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13.5.26

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2012


 

RETROSPECTIVA 2012

Em janeiro eu estava em férias no movimento sindical. Publiquei um artigo sobre a proibição de uso de sacolas plásticas no Estado de SP, uma hipocrisia porque os supermercados pararam de fornecer as sacolas, mas vendiam sacolas plásticas. A decisão só prejudicava os consumidores e não alterava em nada a questão ambiental.

A nossa confederação, a Contraf-CUT, completou 6 anos de existência, e fizemos uma matéria resgatando o histórico de organização da categoria bancária desde o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), em 1985, passando pela Confederação dos Bancários da CUT (CNB-CUT), criada em 1992, até evoluirmos para a confederação do ramo financeiro.

Fevereiro foi um mês de lutas pessoais deste dirigente sindical paulista: meu pai sofreu um infarto perto de completar 70 anos de idade. Estive com ele vários dias na UTI da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Minha mãe também passou mal e foi internada. Para piorar a situação psicológica, nosso governo do PT privatizou os aeroportos situados em Guarulhos, Campinas e Brasília. Minha decepção foi enorme. Estando ao lado de meu pai internado, fiz um poema para expressar minha decepção com o fato: “O PT privatizou”.

Publiquei alguns artigos no mês, fazendo o debate político no movimento e na categoria: um deles, sobre a questão da “Ficha Limpa”, tema que fui contrário desde 2010 quando a própria esquerda caiu no engodo que serviria só para excluir e prejudicar candidaturas do campo popular. No outro artigo - “1984” é agora! – aproveitei o tema do autoritarismo em uma sociedade distópica e da manipulação de massas que George Orwell tratou em seu romance clássico para comparar o momento que vivíamos no Brasil em relação ao PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Também escrevi bastante em fevereiro, pois fizemos planejamento no Sindicato, preparamos o Congresso da Contraf-CUT e tratei de novos cursos de formação.

Março foi um mês de muita movimentação sindical no Banco do Brasil por parte dos sindicatos. Retomamos mesas de negociação lutando por jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salários. Outro tema importante na pauta foi nosso enfrentamento à direção do BB querendo impor metas individuais para recebimento de PLR como ocorria no Itaú e Santander. Fizemos diversas reuniões com os trabalhadores para colher informações sobre o Sinergia e avisamos a direção que o banco teria problema para assinarmos acordo de PLR se ele insistisse na questão.

Em abril tivemos processos democráticos importantes para nossa categoria bancária: a Contraf-CUT realizou seu 3º congresso, Carlão foi reeleito presidente e eu segui na secretaria de formação. A comunidade do Banco do Brasil elegeu a Chapa 1 – Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi para compor a direção da autogestão em saúde até 2016. Finalizado o processo eleitoral na Cassi, começou a eleição na Previ, nosso fundo de pensão.

Ainda em abril, fiz uma série de artigos de formação no blog relacionados com o trabalho de base nas agências e departamentos do Banco do Brasil. A Contraf-CUT em parceria com o Dieese iniciou a 6ª turma de formação, desta vez para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O governo do PT usou voto de minerva na direção da Previ para levar adiante disputas políticas internas, fato lamentável. Os indicados pelo banco no CD pediram abertura de inquérito administrativo contra o presidente da Previ, também indicado pelo governo.

Os destaques no mês de maio foram as eleições na Previ, que vencemos com a Chapa 6 Unidade na Previ, liderada pelo companheiro Marcel Barros, eleito Diretor de Seguridade. A eleição foi apertada, vencemos por 655 votos de diferença em relação à 2ª colocada: 24.935 x 24.280.

Os cursos de formação também foram destaques, estava em andamento o curso organizado para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e realizamos o curso de formação sobre saúde dos trabalhadores, curso da grade de formação da Contraf-CUT.

Estávamos preparando o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que seria realizado no mês seguinte e conjuguei muito trabalho de base com reuniões em agências e departamentos do BB com os trabalhos internos de coordenador da comissão de empresa (COE ou CEBB), função que assumi a partir de maio.

O mês de junho foi o período do calendário sindical de realização do 23º CNFBB, realizado em Guarulhos, com mais de 300 delegadas e delegados. Após pressão do movimento sindical, a direção da Cassi aderiu à Resolução 254 da ANS. A parte indicada pelo patrocinador Banco do Brasil postergou a decisão desde o ano anterior.

Na área da formação, finalizamos o 6º curso da grade formativa da Contraf-CUT, PCDA (Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores) aplicado para diretores e assessores do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Julho foi um mês com agendas em regiões diversas em relação ao cronograma da categoria bancária e da classe trabalhadora. Participei do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) e o companheiro bancário Vagner Freitas foi eleito presidente de nossa central.

Realizamos em Curitiba a 14ª Conferência Nacional dos Bancários e depois viajei para o Uruguai, onde a delegação brasileira participou da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais. O encontro se deu na Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU). O BB à época tinha atuação na Argentina e no Paraguai e havia comprado o Banco Patagônia.

Agosto foi o mês das mesas de negociação coletiva com a Fenaban e com os bancos públicos. O Comando Nacional dos Bancários realizou diversas mesas com os banqueiros e com o governo federal apresentando as reivindicações da categoria e dos bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Cortado na foto - Olhando para o passado, tanto tempo depois, posso registrar nesta retrospectiva uma questão que me incomodou muito à época e que nunca soube o motivo. Na Folha Bancária (FB) e site do Sindicato, as duas fotos da primeira mesa de negociação da Fenaban, no dia 8 de agosto, na qual estive como coordenador da Comissão de Empresa do BB (CEBB), foram editadas para que eu não aparecesse, em dois ângulos diferentes. Qualquer pessoa que entenda de edição de fotos percebe o corte. Nunca soube quem mandou fazer isso e por qual motivo me cortaram da imagem. Fica o registro. Foi algo muito desagradável. A política tem dessas coisas feias.

Setembro foi o mês da greve nacional dos bancários, após os banqueiros não apresentarem propostas que dialogassem com as principais reivindicações da categoria.

CAMPANHA VITORIOSA DA CATEGORIA - Após 9 dias de greve geral, bancários aprovaram as propostas da Fenaban, com exceção dos empregados da Caixa, que rejeitaram e seguiram em greve. O índice de 7,5% significou um aumento real de 2% nas verbas salariais. O piso e os tíquetes tiveram reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) e a PLR teve reajuste de 10% sobre o valor fixo.

Com a campanha vitoriosa dos bancários, os aumentos reais em 9 anos foram de 13,22% nos salários e 35,57% nos pisos, pelo INPC, informou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

No Banco do Brasil, negociações assessoradas pela Comissão de Empresa coordenada por mim, avançamos na inclusão dos caixas executivos na Carreira de Mérito no PCR; unificamos os atendentes da CABB, sendo criada uma função com valor maior, uma luta antiga dos funcionários do setor; melhoramos as regras de remoção automática entre as dependências do banco, evitando discriminação e privilégios; aumentamos o piso do bancário escriturário, passando a ser A2 após 90 dias, um avanço no PCS e não permitimos que o banco estabelecesse metas individuais na distribuição de PLR. Mantivemos a regra geral que beneficia o coletivo. Também foi mantida a regra de 3 avaliações consecutivas para se tirar a função comissionada de um funcionário do BB.

Em outubro, após a campanha salarial, iniciamos o 7º curso de formação da parceria entre a Contraf-CUT, Dieese e entidades sindicais afiliadas.

A agenda do mês teve muita luta contra a prática antissindical e de assédio por parte da direção do Banco do Brasil, que estava perseguindo os trabalhadores grevistas. Fomos para cima do banco na defesa de nossos representados.

Ainda sobre as práticas absurdas da direção do banco público, o BB suspendeu a posse de concursados de forma irresponsável e após contatos da Contraf-CUT e outras entidades sindicais, a estatal voltou atrás e chamou os cidadãos aprovados no certame.

Novembro foi agitado. A luta contra as práticas antissindicais no BB por atacar os grevistas nos levou ao MPT e fizemos dia de luta também. Realizamos curso de formação da grade da Contraf-CUT, um curso de saúde dos trabalhadores, foi o segundo módulo. Fiz dois artigos no mês, um sobre as horas de greve, que defendo serem distribuídas a todas as pessoas que recebem os direitos da convenção coletiva e outro sobre a merda falada por Felipão, técnico da seleção da CBF, que falou mal dos funcionários do BB.

Dezembro, o último mês do ano, foi de muito trabalho e luta, pois o movimento sindical seguiu lutando contra as práticas antissindicais da direção do Banco do Brasil, que passou a perseguir grevistas desde o final da greve da categoria, cancelando férias, licenças e ausências já definidas e programadas.

A Contraf-CUT concluiu mais dois cursos de formação, o de saúde dos trabalhadores e o 7º curso “Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro”, ministrado em parceria com o Dieese.

2012 FOI UM ANO DE CONQUISTAS

Fechamos o ano com resultados muito positivos nas lutas dos trabalhadores do ramo financeiro. Contraf-CUT e a CUT realizaram seus congressos, sendo Carlos Cordeiro e Vagner Freitas eleitos, respectivamente, presidentes de nossas entidades sindicais.

A categoria conseguiu avançar nos direitos em mais uma campanha unificada, após uma greve vitoriosa. E a secretaria de formação da Contraf-CUT realizou mais cursos contribuindo para a preparação de dirigentes e assessores qualificados na organização e representação dos trabalhadores do ramo financeiro.

William Mendes

28.4.26

Eleição na PREVI - Vitória da Chapa 2 Previ para os Associados


CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL SAI FORTALECIDA APÓS PROCESSO ELEITORAL 2026

Terminou ontem, 27 de abril, o processo eleitoral que definiu parte do grupo de gestores da PREVI pelos próximos 4 anos, associados e associadas da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, um dos maiores fundos de pensão da América Latina, criado há 122 anos pelos trabalhadores do banco público. Os eleitos irão se somar aos gestores que têm mandatos eletivos até 2028 e aos indicados pelo patrocinador BB, que pode mudar suas representações a qualquer tempo.

A eleição foi disputada por duas chapas e a Chapa 2 Previ para os Associados foi eleita com 47,26% dos votos válidos (49.379). A Chapa 1 Somos Previ pelo Associado obteve 40,62% dos votos (42.442). Foram eleitos gestores para as diretorias de Administração e Planejamento, além de conselheiros deliberativos e fiscais, titulares e suplentes. Alencar Ferreira (Diretor de Administração) e Lissane Holanda (Diretora de Planejamento) lideraram a chapa vencedora.

O atual modelo de gestão do fundo vigora desde a reforma estatutária de 1997, um dos estatutos de fundos de pensão mais moderno do mundo e referência em previdência complementar. O estatuto sofreu algumas alterações por intervenção violenta do governo FHC - a mudança de diretorias que eram eleitas pelos associados e a implantação de voto de minerva no CD -, mas a PREVI superou os desmandos do período tucano e segue sendo uma referência de êxito há décadas.

Estavam aptos a exercer o direito de votar mais de 195 mil pessoas e a participação no processo contou com mais de 104 mil votantes. Se considerarmos a grande quantidade de associados aposentados e pensionistas nas faixas etárias a partir de 60 anos de idade, podemos considerar como exitoso o processo eleitoral da PREVI. Devemos seguir atentos ao esforço de aumentar a participação de todas as pessoas que podem exercer seu legítimo direito de voto em um processo eleitoral, pois isso fortalece a democracia.


Apoiei e fiz campanha para a Chapa 2 por entender a sua composição como o símbolo da unidade do movimento de representação dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas da comunidade Banco do Brasil. As entidades sindicais e associativas indicaram quadros qualificados para compor a chapa vitoriosa. Ninguém melhor do que os próprios trabalhadores para gerir suas associações de saúde, previdência e outras mais de interesse de classe.

Segue abaixo a nota da página da própria PREVI sobre o resultado da eleição.

Desejo um excelente trabalho para as companheiras e companheiros eleitos e que nossa Caixa de Previdência siga no caminho certo como tem sido nas últimas décadas.

William Mendes

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Chapa 2 vence as Eleições Previ 2026

Com 47,26% dos votos, chapa PREVI PARA OS ASSOCIADOS foi eleita para mandato até 2030

27/04/2026

A votação para definir os diretores de Administração e de Planejamento e demais dirigentes eleitos para os próximos quatro anos de mandato terminou nesta segunda-feira, 27/4, às 18h.

A vencedora foi a Chapa 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS, com 49.379 votos (47,26% do total de votantes). Foram computados ainda 5.306 votos em branco e 7.348 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 104.475, contra 90.819 abstenções. Confira o Resultado Final consolidado por estado no site das Eleições.

Veja a seguir o total de votos computados nas Eleições Previ 2026:

Chapa.................................Votos................................%

Chapa 1: SOMOS PREVI 

- PELO ASSOCIADO ..........42.442.......................... 40.62%

Chapa 2: PREVI PARA 

OS ASSOCIADOS ..............49.379.......................... 47.26%

Brancos ............................ 5.306............................ 5.08%


Nulos ................................7.348............................ 7.03%

Total ..............................104.475............................ 100%


Entre os dias 13 e 27 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para a Diretoria de Administração e para a Diretoria de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Fiscal e Deliberativo, dois membros titulares e dois membros suplentes dos Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2026 até 2/6/2030.

O resultado das Eleições Previ 2026 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.


Próximos passos

Em conformidade com a Instrução Previc nº 23/2023, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal serão enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação será recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito.

Fonte: Previ

10.1.26

Memórias da CASSI (10) - A importância dos relatórios anuais da Caixa de Assistência



RELATÓRIOS ANUAIS DA CASSI 

Ao longo do mandato de diretor de saúde da nossa Caixa de Assistência (jun/2014 a mai/2018) foi necessário desenvolver estratégias de informação e comunicação que ao mesmo tempo desse subsídios e noções a respeito da realidade da autogestão aos associados, principalmente seus representantes e formadores de opinião, e me protegesse em relação ao tipo de informação que dava publicidade, ou seja, nunca dar informações confidenciais ou com algum tipo de classificação de público restrito. 

Uma de minhas tarefas como gestor eleito da Caixa de Assistência era dar muita informação e formação política aos participantes do sistema de saúde da CASSI, apresentando a autogestão a sindicatos, associações, conselhos de usuários e gestores do BB em todo o país para desfazer mal-entendidos, desinformações e encontrar soluções através do diálogo, criando e fortalecendo um espírito de pertencimento aos associados da Caixa de Assistência, uma instituição de assistência social sem fins lucrativos. Os participantes não são clientes, são beneficiários da Caixa. 

Uma das estratégias que adotei foi utilizar os relatórios anuais da CASSI para conversar com as lideranças e representantes da comunidade BB. Passei a fazer leitura atenta dos relatórios e destacar dados públicos do documento para esclarecer questões afetas à Caixa de Assistência, tanto sobre a gestão quanto sobre os dados econômicos e financeiros.

O primeiro relatório que estudei com atenção, exegese mesmo, foi o do exercício de 2013, anterior ao ano no qual entrei na direção a partir de junho de 2014, já ouvindo as brincadeiras de corredor que havia recebido um "presente de grego" porque o déficit ao final daquele ano seria enorme e sem novas receitas extraordinárias como, por exemplo, o BET, para cobrir resultados operacionais deficitários recorrentes. 

A CASSI havia recebido recursos repassados pela PREVI do Benefício Especial Temporário (BET) nos anos de 2011, 2012 e 2013, ou seja, como receita extraordinária de contraprestações, o montante de 380 milhões de reais: 172.447 em 2011, 97.024 em 2012 e 110.980 em 2013. (p. 22 do Rel. Anual CASSI 2013)

Foi assim que iniciei as primeiras semanas e meses de representação dos associados da CASSI: estudando relatórios, balanços e a história da Caixa de Assistência para desenvolver estratégias de defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores que passei a representar, direitos políticos e sociais. Defender o poder do Corpo Social na gestão da própria Caixa é defender os direitos políticos dos associados. Durante a gestão enfrentei todas as propostas que pudessem significar redução de poder ou direitos dos associados na direção da CASSI. 

Seriam 4 anos de muito estudo, muitas agendas com os associados (170 agendas pelo país a trabalho) e muita construção de unidade e consensos, principalmente na defesa da solidariedade no Plano de Associados e na manutenção de direitos e do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), provando sua eficácia em números. 

William Mendes 

31.12.25

Previ supera expectativas em 2025


Comentário do blog:

Amigas e amigos leitores, ao longo do ano de 2025 vimos as dificuldades e desafios que se apresentaram para a nossa Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. 

Tivemos alguns eventos desagradáveis no campo da política, quando a Previ foi vítima de calúnias e ataques externos por parte de setores da direita brasileira. Foram momentos desafiadores.

Fechando o ano, as associadas e associados do maior fundo de pensão da América Latina, nossa Previ, comprovam aquilo que sempre soubemos: que nossa Caixa de Previdência é muito bem gerida e tem um dos estatutos mais avançados do segmento de fundos de pensão.

A Previ tem um diferencial que poucas empresas do mesmo segmento têm no mundo: um modelo de gestão compartilhada entre o patrocinador e os associados, que elegem a metade da direção. 

Felizmente, os maiores e melhores resultados da história da Previ sempre tiveram dirigentes oriundos do movimento sindical à frente, eleitos e ou indicados pelo patrocinador.

Segue abaixo, uma matéria de nossos representantes eleitos pelo corpo social, em sua página na internet.

Desejo que as associadas e associados continuem sendo sábios na hora de votarem naquelas e naqueles que realmente defendem seus direitos sociais como suas caixas de previdência e saúde.

William Mendes

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Comemorando um 2025 vitorioso, eleitos da Previ desejam um Feliz 2026, com novas conquistas para todos os associados e associadas

29 DE DEZEMBRO DE 2025

Chegamos ao final de mais um ano, de muito trabalho e perseverança. Mesmo em uma conjuntura mundial de turbulências políticas e econômicas, as associadas e os associados da Previ têm muitos motivos para comemorar e entrar no Ano Novo com segurança, tranquilidade e otimismo.

O Plano 1 fechou novembro de 2025 com grande rentabilidade (14,75% frente ao atuarial de 8,19%) e um superávit acumulado de quase R$ 10 bilhões. No Previ Futuro, todos os perfis de investimentos apresentaram desempenho superior ao CDI e a todos os planos equivalentes do sistema de previdência complementar.

Em 2025, os associados da Previ tiveram ainda outras conquistas importantes graças à atuação dos diretores e conselheiros eleitos, em parceria com as entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil.

Uma delas foi a entrada em vigor da nova Tabela PIP, que permitiu o aumento da poupança de mais de 60 mil associados do Previ Futuro, com a contrapartida do Banco do Brasil. Na reforma tributária, conseguimos a isenção dos fundos de pensão da tributação de IBS e CBS.

Foram vitórias que na prática aumentam os benefícios dos associados e associadas e fortalecem tanto a Previ como todo o sistema de previdência complementar.

As perspectivas para 2026 são positivas para a comunidade Previ, apesar da conjuntura mundial continuar desafiadora e de eventuais turbulências em um ano de disputas eleitorais que devem mais uma vez serem acirradas no Brasil. O Plano 1 está bem protegido das volatilidades por uma carteira de renda fixa sólida em títulos públicos. O Previ Futuro está investido em ótimos papéis nas rendas fixa e variável para seguir capturando excelentes ganhos de rentabilidade.

A segurança e o equilíbrio de longo prazo da Previ são o resultado de um modelo de governança em que os associados têm o poder de decisão e fiscalização, e de uma política de investimentos sólida e competente, porque é definida e acompanhada pelos próprios participantes.

Com a certeza de que juntos seremos capazes de manter a Previ no rumo certo, cumprindo a missão de garantir a solidariedade e uma aposentadoria digna aos trabalhadores do Banco do Brasil, os diretores e conselheiros eleitos desejam um Feliz Ano Novo a todos os associados e associadas, os verdadeiros donos da Previ.

Fonte: Associados Previ

17.10.25

Mudanças na direção da Previ - Comento notícia com reflexões




Comentário:

"(...) A justiça participativa se refere ao que só pode ser participado, ou seja, ao poder político, que pertence a todos os cidadãos igualmente. Uma política é injusta, neste caso, no sentido exatamente inverso ao da justiça distributiva, isto é, quando trata desigualmente os iguais, excluindo uma parte dos cidadãos do exercício do poder. A prática democrática pertence a essa justiça" (CHAUI. Leituras da Crise, p. 19)


Começo meu comentário com a citação da professora Marilena Chaui para deixar clara a minha opinião política sobre as costumeiras questões plantadas propositadamente por atores políticos para confundir as pessoas sobre o papel e as diferenças entre a "técnica" e a "política".

Hoje a nossa Caixa de Previdência anunciou mudanças na direção relativas à parte indicada pelo patrocinador Banco do Brasil: João Fukunaga saiu para assumir outros desafios. Daqui a alguns meses, teremos mais mudanças na direção por indicação dos associados da Previ, pois teremos eleições.

Durante seu trabalho como presidente da Previ, o associado e bancário Fukunaga, indicado pelo patrocinador Banco do Brasil após o cumprimento de todas as exigências normativas, estatutárias e da legislação vigente, sofreu ataques de grupos políticos por ser quem é, uma pessoa com origem no movimento de lutas dos trabalhadores.

Eleições fazem parte de processos políticos em contextos democráticos. E na democracia, como explica a filósofa Marilena Chaui, não se pode excluir ninguém do processo, caso contrário não se trata de democracia, mas de qualquer outra coisa. Falo isso mesmo sendo o caso em questão de uma pessoa indicada e não eleita porque tentaram desqualificar e impedir uma função de poder legítima baseando-se em supostas irregularidades nunca comprovadas.

João Fukunaga cumpriu com excelência sua missão na Previ. Baseio minha afirmação em dados da realidade: dados atestados pela governança da Previ e órgãos externos responsáveis pelo acompanhamento de entidades de previdência complementar. Ele fez sua gestão respeitando o estatuto e as normas internas do fundo de pensão. Também cumpriu todas as normas externas e legislações em vigor. 

Nossa Caixa de Previdência tem as regras de governança mais avançadas do Brasil e quiçá do mundo. Isso tem relação com a "técnica". E também tem relação com a "política". Nosso estatuto da Previ é fruto de longo processo de lutas dos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil e suas entidades sindicais e associativas. Nossa Previ tem 121 anos de existência.

Por que citei a filósofa Chaui e sua explicação sobre justiça participativa?

Porque os donos do poder, os capitalistas, os burocratas, atuam fortemente para excluir do espaço de poder os próprios trabalhadores que criam as instituições sociais e os patrimônios políticos, econômicos e culturais delas.

Não é correto - ou justo como explica Chaui - inventar regras para excluir cidadãos e associados do espaço de poder de suas próprias comunidades ou associações. As regras limitadoras são invenções burocráticas para excluir os verdadeiros interessados nos patrimônios sociais da classe trabalhadora.

Definir que só podem votar e ser votadas pessoas com determinadas características - quantidade de dinheiro e bens, certos comprovantes e certificados disso ou daquilo, gênero, origem e raça etc - é tornar injustos processos democráticos, pois democracia é o direito de todas as pessoas participarem do poder, como explica a filósofa Marilena Chaui.

A gestão de qualquer instituição da sociedade humana é um ato político. Da mesma forma que a técnica é fundamental para assessorar os atos políticos em qualquer gestão. Mas não me venham com essa de dizer que toda decisão é "decisão técnica"... Toda decisão é POLÍTICA!

Posso dar o exemplo mais conhecido de nosso país, o direito democrático de um metalúrgico votar e poder ser votado para presidente da república. Ou um ex-capitão do exército que teve que sair da vida militar jovem ainda por ter feito coisas fora das normas por lá. Eles não poderiam atuar na medicina fazendo intervenções cirúrgicas ou advogar sem as licenças da área, mas poderiam e podem gerir qualquer instituição da sociedade humana porque gestão é um ato político.

Enquanto princípio, não é democrático e justo criar zilhões de exigências para impedir que as pessoas possam votar e serem votadas para exercer poder político nas comunidades onde vivem ou em instituições nas quais são associadas. Não é! Se temos uma comunidade com 200 mil participantes e definem regras nas quais só umas mil pessoas possam participar do processo de eleição (ou indicação) para exercer o poder naquela comunidade, isso não é democracia plena, porque não há justiça participativa. Estão tratando de forma diferente os iguais.

Penso a respeito disso desde que fui aprendendo política no movimento sindical bancário, desde que entrei na comunidade Banco do Brasil décadas atrás. Em cada embate entre o capital, o patrão, e os trabalhadores, os burocratas vão inventando regras para limitar a participação dos trabalhadores nos espaços de poder, não só do banco público em seus principais cargos, mas também de nossas próprias entidades associativas, entidades criadas por nós mesmos, os trabalhadores daquela comunidade.

Na reforma estatutária da Cassi e da Previ, em meados dos anos noventa, os representantes do governo de plantão, do banco, do patrão, propunham mil regras para um trabalhador poder concorrer a um cargo de gestão de nossas entidades Cassi e Previ, de maneira que se não houvesse enfrentamento do lado do movimento sindical, só os preferidos do governo e do patrão fariam a gestão sozinhos.

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Concluo a reflexão

Enfim, meu comentário e reflexão é mais para o meu lado da classe, o lado dos trabalhadores, dos bancários da ativa e aposentados. 

Um/a associado/a da Cassi e da Previ não deveria precisar ter mil certificados ou ser mil coisas "técnicas" inventadas pelos burocratas para fazer a gestão de nossos patrimônios constituídos por nós mesmos ao longo de décadas. 

Os corpos técnicos de nossas entidades associativas de saúde e previdência existem para assessorar os indicados pelos interessados na gestão daquelas instituições, no caso de nossas caixas de assistência e previdência, ou seja, os patrocinadores banco e associados.

Nossos três indicados pelo corpo social na direção - Paula, Márcio e Wagner - e nossos conselheiros estão fazendo um excelente trabalho e seguindo tudo que as normas exigem. Os indicados na gestão pelo outro patrocinador interessado, o Banco do Brasil, também. É assim que deve ser.

Desejo sucesso ao companheiro João Fukunaga em seus novos desafios, e desejo sucesso aos novos gestores da nossa Previ, Márcio Chiumento e Adriana Chagastelles.

William Mendes
Ex-diretor eleito da Cassi

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João Fukunaga deixa a presidência da Previ

Executivo assume diretoria na EloPar, holding especializada em soluções de pagamento e fidelização


17/10/2025

O presidente da Previ, João Luiz Fukunaga, foi convidado a assumir a diretoria de Relações Governamentais e ASG da EloPar, holding criada em 2015 com objetivo de viabilizar o crescimento das empresas do grupo, atuando como uma plataforma de integração e suporte estratégico para suas subsidiárias.

Fukunaga assume o desafio de fortalecer o relacionamento institucional do Grupo EloPar com órgãos governamentais, reguladores e entidades do mercado, além de impulsionar a agenda de sustentabilidade e ASG nas empresas do grupo.

Nesta sexta-feira, 17/10, Fukunaga apresentou sua carta de renúncia ao Conselho Deliberativo da Previ, que aprovou o pedido. Para liderar a Entidade, o Banco do Brasil, patrocinador da Previ, indicou Márcio Chiumento, atual diretor de Participações.

Durante sua gestão na Previ, João Fukunaga impulsionou a modernização da Entidade, fortaleceu a governança, valorizou a diversidade e aproximou ainda mais os associados. Seu maior legado, porém, está na gestão do Plano 1: a aceleração da estratégia de imunização do passivo. Entre 2023 e 2025, a alocação em Renda Variável caiu de 32% para 18%, com cerca de R$ 30 bilhões desinvestidos e realocados em Renda Fixa. Essa mudança reforçou a liquidez, garantiu aderência às obrigações do plano e superou uma meta de redução de alocação em Renda Variável prevista para 2030.

Sua atuação comprometida, inovadora e responsável, teve contribuições relevantes não apenas para a Entidade, mas também para o fortalecimento do sistema de previdência complementar fechada no Brasil. A Previ reconhece e agradece sua dedicação, e deseja pleno sucesso na nova etapa profissional.

Após receber a indicação do Banco do Brasil, o Conselho Deliberativo da Previ já iniciou os trâmites para a posse de Márcio Chiumento, reafirmando o compromisso da Entidade com uma gestão responsável e com a proteção dos direitos dos associados. A escolha do novo presidente segue os princípios de governança e os critérios técnicos que orientam a atuação da Previ.

Funcionário de carreira do Banco do Brasil desde 2000, Chiumento tem perfil técnico. É graduado em Direito, mestre em Gestão e Inovação, e possui MBA em Negócios Financeiros pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em sua sólida trajetória na instituição, acumulou experiência em posições estratégicas, como head de Clientes, Estratégia e Produtos do segmento Setor Público, Ouvidor-Geral do BB, gerente executivo na Diretoria de Atendimento e Canais, gerente de administração na Superintendência de Varejo, administrador de agências e consultor de investimentos nos segmentos Private e Alta Renda. Atualmente, integra o Conselho de Administração da Neoenergia e é vice-presidente do Conselho de Administração da Tupy.

BB indica a primeira mulher para a diretoria da Previ

Com a chegada de Márcio Chiumento à presidência, Adriana Chagastelles assume a Diretoria de Participações. Funcionária de carreira do Banco do Brasil e associada do Plano 1, Chagastelles atua na Previ há quase três décadas. Ela é a primeira mulher indicada pelo Banco para um cargo de direção na Entidade — e também a primeira colaboradora da Previ a alcançar essa posição por indicação do patrocinador.

Graduada em Administração e mestre pelo Ibmec, Chagastelles possui MBA em Finanças e Direito Societário pela FGV e participou de programas de formação de executivos do ISE. Antes da nova função, liderou áreas estratégicas como Administração Imobiliária e Secretaria Executiva de Governança. Em sua trajetória, passou pelas gerências de Participações Mobiliárias, Mercado de Capitais e Investimentos Estratégicos, além de atuar como conselheira em diversas empresas participadas da Previ.

A Previ reafirma seu compromisso com a boa governança, a solidez dos investimentos e a busca permanente por resultados sustentáveis, sempre em benefício de seus associados.

Fonte: Site da Previ

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5.5.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2009


Genésio e eu, contra a Folha "Ditabranda".


RETROSPECTIVA 2009

O mês de janeiro foi um mês de muito trabalho de base. Distribuí materiais sindicais em diversas agências e departamentos do Banco do Brasil, além de participar de reuniões políticas organizativas para o ano de luta. No fim do mês, embarquei para Belém do Pará, para participar do Fórum Social Mundial.

Tive agendas em Brasília no início do mês de fevereiro. A CUT fez dia nacional de lutas: “Querem lucrar com a crise: a classe trabalhadora NÃO vai pagar esta conta”. Tivemos reunião nacional da direção da Contraf-CUT e reuniões políticas na Fetec CUT SP para tratar da questão da incorporação do Banco Nossa Caixa pelo BB. Nossa corrente política Articulação Sindical fez seminário nacional. E também fizemos reunião dos delegados sindicais do Banco do Brasil.

No dia 7 de março, participei do ato em frente ao jornal Folha de São Paulo, que havia afirmado que no Brasil a ditadura tinha sido “branda”. Esse é o veículo de comunicação que emprestou carros para sequestrar pessoas naquele período nefasto do país. Folha “Ditabranda”.

Ainda em março, trabalhei no RJ representando a Contraf-CUT em evento da Previ.

No dia 12/03/09, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região promoveu emocionante ato para recordar e comemorar os 30 anos da “Retomada” (1979-2009) da direção de nosso Sindicato da mão dos pelegos aliados da ditadura. Na matéria especial, Gushiken disse não ter dúvidas de que assim como as lutas dos metalúrgicos do ABC, aquela vitória eleitoral nos bancários foi fundamental para impulsionar o movimento sindical brasileiro a contribuir para a redemocratização do país.

Na segunda quinzena, muitos eventos organizativos: estive no Paraná, em encontro dos bancários do BB e Caixa, estive no Rio de Janeiro também em seminário da categoria. Em São Paulo, ocorreram encontros sobre a incorporação do BNC, e encontros temáticos preparatórios para o Congresso da Contraf-CUT.

No mês de abril, o movimento sindical bancário foi marcado por eventos organizativos e democráticos importantes. Realizamos o 2º Congresso da Contraf-CUT e o companheiro Carlos Cordeiro foi eleito o presidente de nossa confederação. Eu fui eleito secretário de formação.

A categoria realizou os congressos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em Brasília. Em relação à nossa Caixa de Assistência, a delegação do 20º CNFBB indicou o fortalecimento do modelo de Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se desenvolvia através da Estratégia de Saúde da Família (ESF), com unidades próprias de atendimento primário, as CliniCassi.

Como secretário de formação, passei a estudar mais a história do movimento sindical e escrever mais também. Fiz dois artigos no mês de abril.

O mês de maio foi repleto de atividades sindicais. Participei do 1º de maio em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, um evento classista e sem patrocínio de empresários. Ainda participei da Corrida dos Trabalhadores em Osasco (8K), evento no qual o Sindicato inscreveu centenas de bancárias e bancários.

Estive em reuniões organizativas e deliberativas no mês. Participei do CECUT no interior de São Paulo – Serra Negra - e depois do planejamento da direção da Contraf-CUT, em Nazaré Paulista.

Ainda em maio realizamos Encontro Estadual da Articulação Sindical da CUT, e contamos com a participação de José Ricardo Sasseron, presidente da Anapar e diretor eleito de seguridade na Previ, e Ricardo Berzoini, presidente do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo com agenda cheia, não deixei de fazer base. Fiz reuniões em locais de trabalho no Banco do Brasil e distribuí a revista O Espelho no Complexo São João.

Junho foi mês de boas reuniões nacionais: tivemos Encontro da Juventude e do Coletivo de Formação na Contraf-CUT. Depois tivemos Encontro organizativo da Articulação Sindical. Participei ainda de Assembleia na AABB SP.

Em julho, realizamos na Contraf-CUT o 2º Encontro de Comunicação. Participei da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, que definiu a pauta de reivindicações da categoria. Ainda fiz debate sobre a Cassi no auditório do Complexo do Banco do Brasil, na Av. São João.

Participei como delegado, em agosto, do 10º Congresso Nacional da CUT (CONCUT). Começaram as mesas de negociações salariais com os banqueiros e governo federal.

A nossa confederação me designou para representar, em setembro, o ramo cutista em curso de formação na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Turim (ITA) e em Madri (ESP). Foram três semanas fora do país, em companhia de dirigentes de vários países latino-americanos, debatendo e construindo saídas para aquele contexto: crise do capitalismo com a questão do subprime.

Quando voltei, participei ativamente da campanha salarial e dos 15 dias de greve nacional dos bancários e bancárias, iniciada em 24 de setembro.

Entre outubro e dezembro, realizamos o 1º curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT e entidades sindicais afiliadas e com o suporte técnico do Dieese. Ao longo do mandato na secretaria de formação, iríamos percorrer todas as regiões do país levando formação às bases da categoria bancária.

Ainda em novembro e dezembro, participei de fóruns democráticos diversos: Conferência de Saúde da Cassi em SP e assembleia da AABB SP. Tivemos seminário sobre bancos públicos e regulamentação do art. 192 da CF. Realizamos na Contraf Reunião das Redes Sindicais Internacionais.

Terminei o ano como comecei: na base, ouvindo os trabalhadores e resolvendo demandas nos locais de trabalho no dia 30 de dezembro, no complexo São João do Banco do Brasil.

Após a revisão das 211 postagens do ano, mais um caderno do blog finalizado.

William Mendes


10.4.25

Previ sob ataque político - Apresento nota da Previ




Comentário do blog:

Opinião

Ao ler uma matéria do jornal O Globo, sobre o tal relatório, não me surpreendi com absolutamente nada. A matéria "TCU abre auditoria na Previ e aciona PF e MPF para apurar conflito de interesse, viagens e investimentos" demonstra que o relatório contém pouca técnica e muita politicagem.

Basta ver o texto de esclarecimento de nossa Caixa de Previdência (abaixo) para perceber a politicagem que estão fazendo com o nosso fundo de pensão, que está sob ataque assim como o nosso governo Lula, democrático e popular.

Os "técnicos" do órgão, que não é especializado em fundos de pensão - pra isso existe a Previc -, pediram e receberam mais de dois mil documentos e, depois de tudo isso, colocaram no parecer questionamentos sobre algo que não pediram esclarecimentos na Previ...

Ao ler a matéria, me deu a impressão que o parecer do TCU vai contestar o sistema capitalista que vigora no mundo. O que vale para todos os capitalistas e suas empresas e mercados de ações, não valeria para alguém que não seja do clube da Faria Lima.

Todo acionista pode indicar gestores em empresas investidas, todo acionista pode receber as remunerações definidas para gestores de empresas... menos se o ser humano for um de nós... um bancário em posição de gestor de fundo de pensão, um esquerdista blá blá blá...

Estive na apresentação dos resultados da Previ em São Paulo e fiquei satisfeito com as informações que recebi. Nosso fundo de pensão está sob boas mãos e os dados contábeis são bastante confiáveis.

Atenção: unidade do conjunto de associados da Previ é fundamental. Me parece que querem mexer em nosso fundo e em nosso patrimônio construído por nós mesmos em 120 anos de história.

William Mendes

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Previ se posiciona sobre parecer do TCU

Entidade reforça a conformidade de seus investimentos, a solidez dos planos de benefícios e o compromisso com a transparência e a governança

09/04/2025


Nesta quarta-feira, 9/4, em sessão plenária realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a Previ tomou conhecimento do parecer técnico que recomendou a realização de uma auditoria na Entidade. O processo tinha sido colocado em sigilo e, assim como as outras partes, a Previ ainda não teve acesso ao relatório completo. Ainda assim, reiteramos total disposição para contribuir com qualquer esclarecimento adicional que se faça necessário.

O parecer técnico foi realizado com base no levantamento de informações que auditores do TCU realizaram sobre a Previ, de 17 a 21 de fevereiro. Durante a visita na sede da Entidade, os auditores foram recebidos pela Diretoria Executiva, conversaram com diversos funcionários da equipe técnica e receberam todos as informações solicitadas, somando mais de dois mil documentos da Entidade para análise preliminar.

Sobre os tópicos abordados durante a sessão plenária nesta quarta-feira, 9/4, a Previ esclarece que as decisões de investimento sempre são realizadas em conformidade com a Política de Investimentos, com base em análises técnicas rigorosas e aprovadas em diversas instâncias de governança dentro da Entidade, em um sistema que garante a separação de funções e a transparência no processo decisório. Isso impede interferências entre as áreas e permite decisões criteriosas e seguras, buscando sempre a melhor relação entre risco, retorno e liquidez, de acordo com o perfil de cada plano de benefícios.

O resultado acumulado do Plano 1 em dezembro de 2024 foi deficitário em R$ 3,16 bilhões em consequência das oscilações de mercado. Ainda assim, a solidez da Previ proporcionou segurança para os associados, já que não houve necessidade de vender nenhum ativo por valor depreciado. Ou seja: não houve prejuízo. O déficit já está sendo revertido no primeiro trimestre de 2025, devido à conjuntura, à qualidade dos investimentos e à gestão diligente dos ativos. A Previ segue firme, forte e confiável, com sua credibilidade construída em mais de 120 anos de história e uma rentabilidade sólida, baseada em uma visão de longo prazo, como deve ser em um plano de previdência.

Outro tópico abordado na sessão plenária foram viagens do presidente da Previ, João Fukunaga. Esclarecemos que o item “viagens” não foi objeto do levantamento de informações inicial realizado pelo TCU, portanto não temos conhecimento acerca do que motivou a decisão, mas a Previ se coloca disponível para o fornecimento de dados e esclarecimento de informações, sempre que elas forem solicitadas.

A Previ reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a gestão técnica, assim como com a sua missão de garantir o pagamento de benefícios e prover soluções que proporcionem proteção aos associados e seus familiares, de forma integral, segura e sustentável. Inclusive, todas as decisões de investimento são guiadas pelo propósito de cuidar do futuro das pessoas.

A Previ respeita e colabora com toda e qualquer instância de fiscalização e controle, seja interna ou externa. Desde o início, tem prestado todas as informações solicitadas pelo TCU com total transparência e dentro dos prazos estabelecidos. Seguimos confiantes no trabalho técnico que orienta nossa atuação e certos de que todos os esclarecimentos levarão ao reconhecimento da lisura da gestão da Previ.

Fonte: site da Previ

21.3.25

Diário e reflexões - A necessidade de pertencer a


Opinião

A NECESSIDADE DE PERTENCER A

Sexta-feira, 21 de março de 2025.


Estive nesta semana em dois fóruns nos quais pessoas estavam reunidas por algo que as unia ou ligava.

Na segunda 17 participei da sessão solene pelo aniversário dos 45 anos do Partido dos Trabalhadores, ocorrida no Plenário Tiradentes da Câmara Municipal de Osasco. 

Sou eleitor do PT desde meu primeiro voto em 1988, em Luíza Erundina, e depois em Lula, em 1989. Me filiei ao partido em 2002. Eu nunca consegui me imaginar em outro partido. Pelas contradições da política, já pensei em me desfiliar, mas jamais pensei entrar em outro partido. Pertencimento!

Nas eleições de 2024, dediquei minhas energias para eleger a jovem Luna Zarattini vereadora por São Paulo. Mas assim que conheci os jovens do JuntOz, fiz o que pude para elegermos eles em Osasco, o coletivo da esperança com Heber, Gabi e Matheus.


Fui à sessão solene de homenagem ao PT a convite pessoal de nossos representantes do JuntOz. O evento foi bonito. Ouvindo os burburinhos no plenário aumentou minha certeza da necessidade de renovação no PT. Viva o JuntOz! Que venham mais jovens para o PT. 

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PREVI

A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil é o maior fundo de pensão da América Latina. Nossa Previ está sob ataque neste momento. Os canalhas da casa-grande querem nosso patrimônio acumulado há 120 anos.

A Previ só está bem como demonstram os números apresentados e públicos porque é gerida pelos próprios associados, os trabalhadores, e não é terceirizada para os pilantras do "mercado" (a casa-grande). 

É por isso, aliás, que está sob ataque via manipulação (fake news) e por órgãos que sofrem influência dos nossos inimigos de classe: porque é dos trabalhadores e está bem, e é poderosa.

Estive ontem na apresentação do resultado do Plano 1 da Previ, a convite da direção do fundo de pensão, no Edifício Torre Matarazzo, e comprovei que podemos ficar tranquilos com a gestão do nosso patrimônio. 

Na oportunidade, encontrei diversas lideranças e companheir@s de jornadas de lutas sindicais. 

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PERTENCIMENTO 

Ao pensar sobre a questão de pertencer a alguma coisa, me lembrei da mensagem do jovem Chris McCandless, que registrou que a felicidade só é verdadeira quando é compartilhada.

Eu entendi isso ao refletir sobre a minha existência. Fui feliz quando pertencia a projetos coletivos, mesmo quando estávamos sob ataque de nossos inimigos de classe.

Somos seres humanos e só somos possíveis se formos parte de algo coletivo. 

William 


18.3.25

Previ sob ataque - Apresento artigo de Sérgio Riede



Comentário do blog:

Reproduzo abaixo um artigo excelente do conselheiro deliberativo eleito da nossa Caixa de Previdência, a Previ.

Antes, teço um breve comentário político, a minha opinião sobre o que se anda dizendo por aí. 

O governo Lula está sob ataque por parte de nossos inimigos de classe. Sendo assim, afirmo que a Previ está sob ataque também, porque isso é estratégico para nossos inimigos.

O conceito de "inimigos" que utilizo aqui inclui o imperialismo norte-americano e as forças que compõem e se colocam a serviço da extrema-direita mundial e nacional. Óbvio que os bolsonarentos estão incluídos na lista de nossos inimigos.

Sérgio Riede explica mais uma vez o óbvio: não há rombo algum em nossa Caixa de Previdência. Qualquer pessoa honesta e minimamente conhecedora de sistemas de fundo de pensão e previdência complementar entende as diferenças contábeis que Riede esclarece no artigo. Parto da premissa que nossa comunidade é de "bancários".

A Previ está sob ataque desde que o governo Lula ganhou a eleição e tirou do poder aquela trupe de gente indicada pelo poder executivo em empresas estatais e de economia mista e suas respectivas entidades patrocinadas e ou coligadas.

Óbvio que os ataques à Previ e à direção de nosso fundo de pensão incluem eleitos e indicados. Os eleitos porque a cada dois anos ocorrem eleições e os oportunistas de plantão, os desonestos, se aproveitam de crises reais ou inventadas para tentarem chegar ao poder. Os indicados porque derrubá-los ou prejudicar a Previ equivale a causar crises sérias ao governo que os indicou.

O presidente da Previ, João Fukunaga, está sob ataque desde que o governo Lula indicou a direção atual do fundo de pensão. Ele sofre ataques por parte de grupos adversários e candidatos de chapas de oposição nas eleições em nossa Caixa de Previdência e sofre ataques dos poderosos grupos de oposição ao governo Lula e que atacam o tempo todo às forças de esquerda e progressistas em geral.

Nesse momento de ataques à Previ, com manipulações desonestas em relação aos resultados do Plano 1, não há que se ter dúvidas quanto à posição que se deve tomar como democrata e interessado na perenidade e robustez de nosso fundo de pensão. Estou ao lado da direção de nossa Caixa de Previdência, que vem se mostrando correta e competente na gestão de nosso patrimônio.

É isso. Leiam abaixo as excelentes explicações contábeis e administrativas do conselheiro deliberativo Riede.

Abraços,

William

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(reprodução de matéria)



Informação e desinformação sobre a Previ

Sérgio Riede

1. As maiores polêmicas atuais sobre a Previ são sobre o desempenho do Plano 1.

2. Vou tentar colocar algumas informações objetivas que podem ajudar as pessoas menos familiarizadas com análise de desempenho de fundos da pensão a entenderem melhor as regras específicas para este universo.

3. Como sempre digo, na condição de atual conselheiro deliberativo da entidade, posso estar contaminado pelo fato de estar na gestão. Leiam com senso crítico minhas ponderações – aliás, recomendação que também é válida para as análises daqueles que fazem oposição sistemática à Previ e que apoiam ou fazem parte de chapas de oposição. Senso crítico nunca é demais, para lado nenhum.

4. O resultado mais importante de um Plano de Benefício Definido, como o Plano 1 da Previ, é o RESULTADO ACUMULADO.

5. Diferente de uma empresa de outro ramo, esse resultado não zera ao final de cada ano. A contabilidade continua no ano seguinte a partir dele.

6. Mas, para efeito de eventual Distribuição de Superávit ou Equacionamento de Déficit, a posição que vale para a legislação é a verificada em 31 de dezembro de cada ano.

7. Para Distribuição de Superávit do Plano 1, atualmente seria necessário, pela legislação vigente, que o Plano 1 tivesse SUPERÁVIT ACUMULADO de mais de 42 bilhões de reais ao final de cada um de 3 anos consecutivos – o que é extremamente difícil.

8. Para ter que elaborar um Plano de Equacionamento de Déficit, a legislação prevê um caminho bem mais curto: basta que o Plano 1 tenha um RESULTADO ACUMULADO de cerca de 19 bilhões de reais ao final de um único ano.

9. Esse Plano de Equacionamento deve ser elaborado no ano seguinte a tal déficit, para ser implementado no ano subsequente.

10. Exemplo prático: se em 31/12/2024 o Plano 1 tivesse fechado com DÉFICIT ACUMULADO de cerca de 19 bilhões de reais, em 2025 deveria ser elaborado um Plano de Equacionamento de Déficit, o qual seria implementado somente em 2026.

11. Entretanto, se ao longo de 2025 esse suposto Déficit Acumulado ficasse abaixo dos 19 bilhões de reais, haveria possibilidade de não implementar o referido Plano de Equacionamento em 2026.

12. Claro que os resultados mensais são importantes, porque é a partir de cada resultado mensal (que vai se acumulando) que pode ser construído um Superávit Acumulado ou um Déficit Acumulado em 31 de dezembro de cada ano.

13. Por isso, embora a legislação preveja a obrigatoriedade de publicar seus investimentos e resultados ao final de cada ano, a Previ publica por iniciativa própria seus resultados e a lista de todos os seus investimentos mês a mês, com ampla transparência.

14. Assim, a Previ havia publicado que, ao final de novembro de 2024, o Plano 1 tinha um déficit NO ANO DE 2024 de cerca de 14 bilhões de reais, mas deixava claro que o RESULTADO ACUMULADO até aquele momento era de SUPERÁVIT ACUMULADO de cerca de 528 milhões de reais.

15. O que isso significava de impacto para os participantes do Plano 1? Significava que, apesar do déficit de janeiro a novembro de 2024, o Plano 1 ainda tinha, em novembro de 2024, recursos suficientes para honrar todos os seus compromissos com os associados até o último dia de vida de cada um (e de seus pensionistas). E ainda sobrariam 528 milhões de reais.

16. Isso não quer dizer que o déficit ao longo de 2024 não merecesse preocupação. E a Previ nunca negou isso. Já divulgou inclusive diversas medidas que estão sendo tomadas para ficar mais resiliente frente às oscilações do mercado.

17. Outros conceitos precisam ficar claros: a diminuição de valor em Bolsa de uma ação de um fundo de pensão impacta a contabilização de superávit ou déficit. Mas só se transforma em prejuízo de fato se a Entidade tiver que vender essa ação por um preço bem inferior ao que ela vale de fato.

18. A Previ já deixou claro e comprovou que não precisou e não vendeu nenhum de seus ativos por preços aviltados. Portanto, cada um deles continua na carteira de investimentos e com possibilidades reais de terem seus valores de mercado recuperados, exatamente porque se trata de empresas sólidas e pagadoras de ótimos dividendos ao longo dos anos.

19. Aliás, a razão pela qual a Previ não tem precisado vender nenhum ativo na “bacia das almas” é exatamente porque tem recebido recursos ao longo dos anos suficientes para arcar com todos os seus compromissos.

20. Em 2024, por exemplo, a Previ pagou cerca de 16,5 bilhões de reais em benefícios de aposentadoria e pensão. Só de dividendos, rendimentos de títulos públicos, aluguéis de imóveis e contribuições do patrocinador e dos associados, recebeu mais do que esses 16,5 bilhões. É por isso que a Previ tem afirmado que é muito importante ter uma boa gestão do caixa da Entidade, para não ter que vender algum ativo em momento de baixa valorização.

21. Com a fala do ministro do TCU em fevereiro de 2025 a respeito do resultado do Plano 1 de janeiro a novembro de 2024, vieram à tona alguns conceitos completamente equivocados tecnicamente, como veremos a seguir:

22. “Rombo na Previ”: isso só teria acontecido se a Previ tivesse perdido patrimônio em definitivo. Como ela não foi obrigada a vender nenhum ativo por preço abaixo da realidade, isso não aconteceu. Em abril/maio de 2020, por conta da pandemia, o Plano 1 estava com déficit acumulado de cerca de 23 bilhões de reais. Se esse patamar fosse mantido até 31 de dezembro daquele ano, teria que ser elaborado um Plano de Equacionamento. A Previ foi a público naquela ocasião, falou da solidez da carteira de ativos, disse que a situação era conjuntural. Muita gente duvidou. Em 31/12/2020 o Plano 1 fechou com 13 bilhões de SUPERÁVIT ACUMULADO.

23. “Risco de Contribuições Extraordinárias do BB e dos associados”: Como vimos acima, um Plano de Equacionamento só teria que ser elaborado se o DÉFICIT ACUMULADO do Plano 1 fosse de cerca de 19 bilhões de reais. Em novembro de 2024 o RESULTADO DO PLANO 1 era de SUPERÁVIT ACUMULADO de 528 milhões de reais.

24. Era preocupante o resultado de janeiro a novembro de 2024? Claro que era. Mas eram absolutamente falsas as afirmações de “rombo”, “prejuízo” e, principalmente, “risco imediato de contribuições extraordinárias do BB e dos associados”. Muito menos foi apontado publicamente qualquer indício real de “má gestão”. No entanto, o que está entre aspas neste parágrafo foram as razões apontadas para o TCU pedir uma auditoria de urgência na Previ.

25. Essas afirmações supostamente técnicas ganharam corpo na imprensa em geral e entre os associados. A Previ ofereceu várias explicações sobre o assunto. Eu mesmo publiquei várias matérias sobre isso.

26. Diferentes entidades ligadas aos fundos de pensão se posicionaram publicamente sobre a polêmica, quase todas provando que não havia “rombo”, demonstrando que os resultados eram decorrentes de oscilações normais de mercado, que não tinha havido investimentos “heterodoxos” ou mal intencionados da Previ e, sobretudo, que não havia risco sequer da necessidade de elaborar um Plano de Equacionamento (muito menos de ter que implementá-lo), uma vez que o Plano 1 tinha SUPERÁVIT ACUMULADO de 528 milhões ao final de novembro.

27. Entre as entidades que se manifestaram no sentido acima estão a Previc, órgão que tem a obrigação legal de supervisionar e fiscalizar a Previ (e que tem que responder pelo que escreve), e a Abrapp, entidade que congrega todas as entidades fechadas de previdência complementar do Brasil, e que também tem uma reputação a zelar.

28. Grande parte da imprensa entendeu as explicações técnicas e ajustou a percepção sobre os resultados do Plano 1. Atualmente a CNN é um dos raros órgãos de imprensa que teima em manter o discurso de rombo, de má gestão e que insinua uso político da Previ. Em algumas matérias publicadas por ela, as fontes citadas são funcionários do BB que apoiam ou participaram de chapas de oposição nas eleições da Previ.

29. Há pessoas que repetem as desinformações de “rombo” e “risco de contribuições” extraordinárias por falta de conhecimento ou porque foram induzidas por alguém. Entretanto, há também, na imprensa e entre os associados, quem tem conhecimento técnico, sabe o que está falando, mas repete essas expressões com intenções muito claras, que compete a cada associado julgar.

30. Uma coisa é manifestar preocupação legítima com o resultado de 2024. Outra, bem diferente, é replicar conscientemente conceitos equivocados, que espalham pânico injustificado entre os associados.

31.  Em dezembro de 2024 a queda da Bolsa se acentuou e a Previ fechou o ano com um déficit anual de cerca de 17 bilhões, resultando num DÉFICIT ACUMULADO de 3 bilhões de reais, uma vez que o Plano 1 tinha fechado 2023 com SUPERÁVIT ACUMULADO de 14,5 bilhões.

32. Repito: o déficit do Plano 1 ao longo de 2024 merece preocupação e olhar atento da governança da Previ e dos associados.

33. Se ele se repetir na mesma dimensão em 2025, podemos fechar este ano bem próximos da necessidade de ter que elaborar em 2026 um Plano de Equacionamento para ser implementado em 2027. O que nunca aconteceu na história de 120 anos da Previ.

34. Daí a importância de todos nós olharmos os resultados mensais em 2025, para adotar as providências necessárias à manutenção do equilíbrio do Plano 1.

35. Neste sentido, constatar que janeiro de 2025 trouxe um superávit mensal de 1,3 bilhão, significa que o DÉFICIT ACUMULADO do Plano 1, que tinha fechado 2024 na casa dos 3 bilhões, já caiu para uma situação praticamente de equilíbrio técnico. Vamos ver o que acontecerá nos próximos meses.

36. Daqui a alguns dias ou semanas deve sair a manifestação do TCU sobre as informações que eles coletaram na Previ entre 17 e 21 de fevereiro.

37. Em paralelo, a Diretoria da Previ já começa nesta semana a apresentação dos resultados de 2024 em várias capitais de estado, em diálogo franco e direto com os associados. Também haverá transmissões online de algumas apresentações.

38. Continuo à disposição de todos, inclusive no meu contato privado, para prestar contas sobre minha atuação como conselheiro deliberativo.

Abraços a todos.

Sérgio Riede, conselheiro deliberativo da Previ


Fonte: Associados Previ


6.3.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2020




RETROSPECTIVA 2020

O segundo ano trágico de governo Bolsonaro começou com a paralisação do mundo perante a maior pandemia mundial em mais de um século. A Covid-19 chegou ao Brasil nos primeiros meses do ano e o povo brasileiro sofreu as consequências de forma exponencial por causa de termos no país um governo negacionista em relação às medidas protetivas sugeridas pelos cientistas e especialistas no mundo todo.

O uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social eram medidas básicas para se evitar ou reduzir a contaminação das pessoas e o grande afluxo aos sistemas de saúde em todas as cidades do país. Apoio econômico e financeiro ao povo e às empresas também era uma necessidade básica para a manutenção das condições básicas de vida e cidadania. E, claro, vacinação em massa, pois a ciência já estudava a confecção de vacinas. O tirano era contrário a tudo isso.

O governo Bolsonaro era inimigo do povo e da classe trabalhadora e só tinha olhos e atenção para o empresariado, os militares e a elite do país, grupos que o mantinham no poder. As primeiras matérias do blog demonstram isso. Após uma quarentena que fiz depois do mandato eletivo na Cassi (jun/2014 a maio/2018), voltei a escrever no blog A Categoria Bancária em julho. Não fiz postagens em 2019.

O presidente da república Jair Bolsonaro vetou (ler aqui) uma conquista do movimento sindical e associativo dos trabalhadores negociada no Congresso Nacional: a ultratividade, ou seja, a manutenção de direitos em acordos e convenções coletivas enquanto patrões e empregados não concluíam as negociações salariais e de direitos. A categoria bancária, por exemplo, tem direitos conquistados há décadas, que poderiam ser perdidos caso não renovados até 31 de agosto, data-base da categoria.

As primeiras matérias no blog, postadas em julho, informam ainda outros esforços de nossas entidades de classe para garantir direitos aos trabalhadores e aposentados. Uma delas é a manutenção do convênio entre a Previ e o INSS para que nossos colegas seguissem recebendo a aposentadoria pública pela Previ. O governo Bolsonaro havia encerrado os convênios. Outra luta em desenvolvimento era a defesa da Caixa Federal, na mira da privatização do governo.

LUTA DE CLASSE

As outras postagens do mês de julho abordam as discussões da campanha salarial da categoria bancária, a vitória da Chapa 1 – Previ para o associado nas eleições do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e tem um artigo meu sobre a saúde dos trabalhadores (ver aqui).

No mês de agosto (de 2020), postei matérias antigas da confederação sobre as negociações com o banco público BB no ano de 2006 para registrar as contradições que existem nas lutas sindicais entre capital x trabalho, trabalhadores x governos. Existem pontos positivos e pontos negativos mesmo em governos simpáticos ao povo pobre e humilde como os do Partido dos Trabalhadores (Lula e Dilma). Claro que é pior negociar com governos de direita e ultradireita, mas é sempre duro defender direitos dos trabalhadores.

Vejam a questão da ultratividade, por exemplo, enquanto o direitista de merda Bolsonaro vetou (em 2020) a manutenção dos direitos de acordos coletivos após a data-base, os governos do PT renovaram a ultratividade em todos os anos cuja medida foi necessária.

CASSI

Por outro lado, qual o sentido de executivos do governo Lula fazerem o que os do Banco do Brasil fizeram conosco nas negociações sobre a Cassi em 2006? As propostas da direção do banco eram péssimas, eram mais que liberais e de direita, os caras no papel de negociadores queriam literalmente “economizar” para o banco às custas de milhares de trabalhadores, colegas deles.

A empresa não cumpria o Estatuto da Cassi desde 1998 e os caras ficaram o primeiro mandato do governo Lula fazendo cara de paisagem ao invés de regularizar o que estava errado. Só em 2005 a direção do BB aceitou negociar a Cassi por força de Acordo Coletivo em campanha salarial e foram 3 anos de insistência nas negociações para se regularizar a questão em 2007. Uma sacanagem!

O que estou afirmando é público, é história. No blog tem dezenas de matérias sobre esse período, matérias da confederação e dos sindicatos. Um exemplo de publicações da época pode ser lido aqui.

E mais, em 2014 e 2015, já estando na gestão da Cassi, os executivos do BB do governo do PT fizeram o mesmo que antes. Os colegas do banco defendiam teses contra os trabalhadores do BB por ideologia liberal, prejudicando os associados da Cassi às vezes igual ou pior do que fizeram os tucanos.

Um exemplo na Cassi: a forma de rateio do custeio por parte dos associados do Plano de Associados só competia a nós definir o modelo e não ao patrocinador. Ele tinha que pagar corretamente seu compromisso estatutário e só (4,5% sobre ativos pré e pós-1998 e aposentados). No entanto, aquela direção tinha uma fixação por quebrar a solidariedade do Plano e fez de tudo para conseguir seu objetivo. Liberais!

PLR NO BANCO DO BRASIL

Ainda em agosto, recuperei um artigo que fiz em 2006 contando a história da conquista da Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil e demais bancos públicos (ler aqui), conquista de 2003, enquanto na categoria a PLR é paga desde 1995. Em 2020 os banqueiros quiseram se aproveitar do regime bolsonarista para reduzir o direito.

CAMPANHAS SALARIAIS NO BB FORAM MELHORES COM LULA

Após a campanha salarial da categoria bancária em 2020, postei no blog um pequeno livro a respeito das campanhas da categoria bancária após a eleição de Lula em 2002. Estudei e compilei em março de 2009 as campanhas dos bancários, sobretudo no Banco do Brasil, entre os anos de 2003 e 2008. (ler aqui)

TERCEIRIZAÇÃO DA ATIVIDADE-FIM DA CASSI

Fechei o ano de 2020 em dezembro com 4 textos sobre gestão em saúde. Além de abordar a questão do modelo de atenção primária baseado na medicina de família e comunidade, fiz artigos de opinião sobre a terceirização da atividade-fim de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, a Cassi, que lançou naquele ano parcerias no mercado para fazer o que deveria ser feito por unidades próprias de atendimento em saúde, as nossas CliniCassi. Os 4 artigos podem ser lidos aqui.

É isso. Mais um caderno do blog concluído para meu centro de documentação (cedoc).

William Mendes

13.2.25

Previ: O que você precisa saber sobre a auditoria do TCU



Comentário do blog:

Amg@s leitores, reproduzo abaixo matéria bem esclarecedora a respeito dessa ingerência do TCU em nosso fundo de pensão.

As explicações são concisas e mesmo pessoas que não acompanham o dia a dia de uma entidade do porte da nossa, verão como a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil é bem gerida por nossos colegas indicados pelo patrocinador e pelos associados por eleição direta.

Boa leitura.

William Mendes

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O que você precisa saber sobre a auditoria do TCU

Previ preparou um "perguntas e respostas" para esclarecer os fatos e tranquilizar seus associados

13/02/2025


Desde a última semana, tem circulado na imprensa e nas redes sociais uma série de informações sobre a situação da Previ em função de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Com o objetivo de esclarecer os fatos e tranquilizar associadas e associados, a Previ respondeu às principais perguntas sobre o tema. Confira:

Existe rombo na Previ?

Não. Pelo contrário, o último resultado divulgado (ver no site da Previ), com dados acumulados de novembro, mostra que o Plano 1 tinha um patrimônio de R$ 243 bilhões e apresentava um superávit acumulado de R$ 528 milhões. Já o Previ Futuro, plano mais jovem da Previ, atingiu um patrimônio de 34,5 bilhões.

O TCU tem competência para auditar a Previ?

A função do TCU é a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas e de economia mista, o que não é o caso da Previ.

Quem fiscaliza a Previ, afinal?

O órgão responsável por fiscalizar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, como a Previ, é a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Vale ressaltar que, além da fiscalização oficial, a Previ é auditada de forma permanente pelo Banco do Brasil e por sua auditoria interna, e, anualmente, por auditoria independente realizada pelas mais conceituadas empresas de mercado.

Então por que o TCU solicitou uma auditoria na Previ?

É atribuição do tribunal fiscalizar as empresas de economia mista, que é o caso do Banco do Brasil. No entendimento do órgão, pelo fato de o Banco do Brasil ser patrocinador da Previ, a entidade pode ser fiscalizada também.

A Previ teme uma auditoria do TCU?

Não. A Previ não teme uma eventual auditoria do TCU, nem de qualquer outro órgão. Ao contrário, a Previ respeita o papel do tribunal e vai fornecer todas as informações, quando solicitadas. O objetivo da Previ é esclarecer os fatos com total transparência, tranquilizar os associados, demonstrar a boa governança, a solidez dos planos e seguir firme em seu propósito de cuidar do futuro das pessoas.

Por que o TCU quer uma auditoria na Previ?

Na verdade, essa questão teve início em agosto de 2024, quando o TCU julgou uma ação que questionava a indicação de João Fukunaga ao cargo de presidente da Previ. Apesar de decidir que a indicação obedeceu às regras para exercício do cargo, na ocasião, o relator do processo solicitou uma auditoria. Em sessão plenária do TCU realizada em 5/2/2025, o ministro alegou “gravíssimas preocupações" e “prejuízo de R$ 14 bilhões” para requerer celeridade no processo de auditoria.

Mas afinal, o Plano 1 teve prejuízo de R$ 14 bilhões em 2024?

Não houve prejuízo. Em previdência complementar, usamos o conceito de equilíbrio entre investimentos e obrigações. Em novembro de 2024, o Plano 1 apresentou superávit acumulado de R$ 528 milhões, ou seja, estava em equilíbrio. De fato, houve um déficit de R$ 14 bilhões no período analisado pelo TCU, mas que consumiu parte do superávit acumulado em 2023, de R$ 14,5 bilhões. As condições econômicas impactaram o resultado dos investimentos no ano, e foi esse principal fator que provocou o consumo da “gordura” acumulada até 2023. Essa variação no superávit não põe em risco o Plano 1. Esse tipo de oscilação não é incomum em fundos de pensão, até mesmo em planos maduros como o Plano 1, que têm quase todos os seus associados já aposentados.

A Previ enfrenta um rombo financeiro ou risco de insolvência?

Não há que se falar em rombo, prejuízo ou risco de insolvência. Em novembro de 2024, período analisado pelo TCU, o Plano 1 apresentou superávit de R$ 528 milhões. Isso significa dizer que o plano se encontra em equilíbrio e tem recursos suficientes para pagar todos os associados até 2100 – data prevista para seu encerramento – e ainda sobraria dinheiro. Além disso, a Previ tem uma política de caixa mínimo, que garante o pagamento de benefícios, independentemente do cenário econômico. Por isso, mesmo com um resultado abaixo do esperado em 2024, a entidade não precisou vender investimentos na baixa para cumprir obrigações. Ou seja, não houve prejuízo.

Há risco de os participantes terem que pagar contribuições extras?

Não há qualquer risco de equacionamento. Todos os planos seguem sólidos, sem necessidade de contribuições extraordinárias por parte dos associados ou do patrocinador, o Banco do Brasil. Em 120 anos de história, a Previ nunca precisou acionar planos de equacionamento, e seus associados nunca tiveram que pagar contribuições extraordinárias.

Por que a Previ teve um resultado negativo em 2024?

O que aconteceu ao longo de 2024 foi uma oscilação normal de mercado, que refletiu nos resultados do Plano 1 e do Previ Futuro. Alguns dos principais ativos, como a Vale, tiveram seu valor bastante depreciado ao longo do ano, representando um grande volume desse resultado. Ativos de Renda Fixa que estão marcados a mercado também oscilaram no período.

Mas ao contrário do que possa parecer, os investimentos do Plano 1 tiveram desempenho positivo no intervalo analisado pelo TCU. Foram cerca de R$ 5 bilhões nesse espaço de tempo, valor que não foi suficiente para cobrir as despesas do período.

Há previsão de recuperação em 2025?

A Previ acredita que, quando as condições da economia apresentarem mais estabilidade, há boas chances de recuperação. Os ativos da Previ são bons, resilientes e compostos por empresas da economia real, com bom histórico de pagamento de dividendos e boa capacidade de recuperação.

Por que a Previ investiu em ativos que sofreram desvalorização?

A Previ investe com visão de longo prazo, em uma carteira diversificada para minimizar riscos. Uma boa parte dos ativos está na carteira da Previ desde os anos 90. É o caso de Vale, BRF, Petrobras, Itaú, Neoenergia, entre outros. Uma eventual desvalorização faz parte da dinâmica do mercado e não compromete a sustentabilidade dos planos. Essas empresas já garantiram ótimas rentabilidades para o plano no passado, além de pagarem bons dividendos. Basta lembrar que a Previ já teve sucessivos superávits, que permitiram a distribuição de R$ 25 bilhões em benefícios para os associados entre 2006 e 2013 (mais de R$ 45 bilhões em valores atuais).

Como são tomadas as decisões de investimento?

A Previ decide seus investimentos por meio de um sistema estruturado em três etapas: planejamento, execução e controle. O planejamento é realizado pela diretoria de Planejamento, que elabora a Política de Investimentos. O documento tem um horizonte de sete anos e é revisada anualmente, ou quando necessário. A execução é responsabilidade da diretoria de Investimentos, que implementa as estratégias, sempre respeitando as políticas. O controle é feito pela gerência de Controles Internos, vinculada à presidência, e pela Controladoria, subordinada à diretoria de Administração. Todo esse sistema garante a separação de funções e a transparência no processo decisório. Isso impede interferências entre as áreas e permite decisões criteriosas e seguras, buscando sempre a melhor relação entre risco, retorno e liquidez, de acordo com o perfil de cada plano de benefícios.

O presidente da Previ tem influência nas decisões de investimento?

Não. A diretoria da Previ é um órgão colegiado composto pelo presidente e por outros cinco diretores. O voto de cada um dos diretores, incluindo o presidente, tem rigorosamente o mesmo peso. Todas as decisões tomadas pela diretoria da Previ são colegiadas, e o presidente não tem poder de veto, nem voto de desempate, o chamado voto de minerva. Quando não há consenso sobre uma determinada decisão, seja de investimento, seja de qualquer outro tema sob análise da diretoria, o assunto é levado ao Conselho Deliberativo, instância máxima de decisão da Previ.

Os técnicos da Previ são qualificados para gerir os ativos da Previ?

O corpo técnico da Previ é composto basicamente por funcionários oriundos da melhor escola do mercado financeiro do país, o Banco do Brasil. São profissionais altamente qualificados, especialistas no negócio de previdência complementar e com tempo médio de Previ de 12 anos. Toda essa bagagem aliada ao fato de estarem gerindo os recursos que vão garantir o próprio futuro, trazem para o corpo técnico da Previ uma característica fundamental na gestão, que é o olhar do dono. Isso aumenta ainda mais a dedicação desses colegas ao propósito da Entidade, de "cuidar do futuro das pessoas". Por aqui, estamos todos empenhados em entregar os melhores e mais consistentes resultados, sempre respeitando a premissa de um fundo de pensão: o olhar para o longo prazo.

O que tem sido feito para diminuir a volatilidade e proteger a Previ?

Num passado recente, o Plano 1 tinha alta concentração em renda variável, que chegou a 70% da carteira nos anos 2000. Isso possibilitou a formação do patrimônio bilionário do plano e a distribuição de superávits aos associados entre 2006 e 2013 (mais de R$ 45 bilhões em valores atuais). Agora, com quase todos associados em gozo de aposentadoria ou pensão, a estratégia é garantir o pagamento dos benefícios. Em 2012, o Plano 1 iniciou a estratégia de “imunização do passivo” que reduz a exposição em renda variável e aumenta em renda fixa, invertendo a proporção desses ativos na carteira de investimentos. Somente em 2024, a Previ adquiriu cerca de R$ 13 bilhões de títulos NTN-B, que tem taxas de juros compatíveis com a meta atuarial – parâmetro de rentabilidade mínima de rendimentos do plano. Esses investimentos protegem os ativos da inflação e pagam juros todo o semestre, colaborando com o fluxo de caixa. Se a Previ não tivesse feito a imunização, em vez de equilíbrio, o Plano 1 poderia estar deficitário em cerca de R$ 17 bilhões e bem próximo do equacionamento.

Por que a Previ deixou de distribuir superávit para os associados?

O valor pago por ano pela Previ a aposentados e pensionistas do Plano 1 é de mais de R$ 16 bilhões. É um compromisso enorme e uma responsabilidade na mesma proporção. Por isso, o objetivo do plano hoje é garantir rentabilidade suficiente para seguir pagando benefícios. Nem mais, nem menos. Se, por acaso, desviar desse foco e tiver um grande superávit, significa que o plano está correndo mais risco do que o necessário. Por outro lado, se tiver grandes déficits de forma recorrente, pode não estar rentabilizando suficientemente os seus investimentos. Com um horizonte de pagamentos que vai até o ano 2100, o Plano 1 precisa manter o equilíbrio para continuar pagando benefícios com segurança, como a Previ vem fazendo há 120 anos.

Como os associados podem acompanhar a situação da Previ?

Os associados devem acompanhar as notícias da Previ nos canais oficiais da Entidade, como o site, o app e as redes sociais. É importante também manter o cadastro atualizado para seguir recebendo todos os comunicados que a entidade envia por e-mail e SMS. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo Fale Conosco (no site) e pela Central 0800 729 0505. Neste momento, é importante ressaltar que os planos seguem sólidos, equilibrados, como devem ser e nossos associados podem ficar tranquilos como sempre puderam estar.

Fonte: site da entidade