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7.11.21

Memórias (II)


Em meio a intensa agenda de lutas,
instantes com a família.

Memórias das lutas dos bancários em 2006 (II)

Criei o blog de trabalho em 2006 quando era secretário de imprensa de nossa confederação cutista dos bancários (Contraf-CUT). Um dos objetivos do blog era prestar contas do mandato eletivo, tanto para os trabalhadores da base (mandato de 1º grau), quanto para o Sindicato, a Fetec CUT SP e a corrente política aos quais pertencia e que haviam indicado a mim para a direção de uma entidade de 3º grau, uma confederação. 

Apesar de ter como prioridade o mandato na secretaria de imprensa da confederação (decisão coletiva), nunca deixei de fazer trabalho de base no Sindicato. Havia aprendido isso nos debates do coletivo de banco ao qual pertencia, o Coletivo BB. 

Ao olhar minhas 25 postagens no mês de novembro de 2006 (clicar aqui), fica claro o quanto minha agenda semanal incluía conversar com os trabalhadores na base, mesclando a OLT (Organização no Local de Trabalho) com o dia a dia de reuniões sindicais e políticas nas duas entidades - Sindicato e Confederação - e o planejamento dos trabalhos da secretaria de imprensa. Também produzia textos políticos e fazia parte das negociações com o Banco do Brasil.

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BB E A TERCEIRIZAÇÃO DO SESMT (NR4)

Em 2006 a direção do banco atuou para precarizar o SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), terceirizando o setor. O movimento sindical foi pra cima do banco e com organização e luta revertemos a terceirização. Ler a matéria aqui.

Anos depois, tive a oportunidade de conversar com diversos profissionais da área como diretor de saúde eleito na Cassi. Contei a eles e elas essa história de luta sindical que obrigou o Banco do Brasil a implantar estruturas de SESMT nas diversas regiões do país. Foi uma luta bonita! 

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CASSI: ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

No mês de novembro de 2006 a Contraf-CUT e o BB estavam discutindo as questões da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Ver postagem aqui. Essas negociações avançariam para uma reforma estatutária em 2007, com consulta ao corpo social e entrada de novos recursos na Cassi.

Eu era secretário de imprensa e o responsável pela revista O Espelho Nacional em 2006. Também era representante da Fetec CUT SP na Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB ou COE-BB).

Uma década depois, já como diretor eleito da Cassi, repliquei no blog como "post scriptum" uma entrevista de outubro/2006 com Aluísio Gomes sobre ESF, ele já havia atuado na Cassi e estava trabalhando na ANS como secretário geral da agência.

Tenho a consciência de dever cumprido por saber que durante nosso mandato na diretoria de saúde (2014/18) a ESF foi ampliada e fortalecida e chegou ao maior número histórico de cadastrados e acompanhados pelo modelo assistencial: 182 mil vidas. 

Após sairmos da gestão, a direção atual vem destruindo a Estratégia de Saúde da Família, modelo construído na Cassi por mais de 20 anos. Na entrevista, o senhor Aluísio Gomes explica por que é estratégico ter estruturas próprias de ESF como a Cassi vinha construindo desde 1996.

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BB ASSINA ADITIVO À CONVENÇÃO COLETIVA

Nossa geração tem o orgulho de ter encaminhado uma luta histórica da classe trabalhadora, a unidade. Nós organizamos e implementamos a campanha nacional unificada da categoria bancária, foi um processo intenso e de muito debate entre as diversas forças do movimento.

Em 2006 o Banco do Brasil assinou a Convenção Coletiva de Trabalho da Contraf-CUT com a federação dos banqueiros, a Fenaban. As questões específicas a nós, de lutas antigas ou direitos maiores e relativos aos funcionários do BB ficaram num aditivo à Convenção. Ver postagem aqui.

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TEMPOS DE LUTAS E APRENDIZADOS

Reler as 25 postagens do blog do mês de novembro de 2006 foi um momento de rever boas memórias de lutas e de conquistas. Eu vinha aprendendo dia a dia a ser um representante da classe trabalhadora. Acredito que fiz uma representação política honesta, dedicada e transparente. 

A postagem sobre o 7º Congresso da Fetec CUT SP (ler aqui) me lembrou do saudoso companheiro Tião, com quem aprendi muito. Nunca me esqueço de uma das assembleias decisivas do BB na qual Tião estava lá ao nosso lado na mesa para nos dar força e experiência. Eu tive o privilégio de compor mesas e fazer debates com assembleias lotadas de bancárias e bancários do BB desde 2003 até que fui para outra missão política, a direção da Cassi em 2014.

Ao ler o artigo que fiz para os debates sobre estratégia de organização de lutas e campanha salarial dos bancários, me lembrei que sempre fiz um esforço extra para estudar e escrever para o movimento de luta de classes. Ler aqui.

É isso. Boas memórias. Nós fizemos nossa contribuição nessa longa história humana, a luta de classes entre nós os trabalhadores e os donos do poder, os capitalistas.

William


Clique aqui para ler o texto de Memórias (III).

Para ler o 1º texto, clique aqui.


5.1.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (V)




O foco de nosso mandato na saúde dos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil foi muito fiel ao compromisso que assumimos com associados durante campanha de apresentação de propostas para a Caixa de Assistência


"Que a Cassi, por intermédio da Diretoria de Saúde, inclua em suas prioridades o foco na saúde dos trabalhadores, visando garantir o bem-estar dos 115 mil funcionários da ativa e suas famílias. Buscar formas e programas para atuar na proteção de nossos trabalhadores, que vivem sob constante pressão e assédio, é lutar pela manutenção da saúde e da vida, bens maiores do ser humano." (Programa da Chapa 1 - Todos pela Cassi - 2014)


Olá prezad@s associados da Cassi, bancári@s do BB e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Hoje, vamos fazer um balanço do que foi possível realizar em relação ao compromisso que assumimos com os trabalhadores associados da Cassi em direcionar nossa atenção na busca de melhorias na promoção de saúde e prevenção de doenças para os mais de cem mil funcionários do Banco na ativa quando começamos o mandato na Diretoria de Saúde.

Antes de mais nada, é necessário contextualizar o quanto foi complexo o caminho que percorremos para realizar melhorias no sistema de saúde Cassi e na parceria da saúde ocupacional Cassi e BB (via convênio). Tivemos avanços, mas eles ocorreram em meio a maior crise do setor de saúde e da própria Cassi em décadas de existência. Então, temos o sentimento de realização porque foi preciso superar diversos fatores que fogem à nossa gestão para implantar as melhorias.

Imaginem vocês se foi fácil abrir uma frente de trabalho pela saúde dos trabalhadores enquanto uma crise de déficit começava no plano de saúde dos funcionários e com forte pressão para que a conta fosse paga somente pelos associados. 

Imaginem também que ao mesmo tempo em que fizemos uma luta nacional pela manutenção dos direitos dos associados da Cassi (descrevi o histórico das negociações no texto de Balanço III - AQUI) desenvolvemos estratégias para dar qualidade na execução do Convênio de Saúde Ocupacional, e para isso contamos com forte apoio da Direção do BB/Dipes/Dibem e das Unidades Cassi em cada Estado e DF. 

Imaginem, por fim, o desafio de acolher trabalhadores de uma empresa de atuação nacional, com reestruturações constantes nesses 4 anos e que, de uma forma ou outra, trazem impactos na vida desses trabalhadores. Foi nesse cenário que atuamos focados na saúde dos bancários e bancárias do BB.

Agradeço a parceria e a dedicação de cada pessoa do Banco e da Cassi envolvida no processo da saúde ocupacional, pois o trabalho em equipe focado na saúde tem contribuído para dar eficiência tanto ao programa do Banco quanto ao modelo assistencial da Cassi, baseado na APS/ESF e CliniCassi. 

Desafios da Diretoria de Saúde foram grandes e união em prol da saúde ocupacional rendeu bons resultados

Dentre os objetivos a perseguir durante os 4 anos de trabalho estavam mudanças internas na governança da Cassi, para que a gestão do Convênio fosse centralizada na área da saúde. A governança concordou com nossas propostas e passamos a gerir o processo de saúde ocupacional de forma plena. Isso facilitou o trabalho diário na relação Cassi e BB.

Tínhamos o desafio técnico de fazer uma entrega de resultados para o convenente BB de forma mais rápida e eficiente, pois quando pegamos a gestão do PCMSO os dados compilados dos EPS só eram entregues no final do ano seguinte. Com mais celeridade, seria possível buscar alternativas para evitar ou minimizar os riscos de adoecimento e atuar na coordenação de cuidados dos trabalhadores identificados com problemas de saúde.

O BB e a Cassi organizam o planejamento para a realização dos Exames Periódicos de Saúde (EPS), checkups e demais previsões do Convênio que ocorrem em todo o país ao longo dos meses do ano. O Banco com o seu olhar e com as definições a serem cumpridas por nós e a Cassi no desenvolvimento das melhores estratégias para cumprir os objetivos. Todos os anos, chegamos a quase 100% de meta atingida em todo o país.

Como nosso mandato atuou fortemente para ampliar o conhecimento sobre o que é a Cassi, o que ela faz, seu modelo assistencial, sobre direitos e deveres dos participantes e a melhor forma de utilizar a Caixa de Assistência, em cada início de período de trabalho nos EPS do BB publicamos um Boletim Prestando Contas Cassi para ampliar entre as lideranças e entidades representativas o apoio para uma boa realização dos Exames Periódicos.


Boletins Prestando Contas Cassi abordaram saúde ocupacional, promoção, prevenção e Atenção Integral à Saúde via APS/ESF

Em 2015, abordamos o tema no Boletim nº 9 (março), falando da importância da participação de todos no processo - bancários, gestores, profissionais de saúde. Leia AQUI. Nesses 4 anos, buscamos ampliar a inclusão na Estratégia Saúde da Família (ESF) de trabalhadores que fossem identificados com riscos e agravamentos em suas condições de saúde.


Em 2016, o Boletim nº 21 (março) chamava atenção para a participação efetiva de todos no processo nacional de EPS e trazia novidades e conquistas técnicas e de gestão realizadas em conjunto por Cassi e BB. Leia AQUI.

Em 2017, lançamos mão de uma estratégia para destacar a promoção de saúde e prevenção de doenças aproveitando a parceria pela saúde ocupacional BB e Cassi. A Semana da Devolutiva dos resultados coletivos dos EPS e checkups deu sequência a um trabalho forte de parcerias feito em cada Estado/DF e Unidades Cassi em 2016. O Boletim nº 32 (março) abordou inclusive fatores a serem observados quando se pensa atenção à saúde, prevenção e controle epidemiológico de população. Leia AQUI.

Cassi e Banco do Brasil realizam os Exames Periódicos de Saúde com foco na promoção de saúde e prevenção de doenças

A Cassi, por meio de Convênio firmado com o Banco do Brasil, é responsável pela operacionalização do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) em todo o País e, entre os procedimentos previstos, estão o Exame Periódico de Saúde (EPS) e o Checkup dos gestores.


Pois bem, em resumo, desde que chegamos eleitos à Cassi em 2014, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento vem atuando com foco na saúde dos trabalhadores do BB e conquistando melhorias no processo do PCMSO do Banco do Brasil, consolidando uma parceria muito importante com a Dipes/Dibem.

Ao longo dos anos, conseguimos agregar avanços técnicos e operacionais no Convênio de parceria com o Banco do Brasil, atuando tanto na Sede da Cassi em Brasília quanto nas unidades regionais da Cassi em conjunto com os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Banco do Brasil, no processo de melhorias nas condições de trabalho. 

Citamos abaixo algumas conquistas ocorridas no processo de saúde dos trabalhadores.

Acesso eletrônico das guias para a realização dos EPS


Dentre as conquistas, destacamos algumas que colaboraram em melhorias de processos e operacionalização nas unidades como a disponibilização de guias de consultas e exames relacionados ao PCMSO no site do BB. Até 2014 essas guias eram emitidas na Cassi, e remetidas por malote às unidades do Banco, com riscos de extravios e causando transtornos quando ocorriam transferências de funcionários. 

Atualmente a disponibilização em parceria com a Dipes, na intranet do Banco do Brasil, permite o gerenciamento pelo próprio funcionário, sem riscos de extravios e pronta disponibilidade dos documentos, além da agilidade e efetividade em se tratando de aproximadamente 100.000 exames periódicos.

Reforçamos que os funcionários devem utilizar exclusivamente essas guias para a realização do exame periódico e seus exames complementares. A carteirinha de identificação de associado (dos planos Cassi, Economus e SIM), não deve ser utilizada, para que os custos sejam corretamente direcionados para o Convênio firmado entre o BB e a Cassi, evitando assim, que o funcionário pague coparticipações indevidas.

Celeridade na entrega de resultados de EPS ao convenente Banco do Brasil facilita ações coletivas em saúde

Outra conquista importante foi a possibilidade de digitar os dados e disponibilizar gradativamente os resultados ao Banco do Brasil na medida em que os exames são realizados, garantindo a análise dos dados de saúde dos trabalhadores com mais agilidade e efetividade, e desde o início de 2017, disponibilizando os resultados do EPS de forma analítica e também sintética.

Centralização da Licença Saúde

Em 2016, também em conjunto com a Dipes, foi criada a centralização das Licenças Saúde.

A Cassi recebe da Gepes 2 os atestados até 04 dias para melhor gerenciamento de todas as Licenças Saúde, pois as licenças passam a fazer parte do banco de dados da Cassi complementando as que são homologadas pelos médicos do trabalho.

Essa ação possibilita também a definição de perfis epidemiológicos de regiões ou períodos determinados, facilitando a ação da Cassi em conjunto com os Sesmt na implementação de programas específicos visando a prevenção e cuidados da saúde.

BB e Cassi ampliam a dotação de profissionais para melhorar a operacionalização do PCMSO

Nos anos de 2016 e 2017, no trabalho conjunto de planejamento e execução do PCMSO, foi precificado e apontado para o Banco a necessidade de incremento de mão de obra para a operacionalização do Programa, e nesse período houve incremento de médicos, assistentes e psicólogos no Convênio.

Treinamento e assessoria para profissionais envolvidos são destaques na parceria BB e Cassi


Em 2017, a Cassi junto com a Dipes, iniciou o processo de visitas técnicas e administrativas nas unidades regionais possibilitando conhecer melhor as particularidades locais e alinhando as condutas operacionais do PCMSO BB, com as despesas totalmente custeadas pelo Convênio.

Para 2018, além da continuidade das visitas, será realizado um Encontro de Saúde Ocupacional com a participação de profissionais médicos das Unidades Cassi e Banco do Brasil/Dipes/Sesmt.

O objetivo deste Encontro é a troca de conhecimento, interação e alinhamento das diretrizes do PCMSO BB em prol de melhores práticas para coordenação de cuidados da população bancária.

Os recursos para esse encontro foram precificados e aprovados pelo Banco do Brasil através do Convênio, sem nenhum custo para a Cassi.

Em 2017, consolidamos avanços realizados ao longo do mandato

Para marcar o início de uma série de atividades em âmbito nacional, a Cassi realizou entre os dias 20 e 24 de março de 2017 a Semana de Devolutiva dos dados dos Exames Periódicos de 2016. 

O objetivo deste calendário foi chamar a atenção para a saúde dos trabalhadores sob a ótica da prevenção de doenças e promoção da saúde, complementando o trabalho iniciado em 2016 quando visitamos as 27 Superintendências do Banco do Brasil e as Gepes reforçando as parcerias de saúde. Vocês que nos acompanham aqui no blog viram a prestação de contas dessa agenda da nossa Diretoria.

Em 2018, vamos colocar novamente no calendário da saúde a Semana da Devolutiva dos EPS/checkups, em parceria com Dipes/Gepes/Sesmt, apresentando o diagnóstico de cada localidade e fazendo proposições de ações individuais e coletivas a serem desenvolvidas para minimizar riscos e agravos nas condições de saúde dos trabalhadores.

A importância das Unidades Cassi e CliniCassi para a comunidade Banco do Brasil

Deixo um agradecimento especial a cada uma das 27 Unidades Cassi e 65 CliniCassi e todas as equipes de profissionais que nelas atuam. 

Conheço dezenas de histórias de colegas do Banco e participantes que foram acolhidos em momentos de crise pessoal e tiveram a felicidade de serem recebidos, cuidados, orientados e estarem conosco hoje por causa desse carinho e profissionalismo que encontraram nas Unidades Cassi. 

Nós ampliamos em mais de 25 mil pessoas o número de cadastrados na ESF e parte dessas pessoas assistidas são colegas que vieram para nosso modelo de Atenção Integral após serem identificados nos Exames Periódicos e checkups.

O Brasil é gigante. Nosso Banco do Brasil também. A nossa Caixa de Assistência é a maior e mais antiga autogestão do país. Nosso modelo de Atenção Integral via Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) tem abrangência de 180 mil vidas e resultados expressivos, parte importante sendo idosa ou crônica (temos mostrado estudos a respeito nos Boletins). A comunidade BB é uma das maiores e mais organizadas comunidades de trabalhadores do país. 

O que quero dizer com tudo isso?

Quero lembrar a tod@s que, mesmo com crises diversas - de custeio, do setor, do país -, é possível unir pessoas, segmentos e grupos sociais diversos, e também instituições, em prol de algo comum, como ajudamos a construir nesses 4 anos a unidade em defesa da nossa Cassi e dos direitos dos associados nesse período de crises e dificuldades que estamos atravessando.

Termino lembrando um chamamento do poeta Drummond no poema "Mãos dadas": - vamos de mãos dadas em defesa da Cassi, da saúde dos trabalhadores e do maior banco público do país! Só a luta nos garante!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Balanço de mandato I (AQUI)
Balanço de mandato II (AQUI)
Balanço de mandato III (AQUI)
Balanço de mandato IV (AQUI)

12.4.17

Exame de Saúde Ocupacional é oportunidade para iniciar Atenção Integral à Saúde


Evento de lançamento em Brasília, no dia 22 de março.

A Cassi em parceria com o Banco do Brasil promoveu no mês de março, entre os dias 20 a 24, a Semana de Devolutiva, evento para divulgação do Resultado do Exame Periódico de Saúde – EPS de 2016 -, realizado no DF e em todos os Estados do País, com a participação da DIPES/DIBEM, GEPES, SESMT, Superintendências, ECOAS e funcionários da ativa.

O EPS faz parte do Convênio do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), realizado anualmente, e através dele são examinados os aspectos gerais de saúde do trabalhador. Assim, o Médico do Trabalho poderá constatar se o funcionário está apresentando algum problema de saúde relacionado às suas atividades laborais.


No ano de 2016, a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, através do Diretor de Saúde, visitou todas as 27 bases sociais reforçando parcerias em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças, reforçando estratégias para a realização de 107 mil EPS/Checkups e propondo parcerias para comunicar mais sobre a Cassi, a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as CliniCassi nos veículos de comunicação do Banco do Brasil nos Estados e DF e nas entidades representativas.

Nas visitas às bases sociais da comunidade Banco do Brasil, também visitou os Conselhos de Usuários, prestando contas do mandato e ouvindo sugestões e dando esclarecimentos sobre os temas relativos à Cassi, principalmente no que se refere à sua área de atuação, o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde, as Unidades e CliniCassi, os programas de saúde, e também apresentando suas opiniões enquanto gestor eleito por associados quando os temas eram mais gerais.


Evento de lançamento no Edifício Banco do Brasil, em 06 de abril.

FOCO NA SAÚDE DOS TRABALHADORES

A Estratégia de lançar em todo o País o início dos exames periódicos e colocar a pauta da saúde e a própria Cassi nos espaços dos trabalhadores e associados na ativa é fundamental para termos boas perspectivas de identificar riscos e problemas de saúde e cuidar de mais bancários e participantes através de mudanças de hábitos, autocuidado, atividades coletivos e monitorando condições crônicas de saúde.

Os eventos da Devolutiva tiveram a apresentação do perfil epidemiológico dos funcionários do BB, além de intensificar a parceria entre Cassi e Banco na promoção da saúde e prevenção de doenças dos funcionários a partir dos dados do EPS.

Em continuidade aos trabalhos realizados na Semana de devolutiva, as Unidades promoverão, durante todo o ano, outros eventos para apresentação dos resultados nas dependências do BB, tendo por base o perfil de agravos identificados no EPS e o calendário de saúde já organizado pela Cassi com as principais datas comemorativas de saúde.


Dra. Ana Luisa faz apresentação
dos resultados do EPS no DF.

Durante as atividades, a Cassi fará abordagens sobre doenças osteomusculares, convite para participação no TABAS (Programa de acompanhamento para cessação do tabagismo) e cadastramento para acompanhamento individual na Estratégia Saúde da Família (ESF).

As unidades de atendimento em saúde CliniCassi também promovem, ao longo do ano nas unidades BB, o Grupo de Vida Saudável Empresarial, sempre com o objetivo de reunir pessoas e debater algum tema relativo à saúde.

O espaço para atuação da Cassi oferecido pelo BB nas suas dependências tem possibilitado à Estratégia Saúde da Família (ESF) cumprir o papel resolutivo no gerenciamento dos diferentes níveis de atenção e de responsabilização pela saúde dos participantes em qualquer estágio em que eles se encontrem.

Onde não há CliniCassi são feitas parcerias com profissionais da rede credenciada para coordenação de cuidados da Estratégia Saúde da família.


FORTALECER O MODELO DE ATENÇÃO INTEGRAL, A ATENÇÃO PRIMÁRIA, A ESF/CLINICASSI, OS PROGRAMAS DE SAÚDE E O FOCO NA PROMOÇÃO E PREVENÇÃO SÃO AS MELHORES PERSPECTIVAS DE SUSTENTABILIDADE E DE VIDA SAUDÁVEL PARA OS PARTICIPANTES DA CASSI

Os números apresentados pela Cassi em relação ao seu modelo de saúde são relevantes. Nós temos cadastradas na ESF 182.261 pessoas. Nossos programas de saúde têm dezenas de milhares de participantes cadastrados e acompanhados: 52.581 no Plena Idade, 70.495 no Gerenciamento de Crônicos, 115.050 no Viva Coração, 55.165 no Assistência Farmacêutica (PAF), 4.739 no Bem Viver, 6.587 no Saúde Mental e 1.831 no Atenção Domiciliar (PAD). Os dados são do Relatório Anual Cassi 2016.

O Modelo Assistencial da Cassi, a Atenção Primária, a ESF, os programas de saúde, e a estrutura própria de atendimento à saúde (65 CliniCassi) são alguns dos direitos em saúde conquistados pelos bancários do BB ao longo da história de lutas e não há comparação em nenhum segmento do mercado de saúde suplementar, seja de empresas que visam lucro (com a doença), seja nas autogestões, que têm outra lógica.

É isso! Vamos lutar para fortalecer a Caixa de Assistência e esperamos poder investir na ampliação da cobertura porque ainda temos diversos desafios a serem superados em termos estruturais e em termos de cultura de promoção e prevenção.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

3.2.17

Opinião do Diretor de Saúde sobre perspectivas para a Cassi




Olá prezad@s participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estamos concluindo a semana de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência. Assim como fizemos nos anos anteriores, foi necessário trabalhar em turnos de manhã, tarde e noite praticamente todos os dias nesta volta das férias. Nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento está com agenda intensa para alinhar as estratégias para o ano de 2017 e também estamos com diversas frentes na área da saúde.

Um de nossos objetivos neste ano será avançar na promoção de saúde e prevenção de doenças em relação à saúde dos trabalhadores na ativa (100 mil bancári@s), pois parte deste segmento não está ainda na Estratégia Saúde da Família (ESF). Em 2016, acertamos parcerias em defesa da saúde com todas as Superintendências e Gepes/Sesmt nos Estados e DF. Neste ano, vamos aprofundar esta relação a partir da devolutiva dos resultados dos Exames Periódicos de Saúde (EPS) e dos checkups dos primeiros gestores. Há boas perspectivas de trabalho nesta área.

A Direção da Cassi está revisitando o Planejamento Estratégico para os próximos 5 anos e nossa Diretoria de Saúde tem se dedicado a estudar profundamente a nossa autogestão Cassi, o nosso modelo assistencial, o universo de assistidos nos planos e o perfil epidemiológico daqueles que estão na ESF, as potencialidades de nossa operadora em relação ao setor de saúde suplementar, as dificuldades tanto da Cassi quanto das demais operadoras nos mais diversos eixos estruturantes da gestão de planos de saúde e uso de rede prestadora de serviços (rede credenciada).

Os diversos textos e relatórios de referência que analisamos, panoramas executivos do setor, estudos da ANS, relatórios internos da nossa autogestão, dados comparativos de entidades do setor como Unidas e FenaSaúde, dentre outros documentos, reforçam o nosso ponto de vista como gestor eleito pelos associados da maior autogestão em saúde do País que o caminho a seguir para a Cassi nos próximos 5 anos é ampliar a cobertura do modelo assistencial e as estruturas próprias da nossa operadora. 

Para não ser muito extensivo, cito apenas dois pontos importantes sobre o que pensamos serem as melhores perspectivas para o próximo período:

1) Ampliar o número de participantes cadastrados na ESF já a partir de 2017 através de melhoria nas estruturas próprias. Na Cassi e em nosso modelo isso é INVESTIMENTO e não custo

Os anos de 2004 e 2005 foram definidores do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família na Cassi. A ESF foi consolidada e foram definidos indicadores de acompanhamento, e um planejamento com metas de ampliação e cobertura da ESF e CliniCassi. Cito o que o Relatório Anual afirma em 2004:

"A estratégia Saúde da Família tem três estágios de implantação. No primeiro e no segundo estágios, o objetivo é alcançar até 75% dos participantes do Plano de Associados e os doentes crônicos mais graves do Plano Cassi Família (os que demandam mais gastos). A terceira etapa atingirá a totalidade do Plano de Associados e a toda a população de crônicos do Cassi Família, mais a demanda espontânea desse plano nas cidades com módulos da ESF. Ao final do terceiro estágio, o objetivo é atingir 51% dos beneficiários da Cassi, considerando, assim, as 27 capitais e cerca de 40 cidades de porte médio no interior do País."(pág. 9)


Quando assumimos a Diretoria de Saúde em 2014, o número de cadastrados na ESF estava em queda (menos que 160 mil). Com a dedicação e esforço das equipes na Sede e nas 27 Unidades Administrativas e 65 CliniCassi conseguimos ampliar em mais de 20 mil o número de cadastrados. No entanto, sem a Cassi definir recursos na peça orçamentária para investirmos na ampliação da cobertura, não sairemos do lugar. Temos mais de 400 mil participantes no Plano de Associados, o que quer dizer que já deveríamos atender a toda esta população na ESF, fora os crônicos do Cassi Família.

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Por saber que não se implanta de uma só vez tudo o que não foi feito no período anterior, entendo que até 2021 poderíamos traçar uma meta de expansão da cobertura da ESF para chegar a 75% da população do Plano de Associados, cerca de 300 mil participantes.
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Para isso, é necessário investir na melhoria das estruturas próprias da Cassi, porque nosso modelo é baseado em Atenção Primária à Saúde (APS) e não se terceiriza esse tipo de serviço. As unidades CliniCassi precisam de investimento nas equipes, com mais contratação e capacitação. Algumas unidades precisam ser reformadas e outras precisam de mudança de imóvel. Boas unidades são centrais para que os participantes deixem de ir aos prestadores de serviços na rede credenciada para atendimentos básicos que podem ocorrer nas CliniCassi, bem como ir para as especialidades eletivas a partir das CliniCassi.

Cada prestador hospitalar e de consultórios e clínicas tem os seus protocolos próprios e a Cassi e seus participantes podem usufruir dos serviços contratados de forma mais eficiente se a procura pelos especialistas partir de demanda orientada pelos médicos de família e equipes multidisciplinares de nossa operadora.

Já explicamos aqui várias vezes que as despesas administrativas de estrutura própria (vertical) da Cassi são as menores de todo o setor de saúde suplementar, principalmente quando comparadas com outras autogestões e com medicinas de grupo. Crescer estrutura de Atenção Primária e cuidado com crônicos é ECONOMIA em nossa autogestão porque podemos usar melhor os recursos dos patrocinadores no uso de estruturas mais complexas e necessárias da rede credenciada.

PARA PENSAR: Já antecipo um debate que vamos fazer com os órgãos de governança e com os associados e entidades representativas dos associados: entendo que a Cassi deve verticalizar como todos os líderes do mercado de saúde estão fazendo. Essa tendência deve ser observada. Além de melhorar estrutura de atendimento básico, CliniCassi, temos que avaliar entrar no segmento hospitalar e de exames e diagnose. Nossa operadora tem orçamento anual de mais de 4 bilhões de reais e quase todo esse recurso vai para os outros (rede prestadora). Nós somos da comunidade BB e temos total condição de entrar no segmento de prestação de serviços de saúde. Fui na inauguração de um hospital geral da autogestão Cassems em 2016 e o investimento deles foi de 86 milhões de reais. Eles também têm estrutura de diagnose. É minha opinião inicial, mas temos que debater a questão. A Cassi é grande, tem que pensar grande.

2) Melhorias tecnológicas e de recursos humanos na Central de Atendimento 0800 da Cassi e em Tecnologia da Informação

Outra questão fundamental já a partir de 2017 é dar melhores condições para a Central porque ela também é porta de entrada para o acesso aos serviços de saúde da nossa autogestão. Além disso, a Central tem relação direta com os prestadores de serviços de saúde da rede credenciada.

Há vários eixos temáticos que demandariam um longo texto de opinião, como melhoria na comunicação da Cassi com a comunidade BB e com prestadores. 

O importante é frisar o que entendemos como base para se pensar um planejamento estratégico de uma autogestão que vai viver um ano de definições com apoio de consultoria contratada pelo patrocinador Banco do Brasil e que torcemos para que toda a comunidade acompanhe conosco os debates e as definições sobre o futuro.

SOLIDARIEDADE: Outra questão central é a defesa como cláusula pétrea de nossa Caixa de Assistência do modelo de custeio mutualista intergeracional. A Solidariedade é o que faz o Plano de Associados poder manter quase 200 mil associados ativos, aposentados e pensionistas e seus dependentes terem os mesmos direitos em atendimento e cobertura de acordo com suas necessidades. Além do mercado privado que visa lucro não querer certos segmentos de "clientes", pois há diversas formas de expulsar os mais idosos e as pessoas com mais necessidades de uso dos planos de saúde, algumas operadoras de autogestão adotaram regras de custeio semelhantes ao mercado e os participantes não estão conseguindo pagar as mensalidades.

Voltaremos a escrever sobre essas questões e temos um compromisso de estar o tempo todo defendendo o modelo assistencial da Cassi porque ele é a melhor perspectiva de sustentabilidade do Plano de Associados, cuja despesa assistencial cresce em ritmo menor que as despesas assistenciais das outras operadoras de saúde. As dificuldades de equilíbrio entre receitas e despesas estão colocadas para todo o setor de saúde suplementar. Planos que visam lucro realizam seus reajustes de forma agressiva, o que não é o nosso caso. O que temos avaliado com dados comparativos é que a Cassi é mais eficiente que suas concorrentes em muitos quesitos.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

30.12.16

Ações em Saúde das CliniCassi em 2016




BALANÇO DO MANDATO (PARTE IV)

Olá prezad@s associad@s, companheir@s e colegas bancários,

Estamos encerrando mais um ano de trabalho pelo fortalecimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão em saúde do País (mais de 700 mil assistidos), cujo Modelo Assistencial é baseado na Atenção Primária e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Sou o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. Nossa Diretoria e equipe é responsável pelas 27 Unidades Administrativas (nos Estados e DF) e pelas 65 Unidades de Atendimento em Saúde (as CliniCassi). 

Os números de nossa entidade são expressivos quando comparados ao setor em que atua, a saúde suplementar. A Cassi tem 142 equipes nucleares de Saúde da Família e já acompanha mais de 180 mil participantes através da ESF. Além disso, realizamos Exames Periódicos de Saúde (EPS) em mais de 100 mil trabalhadores todos os anos.

A Cassi tem a menor despesa administrativa (relativa) do setor de saúde suplementar brasileiro para operadoras com estruturas e modelos similares. Enquanto a média do setor para 2015 (dados ANS) ficou em 11,5%, as autogestões 12,7% e as medicinas de grupo 12,4%, a Cassi teve despesa administrativa de 10,6% no mesmo ano. Já explicamos aos atores da Comunidade BB que precisamos de mais investimento a partir de 2017 na estrutura própria da Cassi para podermos ampliar a cobertura do Modelo Assistencial.

Nosso compromisso com os associados e com as entidades representativas e lideranças da Comunidade BB será de informá-los com muita constância no próximo período através deste blog e dos boletins que produzimos. O cenário nacional e do setor de saúde é complexo, mas a Cassi tem as melhores potencialidades do setor porque, dentre outras características, não visa lucro e tem público cativo e estável (Plano de Associados), gerando perspectiva de cuidados de longo prazo. 

Vamos juntos lutar por fazer mais promoção de saúde, mais prevenção de doenças e cuidar melhor de nossa população através da Atenção Primária, usando os recursos da melhor forma possível quando utilizarmos a rede credenciada.

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Quero lembrar aos nossos leitores que as matérias deste blog são mais completas e estruturadas que 2 ou 3 parágrafos porque nossa intenção é dar informação qualitativa para os multiplicadores e formadores de opinião - conselheiros de usuários, dirigentes sindicais e de entidades representativas, cipeiros e delegados sindicais, gestores do BB, Sesmt, ECOAS e militantes em saúde.
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Apresentamos abaixo um relatório das atividades coletivas e ações em saúde realizadas pelas nossas unidades Cassi e nossas equipes de profissionais de saúde. Não há nada parecido no mercado de saúde suplementar em relação à promoção de saúde, prevenção de doenças e foco educativo em saúde em populações de um plano privado de autogestão.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)



Relatório das Ações de Saúde Cassi – 2016

A Cassi promove ações de saúde ao longo do ano, voltadas aos seus públicos de relacionamento de todo o País. O calendário de saúde da Caixa de Assistência está alinhado às campanhas do Ministério da Saúde e contempla ainda ações específicas, voltadas ao perfil de doenças que mais afetam os participantes do Plano.

Dia Internacional da Mulher, Dia Mundial da Infância, Dia Mundial da Saúde, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, Lavagem e Higienização das Mãos, Dia Mundial sem Tabaco, Dia da Imunização, Dia Mundial de Luta contra Hepatites, Semana Mundial de Amamentação, Saúde do Idoso, Dia Mundial do Coração, Outubro Rosa, Dia Mundial de Saúde Mental e Novembro Azul foram algumas das ações veiculadas nos canais de comunicação da Cassi.

Foram elaboradas, também, as cartilhas virtuais “Aedes Aegypti – Dicas de prevenção e combate ao mosquito transmissor do Zika vírus, Dengue e Chikungunya” e “Cassi e você contra a influenza”. O surgimento da pandemia de Zika trouxe impactos no cotidiano dos participantes e da própria Caixa de Assistência e levou a Cassi Sede e Unidades a desenvolverem estratégias de enfrentamento à doença, adaptando e criando atividades coletivas que focam sua prevenção, fato esse que também interferiu para a redução do número desses eventos nas CliniCassi. Também foi produzido material educativo e informativo de apoio às ações de saúde programadas das CliniCassi.

Os Serviços Próprios da Cassi realizam atividades coletivas, com propósito educativo, que organiza a assistência à saúde de modo a potencializar o estímulo à reflexão e à mudança de comportamento. As Atividades têm por objetivo estimular a reflexão dos participantes e dos próprios profissionais, a fim de alcançarem um pensamento crítico e disposto ao exercício da transformação, pois esse propósito está alinhado ao cotidiano da Estratégia Saúde da Família (ESF) e aos princípios da Atenção Primária (APS) e do Modelo de Atenção Integral à Saúde, possibilitando assim, a vinculação do participante à CliniCassi e à coordenação de cuidados.

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Na Cassi, as atividades coletivas são conduzidas pelas próprias Equipes de Saúde da Família. Ao todo, foram realizadas 1.075 atividades coletivas, no período de janeiro a novembro de 2016 nas CliniCassi de todo o país, com a participação de 16.930 participantes.

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O que se entende por Atividade Coletiva em Saúde

· atividades em grupo com o propósito educativo, baseadas em dados epidemiológicos e em evidências científicas;

· abordagem de assuntos relacionados à prevenção de doenças e à promoção da saúde, como complemento e auxílio à coordenação do cuidado;

· atividades desenvolvidas por equipe multidisciplinar, com a composição de grupos temáticos, buscando o atingimento dos seguintes objetivos:

- proporcionar troca de experiências e construção compartilhada de conhecimento, permitindo a busca de soluções coletivas para problemas comuns aos grupos;

- estimular a reflexão, a mudança de comportamento, o fortalecimento do autocuidado e o empoderamento do participante;

- permitir a ampliação da rede social.

Atividades em massa, como aferição de pressão e teste de glicose, quando apropriado, estão contidas em atividades coletivas, pois podem agregar uma abordagem educativa e reflexiva, possibilitando ao participante a apreensão de conhecimento e informações, fazendo-o compreender tal ação dentro de um contexto de saúde mais abrangente.


A intersetorialidade pode contribuir de forma significativa para um melhor desempenho das atividades coletivas. No âmbito da Cassi, isso é operacionalizado por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, profissionais e entidades ligadas ao funcionalismo do Banco do Brasil, desde que coordenadas por profissionais de saúde vinculados à ESF e alinhadas ao modelo assistencial preconizado pela Caixa de Assistência. Um exemplo é a parceria das CliniCassi com as Secretarias Municipais e/ou Estaduais de Saúde nas campanhas de vacinação, especialmente a campanha contra o vírus influenza, que ocorre anualmente, e agrega grande parte da população Cassi em seu público alvo. 

A frequência das atividades coletivas, no entanto, deve ser flexível, de acordo com as realidades epidemiológicas locais e as necessidades e interesses do público-alvo, além da capacidade das equipes de saúde. No caso de eventos isolados, como as caminhadas de saúde ou atividades solicitadas pelo Banco do Brasil e entidades representativas, também consideradas ações coletivas, são sempre relacionadas às diretrizes estabelecidas para os Programas de Saúde da Cassi. 

Certo é que as iniciativas de promoção e prevenção devem ter por base estudos epidemiológicos consistentes e evidências científicas sustentáveis. Isso para que a Cassi possa reunir diferentes grupos de participantes com necessidades de saúde análogas, buscando uma melhor qualidade de vida individual, familiar e social.

Vale lembrar que essas iniciativas de promoção e prevenção se renovam periodicamente, para que os grupos possam decidir e vivenciar diversas abordagens sem vícios, acomodação ou assistencialismo.


Informações institucionais da Cassi e sobre saúde.

Sala de Espera

Uma iniciativa implementada em 2016 foi a divulgação de dicas e ações de saúde desenvolvidas pelas CliniCassi nos televisores das salas de espera desses serviços. A utilização do ambiente de sala de espera é um grande ganho, possibilita um espaço acolhedor e ameniza o possível desgaste associado ao tempo de espera por algum atendimento.

Neste sentido, considerando as necessidades dos participantes, além da educação em saúde em forma virtual, por meio dos televisores, as CliniCassi utilizam a sala de espera como “espaço potencial”, sendo um território onde ocorrem trocas entre o indivíduo e o meio. Por meio da sala de espera, os profissionais de saúde têm a oportunidade de desenvolver atividades que extrapolam o cuidado e auxiliam na prevenção de doenças e na promoção da saúde.

Objetivos alcançados com as ações de saúde

- Avaliação das condições de saúde da população, bem como de sua evolução.

- Estímulo dos participantes ao autocuidado e à adoção de hábitos saudáveis de vida.

- Vínculo dos participantes à ESF.

- Reunião periódica com a população assistida para apresentar a ela informações básicas para melhoria das condições de saúde.

- Avaliação do processo de atendimento à saúde realizado pela CliniCassi e pela Rede Credenciada/Referenciada.

- Avaliação dos níveis de produtividade/resolutividade das Equipes das CliniCassi.

- Avaliação do grau de satisfação do participante em relação aos serviços prestados.

- Avaliação do número de adesão às atividades coletivas para realização de outras com temas semelhantes ou mesmo com outro tema, a fim de alcançar um maior número de participantes e influenciar de forma direta na mudança de estilo de vida.

O processo de educação estimula nos participantes a responsabilidade do autocuidado, em um ambiente que além de acolher, gera um processo crítico/reflexivo, possibilita levantar as necessidades dos participantes, buscando intervir junto com eles e não apenas para eles, contribuindo ativamente para a efetivação dos princípios e diretrizes do Sistema de Saúde da Cassi.

Fortalecimento da Estratégia Saúde da Família

Em visitas às Unidades, o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, estabeleceu parcerias com as Entidades Representativas e o Banco do Brasil, a fim de divulgar a Estratégia Saúde da Família, bem como sensibilizar os participantes em relação a importância de ter a CliniCassi como porta de entrada preferencial para o sistema de saúde.

Até o momento foram elaborados e disponibilizados 8 (oito) Informes Saúde Cassi, com temas relacionados à Estratégia Saúde da Família (ESF), a saber:

- Sabe qual a estratégia da Cassi para cuidar melhor da sua saúde?;

- Atenção Integral;

- Bons hábitos de vida;

- Coordenação de Cuidados;

- Diferenças com o modelo tradicional;

- Equipe de saúde ao seu dispor;

- Família é importante, e

- Grupo de Vida Saudável.

Das 27 Unidades Cassi, 24 iniciaram a divulgação do material e as demais iniciarão em janeiro de 2017. A publicação e divulgação dos Informes Saúde Cassi são realizadas pelas CliniCassi, Entidades Representativas, Conselhos de Usuários da Cassi, Sindicatos de Bancários e Superintendências do BB e Gepes, por meio de e-mails, intranet, murais, jornais dos Sindicatos, superblogs do Banco, portal das entidades e whatsapp.

A divulgação desses Informes Saúde nos meios de comunicação das Entidades Representativas e do Banco do Brasil gerou manifestação de interesse, pelas Superintendências, em estreitar o relacionamento com a Cassi e colaborar com a divulgação dos Informes para os funcionários da ativa. Ainda, oportunizou maior empoderamento dos Conselhos de Usuários sobre o Modelo Assistencial adotado pela Cassi, seus benefícios, dificuldades de operacionalização e disponibilidade em participar de ações que fortaleçam o modelo preconizado pela Instituição e o equilíbrio financeiro.

Como resposta ao objetivo central desse trabalho, houve um aumento da procura por atendimento nas CliniCassi, relatado pelos gestores desses serviços, atrelado à curiosidade por parte dos participantes, de saber o que é a ESF e como funciona. Esse movimento gerou, também, maior facilidade de acesso das Equipes ESF para desenvolvimento das atividades nas agências e divulgação dos serviços de saúde oferecidos pela Cassi.

Balanço do Mandato: ver parte I, parte II, parte III.

Fonte: Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

12.12.16

Cassi acerta parcerias pela promoção da saúde no Ceará



Reunião Cassi, Super, Gepes e Sindicato no Ceará.

Olá companheir@s, amig@s e coleg@s do BB e da Cassi,

A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, área responsável pela condução do Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF), bem como pelas unidades administrativas nos Estados e pelas unidades de atendimento à saúde, as 65 CliniCassi hoje instaladas, cumpriu agenda de parcerias pela promoção da saúde e prevenção de doenças no Ceará.

Com esta agenda em Fortaleza, Ceará, nós completamos uma meta desafiadora de nosso planejamento para 2016: visitar todos os Estados e o Distrito Federal para estreitar parcerias entre a Cassi e a Direção do BB - Super e Gepes/Sesmt - com o intuito de levar informações institucionais sobre a Caixa de Assistência para os 100 mil associados da ativa de forma permanente. Foi um percurso difícil de realizar por estarmos num país continental, mas valeu a pena.

Neste percurso de trabalho, pudemos reafirmar nosso compromisso de transparência e defesa da participação social da Comunidade BB no dia a dia de nossa Caixa de Assistência. Estivemos com todos os Conselhos de Usuários num dos anos mais difíceis da história da Cassi, buscando unidade em defesa da nossa autogestão, dos direitos dos associados e de mais conhecimento sobre a riqueza que é a Cassi como autogestão de Atenção Primária, sobrevivendo em um meio onde impera o lucro baseado na doença e com graves reflexos para autogestões que visam saúde como o nosso caso.

Enfim, escrevo emocionado a matéria da 27ª agenda de parcerias pela saúde, pela Cassi, pelos associados, pela participação social, e inclusive pelo patrocinador BB, porque a Cassi estar bem significa segurança para os trabalhadores do Banco.

REUNIÃO CASSI, SUPER, GEPES E SINDICATO NO CEARÁ

Na reunião de parcerias pela promoção de saúde e prevenção de doenças para os bancários do Ceará, diversas estratégias foram desenhadas para o ano de 2017. Teremos um trabalho focado a partir dos resultados do Exame Periódico de Saúde (EPS) e do checkup dos gestores para buscar melhoria nos níveis de saúde da população da ativa.

Também haverá parcerias de trabalho para ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF), o autocuidado com atividades coletivas, mudanças de hábitos alimentares, promoção de atividades físicas para combate a índices de obesidade e sobrepeso, dentre outras estratégias de saúde.

A Cassi tem quase 20 mil assistidos no Estado e cerca de 13 mil estão na capital Fortaleza e temos uma excelente estrutura de acolhimento em nossa unidade Cassi CE. O Banco e as entidades representativas vão atuar em conjunto para dar maior divulgação aos associados sobre os tipos de atendimentos realizados na CliniCassi Fortaleza. Nossas 5 equipes de família já cuidam de 5.600 participantes.


Reunião de gestão com os funcionários da Cassi CE.

REUNIÃO DE GESTÃO COM FUNCIONÁRIOS E POSSE DA NOVA GERÊNCIA

Nossa agenda em Fortaleza contou também com o evento de posse da nova gerência da Unidade Cassi CE. Estivemos reunidos com as lideranças da comunidade para fortalecer os laços de trabalho conjunto entre a Cassi Ceará e as instituições locais e associados.

Realizamos uma excelente reunião com o conjunto dos funcionários da Cassi no Estado. Cada reunião é única e a troca de informações, o acolhimento de sugestões e os desabafos sobre os problemas do dia a dia nos dão um grande pertencimento a esta Caixa de Assistência. Nossos funcionários são um grande patrimônio dos associados da Cassi.


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi CE.

REUNIÃO COM O CONSELHO DE USUÁRIOS DA CASSI CE

O Conselho de Usuários da Cassi é um fórum de voluntariado sem igual em instituições de saúde de autogestão ou que visam lucro. É uma riqueza da comunidade Banco do Brasil.

Participamos por mais de 3 horas de reunião com as lideranças do Conselho de Usuários do Ceará. Abordamos diversos temas, principalmente o amanhã, ou seja, o ano de 2017 como definidor de nossa Cassi para os próximos anos.

Pedimos muito que todas as lideranças e entidades representativas não se afastem do dia a dia da governança da Cassi no próximo ano porque teremos consultoria externa paga pelo Banco em nossa autogestão e é necessário atenção para os resultados e debates internos que ocorrerão no próximo semestre.

Reforçamos a importância da unidade por parte dos eleitos tanto na Diretoria, como nos Conselhos Deliberativo e Fiscal. Sem empate do nosso lado, não teremos poder de negociação com a outra metade da gestão, o patrocinador BB, que tem sua metade coesa pela própria governança do Banco.


Reunião com a equipe do Sesmt do BB no Ceará.

REUNIÃO DA CASSI COM O SESMT CE

Ao visitarmos a sede da AABB Ceará, uma estrutura magnífica para os seus associados, nos reunimos com o pessoal do Sesmt porque a Gepes está instalada naquela localidade.

Foi uma ótima reunião de trabalho e saímos confiantes nas parcerias pela saúde em 2017 e próximos anos.


Plenária com os bancários do Ceará no Sindicato, no sábado 10.

PLENÁRIA NO SINDICATO COM OS BANCÁRIOS

Para fechar a agenda de três dias em defesa da Cassi e dos Associados estivemos na plenária realizada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará no sábado. O tema central foi a reestruturação do BB, mas pudemos apresentar nosso ponto de vista sobre a Cassi, dar informes sobre as etapas vencidas até o momento como o Memorando de Entendimentos, a consulta ao Corpo Social, e a assinatura do Convênio de Ressarcimento nesta semana que se encerra.

Quero agradecer a acolhida que tivemos por parte de tod@s e das instituições que visitamos. Estamos encerrando um ano difícil, mas um ano movido a compromisso com a entidade de saúde que gerimos, com os associados que representamos e com os funcionários da nossa Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

Post Scriptum:

Esta agenda de trabalho pela Cassi foi toda custeada por mim, o Diretor responsável pela gestão da saúde e pela estrutura própria de administração e atenção primária de nossa Cassi nos Estados. Para o indivíduo é um grande gasto, para a instituição seria um valor irrisório nas grandezas envolvidas das despesas administrativas e assistenciais. Eu não deixei de fazer o que entendo ser o nosso papel, muito por causa da forma como vemos o mundo, mas eu espero que nós da Direção não cometamos mais algo do gênero, porque o meu papel é estar nas unidades onde a Cassi realiza a sua missão no dia a dia.

Gastei cerca de R$ 1.800, equivalente a 2 diárias de hotel, passagem ida e volta, refeições e táxis.

2.12.16

Cassi acerta parcerias pela promoção da saúde no Mato Grosso


Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos fechando uma semana de trabalho com agenda intensa e positiva para o fortalecimento da Cassi e da representação dos associados na Diretoria, pois tivemos deliberações de temas de importância fundamental para a nossa Caixa no próximo ano e as Diretorias de Saúde e Rede de Atendimento e Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, áreas-fim da nossa autogestão em saúde, fizeram um trabalho unitário promissor para que o patrocinador Banco do Brasil e suas representações busquem sinergia e diálogo necessários à governança compartilhada.

Meu compromisso com as entidades representativas, Conselhos de Usuários e associados para o próximo período pós assinatura do Memorando de Entendimentos e início de vigência do período de contribuição extraordinária de 1% que se iniciará a partir de agora, inclusive com a contratação de consultoria por parte do patrocinador BB, será de prestar contas do que for acontecendo na gestão, sempre sob a ótica deste representante dos associados da Cassi.

Enfim, vamos falar da nossa agenda em Cuiabá sobre parcerias pela promoção da saúde e fortalecimento da participação social e do espírito de pertencimento à nossa Caixa de Assistência.



Reunião Cassi, Super, Gepes e Sindicato em Mato Grosso.

Reunião entre Cassi, Super, Gepes e Sindicato no Mato Grosso define parcerias pela saúde da comunidade assistida pela Caixa de Assistência

Na quinta-feira, 1º de dezembro, a Cassi se reuniu com as lideranças do Banco e do Sindicato para buscar parcerias no Estado com foco em ampliar o nível de conhecimento dos trabalhadores e participantes sobre a Cassi, o Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF), além de incluir o tema saúde na agenda de todos no ano de 2017.

Os canais de comunicação do Banco serão utilizados para falar de Atenção Primária, autocuidado, Saúde da Família, e demais possibilidades em benefício da promoção de saúde e prevenção de doenças. A participação dos colegas da ativa no Conselho de Usuários será estimulada e a Cassi vai ampliar o apoio às reuniões com informações técnicas que depois serão repassadas aos segmentos de associados.

É a busca de uma agenda de saúde independente das dificuldades cotidianas dos assistidos pela Cassi. No modelo de Atenção Primária, o simples fato de identificar e monitorar pessoas com doenças crônicas e riscos diversos de saúde e passar a acompanhá-las já pode salvar vidas.




VII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Mato Grosso

Na manhã de quinta 01 participamos da Conferência de Saúde com a apresentação da palestra sobre "Sustentabilidade da Cassi". Ficamos encantados com o envolvimento dos segmentos de associados no evento.

Procuramos compartilhar informações e conhecimentos a respeito do setor de saúde suplementar, fatores que influenciam no desequilíbrio entre as receitas e despesas dos planos de saúde no setor e focamos bastante no Plano de Associados de nossa autogestão Cassi.

Explicamos as dificuldades, desafios e oportunidades e pontos fortes que temos para os próximos 3 anos em relação a buscar a sustentabilidade em nossa operadora. A Cassi pode dar um salto de qualidade se ampliar a cobertura de seu Modelo de Atenção Integral à Saúde e ESF para o conjunto dos participantes.

Hoje temos 180 mil cadastrados na ESF, e estudos realizados pela Diretoria de Saúde têm nos mostrado resultados muito significativos sobre a importância de ampliar o investimento no modelo de Atenção Primária. Participantes assistidos e monitorados pela Cassi têm um comportamento de despesa assistencial melhor no uso da Rede Credenciada, por graus de complexidade, quando comparados com participantes que nunca foram cuidados na Estratégia Saúde da Família.

A Cassi foi definida para ter uma estrutura própria de Atenção Primária desde a Reforma Estatutária de 1996 e hoje contamos com 65 CliniCassi nas capitais e em certas regiões nos Estados. É imperativo que ampliemos em 2017, 2018 e 2019 a cobertura com mais equipes de família, médicos de pronto atendimento e ampliação das equipes PAD para atuar na desinternação hospitalar.

Também explicamos bastante sobre a nossa pedra angular: o modelo de custeio solidário intergeracional.

Por mais de 3 horas debatemos, tiramos dúvidas, ouvimos sugestões. Ao final, pedimos que os associados não se desliguem do tema Cassi nestes próximos 3 anos e estejam mobilizados para lutar pelo nosso modelo de saúde.

Agradecemos ao Sesc pela cessão do espaço e agradecemos a bela convocação que tod@s fizeram: a equipe Cassi, o Conselho, as entidades representativas e o Banco.


Diretor de Saúde com lideranças do Sindicato dos Bancários do MT.

Visita do Diretor de Saúde ao Sindicato dos Bancários

Aproveitamos a estada em Cuiabá para visitar a casa dos trabalhadores, o Sindicato. É fundamental a Cassi estar aberta e com parceria permanente com as entidades representativas da ativa e aposentados e Conselhos de Usuários, além do Banco do Brasil nos Estados, para que as lideranças tenham mais conhecimento de nossa autogestão e para que possam levar também as demandas dos associados em busca de soluções de saúde.

Aproveitamos para agradecer de coração o apoio que o Sindicato nos deu ao contribuir com passagens e hospedagem para estarmos com os bancários falando sobre a Cassi e sobre a saúde dos trabalhadores.


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi MT.

Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi MT

Nesta sexta-feira 02 participamos da reunião dos conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi Mato Grosso.

Foi um momento muito rico com troca de informações, impressões, de apresentação de ideias sobre os processos relativos à Cassi e demais entidades de nossa comunidade Banco do Brasil.

Pudemos reforçar nosso pedido para que as lideranças dos Conselhos de Usuários e das entidades representativas mantenham os associados informados e mobilizados para o ano de 2017 porque o período de consultoria contratada pelo patrocinador BB e definição dos rumos de nossa Caixa de Assistência só será exitoso se houver forte participação social. Os eleitos sozinhos não têm força para barrar qualquer tentativa de alteração que afete os direitos do Corpo Social na Cassi se não houver mobilização.


Equipe de funcionários da Cassi MT.

Reunião com os funcionários da Cassi Mato Grosso

Fechamos nossa agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, responsável também pelas 27 Unidades Administrativas e pelas atuais 65 unidades de atendimento de saúde (CliniCassi), realizando uma ótima reunião com nossa equipe de funcionários da Cassi.

Levamos informações de nossa autogestão para os trabalhadores e trocamos informações sobre o dia a dia de trabalho. Tiramos dúvidas e ouvimos sugestões.

Eu fecho a matéria agradecendo de coração pelos dois dias que tivemos de fortalecimento da Cassi, da participação social, do modelo assistencial de nossa autogestão e de parcerias pela saúde dos associados. Nos sentimos acolhidos, assim como é o modelo que perseguimos nas CliniCassi.

Agradecemos aos funcionários da Cassi, às lideranças das entidades representativas e lideranças do Banco do Brasil no Mato Grosso. Valeu muito a pena estarmos juntos com a comunidade nestes dois dias.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

Post Scriptum:

Estamos completando 26 Conferências de Saúde (2015 E 2016) sem disponibilização de recursos por parte da Cassi. Nunca concordei com esse tipo de economia porque o investimento neste tipo de participação social é insignificante para uma entidade (associação cujos donos são os próprios usuários do sistema) com orçamento de bilhões de reais. 

O efeito multiplicador de informações que levamos nas Conferências pode trazer economia para a Cassi de forma exponencial nas rubricas onde estão as maiores despesas administrativas como judicialização e multas da ANS e sem falar na despesa assistencial, que consome mais de 95% dos recursos das autogestões pagando prestadores da Rede Credenciada (dados da ANS 2015).

Enfim, agradeço às entidades que apoiaram o evento, pois assim o meu gasto próprio foi de apenas R$ 267,93. Esperamos que possamos realizar o nosso papel de participação nas 17 Conferências de 2017 sem esse problema de ter que pagar para trabalhar.