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16.5.18

Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi faz balanço de seu mandato


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Prestação de Contas para entidades representativas
e lideranças em SP.

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), William Mendes de Oliveira, se reuniu na manhã desta quarta-feira (16), com a Comissão de Empresa do Banco do Brasil, lideranças e entidades representativas da comunidade BB para fazer um balanço do mandato 2014/2018, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Durante seu agradecimento pelo apoio do trabalho em conjunto com as entidades, ele destacou o fortalecimento da participação social no estabelecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF).

William Mendes também fez um agradecimento especial à Contraf-CUT pelo pronto atendimento e apoio dado quando procurada, em dezembro de 2014, para buscar construir um calendário nacional, mobilização e uma mesa com o Banco do Brasil para discutir as questões relativas à Cassi, que enfrentava um antigo déficit no plano de saúde dos funcionários. “A parceria entre o mandato e as entidades foi muito exitosa, pois construiu unidade, criou princípios consensuais na defesa da solidariedade e gerou o acordo do Memorando de Entendimentos, em vigor até 2019, com mesa de prestações de contas trimestrais até o fim do contrato.”

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a ligação entre as entidades e um diretor eleito na Cassi fortalece o modelo de governança e subsidia melhor os debates entre dirigentes e funcionários. “O mandato do William sempre teve um diálogo aberto com as entidades e por isso mesmo, neste balanço, estiveram presentes representações dos sindicatos, federações, conselho de usuários e associações de aposentados. A perenidade da Cassi passa pelo fortalecimento do modelo de atenção integral e a Estratégia Saúde da Família é um dos pilares deste modelo.”

O Diretor de Saúde apresentou um estudo atualizado que fortaleceu muito o debate da Estratégia Saúde da Família, no papel da sustentabilidade do sistema Cassi. Este estudo compara as despesas assistenciais dos vinculados à ESF em comparação aos não cadastrados ao modelo assistencial. “O estudo com base no exercício de 2017 continua apontando a importância no uso dos recursos por parte do modelo assistencial, pois os vinculados à ESF têm uma despesa per capita menor do que os participantes do sistema não acompanhados pelo modelo, o que sinaliza que o caminho para a sustentabilidade é ampliar a cobertura do modelo de Atenção Primária e ESF, fortalecendo as estruturas das CliniCassi”, completou.

As representações presentes na reunião avaliaram a proposta que o Banco do Brasil fez para a Cassi, em abril deste ano, e o diretor também prestou suas opiniões para os presentes. Na despedida, William Mendes desejou muita unidade das entidades sindicais e representativas na defesa do modelo de custeio solidário e assistencial.

Fonte: Contraf-CUT

11.5.18

Cassi - Relatório Anual é aprovado pelos associados


(reprodução de matéria do site da Cassi, sem opinião ou juízo de valor por parte do blog)
Relatório Anual é aprovado

Publicado em: 11/05/2018

O Relatório Anual da Cassi 2017 foi aprovado pelo corpo social com 34.831 votos. A consulta, iniciada dia 30 de abril, encerrou às 18h desta sexta-feira, 11 de maio.

A Diretoria Executiva agradece pela confiança dos associados e reafirma o compromisso da gestão na busca de melhorias voltadas à sustentabilidade da Caixa de Assistência e na continuidade das ações para melhoria da eficiência e redução das despesas assistenciais.

Também seguirá comprometida com a transparência, usando seus canais de comunicação oficiais para divulgação de informações de interesse de seus associados. Foi com este objetivo que criou, em 2017, o hotsite Visão Cassi, que permite o acompanhamento mensal dos resultados econômico-financeiros, e realizou apresentações presenciais do resultado em seis capitais.

A série de movimentos durante a votação do Relatório Anual 2017 evidenciou o interesse dos associados com o futuro da Instituição, o que é positivo para a Caixa de Assistência e aponta a possibilidade de ampla participação nos debates sobre o modelo futuro da Cassi. Com isso, a Caixa de Assistência entendeu também que precisa manter uma comunicação mais próxima e esclarecedora aos seus associados, por isso está nas redes sociais e quer reforçar ainda mais seus canais de comunicação para permitir uma conversa direta.

É importante que os associados usem os canais disponíveis, como o Fale com a Cassi, para enviar sugestões e esclarecer dúvidas. A Cassi conta com esta aproximação.

Veja abaixo o resultado da votação.


SIM
NÃO
BRANCO
NULO
TOTAL
34.831
14.022
11.228
15.848
75.929
Público-alvo: 171.141

Para ver o painel completo, com dados por UF e canal de votação, clique aqui.

28.4.18

Unidade e mobilização - Para defender Cassi/BB e Saúde Caixa


Comentário do Blog:

Bom dia, colegas bancários e companheir@s de lutas e lideranças das entidades da mesa de negociação sobre a Cassi: Contraf-CUT, Contec, Anabb, Aafbb e Faabb.

Segue abaixo uma matéria a respeito da necessidade de mobilização e unidade do conjunto dos trabalhadores dos bancos públicos e de suas entidades sindicais e associativas da ativa e aposentados para defender os direitos em saúde, garantidos hoje através de suas autogestões Cassi e Saúde Caixa.

A unidade é central para ter uma possibilidade de enfrentamento às ameaças que estão colocadas. UNIDADE! 

Nós ajudamos a construir uma unidade na comunidade Banco do Brasil para defender os direitos dos associados da Cassi e a própria autogestão desde 2014, quando chegamos eleitos à Diretoria de Saúde da Caixa de Assistência.

De lá para cá, construímos encontros nacionais em 2015, uma mesa de negociação com o patrocinador Banco do Brasil, que gerou um acordo (Memorando de Entendimentos) em vigor até dezembro de 2019, com a manutenção da mesa permanente, e com a obrigação do Banco em também assumir suas responsabilidades e colocar recursos no plano de saúde dos trabalhadores associados.

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PRINCÍPIOS E CONSENSOS - nesta mesa unitária, consensos foram construídos e eles devem ser referência para qualquer solução para a sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi: 

- Manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados em seu custeio mutualista intergeracional;

- Garantia de cobertura para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes;

- Investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF);

- Co-responsabilidade na gestão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social;

- Não redução de direitos e programas de saúde.
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De 2014 para cá, 2018, nós vencemos etapas importantes na defesa da Cassi. O país sofreu um golpe de Estado e as forças políticas que tomaram o poder têm compromisso com o mercado, com o Estado Mínimo. Nele não cabem bancos e empresas públicas, direitos sociais garantidos pelo Estado como direitos trabalhistas, saúde, educação, segurança etc.

Na área do direito em saúde, o governo editou normas contrárias à existência de autogestões das empresas estatais federais, a CGPAR e suas resoluções 21, 22 e 23. Essas resoluções inviabilizam autogestões em saúde, prejudicam o direito em saúde de milhões de trabalhadores e determina que eles e suas famílias se dirijam ao mercado para comprar planos se quiserem ter assistência à saúde além do SUS, sucateado pelos governos e subfinanciado.

Colegas bancários e companheir@s de lutas, o momento é de busca de UNIDADE com foco na Cassi, no Saúde Caixa e demais autogestões em risco. Não permitam que o outro lado nos divida. Foi a unidade que salvou a Cassi nesses 4 anos em que estivemos juntos.

Abraços, William

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(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília)


Bancários do BB e da Caixa se mobilizam contra destruição dos planos de saúde


O governo Temer segue avançando na destruição dos direitos e conquistas dos trabalhadores. Já rasgou a Legislação Trabalhista, impôs a terceirização irrestrita e trata como letra morta normativos, contratos de trabalho e acordos coletivos nas estatais.

No Banco do Brasil e na Caixa as baterias estão voltadas para os planos de saúde (Cassi e Saúde Caixa) e visam a completa extinção do modelo de autogestão em saúde, medida que resultará, logo adiante, em desmantelamento dos próprios planos e, consequentemente, em fim da assistência. O que seria, aliás, um cenário adequado a uma empresa privatizada.

“A resposta a esse ataque obstinado do governo demanda organização e forte mobilização, para uma reação tempestiva e vigorosa. E isso requer de todos nós, bancários e bancárias do BB e da Caixa, consciência quanto ao tamanho do prejuízo que pode representar a destruição dos nossos planos de saúde”, ressalta a diretora do Sindicato e da Contraf/CUT, Fabiana Uehara, empregada da Caixa.

Com essa mesma avaliação de que há urgência em ir à luta em defesa dos planos de saúde, o funcionário do BB e diretor de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon, reforça a convocação à categoria bancária em geral e, em particular, aos bancários e bancárias do BB e da Caixa, para os protestos do 1º de Maio, nos quais estarão presentes trabalhadores das estatais e outras categorias. “É importante que esse 1º de maio se transforme em um marco no nosso processo de mobilização nos bancos, para garantia dos nossos direitos e de nossas conquistas”, lembra Zanon.

A manifestação unitária da CUT e demais centrais sindicais será no estacionamento entre a Torre de TV e a Funarte, a partir das 9h.

Fabiana Uehara destaca também a importância da participação dos bancários do BB e da Caixa no ato em defesa das estatais marcado para o dia 8 de maio, no Congresso Nacional.

Ofensiva do governo

A ofensiva do governo contra os planos de saúde das estatais foi determinada por resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nº 23, de 18 de janeiro de 2018.

Em 5 de abril, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) divulgou circular determinando às empresas a realização de “esforços para a adequação do Benefício de Assistência à Saúde, o mais rapidamente possível, ao disposto na Resolução CGPAR nº 23, não adotando quaisquer medidas contrárias às diretrizes estabelecidas”.

Clique aqui para ler a circular da Sest

A resolução proíbe, entre outras coisas, custeio da empresa maior que o dos funcionários e autogestão por RH (caso do Saúde Caixa), limita investimento na saúde dos trabalhadores pelas empresas, estabelece o quantitativo mínimo de 20 mil funcionários para que a empresa patrocine plano de saúde e determina a cobrança por dependente e o fim do custeio para a fase pós laboral.

A CGPAR 23 estabelece 48 meses de prazo para as empresas adequarem seus planos de saúde e proíbe novas adesões, instituindo a figura de reembolso para novos funcionários. Assim, os novos trabalhadores que ingressarem nas empresas públicas poderão ser forçados a procurar planos de saúde privados.

Confira, a seguir, resumo dos principais pontos da resolução:

1. Estabelece a paridade de contribuição entre banco e associados
2. Limita os aportes do BB à Cassi a 8% da folha de pagamento, incluindo neste limite as contribuições relativas aos aposentados – ou seja, reduz a participação do banco
3. Proíbe as patrocinadoras de custear plano de saúde para os aposentados, “respeitado o direito adquirido”
4. Determina que as estatais só podem ofertar planos de saúde que prevejam contribuições por beneficiário de acordo com a faixa etária e/ou renda
5. Futuros editais de concurso não podem oferecer benefícios de assistência à saúde aos candidatos
6. As empresas terão 48 meses para se adequar às novas normas.


Fonte: Evando Peixoto / Colaboração para o Seeb Brasília

25.4.18

Cassi - Banco do Brasil faz proposta para entidades representativas dos trabalhadores


(reprodução de matéria da Contraf-CUT. Sem juízo de valor e análise minha, apenas o sentimento expresso pelo que conheço da Cassi e do que vislumbro para o futuro: TRISTE!)


Entidades dos funcionários do BB e aposentados iniciam nova negociação sobre Cassi com o Banco


Proposta apresentada pelo Banco inclui cobrança por dependente



As Entidades de Representação dos Funcionários da Ativa e Aposentados do Banco do Brasil iniciaram um novo processo de negociação com o Banco, nesta terça-feira (24). 


O Banco afirmou que a proposta, cujos detalhes serão melhor apresentados aos funcionários da ativa e aposentados, tem como base o relatório da Consultoria Accenture, contratada e paga pelo BB conforme negociação anterior, com os parâmetros estabelecidos no Memorando de Entendimentos assinado em 21 de outubro de 2016.

A proposta apresentada altera o custeio do Plano Associados para ativos e aposentados, altera o modelo de governança paritária e quebra o princípio da solidariedade, instituindo também a cobrança por dependente. 

Com a Contribuição por titular, o Banco do Brasil mantém os 4,5% e os associados 4%, ficando permanente a contribuição extraordinária que iria até 2019. 

A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II). Assim, a cobrança por dependente se daria de forma diferenciada entre ativos e aposentados. 

Os aposentados teriam de contribuir com 100% do valor base (R$360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para o segundo em diante (R$72,11). 

Já para os ativos, seria 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$144,23 por dependente) mais 20% do valor base (R$72,11) a partir do quarto dependente. 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil direto para a Cassi. 

No caso da Contribuição Total, ficam estabelecidos os dois tipos de contribuição citados acima limitados a 10% da renda.

Mudança na governança

Com a mudança na governança, a Cassi passaria a contar com cinco Diretorias mais a Presidência (modelo atual tem três Diretorias e Presidência). A Presidência e a Tecnologia e Inovação seriam indicadas pelo BB. Os representantes de Administração e Gestão de Risco e Relacionamento seriam eleitos. E Produtos e Programas e Rede de Atendimento seriam representados por técnicos. 

A proposta para a Governança inclui ainda o voto de qualidade (voto de minerva) para o patrocinador no Conselho Deliberativo.

As Entidades farão debates com os associados para melhor entendimento e análise técnica da proposta.

Para Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a proposta do Banco aumenta consideravelmente o custo para aposentados e ativos de forma desigual quando penaliza os menores salários. “As mudanças no modelo de governança quebram a paridade de gestão e precisam ser muito bem estudadas, principalmente pela introdução de agentes de mercado e a instituição do voto de minerva, tão condenado pelos associados. É sempre bom lembrar que grandes planos de saúde no Brasil que quebraram recentemente eram geridos por agentes de mercado, sem compromisso com os associados. Orientamos os sindicatos a realizarem debates com as suas bases para discutir os impactos da proposta entre ativos e aposentados. ”

Fonte: Contraf-CUT

9.4.18

Opinião e agenda do Diretor de Saúde da Cassi





Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Desde a semana passada, voltamos à rotina de trabalho na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa Caixa de Assistência, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país, que pertence aos funcionários do Banco do Brasil.

Temos mais dois meses de compromisso na gestão como eleitos e os associados da Cassi têm grandes desafios pela frente em face do cenário colocado no setor de saúde suplementar e também em relação aos ataques que as autogestões das empresas estatais estão sofrendo através das resoluções CGPAR, principalmente a nº 23 que acaba por inviabilizar as autogestões caso os trabalhadores das estatais federais não consigam reverter as determinações abusivas desta resolução.

Em relação a nossa agenda de trabalho, início de semana é sempre de muita leitura e estudos da pauta das reuniões de Diretoria Executiva. Além disso, estou fazendo matérias especiais de agradecimento pelo trabalho conjunto que realizamos com a comunidade de cada Estado e Distrito Federal. Já fizemos as postagens para as unidades Cassi AC, AL, AM e AP. Para ler os textos é só clicar AQUI ou para quem acessa por computador de mesa ou Ipad ir nas categorizações no lado direito do blog, por ordem alfabética: "Balanço do Mandato" ou também por Estado, em "Bancários do Acre, Bancários de Alagoas etc". Dessa forma, é possível ver todas as nossas agendas no Estado desde o início do mandato.

Finalizado o mês de março, a Cassi e o BB devem começar em breve os EPS e check up de 2018 e vamos iniciar a devolutiva dos Exames Periódicos de Saúde (EPS), um importante trabalho entre o Banco do Brasil e a Cassi através do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Ano passado, criamos a "Semana da Devolutiva", uma agenda conjunta para chamar a atenção da comunidade sobre a importância dos exames preventivos, dos cuidados da atenção primária e as possibilidades de intervenção na melhoria da saúde dos funcionários da ativa. A Semana da Devolutiva foi muito bem avaliada por todos e desejamos que a Cassi e o BB aprofundem a parceria em prol da saúde dos trabalhadores.

Meu compromisso com as entidades sindicais e representativas e com os Conselhos de Usuários segue exatamente como foi ao longo desses 4 anos, com a apresentação de minha opinião e de minha leitura com relação às questões centrais dos direitos em saúde dos trabalhadores associados da ativa e aposentados e do futuro da Cassi e de seu modelo assistencial extremamente exitoso naquilo que está definido a realizar para a comunidade de participantes do sistema. 

Os déficits do Plano de Associados seguem altos pelos motivos que explicamos para o conjunto das lideranças da comunidade e não há soluções miraculosas. O déficit entre receitas operacionais e despesas assistenciais é porque as receitas baseadas em Folha de Pagamento e Benefícios com interferência a menor por parte do patrocinador patrão ano após ano ficam incompatíveis com a compra de serviços de saúde na rede prestadora que cresce com taxas de lucro para eles na casa de 15% ou mais por ano. A solução é orientar melhor o uso dos recursos ampliando a Atenção Primária, a ESF, as CliniCassi e cuidando dos participantes crônicos ao longo da vida. Básico isso, não tem milagre, tem escolhas.

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A Cassi e a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento estão com ações importantes em andamento em várias áreas, inclusive com o Plano de Ações de Curto Prazo (clique AQUI ou veja na linha do tempo da Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos AQUI). O Plano de Ações foi aprovado em janeiro na direção da Cassi, com ações centrais da Diretoria de Saúde e com propostas aprovadas que propusemos durante mais de 2 (dois) anos para melhoria das Unidades Cassi e CliniCassi, programas e políticas de saúde. Mostramos para vocês que esta Diretoria desenvolveu trabalhos importantes e que vão ficar para o futuro de nossa Caixa de Assistência.
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Enfim, eu convido a todas as lideranças dos Conselhos de Usuários e das entidades representativas, ou seja, a PARTICIPAÇÃO SOCIAL DA CASSI, a não esmorecer por causa de derrotas pontuais ou desânimos por cenários desafiadores. A UNIDADE é a melhor forma de defender a Cassi, os direitos dos associados, a SOLIDARIEDADE e a SUSTENTABILIDADE da Caixa de Assistência sem exclusão de parte dos associados, mantendo uma CASSI PARA TODOS.

Minha relação e compromisso segue sendo com os associados da ativa e aposentados, com os trabalhadores, com as entidades representativas da comunidade Banco do Brasil.

Abraços fraternos,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

21.2.18

Chapa 1 - Em Defesa da Cassi (No Piauí)





Olá prezad@s associados de nossa Caixa de Assistência e companheir@s de lutas em defesa da saúde e dos direitos dos trabalhadores.

Nossa autogestão está em período de consulta ao Corpo Social para eleger seu representante para a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (serviços próprios) e para eleger uma parte dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. É importante a participação de tod@s os associados para fortalecer o direito conquistado de fazer parte da gestão de forma paritária com o patrão patrocinador, o banco para o qual trabalhamos.

Hoje estivemos em Teresina (PI) para apresentar aos bancários e bancárias nossas propostas em defesa da Cassi e para avançar no modelo assistencial, que é fundamental para a sustentabilidade e perenidade da autogestão, sem perda de direitos em saúde.

Agradecemos o apoio dos companheir@s do Sindicato, que nos acompanhou nas visitas e reuniões nos locais de trabalho e fóruns de lideranças dos associados. Ao final do dia, tivemos a felicidade de nos reunir com os conselheiros e conselheiras de usuários da Cassi PI. Pudemos falar sobre as questões gerais como a mesa de prestação de contas, o Memorando de Entendimentos e a consultoria contratada pelo Banco do Brasil, o Plano de Ações aprovado pela governança da Cassi para 2018 e as questões entre Cassi e o órgão regulador. Depois, falamos de nossas propostas.

Destaco aqui um tema que abordamos hoje com os associados e que acaba virando bandeira de diversos programas e debates eleitorais:

Sobre capacidade, experiência e competência técnicas, autonomia e independência

Nossa Chapa 1 Em Defesa da Cassi congrega e deixa à disposição dos associados candidat@s que trazem grande experiência e capacidade técnica e política. Eu, Fabiano e Elisa acumulamos muito conhecimento na área de gestão de saúde, modelos assistenciais, direitos dos associados e negociações, setor saúde etc. Amaral, Ana Busato, Diusa e Mano também trazem experiências de gestão nos mais diversos espaços do Banco do Brasil e comunidade: gestão corporativa nas áreas do Banco, em áreas de relacionamento e representação sindical e associativa.

Sobre às questões de autonomia, independência, vínculo e referência, nossa Chapa 1 tem autonomia em relação ao Banco, aos governos, ao setor de saúde e mercado. Mas nós temos lado, nós precisamos das entidades sindicais e representativas, dos conselhos de usuários, das forças políticas que atuam na comunidade BB, para juntos podermos enfrentar processos negociais que podem afetar diretamente os direitos dos trabalhadores.

Para enfrentar problemas complexos da área de saúde e ameaças aos direitos dos bancários é necessário ter capacidade e estratégias políticas e apoio de entidades representativas porque se depender somente de decisões "técnicas" as possibilidades de manutenção dos direitos se reduzem drasticamente.

É isso, a Chapa 1 Em defesa da Cassi tem lado, é o lado dos associados, e sempre que entender que é necessário buscar apoio das entidades dos associados da Caixa de Assistência fará isso porque não basta conhecimento técnico ou em gestão sem capacidade política e correlação de forças para defender direitos de trabalhadores.

Abraços e pedimos o voto e apoio à Chapa 1 Em defesa da Cassi.

William Mendes


Post Scriptum (vídeos):

Estamos fazendo pequenos vídeos sobre essas agendas diárias na campanha e sobre alguns temas que queremos destacar. Vejam e compartilhem. Obrigado!

Vídeo 1 sobre chegada a Fortaleza (CE) - clique AQUI

Vídeo 2 sobre o dia da campanha no Ceará - clique AQUI

Vídeo 3 sobre o dia da campanha no Piauí e "competências técnicas" - ver AQUI

7.2.18

Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


Comentário do blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Segue abaixo a reprodução de matéria da Contraf-CUT sobre a mesa com o Banco do Brasil que debateu questões inerentes à Caixa de Assistência.

Também tivemos hoje, quarta-feira 7/02, na sede da Anabb uma importante reunião das entidades representativas e lideranças dos associados da Cassi. Assim como estamos fazendo desde o início de 2015, enalteci a unidade nacional que construímos em defesa dos trabalhadores da ativa e aposentados do BB e fizemos diversas análises e contribuições a respeito dos desafios que estão colocados para todos nós.

Estou em férias nestes dias, mas estamos atentos a todos os temas relativos à defesa dos associados de nossa autogestão. O relatório final da consultoria contratada pelo patrocinador Banco do Brasil nos foi entregue somente nesta terça-feira, e nossas equipes técnicas vão analisá-lo nos próximos dias, assim como eu mesmo o farei.

Vem aí o período de Carnaval, mas como têm nos alertado diversas lideranças populares e intelectuais do campo progressista, os ataques à classe trabalhadora não têm dado folga ao nosso povo. É sempre bom conclamar unidade em defesa de nossos direitos e pedir atenção a cada um de nós diariamente.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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(Reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos


Uma reunião Extraordinária da Mesa de Prestação de Contas da Cassi com o Banco do Brasil, Diretoria da Cassi e as Entidades Representativas dos Associados foi realizada, nesta terça-feira (6).

Na pauta inicialmente prevista estavam a apresentação das Ações de Curto Prazo aprovadas na Cassi e as respostas às recentes notificações da Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula os planos de saúde.

O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos. Segundo consta no Memorando, a empresa seria contratada para análise e revisão de processos e sistemas, buscando o aperfeiçoamento do modelo de gestão e de governança e dos processos internos, a redução de despesas, a viabilização de parcerias estratégicas e a criação de mecanismos de uso racional dos serviços do sistema integrado de saúde da Cassi.

A Consultoria apresentou o relatório entregue ao BB e à Diretoria da Cassi naquela tarde, e será objeto de análise dentro das instâncias de governança da Cassi e do Banco do Brasil. A Cassi e o BB farão um relatório resumido para disponibilizar às entidades.

AÇÕES DE CURTO PRAZO

A Diretoria da Cassi apresentou um conjunto de Ações de Curto Prazo desenvolvidas em cinco eixos principais:

- Negociação com a Rede Credenciada

- Otimização da Estrutura das CliniCassi

- Programas de Saúde

- Reorganização da Gerência de Tecnologia da Informação

- Política de Gestão de Pessoas

No detalhamento das ações apresentadas, estão a melhoria dos sistemas e coordenação de projetos na área de Tecnologia da Informação, a implementação de projetos como CliniCassi com horário estendido, revisão para melhoria do Programa de Assistência Domiciliar (PAD), equidade do acesso, revisão do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) para ampliação e monitoramento com vistas ao aperfeiçoamento.

As ações de curto prazo incluem Novos Programas com estudos do perfil epidemiológico da população Cassi, proposição de criação de novos programas de saúde (ampliar ações da Cassi na coordenação do cuidado da população) e, ainda, mudança na Política de Gestão de Pessoas, com estudos para elaboração de proposta de revisão do benefício de plano de previdência, revisão de benefício do plano de saúde e proposta de revisão do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da Cassi o que inclui melhoria dos processos para retenção de talentos.

RESPOSTAS PARA A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - ANS

O Presidente da Cassi em conjunto com a Diretoria de Governança do BB apresentou respostas dos itens notificados pela ANS, sendo 2 itens em descoberto que já estariam resolvidos na data da visita àquela entidade, algumas contas em aberto que foi demonstrado solução, sendo itens regularizados em setembro, dezembro e restando 4 contas com valores pequenos com solução em andamento.

Sobre a margem de solvência, a notificação foi de não conformidade leve e que poderia levar à criação de um TAC (termo de ajuste de conduta), não formalizado e, por isso, iniciou-se tratativa entre a Cassi e o patrocinador sobre fechamento das contas de 2018. Foi acertado então um adiantamento de receitas sobre as contribuições do 13º salário dos próximos 4 anos, como forma de garantir o funcionamento dos trabalhos e contas de 2018, num montante de 300 milhões.

PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

Considerando o momento ainda delicado da Cassi, o Banco do Brasil propôs iniciar um novo processo de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi. As Confederações Contraf-CUT e Contec se colocaram à disposição para iniciar as negociações, integrando à mesa as Entidades que participaram do processo negocial instalado desde 2015.

CONTINUIDADE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTOS

A Mesa de Prestação de Contas vai continuar acontecendo periodicamente a cada 3 meses, sendo que na próxima reunião, além das demonstrações contábeis haverá o início das ações de curto prazo. Além disso está previsto no Memorando, em até 60 dias, contados a partir do final da Fase 1 (entrega das propostas da consultoria) para definição da continuidade da contribuição e demais ações previstas naquele documento assinado pelas Entidades.

REUNIÃO DAS ENTIDADES E RESOLUÇÕES DA CGPAR

Como continuidade dos trabalhos da Mesa de Prestações de Contas, as Entidades da Mesa de Negociação realizaram reunião interna para discutir os desdobramentos das informações apresentadas pela Cassi e pelo Banco do Brasil. As entidades discutiram o detalhamento das ações de curto prazo com a presença dos diretores eleitos da Cassi, o convite ao processo negocial feito pelo BB e ainda a unificação de ações para debater e combater as Resoluções da CGPAR que alteram regras de planos de saúde das empresas estatais. Sobre essas resoluções os jurídicos das entidades devem fazer uma compilação e unificação de ações, bem como ampliar o debate com outras entidades representativas de empregados das outras empresas atingidas.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Mesa de Negociações, a reunião foi positiva por representar o cumprimento de uma fase prevista no Memorando, que era a apresentação do relatório da consultoria. Agora este relatório será debatido dentro da governança da Cassi para discussão sobre quais ações serão implementadas. A apresentação e detalhamento das ações de curto prazo construídas por todas as diretorias da Cassi foram bem recebidas e o resultado continuaremos acompanhando nas Mesas de Prestação de Contas. Os associados da Cassi devem ficar bastante atentos aos ataques vindos das Resoluções da CGPAR aos planos de saúde de empresas estatais. A Contraf-CUT já acionou o seu departamento jurídico para analisar quais ações faremos em defesa dos associados da Cassi e funcionários do Banco do Brasil, incluindo aqueles oriundos de bancos incorporados.

Fonte: Contraf-CUT

29.12.17

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (III)




A construção da mesa de negociação entre as entidades sindicais e associativas e o Banco do Brasil para encontrar soluções para a sustentabilidade da Cassi


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas.

Para fazer uma retrospectiva a respeito da construção da mesa nacional que contribuiu de forma decisiva para a manutenção dos direitos dos trabalhadores associados à Cassi e que permitiu a continuidade das atividades normais de nossa Caixa de Assistência nesses últimos anos, é necessário que eu faça uma pequena introdução resgatando a importância política das mobilizações e lutas dos bancários e suas entidades sindicais e associativas.

Ao longo de décadas de existência, a história da Cassi está invariavelmente ligada à história de lutas dos bancários do Banco do Brasil por saúde, condições de trabalho e demais direitos da cidadania. A reforma estatutária de 1996 foi marcada na época por um contexto político, econômico e social e teve influência importante do movimento de saúde dos funcionários do BB trazendo novas perspectivas para a Caixa de Assistência, que deixaria de ser uma mera pagadora de serviços no mercado privado de saúde e trazia a possibilidade de reorganização dos serviços de saúde da Cassi, através de promoção e prevenção, Atenção Primária (APS) e gestão e coordenação de cuidados da população assistida dentro do conceito de Atenção Integral à Saúde.

Uma década depois, as dificuldades econômico-financeiras da Cassi levaram o movimento sindical a reivindicar negociações com o Banco do Brasil para reestruturar a entidade e adequá-la para sua missão de cuidar da saúde dos trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas, dependentes e familiares. Na Campanha Salarial de 2005 foi conquistada cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho BB e Contraf-CUT que estabelecia mesa para buscar soluções para a Cassi e o déficit que consumia reservas e ameaçava inviabilizar a autogestão. As negociações ocorreram por cerca de dois anos e houve uma reforma estatutária em 2007 que deu um novo fôlego para a entidade de saúde.

Quando começamos o mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi em junho de 2014, a autogestão já vinha acumulando novos descasamentos entre receitas e despesas, e os resultados consolidados nos balanços sinalizavam que eram necessárias soluções negociadas politicamente entre o Banco e os bancários e não somente soluções "técnicas" e/ou no "âmbito da Cassi" como é comum os trabalhadores e suas entidades sindicais ouvirem por parte de empresas e patrões na hora de negociar direitos coletivos. Mesmo recebendo receitas operacionais extraordinárias como o BET no Plano de Associados, a Cassi havia fechado 2012 com déficit de 107 milhões e 2013 com déficit de 29 milhões (Relatório Anual 2013 - Consolidado, pág. 22).

As relações entre capital e trabalho são muito duras e a categoria bancária teve a capacidade de se organizar ao longo da história para ter mesas de negociações de direitos mas, ainda assim, os bancos alegam que não discutem ou negociam questões centrais como remuneração, saúde, condições de trabalho, emprego, plano de cargos, previdência etc. As negociações são arrancadas através de estratégia, organização, mobilização e luta unitária. E o resultado negociado por relações modernas de trabalho são sempre melhores para as partes - patrão e trabalhadores. Não à toa, a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários é uma das mais positivas para as partes (Bancos e empregados) ao longo de décadas.

Antes de ser eleito pelos associados para a direção da Cassi, eu era o coordenador nacional das negociações entre o Banco do Brasil e as entidades sindicais participantes do Comando Nacional dos Bancários e da Contraf-CUT. As experiências de mais de uma década de lutas em defesa dos trabalhadores nas principais posições de coordenação e negociação sindicais foram importantes para mim nos debates com os companheir@s de gestão na hora de pensar as melhores formas de defender os direitos dos associados da Cassi e de fortalecer a autogestão no que ela tinha de maior destaque - seu modelo assistencial de APS/ESF/CliniCassi.

Sindicatos, associações e eleitos da Cassi iniciam luta por uma mesa de negociação com o Banco do Brasil (2014/2015)


Ao final dos primeiros meses de trabalho na gestão da Cassi e no fechamento do balanço daquele ano e planejamento orçamentário para o ano de 2015, tivemos que desenvolver estratégias que nos dessem capacidade para enfrentar em pé de igualdade grandes pressões internas para avaliar e aprovar propostas de soluções para o déficit do plano de saúde dos trabalhadores que só oneravam o nosso lado e não o do patrocinador Banco do Brasil, que estava na gestão há décadas e com responsabilidades paritárias nos resultados operacionais da autogestão.

As propostas que só oneravam os trabalhadores tinham "embalagens técnicas" dando a entender que era "aceitar" ou "aceitar" aumentar coparticipações dos participantes, reduzir direitos em saúde, aumentar a contribuição somente dos associados, quebrar o modelo solidário de custeio (pedra angular do Plano de Associados), criar franquias sob internação, suspender programas de saúde etc. A alegação era a usual nas relações entre capital e trabalho, que o patrocinador BB não poderia participar com recursos na solução do déficit.

ASSOCIADOS TINHAM ACESSO À POSIÇÃO DO BANCO - Ao mesmo tempo em que sofríamos forte pressão interna para resolver dentro da Cassi o déficit, o patrocinador BB expressava a sua opinião e o seu ponto de vista em veículos de comunicação institucionais do Banco para os mais de 100 mil funcionários da ativa. Além disso, criou um site (Cassi em Debate) para reforçar sua opinião sobre a Cassi, o modelo assistencial ESF/CliniCassi, o modelo de custeio solidário, a eficiência da gestão da Cassi etc. Apesar de não concordarmos com aquelas opiniões, respeitei o que entendia ser o direito do Banco em opinar sobre essas questões.

Nossa experiência pesou na decisão de buscar soluções fora do âmbito da gestão da Caixa de Assistência. Perante o impasse entre eleitos e indicados para solucionar o déficit do plano de saúde dos trabalhadores, nós eleitos da Cassi nos reunimos com a Comissão de Empresa da Contraf-CUT no dia 17 de dezembro de 2014 (ler AQUI) e após explicarmos a situação, pedimos apoio para a construção de negociações nacionais em busca de soluções para a Cassi e a manutenção dos direitos em saúde dos trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

Daí em diante, dois jornais especiais foram publicados pelos sindicatos da Contraf-CUT, um ainda em dezembro (ler AQUI) e outro em janeiro (ler AQUI), e o ano de 2015 deu início a uma grande construção nacional de mobilização unitária com as entidades sindicais organizadas por Contraf e Contec, em parcerias com as dezenas de entidades associativas do funcionalismo do Banco do Brasil, principalmente as nacionais Anabb, Aafbb, Faabb; tivemos a participação importante dos Conselhos de Usuários em todo o país.

A direção da Anabb nos convidou para uma reunião ainda em janeiro de 2015 para falar a respeito da questão (ler AQUI). Em fevereiro tivemos um encontro nacional na AABB DF para organizar a luta pela Cassi e por uma mesa de negociação com o Banco (ler AQUI). Em março tivemos outro encontro nacional, desta vez na Afabb SP (ler AQUI). E o fruto dessa luta unitária foi a aceitação por parte do Banco do Brasil em iniciar mesa de negociação sobre Cassi a partir de maio de 2015. Importante lembrar que a direção do BB quis proibir a nossa participação na mesa. As entidades insistiram que os eleitos eram necessários porque o Banco tem acesso a todas as informações da Cassi no dia a dia e as representações dos associados, não.

É difícil para nossos leitores, colegas associados e participantes, ter a exata noção do quanto foi dura nossa agenda de trabalho como gestor eleito e poucos conhecem os bastidores da luta política que empreendemos no ano de 2015 para auxiliar na construção da mesa negocial. Por um lado, minha rotina na direção da Cassi seguiu normalmente, pois participei de todas as 52 reuniões ordinárias e 16 reuniões extraordinárias da Diretoria, com exceção nos períodos de férias daquele ano (mas li e deliberei com meu substituto). Foram deliberados naquele ano 1323 documentos.

Por outro lado, atuei com vigor no apoio da construção da mesa, junto às entidades nacionais. Nossa equipe não mediu esforços para auxiliar as entidades representativas naquela luta que traria propostas para a Cassi. Não por outro motivo, nossas jornadas sempre foram ininterruptas na defesa dos direitos dos associados e da Cassi: manhã, tarde, noite, madrugadas adentro lendo pautas de reunião, finais de semana. E nunca estivemos sós, sempre tivemos apoio daqueles que atuam conosco. Política demanda tempo e dá trabalho, mas é a melhor forma de resolver as questões sociais, inclusive as de direitos dos trabalhadores na relação com empresas e patrões.

A mesa de negociação entre entidades representativas dos bancários e o Banco do Brasil conquistou um acordo para a Cassi, uma etapa da luta pela sustentabilidade e manutenção de direitos


Foram praticamente dois anos de lutas unitárias para a assinatura do Memorando de Entendimentos, a Consulta ao Corpo Social e o Convênio de Parceria Técnica entre o Banco do Brasil e a Cassi. Eu tenho a exata noção do papel que desempenhei para a realização dessa luta exitosa. Acredito que muitas lideranças também.

As negociações e a unidade foram marcadas por grandes consensos construídos ao longo do processo. São eles:


- Manutenção do princípio da solidariedade como premissa fundamental do Plano de Associados em seu custeio mutualista intergeracional;

- Garantia de cobertura para ativos, aposentados, pensionistas e dependentes;

- Investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF);

- Co-responsabilidade na gestão entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social;

- Não redução de direitos e programas de saúde.


Antes do Memorando, a primeira proposta que o patrocinador Banco do Brasil fez em maio de 2015 não atendeu aos anseios das representações. O Banco propôs criar um Fundo na Cassi de 6 bilhões de reais e ele ficaria livre da responsabilidade com os aposentados do Plano de Associados. Ele transferiria para nós do Plano o risco atuarial e o risco de gestão daquele fundo. Além disso, propunha quebra da solidariedade tanto entre os participantes, rateando déficits com pesos diferentes por faixa etária, uso do plano e grupo familiar, e ele patrocinador não entrava no rateio. 


Foram mais meses e meses de lutas por outra proposta que atendesse nossas premissas. A demora por parte do Banco em fazer nova proposta (minha opinião), praticamente um ano e meio, fez com que a Cassi consumisse reservas mensalmente por causa dos déficits entre despesas e receitas. Até hoje as consequências dessa demora trazem sérias complicações para a autogestão no que diz respeito a não termos reservas livres como tivemos em anos anteriores. As autogestões e operadoras precisam atender diversas resoluções de ordem econômico-financeiras e regulatórias do órgão regulador (ANS).


MEMORANDO E MESA PERMANENTE - A estratégia desenhada de manutenção da mesa entre o BB e as entidades signatárias do Memorando durante o período em vigor do Acordo, até dezembro de 2019, é muito importante porque o setor de saúde suplementar em que a Cassi opera segue atravessando a mais séria crise de sua história. A nossa Caixa de Assistência sofre todas as consequências do mercado em crise. A melhor solução é acelerar a ampliação do modelo assistencial, cuja eficiência e resultados são muito bons (farei texto de balanço a respeito)

Já ocorreram 4 mesas de prestação de contas e existe um trabalho de consultoria contratada pelo Banco para assessorar na busca de soluções para a sustentabilidade da Caixa de Assistência.

Os próximos meses serão muito desafiadores para todos nós, e será necessário que TODOS fiquem alertas, e que se organizem para defender os direitos em saúde, a nossa Caixa de Assistência e o nosso Banco do Brasil como uma empresa pública primordial para o país.

Essa retrospectiva sobre a construção da mesa de negociação entre o Banco do Brasil e nós trabalhadores e entidades representativas é para enaltecer o conjunto das forças políticas que pertencem às entidades do funcionalismo e também para deixar a minha opinião que a melhor saída é sempre através de negociações entre as partes envolvidas em algum conflito ou questão complexa em nosso mundo do trabalho.

Abraços a tod@s vocês que nos leem e peço que compartilhem esse balanço porque fizemos com o desejo de dar informações a cada liderança e associado que vem empreendendo a luta em defesa da Cassi e dos participantes.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Leiam AQUI o 1º texto de balanço do mandato e AQUI o 2º texto.

14.12.17

Cassi realiza a 4ª prestação de contas do Memorando de Entendimentos (Opinião do Diretor de Saúde)


Publicado no site da Cassi em: 13/12/2017

A Cassi promoveu, dia 12 de dezembro, em Brasília, a quarta prestação de contas do Memorando de Entendimentos, para apresentar ações realizadas entre setembro e novembro de 2017. Participaram os diretores executivos da Instituição e representantes do Banco do Brasil e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB: Aafbb, Anabb, Contec, Contraf-CUT e Faabb.

O Presidente da Cassi, Luís Aniceto, abriu o evento destacando a importância do trabalho realizado e da mobilização das pessoas em torno da sustentabilidade da Caixa de Assistência. “Todos nós buscamos aqui construir a Cassi mais forte operacional e financeiramente, garantindo a sua perenidade”, disse.

O Diretor de Administração e Finanças, Dênis Corrêa, realizou a prestação de contas do trimestre, mostrando números referentes à receita, incluindo a contribuição extraordinária dos associados e o ressarcimento pelo BB, e à despesa, que compõem o resultado financeiro da Caixa de Assistência.

Os Diretores de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, e de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Almeida, fizeram considerações sobre a execução dos trabalhos em relação ao aperfeiçoamento do atual modelo operacional da Cassi.

O representante da consultoria Accenture, Rodrigo Rocha, apresentou o diagnóstico da atual situação da Cassi, realizado ao longo de 18 semanas. O trabalho envolveu, dentre outros aspectos, análise do modelo de remuneração de prestadores e a forma de acesso aos serviços de saúde. O modelo assistencial, focado na prevenção de doenças e promoção de saúde, foi apontado com um diferencial da Caixa de Assistência.

A Estratégia Saúde da Família, segundo a consultoria, também é favorável, e agora, é importante analisar os dados da população cuidada para ver a evolução das condições de saúde dos participantes ao logo do tempo. Segundo o estudo, os programas da Cassi são mais efetivos que os pesquisados no mercado, e podem ser mais assertivos quanto ao público-alvo e ao engajamento dos participantes.

A consultoria também apresentou possíveis modelos de relação com credenciados, que podem representar benefícios tanto para a Cassi como para os prestadores. O plano de implantação das ações será apresentado até o fim do mês de dezembro pela Accenture.

Veja, abaixo, o que disseram outros participantes.

“A clareza das informações apresentadas nos dá segurança de que a Mesa vem cumprindo o seu papel para o bom desempenho da Cassi. Algumas medidas apontadas pela consultoria, inclusive, já eram objeto das ações estruturantes durante o processo de negociação.”
Wagner Nascimento, Coordenador da Mesa de Negociação.

“O mais importante agora é a união de toda a Diretoria na adoção de ações estruturantes, para a perenidade da Cassi, e a humildade em receber as sugestões da consultoria, voltadas à sustentabilidade da Instituição. Ficou claro, na apresentação que vimos, que a Cassi é boa tanto para o patrocinador Banco do Brasil quanto para os associados.”
Emerson Luis Zanin, Gerente Executivo da Diretoria de Governança do Banco do Brasil.

“A consultoria nos trouxe uma nova realidade à tona. Para contribuir com a continuidade do bom trabalho realizado é preciso da participação dos associados da Cassi.”
Reinaldo Fujimoto, Presidente da Anabb.

“O trabalho da consultoria agregou conhecimento e desmistificou algumas conclusões erradas sobre a nossa Caixa de Assistência. A partir do trabalho realizado, vislumbro um futuro de desafios, mas otimista para a Cassi”.
Loreni Senger Correa, representante da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb).


Fonte: Cassi (com adaptações do Blog)


Post Scriptum:

OPINIÃO

Mesa de negociação foi processo de luta, nada veio por liberalidade

Prezad@s associados e entidades representativas, o momento é difícil, complexo. Vejam vocês que estamos vivendo um período de desmobilização social (final de ano, férias, carnaval etc), inclusive de nossa comunidade BB, e vamos atravessar meses que exigirão unidade em defesa dos direitos dos trabalhadores associados da ativa e aposentados no que diz respeito à Cassi e aos direitos em geral do povo brasileiro.

A constituição de uma mesa de negociação entre o patrocinador BB e entidades sindicais, sendo convidadas também as maiores entidades representativas dos associados, foi fruto de estratégia, compromisso com a base por parte dos eleitos que estavam na Cassi ao final de 2014 e luta unitária que fez com que o Banco abrisse negociações para buscar solução sobre o déficit do Plano de Associados, pois se dependesse da "técnica" e das formalidades nunca teriam havido negociações, porque as "soluções" teriam que ser internas, no "âmbito da governança", e as propostas eram todas desfavoráveis aos participantes e associados.

Nós procuramos as entidades sindicais no dia 17/12/14 para pedir apoio ao processo de lutas que se iniciaria a partir dali em defesa dos direitos em saúde dos associados e da própria Cassi (ler AQUI). A luta foi vitoriosa e ao final deste período de mais de 3 anos, os direitos foram mantidos - e as propostas eram todas desfavoráveis aos associados -, a Cassi tem reconhecido seu modelo assistencial ESF, que é hoje referência em todo o mercado de saúde, inclusive privado que visa lucro, e, neste ano, foi registrado na ANS. Agora, vamos ter que lutar unidos em 2018 contra as ameaças antigas e as novas em relação aos direitos em saúde dos trabalhadores.

Essa é a história real da existência dessa mesa negocial que levou ao acordo do Memorando de Entendimentos entre os patrocinadores da Cassi e, ao conquistar recursos extraordinários ao final de 2016, só uma etapa da luta pela Cassi e associados foi cumprida. Outra etapa começou logo em seguida. Quem segue nossas publicações neste Blog sabe a nossa opinião a respeito de tudo que é relativo à Cassi e aos direitos dos associados. A única solução viável para a Caixa de Assistência seguir cumprindo sua missão com solidariedade e manutenção dos direitos dos trabalhadores (ativos e aposentados) é ampliando a cobertura da APS/ESF/CliniCassi. Outras soluções podem ser "viáveis", "possíveis", "técnicas", seguir tendências do "mercado", mas a Cassi não seria mais a mesma.

No entanto, mesmo após mostrarmos os resultados impressionantes entre pessoas cuidadas por nosso modelo assistencial, vinculadas à ESF, ao se comparar com os resultados de pessoas não cadastradas ao modelo, e após 3 anos e meio de trabalho não tivemos recursos para ampliar a estrutura do modelo. Em nossa opinião, é necessário estender APS/ESF para o conjunto da população assistida pela Cassi. O que ampliamos no cuidado dos participantes foi pelo nosso compromisso e dos funcionários da Cassi, ou seja, saímos de 155 mil pessoas cadastradas na ESF no meio de 2014 para cerca de 180 mil, em um dos períodos mais difíceis da história da Cassi, com orçamento contingenciado nas unidades e CliniCassi. Valeu muito a pena, porque cada cadastrad@ a mais é uma vida que pode ter sido salva.

Durante nosso período de contribuição à gestão da Cassi, em um mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18), além de não aceitar que só os associados fossem onerados e responsabilizados pelos déficits do Plano, déficits que têm diversos motivos externos relativos ao mercado de saúde, mas que tem, também, responsabilidades do patrão Banco do Brasil como, por exemplo, no eixo das receitas por mudança no PCS, anuênio, congelamento salarial nos anos 90 e recentes reestruturações, enfim, atuamos para fortalecer a participação social - Conselhos de Usuários e entidades representativas -, e todas as lideranças sabem disso, fortalecemos o modelo de Atenção Integral, APS, ESF, CliniCassi, e desenvolvemos estudos que provam a eficiência do modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência.

Amig@s, os tempos exigirão mais unidade ainda entre nós na defesa da Cassi, dos direitos dos trabalhadores e de nosso banco público.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi

12.10.17

Cassi - BB é responsável por atraso na ampliação da Estratégia Saúde da Família


Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi BA.
Fortalecer a participação social é central na
existência da Caixa de Assistência.

Opinião

A estratégia mais promissora para a defesa da autogestão Cassi é fortalecer o espírito de pertencimento dos associados através de informações de qualidade, maior participação da base e formação política. Mas a gestão não pode seguir engessada por causa do patrocinador BB.


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa da classe trabalhadora.

Quero partilhar com vocês algumas reflexões a respeito de perspectivas e cenários em relação aos nossos direitos em saúde. Meu ponto de vista é marcado pela minha realidade objetiva. Sou um representante eleito pelos trabalhadores associados à maior autogestão em saúde do país, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. Estou no quarto ano de mandato atuando na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento de nossa entidade.

Antes de falar de cenários e perspectivas, compartilho com vocês que tive o privilégio nesta semana de conversar mais uma vez com as lideranças e participantes do Conselho de Usuários da Cassi BA e comunidade local. Por quase cinco horas trocamos muita informação, prestamos contas do mandato e ouvimos as críticas construtivas e sugestões e fortalecemos o pertencimento à nossa Caixa de Assistência. O fórum de conselheir@s é fundamental na luta pela defesa dos direitos dos trabalhadores associados e na defesa da própria Cassi. Agradeço a oportunidade e seguimos à disposição.


Investimento em formação é um dos pilares para a eficiência e sustentabilidade de uma instituição

Da mesma forma que estimular a participação social, a formação e capacitação também são centrais para criar o espírito de pertencimento à nossa Caixa de Assistência e comunidade BB. Ao longo de nosso mandato, sempre estivemos ao lado dos trabalhadores da Cassi nas Unidades em todos os Estados e DF, levando informações e orientações e apoiando a luta diária das CliniCassi e unidades para atender da melhor forma possível nossos participantes. 

Muitas vezes o trabalho de nossas equipes é dificultado por condições adversas devido a fatores que fogem ao controle da unidade de atendimento, e mesmo assim, temos abnegados funcionários que lidam com o Banco, com a rede prestadora, com os participantes e entidades representativas e demais atores locais com um desejo ímpar de atender às expectativas dos participantes do sistema de saúde Cassi.


Encontro de capacitação dos gerentes das unidades Cassi.

Como diretor eleito e responsável por importantes áreas de atividade-fim, passei praticamente meu mandato inteiro sem recursos básicos para investimento em treinamento e capacitação (déficit e orçamento contingenciado nas áreas administrativas). Só em maio deste ano tivemos alguma verba orçada para formação. Neste ano de 2017 temos feito um esforço grande para dar oportunidades de conhecimento em encontros presenciais para os funcionários da Cassi porque essa é uma estratégia de grande retorno com pequeno investimento administrativo e amplia a qualidade da gestão em saúde suplementar. Agradeço aos funcionários que têm participado desta jornada formativa.


Cenário do setor de saúde

O cenário em que a Cassi vem atuando nos últimos anos é um dos mais adversos da história de nosso país. O setor de saúde é hegemonizado por grandes empresas e corporações, cujos objetivos são vender serviços de saúde para a obtenção de lucro através da doença das pessoas ou da criação constante de "necessidades nos consumidores" para aquecer seus negócios. E mesmo quando as necessidades em saúde são reais, há uma indústria de exagero na área de exames, medicamentos e protocolos que encarecem de forma impagável os procedimentos.

São imensos os desafios colocados para operadoras de autogestão sobreviverem neste mercado de serviços cada vez mais concentrado na mão de poucos empresários, grupos de profissionais "cooperados", e com facilidades inerentes ao setor - um saber técnico na área da saúde, onde a palavra final seria do profissional de saúde que atende o cidadão. As características deste setor - desregulado e com foco no lucro - têm acarretado desperdícios de recursos dos planos de saúde e seus participantes e dificuldades de rede de atendimento.

Os usuários do sistema de saúde Cassi se perguntam Brasil afora, capitais e interiores, por que tal hospital ou profissional de determinada especialidade se descredenciou e não atende mais aos planos de saúde de nossa autogestão. Na amplíssima maioria das vezes são por questões comerciais, de estratégias agressivas de aumento de valores dos serviços prestados para o plano e seus "clientes", que no caso da Cassi são os donos. Às vezes, os empresários da saúde falam horrores da Cassi que não se justificam. O mau uso dos recursos e a guerra entre prestadores e planos/usuários está matando o sistema de saúde. É uma autofagia do sistema. Às vezes, as liminares da judicialização são absurdas e prejudicam até o paciente, além do plano coletivo dele.

Atualmente, com a crise no setor, hospitais importantes nas capitais estão pressionando, via descredenciamento, por aumentos exagerados nos serviços, e as vítimas dessa guerra comercial são os participantes dos planos. E o próprio plano de saúde é vítima porque se pagar tudo que os empresários da saúde impõem, o plano não terá existência longa por uma questão de sustentabilidade.





Perspectivas para a autogestão Cassi

Pergunta básica: existem alternativas para sistemas de saúde como o nosso lidarem melhor com esse setor tão complicado e complexo, porque é inevitável que tenhamos que comprar serviços de saúde neste setor, em seus mais diversos níveis de fornecimento de serviços e materiais? Existem sim.

Apesar do cenário complexo, nós da comunidade Banco do Brasil temos as melhores perspectivas para encontrar soluções para a sustentabilidade do sistema de serviços de saúde Cassi. Como gestor eleito responsável pelas políticas e programas de saúde do modelo assistencial da Cassi, baseado na Atenção Integral à Saúde, através de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), com unidades de atendimento CliniCassi e acompanhamento individual de pacientes crônicos ou sob riscos, percorremos um longo percurso neste país continental levando InFormação a todos da comunidade Banco do Brasil.

TEMPO PERDIDO NA SAÚDE CUSTA CARO - Na nossa opinião, a Cassi perdeu um tempo precioso na última década, em não ter ampliado a cobertura do modelo assistencial - ESF/CliniCassi. Explico isso através de dados, números e estudos para as lideranças e entidades representativas do funcionalismo, inclusive ao patrocinador BB e seus representantes. Desde o primeiro semestre de nosso mandato, em 2014, apresentamos propostas de ampliação do modelo e Iniciativas Estratégicas para a Cassi avançar e lidar melhor com o principal problema causador dos recorrentes déficits - a conta de despesa assistencial cobrada pela rede prestadora. Praticamente todo o orçamento de nossa autogestão é usado para pagar serviços na rede, de forma não ideal, não racional, por causa da forma como o mercado opera.


Boletim nº 5 em nov/2014 já apontava o
caminho para fortalecer a sustentabilidade,
mas representantes do BB são responsáveis
pelo modelo não avançar na governança.
Ler Boletim AQUI.

A mesa de entidades representativas do funcionalismo sabe dessas questões porque procuramos as entidades sindicais em dezembro de 2014 (ler AQUI) para pedir apoio nos debates com o Banco do Brasil sobre o déficit do Plano de Associados. Não achamos justo o lado do patrão querer passar a conta do déficit para o nosso lado dos trabalhadores associados, porque o BB e seus representantes têm muita responsabilidade nos resultados alcançados pela Cassi em sua missão de cuidar dos seus associados, bancários da ativa e aposentados, que atuam num dos setores que mais adoecem categorias profissionais do país, os dados são de fontes oficiais como o Ministério da Saúde.

Durante as negociações sobre déficit e sustentabilidade foi cobrado do patrocinador BB que validasse e implementasse os projetos de Iniciativas Estratégicas apresentadas por nós desde o fim daquele ano de 2014 porque as áreas técnicas das diretorias eleitas (áreas de atividades-fim) conhecem diagnósticos de problemas e têm propostas de solução. Dois anos se passaram e NENHUM projeto das diretorias eleitas foi adiante na gestão compartilhada, onde o patrocinador BB é gestor também e nada anda sem o aval do Banco. Enquanto se perdia tempo em avançar nas medidas estruturantes, o patrocinador BB insistia em não fazer proposta e se responsabilizar com recursos também para solucionar o déficit da Cassi. Insistia, ao contrário, em retirar direitos históricos dos trabalhadores. Enquanto isso, as reservas livres iam se esvaindo, bem como o Patrimônio Líquido da operadora diminuindo...

O impressionante é que mesmo após a luta unitária em 2015/16 do conjunto do funcionalismo conseguir arrancar uma proposta financeira emergencial que daria um fôlego para o déficit do Plano de Associados, enquanto estudos e medidas estruturantes fossem realizadas, já se passou mais de um ano e as áreas de atividades-fim não conseguem aprovação para encaminhar projetos e Iniciativas Estratégicas que podem efetivamente colocar a Cassi em melhores condições de enfrentar o problema maior de compra de serviços de saúde na rede prestadora.

MINHA OPINIÃO: O tempo passa há anos e os representantes do Banco do Brasil não aprovam nada que fortaleça a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o modelo de uso racional dos recursos do sistema Cassi. Acho isso lamentável!

Como disse em postagem recente (ler AQUI), a nossa área responsável por iniciativas que fortaleçam o modelo assistencial não conseguiu ampliar uma equipe de saúde sequer neste período do Acordo e Memorando de Entendimentos. 

Mesmo após a nossa Diretoria ter desenvolvido estudos nunca feitos na Cassi que indicam a eficiência do modelo assistencial e o quanto os participantes cadastrados e vinculados à ESF e CliniCassi têm melhores resultados em condições de saúde e no uso de recursos na compra de serviços da rede prestadora, que consome a quase totalidade da receita de nossa autogestão, estou perto de completar o mandato de 4 anos na área da saúde vendo retornarem os déficits na relação receitas operacionais x despesas assistenciais por absoluto atraso na ampliação do modelo assistencial da Cassi, que tem como missão a prevenção e a promoção de saúde através de atenção primária e cuidado contínuo dos participantes.

A Cassi, os associados e o próprio patrocinador BB poderiam ter melhores condições de enfrentar os déficits por causa dos abusos do setor de prestação de serviços de saúde, mas sem o gestor paritário BB dar essa chance, talvez não cheguemos ao futuro que poderíamos de sustentabilidade do sistema Cassi sem a perda de direito algum dos associados.

É o que penso após esse período de trabalho em conjunto com os associados e com os intervenientes de nossa Caixa de Assistência.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)