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16.3.26

Eleições CASSI: Por que voto CASSI PARA OS ASSOCIADOS, chapas 2 e 55



Opinião

CASSI PARA OS ASSOCIADOS, CHAPAS 2 E 55, E A UNIDADE NACIONAL

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, CASSI, está em processo de renovação de parte de suas diretorias e conselhos deliberativo e fiscal. As eleições vão do dia 13 a 23 de março e estão aptos a votar cerca de 157 mil associados. 

Três chapas concorrem ao pleito, três para a Diretoria de Saúde e Conselho Deliberativo e três para o Conselho Fiscal. São três grupos de colegas associados da CASSI, com visões políticas de mundo e de gestão de saúde. 

Ao votar numa chapa, não votamos só em colegas do BB, votamos em políticos! Todos os candidatos e candidatas são políticos, caso contrário não estariam participando de uma eleição. Se algum grupo se apresenta negando seus vínculos com segmentos políticos, já começa dizendo uma mentira para os eleitores.

A chapa vencedora em 2026 assumirá em junho a gestão da CASSI juntamente com os colegas indicados pelo patrocinador BB (governo) e os eleitos em 2024 (mandatos até 2028). O banco estatal pode mudar seus indicados a hora que quiser, como prevê o estatuto social da autogestão em saúde. 

Quando fui Diretor de Saúde eleito da CASSI (2014/2018), comecei o mandato no governo Dilma, vi Temer assumir após o golpe de 2016 e um ano após minha saída da gestão da Caixa de Assistência, era Bolsonaro quem indicava a metade da direção, Presidência e Diretoria de Finanças, CD e CF. 

A metade da direção da CASSI será a que o próximo governo quiser a partir de janeiro de 2027. É bom sempre ter isso claro quando se pensa as entidades de saúde e previdência de trabalhadores bancários como funcionários e empregados das estatais federais BB e Caixa Federal. 

Para vocês terem uma ideia, durante nosso mandato na CASSI, tive que negociar com 4 presidentes e 2 diretores financeiros em 4 anos, além de uma enormidade de conselheiros novos. Enquanto me especializava na gestão - pois os eleitos ficam o mandato todo -, o patrocinador trocava seus indicados toda hora.

Por outro lado, pouco adianta termos conhecimento técnico, se não tivermos capacidade e correlação de forças para implantar e defender direitos em saúde. A força da conquista de direitos está na capacidade de unidade nacional das entidades de representação e na luta dos trabalhadores. Essa é uma evidência lógica em nossa história secular de lutas e conquistas no BB.

O período de campanha eleitoral das eleições da CASSI me pareceu muito cordial e correto nos poucos dias disponíveis para isso. As chapas, candidaturas e apoiadores focaram em suas propostas e estratégias para a CASSI. Pelo menos não cheguei a ver ataques entre oponentes, o que é excelente para todos nós da comunidade.

A eleição é de prazo relativamente pequeno entre a formação das chapas, os ritos de verificação das formalidades e a campanha em si, incluindo o período de votação, que vai até o dia 23 de março.


POR QUE VOTO E APOIO AS CHAPAS 2 E 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS

Em meus diálogos com a comunidade de eleitores do Banco do Brasil, abordei as características centrais das chapas 2 e 55, compostas por indicações das principais entidades nacionais do funcionalismo do banco e da categoria bancária.

Luciana Bagno, candidata à Diretoria de Saúde da CASSI, é uma dirigente nacional da categoria bancária e da comunidade do Banco do Brasil, é uma mulher com formação técnica e política, com experiência em gestão tanto no BB quanto na Previ (Conselheira eleita), já foi negociadora da Comissão de Empresa da Contraf-CUT e é uma mulher de fibra e lutadora que nos enche de orgulho ao pedir voto para ela. 

Cada componente da chapa foi indicação das entidades nacionais do funcionalismo do BB, o que não é pouca coisa. TODAS as mesas nacionais de negociação sobre CASSI e PREVI, que trazem novos recursos, novos direitos e benefícios para os associados dessas caixas de assistência e previdência, são compostas pelas entidades que representam ativos e aposentados da comunidade BB.

Cada chapa e grupo político tem as suas estratégias de campanha e propostas sobre o futuro da CASSI, o que é legítimo e correto. Democracia é isso. Eu compreendo a estratégia adotada pela coordenação de nossas chapas em priorizar as agendas de visitas presenciais às principais bases de associados nos Estados. O diálogo nas bases é essencial para nós do movimento sindical cutista!

A questão central ao se eleger um grupo político para gerir uma de nossas caixas é avaliar se esse grupo terá condições de entregar aquilo que promete realizar. E mais, é importante avaliar se o que promete entregar é bom ou ruim para o conjunto dos assistidos do Plano de Associados da CASSI, quase 400 mil pessoas, entre ativos, aposentados, pensionistas, autopatrocinados e dependentes.

Após as eleições, a CASSI terá que equalizar novamente suas receitas e despesas assistenciais. Terá que definir se segue ampliando as estruturas de saúde como as CliniCASSI, com mais especialidades e redes referenciadas - propostas das chapas 2 e 55, ou se vai fechar dezenas de unidades e terceirizar tudo, como certo grupo fez quando esteve na gestão no governo passado.

A CASSI não é um mero plano de saúde como os que existem no mercado, que visam lucro, e se baseiam em planilhas de custos para aumentar as mensalidades, as coparticipações e franquias e reduzir ou ampliar redes de atendimento. É uma caixa de financiamento solidário e que também precisa definir os custeios em momentos decisivos, caso contrário podemos não ter a CASSI para lutar por ela de forma permanente.

É por isso que voto e peço o apoio às chapas 2 e 55 CASSI PARA OS ASSOCIADOS, composta pelas entidades do funcionalismo que sempre estiveram à frente das lutas e conquistas de direitos da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Post Scriptum

Abaixo, apresento o resultado das eleições, através de matéria da própria CASSI:

Publicado em: 23/03/26

Chapas 2 e 55 vencem as Eleições CASSI 2026

Com 25.643 votos, a chapa 2 foi a vencedora das Eleições CASSI 2026 para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo. A chapa 55 ganhou a eleição para o Conselho Fiscal com 23.777 votos.

Foram registrados 4.187 votos em branco e 6.377 votos nulos na eleição para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e Conselho Deliberativo, e 4.007 votos em branco e 6.333 votos nulos na eleição para o Conselho Fiscal.

Com o resultado, foram eleitos os seguintes candidatos:

Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento 
Luciana Bagno

Conselho Deliberativo
Titular: Humberto Fernandes
Suplente: Loreni de Senger
Titular: Gilmar Santos
Suplente: Diusa Almeida

Conselho Fiscal
Titular: Diego Carvaho
Suplente: Luana Narimatsu da Silva

Todos os eleitos tomam posse no dia 1º de junho de 2026 e têm à frente um mandato de quatro anos de duração.

7.3.26

Diário e reflexões - Conversando com os bancários do BB na Grande São Paulo



CONVERSANDO COM OS BANCÁRIOS DO BB NA GRANDE SÃO PAULO

Sábado, 07 de março de 2026.


ELEIÇÕES CASSI

Na quinta e sexta-feira dessa semana que termina, estive visitando a base de funcionários do Banco do Brasil na grande São Paulo, a base sindical na qual atuei a maior parte de minha vida como bancário e representante dos trabalhadores.

Na quinta, junto a companheiros do Sindicato, visitei agências e departamentos do BB na região de Osasco, Barueri e Alphaville, para apresentarmos as qualidades e características de nossa chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS nas eleições da CASSI. As chapas 2 e 55 representam a UNIDADE NACIONAL e na história de lutas do funcionalismo do BB a unidade sempre fez toda a diferença para manter e ampliar direitos.

Estive ao lado de Diego Carvalho, candidato ao Conselho Fiscal da CASSI, e de companheiros da Regional Osasco. Diego é funcionário do BB há 17 anos, é diretor de nosso Sindicato, atua no Conselho de Usuários da CASSI SP e faz um bom trabalho de base. Está preparado para o desafio de nos representar na CASSI.

Na sexta, nossa participação nas eleições da CASSI se deu na região central de São Paulo. Estive em diversos departamentos do BB ao lado da companheira Ana Beatriz - a Bia -, Diretora Executiva de nosso Sindicato e Conselheira Deliberativa eleita da CASSI. 

Bia abordou avanços importantes na gestão da nossa Caixa de Assistência como, por exemplo, ampliação e melhoria nas estruturas das CliniCASSI para acolher nossos participantes e para termos melhores perspectivas de cuidados de cada associado e familiar ao longo do tempo.


Nossa diretora do Sindicato e conselheira da CASSI apresentou algumas das propostas técnicas da chapa CASSI PARA OS ASSOCIADOS - CHAPAS 2 E 55, em relação a REDE REFERENCIADA e ampliação da ATENÇÃO PRIMÁRIA e da ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF), que inclui ASSESSORIA AO PARTICIPANTE na resolução de atendimentos em saúde.

Abordei um pouco de nossas histórias de lutas e conquistas no Banco do Brasil, as gerações que estão na ativa são praticamente dos concursos de 1998 adiante e falar de nossas lutas por isonomia de direitos e novos direitos dá pertencimento aos colegas. A UNIDADE NACIONAL foi central em nossas lutas e conquistas também na CASSI.

É isso! Encontrei muitos amigos e amigas do Banco do Brasil e do Sindicato nessa jornada de visitas à base. Foi uma experiência legal. O cidadão que sou hoje é o bancário que se formou politicamente no ambiente do mundo do trabalho em uma das maiores e mais antigas empresas públicas do país.

William Mendes

11.2.26

Eleições CASSI 2026 - Apoio chapas 2 e 55 CASSI para os associados



CASSI PARA OS ASSOCIADOS: CHAPAS 2 E 55 REPRESENTAM A UNIDADE

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, autogestão em saúde, é uma instituição de assistência social e sem fins lucrativos criada pelos trabalhadores do BB em 1944 e que completou recentemente 82 anos de existência. 

A CASSI cuida da saúde integral de centenas de milhares de pessoas da comunidade Banco do Brasil. A autogestão é muito mais que um plano de saúde, é uma associação de pessoas e por isso seus associados têm o direito de eleger a metade da direção.

A cada dois anos, a operadora de saúde consulta seu corpo social para renovar parte de sua direção. O direito de votar e ser votado pelos associados é uma conquista da luta dos trabalhadores do maior banco público do país. O movimento sindical bancário faz parte dessa história de conquista de direitos em saúde.

Nas eleições deste ano, eu voto e apoio as chapas 2 e 55, CASSI PARA OS ASSOCIADOS, por entender que sua composição é fruto de um imenso esforço de UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO da comunidade Banco do Brasil, característica fundamental para os desafios colocados para a CASSI neste momento de sua história de cuidados da população assistida pela autogestão.


A chapa 2 nos apresenta como candidata a diretora de saúde Luciana Bagno, bancária que tem uma história de representação importante em nossa comunidade. Conheço Luciana há muito tempo e sei de sua capacidade como liderança e gestora. A nossa Caixa de Assistência e a diretoria de saúde estarão muito bem administradas por Luciana e pelas equipes lideradas por ela.

Considero a UNIDADE NACIONAL uma das principais características da composição das CHAPAS 2 e 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS. 

Ao longo das oito décadas de existência, a CASSI acolheu os colegas do BB e cuidou da saúde de suas famílias superando inúmeras dificuldades relativas a custeios e adversidades do mercado de saúde onde compra serviços. Superou dificuldades por causa da unidade de ação das entidades sindicais e associativas dos bancários.

Tive a honra e privilégio de representar os associados em uma das gestões da nossa Caixa de Assistência e pude conhecer com mais profundidade a história da nossa CASSI.

A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi decisiva nas últimas décadas para resolver problemas comuns em operadoras de saúde como a nossa, a começar pela reforma estatutária de 1996, quando a CASSI passou a ter autonomia e fazer a gestão da saúde integral de sua população assistida, focada em promoção de saúde e prevenção de doenças.

As reformas seguintes, em 2007 para fazer o patrocinador regularizar receitas que não vinha recolhendo ao Plano de Associados, em 2016 para receber recursos extraordinários e provisórios, e em 2019, um dos períodos políticos mais difíceis do país, com um governo inimigo da classe trabalhadora, a UNIDADE das principais representações do funcionalismo fez TODA A DIFERENÇA NA LUTA. 

Para preservar a nossa Caixa de Assistência e ter atendimento de saúde da CASSI num dos momentos de maior ataque à classe trabalhadora brasileira foi necessário preservar a CASSI naquele momento difícil do país. A UNIDADE DO MOVIMENTO SINDICAL E ASSOCIATIVO foi importante para a CASSI.

AS CHAPAS 2 E 55 - CASSI PARA OS ASSOCIADOS - é composta por lideranças apoiadas pela ampla maioria das entidades associativas da comunidade Banco do Brasil. 

Ou seja, são maiores as perspectivas de boas soluções para as questões de custeio e ampliação do atendimento à saúde elegendo uma chapa com apoio das duas confederações dos bancários, a CONTRAF-CUT e a CONTEC, com o apoio da maior associação nacional dos colegas, a ANABB, e com lideranças indicadas pela AAFBB e FENABB.

Entendo que o processo democrático de campanha e eleição de parte da direção da CASSI é um momento rico para os colegas da ativa e aposentados ouvirem os candidatos e candidatas, as entidades representativas e participarem ativamente da construção de soluções para a nossa Caixa de Assistência.

Bons debates de ideias e propostas e bom voto a todos nós da comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

23.10.23

História dos bancários: um olhar (X)



O Espelho - Revista Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil

23 de outubro de 2023


Unidade e organização pela defesa dos nossos direitos

Ao ler as informações contidas na revista O Espelho nº 2, de fevereiro de 1983, me veio à memória muitas lembranças a respeito desse importante veículo de comunicação dos funcionários e funcionárias do maior banco público do país, o Banco do Brasil.

Durante mais de uma década fui um dos responsáveis pela confecção e edição da revista nacional O Espelho, produzida na minha época de militância pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) e depois pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), na qual fui secretário de imprensa, depois secretário de formação e também coordenei a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (COE BB ou CEBB). 

A responsabilidade pela publicação à época desta edição (número 2) era da Comissão Executiva Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, escolhida no IX Encontro Nacional dos Funcionários do BB, realizado em outubro/82. A informação está na última página do jornal. A Comissão era composta pela Contec e pelos sindicatos de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Esta edição que tenho em casa é uma relíquia, ela é anterior à criação da CNB/CUT (1992), e anterior ao DNB/CUT (1985/86), departamento criado dentro da CUT (1983) para organizar os bancários em nível nacional.

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Reprodução da primeira página

Unidade e organização pela defesa dos nossos direitos

Neste momento, em que o país passa por difíceis situações e no qual se procura de todas as formas desestabilizar as empresas estatais, entre elas o Banco do Brasil, os funcionários do BB - mais do que nunca - devem reforçar sua unidade e organização, a nível nacional, para lutar pela manutenção de seus legítimos direitos, adquiridos ao longo da História.

Aqui está o segundo número d'O ESPELHO/Edição Nacional procurando levar aos colegas de todos os estados, das capitais e interior, o recado animador, com os informes do que já foi encaminhado e do que devemos fazer daqui para frente.


No dia 2 de dezembro de 1982 a Diretoria do BB recebeu em audiência representantes da CONTEC e dos Sindicatos de Brasília e do Rio de Janeiro. Na oportunidade discutiram-se as possibilidades de negociação e do cumprimento das convenções coletivas pelo BB, mediante autorização do CNPS (Conselho Nacional de Política Salarial).

Até agora não obtivemos resposta do Banco. Não sabemos sequer se o seu Conselho diretor aprovou tal consulta ao CNPS, apesar da insistência da Contec e dos Sindicatos. Entretanto, mais do que nunca se firma a necessidade de estabelecermos uma pauta de reivindicações que contente a totalidade dos funcionários do BB, com vista à realização de negociações com o Banco. Com esse objetivo, foi definida a realização do X ENCONTRO NACIONAL DE DIRIGENTES E FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL, nos dias 19 e 20 de março de 1983 (sábado e domingo), no Rio de Janeiro, na sede do Sindicato dos Bancários.

Na sua Circular nº 83/008, de 4 de fevereiro, a CONTEC dirigiu às Federações, Sindicatos e Associações de Bancários todas as informações necessárias à participação no X Encontro: ele deve ser precedido da realização de Assembleias dos funcionários do BB nos Sindicatos até o dia 10 de março, para aprovar a pauta de reivindicações que será apresentada ao Banco, delegação de poderes para negociação e escolha de delegados ao X Encontro. A CONTEC sugere que os sindicatos componham as suas delegações com um representante de cada Agência do Banco existente em sua base territorial e que compareça, pelo menos, um dos seus dirigentes, mesmo que não seja funcionário do BB.

Os funcionários do BB sempre estiveram à frente nas lutas dos trabalhadores. O momento agora exige de nós um trabalho persistente: todo funcionário está chamado a ajudar o seu Sindicato a convocar amplamente a assembleia preparatória para o X ENCONTRO, fator fundamental para a nossa vitória.

QUAIS SÃO AS NOSSAS REIVINDICAÇÕES

Como sugestões para compor a pauta de reivindicações, a Comissão Executiva dos Funcionários do BB aprovou o seguinte:

Produtividade - a maior conseguida no país;

Anuênio - Cr$ 2.455,00 corrigido pelos INPCs de março e set/83;

Ajuda Alimentação - a) tíquete nas condições de São Paulo, b) restaurante administrado pelos funcionários do banco;

Estabilidade - durante a vigência do acordo;

Quadro de Carreira - criação de uma comissão paritária para estudar o assunto;

Creche - idem, idem;

Conflitos - funcionamento de uma comissão sindical para discuti-los. deverão ser incluídas reivindicações ligadas aos problemas de relações de trabalho, Caixa de Previdência e de Assistência, etc.

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COMENTÁRIO DO BLOG

Eu me tornei trabalhador da categoria bancária em 1988, primeiro no Unibanco, até maio de 1990, e depois no BB, a partir de setembro de 1992. Enquanto fui bancário de base, fui sendo politizado pelo nosso Sindicato na Grande São Paulo. Fui sindicalizado tanto no tempo do Unibanco quanto no BB, alguns meses após tomar posse do cargo de escriturário na agência Rua Clélia. Sou sindicalizado até hoje em nosso Sindicato.

Em 2002 fui eleito diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e a partir desse momento passei a estudar a nossa história de lutas para compreender melhor quem eu era enquanto trabalhador bancário e representante de meus colegas.

Sempre que encontrava materiais informativos sobre a categoria e a nossa história eu pegava as mídias para ler. Também fui um leitor atento dos jornais da categoria, tanto a nossa Folha Bancária quanto as revistas e jornais estaduais e ou nacionais.

No início dos anos oitenta, época deste informativo, os trabalhadores brasileiros sofriam horrores sob a ditadura empresarial e militar, que havia começado com o Golpe de 1964 e ainda causava miséria e carestia ao povo. Os salários e acordos coletivos eram regionalizados. 

O movimento sindical que viria a ser conhecido como Novo Sindicalismo começava a se destacar após as greves dos metalúrgicos do ABC e outras greves e enfrentamentos importantes como tivemos na categoria bancária.

Enfim, a história de lutas da classe trabalhadora brasileira e dos bancários é longa e aguerrida. Assim que comecei a estudar a nossa história, compreendi a responsabilidade que teria como dirigente sindical bancário.

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Segunda parte

Nessa página está um texto intitulado "A importância do BB", texto que destaca a história secular do Banco, que alega que a estatal funciona bem e auxilia o governo e o país e que enaltece o quadro de funcionários e a estrutura nacional do Banco

FGTS - A revista traz uma denúncia de que funcionários do Banco estavam sendo obrigados a "optar" pelo regime do FGTS, abrindo mão da estabilidade no emprego.

"A verdade é que o quadro de carreira do Banco do Brasil vem sendo desmantelado. Os novos empregados são obrigados a 'optar' pelo regime do FGTS, abrindo mão de toda a estabilidade. Quase todos os dias há casos de colegas sendo demitidos sem que nenhuma justa causa seja apresentada para a dispensa. Com a chamada 'política salarial', verdadeira salada de casuísmos, regurgitada desde 1965 pelos governos que se sucederam sob o título de 'revolucionários', e com as famosas 'reestruturações' de carreiras aprovadas nos gabinetes do Ministério do Trabalho, sigilosamente, ninguém sabe como, já bem pouco resta da saúde administrativa da estrutura que tornou o Banco do Brasil grande e respeitado."

O jornal denuncia a redução de até 40% dos salários nos últimos dois anos. Com as políticas salariais do regime autoritário, a Comissão Executiva Nacional conclama que todos se envolvam nas lutas:

"É preciso tomar uma posição. Comissionados ou não, chefe ou contínuo, estaremos todos no mesmo barco. Participe do seu sindicato, e contribua para barrarmos as imposições do capital internacional."

COMENTÁRIO DO BLOG: por décadas, participei das lutas da categoria e as pautas do mundo do trabalho sempre tiveram eixos parecidos. Me lembro de organizar os bancários explicando que os comissionados tinham que participar do movimento, ainda mais depois que os bancos inventaram um monte de função comissionada para manipular os trabalhadores ideologicamente como se eles fossem "chefes" e não "trabalhadores". Já no início dos anos dois mil, praticamente todo mundo nas agências tinha algum tipo de "comissão" para o banco dizer que eram funções de confiança. Uma lábia para enganar a categoria.

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BANCÁRIOS PARTICIPAM DA CRIAÇÃO DA CUT EM AGOSTO DE 1983

Esse excerto que cito abaixo é muito legal! A categoria bancária é estimulada a participar ativamente da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Congresso que se realizará em agosto de 1983 (CONCLAT).

"Os trabalhos da comissão de Política Sindical, aprovados pela plenária, basearam-se nas conclusões da I Conferência Nacional da Classe Trabalhadora realizada em Praia Grande, em 1981. Entre as teses aprovadas, destaca-se o princípio de unicidade sindical, ou seja, um só sindicato representando uma só categoria: a necessidade de liberdade e autonomia sindical, para que os trabalhadores tenham o direito de se organizarem independentemente do Estado, tendo que prestar contas somente aos seus representados. Foi colocada a necessidade de os bancários de todo o país participarem do Congresso Nacional das Classes Trabalhadoras (CONCLAT) em agosto de 1983, do qual sairá, certamente, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), um órgão que se propõe a encaminhar unitariamente reivindicações comuns dos assalariados."


Ainda na página três do jornal, lê-se a informação de que ocorreu em 28/01/83 o Encontro Nacional dos funcionários do BB, aproveitando a VII Convenção Nacional dos bancários. A reinvindicação de cumprimento das convenções coletivas constava do documento final. 

Tive a felicidade de ver durante minha época de militância a realização de uma luta antiga: o cumprimento por parte dos bancos públicos da convenção nacional da categoria. Em 2006 o BB passou a cumprir a CCT da categoria e depois a Caixa Federal também.

Na última página, o jornal dá notícias sobre o andamento de ações na justiça em relação ao cumprimento do Dissídio Coletivo de 1974.

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COMENTÁRIO FINAL

É isso! Finalizo a postagem de história dos bancários de hoje. A militância do Banco do Brasil participou ativamente da história das conquistas da classe trabalhadora brasileira, da criação da CUT, e nós sempre fomos vanguarda do movimento sindical.

A revista O Espelho fez parte de minha vida de trabalhador do BB. Durante décadas me informei por esse veículo de informação. 

E mais: durante minha vida de sindicalista, distribuí O Espelho de mão em mão nos locais de trabalho das bases onde atuei.

Abraços a todas e todos!

William


Post Scriptum: para ler o texto anterior desta série é só clicar aqui.


7.6.22

Memórias (XXVII)


É a luta e a participação social que garantem direitos,
não órgãos de Justiça. Foto: C. Ribas, 25º CNFBB.

Decisão da Justiça não se discute, se cumpre? O c... Aprendi durante minha formação política que não se deve confiar cegamente na Justiça e muito menos substituir a luta e mobilização política por ações na Justiça, que é sempre de natureza conservadora e próxima às burguesias e aos donos do poder político


Pois é, lá vamos nós registrar mais um momento de memórias neste blog de militância política de um cidadão oriundo das lutas da categoria bancária. Vejamos alguns exemplos abaixo:

- Congresso bolsonarista aprova lei que autoriza bancos a tomarem imóvel único das famílias por dívida...

- Procuradores e juízes da operação Lava Jato prenderam pessoas sem condenação, sem o devido processo legal e em desrespeito à Constituição e à presunção de inocência, visando benefícios pessoais e políticos...

- É comum vermos notícias de juízes que mantêm presos mães e pais de família que roubaram algum tipo de comida em algum supermercado...

- A propriedade de seres humanos já foi lei no Brasil...

- A Justiça permitiu em dissídios coletivos que o Banco do Brasil retirasse direitos coletivos durante os governos FHC/PSDB prejudicando dezenas de milhares de trabalhadores e suas famílias...


Entrei na categoria bancária em 1988 como escriturário do Unibanco e lá onde trabalhava, no Centro Administrativo da Raposo Tavares (CAU), conheci o pessoal do movimento sindical. Uma de minhas referências à época era o funcionário político do nosso sindicato, o Marcos Martins, que depois viria a ser um grande político de Osasco - 5 vezes vereador e 3 vezes deputado estadual pelo PT. Passei dois anos na categoria, fiz greve e ajudei a organizar meus colegas no local de trabalho e saí em 1990.

Em 1992, eu era estagiário na agência do Ceagesp do Banco do Brasil, pois havia começado a fazer faculdade de Ciências Contábeis no ano anterior. Quando passei no concurso do BB em 1991 eu não era estagiário ainda, mas o concurso foi cancelado por fraude e na segunda vez que fiz as provas eu já estagiava no banco. Tive que passar duas vezes no concurso para virar bancário do maior banco público do país. Me despedi dos colegas do Ceagesp como estagiário no dia 8/9 e tomei posse na ag. Rua Clélia no BB no dia 9/9/92.

Minha formação política teve muita influência das lideranças do movimento sindical e dos colegas do Banco do Brasil. Ou seja, me formei politicamente no ambiente de trabalho, onde se dão as disputas entre capital e trabalho, entre o patrão e seus capatazes versus nós da base da pirâmide, o "chão de fábrica" ou das agências e dependências do banco. O ambiente de trabalho no BB era muito politizado, de verdade, as pessoas tinham um engajamento impressionante e política era o ar que respirávamos na época.

Entre 1988 e 1990, no Unibanco, já entendia que, em geral, a Justiça do Trabalho e as outras instâncias da Justiça só existiam pra ferrar com a gente, dizer que nossas greves eram ilegais e fazer julgamentos de dissídio coletivo favorecendo os banqueiros. Depois que entrei no Banco do Brasil então, puta merda!, aí é que ficou claro como a Justiça é patronal e só prejudica as categorias profissionais organizadas e que fazem luta de verdade como no caso dos bancários, metalúrgicos, professores e outras categorias. Claro que há exceções na Justiça, existem pessoas progressistas, mas elas são exceção no sistema!

Quando era estagiário do BB em 1992, só ouvia dizer do quanto a Justiça prejudicou os funcionários na greve de 1991, derrotando a categoria e favorecendo o Banco e o governo. Foi nessa época que comecei a ouvir falar de uma confederação pelega que mesmo sem ter base social importante - os maiores sindicatos - e sem organizar as lutas nos bancos era a entidade que era ouvida nos litígios de campanha salarial dos bancos federais... era um horror! Os bancários declaravam greve, iam pra luta e a tal confederação se unia ao patronato e melavam as lutas na justiça.

Aí veio a eleição de FHC (PSDB/DEM) em 1994 e a tragédia começou para nós bancários de bancos públicos. Os tucanos acabaram com a maioria dos bancos públicos estaduais e regionais e os federais passaram por processos terríveis de desmonte com o fim de serem privatizados. Congelamentos salariais, eliminação de direitos coletivos históricos, redução de postos de trabalho e programas de demissão etc. Foram tempos difíceis. Nunca me esquecerei das dezenas de suicídios de colegas bancários. Nunca!

E a Justiça, que papel teve nesse período terrível na história da categoria bancária e dos trabalhadores de empresas públicas? Meu aprendizado foi na prática, vendo a atuação da Justiça nos julgamentos de dissídio coletivo sempre a favor do governo e dos bancos e contra dezenas de milhares de trabalhadores. Até direitos que eram considerados direitos adquiridos foram eliminados nos anos noventa.

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TRABALHADORES NÃO DEVEM DELEGAR SEUS DESTINOS À JUSTIÇA BURGUESA

Tive dois momentos como trabalhador bancário ao longo da vida laboral: entre 1988 e meados de 2002 fui um bancário sindicalizado da base social do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Depois, na mesma base, tive a oportunidade que mudou a minha vida e minha visão política das coisas: me tornei dirigente sindical, eleito pelos colegas em 2002, e exerci mandatos de representação até maio de 2018. E o que aprendi em relação às lutas de classe? Aprendi que os trabalhadores devem se organizar e construir mobilização para lutar por seus direitos e nunca devem delegar o resultado de suas lutas a instância alguma da Justiça, nunca!

Além de aprender na prática como atua a Justiça contra as grandes categorias organizadas e mobilizadas, estudei a história de nossas lutas no Brasil, e também a criação da CUT e seus objetivos, a questão da CLT e a estrutura sindical brasileira, a estrutura da Justiça do trabalho, o imposto sindical etc. Depois criamos a nossa Confederação, a Contraf-CUT (em 2006), para interromper as sacanagens que a confederação pelega fazia conosco ao longo da história (principalmente após a ditadura militar de 1964 em diante). É uma longa história e seria difícil discorrer um pouco em uma só postagem.

Por que estou abordando a questão da Justiça, confiar ou não na Justiça, jogar todas as fichas em decisões judiciais etc? Por causa do momento político que estamos vivendo no Brasil pós golpe de Estado em 2016. Tudo ficou muito louco, sem sentido e ficamos sem chão, passamos a ver coisas inimagináveis após a ruptura democrática, golpe que nos trouxe ao inferno que vivemos no Brasil atual (golpe "com o Supremo com tudo" como disse um senador à época).

Enfim, acho que vou parar por aqui este texto de memórias, pode ser que eu faça outro texto falando um pouco dos aprendizados e os motivos pelos quais não devemos confiar na Justiça. Ilustrei no início a questão com alguns exemplos recentes de decisões com força de lei contrárias à maioria do povo e em benefício de castas: a Lava Jato e a lei pra bancos tomarem imóveis de famílias são dois exemplos claros. 

Durante os 16 anos de atuação como dirigente sindical, e com a formação que tive no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, sempre tive os dois pés atrás em relação a entrar com ações coletivas ou ações judiciais das mais variadas formas para defender direitos de nossa categoria. Todos que conviviam comigo sabiam disso.

Talvez em um próximo texto de memórias eu cite alguns casos prejudiciais para nós bancários que tiveram decisões judiciais favoráveis aos banqueiros e ao governo de plantão. Na categoria bancária aprendi que o movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas, por entendermos que a negociação e contratação de direitos sempre foi a melhor solução para os conflitos entre capital e trabalho.

Tem um ditado popular que diz: "a gente nunca sabe o que vai sair da cabeça de um juiz e do cu de uma galinha".

Essa frase vale para a reflexão. Não se deve delegar nossa capacidade de nos organizarmos, definir objetivos e lutar por eles e ao final dos processos negociais contratar direitos e definir regras comuns de convivência: enfim, coisas da democracia.

Resumindo: decisões da Justiça ou da cabeça de algum juiz podem desagradar a uma das partes ou a ambas. O melhor é negociar e conciliar direitos e deveres em um ambiente democrático. Foi isso que aprendi em três décadas de convívio com uma das categorias mais organizadas do país, os bancários.

Não me lembro na história da luta de classes de nenhum direito - social, civil e político - que tenha vindo de uma canetada de algum sujeito das ditas castas "superiores" nas organizações sociais e aglomerações humanas. Entendo que as leis e os costumes existem em função de determinados contextos sociais no tempo e no espaço e o que define as leis e os direitos são as correlações de força estabelecidas nas disputas de grupos sociais.

É isso por enquanto.

William


Para ler o texto anterior, Memórias (XXVI), clique aqui.

Clique aqui para ler o texto seguinte, o (XXVIII).


25.4.18

Cassi - Banco do Brasil faz proposta para entidades representativas dos trabalhadores


(reprodução de matéria da Contraf-CUT. Sem juízo de valor e análise minha, apenas o sentimento expresso pelo que conheço da Cassi e do que vislumbro para o futuro: TRISTE!)


Entidades dos funcionários do BB e aposentados iniciam nova negociação sobre Cassi com o Banco


Proposta apresentada pelo Banco inclui cobrança por dependente



As Entidades de Representação dos Funcionários da Ativa e Aposentados do Banco do Brasil iniciaram um novo processo de negociação com o Banco, nesta terça-feira (24). 


O Banco afirmou que a proposta, cujos detalhes serão melhor apresentados aos funcionários da ativa e aposentados, tem como base o relatório da Consultoria Accenture, contratada e paga pelo BB conforme negociação anterior, com os parâmetros estabelecidos no Memorando de Entendimentos assinado em 21 de outubro de 2016.

A proposta apresentada altera o custeio do Plano Associados para ativos e aposentados, altera o modelo de governança paritária e quebra o princípio da solidariedade, instituindo também a cobrança por dependente. 

Com a Contribuição por titular, o Banco do Brasil mantém os 4,5% e os associados 4%, ficando permanente a contribuição extraordinária que iria até 2019. 

A Contribuição por Dependente estabelece o valor base de R$ 360,57 (valor limitado ao da 1ª faixa do Cassi Família II). Assim, a cobrança por dependente se daria de forma diferenciada entre ativos e aposentados. 

Os aposentados teriam de contribuir com 100% do valor base (R$360,57) para o primeiro dependente e mais 20% do valor para o segundo em diante (R$72,11). 

Já para os ativos, seria 40% do valor base por dependente até o terceiro (R$144,23 por dependente) mais 20% do valor base (R$72,11) a partir do quarto dependente. 60% desse valor seria pago pelo Banco do Brasil direto para a Cassi. 

No caso da Contribuição Total, ficam estabelecidos os dois tipos de contribuição citados acima limitados a 10% da renda.

Mudança na governança

Com a mudança na governança, a Cassi passaria a contar com cinco Diretorias mais a Presidência (modelo atual tem três Diretorias e Presidência). A Presidência e a Tecnologia e Inovação seriam indicadas pelo BB. Os representantes de Administração e Gestão de Risco e Relacionamento seriam eleitos. E Produtos e Programas e Rede de Atendimento seriam representados por técnicos. 

A proposta para a Governança inclui ainda o voto de qualidade (voto de minerva) para o patrocinador no Conselho Deliberativo.

As Entidades farão debates com os associados para melhor entendimento e análise técnica da proposta.

Para Wagner Nascimento, Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a proposta do Banco aumenta consideravelmente o custo para aposentados e ativos de forma desigual quando penaliza os menores salários. “As mudanças no modelo de governança quebram a paridade de gestão e precisam ser muito bem estudadas, principalmente pela introdução de agentes de mercado e a instituição do voto de minerva, tão condenado pelos associados. É sempre bom lembrar que grandes planos de saúde no Brasil que quebraram recentemente eram geridos por agentes de mercado, sem compromisso com os associados. Orientamos os sindicatos a realizarem debates com as suas bases para discutir os impactos da proposta entre ativos e aposentados. ”

Fonte: Contraf-CUT

14.12.17

Cassi realiza a 4ª prestação de contas do Memorando de Entendimentos (Opinião do Diretor de Saúde)


Publicado no site da Cassi em: 13/12/2017

A Cassi promoveu, dia 12 de dezembro, em Brasília, a quarta prestação de contas do Memorando de Entendimentos, para apresentar ações realizadas entre setembro e novembro de 2017. Participaram os diretores executivos da Instituição e representantes do Banco do Brasil e de entidades ligadas ao funcionalismo do BB: Aafbb, Anabb, Contec, Contraf-CUT e Faabb.

O Presidente da Cassi, Luís Aniceto, abriu o evento destacando a importância do trabalho realizado e da mobilização das pessoas em torno da sustentabilidade da Caixa de Assistência. “Todos nós buscamos aqui construir a Cassi mais forte operacional e financeiramente, garantindo a sua perenidade”, disse.

O Diretor de Administração e Finanças, Dênis Corrêa, realizou a prestação de contas do trimestre, mostrando números referentes à receita, incluindo a contribuição extraordinária dos associados e o ressarcimento pelo BB, e à despesa, que compõem o resultado financeiro da Caixa de Assistência.

Os Diretores de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, e de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Almeida, fizeram considerações sobre a execução dos trabalhos em relação ao aperfeiçoamento do atual modelo operacional da Cassi.

O representante da consultoria Accenture, Rodrigo Rocha, apresentou o diagnóstico da atual situação da Cassi, realizado ao longo de 18 semanas. O trabalho envolveu, dentre outros aspectos, análise do modelo de remuneração de prestadores e a forma de acesso aos serviços de saúde. O modelo assistencial, focado na prevenção de doenças e promoção de saúde, foi apontado com um diferencial da Caixa de Assistência.

A Estratégia Saúde da Família, segundo a consultoria, também é favorável, e agora, é importante analisar os dados da população cuidada para ver a evolução das condições de saúde dos participantes ao logo do tempo. Segundo o estudo, os programas da Cassi são mais efetivos que os pesquisados no mercado, e podem ser mais assertivos quanto ao público-alvo e ao engajamento dos participantes.

A consultoria também apresentou possíveis modelos de relação com credenciados, que podem representar benefícios tanto para a Cassi como para os prestadores. O plano de implantação das ações será apresentado até o fim do mês de dezembro pela Accenture.

Veja, abaixo, o que disseram outros participantes.

“A clareza das informações apresentadas nos dá segurança de que a Mesa vem cumprindo o seu papel para o bom desempenho da Cassi. Algumas medidas apontadas pela consultoria, inclusive, já eram objeto das ações estruturantes durante o processo de negociação.”
Wagner Nascimento, Coordenador da Mesa de Negociação.

“O mais importante agora é a união de toda a Diretoria na adoção de ações estruturantes, para a perenidade da Cassi, e a humildade em receber as sugestões da consultoria, voltadas à sustentabilidade da Instituição. Ficou claro, na apresentação que vimos, que a Cassi é boa tanto para o patrocinador Banco do Brasil quanto para os associados.”
Emerson Luis Zanin, Gerente Executivo da Diretoria de Governança do Banco do Brasil.

“A consultoria nos trouxe uma nova realidade à tona. Para contribuir com a continuidade do bom trabalho realizado é preciso da participação dos associados da Cassi.”
Reinaldo Fujimoto, Presidente da Anabb.

“O trabalho da consultoria agregou conhecimento e desmistificou algumas conclusões erradas sobre a nossa Caixa de Assistência. A partir do trabalho realizado, vislumbro um futuro de desafios, mas otimista para a Cassi”.
Loreni Senger Correa, representante da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb).


Fonte: Cassi (com adaptações do Blog)


Post Scriptum:

OPINIÃO

Mesa de negociação foi processo de luta, nada veio por liberalidade

Prezad@s associados e entidades representativas, o momento é difícil, complexo. Vejam vocês que estamos vivendo um período de desmobilização social (final de ano, férias, carnaval etc), inclusive de nossa comunidade BB, e vamos atravessar meses que exigirão unidade em defesa dos direitos dos trabalhadores associados da ativa e aposentados no que diz respeito à Cassi e aos direitos em geral do povo brasileiro.

A constituição de uma mesa de negociação entre o patrocinador BB e entidades sindicais, sendo convidadas também as maiores entidades representativas dos associados, foi fruto de estratégia, compromisso com a base por parte dos eleitos que estavam na Cassi ao final de 2014 e luta unitária que fez com que o Banco abrisse negociações para buscar solução sobre o déficit do Plano de Associados, pois se dependesse da "técnica" e das formalidades nunca teriam havido negociações, porque as "soluções" teriam que ser internas, no "âmbito da governança", e as propostas eram todas desfavoráveis aos participantes e associados.

Nós procuramos as entidades sindicais no dia 17/12/14 para pedir apoio ao processo de lutas que se iniciaria a partir dali em defesa dos direitos em saúde dos associados e da própria Cassi (ler AQUI). A luta foi vitoriosa e ao final deste período de mais de 3 anos, os direitos foram mantidos - e as propostas eram todas desfavoráveis aos associados -, a Cassi tem reconhecido seu modelo assistencial ESF, que é hoje referência em todo o mercado de saúde, inclusive privado que visa lucro, e, neste ano, foi registrado na ANS. Agora, vamos ter que lutar unidos em 2018 contra as ameaças antigas e as novas em relação aos direitos em saúde dos trabalhadores.

Essa é a história real da existência dessa mesa negocial que levou ao acordo do Memorando de Entendimentos entre os patrocinadores da Cassi e, ao conquistar recursos extraordinários ao final de 2016, só uma etapa da luta pela Cassi e associados foi cumprida. Outra etapa começou logo em seguida. Quem segue nossas publicações neste Blog sabe a nossa opinião a respeito de tudo que é relativo à Cassi e aos direitos dos associados. A única solução viável para a Caixa de Assistência seguir cumprindo sua missão com solidariedade e manutenção dos direitos dos trabalhadores (ativos e aposentados) é ampliando a cobertura da APS/ESF/CliniCassi. Outras soluções podem ser "viáveis", "possíveis", "técnicas", seguir tendências do "mercado", mas a Cassi não seria mais a mesma.

No entanto, mesmo após mostrarmos os resultados impressionantes entre pessoas cuidadas por nosso modelo assistencial, vinculadas à ESF, ao se comparar com os resultados de pessoas não cadastradas ao modelo, e após 3 anos e meio de trabalho não tivemos recursos para ampliar a estrutura do modelo. Em nossa opinião, é necessário estender APS/ESF para o conjunto da população assistida pela Cassi. O que ampliamos no cuidado dos participantes foi pelo nosso compromisso e dos funcionários da Cassi, ou seja, saímos de 155 mil pessoas cadastradas na ESF no meio de 2014 para cerca de 180 mil, em um dos períodos mais difíceis da história da Cassi, com orçamento contingenciado nas unidades e CliniCassi. Valeu muito a pena, porque cada cadastrad@ a mais é uma vida que pode ter sido salva.

Durante nosso período de contribuição à gestão da Cassi, em um mandato na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18), além de não aceitar que só os associados fossem onerados e responsabilizados pelos déficits do Plano, déficits que têm diversos motivos externos relativos ao mercado de saúde, mas que tem, também, responsabilidades do patrão Banco do Brasil como, por exemplo, no eixo das receitas por mudança no PCS, anuênio, congelamento salarial nos anos 90 e recentes reestruturações, enfim, atuamos para fortalecer a participação social - Conselhos de Usuários e entidades representativas -, e todas as lideranças sabem disso, fortalecemos o modelo de Atenção Integral, APS, ESF, CliniCassi, e desenvolvemos estudos que provam a eficiência do modelo assistencial da nossa Caixa de Assistência.

Amig@s, os tempos exigirão mais unidade ainda entre nós na defesa da Cassi, dos direitos dos trabalhadores e de nosso banco público.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi

29.9.17

Cassi realiza 3ª prestação de contas do Memorando de Entendimentos (opinião do Diretor de Saúde)


(reprodução de matéria da Cassi e comentário a seguir)

A Cassi realizou, dia 27 de setembro, na Sede em Brasília, a terceira prestação de contas das ações previstas no Memorando de Entendimentos. O encontro abordou as ações realizadas no período de junho a agosto de 2017, e reuniu a Diretoria da Caixa de Assistência, representantes do Banco do Brasil (BB) e de entidades ligadas aos funcionários ativos e aposentados, signatárias do documento: Aafbb, Anabb, Contec, Contraf e Faabb.

O Memorando de Entendimentos, celebrado no dia 21 de outubro de 2016, estabelece direcionamentos visando a sustentabilidade e a manutenção dos serviços prestados pela Cassi. No documento estão previstas contribuições extraordinárias dos associados e ressarcimento pelo Banco do Brasil, ambos de caráter temporário e previstos até dezembro de 2019.

Além de fazer a prestação de contas referente aos números do trimestre, o presidente em exercício da Cassi, Dênis Corrêa, conduziu o encontro e abordou, entre outros temas, a melhoria no índice de satisfação do trabalhador da Caixa de Assistência na pesquisa "Melhores Empresas para Você Trabalhar", que passou de 63.6 pontos em 2015, para 79.1 neste ano.

A contratação de empresas especializadas para validação de modelos inovadores de gestão das internações hospitalares também foi apresentada. Tal iniciativa envolve a contratação de três empresas, além dos auditores da Caixa de Assistência, que atuarão em 75 hospitais, com a realização de auditorias concorrente/operacional, retrospectiva e análise técnica para fechamento de contas hospitalares in loco.

Dênis destacou ainda a aprovação do Acordo de Trabalho 2017. A medida possibilitará o acompanhamento e a avaliação do desempenho operacional de todas as áreas da Cassi, para que os Objetivos Estratégicos da Instituição sejam alcançados.

Além disso, enfatizou o trabalho realizado nas últimas sete semanas pela consultoria Accenture. “O trabalho inicial da empresa indicou pontos que demandam ajustes. Este diagnóstico inicial evidencia a importância de alinharmos despesas e receitas da Caixa de Assistência.”

O coordenador da Mesa de Negociação, Wagner Nascimento, avaliou como positiva a reunião. “O objetivo foi cumprido e trouxe dados consistentes sobre a Cassi. A partir de dados preliminares da consultoria, que teremos no próximo encontro, avançaremos nas análises e faremos um trabalho ainda mais completo”, ressaltou.

“Noto que atingimos maturidade nas discussões e progredimos muito no nível das informações”, destacou a representante da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (Faabb), Loreni Senger Correa.

“Considerando a situação complexa do mercado, é importante o envolvimento de todos na busca de soluções”, avaliou Emerson Luis Zanin, gerente executivo da Diretoria de Governança do Banco do Brasil.

Fonte: site da Cassi

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Comentários do Blog


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

A reunião de prestação de contas foi positiva, na minha opinião, na medida que pudemos exercer nela aquilo que eu previa ser necessário ocorrer ao longo de um processo negocial com repercussão ao longo de 3 anos envolvendo as partes interessadas no destino de nossa Caixa de Assistência.

Nós diretores eleitos pelos associados na gestão da entidade fizemos um debate franco com as lideranças das entidades representativas signatárias do Memorando e com o patrocinador Banco do Brasil.

Durante todo o processo negocial, entre maio de 2015 e setembro de 2016, quando foi apresentada a proposta do patrocinador Banco do Brasil, defendi de nosso lado que a prestação de contas trimestral e a mesa permanente seriam fundamentais para que nós eleitos pudéssemos levar numa instância oficial nossas opiniões a respeito do andamento do processo e de outras questões inerentes à Caixa de Assistência.

Expliquei a gravidade do momento em relação a riscos e ameaças à existência das autogestões em saúde como a nossa Cassi, citando alguns dos exemplos e temáticas abaixo:

- as minutas da CGPAR que, se levadas adiante pelo governo de plantão, inviabilizariam nosso custeio do Plano de Associados e nossos direitos em saúde e sociais como temos conquistado em nossa história;

- a judicialização absurda na saúde suplementar, com liminares que nos chegam a todo momento com procedimentos de milhões de reais para cada participante que se utiliza deste recurso, muitas vezes sem tentar a solução recursal e administrativa na própria Cassi;

- o abuso no valor das contas apresentadas pelos prestadores de serviços da rede credenciada, pois o mercado do lucro a partir das doenças não tem regulação nem imposição para atender convênios e pessoas, e uma operadora como a nossa chega a pagar a maior parte de seus recursos para umas 40 empresas do setor;

- e normas e resoluções da ANS e legislação que ameaçam e até colocam em risco de continuidade autogestões sérias como a nossa, a exemplo de uma resolução que exige margens de solvência cujo patrimônio da Cassi deve triplicar de valor nos próximos 6 anos - de uns 400 milhões para mais de 1,2 bilhão.

Enfim, o cenário é adverso para operadoras de autogestão em saúde e eu pedi às duas partes, ao nosso banco público patrocinador e às entidades representativas dos participantes de nosso Sistema de Saúde Cassi, que envidem esforços no sentido de obter uma unidade de ação na defesa da autogestão Cassi.

O Banco do Brasil, por exemplo, pela sua importância e capacidade, pode interceder junto aos órgãos do governo e reguladores no sentido de fortalecer a luta para que as autogestões sejam tratadas de forma diferenciada em relação a algumas exigências "legais" porque as autogestões são mesmo diferentes, pois não visam lucro, têm em suas carteiras os próprios trabalhadores, são geridas em alguns casos por patrão e trabalhadores, visam promoção de saúde e prevenção de doenças, atendem carteiras de idosos e operam em todas as regiões geográficas do país, dentre outras características que não vemos nas empresas de saúde suplementar que visam lucro.

O momento é de foco na Cassi e espero não ver por parte do patrocinador Banco do Brasil, que é o patrão na relação compartilhada da gestão com os trabalhadores, nenhum retrocesso em relação a propostas de qualquer tipo que signifiquem ataques aos direitos dos associados, porque a Cassi é importante demais na vida de 700 mil pessoas para não termos unidade na defesa dessa autogestão da comunidade BB como objetivo estratégico de ambas as partes. E falo isso a vocês porque a vida em bastidores é bastante complexa na relação entre capital e trabalho.

A semana que vem e as próximas serão intensas e virei até vocês, prezados associados e leitores do Blog, com as informações de tudo o que está acontecendo em nossa Cassi.

Abraços e bom final de semana!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

5.6.17

2ª Mesa de Prestação de Contas Cassi, Banco do Brasil e Entidades Representativas


Comentário do Blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas. Apresento abaixo as duas matérias relativas à 2ª Mesa de Prestação de Contas sobre o Acordo conquistado pelos trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil.

A primeira matéria é com a visão das Entidades Representativas, que contam com uma importante reunião prévia para definir estratégias e ouvir também os representantes eleitos pelos associados na Cassi. Eu fui um dos defensores da manutenção da mesa durante os 3 anos de vigência do Acordo conquistado pela unidade dos associados e suas entidades.

A segunda matéria é a visão institucional de nossa Caixa de Assistência, que tem se esforçado para melhorar a comunicação com os associados e com os demais segmentos que se relacionam com a Cassi.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Reunião prévia das Entidades Representativas e eleitos da Cassi.

Entidades representativas participam da segunda mesa de prestação de contas da Cassi


Na última sexta-feira, 2 de junho, as Entidades Representativas de Funcionários da Ativa e Aposentados do BB participaram da segunda Mesa de Prestação de Contas do acordo firmado entre as entidades e o Banco do Brasil.

Nesta segunda rodada, a diretoria da Cassi apresentou o fluxo das despesas e receitas e como está a execução do orçamento e planejamento orçamentário recentemente aprovados.

Foram apresentados dados financeiros com o impacto do Memorando de Entendimentos nas contas da Cassi e o Banco do Brasil prestou informações sobre a contratação da consultoria prevista no acordo.

O Banco informou que o processo de contratação está quase concluído e que em breve será feita publicação com o nome da consultoria contratada.

TRANSPARÊNCIA

A Cassi apresentou o site da Prestação de Contas, com a linha do tempo de cada etapa vencida e a vencer. Foram apresentadas as propostas em andamento para dar mais transparência nas contas da Cassi e a divulgação mais rápida de resultados financeiros e projetos executados.

Os associados da Cassi poderão acompanhar a prestação de contas diretamente no site da Cassi através do endereço http://www.cassi.com.br/images/hotsites/prestacaodecontas/index.htm.

Foram apresentadas as alterações em andamento no aplicativo Cassi para smartphones e tablets com novas funções e mais informações aos associados.

MODELO ASSISTENCIAL

Durante as explanações do patrocinador Banco do Brasil a respeito da contratação da Consultoria, houve certa preocupação por parte das Entidades Representativas, ao se informar que um dos escopos do trabalho seria a revisão do Modelo Assistencial da Cassi. As Entidades pediram esclarecimentos e reafirmaram que essa questão não fez parte das negociações e que o Memorando de Entendimentos não prevê alterar o Modelo Assistencial.

Tanto o BB quanto a Cassi afirmaram que qualquer alteração proposta terá que passar pelos órgãos de governança da Cassi que têm participação de indicados pelo Banco e eleitos pelo Corpo Social.

ATUALIZAÇÃO PELO FIPE-SAÚDE

As Entidades novamente cobraram do Banco a atualização do valor do ressarcimento de 23 milhões pelo Banco do Brasil pelo Fipe-Saúde imediatamente, considerando que os valores dos associados já tiveram reajuste do acordo salarial nos ativos e reajuste do benefício dos aposentados.

O Banco informou que não fará a antecipação do reajuste, argumentando que o fluxo de caixa da Cassi está positivo e não vê necessidade no momento. As Entidades continuarão a cobrar a atualização antecipada.

PRÓXIMA RODADA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Nova rodada de Prestação de Contas do Memorando de Entendimentos será no mês de setembro.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a reunião foi produtiva, considerando os esclarecimentos prestados. Precisamos acompanhar de perto o trabalho da consultoria a ser contratada para que o Modelo Assistencial de Atenção Integral à Saúde seja preservado e a Estratégia Saúde da Família seja fortalecida na Cassi, conforme os consensos construídos na mesa de negociação.

O último boletim Prestação de Contas Cassi (nº 34) aborda resultados com Atenção Primária e a Estratégia Saúde da Família. Veja aqui.

Fonte: Contraf-CUT (com ajustes do Blog)



(reprodução de matéria da Cassi)

Imagens da 2ª Mesa de Prestação de Contas.
Encontro foi na Sede da Cassi. Imagens da Cassi.

Cassi realiza 2ª prestação de contas referente ao Memorando de Entendimentos


Publicado em: 05/06/2017

A fim de apresentar o andamento das ações previstas no Memorando de Entendimentos, referente ao período de março a maio de 2017, a diretoria da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) se reuniu com representantes do Banco do Brasil (BB) e de entidades representativas dos funcionários ativos e aposentados, signatárias do documento: AAFBB, ANABB, CONTEC, CONTRAF e FAABB. O encontro foi realizado no dia 2 de junho, no auditório da Cassi Sede, em Brasília (DF).

O Memorando de Entendimentos, celebrado no dia 21 de outubro de 2016, estabelece direcionamentos com o objetivo de assegurar a sustentabilidade e a manutenção dos serviços prestados pela Caixa de Assistência, incluindo contribuições extraordinárias, por parte dos associados e ressarcimento pelo Banco do Brasil, ambos de caráter temporários e previstos até dezembro de 2019.

O presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, fez a abertura do evento apresentando os impactos positivos das contribuições extraordinárias e do ressarcimento nos resultados do Plano de Associados. Destacou, na sequência, as medidas estruturantes que já estão sendo desenvolvidas na Cassi, necessárias para garantir a sustentabilidade do Plano.

Carlos Célio fez a devolutiva aos presentes sobre cada uma das temáticas firmadas no Memorando de Entendimentos - gestão, contribuição extraordinária, ressarcimento BB, prestação de contas, controles internos, processo seletivo e avaliação de desempenho. A apresentação foi feita por meio de um hotsite - canal exclusivo sobre o tema para promover a transparência das ações.

O representante da ANABB, Reinaldo Fujimoto, ressaltou a importância das entidades acompanharem o trabalho da consultoria. “Queremos entender o que de fato a consultoria irá fazer. Mas, de maneira geral, classificamos o encontro para prestação de contas como positivo”.

“Quero parabenizar a Cassi por esse modelo de prestação de contas, porque é o que a gente esperava: transparência e facilidade para acessar as informações”, ressaltou Célia Larichia, da AAFBB.

“A avaliação geral dos participantes é que a prestação de contas está dentro do esperado”, destacou o representante da Mesa de Negociação, Wagner Nascimento (representante da CONTRAF-CUT).

Para Isa Musa, da FAABB, “o entendimento adquirido nesses encontros permite levarmos respostas para os associados em diferentes regiões do Brasil sobre o que está sendo feito pela Cassi com os recursos das contribuições”.

Segundo Gilberto Vieira, da CONTEC, “o formato do encontro se aproximou bastante das expectativas. As informações foram esclarecedoras”.

Dados do trimestre

Com a contribuição extraordinária e temporária de 1% dos associados, a Caixa de Assistência recebeu R$ 18,3 milhões em março, R$ 18,4 milhões em abril e 18,2 milhões em maio. Os valores são descontados na folha de pagamento dos funcionários do BB – ativos e aposentados, conforme aprovado na consulta ao Corpo Social, realizada de 11 a 21 de novembro de 2016.

Em relação ao ressarcimento do BB à Cassi, no valor de R$ 23 milhões mensais, as despesas de março e abril de 2017 foram reembolsadas nos meses de abril e maio de 2017, respectivamente. O fato de os créditos serem feitos no mês posterior à competência ocorre porque o fechamento dos valores pela Cassi acontece após o encerramento dos atendimentos no mês de referência. Os R$ 23 milhões mensais foram repassados pelo Banco no prazo previsto, em conformidade com o Convênio de Cooperação Técnica firmado entre o BB e a Caixa de Assistência. Os valores ressarcidos referem-se às despesas com programas (atenção domiciliar - PAD e assistência farmacêutica - PAF), coberturas especiais e CliniCassi.

Acompanhe no hotsite os detalhes da prestação de contas do segundo trimestre. Nos meses de agosto e novembro deste ano, acontecerão os próximos encontros para devolutiva das ações Cassi.

Próximas ações

De acordo com o Memorando de Entendimentos, a principal ação dentro da temática gestão é o desenvolvimento de projetos com apoio de consultoria, em processo de contratação pelo BB. Conforme o gerente da Diretoria de Governança do Banco do Brasil (Direg) e conselheiro deliberativo, Emerson Luís Zanin, “todas as áreas técnicas do Banco envolvidas já deram pareceres e o processo de contratação da consultoria está na fase final. A expectativa é que a empresa seja contrata em junho e que em julho já comece a trabalhar”.


Fonte: Cassi

9.3.17

Realizada primeira mesa de prestação de contas entre Cassi, BB e entidades representativas


(reprodução de matéria da Contraf-CUT)

Mesa entre Cassi, BB e entidades representativas.
Foto: Guina Ferraz.

Aconteceu nesta quarta-feira (08), em Brasília, a primeira mesa de prestação de contas entre as Entidades de Representação dos Funcionários e Aposentados do BB, Diretoria da Cassi e Banco do Brasil.

A Mesa de Prestação Contas com entidades está prevista no Memorando de Entendimentos assinado em outubro do ano passado, fruto da negociação que gerou a consulta extraordinária ao Corpo Social.

Na reunião, a Cassi apresentou um cronograma das atividades até o momento, envolvendo a construção de convênio entre Banco e Cassi, o valor dos recursos e a sistemática de ressarcimento de serviços apresentada ao BB, para que valor de R$ 23 milhões mensais previstos fossem reembolsadas nos meses de janeiro e fevereiro/2017, correspondentes a dezembro de 2016 e janeiro de 2017.

O Banco informou sobre a contratação de consultoria especializada para analisar, revisar e desenvolver processos, projetos e ações de melhoria no modelo de gestão e operação da Cassi.

Foi esclarecido que os processos de recrutamento e seleção já acontecem na Cassi com normativos e alçadas definidas, bem como a avaliação de desempenho. Contudo, o trabalho da consultoria será no sentido de aprimorar os modelos já existentes, com os aperfeiçoamentos necessários. Foi informado pela Cassi que está sendo estudado o desenvolvimento de aplicativo no modelo do sistema de recrutamento do BB e Previ.

As Entidades cobraram do Banco a apresentação do Convênio Cassi/BB para o ressarcimento dos recursos, uma cobrança dos associados. Ficou acertado que até um mês será realizada uma reunião para apresentação dos detalhes do convênio para as entidades.

Foi reafirmado ao Banco que ao longo do processo negocial muitos consensos foram produzidos na Mesa de Negociação e que o trabalho da consultoria com as áreas técnicas da Cassi deve preservar:


- a manutenção do princípio da solidariedade; 

- investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégia Saúde da Família; 

- a garantia de atendimento para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas;

- a corresponsabilidade entre BB e associados.

As Entidades também cobraram que os projetos de ações estruturantes apresentados durante o processo negocial sejam o ponto de partida para os trabalhos da consultoria. Os projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi, que tratam de:

- aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação;

- gestão da rede de prestadores;

- acesso qualificado através do sistema integrado de saúde;

- gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais;

- aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi;

- novos planos.

Reajuste dos Valores Ressarcidos pelo BB

As Entidades cobraram do BB uma antecipação do reajuste pelo índice Fipe-Saúde dos valores previstos para ressarcimento pelo BB, considerando que tanto funcionários da ativa quanto aposentados já tiveram seus salários e benefícios reajustados após a assinatura do Memorando de Entendimentos e do Convênio Cassi/BB.

As entidades cobraram da Cassi que a próxima apresentação seja mais detalhada com os números dos valores repassados, o avanço nos investimentos, bem como os impactos no balanço da Cassi. Foi solicitado que a apresentação seja disponibilizada às Entidades e Associados.

Pelo cronograma previsto, uma nova reunião de prestação de contas será realizada no final do mês de maio ou início de junho, com data a ser acertada entre Cassi, BB e as Entidades.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a mesa tem sua importância não apenas por cumprir o acordado no Memorando de Entendimentos, como também para que as Entidades e Associados acompanhem de perto os desdobramentos do acordo, dando mais transparência e credibilidade ao processo negocial. "Outro ponto importante é que a fiscalização das entidades não se dá apenas nos números dos recursos, mas nos conceitos e consensos firmados sobre a Cassi e seu modelo de atenção integral à saúde, completa Wagner, que também coordenada a Mesa de Negociações da Cassi. destaca.

Fonte: Contraf-CUT (com alterações do Blog na diagramação da matéria)