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4.8.21

Cassi 2021 - Questões abordadas com bancári@s (MG)



Apresentação:

Tive a oportunidade de conversar com as bancárias e bancários de Minas Gerais no encontro estadual realizado na semana passada, evento preparatório para o 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. Falamos a respeito de questões relativas à nossa Caixa de Assistência (Cassi).

Fiz um breve histórico de nossas conquistas com a criação da associação em 1944, hoje uma autogestão responsável pela saúde de quase 700 mil pessoas.

Após a síntese da apresentação, que contém opiniões minhas em relação à Cassi, deixei algumas questões e as respostas que dei a elas, afinal de contas num encontro com trabalhadores, a voz e a vez deles é o que mais importa.

Espero que as informações aqui possam incentivar os debates e estudos aos que lerem o resumo abaixo.

William Mendes
Ex-diretor de saúde da Cassi (2014/18)

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Apresentação feita para o Encontro estadual dos bancários e bancárias de Minas Gerais 2021

Cassi 2021 – Breve histórico da luta por direitos em saúde e ameaças existenciais para a autogestão

Temas relevantes para reflexões e debates no movimento d@s trabalhador@s, associad@s e entidades representativas


- A Caixa de Assistência é uma autogestão, é basicamente o Plano de Associados e a Cassi só tem sentido se o foco for a manutenção desse plano e ele só se mantém se for um sistema de custeio solidário, intergeracional e mutualista;

- Foi criada em 1944, muito antes do atual sistema público de saúde (SUS) e órgãos regulatórios como a própria ANS;

- Reforma Estatutária de 1996: alterações importantes foram feitas. Passou a ser autônoma e não mais dentro do RH do BB; definiu-se como objetivo do modelo assistencial a Atenção Integral à Saúde; o debate contou com a expertise de sanitaristas; o foco passou a ser a gestão da saúde da população assistida – cerca de 400 mil pessoas do Plano de Associados –; objetivos do modelo: prevenção de doenças e promoção de saúde, recuperação e reabilitação de pessoas adoecidas;

- Novo custeio na Reforma de 1996: o banco (4,5%) e os associados (3%) sobre a folha de ativos e aposentados; e criação de estrutura própria nas regiões do país para organizar o sistema de cuidados naquelas bases de assistidos - unidades administrativas e de atendimento em saúde (CliniCassi);

- O modelo assistencial seria a essência da mudança no uso dos recursos da Cassi (antes era ressarcir e pagar serviços de saúde do mercado). Os recursos da Caixa sempre foram baseados nos salários e benefícios dos associados. Lembrar que a inflação médica é de 10 a 20% ao ano no mercado (maior que reajustes anuais dos associados). OPINIÃO: Investir em usar mais o mercado de prestadores é um equívoco como tem feito a atual direção 2021. É retroceder no que era a Cassi antes da reforma de 1996;

- Atenção Primária em Saúde (APS): foram testados modelos entre 1996 e 2001 e a Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi a escolha definida para a Cassi: equipes de família em unidades de atendimentos CliniCassi + programas de saúde. O uso da rede de prestadores seria mais racional e não por incentivo de buscar prestadores à vontade, de acordo com supostas necessidades e desejos dos usuários do sistema (ideia geral do modelo, temos modelos centralizados e descentralizados);

- 1997: ocorre o lançamento do Cassi Família para parentes dos associados. O modelo de plano de saúde não poderia ter menos direitos do que o dos funcionários (imaginem dentro de uma família, direitos diferentes...). OPINIÃO: hoje a direção 2021 fala que os novos planos (tipo Cassi Essencial) com menos direitos e coberturas e menos redes de atendimento é uma "alegria" pois isso seria uma “inclusão”. Isso é no mínimo um exagero! O plano aberto atualmente, o Cassi Família (II), não tem franquia nem coparticipação, os outros terão;

- 1999: lançado o Cassi Família II, com coberturas e regramentos adaptados às regras da ANS para planos de saúde. Foi necessário fechar o CF I para a entrada de novos participantes e abrir esse novo;

- 2001: aprovação das regras do modelo assistencial no âmbito interno da Cassi;

- 2003: lançamento da Estratégia de Saúde da Família (ESF) com o objetivo de cobrir toda a população do Plano de Associados e pelo menos os crônicos do Cassi Família (as metas constam nos relatórios anuais seguintes). Já era para toda a população do Plano de Associados estar cadastrada na ESF há muitos muitos anos;

SALTO NA HISTÓRIA PARA 2014, PERÍODO DE NOSSA PARTICIPAÇÃO NA GESTÃO

- 2014: a ESF tinha 155 mil cadastrados (de todos os planos) no meio do ano quando chegamos e a Cassi tinha 65 unidades de atendimento CliniCassi e a ESF não era o foco da direção do banco, que questionava a eficiência e a serventia do modelo e também a utilidade das CliniCassi. Tínhamos cerca de 150 equipes de família trabalhando nas unidades. Durante o mandato, ampliamos os cadastrados na ESF para 182 mil vidas (fora a rotatividade, ou seja, saldo de cadastrados a mais);

- 2014: Nos debates do orçamento para 2015, a parte patronal na direção da Cassi propôs diversas reduções de direitos em saúde dos associados da ativa e dos aposentados: propuseram aumentar para 4,5% a mensalidade (50% a mais), coparticipações maiores e franquia nas internações de 1.500 reais, reduções nos programas de saúde como o PAF etc. Eleitos rejeitam essas propostas: 2x2 e 4x4 na direção e CD (depois a patronal e a consultoria contratada por ela inventaram uma conversa que a gestão na Cassi era “impossível” porque não se decidia nada, ou seja, ao usar as regras de decisão e rejeitar o que a patronal queria fazer era "não decisão");

- 2015 a 2018: a patronal força o contingenciamento orçamentário e por anos não faz proposta viável e justa aos associados de reequilíbrio do Plano de Associados. Isso leva a Cassi e o Plano de Associados a uma situação mais agravada nos balanços contábeis e no caixa da autogestão (em 2016 houve um acordo provisório acordado entre as partes, um memorando de entendimento);

- 2015: a diretoria de saúde desenvolve com os profissionais da Cassi métodos científicos de aferição de eficiência do modelo assistencial ESF/CliniCassi. Os resultados são impressionantes: durante o mandato, em dezenas de apresentações públicas e internas, provamos o quanto a ESF economizava os recursos da autogestão e beneficiava a saúde dos cadastrados e vinculados ao modelo assistencial. Cadastrados e vinculados tinham de 10 a 30% menos despesas em relação aos não cadastrados ao modelo ESF, fora outros índices melhores;

- 2017 e 2018: o governo Temer (após o golpe de 2016) organiza ataques aos planos de saúde e direitos dos empregados de estatais. Reuniões secretas ocorrem na CGPAR. (as resoluções que fariam na CGPAR-23 seriam muito semelhantes às resoluções da CEE de 1996, da era FHC);

- 2018: os grandes questionamentos em relação à Cassi foram superados junto aos intervenientes do sistema: eficiência da ESF; baixo custo das CliniCassi e custo-benefício delas; o PAF havia completado o seu modelo de cobertura medicamentosa dos crônicos com entrega domiciliar: mais de 50 mil associados receberiam em casa em todas as localidades do país suas receitas médicas. E a direção do banco passou a valorizar e “aceitar” a importância da participação social no dia a dia da Cassi: conselhos de usuários, sindicatos e associações diversas;

- 2019: a Reforma Estatutária traz novos recursos para o orçamento da Cassi a partir de dezembro daquele ano;

- 2020: veio a pandemia de Covid-19 a partir de março (no Brasil); um dos efeitos da pandemia naquele ano foi a redução de consultas, exames e procedimentos eletivos. A Cassi também acumulou recursos novos oriundos da Reforma 2019 e cobrando mais dos associados em coparticipações. No entanto, A ESF NÃO AVANÇOU NADA. O PAF teve reduções drásticas, quase o desfazimento do programa em relação ao que era antes para a manutenção da condição de saúde dos crônicos: são milhares de crônicos que não conseguem acessar o direito ou desistiram dele;

- 2020: veio o projeto de TERCEIRIZAÇÃO TOTAL do modelo assistencial de Estratégia de Saúde da Família (ESF), com unidades de atendimento CliniCassi e equipes de saúde próprias. Base da terceirização: o piloto "Bem Cassi”, em Curitiba;

- 2020: a ferramenta de telemedicina para atender demandas de Covid-19 foi uma opção interessante para o contexto da pandemia. Depois viria a surpresa: a ferramenta seria usada para se somar à terceirização total e desfazer a estrutura de saúde do modelo de Atenção Integral APS/ESF/CliniCassi;

- 2021: a direção atual anuncia o lançamento de diversos planos de mercado para supostos “milhões” de familiares dos associados (público-alvo, segundo defensores dos planos). Reduções drásticas dos assistidos do Plano de Associados (382 mil até maio). OPINIÃO: os concorrentes do mercado de planos de saúde são infinitamente maiores e com mais poder de conquistar clientes nas áreas onde estão estabelecidos e eles têm estrutura própria em toda a cadeia de atendimento, diferente da Cassi (eles controlam os custos). Será muito difícil o sucesso dos planos de mercado da Cassi.


Enfim, esses tópicos apresentados foram apenas para situar o público para as reflexões e debates sobre a Cassi. São pontos de referência que escolhi para rememorar lutas dos associad@s, bancári@s e entidades sindicais em relação aos direitos em saúde na comunidade Banco do Brasil.

William Mendes

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Algumas perguntas e colocações feitas pelos participantes do encontro:

PERTENCIMENTO

É um tema central. Os associad@s são donos da Caixa de Assistência, além de usuários do sistema de saúde. É fundamental que as pessoas saibam o que é a autogestão Cassi para lutarem por ela e para utilizarem o sistema de forma consciente e solidária.

JUDICIALIZAÇÃO E RECLAMAÇÕES NA ANS

São questões muito importantes. Sabemos que existe uma indústria de judicialização na área da saúde, por diversos motivos, e a Cassi também sofre com essa questão (não entro no mérito de qual lado tem razão, cada caso é um caso). Quanto mais os associad@s compreenderem o papel da Caixa e como ela funciona, mais chances temos de evitar reclamações e judicialização. 

Já em relação aos planos de mercado da Cassi, é muito mais difícil evitar isso porque a relação entre os usuários e o sistema Cassi é outra, é praticamente comercial (sem pertencimento). Quando estive na Cassi, me debrucei sobre isso por quatro anos e vi que a judicialização nos planos de mercado é bem maior. O risco com esse monte de planos que pretendem lançar com menos direitos é evidente, na minha opinião.

CASSI FAMÍLIA PODERIA SER MAIS BARATO (CF I e CF II)?

Na minha opinião, seria possível fortalecer o modelo assistencial ESF e as CliniCassi vinculando a adesão ao modelo a descontos por ter a ESF como porta de entrada. REDUZIRÍAMOS o valor das mensalidades sem criar um monte de planos com menos direitos. Como os cadastrados vinculados à ESF têm despesas menores no uso da rede credenciada como os estudos demonstraram, todos ganhariam e o modelo APS/ESF/CliniCassi seria fortalecido. Observação: já poderíamos ter mais procedimentos nas CliniCassi, mais equipes de família e CliniCassi de especialidades como tínhamos proposto na gestão. E sem TERCEIRIZAR!

MIGRAÇÃO ENTRE OS PLANOS DENTRO DA CASSI

O grande risco é de associad@s migrarem para os planos de mercado por algum motivo, até por falta de orientação adequada, achando que em algum momento poderia ser mais vantajoso. Qualquer pessoa que tenha direito ao Plano de Associados não deveria jamais optar pelos outros planos de mercado. Cada pessoa que não exercer seu direito de aderir ao Plano de Associados estará abrindo mão da contribuição da parte patronal no custeio além dos benefícios e direitos maiores do Plano. E com o passar do tempo as pessoas acabam ficando sem plano, porque o valor das mensalidades nos modelos por tabela de idade expulsa os usuários quando mais precisam do plano.

(é uma síntese das questões. Foram abordados muitos temas interessantes, mas ficaria enorme a postagem para comentar todos eles)

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29.7.21

Estudando a Cassi para conversar com os trabalhadores e associados



(atualizado até às 16h58 de 30/7/21)

Introdução

No que eu estou pensando? Em tanta coisa. Sobre a Covid e sobre a hipocrisia dos políticos. Sobre Bolsonaro e Hitler e sobre apoiadores de animais como esses. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre hipocrisia. Sobre incêndios que ardem consumindo tudo no brazil. Cheguei a pegar o Fahrenheit 451 pra reler. O fogo consome tudo no brazil... Se Bolsonaro e hitler tivessem 1 apoiador, 1 um hum, já seria um problema do mundo...

No que eu estou pensando? No meu compromisso com a companheira dirigente sindical que me convidou para falar um pouco sobre a Cassi. Então, vou ler algumas horas sobre a Cassi, praticamente no meu blog porque para falar de alguns temas da Cassi acumulei ali bastantes informações. Sobre CGPAR 23, sobre os planos de mercado que a direção atual acha que vão melhorar a "empresa", sobre algumas questões mais que eu achar que valha a pena comentar sobre a autogestão neste momento. Vou reler também algumas matérias sindicais que li nestes dias.

No que estou pensando? Nem dá pra falar. Mas acho que as coisas vão piorar muito para o povo brasileiro, os pobres que sabem que são pobres, os remediados que acham que não são pobres, os alienados que acham que não são alienados, os isentões que mentem que são isentões. A coisa vai piorar muito. A história está acontecendo agora, pessoas vão morrer, como sempre. Mas em algumas épocas as pessoas morriam fazendo parte de uma luta coletiva, de um objetivo conjunto, então havia pertencimento, éramos parte de uma causa. Hoje vamos morrer individualmente, sem pertencer a um projeto de mundo. Triste isso.

Vamos ler sobre a Cassi. Sobre isso eu sei alguma coisinha. Apesar que às vezes saber sobre isso traz muitos problemas pros sabedores. Vamos ler... tenho uma gratidão grande por tod@s que nos apoiaram durante nossas lutas de representação dos trabalhadores.

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Matéria de 26/7/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Uma prioridade que perseguimos e conseguimos avanços importantes foi em relação a estudar a nossa autogestão e ampliar a cobertura de seu modelo assistencial de Atenção Integral, baseado em Atenção Primária em Saúde (APS) e Estratégia de Saúde da Família (ESF), modelo que funciona a partir de unidades de atendimento CliniCassi. Mesmo com o cenário mais adverso da história recente da Cassi, conseguimos ampliar a cobertura de 155 mil para 182 mil vidas e hoje estamos no limite da capacidade instalada. E nossos estudos mostram que as pessoas cuidadas pela ESF têm uso melhor dos recursos da Cassi quando utilizam a rede prestadora de serviços de saúde, o maior problema de gastos dos planos de saúde na atualidade. A economia per capita do grupo vinculado à ESF no comparativo entre cuidados e não cuidados chega a 30%."

CASSI 2021, CADÊ A ESF? O MERCADO COMEU!

Já pensou se a direção atual quisesse ampliar a ESF na Cassi? Sem recursos, ampliamos a Estratégia de Saúde da Família como nunca e muitas vidas foram salvas e a Cassi economizou muito com a inclusão de dezenas de milhares de cadastrados na ESF quando focamos essa meta na gestão do modelo assistencial (2014-2018). 

Repito: ESF cresceu sem recursos novos! Passamos 4 anos sem recursos na área de saúde para ampliar a ESF e as unidades CliniCassi. Com o orçamento novo e atual da Cassi 2021 daria pra ter ampliado a ESF em pelo menos umas 50 mil pessoas cadastradas, caso o modelo assistencial fosse o foco. 

A realidade é que só se ouve falar de vendas de planos de mercado para familiares, planos com menos direitos e mais caros ao se usar o plano - tem franquia e coparticipações. A essência da autogestão de trabalhadores Cassi - Plano de Associados e a ESF/CliniCassi - não é mais o foco da direção. A ESF deve ser quase um palavrão dentro da "empresa". 

As palavras de ordem são "Cassi Essencial", "Bem Cassi", "telemedicina", "novos produtos", "rentabilizar", "reduzir custos". Ou seja, o foco é desfazimento e terceirização. ESF, que isso? Estratégia de Saúde da Família? Faz uma ligação pra telemedicina e seja feliz. Parece aqueles comprimidos de soma do Admirável Mundo Novo, do Huxley. Tome uma telemedicina e seja feliz!

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Matéria de 09/8/17 (para ler postagem, clique aqui)

"Seguem abaixo informações e posições de representantes dos trabalhadores eleitos para os conselhos de administração do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal ao tomarem conhecimento de reuniões em áreas do governo federal que avaliaram medidas que podem prejudicar os planos de saúde de empresas públicas federais e estatais e os direitos de seus trabalhadores associados."

CGPAR FOI ESTRATÉGIA DO GOVERNO GOLPISTA PARA ATACAR CASSI, SAÚDE CAIXA E DEMAIS AUTOGESTÕES

Nesta matéria no blog, lemos as manifestações de Fabiano Felix e Rita Serrano, na época, representantes eleitos pelos trabalhadores nos conselhos de administração do BB e da Caixa Federal.

As lideranças dos trabalhadores traziam informações de que o governo Temer havia mandado gente da direção dos bancos públicos para as reuniões que criaram a resolução de ataques aos planos de autogestão, resoluções CGPAR. 

Tudo ficaria mais claro depois: como o governo não havia conseguido retirar direitos, onerar mais os trabalhadores e baratear o investimento na saúde de seus empregados, porque os eleitos nas autogestões não facilitavam a vida dos patrões, a nova tática foi criar resoluções ilegais e abusivas para atacar as autogestões como a Cassi e a Saúde Caixa.

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Matéria de 18/9/17 (para ler a postagem, clique aqui)

"William Mendes de Oliveira, Diretor de Saúde e de Rede de Atendimento da Cassi, fazendo uma alusão ao livro "Guerra dos Mundos", falou que estamos vivendo em uma guerra, pois o cenário é muito parecido com o da publicação. “Temos toda a condição de fazer o enfrentamento e reverter essa situação”, disse William. Para o gestor, é preciso organizar comitês locais, estimular a criação de conselhos de saúde em todas as instituições em risco e organizar um encontro nacional de saúde e previdência, para envolver a classe trabalhadora das estatais."

O GOLPE DE 2016 INICIAVA UMA "GUERRA DOS MUNDOS"

As resoluções CGPAR, tramadas na surdina para prejudicar os trabalhadores e suas autogestões em saúde, eram táticas para forçar os empregados a cederem às chantagens do governo em reduzir direitos e investimentos em saúde. O momento era desfavorável para nós porque vínhamos sofrendo ataques em todas as áreas do mundo do trabalho. Tínhamos muitas dúvidas entre nós de quais eram as melhores estratégias para enfrentar o inimigo naquela "guerra dos mundos" entre os golpistas da ultradireita e nós classe trabalhadora.

E quem estava lá junto conosco? Nossa guerreira e companheira da Caixa Federal, Erika Kokay (PT/DF). Quatro anos depois, nossa deputada conseguiu aprovar dias atrás na Câmara o PDC 956, que susta os efeitos da CGPAR-23. Agora falta a aprovação no Senado (ler notícia aqui).

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Matéria de 20/12/17 (leia a postagem aqui)

"Dados já divulgados nos boletins - Nos vinculados à ESF é menor a demanda em pronto-socorro em 25%. As despesas assistenciais do grupo vinculado, na comparação por grau de complexidade, chegam a ser 30% menores. As internações hospitalares são bem menores no segmento de vinculados à ESF. Os vinculados à APS/ESF dentro da curva A (maiores despesas da operadora) têm custo 14% menor que os não cadastrados.

As pessoas nas faixas etárias acima de 59 anos são mais cuidadas na Cassi que em outras operadoras e isso faz com que o crescimento da despesa assistencial (32%) deste segmento entre 2012/2016 tenha variado menos que a inflação do período (40%)."

ATAQUES ÀS AUTOGESTÕES (VIA CGPAR) TIVERAM APOIO DA MÍDIA COMERCIAL (CLARO!)

Postagem que fiz em dezembro de 2017 falava sobre matérias vinculadas à mídia golpista dando voz aos pilantras que criaram a CGPAR atacando a eficiência das autogestões como Cassi, Saúde Caixa e demais entidades de saúde de estatais. Isso antes da publicação das resoluções...

ESF DA CASSI PROVAVA EFICIÊNCIA DO MODELO ASSISTENCIAL EM RELAÇÃO AO MODELO DO MERCADO PRIVADO

Como se pode ver na citação acima, a Estratégia de Saúde da Família, que qualificamos durante nosso mandato, deu um salto de qualidade ao comprovar que nossos pacientes vinculados tinham melhores resultados em saúde, independente da faixa etária, e tinham despesas assistenciais muito menores que faixas etárias e graus de complexidade não cuidados pela ESF.

Ao se abandonar o modelo ESF/CliniCassi terceirizando tudo para o mercado privado, a direção atual corre o risco de ser a responsável pela destruição do modelo de saúde mais eficiente que se tem notícia no mercado privado de saúde brasileiro. 

Como as condições atuais são amplamente favoráveis aos empresários e empresas que lucram com a doença e são condições quase impossíveis para se criarem novas autogestões e planos como o Plano de Associados - custeio coletivo, intergeracional e solidário -, se destruírem nosso modelo e Plano, nunca mais teremos esse acesso qualificado à saúde por toda a vida.

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Matéria de 26/1/18 (ler postagem aqui)

"São quatro as modalidades de planos tratados nas resoluções: autogestão por operadora própria, os geridos pela área de recursos humanos, os que optam por uma operadora de mercado e os que trabalham com o ressarcimento das despesas. Na modalidade autogestão, por exemplo, a resolução estabelece que as empresas deverão fechar seus planos para adesão de empregados admitidos após a entrada em vigor das novas regras; somente estarão autorizadas a oferecer aos novos empregados benefício de assistência à saúde na modalidade de reembolso e os editais de processos seletivos para admissões de empregados das estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde."

"Não temos tempo sequer de comentar ataques pessoais, imorais e vis que estamos sofrendo por defender de forma aguerrida os direitos dos trabalhadores que representamos nos últimos 4 anos. O tempo é de chamar tod@s à luta para nos rebelarmos contra essas porcarias (leis? legislação?) que estão saindo na canetada em executivos ou por uns quatrocentos lesas-pátrias que ainda estão no legislativo nacional. Teremos que enfrentar também algumas pessoas que tomaram os órgãos do judiciário para si (e que espero que sejam a minoria, porque o povo precisa de justiça e segurança, inclusive jurídica)."

TEMER PUBLICA RESOLUÇÕES DA CGPAR, FERRA AUTOGESTÕES E TRABALHADORES DE ESTATAIS E NA CASSI MOVIMENTO SE DIVIDIU EM 3 PARA FACILITAR A VITÓRIA DA DIREITA

Reler a história recente da comunidade BB e bancária é algo doloroso, mas faz parte da história de lutas da classe trabalhadora.

Na postagem de 26/1/18 no blog, vejo a matéria da Contraf-CUT sobre as resoluções CGPAR, feitas para pressionar bancos, direções e autogestões a reduzirem direitos dos trabalhadores e praticamente inviabilizarem os planos de saúde de milhões de empregados da ativa e aposentados das estatais federais. Quando o tempo é de regime totalitário, não adianta torcer para o ditador disfarçado de presidente não agir contra o povo. O sujeito no poder por golpe da elite vai agir contra o povo. Vejam o sujeito no poder desde 2018 por interferências da Lava Jato, dos milhões de fake news, da mídia empresarial e do próprio judiciário. Como vamos sair dessa agora?

Internamente, entre pessoas próximas, eu dizia meses antes das eleições na Cassi que nossos projetos de avanços nos direitos em saúde na Cassi e no modelo assistencial ESF/CliniCassi e solidariedade estavam sob risco mesmo sendo consensuais porque a esquerda no movimento iria se dividir (e fez isso lançando 3 chapas que defendiam o mesmo projeto solidário na Cassi) e eu vinha sendo martirizado e assediado por um processo interno na autogestão - um evidente lawfare com acusações anônimas mentirosas - para que aquelas mentiras fossem usadas nas eleições e para que eu não tivesse tempo de me dedicar à defesa dos direitos dos associados na Cassi. Deu no que deu! Vitória da direita e parabéns para a patronal que passou a dar as cartas na autogestão, não enfrentando mais empates nas votações na gestão.

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Matéria de 29/1/18 (ler postagem aqui)

"Não compartilho da leitura de algumas pessoas que respiram aliviadas sobre eventual "direito adquirido", termo que é utilizado nas resoluções para tentar dividir o conjunto dos participantes dos planos vítimas das medidas, que atacam e golpeiam de morte autogestões de saúde de trabalhadores.

Não adianta ter "direito adquirido" de algo que pode se inviabilizar e acabar. O governo fechou o Plano de Associados da Cassi em uma canetada. De novo é preciso lembrar para as pessoas o que é solidariedade na Cassi, a base do Plano de Associados. Se eu pensar só em mim hoje e não nos colegas que chegam amanhã, não terá plano para ninguém."

CGPAR - SETORES DO MOVIMENTO ACHAVAM QUE NÃO PERDERÍAMOS NADA POR ACREDITAREM EM "DIREITO ADQUIRIDO" EM RELAÇÃO À AUTOGESTÃO CASSI E AO PLANO DE ASSOCIADOS

Quando enfrentamos ataques violentos aos nossos direitos é comum termos diversas opiniões sobre conceitos e diagnósticos, sobre estratégias e táticas de enfrentamento aos problemas. A publicação das resoluções CGPAR foi um caso desses.

Desde o início, achei preocupante a ideia de "direito adquirido" em relação à inviabilização das autogestões e dos planos de saúde que as resoluções visavam. Se a Cassi e ou o Plano de Associados se inviabilizassem ou acabassem, não adiantaria brigar décadas na justiça porque as pessoas precisam do acesso à saúde no dia que a demanda de saúde acontece e não no dia que sair uma solução na justiça. Nós tivemos que enfrentar essa questão por meses a fio nas discussões das estratégias do que fazer.

O fato é que a Cassi vinha sendo estrangulada pela parte patronal que não apresentou proposta viável por mais de dois anos de negociações, os recursos foram acabando porque o Plano de Associados estava deficitário por questões como custeio e custos de serviços no mercado privado e órgãos da burocracia governamental tinham lado, o lado patronal. 

Entre 2018 e 2019 foram ficando mais difíceis a manutenção de direitos na Cassi e os trabalhadores sofreram muito para manter a autogestão que foi ameaçada de todas as formas, sofreu intervenção da agência reguladora, fechou entradas no Plano de Associados e sofreu ameaça de fechamento e ou "venda de carteira" para o mercado. Foi difícil, e todos saíram perdendo no movimento dos trabalhadores, menos a patronal.

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COMENTÁRIO FINAL DESSA RETROSPECTIVA CASSI

Finalizo essa parte dos estudos sobre a CGPAR e o contexto em que as coisas aconteceram na Caixa de Assistência entre 2017 e 2018.

O governo Temer foi tão sacana que lançou um concurso público no BB no dia 8 de março de 2018 para preencher só 30 vagas e sem direito ao Plano de Associados da Cassi só para efetivar as resoluções CGPAR que eram amplamente questionáveis pela quantidade de abusos e ilegalidades.

Neste momento, julho de 2021, vivemos grandes ameaças em relação ao futuro de nosso Plano de Associados/Caixa de Assistência. O nosso plano que chegou a ter 418.335 assistidos chegou a 382.723 vidas nos primeiros meses de 2021.

A Cassi passou por uma reforma estatutária em novembro de 2019, as mudanças ocorridas foram fruto daquela correlação de forças e do contexto que expus acima. 

Houve contestação do resultado da reforma na justiça, o Brasil teve aquelas eleições esquisitas de 2018 e Bolsonaro virou presidente e veio no ano de 2020 a pandemia mundial de coronavírus.

A direção da Cassi aposta numa terceirização total da nossa autogestão, no lançamento de diversos planos de saúde para familiares e acha que vai concorrer com o mercado privado das grandes operadoras. 

Apostar em planos de saúde e terceirização não é algo viável, na minha opinião, é um engano perigoso porque vai interferir na sobrevivência da essência da autogestão: o Plano de Associados e sua estrutura própria de APS/ESF/CliniCassi e equipes de família e programas de saúde.

Enfim, entendo que a luta pelos direitos em saúde da comunidade BB deve seguir porque é o que se deve fazer.

William


14.3.16

Opinião e agenda do Diretor de Saúde (SP, DF e MG)



(Atualizado às 9:40h de sexta, 18/3)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos começando mais uma semana de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma entidade de saúde de autogestão compartilhada, que tem o modelo assistencial definido desde 1996 por seus trabalhadores e pelo patrocinador BB baseado na Atenção Integral à Saúde, que na Cassi se dá através do cadastramento dos participantes na Estratégia Saúde da Família (ESF).

Tenho muita preocupação e tristeza pela crise política do Brasil, crise política que afetou a economia de nosso país. E explico minha preocupação com o olhar de quem tem lado e que atua neste momento na representação de trabalhadores em entidade de saúde de trabalhadores. Estudo história da luta de classes desde que meus colegas do BB e demais bancários me elegeram em 2002 para atuar em suas defesas na eterna luta entre banqueiros (capital) e bancários (trabalho).

A Cassi é uma entidade de saúde contra-hegemônica, foi pensada para focar a saúde através da promoção e prevenção e não para obter lucro com a doença, sugando recursos do sistema e deixando à margem quem não tem dinheiro, como acontece no sistema privado e hegemônico de saúde.

Não é só a Cassi que é contra-hegemônica. As entidades de luta dos trabalhadores são contra-hegemônicas. Os sindicatos de trabalhadores são as entidades mais importantes da histórica luta de classes há séculos. Sem sindicatos organizados para frear a exploração e o massacre dos trabalhadores, a vida humana no sistema capitalista seria impossível.

SINDICATOS E ENTIDADES ASSOCIATIVAS TÊM SIDO FUNDAMENTAIS NA CRISE DE DÉFICIT DA CASSI PARA BANCO NÃO IMPOR SUAS PROPOSTAS

Aliás, como representante eleito por meus colegas do BB para gerir nossa entidade de saúde, afirmo com convicção absoluta que se até hoje não foram implantadas as maldades propostas pelo patrão na Cassi, passado ano e meio de crise de déficit no plano de saúde dos funcionários, é porque nós eleitos, eu inclusive por minha origem sindical, levamos a causa interna da Cassi para os sindicatos, que pelo que significam, conseguimos impedir até o momento que fossem impostos na Cassi aumentos nas mensalidades do plano em 50%, aumento nas coparticipações sobre consultas e exames em até 40%, cobranças maiores sobre os grupos que mais precisam usar o Plano, e até criação de franquia sob internação de 1.500 reais. Têm ideia do que é segurar esses prejuízos nos direitos em saúde impostos pela metade da gestão que detém o poder de ser patrão?

ESTE GOLPE NA DEMOCRACIA É IDÊNTICO AOS OUTROS E VAI AFUNDAR NOSSOS COLEGAS E FAMILIARES NUMA TERRA SEM LEI: O PREJUÍZO SERÁ DE TODOS, PORQUE A MAIORIA É A CLASSE TRABALHADORA

Por que fico triste e preocupado com a crise política e com o Golpe de Estado em marcha no Brasil? Porque numa sociedade desfeita por golpe, pela quebra da institucionalidade tão delicada de se conseguir, nem os civis burgueses, os golpistas civis que pediram o golpe, nem as sociedades civis capitalistas, estão livres da consequência do terror de um mundo sem governo democrático. Um leve exemplo disso é parte dos líderes do golpe - políticos tucanos e demais asseclas - terem sido hostilizados na Paulista neste domingo. Elogios mesmo nas manifestações, foram só para aqueles com ideais nazifascistas como o deputado Bolsonaro.

No passado já aconteceu isso no Golpe de 1964 no Brasil. A elite capitalista e os mesmos meios de comunicação golpistas de agora pediram o golpe aos militares com apoio dos Estados Unidos, achando que os militares devolveriam o poder à elite que os chamou e o Brasil afundou em duas décadas de terror, sem liberdade, sem direitos civis, sociais e trabalhistas. Todos perderam e quando acordaram, tiveram que lutar duas décadas pela volta da liberdade e da democracia.

E o que eu diria dos países do Oriente Médio, onde o governo americano e as empresas deles têm participação central em derrubar os governos de diversos países e hoje todo o Oriente é uma terra de ninguém com guerras civis e mortes e mortes e mortes. Mas as empresas americanas estão lá tomando conta do petróleo, que é o que lhes interessa.

Ainda é tempo de meus colegas bancários do BB se posicionarem fortemente contra o golpe midiático-jurídico contra o governo Dilma (PT), contra a maior liderança deste país, o ex-presidente Lula, e contra o PT e os demais movimentos sociais de trabalhadores como sindicatos, partidos de esquerda, movimento estudantil, dos trabalhadores rurais e urbanos sem-terra e sem teto. O que está em marcha será muito prejudicial aos trabalhadores, aos meus colegas do BB da ativa e aposentados, às nossas entidades Cassi, Previ e demais da Comunidade Banco do Brasil. 

Será péssima para o Banco do Brasil, que por pouco não foi doado para os amigos do rei e estrangeiros durante os governos do PSDB nos anos 90. Quase não sobrou nada daquela vez. Faço um apelo aos meus colegas do Banco que se posicionem a favor da democracia, do respeito aos direitos conquistados a tão duras penas por uma história de lutas, SEMPRE ao lado dos sindicatos dos bancários de todo o país. Não adianta querer negar isso, porque isso é história. É nossa história!

É muito sério o que está ocorrendo e é necessário racionalidade para se libertar do ódio pregado pela Globo, Estadão, Folha, Veja e demais donos de mídia, Fiesp e demais empresários de direita, que tanto mal já causaram a nós funcionários do BB e aos brasileiros.

Para finalizar minha mensagem da semana aos meus colegas do BB e aos meus pares da classe trabalhadora, informo que faço prestação de contas de meu mandato desde o primeiro dia, lá em junho de 2014. Alguns colegas leram minha postagem da semana passada porque resolvi divulgá-la em alguns grupos de nossa comunidade BB na rede social como se eu estivesse começando a fazer prestação de contas nesta semana. 

Faço isso desde sempre, porque acredito nisso e meu mandato não é meu, é dos associados da Cassi. Peço aos colegas que já conhecem meu percurso de trabalho na Cassi em todos os Estados brasileiros que informem aos associados que todos podem ver nossa atuação através deste blog.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de atendimento

AGENDA DO DIRETOR DE SAÚDE

SEGUNDA 14 (SP)


Dia de leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da Cassi. É daqueles dias que temos jornadas de mais de 12 horas. Também participarei de uma reunião no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região para pedir apoio para as nossas lutas em defesa da Cassi. Sem os sindicatos, diretores e conselheiros eleitos na entidade de saúde teriam muito pouco poder de enfrentamento nos embates com a direção do banco envolvendo direitos em saúde.

Post Scriptum (5:45h de terça):

Estamos em Congonhas, voando para Brasília.

Nesta segunda-feira, trabalhamos em São Paulo. Além de estudar a pauta da reunião de diretoria da terça, pude visitar em SP a Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região para fortalecer apoios à nossa gestão na Cassi.

TERÇA 15 (DF)

Dia de trabalho em Brasília. Reunião de Diretoria.

Post Scriptum (16:45h):

A reunião de Diretoria de hoje acabou dentro do horário previsto. Como eu dormi muito pouco na noite passada, acabei saindo da sede da Cassi mais cedo (16h). Preciso dormir um pouco e me recuperar fisicamente.

É provável que ainda trabalhe algumas horas à noite, depois que me refizer do cansaço.

QUARTA 16 (DF)

Dia de trabalho interno na Cassi na sede em Brasília.

Post Scriptum (11:15h):

Pois é, estamos desde bem cedo preparando voto dos eleitos em tema de suma importância na Cassi. Sigamos firmes na luta e defesa dos direitos dos associados da Caixa de Assistência. Pressão arterial nem falo...

QUINTA 17 (MG)

Terei agenda de trabalho de gestão em saúde em Minas Gerais

Post Scriptum (00:55h de sexta):

Olá pessoal. Na virada de quarta para quinta, dormi 4 horas, madruguei e cheguei a Belo Horizonte bem cedo. Tive uma agenda longa durante o dia, mas correu tudo nos conformes. Entendo que fortalecemos a nossa Caixa de Assistência. Como gastei um tempão para fazer a matéria de quinta, não consegui ler as súmulas que devo liberar nesta sexta de manhã. O sono bateu e vou levantar bem cedo para fechar a semana de trabalho.

Leia AQUI matéria sobre as parcerias em defesa da Cassi MG.

Meu dia de contato com a base social me fez sentir importância no que fazemos.

William Mendes

SEXTA 18 (MG)

Dia de trabalho de gestão em saúde em MG.

Post Scriptum (9:40h):

Já pela manhã bem cedo, antes de iniciarmos nosso dia de trabalho na Unidade Cassi MG, já estudamos e liberamos diversas súmulas de nossa responsabilidade.

Vamos para mais um dia de trabalho na gestão de nossa Caixa de Assistência.


Durante a semana, atualizaremos a agenda

28.11.14

Cassi - Debate com bancários mineiros fecha semana de muito trabalho

Wagner Nascimento, coordenador da CEBB e
José Adriano, secretário Geral do Sindicato e
Conselheiro Deliberativo eleito da Cassi.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil


Estamos finalizando a semana de gestão da Cassi da maneira mais satisfatória possível porque nesta sexta-feira 28 estivemos em Belo Horizonte MG para falar dos desafios e projetos para fortalecer a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. O Sindicato dos Bancários nos convidou para falar com os bancários e bancárias representantes dos trabalhadores (delegad@s sindicais). Também participaram os diretores e diretoras do Sindicato.

Agradeço a oportunidade e o convite dos companheiros do Sindicato. Se não é tarefa fácil fazer as mudanças que queremos na Cassi, mais difícil seria se não tivéssemos um mandato muito voltado para a ampliação da participação do Corpo Social e suas entidades representativas. É nossa missão fortalecer a Cultura de Pertencimento à Caixa de Assistência.


Na quinta-feira 27 tivemos a reunião do Conselho Fiscal da Cassi. Também consegui participar um pouco do debate do Comando Nacional dos Bancários com os parlamentares sobre perspectivas de lutas para o próximo período. Como representantes da classe trabalhadora, temos que estar presentes nesses espaços de discussão porque nossos mandatos são coletivos e temos que buscar unidade e somar esforços para avançar em pautas de interesse dos trabalhadores.

Na quarta-feira 26 tivemos a reunião do Conselho Deliberativo da Cassi. Foram dois longos dias, mas todos fizeram um trabalho muito unitário.


Repito aqui o agradecimento que disse na rede social facebook no meio da semana:


- Quero agradecer o grande trabalho de equipe que realizamos esta semana entre os eleitos da Caixa de Assistência. Foram muitas horas de leituras, estudos, debates, produção de documentos e negociações entre representantes do corpo social e do patrocinador. E o que dizer do trabalho dedicado dos funcionários da Cassi tanto na Sede quanto nos Estados e Unidades em geral... só elogios e agradecimentos ao pessoal. Obrigado!

Valeu Mirian Fochi, Fabiano Felix, Loreni de Senger, José Adriano, Tremarin, Elisa Ferreira, Ramon, Miltinho, Mário Engelke, Regina Fátima, Liberato, Carminha, Sr. Maia, Cláudio Gerstner e Eduardo Marinho.

Agradeço muito também ao trabalho empenhado de nossos gerentes executivos e suas equipes de trabalho.


Quando atendi ao pedido das entidades sindicais e aceitei o desafio de disponibilizar o meu nome para compor uma chapa com lideranças e para a tarefa de participar da gestão da Cassi sabia que era para trabalhar intensamente porque saúde é uma área muito importante e com muitos problemas no Brasil e no mundo, no setor público e privado.

Mas com dedicação e busca de parcerias com o conjunto dos trabalhadores e as entidades representativas, acredito que podemos dar mais pertencimento na CAIXA DE ASSISTÊNCIA e podemos achar soluções coletivas e com participação social.


Bom fim de semana,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

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Post Scriptum:

Anotei no Facebook no dia 30 de novembro sobre o falecimento do colega David Salviano:


"NOTA DE FALECIMENTO

É COM PESAR que recebemos nesta manhã a informação do falecimento de nosso colega David Salviano, ex-presidente da Cassi - Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A informação que nos chegou foi que ele sofreu um infarto e não resistiu.

Convivi com David ao longo dos últimos seis meses. Construímos uma relação muito fraterna e profissional na busca dia a dia por soluções aos problemas de nossa Cassi e no fortalecimento de nossa entidade.

David anunciou nesta semana para a governança da Cassi (Diretoria, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal) que estava partindo para um novo desafio em sua vida profissional. Ele estaria se aposentando pelo BB na próxima segunda-feira.

Como ele nos dizia, foram 18 anos de dedicação à nossa Caixa de Assistência. Nós todos temos que agradecer a doação deste nosso colega do banco, apaixonado pelas questões de saúde, e por ter dedicado toda uma vida em prol da nossa Cassi e da comunidade Banco do Brasil.

Eu repito o que disse na presença dele nesta semana de despedidas de nosso presidente a nós na Cassi, perante nosso corpo de gestores e funcionários: que aprendemos muito com ele em relação à temas de gestão de saúde.

Eu tive o privilégio de estabelecer com o David uma excelente relação em nossa gestão e estou muito triste por seu falecimento. Meus mais sinceros sentimentos de pesar à família e aos amigos de convívio de nosso colega David Salviano.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi"

27.3.14

Chapa 1 - Todos pela Cassi (em Belo Horizonte MG)





Ufa!

Olá esposa, filho e companheir@s,

Hoje, nosso dia de conversa com os bancários e bancárias do BB foi aqui em Belo Horizonte. Saí de madrugada de Ribeirão Preto e cheguei aqui antes das 8:30h.

Após encontrar o companheiro Wagner no Sindicato, comer um pãozinho e tomar um café, saímos para visitar os principais prédios do Banco aqui da cidade. Estivemos nos complexos do BB da Rua da Bahia, Rua Carijós, Rua Rio de Janeiro e Rua Guarani. Fizemos 8 reuniões e conversamos com algumas centenas de colegas.

Depois das primeiras reuniões, o companheiro Matheus se incorporou às nossas visitas à base.

Agradeço a acolhida fraterna dos dirigentes do Sindicato e principalmente dos colegas do BB que nos proporcionaram ótimas reuniões.

Estou no Aeroporto de Confins aguardando para ir embora para casa em Osasco SP. Vou chegar depois da meia-noite. Amanhã, será mais um dia de conversar com os bancários sobre as nossas propostas da Chapa 1 - Todos pela Cassi.

Se eu disser que não estou cansado, estaria mentindo. Tô doido pra chegar o fim de semana...

William

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Post Scriptum (09/12/15):


Resultado das eleições em Minas Gerais:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: 


Ativos = 80.268 (78,53%)

Aposentados = 25.374 (36,99%)

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0


Eleitores MG: Ativos = 10.281 / Aposentados = 7.312


Eleitores votaram MG = 8.360 (81,31%) / 2.810 (38,43%)


Total MG = 11.170 / válidos: 9.000 (80,57%)


Chapa 1 Todos pela Cassi =     2.824 / 790 =  3.614 / 32,35%

Chapa 2 Maturidade          =      782 / 357 =   1.139 / 10,20%

Chapa 3 Uma Nova Cassi  =   1.285 / 712 =  1.997 / 17,88%

Chapa 4 Renovação          =    1.462 / 788 =  2.250 / 20,14%

Votos Brancos                   =      775 / 067 =  842

Votos Nulos                       =   1.232 / 096 =  1.328

Total Votos apurados MG  = 8.360 / 2.810 = 11.170

16.9.13

Categoria bancária perde Edmar, diretor do Sindicato de Belo Horizonte


Foi com muito pesar que recebi a notícia do falecimento de nosso companheiro Edmar. Ele esteve conosco no curso de especialização no combate à terceirização, realizado em junho e estava na linha de frente na defesa dos direitos da classe trabalhadora contra o PL 4330.

Nós todos da área de formação da Contraf-CUT e do Dieese sentimos profundamente a perda de Edmar e nos solidarizamos com a família e entes queridos do Edmar.

Companheiro Edmar: Presente!

William Mendes
Pela equipe de formação da Contraf-CUT



Edmar Ferreira era bancário do Itaú.
Crédito: Seeb BH.
Edmar Ferreira da Costa era bancário do Itaú

O movimento sindical bancário perdeu, na manhã deste domingo, 15 de setembro, um grande militante da causa dos trabalhadores. O bancário do Itaú e diretor do Sindicato de Belo Horizonte, Edmar Ferreira da Costa, faleceu vitima de acidente automobilístico na BR 040, próximo à cidade de Felixlândia.

Nascido em 21 de janeiro de 1967, Edmar foi admitido no ainda Banco Nacional no dia 2 de janeiro de 1987, passou pelo Unibanco e atualmente era gerente de relacionamento do Banco Itaú, na agência 8610 BH Mercado. 

Sempre atuante, Edmar participava ativamente de todas as greves e lutas da categoria, o que o levou à diretoria do Sindicato em 2011. Formado em História pelo Centro Universitário Newton Paiva, Edmar era representante da Fetraf MG na luta contra a terceirização e teve intensa atuação na luta contra a aprovação do PL 4330. Ele participou do curso da Contraf-CUT sobre terceirização.

A sua luta em defesa de uma vida mais justa e de um mundo melhor vai fazer muita falta. A Contraf-CUT se solidariza com os familiares neste momento de dor.


Fonte: Contraf-CUT, com Seeb BH

3.4.12

Bancários e militância CUTista impedem divisão da base em Betim


(reprodução de matéria)

Escrito por CUT/MG - 02-Apr-2012




Pelegos da Contec e da FEEB recuam e não realizam assembleia de fundação de entidade apoiada pelo PSDB

A mobilização dos bancários e da militância CUTista derrotou mais uma tentativa do PSDB de se infiltrar no movimento sindical e minar a base da Central Única dos Trabalhadores. A Contec e a FEEB não conseguiram fundar, no último sábado (31), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de Betim. As entidades recuaram, diante da presença maciça dos bancários, e não realizaram a assembleia de criação do novo sindicato.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de BH e Região, Clotário Cardoso, a direção da Contec impediu de forma arbitrária a entrada dos bancários, que compareceram em massa à Câmara dos Dirigentes Lojistas de Betim para participar da assembleia. “Os bancários foram lá para votar contra a fundação do sindicato. Numa atitude antidemocrática, os pelegos da Contec barraram a entrada da categoria”, revela Cardoso. Houve tumulto, a Polícia Militar interveio e foi feita ocorrência policial.

Ao contrário do que publicou o jornal Super Notícia, Cardoso nega que houve agressão a um fotógrafo da publicação. “Não aconteceu nada. É uma mentira”, protesta o presidente do Sindicato dos Bancários.

A assembleia de sábado era uma tentativa da Contec e da FEEB, ligada à NCST, de enganar e desmembrar os bancários de Betim de sua base. Por trás desse ataque ao Sindicato dos Bancários de BH e Região, filiado à CUT desde 1988, que há 80 anos defende os direitos da categoria bancária e ao seu lado tem conquistado vitórias históricas, está o projeto do PSDB que é tentar minar as bases dos sindicatos CUTistas em Minas Gerais, cooptar sindicalistas e controlar o movimento sindical visando a candidatura presidencial de Aécio Neves em 2014.

COMENTÁRIO:

É ISSO AÍ! EM 2003, participei da luta para impedir a divisão da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Tivemos que levar nossa militância bancária num domingão às 7 horas da manhã em uma assembleia fajuta.

O resultado foi o mesmo do caso acima. Não deixaram os bancários entrarem e conseguimos evitar a divisão da categoria.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

5.12.10

Agenda sindical da semana de 6 a 10/12/2010


SEGUNDA-FEIRA

Reunião nacional em BH sobre avaliação de campanha salarial 2010.


TERÇA-FEIRA

Reunião em BH do Comando Nacional dos Bancários: avaliação de campanha 2010.


QUARTA-FEIRA

BASE: Estarei à tarde no complexo São João do BB. Cláudio Rocha e eu fizemos reunião com colegas do 5o e 7o andar - Gecex - sobre o superávit da Previ.


QUINTA-FEIRA

Em SP.

BASE: Estive em visita à base no dia de hoje. Fiz alguns andares do complexo São João com a FB: 7o, 6o, 5o, 4o, 3o.

À noite, assembleia de aprovação de contas no sindicato.


SEXTA-FEIRA

Em SP.

BASE: Estive no complexo São João com a FB e o Espelho Previ. Fiz a Gerat e o Nujur no 10o andar e a empresarial no 2o andar.

21.10.10

Plenária dos funcionários do BB debate superávit da Previ (no Sindicato em BH)



Os bancários do Banco do Brasil participaram ontem, 19 de outubro, de uma plenária para discussão e esclarecimentos sobre o superávit do Plano 1 da Previ e as negociações com o BB sobre o tema. O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos da Previ, com o apoio do Sindicato e com a presença do diretor de Seguridade eleito da Previ José Ricardo Sasseron.

Participaram do evento mais de 120 bancários de Belo Horizonte, entre o pessoal da ativa e aposentados, que puderam fazer perguntas e aprofundar as discussões sobre as propostas de revisão do Plano 1 da Previ e sobre as formas possíveis de utilização da reserva excedente.

Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato, é extremamente importante a participação dos bancários nesses debates, sendo essa uma das formas de pressionar a direção do Banco do Brasil para um desfecho positivo das negociações, de forma a contemplar bancários da ativa, aposentados e pensionistas. “A presença do Sasseron foi muito importante para que os funcionários pudessem tomar conhecimento dos reais números da Previ e as formas possíveis de utilização daqueles recursos”, afirmou. Também participaram do evento os diretores do sindicato José Adriano, Márcio Chaves e Matheus Coelho, da Fetraf-MG.

Ainda sem solução, negociações do superávit da Previ continuam com o BB

A Contraf-CUT, os dirigentes eleitos da Previ e outras entidades do funcionalismo do Banco do Brasil mantiveram nova reunião com a direção do BB nesta segunda-feira, dia 18 de outubro, para discutir a destinação do superávit do Plano 1 do fundo de pensão. As negociações não avançaram e, antes que seja marcada nova rodada, será realizada reunião conjunta na próxima semana com a Superintendência da Previdência Complementar (Previc).


Os associados da ativa e aposentados da Previ foram representados pelos dirigentes e conselheiros deliberativos eleitos do fundo, pela Contraf-CUT, Comissão de Empresa, Anabb, Aafbb, Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do BB, Afabb-SP e Afabb-RS.

A diretoria de Seguridade da Previ apresentou cálculos dimensionando o valor do superávit do fundo, a Reserva Especial que pode ser utilizada para revisão do plano e os custos de várias das propostas de melhorias de benefícios listadas pelos representantes do funcionalismo. "As entidades e os dirigentes eleitos reafirmaram sua posição de que a maior parte da reserva especial deve ser revertida em melhoria de benefícios e que é imprescindível, nessa negociação, resolver outras questões pendentes como o fim do voto de minerva, a volta da diretoria de Participações para os associados e a volta dos direitos do Corpo Social", informa José Ricardo Sasseron, diretor eleito de Seguridade da Previ.

Os representes do funcionalismo apresentaram ainda proposta de fazer eventuais revisões no plano de benefícios antes de discutir a destinação do superávit. O Banco do Brasil reafirmou entender que a metade do superávit do Plano 1 deve ser destinada a ele, com base na Resolução 26 do Conselho Gestor da Previdência Complementar (CGPC 26). Será agendada para a próxima semana reunião conjunta com a Previc para debater o assunto, e nova reunião será agendada com o BB posteriormente.

Fonte: Sind. Bancários BH e região

COMENTÁRIO: MUITO BOA A INICIATIVA DOS COMPANHEIROS DE BELO HORIZONTE EM FAZER PLENÁRIA E ENVOLVER OS BANCÁRIOS DO BB NO DEBATE QUE ESTAMOS FAZENDO COM O BB.


6.3.10

Quinta a domingo, 11 a 14 de março (Conafor da CUT em MG)


Estarei no Conafor da CUT em Belo Horizonte, MG.

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Post Scriptum:

Matéria do site da CUT.



A reunião do Coletivo Nacional de Formação (Conafor) que se realiza até domingo na Escola Sindical 7 de Outubro, em Belo Horizonte, congrega dirigentes, coordenadores e formadores das Escolas Sindicais da CUT, CUTs Estaduais e Ramos, articulando ações estratégicas para potencializar o crescimento da Central "com qualidade e compreensão classista, fundamentais para a disputa de hegemonia".

Na prática, isso significa que o Plano Nacional de Formação atenderá até julho - data em que completa doze meses de execução - 7.195 dirigentes nos diferentes programas: Organização e Representação Sindical (ORSB), Formação de Formadores (FF), Formação sobre Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação Regional (DPPAR), Formação em Negociação e Contratação Coletiva (NCC) e Formação em Gestão Sindical (GS). 

O conteúdo dos programas inclui a abordagem da concepção, estrutura e prática sindical, formas de representação de base, negociação coletiva nos locais de trabalho, desenvolvimento sustentável, democratização do Estado, além de um processo de capacitação de dirigentes e formadores das Estaduais e Ramos para a execução e gestão pedagógica do Plano Nacional de Formação (PNF).

Além disso, esclarece José Celestino Lourenço (Tino), secretário nacional de Formação da CUT, os estados estão defendendo a necessidade de ampliar o número de turmas e dirigentes, assim como a Executiva Nacional aprovou novas prioridades, como os cursos de Formação em Comunicação e Política Internacional, o que aponta para um fortalecimento da CUT dentro da nova realidade do movimento sindical brasileiro e mundial. 

"Neste contexto, a formação é cada vez mais estratégica para compreender e atuar neste cenário, garantindo que fortaleçamos a qualidade da nossa intervenção, essencial para ampliar a nossa representatividade", declarou. 

De acordo com Tino, "se somos a maior central sindical brasileira e a quinta maior do mundo é porque, desde o nascedouro da CUT, temos o entendimento de que é essencial a integralidade das políticas da Central para o atendimento da estratégia global de atuação. Portanto, cada vez mais se busca uma organicidade da política de formação para que os eixos estratégicos da CUT se articulem e se potencializem". 

Daí, ressaltou, "a necessidade de maior envolvimento do conjunto das Secretarias, como a de Comunicação e Política Internacional, como estamos acertando agora, mas também com a Organização e de Relações do Trabalho, com a da Mulher e de Combate ao Racismo, para que os conteúdos desenvolvidos por nossos programas de formação tenham relação intrínseca com todas as políticas. Afinal, é preciso considerar o conjunto das questões, seja de gênero, racial, de geração, orientação sexual. Quanto mais coletivizarmos, melhor. Mais resultados e alcance terá a nossa política".

Conforme Itamar Sanches, secretário de Formação da Confederação Nacional dos Químicos (CNQ), "a integração proporcionada pelo Conafor é de suma importância, o que estimula as instâncias não só a refletirem mais sobre a relevância do projeto de formação, como a atuarem politicamente para colocar em ação o plano e correr atrás dos recursos para a sua implementação".

Para William Mendes, secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), "este Conafor representa um forte impulso para que os Ramos somem a sua experiência e participem ativamente do debate, apontando diretrizes, indo além, oxigenando o debate e reafirmando a necessidade do trabalho em rede, mas focado". "Precisamos interagir enquanto setor econômico, enquanto Ramo, pois a sociedade está organizada em corporações, mas nunca podemos perder a perspectiva de classe, nossos princípios, valores e concepções. É isso o que faz a diferença da ação cutista na base", ressaltou.

"O Conafor é estratégico como espaço de formação e reflexão para que seja repensada coletivamente a ação sindical e reforçados os princípios cutistas que apontam para a construção de uma sociedade socialista", sublinhou a secretária de Formação da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Michele Ciciliato. Para a líder metalúrgica, se o investimento em formação é essencial a qualquer tempo, "pois é o que garante a renovação com continuidade", ele se vê ainda mais valorizado neste momento diante do desafio de manutenção e aprofundamento do projeto democrático e popular. "É fundamental que estejamos desenhando uma proposta que fortalece os sindicatos e a militância para este embate", enfatizou.

Para o secretário de Formação da CUT Rondônia e presidente do Sindicato dos Telefônicos do Estado, João Anselmo, "a hora é de potencializar o discurso para a disputa de hegemonia com os setores neoliberais, afirmando o papel do Estado como indutor do desenvolvimento da sociedade. Para isso, este coletivo contribui imensamente para levarmos mais longe este combate".

Diante da renovação das lideranças nas diferentes instâncias da Central, nos Ramos e Sindicatos, o coordenador da Escola Sindical da CUT em São Paulo, Renato Zulato, avalia que é crescente a importância da integração ao processo de Formação, "não apenas na construção do Plano, mas para colocá-lo em prática, para que chegue na base". "Saio muito animado e motivado com o alto nível do debate, com a participação ampla e qualificada, com o empenho dos companheiros e companheiras", concluiu Renato.

Participando pela primeira vez do Conafor, Vânia Miranda, secretária de Formação da CUT do Mato Grosso e secretária geral do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do MT) compreende que "o sucesso do evento reside justamente na força do coletivo, na compreensão de que a conformação da rede de Formação é essencial para a troca de experiências e a renovação dos quadros sindicais".

Na avaliação do secretário de Formação da CUT Tocantins e tesoureiro do Sindicato da Construção Civil do Estado, Wilson Belizário, "é com envolvimento e a participação que vamos trabalhando e renovando as ideias, estruturando uma formação que venha a atender as necessidades da nossa base. Quando a SNF realiza uma reunião deste porte, reforça a convicção de que estamos no rumo certo, de que a formação é e será, cada vez mais, uma prioridade para a Central Única dos Trabalhadores".


Fonte: texto e foto de Leonardo Severo.