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16.3.26

Eleições CASSI: Por que voto CASSI PARA OS ASSOCIADOS, chapas 2 e 55



Opinião

CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados. 

Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde. 

Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.

A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde. 

Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF. 

A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal. 

Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.

Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.

O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.

A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.


POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS

Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.

Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela. 

Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.

Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!

A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.

Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.

A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.

É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Post Scriptum

Abaixo, apresento o resultado das eleições, através de matéria da própria CASSI:

Publicado em: 23/03/26

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições CASSI 2026

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

8.7.20

Convênio entre Previ e INSS pode ser mantido


Olá, prezados colegas da comunidade Banco do Brasil!

Segue abaixo uma matéria de interesse de todos nós. Após seis meses de ansiedade e preocupações por causa da possibilidade de não podermos mais receber os benefícios de aposentadoria da Previdência Social através da nossa Caixa de Previdência, a Previ, convênio que já existe há bastante tempo, a possibilidade está mantida após a inclusão dessa permissão na MP 936, sancionada nesta semana como lei. A matéria abaixo, do site da Anabb, conta um pouco da história dessa luta.

Não posso deixar de comentar com vocês o quanto a vida da classe trabalhadora está difícil na atual conjuntura política, econômica e social do país. A MP 936 sancionada pela Presidência da República com vetos é a mesma que permitia a manutenção da ultratividade dos direitos em Acordos e Convenções Coletivos de Trabalho (ACT/CCT) enquanto perdurarem os efeitos da pandemia de Covid-19 no país. 

Os bancários têm data-base em setembro, e sem a possibilidade da ultratividade (perdida na reforma trabalhista após o Golpe de 2016) em cenário tão adverso para a renovação de direitos coletivos na campanha salarial 2020, o estoque de direitos da CCT está sob séria ameaça após 31 de agosto.

Esta MP 936 contou com a importante mobilização dos bancários, suas entidades representativas e de parlamentares para manter direitos básicos de nossa categoria secular como, por exemplo, a jornada de 6 horas, a ultratividade dos direitos nas convenções coletivas de trabalho e este item de possibilidade de convênio e contratos de cooperação técnica entre sindicatos, empresas e caixas de previdência fechada com o INSS. Bolsonaro não vetou esta facilidade que o convênio traz aos aposentados, mas vetou a chance de manutenção de direitos históricos da categoria.

Informem-se sobre nossos direitos e compartilhem com os colegas porque ter informações sobre nosso mundo do trabalho é o primeiro passo para tomada de decisões conscientes quando somos chamados a opinar e participar de lutas sociais. É necessário que haja UNIDADE e pertencimento de colegas da ativa e aposentados para que possamos manter direitos históricos de nossa comunidade.

Abraços,

William Mendes

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(reprodução de matéria)




Sancionada MP 936/2020 que permite convênio entre INSS e Previ

A Anabb realizou um intenso trabalho de articulação no Congresso Nacional para que MP fosse aprovada e encaminhada para sanção

Em 07.07.2020, às 18:07h



Agora é lei. A possibilidade de o INSS celebrar acordos com entidades fechadas de previdência complementar, como a Previ, é um dos artigos que integram a MP 936/2020, sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira, 6 de julho.

O artigo 31 que foi incluído na Medida Provisória altera a Lei nº 8.213/ 1991 e representa mais uma vitória conquistada para os associados. Para chegar a esse resultado, foram quase seis meses de articulação da Anabb com diversos parlamentares buscando a melhor forma de solucionar o impasse que surgiu em janeiro de 2020.

Graças ao trabalho conjunto realizado com outras entidades como a Abrapp e Previ, foi possível alcançar esse benefício para milhares de aposentados, em especial para os colegas que integram a família BB. A Anabb contou também com o apoio fundamental do deputado Christino Áureo (PP/RJ), que realizou diversas reuniões com a Associação, com INSS e outras entidades parceiras, e apresentou emendas ao texto de diversas medidas provisórias com o objetivo de solucionar a questão.

"Com essa conquista, um grande problema para os associados chega ao fim. Com a legalização do assunto, os benefícios de aposentadoria do INSS poderão continuar tramitando na folha de pagamentos da Previ, sem prejuízos ao corpo social”, reforça o presidente da Anabb, Reinaldo Fujimoto.

O QUE DIZ O ARTIGO 31 DA MP 936

Na MP 936, a possibilidade de o INSS celebrar acordos de cooperação técnica com entidades fechadas de previdência complementar está contemplada no artigo 31 que diz:

Art. 31. A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com as seguintes alterações:

"Art. 117. Empresas, sindicatos e entidades fechadas de previdência complementar poderão, mediante celebração de acordo de cooperação técnica com o INSS, encarregar-se, relativamente a seus empregados, associados ou beneficiários, de requerer benefícios previdenciários por meio eletrônico, preparando-os e instruindo-os nos termos do acordo.

"Art. 117-A. Empresas, sindicatos e entidades fechadas de previdência complementar poderão realizar o pagamento integral dos benefícios previdenciários devidos a seus beneficiários, mediante celebração de contrato com o INSS, dispensada a licitação.

§ 1º Os contratos referidos no caput deste artigo deverão prever as mesmas obrigações, condições e valores devidos pelas instituições financeiras responsáveis pelo pagamento dos benefícios pelo INSS.

§ 2º As obrigações, condições e valores referidos no § 1º deste artigo serão definidos em ato próprio do INSS."

HISTÓRICO DE ATUAÇÃO DA ANABB

A questão dos convênios entre o INSS e as entidades fechadas de previdência complementar foi fortemente articulada pela Anabb desde o anúncio de rompimento do convênio até a sanção presidencial, veja um breve resumo do intenso trabalho:

Janeiro


O INSS comunica a decisão unilateral de encerrar o acordo entre INSS e Previ, que permitia o adiantamento dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social na folha de pagamento da Caixa de Previdência a partir de junho/2020. A Anabb inicia o trabalho de articulação no Congresso Nacional para a inclusão de um artigo na Medida Provisória nº 905 de 2019, cujo relator era o deputado Christino Áureo (PP/RJ).

Março


Em março, a MP 905/2019, do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, com a inclusão de artigo que possibilitaria o convênio entre INSS e Previ foi aprovada em Comissão Mista no Congresso Nacional.

Abril


Em abril, a MP 905 foi revogada pela Presidência da República. No mesmo mês a Anabb, a Abrapp e a Previ fizeram um esforço conjunto de articulação para inclusão do tema na MP 936/2020.

Junho


A MP 936 foi aprovada no Senado Federal, contemplando temas favoráveis ao funcionalismo como a possibilidade do INSS celebrar acordos com entidades fechadas de previdência complementar, como a Previ, e a jornada de trabalho dos bancários. Até a aprovação a Anabb manteve contato permanente com vários parlamentares e lideranças dos partidos, dentre eles, PP, PSD, PT, PC do B, Cidadania, Rede, PDT, Podemos, PL, e Bloco Resistência Democrática.

Julho


MP 936 é sancionada pela Presidência da República e vira lei com a manutenção da possibilidade do INSS celebrar acordos com entidades fechadas de previdência complementar, como a Previ.


Fonte: Anabb

25.4.18

Cassi - Banco do Brasil faz proposta para entidades representativas dos trabalhadores


(reprodução de matéria da Contraf-CUT. Sem juízo de valor e análise minha, apenas o sentimento expresso pelo que conheço da Cassi e do que vislumbro para o futuro: TRISTE!)


Entidades dos funcionários do BB e aposentados iniciam nova negociação sobre Cassi com o Banco


Proposta apresentada pelo Banco inclui cobrança por dependente



As Entidades de Representação dos Funcionários da Ativa e Aposentados do Banco do Brasil iniciaram um novo processo de negociação com o Banco, nesta terça-feira (24). 


O Banco afirmou que a proposta, cujos detalhes serão melhor apresentados aos funcionários da ativa e aposentados, tem como base o relatório da Consultoria Accenture, contratada e paga pelo BB conforme negociação anterior, com os parâmetros estabelecidos no Memorando de Entendimentos assinado em 21 de outubro de 2016.

A proposta apresentada altera o custeio do Plano Associados para ativos e aposentados, altera o modelo de governança paritária e quebra o princípio da solidariedade, instituindo também a cobrança por dependente. 

Com a Contribuição por titular, o Banco do Brasil mantém os 4,5% e os associados 4%, ficando permanente a contribuição extraordinária que iria até 2019. 

A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II). Assim, a cobrança por dependente se daria de forma diferenciada entre ativos e aposentados. 

Os aposentados teriam de contribuir com 100% do valor base (R$360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para o segundo em diante (R$72,11). 

Já para os ativos, seria 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$144,23 por dependente) mais 20% do valor base (R$72,11) a partir do quarto dependente. 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil direto para a Cassi. 

No caso da Contribuição Total, ficam estabelecidos os dois tipos de contribuição citados acima limitados a 10% da renda.

Mudança na governança

Com a mudança na governança, a Cassi passaria a contar com cinco Diretorias mais a Presidência (modelo atual tem três Diretorias e Presidência). A Presidência e a Tecnologia e Inovação seriam indicadas pelo BB. Os representantes de Administração e Gestão de Risco e Relacionamento seriam eleitos. E Produtos e Programas e Rede de Atendimento seriam representados por técnicos. 

A proposta para a Governança inclui ainda o voto de qualidade (voto de minerva) para o patrocinador no Conselho Deliberativo.

As Entidades farão debates com os associados para melhor entendimento e análise técnica da proposta.

Para Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a proposta do Banco aumenta consideravelmente o custo para aposentados e ativos de forma desigual quando penaliza os menores salários. “As mudanças no modelo de governança quebram a paridade de gestão e precisam ser muito bem estudadas, principalmente pela introdução de agentes de mercado e a instituição do voto de minerva, tão condenado pelos associados. É sempre bom lembrar que grandes planos de saúde no Brasil que quebraram recentemente eram geridos por agentes de mercado, sem compromisso com os associados. Orientamos os sindicatos a realizarem debates com as suas bases para discutir os impactos da proposta entre ativos e aposentados. ”

Fonte: Contraf-CUT

14.12.17

Cassi realiza a 4ª prestação de contas do Memorando de Entendimentos (Opinião do Diretor de Saúde)


Publicado no site da Cassi em: 13/12/2017

A Cassi promoveu, dia 12 de dezembro, em Brasília, a quarta prestação de contas do Memorando de Entendimentos, para apresentar ações realizadas entre setembro e novembro de 2017. Participaram os diretores executivos da Instituição e representantes do Banco do Brasil e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB: Aafbb, Anabb, Contec, Contraf-CUT e Faabb.

O Presidente da Cassi, Luís Aniceto, abriu o evento destacando a importância do trabalho realizado e da mobilização das pessoas em torno da sustentabilidade da Caixa de Assistência. “Todos nós buscamos aqui construir a Cassi mais forte operacional e financeiramente, garantindo a sua perenidade”, disse.

O Diretor de Administração e Finanças, Dênis Corrêa, realizou a prestação de contas do trimestre, mostrando números referentes à receita, incluindo a contribuição extraordinária dos associados e o ressarcimento pelo BB, e à despesa, que compõem o resultado financeiro da Caixa de Assistência.

Os Diretores de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, e de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Almeida, fizeram considerações sobre a execução dos trabalhos em relação ao aperfeiçoamento do atual modelo operacional da Cassi.

O representante da consultoria Accenture, Rodrigo Rocha, apresentou o diagnóstico da atual situação da Cassi, realizado ao longo de 18 semanas. O trabalho envolveu, dentre outros aspectos, análise do modelo de remuneração de prestadores e a forma de acesso aos serviços de saúde. O modelo assistencial, focado na prevenção de doenças e promoção de saúde, foi apontado com um diferencial da Caixa de Assistência.

A Estratégia Saúde da Família, segundo a consultoria, também é favorável, e agora, é importante analisar os dados da população cuidada para ver a evolução das condições de saúde dos participantes ao logo do tempo. Segundo o estudo, os programas da Cassi são mais efetivos que os pesquisados no mercado, e podem ser mais assertivos quanto ao público-alvo e ao engajamento dos participantes.

A consultoria também apresentou possíveis modelos de relação com credenciados, que podem representar benefícios tanto para a Cassi como para os prestadores. O plano de implantação das ações será apresentado até o fim do mês de dezembro pela Accenture.

Veja, abaixo, o que disseram outros participantes.

“A clareza das informações apresentadas nos dá segurança de que a Mesa vem cumprindo o seu papel para o bom desempenho da Cassi. Algumas medidas apontadas pela consultoria, inclusive, já eram objeto das ações estruturantes durante o processo de negociação.”
Wagner Nascimento, Coordenador da Mesa de Negociação.

“O mais importante agora é a união de toda a Diretoria na adoção de ações estruturantes, para a perenidade da Cassi, e a humildade em receber as sugestões da consultoria, voltadas à sustentabilidade da Instituição. Ficou claro, na apresentação que vimos, que a Cassi é boa tanto para o patrocinador Banco do Brasil quanto para os associados.”
Emerson Luis Zanin, Gerente Executivo da Diretoria de Governança do Banco do Brasil.

“A consultoria nos trouxe uma nova realidade à tona. Para contribuir com a continuidade do bom trabalho realizado é preciso da participação dos associados da Cassi.”
Reinaldo Fujimoto, Presidente da Anabb.

“O trabalho da consultoria agregou conhecimento e desmistificou algumas conclusões erradas sobre a nossa Caixa de Assistência. A partir do trabalho realizado, vislumbro um futuro de desafios, mas otimista para a Cassi”.
Loreni Senger Correa, representante da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb).


Fonte: Cassi (com adaptações do Blog)


Post Scriptum:

OPINIÃO

Mesa de negociação foi processo de luta, nada veio por liberalidade

Prezad@s associados e entidades representativas, o momento é difícil, complexo. Vejam vocês que estamos vivendo um período de desmobilização social (final de ano, férias, carnaval etc), inclusive de nossa comunidade BB, e vamos atravessar meses que exigirão unidade em defesa dos direitos dos trabalhadores associados da ativa e aposentados no que diz respeito à Cassi e aos direitos em geral do povo brasileiro.

A constituição de uma mesa de negociação entre o patrocinador BB e entidades sindicais, sendo convidadas também as maiores entidades representativas dos associados, foi fruto de estratégia, compromisso com a base por parte dos eleitos que estavam na Cassi ao final de 2014 e luta unitária que fez com que o Banco abrisse negociações para buscar solução sobre o déficit do Plano de Associados, pois se dependesse da "técnica" e das formalidades nunca teriam havido negociações, porque as "soluções" teriam que ser internas, no "âmbito da governança", e as propostas eram todas desfavoráveis aos participantes e associados.

Nós procuramos as entidades sindicais no dia 17/12/14 para pedir apoio ao processo de lutas que se iniciaria a partir dali em defesa dos direitos em saúde dos associados e da própria Cassi (ler AQUI). A luta foi vitoriosa e ao final deste período de mais de 3 anos, os direitos foram mantidos - e as propostas eram todas desfavoráveis aos associados -, a Cassi tem reconhecido seu modelo assistencial ESF, que é hoje referência em todo o mercado de saúde, inclusive privado que visa lucro, e, neste ano, foi registrado na ANS. Agora, vamos ter que lutar unidos em 2018 contra as ameaças antigas e as novas em relação aos direitos em saúde dos trabalhadores.

Essa é a história real da existência dessa mesa negocial que levou ao acordo do Memorando de Entendimentos entre os patrocinadores da Cassi e, ao conquistar recursos extraordinários ao final de 2016, só uma etapa da luta pela Cassi e associados foi cumprida. Outra etapa começou logo em seguida. Quem segue nossas publicações neste Blog sabe a nossa opinião a respeito de tudo que é relativo à Cassi e aos direitos dos associados. A única solução viável para a Caixa de Assistência seguir cumprindo sua missão com solidariedade e manutenção dos direitos dos trabalhadores (ativos e aposentados) é ampliando a cobertura da APS/ESF/CliniCassi. Outras soluções podem ser "viáveis", "possíveis", "técnicas", seguir tendências do "mercado", mas a Cassi não seria mais a mesma.

No entanto, mesmo após mostrarmos os resultados impressionantes entre pessoas cuidadas por nosso modelo assistencial, vinculadas à ESF, ao se comparar com os resultados de pessoas não cadastradas ao modelo, e após 3 anos e meio de trabalho não tivemos recursos para ampliar a estrutura do modelo. Em nossa opinião, é necessário estender APS/ESF para o conjunto da população assistida pela Cassi. O que ampliamos no cuidado dos participantes foi pelo nosso compromisso e dos funcionários da Cassi, ou seja, saímos de 155 mil pessoas cadastradas na ESF no meio de 2014 para cerca de 180 mil, em um dos períodos mais difíceis da história da Cassi, com orçamento contingenciado nas unidades e CliniCassi. Valeu muito a pena, porque cada cadastrad@ a mais é uma vida que pode ter sido salva.

Durante nosso período de contribuição à gestão da Cassi, em um mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18), além de não aceitar que só os associados fossem onerados e responsabilizados pelos déficits do Plano, déficits que têm diversos motivos externos relativos ao mercado de saúde, mas que tem, também, responsabilidades do patrão Banco do Brasil como, por exemplo, no eixo das receitas por mudança no PCS, anuênio, congelamento salarial nos anos 90 e recentes reestruturações, enfim, atuamos para fortalecer a participação social - Conselhos de Usuários e entidades representativas -, e todas as lideranças sabem disso, fortalecemos o modelo de Atenção Integral, APS, ESF, CliniCassi, e desenvolvemos estudos que provam a eficiência do modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência.

Amig@s, os tempos exigirão mais unidade ainda entre nós na defesa da Cassi, dos direitos dos trabalhadores e de nosso banco público.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi

29.9.17

Cassi realiza 3ª prestação de contas do Memorando de Entendimentos (opinião do Diretor de Saúde)


(reprodução de matéria da Cassi e comentário a seguir)

A Cassi realizou, dia 27 de setembro, na Sede em Brasília, a terceira prestação de contas das ações previstas no Memorando de Entendimentos. O encontro abordou as ações realizadas no período de junho a agosto de 2017, e reuniu a Diretoria da Caixa de Assistência, representantes do Banco do Brasil (BB) e de entidades ligadas aos funcionários ativos e aposentados, signatárias do documento: Aafbb, Anabb, Contec, Contraf e Faabb.

O Memorando de Entendimentos, celebrado no dia 21 de outubro de 2016, estabelece direcionamentos visando a sustentabilidade e a manutenção dos serviços prestados pela Cassi. No documento estão previstas contribuições extraordinárias dos associados e ressarcimento pelo Banco do Brasil, ambos de caráter temporário e previstos até dezembro de 2019.

Além de fazer a prestação de contas referente aos números do trimestre, o presidente em exercício da Cassi, Dênis Corrêa, conduziu o encontro e abordou, entre outros temas, a melhoria no índice de satisfação do trabalhador da Caixa de Assistência na pesquisa "Melhores Empresas para Você Trabalhar", que passou de 63.6 pontos em 2015, para 79.1 neste ano.

A contratação de empresas especializadas para validação de modelos inovadores de gestão das internações hospitalares também foi apresentada. Tal iniciativa envolve a contratação de três empresas, além dos auditores da Caixa de Assistência, que atuarão em 75 hospitais, com a realização de auditorias concorrente/operacional, retrospectiva e análise técnica para fechamento de contas hospitalares in loco.

Dênis destacou ainda a aprovação do Acordo de Trabalho 2017. A medida possibilitará o acompanhamento e a avaliação do desempenho operacional de todas as áreas da Cassi, para que os Objetivos Estratégicos da Instituição sejam alcançados.

Além disso, enfatizou o trabalho realizado nas últimas sete semanas pela consultoria Accenture. “O trabalho inicial da empresa indicou pontos que demandam ajustes. Este diagnóstico inicial evidencia a importância de alinharmos despesas e receitas da Caixa de Assistência.”

O coordenador da Mesa de Negociação, Wagner Nascimento, avaliou como positiva a reunião. “O objetivo foi cumprido e trouxe dados consistentes sobre a Cassi. A partir de dados preliminares da consultoria, que teremos no próximo encontro, avançaremos nas análises e faremos um trabalho ainda mais completo”, ressaltou.

“Noto que atingimos maturidade nas discussões e progredimos muito no nível das informações”, destacou a representante da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb), Loreni Senger Correa.

“Considerando a situação complexa do mercado, é importante o envolvimento de todos na busca de soluções”, avaliou Emerson Luis Zanin, gerente executivo da Diretoria de Governança do Banco do Brasil.

Fonte: site da Cassi

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Comentários do Blog


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

A reunião de prestação de contas foi positiva, na minha opinião, na medida que pudemos exercer nela aquilo que eu previa ser necessário ocorrer ao longo de um processo negocial com repercussão ao longo de 3 anos envolvendo as partes interessadas no destino de nossa Caixa de Assistência.

Nós diretores eleitos pelos associados na gestão da entidade fizemos um debate franco com as lideranças das entidades representativas signatárias do Memorando e com o patrocinador Banco do Brasil.

Durante todo o processo negocial, entre maio de 2015 e setembro de 2016, quando foi apresentada a proposta do patrocinador Banco do Brasil, defendi de nosso lado que a prestação de contas trimestral e a mesa permanente seriam fundamentais para que nós eleitos pudéssemos levar numa instância oficial nossas opiniões a respeito do andamento do processo e de outras questões inerentes à Caixa de Assistência.

Expliquei a gravidade do momento em relação a riscos e ameaças à existência das autogestões em saúde como a nossa Cassi, citando alguns dos exemplos e temáticas abaixo:

- as minutas da CGPAR que, se levadas adiante pelo governo de plantão, inviabilizariam nosso custeio do Plano de Associados e nossos direitos em saúde e sociais como temos conquistado em nossa história;

- a judicialização absurda na saúde suplementar, com liminares que nos chegam a todo momento com procedimentos de milhões de reais para cada participante que se utiliza deste recurso, muitas vezes sem tentar a solução recursal e administrativa na própria Cassi;

- o abuso no valor das contas apresentadas pelos prestadores de serviços da rede credenciada, pois o mercado do lucro a partir das doenças não tem regulação nem imposição para atender convênios e pessoas, e uma operadora como a nossa chega a pagar a maior parte de seus recursos para umas 40 empresas do setor;

- e normas e resoluções da ANS e legislação que ameaçam e até colocam em risco de continuidade autogestões sérias como a nossa, a exemplo de uma resolução que exige margens de solvência cujo patrimônio da Cassi deve triplicar de valor nos próximos 6 anos - de uns 400 milhões para mais de 1,2 bilhão.

Enfim, o cenário é adverso para operadoras de autogestão em saúde e eu pedi às duas partes, ao nosso banco público patrocinador e às entidades representativas dos participantes de nosso Sistema de Saúde Cassi, que envidem esforços no sentido de obter uma unidade de ação na defesa da autogestão Cassi.

O Banco do Brasil, por exemplo, pela sua importância e capacidade, pode interceder junto aos órgãos do governo e reguladores no sentido de fortalecer a luta para que as autogestões sejam tratadas de forma diferenciada em relação a algumas exigências "legais" porque as autogestões são mesmo diferentes, pois não visam lucro, têm em suas carteiras os próprios trabalhadores, são geridas em alguns casos por patrão e trabalhadores, visam promoção de saúde e prevenção de doenças, atendem carteiras de idosos e operam em todas as regiões geográficas do país, dentre outras características que não vemos nas empresas de saúde suplementar que visam lucro.

O momento é de foco na Cassi e espero não ver por parte do patrocinador Banco do Brasil, que é o patrão na relação compartilhada da gestão com os trabalhadores, nenhum retrocesso em relação a propostas de qualquer tipo que signifiquem ataques aos direitos dos associados, porque a Cassi é importante demais na vida de 700 mil pessoas para não termos unidade na defesa dessa autogestão da comunidade BB como objetivo estratégico de ambas as partes. E falo isso a vocês porque a vida em bastidores é bastante complexa na relação entre capital e trabalho.

A semana que vem e as próximas serão intensas e virei até vocês, prezados associados e leitores do Blog, com as informações de tudo o que está acontecendo em nossa Cassi.

Abraços e bom final de semana!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

18.9.17

Seminário Anabb - Minutas de Resolução CGPAR ameaçam direitos em saúde


(Reprodução de matéria)

Anabb discute resoluções que podem impactar as autogestões

O Seminário Anabb: Minutas de Resolução CGPAR foi realizado nesta sexta-feira, 15/9, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Associação


Deputada federal Erika Kokay (PT/DF),
funcionária da Caixa Econômica Federal.

Em 15.09.2017 às 11:00

A Anabb realizou nesta sexta-feira, 15/09, o Seminário Anabb: Minutas de Resolução CGPAR. O evento promoveu a discussão das Minutas de Resolução CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União). Mais de 150 pessoas participaram do seminário em Brasília/DF e aproximadamente 15 mil pessoas acompanharam a transmissão ao vivo pelo Facebook.

Lideranças e dirigentes de entidades socializaram as informações sobre as diversas autogestões das empresas estatais federais, debateram os riscos que podem advir de uma eventual aprovação das propostas de resolução e unificaram a luta dos trabalhadores, da ativa e aposentados, dessas empresas pela preservação de seus planos de saúde por meio de um movimento em defesa dos direitos dos associados de planos de saúde de autogestão.

Na abertura do Seminário, o vice-presidente de Comunicação da Anabb e Presidente do Instituto VIVA CIDADANIA, Douglas Scortegagna, saudou a todos e apresentou os componentes da Orquestra Jovem Reciclando Sons que executou o hino nacional para os presentes.

Reinado Fujimoto, presidente da Anabb, por sua vez, disse que as propostas de resoluções da CGPAR irão impactar, acima de tudo, na vida de todos os participantes. Fuji disse que mais de 5 milhões de pessoas estão sendo colocadas em risco nos planos de saúde e que o Sistema Único de Saúde (SUS) não vai poder acolher esse grande número de usuários. “Temos que lutar muito contra essas resoluções”, ressaltou. Ele disse ainda que, das discussões do seminário, será produzido um relatório sólido após uma discussão ampla e rica que será levada aos poderes Executivo, Legislativo e até ao Judiciário, se necessário.

Leonardo Trench, Diretor de Treinamento e Desenvolvimento da Unidas, falou que não podem deixar a população das autogestões de joelhos. “É necessário discutir e debater, pois todas as instituições de autogestão já passam por vários problemas, como a inflação médica cada vez mais alta e o envelhecimento da população”, lembrou o diretor. Para Leonardo, é preciso que se discuta o que são de fato as autogestões e dar a elas um tratamento diferenciado. “O nosso usuário entende que o benefício da saúde deve ser sustentável”, finalizou.

Na sua fala, a deputada federal Erika Kokay (PT/DF), disse que é absolutamente oportuno dialogar a situação e se organizarem para defender os planos de saúde de autogestão. Erika falou que as autogestões conseguem traçar perfis epidemiológicos e, com eles, traçar melhor um plano de assistência à saúde específico aos beneficiários. “Os planos de autogestão são diferenciados pois não consideram que a saúde seja objeto de lucro. Eles não podem ter a mesma regra dos planos privados. Não podemos tratar os desiguais como iguais”, comentou a deputada.

O conselheiro deliberativo da Anabb e deputado federal Augusto Carvalho (SD/DF) parabenizou a iniciativa da Anabb na busca de congregar a massa crítica para essa discussão. Ele disse que foi muito feliz a oportunidade quase incidental em que tiveram acesso a essas minutas. Augusto Carvalho disse que “as estatais foram saqueadas nos últimos tempos” e a opinião pública está sensível ao que está acontecendo. O deputado se dispôs a contribuir para a discussão do tema do evento na Câmara dos Deputados.


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A Defesa dos Direitos dos Empregados das Empresas Estatais Federais

O quarto e último painel do seminário focou nas estratégias de defesa das autogestões

William Mendes, Diretor de Saúde e
Rede de Atendimento da Cassi.

Em 15.09.2017 às 18:08

O quarto e último painel do seminário focou nas estratégias de defesa dos direitos dos trabalhadores das empresas públicas. Reinaldo Fujimoto, Presidente da Anabb, foi o mediador do painel. Fuji disse que a Anabb está de portas abertas para receber a todos para reuniões e o encaminhamento do que foi discutido nesse evento. Participaram do painel, gestores de instituições de autogestão em saúde da Cassi, da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU) e da Caixa Econômica Federal.

William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e de Rede de Atendimento da Cassi, fazendo uma alusão ao livro "Guerra dos Mundos", falou que estamos vivendo em uma guerra, pois o cenário é muito parecido com o da publicação. “Temos toda a condição de fazer o enfrentamento e reverter essa situação”, disse William. Para o gestor, é preciso organizar comitês locais, estimular a criação de conselhos de saúde em todas as instituições em risco e organizar um encontro nacional de saúde e previdência, para envolver a classe trabalhadora das estatais.

A Diretora da Fentect, Suzy Cristiny da Costa, disse que esse é um importante debate. Ela falou ainda que “o pós-emprego hoje é um complicador para as empresas públicas, mas é um absurdo querer acabar com o direito do aposentado”. Suzy comentou que é preciso mobilizar a sociedade em defesa do que é público.

Fabíola Antezana, Secretária de Energia CNU, por sua vez disse que, para o governo, esse é o melhor momento de ataque, para deixar as empresas enxutas e ficar melhor para vendê-las. “Vamos desenvolver uma estratégia de guerra de guerrilhas e levantar empecilhos em todas as ações do governo. Em cada passo que eles derem, vamos colocar uma pedra”, comentou Fabíola.

Para Dionísio Reis Siqueira, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, foi muito bom ver todos juntos para debater e discutir essas resoluções. Dionísio disse que precisam se unir e fazer toda uma mobilização para uma reação em conjunto. Ele falou ainda que “é preciso mostrar a importância das empresas públicas. As estatais são importantes para o crescimento do país”.

No final do evento, Reinaldo Fujimoto chamou Graça Machado, Fernando Amaral e Maria Avani à frente, que agradeceram a participação de todos os representantes de entidades, expositores e debatedores, além dos funcionários da Anabb pelo sucesso do Seminário.

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MANIFESTO

Os participantes aprovaram, por aclamação, um manifesto para servir de referência na luta dos trabalhadores das empresas estatais federais. Leia o documento na íntegra:

Manifesto dos Participantes do Seminário Anabb "Minutas de Resolução CGPAR"

Nós, participantes do Seminário Anabb, gestores de autogestões em saúde e representantes de entidades representativas de trabalhadores que têm assistência à saúde prestada por autogestão, após analisarmos os possíveis impactos e riscos de uma eventual aprovação das minutas de Resolução CGPAR, que procuram estabelecer parâmetros de governança e de custeio para limitar o compromisso das empresas estatais federais com a assistência à saúde de seus empregados da ativa e aposentados, manifestamo-nos aos demais trabalhadores em empresas estatais federais da seguinte forma:

- As minutas de Resolução CGPAR, caso aprovadas, provocarão dificuldades de acesso aos serviços de assistência à saúde para os participantes de autogestões menores e imporão onerosidade excessiva para que os trabalhadores mantenham os direitos à atenção à saúde, duramente conquistados.

- Neste cenário complexo da conjuntura nacional, com retirada de direitos, faz-se necessária a unidade dos trabalhadores das empresas estatais federais no processo de resistência para manutenção dos direitos conquistados;

- Desta forma, assumimos o compromisso de buscar a unidade na ação para defesa das autogestões em saúde, como instrumento para garantir a maior cobertura de assistência à saúde, a custos suportáveis para os trabalhadores, difundindo os dados e os debates aqui ocorridos, para os demais trabalhadores das empresas estatais federais, por meio de suas entidades representativas.

Participantes do Seminário Anabb: Minutas de Resolução CGPAR

Realizado em 15/09/2017


Fonte: Site da Anabb (foram realizados mais três painéis no evento, que não estão reproduzidos aqui no Blog)

10.8.17

Governo estuda resoluções que prejudicariam Cassi e autogestões em saúde


(reprodução de matéria da Anabb)


ANABB participa de encontro com entidades para discutir resoluções que podem atingir a Cassi

A reunião foi promovida pela AAFBB, nesta quarta-feira (9/8), no Rio de Janeiro

Em 09.08.2017 às 20:25


O presidente da Anabb, Reinaldo Fujimoto, participou nesta quarta-feira (9/8), no Rio de Janeiro, de encontro promovido pela Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil (Aafbb) com demais entidades representativas do funcionalismo preocupadas com as minutas de resolução que estão sendo discutidas pela Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que podem afetar diretamente a Cassi e os participantes do Plano de Associados da Caixa de Assistência.

Participaram também deste encontro, a presidente do Conselho Administrativo da Aafbb, Celia Larichia, integrantes do GAT Saúde e Qualidade de Vida da Anabb, Fernando Amaral e Maria Avani Cervo, o conselheiro da Anabb, Gilberto Santiago, o diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi, William Mendes, a conselheira Deliberativa eleita da Cassi, Loreni de Senger, o presidente da Unidas, Aderbal Paulo Filho, o diretor da Unidas e gerente executivo da Cassi, Anderson Mendes, o advogado José Luiz Toro da Silva, da Toro Advogados Associados, entre outras autoridades.

No próximo dia 14, será instalada a Força Tarefa para tratar exclusivamente sobre as mudanças propostas pelas resoluções que, se aprovadas, afetarão os planos de saúde de autogestão, como a Cassi.

Vejam matéria abaixo sobre reunião anterior sobre o tema.


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(reprodução de matéria da Anabb)

Reunião na Anabb em 04/8/17.

Entidades discutem mudanças propostas por resoluções que podem prejudicar a Cassi

Reunião foi realizada na sexta-feira 4 no auditório da Anabb em Brasília

Em 04.08.2017 às 18:31


A Anabb reuniu-se com outras entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil nesta sexta-feira (4/8), em sua sede em Brasília, com o objetivo de discutir e desenvolver plano de ação em relação às resoluções propostas pela Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que propõem mudanças nos planos de saúde de autogestão, como a Cassi.

Estiveram presentes, o presidente da Anabb, Reinaldo Fujimoto, a vice-presidente Administrativa e Financeira, Graça Machado, o vice-presidente de Relações Funcionais, Haroldo Vieira, o vice-presidente de Relações Institucionais, João Botelho, membros do Grupo de Assessoramento Temático (GAT) da Anabb “Saúde e Qualidade de Vida”, Fernando Amaral, Denise Lopes Vianna, Paula Goto, Maria Avani Cervo e Francisco Matos, a presidente da Faabb, Isa Musa, a presidente da Aafbb, Célia Larichia, a vice-presidente do Conselho Deliberativo da Aafbb, Loreni Senger, o coordenador da Comissão de Empresa da Contraf-CUT, Wagner Nascimento, a conselheira deliberativa da Cassi, Karen Simone D’Avila.

Na reunião, os gestores apresentaram os pontos polêmicos das resoluções propostas pela CGPAR que apresentam riscos para a Cassi, como a condição de que a adesão de novos empregados em planos de saúde, modalidade autogestão, seria permitida desde que o plano de saúde atenda a diversas condições, como: mensalidade por beneficiário, de acordo com faixa etária e salarial; estabelecimento de prazos de carência para os empregados cuja adesão ocorra após seis meses do início do contrato de trabalho; delimitação de dependentes. As resoluções estariam propondo ainda paridade de custeio entre o mantenedor e funcionários, que no caso da Cassi, o Banco do Brasil atualmente arca com 4,5% e os funcionários, 3%; e limite de gastos com assistência à saúde a 8% da folha de pagamento de ativos e aposentados; além de outros pontos.

Reinaldo Fujimoto apresentou um resumo desses pontos e os riscos identificados pela assessoria jurídica da Anabb caso as resoluções sejam aprovadas. Um dos pontos destacados é de que essas medidas são inconstitucionais e ilegais, pois a CGPAR está usurpando a competência da ANS em contrariedade à legislação vigente.

O entendimento dos presentes foi de que a aprovação das resoluções poderia inviabilizar o Plano Associados, uma vez que o Banco do Brasil poderá oferecer outro plano. E as condições impostas quebram a solidariedade na Cassi, tanto nas diferenças de contribuição por idade e beneficiários como também igualaria a contribuição dos associados à do BB.

A ingerência da CGPAR no Banco do Brasil e, em consequência, no funcionamento da Cassi, resultaria também em prejuízos para a própria governança da Caixa de Assistência, seja no planejamento orçamentário, seja no estabelecimento de metas institucionais e financeiras que o corpo diretivo já se comprometeu perante aos associados, que agora estaria ameaçado tendo em vista que haveria o rompimento de compromissos estatutários.

Após as discussões sobre os principais pontos de conflito das resoluções, os representantes das entidades desenvolveram um plano de ação a curto prazo. Dentre as propostas apresentadas estão: marcar audiências com representantes da CGPAR, articulação no Congresso Nacional e junto a prefeitos e vereadores, organização de um seminário, além da mobilização das bases através dos Diretores Regionais da Anabb e representantes das demais entidades, Conselhos de Usuários, Associações de Aposentados (AFAs) e sindicatos.



Fonte: Anabb (com adaptações do Blog)

5.6.17

2ª Mesa de Prestação de Contas Cassi, Banco do Brasil e Entidades Representativas


Comentário do Blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas. Apresento abaixo as duas matérias relativas à 2ª Mesa de Prestação de Contas sobre o Acordo conquistado pelos trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

A primeira matéria é com a visão das Entidades Representativas, que contam com uma importante reunião prévia para definir estratégias e ouvir também os representantes eleitos pelos associados na Cassi. Eu fui um dos defensores da manutenção da mesa durante os 3 anos de vigência do Acordo conquistado pela unidade dos associados e suas entidades.

A segunda matéria é a visão institucional de nossa Caixa de Assistência, que tem se esforçado para melhorar a comunicação com os associados e com os demais segmentos que se relacionam com a Cassi.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Reunião prévia das Entidades Representativas e eleitos da Cassi.

Entidades representativas participam da segunda mesa de prestação de contas da Cassi


Na última sexta-feira, 2 de junho, as Entidades Representativas de Funcionários da Ativa e Aposentados do BB participaram da segunda Mesa de Prestação de Contas do acordo firmado entre as entidades e o Banco do Brasil.

Nesta segunda rodada, a diretoria da Cassi apresentou o fluxo das despesas e receitas e como está a execução do orçamento e planejamento orçamentário recentemente aprovados.

Foram apresentados dados financeiros com o impacto do Memorando de Entendimentos nas contas da Cassi e o Banco do Brasil prestou informações sobre a contratação da consultoria prevista no acordo.

O Banco informou que o processo de contratação está quase concluído e que em breve será feita publicação com o nome da consultoria contratada.

TRANSPARÊNCIA

A Cassi apresentou o site da Prestação de Contas, com a linha do tempo de cada etapa vencida e a vencer. Foram apresentadas as propostas em andamento para dar mais transparência nas contas da Cassi e a divulgação mais rápida de resultados financeiros e projetos executados.

Os associados da Cassi poderão acompanhar a prestação de contas diretamente no site da Cassi através do endereço http://www.cassi.com.br/images/hotsites/prestacaodecontas/index.htm.

Foram apresentadas as alterações em andamento no aplicativo Cassi para smartphones e tablets com novas funções e mais informações aos associados.

MODELO ASSISTENCIAL

Durante as explanações do patrocinador Banco do Brasil a respeito da contratação da Consultoria, houve certa preocupação por parte das Entidades Representativas, ao se informar que um dos escopos do trabalho seria a revisão do Modelo Assistencial da Cassi. As Entidades pediram esclarecimentos e reafirmaram que essa questão não fez parte das negociações e que o Memorando de Entendimentos não prevê alterar o Modelo Assistencial.

Tanto o BB quanto a Cassi afirmaram que qualquer alteração proposta terá que passar pelos órgãos de governança da Cassi que têm participação de indicados pelo Banco e eleitos pelo Corpo Social.

ATUALIZAÇÃO PELO FIPE-SAÚDE

As Entidades novamente cobraram do Banco a atualização do valor do ressarcimento de 23 milhões pelo Banco do Brasil pelo Fipe-Saúde imediatamente, considerando que os valores dos associados já tiveram reajuste do acordo salarial nos ativos e reajuste do benefício dos aposentados.

O Banco informou que não fará a antecipação do reajuste, argumentando que o fluxo de caixa da Cassi está positivo e não vê necessidade no momento. As Entidades continuarão a cobrar a atualização antecipada.

PRÓXIMA RODADA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nova rodada de Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos será no mês de setembro.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a reunião foi produtiva, considerando os esclarecimentos prestados. Precisamos acompanhar de perto o trabalho da consultoria a ser contratada para que o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde seja preservado e a Estratégia Saúde da Família seja fortalecida na Cassi, conforme os consensos construídos na mesa de negociação.

O último boletim Prestação de Contas Cassi (nº 34) aborda resultados com Atenção Primária e a Estratégia Saúde da Família. Veja aqui.

Fonte: Contraf-CUT (com ajustes do Blog)



(reprodução de matéria da Cassi)

Imagens da 2ª Mesa de Prestação de Contas.
Encontro foi na Sede da Cassi. Imagens da Cassi.

Cassi realiza 2ª prestação de contas referente ao Memorando de Entendimentos


Publicado em: 05/06/2017

A fim de apresentar o andamento das ações previstas no Memorando de Entendimentos, referente ao período de março a maio de 2017, a diretoria da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se reuniu com representantes do Banco do Brasil (BB) e de entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados, signatárias do documento: AAFBB, ANABB, CONTEC, CONTRAF e FAABB. O encontro foi realizado no dia 2 de junho, no auditório da Cassi Sede, em Brasília (DF).

O Memorando de Entendimentos, celebrado no dia 21 de outubro de 2016, estabelece direcionamentos com o objetivo de assegurar a sustentabilidade e a manutenção dos serviços prestados pela Caixa de Assistência, incluindo contribuições extraordinárias, por parte dos associados e ressarcimento pelo Banco do Brasil, ambos de caráter temporários e previstos até dezembro de 2019.

O presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, fez a abertura do evento apresentando os impactos positivos das contribuições extraordinárias e do ressarcimento nos resultados do Plano de Associados. Destacou, na sequência, as medidas estruturantes que já estão sendo desenvolvidas na Cassi, necessárias para garantir a sustentabilidade do Plano.

Carlos Célio fez a devolutiva aos presentes sobre cada uma das temáticas firmadas no Memorando de Entendimentos - gestão, contribuição extraordinária, ressarcimento BB, prestação de contas, controles internos, processo seletivo e avaliação de desempenho. A apresentação foi feita por meio de um hotsite - canal exclusivo sobre o tema para promover a transparência das ações.

O representante da ANABB, Reinaldo Fujimoto, ressaltou a importância das entidades acompanharem o trabalho da consultoria. “Queremos entender o que de fato a consultoria irá fazer. Mas, de maneira geral, classificamos o encontro para prestação de contas como positivo”.

“Quero parabenizar a Cassi por esse modelo de prestação de contas, porque é o que a gente esperava: transparência e facilidade para acessar as informações”, ressaltou Célia Larichia, da AAFBB.

“A avaliação geral dos participantes é que a prestação de contas está dentro do esperado”, destacou o representante da Mesa de Negociação, Wagner Nascimento (representante da CONTRAF-CUT).

Para Isa Musa, da FAABB, “o entendimento adquirido nesses encontros permite levarmos respostas para os associados em diferentes regiões do Brasil sobre o que está sendo feito pela Cassi com os recursos das contribuições”.

Segundo Gilberto Vieira, da CONTEC, “o formato do encontro se aproximou bastante das expectativas. As informações foram esclarecedoras”.

Dados do trimestre

Com a contribuição extraordinária e temporária de 1% dos associados, a Caixa de Assistência recebeu R$ 18,3 milhões em março, R$ 18,4 milhões em abril e 18,2 milhões em maio. Os valores são descontados na folha de pagamento dos funcionários do BB – ativos e aposentados, conforme aprovado na consulta ao Corpo Social, realizada de 11 a 21 de novembro de 2016.

Em relação ao ressarcimento do BB à Cassi, no valor de R$ 23 milhões mensais, as despesas de março e abril de 2017 foram reembolsadas nos meses de abril e maio de 2017, respectivamente. O fato de os créditos serem feitos no mês posterior à competência ocorre porque o fechamento dos valores pela Cassi acontece após o encerramento dos atendimentos no mês de referência. Os R$ 23 milhões mensais foram repassados pelo Banco no prazo previsto, em conformidade com o Convênio de Cooperação Técnica firmado entre o BB e a Caixa de Assistência. Os valores ressarcidos referem-se às despesas com programas (atenção domiciliar - PAD e assistência farmacêutica - PAF), coberturas especiais e CliniCassi.

Acompanhe no hotsite os detalhes da prestação de contas do segundo trimestre. Nos meses de agosto e novembro deste ano, acontecerão os próximos encontros para devolutiva das ações Cassi.

Próximas ações

De acordo com o Memorando de Entendimentos, a principal ação dentro da temática gestão é o desenvolvimento de projetos com apoio de consultoria, em processo de contratação pelo BB. Conforme o gerente da Diretoria de Governança do Banco do Brasil (Direg) e conselheiro deliberativo, Emerson Luís Zanin, “todas as áreas técnicas do Banco envolvidas já deram pareceres e o processo de contratação da consultoria está na fase final. A expectativa é que a empresa seja contrata em junho e que em julho já comece a trabalhar”.


Fonte: Cassi

9.3.17

Realizada primeira mesa de prestação de contas entre Cassi, BB e entidades representativas


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Mesa entre Cassi, BB e entidades representativas.
Foto: Guina Ferraz.

Aconteceu nesta quarta-feira (08), em Brasília, a primeira mesa de prestação de contas entre as Entidades de Representação dos Funcionários e Aposentados do BB, Diretoria da Cassi e Banco do Brasil.

A Mesa de Prestação Contas com entidades está prevista no Memorando de Entendimentos assinado em outubro do ano passado, fruto da negociação que gerou a consulta extraordinária ao Corpo Social.

Na reunião, a Cassi apresentou um cronograma das atividades até o momento, envolvendo a construção de convênio entre Banco e Cassi, o valor dos recursos e a sistemática de ressarcimento de serviços apresentada ao BB, para que valor de R$ 23 milhões mensais previstos fossem reembolsadas nos meses de janeiro e fevereiro/2017, correspondentes a dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

O Banco informou sobre a contratação de consultoria especializada para analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações de melhoria no modelo de gestão e operação da Cassi.

Foi esclarecido que os processos de recrutamento e seleção já acontecem na Cassi com normativos e alçadas definidas, bem como a avaliação de desempenho. Contudo, o trabalho da consultoria será no sentido de aprimorar os modelos já existentes, com os aperfeiçoamentos necessários. Foi informado pela Cassi que está sendo estudado o desenvolvimento de aplicativo no modelo do sistema de recrutamento do BB e Previ.

As Entidades cobraram do Banco a apresentação do Convênio Cassi/BB para o ressarcimento dos recursos, uma cobrança dos associados. Ficou acertado que até um mês será realizada uma reunião para apresentação dos detalhes do convênio para as entidades.

Foi reafirmado ao Banco que ao longo do processo negocial muitos consensos foram produzidos na Mesa de Negociação e que o trabalho da consultoria com as áreas técnicas da Cassi deve preservar:


- a manutenção do princípio da solidariedade; 

- investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégia Saúde da Família; 

- a garantia de atendimento para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas;

- a corresponsabilidade entre BB e associados.

As Entidades também cobraram que os projetos de ações estruturantes apresentados durante o processo negocial sejam o ponto de partida para os trabalhos da consultoria. Os projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi, que tratam de:

- aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação;

- gestão da rede de prestadores;

- acesso qualificado através do sistema integrado de saúde;

- gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais;

- aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi;

- novos planos.

Reajuste dos Valores Ressarcidos pelo BB

As Entidades cobraram do BB uma antecipação do reajuste pelo índice Fipe-Saúde dos valores previstos para ressarcimento pelo BB, considerando que tanto funcionários da ativa quanto aposentados já tiveram seus salários e benefícios reajustados após a assinatura do Memorando de Entendimentos e do Convênio Cassi/BB.

As entidades cobraram da Cassi que a próxima apresentação seja mais detalhada com os números dos valores repassados, o avanço nos investimentos, bem como os impactos no balanço da Cassi. Foi solicitado que a apresentação seja disponibilizada às Entidades e Associados.

Pelo cronograma previsto, uma nova reunião de prestação de contas será realizada no final do mês de maio ou início de junho, com data a ser acertada entre Cassi, BB e as Entidades.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a mesa tem sua importância não apenas por cumprir o acordado no Memorando de Entendimentos, como também para que as Entidades e Associados acompanhem de perto os desdobramentos do acordo, dando mais transparência e credibilidade ao processo negocial. "Outro ponto importante é que a fiscalização das entidades não se dá apenas nos números dos recursos, mas nos conceitos e consensos firmados sobre a Cassi e seu modelo de atenção integral à saúde, completa Wagner, que também coordenada a Mesa de Negociações da Cassi. destaca.

Fonte: Contraf-CUT (com alterações do Blog na diagramação da matéria)

8.3.17

Cassi inicia prestação de contas referente ao Memorando de Entendimentos


(reprodução de matéria)


Reunião entre Cassi, Banco do Brasil e
entidades representativas do funcionalismo.
Crédito da imagem: Cassi.


Publicado em: 08/03/2017

Diretoria da Cassi, do Banco do Brasil (BB) e representantes de entidades vinculadas ao funcionalismo do BB estiveram reunidos, em Brasília, para a primeira prestação de contas prevista no Memorando de Entendimentos, assinado em 21 de outubro de 2016. O presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, apresentou o histórico do acordo para sustentabilidade da Caixa de Assistência, relembrando a assinatura do Memorando de Entendimentos e a consulta ao Corpo Social.

Carlos Célio ressaltou a importância do apoio dos associados, que validaram de maneira expressiva, com 81,4% dos votos SIM, a proposta de contribuição extraordinária e temporária de 1% até dezembro de 2019, com prazo improrrogável. A aprovação permitiu que a Cassi iniciasse o recebimento de valores já em dezembro de 2016, por meio de desconto na folha de pagamento dos titulares do Plano de Associados.

Em relação ao ressarcimento do BB à Cassi, no valor de R$ 23 milhões mensais, a Cassi informou que as despesas de dezembro/2016 e janeiro/2017 foram reembolsadas nos meses de janeiro e fevereiro/2017, respectivamente. O fato de os créditos terem sido feitos no mês posterior à competência ocorre porque o fechamento dos valores pela Cassi acontece após o encerramento dos atendimentos no mês de referência.

Ainda em conformidade com o acordo, o gerente executivo Emerson Luis Zanin, da Diretoria de Governança das Entidades Ligadas, informou que está em andamento a contratação da consultoria pelo Banco do Brasil. A empresa especializada irá analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações com foco no aperfeiçoamento do modelo de governança, gestão e operação da Cassi. O processo será pago com recursos do BB.

Atendendo à solicitação das entidades representativas do funcionalismo BB, deverá ser agendada reunião extraordinária dos componentes da mesa Cassi para apresentação dos dados técnicos do convênio entre Cassi e BB.

Primando pela transparência e com o objetivo de facilitar o acesso à prestação de contas, a Cassi disponibiliza, a partir de hoje, um canal exclusivo sobre o tema.

Acompanhe aqui as informações relativas à prestação de contas do primeiro trimestre e as próximas ações previstas para o período de vigência do memorando.

Fonte: site da Cassi.