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9.11.15

APABB lança campanha para arrecadar recursos



Associação que atua há 28 anos no desenvolvimento e inserção de pessoas com deficiência pede doações de R$ 2; saiba como contribuir


São Paulo – Desde sua fundação, há 28 anos, a Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, dos Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB), atua na inserção de PcDs na sociedade e no mercado de trabalho. Para isso, desenvolve atividades de esporte, lazer, capacitação e qualificação profissional, atuando inclusive na orientação das famílias por meio de ações de serviço social. Em 2014, um total de 35.570 pessoas foram atendidas e a entidade realizou 101.165 atendimentos. Para ajudar na continuidade desse trabalho, foi lançada a campanha “Doe 2 reais para a APABB”.


O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região convida os bancários a participar. A doação pode ser feita por meio de depósito ou transferência para a conta da APABB no Banco do Brasil, agência 3324-3, conta poupança 456700-5 (variação 51). Veja aqui outros meios de doar.

A associação conseguiu arrecadar R$ 10 mil durante campanha no ano passado. A meta atual é chegar a R$ 40 mil em doações.

A APABB não tem fins lucrativos, e tem se mantido por meio de parcerias com empresas, que financiam seus projetos, e colaboradores da comunidade. A maior parte das doações vem da contribuição de associados, que respondem por mais de 50% dos recursos da associação. Mais de 10 mil pessoas contribuem regularmente com a entidade, presente em 13 estados e no Distrito Federal, visando propiciar qualidade de vida a pessoas com deficiência e suas famílias.

Segundo a APABB, a base de seu trabalho é a promoção da autonomia e independência das pessoas com deficiência, “tanto para as atividades da vida diária quanto para assumir os desafios do mundo do trabalho e de uma vida social ativa”. A entidade atende ao público em geral.

O núcleo regional da APABB em São Paulo fica na Avenida São João, 32 (11º andar), Centro. Os telefones são (11) 3491-4142/ 4143/ 4145/ 4146.

Saiba mais sobre a APABB no http://apabb.org.br/.


Fonte: Seeb SP, com alterações do Blog.

26.10.15

21º dia de greve - Bancários do BB avaliarão em assembleias proposta específica




COMENTÁRIOS DO BLOG:

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Após 3 semanas de greve (21 dias), os colegas vão apreciar nas assembleias desta segunda-feira 26 as propostas da Fenaban (mesa geral CCT) e as propostas específicas da direção do BB (ACT).

Vejo na proposta específica, questões importantes para a cesta de direitos dos funcionários. 

Eu só lamento que a direção do BB e o Governo não tenham incluído para avaliação dos bancários propostas para a questão do déficit do Plano de Associados (sustentabilidade da Cassi). O plano de saúde dos funcionários da ativa e aposentados apresentou em 2014 déficit de 177 milhões e tem previsão de fechar o ano de 2015 com mais de 200 milhões de déficit, consumindo as reservas livres do Plano. Para 2016, a previsão de déficit é maior ainda, podendo chegar a 300 milhões. Sem aportes por parte do patrocinador BB, as partes envolvidas - associados, entidades representativas, eleitos na Cassi e Banco - terão que negociar medidas nos próximos dias.

Sei que os sindicatos cobraram e sei que a direção do BB e Governo não se sensibilizaram para um problema que eles têm responsabilidade na gestão da Cassi, porque estão lá com seus indicados na Direção e nos Conselhos, de forma paritária, e não encaminharam as obrigações definidas por todos em 2007 - associados e Banco -, inclusive com aporte específico de 300 milhões à época, para aprofundar o modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde com CliniCassi e Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto dos participantes, que traria melhores perspectivas no uso dos recursos fixos do plano de saúde dos funcionários.

De minha parte, como representante eleito pelos associados na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (justamente a diretoria responsável pelas CliniCassi e pela ESF), estarei no instante seguinte ao final da campanha dos bancários 2015, trabalhando da mesma forma que já estamos fazendo para seguir nos objetivos de avançar no Modelo Assistencial, definido por TODOS desde 1996 e ainda não estendido para o conjunto dos mais de 700 mil participantes dos planos de saúde da Cassi.

Boa assembleia a tod@s e a luta continua SEMPRE! Sigo à disposição dos associados e de suas entidades representativas.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito)


(Matéria da Contraf-CUT de 24/10/15, sábado)


Proposta foi apresentada neste sábado (24), em São Paulo.

Funcionários do Banco do Brasil conquistam reivindicações específicas

O Comando Nacional orienta aprovação da proposta nas assembleias que serão realizadas em todo o Brasil



A proposta específica apresentada pelo Banco do Brasil ao Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (COE BB), neste sábado (24), traz respostas para vários segmentos dentro Banco. A orientação do Comando Nacional é que seja analisada em seu conjunto como avanço dentro do funcionalismo.

Segurança nas portas giratórias, o compromisso de o BB pagar a PLR dos cedidos na Cassi, que traz economia para nossa Caixa de Assistência, itens de isonomia para oriundos de bancos incorporados e inclusão de caixas, escriturários e atendentes de SAC e CABB podendo conquistar bolsa de graduação são alguns dos destaques da proposta.

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, destacou que os temas dos grupos de trabalho com prazo de início e fim e com relatório de conclusão serão de extrema importância para a categoria. “Nós trataremos de ascensão profissional, prevenção de conflitos e saúde do trabalhador. Estes grupos de trabalho são uma conquista, pois além dos temas base, em um deles debateremos o fim dos códigos de greve para evitar a pressão sobre os funcionários diante do direito de reivindicar”, explicou.

“A greve no BB foi fundamental para conseguirmos romper a intransigência dos bancos e conseguirmos aumento sem perda, além de romper uma lógica de desconto dos dias parados. Este ponto foi tratado com grande cuidado pelo Comando, pois entendemos o grande esforço dos grevistas que sustentaram a nossa pressão nas mesas de negociação”, completou Wagner Nascimento.

As horas negativas que poderão ser convertidas em abono não se referem a horas de greve. Estas terão sistema de compensação específico.

Por todo o conjunto de propostas apresentadas pelo Banco, a manutenção do modelo de PLR e ainda a proposta de reajuste conquistada na luta pelas bancárias e pelos bancários de todo o Brasil, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta.


Proposta PLR – Principais exemplos

Cargo............................... Quantidade de salários

Primeiros gestores........................... 1,86

Demais gestores............................... 1,59

Primeiro nível assessoramento UE.... 1,59

Gerência média................................. 1,56

Demais analistas e assessores.......... 1,56

Comissionados, FG e FC (plenos)...... 1,48


Valores Fixos

Escriturário.................................. 4.952,94

Caixa executivo............................ 5.420,74


Proposta completa das reivindicações (propostas) específicas Banco do Brasil

Clausuladas:

- Será permitido o provimento transitório das funções de Gerente de Relacionamento e Gerente de Serviços em Unidades de Negócios nos casos de ausência por licença-saúde a partir do 61º dia de afastamento consecutivo.

- Aumentar em 20% o valor do auxílio-creche-dependentes com deficiência a partir da constatação da deficiência.

- Serão estendidos aos funcionários egressos de Bancos incorporados optantes pelo regulamento de pessoal do Banco os seguintes benefícios:

- Perícia Odontológica (PAS)

- Deslocamento para tratamento de saúde no País (PAS)

- Doação ou recepção de órgãos e tecidos – transplante (PAS)

- Remoção táxi aérea (PAS)

- Licença para acompanhar pessoa enferma da família (Lapef)

- Será concedida aos funcionários que exercem a função atendentes no SAC a prerrogativa do prazo de carência de 1 ano para a concorrência à remoção e nomeação via TAO.

- O saldo de horas não trabalhadas correspondente ou superior a uma jornada de trabalho poderá ser compensado com a utilização de folgas e abonos.

- A ausência autorizada de um dia útil por ano para acompanhamento em internação hospitalar de cônjuge, companheiro(a), inscritos no Banco ou no INSS, filho e pais, poderá ser utilizada em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.

- As ausências autorizadas de dois dias úteis por ano para acompanhar filho ou dependente, menores de 14 anos a consulta/tratamento médico-odontológico, poderão ser utilizadas em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.

- As ausências autorizadas de dois dias úteis por ano para acompanhar o filho ou dependente com deficiência em consulta/tratamento médico-odontológico, poderão ser utilizadas em horas, observada a jornada de trabalho praticada na data da assinatura do ACT.

- O Banco facultará a ausência de funcionários eleitos, que não sejam representantes sindicais de base ou dirigentes sindicais, limitado a 60 funcionários por ano, para a participação do Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e da Contraf-CUT.

- Será permitida a utilização das ausências do representante sindical de base eleito para participação no evento da posse.

- Serão instituídas mesas temáticas sobre ascensão profissional, prevenção de conflitos, resultados do PCMSO, e saúde no trabalho com o prazo de 120 dias para a conclusão a partir da data de instalação.

- Oferta de 4 mil bolsas de estudo para cursos de graduação, destinadas aos funcionários não graduados, mediante processo seletivo a ser lançado em 2016, observados critérios e procedimentos a serem publicados nas Instruções Normativas Corporativas.

- As novas agências do Banco do Brasil, aquelas que forem relocalizadas e as que passarem por reformas de grande vulto serão dotadas de equipamento de detecção de metais, exceto quando forem consideradas de baixo risco pela área competente do Banco.

- Não será exigida a trava de relacionamento (365 dias) para nomeações até o final de 2015.

- Os funcionários cedidos à Cassi serão incluídos no ACT-PLR.

- Ressarcimento dos custos com inscrição para a prova de Certificação legal CPA para os escriturários, caixas executivos e atendentes (SAC e CABB). O ressarcimento se dará a partir de janeiros de 2016, mediante o atendimento das seguintes condições, cumulativamente:

- Não ter certificação legal vigente CPA-10 e CPA-20

- Ter concluído com aprovação o curso de capacitação para a CPA-10 disponibilizado no Portal UniBB (código Educa 2983), previamente à aprovação na Certificação legal, mediante registro no cadastro de formação profissional

- Apresentar o requerimento de ressarcimento em até 45 dias após a aprovação na certificação legal, conforme definição em normativo específico.


- Benefício – Gestação Alto Risco: abonar horas para a realização de até 4 consultas e exames por mês e autorizar adição como escriturária no interesse da funcionária, mediante indicação médica.

- Oportunidades para funcionários de PSO: implementar ações de integração entre PSO e agências que abrangem oportunidades de capacitação, adição cruzada entre escriturários, revisão de parâmetros TAO e estágios.


Fonte: Contraf-CUT



Post Scriptum (27/10/15):

Os bancários e bancárias do BB em assembleias pelo país, aprovaram a proposta específica da direção do Banco e encerraram a greve e a Campanha Nacional dos Bancários de 2015.

11.10.13

BB propõe avanços aos caixas, contratações e combate ao assédio moral


Mesa de negociação com bb. Foto: Jailton Garcia.

Após 22 dias de greve nacional, bancários do Banco do Brasil arrancaram nesta sexta-feira (11) uma proposta específica que se soma à conquista do aumento real de salário proposto na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

REAJUSTE COM AUMENTO REAL - O piso e demais verbas salariais serão reajustados em 8% (aumento real de 1,84%). Com essa proposta, o aumento real no piso do BB acumula 38,5% desde o início da campanha nacional unificada. O novo piso do BB será de R$ 2.104,66 após 90 dias (A2).

CONTRATAÇÕES - O banco apresentou propostas que estão entre as reivindicações do funcionalismo. Serão contratados 3 mil bancários até agosto de 2014.

PSO/CAIXAS - Os caixas executivos passarão a pontuar como os demais comissionados na primeira faixa de funções: 1 ponto por dia. A contagem será feita de forma retroativa considerando 2006 adiante e com isso os bancários que exerceram a função de caixa desde essa data já terão ou estarão próximos de completar 1095 pontos e adquirir mais uma letra de mérito (R$ 113). Além disso, serão efetivados no caixa mais de 1.200 bancários que já vêm exercendo a função a mais de 90 dias.

"As conquistas dos caixas são fruto da forte mobilização que fizeram nesta campanha nacional da categoria. Ainda temos muitos problemas pra resolver em relação às condições de trabalho nos caixas e nas PSO, mas os avanços são importantes", avalia William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

TRAVA PARA REMOÇÃO - os escriturários terão que esperar um tempo menor para poder concorrer à remoção para outras unidades de trabalho. A trava diminuiu de 24 para 18 meses.

INCORPORADOS - haverá uma mesa temática após 30 dias da assinatura do acordo sobre o tema Cassi e Previ para que o BB apresente os dados e estudos referentes aos incorporados, os planos de saúde e previdência desse segmento e demais fatores inerentes.

"A Contraf-CUT e as entidades sindicais já disseram que querem negociar e resolver o problema sobre a Cassi e Previ para os funcionários incorporados. Uma mesa temática onde o banco nos forneça os dados sobre todos os planos, os perfis dos grupos e onde estariam possíveis problemas será importante para as entidades sindicais e seus bancários representados poderem buscar soluções para a questão" avalia o dirigente.

QUESTÕES DE COMBATE AO ASSÉDIO MORAL

TORPEDOS - o banco propôs criar uma cláusula que limita o uso de mensagens de texto (SMS) cobrando metas de seus funcionários fora da jornada de trabalho.

"FICHA SUJA" - o banco também terá como pré-requisito para um funcionário ser gestor, não haver registro dele de denúncia procedente nos últimos 12 meses na ouvidoria ou no protocolo de prevenção de conflitos assinado entre a Fenaban e as entidades sindicais.

"Essa novidade é importante principalmente porque nossos bancários e nossas entidades sindicais podem fortalecer nossa conquista da greve do ano passado de fazer o BB assinar a cláusula de combate ao assédio moral em 2012. Ao denunciar o assediador e comprovar que ele praticou alguma conduta irregular, ele não poderá seguir impunemente em sua carreira e ascensão no banco", destaca William Mendes.

PLR

O banco pagará participação nos lucros e resultados para 117,8 mil bancários e os valores serão maiores que o semestre anterior devido ao excelente trabalho do funcionalismo.

FALTAS DOS DIAS DE LUTA E DA GREVE

Os banqueiros tentaram impor uma derrota aos bancários e exigir compensação de cada hora de luta durante seis meses. A força da mobilização e as lideranças sindicais não permitiram isso.

A nova redação da Convenção Coletiva de Trabalho permitirá a compensação de até 1 hora por dia e até 15 de dezembro. Após isso, as horas restantes serão anistiadas.

RECLASSIFICAÇÃO DAS FALTAS DE LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES

Também serão reclassificadas e serão devolvidos os descontos dos dias de greve dos bancários que participaram da luta contra as mudanças unilaterais do plano de função.

"A proposta específica para os bancários do BB apreciarem nas assembleias tem uma série de questões importantes. Todas elas são fruto de muita luta de cada bancária e cada bancário nesta campanha e neste ano. A direção do banco tem agido de forma truculenta e desrespeitosa com o funcionalismo e as entidades sindicais. Graças à mobilização e a unidade, conseguimos exigir do banco a devolução dos dias descontados na luta contra o novo plano de função. O desconto será estornado e as horas de greve estarão incluídas na compensação" informa o dirigente.

"O BB anunciou que vai corrigir de forma escalonada o valor das gratificações de função que ficou muito baixo no novo plano de funções. Não vamos clausular isso, porque o banco não negociou conosco e há ações na justiça questionando as mudanças, mas ao fazer mudanças no plano fica claro que houve problemas na implantação sem diálogo com a representação do funcionalismo" diz o coordenador da CEBB.

PRORROGAÇÃO DO DIREITO A FAZER HORAS EXTRAS AOS QUE ADERIRAM ÀS FUNÇÕES DE 6 HORAS

O banco informou que os bancários que aderiram ao plano com jornada de 6 horas e redução de salário poderão continuar fazendo até 20 horas extras por mês por mais 6 meses após janeiro de 2014.

"Por fim, quero ressaltar a importância das cláusulas sociais que conquistamos nesta campanha. Nos empenhamos para melhorar a condição da bolsa dos estagiários, para ter alguma conquista para as pessoas com deficiência e para a questão de igualdade como o caso da licença adoção de 180 dias para os homens solteiros (família monoparental). Esses temas também têm relação com a melhoria das condições de trabalho no banco, assim como mais contratações" finaliza William

PROPOSTAS 2013 - FINAL

Já apresentadas

- Vale-cultura: no valor de R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos, a partir de janeiro/2014.

- Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;

- Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;

- Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,00 para R$ 570,00;

- Auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o Banco - no limite de R$ 868,00 por mês até 24 anos incompletos, na forma das instruções internas (sem cláusula).

- Vacina contra a gripe para todos os funcionários (sem cláusula)

Demais Propostas

- Redução da trava para remoção de escriturários, de 24 meses para 18 meses;

- Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

- Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

- Elevação da pontuação do mérito para os caixas, de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

- Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

- Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR (sem clausular);

- Mediação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores (sem clausular);

- Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas Unidades do Banco (sem clausular);

- Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascensão Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via "protocolo de prevenção de conflitos"; (sem clausular)

- Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT;

- 3.000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

- O banco se compromete a efetuar ajustes nos percentuais do Adicional de Função de Confiança - AFC e do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação aos Valores de Referência - VR das Respectivas Funções, a partir de 01.09.2016, conforme os termos desta Cláusula.

Parágrafo Primeiro - Em 01.09.2016, o percentual do Adicional de Função de Confiança - AFC em relação ao Valor de Referência - VR da respectiva Função de Confiança - FC, passará a ser 43,75%.

Parágrafo Segundo - A partir do mês de setembro de 2016 e a cada 3 (três) anos, o percentual do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação ao Valor de Referência - VR da respectiva Função Gratificada - FG, passará a ser:

I- Em 01.09.2016 - 18,75%
II - Em 01.09.2019 - 25,00%
III- Em 01.09.2022 - 31,25%; e
IV- Em 01.09.2025 - 37,50%. (sem clausular)

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

- Participação nos Lucros e Resultados: o modelo de distribuição da PLR terá a mesma estrutura do exercício anterior. O aumento no montante do programa será distribuído para todas as faixas salariais (47% a mais):

Escriturários recebem R$ 5.837,15 e caixas executivos R$ 6.236,38

Parcela variável do Módulo BB (vinculado ao resultado): a tabela de salários paradigma será aumentada na mesma proporção de 47% a mais.

Veja alguns grupos: Comissionados FG e FC (plenos) 2,07 salários paradigma, gerência média 2,15 salários paradigma, primeiros gestores 2,57 salários paradigma. (Todas as demais funções na tabela da parcela variável no BB também foram reajustadas pela mesma proporção, informou o banco).


Fonte: Contraf-CUT

14.8.13

Bancos negam reivindicações de saúde, condições de trabalho e segurança


Primeira rodada de negociação entre Comando e Fenaban frustrou bancários

Os bancos negaram todas as reivindicações sobre saúde, condições de trabalho e segurança bancária apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, na manhã desta sexta-feira (9), na conclusão da primeira rodada de negociações da Campanha 2013, em São Paulo. 

"As negociações começaram muito mal. Os banqueiros só estão preocupados com a gestão dos lucros e não com a gestão das pessoas e a proteção da vida", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Mais uma vez deixamos claro aos bancos que as más condições de trabalho, responsáveis pela epidemia de adoecimentos que atinge a categoria, e a proteção à vida são prioritárias e precisam ser resolvidas nesta Campanha Nacional. A postura intransigente dos bancos na mesa de negociação não deixa outra alternativa do que o crescimento da mobilização dos bancários em todo o país", alerta Carlos Cordeiro.

Em 2012, segundo dados do INSS, 21.144 bancários foram afastados do trabalho por adoecimento, dos quais 25,7% com estresse, depressão, síndrome de pânico, transtornos mentais relacionados diretamente ao trabalho. Outros 27% se afastaram em razão de lesões por esforços repetitivos (LER/Dort).

Somente nos primeiros três meses deste ano, 4.387 bancários já haviam se afastado por adoecimento, sendo 25,8% por transtornos mentais e 25,4% por LER/Dort.

Na recente consulta para a Campanha Nacional, 18% dos que responderam declararam ter se afastado do trabalho por motivos de doença nos 12 meses anteriores e 19% disseram usar medicação controlada.

E em relação aos problemas de saúde, 66,4% dos bancários responderam na mesma consulta que as metas abusivas são o mais grave problema enfrentado hoje pela categoria. Outros 58,2% pedem o combate ao assédio moral, enquanto 27,4% assinalaram a falta de segurança contra assaltos e sequestros.

Assédio moral/violência organizacional

O Comando Nacional cobrou mais empenho dos bancos para coibir a prática da violência organizacional nos locais de trabalho e defendeu a necessidade de aprimorar o instrumento de combate ao assédio moral, conquistado na Campanha Nacional 2011, que depende da adesão de sindicatos e bancos. Um dos problemas é que o prazo de apuração das denúncias encaminhadas aos bancos é hoje de até 60 dias. Foi proposta uma redução para até 30 dias. 

Os dirigentes sindicais também reivindicaram que as empresas possibilitem que os sindicatos realizem palestras e reuniões nas agências e departamentos sobre prevenção ao assédio moral. E defenderam a garantia de estabilidade no emprego ao bancário ou bancária assediada durante o período de investigação da denúncia.

Os negociadores não deram resposta para as demandas e sugeriram que essas questões sejam remetidas para aprofundamento na mesa temática de saúde e condições de trabalho.

Retorno ao trabalho após licença-saúde

O Comando Nacional denunciou que alguns bancos estão descumprindo a cláusula 43ª da convenção coletiva, pois estão chamando de volta para o trabalho bancários que estão afastados por licença-médica com benefício no INSS. 

"É importante que o banco tenha um programa de retorno ao trabalho, a partir da alta do INSS, buscando reinserir o funcionário no trabalho, com apoio de equipe multidisciplinar", destacou Walcir Previtale, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT.

Além disso, os dirigentes sindicais apontaram a necessidade da prevenção. "Não concordamos que o trabalhador deve ser adaptado ao ambiente que o adoeceu. Queremos discutir a prevenção, de modo que o bancário retorne ao trabalho, seja acolhido e não volte a adoecer", destacou Carlos Cordeiro. 

Foi proposto pelo Comando que seja realizado um estudo conjunto sobre o porquê do adoecimento no trabalho, a fim de discutir as causas do problema e buscar soluções eficazes para garantir um emprego saudável para todos. A Fenaban respondeu dizendo que não é possível assumir um compromisso de fazer esse estudo.

"Também foi defendido pelo Comando que seja garantida a manutenção do pagamento integral do salário e demais vantagens, sem perda da função e sem descomissionamento, para todo bancário que retorna ao trabalho após afastamento por motivo de saúde", salienta Walcir. 

E foi ainda reivindicado o pagamento do salário até o retorno ao trabalho para o bancário que recebe alta do INSS, mas é considerado inapto pelo banco. Hoje o prazo vai até 120 dias. Os bancos não aceitaram as propostas.

Trabalhadores com deficiência

O Comando Nacional propôs que os bancários com deficiência tenham direito ao abono das faltas em todas as ocasiões em que houver necessidade de conserto, reparo ou aquisição de prótese. Os bancos não aceitaram, alegando que o pleito já vem sendo atendido em cada empresa.

Outras demandas de saúde

O Comando Nacional discutiu ainda problemas envolvendo a realização de exames médicos. "Há práticas inadequadas dos bancos, como preenchimento antecipado do ASO", disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Foi denunciada a realização de exames demissionais no local de trabalho no ato da dispensa, o que é um absurdo. A Fenaban disse que essas questões também devem ser discutidas na mesa temática de saúde.

Os dirigentes sindicais ressaltaram também a necessidade de manutenção do plano de saúde para o bancário na aposentadoria nas mesmas condições vigentes quando estava na ativa.

Abono-assiduidade

O Comando reivindicou novamente a concessão de um abono-assiduidade de cinco dias de ausências justificadas por ano, já praticado pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Segundo Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, "esse abono trata dos cinco dias do ano que os trabalhadores não recebem para trabalhar". No HSBC, o dia do aniversário do bancário já é abonado.

A resposta da Fenaban, no entanto, foi outro "não", deixando indignados os dirigentes sindicais. Os bancos aumentam os lucros, mas não há contrapartidas sociais para os trabalhadores, responsáveis pelos resultados astronômicos das instituições. Pode?

Segurança Bancária

O Comando Nacional reafirmou a necessidade de proteger a vida das pessoas e cobrou prevenção contra assaltos e sequestros, bem como a melhoria da assistência às vítimas. Os bancos, no entanto, negaram o atendimento das reivindicações por mais segurança, mostrando que a gestão do lucro está acima da preservação da vida.

Foi ressaltada a necessidade de prevenção contra sequestros. O número de ocorrências vem crescendo assustadoramente. Nos últimos sete dias, segundo levantamento do Comando, dez bancários foram vítimas nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Pará, atingindo gerentes e tesoureiros, os que levam as chaves do banco para casa. Os bancos recusaram a proposta do fim da guarda das chaves pelos bancários, alegando que não é a causa dos sequestros. 

"Defendemos a abertura das agências e postos de atendimento por empresas de segurança, como já vem sendo feito por vários bancos, como a Caixa Econômica Federal. Também é possível utilizar novas tecnologias, como o controle remoto, mas infelizmente o foco dos bancos tem sido a gestão do lucro e não a proteção da vida", criticou Ademir Wiederkehr, secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária.

Além da prevenção, o Comando defendeu estabilidade no emprego e maior assistência para vítimas de assaltos, sequestros e extorsões. Foi proposta a emissão da CAT, a liberação dos funcionários do trabalho e o fechamento das agências e postos no dia da ocorrência, o custeio de remédios e segurança individual no reconhecimento de suspeitos na delegacia de polícia, dentre outras demandas. 

Mas nada foi aceito pelos bancos. A Fenaban ainda sugeriu que os trabalhadores busquem a via judicial para discutir os problemas enfrentados em decorrência de assaltos e sequestros.

Os dirigentes sindicais denunciaram o descumprimento da cláusula 30ª da Convenção Coletiva, que determina a adoção de providências pela Fenaban, juntamente com os bancos, para coibir o transporte de valores feito por bancários. 

"Na última reunião da CCASP na Polícia Federal, uma mesma agência do Bradesco em Rio Branco foi multada em 41 processos por ter mandado uma gerente transportar numerário, em vez de contratar um carro-forte", denuncia Ademir. "Outra agência do Bradesco, no Pará, utilizou este ano um bancário para levar dinheiro a um posto de atendimento e foi autuada pela Polícia Federal", completa.

Foi também abordado o projeto-piloto de segurança bancária em Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. A lista das agências, onde serão instalados os equipamentos previstos, está sendo concluída e, depois, serão definidos os nomes do grupo de acompanhamento e agendada a primeira reunião de trabalho. "Trata-se de um importante avanço, fruto da Campanha Nacional 2012, e esperamos que os equipamentos de prevenção contra assaltos, ali previstos, sejam depois estendidos para todo o Brasil", salienta Ademir.

Só a mobilização garante avanços

"Deixamos claro nesta primeira rodada de negociação que as condições de trabalho são prioritárias na campanha deste ano e que não será possível acordo se não houver avanços e uma solução para o problema das metas abusivas", reforça Carlos Cordeiro. "Esperamos uma resposta dos bancos já próxima rodada", ressalta.

A segunda rodada de negociação foi marcada para quinta e sexta-feira, dias 15 e 16, quando será tratado o tema do emprego.

Mas para avançar a negociação, é preciso ter ousadia, unidade e mobilização. Por isso, além da pressão contra o PL 4330 da terceirização na próxima terça e quarta-feira, dias 13 e 14, em Brasília, onde é essencial a presença de dirigentes sindicais de todo Brasil, é necessário organizar desde já o dia nacional de luta, a ser realizado no dia 22, com passeatas em todo o país. 

Vem pra luta, bancário e bancária!

Calendário de mobilização

13 e 14 - Mobilização em Brasília contra PL 4330
14 - Primeira rodada de negociação entre Comando Nacional e Banco do Brasil
15 e 16 - Segunda rodada de negociação com a Fenaban sobre o tema Emprego
19 - Primeira rodada de negociação entre o Comando e o Banco da Amazônia
22 - Dia Nacional de Luta, com passeatas dos bancários
22 - Dia Nacional de Luta dos empregados da Caixa
28 - Dia do Bancário, com atos de comemoração e de mobilização
30 - Paralisação nacional das centrais sindicais pela pauta da classe trabalhadora

Fonte: Contraf-CUT

11.12.10

BB demite bancária PNE concursada, Sindicato protesta


Comentário do Blog:

Banco do Brasil demite bancária na experiência (MT). A colega é PcD (Pessoa com Deficiência) e, pelos relatos existentes, ela foi vítima de assédio moral. É uma vergonha ver essa irresponsabilidade social por parte do maior banco do país (e banco público!)


(reprodução de matéria)

BB demite bancária PNE concursada, SEEB protesta

A demissão de uma bancária Portadora de Necessidades Especiais (PNE), aprovada no Concurso Público, pelo Banco do Brasil em Várzea Grande, motivou um ato de protesto do Sindicato dos Bancários em Mato Grosso (SEEB/MT) nesta sexta-feira (10) em frente àquela agência bancária. Mesmo a funcionária tendo sido aprovada no concurso, possuir experiência em outros bancos, ter elogios de clientes na agência, a gerência decidiu demiti-la em horário de trabalho, quando prestava atendimento.

Segundo a funcionária recém-empossada na agência Várzea Grande Centro, a pessoa que deveria ser responsável pela sua orientação e acompanhamento no período de experiência, ao invés de lhe auxiliar nas dificuldades, esclarecendo dúvidas e oferecendo subsídios para superação de dificuldades, fez o contrário, utilizando-se de mecanismos de pressão no ambiente de trabalho, intimidando e constrangendo-a.

Ela, que ainda estava dentro do período de avaliação de 90 dias passou a ser advertida pela orientadora, que a classificava como “lenta” para prestar o atendimento, dizia que não era para a funcionária procurá-la para tirar dúvidas e que se virasse para aprender a trabalhar.

Nem mesmo um laudo médico atestando que a funcionária é portadora de necessidades especiais (PNE) e transtorno de déficit de atenção, ao qual nunca havia atrapalhado seu desempenho em trabalhos anteriores, foi capaz de evitar as humilhações. A resposta que a bancária recebeu da orientadora foi de que o Banco não tinha nada a ver com tal problema. Essa mesma orientadora tinha a prática de colocar em sua mesa uma folha escrita “Não fale comigo”.

Ao saber do fato, a diretoria do Sindicato entrou em contato com a direção do Banco do Brasil, tanto em Mato Grosso, quanto em Brasília. “Além da gravidade dos efeitos dessas avaliações equivocadas, que tornam os novos funcionários reféns, elas estão trazendo problemas para a vida pessoal e profissional desses bancários".

Segundo o secretário jurídico do SEEB-MT e funcionário do BB, Alex Rodrigues, a gerente responsável pela orientação já foi denunciada anteriormente, por mais de 10 funcionários da agência, por condutas que podem caracterizar assédio moral coletivo no ambiente de trabalho.

Diante de todas essas evidências, a direção do SEEB-MT classifica a postura do Banco do Brasil como de “irresponsabilidade social”, pois ao invés de contratar novos funcionários para oferecer à sociedade um atendimento digno, está subjugando os bancários por meio da pressão e avaliações inapropriadas e os demitindo. O sindicato também tomará medidas posteriores para resguardar o direito dos bancários.


Fonte: Gazeta Digital de Cuiabá