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4.8.21

Cassi 2021 - Questões abordadas com bancári@s (MG)



Apresentação:

Tive a oportunidade de conversar com as bancárias e bancários de Minas Gerais no encontro estadual realizado na semana passada, evento preparatório para o 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. Falamos a respeito de questões relativas à nossa Caixa de Assistência (Cassi).

Fiz um breve histórico de nossas conquistas com a criação da associação em 1944, hoje uma autogestão responsável pela saúde de quase 700 mil pessoas.

Após a síntese da apresentação, que contém opiniões minhas em relação à Cassi, deixei algumas questões e as respostas que dei a elas, afinal de contas num encontro com trabalhadores, a voz e a vez deles é o que mais importa.

Espero que as informações aqui possam incentivar os debates e estudos aos que lerem o resumo abaixo.

William Mendes
Ex-diretor de saúde da Cassi (2014/18)

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Apresentação feita para o Encontro estadual dos bancários e bancárias de Minas Gerais 2021

Cassi 2021 – Breve histórico da luta por direitos em saúde e ameaças existenciais para a autogestão

Temas relevantes para reflexões e debates no movimento d@s trabalhador@s, associad@s e entidades representativas


- A Caixa de Assistência é uma autogestão, é basicamente o Plano de Associados e a Cassi só tem sentido se o foco for a manutenção desse plano e ele só se mantém se for um sistema de custeio solidário, intergeracional e mutualista;

- Foi criada em 1944, muito antes do atual sistema público de saúde (SUS) e órgãos regulatórios como a própria ANS;

- Reforma Estatutária de 1996: alterações importantes foram feitas. Passou a ser autônoma e não mais dentro do RH do BB; definiu-se como objetivo do modelo assistencial a Atenção Integral à Saúde; o debate contou com a expertise de sanitaristas; o foco passou a ser a gestão da saúde da população assistida – cerca de 400 mil pessoas do Plano de Associados –; objetivos do modelo: prevenção de doenças e promoção de saúde, recuperação e reabilitação de pessoas adoecidas;

- Novo custeio na Reforma de 1996: o banco (4,5%) e os associados (3%) sobre a folha de ativos e aposentados; e criação de estrutura própria nas regiões do país para organizar o sistema de cuidados naquelas bases de assistidos - unidades administrativas e de atendimento em saúde (CliniCassi);

- O modelo assistencial seria a essência da mudança no uso dos recursos da Cassi (antes era ressarcir e pagar serviços de saúde do mercado). Os recursos da Caixa sempre foram baseados nos salários e benefícios dos associados. Lembrar que a inflação médica é de 10 a 20% ao ano no mercado (maior que reajustes anuais dos associados). OPINIÃO: Investir em usar mais o mercado de prestadores é um equívoco como tem feito a atual direção 2021. É retroceder no que era a Cassi antes da reforma de 1996;

- Atenção Primária em Saúde (APS): foram testados modelos entre 1996 e 2001 e a Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi a escolha definida para a Cassi: equipes de família em unidades de atendimentos CliniCassi + programas de saúde. O uso da rede de prestadores seria mais racional e não por incentivo de buscar prestadores à vontade, de acordo com supostas necessidades e desejos dos usuários do sistema (ideia geral do modelo, temos modelos centralizados e descentralizados);

- 1997: ocorre o lançamento do Cassi Família para parentes dos associados. O modelo de plano de saúde não poderia ter menos direitos do que o dos funcionários (imaginem dentro de uma família, direitos diferentes...). OPINIÃO: hoje a direção 2021 fala que os novos planos (tipo Cassi Essencial) com menos direitos e coberturas e menos redes de atendimento é uma "alegria" pois isso seria uma “inclusão”. Isso é no mínimo um exagero! O plano aberto atualmente, o Cassi Família (II), não tem franquia nem coparticipação, os outros terão;

- 1999: lançado o Cassi Família II, com coberturas e regramentos adaptados às regras da ANS para planos de saúde. Foi necessário fechar o CF I para a entrada de novos participantes e abrir esse novo;

- 2001: aprovação das regras do modelo assistencial no âmbito interno da Cassi;

- 2003: lançamento da Estratégia de Saúde da Família (ESF) com o objetivo de cobrir toda a população do Plano de Associados e pelo menos os crônicos do Cassi Família (as metas constam nos relatórios anuais seguintes). Já era para toda a população do Plano de Associados estar cadastrada na ESF há muitos muitos anos;

SALTO NA HISTÓRIA PARA 2014, PERÍODO DE NOSSA PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO

- 2014: a ESF tinha 155 mil cadastrados (de todos os planos) no meio do ano quando chegamos e a Cassi tinha 65 unidades de atendimento CliniCassi e a ESF não era o foco da direção do banco, que questionava a eficiência e a serventia do modelo e também a utilidade das CliniCassi. Tínhamos cerca de 150 equipes de família trabalhando nas unidades. Durante o mandato, ampliamos os cadastrados na ESF para 182 mil vidas (fora a rotatividade, ou seja, saldo de cadastrados a mais);

- 2014: Nos debates do orçamento para 2015, a parte patronal na direção da Cassi propôs diversas reduções de direitos em saúde dos associados da ativa e dos aposentados: propuseram aumentar para 4,5% a mensalidade (50% a mais), coparticipações maiores e franquia nas internações de 1.500 reais, reduções nos programas de saúde como o PAF etc. Eleitos rejeitam essas propostas: 2x2 e 4x4 na direção e CD (depois a patronal e a consultoria contratada por ela inventaram uma conversa que a gestão na Cassi era “impossível” porque não se decidia nada, ou seja, ao usar as regras de decisão e rejeitar o que a patronal queria fazer era "não decisão");

- 2015 a 2018: a patronal força o contingenciamento orçamentário e por anos não faz proposta viável e justa aos associados de reequilíbrio do Plano de Associados. Isso leva a Cassi e o Plano de Associados a uma situação mais agravada nos balanços contábeis e no caixa da autogestão (em 2016 houve um acordo provisório acordado entre as partes, um memorando de entendimento);

- 2015: a diretoria de saúde desenvolve com os profissionais da Cassi métodos científicos de aferição de eficiência do modelo assistencial ESF/CliniCassi. Os resultados são impressionantes: durante o mandato, em dezenas de apresentações públicas e internas, provamos o quanto a ESF economizava os recursos da autogestão e beneficiava a saúde dos cadastrados e vinculados ao modelo assistencial. Cadastrados e vinculados tinham de 10 a 30% menos despesas em relação aos não cadastrados ao modelo ESF, fora outros índices melhores;

- 2017 e 2018: o governo Temer (após o golpe de 2016) organiza ataques aos planos de saúde e direitos dos empregados de estatais. Reuniões secretas ocorrem na CGPAR. (as resoluções que fariam na CGPAR-23 seriam muito semelhantes às resoluções da CEE de 1996, da era FHC);

- 2018: os grandes questionamentos em relação à Cassi foram superados junto aos intervenientes do sistema: eficiência da ESF; baixo custo das CliniCassi e custo-benefício delas; o PAF havia completado o seu modelo de cobertura medicamentosa dos crônicos com entrega domiciliar: mais de 50 mil associados receberiam em casa em todas as localidades do país suas receitas médicas. E a direção do banco passou a valorizar e “aceitar” a importância da participação social no dia a dia da Cassi: conselhos de usuários, sindicatos e associações diversas;

- 2019: a Reforma Estatutária traz novos recursos para o orçamento da Cassi a partir de dezembro daquele ano;

- 2020: veio a pandemia de Covid-19 a partir de março (no Brasil); um dos efeitos da pandemia naquele ano foi a redução de consultas, exames e procedimentos eletivos. A Cassi também acumulou recursos novos oriundos da Reforma 2019 e cobrando mais dos associados em coparticipações. No entanto, A ESF NÃO AVANÇOU NADA. O PAF teve reduções drásticas, quase o desfazimento do programa em relação ao que era antes para a manutenção da condição de saúde dos crônicos: são milhares de crônicos que não conseguem acessar o direito ou desistiram dele;

- 2020: veio o projeto de TERCEIRIZAÇÃO TOTAL do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com unidades de atendimento CliniCassi e equipes de saúde próprias. Base da terceirização: o piloto "Bem Cassi”, em Curitiba;

- 2020: a ferramenta de telemedicina para atender demandas de Covid-19 foi uma opção interessante para o contexto da pandemia. Depois viria a surpresa: a ferramenta seria usada para se somar à terceirização total e desfazer a estrutura de saúde do modelo de Atenção Integral APS/ESF/CliniCassi;

- 2021: a direção atual anuncia o lançamento de diversos planos de mercado para supostos “milhões” de familiares dos associados (público-alvo, segundo defensores dos planos). Reduções drásticas dos assistidos do Plano de Associados (382 mil até maio). OPINIÃO: os concorrentes do mercado de planos de saúde são infinitamente maiores e com mais poder de conquistar clientes nas áreas onde estão estabelecidos e eles têm estrutura própria em toda a cadeia de atendimento, diferente da Cassi (eles controlam os custos). Será muito difícil o sucesso dos planos de mercado da Cassi.


Enfim, esses tópicos apresentados foram apenas para situar o público para as reflexões e debates sobre a Cassi. São pontos de referência que escolhi para rememorar lutas dos associad@s, bancári@s e entidades sindicais em relação aos direitos em saúde na comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Algumas perguntas e colocações feitas pelos participantes do encontro:

PERTENCIMENTO

É um tema central. Os associad@s são donos da Caixa de Assistência, além de usuários do sistema de saúde. É fundamental que as pessoas saibam o que é a autogestão Cassi para lutarem por ela e para utilizarem o sistema de forma consciente e solidária.

JUDICIALIZAÇÃO E RECLAMAÇÕES NA ANS

São questões muito importantes. Sabemos que existe uma indústria de judicialização na área da saúde, por diversos motivos, e a Cassi também sofre com essa questão (não entro no mérito de qual lado tem razão, cada caso é um caso). Quanto mais os associad@s compreenderem o papel da Caixa e como ela funciona, mais chances temos de evitar reclamações e judicialização. 

Já em relação aos planos de mercado da Cassi, é muito mais difícil evitar isso porque a relação entre os usuários e o sistema Cassi é outra, é praticamente comercial (sem pertencimento). Quando estive na Cassi, me debrucei sobre isso por quatro anos e vi que a judicialização nos planos de mercado é bem maior. O risco com esse monte de planos que pretendem lançar com menos direitos é evidente, na minha opinião.

CASSI FAMÍLIA PODERIA SER MAIS BARATO (CF I e CF II)?

Na minha opinião, seria possível fortalecer o modelo assistencial ESF e as CliniCassi vinculando a adesão ao modelo a descontos por ter a ESF como porta de entrada. REDUZIRÍAMOS o valor das mensalidades sem criar um monte de planos com menos direitos. Como os cadastrados vinculados à ESF têm despesas menores no uso da rede credenciada como os estudos demonstraram, todos ganhariam e o modelo APS/ESF/CliniCassi seria fortalecido. Observação: já poderíamos ter mais procedimentos nas CliniCassi, mais equipes de família e CliniCassi de especialidades como tínhamos proposto na gestão. E sem TERCEIRIZAR!

MIGRAÇÃO ENTRE OS PLANOS DENTRO DA CASSI

O grande risco é de associad@s migrarem para os planos de mercado por algum motivo, até por falta de orientação adequada, achando que em algum momento poderia ser mais vantajoso. Qualquer pessoa que tenha direito ao Plano de Associados não deveria jamais optar pelos outros planos de mercado. Cada pessoa que não exercer seu direito de aderir ao Plano de Associados estará abrindo mão da contribuição da parte patronal no custeio além dos benefícios e direitos maiores do Plano. E com o passar do tempo as pessoas acabam ficando sem plano, porque o valor das mensalidades nos modelos por tabela de idade expulsa os usuários quando mais precisam do plano.

(é uma síntese das questões. Foram abordados muitos temas interessantes, mas ficaria enorme a postagem para comentar todos eles)

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29.7.21

Estudando a Cassi para conversar com os trabalhadores e associados



(atualizado até às 16h58 de 30/7/21)

Introdução

No que eu estou pensando? Em tanta coisa. Sobre a Covid e sobre a hipocrisia dos políticos. Sobre Bolsonaro e Hitler e sobre apoiadores de animais como esses. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre incêndios que ardem consumindo tudo no brazil. Cheguei a pegar o Fahrenheit 451 pra reler. O fogo consome tudo no brazil... Se Bolsonaro e hitler tivessem 1 apoiador, 1 um hum, já seria um problema do mundo...

No que eu estou pensando? No meu compromisso com a companheira dirigente sindical que me convidou para falar um pouco sobre a Cassi. Então, vou ler algumas horas sobre a Cassi, praticamente no meu blog porque para falar de alguns temas da Cassi acumulei ali bastantes informações. Sobre CGPAR 23, sobre os planos de mercado que a direção atual acha que vão melhorar a "empresa", sobre algumas questões mais que eu achar que valha a pena comentar sobre a autogestão neste momento. Vou reler também algumas matérias sindicais que li nestes dias.

No que estou pensando? Nem dá pra falar. Mas acho que as coisas vão piorar muito para o povo brasileiro, os pobres que sabem que são pobres, os remediados que acham que não são pobres, os alienados que acham que não são alienados, os isentões que mentem que são isentões. A coisa vai piorar muito. A história está acontecendo agora, pessoas vão morrer, como sempre. Mas em algumas épocas as pessoas morriam fazendo parte de uma luta coletiva, de um objetivo conjunto, então havia pertencimento, éramos parte de uma causa. Hoje vamos morrer individualmente, sem pertencer a um projeto de mundo. Triste isso.

Vamos ler sobre a Cassi. Sobre isso eu sei alguma coisinha. Apesar que às vezes saber sobre isso traz muitos problemas pros sabedores. Vamos ler... tenho uma gratidão grande por tod@s que nos apoiaram durante nossas lutas de representação dos trabalhadores.

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Matéria de 26/7/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Uma prioridade que perseguimos e conseguimos avanços importantes foi em relação a estudar a nossa autogestão e ampliar a cobertura de seu modelo assistencial de Atenção Integral, baseado em Atenção Primária em Saúde (APS) e Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo que funciona a partir de unidades de atendimento CliniCassi. Mesmo com o cenário mais adverso da história recente da Cassi, conseguimos ampliar a cobertura de 155 mil para 182 mil vidas e hoje estamos no limite da capacidade instalada. E nossos estudos mostram que as pessoas cuidadas pela ESF têm uso melhor dos recursos da Cassi quando utilizam a rede prestadora de serviços de saúde, o maior problema de gastos dos planos de saúde na atualidade. A economia per capita do grupo vinculado à ESF no comparativo entre cuidados e não cuidados chega a 30%."

CASSI 2021, CADÊ A ESF? O MERCADO COMEU!

Já pensou se a direção atual quisesse ampliar a ESF na Cassi? Sem recursos, ampliamos a Estratégia de Saúde da Família como nunca e muitas vidas foram salvas e a Cassi economizou muito com a inclusão de dezenas de milhares de cadastrados na ESF quando focamos essa meta na gestão do modelo assistencial (2014-2018). 

Repito: ESF cresceu sem recursos novos! Passamos 4 anos sem recursos na área de saúde para ampliar a ESF e as unidades CliniCassi. Com o orçamento novo e atual da Cassi 2021 daria pra ter ampliado a ESF em pelo menos umas 50 mil pessoas cadastradas, caso o modelo assistencial fosse o foco. 

A realidade é que só se ouve falar de vendas de planos de mercado para familiares, planos com menos direitos e mais caros ao se usar o plano - tem franquia e coparticipações. A essência da autogestão de trabalhadores Cassi - Plano de Associados e a ESF/CliniCassi - não é mais o foco da direção. A ESF deve ser quase um palavrão dentro da "empresa". 

As palavras de ordem são "Cassi Essencial", "Bem Cassi", "telemedicina", "novos produtos", "rentabilizar", "reduzir custos". Ou seja, o foco é desfazimento e terceirização. ESF, que isso? Estratégia de Saúde da Família? Faz uma ligação pra telemedicina e seja feliz. Parece aqueles comprimidos de soma do Admirável Mundo Novo, do Huxley. Tome uma telemedicina e seja feliz!

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Matéria de 09/8/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Seguem abaixo informações e posições de representantes dos trabalhadores eleitos para os conselhos de administração do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ao tomarem conhecimento de reuniões em áreas do governo federal que avaliaram medidas que podem prejudicar os planos de saúde de empresas públicas federais e estatais e os direitos de seus trabalhadores associados."

CGPAR FOI ESTRATÉGIA DO GOVERNO GOLPISTA PARA ATACAR CASSI, SAÚDE CAIXA E DEMAIS AUTOGESTÕES

Nesta matéria no blog, lemos as manifestações de Fabiano Felix e Rita Serrano, na época, representantes eleitos pelos trabalhadores nos conselhos de administração do BB e da Caixa Federal.

As lideranças dos trabalhadores traziam informações de que o governo Temer havia mandado gente da direção dos bancos públicos para as reuniões que criaram a resolução de ataques aos planos de autogestão, resoluções CGPAR. 

Tudo ficaria mais claro depois: como o governo não havia conseguido retirar direitos, onerar mais os trabalhadores e baratear o investimento na saúde de seus empregados, porque os eleitos nas autogestões não facilitavam a vida dos patrões, a nova tática foi criar resoluções ilegais e abusivas para atacar as autogestões como a Cassi e a Saúde Caixa.

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Matéria de 18/9/17 (para ler a postagem, clique aqui)

"William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e de Rede de Atendimento da Cassi, fazendo uma alusão ao livro "Guerra dos Mundos", falou que estamos vivendo em uma guerra, pois o cenário é muito parecido com o da publicação. “Temos toda a condição de fazer o enfrentamento e reverter essa situação”, disse William. Para o gestor, é preciso organizar comitês locais, estimular a criação de conselhos de saúde em todas as instituições em risco e organizar um encontro nacional de saúde e previdência, para envolver a classe trabalhadora das estatais."

O GOLPE DE 2016 INICIAVA UMA "GUERRA DOS MUNDOS"

As resoluções CGPAR, tramadas na surdina para prejudicar os trabalhadores e suas autogestões em saúde, eram táticas para forçar os empregados a cederem às chantagens do governo em reduzir direitos e investimentos em saúde. O momento era desfavorável para nós porque vínhamos sofrendo ataques em todas as áreas do mundo do trabalho. Tínhamos muitas dúvidas entre nós de quais eram as melhores estratégias para enfrentar o inimigo naquela "guerra dos mundos" entre os golpistas da ultradireita e nós classe trabalhadora.

E quem estava lá junto conosco? Nossa guerreira e companheira da Caixa Federal, Erika Kokay (PT/DF). Quatro anos depois, nossa deputada conseguiu aprovar dias atrás na Câmara o PDC 956, que susta os efeitos da CGPAR-23. Agora falta a aprovação no Senado (ler notícia aqui).

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Matéria de 20/12/17 (leia a postagem aqui)

"Dados já divulgados nos boletins - Nos vinculados à ESF é menor a demanda em pronto-socorro em 25%. As despesas assistenciais do grupo vinculado, na comparação por grau de complexidade, chegam a ser 30% menores. As internações hospitalares são bem menores no segmento de vinculados à ESF. Os vinculados à APS/ESF dentro da curva A (maiores despesas da operadora) têm custo 14% menor que os não cadastrados.

As pessoas nas faixas etárias acima de 59 anos são mais cuidadas na Cassi que em outras operadoras e isso faz com que o crescimento da despesa assistencial (32%) deste segmento entre 2012/2016 tenha variado menos que a inflação do período (40%)."

ATAQUES ÀS AUTOGESTÕES (VIA CGPAR) TIVERAM APOIO DA MÍDIA COMERCIAL (CLARO!)

Postagem que fiz em dezembro de 2017 falava sobre matérias vinculadas à mídia golpista dando voz aos pilantras que criaram a CGPAR atacando a eficiência das autogestões como Cassi, Saúde Caixa e demais entidades de saúde de estatais. Isso antes da publicação das resoluções...

ESF DA CASSI PROVAVA EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL EM RELAÇÃO AO MODELO DO MERCADO PRIVADO

Como se pode ver na citação acima, a Estratégia de Saúde da Família, que qualificamos durante nosso mandato, deu um salto de qualidade ao comprovar que nossos pacientes vinculados tinham melhores resultados em saúde, independente da faixa etária, e tinham despesas assistenciais muito menores que faixas etárias e graus de complexidade não cuidados pela ESF.

Ao se abandonar o modelo ESF/CliniCassi terceirizando tudo para o mercado privado, a direção atual corre o risco de ser a responsável pela destruição do modelo de saúde mais eficiente que se tem notícia no mercado privado de saúde brasileiro. 

Como as condições atuais são amplamente favoráveis aos empresários e empresas que lucram com a doença e são condições quase impossíveis para se criarem novas autogestões e planos como o Plano de Associados - custeio coletivo, intergeracional e solidário -, se destruírem nosso modelo e Plano, nunca mais teremos esse acesso qualificado à saúde por toda a vida.

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Matéria de 26/1/18 (ler postagem aqui)

"São quatro as modalidades de planos tratados nas resoluções: autogestão por operadora própria, os geridos pela área de recursos humanos, os que optam por uma operadora de mercado e os que trabalham com o ressarcimento das despesas. Na modalidade autogestão, por exemplo, a resolução estabelece que as empresas deverão fechar seus planos para adesão de empregados admitidos após a entrada em vigor das novas regras; somente estarão autorizadas a oferecer aos novos empregados benefício de assistência à saúde na modalidade de reembolso e os editais de processos seletivos para admissões de empregados das estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde."

"Não temos tempo sequer de comentar ataques pessoais, imorais e vis que estamos sofrendo por defender de forma aguerrida os direitos dos trabalhadores que representamos nos últimos 4 anos. O tempo é de chamar tod@s à luta para nos rebelarmos contra essas porcarias (leis? legislação?) que estão saindo na canetada em executivos ou por uns quatrocentos lesas-pátrias que ainda estão no legislativo nacional. Teremos que enfrentar também algumas pessoas que tomaram os órgãos do judiciário para si (e que espero que sejam a minoria, porque o povo precisa de justiça e segurança, inclusive jurídica)."

TEMER PUBLICA RESOLUÇÕES DA CGPAR, FERRA AUTOGESTÕES E TRABALHADORES DE ESTATAIS E NA CASSI MOVIMENTO SE DIVIDIU EM 3 PARA FACILITAR A VITÓRIA DA DIREITA

Reler a história recente da comunidade BB e bancária é algo doloroso, mas faz parte da história de lutas da classe trabalhadora.

Na postagem de 26/1/18 no blog, vejo a matéria da Contraf-CUT sobre as resoluções CGPAR, feitas para pressionar bancos, direções e autogestões a reduzirem direitos dos trabalhadores e praticamente inviabilizarem os planos de saúde de milhões de empregados da ativa e aposentados das estatais federais. Quando o tempo é de regime totalitário, não adianta torcer para o ditador disfarçado de presidente não agir contra o povo. O sujeito no poder por golpe da elite vai agir contra o povo. Vejam o sujeito no poder desde 2018 por interferências da Lava Jato, dos milhões de fake news, da mídia empresarial e do próprio judiciário. Como vamos sair dessa agora?

Internamente, entre pessoas próximas, eu dizia meses antes das eleições na Cassi que nossos projetos de avanços nos direitos em saúde na Cassi e no modelo assistencial ESF/CliniCassi e solidariedade estavam sob risco mesmo sendo consensuais porque a esquerda no movimento iria se dividir (e fez isso lançando 3 chapas que defendiam o mesmo projeto solidário na Cassi) e eu vinha sendo martirizado e assediado por um processo interno na autogestão - um evidente lawfare com acusações anônimas mentirosas - para que aquelas mentiras fossem usadas nas eleições e para que eu não tivesse tempo de me dedicar à defesa dos direitos dos associados na Cassi. Deu no que deu! Vitória da direita e parabéns para a patronal que passou a dar as cartas na autogestão, não enfrentando mais empates nas votações na gestão.

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Matéria de 29/1/18 (ler postagem aqui)

"Não compartilho da leitura de algumas pessoas que respiram aliviadas sobre eventual "direito adquirido", termo que é utilizado nas resoluções para tentar dividir o conjunto dos participantes dos planos vítimas das medidas, que atacam e golpeiam de morte autogestões de saúde de trabalhadores.

Não adianta ter "direito adquirido" de algo que pode se inviabilizar e acabar. O governo fechou o Plano de Associados da Cassi em uma canetada. De novo é preciso lembrar para as pessoas o que é solidariedade na Cassi, a base do Plano de Associados. Se eu pensar só em mim hoje e não nos colegas que chegam amanhã, não terá plano para ninguém."

CGPAR - SETORES DO MOVIMENTO ACHAVAM QUE NÃO PERDERÍAMOS NADA POR ACREDITAREM EM "DIREITO ADQUIRIDO" EM RELAÇÃO À AUTOGESTÃO CASSI E AO PLANO DE ASSOCIADOS

Quando enfrentamos ataques violentos aos nossos direitos é comum termos diversas opiniões sobre conceitos e diagnósticos, sobre estratégias e táticas de enfrentamento aos problemas. A publicação das resoluções CGPAR foi um caso desses.

Desde o início, achei preocupante a ideia de "direito adquirido" em relação à inviabilização das autogestões e dos planos de saúde que as resoluções visavam. Se a Cassi e ou o Plano de Associados se inviabilizassem ou acabassem, não adiantaria brigar décadas na justiça porque as pessoas precisam do acesso à saúde no dia que a demanda de saúde acontece e não no dia que sair uma solução na justiça. Nós tivemos que enfrentar essa questão por meses a fio nas discussões das estratégias do que fazer.

O fato é que a Cassi vinha sendo estrangulada pela parte patronal que não apresentou proposta viável por mais de dois anos de negociações, os recursos foram acabando porque o Plano de Associados estava deficitário por questões como custeio e custos de serviços no mercado privado e órgãos da burocracia governamental tinham lado, o lado patronal. 

Entre 2018 e 2019 foram ficando mais difíceis a manutenção de direitos na Cassi e os trabalhadores sofreram muito para manter a autogestão que foi ameaçada de todas as formas, sofreu intervenção da agência reguladora, fechou entradas no Plano de Associados e sofreu ameaça de fechamento e ou "venda de carteira" para o mercado. Foi difícil, e todos saíram perdendo no movimento dos trabalhadores, menos a patronal.

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COMENTÁRIO FINAL DESSA RETROSPECTIVA CASSI

Finalizo essa parte dos estudos sobre a CGPAR e o contexto em que as coisas aconteceram na Caixa de Assistência entre 2017 e 2018.

O governo Temer foi tão sacana que lançou um concurso público no BB no dia 8 de março de 2018 para preencher só 30 vagas e sem direito ao Plano de Associados da Cassi só para efetivar as resoluções CGPAR que eram amplamente questionáveis pela quantidade de abusos e ilegalidades.

Neste momento, julho de 2021, vivemos grandes ameaças em relação ao futuro de nosso Plano de Associados/Caixa de Assistência. O nosso plano que chegou a ter 418.335 assistidos chegou a 382.723 vidas nos primeiros meses de 2021.

A Cassi passou por uma reforma estatutária em novembro de 2019, as mudanças ocorridas foram fruto daquela correlação de forças e do contexto que expus acima. 

Houve contestação do resultado da reforma na justiça, o Brasil teve aquelas eleições esquisitas de 2018 e Bolsonaro virou presidente e veio no ano de 2020 a pandemia mundial de coronavírus.

A direção da Cassi aposta numa terceirização total da nossa autogestão, no lançamento de diversos planos de saúde para familiares e acha que vai concorrer com o mercado privado das grandes operadoras. 

Apostar em planos de saúde e terceirização não é algo viável, na minha opinião, é um engano perigoso porque vai interferir na sobrevivência da essência da autogestão: o Plano de Associados e sua estrutura própria de APS/ESF/CliniCassi e equipes de família e programas de saúde.

Enfim, entendo que a luta pelos direitos em saúde da comunidade BB deve seguir porque é o que se deve fazer.

William


23.4.18

Cassi - Agenda e opinião do Diretor de Saúde (DF, MG, SP)




Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros.

Estamos em Salvador (BA) para iniciar mais três agendas de apresentação do Relatório Anual da Cassi 2017, que está disponível para os associados no site de nossa Caixa de Assistência. O relatório irá a consulta do corpo social a partir do dia 30 de abril. 

A Diretoria Executiva está visitando os associados em algumas capitais para esclarecer a comunidade sobre os resultados da operadora de autogestão e as ações que estão em andamento para a sustentabilidade e melhoria no atendimento aos usuários. Após Salvador, iremos a Curitiba e Rio de Janeiro. Na semana que passou estivemos em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.

Eu sou o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Junto com meus colegas de chapa, fomos eleitos em 2014 e estamos terminando o mandato em maio deste ano. Estas são minhas últimas agendas como diretor eleito. É sabido por quem acompanhou o nosso trabalho, lideranças das entidades sindicais e associativas e Conselhos de Usuários, que fizemos um mandato muito transparente e muito próximo às bases sociais.

A estratégia política de fortalecer a participação social, de estar nas bases sociais de todo o país e não só dos grandes centros, de fazer jornadas triplas de trabalho para conseguir estudar a Cassi e o setor, sua história, seus meandros, desafios e pontos fortes, e ao mesmo tempo fazer base e prestar contas foi muito difícil para o ser humano William, porque fiz 4 anos de trabalho ininterrupto, de segunda a domingo. 

Mas valeu a pena do ponto de vista de ter ajudado a criar uma mobilização nacional com unidade em defesa dos associados e da Cassi, ter criado mais pertencimento entre as lideranças, entidades e a Cassi, e criado uma mesa nacional que gerou o Memorando de Entendimentos e as negociações permanentes até dezembro de 2019.

Em todas as apresentações, tenho destacado pontos positivos da Cassi em sua busca por sustentabilidade, lutando por manter os direitos dos associados, pois os principais problemas que a autogestão enfrenta há muitos anos são oriundos do próprio setor de saúde suplementar e do mercado empresarial de venda de "serviços" de saúde, que rentabiliza seus investimentos e obtém lucro a partir dos usuários de planos de saúde.

Cassi DF - Nossa participação na apresentação do Distrito Federal marcou nossa 22ª agenda como Diretor de Saúde no mandato. Nós destacamos que durante nosso período à frente da Diretoria de Saúde e pelo esforço e dedicação da equipe de profissionais da Cassi DF a Estratégia Saúde da Família cresceu o número de cadastrados em 52%, chegando a 14,5 mil participantes. Estamos inaugurando mais uma CliniCassi no Edifício Banco do Brasil, o que será uma experiência interessante para a Cassi, o BB e a comunidade assistida.

Cassi MG - Na apresentação para os mineiros, em Belo Horizonte, destaquei que a Estratégia Saúde da Família (ESF) chegou a 11,6 mil participantes cadastrados. Falamos da importância dos programas de saúde da Cassi, que são essenciais para o modelo de Atenção Primária (APS), de prevenção e promoção, além do acompanhamento dos participantes crônicos. Temos projetos de ampliação do modelo assistencial e MG pode receber o piloto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), uma CliniCassi com especialidades para ampliar os níveis de atenção à saúde com estrutura própria. Foi minha 8ª agenda na Unidade Cassi mineira.

Cassi SP - Na apresentação para os paulistas, minha terra natal e base onde me formei politicamente, além de destacar alguns números da Unidade Cassi no Estado e suas 14 CliniCassi, o crescimento de 12,5% da ESF durante os últimos 4 anos, chegando a 31,3 mil cadastrados, falei também sobre os riscos que estão em evidência para o futuro da Cassi e dos associados caso as escolhas não sejam pela manutenção da solidariedade no sistema, caso se aumente os custos para os associados e seus dependentes, caso se reduza direitos dos associados como os programas de saúde. Foi minha 36ª e última agenda no Estado como Diretor de Saúde.

É isso! Na próxima matéria, quando abordar as outras três apresentações (BA, PR, RJ), farei um apanhado geral de minhas opiniões a alertas sobre as possibilidades de futuro para a nossa querida Caixa de Assistência.

Um abraço a tod@s!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-2018)

5.3.18

Propostas da Chapa 1 - Em Defesa da Cassi (em SP, MS, MG)


Vamos para mais um Estado conversar com os associados da Cassi.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Estamos finalizando mais um dia de debates com os bancários e apresentação de nossas propostas para a Caixa de Assistência e também estamos compartilhando nossa leitura dos desafios que os trabalhadores do Banco do Brasil, associados à nossa autogestão, terão pela frente.

Nesta segunda, 5 de março, estivemos em Belo Horizonte (MG) e desde já agradeço muito o apoio de nossas lideranças do Sindicato dos Bancários por nos acompanhar na visita aos locais de trabalho. Foram treze reuniões ao longo do dia e agradeço a recepção que tivemos por parte dos bancários.

Não estou conseguindo fazer postagens como gostaria porque estamos dormindo muito pouco para poder estar em vários Estados e conversar com nossos associados. Na semana passada, estive na sexta-feira 2 em Campo Grande (MS) e nosso dia de debates com os bancários foi muito legal. Fiz um vídeo curto sobre a agenda de campanha lá (ver AQUI).

Por falar em vídeos, aos interessados em acompanhar os nosso vídeos curtos sobre a Cassi, os direitos dos associados e demais questões afetas à saúde dos trabalhadores, é só se cadastrar para nos seguir no canal do youtube.

Na quinta e quarta, dias 1º de março e 28 de fevereiro, estivemos em São Paulo conversando com os bancários nos prédios do Banco do Brasil. A capital paulista é minha base de origem e agradeço o apoio do Sindicado e das lideranças e a recepção que tivemos nos locais. Revi colegas e amigos de muitas agendas de lutas.

A CASSI DEVE SER SOLIDÁRIA E PARA TODOS OS BANCÁRIOS DO BB, DA ATIVA, APOSENTADOS E FUTUROS BANCÁRIOS

Uma de nossas propostas e princípios é a manutenção da solidariedade no Plano de Associados da Cassi, sem nenhuma imposição do governo de plantão como as medidas das resoluções da CGPAR e não somos favoráveis a nenhuma proposta do Banco do Brasil e da consultoria paga por ele que quebre a solidariedade.

Os déficits no plano de saúde dos trabalhadores do BB têm duas origens principais: 

- no eixo das receitas porque o Banco alterou a remuneração dos bancários congelando salários vários anos após 1996 e retirou o anuênio e reduziu o PCS, que garantia uma receita adequada no sistema mutualista de custeio. 

- a outra origem dos déficits é a compra de serviços de saúde na rede prestadora e a melhor forma de lidar com isso é ampliando o modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) porque os participantes têm melhor condição de saúde e o uso dos recursos é mais racional ao se usar a rede com orientação da Cassi, e não se perde nenhum direito histórico dos associados.

Defendemos fortalecer e ampliar a ESF e as CliniCassi, os programas e políticas de saúde e já mostramos que isso é possível e bom para todos no sistema Cassi.

Em relação ao custeio e readequação do orçamento da Cassi, das receitas operacionais, qualquer recurso novo tem que ter a parte do patrocinador Banco do Brasil como prevê o Estatuto Social assinado pelo Banco com os trabalhadores: 60% para o Banco e 40% para os associados. 

Não concordamos com nenhum subterfúgio que só onere associados e alivie o custeio do patrão como cobrar por dependente, por idade, por uso, por perfil epidemiológico, impor franquia nas internações, aumentar coparticipações, reduzir ou extinguir programas de saúde etc.

Vamos juntos organizar uma grande mobilização da comunidade Banco do Brasil EM DEFESA DA CASSI.

Pedimos o voto e o apoio de cada associado da ativa e aposentado para os desafios que teremos em nossa querida Cassi.

Abraços,

William

15.2.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (X)



Região Sudeste - Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência atuou na região de forma parceira, buscando fortalecer a participação social, a Estratégia Saúde da Família (ESF), que cresceu 11,2% em cobertura, e levou informações constantes sobre o sistema de saúde Cassi aos trabalhadores e suas entidades representativas


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Conforme nos comprometemos, apresento o balanço de nossa atuação na gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da Cassi na região Sudeste do país. Deu um trabalho imenso fazer essa compilação de nossa agenda nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo durante os anos de 2014 a 2017.

Iniciamos no final de dezembro uma série de textos de prestação de contas do mandato na Cassi e já abordamos a gestão da área que somos responsáveis nas regiões Norte (ver AQUI), Sul (AQUI), Centro Oeste (AQUI), Nordeste (AQUI) e agora apresentamos o Sudeste.

A nossa querida Caixa de Assistência está inserida em uma grave crise sistêmica do setor de saúde e é uma autogestão diferente de todas as outras que existem no país, principalmente quando a referência é o seu modelo de governança. Temos gestão paritária entre patrão e trabalhador. É graças a essa conquista histórica dos associados que começamos a viver o processo eleitoral na entidade com campanha das 4 chapas inscritas a partir de hoje, dia 15 de fevereiro. 

Antes de tratar do processo de participação social em nossa Caixa de Assistência aqui no blog, quero concluir os textos de balanço. Com a publicação deste hoje, vai faltar um ou dois textos.


Crise do período não impediu o crescimento da ESF na região Sudeste, que ampliou em mais de 6 mil os cadastrados e acompanhados pelas CliniCassi

A região Sudeste é gigante em todos os sentidos quando olhamos para os dados da Caixa de Assistência. Temos quase meio milhão de usuários do sistema Cassi, considerando os convênios de reciprocidade (Relatório Anual 2016). Em termos de participantes dos planos Cassi Família e Associados são 259 mil assistidos, segundo dados do Visão Cassi.

Temos 26 unidades de atendimento em saúde, as CliniCassi, nos 4 Estados. Quem acompanhou o nosso mandato sabe que fiz um esforço tremendo para conciliar o dia a dia na sede da Direção em Brasília com uma atuação constante nas unidades Cassi, pois a Diretoria de Saúde é a responsável pela gestão da estrutura própria de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF). 

Consegui conhecer 14 CliniCassi das 26 da região. Participei de 8 Conferências de Saúde e de 13 reuniões com os Conselhos de Usuários do Sudeste. Ao longo de quase 4 anos, foram 57 agendas de prestação de contas, de gestão nas unidades e de fortalecimento da participação social em nossa Caixa de Assistência.

Saímos de 53.696 cadastrados na ESF em maio de 2014 para 59.708 em dezembro de 2017, mesmo sem ampliar profissionais de saúde, estrutura e com orçamento contingenciado. O feito em cadastrar 6 mil participantes a mais é de todos os funcionários da Cassi, equipes abnegadas em cuidar de nossos participantes com promoção, prevenção, reabilitação e recuperação, monitorando doentes crônicos e fazendo educação em saúde com mudança de hábitos de vida. Todo o sistema ganha quando ampliamos a cobertura da Atenção Primária.

Enfim, segue abaixo uma síntese de nossas agendas permanentes nas unidades Cassi ao longo de nosso trabalho como representante dos colegas associados. Toda a pesquisa foi feita neste blog, pois prestei contas e dei informações ao longo de nosso mandato. Era um compromisso nosso estar presente nas bases informando, ouvindo, mobilizando e fortalecendo a participação social em nossa Cassi.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

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Cassi ES - 3 agendas de gestão

2015 - Estivemos em junho em Vitória para participar da VIII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Espírito Santo. Na oportunidade pudemos visitar o Sindicato dos Bancários e nos reunimos com as lideranças. Fizemos reunião de gestão com os funcionários da Unidade Cassi e CliniCassi Vitória.

2016 - No final de julho, cumprimos agenda do Planejamento Estratégico da Diretoria de Saúde, que havia definido para aquele ano visitar todos os Estados e DF em busca de parcerias em prol da saúde dos trabalhadores da ativa, fortalecendo o convênio PCMSO entre a Cassi e o BB, e as visitas também levaram mais conhecimento sobre a Cassi aos gestores do Banco. Nos reunimos com Super, Gepes, Sesmt e Sindicato. Participamos de reunião do Conselho de Usuários. Também apresentamos a nova gerência para a comunidade e fizemos reunião de gestão com funcionários da Unidade.

2017 - Participamos em junho da IX Conferência de Saúde. Na agenda pudemos realizar reunião com os funcionários da Unidade Cassi e CliniCassi.


Cassi MG - 7 agendas de gestão

2014 - Em novembro, fomos convidados a falar a respeito da Caixa de Assistência para os bancários delegad@s sindicais de Belo Horizonte e região e para a diretoria da entidade.

2015 - Em fevereiro, estivemos na CliniCassi Uberlândia conhecendo a unidade de atendimento em saúde e conversando com os funcionários.

2015 - Participamos em junho da VIII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários de Minas Gerais. Fizemos reunião de gestão com os funcionários da Caixa de Assistência. Visitamos o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e região e percorremos a base em reuniões com os trabalhadores associados.

2015 - Estivemos em dezembro na Unidade Cassi MG para evento de posse da nova gerência e nos reunimos com lideranças da comunidade. Fizemos reunião de gestão com os funcionários e com as gerências.

2016 - Cumprimos em março a agenda de parcerias em prol da saúde e fortalecimento da ESF junto aos órgãos do Banco do Brasil. Reunião com Super, Gepes, Sesmt e Sindicato. Participamos de reunião com o Conselho de Usuários dos mineiros. Foi possível percorrer a base realizando reuniões de prestação de contas e também fizemos reunião de gestão com os funcionários da Cassi.

2016 - Em agosto, visitamos a CliniCassi Uberaba. Na oportunidade, pudemos fazer reunião de gestão com os funcionários e conversamos com as lideranças da comunidade local.

2017 - Participamos da IX Conferência de Saúde. Nos reunimos com o Conselho de Usuários e também realizamos reuniões de gestão com os funcionários da Cassi.


Cassi RJ - 12 agendas de gestão

2014 - Em agosto, estivemos no Rio de Janeiro para reunião com o Conselho de Usuários. Também visitamos a Aafbb e fizemos reuniões de base no Edifício Sedan do BB. Essa agenda foi nas minhas férias.

2014 - Cumpri agenda de gestão na Unidade Cassi RJ em setembro e estive com a direção nacional da Aafbb.

2015 - Em março, estivemos na sede da Aafbb em Xerém para debate sobre a Cassi com dezenas de lideranças dos aposentados da entidade.

2015 - Participamos em agosto de duas plenária sobre Cassi com os trabalhadores associados, uma no Edifício Sedan e outra na sede do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

2015 - Visitamos os bancários do Sul Fluminense. Estivemos no Sindicato dos Bancários e fizemos plenária na base no fim do dia.

2015 - Em dezembro, participamos da IX Conferência de Saúde da Cassi e do Conselho de Usuários do RJ.

2016 - Em março, cumprimos a agenda de parcerias em prol da saúde dos trabalhadores da ativa e por mais conhecimento sobre a ESF e a Cassi. Nos reunimos com Super, Gepes, Sesmt e Sindicato. Participamos de reunião do Conselho de Usuários. Visitamos duas CliniCassi - Centro e Tijuca -, com reuniões de funcionários e de gestão.

2016 - Estivemos no Rio de Janeiro em junho para agendas diversas. Fui à posse da Direção da Previ. Tive agenda sobre Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), conhecendo experiências de outras instituições. Visitamos a Aafbb e tivemos reunião com sua direção. E fizemos reunião de gestão na Cassi RJ.

2016 - Abordamos o tema Cassi em reunião da Aafbb em Xerém em setembro. Também estivemos na Unidade Cassi RJ.

2017 - Em março nos reunimos com o Conselho de Usuários da Cassi RJ. Nossa agenda no Estado contou também com a posse da nova gerência da Unidade.

2017 - Participamos em junho de seminário sobre o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) na CliniCassi Copacabana e nos reunimos com o Conselho de Usuários.

2017 - Estivemos na X Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários, em novembro.


Cassi SP - 35 agendas de gestão

2014 - Cumprimos agendas de gestão no Estado em 8 oportunidades. Já como Diretor de Saúde eleito nos reunimos com o Conselho de Usuário em maio. Participação em debates com o tema Cassi na Fetec CUT (maio) e na Afabb SP (novembro). Distribuição de boletins Prestando Contas Cassi em prédios do Banco do Brasil em 3 datas diferentes. Palestra sobre Cassi em reunião de delegados sindicais (novembro). Visita ao Sindicato de Jundiaí e plenária sobre Cassi (dezembro).

2015 - Estivemos por 11 vezes cumprindo agendas de gestão no Estado. Neste ano a agenda com entidades sindicais foi intensa porque estávamos na construção da mesa nacional sobre o déficit da Cassi. Nos reunimos com direções de entidades da ativa e aposentados várias vezes. Fizemos muitas reuniões com associados na base também. Fomos a Campinas para plenária com participantes e estivemos no Sindicato com lideranças. Fizemos diversas reuniões de gestão com funcionários da Cassi naquele ano. Participamos da VIII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuário SP. Realizamos um encontro nacional sobre a Cassi na Afabb SP em março.

2016 - Também atuamos no Estado por 11 vezes. Fizemos a agenda de parcerias pela saúde dos trabalhadores e pelo fortalecimento da ESF e CliniCassi. Nas reuniões com órgãos do Banco, Super e Gepes, Disap. Por várias vezes fizemos reuniões de base nas concentrações paulistanas de bancários do BB. Fizemos palestras para delegados sindicais e para aposentados na Afabb SP. Visitamos unidades CliniCassi na capital - Norte, Oeste e Centro - e no interior - Ribeirão Preto. Nos reunimos com lideranças dos Conselhos de Usuários, tanto da capital quanto do interior. 

2017 - Foram 5 visitas ao Estado. Iniciamos o ano participando de reunião do Conselho de Usuários em fevereiro. Tive reuniões com direções das entidades sindicais e almocei com gestores da Cassi na mesma agenda. Em setembro cumprimos agenda em Santos, conhecendo a CliniCassi, nos reunindo com funcionários e lideranças locais e visitando o Sindicato, com reunião sobre Cassi e Saúde. Em outubro voltamos a São Paulo para reuniões com dirigentes sindicais e com bancários nas bases. Estivemos na IX Conferência de Saúde em novembro, com quase 500 participantes. E, por fim, fomos a Ribeirão Preto em 27/11 para participar de uma plenária sobre Cassi e Previ a convite das associações paulistas.

14.6.17

Cassi Minas Gerais realiza IX Conferência de Saúde


(reprodução de matéria)

IX Conferência de Saúde da Cassi MG.

Publicado em: 13/06/2017

Unidade ainda fez quatro Pré-Conferências em maio


A Cassi Minas Gerais realizou a IX Conferência de Saúde, dia 8 de junho, no auditório da Gepes em Belo Horizonte. Antecedendo o evento, a Unidade mineira realizou, em maio, quatro Pré-Conferências nas CliniCassi Juiz de Fora (18), Montes Claros (23), Uberlândia (30) e Uberaba (31). Ao todo, 240 pessoas participaram dos eventos, considerando as 138 da Conferência.


O Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida, abordou algumas ações da gestão, como as mudanças realizadas para o aprimoramento da Central Cassi. Destacou a importância de apoiar os Conselhos de Usuários e as áreas que auxiliam os participantes a buscarem soluções para seus problemas. “A gente precisa fazer muito mais”, enfatizou.

Em sua exposição, o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes de Oliveira, lembrou que embora a Cassi tenha vivido uma fase difícil, a Instituição superou a etapa negativa. Entre diversos assuntos abordados, o dirigente contextualizou o público sobre o momento atual da Caixa de Assistência, reforçando o Modelo de Atenção Integral e a Estratégia de Saúde da Família.

“A Cassi é uma comunidade maravilhosa. Temos desafios pela frente e vamos enfrentá-los juntos”, disse.

Os participantes ainda tiveram espaço para dialogar com os dirigentes sobre Política de Assistência Farmacêutica, a suspensão da comercialização do Plano Cassi Família pela ANS, rede credenciada, além de outros temas.

“A realização da Conferência de Saúde favorece o diálogo para melhorar cada vez mais o atendimento”, destacou o aposentado Nísio de Andrade.

“O evento foi esclarecedor, apresentou uma visão macro da área da saúde e como ela interfere na vida da gente”, considerou a funcionária Angélica Amorim.

O encontro contou também com as presenças do Gerente da Unidade Minas Gerais, Everton Ermógenes da Silva, do Coordenador do Conselho de Usuários do Estado, Wiston Kallil, do Gerente da Gepes, Rodrigo de Freitas Quirino, do representante da Super, Eduardo Diniz, entre outros profissionais do BB e de entidades ligadas à Cassi.

Fonte: Cassi, com adaptações do Blog.

10.6.17

Fechando agenda de trabalho e lutas pela nossa Cassi e Associados (DF, MG, ES, RS)



(atualização em 11/6/17, às 11h31)


Reunião de gestão com os trabalhadores da Cassi ES.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estou no aeroporto de Porto Alegre (RS) aguardando para voltar para casa (são 17h45). Estamos fechando uma semana intensa de trabalho e lutas pelo fortalecimento da participação social, da Cassi e seu modelo assistencial e pela defesa dos direitos dos associados.

Participei neste sábado do Encontro Estadual dos Empregados da Caixa e dos Funcionários do Banco do Brasil do Estado do Rio Grande do Sul, organizado pela Fetrafi - RS. Fomos convidados para falar na mesa de abertura sobre a "Conjuntura e os Bancos Públicos". Depois participamos dos debates iniciais do Encontro do Banco do Brasil para falar a respeito da Cassi.

Agradeço o convite para contribuir com os debates dos trabalhadores bancários e a oportunidade de falar sobre a Caixa de Assistência para os funcionários do Banco do Brasil.

Na sexta-feira, estivemos em Vitória (ES) para participar da IX Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Espírito Santo. Falamos a respeito dos Desafios da Atenção Integral à Saúde no contexto da Caixa de Assistência.

Após a Conferência, realizamos reunião de gestão com os funcionários da Cassi ES. A reunião foi muito produtiva, pudemos abordar várias questões do dia a dia de nossa autogestão em saúde, tirar dúvidas e receber contribuições sobre diversas áreas de gestão e processos. Nossos trabalhadores são um verdadeiro patrimônio da Cassi.

Na quinta e quarta-feira, estivemos em Belo Horizonte (MG) cumprindo agenda de trabalho da Cassi. Participamos da IX Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários de Minas Gerais. Também fizemos uma excelente reunião de gestão com os trabalhadores e nos reunimos com o Conselho de Usuários.

Estamos fechando a semana. Foi uma agenda de muita proximidade com as bases sociais da Cassi, associados e participantes e trabalhadores, e apesar de nosso corpo extenuado, sabemos que foi uma agenda importante pelo que nos dispusemos a fazer pela nossa Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum: minha contribuição nos debates dos bancários do RS foi por conta das entidades sindicais. Agradeço o convite e oportunidade.

7.6.17

Cassi - Agenda do Diretor de Saúde (DF, MG, ES e RS)



Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estamos no meio de uma semana de trabalho com agendas diversas da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi. A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil é a maior operadora de autogestão do País, com modelo de gestão paritária entre os indicados pelo patrocinador Banco do Brasil e os eleitos pelos trabalhadores associados. Nosso mandato eletivo é responsável pelas políticas e programas de saúde da entidade e pela estrutura própria de unidades administrativas e de atendimento - as CliniCassi.

Nesta semana temos eventos muito importantes para o fortalecimento do Modelo Assistencial da Caixa de Assistência, pois temos encontro de gestores de saúde organizado por nossa Diretoria e temos duas Conferências de Saúde da Cassi e dos Conselhos de Usuários de Minas Gerais e do Espírito Santo. 

Essas agendas têm relação com nossos compromissos em capacitação e treinamento, assim como participação social e democracia no sistema de saúde Cassi.


Encontro de Gestores da Área de Saúde da Cassi.

ENCONTRO DE GESTORES DA ÁREA DE SAÚDE DA CASSI

Além dos estudos de pauta e reunião semanal de Diretoria, nesta terça-feira 06 iniciamos na Sede da Cassi em Brasília o Encontro de Gestores da Área de Saúde. O evento terá a duração de 4 dias.

O Encontro tem por objetivo revisar, pactuar e fortalecer os processos de saúde inerentes à Estratégia Saúde da Família (ESF) nas CliniCassi, contribuindo para o fortalecimento do modelo assistencial adotado pela Caixa de Assistência, além de qualificar os processos de saúde, por meio de orientações e da troca de conhecimentos entre os gestores.


O tema central de nosso encontro é “Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente”, mas a Diretoria de Saúde ouviu todas as 27 Unidades Cassi para compartilhar a confecção da pauta. Esse Encontro é um fórum privilegiado, configurando-se como oportunidade para discutirmos com os gestores de saúde aspectos estratégicos, por meio de ações que visam garantir o desenvolvimento qualificado da Atenção Primária à Saúde (APS) em nossos serviços, assegurando a missão da Cassi.


Nosso mandato e nossa forma de fazer gestão se baseiam na participação social e nas construções coletivas. Nossos princípios e nossa formação política foram referências nestes 3 anos como gestor eleito pelos trabalhadores da ativa e aposentados.


Acima, reunião com o Conselho de Usuários. Abaixo,
reunião da Direção com os trabalhadores da Cassi.

REUNIÃO DE GESTÃO NA CASSI MG E COM O CONSELHO DE USUÁRIOS

Nesta quarta-feira 07 tivemos agenda intensa de trabalho em Belo Horizonte. Pela manhã, fizemos reunião de gestão com o núcleo administrativo da Unidade Cassi MG. Após o almoço, nos reunimos com os funcionários da Unidade. Contamos com a presença dos membros da Direção da Cassi, o presidente Carlos Célio e o Diretor de Planos Humberto Almeida e com o Gerente de Rede Ricardo Linares.

Após os trabalhos de gestão, tivemos reunião com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi MG. Ficamos quase 4 horas à disposição das lideranças para falar sobre todos os temas inerentes à nossa entidade de saúde, fizemos apresentações, respondemos perguntas e ouvimos sugestões.

A agenda de gestão e fortalecimento da participação social foi muito positiva.

Nesta quinta-feira 8 teremos a IX Conferência de Saúde da Cassi MG e na sexta-feira 9 estaremos no Espírito Santo para a IX Conferência de Saúde da Cassi ES.

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Lembramos a tod@s os associados e participantes da Cassi que nossa entidade de saúde possui diversos canais de atendimento e de soluções para as necessidades em saúde. Evitem judicializar ou registrar reclamações contra a Caixa de Assistência antes de esgotar as possibilidades de solução. Nossa entidade de saúde é dos trabalhadores e é de regime solidário.
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PARTICIPAÇÃO NO ENCONTRO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL RS

No sábado 10 estarei em Porto Alegre para participar da mesa de abertura do Encontro dos companheir@s do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul. Vamos falar sobre a Conjuntura e os Bancos Públicos.

Agradeço desde já o convite da Fetrafi RS e do SindBancários. Daremos a nossa contribuição aos debates.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum: 

A agenda do Rio Grande do Sul está sendo patrocinada pelas entidades sindicais que nos convidaram.

11.8.16

Cassi reforça parcerias em defesa da promoção da saúde em Uberaba (MG)


Reunião com equipe de funcionários da CliniCassi
Uberaba e com lideranças da comunidade BB.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Nesta quinta 11, tivemos a satisfação de visitar a nossa unidade de atendimento à saúde CliniCassi Uberaba. Conhecer nossos trabalhadores da Cassi, nossas unidades administrativas e de atendimento à saúde e nossas lideranças e associados da comunidade BB faz parte de nosso planejamento de fortalecimento do Modelo de Atenção Integral e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Às vezes me pergunto: é difícil realizar esta agenda de trabalho que estou empreendendo neste ano de 2016 em busca de parcerias em todos os Estados e Distrito Federal para criar mais conhecimento e pertencimento à Cassi?

- É difícil sim, mas só quem supera as dificuldades das distâncias num país continental, as dificuldades de tempo (porque acabamos trabalhando longas jornadas), dificuldades de recursos e cansaço físico, enfim, só quem faz isso sabe o quanto é bom conversar com as pessoas, explicar sobre a nossa querida Caixa de Assistência, como ela funciona e as dificuldades que enfrenta na maior parte das vezes por motivos externos (crises no setor saúde).

Afirmo com conhecimento de causa que ir às bases sociais da Cassi e fortalecer o vínculo dos participantes com a entidade de saúde faz um bem danado e nos dá sentido para seguir cumprindo a nossa missão de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento eleito pelo corpo social.

Tivemos uma excelente reunião com os funcionários da Cassi e logo em seguida a reunião foi ampliada com as lideranças da comunidade - o Sindicato, a Afabb, o Conselho de Usuários. Tivemos uma manhã onde pudemos ouvir as sugestões, conhecer as pessoas, prestar contas de nosso trabalho à frente da Diretoria que somos responsáveis e explicar o porquê de nossa defesa intransigente da SOLIDARIEDADE no modelo de custeio da Cassi. Além de estreitar parcerias para que os participantes se referenciem mais na Cassi na hora de buscar soluções para seus problemas de saúde.


Unidade CliniCassi Uberaba,
localizada no centro da cidade.

A CliniCassi Uberaba tem uma equipe pronta para receber a comunidade BB de Uberaba e região e deixo abaixo as informações que já constam de nosso site sobre a unidade de atendimento.

CliniCassi Uberaba

Endereço: Rua Cunha Campos, 83 - Nossa Senhora da Abadia - Uberaba - MG - 38020-025
Telefone: (34) 3322-3340
Fax: (34) 3332-1561
E-mail: clinicassi.uberaba.mg@cassi.com.br CNPJ: 33.719.485/0062-49
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 7 às 18h

Serviços:
- Consulta com clínico geral, sem horário marcado
- Consulta agendada com médico de família e enfermeira
- Perícia médica para autorização de procedimentos
- Saúde ocupacional (Exame Periódico de Saúde, avaliação da capacidade laboral e homologação de licença saúde)
- Autorização de medicamentos de uso contínuo
- Autorização e gerenciamento de atendimento em domicílio
- Gerenciamento de cuidados em saúde mental e para pessoas com deficiência
- Auxílio na cessação do tabagismo
- Procedimentos de enfermagem
- Nebulização
- Administração de medicamentos (vias oral, venosa, intramuscular e subcutânea)
- Aferição dos sinais vitais (pressão arterial, temperatura, frequência cardíaca e pulso arterial)
- Medição da glicose capilar
- Gerenciamento de doenças crônicas
- Exames clínicos em geral
- Eletrocardiograma a pedido do médico

Enfermeira Supervisora – Cirlene Alves da Silva

O Modelo de Atenção Integral à Saúde e a ESF

Se por um lado, o Plano de Associados está em discussão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social para encontrar o equilíbrio no custeio e nas despesas assistenciais, e isso já ocorreu nas décadas de existência da entidade, por outro, as perspectivas de futuro da Cassi e do cuidado dos participantes é muito grande. Basta todos focarem os mesmos objetivos de ampliar e completar o modelo assistencial.

A Cassi tem um público assistido que é estável e somente a população de funcionários da ativa já mostra a grandeza dos números - cerca de 100 mil trabalhadores -, que serão cuidados pela Caixa de Assistência por décadas. 

Ou seja, o Diretor de Saúde está cumprindo uma agenda de planejamento de buscar parcerias e apoio do BB e da comunidade para empoderar as pessoas e ampliarmos o modelo assistencial de promoção de saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação dos participantes. Esta é nossa missão e isso é melhor em termos de saúde e usa melhor os recursos dos planos de saúde.

Eu seguirei indo até onde estão os associados e as entidades da comunidade assistida pela Cassi porque acredito verdadeiramente que a solução para a Cassi está no fortalecimento do modelo assistencial da nossa entidade de saúde. Peço que o patrocinador BB venha conosco neste trabalho de cuidar de pessoas porque ele é gestor da Cassi também e precisamos do apoio para avançar com nossos projetos de reorganizar o sistema de serviços de saúde da Caixa de Assistência.

Abraços a tod@s e agradecimentos pela acolhida que tivemos em Uberaba e nossa agenda de trabalho segue na semana que vem indo ao Paraná e a Santa Catarina buscar parcerias para fortalecer a Cassi e nosso modelo assistencial.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Nossa despesa com essa agenda foi de 253 reais (táxi e passagem).

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Post Scriptum II: Publiquei no Facebook.

Na rodoviária de Uberaba, de madrugada,
esperando amanhecer pra ir para a Cassi.

Instantes...

5:45h - Estamos em Uberaba. Vamos aguardar acabar de amanhecer na cidade mineira para irmos trabalhar na Unidade Cassi Uberaba...

É com gosto que tento conhecer nossas unidades de atendimento da Caixa de Assistência e conhecer nossos trabalhadores e membros da comunidade Banco do Brasil. Entendo que faz parte de nosso trabalho de gestor de saúde e de rede de atendimento.

Vamos lá!