Opinião
CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL
A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados.
Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde.
Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.
A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde.
Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF.
A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal.
Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.
Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.
O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.
A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.
POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS
Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.
Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela.
Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.
Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!
A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.
Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.
A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.
É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.
William Mendes














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