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23.3.16

Cassi foi pauta em reunião de bancários no Sindicato (em SP)


(Matéria do Sindicado dos Bancários São Paulo, Osasco e região)

Delegados sindicais em palestra do Diretor de Saúde
 sobre a Cassi. Foto: Paulo Pepe.

Delegados sindicais do BB tomam posse

Durante solenidade, novos representantes sindicais de base debateram questões relacionadas com a Cassi, Previ e negociações com o banco

São Paulo – A solenidade de posse dos novos delegados sindicais do Banco do Brasil foi realizada na quarta-feira 23, na sede do Sindicato.

Os cerca de 50 representantes sindicais de base presentes, eleitos para o biênio 2016/2017, aproveitaram a oportunidade para discutir questões referentes a Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco Brasil), Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) e negociações com o banco.

“Os representantes sindicais de base são essenciais para a organização e mobilização dos bancários nas agências e concentrações. Eles são o elo entre a base e o Sindicato”, enfatiza o diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB, Ernesto Izumi.

Mesa de posse dos delegados sindicais
 no Seeb SP. Foto: Paulo Pepe.

Durante a parte da manhã, o diretor eleito de Saúde da Cassi, William Mendes, dialogou com os delegados sindicais sobre o caráter preventivo da Estratégia Saúde da Família, situação financeira da caixa de assistência e os programas de saúde da entidade. Já na parte da tarde, o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Wagner Nascimento, abordou questões relativas a Previ e negociações com o banco.

“A posse foi muito proveitosa para debater com os novos representantes sindicais de base temas pertinentes para todos os bancários do Banco do Brasil. É fundamental que os delegados estejam preparados para dialogar e mobilizar os trabalhadores nas agências e concentrações”, conclui Ernesto.

Fonte: Seeb SP


PS: o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi participou do evento de posse dos delegados sindicais a convite do Sindicato, que arcou com as despesas de hospedagem e locomoção. Agradecemos a oportunidade de poder levar informações da Caixa de Assistência para as nossas lideranças bancárias.

28.11.14

Cassi - Debate com bancários mineiros fecha semana de muito trabalho

Wagner Nascimento, coordenador da CEBB e
José Adriano, secretário Geral do Sindicato e
Conselheiro Deliberativo eleito da Cassi.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil


Estamos finalizando a semana de gestão da Cassi da maneira mais satisfatória possível porque nesta sexta-feira 28 estivemos em Belo Horizonte MG para falar dos desafios e projetos para fortalecer a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. O Sindicato dos Bancários nos convidou para falar com os bancários e bancárias representantes dos trabalhadores (delegad@s sindicais). Também participaram os diretores e diretoras do Sindicato.

Agradeço a oportunidade e o convite dos companheiros do Sindicato. Se não é tarefa fácil fazer as mudanças que queremos na Cassi, mais difícil seria se não tivéssemos um mandato muito voltado para a ampliação da participação do Corpo Social e suas entidades representativas. É nossa missão fortalecer a Cultura de Pertencimento à Caixa de Assistência.


Na quinta-feira 27 tivemos a reunião do Conselho Fiscal da Cassi. Também consegui participar um pouco do debate do Comando Nacional dos Bancários com os parlamentares sobre perspectivas de lutas para o próximo período. Como representantes da classe trabalhadora, temos que estar presentes nesses espaços de discussão porque nossos mandatos são coletivos e temos que buscar unidade e somar esforços para avançar em pautas de interesse dos trabalhadores.

Na quarta-feira 26 tivemos a reunião do Conselho Deliberativo da Cassi. Foram dois longos dias, mas todos fizeram um trabalho muito unitário.


Repito aqui o agradecimento que disse na rede social facebook no meio da semana:


- Quero agradecer o grande trabalho de equipe que realizamos esta semana entre os eleitos da Caixa de Assistência. Foram muitas horas de leituras, estudos, debates, produção de documentos e negociações entre representantes do corpo social e do patrocinador. E o que dizer do trabalho dedicado dos funcionários da Cassi tanto na Sede quanto nos Estados e Unidades em geral... só elogios e agradecimentos ao pessoal. Obrigado!

Valeu Mirian Fochi, Fabiano Felix, Loreni de Senger, José Adriano, Tremarin, Elisa Ferreira, Ramon, Miltinho, Mário Engelke, Regina Fátima, Liberato, Carminha, Sr. Maia, Cláudio Gerstner e Eduardo Marinho.

Agradeço muito também ao trabalho empenhado de nossos gerentes executivos e suas equipes de trabalho.


Quando atendi ao pedido das entidades sindicais e aceitei o desafio de disponibilizar o meu nome para compor uma chapa com lideranças e para a tarefa de participar da gestão da Cassi sabia que era para trabalhar intensamente porque saúde é uma área muito importante e com muitos problemas no Brasil e no mundo, no setor público e privado.

Mas com dedicação e busca de parcerias com o conjunto dos trabalhadores e as entidades representativas, acredito que podemos dar mais pertencimento na CAIXA DE ASSISTÊNCIA e podemos achar soluções coletivas e com participação social.


Bom fim de semana,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

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Post Scriptum:

Anotei no Facebook no dia 30 de novembro sobre o falecimento do colega David Salviano:


"NOTA DE FALECIMENTO

É COM PESAR que recebemos nesta manhã a informação do falecimento de nosso colega David Salviano, ex-presidente da Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A informação que nos chegou foi que ele sofreu um infarto e não resistiu.

Convivi com David ao longo dos últimos seis meses. Construímos uma relação muito fraterna e profissional na busca dia a dia por soluções aos problemas de nossa Cassi e no fortalecimento de nossa entidade.

David anunciou nesta semana para a governança da Cassi (Diretoria, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal) que estava partindo para um novo desafio em sua vida profissional. Ele estaria se aposentando pelo BB na próxima segunda-feira.

Como ele nos dizia, foram 18 anos de dedicação à nossa Caixa de Assistência. Nós todos temos que agradecer a doação deste nosso colega do banco, apaixonado pelas questões de saúde, e por ter dedicado toda uma vida em prol da nossa Cassi e da comunidade Banco do Brasil.

Eu repito o que disse na presença dele nesta semana de despedidas de nosso presidente a nós na Cassi, perante nosso corpo de gestores e funcionários: que aprendemos muito com ele em relação à temas de gestão de saúde.

Eu tive o privilégio de estabelecer com o David uma excelente relação em nossa gestão e estou muito triste por seu falecimento. Meus mais sinceros sentimentos de pesar à família e aos amigos de convívio de nosso colega David Salviano.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi"

6.9.14

Agenda de luta (e fim das férias)... em SP, DF, RJ, MT



Foi bom rever companheir@s e amigos como Miguel, Guerra, Alex,
conhecer novos companheir@s e @s delegad@s sindicais.

Olá companheir@s, bancári@s e amig@s,

Finalizei hoje minha agenda de luta nas férias aqui no Mato Grosso. Tive a honra de ser convidado pelos companheiros do Sindicato para participar do evento de posse dos delegados e delegadas sindicais do BB e da Caixa.

Abordamos a questão da Campanha Nacional dos Bancários, as questões das negociações do BB e, mais especificamente, de saúde e da Cassi e também falamos um pouco do papel dos delegados sindicais. Agradeço a recepção e parabenizo a diretoria e os bancários pela organização e envolvimento na nossa luta.

Voltaremos aqui em novembro com agenda específica de saúde e da Cassi.


Cassi - Diretor de Saúde reuniu gerentes de unidades

Nos últimos três dias, estivemos em Brasília em um encontro de gestores das unidades da nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. São os gestores da Rede de Atendimento da Cassi.

Fizemos aquilo que poderíamos chamar encontro de base no movimento dos trabalhadores. Ouvimos as demandas, as sugestões e apresentamos os nossos projetos e diretrizes para a gestão nos próximos 4 anos. Foi muito bom e o quadro de funcionários da Cassi é muito qualificado. Agradecemos a todos pela participação no encontro.

É isso, vamos pra Osasco descansar no domingo.

Por fim, estivemos em quatro estados durante as férias "oficiais" discutindo questões de saúde e da luta dos trabalhadores. A agenda não onerou a entidade em que trabalho, pois arquei com todos os gastos de deslocamento e hospedagens.



Somos fortes, somos de luta!



Post Scriptum (12/11/16):



Resultado das eleições no Mato Grosso:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores MT: Ativos = 1.855 / Aposentados = 475 (2.330)

Eleitores votaram MT = 1.504 (81,1%) / 188 (39,6%)

Total votos MT = 1.692 / válidos: 1.293 (76,4%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     433 / 044 =   477 / 36,9%

Chapa 2 Maturidade          =    385 / 014 =    399 / 30,9%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =     184 / 090 =   274 / 21,2%

Chapa 4 Renovação          =     118 / 025 =   143 / 11,0%

Votos Brancos                   =     164 / 011 =   175

Votos Nulos                       =     220 / 004 =   224

Total Votos apurados MT   = 1.504 / 188 = 1.692

30.7.12

Delegados do BB definem estratégia para Campanha


Reunião de delegados sindicais.
Foto: Jailton Garcia.

Debate dá subsídios para reuniões com outros funcionários nos locais de trabalho a fim de mobilizar todos

São Paulo – Em reunião nesta quinta-feira 26, cerca de 80 delegados sindicais do Banco do Brasil da capital, Osasco e região definiram estratégias para intensificar a Campanha Nacional Unificada 2012.

Segundo o diretor executivo do sindicato e funcionário do BB, Ernesto Izumi, os bancos alcançaram lucros que permitem atender às reivindicações dos bancários. "Eles manipulam o balanço, mas ainda assim não há setor no país que dê mais lucro. E com BB não é diferente. O debate deu subsídios aos delegados para realizarem reuniões com outros funcionários e mobilizar para a campanha", ressalta.

Os delegados sindicais têm direito, por acordo coletivo, de realizar reuniões nos locais de trabalho para debater a Campanha Nacional e mobilizar a categoria para lutar por mais direitos.

Eles vão participar das manifestações convocadas pelo Sindicato por contratação de mais funcionários; mais caixas efetivos nas agências; fim das vendas casadas de serviços; repúdio a cobrança de pacotes sem a solicitação do cliente; e o fim da política privatista empregada pela atual direção do banco, que criou a PSO (Plataforma de Suporte Operacional) reduzindo o número de caixas.

A Central de Atendimento também foi motivo de debate. Os funcionários vão realizar manifestações em agosto para cobrar soluções referentes às questões específicas do setor, como melhoria das condições de trabalho com o fim do assédio moral e equiparação salarial dos atendentes, além de um plano de carreira melhor estruturado com gratificação de função.

Plenárias - Outra proposta debatida e que ajudará na mobilização da Campanha Nacional é a realização de plenárias com os funcionários para debater a Cassi e Previ para os funcionários de bancos incorporados, PSO e jornada de trabalho, entre outras pautas.

De acordo com Ernesto, o Sindicato levará à Contraf-CUT e à Comissão de Empresa dos Funcionários proposta de um Dia Nacional de Lutas pela jornada de seis horas. “Na reunião, foi informado aos funcionários que o Sindicato está preparando ações civis públicas na justiça pelo cumprimento da jornada de trabalho. A entidade preparará reuniões nos locais e no próprio Sindicato com os grupos para debater sobre o tema.”


Fonte: SEEB SP - Tatiana Melim - 26/7/2012

22.8.11

Por onde ando... Agenda da semana 22 a 27 de agosto


SEGUNDA-FEIRA

-Pela manhã confeccionando apresentação para reunião de Delegados Sindicais no Seeb SP

-Reuniões de diretoria do Sindicato - SDS e SDA - à tarde

-Posse de bancários do BB na Gepes SP à tarde

TERÇA-FEIRA

-Reunião de Delegados Sindicais do Seeb SP

-Reunião no fim do dia sobre Plenária Estadual da CUT

QUARTA-FEIRA

-Dia de trabalho na Contraf-CUT na parte da tarde.

QUINTA e SEXTA

-Plenária Estadual da CUT SP

29.7.11

Reunião de delegados sindicais no Seeb SP nesta quarta-feira 27 discutiu organização da mobilização nas dependências do BB e temas da Cassi


Delegados apresentam campanha por Cassi melhor

Cassi e Previ para Todos com Qualidade foi discutida na sede do Sindicato durante reunião com 80 representantes dos empregados


São Paulo – Organizar a categoria para a Campanha Nacional Unificada 2011 e manifestações por uma Cassi com atendimento melhor ao associado foram os principais temas debatidos por cerca de 80 delegados sindicais do Banco do Brasil. A reunião foi realizada pelo Sindicato na quarta-feira 27.

No encontro, os delegados discutiram a situação dos trabalhadores que fazem uso do plano de associados da Cassi e apresentaram uma proposta de campanha com o tema Cassi e Previ para Todos com Qualidade, que contará com manifestações organizadas pelo Sindicato e pelos trabalhadores, para pressionar a direção do Banco do Brasil a negociar uma solução que garanta os direitos dos funcionários egressos dos bancos incorporados.

Viviane Assofra, representante dos trabalhadores no Conselho Fiscal, apresentou as resoluções 254 e 259 da ANS – Agência Nacional de Saúde – e ressaltou seus efeitos na Cassi. “Queremos que os representantes no Conselho Deliberativo da Cassi aprovem a adequação à resolução 254 mediante alteração do regulamento do Plano de Associados. Se a adequação não for feita, no artigo 27 da resolução está previsto que não será admitida a entrada de novos associados, o que prejudicará a manutenção da entidade dos trabalhadores”, diz Viviane.

O conselho de usuários da Cassi de São Paulo foi representado pelo presidente Adelmo Viana, e o Economus pelo conselheiro fiscal suplente, Antonio Sabóia Júnior, que também é dirigente sindical da Fetec-CUT/SP.

Fonte: Seeb SP - Elenice Santos - 27/07/2011

COMENTÁRIO:

A REUNIÃO FOI MUITO BOA. TIVEMOS UM BOM NÚMERO DE COLEGAS REPRESENTANDO DEZENAS DE LOCAIS DE TRABALHO E FIZEMOS UMA BOA LEITURA SOBRE COMO ESTÃO OS BANCÁRIOS PARA A CAMPANHA E POR ONDE DEVEREMOS NOS ORGANIZAR: MOBILIZAR ESCRITURÁRIOS, CAIXAS E COMISSIONADOS!

TAMBÉM TIRAMOS DE FAZER MUITA REUNIÃO NA BASE E DIVULGAR MUITO OS RESULTADOS DO 22º CONGRESSO NACIONAL DOS FUNCIONÁRIOS DO BB.

23.3.11

Artigo: OLT na categoria bancária - o papel do delegado sindical



Breve histórico da categoria bancária

Os bancários brasileiros organizaram ao longo das últimas décadas uma das estruturas sindicais nacionais mais importantes e representativas da classe trabalhadora.

Após árdua busca de unidade nacional e muita mobilização e greves conjuntas, os bancários unificaram a data-base no início dos anos 80. Depois os empregados da Caixa Econômica Federal se uniram à categoria bancária em 1985. Nos anos 90 a CUT assinou a primeira convenção coletiva nacional - CCT dos bancários – com a federação dos banqueiros – a Fenaban – passando a garantir os mesmos direitos e salários aos bancários de qualquer empresa e região do País.

Nos anos 2000, a categoria seguiu avançando na unidade. Após os bancários do Banco do Brasil e da Caixa deliberarem pela unidade com a categoria em seus congressos, as direções dos bancos públicos federais foram obrigadas a aceitar a inclusão desses bancos na Convenção da categoria - CCT, depois de fortes greves naqueles bancos, deixando as conquistas específicas dos mesmos em aditivos, como já ocorria com outros bancos.

A conquista formal da OLT nos bancos públicos

A Central Única dos Trabalhadores - CUT - tem como um de seus princípios basilares na organização da luta sindical a construção e defesa da organização por local de trabalho – OLT.

A OLT pode se dar em mais de uma forma. Em grandes indústrias, onde há a concentração de centenas e até milhares de trabalhadores em um mesmo local de trabalho tem-se as denominadas comissões de fábrica, muito utilizadas nas grandes montadoras na Região do ABC Paulista, por exemplo, sendo que as formas de funcionamento e constituição delas também têm algumas variações.

No caso dos bancos, onde existe a pulverização dos trabalhadores, espalhados por agências, em sua maioria pequenas, em todo o território nacional, a proposta é que se tenha a figura do “delegado sindical”, um (ou mais) bancário eleito pelos trabalhadores de uma determinada unidade ou de uma região, de acordo com um dimensionamento específico em cada banco/região, reivindicado e depois conquistado.

Nos bancos privados o delegado sindical ainda não é uma realidade, embora conste há vários anos em nossa minuta de reivindicações. Já nos bancos públicos, em especial no BB e na Caixa, eles são eleitos desde a década de 1980.

Por força do processo de mobilização dos trabalhadores dessas empresas os delegados sindicais são reconhecidos pelas respectivas empresas e possuem algumas prerrogativas para garantir uma atuação eficaz, livre da pressão e perseguição dos chefes, eventualmente contrariados com algum enfrentamento do conjunto dos empregados encabeçado por eles. Tais garantias são: estabilidade no emprego durante o mandato (um ano) e mais um ano após o termino do mandato e inamovibilidade, ou seja, esse bancário só poderá ser transferido por sua solicitação ou mediante sua concordância.

Porém, a conquista dos delegados sindicais sofreu um período de ataques, no final dos anos 1990, durante o segundo mandato de FHC, época em que a organização sindical nos bancos públicos, bem como nas outras empresas estatais, também esteve sob ameaça.

No BB os trabalhadores não se sentiam seguros, pois era comum o delegado sindical sofrer perseguições de maneira velada, sendo discriminado em relação aos demais.

Na Caixa os ataques foram ainda mais destrutivos, pois no ano 2000 as negociações chegaram a um impasse total, não sendo possível a assinatura de acordo coletivo e, por isso, os delegados sindicais deixaram de ser reconhecidos e perderam as garantias.

Porém, como parte do processo de resistência às investidas daquele governo contra as empresas estatais e a organização de seus trabalhadores, as entidades sindicais e os empregados de base da Caixa e do BB mantiveram as eleições e a representação dos delegados sindicais, mesmo sob ameaças de retaliações.

Em 2003, já sob uma nova conjuntura política e com o resgate da interlocução nos bancos públicos, dentre os vários direitos conquistados com a greve daquele ano, na qual os bancários do BB e da Caixa exigiam o cumprimento da Convenção da categoria com o mesmo reajuste, PLR e demais direitos, no Banco do Brasil foi resgatado o direito de seus sindicatos elegerem certo número de representantes por local de trabalho e por base sindical – 1 (um) trabalhador para cada 80 bancários da base sindical-, cabendo aos sindicatos a normatização e a coordenação do processo (art. 3º do regulamento ao aditivo do BB).

Já na Caixa, voltaram a constar no ACT as garantias aos delegados sindicais, revigorando a organização de base com a ampliação das eleições para várias unidades do banco.

O papel do delegado sindical

O delegado sindical é o elo entre o sindicato e a base. Representa o sindicato dentro da unidade e, perante o sindicato, os interesses do local de trabalho.

Ele deve manter sua base informada e mobilizada, participando das atividades a ele direcionadas, reproduzindo em sua unidade, por meio de reuniões, debates e distribuição de materiais, as informações sobre as campanhas e ações do sindicato. Ao mesmo tempo deve estar sempre atento às demandas dos colegas da unidade para repassá-las à entidade sindical, zelando pelo cumprimento dos direitos trabalhistas, previstos na legislação e na Convenção Coletiva.

O papel do delegado sindical não se confunde com o do diretor sindical. Pois ele é eleito pelos colegas para auxiliar na organização local, como diz o termo OLT, portanto não tem responsabilidade sobre outras unidades que não a dele, embora, tendo condições, deve e pode ajudar e se articular com delegados de outras unidades.

Outra questão importante a observar é que o delegado deve ter clareza de sua condição, pois embora possua algumas prerrogativas, não tem a mesma imunidade de um dirigente. Cobrar da administração local soluções para a falta de condições de trabalho em geral faz parte de suas atribuições, mas ele não deve assumir o papel de “herói”, por isso deve sempre que precisar recorrer ao dirigente de sua base para que este o ajude a resolver os conflitos mais acirrados.

Em resumo: o delegado sindical é a referência no local para conscientizar os trabalhadores a se apropriarem de seus direitos e atuarem junto ao sindicato na manutenção e ampliação das conquistas e de melhores condições de trabalho, bem como para incentivar a sindicalização. E isso independente de linha política ou ideológica, pois ele deve reproduzir não sua visão pessoal e suas convicções, mas ter sensibilidade de entender as demandas dos colegas, harmonizando os interesses de todos buscando solucionar os problemas, sempre com a intermediação da entidade sindical.

William Mendes, secretário de formação e Plínio Pavão, secretário de saúde (Contraf-CUT, gestão 2009/12)

Artigo: Democracia representativa não se confunde com “assembleísmo”



(texto divulgado no 1º semestre de 2010 e atualizado agora)

O 21º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrido entre os dias 28 e 30 de maio de 2010, em São Paulo, contou com a participação de cerca de 350 delegado(a)s de todas as bases do país –delegado(a)s eleito(a)s em fóruns democráticos e que representaram as mais diversas linhas de pensamento.

Vários temas importantes foram debatidos e deliberados.

Vamos falar agora sobre um deles, que diz respeito à ORGANIZAÇÃO DO MOVIMENTO e à autonomia das entidades sindicais pertencentes à estrutura de Negociação e Contratação Coletiva da categoria bancária.

Os delegado(a)s do congresso puderam opinar e deliberar sobre o sistema de representação da categoria que vem se aperfeiçoando desde os anos oitenta, quando o Novo Sindicalismo criou a estrutura de negociação nacional a partir da Central Única dos Trabalhadores – CUT.

Para se chegar a um fórum nacional de bancários, o processo democrático é construído bem antes, a partir das bases de mais de 150 sindicatos.

Todos os trabalhadores bancários e correntes políticas e sindicais apresentam suas propostas sobre os mais diversos temas como questões de saúde, de previdência, condições de trabalho, remuneração, estratégias e táticas de negociação das reivindicações etc.

É dessa forma que todos os anos voltam a ser debatidos democraticamente pelos bancário(a)s temas como MESA ÚNICA de negociação das conquistas comuns da categoria: CCT da Contraf-CUT e Fenaban.

A mesa única vem sendo debatida, votada e aprovada pela categoria bancária em seus fóruns. Já foi diferente. Nos anos 90 os bancos públicos lutavam sozinhos e perderam vários direitos de acordo com o governo de plantão. Nos privados e estaduais também foram acordos por empresa nos anos oitenta.

Propostas e estratégias de mesa saem da base

As propostas dos bancários saem das ASSEMBLEIAS DE BASE e ainda passam por fóruns estaduais e/ou regionais, conforme a organização de cada federação.

Finalizados os debates nos fóruns locais, o fórum nacional delibera as reivindicações a serem negociadas, fórum que representa todos os sindicatos e bases que quiseram participar e respeitaram as regras definidas previamente e aprovadas em comum acordo com todos.

Algumas correntes políticas ou sindicais, após participar de todo o processo, buscam desconstruir tudo o que foi feito, questionando e alegando haver processos “antidemocráticos”, ou seja, não aceitam que suas teses não sejam as vitoriosas nos fóruns, pois são minoritárias. Não acatam a maioria.

Um dos exemplos mais comuns é ficar pedindo que se façam assembleias a toda hora e para qualquer coisa, como se estivéssemos tratando de algo sem nenhuma dificuldade e custo. Basta lembrar que há sindicatos com bases estaduais, que a grande maioria dos bancários estuda e trabalha o dia todo, nas capitais os deslocamentos tomam horas e horas dos trabalhadores, ou seja, é fácil propor que a todo instante ocorram assembleias (vazias, é claro!).

Quando um congresso como o dos funcionários de um determinado banco ou categoria finaliza as discussões e deliberações, ele está finalizando um processo que representa o conjunto do funcionalismo, ou seja, os mais de 100 mil bancários do BB, por exemplo. Foi mais um momento do processo.

Todas as propostas aprovadas já passaram pelas assembleias de base e foram encaminhadas com as suas devidas delegações para o fórum nacional.

Como nossas negociações são nacionais, há que se compreender e respeitar que nessa construção existe uma lógica, e que o processo organizativo vai-se do menor para o maior espaço de organização.

Da assembleia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, por exemplo, foram tirados - em 2010 - 34 delegados que representavam propostas apresentadas por várias teses e correntes de pensamento.

Saíram desse fórum local, delegados que defendiam a proposta do “fim da mesa única” da categoria, ou seja, que o BB não assinasse mais a Convenção Coletiva da categoria. Outra proposta – da Articulação Sindical - defendeu o contrário, que se mantivesse a estratégia que vem se mostrando vitoriosa nos anos 2000: a de UNIDADE DA CATEGORIA NA MESA DA CCT/CUT e FENABAN e as mesas específicas permanentes para questões de cada banco.

Democracia é respeitar a opinião da base e dos fóruns

Não é democrático defender que se EXIJA que todos os sindicatos fiquem fazendo assembleias a todo instante, TENTANDO MUDAR, EM FÓRUNS MENORES, uma discussão construída por todos os bancários do BB, ou da categoria quando é o caso.

Se cada grupo ou sindicato de bancários que perdeu suas proposições no fórum nacional quiser mudar na sua assembleia local o que perdeu na instância maior, na verdade ESTARÁ PROPONDO O FIM DA ÚNICA ESTRUTURA DE CONTRATAÇÃO NACIONAL que abrange todas as empresas e todas as regiões do país que existe atualmente  – a CCT/CONTRAF-CUT e FENABAN.

Se fosse possível considerar “democrático” não respeitar as deliberações nacionais, então quer dizer que cada um dos 150 sindicatos deve ou deveria procurar a Fenaban, ou os bancos, ou os governos, para negociar sozinhos, ou seja, é querer retroceder décadas de construção DA UNIDADE DE FATO, construída dentro da estrutura da CUT.

É querer criar pseudodemocracias individualistas muito mais em função de disputas de correntes e tendências políticas e sindicais, do que em prol das contratações de direitos para os trabalhadores. PERDERIAM COM ISSO A CATEGORIA BANCÁRIA E A CLASSE TRABALHADORA.

Essa pulverização da NEGOCIAÇÃO COLETIVA dos bancários certamente produziria a pulverização de nossos direitos. Pior ainda: como o BB é uma empresa nacional, com quadro de carreira nacional, ele teria que contratar os direitos dos trabalhadores com alguma entidade, coisa que ele fez por décadas - assinava com a Contec, então da estrutura "oficial" varguista, desrespeitando as bases sindicais combativas.

Se estivermos pulverizados, transferimos para a empresa a escolha de com quem contratar (talvez com o maior sindicato ou, o inverso, com o que exigisse menos direitos). Aliás, o governo federal se valeu da referida Contec para impor acordos ao funcionalismo por muito tempo – fez isso pela última vez no dissídio no TST em 2004.

Os bancários votaram em seus congressos a MESA ÚNICA de negociação – CCT da Contraf-CUT e Fenaban/governos e mesas específicas por banco e por temas específicos. E tem sido assim para todos os bancos, públicos e privados.

Como ocorre todos os anos, os bancário(a)s esperam que todas as entidades que participam dos congressos de bancos e das conferências nacionais da categoria encaminhem as decisões tomadas pelos delegado(a)s, pois eles representaram de fato A BASE, aquela que votou nas assembleias que começaram o processo democrático de construção da pauta e da luta unitária dos bancários.

William Mendes
Secretário de formação da Contraf-CUT

21.2.11

Agenda sindical da semana de 21 a 25/02/2011


SEGUNDA-FEIRA

Pela manhã, reunião sobre formação na Contraf-CUT.
À tarde, Sistema Diretivo Sindical - SDS - no Sindicato.


TERÇA-FEIRA

Dia de trabalho em Brasília. Reunião executiva da Contraf-CUT.


QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho em Brasília. Pela manhã reunião com bancada de parlamentares de origem bancária.

À tarde, reunião do Comando Nacional.

(em SP, dia de posse dos delegados sindicais do BB do Seeb SP)

QUINTA-FEIRA

Dia de trabalho em SP.

Audiência no TRT sobre processo de representação e terceirização.
SDS no Sindicato e assembleia de prestação de contas do Sindicato à noite.

SEXTA-FEIRA

Dia de trabalho em SP.
Reunião do Coletivo BB no Sindicato.

13.12.10

Agenda sindical da semana de 13 a 17 de dezembro


SEGUNDA-FEIRA

Estive no prédio do BB na Plta (Gepes) e depois no complexo São João: apresentação dos candidatos a delegados sindicais na Gecex 5o andar.


TERÇA-FEIRA

Pela manhã, estarei na abertura do CONAFOR da CUT.
Estive o dia todo, pois o encontro foi muito bom.


QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho na BASE.

Durante o dia todo estive no complexo São João do BB ajudando no processo de eleição de delegados sindicais.


QUINTA-FEIRA

Retorno para o CONAFOR da CUT em SP.


SEXTA-FEIRA

Tenho uma reunião política à tarde.

29.11.10

Agenda sindical da semana de 29/11 a 3/12/2010


SEGUNDA-FEIRA

Trabalho na Contraf-CUT na parte da tarde.



TERÇA-FEIRA


Trabalho na Contraf-CUT na parte da tarde.



QUARTA-FEIRA


ABONO.



QUINTA-FEIRA


Trabalho na Contraf-CUT.


Também estive em uma reunião com os administradores do Complexo São João do BB sobre eleição de delegados sindicais.



SEXTA-FEIRA


9h - Seminário sobre microcrédito no Sindicato dos Bancários S. Paulo, Osasco e região.


12h - Reunião na Fetec CUT SP na qual foi falado sobre a votação das propostas de uso do superávit Previ.


14h - SDA (não participei, pois estava na base discutindo as propostas de utilização do superávit Previ - Plano 1)


16h - SDS (peguei final da reunião, pois estava na base)



BASE: Sasseron, Claudio Luis e eu conversamos com bancários do Complexo São João do BB dos andares 13, 14, 15 e 16 (CSL).


23.9.10

Delegados em plenária organizam mobilização (SP)



Trabalhadores repudiaram medidas de contingenciamento adotadas pelo banco durante a Campanha Nacional 2010

São Paulo – Delegados sindicais do Banco do Brasil marcaram presença nas plenárias organizadas pelo Sindicato, que aconteceu nesta quarta-feira dia 22. Foram cinco reuniões, que aconteceram nas regionais Centro, que se juntou com a Norte, na Oeste e Paulista, que também se unificaram, além da Sul, Leste e Osasco. Cerca de 60 trabalhadores participaram.


Durante o encontro, os bancários, que têm a responsabilidade de organizar os locais de trabalho nas mobilizações, discutiram ações para a possível greve, que deverá ser decidida na assembleia do dia 28, terça-feira.

Nesta questão, os delegados sindicais assumiram a responsabilidade de convocar os colegas para a assembleia junto com o Sindicato.

Na reunião foi destacada também a importância da participação dos empregados comissionados nas mobilizações. “Esses trabalhadores precisam se envolver na luta, pois as conquistas serão também para eles” afirma o funcionário do BB e diretor do Sindicato Cláudio Rocha.

Os bancários aproveitaram para manifestar repúdio à atitude dos bancos de adotar medidas de contingenciamento. “Quanto a isso, estamos providenciando denúncias junto aos órgãos competentes por prática de desrespeito à lei de greve pelo Banco do Brasil”, completa o dirigente.


Fonte: Seeb SP - Carlos Fernandes - 22/09/2010

19.9.10

Agenda sindical da semana de 19 a 24 de setembro/2010



DOMINGO 19/09

Fiz artigo para a revista O Espelho, edição que fecharemos nesta segunda-feira.


SEGUNDA 20/09

Pela manhã compromisso na Contraf-CUT.

À tarde, reunião no Complexo do BB São João.

No 9o andar de OLT e Campanha Nacional 2010
No 19o sobre problemas do CSO e PSO

À noite, até 23h, confecção da revista O Espelho set/10


TERÇA 21/09

Dia de trabalho em SP. Pretendo dedicar o dia para artigo que estou preparando sobre a Contraf-CUT e a organização cutista do ramo financeiro (tenho poucos dias para finalizá-lo).

Na parte da tarde, fui para a Contraf-CUT onde participei de reuniões de trabalho e fiquei até 21h.


QUARTA 22/09

Aula na USP das 8 às 10h.

Reunião de delegados sindicais do Seeb SP o dia todo. (acabei não indo ao Sindicato, pois fiquei na reunião do Comando Nacional e na Contraf-CUT)


QUINTA 23/09

Dia de trabalho na Contraf-CUT. Haverá negociação com o BB em SP.

À noite, evento no Sindicato dos Jornalistas de SP contra GOLPE DA MÍDIA E DA DIREITA NAS ELEIÇÕES.


SEXTA 24/09

Aula na USP das 8 às 10h.

Dia de trabalho na Contraf-CUT - finalização do artigo sobre a Contraf-CUT e o ramo financeiro no Brasil.

19.2.10

Semana de 21 a 26 de fevereiro (1º módulo curso PCDA, 2ª turma)


Curso de formação de dirigentes sindicais da Fetec CUT SP em Nazaré Paulista, São Paulo. 

O curso será de segunda a sexta-feira. Na quarta-feira, pela manhã, ida a São Paulo - Capital para a posse dos delegados sindicais do BB no Sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região.

O curso é o Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e com financiamento das próprias entidades sindicais afiliadas ao sistema diretivo dos bancários da CUT no Estado de São Paulo.


5.12.09

Sexta, 4 de dezembro (Organização de cursos e artigo sobre delegados sindicais)


Nesta sexta, trabalhei entre meio-dia e 21h. 

Tratei de algumas demandas da secretaria de formação como contatos com alguns sindicatos para tratar sobre cursos; fiz contatos para preparar a agenda de cursos de dirigentes da Contraf-CUT para o primeiro semestre de 2010 e fiz um texto sobre o papel do delegado sindical bancário. 

Dediquei ao movimento cerca de 40 horas esta semana.