Blog de William Mendes, ex-dirigente sindical bancário e ex-diretor eleito de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
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28.12.17
Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (II)
Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento atuou para fortalecer a Cassi na Região Norte do país
Olá prezad@s associados e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.
Ao fazer um balanço de nossa atuação na Diretoria que é responsável pelo modelo assistencial (APS/ESF) da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e também responsável pelas unidades próprias (administrativas e assistenciais) nas regiões do país, achei interessante começar por uma retrospectiva de nosso trabalho junto aos Estados do Norte.
A região Norte é a de maior extensão geográfica do Brasil, cobre 45% do território nacional, tem mais de 17 milhões de habitantes, e tem o segundo menor IDH do país, superando apenas o do Nordeste. Isso já sinaliza questões básicas: há carência de estruturas sociais como saneamento básico, vias de deslocamento, e... carência de rede hospitalar e de profissionais de saúde. É composta pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. (IBGE/Wikipedia)
A Cassi está presente em todas as capitais da região Norte, onde temos uma unidade administrativa e uma unidade de atendimento à saúde, nossa CliniCassi. A comunidade Banco do Brasil e Cassi tem mais de 25 mil associados na região Norte. A promoção de saúde e prevenção de doenças, através da Atenção Primária à Saúde (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental na região para os participantes da ativa e aposentados e seus familiares. Mesmo com todas as dificuldades geográficas e estruturais, a Cassi tem mais de 9.700 participantes cuidados na Estratégia Saúde da Família. Sem esse acompanhamento, as condições de saúde da população e as despesas básicas seriam bastante agravadas pelo uso inadequado da rede prestadora.
A Caixa de Assistência é autogestão, é entidade de saúde de trabalhadores, organizada em modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário, e sempre esclareço aos usuários e intervenientes do sistema de saúde Cassi essas premissas do que somos. A Cassi é especial e diferente de outras operadoras de saúde do mercado privado. Nosso foco é cuidar de pessoas e não obter lucro com negócios de saúde/doença. Nós vamos aonde estão os trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil. Isso já traz consequência na sustentabilidade e no equilíbrio econômico-financeiro da operadora.
Ouvir a base, prestar contas e explicar como as coisas são na área da saúde suplementar é papel de um diretor eleito
Como gestor eleito pelos associados da Cassi, tive como premissa não me afastar das bases sociais que represento, além de formalmente ser o gestor das unidades Cassi no país. Também sou da Diretoria vinculada à relação com os Conselhos de Usuários, que existem a partir das unidades estaduais. Logo que cheguei à gestão em junho de 2014, defini como estratégico fortalecer a participação social, através de uma agenda permanente junto aos sindicatos, entidades associativas, Conselhos de Usuários e unidades do Banco do Brasil. A Cassi era uma desconhecida de seu público e lideranças e eu tinha que atuar para mudar essa realidade.
Essa definição de trabalho na gestão me trouxe alegrias e dificuldades. Para um dirigente com minha formação política, nada é mais gratificante que estar junto aos associados e usuários, junto às lideranças e entidades, e junto aos funcionários das unidades que administro. Acredito que tod@s perceberam que atuei de forma republicana com todas as entidades e representações dos participantes.
Por outro lado, para ter feito um mandato junto às bases, foi necessário trabalhar ao longo dos 4 anos em jornadas triplas - manhã, tarde, noite -, porque as demandas na sede já são gigantes e exigem muito estudo, leituras e debates. Só atuando em tempo integral o mês todo foi possível conciliar a presença nas unidades e o conhecimento que adquiri estudando muito a Cassi e tudo relativo à gestão em saúde. (alguns adversários políticos e burocratas tentaram dizer que o diretor só trabalha em dia de reunião de diretoria... é lamentável, mas faz parte da democracia)
Enfim, apresento abaixo um resumo de nossa presença nesses 4 anos junto aos participantes e unidades Cassi nos Estados do Norte. Sempre que possível, estivemos com os Conselhos de Usuários, visitamos as entidades representativas como sindicatos, entidades de aposentados, visitamos órgãos do Banco do Brasil como Super e Gepes, falamos com os Sesmt, e sempre fizemos reuniões de gestão com os funcionários da Cassi, para mostrar dados, orientar, ouvir etc. Aliás, foi o que mais fizemos nesse trabalho: prestar contas, ouvir reclamações, sugestões e propostas, esclarecer e pedir apoio ao modelo assistencial e mobilização em defesa da Cassi e dos associados.
CASSI ACRE - 3 agendas de gestão
2015 - Estivemos no Estado para a Conferência de Saúde, e agendas com o BB, entidades, Conselho de Usuários e reunião com funcionários.
2016 - Cumprimos agenda da Diretoria de Saúde em buscar parcerias para fortalecer a Cassi junto à comunidade local. Visitamos o Banco, o Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão.
2017 - Estivemos na Conferência de Saúde, e cumprimos agendas para fortalecer a participação social e o modelo assistencial APS/ESF.
CASSI AMAPÁ - 3 agendas de gestão
2015 - Contribuímos para a instalação do Conselho de Usuários e a 1ª Conferência de Saúde do Estado.
2016 - Cumprimos agenda da Diretoria de Saúde em fortalecer a ESF e a utilização da Cassi pelos participantes do Estado. Visitamos entidades e lideranças, o Banco e fizemos reunião de gestão.
2017 - Além da participação na Conferência de Saúde, também cumprimos agenda de fortalecimento da relação Cassi e comunidade local.
CASSI RORAIMA - 4 agendas de gestão
2015 - Participamos da Conferência de Saúde.
2015 - No final daquele ano, voltamos à Unidade para agenda de gestão. Após processo seletivo para gestores de unidades, em nível nacional, feito entre 2014/15, estávamos atuando na melhoria de gestão das unidades.
2016 - Cumprimos agenda da Diretoria em fortalecer a relação da Cassi com os órgãos do Banco do Brasil e com as representações da comunidade no Estado.
2017 - Além da Conferência de Saúde, fizemos reuniões com o Conselho de Usuários, Banco, Sindicato.
CASSI AMAZONAS - 4 agendas de gestão
2015 - Participação na Conferência de Saúde
2015 - Voltamos ao Estado para agenda de gestão, com nova gerência e fortalecimento das relações com a comunidade BB e Cassi.
2016 - Foi o ano em que o planejamento de nossa Diretoria era fortalecer a relação com o Banco do Brasil nos Estados, até porque temos convênios com o patrocinador como, por exemplo, de saúde ocupacional. Em todos os Estados, essa agenda foi muito positiva para todos.
2017 - Participação na Conferência de Saúde
CASSI RONDÔNIA - 3 agendas de gestão
2014 - Contribuímos para a reinstalação do Conselho de Usuários da Cassi no Estado. O desejo e apoio da Diretoria de Saúde e com a bela participação de lideranças de Rondônia e Amapá, e dos funcionários da Cassi, conseguimos em 2014 completar 100% de Conselhos de Usuários no Brasil, nos 26 Estados e DF.
2016 - Realizamos a agenda de parcerias Cassi e Banco do Brasil nos Estados, um planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento para aquele ano. Também tivemos o início de nova gerência na Unidade.
2016 - Voltamos no segundo semestre ao Estado para a Conferência de Saúde.
CASSI PARÁ - 2 agendas de gestão
2014 - Estivemos no Estado para a Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Naqueles primeiros meses de mandato, eu fiz um esforço grande para ir a todas as Conferências e consegui participar de 9 das 10 que ocorreram naquele ano.
2016 - Além da participação na Conferência de Saúde, fizemos uma agenda muito positiva de visitas às entidades e lideranças locais. Fomos ao Sindicato, ao Banco, AAFBB, nos reunimos com o Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão com funcionários.
CASSI TOCANTINS - 2 agendas de gestão
2015 - Estivemos em agenda de gestão na Unidade, com posse de nova gerência e fortalecimento das relações com lideranças locais da comunidade Banco do Brasil.
2016 - Estivemos na Conferência de Saúde e cumprimos uma agenda de fortalecimento da Cassi junto ao Banco, nas parcerias de saúde ocupacional e apoio à ESF. Nos reunimos com o Conselho de Usuários e reunião de gestão na Unidade.
Agenda fortaleceu a Cassi, a participação social e a relação com a comunidade do Norte
Neste período entre 2014 e 2017, fizemos um grande esforço em estar na região de maior extensão geográfica do país. Juro que foi difícil, mas foi muito gratificante. Valeu a pena conhecer as pessoas, as dificuldades reais que a comunidade BB enfrenta no dia a dia e, como gestor, foi fundamental para me dar subsídios na defesa das unidades e dos associados nas discussões na sede em Brasília.
Com todas as dificuldades que enfrentamos, tivemos humildade e firmeza nos propósitos. Quando começamos o nosso trabalho de representação na Cassi, tivemos que superar algumas desconfianças de forças políticas que não nos conhecia, mas fico feliz de ter hoje uma relação de muito respeito com todas as lideranças de cada Estado onde a Cassi está.
Sem o apoio de entidades representativas, eu não teria conseguido ir 21 vezes às unidades do Norte para realizar da melhor forma o nosso trabalho de gestor de saúde eleito pelos associados da Cassi. Foram 13 Conferências de Saúde, Agenda de Parcerias nos 7 Estados, 11 reuniões com os Conselhos de Usuários. Diversas oportunidades de falar da Cassi e da ESF e da promoção e prevenção.
Várias foram as maneiras de cumprir nossa agenda de defesa e fortalecimento da Cassi e dos associados nos Estados. Nos momentos mais difíceis, fui por conta própria, e fiz isso porque a Cassi e os direitos dos associados se transformaram em uma causa, em uma militância para mim. Enfim, o intuito sempre foi o de tratar a região Norte exatamente como as demais regiões do país.
É isso, esse é um breve balanço de nossa gestão em relação às unidades Cassi na região Norte do país.
Peço aos participantes que nos leram que compartilhem nosso balanço, se possível. Estou fazendo esse trabalho porque acredito que nós todos - equipe Cassi, Banco do Brasil, associados, participantes e entidades representativas - conseguimos superar grandes dificuldades nesse período, inclusive do mercado e da crise brasileira. Todos ganharam com isso. A Cassi é um imenso patrimônio da comunidade Banco do Brasil.
Abraços a tod@s,
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
Post Scriptum:
Ler AQUI o texto I do Balanço do mandato.
5.11.16
Cassi acerta parcerias pela promoção da saúde no Pará
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| Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato em Belém, Pará. |
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Finalizamos na sexta-feira 4 a agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento no Estado do Pará. Foram dois dias de muitos debates, participação social, troca de informações e conhecimentos, fortalecimento de parcerias pela promoção da saúde e prevenção de doenças e reforço da unidade em defesa da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB.
Inicio a matéria agradecendo muito a acolhida que tivemos por parte de todos e todas e reforço meus princípios, concepções e práticas de conduta cada vez que realizo uma agenda de lutas como essa pela defesa da saúde de meus colegas associados da Cassi e dos trabalhadores que representamos em nosso papel social.
Reunião Cassi, Super, Gepes, Sesmt e Sindicato reforça parceria pela promoção da saúde
O encontro da Direção da Cassi com o BB do Estado do Pará foi muito produtivo e traz perspectivas de trabalho conjunto para melhorar o nível de informação e conhecimento sobre a Cassi e sobre Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF) no quadro de associados da ativa, mais de 1.900 bancários paraenses.
Foram definidas diversas possibilidades de trabalho na área de comunicação nas ferramentas internas do BB e de maior participação da Cassi Pará nos espaços onde os bancários estiverem reunidos. O Sindicato dos Bancários se colocou à disposição para contribuir com os trabalhos de informar os bancários sobre a Cassi e as formas de terem suas necessidades em saúde atendidas.
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| Reunião com Conselho de Usuários da Cassi Pará. |
Reunião com o Conselho de Usuários da Cassi Pará
A primeira reunião de trabalho do Diretor de Saúde na sexta-feira foi com as lideranças recém-eleitas do Conselho de Usuários para o mandato 2016/18.
Agradecemos a oportunidade de falar com os conselheiros e após apresentar uma prestação de contas do mandato e das ações que estão sendo realizadas pela nossa Diretoria, nos colocamos à disposição para perguntas, críticas e sugestões. Tratamos de diversos temas, e um dos que mais se destacaram foi a proposta apresentada pelo patrocinador BB para solução do déficit do Plano de Associados.
Foram mais de duas horas de debates.
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| Reunião de gestão com funcionários da Cassi Pará. |
Reunião com os funcionários da Cassi Pará
O momento de reunião com os funcionários da Cassi em cada unidade tem sido muito gratificante. Juntos, trocamos informações, esclarecemos dúvidas e ouvimos sugestões de melhoria para a Cassi, os associados e os trabalhadores de nossa autogestão.
Conversar com os trabalhadores da empresa que administramos nos dá um conhecimento diferente daquele que colho diariamente nos estudos que fazemos dos documentos do passado e do presente.
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| Visita ao Sindicato dos Bancários do Pará. |
Diretor de Saúde da Cassi visita o Sindicato dos Bancários do Pará
Ao final do dia de trabalho, estivemos na casa dos trabalhadores bancários, o Sindicato. A entidade tem uma estrutura robusta para servir aos seus associados.
Mais uma vez, agradeço pelo apoio que recebemos do Sindicato que nos proporcionou passagens e hospedagem para levar informações de saúde e da Cassi para os bancários paraenses.
VIII Conferência de Saúde da Cassi Pará
Na quinta-feira 3 participamos da Conferência de Saúde e fizemos palestra sobre a "Sustentabilidade da Cassi".
Esta foi a 32ª participação deste Diretor da Cassi em Conferências de Saúde desde que começamos nosso mandato. Acho que o número demonstra o quanto nós valorizamos e respeitamos a participação social em nossa autogestão em saúde.
A diretoria que atuamos é a responsável pela relação com os Conselhos de Usuários. Das 32 Conferências que participamos e ajudamos a construir, 23 delas foram sem recursos da Cassi e, mesmo assim, nós nos movimentamos para fazer com que elas acontecessem em benefício da participação social e da transparência nas informações sobre a Cassi.
Somos cientes de nosso papel, mesmo em meio às crises.
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| Na AAFBB no Pará. |
Visitamos a sede da AAFBB no Pará
Na quinta-feira, estivemos ainda na sede da AAFBB, importante entidade associativa de aposentados da comunidade Banco do Brasil e que tem apoiado a Cassi nas lutas pela manutenção dos direitos em saúde dos participantes.
A presidenta da entidade estava com agenda na cidade e participou da Conferência de Saúde.
Descanso...
Chegamos na manhã deste sábado a Brasília e é hora de descansar um pouco, apesar de já ter sido preciso trabalhar um pouco no apoio à questões da nossa Caixa de Assistência.
Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
Post Scriptum:
- Agradeço à amiga Lorena, enaltecido, pelo livro que me deu "Dois irmãos" de Milton Hatoum (já estou lendo, companheira); aos amigos Serginho e Vera pelo meu Muiraquitã, que me dê força e sorte, e pela minha cachaça Jambu. Agradeço ao Gilmar e Fábio, pelo apoio na agenda de trabalho em Belém. E um grande agradecimento a todos da Cassi, na figura de nossa gerente Aurilene. Temos nos Estados equipes muito valorosas de trabalhadores.
- As despesas próprias desta agenda foram de cerca de R$ 150 porque tive o patrocínio do Sindicato.
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1.11.16
Agenda do Diretor de Saúde da Cassi (DF e PA)
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Encerramos nosso trabalho nesta terça 1º/11 agora, mais de 22h. Hoje e ontem, tivemos a agenda de trabalho focada nas deliberações da Diretoria Executiva da Cassi, bem como publiquei artigo abordando a proposta do patrocinador BB para a questão do déficit do Plano de Associados.
Sou favorável à proposta e fizemos contribuições em nossos votos internos na governança que, na nossa opinião, trazem perspectivas de maior êxito na aplicação dos recursos, caso a proposta seja aprovada pelo Corpo Social.
Leiam o artigo AQUI.
Também estamos produzindo o próximo Boletim da Diretoria de Saúde com mais um tema importante sobre o modelo assistencial da Cassi.
Nesta quinta 03 e sexta-feira 04 estaremos cumprindo agenda da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento em Belém do Pará, onde participaremos da VIII Conferência de Saúde da Cassi PA com palestra sobre o tema "Sustentabilidade da Cassi".
Além da Conferência, teremos a agenda de construção de parcerias em benefício da promoção de saúde e prevenção de doenças, que temos realizado Estado por Estado, com o Banco e lideranças locais.
Desde já, agradecemos muito ao apoio dado pelo Sindicato dos Bancários que está contribuindo com passagens e hospedagem do Diretor de Saúde durante os eventos em Belém.
Vamos descansar um pouco neste feriado.
Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.
William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)
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Post Scriptum (quinta 03, 23:40h, Belém):
Olá prezad@s leitores, finalizamos o primeiro dia de trabalho aqui na bela Belém do Pará. Tivemos uma ótima Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Pará.
Após a apresentação que fizemos, respondemos às perguntas muito objetivas e que contribuíram para o debate. Acredito que tod@s nós que participamos deste evento de participação social da comunidade BB do Estado saímos ganhando e com novos conhecimentos.
Vamos descansar que amanhã temos agenda cheia aqui em Belém.
Abraços,
William Mendes
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7.11.14
Agenda do mandato - de Norte a Sul fortalecendo a participação social na Cassi
Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,
Seguimos firme e com energia para fortalecer a nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, envolvendo o conjunto dos participantes no dia a dia da entidade e aumentando a cultura do pertencimento tanto dos associados quanto de suas entidades representativas.
Terminei hoje um périplo de milhares de quilômetros percorridos nos últimos dias para participar de Conferências de Saúde e para prestar contas do mandato na Caixa de Assistência.
BELÉM - PA - CONFERÊNCIA DE SAÚDE
Na sexta-feira 31 estivemos eu e o Henio, gerente executivo da Cassi, em Belém para participar da Conferência de Saúde e posse dos conselheiros de usuários. O evento teve uma boa participação dos associados e também das entidades representativas - Sindicato e associações do funcionalismo. Agradeço a acolhida e o nível dos debates que tivemos e agradeço também o belo trabalho da nossa equipe da Cassi, liderada pela nossa gerente Maria Aurilene.
BRASÍLIA - DF
Na segunda-feira 3 estivemos o dia todo em Brasília cuidando das questões da gestão da Caixa de Assistência. Estamos com muitos estudos e negociações internas em andamento neste fim de ano e teremos que trabalhar MUITO até o final de dezembro.
BOLETIM DOS ELEITOS - ainda na segunda, fizemos o 5º Boletim Prestando Contas Cassi, abordando a questão da Atenção Primária à Saúde. O boletim é um compromisso que cumpriremos até o último mês de mandato.
Na terça-feira 4 tivemos reunião da Diretoria Executiva.
SÃO PAULO - SP
Ainda na terça, estive em São Paulo para uma reunião política e de trabalho.
PORTO ALEGRE - RS - CONFERÊNCIA DE SAÚDE
Na quarta-feira 5 voltei a Porto Alegre para participar da Conferência de Saúde da Cassi, que também elegeu o Conselho de Usuários para o período 2014-16.
Participaram também do evento a Diretora eleita Mirian, os Conselheir@s eleitos Loreni e Tremarin e agradecemos muito a participação d@s companheir@s do Sindicato, da Fetrafi RS, e das diversas associações do funcionalismo, bem como a recepção de tod@s e o belo trabalho da nossa equipe da Cassi, liderada pelo nosso gerente Everton.
BELO HORIZONTE - MG
Na quinta-feira 6, uma equipe nossa da Cassi, incluindo a Diretora Mirian e alguns gerentes nossos, esteve em Belo Horizonte para visitar uma importante entidade de saúde suplementar e trocar experiências no setor (Unimed).
A estadia nas Minas Gerais teve uns contratempos pouco usuais: fiquei preso um tempão, na quarta à noite, no elevador do hotel esperando a empresa terceirizada me liberar e, na quinta, por causa de um baita temporal, ficamos no Aeroporto de Confins até de madrugada. Fui chegar a SP e dormir mais de 3 horas da manhã (com agenda para levantar cedo...)
SÃO PAULO - SP - PALESTRA PARA DELEGADOS SINDICAIS
Por fim, nesta sexta-feira 7, participei da reunião de delegad@s sindicais do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Esteve comigo nas apresentações e no debate, o nosso gerente da Unidade Cassi SP, Mário Jorge, para o qual agradeço muito a disponibilidade e o apoio.
Também agradeço a acolhida que tivemos por parte dos delegados e delegadas sindicais. Apresentamos um conteúdo de informações a respeito dos modelos de sistema de saúde que existem, os problemas e soluções nos modelos, abordamos a questão dos modelos de autogestão em saúde e os projetos para a Caixa de Assistência.
Também falamos do boletim Prestando Contas Cassi e agradeço a confecção dos boletins reproduzidos por nossa Contraf-CUT. Também agradeço o convite feito pelo Sindicato, na figura do companheiro e amigo João Fukunaga.
Chega né... depois desses milhares de quilômetros percorridos em 7 dias de gestão na Cassi, vamos descansar no fim de semana.
Estou cansado física e psicologicamente, mas estou leve pela sensação de estar realizando um trabalho voltado para uma entidade muito importante, e sigo firme nos propósitos de representar os trabalhadores da melhor forma possível.
William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi
Post Scriptum (03/11/16):
Resultado das eleições no Pará:
Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590
Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374
Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0
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Eleitores PA: Ativos = 1.971 / Aposentados = 764 (2.735)
Eleitores votaram PA = 1.613 (81,8%) / 312 (40,8%)
Total votos PA = 1.925 / válidos: 1.420 (%)
Chapa 1 Todos pela Cassi = 694 / 167 = 861 / 60,6%
Chapa 2 Maturidade = 079 / 012 = 091 / 06,4%
Chapa 3 Uma Nova Cassi = 249 / 034 = 283 / 19,9%
Chapa 4 Renovação = 119 / 066 = 185 / 13,1%
Votos Brancos = 196 / 015 = 211
Votos Nulos = 276 / 018 = 294
Total Votos apurados PA = 1.613 / 312 = 1.925
13.9.13
Obrigado Gushiken, pelo exemplo e pelo legado de luta e democracia!
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| Gushiken na comemoração dos 30 anos de retomada do Sindicato em 1979. Foto: Mauricio Morais. |
Faleceu um de nossos maiores ícones na história de luta da categoria bancária cutista e brasileira. Estou emocionado para escrever, mas agradeço o exemplo de vida, de luta, de dignidade e digo que todos os dias tento ser um dirigente sindical me inspirando em pessoas como o Gushiken e demais companheira/os de sua geração.
Eles deixaram um legado que me faz agir e cobrar de cada companheiro ao meu redor que nos esforcemos para ser ao menos sérios, esforçados e dedicados como eles na luta pelos trabalhadores e por um Brasil e um mundo melhor.
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| Grande timoneiro da luta dos bancários, na luta de classe e liderança da Central Única dos Trabalhadores. Foto: Raul Junior. |
Às vezes, é difícil, mas pessoas como o Gushiken dão muito orgulho pra nós tentarmos ser um pouquinho do que eles foram para os trabalhadores.
Gushiken, PRESENTE!
Obrigado!
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Post Scriptum:
Gushiken, não poderei estar nas homenagens a você companheiro porque estou a milhares de quilômetros de SP, em um curso de formação sindical.
Minha mente e meu respeito estarão nas homenagens deste momento.
Foto das companheira e companheiros que se reuniram em curso de formação sindical em Belém do Pará, para compartilhar conhecimento, produzir novos saberes e fortalecer a Central Única dos Trabalhadores.
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| Somos fortes, Somos CUT! |
Post Scriptum II:
Anotei no meu perfil do Facebook no mesmo dia o comentário abaixo:
"E ENTÃO, CHORAMOS DE TRISTEZA, CHORAMOS DE EMOÇÃO, E NOS PURIFICAMOS... E FICA-SE A VERDADE: SOMOS HUMANOS!
TRISTEZA PELA MORTE DE NOSSO COMPANHEIRO GUSHIKEN... OBRIGADO PELO EXEMPLO E PELA REFERÊNCIA DO BOM CAMINHO!!!
EMOÇÃO POR VER A FOTINHA E SABER DA PRIMEIRA AULA DE MINHA SOBRINHA FANNY... GAROTA DE ORIGEM POBRE, ALUNA DA UFU MG E COM SONHOS PELA FRENTE! UM BEIJO FANNY
Estamos em Belém do Pará e não poderei estar na última homenagem ao Gushiken. Obrigado companheiro!!!
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Luto,
William Mendes
2.3.12
Pra que servem os sindicatos?
Reproduzo excelente matéria formativa e informativa sobre a importância dos sindicatos e o movimento sindical bancário. A fonte é o blog da Articulação Bancária do Pará.
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O sindicato existe para defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Nossos direitos são frutos de muitas lutas e, para garanti-los, temos que ter um sindicato forte e de luta.
Nunca esqueçamos que governo governa e sindicato sindicateia! Ou seja: Sindicato é pra lutar!
Em nossa região, temos a FETEC-CN que reúne doze sindicatos das regiões Norte e Centro Norte. (Hoje, cada região do país tem uma federação com um certo número de sindicatos de bancários afiliados). E no país, temos a Contraf-CUT, que é a nossa Confederação e que reúne mais de 140 sindicatos em todo o país.
Há 20 anos, a categoria bancária tem uma CCT – Convenção Coletiva de Trabalho, que unifica as conquistas de toda a categoria, em qualquer município do país. Conheçamos e valorizemos essa luta e as conquistas.
Clicando nas imagens abaixo você vê primeiro um resumo da história de luta das bancárias, conheça um pouco sobre as lutas, dificuldades e vitórias da mulher bancária, neste belo trabalho coordenado pela companheira Deise Recoaro, da valorosa Contraf-CUT. Belíssima homenagem ao Dia Internacional da Mulher. (depois vem um resumo da história de luta da categoria)
A seguir, um pouco da história de lutas e conquistas da classe trabalhadora e da categoria bancária:
Sindicato pra quê? (*)
1 - Hoje temos emprego, salário, previdência, plano de saúde, e tantos outros direitos garantidos. Milhões de trabalhadores não têm. Amanhã, quem garante que não estaremos sem emprego, vivendo na informalidade, sem salário, sem renda, sem direitos, sem futuro? É pensando nisso que nos organizamos em sindicatos.
2 - Os direitos que os trabalhadores têm, hoje, são fruto de muitas lutas, vindas desde o século XIX. Duros combates e mobilizações para melhorar a vida dos trabalhadores se deram não só no Brasil (desde a escravidão), mas no mundo inteiro.
3 - A luta pela definição, e depois pela redução da jornada de trabalho, vem de 150 anos. Quando não havia sindicatos, nem direitos trabalhistas. Era o patrão quem decidia o preço da força de trabalho e a duração da jornada. Eram de 14 ou 16 horas diárias, e o trabalho das crianças e mulheres era não-remunerado.
4 - Só na década de 1920 os trabalhadores conquistaram a jornada de 8 horas diárias. E no Brasil foi garantida na lei só em 1932. A vida “produtiva” de um trabalhador não passava de 25 anos de trabalho. Os trabalhadores viravam bagaços humanos nas engrenagens das fábricas.
Na categoria bancária, a conquista da jornada de 6 horas veio somente em 1933.
5 - Só a partir de 1910 foram garantidos o descanso aos domingos e o direito a férias. E essas conquistas foram à custa de muitas greves, mobilizações de massas, sofrendo repressões violentas, torturas, prisões, desaparecimentos, mortes. Operárias queimadas vivas numa fábrica de Chicago são prova disso.
Na categoria bancária, em 1934 aconteceu a primeira greve geral da categoria e conquista da estabilidade a partir dos dois anos de trabalho e criação do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB), extintos em 1967, durante a ditadura militar.
6 - Os grandes banqueiros e empresários só acumulam lucros porque exploram os trabalhadores. Dinheiro não nasce em árvore, nem cai do céu. O lucro privado ou estatal é produto da exploração do trabalho e do trabalhar e da ausência de políticas sociais de distribuição da riqueza e dos benefícios gerados pelo trabalho humano, ou quando o Estado vira um comitê de negócios e interesses das classes que dominam a sociedade e monopolizam a economia.
Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os cinco maiores bancos do país, ganharam R$ 33,6 bilhões do Banco Central em 2011 como remuneração pelo depósito compulsório. Resultado das mudanças no compulsório adotadas no fim de 2010, o valor é equivalente a mais de 60% do lucro líquido destas instituições no período, que foi de R$ 50,7 bilhões. É dinheiro público sendo destinado diretamente para os bancos. Completo absurdo, mais uma enorme transferência de renda da sociedade brasileira para o setor financeiro, um dos que mais lucra no país.
Enquanto mais lucram, os bancos também lideram o ranking de reclamações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pela primeira vez desde que a listagem começou a ser divulgada, há doze anos. O setor conseguiu a proeza de desbancar os planos de saúde, que dominavam desde a primeira listagem. O setor financeiro também é campeão de reclamações no Banco Central.
7 - O 13º salário foi conquistado após grandes greves, confrontos sangrentos, desde 1953, em São Paulo. E só foi reconhecido em lei em 1962, no governo Goulart, após uma década de lutas.
As leis de aposentadoria, contra acidentes de trabalho, da licença-maternidade, da periculosidade e insalubridades, fundo de garantia por tempo de serviço, todas, foram resultados de muitas lutas, sem nenhuma dádiva do Estado e dos patrões.
Na categoria bancária, somente em 1957 vem a conquista da garantia de recebimento de horas extras e da aposentadoria por tempo de serviço.
E somente com a “Greve da Dignidade”, em 1961, a categoria bancária conquista o Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Em campanha junto com outras categorias, os bancários e os trabalhadores brasileiros conquistam nesse ano o 13º salário.
8 - Foram presos mais de cinco mil trabalhadores metalúrgicos, em greve, na frente do sindicato, em São Paulo. Para conquistar um direito que os trabalhadores já tinham na Europa, Japão e nos EUA, menos no Brasil. Questão social no Brasil sempre foi “caso de polícia”.
Nada veio por bondade dos patrões, dádiva do Estado, vontade de Deus, ou por “sorte” de alguns trabalhadores. Ao contrário, só a resistência, a organização, a luta, a mobilização coletiva, traz conquista e direitos.
Na categoria bancária, após greve de 69 dias, é instituído o Dia do Bancário, em 28 de agosto, em 1951. E em 1962 é conquistado o fim do trabalho aos sábados.
9 - Todo trabalhador tem direito de se sindicalizar, exercer sua cidadania sindical, opinar, discordar, propor, eleger e ser eleito, desde que participe ativamente da vida de seu sindicato. Quando sindicalizado, não precisa descontar a Contribuição Assistencial, que é decidida em Assembleia.
10 - Nunca é demais registrar: Do céu só cai chuva, sol e as bênçãos da fé. Todos os direitos trabalhistas, direitos sociais, políticos, que temos hoje, foram conquistados através de muitas lutas da organização sindical, dos movimentos sociais. Tudo é fruto de lutas. Se lutando já é difícil, sem luta é muito mais!
Na categoria bancária, em 1982 é conquistada a unificação da data-base de toda a categoria em 1º de setembro.
11 - O sindicato, ao cobrar Contribuição Assistencial dos trabalhadores não sindicalizados, faz um ato de justiça, pois as despesas de uma campanha salarial são grandes, e os direitos e benefícios, quando conquistados e garantidos, são distribuídos a todos e todas, os que lutaram e os que não lutaram. Não é justo que só os sindicalizados se responsabilizem pelos custos. Os sindicalizados sustentam a entidade, sempre, antes e após as campanhas salariais.
12 - Por consequência desse ato, a Contribuição Assistencial visa garantir recursos para as despesas da campanha salarial, como cálculos e acompanhamentos estatísticos e socioeconômicos, assessoria jurídica, produção de boletins, viagens para negociações, materiais, jornais, publicações de editais.
13 - O trabalhador sindicalizado tem direito garantido de assistência jurídica, seja individual ou coletiva, com advogados de direitos trabalhista, criminal e cível (atendendo demandas administrativas e judiciais de condomínio, taxas, contratos, direitos lesados, defesa do consumidor). (isto varia de sindicato para sindicato)
14 - O trabalhador sindicalizado tem direito a descontos em diversas instituições de ensino, lazer, esporte, saúde e outras, com as quais o sindicato tem convênio. Ter convênio não torna o sindicato "pelego", se ele priorizar a luta coletiva, a mobilização, a independência de classe, a formação política e a comunicação de classe.
15 - Uma negociação salarial é longa, difícil, cansativa, com avanços e recuos, ainda mais em tempos de crise. O sindicato negocia duramente para que você tenha reajustes sobre o salário, sobre o tíquete e todas as outras cláusulas que envolvem valores monetários. (Leia ao final o que foi conquistado pela categoria bancária).
16 - Tenha certeza que, se dependesse da empresa você receberia 0% de reajuste salarial e seus direitos seriam reduzidos e benefícios retirados. Só não nos atacam mais, porque lutamos coletivamente, e porque o sindicato luta com você.
17 - O sindicato pode negociar Acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com várias empresas e você pode se mobilizar e incluir sua empresa nessa relação. Só o sindicato pode negociar e assinar a PLR, pela CLT o sindicato tem o monopólio da negociação coletiva.
• Em 1995: Bancários são a primeira categoria a conquistar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em acordo coletivo.
Na categoria bancária, conheça as principais conquistas obtidas com muita luta por gerações de trabalhadoras e trabalhadores (e que os bancos “informam” como sendo benefícios dados por eles):
• Em 1933: conquista da jornada de 6 horas de trabalho.
• Em 1934: Primeira greve geral da categoria e conquista da estabilidade a partir dos dois anos de trabalho e criação do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB), extintos em 1967, durante a ditadura militar.
• Em 1951: Após greve de 69 dias, é instituído o Dia do Bancário, em 28 de agosto.
• Em 1957: Garantia de recebimento de horas extras e da aposentadoria por tempo de serviço.
• Em 1961: A “Greve da Dignidade” conquista o Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Em campanha junto com outras categorias, os bancários e os trabalhadores brasileiros conquistam o 13º salário.
• Em 1962: Fim do trabalho aos sábados.
• Em 1986: conquista do auxílio-creche.
• Em 1990: conquista do tíquete-refeição.
• Em 1991: unificação nacional dos pisos salariais.
• Em 1992: Assinatura da primeira Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para todo o país.
• Em 1994: Conquista do vale-alimentação.
• Em 1995: Bancários são a primeira categoria a conquistar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em acordo coletivo.
• Em 1997: Complementação salarial para bancários afastados por doença ou acidentes e conquista da verba de requalificação profissional na demissão. Criada a comissão permanente de saúde, que concluiu, em 1998, o Programa de Prevenção, Tratamento e Readaptação de LER/DORT.
• Em 2000: Inclusão na CCT – Convenção Coletiva de Trabalho da cláusula sobre Igualdade de Oportunidades.
• Em 2003: Primeira campanha salarial unificada da categoria bancária. Com greve, bancários dos bancos públicos conquistam a mesma PLR dos bancos privados.
• Em 2004: Conquista, com greve de 30 dias, de aumento real acima da inflação, o que vem se repetindo nos sete anos seguintes.
• Em 2006: Conquista do valor adicional de PLR. Pela primeira vez, BB e Caixa assinam a Convenção Coletiva de Trabalho junto aos demais bancos. Implantação de grupo de trabalho para debater assédio moral.
• Em 2007: Conquista da 13ª cesta-alimentação.
• Em 2009: Ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Mudança no modelo de cálculo e melhorias da PLR adicional. Extensão de direitos aos casais homoafetivos de incluir parceiros como dependentes no Plano de Saúde.
• Em 2010: Instrumento de combate ao assédio moral e valorização do piso salarial.
• Em 2011: Valorização do piso salarial e da PLR. Proibição da publicação do ranking de performance no cumprimento de metas usado para pressionar e assediar os trabalhadores.
(*) – Agradecimentos especiais ao historiador, educador e pesquisador sindical Helder Molina. Também agradecemos às equipes de comunicação da Contraf-CUT e do Seeb-SP.
Edição: Arte Bancária
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6.9.10
Correspondentes bancários terão de contratar segurança privada no Pará
(matéria de 06/09/10)
Pressionada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Segurança Pública do Pará e Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Pará, a governadora Ana Júlia Carepa voltou atrás sobre o veto ao projeto de lei que visa garantir a segurança da população mediante implantação do serviço de vigilância em todos os estabelecimentos de correspondentes bancários (lotéricas, supermercados, farmácias, etc.).
O projeto, que chegou a ser vetado por decreto da governadora, deve gerar cerca de três mil empregos diretos. Segundo a Consultoria Geral do Estado, a medida será encaminhada à Assembleia Legislativa (AL).
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Juber Oliveira, trata-se de uma medida de bom senso. "Isso representa uma vitória para a categoria, pois praticamente lutávamos para garantir um serviço que já existe. O Pará, por exemplo, possui 154 casas lotéricas e a maioria delas tem a segurança composta por policiais biqueiros, quando poderia ser feita por profissionais qualificados para aquele tipo de serviço", destaca.
Ao saber da notícia, o presidente do Sindicato das Empresas, Oziel Carneiro, também ficou satisfeito. "Era tudo o que queríamos. Essa luta vem ocorrendo desde o final de julho, época em que a governadora vetou o projeto, e confesso que cheguei a ficar desmotivado, pois sabemos que quando um projeto aprovado por unanimidade, como foi o caso, retorna para a AL, em geral, é arquivado", afirma.
POPULAÇÃO
Nas ruas, a população que usufrui do serviço naqueles estabelecimentos se diz a favor do projeto. "Toda vez que vou a uma casa lotérica fico com medo de ser assaltada. Não tem segurança nenhuma", comenta a administradora Lorena Santos, cuja opinião é compartilhada pelo empresário Victor Araújo: "Já presenciei um assalto em uma farmácia e, desde então, fico com medo de pagar contas. Mas temos de ir porque os bancos vivem lotados. Se tivesse segurança, com certeza eu iria fazer isso com mais frequência".
Dados do Sindicato das Empresas de Segurança mostram que, somente em Belém, há cerca de 100 pontos de loterias e outros 300 pontos de farmácias e supermercados que realizam serviços bancários.
Fonte: Diário do Pará
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15.6.10
Domingo, 20 de junho (Volta de Belém)
27.1.09
FSM em Belém - Pará (25 de janeiro a 1º de fevereiro)
Na semana de 25/01 a 01/02 estarei participando do Fórum Social Mundial em Belém do Pará.
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William Mendes
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