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16.10.14

Contraf-CUT assinou acordo e BB creditou a PLR do primeiro semestre


Cerimônia de assinatura foi no hotel Maksoud Plaza, em SP.
Crédito: Jailton Garcia/Contraf-CUT.

A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinaram nesta segunda-feira 13, em São Paulo, o acordo coletivo do Banco do Brasil, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que inclui reajuste de 8,5% no salário (2,02% de aumento real), reajuste de 9% no piso (2,49% de ganho real) refletindo na tabela de antiguidade do PCR e também na carreira de mérito, além de avanços nas substituições. O ato ocorreu depois da assinatura da CCT entre as entidades sindicais e a Fenaban, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, destacou a importância do Banco do Brasil participar da mesa conjunta de negociação com a Fenaban, o que vem ocorrendo desde 2004, ao mesmo tempo em que negocia e assina acordos para as demandas específicas. Ele destacou a importância da participação dos bancários do BB na campanha.

"Queremos parabenizar a forte greve do funcionalismo do BB em todo o país, que arrancou a nova proposta do banco, com destaque para o aumento real pelo 11º ano consecutivo, o reflexo do reajuste de 9% do piso na curva do PCS e o fim do banco de horas", salientou. 

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o conjunto de propostas do banco, juntamente com a proposta global da mesa da Fenaban, traz avanços significativos para os trabalhadores, depois de um longo período de negociações. 
O reajuste maior no piso dialoga com todos os segmentos do funcionalismo e terá impacto imediato para mais de 40 mil funcionários. 

"Consideramos também um grande avanço a volta da substituição dos gerentes de módulo nas PSO e nas agências que têm somente uma gerência média. É uma forma de acabar com o desvio de função dos caixas e, ainda, melhorar a pontuação e a qualificação para processos seletivos dos funcionários", acrescenta o dirigente sindical.

Segundo Wagner, para o grupamento de comissionados, algumas propostas contemplam reivindicações antigas, como o bloqueio das estações de trabalho dentro da jornada e, ainda, em relação à gerência média, uma cláusula que trata da forma de cobrança nas unidades, vinculada ao protocolo de resolução de conflitos, que trata principalmente das metas abusivas e suas consequências nas condições de trabalho dos funcionários.

"Os cursos sobre assédio moral e sexual, clima organizacional e mediação são também avanços, que futuramente avaliaremos os seus resultados, mas a mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Penas (Gedip) será muito importante para discutirmos e alterarmos a responsabilidade pecuniária dos funcionários em várias situações de risco de negócio que estejam sendo feitas indevidamente" afirmou.

Pagamento da PLR

Durante a assinatura do acordo, o BB comunicou que o crédito da PLR do primeiro semestre seria realizado nesta segunda-feira. Já as diferenças salariais serão pagas na folha deste mês de outubro, enquanto o acerto dos vales refeição e alimentação ocorrerá em novembro.

Confira os valores da PLR do primeiro semestre:

Escriturário: R$ 3.254,27
Caixas: R$ 3.685,42
Comissionados - quantidades VR
. Primeiros Gestores: 1,33
. Demais Gestores: 1,13
. Primeiro Nível Assessoramento UE: 1,13
. Gerência Média: 1,11
. Demais analistas e assessores: 1,11
. Comissionados FG e FC (plenos): 1,06

Para efeitos de comparação, o balanço deve utilizar o valor recebido de PLR no segundo semestre de 2013 e reduzir 1,5% devido a redução do lucro do banco nos primeiros seis meses deste ano.

Principais cláusulas do acordo específico com o BB

- Reajuste de 8,5% (2,02% de aumento real) nos salários e benefícios, como negociado com a Fenaban.

- Reajuste de 9% (2,49% acima da inflação) do piso em toda a carreira do PCR.

- Substituição de Gerente de Módulo nas PSO - Módulo Suporte Operacional (SOP) por caixas, conforme instruções internas.

- Substituição de funções gerenciais nas Unidades de Negócios com somente uma Gerência Média, conforme instruções internas.

- O BB contratará dois mil funcionários, sendo mil até 31 de dezembro de 2014 e mil até 31/12/2015.

- O banco retroagirá a 1º de setembro de 2005 a pontuação de mérito dos caixas. Os efeitos financeiros e o pagamento serão retroativos a 1º de setembro deste ano. 

- Elevação do valor da Unidade de Saúde de R$0,36 para R$0,55 (52%).

- O BB pagará Vantagem em Caráter Pessoal (VCP) por 120 dias para descomissionamentos de funcionários que tenham mais de 5 anos na comissão; excluídos os descomissionamentos por sanção disciplinar e por desempenho (3 ciclos avaliatórios).

- Instalação de mesa temática sobre Gestão de Disciplina e Perdas (Gedip).

- Pagamento em dinheiro de todas as horas extras prestadas (fim do banco de horas).

- O banco bloqueará, até dezembro de 2014, o acesso às estações de trabalho para todos os funcionários que estiverem com a jornada de trabalho encerrada no ponto eletrônico. 

- O BB disponibilizará aos funcionários o pagamento do vale-transporte em dinheiro, observadas as regras do programa.

- O novo curso "Conciliação: Mediação para Gestores" passará a ser pontuado nas oportunidades do sistema TAO para concorrências às funções de Gerente Geral em Unidades de Negócios.

- O banco desenvolverá curso sobre Assédio Moral e Sexual, incentivando a participação de todos os funcionários, com pontuação para as concorrências a funções gerenciais.

- O BB disponibilizará no mínimo 30 turmas da Oficina Gestão do Clima Organizacional, a fim de capacitar gestores a aprimorar o clima de suas unidades.

- O banco permitirá, de outubro a dezembro de 2014, a realização de jornada extraordinária, vinculada ao Plano de Funções, na forma das instruções normativas que tratam do assunto. 

- Na questão da igualdade de oportunidades, além de uma correção em relação à pontuação de mérito dos delegados sindicais, o banco também corrigirá a PLR dos dirigentes sindicais que recebem menos que seus pares com o mesmo cargo. São contemplados os dirigentes cedidos para as entidades que detinham cargo comissionado à época da cessão e a fórmula segue a regra do acordo dos demais funcionários. O BB era o único banco que pagava PLR menor para os dirigentes sindicais.

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais três meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

(Atualizado dia 14/10, às 17h30) 

Fonte: Contraf-CUT

13.9.14

Comando debate remuneração com BB e marca nova rodada para dia 26


Dirigentes sindicais cobraram atendimento da pauta específica
dos funcionários. Crédito: Jailton Garcia - Contraf-CUT.

Na terceira rodada de negociações da Campanha 2014 com o Banco do Brasil, realizada nesta sexta-feira, dia 12, em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, debateu as reivindicações econômicas da pauta específica dos trabalhadores do banco.

Plano de Carreira e Remuneração (PCR)

O PCR foi bastante discutido, onde as principais propostas apresentadas pelos bancários são a mudança do interstício para 6%, a inclusão dos escriturários na carreira de mérito, a mudança da pontuação diária de cada grupo e a retroatividade do mérito dos caixas a 1998.

Volta da substituição

O Comando insistiu na volta das substituições. Desde 2007, quando foram suspensas, têm causado enorme prejuízo aos funcionários e ao banco, devido a não formação de novos comissionados com experiência e treinamento necessários para o exercício do cargo.

Previdência complementar

Na parte sobre planos de previdência, entre as muitas reivindicações da minuta, foi debatida a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados nos planos administrados pela Previ, a criação de um novo benefício com base na PLR para os Planos 1 e Previ Futuro e também o resgate da parte patronal no plano Previ Futuro e a diminuição das taxas de carregamento. 

Plano de Funções

Desde que o banco implantou unilateralmente o novo plano de funções, várias distorções foram criadas com prejuízo aos bancários de funções técnicas e gerenciais.


Os bancários reivindicam a criação de um plano negociado com os funcionários, com aumento dos Valores de Referência (VR) e das gratificações de função, evitando as verbas de complemento, que subtraem as promoções por mérito e antiguidade.

Foi proposto pelo Comando a criação de módulos básicos e avançados em todos os cargos gerenciais, inclusive no de Supervisor de Atendimento.

Incorporação da comissão

Assim como já acontece em outras empresas, os bancários reivindicam que no BB haja a incorporação de 100% do Valor de Referência, ao passo de 10% do VR ao ano em cada cargo exercido. 

Gerência média

Foram apresentadas propostas para as reivindicações dos funcionários da gerência média, como a melhoria dos VR, a equiparação dos gerentes de relacionamento do carteirão com os demais gerentes de atendimento personalizado e equiparação de gerentes de grupo e de setor.

Ainda sobre o plano de funções, foi debatida a criação da comissão de pregoeiro para os funcionários que trabalham nas áreas de licitação e a função de analista técnico social para os responsáveis por programas sociais, como financiamento imobiliário do Minha Casa Minha Vida.

Reestruturações

Devido ao grande número de reestruturações em andamento dentro do banco, muitas vezes os funcionários envolvidos perdem os cargos ou parte dos salários devido à mudança de locais de trabalho. Os bancários reivindicam a criação de uma proteção aos salários nestes casos.

Foi sugerida pelo Comando a criação de uma mesa temática exclusiva para tratar de reestruturações, com o objetivo de convencionar patamares mínimos de proteção aos bancários.

CABB

Os bancários cobraram do banco a apresentação de propostas para os funcionários da CABB, cuja mesa temática foi realizada no meio do ano e ainda há muitas pendências a serem resolvidas.

Folgas da Justiça Eleitoral

Os dirigentes sindicais também questionaram o BB sobre a edição de uma Instrução Normativa que trata das folgas da Justiça Eleitoral. Os bancários têm reclamado que está havendo muitos conflitos com o que determinam os tribunais eleitorais e os gestores do BB. 

Demais reivindicações

Os bancários detalharam e discutiram com o banco a implantação de demais reivindicações contidas na minuta sobre remuneração, como a implantação de menores taxas de empréstimos e financiamentos aos funcionários, a retirada de metas de avaliação da GDP e a extensão do vale-cultura para todos os funcionários.


Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, foi uma reunião importante para o debate aprofundado das propostas que são reivindicações colhidas nas bases e aprovadas nos congressos. 

Segundo ele, "é fundamental que o banco apresente soluções aos problemas apresentados, pois muitos deles não são apenas questões econômicas, mas contribuem significativamente para a melhoria das condições de trabalho".

"Temos expectativa de avanços depois de um ano de lucro alto com a contribuição direta dos funcionários. Queremos que a valorização dos funcionários saia dos boletins pessoais do banco, das matérias de revistas, jornais e passe efetivamente para a prática, através de novas cláusulas no acordo coletivo de trabalho", avalia Wagner.

Nova negociação

Foi marcada para o próximo dia 26 uma nova rodada de negociação entre o Comando e o BB para apresentação de uma proposta específica do banco aos funcionários.


Fonte: Contraf-CUT

3.4.14

Contraf-CUT conquista 90 contratações nas CABB em nova rodada de negociação



Entidades sindicais cobraram também agilidade
nas contratações. Foto: Guina Ferraz.

A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram nesta quarta-feira (2) com o Banco do Brasil, em Brasília, com assessoria da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e representantes das entidades sindicais, onde estão situadas as Centrais de Atendimento do Banco do Brasil (CABB), para discutir várias questões para a melhoria das condições de trabalho apresentadas pelos trabalhadores em encontros específicos do setor, que têm ocorrido nos últimos 4 anos.


A mesa temática é uma conquista da Campanha Nacional dos Bancários em 2013 e atende ao Parágrafo 3º da Cláusula 57 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), aditivo à Convenção Coletiva da Categoria (CCT).

O Secretário de Formação da Contraf-CUT e Coordenador da Comissão de Empresa, William Mendes, iniciou a reunião fazendo duras críticas ao Banco pelo não cumprimento de um direito conquistado pelos bancários na Campanha 2013: o direito para todos os funcionários à vacinação contra a gripe. Os sindicatos descobriram por intermédio dos bancários que o Banco ainda não havia disponibilizado o direito aos trabalhadores. 

O Banco afirmou que houve problemas na implantação, mas que já estará resolvido na próxima semana. "Trata-se de um direito conquistado pelos bancários na Campanha Nacional 2013 e é uma vergonha o Banco gastar meses para disponibilizá-lo aos bancários", disse.

A primeira questão levantada pelos dirigentes sindicais foi sobre o absurdo da falta de preenchimento das vagas existentes nas CABB. Nesta data, existem 254 vagas não preenchidas de atendentes nas três centrais existentes no país com quadro próprio: São José dos Pinhais (PR), São Paulo e Salvador. O Banco anunciou que serão contratados 90 bancários imediatamente. As vagas preenchidas por essas contratações serão na unidade paulista.

"A notícia é importante para os sindicatos e os funcionários, que estão trabalhando em condições precárias por falta de mão de obra. Também valoriza a mesa de negociação conquistada na luta. No entanto, cobramos que o Banco decida rapidamente pela contratação de mais atendentes porque, mesmo com o preenchimento de 90 vagas, ainda faltam 164 bancários e bancárias para as CABB chegarem a condição normal de atendimento telefônico para clientes de todo o país", salienta William.


Questões importantes que o Banco ficou de analisar


a) preenchimento de mais vagas de atendentes nas CABB

b) Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)

O Banco afirmou que a orientação para os gestores e áreas responsáveis pela saúde é que a CAT seja emitida sempre que identificada a doença oriunda das atividades exercidas pelos atendentes. O BB vai reorientar novamente os responsáveis pelo tema.

c) Jornada correta de 6h para todos que trabalham nas CABB

As entidades sindicais cobraram que os gerentes de grupo (Gegru) e de relacionamento devem ter jornada de 6 horas como prevê a NR 17 para todos os trabalhadores de teleatendimento e telemarketing. O Banco apresentou a sua leitura e a divergência sobre o tema, mas ficou de avaliar e estudar a reivindicação das entidades sindicais.

d) Simplificação e aprimoramento dos sistemas de atendimento

Após os representantes dos trabalhadores apresentarem as dificuldades que os atendentes sofrem no dia a dia, devido a ter que consultar sistemas diversos do Banco em portais diferentes, ficou definido que os sindicatos vão organizar junto com os bancários sugestões de melhorias para que o Banco posteriormente veja a viabilidade de integração de alguns sistemas. Mas o Banco também afirmou que essa simplificação depende de viabilidade tecnológica.

e) Pausa mínima entre atendimentos

O Banco ficou de verificar como está o sistema e se há ou não algum mecanismo de pausa mínima nos programas das centrais.

f) Cumprimento dos itens 5.4.5 e 5.7 do anexo II da NR 17, definindo pausas após ligações desgastantes e para atender às necessidades fisiológicas sem que haja punição, anotação ou repercussão nas avaliações de aderência, monitoramento, competência ou desempenho, ou quaisquer outros tipos de avaliações

Após uma longa discussão sobre as dificuldades reais vividas pelos atendentes e depois de os dirigentes sindicais explicarem ao Banco que não há uma "pausa específica para ligações estressantes", o BB ficou de avaliar o tema.

g) Cada CABB tem um gestor que faz e desfaz procedimentos de sua maneira

Uma questão que foi muito cobrada por parte dos representantes dos trabalhadores da Unidade de Canais Parceiros (UCP), responsável pelas CABB, foi com relação a cada gerência de Central fazer o que bem entende, sendo que deveria haver regras claras e iguais para várias questões como, por exemplo, ascensão profissional, avaliações de desempenho etc.

h) Permitir que todos os funcionários sejam público-alvo nas provas de CPA 10 e 20

O BB ficou de avaliar a possibilidade de CPA 20 para os Gegrus, porém alegou que a reivindicação citada já foi discutida em mesa de negociação e que há dificuldades por parte do Banco para estender para todos os funcionários de forma geral o direito de certificação.


Mais contratações


Na negociação, a Contraf-CUT fez também uma dura cobrança com relação à pouca vontade da direção do BB na contratação de concursados para suprir cerca de 6 mil vagas não preenchidas nos locais de trabalho do país, o que está levando os funcionários do Banco a trabalharem em condições precárias, prejudicando o atendimento à população brasileira e adoecendo os trabalhadores. As entidades sindicais exigiram maior celeridade nas contratações.

"Nós conquistamos na luta em 2013 a contratação de 3 mil bancários. E sabemos que o número é insuficiente. No entanto, o BB deu posse a 2.372 concursados até março. Além de agilizar as chamadas, queremos que a direção do Banco contrate mais bancários porque a necessidade é obvia para atender às necessidades mínimas para execução dos serviços, sejam eles nas áreas meio, sejam nas agências ou nas centrais que lidam com o atendimento telefônico. Não é inteligente o Banco ficar com falta de funcionários e recebendo reclamações de mau-atendimento e aumentar os afastamentos de bancários por adoecimento", criticou William.


Reestruturação


Ainda foi cobrado que o BB mais uma vez começou uma reestruturação - agora na Dijur - e não contatou as entidades sindicais para tratar do tema que envolve a vida de dezenas de funcionários. O Banco ficou de informar melhor sobre o processo na próxima semana.


Avaliação


"A Contraf-CUT e as entidades sindicais têm feito um grande esforço de qualificar as mesas de negociação por parte da representação dos trabalhadores. Tem sido assim nas rodadas com a Fenaban, tanto das campanhas nacionais para a renovação de convenção coletiva quanto nas mesas específicas", avalia William. 

"Essa mesa temática sobre as CABB não foi diferente. Os bancários merecem essa qualidade técnica nas discussões com os bancos. Nós mostramos que é possível o BB atender várias reivindicações dos trabalhadores das centrais de maneira a haver um ganho nas condições de trabalho e isso se reverter também para o BB de forma positiva", finaliza o diretor da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

Chapa 1 - Todos pela Cassi (2º dia em Brasília DF)



Carrego com muito orgulho esta camisa do meu Sindicato.
Fui um dos dirigentes que participou ativamente na greve
de 30 dias de 2004. Meu mandato de diretor do Sindicato
acaba daqui a algumas semanas...

Nesta quarta-feira estive também em Brasília.

Na maior parte do dia estive coordenando os trabalhos da Mesa Temática sobre as condições de trabalho nas CABB (Centrais de Atendimento do BB). A reunião com o Banco acabou às 15h.

Após comer rapidamente, virei a chavinha cerebral e fui para o prédio do BB Sede III fazer campanha da Chapa 1 - Todos pela Cassi. Estava comigo o companheiro Wadson, diretor do Sindicato.

Fizemos algumas reuniões com os bancários e bancárias a respeito das nossas propostas para melhorar a nossa Caixa de Assistência do BB - Cassi.

Entre a terça e a quarta-feira, entre as mesas com o Banco ontem e hoje, ainda consegui conversar com uns 500 colegas sobre a Cassi.

Antes de terminar o dia e entrar no avião, virei a chavinha cerebral de novo e fiz a matéria relativa à mesa com o Banco sobre as CABB. Consegui terminá-la e enviar para a Contraf-CUT antes de entrar no avião às 20h.

Cheguei em casa depois da meia-noite. 

Estou cansado... MAS sabe aquela sensação de dever cumprido para com as entidades sindicais e os bancários que ainda represento? Vou dormir com a cabeça leve. Isso não tem preço!

Boa noite! Amanhã tem mais campanha Cassi.

William

28.3.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (em São Paulo SP)



Num dia qualquer da vida, na casa de meus queridos pais...

Fechando a terceira semana de conversas com os bancários e bancárias do BB a respeito das nossas propostas para melhorar a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a nossa querida Cassi.

Hoje estive em São Paulo Capital conversando com os colegas da Central de Atendimento do BB, a CABB. Fizemos diversas reuniões com os trabalhadores.

Agradeço a recepção dos nossos colegas e também a companhia dos dirigentes e companheir@s João Fukunaga, Sílvia e Fernanda.

Chega por esta semana. Vamos descansar um pouco neste sábado e domingo.

A MELHOR COISA PARA UM DIRIGENTE É CONVERSAR COM OS TRABALHADORES

Para dizer em uma frase o que encontrei nestas 3 semanas de viagens pelo país e conversas com alguns milhares de colegas do Banco do Brasil, diria que já fiquei bastante feliz pelo contato com os nossos trabalhadores. 

Os bancári@s são nossa razão de estarmos na lide sindical nestes últimos anos. Os colegas do Banco são muito gente boa, gente trabalhadora, honesta, que quer atender bem aos brasileiros, mas que muitas vezes não têm condições para isso devido ao Banco que é gerido por um monte de pessoas insensíveis e sem nenhuma preocupação com o papel social do Banco, sem respeito aos trabalhadores e aos clientes e usuários e que só pensam em si mesmos e em suas "carreiras". A direção do BB tem atrapalhado muito a vida de nossos bancários e dos clientes e usuários do maior Banco do país.

Abraços aos trabalhadores e bom fim de semana!

William

11.2.14

Contraf cobra do BB que evite perdas de funções na reestruturação na Vipin


Encontro foi realizado na sede do BB, em Brasília.

A Contraf-CUT reuniu-se nesta segunda-feira 10 com a direção do Banco do Brasil, em Brasília, para buscar informações sobre a reestruturação na área da Vice-presidência Internacional (Vipin) e discutir os problemas dela decorrentes como, por exemplo, o transtorno provocado aos bancários obrigados a concorrer novamente na função em que já estão, em razão da mudança de prefixos das dependências.

Na reestruturação da Dinop/Gerat também houve esse problema e todos os bancários do setor perderam as funções (extintas com o prefixo), sendo que até o momento vários trabalhadores não conseguiram a sua realocação e estão com perdas de remuneração.

Os responsáveis pela reestruturação informaram que haverá poucos reflexos para os trabalhadores em relação à mudança de local de trabalho e que não está prevista redução de dotação no quadro geral da Vipin (agora Vipat). Também asseguraram que as mudanças serão mais nos níveis estratégico e tático, haverá a manutenção das oportunidades de encarreiramento e que, se houver alteração de locais de trabalho, será pontual, caso a caso.


Comunicação na intranet

A Vipin, que criou hotsite para informar todo o processo aos bancários da área, disse que as Gepes locais também acessarão as informações na intranet. Acrescentou que o processo será longo, está em implantação e vai até abril.

Segundo o Banco, o olhar da reestruturação não é com caráter de "eficiência operacional", como se diz no mercado, mas sim o aumento de sinergia e foco nas áreas envolvidas. O modelo teria um pouco mais de foco no middle market.


Gepes SP Capital, RJ e DF

"Os sindicatos devem estar atentos, ouvir os bancários e fazer os primeiros contatos para solução de problemas que os envolvidos venham a ter com as Gepes nestas capitais", alerta William Mendes, Secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Além de William Mendes, participaram da reunião o presidente do Sindicato de Brasília, Eduardo Araújo, e o represente da Fetec São Paulo na Comissão de Empresa, Cláudio Luís.


Mesa Temática CABB

A Contraf-CUT e o BB estão acertando uma data para estabelecer a mesa que discutirá as condições de trabalho na CABB. A mesa foi conquistada na Campanha Nacional 2013 e consta nos direitos do acordo coletivo. Ficou pré-agendada para o início de abril.



PLR

O Banco do Brasil divulgará o resultado do segundo semestre de 2013 nesta quinta-feira 13. E anunciou que efetuará o pagamento da PLR referente a esse período após cronograma interno de distribuição de dividendos aos acionistas. A data ainda não está definida. A Contraf-CUT contatará o BB posteriormente à divulgação do balanço.


Anotações cadastrais de ações trabalhistas

Na reunião, o Banco também informou na mesa que já estão sendo retiradas as anotações cadastrais de ações trabalhistas dos funcionários contra o Banco, pois quando o BB implantou essa anotação na conta dos clientes, expôs os trabalhadores, uma vez que também possuem conta corrente no Banco. 

"Os bancários de várias bases nos procuraram assim que ocorreu o cadastro e havia informações desencontradas. Nós procuramos a Diref, que contatou as áreas internas e resolveu o problema. Segundo o Banco, não foi uma decisão do setor de Auditoria como nos chegou a informação, mas o importante é resolver o problema dos trabalhadores", informa William Mendes.


Fonte: Contraf-CUT

11.10.13

BB propõe avanços aos caixas, contratações e combate ao assédio moral


Mesa de negociação com bb. Foto: Jailton Garcia.

Após 22 dias de greve nacional, bancários do Banco do Brasil arrancaram nesta sexta-feira (11) uma proposta específica que se soma à conquista do aumento real de salário proposto na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

REAJUSTE COM AUMENTO REAL - O piso e demais verbas salariais serão reajustados em 8% (aumento real de 1,84%). Com essa proposta, o aumento real no piso do BB acumula 38,5% desde o início da campanha nacional unificada. O novo piso do BB será de R$ 2.104,66 após 90 dias (A2).

CONTRATAÇÕES - O banco apresentou propostas que estão entre as reivindicações do funcionalismo. Serão contratados 3 mil bancários até agosto de 2014.

PSO/CAIXAS - Os caixas executivos passarão a pontuar como os demais comissionados na primeira faixa de funções: 1 ponto por dia. A contagem será feita de forma retroativa considerando 2006 adiante e com isso os bancários que exerceram a função de caixa desde essa data já terão ou estarão próximos de completar 1095 pontos e adquirir mais uma letra de mérito (R$ 113). Além disso, serão efetivados no caixa mais de 1.200 bancários que já vêm exercendo a função a mais de 90 dias.

"As conquistas dos caixas são fruto da forte mobilização que fizeram nesta campanha nacional da categoria. Ainda temos muitos problemas pra resolver em relação às condições de trabalho nos caixas e nas PSO, mas os avanços são importantes", avalia William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

TRAVA PARA REMOÇÃO - os escriturários terão que esperar um tempo menor para poder concorrer à remoção para outras unidades de trabalho. A trava diminuiu de 24 para 18 meses.

INCORPORADOS - haverá uma mesa temática após 30 dias da assinatura do acordo sobre o tema Cassi e Previ para que o BB apresente os dados e estudos referentes aos incorporados, os planos de saúde e previdência desse segmento e demais fatores inerentes.

"A Contraf-CUT e as entidades sindicais já disseram que querem negociar e resolver o problema sobre a Cassi e Previ para os funcionários incorporados. Uma mesa temática onde o banco nos forneça os dados sobre todos os planos, os perfis dos grupos e onde estariam possíveis problemas será importante para as entidades sindicais e seus bancários representados poderem buscar soluções para a questão" avalia o dirigente.

QUESTÕES DE COMBATE AO ASSÉDIO MORAL

TORPEDOS - o banco propôs criar uma cláusula que limita o uso de mensagens de texto (SMS) cobrando metas de seus funcionários fora da jornada de trabalho.

"FICHA SUJA" - o banco também terá como pré-requisito para um funcionário ser gestor, não haver registro dele de denúncia procedente nos últimos 12 meses na ouvidoria ou no protocolo de prevenção de conflitos assinado entre a Fenaban e as entidades sindicais.

"Essa novidade é importante principalmente porque nossos bancários e nossas entidades sindicais podem fortalecer nossa conquista da greve do ano passado de fazer o BB assinar a cláusula de combate ao assédio moral em 2012. Ao denunciar o assediador e comprovar que ele praticou alguma conduta irregular, ele não poderá seguir impunemente em sua carreira e ascensão no banco", destaca William Mendes.

PLR

O banco pagará participação nos lucros e resultados para 117,8 mil bancários e os valores serão maiores que o semestre anterior devido ao excelente trabalho do funcionalismo.

FALTAS DOS DIAS DE LUTA E DA GREVE

Os banqueiros tentaram impor uma derrota aos bancários e exigir compensação de cada hora de luta durante seis meses. A força da mobilização e as lideranças sindicais não permitiram isso.

A nova redação da Convenção Coletiva de Trabalho permitirá a compensação de até 1 hora por dia e até 15 de dezembro. Após isso, as horas restantes serão anistiadas.

RECLASSIFICAÇÃO DAS FALTAS DE LUTA CONTRA O PLANO DE FUNÇÕES

Também serão reclassificadas e serão devolvidos os descontos dos dias de greve dos bancários que participaram da luta contra as mudanças unilaterais do plano de função.

"A proposta específica para os bancários do BB apreciarem nas assembleias tem uma série de questões importantes. Todas elas são fruto de muita luta de cada bancária e cada bancário nesta campanha e neste ano. A direção do banco tem agido de forma truculenta e desrespeitosa com o funcionalismo e as entidades sindicais. Graças à mobilização e a unidade, conseguimos exigir do banco a devolução dos dias descontados na luta contra o novo plano de função. O desconto será estornado e as horas de greve estarão incluídas na compensação" informa o dirigente.

"O BB anunciou que vai corrigir de forma escalonada o valor das gratificações de função que ficou muito baixo no novo plano de funções. Não vamos clausular isso, porque o banco não negociou conosco e há ações na justiça questionando as mudanças, mas ao fazer mudanças no plano fica claro que houve problemas na implantação sem diálogo com a representação do funcionalismo" diz o coordenador da CEBB.

PRORROGAÇÃO DO DIREITO A FAZER HORAS EXTRAS AOS QUE ADERIRAM ÀS FUNÇÕES DE 6 HORAS

O banco informou que os bancários que aderiram ao plano com jornada de 6 horas e redução de salário poderão continuar fazendo até 20 horas extras por mês por mais 6 meses após janeiro de 2014.

"Por fim, quero ressaltar a importância das cláusulas sociais que conquistamos nesta campanha. Nos empenhamos para melhorar a condição da bolsa dos estagiários, para ter alguma conquista para as pessoas com deficiência e para a questão de igualdade como o caso da licença adoção de 180 dias para os homens solteiros (família monoparental). Esses temas também têm relação com a melhoria das condições de trabalho no banco, assim como mais contratações" finaliza William

PROPOSTAS 2013 - FINAL

Já apresentadas

- Vale-cultura: no valor de R$ 50,00 por mês para os funcionários que ganhem até 5 salários mínimos, a partir de janeiro/2014.

- Abono das horas de ausências, durante a jornada de trabalho, para os funcionários com deficiência, para aquisição, manutenção ou reparo de ajudas técnicas (cadeiras de rodas, muletas, etc), com limite de uma jornada de trabalho por ano;

- Elevação da licença adoção para homens solteiros (família monoparental) ou com união estável homoafetiva, de 30 para 180 dias;

- Aumento do valor da bolsa dos estagiários, de R$ 332,00 para R$ 570,00;

- Auxílio educacional para dependentes de funcionário falecido ou que tenha ficado inválido em decorrência de assalto intentado contra o Banco - no limite de R$ 868,00 por mês até 24 anos incompletos, na forma das instruções internas (sem cláusula).

- Vacina contra a gripe para todos os funcionários (sem cláusula)

Demais Propostas

- Redução da trava para remoção de escriturários, de 24 meses para 18 meses;

- Movimentação transitória para as ausências da gerência média nos casos de licença de saúde, a partir do 1º dia e até 90 dias, nas agências de qualquer nível com até 7 (sete) funcionários;

- Cláusula com compromisso do Banco em preencher o número de vagas de caixa executivo existentes na data de assinatura do ACT, priorizando os funcionários que já estejam substituindo há mais de 90 dias e desde que haja interesse pelo funcionário;

- Elevação da pontuação do mérito para os caixas, de 0,5 ponto para 1 ponto por dia de exercício, retroativo a 2006, com pagamento a partir de 1.9.2013;

- Cláusula com compromisso do Banco em normatizar internamente a proibição do envio, pelos gestores, de mensagens de texto (SMS) que tratem de cobrança de metas em fins de semana, além da limitação do horário de envio durante a semana;

- Compromisso do Banco em normatizar internamente o treinamento dos gestores que não obtiverem desempenho suficiente no RADAR (sem clausular);

- Mediação de Conflitos: Compromisso do Banco de agregar a metodologia de ouvidoria existente à metodologia de mediação de conflitos, treinando todos os gerentes de Gepes, analistas que atuam na Ouvidoria e Administradores (sem clausular);

- Compromisso de considerar somente os 20 primeiros do TAO para os processos seletivos e nomeações nas Unidades do Banco (sem clausular);

- Seleção para gestores, na rede de agências, pelo Programa de Ascensão Profissional, com pré-requisito de não ter demanda de Ouvidoria procedente nos últimos 12 meses, consideradas também as denúncias encaminhadas via "protocolo de prevenção de conflitos"; (sem clausular)

- Mesa Temática sobre Cassi e Previ com início previsto para 30 dias após a data de assinatura do ACT;

- 3.000 contratações de funcionários até 31.08.2014;

- O banco se compromete a efetuar ajustes nos percentuais do Adicional de Função de Confiança - AFC e do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação aos Valores de Referência - VR das Respectivas Funções, a partir de 01.09.2016, conforme os termos desta Cláusula.

Parágrafo Primeiro - Em 01.09.2016, o percentual do Adicional de Função de Confiança - AFC em relação ao Valor de Referência - VR da respectiva Função de Confiança - FC, passará a ser 43,75%.

Parágrafo Segundo - A partir do mês de setembro de 2016 e a cada 3 (três) anos, o percentual do Adicional de Função Gratificada - AFG em relação ao Valor de Referência - VR da respectiva Função Gratificada - FG, passará a ser:

I- Em 01.09.2016 - 18,75%
II - Em 01.09.2019 - 25,00%
III- Em 01.09.2022 - 31,25%; e
IV- Em 01.09.2025 - 37,50%. (sem clausular)

- Renovação do Acordo Coletivo (acordo marco) sobre CCV por 2 anos, sem cláusula de suspensão de ações judiciais por 180 dias.

- Prorrogação por mais seis meses da possibilidade de realização de horas extras para os funcionários que aderiram a funções gratificadas, na forma prevista no plano de funções;

- Reclassificação das faltas de greve realizadas no primeiro semestre de 2013, por conta do plano de função;

- Realização de mesa temática sobre CABB.

- Participação nos Lucros e Resultados: o modelo de distribuição da PLR terá a mesma estrutura do exercício anterior. O aumento no montante do programa será distribuído para todas as faixas salariais (47% a mais):

Escriturários recebem R$ 5.837,15 e caixas executivos R$ 6.236,38

Parcela variável do Módulo BB (vinculado ao resultado): a tabela de salários paradigma será aumentada na mesma proporção de 47% a mais.

Veja alguns grupos: Comissionados FG e FC (plenos) 2,07 salários paradigma, gerência média 2,15 salários paradigma, primeiros gestores 2,57 salários paradigma. (Todas as demais funções na tabela da parcela variável no BB também foram reajustadas pela mesma proporção, informou o banco).


Fonte: Contraf-CUT

19.12.12

Contraf-CUT cobra agilidade do BB no cumprimento do Acordo Coletivo



A Contraf-CUT enviou nesta terça-feira (18) ao Banco do Brasil ofício cobrando que o banco cumpra o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado com as entidades sindicais no dia 4 de outubro, com vigência retroativa a partir de 1º de setembro.

Um dos pontos cobrados pela Confederação se refere à Cláusula 46ª que faz referência aos trabalhadores da CABB e diz respeito à redução de 2 anos para 1 ano na trava de tempo para concorrência e comissionamento. "O não cumprimento deste direito prejudica diariamente cada bancário que tenha intenção de concorrer a comissões em outras dependências. Exigimos a imediata implantação desta conquista, pois o acordo está em vigência há quase quatro meses e nada justifica o não cumprimento do mesmo", afirma o documento.

A Contraf-CUT vem reivindicando desde outubro agilidade no acerto de direitos novos incluídos no ACT. O banco solicitou um prazo para fazer adaptações e mudanças internas nos sistemas, alegando que os bancários não seriam prejudicados porque os acertos retroagiriam à data-base.

"Acontece que alguns direitos novos não são especificamente remuneratórios e cada dia de atraso em suas implantações prejudica diretamente os funcionários beneficiados por eles, como o caso de mudanças de prazos nas travas de remoções e concorrências", destaca o ofício.

"Mais uma vez, a Contraf-CUT contata o BB em respeito às relações de trabalho e negociações coletivas para cobrar que o banco faça o que não tem feito, ou seja, cumprir o acordo contratado. O banco passou dois meses focado na perseguição dos trabalhadores que conquistaram direitos para todos, ao invés de cuidar de suas obrigações em implantar as conquistas da campanha nacional", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Adiantamento para CABB no dia 20

Outro ponto que o BB vinha descumprindo, e que a Contraf-CUT cobrou, diz respeito também à nova função de atendente de CABB com salário de referência de R$ 2.554,20. "A cláusula 45ª prevê acerto até dezembro e os bancários não receberam o valor correto no pagamento deste mês, dia 20, e também não receberam os atrasados de setembro a novembro", defende a Contraf-CUT no documento.

O banco já informou à Contraf-CUT que fará adiantamento para CABB no dia 20 de dezembro.
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Leia o documento na íntegra:

São Paulo, 18 de dezembro de 2012.

Ao
Banco do Brasil S.A.
Diretoria de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas
Att. do Sr. Carlos Eduardo Leal Neri
Brasília - DF

Ref.: Cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho do Banco do Brasil, aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho - Contraf-CUT e Fenaban.

Ao cumprimentarmos vossa senhoria, vimos por meio deste ofício exigir que o Banco do Brasil cumpra o acordo coletivo de trabalho assinado com os trabalhadores e suas entidades sindicais desde o dia 4 de outubro com vigência a partir 1º de setembro de 2012.

Esta confederação já reivindicou por mais de uma vez celeridade no acerto de direitos novos incluídos no ACT 2012/13. Na oportunidade das cobranças, o banco solicitou um prazo para fazer adaptações e mudanças internas nos sistemas, alegando que os bancários não seriam prejudicados porque os acertos retroagiriam à data-base.

No intuito da boa-fé nas negociações, a Contraf-CUT enviou a explicação do banco aos bancários e suas entidades sindicais. O banco inclusive explicou que os acertos diversos seriam feitos no máximo até a folha de pagamento de dezembro, e que todos os acertos remuneratórios seriam retroativos a 1º de setembro com pagamento dos atrasados.

Acontece que alguns direitos novos não são especificamente remuneratórios, e cada dia de atraso em suas implantações prejudica diretamente os funcionários beneficiados por eles, como o caso de mudanças de prazos nas travas de remoções e concorrências.

Sendo assim, cobramos o imediato acerto dos seguintes direitos:

1- Nova função de Atendente de CABB com salário de referência de R$ 2.554,20. A cláusula 45ª previa acerto até dezembro e os bancários não receberam o valor correto no pagamento deste mês (dia 20) e também não receberam os atrasados de setembro a novembro. Exigimos que o banco faça o adiantamento na conta corrente dos trabalhadores nesta quinta-feira 20/12 e que a regularização seja transitada no máximo na Fopag de janeiro.

2- A cláusula 46ª também faz referência aos trabalhadores da CABB e diz respeito à redução de 2 anos para 1 ano na trava de tempo para concorrência e comissionamento. O não cumprimento deste direito prejudica diariamente cada bancário que tenha intenção de concorrer a comissões em outras dependências. Exigimos a imediata implantação deste direito, pois o acordo está em vigência há quase quatro meses e nada justifica o não cumprimento do mesmo.

3- A cláusula 47ª incluiu os caixas executivos na Carreira de Mérito. O fato é que o banco nos pediu um prazo para a regularização e quando fez os acertos em novembro último, seguiu deixando trabalhadores sem receber o direito e os acertos. Os caixas executivos que estão liberados para exercerem o seu mandato sindical continuam aguardando o devido cumprimento do ACT 2012/13. É estranho que o banco não tenha feito a regularização, pois o tratamento que deve ser dado aos dirigentes é exatamente o mesmo que a qualquer outro bancário. Aliás, se assim não fosse, o banco não teria aplicado corretamente em 2011 a Carreira de Mérito aos demais dirigentes que foram eleitos durante o exercício de diversas funções comissionadas quando se encontravam nas suas dependências de origem.

A Contraf-CUT e suas entidades sindicais seguem na defesa do respeito às negociações coletivas de trabalho e no cumprimento dos direitos contratados entre trabalhadores e patrões.

Atenciosamente e no aguardo da imediata regularização dos itens acima apresentados,

Carlos Cordeiro - Presidente da Contraf-CUT

William Mendes - Coordenador da CEBB

Fonte: Contraf-CUT

17.12.12

Chega aos sindicatos nova edição de O Espelho, revista dos funcionários do BB



Já está chegando às bases sindicais a edição de dezembro/2012 da revista "O Espelho", publicação da Contraf-CUT dirigida aos funcionários do Banco do Brasil de todo o país, que traz na capa (foto) a manchete "Campanha Nacional 2012 - Avanços, com luta e unidade nacional".

A publicação, de número 268, faz um balanço da campanha nacional dos bancários, mostrando os resultados das negociações tanto na mesa da Fenaban quanto em relação às reivindicações específicas do Banco do Brasil.

"O Espelho" mostra que foi com mais uma grande demonstração de unidade nacional e uma greve de nove dias que o funcionalismo do BB conquistou na campanha 2012, junto com toda a categoria, aumento real pelo nono ano seguido, valorização do piso e dos auxílios refeição e alimentação, além de avanços na saúde, na segurança e na igualdade de oportunidades.

E no acordo aditivo específico, acrescenta a revista, os funcionários do BB mantiveram PLR sem meta individual, quebrando a resistência do banco, e avanços no combate ao assédio moral, no PCR e nas comissões dos atendentes de CABB.

Demonstração de força e de unidade

"O funcionalismo do BB deu mais uma demonstração de sua força e sua capacidade de luta. Conquistamos êxitos simultaneamente nas negociações gerais com a Fenaban e nas específicas com o banco. Esse é o resultado da estratégia correta da campanha unificada que o funcionalismo adotou a partir de 2003, quando exigiu pela primeira vez o cumprimento das conquistas da categoria bancária na Convenção Coletiva de Trabalho", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

A publicação traz ainda matéria relatando as iniciativas da Contraf-CUT e das entidades sindicais para combater a política antissindical da Dipes, que o funcionalismo considera a pior gestão desde o governo Fernando Henrique Cardoso, e os problemas que os dirigentes eleitos da Cassi estão enfrentando com transparência e determinação.

A revista "O Espelho" é enviada diretamente pela Contraf-CUT aos sindicatos. Para receber um exemplar, peça à sua entidade sindical.

Fonte: Contraf-CUT