade.

Não à toa que, em geral, nunca me identifiquei com esses "pseudoesquerdistas e revolucionários" que pregam teorias que na vida prática nunca pensam nas pessoas envolvidas com as situações de vida reais e objetivas.

Mas, quero fazer o debate nos espaços em que milito - movimento sindical - e junto aos trabalhadores que represento, sobre esta postura do PSOL, de preferir a repressão aos movimentos populares e sociais.

UMA PESSOA E UM PARTIDO QUE DEFENDEM A REPRESSÃO À COOPTAÇÃO, SIMPLESMENTE NÃO ACREDITAM E NÃO DEFENDEM A EDUCAÇÃO E A FORMAÇÃO LIBERTADORA.

Acho lamentável essa opinião do Plínio de Arruda Sampaio do PSOL.


A pergunta que quero fazer é para as pessoas que eventualmente votaram no PSOL, se concordam com esse tipo de bandeira. Concordam?

William Mendes

1.11.10

Artigo: Brasil elege sua primeira mulher presidente - Dilma Rousseff - Do Partido dos Trabalhadores




Viva o Brasil! Viva a classe trabalhadora!

Camaradas de lutas, aumentou muito a nossa missão em organizar os sindicatos e o movimento social para disputar o governo de composição Dilma Rousseff (PT) com Michel Temer (PMDB) e demais aliados bastante heterogêneos.

Como sindicalista que sou (estou), digo que temos que ter mais pressão de base sindical e política, desde já!

Lutar todos os dias nos próximos anos é o que proponho!

Companheiro(a)s, temos que politizar jovens estudantes e trabalhadores da nova "classe média".

Somos fortes, somos CUT!

Convoco a todo(a)s pra luta!

William, secretário de formação da Contraf-CUT e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região

14.10.10

Agora é ir para a base como bancário do BB e falar da importância de eleger Dilma Rousseff



Agora é ir para os locais de trabalho e falar da minha experiência como bancário do BB durante os 8 anos de governo do PSDB e dos efeitos daquele desgoverno para o Brasil e as empresas públicas (as poucas que sobreviveram) e sobre a diferença de projeto do governo do PT para as empresas públicas.

Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNB, BASA e Petrobras são empresas públicas e importantes hoje porque os trabalhadores e seus sindicatos resistiram muito para não serem privatizadas pelos tucanos.


Na verdade, os tucanos não tiveram tempo de terminar o serviço sujo de entregar esse patrimônio aos amigos como fizeram com as dezenas de empresas públicas privatizadas.

A geração de trabalhadores desta década nos bancos públicos não tem ideia do que sofremos nos anos 90 e não queremos aquilo nunca mais!

William Mendes, funcionário do BB desde 1992.

3.10.10

Artigo: Voto em Dilma Rousseff e no Partido dos Trabalhadores



Eleições 2010: por que voto em Dilma para presidir o Brasil nos próximos anos?

Já li mensagens emocionantes de pessoas dizendo por que votam em Dilma. Também já li algumas escabrosas dizendo por que não votam nela.

Para mim é uma questão bastante clara: voto em Dilma porque tenho lado.

Esta eleição traz hoje algo que já ficou claro após os dois mandatos do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores: a sociedade brasileira tem dois projetos em disputa - o projeto de seguir avançando com crescimento econômico, distribuição de renda pela criação de emprego e foco nos projetos de inclusão social.

O outro projeto, representado por Serra é o da volta ao atraso e da exclusão social.

Não existe uma suposta harmonia de classe.

Voto em Dilma pois:

Ao invés do privado, sou o público;

Ao invés do neoliberal, sou o progressista;

Ao invés da elite, sou o povo;

Ao invés do desemprego, sou o emprego formal;

Ao invés de criminalizar os movimentos sociais, sou o diálogo;

Sou contrário à "competência" do PSDB em esconder a corrupção (e a mídia comercial aliada a eles nem ligar);

Sou mais a competência de enfrentar o desafio da inclusão social mesmo com a má vontade dos conservadores.

Enfim, chega dessa hipocrisia de se dizer imparcial, isento, neutro, apolítico etc.

Tudo e todos têm lado. O meu lado é o do trabalhador e do povo brasileiro.

William Mendes (bancário do BB, sindicalista, Sec. Formação da Contraf-CUT e estudante de Letras da USP)

30.8.10

Sexta, 3 de setembro (Reuniões na base sobre Campanha Nacional)


Dia de trabalho em SP.

Pela manhã, Cláudio Rocha e eu fizemos reunião no Complexo São João do BB sobre a Campanha Nacional 2010. A reunião foi no CSL no 14o andar.

À tarde, estive na plenária eleitoral do Marcolino.

26.7.10

Segunda, 9 de agosto (Foco na formação e campanhas eleitorais à noite)



Dia de trabalho em SP.

Pela manhã, preparando relatório de prestação de contas da secretaria de formação da Contraf-CUT.

À tarde, trabalho na Contraf-CUT.

À noite, reunião política de organização para as campanhas de nossos representantes dos trabalhadores bancários: Luiz Cláudio Marcolino e Ricardo Berzoini, grandes companheiros de luta.

12.7.10

Sexta, 16 de julho (Lançamento das candidaturas de Berzoini e Marcolino)



Passeata de abertura da campanha eleitoral de Ricardo Berzoini e Luiz Cláudio Marcolino, que encampam a "Plataforma da classe Trabalhadora da CUT" para as eleições 2010.

À tarde, reunião do coletivo BB no Sindicato.

E, à noite, posse da nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Campinas e região. Voltei bem tarde p/ casa.

6.7.10

Quinta, 8 de julho (Plan. campanha nacional no BB e eleições gerais)



Dia de trabalho na Contraf-CUT. Reunião de dirigentes do BB o dia todo.

Tivemos duas boas reuniões durante o dia.

Uma pensando em como organizar o BB para a campanha nacional 2010.

Outra reunião, com militantes partidários e sindicais, para discutir como debater junto à categoria a importância da candidatura de Dilma Rousseff para o povo brasileiro e para os bancários. Essa última à noite.