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9.3.13

Chapa 1 - CUT Bancários vence eleições do Sindicato de Brasília


COMENTÁRIO DO BLOG

Parabenizo os bancários de Brasília pela escolha do companheiro Eduardo Araujo e demais componentes da chapa, pois acompanho o trabalho deles e tenho no Sindicato de Brasília uma referência de trabalho combativo, classista e com o foco nos trabalhadores.

Eduardo Araujo, bom trabalho à frente dos bancários de Brasília. Você sabe que pode contar comigo! Somos companheiros e amigos. 

Abraços,

William Mendes
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Vitória da democracia, da participação dos bancários e da unidade nacional

Com exatos 5.585 votos (56,39% dos votos válidos), a Chapa 1 - CUT Bancários - Autonomia e Ousadia com Responsabilidade, encabeçada por Eduardo Araújo, venceu a eleição que escolheu a nova diretoria do Sindicato para o triênio 2013-2016. A Chapa 2 obteve 6,67% dos votos e a Chapa 3, 36,94%.

Foram três dias de votação, que terminou nesta sexta-feira (8). A apuração teve início à 00h40 deste sábado (9) e terminou às 6h da manhã do mesmo dia, no ginásio de esportes da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef-DF). Participaram do pleito 10.119 associados, numa lição de exercício de cidadania e democracia.

Logo após o anúncio do resultado, o novo presidente eleito do Sindicato, Eduardo Araujo, que foi diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, agradeceu a confiança depositada pelos bancários, reforçou o seu compromisso com a categoria e destacou a importância da unidade.

"Fizemos uma campanha propositiva. Agradeço a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro de Brasília, que reconheceram a nossa história de luta no movimento sindical. Os desafios são grandes, mas estamos totalmente comprometidos com a categoria. Vamos planejar e organizar as campanhas para ampliar as conquistas, sempre na defesa dos direitos de todos os trabalhadores e contando com o apoio dos sindicatos de todo o país", destacou Araujo.

Venceram a democracia, a unidade nacional e a autonomia

Presentes na apuração, dirigentes do movimento sindical de todo o país parabenizaram a Chapa 1 pela vitória. "Felicito o companheiro Eduardo Araujo e todos os integrantes da Chapa 1 pelo resultado. Também parabenizo o companheiro Rodrigo Britto (atual presidente do Sindicato) por conduzir a vitória da Chapa 1 e pelo êxito que vem obtendo à frente da Central Única dos Trabalhadores de Brasília. Estaremos ao lado dos companheiros Eduardo Araujo e Rodrigo Britto em todas as lutas em defesa dos trabalhadores do ramo financeiro", afirmou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, ao lembrar que o Sindicato de Brasília é um dos mais importantes do território nacional.

Jacy Afonso, ex-presidente do Sindicato e secretário de Organização da CUT Nacional, falou sobre o processo de renovação da diretoria do Sindicato. "Desde 2004, a renovação contínua transformou a diretoria da entidade numa seleção, com os melhores representantes", frisou. "A vitória da Chapa 1 significa que os bancários de Brasília querem a continuação de um sindicato classista, com autonomia e ousadia", acrescentou.

Ao congratular os integrantes da Chapa 1 pela vitória, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, destacou que o resultado da eleição é fundamental para a unidade nacional da categoria. "O êxito da Chapa 1 é fruto de um trabalho que é feito há anos pelos companheiros de Brasília e que vem enriquecendo a nossa Convenção Coletiva Nacional, que completou 20 anos no ano passado, com a ampliação das conquistas para todos os bancários", destacou.

"A vitória da Chapa 1 é a garantia da participação de todos os bancários e bancárias nas decisões que envolvem a categoria, representando, desta forma, o reconhecimento dos trabalhadores e o fortalecimento do processo democrático do Sindicato, que é um dos mais importantes de todo Brasil", concluiu Carlos Cordeiro.

Presidente da CUT Brasília e atual presidente do Sindicato de Brasília, Rodrigo Britto parabenizou a Chapa 1 pela vitória. "A classe trabalhadora saiu vitoriosa com o êxito da Chapa 1 no pleito da eleição para a diretoria do Sindicato, pois esses dirigentes sindicais são forjados na luta e fiéis aos princípios de autonomia, independência, democracia e solidariedade de classe da CUT. Parabéns à Chapa 1. Somos fortes, Somos Chapa 1, Somos CUT".

Homenagem

Pouco antes do início da apuração, os bancários fizeram uma homenagem ao diretor do Sindicato, Márcio Antônio Teixeira, falecido no último dia 21 de fevereiro, durante atividade sindical na região administrativa de Ceilândia.

Em coro, os trabalhadores gritaram: "Márcio, presente!", enquanto soltavam balões vermelhos personalizados com o rosto do dirigente sindical, que era funcionário do Bradesco e dedicou grande parte da sua vida à luta dos trabalhadores. Um grande banner com a foto de Márcio foi exposto no ginásio da Apcef.

Confira a composição da diretoria eleita do Sindicato para o triênio 2013/2016:

Executiva

Presidência - Eduardo Araujo de Souza (BB)
Secretaria-Geral - Maria Aparecida Sousa - Cida (BRB)
Secretaria de Finanças - Wandeir Souza Severo (Caixa)
Secretaria de Administração - Rosane Maria Goncalves Alaby (Santander)
Secretaria de Imprensa - Talita Régia da Silva (Cooperforte)
Secretaria de Assuntos Jurídicos - Wescly Mendes de Queiroz (BB)
Secretaria de Formação Sindical - Antonio Abdan Teixeira Silva (Caixa)
Secretaria de Política Sindical - José Garcia de Sousa Rocha (Bradesco)
Secretaria Social e Cultural - Sandro Silva Oliveira (Itaú)
Secretaria de Relações com a Comunidade - Saulo Rodrigues dos Santos (BB)
Secretaria de Comunicação e Divulgação - Jeferson Gustavo Pinheiro Meira (BB)
Secretaria de Assuntos Parlamentares - Louraci Morais dos Santos (Itaú)
Secretaria de Estudos Socioeconômicos - Cristiano Alencar Severo (BRB)
Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho - Wadson Francisco dos S. Boaventura (BB)

Conselho Fiscal

Conselheiro Fiscal Efetivo - Antonio Eustáquio Ribeiro (BRB)
Conselheira Fiscal Efetivo - Cinthia Damasceno Reis (BB)
Conselheiro Fiscal Efetivo - Edmilson Wanderley Lacerda (Itaú)

Conselheira Fiscal Suplente - Fabiana Uehara Proscholdt (Caixa)
Conselheiro Fiscal Suplente - José Herculano do Nasc. Neto - Bala (Caixa)
Conselheira Fiscal Suplente - Larissa Cristina Ribeiro Lopes (BV Financeira)

Diretoria

Adilson Antonio de Sousa (Caixa)
Alfredo Núncio da Silva Sol (BRB)
Daniel de Oliveira (BRB)
Fátima Suzana Marsaro (BB)
Helenilda Ribeiro Cândido (Caixa)
Jaqueline Perroud do Sacramento (BB)
Karina Gomes Sena (BB)
Kleytton Guimarães Morais (BB)
Lilian Julia Pires (BRB)
Maria Mônica Holanda Oliveira (BB)
Mariana Marques Goncalves Ferreira - Dara (Caixa)
Marianna Coelho de Almeida Akutsu Lopes (BB)
Paulo Wilson de Araújo (Caixa)
Peterson Gomes de Miranda (BB)
Rafael Zanon Guerra de Araújo (BB)
Rafaella Gomes Freitas (Caixa)
Raimundo Dantas de Lima (HSBC)
Renato Shalders (Caixa)
Roberto Alves de Sousa (Itaú)
Ronaldo Lustosa da Rocha (BRB)
Sérgio Henrique Oliveira Silva (Caixa)
Teresa Cristina Mata Pujals (BB)
Vanessa Sobreira Pereira (Caixa)
Vicente de Paula Mota Frazão - Piqui (HSBC)

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

8.12.12

Eduardo Araujo analisa descaminhos da gestão do bb



Carta aos colegas do Banco do Brasil

Colegas,

Gostaria, em primeiro lugar, de dizer a todos que os diretores do Banco do Brasil são ex-colegas, e não representam nenhum bancário e sim os acionistas do banco (governos e capitalistas privados), além, é claro, de seus interesses pessoais.

Em audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, na segunda-feira, dia 3 de dezembro, os representantes do BB utilizaram levianamente uma das minhas correspondências aos colegas para alegar que os sindicatos pregavam a não compensação de horas. A leitura correta do acordo não se resume ao escrito. Essa leitura deve contextualizar o que foi historicamente negociado de fato, sem considerar os valores individuais dos que assumiram a direção da empresa e/ou determinam os seus limites da negociação coletiva deste ano.

“Exigir o cumprimento integral da cláusula 56ª da CCT, que prevê a compensação dos dias de greve” é posição exclusiva da atual diretoria do banco, a mesma que autoimplantou um sistema de bonificação que estabelece uma gestão de processos e não de pessoas, que transfere para uma confraria de superintendentes o "poder supremo", que contrata um seguro pessoal para, na minha opinião, fazer qualquer “barbaridade” sem responder por seus atos “de gestão”. Atos estes que geram mais passivo trabalhista para o BB, além dos R$ 2,63 bilhões contabilizados no 3º trimestre de 2012. Enquanto os bancários produzem resultados, em muitos casos sacrificando sua saúde e família, esses diretores geram prejuízos de toda ordem, sem demonstrar a menor preocupação com o clima organizacional ou relacionamento interpessoal que restará após implantadas suas decisões em cada unidade.

A direção do BB ameaçou, por meio de Boletim de Pessoal assinado pelos diretores Carlos Netto e Carlos Neri, abrir processo disciplinar contra grevistas e não considera isso atitude antissindical. Considero que, pelo conteúdo reiteradamente veiculado no folhetim retromencionado, este deveria ter seu nome alterado para Boletim da Direção, pois nele não se veicula, por exemplo, abertura de processos seletivos para comissionamentos nem outros temas de interesse dos bancários. Ainda é preciso explicar para eles a diferença profunda que existe entre “poderão” e “deverão”.

Medir o nível de conscientização e profissionalismo do corpo funcional nessa situação é um absurdo gerencial. Antes de “cobrar respeito” ao acordado no ACT dos bancários, o banco deveria cumprir a sua parte, como, por exemplo, em relação ao ranqueamento de funcionários, ao compromisso do pagamento do BET dos pré-67 na Previ, à implantação (?) do plano odontológico após estourados todos os prazos e, especialmente, ao combate ao assédio moral com o funcionamento dos Comitês de Ética, entre outros.

Dizer que temos Vice-Presidência e Diretoria de Gestão de Pessoas também não parece razoável, uma vez que a Diretoria que determina o plano de comissões está vinculada ao Presidente, e o gerente que determina que 16 mil postos de trabalho serão extintos é o da unidade de Relações com Investidores do BB.

Para nós, bancários, antes de tudo, deve-se respeitar o ser humano! Encerro parafraseando a diretoria: “Respeitar o pactuado é fundamental para a manutenção do bom relacionamento entre as partes”. Mas, antes de tudo, em todo acordo não cabem interpretações unilaterais.

Eduardo Araujo de Souza
Presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Brasília

29.8.12

BB faz truque com comissionamentos


Apresentação

Reproduzo abaixo excelente texto do grande companheiro Eduardo Araujo, que coordenou as negociações antes de mim e que tenho nele e em Marcel Barros boas referências na coordenação da CEBB, que ora tentamos contribuir com a nossa experiência para avançar nas estratégias de lutas para os bancários do Banco do Brasil.



Eduardo Araujo, companheiro do Sindicato de Brasília.

Artigo: Eduardo Araujo


Neste período do ano, época de negociação coletiva, a direção do BB faz pouco das reivindicações dos funcionários e funcionárias por meio do Boletim de Pessoal, assinado pelo diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri.

Vamos desvendar os truques embutidos na argumentação do diretor Neri e mostrar que, ao contrário do que ele afirma, é verdade que a gestão do banco utiliza a prática de descomissionamentos de modo constante e arbitrário.

Neri reconhece que houve “apenas” 138 descomissionamentos por ato de gestão. Mas a questão central não é a quantidade de descomissionamentos, e sim o uso desse instrumento arbitrário por parte de gestores despreparados para gerenciar pessoas. Como a retirada da comissão por ato de gestão dispensa o administrador de dar explicações reais e justas, usam isso como ameaça aos 68.975 comissionados, que assim ficam totalmente reféns dessa política dos gestores.

Foi para impor travas a esse modelo de gestão por ameaça que o movimento sindical incluiu no acordo coletivo de 2010 a cláusula estabelecendo a regra segundo a qual só pode haver descomissionamento após três avaliações de desempenho negativas. O BB está usando uma série de truques para descumprir essa regra e pressiona para retirar a cláusula do acordo.

O diretor Neri afirma que “apenas” 102 descomissionamentos no ano passado foram motivados por processo disciplinar. Mas na verdade grande parte desses descomissionamentos é de responsabilidade da gestão de pessoal do BB. Decorreram de ação disciplinar, muitas delas por conta do descumprimento de normas para atingir os objetivos absurdos do “Sinergia”. Entre outros, enquadram-se aí os mais de 20 casos recentes envolvendo gerentes de Minas Gerais e do Acre.

Portanto, é verdade que o banco não descomissiona aleatoriamente. O truque está na ameaça diária de descomissionar sua gerência média, além de convidar outros tantos para se aposentar.

Também é verdade que somente no primeiro semestre de 2012 foram realizadas 8.325 ascensões profissionais, mas a maioria delas o movimento sindical vinha reivindicando havia vários anos. O truque do banco foi a adequação desses comissionamentos na implantação das PSO (Plataformas de Suporte Operacional). Antes, mais de 7.000 caixas eram ativados em caráter de substituição, coisa que sempre denunciamos e a direção nada fazia, porém pouco mais de 5.000 foram efetivados com as dotações enxutas da plataforma.

Também cerca de 300 gerentes de serviço foram nomeados nas PSO. Antes, eram responsáveis pelo “Carteirão”, pelas atividades internas de tesouraria, etc. Sempre questionamos essa parametrização que gerava insegurança para os funcionários e um péssimo atendimento à população.

O diretor Neri afirma que o BB não aceita assédio de qualquer natureza, mas o que comprovamos na prática são as denúncias diárias de assédio moral entre gestores e subordinados. O assédio é ainda mais grave entre superintendências e gerentes. Obviamente que estes não denunciam por medo de retaliação.

O Banco do Brasil expõe o resultado de pesquisas internas, nas quais 90% dos funcionários consideram respeitosa a relação entre superiores e subordinados, mas nada fala sobre ética e venda responsável de produtos aos clientes. Pois as metas abusivas realmente não podem ser consideradas assédio moral, mas o modo de cobrança dessas metas sem as adequadas condições de trabalho constitui uma violência organizacional, campo fértil para o que a direção chama de “eventuais desvios individuais de conduta funcional”.

Todos esses dados demonstram que a "Ditadura" do BB não respeita seus funcionários. Parafraseando o diretor, “reflitamos todos sobre esse importante assunto”.


Eduardo Araujo de Souza
Diretor do Sindicato de Brasília

8.6.12

Contraf-CUT cobra BB para adesão da Cassi à Resolução 254 da ANS

Crédito: Seeb DF.
A Contraf-CUT e duas representantes eleitas na Cassi cobraram o atendimento da reivindicação de que o Banco do Brasil apoie na próxima reunião do Conselho Deliberativo a adesão da Cassi à Resolução Normativa nº 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS). O tema já foi pautado pela presidente do Conselho Deliberativo da Cassi, Fernanda Carisio, para a reunião que ocorrerá no dia 20.

"Estamos também aguardando o agendamento de uma nova negociação com o BB para discutir várias questões não resolvidas, como a adesão da Cassi à Resolução 254 da ANS e a extensão da Cassi e da Previ para os funcionários incorporados, bem como uma posição do banco sobre a jornada de seis horas para todos os trabalhadores", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 

A nova diretora eleita de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Mirian Fochi, junto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, se reuniu na quarta-feira (6) com o diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Leal Néri, para reforçar a proposta do movimento sindical.

"Os conselheiros indicados pelo banco têm que aprovar a adesão na próxima reunião do Conselho Deliberativo. No caso da Cassi, a adesão ao regulamento não implica novos custos ou adaptação de normas, porque a Caixa de Assistência já oferece um rol de procedimentos superior ao previsto na regulamentação atual para planos de saúde", afirma o diretor do Sindicato, Eduardo Araujo.

A Resolução 254 dispõe sobre a adaptação e migração de contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999. Com a edição da Resolução, esses planos deverão se adaptar por meio de um aditivo, a partir do qual ficam obrigados a cumprir todos os procedimentos médicos definidos pela ANS. 

Os planos que não se adaptarem poderão continuar a existir, mas ficam impedidos de aceitar novos associados a partir de 4 de agosto deste ano, o que pode prejudicar milhares de trabalhadores.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

2.3.12

Matéria da Fetec CUT SP sobre negociações com bb


Na manhã desta quinta-feira, em Brasília, representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil retomaram a mesa de negociações permanentes, após longo período de silêncio por parte da empresa e de pressão dos bancários.

Na ocasião, a Contraf CUT entregou uma carta cobrando que o Conselho Deliberativo da Cassi faça a adesão a Resolução 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS), caso isso não aconteça, o plano ficará impedido de receber novos associados, o que é inadmissível. Mesmo já tendo transcorrido mais de um ano da publicação da RN 254, a Cassi ainda não fez a necessária adaptação, pelo fato de os conselheiros indicados pelo banco não aprovarem a decisão, uma irresponsabilidade para com os participantes da Cassi.

Jornada de trabalho foi outra cobrança feita ao BB. As entidades sindicais reivindicam respeito à jornada de seis horas e melhorias nas condições de trabalho, mas o banco não apresentou nenhum posicionamento sobre o assunto.

Os sindicalistas também apresentaram ao banco todos os problemas sobre a implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO), que torna os caixas itinerantes, reduzindo o número de funcionários e precarizando o atendimento, além de empurrar os clientes aos correspondentes bancários e postais, que coloca em risco, entre outras coisas, o sigilo bancário, a segurança e avança o processo de terceirização. “Não é à toa que o Banco do Brasil está entre os mais reclamados. Agora esperamos uma resposta positiva do banco sobre esse assunto que é de extrema importância para os bancários e para os clientes e usuários”, afirma Cláudio Luis de Souza, diretor da Fetec-CUT/SP.

A próxima reunião está agendada para o dia 13 e tratará sobre sinergia. Antes disso, no dia 7, os trabalhadores realizarão a Dia Nacional de Lutas pela Jornada de 6 horas sem redução de salários.


Fonte: Fetec-CUT SP/Juliana Satie

14.2.12

Balanço do BB mostra spread nas alturas, mais contratações e foco privado


O balanço divulgado nesta terça-feira (14) pelo Banco do Brasil, com lucro líquido recorde de R$ 12,1 bilhões em 2011, 3,6% maior que o de 2010 traz pontos positivos na visão da Contraf-CUT e do movimento sindical, mas também apresenta vários dos velhos problemas que têm se tornado a tônica do banco nos últimos anos.

Entre os pontos positivos, está o crescimento no número de funcionários do banco, que aumentou de 109.026 em 2010 para 113.810 em 2011, totalizando 4.784 novos postos de trabalho. "As contratações são positivas e ajudam a reduzir a sobrecarga de trabalho dos funcionários", diz Eduardo Araujo, coordenador da Comissão de Empresa dos funcionários do Banco do Brasil (COE).

Além disso, os números mostram o crescimento na concessão de crédito para o setor produtivo. A carteira de crédito do agronegócio, setor em que o banco tem atuação tradicional, encerrou o trimestre com saldo de R$ 89,4 bilhões, o que corresponde a crescimento de 6,7% ante o terceiro trimestre de 2011 e de 18% no ano. Além disso, a carteira de pessoa jurídica cresceu mais, com expansão de 19% no ano e de 5,6% no trimestre. De acordo com o BB, o segmento foi impulsionado pelos empréstimos a médias e grandes empresas, com destaques para as linhas tradicionais, como capital de giro, e via emissão de papéis privados, como debêntures. Também se destacou o segmento de micro e pequenas empresas, com expansão de 19,5% em relação ao observado em dezembro de 2010 e 9,2% frente a setembro último.

"Esses números são importantes, pois revertem uma tendência de queda na concessão de crédito ao setor produtivo, que vinha perdendo espaço nos balanços anteriores enquanto o crédito à pessoa física crescia", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionários do BB. "Essa trajetória é importante para que o banco se aproxime do papel social que esperamos de um banco público, com empréstimos que incentivem o desenvolvimento e a geração de empregos e não apenas o consumo", finaliza.

No entanto, o balanço traz também pontos que merecem críticas, na avaliação da Contraf-CUT. O spread bancário (diferença entre o custo de captação e as taxas de juros cobradas pelo banco) cresceu muito em todos os segmentos, sendo que para pessoa física, atingiu 15,5%.

"Isso quer dizer que as sucessivas quedas da taxa Selic, promovidas pelo Banco Central nos últimos meses, não foram transferidas para a população. Assim, o Banco do Brasil vai na contramão do que esperamos de sua atuação, que deveria ser a de servir de referência para o mercado, diminuindo as taxas de juros e puxando os valores para baixo", defende Eduardo.

Além disso, o banco reconhece em seu balanço o expressivo crescimento dos ganhos obtidos com títulos baseados na taxa Selic. "Dessa forma, o BB está tirando dinheiro do povo brasileiro, uma vez que esses são títulos da dívida pública federal. Ou seja, ao invés de investir, está especulando com a dívida pública", diz William Mendes. "Além de um erro do banco, isso também demonstra o equívoco do governo federal ao hesitar em baixar mais rapidamente os juros básicos e continuar alimentando os especuladores", sustenta.

Na contrapartida dos bons resultados, está ainda o aumento da exploração de bancários e clientes. Os trabalhadores ainda sofrem com a forte pressão pelo cumprimento de metas abusivas e com a falta de funcionários, que sobrecarrega a todos. Além disso, o ganho médio do banco por cliente cresceu 12,4%, demonstrando um significativo aumento das tarifas bancárias.

Por fim, a Contraf-CUT e seus sindicatos está preocupada com a forma com que vem acontecendo o crescimento do Banco do Brasil. "Especialmente no caso do CDC, uma vez que tem surgido denúncias de que esse número vem sendo inflado por operações não contratadas", afirma William Mendes. Denúncia nesse sentido já foi encaminhada ao Conselho de Administração do banco para verificação.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT cobra retomada das negociações com Banco do Brasil




A Contraf-CUT enviou nesta segunda-feira (13) à direção do Banco do Brasil uma carta reivindicando retomada das negociações com o banco. Os principais pontos na pauta dos bancários são: jornada e plano de cargos; Programa Sinergia 2012; relacionamento com Banco Postal; implantação da PSO (Plataforma de Suporte Operacional) nas agências.

"Nossa data indicativa para o início das negociações é 27 de fevereiro. Apesar de todas as mudanças na diretoria do BB, o banco precisa retomar imediatamente as negociações, como um demonstrativo aos funcionários de que não está interessado somente nos lucros astronômicos", afirma Eduardo Araujo, coordenador da Comissão de Empresa (COE) dos Funcionários do BB.

Na quinta-feira (9) a COE se reuniu em Brasília e deliberou 7 de março como o Dia Nacional de Luta dos Funcionários do BB. "Nossa luta é principalmente pelo respeito à jornada de trabalho do bancário e por negociações para um Plano de Cargos digno", adianta Araujo.

Segundo o coordenador da COE, os sindicatos receberão as orientações nos próximos dias para a organização do Dia de Luta. "Vamos ficar mobilizados para que o BB respeite todas as conquistas da Campanha Nacional 2011", afirma Araujo.

Fonte: Contraf-CUT

7.11.11

Por onde ando... agenda de 7 a 11 novembro


SEGUNDA-FEIRA

Trabalho na parte da tarde. Reunião do Grupo de Trabalho de Formação no Planejamento do Sindicato.

TERÇA-FEIRA

DF: reunião sobre Banco do Brasil com a COE do BB.

QUARTA-FEIRA

Pela manhã, reunião na Fetec CUT SP sobre Economus, Cassi e Previ.
À tarde e à noite na Contraf-CUT. Fiz texto sobre PSO.

QUINTA-FEIRA

Pela manhã: estudando pra ser um dirigente melhor.
À tarde: reunião na Fetec às 14h e reunião do GT Formação no Seeb SP às 16h.

SEXTA-FEIRA

Reunião do Coletivo de bancos no Seeb SP até as 20h.

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Post Scriptum:

Segue abaixo uma bela foto de rua postada pelo companheiro e amigo Jacy Afonso no dia 9/11/11 no Facebook. Estávamos em alguma atividade de luta.

Companheiros cutistas em luta.
Jacy Afonso, William e Eduardo Araujo.