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28.4.26

Eleição na PREVI - Vitória da Chapa 2 Previ para os Associados


CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL SAI FORTALECIDA APÓS PROCESSO ELEITORAL 2026

Terminou ontem, 27 de abril, o processo eleitoral que definiu parte do grupo de gestores da PREVI pelos próximos 4 anos, associados e associadas da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, um dos maiores fundos de pensão da América Latina, criado há 122 anos pelos trabalhadores do banco público. Os eleitos irão se somar aos gestores que têm mandatos eletivos até 2028 e aos indicados pelo patrocinador BB, que pode mudar suas representações a qualquer tempo.

A eleição foi disputada por duas chapas e a Chapa 2 Previ para os Associados foi eleita com 47,26% dos votos válidos (49.379). A Chapa 1 Somos Previ pelo Associado obteve 40,62% dos votos (42.442). Foram eleitos gestores para as diretorias de Administração e Planejamento, além de conselheiros deliberativos e fiscais, titulares e suplentes. Alencar Ferreira (Diretor de Administração) e Lissane Holanda (Diretora de Planejamento) lideraram a chapa vencedora.

O atual modelo de gestão do fundo vigora desde a reforma estatutária de 1997, um dos estatutos de fundos de pensão mais moderno do mundo e referência em previdência complementar. O estatuto sofreu algumas alterações por intervenção violenta do governo FHC - a mudança de diretorias que eram eleitas pelos associados e a implantação de voto de minerva no CD -, mas a PREVI superou os desmandos do período tucano e segue sendo uma referência de êxito há décadas.

Estavam aptos a exercer o direito de votar mais de 195 mil pessoas e a participação no processo contou com mais de 104 mil votantes. Se considerarmos a grande quantidade de associados aposentados e pensionistas nas faixas etárias a partir de 60 anos de idade, podemos considerar como exitoso o processo eleitoral da PREVI. Devemos seguir atentos ao esforço de aumentar a participação de todas as pessoas que podem exercer seu legítimo direito de voto em um processo eleitoral, pois isso fortalece a democracia.


Apoiei e fiz campanha para a Chapa 2 por entender a sua composição como o símbolo da unidade do movimento de representação dos funcionários da ativa, aposentados e pensionistas da comunidade Banco do Brasil. As entidades sindicais e associativas indicaram quadros qualificados para compor a chapa vitoriosa. Ninguém melhor do que os próprios trabalhadores para gerir suas associações de saúde, previdência e outras mais de interesse de classe.

Segue abaixo a nota da página da própria PREVI sobre o resultado da eleição.

Desejo um excelente trabalho para as companheiras e companheiros eleitos e que nossa Caixa de Previdência siga no caminho certo como tem sido nas últimas décadas.

William Mendes

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Chapa 2 vence as Eleições Previ 2026

Com 47,26% dos votos, chapa PREVI PARA OS ASSOCIADOS foi eleita para mandato até 2030

27/04/2026

A votação para definir os diretores de Administração e de Planejamento e demais dirigentes eleitos para os próximos quatro anos de mandato terminou nesta segunda-feira, 27/4, às 18h.

A vencedora foi a Chapa 2 – PREVI PARA OS ASSOCIADOS, com 49.379 votos (47,26% do total de votantes). Foram computados ainda 5.306 votos em branco e 7.348 nulos. O número total de eleitores votantes foi de 104.475, contra 90.819 abstenções. Confira o Resultado Final consolidado por estado no site das Eleições.

Veja a seguir o total de votos computados nas Eleições Previ 2026:

Chapa.................................Votos................................%

Chapa 1: SOMOS PREVI 

- PELO ASSOCIADO ..........42.442.......................... 40.62%

Chapa 2: PREVI PARA 

OS ASSOCIADOS ..............49.379.......................... 47.26%

Brancos ............................ 5.306............................ 5.08%


Nulos ................................7.348............................ 7.03%

Total ..............................104.475............................ 100%


Entre os dias 13 e 27 de abril os associados puderam votar para definir os representantes para a Diretoria de Administração e para a Diretoria de Planejamento, além de um membro titular e um suplente para os Conselhos Fiscal e Deliberativo, dois membros titulares e dois membros suplentes dos Conselhos Consultivos do Plano 1 e do Previ Futuro. Os mandatos são de quatro anos e vão de 1/6/2026 até 2/6/2030.

O resultado das Eleições Previ 2026 será homologado pela Comissão Eleitoral após a conclusão das verificações que são realizadas pela auditoria externa e pela auditoria da Previ.


Próximos passos

Em conformidade com a Instrução Previc nº 23/2023, os documentos dos candidatos eleitos para mandatos de diretor, conselheiro deliberativo e conselheiro fiscal serão enviados para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que emite um atestado de habilitação do dirigente. Esse atestado de habilitação será recebido pela Previ antes da posse do candidato eleito.

Fonte: Previ

27.4.26

Fim da violência contra as mulheres



AUDIÊNCIA PÚBLICA

IMPORTÂNCIA DA DELEGACIA DA MULHER 24H E O COMBATE À VIOLÊNCIA DE GÊNERO

CÂMARA MUNICIPAL DE OSASCO

A CONVITE DO COLETIVO JUNTOZ

27/04/26 - 18h

Participei nesta segunda-feira da audiência pública na Câmara Municipal de Osasco, a convite dos companheiros Heber, Gabi e Matheus, do Coletivo JuntOz, vereadores pelo Partido dos Trabalhadores.

A audiência pública teve como objetivo a instalação de uma Delegacia da Mulher 24h na cidade de Osasco. 

O poder executivo, representado pelo prefeito Gerson Pessoa (Podemos), mais uma vez, não compareceu à audiência para ouvir os cidadãos ou demonstrar apoio a uma causa tão urgente. 


Os vereadores do JuntOz informaram aos participantes que o executivo raramente comparece a audiências destinadas a ouvir munícipes e suas entidades representativas.

Ouvimos diversas apresentações de dados e falas potentes sobre o tema. Várias proposições foram feitas e os vereadores informaram todos os encaminhamentos possíveis ao legislativo, haja vista que boa parte das soluções precisam partir do poder executivo municipal. 

Foi uma audiência muito importante realizada na Câmara Municipal de Osasco a partir do mandato popular e combatido de nossos vereadores Heber, Gabi e Matheus. 

William 

27/04/26

16.3.26

Eleições CASSI: Por que voto CASSI PARA OS ASSOCIADOS, chapas 2 e 55



Opinião

CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados. 

Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde. 

Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.

A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde. 

Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF. 

A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal. 

Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.

Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.

O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.

A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.


POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS

Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.

Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela. 

Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.

Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!

A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.

Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.

A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.

É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Post Scriptum

Abaixo, apresento o resultado das eleições, através de matéria da própria CASSI:

Publicado em: 23/03/26

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições CASSI 2026

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

8.3.26

Dia Internacional das Mulheres



8 DE MARÇO NA PAULISTA

Hoje foi mais um dia de lutas pelas causas que nós defendemos enquanto coletivo de pessoas do campo da esquerda. As chuvas torrenciais não nos impediram de ocupar os espaços públicos. 

A esquerda luta por igualdade, por liberdade, por justiça social, por direitos humanos, por uma forma mais sustentável de vida no planeta Terra. 

A esquerda defende a cultura em todas as suas dimensões, a educação pública e de qualidade, saúde para todos, o acesso à alimentação plena. A esquerda defende o livre ir e vir com segurança. Defende moradia segura a todos.

Parem de matar as mulheres!

A esquerda luta pelo direito à vida! Vida plena, diversa. Para a esquerda todas as vidas importam.

O dia 8 de março e o mês de março são períodos do calendário destacados para refletirmos e aprofundarmos todas as questões relativas às lutas das mulheres.

Essas datas no calendário de lutas da esquerda existem porque as mulheres estão e sempre estiveram à frente dessas causas históricas por emancipação e igualdade plena de direitos. 

Com Luna Zarattini, vereadora do PT em São Paulo.
Grande lutadora e defensora dos direitos do povo

São as mulheres que ao longo do tempo vêm lutando para ocupar espaços historicamente e culturalmente reservados aos homens. São as mulheres que criam inclusive o vocabulário e a linguagem apropriada para essas lutas emancipatórias.

O lugar das mulheres é onde elas quiserem estar!

Todos os dias são dias de luta por direitos. Direitos não são naturais, não são fenômenos da natureza. Direitos são criações humanas. Sendo criações e não fenômeno natural, devemos lutar todos os dias para manter e avançar nos direitos.

Com queridos companheiros e companheiras de lutas sindicais

Foi isso que nós fizemos hoje, homens e mulheres, lutamos mais um dia pela emancipação e pelos direitos plenos das mulheres. 

Lutamos pela vida porque há uma epidemia de violência e assassinatos de mulheres no Brasil. 

Lutamos pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1 porque homens e mulheres do povo merecem viver dignamente e ter cidadania plena, o que inclui salários maiores e menos tempo de trabalho.


A luta segue amanhã, e depois de amanhã, e na próxima semana, e nos próximos meses e anos.

Convidamos a todas, todos e todes a somarem conosco na luta pela emancipação das mulheres e homens da classe trabalhadora. 

A vida em sociedade pode ser melhor e nossa participação nas lutas é o que nos permitirá mudar o que está ruim para a ampla maioria.

William Mendes

08/03/26

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

26.2.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB em Brasília



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB EM BRASÍLIA

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026


ELEIÇÕES SINDICAIS

Os bancários e bancárias de Brasília estão vivendo um grande momento de cidadania e democracia em uma das bases sindicais mais importantes do país: os sindicalizados vão escolher a chapa que comandará o Sindicato entre 2026 e 2030. As eleições ocorrem entre os dias 9 e 13 de março.

Nesta semana, me uni aos apoiadores da campanha da CHAPA 1 - a Chapa das/os Bancárias/os - Responsabilidade e Compromisso com Você, liderada pelo amigo e companheiro Rodrigo Britto, uma liderança jovem e com grande experiência na luta e conquista de direitos para a classe trabalhadora.

Toda a minha formação política é oriunda do movimento sindical cutista e das lutas da categoria bancária brasileira. Além de trabalhar por quase três décadas no Banco do Brasil, trabalhei dois anos no Unibanco, hoje incorporado pelo Itaú. As concepções e práticas sindicais que me formaram como bancário valeram para a vida toda.

A CHAPA 1 DAS/OS BANCÁRIAS/OS É A CHAPA DA UNIDADE NACIONAL

Na eleição dos bancários de Brasília estão em disputa duas concepções de sindicalismo, uma mais sectária e divisionista e outra que defende e fortalece a unidade nacional e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), assinada pela nossa confederação cutista e os bancos públicos e privados.

As minhas intervenções nesses quatro dias de diálogo com a base de funcionários do Banco do Brasil em Brasília resgatam um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas como, por exemplo, a PLR nas estatais federais que só passou a ser paga aos trabalhadores após a campanha unificada. Ou seja, por uma estratégia do movimento cutista.

Como a geração de colegas na ativa é praticamente de funcionários dos anos dois mil para cá, compartilhar com eles a nossa história é uma forma de dar pertencimento aos trabalhadores.

Por fim, foi bom rever nesta semana tantas companheiras e companheiros de luta que conheço há décadas e o tratamento que recebi das lideranças políticas deu a mim o sentimento de pertencimento de fazer parte de uma grande categoria e com história secular de organização e conquistas de direitos.

Vamos ajudar a eleger as lideranças da CHAPA 1 nas eleições sindicais de Brasília porque as propostas e os componentes da chapa têm as melhores estratégias de conquistas para a categoria.

William Mendes

11.2.26

Eleições CASSI 2026 - Apoio chapas 2 e 55 CASSI para os associados



CASSI PARA OS ASSOCIADOS: CHAPAS 2 E 55 REPRESENTAM A UNIDADE

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, autogestão em saúde, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos criada pelos trabalhadores do BB em 1944 e que completou recentemente 82 anos de existência. 

A CASSI cuida da saúde integral de centenas de milhares de pessoas da comunidade Banco do Brasil. A autogestão é muito mais que um plano de saúde, é uma associação de pessoas e por isso seus associados têm o direito de eleger a metade da direção.

A cada dois anos, a operadora de saúde consulta seu corpo social para renovar parte de sua direção. O direito de votar e ser votado pelos associados é uma conquista da luta dos trabalhadores do maior banco público do país. O movimento sindical bancário faz parte dessa história de conquista de direitos em saúde.

Nas eleições deste ano, eu voto e apoio as chapas 2 e 55, CASSI PARA OS ASSOCIADOS, por entender que sua composição é fruto de um imenso esforço de UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO da comunidade Banco do Brasil, característica fundamental para os desafios colocados para a CASSI neste momento de sua história de cuidados da população assistida pela autogestão.


A chapa 2 nos apresenta como candidata a diretora de saúde Luciana Bagno, bancária que tem uma história de representação importante em nossa comunidade. Conheço Luciana há muito tempo e sei de sua capacidade como liderança e gestora. A nossa Caixa de Assistência e a diretoria de saúde estarão muito bem administradas por Luciana e pelas equipes lideradas por ela.

Considero a UNIDADE NACIONAL uma das principais características da composição das CHAPAS 2 e 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS. 

Ao longo das oito décadas de existência, a CASSI acolheu os colegas do BB e cuidou da saúde de suas famílias superando inúmeras dificuldades relativas a custeios e adversidades do mercado de saúde onde compra serviços. Superou dificuldades por causa da unidade de ação das entidades sindicais e associativas dos bancários.

Tive a honra e privilégio de representar os associados em uma das gestões da nossa Caixa de Assistência e pude conhecer com mais profundidade a história da nossa CASSI.

A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi decisiva nas últimas décadas para resolver problemas comuns em operadoras de saúde como a nossa, a começar pela reforma estatutária de 1996, quando a CASSI passou a ter autonomia e fazer a gestão da saúde integral de sua população assistida, focada em promoção de saúde e prevenção de doenças.

As reformas seguintes, em 2007 para fazer o patrocinador regularizar receitas que não vinha recolhendo ao Plano de Associados, em 2016 para receber recursos extraordinários e provisórios, e em 2019, um dos períodos políticos mais difíceis do país, com um governo inimigo da classe trabalhadora, a UNIDADE das principais representações do funcionalismo fez TODA A DIFERENÇA NA LUTA. 

Para preservar a nossa Caixa de Assistência e ter atendimento de saúde da CASSI num dos momentos de maior ataque à classe trabalhadora brasileira foi necessário preservar a CASSI naquele momento difícil do país. A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi importante para a CASSI.

AS CHAPAS 2 E 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS - é composta por lideranças apoiadas pela ampla maioria das entidades associativas da comunidade Banco do Brasil. 

Ou seja, são maiores as perspectivas de boas soluções para as questões de custeio e ampliação do atendimento à saúde elegendo uma chapa com apoio das duas confederações dos bancários, a CONTRAF-CUT e a CONTEC, com o apoio da maior associação nacional dos colegas, a ANABB, e com lideranças indicadas pela AAFBB e FENABB.

Entendo que o processo democrático de campanha e eleição de parte da direção da CASSI é um momento rico para os colegas da ativa e aposentados ouvirem os candidatos e candidatas, as entidades representativas e participarem ativamente da construção de soluções para a nossa Caixa de Assistência.

Bons debates de ideias e propostas e bom voto a todos nós da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

30.1.26

História da PLR no Banco do Brasil



O foco dos sindicatos sempre foi evitar metas individuais na Participação nos Lucros e Resultados


História

Ao sistematizar centenas de textos em meu blog A Categoria Bancária, me deparei com um a respeito das negociações salariais da campanha da categoria do ano de 2012 que contém uma boa síntese da história da conquista do direito a receber Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. Estive envolvido em boa parte dessas lutas, e sempre escrevi muito sobre a PLR do BB e da categoria.

Em resumo de um parágrafo, para apresentar o texto que reproduzo abaixo, só conquistamos a PLR no BB após a estratégia da campanha unificada entre bancos públicos e privados, na greve de 2003 no BB, que exigiu que o governo Lula cumprisse a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT da CUT) da categoria bancária, assinada com a Fenaban. Em 2012, quando fizemos a matéria abaixo, eu era o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessorava o Comando Nacional nas negociações com os bancos.

Para produzir uma matéria como essa, a Comissão de Empresa e os sindicatos precisavam estudar muito a PLR e conversar muito com os trabalhadores e gestores das agências. Eu mesmo fiz dezenas de reuniões e conversas com colegas porque fazer trabalho de base era central para mim na representação política e sindical.

A luta continua sempre e os sindicatos seguem organizando os trabalhadores para manter e conquistar direitos em conjunturas e contextos sempre desafiadores como o atual neste ano de 2026.

Segue um pouco de história da categoria bancária, especialmente dos funcionários do Banco do Brasil.

William Mendes

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Fonte: Matéria publicada na Contraf-CUT e reproduzida no blog A Categoria Bancária em 23/08/12.


Funcionários do Banco do Brasil aguardam boa proposta de PLR

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e a Fenaban estão em andamento. Os bancários aguardam propostas sobre todas as reivindicações apresentadas tanto na mesa geral da Fenaban quanto nas mesas específicas dos bancos públicos, inclusive sobre a regra geral de PLR.

Assim como ocorre desde a conquista desse direito pelos funcionários do Banco do Brasil na greve histórica de 2003, haverá provavelmente alguma proposta adicional à regra geral de PLR da categoria. A negociação visa ampliar o direito.

É importante esclarecer que nenhuma proposta na mesa da Fenaban reduz a PLR. Pelo contrário, ela pode aumentá-la. Foi assim quando a porcentagem do salário aumentou de 80% para 90% do paradigma ao ano.

Pelos resultados apresentados pelos maiores bancos do sistema financeiro, a proposta precisa ser boa porque, mesmo com abusivas provisões para devedores duvidosos (PDD), eles lucraram mais de R$ 25 bilhões no primeiro semestre deste ano.

E olha que o BB lucrou R$ 5,7 bilhões e provisionou R$ 6,93 bilhões para PDD. A provisão sofreu um acréscimo de 26,58% e a variação da inadimplência do banco foi de 0,1% (comparação com primeiro semestre de 2011), segundo cálculo do Dieese.

Os resultados estão aí e foram produzidos pelos bancários que merecem receber a sua parte.

PLR no BB: importante conquista da unidade da categoria

Quando se fala em conquistas oriundas da luta unitária de uma categoria profissional sempre é bom apresentar o histórico da distribuição da Participação nos Lucros e Resultados no Banco do Brasil. O banco só passou a ter PLR a partir da greve de 2003.

Histórico na categoria

A PLR foi conquistada pela categoria bancária no ano de 1995. O acordo foi assinado entre a então Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e a Fenaban e valia para dezenas de bancos do país.

A conquista foi fruto da luta dos bancários e o modelo garantia uma distribuição de uma porcentagem do salário do trabalhador mais um valor fixo distribuído para todos sem vínculo com metas individuais.

Uma das principais características da regra geral da PLR da categoria sempre foi garantir que ninguém seja excluído do direito à participação.

Bancos públicos federais sem PLR até 2002

Antes da campanha unificada nos anos 2000, os bancos públicos federais não assinavam a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e, com isso, os trabalhadores desses bancos não tinham alguns direitos da categoria como a PLR.

A greve de 2003 no BB e na Caixa foi histórica, pois a reivindicação dos bancários era pelo cumprimento da CCT da categoria e pela isonomia de direitos como reajustes salariais, Vale-Alimentação, Vale-Refeição, Auxílio-Creche/Babá (todos com valores menores que a CCT da época) e PLR assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT.

O BB, antes dessa conquista da campanha unificada, tinha um programa de resultados (PR) entre 1998 e 2002, que discriminava milhares de bancários, pois pagava valores irrisórios para as principais funções nas agências e até 54 vezes mais para os executivos do banco. Pelas regras do Dest - departamento que controla as empresas estatais -, o banco não pode distribuir mais que 6,25% do lucro entre os bancários.

Unidade com a categoria traz PLR ao BB

Com a greve de 2003, o governo federal foi obrigado a implantar a PLR no BB assinada com os sindicatos, federações e CNB/CUT na mesa da Fenaban. A conquista fez o banco passar a distribuir mais que 6,25% do resultado para atender às regras da convenção da categoria, que prevê uma porcentagem do salário mais um valor fixo distribuído a todos.

Os bancários perceberam a conquista já no primeiro pagamento da PLR em 2003, uma vez que, ao invés de receber uns R$ 400 e milhares de bancários não ganharem nada, todos receberam valores muito maiores.

O banco gasta, em geral, entre 10% e 12% na distribuição do lucro justamente para cumprir a regra conquistada na luta, com base no modelo da Fenaban. Os bancários não aceitam que o banco apague essa referência.

Avanços a partir de 2005

A partir de 2005, os funcionários do BB conquistaram na campanha unificada daquele ano um aditivo de 4% linear, além da regra geral da categoria, e as entidades sindicais passaram a negociar um acréscimo de módulo bônus atrelado ao resultado coletivo das dependências (ATB).

É importante deixar claro que os funcionários do BB não abrem mão da referência na regra da categoria na mesa da Fenaban, pois foi da luta da campanha unificada que garantiram o direito. E o modelo da Fenaban mais a distribuição linear de 4% não têm nenhuma vinculação com metas.

O módulo bônus, que foi negociado entre 2005 e 2011, sempre teve como referência o resultado coletivo das unidades e é importante salientar que, em geral, 95% das dependências cumpriam os 400 pontos do ATB.

Antigo Sinergia não impedia adicional de módulo bônus

O programa Sinergia foi criado em outubro de 2005, com a participação dos superintendentes, gerentes regionais, gerentes de mercado, administradores e aprovado pelo Conselho Diretor em dezembro de 2005. Uma das "premissas" era estabelecer objetivos de acordo com o ORC/ATB (Acordo de Trabalho), além de estimular o atingimento de resultados de todas as dependências do banco.

Um dos problemas do programa sempre foi a falta de um acordo efetivo de trabalho que verificasse a realidade de mercado de cada dependência, ou seja, tudo sempre foi imposto sem um acordo real e efetivo.

Foram traçados objetivos no programa, porém alguns deles nunca foram mensurados adequadamente, dentre eles, o de assegurar a adoção das melhores práticas bancárias e o de utilizar racionalmente os recursos disponíveis. Os únicos objetivos que foram perseguidos pela direção do BB foram os de alinhamento estratégico da "força de vendas" e o de melhorar os resultados para o banco. Na verdade, a obsessão do BB era ser o primeiro, manter a liderança e incrementar lucro. Sempre a qualquer custo.

Foram criadas quatro etapas: inicial, bronze, prata e ouro. E o Sinergia era igual ao ATB. A pontuação era dividida em Negócios (400 pontos) e Gestão (50 pontos), além dos bônus e dos indutores com pontuação móvel (no tempo do cumprimento e na quantidade de pontos) ao sabor de interesses pouco claros da diretoria do banco.

O que deveria ser "excepcional" para ajustar, incluir ou excluir indicadores, adequando o programa em função da dinâmica do mercado, possíveis alterações do cenário econômico e/ou outras necessidades detectadas, os diretores da DIRED, DIREV, DIMPE, DIREO e DIRCO, em decisão colegiada, passaram a usar como regra diária.

O aditivo da PLR não foi prejudicado em função do Sinergia porque todos os gestores e funcionários tinham uma noção de por onde caminhar mesmo com as metas impostas e abusivas. Os bônus e os indutores serviam para maquiar o resultado final do programa.

Com a manipulação das metas do ATB ao final de cada semestre, em torno de 95% das dependências recebiam a PLR integral e o restante das dependências poderiam fazer recursos ou recebiam uma proporcionalidade.

Novo Sinergia BB destrói regra de parcela adicional

A Contraf-CUT, fundada em 2006, ocupando o lugar da extinga CNB-CUT, as entidades filiadas e os funcionários do BB foram surpreendidos em 2012 com a mudança na gestão de metas do banco, que eliminou o ATB na rede de agências com a criação do Novo Sinergia BB.

Sob o comando do presidente do BB, Aldemir Bendine, e dos superintendentes nomeados pela diretoria, o programa foi piorado e rebatizado, estabelecendo metas individuais por carteira e enterrando de vez a solidariedade nos locais de trabalho.

As novas "premissas" englobam o foco na gestão das carteiras e nos grupos negociais, cuja importância foi ampliada, considerando atribuição de 70% do peso total para a formação da nota das agências. Além disso, o sistema de avaliação semestral tem intenção de fazer premiações periódicas e individualizadas.

Nada disso foi capaz de melhorar o desempenho porque as metas continuaram abusivas. Conforme sondagem das entidades sindicais, no primeiro semestre de avaliação de 2012 verificou-se que 50% das agências nem saiu da etapa inicial e menos de 20% atingiu a etapa ouro, demonstrando a distorção do modelo, e 90% das superintendências ficaram na etapa prata.

O movimento sindical chegou a alertar o banco em negociação nos primeiros meses do ano de que os funcionários estavam revoltados com o Novo Sinergia BB, que tem como foco metas individuais e ainda dificulta a gestão do resultado da agência pelos administradores.

O programa do banco alterou o parâmetro negociado desde 2005 com as entidades sindicais para a parcela adicional de módulo bônus e os representantes dos bancários tinham informado da dificuldade de qualquer negociação de metas individuais na regra de PLR dos funcionários do BB.

Compete agora ao BB fazer uma proposta que contemple as demandas dos bancários e corrija o problema que ele mesmo criou.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações


27.1.26

Memórias da CASSI (18) - Aniversário da Caixa de Assistência



ANIVERSÁRIO DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

27/01/26

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil completou 82 anos de existência nesta data. A autogestão em saúde é um dos maiores patrimônios dos trabalhadores do BB. Ela foi criada em assembleia realizada em 27/01/44, como uma instituição de assistência social, sem fins lucrativos.

Pertenço à comunidade Banco do Brasil desde 1992 e ao longo de minha jornada laboral de bancário tive a responsabilidade de representar colegas da ativa e aposentados por quase duas décadas em diversos mandatos eletivos. 

Em minhas memórias existem muitos momentos relacionados com a nossa Caixa de Assistência. Muitos. Posso dizer que o modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) salvou a minha vida, pois até uns 45 anos de idade eu não me cuidava como aprendi depois com as equipes de família. 

Tendo uma herança genética de doenças crônicas comuns ao povo brasileiro, eu já poderia fazer parte das estatísticas e ter sido mais uma vítima de infarto ou AVC, sendo um hipertenso. Graças à CASSI sou um dos milhares de crônicos monitorados e acompanhados pelas CliniCASSI.

Durante minha primeira década de associado da CASSI, eu tive uma noção muito superficial a respeito da autogestão. Como a maioria dos funcionários, entendia que a CASSI era o plano de saúde do banco, tipo o plano de saúde dos bancários do Bradesco, por exemplo. Depois fui entender que é e não é bem assim. Nós somos os donos da Caixa de Assistência, com direitos e deveres políticos e sociais.

Com poucos anos de associado da CASSI, vivenciei os debates da Reforma Estatutária de 1996. Foram debates intensos, com grupos políticos defendendo posições antagônicas. Por sorte, eu já era sindicalizado e as lideranças do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foram importantes porque me esclareceram tudo que estava acontecendo. Convenci meus colegas e fomos favoráveis à mudança. 

Em 1999, na sequência das mudanças que vinham acontecendo na CASSI após a Reforma Estatutária e a autonomia administrativa da autogestão em saúde, fui eleito pela primeira vez para representar os colegas do Banco do Brasil. 

O Sindicato sugeriu que eu disponibilizasse meu nome para as eleições dos representantes de base para o primeiro Conselho de Usuários da CASSI em SP. Apesar das dificuldades que todos tivemos naquela primeira experiência - o regulamento do Conselho dominou a pauta -, nascia ali um importante instrumento de participação social na CASSI. 

Em 2002, fiz parte da chapa cutista eleita pelos bancários para a direção do nosso Sindicato. A partir daquele momento, passaria a compreender melhor tanto a CASSI quanto as demais questões relacionadas aos direitos da categoria e dos funcionários do BB. 

Em 2005, na campanha salarial da categoria, incluímos a CASSI nas reivindicações da pauta dos funcionários do BB, eu representava os paulistas na Comissão de Empresa (CEBB) pela Fetec CUT. Nossa autogestão enfrentava outra vez um déficit no Plano de Associados e queríamos avanços nos direitos em saúde. Com a campanha vitoriosa, acordamos com a direção do Banco abrir mesa de negociação sobre a CASSI (Cláusula 56 do ACT).

As negociações entre a confederação cutista (antes CNB/CUT e depois Contraf-CUT) e demais representações duraram dois anos e, em 2007, após 3 consultas ao Corpo Social, a CASSI realizou nova Reforma Estatutária. Como representante dos colegas e negociador, passei a conhecer bem mais a nossa Caixa de Assistência.

Após representar os bancários do Banco do Brasil por mais de uma década como dirigente sindical e negociador de questões diversas de direitos, fui convidado a participar de uma chapa nas eleições da CASSI e, entre 2014 e 2018, fiz parte da direção da Caixa de Assistência. Foi uma experiência única e que me permitiu conhecer muito mais a história exitosa de uma das maiores e mais antigas autogestões em saúde do país.

A CASSI completa 82 anos de existência e a comemoração deve ser feita por todos nós que somos acolhidos e cuidados pela instituição de assistência social fundada em 1944 e que participamos de alguma forma dessa história extraordinária de uma Caixa de Assistência criada por trabalhadores para cuidar da saúde e da vida de gerações de funcionários e familiares de nossa comunidade bicentenária do Banco do Brasil.

Parabéns, CASSI!

William Mendes

22.1.26

Memórias da CASSI (17) - Resistência criativa



RESISTÊNCIA CRIATIVA

Ao conhecer o povo cubano em duas visitas ao país, soube de uma ideia que fortalece o espírito de cada cidadão da ilha caribenha para lidar com as dificuldades materiais oriundas de um bloqueio criminoso promovido pela maior potência bélica do mundo. O povo cubano dribla as dificuldades com uma espécie de resistência criativa. 

Eles têm espírito de pertencimento a suas tradições e a sua história de lutas por liberdade, por sua cultura e pelo direito de construir seu destino.

Olhando para trás e refletindo sobre a teimosia do funcionalismo do Banco do Brasil em criar e manter uma Caixa de Assistência solidária para promover saúde, prevenir doenças e cuidar das pessoas que necessitam de atenção à saúde, concluo que há uma resistência criativa de cada geração que manteve a CASSI cuidando de centenas de milhares de pessoas em um ambiente capitalista que lucra com a doença e que não facilita a sobrevivência de um modelo preventivo e solidário de Atenção Integral à Saúde.

Quando me integrei à direção da CASSI, em 2014, eleito pelos associados, tivemos que desenvolver uma resistência criativa para manter os direitos do Corpo Social, para desfazer mal-entendidos e mentiras sobre a CASSI, tivemos que construir um sistema de dados que provasse a eficiência do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e também foi necessário criar um movimento nacional que cobrasse do patrocinador a sua responsabilidade no déficit do Plano de Associados. Teríamos que unificar o nosso lado com consensos e mobilização. Fizemos isso.

Estava em curso um processo de normalização das teses defendidas pelo patrocinador, o patrão dos funcionários do Banco do Brasil. Detalhe: pelas características do sistema, o patrocinador tinha muita capacidade de comunicação centralizada de suas ideias, tinha alcance nacional e milhares de multiplicadores.

Do nosso lado, era o inverso: duas centenas de entidades representativas dos associados, comunicação descentralizada, muita desinformação e desconhecimento sobre sistemas de saúde e autogestões. 

Se dizia que a CASSI tinha um modelo assistencial que não funcionava, que os associados - funcionários da ativa e aposentados e seus dependentes - eram "gastadores" dos recursos da CASSI, que o Banco já tinha colocado recursos demais naquela operadora de saúde e que qualquer solução naquele momento seria com ônus somente para o lado dos Trabalhadores. Era como se o patrão fosse uma vítima e o vilão fosse o funcionalismo do Banco. 

Ou seja, era necessário ter muita resistência criativa para reverter esse cenário que se apresentava em 2014.

PROVAR QUE A ESF É EFICIENTE E EFICAZ 

Desde as primeiras reuniões com as gerências e funcionários técnicos da Diretoria de Saúde, pedimos informações sobre o funcionamento do modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado em Atenção Primária (APS) e que na CASSI era executado através da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e das unidades próprias de saúde, as CliniCASSI. 

Eu pedi aos profissionais de nossa diretoria que criássemos um sistema que demostrasse que os participantes cadastrados no modelo tinham melhores condições de saúde e melhor uso dos recursos da CASSI na rede credenciada. 

Me explicaram que seria difícil alcançar esses objetivos porque era difícil planilhar despesas de saúde que não ocorreram por gestão do sistema, não realizadas por terem sido evitadas e além disso nossos bancos de dados só continham parte das informações dos mais de 600 mil participantes do sistema. Muitas informações estavam na rede credenciada. 

A ideia de criar um sistema que demonstrasse os resultados em saúde e econômico-financeiros dos participantes cadastrados na ESF era central para nossos objetivos de defesa da CASSI e dos direitos dos funcionários do BB. 

Resistência criativa foi o que fizemos e deu certo, nós desenvolvemos um sistema novo de dados que demonstrou o acerto da ESF e das CliniCASSI. Sou grato aos profissionais da CASSI e a nossas equipes gerenciais. Naquele momento da história da CASSI conseguimos unidade no Corpo Social para as negociações com o patrocinador.  

William Mendes