Páginas

Mostrando postagens com marcador Negociações BB 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Negociações BB 2011. Mostrar todas as postagens

18.8.25

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2011



RETROSPECTIVA 2011

O mês de janeiro teve movimentações importantes para os associados do Plano 1 da Previ: o acordo entre associados, Banco do Brasil e governo foi aprovado no restante das instâncias que faltavam apreciar as mudanças no Estatuto e a forma de uso do superávit do plano.

Postei no blog um excelente artigo do professor Marcos Bagno sobre a denominação “presidenta” que Dilma Rousseff - primeira mulher presidenta do Brasil - escolheu para nominar sua função pública e que a imprensa da casa-grande decidiu desrespeitar desde o primeiro dia do mandato presidencial.

Eu apontei em artigo o desrespeito da direção do BB ao abrir concurso público sem apontar o número de vagas, concurso com zero vagas, ou “quadro de reserva”. Isso é um desrespeito aos cidadãos que estudam para ingressar em empresas públicas. Fiz um artigo também para contestar Bresser-Pereira e a suposta mão de Deus no governo Lula.

As postagens que predominaram no mês de fevereiro versam principalmente sobre a questão da terceirização do trabalho bancário. Matérias sobre as movimentações entre a Febraban e os órgãos governamentais para regulamentar os correspondentes bancários demonstram a forma abusiva do processo que, no fundo, acaba por fazer uma espécie de reforma trabalhista no setor financeiro, pois elimina direitos sociais da categoria conquistados há décadas.

Nas questões relativas ao Banco do Brasil, os funcionários receberam a 2ª parcela da PLR, e o banco bateu recorde de lucro. Nas matérias sobre o lucro do BB, eu comentei a respeito do papel social do banco público, pois ele vinha exercendo sua função de forma idêntica ao setor banqueiro privado. Voltamos às mesas de negociação permanente com o BB no período. Fiz artigo sobre essa estratégia privada do BB.

Março foi um mês com postagens de diversos artigos feitos por mim, que era o secretário de formação da nossa confederação. Fiz um sobre democracia sindical relacionada à estrutura de negociação nacional da categoria bancária – “Democracia representativa não se confunde com ‘assembleísmo’”: no artigo, questiono a ideia do “assembleísmo” de certas correntes sindicais que não se conformam em perder suas proposições durante a construção da estratégia nacional dos bancários. Fiz outro artigo, em parceria com o companheiro Plínio Pavão – “OLT na categoria bancária – o papel do delegado sindical”, sobre o papel do representante sindical de base no BB e Caixa, os chamados delegados sindicais.

Ainda no mês de março, estive no Encontro Baiano de Formação da CUT (Ebafor) e participei das eleições dos bancários de Campo Grande (MS), e nós vencemos com a chapa cutista. A direção do BB apresentou as linhas gerais do novo Plano de Carreira e Remuneração (PCR), conquista da campanha 2010. Participei da gênese do modelo de nova tabela de antiguidade por funções exercidas.

Por fim, registrei no blog a primeira entrevista da presidenta Dilma Rousseff. Ela afirma que não vai descuidar da inflação, anuncia o Pronatec e diz que não vai permitir a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros.

Alguns destaques do mês de abril nas postagens: BB adquire o Eurobank nos Estados Unidos; nossa base sindical retoma as conciliações com o BB, as CCP no SEEB SP; tivemos mesas de negociação sobre o Plano 1 da Previ; várias postagens se referem à questão do correspondente bancário e a ameaça à categoria bancária. No Sindicato, tivemos a formação de nossa Chapa 1 cutista para as eleições.

Entre as questões sindicais a destacar no mês de maio, tivemos negociações com o BB sobre propostas de melhorias no regulamento do Plano 1 da Previ (a direção negou tudo). Realizamos curso de formação da Contraf-CUT e Dieese para os sindicatos da Fetec CUT Centro-Norte. Publiquei diversas matérias sobre a questão da ilegalidade e imoralidade das resoluções do Bacen sobre os correspondentes bancários - até nosso deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) entrou na luta contra as arbitrariedades do Banco Central. E os bancários do Maranhão realizaram plebiscito de desfiliação da CUT, pois a direção de lá era da CSP-Conlutas.

Em junho, ocorreu a eleição do maior sindicato de bancários do país, o nosso. Concorreram duas chapas e a chapa cutista venceu com 83% dos votos válidos. A companheira Juvandia passou a ser a primeira presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Como membro da chapa, representaria os bancários paulistanos por mais três anos.

As postagens de junho também abordaram as questões de privatização dos aeroportos e a aprovação da terceirização total pelo Congresso; na minha agenda sindical, teve trabalho de base e viagem ao Ceará para o encontro da categoria. No blog, disponibilizei a tese da Articulação Sindical para o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB).

Dos artigos que publiquei, destaco o artigo “Horas de greve em renovação de direitos coletivos – Anistia ou distribuição para todos”, que poderia ser avaliado por sindicatos, juristas do nosso campo e pela classe trabalhadora, pois é justo que aqueles que foram beneficiados pelas conquistas, mesmo furando greve, paguem pelas horas da luta coletiva.

Os destaques no mês de julho são os encontros deliberativos que compõem a estrutura nacional da categoria bancária. Após a realização dos encontros regionais e estaduais de debates e deliberações das reivindicações da categoria, ocorreram o 22º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) e a 13ª Conferência Nacional dos Bancários. Publiquei artigos sobre a Previ e sobre o debate das metas abusivas. Fiz também um artigo confessional, que aborda a militância política. Por fim, está publicada no blog a proposta do Plano de Carreira no BB, na qual tive participação central no ano anterior.

Agosto foi um mês de muito trabalho de base preparando os trabalhadores para as negociações com os banqueiros e provável greve na categoria. Estive no Congresso Nacional junto com outras lideranças para denunciar a interferência do Banco Central na estrutura social dos bancários, via resoluções de correspondentes bancários que terceirizam a categoria e desfazem direitos até da CLT. Fiz dois artigos explicando reivindicações específicas dos funcionários do BB.

O mês de setembro foi marcado pelo processo de negociações com os banqueiros e com o governo nas mesas específicas de Banco do Brasil e Caixa e demais bancos públicos. A intransigência do lado patronal foi abusiva e a categoria deflagrou greve nacional no final do mês.

Outubro foi um mês de demonstração de grande força da unidade dos bancários, que realizaram a maior greve da categoria em duas décadas e após 21 dias conquistaram aumento real pelo 8º ano seguido, pisos maiores nos salários e na PLR e cláusulas sociais, boas conquistas na Fenaban, no BB e Caixa Federal.

Após a greve de renovação da Convenção Coletiva, realizamos a 5ª etapa do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, da Contraf-CUT e Dieese, para formação de dirigentes e assessores das entidades sindicais afiliadas. O curso ocorreu na Escola Sul da CUT em Florianópolis. Cumprimos o compromisso formativo estabelecido no Congresso da Contraf-CUT que me indicou como secretário da pasta.

O mês de novembro foi de muita luta, acreditem! O movimento sindical, em especial nós da categoria bancária, atuou fortemente na luta contra o projeto de terceirização total e o fim das categorias profissionais, dos sindicatos e dos direitos do trabalho. O Congresso Nacional tentou de todo jeito aprovar uma legislação que acabava até com os direitos básicos previstos na CLT.

Além dessa pauta de luta, realizamos o 2º módulo do curso de formação da Contraf-CUT e Dieese, a 5ª etapa foi realizada na Escola Sul, em Santa Catarina. Como dirigente, fiz 3 artigos no mês, dois sobre o Banco do Brasil e um de avaliação dos 5 cursos que fizemos em todas as regiões do país durante o mandato na secretaria de formação da confederação.

Em dezembro, finalizamos o curso de formação na região Sul do país e ainda fiz mais um artigo sobre as péssimas condições de trabalho no Banco do Brasil, que exigiu nos últimos dias do ano que os bancários fizessem o possível e o impossível para o BB chegar a 1 trilhão de ativos financeiros. Para isso, os gestores poderiam arrepiar pra cima dos trabalhadores, cancelando até férias programadas.

Terminei o ano na base social, conversando com os colegas do Banco do Brasil em reuniões nos locais de trabalho. Enquanto fui representante político da classe trabalhadora estive ao lado de meus pares, foi como aprendi a fazer a luta por melhores condições de vida e por um mundo melhor.

O caderno impresso ficou com 500 páginas, foram 280 textos no ano de 2011. São registros de nossa história de lutas. Os links dos artigos desse período podem ser acessados aqui, página de artigos do autor do blog.

William Mendes


8.12.11

Bancários do bb têm até dia 16 para utilizar verba de aprimoramento


Escriturários, caixas, assistentes e auxiliares do Banco do Brasil têm até o dia 16 para utilizar os recursos do Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF). São R$ 215 que o banco disponibiliza para cada funcionário, que podem ser utilizados em cursos, livros, material didático, assinatura de jornais de grande circulação, de provedor internet e banda larga, entre outros. 

"A verba é uma conquista dos funcionários do BB nas negociações específicas da Campanha 2011. Os bancários não podem deixar de usar um direito garantido na negociação coletiva", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do BB.

Os recursos são distribuídos aos bancários por meio de reembolso. "Os bancários muitas vezes têm deixado de utilizar essa verba", destaca William. "Por isso, orientamos que divulguem a data limite aos colegas em seus locais de trabalho", recomenda o dirigente sindical.

Os procedimentos para a utilização dos recursos estão explicados na IN - 390-1, que também traz a lista dos cargos que fazem parte do público do programa e detalhes de como os recursos podem ser utilizados. Os recursos estão disponíveis também para os dirigentes sindicais.

Fonte: Contraf-CUT


18.11.11

Bancários retomam debates das mesas temáticas com BB na próxima quarta



A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reúnem na próxima quarta-feira (23) com o Banco do Brasil para iniciar os debates das mesas temáticas, em cumprimento ao previsto no acordo coletivo 2011/2012 (parágrafo segundo da cláusula 48ª do ACT/Contraf e da 54ª do ACT/Contec, que tratam da negociação permanente e solução de divergências).

A direção do BB confirmou a reabertura das discussões com a representação dos trabalhadores em correspondência encaminhada à Contraf-CUT nesta quinta-feira (17). Com o encontro confirmado, a Comissão de Empresa dos Funcionários, reunida nesta quinta na sede da Contraf-CUT, em Brasília, decidiu que vai propor na primeira reunião um calendário de debates, sendo que a representação do banco deverá se manifestar sobre a proposição na ocasião.

A ideia é que as discussões sejam encerradas até meados de março de 2012, antes do início dos encontros e congressos de preparação da Campanha Nacional dos Bancários.

A proposta também inclui focar na primeira reunião a jornada de 6 horas, uma das principais reivindicações do funcionalismo.

Veja o calendário que será apresentado pelos representantes dos bancários para as discussões com o BB:

- 23/11 e 05/12: Jornada de trabalho

- 06/12: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados

- 20/12: Negociação permanente

- 16/01/2012, 09/02 e 05/03: Plano de carreira

- 17/01, 10/02 e 06/03: Saúde e previdência de funcionários egressos de bancos incorporados

Fonte: Contraf-CUT com Seeb DF

1.11.11

Contraf-CUT parabeniza bancários pela participação na Campanha Nacional


Amig@s Leitor@s, eu respeito o companheiro Carlão, mesmo quando discutimos e temos divergências, pois é um militante leal e atua com o mesmo nível de franqueza que busco atuar, e isso às vezes incomoda. Camarada Carlão, estamos juntos na luta!



Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT,
durante a greve nacional - Crédito Seeb SP

A Contraf-CUT, que coordena o Comando Nacional dos Bancários, divulgou na segunda-feira (31) uma mensagem parabenizando as bancárias e os bancários de todo Brasil pela participação na Campanha Nacional. Na saudação, a entidade "deseja apresentar ao conjunto de dirigentes sindicais, militantes, enfim companheiras e companheiros, os parabéns pela exemplar condução desse movimento, que garantiu a realização de mais uma campanha vitoriosa".

"Fomos à luta e enfrentamos todas as adversidades, alimentados pela certeza de que a nossa causa era justa e merecia nosso esforço. Mais uma vez a nossa unidade foi determinante", destaca o texto, assinado por Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Nunca é demais repetir que a nossa luta, a nossa garra, a nossa determinação, a nossa ousadia e a nossa unidade foram essenciais para as conquistas que tivemos e por isso nos estimulam a enfrentar os novos desafios na batalha cotidiana por emprego decente, por um sistema financeiro cidadão e por uma vida melhor", salienta.


Leia a íntegra da mensagem:

Caras companheiras, caros companheiros!

Mais uma campanha nacional chegou ao fim com a certeza de que avançamos na busca de emprego decente e um mundo mais justo para todos.

Logo no início de nossa campanha já pudemos ver quão dura ela seria. O governo federal, os patrões e a grande mídia, uníssonos, ameaçavam a classe trabalhadora quanto às suas reivindicações. Lutar por aumento real, novos direitos etc seria colocar o País no rumo do abismo, do desequilíbrio, das perdas sociais.

Fomos à luta e enfrentamos todas as adversidades, alimentados pela certeza de que a nossa causa era justa e merecia nosso esforço.

Mais uma vez a nossa unidade foi determinante. O Comando Nacional dos Bancários apontou o calendário e os sindicatos e as federações o seguiram, demonstrando a confiança na condução do processo.

Iniciamos as negociações buscando avanços sociais nas áreas de emprego, saúde, segurança e igualdade de oportunidades. Debatemos temas caros a todos nós, como o emprego, o fim da rotatividade, o combate ao assédio moral, o fim das metas abusivas e chegamos às questões financeiras, brigando por aumento real, valorização do piso e melhor distribuição dos lucros.

Como nos anos anteriores, outra vez faltou aos banqueiros sensibilidade e respeito aos seus trabalhadores, que deveriam vir traduzidos em uma proposta digna. Frustrado o processo negocial, fomos novamente à greve. Iniciamos no mesmo momento numa demonstração de união, maturidade e organização. A cada dia o movimento mais se fortalecia ante o silêncio da Fenaban, que continuou por três semanas e igualmente a nossa greve. Trabalhadores de bancos públicos e privados unidos na busca de uma proposta digna e decente.

Com firmeza, o Comando Nacional cobrou dos bancos e do governo federal uma proposta que permitisse às assembleias dos sindicatos a avaliação e aprovação, retornando ao trabalho com dignidade.

A força da greve e a determinação de cada dirigente sindical, de cada militante e de cada trabalhador e trabalhadora fizeram com que arrancássemos uma proposta com aumento real de salário, valorização do piso da categoria, melhoria na PLR e avanços na segurança com a proibição de transporte de numerário por bancários e no combate ao assédio moral com o fim da divulgação dos rankings individuais de vendas de produtos.

Também os maiores bancos federais, Caixa e BB, apresentaram suas propostas complementares para avaliação das assembleias. Após debates, o Comando Nacional orientou os sindicatos e as federações que, de forma madura e séria, defenderam as propostas, sendo aprovadas nas assembleias e permitindo que a greve terminasse de maneira unida e vitoriosa, ao mesmo tempo em todo o Brasil.

Nos dias que se seguiram, os trabalhadores arrancaram propostas específicas das direções dos bancos estaduais, que também trouxeram avanços, fazendo com que a campanha igualmente terminasse de forma vitoriosa. Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) precisaram de mais enfrentamento, mas também obtiveram conquistas importantes após 29 dias de greve.

A Contraf-CUT, na qualidade de coordenadora do Comando Nacional, deseja apresentar ao conjunto de dirigentes sindicais, militantes, enfim companheiras e companheiros, os parabéns pela exemplar condução desse movimento, que garantiu a realização de mais uma campanha vitoriosa.

Mais do que os números, conquistamos uma vitória política sem precedentes. Derrotamos a união da grande mídia, do capital e do governo federal que desejavam impor o fim do aumento real e dos avanços sociais. O resultado da Campanha Nacional passa a balizar o movimento de inúmeras outras categorias em lutas salarias no segundo semestre em todo o Brasil.

Nunca é demais repetir que a nossa luta, a nossa garra, a nossa determinação, a nossa ousadia e a nossa unidade foram essenciais para as conquistas que tivemos e por isso nos estimulam a enfrentar os novos desafios na batalha cotidiana por emprego decente, por um sistema financeiro cidadão e por uma vida melhor.

Parabéns a todas as bancárias e a todos os bancários do Brasil!

Carlos Cordeiro

Presidente da Contraf-CUT
Coordenador do Comando Nacional dos Bancários


Fonte: Contraf-CUT

19.10.11

bb* ressarce nesta quinta o desconto dos dias de greve de setembro


Diante da aprovação da proposta da Fenaban, que prevê a compensação dos dias parados durante a greve nacional dos bancários, o Banco do Brasil confirmou ao coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do bb, Eduardo Araújo, que o desconto referente aos dias 27, 28, 29 e 30 de setembro será ressarcido nesta quinta-feira, dia 20, junto com o crédito da folha de pagamento deste mês.

Araújo explica que, a exemplo de anos anteriores, o desconto dos dias de greve não foi novidade, pois isso tem sido feito em virtude do formato da folha do bb.

Já os dias de greve de outubro não deverão ser descontados. "O banco vai fazer a reclassificação das ausências referente aos dias de paralisação", esclarece o dirigente sindical.

Fonte: Contraf-CUT

---

COMENTÁRIO:

*Escrevo bb assim, com minúsculo, devido à pequeneza das atitudes desse banco que pratica cotidianamente o assédio moral e o desrespeito, tanto aos funcionários e sociedade quanto aos sindicatos, representantes dos bancários.

Essa gestão do bb é diminuta nas ações e atitudes! E sobra na retórica e falácia.

18.10.11

Maioria dos bancários aprova propostas da Fenaban, BB e Caixa e encerra greve

Assembleia BB em São Paulo - crédito Seeb SP
Em assembleias realizadas nesta segunda-feira (17), 21º dia de greve nacional, a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bem como as específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. As três propostas foram aceitas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Alagoas, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, Vitória da Conquista, Dourados e Campina Grande, entre outros sindicatos.

Várias assembleias ainda se encontram em andamento. Com isso, os bancários que aprovaram as propostas suspendem as paralisações e retornam ao trabalho nesta terça-feira, dia 18. A greve foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos.

Poucas assembleias rejeitaram as propostas do BB e Caixa e permanecem em greve. Os funcionários do Banrisul, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) continuam paralisados, cobrando avanços nas negociações específicas.

Avaliação

"A aprovação das propostas coroa mais uma campanha vitoriosa dos bancários, em que enfrentamos um cenário econômico e político adverso. Com unidade nacional, força da mobilização e poder de negociação foi possível arrancar conquistas importantes, como aumento real pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, maior participação nos lucros e avanços nas condições de trabalho e segurança, sem interferência de atores externos", avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Foi também uma importante vitória política para a classe trabalhadora, pois o resultado da campanha dos bancários vai servir de parâmetro para outras categorias. Derrotamos a visão equivocada de que salário gera inflação. Garantimos a continuidade do modelo de valorização do trabalho, como forma de fortalecer o desenvolvimento econômico com distribuição de renda", ressalta Cordeiro.

Avanços econômicos e sociais

Com a aceitação da proposta, os bancários conquistam reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

A proposta dos bancos inclui também avanços sociais. "Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral", destaca Cordeiro. "Outra cláusula obriga os bancos a coibir o transporte de numerário por bancários, que deve ser realizado conforme a lei federal nº 7.102/83, através de vigilantes", salienta.

Os dias de greve não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

As propostas específicas do BB e da Caixa também apresentaram melhorias para os bancários, envolvendo questões de carreira e condições de trabalho, dentre outras. "Entre os principais avanços, destacam-se a PLR social e a contratação de 5 mil empregados na Caixa e a valorização do plano de cargos e salários no BB", salienta o presidente da Contraf-CUT.

A greve começou no dia 27 de setembro e chegou a paralisar 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Fonte: Contraf-CUT

17.10.11

Assembleias em São Paulo, Osasco e região avaliam hoje às 18h propostas da Fenaban, BB e Caixa

Companheira(o)s de luta do bb, a(o)s bancária(o)s conseguiram nova proposta dos bancos após 18 dias de greve nacional.

Houve forte conluio da Fenaban e do Governo Federal para nos vencer pelo cansaço. Não conseguiram!

O Comando Nacional dos Bancários indica aceitação das novas propostas devido a vários fatores conjunturais e contextuais, inclusive o tempo já gasto na luta.

O Sindicato vai acatar a orientação de defender o fim da greve.

EU acho pouco provável avançar mais neste cenário.

Leiam as propostas no site da Contraf-CUT, aqui mesmo, no site do Sindicato e inclusive no site da empresa bb.

Nos falamos na assembleia a partir das 18h.

-bancos privados no Trasmontano - Rua Tabatinguera, 294, Sé
-bb na quadra dos bancários - Rua Tabatinguera, 192, Sé
-Caixa no Espaço Hakka - Rua São Joaquim, 460


Saudações de luta, William Mendes

15.10.11

Banco do Brasil apresenta sua proposta complementar à da Fenaban

Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta sexta-feira (14), em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários, que prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao 1º semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.

O banco reafirmou também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.

Assim, o Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada pelo BB nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos na próxima segunda-feira (17).

"Devemos fazer a análise do conjunto do resultado da campanha nacional. Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do BB.

"Tivemos um cenário complicado nessa campanha, com inflação maior, ameaças e pressões. Mas conseguimos superar essas dificuldades com uma greve forte, evitando inclusive uma possível ida dos bancos ao TST, a exemplo da greve dos Correios e temos uma proposta que atende aos princípios definidos no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB", defende Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa.

Proposta Complementar do BB

- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;

- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;

- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;

- VCP de 12 meses no retorno da licença-saúde;

- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;

- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;

- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
. Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
. Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);

- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento

- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e

- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós-graduação.

Fonte: Contraf-CUT

Unidade da categoria conquista aumento real, valorização do piso e PLR maior

Após 18 dias de greve nacional dos bancários, a maior dos últimos 20 anos, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta sexta-feira (14) uma nova proposta que inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%), valorização do piso da categoria que passaria a ser de R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na PLR, com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%). A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral.

Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários: aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. Dessa forma, o Comando recomenda a aprovação da proposta pelas assembleias que serão realizadas pelos sindicatos na segunda-feira (17), em todo o país.

"A proposta traz avanços importantes e é uma conquista da greve nacional da categoria, a mais forte em duas décadas, que mobilizou trabalhadores de bancos públicos e privados por 18 dias, chegando a paralisar 9.254 agências em todo o país e forçou os bancos a mudarem de posição", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "A proposta adquire ainda mais importância porque representa a consolidação de uma política permanente de recomposição dos salários, com aumento real pelo oitavo ano consecutivo e valorização do piso da categoria", sustenta.

Cordeiro lembra ainda que nas primeiras rodadas de negociação os bancos negavam a possibilidade de aumento real, alegando risco de alta da inflação, discurso que foi amplamente repercutido pela mídia. "Essa tese falsa foi derrotada. Conseguimos arrancar vitória econômica, com a melhoria do poder de compra dos salários e do piso, mas principalmente política. Os bancos tentaram vencer a categoria pelo cansaço, mas revertemos o quadro e saímos vitoriosos", afirma.

A conquista deixa clara a importância da consolidação da estratégia de unidade nacional da categoria. A campanha unificada, reunindo trabalhadores de bancos públicos e privados, vem sendo construída desde 2004 e cada vez mais se mostra como uma opção acertada da categoria, que reitera sua opção em todas as conferências e congressos. "Com isso, conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho válida para todos os bancos em todo o território nacional - fato único entre as categorias profissionais no Brasil", aponta o presidente da Contraf-CUT. Na avaliação do Comando, com a proposta apresentada, a Campanha Nacional 2011 se soma a essa trajetória de vitórias.

Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período será anistiado.

Fonte: Contraf-CUT

13.10.11

Negociação com bancos não avança e greve nacional segue crescendo, são 9.254 agências fechadas no País

Comando rejeita 8,4% na mesa - crédito Jailton Garcia
Com a força da greve, o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, retomou nesta quinta-feira (13) as negociações com a Fenaban, em São Paulo, mas não houve avanços. Os bancos apresentaram nova proposta de reajuste de 8,4%, que foi rejeitada pelos dirigentes sindicais. As negociações terão continuidade às 10h desta sexta-feira (14), quando a greve completa 18 dias em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

"A quebra do silêncio dos bancos e a retomada das negociações são passos importantes, mas os bancos perderam uma excelente oportunidade para resolver o impasse da greve. A proposta não avança porque representa somente 0,93% de aumento real, o que é insuficiente, além de não trazer valorização do piso nem melhoria na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), não atendendo, assim, às expectativas dos bancários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Como se não bastasse, a proposta não traz avanços em relação às demandas de emprego e na melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho", destaca.

Nesta sexta-feira, os bancários irão intensificar ainda mais a greve contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. "Esperamos que a Fenaban venha para a mesa de negociações com uma proposta que seja capaz de ser apresentada nas assembleias dos sindicatos com avanços para os bancários", salienta Cordeiro.

Greve cresce

A greve seguiu crescendo nesta quinta-feira e paralisou 9.254 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todo país. O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. A greve, que teve início no dia 27 de setembro, já é a maior da categoria nos últimos 20 anos.

"Com os lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre, os bancos têm plenas condições de trazer uma nova proposta com conquistas econômicas e sociais para os bancários, além de prestar melhores serviços para os clientes e a sociedade brasileira", ressalta o presidente da Contraf-CUT.

Negociações específicas com bancos federais

Após as negociações com a Fenaban, o Comando Nacional se reunirá com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em São Paulo, para retomar as negociações específicas buscando avanços para os trabalhadores. Também ocorrem nesta sexta-feira novas rodadas com as direções do Banco da Amazônia, em Belém, e com o Banco Nordeste do Brasil (BNB), em Fortaleza, para tratar igualmente das demandas específicas.

Fonte: Contraf-CUT

Força da greve nacional arranca negociação com Fenaban nesta quinta

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT
Crédito Seeb SP
Após 16 dias de greve nacional, a Fenaban rompeu nesta quarta-feira (12) o silêncio e decidiu retomar as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, marcando nova rodada para esta quinta-feira (13), às 16 horas, em São Paulo. O agendamento ocorre um dia depois da reunião do Comando Nacional, em São Paulo, que decidiu fortalecer e ampliar ainda mais as paralisações.

"Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Negociações com BB e Caixa

Após a rodada com a Fenaban, o Comando Nacional, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, retomará as negociações com as direções dos dois bancos federais para discutir as pautas específicas de reivindicações e cobrar avanços para os trabalhadores.

Reuniões do Comando Nacional

Os integrantes do Comando Nacional se reúnem antes da negociação nesta quinta-feira, às 15 horas, nas dependências do Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo.

Após as negociações, o Comando Nacional volta a se reunir para fazer avaliação e definir orientações aos sindicatos.

Fonte: Contraf-CUT

10.10.11

BB mente em seu site ao dizer que 'discussões ocorrem diariamente'

Desenho de Débora Vaz, estudante do Ceará
O Banco do Brasil voltou a mentir aos funcionários nesta sexta-feira (7) em informativo publicado em seu site oficial, dizendo que está negociando diariamente com representantes dos bancários. O banco já havia publicado a falsa informação nos comunicados dos dias 28 e 30 de setembro, assinados pelo Diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas, Carlos Eduardo Leal Neri, negociador oficial do banco.

O comunicado de hoje afirma que o BB prossegue com a firme intenção de fechar o Acordo Coletivo 2011/2012. "As discussões ocorrem diariamente. Alternativas são colocadas em debate entre as representações dos bancários e a Fenaban, na busca da proposta final que seja fruto de acordo entre as partes e possa ser submetida às assembleias de todo o País", diz o informativo.

O banco simplesmente ignora que a última negociação aconteceu no dia 20 de setembro. Desde então não houve nenhuma mesa oficial entre o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e o BB. "Queremos que o banco pare de mentir. É muita irresponsabilidade uma empresa do porte do BB ter este tipo de comportamento. Não há nenhuma mesa oficial em andamento. A empresa joga com a desinformação e tenta enganar os trabalhadores. Uma atitude como essa tira o respeito e a credibilidade do banco. É um desrespeito ao trabalhador e à sociedade", afirma William Mendes, funcionário do BB e secretário de Formação da Contraf-CUT.

A Contraf-CUT vem se manifestando publicamente, seja por seu site ou pela imprensa, que quer retomar as negociações, mas a resposta dos bancos tem sido apenas o silêncio. "Queremos negociar sim. Os bancos podem nos chamar a qualquer momento. O Comando Nacional está à disposição para conversar. Queremos propostas que contemplem as principais reivindicações aprovadas pela Conferência Nacional dos Bancários", destaca William.

A Contraf-CUT, inclusive, enviou uma carta à Fenaban na terça-feira (4) cobrando a retomada das negociações. Mas o silêncio tem sido a resposta dos bancos. "A Fenaban ainda não enviou resposta. Nossa contraposição é a intensificação da greve em todo o país", ressalta o dirigente sindical.

A mesa de negociações da Fenaban é formada pelos seis maiores bancos - BB, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e HSBC -, que representam 90% dos bancários do país e o BB é o maior deles. "O BB é um dos principais responsáveis pelo não fechamento de um acordo, já que é um dos mais importantes dentro da Fenaban", avalia William.

Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

"Esperamos também que o banco faça uma proposta para a pauta específica de reivindicações dos funcionários com avanços", salienta William.

Fonte: Contraf-CUT

7.10.11

Artigo: Greve segue crescendo... E bb segue mentindo para os trabalhadores!


O bb Pinóquio - mentindo para os bancários!!!
O bb (minúsculo pelas pequenezas) segue mentindo aos seus trabalhadores dizendo que está negociando, mentindo para ver se desmobiliza milhares de bancários decepcionados e frustrados com o assédio moral, a falta de condições de trabalho, o "mau-caratismo" de mentir e não fazer propostas e ficar elogiando os colegas que ainda não estão na greve.

O bb soltou hoje o terceiro boletim pessoal dizendo que "as discussões ocorrem diariamente".

QUE COISA FEIA APELAR PARA MENTIRAS!

Boletim Pessoal 46 (7/10)

"O Banco do Brasil prossegue com a firme intenção de fechar o Acordo Coletivo 2011/2012. As discussões ocorrem diariamente. Alternativas são colocadas em debate entre as representações dos bancários e a Fenaban, na busca da proposta final que seja fruto de acordo entre as partes e possa ser submetida às assembleias de todo o País."

BANCÁRIOS, COBREM QUE O BB MINTA MENOS E CHAME A NEGOCIAÇÃO COM OS SINDICATOS, PORQUE RESPEITO É BOM E A CATEGORIA MERECE!!
 
FORTALECER A GREVE NA SEGUNDA-FEIRA!!!

William Mendes

3.10.11

Por onde ando... Greve Nacional dos Bancários


Nesta segunda-feira, temos reunião do Comando Nacional na Contraf-CUT para organizar e ampliar nesta semana a greve da categoria.

Ainda na segunda, temos assembleia na quadra no final da tarde.

Esta semana segue sendo de GREVE DOS BANCÁRIOS.

1.10.11

Artigo - PCR do BB precisa ser melhorado

Os bancários do bb conquistaram um novo Plano de Carreira na Campanha Nacional dos Bancários em 2010. A conquista foi importante porque desde que o bb alterou o antigo PCS em 1996 não tínhamos conseguido um novo paradigma para a carreira no banco.

Explico de maneira sucinta: temos atualmente uma carreira administrativa - cuja única porta de entrada no banco é via concurso público -, com um Plano de Carreira e Remuneração que contém duas tabelas internas. Uma por antiguidade e outra por pontuação diária em funções comissionadas, chamada Carreira de Mérito.

Veja abaixo um resumo do PCR extraído da página do Banco do Brasil.


31/03/11 - Implantado o Plano de Carreira e Remuneração – PCR


O Banco do Brasil implanta, a partir de hoje, o Plano de Carreira e Remuneração – PCR do Banco do Brasil, em substituição ao atual PCS. Com o novo Plano estão previstas duas formas de promoção para os funcionários: por antiguidade (tabela ‘A’, em 12 níveis) e por mérito (tabela ‘M’, em 25 níveis).


PROMOÇÃO POR ANTIGUIDADE

No que diz respeito à promoção por antiguidade, o novo plano prevê 12 níveis (de A1 a A12), com valores equivalentes aos das categorias do PCS anterior (E1 a E12). A promoção será alcançada a cada três anos, exceto no caso do A1 para o A2, cujo intervalo será de 2 anos. A cada promoção, o valor do vencimento padrão (VP – salário inicial do BB) será reajustado em 3%.

A transição para a tabela de antiguidade do PCR será feita observando a equivalência entre os níveis de categoria atuais (E-1 a E-12) e os níveis da nova tabela (A-1 a A-12).


PROMOÇÃO POR MÉRITO

O parâmetro para a promoção por mérito será o exercício de comissões. Todos os funcionários terão uma pontuação diária, de acordo com a comissão exercida, e, a cada 1.095 pontos, avançam um nível na tabela de mérito. A pontuação diária de cada comissão é definida de acordo com o Valor de Referência (VR) da comissão, conforme tabela abaixo:


VR.................. Pontuação Diária*............. Tempo para a promoção
Até R$ 4.056,10................ 1,0...................... 3 anos
De R$ 4.056,11 a
R$ 6.760,17...................... 1,5...................... 2 anos
De R$ 6.760,18 a
R$ 13.520,33 ....................3,0...................... 1 ano
A partir de R$ 13.520,34.. 6,0.................... 6 meses


* Serão consideradas todas as comissões exercidas em caráter efetivo ou de substituição, descontadas as ausências e afastamentos.


A tabela de adicionais por mérito possui 25 níveis. O incremento entre eles será de R$ 88,50, já incluída a gratificação semestral. Esse valor será somado às demais verbas pessoais do funcionário para composição do salário pessoal.

O principal objetivo e benefício do PCR é garantir a incorporação no salário pessoal, de parte do valor das comissões exercidas ao longo do tempo, aumentando a importância da remuneração pessoal frente aos adicionais vinculados à comissão.

Por se tratar de verba salarial pessoal e irredutível, o adicional por mérito vai incidir no cálculo de benefícios como vale-transporte e PAS, além dos percentuais para cálculo do benefício da Previ.

A verba de adicional por mérito será paga de forma retroativa a setembro de 2010. Já a definição do nível de mérito para enquadramento no PCR foi feita levando em consideração a pontuação obtida pelo funcionário desde setembro de 2006.

Outras informações podem ser obtidas por meio das demais notícias, consultando a IN 362 e o arquivo de Perguntas e Respostas disponibilizado neste site. Em caso de dúvida, o questionamento deve ser enviado via Correio Sisbb para a Gepes jurisdicionante.

www.bb.com.br/negociacaocoletiva
 
 
PROPOSTAS DOS BANCÁRIOS PARA MELHORIAS NO PCR
 
- PISO do Dieese e interstícios de 6% na tabela A;
- pontuação na carreira de mérito incluindo os escriturários e caixas;
- acelerar o tempo para adquirir as letras de mérito - 2 anos para a primeira faixa;
- retroagir ao histórico funcional de cada bancário para situá-lo na tabela de mérito;
- as faixas serem por níveis de responsabilidade e não por VRs em reais.
 
Acreditamos que é possível avançar nessas propostas na Campanha Nacional dos Bancários de 2011. O bb precisa compreender que melhorar o Plano de Carreira da empresa é importante inclusive para reter os bons profissionais que estão a cada dia deixando o banco para o mercado devido ao baixo salário e às péssimas condições de trabalho e poucas perspectivas de crescimento e segurança na carreira.
 

SOLUÇÃO DA GREVE DEPENDE DE PROPOSTA RESPEITOSA DOS BANQUEIROS E DO GOVERNO
 
Pense nisso bb e faça proposta séria para os bancários!
 
Colegas do bb, nesta semana é FORTALECER A GREVE E FECHAR O PONTO ELETRÔNICO PARA O BANCO NOS FAZER PROPOSTA SÉRIA.
 
SOMOS FORTES, SOMOS CUT! SOMOS BANCÁRIOS EM LUTA!

William Mendes

29.9.11

Bancários param 7.672 agências no terceiro dia da greve nacional


Desenho de Dédora Vaz - Ceará

A greve nacional dos bancários seguiu crescendo em seu terceiro dia nesta quinta-feira (29), ao paralisar 7.672 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal. O número representa um aumento de 1.424 unidades fechadas a mais do que ontem. Em relação à terça-feira, primeiro dia do movimento, são 3.481 unidades a mais.

O balanço foi feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h30. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve a partir da próxima segunda-feira (3).

"O silêncio dos bancos e do governo tem indignado os trabalhadores e fortalecido a greve, que caminha para ser uma das maiores dos últimos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Enquanto a Fenaban não apresentar uma proposta decente, o movimento seguirá crescendo em todo o país. Mantemos a disposição para o diálogo para construirmos uma convenção coletiva com avanços econômicos e sociais para a categoria. A retomada das negociações depende dos bancos e do governo", sustenta.

Cordeiro destaca a reivindicação dos trabalhadores pela geração de mais empregos pelos bancos. "Queremos mais contratações para melhorar o atendimento aos clientes, reduzir as filas intermináveis nas agências e garantir condições dignas de trabalho aos bancários, que estão estressados com a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, impostas pelos banqueiros", diz o presidente da Contraf-CUT. "Nossas reivindicações são justas e as empresas têm todas as condições de atendê-las, diante dos lucros gigantescos que vêm acumulando", sustenta.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo. Os trabalhadores rejeitaram a proposta de reajuste de 8% sobre os salários. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (5% de aumento real), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Solidariedade - Os bancários estão realizando em várias capitais passeatas e atos conjuntos com os trabalhadores dos Correios, em greve há 16 dias. "Estamos realizando atividades de esclarecimento da população e mobilização dos trabalhadores. A intransigência dos patrões e do governo tem aumentado a união e solidariedade entre as duas categorias na luta por melhores condições de vida", sustenta Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

28.9.11

Leiam: Greve chega a 6.248 agências; palhaçadas do bb; e um belo desenho da categoria em luta!


Belo desenho de Débora Vaz, estudante de Ciências Sociais do Ceará.
Valeu companheira!!

Greve cresce no segundo dia e bancários param 6.248 agências em todo o país

A greve nacional dos bancários se fortaleceu nesta quarta-feira (28), seu segundo dia, e aumentou para 6.248 o número de agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados em 25 estados e no Distrito Federal. São 2.057 unidades fechadas a mais do que no primeiro dia de greve, quando foram paralisadas 4.191 unidades, de acordo com o balanço feito pela Contraf-CUT, a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. Único estado ainda fora da mobilização, os bancários de Roraima aprovaram a deflagração de greve em assembleia realiza na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento a partir do dia 3. (fonte: Contraf-CUT)

---

Banco do Brasil usa MENTIRAS e TERRORISMO para assediar bancários e ELOGIA FURA-GREVES em comunicado interno

O bb está se superando em palhaçadas nesta campanha dos bancários. Além de não apresentar NADA em 3 rodadas de negociação, permite que seus gestores ASSEDIEM os bancários MENTINDO que não receberão PLR se fizerem greve, que serão descomissionados e faz comunicado interno com eufemismos elogiando os bancários que estão desrespeitando as decisões das assembleias e furando a greve.

Os bancários do bb irão AUMENTAR A ADESÃO À GREVE nesta quinta-feira em resposta às afrontas do banco, que não propõe nada e ainda tenta humilhar os bancários com práticas antissindicais.

- COLEGAS DO BB, A PALAVRA DE ORDEM É "PONTO FECHADO"!! VAMOS AMPLIAR A GREVE COM MAIOR PARTICIPAÇÃO DOS COMISSIONADOS!!

- NÃO PERMITAM QUE O BB HUMILHE VOCÊS!! É GREVE NELE!!

Interdito proibitório: o que é e o que fazer?



Bancos usam instrumento jurídico para tentar forçar trabalhadores a furar greve

São Paulo – O interdito proibitório é uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado. Ou seja, não se aplica à greve dos bancários, que se constitui apenas e tão somente na legítima mobilização dos trabalhadores por uma proposta que melhore os salários e as condições de trabalho. Apesar disso, os bancos recorrem a esse subterfúgio para tentar forçar seus funcionários a trabalhar.

Lei de Greve – Além de ser um instrumento desviado de sua verdadeira função de preservação da posse e do patrimônio, é importante lembrar que o Sindicato cumpriu todas as exigências previstas na Lei de Greve, ou seja, está agindo de acordo com todos os parâmetros constitucionais que preveem esse direito do trabalhador. Editais de Convocação de Greve e de Aviso de Greve foram publicados em jornais de grande circulação, respeitando todos os prazos legais. A federação dos bancos também recebeu o comunicado e foram veiculados informes publicitários em emissoras de rádio e TV para esclarecer a população sobre os motivos que levaram a categoria à greve.

O que fazer – A chegada de um oficial de Justiça com o interdito não significa que os bancários têm de retomar suas atividades. Quem define a continuidade ou não de uma greve é a assembleia dos trabalhadores, que é soberana. Os bancários devem estar conscientes de seu papel no movimento, dizer não à pressão e prosseguir a paralisação.

Fonte: Redação Seeb SP - 28/09/2011

SUGESTÃO: 

- COMPANHEIRADA, USEM O PAPELZINHO DA JUSTIÇA BURGUESA PARA MEXER COM OS BRIOS E O ORGULHO DE NOSSOS BANCÁRI@S. SE OS COLEGAS ADERIREM AO MOVIMENTO, FECHANDO O PONTO E INDO PRA GREVE NÃO TEM INTERDITO QUE DÊ CONTA.

27.9.11

Bancários fecham 4.191 agências em todo o país no primeiro dia da greve



Nesta terça-feira (27), primeiro dia da greve nacional, os bancários fecharam 4.191 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal e todos os bancos, públicos e privados. O balanço foi feito pela Contraf-CUT a partir dos dados enviados pelos sindicatos até às 18h. Os bancários de Roraima estão realizando assembleia na noite desta terça e deverão se juntar ao movimento nesta quarta.

"A greve começou mais forte que a do ano passado, uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Isso mostra a grande insatisfação dos funcionários com a postura dos bancos, que em cinco rodadas de negociação não apresentaram uma proposta decente que atenda às reivindicações da categoria", sustenta.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários. "A proposta também não contempla mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades", diz Cordeiro.

"A proposta representa apenas 0,56% de aumento acima da inflação do período, o que está longe da reivindicação da categoria, de 12,8% (5% de aumento real). Enquanto isso, os seis maiores bancos que operam no Brasil lucraram R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre, segundo levantamento do Dieese e da Contraf-CUT", afirma Cordeiro. "Isso quer dizer um aumento de R$ 4,3 bilhões em relação ao lucro do mesmo período do ano passado, com um crescimento médio de 20,11%. É preciso repartir esses ganhos com os bancários, maiores responsáveis pela enorme lucratividade das empresas", completa.

"A experiência de anos anteriores mostra que a tendência é o índice de paralisação aumentar nos próximos dias. Estamos abertos para a retomada das negociações, pois continuamos apostando no diálogo. Mas também estamos preparados para intensificar a mobilização e fazer a maior greve das últimas décadas para garantir avanços econômicos e sociais", acrescenta Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil força interdito proibitório antes da greve



(BANCÁRIO, MOSTRE SUA INDIGNAÇÃO E FECHE O PONTO!! O BB VAI TER QUE NOS RESPEITAR!!)

Direção esbanja intransigência, não apresenta proposta na mesa específica, tenta retirar direitos e impedir funcionários de parar

--------------------------------------------------------------------------------

São Paulo – Intransigência, truculência, falta de respeito. Esses são apenas alguns dos termos utilizados pelos funcionários do Banco do Brasil para expressar a postura da direção da empresa nesta Campanha Nacional Unificada dos bancários.

Nas rodadas de negociação específicas, a direção do banco, além de não apresentar qualquer proposta para as reivindicações dos bancários, ameaçou retirar direitos conquistados, como a trava que coíbe os descomissionamentos, dizendo que “prejudica a gestão da empresa”.

Para completar essa péssima atuação, a direção do BB, antes mesmo do primeiro dia da greve, acionou o interdito proibitório, usando logo no início do movimento o instrumento jurídico por meio do qual os bancos tentam forçar os bancários a voltar ao trabalho, desrespeitando o legítimo direito de manifestação dos trabalhadores.

“Vamos apresentar uma denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) contra o Banco do Brasil. A greve é um direito previsto na Constituição, ao qual os trabalhadores estão recorrendo depois de um mês e meio de negociações sem avanços”, afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. “O BB, sozinho, lucrou mais de R$ 6 bi nos primeiros seis meses deste ano, graças ao trabalho dos seus funcionários. Em vez de reconhecer isso, vai à mesa de negociação sem qualquer disposição e desrespeitando as necessidades dos trabalhadores”, completa a presidenta do Sindicato.

Como evitar o interdito – O interdito é uma ação jurídica relacionada a situações nas quais o direito de posse ou de propriedade está sendo ameaçado. O que não se aplica à greve, que se constitui apenas e tão somente na luta por uma proposta que melhore as condições de trabalho de uma categoria.

Além disso, a chegada de um oficial de justiça com o interdito não significa que os bancários têm de retomar suas atividades, pois quem define a continuidade ou não de uma greve é a assembleia dos trabalhadores. Os bancários devem estar conscientes de seu papel no movimento, dizer não à pressão e prosseguir a paralisação mesmo com a chegada do interdito.

Fonte: Seeb SP