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21.12.12

Artigo: Por onde andei... Fui à base conversar com os colegas

Hoje estive na base conversando com os nossos colegas do Banco do Brasil.

Minha agenda sindical nos últimos dois meses foi impossível. Muita viagem, cursos de formação e muito trabalho graças ao bb do assédio moral, da má gestão e do desrespeito aos trabalhadores.

Conversando com os colegas, percebi que os bancários estão na expectativa da implantação das funções comissionadas de 6 horas em janeiro de 2013.

Os gerentes de agências do bb estão sofrendo muito assédio moral por parte dos superintendentes e diretorias do banco. A violência organizacional no Banco do Brasil vem da direção geral para baixo. O bb 2.0 segue reduzindo o quadro de funcionários nas agências e arrebentando de trabalho os poucos colegas que temos em cada unidade.

As Plataformas de Suporte Operacional (PSO) estão com poucos caixas executivos e teremos que fazer ação sindical e negociação para aumentar o número de funcionários nas agências no setor. Há desvio de função também em relação aos gerentes das PSO que não podem abrir caixa e estão fazendo isso por ordem do banco.

Ou seja, a vida segue dura para o bancário. O que posso afirmar é que seguiremos organizando os trabalhadores e fazendo a luta por um local de trabalho melhor, mais justo, democrático e respeitoso em 2013.

Convoco todas e todos à UNIDADE NA LUTA!


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!

27.3.12

Bancários do BB vão às ruas nesta quarta em mais um Dia Nacional de Luta


Os funcionários do Banco do Brasil de todo o país vão às ruas nesta quarta-feira (28) para mais um Dia Nacional de Luta pelo cumprimento da jornada legal de 6 horas no Banco, além de outras reivindicações da pauta permanente dos bancários, como melhorias no Plano de Carreira, fim do assédio moral, melhores condições de trabalho e atendimento aos clientes, extensão do direito à Cassi e Previ para todos os bancários de bancos incorporados.

"É fundamental que os sindicatos façam atividades para envolver os bancários na luta pela jornada de 6 horas, além de outras reivindicações da categoria, como o combate ao assédio moral potencializado pelo BB 2.0, melhorias no Plano de Carreira, e a luta por Cassi e Previ para todos, com igualdade de tratamento e qualidade de atendimento", afirma o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Eduardo Araújo.

Há tempos os bancários vêm cobrando do Banco uma proposta concreta que contemple o que os bancários querem, que é o respeito à jornada legal de 6 horas - prevista na legislação - e sem redução salarial. Mas, apesar da pressão do movimento sindical, o Banco insiste em ignorar o assunto.

Isso ficou evidente na retomada das negociações, no dia 1º de março, quando o BB, mais uma vez, frustrou a expectativa dos trabalhadores, afirmando não ter qualquer posicionamento em relação à jornada.

"Além de insistir no descumprimento da legislação sobre o tema, o BB ainda quebra um acordo que ele mesmo havia firmado com os bancários, de que apresentaria uma proposta aos representantes sindicais. Mas até agora nada. Isso é um flagrante de duplo desrespeito", denuncia Araújo.

Para apoiar a atividade, a Contraf-CUT disponibilizou materiais específicos para os sindicatos e federações. Os materiais podem ser acessados na seção de Downloads do site da entidade. Estão disponíveis arte de panfleto e camisetas, além de modelos de faixas e texto para um spot de rádio.

Dias de luta

Este será o segundo Dia de Luta deste mês realizado pelos bancários do BB. O primeiro aconteceu no dia 7 de março. Cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Boa Vista, Campos dos Goytacazes (RJ), Teófilo Otoni (MG) e bancários do Vale do Paranhana (RS) engrossaram o dia de mobilizações.

"Os bancários querem soluções nas mesas permanentes e para isso vão à luta mais uma vez", ressalta Araújo.

Fonte: Contraf-CUT

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Post Scriptum (no Facebook):

"TRABALHO DE BASE: ORGANIZANDO OS BANCÁRIOS

Voltei há pouco da base. Apesar de minhas obrigações na Contraf-CUT absorverem a totalidade de meu tempo, estou achando um TEMPO EXTRA para ir conversar com os bancários. NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE ISSO PARA UM DIRIGENTE SINDICAL.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

6.3.12

Bancários do BB fazem Dia Nacional de Luta por jornada de 6h nesta quarta

Os funcionários do Banco do Brasil de todo o país estarão mobilizados nesta quarta-feira (7) para um Dia Nacional de Luta pelo cumprimento da jornada legal de seis horas no banco, além de outras reivindicações da pauta permanente dos bancários, como melhorias no Plano de Carreira, fim do assédio moral, melhores condições de trabalho e atendimento aos clientes, entre outras.

Para apoiar a atividade, a Contraf-CUT disponibilizou materiais específicos para os sindicatos e federações. Os materiais podem ser acessados na seção de Downloads do site da entidade. Estão disponíveis arte de panfleto e camisetas, além de modelos de faixas e texto para um spot de rádio.

"É fundamental que os sindicatos façam atividades para envolver os bancários na luta pela jornada de seis horas, além de outras reivindicações da categoria, como o combate ao assédio moral promovido no BB 2.0, melhorias no Plano de Carreira, e a luta por Cassi e Previ para todos, com igualdade de tratamento e qualidade de atendimento", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil.


Fonte: Contraf-CUT

16.2.12

Sindicato aponta problemas à direção do BB (Seeb SP)




Em reunião na Gestão de Pessoas SP, foram abordadas questões relacionadas ao BB 2.0., segurança e assédio moral

São Paulo – O Sindicato e o Banco do Brasil reuniram-se na Gestão de Pessoas SP para discutir problemas que afetam os funcionários, relacionados ao BB 2.0, casos de violência praticada contra trabalhadores em assaltos e sequestros e denúncias de assédio moral. O encontro aconteceu na quarta-feira 15.

Sobre o BB 2.0, em função do qual ocorreram descomissionamentos, o Sindicato solicitou reuniões com os superintendentes de Varejo Capital SP e Varejo Oeste para discutir garantias de direitos.

A respeito dos casos de sequestro e assalto com violência contra funcionários nas regiões Osasco e Sul, foi discutido com representantes do banco melhorias nos procedimentos de emissão de CAT e segurança a fim de garantir direitos dos trabalhadores, incluindo possibilidade de remoções pelo Programa de Assistência a Vítimas de Assalto e Sequestro (Pavas). O banco ficou de dar retorno ao Sindicato após apuração das necessidades dos funcionários.

As denúncias de assédio moral que vêm sendo acompanhadas pelo Sindicato foram apresentadas à Gepes, que ficou de apurar e voltar a discutir em mesa de negociação no próximo mês. A agência USP foi uma das discutidas. Lá ocorreram novas remoções compulsórias e foi reivindicada garantia de que esses trabalhadores não sejam ainda mais prejudicados com o corte da função de caixa.

“Os funcionários devem continuar a denunciar ao Sindicato casos de assédio moral e outros problemas", ressalta o dirigente sindical Hildo Montenegro. Os relatos podem ser feitos pelo Fale Conosco, por telefone ou pessoalmente na sede e regionais do Sindicato.

“Vamos continuar a negociar e realizar manifestações para buscar soluções para o trabalhador”, completa o dirigente.

Fonte: Seeb SP - Redação - 16/2/2012

9.9.11

1a negociação entre BB e Contraf-CUT - Versão do site do BB


09/09 - Jornada, saúde e condições de trabalho: BB abre negociação com a Contraf/CUT

A manhã desta sexta-feira, 9, marcou o início das negociações com a Contraf/CUT para a construção do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Banco do Brasil. Na pauta deste primeiro encontro estavam temas como: jornada e emprego, saúde e condições de trabalho; e previdência.

O BB esteve representado pelo negociador José Roberto Mendes do Amaral e pela equipe responsável pela análise da pauta. Antes de especificar cada tema, José Roberto falou sobre a vinculação que é feita da quantidade de reivindicações com o crescimento do resultado do BB. “É importante ressaltar que o resultado do Banco tem sido bom, mas não tem sobras. Todo lucro obtido tem destinação, para o Governo, para os acionistas, para os funcionários, por meio da PLR; e ainda para novos investimentos, na Empresa e no próprio quadro pessoal”.

As próximas reuniões foram agendadas para os dias 14/09 (em Brasília) e 20/09 (em São Paulo). Confira, abaixo, o posicionamento do BB sobre os principais itens apresentados:

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Contratação de mais cinco mil funcionários: nos últimos três semestres, foram 15 mil novos funcionários contratados. Para garantir a melhoria total das condições de trabalho, está em andamento o Projeto BB 2.0, envolvendo diversas ações, algumas ainda a serem implantadas. Diante desse cenário, em que o projeto não foi totalmente concluído, o Banco não pode simplesmente solicitar ao governo mais contratações;

Terceirização: o Banco está cumprindo o que a legislação prevê e o que está sendo praticado pelo mercado. Não há nenhuma política de substituição de funcionários por terceirizados, tanto é que existe um aumento grande do quadro de pessoal do BB nos últimos anos;

Vinculação de aplicativos ao ponto eletrônico: trata-se de um tema interessante e o debate será realizado internamente. É importante destacar, no entanto, a dificuldade de vinculação de aplicativos proprietários de texto, apresentações e planilhas;

Jornada de 6 horas para os comissionados, sem redução salarial: o Banco tem uma posição definida de não incluir o seu plano de comissões na negociação do Acordo Coletivo. Sobre este tema, estão sendo concluídos estudos e a Empresa terá um posicionamento em breve;

Descomissionamento: o Banco informou que a média anual de descomissionamentos no BB é ínfima. Números serão apresentados ainda durante a negociação e estudos também estão sendo feitos para mostrar o tempo para readequação dos funcionários descomissionados;

COMENTÁRIO: É INTERESSANTE COMO O BANCO TRATA UM DOS MAIORES PROBLEMAS HOJE NA EMPRESA. A GESTÃO PARA CUMPRIMENTO DE METAS ABUSIVAS É FEITA ATRAVÉS DA AMEAÇA DE DESCOMISSIONAR - O QUE EQUIVALE MUITAS VEZES A PERDER MAIS DA METADE DA REMUNERAÇÃO - E DIZ QUE A "MÉDIA ANUAL É ÍNFIMA"!! VAI FALAR ISSO PRA CADA COMISSIONADO COM A ESPADA E A FORCA NO PESCOÇO SENDO ASSEDIADO O DIA TODO COM AMEAÇA DE PERDER SUA REMUNERAÇÃO...

Integração do intervalo de 15 minutos à jornada: o Banco cumpre a CLT;

Questões relacionadas à CABB (trava, remoção, entre outros): o Banco entende que isso pode ser discutido durante a campanha, em data posterior, por conta de levantamentos e análises que estão sendo realizados internamente, pela área responsável;

Folga para certificação e garantias para o estudo dentro do expediente: no que diz respeito à certificação interna, o Banco entende que o processo de formação é pessoal e o conhecimento é patrimônio do funcionário que, para tanto, deve utilizar horário fora da jornada de trabalho, assim como ocorre na graduação, pós-graduação, etc. É importante lembrar também que a certificação é voluntária. Já a questão relativa à CPA 10 e 20, exigidas para o exercício profissional, o Banco analisará aspectos relativos a essa certificação durante a campanha;

COMENTÁRIO: OUTRA POSIÇÃO INFELIZ DO BB. FORMAÇÃO É PROBLEMA PESSOAL... É A CARA DA REVISTA DO BANCO... BB.COM.VOCÊ... (SE VIRE VOCÊ MESMO!!!)

Horas extras: hoje, 50% do valor é pago e 50% ficam para compensação, até o mês seguinte. Nas agências até 20 funcionários, paga-se 100% das horas extras, sem compensação. O modelo de hoje permite a possibilidade de compensação e tem parcela do funcionalismo que opta por essa forma. A Empresa não vê a necessidade de acabar com o banco de horas;

Combate ao assédio e às metas abusivas: o entendimento do Banco é que não deverá discutir, neste Acordo, novas ações relacionadas a este tema. Os instrumentos para isso já estão implantados (Comitês de Ética/Ouvidoria Interna) e este é o momento de aperfeiçoar a utilização dos mesmos. Ações como o curso de lideranças mostram também o tipo de postura que o Banco espera de seu gestor, buscando resultados sustentáveis, sem qualquer desvio de conduta ou comportamento inadequado;

Saúde e previdência para os funcionários incorporados: o Banco não vai encerrar isso em Campanha Salarial, porque não há como garantir um parecer final nesse período. Foi fechado convênio de reciprocidade entre a Cassi e o Economus (plano dos funcionários vindos do BNC) e estamos em fase final de formalização do mesmo convênio com o plano de saúde do Besc. Tudo isso para que os funcionários oriundos dos bancos incorporados tenham garantias de atendimento em todo o País. Vale ressaltar que não existe possibilidade de estender a Cassi para funcionários aposentados antes da incorporação. O Banco vai avaliar a sugestão de realização de uma mesa temática para discussão (e não para negociação) do tema em data posterior, ainda no período de Campanha;

COMENTÁRIO: É IMPORTANTE ESCLARECER O QUE O BB ESTÁ DIZENDO. NÓS NÃO SUGERIMOS MESA TEMÁTICA. NÓS QUEREMOS NEGOCIAR DURANTE A CAMPANHA. O BANCO JÁ ESTÁ ANALISANDO... ANALISANDO... ANALISANDO... HÁ UNS DOIS ANOS.

Plano Odontológico: o BB informou que vem realizando ponto de controle com a diretoria responsável e a Odontoprev. A expansão do plano para aposentados foi apresentada para debate dentro do Banco;

SESMT: O Banco informou que o concurso externo acontecerá ainda neste ano e a expectativa é que o Banco inicie 2012 com os quadros do SESMT completos. Os funcionários selecionados internamente para exercer esses cargos já foram nomeados;

Fim da trava de dois anos para transferências: esta trava, na verdade, é um instrumento de gestão, cujo foco é a organização do trabalho na Empresa, o melhor funcionamento de suas dependências. A medida foi necessária para o Banco, mas este é um assunto que está em discussão. Não houve tempo suficiente ainda para o banco avaliar os resultados efetivos da trava de dois anos e, por este motivo, não haverá alterações globais nesse sentido. Mudanças pontuais, no entanto, podem ser analisadas ainda nesta campanha salarial;

PAS aos funcionários incorporados: está sendo discutida a viabilização do acesso, pelos funcionários incorporados que aderiram o regulamento do BB, do PAS por meio dos planos de assistência médica dos bancos incorporadas.

Fonte: www.bb.com.br/negociacaocoletiva
 
 
COMENTÁRIO FINAL: A MESA FOI RESPEITOSA, O QUE SEMPRE É BOM. MAS A SENSAÇÃO QUE FIQUEI É QUE TODOS OS GRANDES TEMAS COMO PREVIDÊNCIA, SAÚDE E CASSI, JORNADA, CABB, TRAVAS CONTRA O DESCOMISSIONAMENTO, PLANO DE COMISSÕES... O BANCO TENTA ESVAZIAR A MESA DE NEGOCIAÇÃO ENTRE NÓS TRABALHADORES EM CAMPANHA SALARIAL E ELES BANCO. É COMO SE O BANCO NÃO ENTENDESSE QUE NÓS QUEREMOS MELHORAR NOSSOS DIREITOS AGORA, NA RENOVAÇÃO DE DIREITOS COLETIVOS. TUDO É QUESTÃO DE "GESTÃO"... É LÓGICO! É ASSIM QUE FUNCIONA O CAPITAL...
 
PREPAREM MUITA MOBILIZAÇÃO PARA O BANCO ENTENDER QUE QUEREMOS PROPOSTAS PARA OS GRANDES TEMAS!

22.8.11

Bancários do BB querem melhorar travas contra descomissionamento


PARA ENTENDER AS REIVINDICAÇÕES ESPECÍFICAS DO BB (1)

A cláusula 42 do acordo específico em vigor do Banco do Brasil, que limita os descomissionamentos, foi uma importante conquista da Campanha Nacional dos Bancários em 2010 e fruto de forte greve geral da categoria e de uma melhora na participação dos funcionários comissionados do BB. Os bancários do BB querem na campanha deste ano melhorar a redação dessa cláusula.

O objetivo da reivindicação sobre a trava contra descomissionamento, que virou conquista após a greve, é o de impedir ou dificultar a perda de função dos funcionários por motivos fúteis e sem justificativas plausíveis por parte do BB e de seus gestores.

"Nós do movimento sindical entendemos que nenhum trabalhador pode perder sua função e ter redução em sua remuneração. O banco, porém, através de uma gestão voltada somente ao mercado e baseada na violência organizacional e nas metas abusivas, vinha descomissionando pessoas sem nenhum critério profissional", critica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Primeiro vinham as ameaças por não cumprir metas, não "colaborar" com a empresa (fazer horas extras gratuitas, por exemplo), por participação nas mobilizações por conquistas de novos direitos a todos etc. Depois os gestores da dependência tiravam a comissão a qualquer momento. Às vezes, até para abrir vagas para colegas ou conhecidos de outras agências.

Após a conquista do direito em 2010, outras formas de descomissionamento surgiram como as reestruturações do BB 2.0 ou por "conduta incompatível com o cargo". Nesta última, inclusive, cabe qualquer coisa para retirar a função de um bancário do BB e prejudicar uma carreira em andamento.

"Nosso objetivo em 2011 é melhorar a redação da cláusula, recuperando o texto original proposto e incluindo um parágrafo para coibir esse subterfúgio criado pelo BB em relação à 'conduta'. Também queremos incluir na cláusula todos os funcionários, inclusive os primeiros gestores que o banco exigiu que ficassem fora da regra", explica William.

Fonte: Contraf-CUT

18.8.11

Artigo: Reivindicações específicas BB 2011- Entendendo as propostas (1)


Trava contra o descomissionamento dos funcionários

A cláusula 42 do atual acordo específico do BB (queremos melhorá-lo), que limita os descomissionamentos no banco, foi uma importante conquista da Campanha Nacional dos Bancários em 2010 e fruto de forte greve geral da categoria e de uma melhora na participação dos funcionários comissionados do BB.

O objetivo desta reivindicação, que virou conquista após a greve, é o de impedir ou dificultar a perda de função dos funcionários por motivos fúteis e sem justificativas plausíveis por parte do BB e de seus gestores.

Nós do movimento sindical entendemos que nenhum trabalhador pode perder sua função e ter redução em sua remuneração. O banco, porém, através de uma gestão voltada somente ao mercado e baseada na violência organizacional e nas metas abusivas, vinha descomissionando pessoas sem nenhum critério profissional.

Primeiro vinham as ameaças por não cumprir metas, não “colaborar” com a empresa (fazer horas extras gratuitas, por exemplo), por participação nas mobilizações por conquistas de novos direitos a todos, etc. Depois os gestores da dependência tiravam a comissão a qualquer momento. Às vezes, até para abrir vagas para colegas ou conhecidos de outras agências.

Após a conquista do direito em 2010, outras formas de descomissionamento surgiram como as reestruturações do “BB 2.0” ou por “conduta incompatível com o cargo”. Nesta última, inclusive, cabe qualquer coisa para retirar a função de um bancário do BB e prejudicar uma carreira em andamento.

Nosso objetivo em 2011 é melhorar a redação da cláusula, recuperando o texto original proposto e incluindo um parágrafo para coibir esse subterfúgio criado pelo BB em relação à “conduta”. Também queremos incluir na cláusula TODOS os funcionários, inclusive os primeiros gestores que o banco exigiu que ficassem fora da regra.

DIVULGUEM BASTANTE A REIVINDICAÇÃO ENTRE OS BANCÁRIOS E PREPAREM FORTE MOBILIZAÇÃO NESTE ANO PARA CONQUISTARMOS A SEGURANÇA QUE OS TRABALHADORES MERECEM.

A MOBILIZAÇÃO DEVE SER DE ESCRITURÁRIOS, CAIXAS E COMISSIONADOS.

A PROPOSTA DE 2011 CONTRA OS DESCOMISSIONAMENTOS É ESTA:

DESCOMISIONAMENTO DECORRENTE DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO FUNCIONAL - O BANCO, na vigência do presente acordo, observará três ciclos avaliatórios insatisfatórios e consecutivos de GDP, contados a partir de 1º/09/2011, como requisito para descomissionamento de funcionário por insuficiência de desempenho.

Parágrafo único – os casos de descomissinamento por “conduta incompatível com o cargo” serão efetuados somente através de inquérito administrativo concluído, com ampla defesa.

ESTA É A PROPOSTA ATUAL QUE QUEREMOS MUDAR:

TÍTULO III – CLÁUSULAS ESPECÍFICAS DO PRESENTE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA: DESCOMISIONAMENTO DECORRENTE DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO FUNCIONAL

O BANCO, na vigência do presente acordo, observará três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, como requisito para descomissionamento de funcionário na forma das instruções normativas específicas.

Parágrafo Único – Excetuam-se os funcionários que exerçam as comissões de 1º, 2º e 3º Níveis Gerenciais e 1º Nível Técnico das Unidades Estratégicas – UE, 1º e 2º Níveis Gerenciais das Unidades Táticas – UT, 1º Gestor de Unidades de Apoio - UA e de Unidades de Negócios – UN.

10.8.11

Funcionários pressionam BB pelas seis horas para todos nesta quinta

O dia nacional de mobilização pela jornada de seis horas para todos os funcionários do Banco do Brasil promete cobrar emprego decente e pressionar a direção do BB nesta quinta-feira, dia 11, em todo país. A atividade, que está sendo organizada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, foi aprovada no 22º Congresso, realizado nos dias 9 e 10 de julho, em São Paulo.

"A jornada de seis horas para todos está na pauta específica dos bancários do BB, bem como a contratação de mais 5 mil funcionários para diminuir a sobrecarga de trabalho a que os trabalhadores vêm sendo submetidos cotidianamente", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. "Queremos emprego decente", destaca.

"Ao insistir no descumprimento da legislação trabalhista, o BB vem sofrendo milhares de derrotas na Justiça. O mais impressionante é que o crescimento vertiginoso do passivo trabalhista parece não incomodar nem um pouco o Conselho Diretor do BB, que assiste de camarote à avalanche de processos judiciais cobrando a sétima e a oitava horas", critica Araújo. "Os sindicatos não aceitam e repudiam qualquer retaliação do banco com as pessoas que procuraram seus direitos na Justiça", alerta o dirigente sindical.

"Vamos mostrar nesta quinta-feira para a direção do BB a importância e a oportunidade de garantir a jornada de seis horas para todos, ainda mais neste momento em que o banco apurou lucro recorde de R$ 6,26 bilhões no primeiro semestre", salienta Araújo.


"Com a terceirização e o uso fraudulento dos correspondentes bancários (o Mais BB, sem funcionários do banco), as receitas com prestação de serviços do BB atingiram R$ 8,49 bilhões no primeiro semestre. Já as despesas de pessoal atingiram R$ 6,50 bilhões, o que significa que o BB cobre 1,30 vezes a folha de pagamentos do funcionalismo somente com as tarifas, piorando as condições de trabalho e promovendo emprego indecente", dispara Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.

A jornada de seis horas é uma conquista histórica da categoria bancária, encontra-se definida em lei e precisa ser cumprida pelo BB. "Isso deve valer para todos os funcionários do banco, inclusive comissionados, sem nenhuma redução de salário", enfatiza o coordenador da Comissão de Empresa.

Veja as propostas dos funcionários do BB sobre jornada de trabalho:

- 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários;
- Contratação de mais 5 mil funcionários;
- Todos os aplicativos de trabalho no BB devem ser vinculados ao ponto eletrônico;
- Integração de 15 minutos de intervalo na jornada;
- CABB - Integração de 20 minutos de descanso na jornada;
- Caixas - pausa de 10 minutos a cada hora de trabalho;
- Concessão de um folga para provas de certificação;
- Garantir o estudo para certificações dentro do horário de expediente;
- Horas extras com pagamento de 125% da hora normal;
- Fim da compensação de banco de horas do SISBB e pagamento de 100% das horas extras para todos;
- Reclassificação de todos os dias de greve dos anos anteriores (2005 a 2010).

Fonte: Contraf-CUT

8.6.11

Banco do Brasil: direção instala “puxadinho” em agência no Fórum (SP)


Correspondente bancário foi instalado dentro da unidade da instituição financeira e separado apenas por divisórias



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São Paulo – O abuso da direção do Banco do Brasil parece não ter mais fim. A mais recente novidade da instituição financeira é a instalação do chamado Mais BB, um correspondente bancário que, segundo o Sindicato apurou, está sendo instalado nos fóruns da capital, Junta Comercial, entre outros órgãos.

O serviço do Mais BB é explorado por uma empresa terceirizada, denominada Coban, que impõe aos trabalhadores jornada maior que a dos bancários e paga salários bem inferiores aos da categoria. “No fórum do Tatuapé, o correspondente funciona com dois caixas e um supervisor. Os caixas recebem R$ 700 ao mês por uma jornada de oito horas. Outra aberração é que o serviço foi adequado no espaço físico da agência do banco, separados apenas por divisórias”, denuncia o diretor do Sindicato e funcionário do BB, Cláudio Luis de Souza.

O dirigente sindical afirma ainda que essa nova ofensiva do BB, com a instalação de correspondentes e a precarização das condições de trabalho, contraria seu papel de banco público. “Essa postura do banco é inaceitável e vamos lutar para que essa exploração acabe”, acrescenta.

Fonte: Seeb SP - Jair Rosa - 07/06/2011

20.5.11

BB e o mercado: como o banco vê o "cliente"


BB faz maior investimento para modernizar o varejo desde 1995

Fernando Travaglini - De Brasília

20/05/2011 Ruy Baron/Valor


O investimento de R$ 1 bilhão programado para este ano, destinado à reforma de quase metade das agências e à construção de 800 novos pontos de atendimento, é apenas a ponta de uma grande estratégia para modernizar o varejo no Banco do Brasil. Segundo o presidente do banco, Aldemir Bendine, a instituição prepara uma verdadeira "revolução" no segmento.

Sem grandes investimentos na área desde 1995, o BB decidiu alterar profundamente seus canais de atendimento, desde o relacionamento com os clientes até o desenho das agências. O objetivo principal é obter o maior retorno possível com cada usuário da instituição. "Essa diretoria tem verdadeira obsessão pela melhoria do atendimento", afirmou Bendine.

(COMENTÁRIO: ESSA FRASE É PROFUNDA, NÃO? IMAGINEM O USUÁRIO ENTRANDO NUM POSTO DE ATENDIMENTO DO BB E SENDO VISTO PELO BANCO COMO ALGO A SE TIRAR O MÁXIMO POSSÍVEL...)

De acordo com Alexandre Abreu, vice-presidente do banco, o sistema financeiro mudou nos últimos anos e a fase de grande crescimento da base de clientes ficou para trás. O nome do jogo agora é ampliar o relacionamento com seu público cativo, para continuar a expansão da receita com a mesma quantidade de correntistas.

Internamente, o projeto é conhecido como "BB 2.0", por ser a segunda grande mudança nesse segmento. O banco não fazia aportes no varejo desde 1995, quando fez o primeiro grande investimento em modernização, com a instalação dos terminais de autoatendimento (ATM), a informatização das agências e criação do crédito automatizado. Naquela época, o banco tinha apenas 5 milhões de clientes. Quinze anos depois e com mais de 55 milhões de clientes, a instituição se prepara para um novo momento. "A meta é ampliar o retorno por cliente, para mantermos a rentabilidade sobre o patrimônio líquido no patamar atual, de 25%. A fase de expansão da base ficou para trás", diz Abreu.

(COMENTÁRIO: VOCÊ QUE É CLIENTE OU "USUÁRIO" SE PREPARE PARA PAGAR ALGO AO BANCO ATÉ PARA OLHAR PRA ELE...)

Para atingir esse objetivo, o BB montou uma ampla estratégia. O primeiro passo foi a contratação de 10 mil novos funcionários, quase todos alocados nas mais de 5 mil agências. Os pontos de atendimento também foram reformulados. Cerca de metade das agências sofrerá algum tipo de modificação. Outras 600 serão construídas neste ano, já com um novo desenho, para privilegiar o cliente, com investimento total de R$ 1 bilhão.

Além disso, até 2014 serão instaladas quase 2 mil agências complementares, em municípios pequenos, para atingir a meta de cobrir 100% do território nacional. Até mesmo uma "concept store" foi inaugurada no shopping Iguatemi, em Brasília, uma espécie de espaço exclusivo para apresentar o banco aos novos clientes.

Na área tecnológica os investimentos somam R$ 60 milhões. Foi feita a reformulação do CRM (sistema que automatiza o relacionamento com os clientes). A ferramenta permite uniformizar a clientela por grupos, de forma a melhorar a oferta de produtos.

A instituição também trocou 35 mil computadores para suportar o novo sistema instalado nas agências, mais moderno. O BB instituiu ainda um programa de substituição de todos os seus ATM com mais de 5 anos, 20 mil máquinas desde o ano passado.

Até mesmo a gestão das agências foi reformulada. O próprio Bendine se reuniu pessoalmente com os gerentes das 5.087 agências para comunicar as mudanças. A partir de agora, o foco dos gerentes deixa de ser apenas no resultado e o atendimento ganha mais importância.

(COMENTÁRIO: ESSAS FIGURAS DE LINGUAGEM USADAS PELOS GESTORES DO BANCO SÃO UMA VERDADEIRA PIADA: FOCO NO ATENDIMENTO QUER DIZER O SEGUINTE: VOCÊ "CLIENTE" É O QUE VOCÊ VALE, OU SEJA, A QUANTIDADE DE CDC, OUROCAP, BRASILPREV, SEGUROS, TARIFAS, APLICAÇÕES, ETC ETC CONTRATADOS COM O BANCO)

"Hoje cobramos resultado de uma determinada unidade de negócio em função do volume que vende de crédito, ou da captação que registra no mês. Com a nova visão, cobraremos uma política de relacionamento. Queremos saber como o cliente está sendo atendido, como está a rentabilidade por cliente. Interessa mais como o cliente se relaciona com o banco", diz Abreu.

O diretor da Unidade de Gestão de Canais, Hideraldo Dwight Leitão, diz que o banco se prepara para uma nova era do sistema financeiro. "Hoje os produtos oferecidos pelos bancos são todos similares. A diferença está no conjunto de ações do banco e no atendimento ao cliente", diz.

O número de clientes atendidos por um mesmo gerente também foi reduzido, mas a informação é considerada estratégica pelo banco. O objetivo principal é reduzir as reclamações registradas nos BC e nos órgãos de defesa do consumidor, listas que o banco já chegou a liderar. Por exigência legal, o banco tem que retornar uma reclamação em cinco dias. A meta, no entanto, é responder todas em até 24 horas e ser o melhor entre os grandes bancos.

O banco acredita que os resultados já começaram a aparecer. No primeiro trimestre de 2011, não houve aumento do número de clientes, mas o resultado recorrente subiu 42% na comparação com o mesmo período do ano passado. "Estamos conseguindo ser eficiente com a mesma base de clientes", finaliza Abreu.

Fonte: Valor

COMENTÁRIO FINAL: NÓS FUNCIONÁRIOS, CLIENTES E USUÁRIOS (POVO BRASILEIRO) ESTAMOS F... DESGRAÇADOS COM OS OBJETIVOS DO MAIOR BANCO DO PAÍS, O BB - BANCO ESTATAL -, POIS DE PAPEL PÚBLICO ELE NÃO TEM NADA!

11.4.11

Banco do Brasil investe no "private", nos ricos


Private bank do BB vai em busca de clientes no segmento de alta renda

11/4/2011 Valor Econômico - Angelo Pavini

Maior banco e principal gestor de recursos do país, o Banco do Brasil trabalha para conquistar a liderança também no segmento de alta renda. Para isso, reestruturou a área de private bank e estará lançando neste mês um serviço especial para a gestão de fortunas de grandes produtores rurais, aproveitando a forte presença do banco no crédito agrícola do país.

O alvo são 1.500 produtores clientes do banco com faturamento anual acima de R$ 10 milhões, mas que podem chegar a uma receita bruta de mais de R$ 1 bilhão. Apesar desses ganhos, são pessoas físicas, que tocam os mais diversos negócios em seu nome, chama a atenção Allan Simões Toledo, vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e agora Private Bank do BB. Juntos, esses clientes teriam um faturamento bruto somado de R$ 30 bilhões, pelos números do banco. "Há ainda outras receitas, como da família ou amigos, que ampliariam mais esse número", diz Toledo.

A proposta é oferecer a esses clientes tanto o atendimento private para os recursos próprios como a experiência da área de atacado do banco no agronegócio. "Esse produtor muitas vezes paga tudo à vista, compra tratores de R$ 800 mil, terras, e acaba depois sem capital de giro para os negócios" explica Toledo. "Podemos, por exemplo, encontrar para ele uma linha de crédito no exterior com um custo mais baixo para fazer a operação e preservar seu capital", diz.

Outra ajuda pode ser na orientação para montagem de estruturas de hedge no Brasil ou no exterior para proteger as receitas dos negócios. Ao mesmo tempo, o private poderá auxiliar na questão da sucessão desses empresários, ou na criação de estruturas empresariais para perpetuar seus negócios ou ainda permitir planejamentos de mais longo prazo para seu patrimônio.

O private do BB está treinando 49 gerentes para atender esses produtores rurais, ampliando de 112 para 161 o total de executivos da área. Além disso, o número de bases de atendimento do private, hoje com 35 unidades, vai crescer, chegando aos lugares onde se concentram os produtores, como a região Centro-Oeste, Sudeste, Norte e o leste da Bahia.

A estratégia faz parte da reestruturação da área private do BB, que passou no fim do ano passado para a vice-presidência de Atacado e Negócios Internacionais do banco, seguindo a lógica de se aproximar mais dos grandes empresários e executivos. O movimento deu certo e, em três meses, o private do BB cresceu 15% em termos de captação de recursos, atingindo R$ 39 bilhões sob gestão. "A estratégia de venda cruzada com o atacado ajudou", afirma Toledo.

A estratégia tem semelhanças com a de outros bancos, que buscam aproximar a área de grandes empresas da de gestão de fortunas. O Santander, por exemplo, trouxe uma executiva do atacado para tocar o private local.

O private tem uma sinergia natural com a área de atacado, uma vez que os clientes são os mesmos, afirma Toledo. O dono da empresa é também cliente potencial do private na pessoa física, lembra. "São gerentes diferentes que o atendem, mas uma visão unificada dos dois serviços traz mais resultados".

Outra coisa em comum entre o atacado para empresas e o private é a visão de produtos diferenciados. "Cada cliente é um cliente", diz Toledo, lembrando a complementariedade também da área internacional. "O private tem as bases em Miami e Paris, e passa a contar agora com todas as demais unidades internacionais do banco, especialmente em Londres e Nova York", afirma Toledo. Isso facilitará também o desenvolvimento de investimentos que usem instrumentos dos mercados internacionais.

Houve também uma reestruturação nos serviços do private, explica Osvaldo Cervi, que já comandava a área, e passou agora a ser responsável pela recém-criada diretora de Private Bank.

"A demanda por fundos estruturados continua grande", diz ele, citando os fundos de commodities com capital protegido e os fundos imobiliários. "Lançamos já oito fundos imobiliários, atingindo um total de R$ 500 milhões", diz. Na reestruturação, a área de varejo de alta renda Estilo, antes coordenada por Cervi, passou para a diretoria de varejo do banco.

"Queremos colocar o private no padrão dos outros produtos e serviços do banco", afirma Toledo. "Somos o maior banco da América Latina, a maior asset, e queremos que o private também seja líder." Hoje, o banco está em terceiro lugar entre privates locais, considerando os dados oficiais da Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). (Colaborou Antonio Perez)

Fonte: Valor Econômico

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COMENTÁRIO: E O SOCIAL ÓÓÓÓ!!! ENQUANTO ISSO (NA SALA DE INJUSTIÇA...), O BB SEGUE COM O PROGRAMA BB 2.0 QUE SIGNIFICA EXPULSAR DAS AGÊNCIAS 90% DOS BRASILEIROS QUE NÃO GANHAM UNS 4 MIL POR MÊS.

5.4.11

Resolução do BC sobre correspondentes põe em xeque a atividade bancária



A Resolução 3954 que o Banco Central editou no dia 24 de fevereiro último, normatizando as atividades dos correspondentes bancários, alterada por novas medidas publicadas nesta quinta-feira 31 de março, amplia a terceirização no Sistema Financeiro Nacional, desregulamenta a prestação de serviços no setor, desregula na prática a atividade bancária e traz riscos para a segurança das transações financeiras dos clientes e usuários.

A resolução e sua complementação, em síntese, permitem que:

1. Qualquer sociedade, pública ou privada, poderá atuar como correspondente bancário, passando inclusive a ter como atividade principal o papel de correspondente.

2. Os próprios bancos poderão criar suas próprias empresas para atuar como correspondente bancário. Isso significa que os bancos não terão mais interesse em abrir agências.

3. Os correspondentes bancários terão suas funções ampliadas, passando a oferecer "prestação de serviços de atividades de atendimento a clientes e usuários da instituição contratante" (ou seja, os bancos), inclusive de recebimentos e pagamentos e de encaminhamento de cartões de crédito.

Ao contrário da justificativa do BC de que a resolução aumentará a bancarização da população brasileira, para a Contraf-CUT as novas medidas acentuarão a exclusão, uma vez que permitirão aos bancos segmentar sua clientela segundo a categoria de renda, e beneficiarão apenas as instituições financeiras, que aumentarão a sua lucratividade.

E mais uma vez os bancos, ao invés de contribuírem com a geração de mais e melhores empregos, estarão aumentando a precarização do trabalho no país.

Além das inúmeras irregularidades quanto ao conteúdo das mudanças, a Contraf-CUT considera que o Banco Central exorbitou de sua função e violou a Constituição ao editar a resolução. Ela significa na prática uma reforma do sistema financeiro, papel legislativo que cabe exclusivamente ao Congresso Nacional no capítulo referente ao Sistema Financeiro Nacional (Art. 192).

Doravante, os ditos correspondentes poderão utilizar expressões próprias das instituições financeiras, o que poderá aumentar ainda mais os casos de reclamações e fraudes junto aos consumidores. E, apesar da previsão, o Banco Central reconhecidamente não tem condições operacionais de acompanhar e fiscalizar a atuação de aproximadamente 200 mil correspondentes já existentes no Brasil - dez vezes o número de agências.

Por todas essas razões, a Contraf-CUT está solicitando audiências ao Ministério da Fazenda, ao Banco Central, ao Ministério do Trabalho e Emprego e às comissões de Trabalho e de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, e fará tudo que estiver a seu alcance para reverter os efeitos das novas medidas.

A Contraf-CUT também considera um escândalo a forma como o BC impôs as novas normas - as alterações do dia 31 de março inverteram totalmente o sentido de algumas cláusulas da resolução emitida 35 dias antes -, sem ouvir os bancários, as entidades de defesa do consumidor e a sociedade, para atender a todos os desejos dos bancos.

A direção da Contraf-CUT

Fonte: Contraf-CUT

20.3.11

Banco do Brasil fecha 30 agências do Besc no interior de Santa Catarina


A medida teve mais impacto no Oeste e no Vale do Itajaí: cada região perdeu sete agências

À época da incorporação pelo Banco do Brasil (BB), em abril de 2009, o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) contava com 252 unidades. Sobraram 154 com a marca BB/Besc, que, segundo informações do BB, serão mantidas. Pelo contrato firmado em outubro de 2007, a marca Besc deve permanecer por cinco anos.

— Este fechamento é prova de que o Banco do Brasil não está respeitando esta cláusula do contrato — afirma Milano Cardoso Cavalcante, secretário de comunicação do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região (SEEB).

O Banco do Brasil destacou que a estratégia faz parte do programa de reestruturação da sua rede, chamado de Projeto BB 2.0. A ideia é melhorar o atendimento nos municípios pequenos e centralizá-lo em apenas uma agência bancária.

Para 2011, o banco promete um mínimo de seis funcionários por agência, enquanto que algumas destas agências fechadas possuíam apenas três. O BB garante ainda que o fechamento das agências BB Besc não trará mudanças para os clientes, que serão atendidos normalmente nas agências do Banco do Brasil.

Os sindicalistas argumentam que cortar 30 agências trará prejuízo para os funcionários e provocará apenas mais filas para os correntistas.

Promessa de que não haverá demissões

Os funcionários das agências fechadas poderão continuar na mesma cidade, trabalhando no mesmo cargo, caso existam vagas e comissões suficientes na agência do Banco do Brasil local para absorvê-los.

Quem desejar ficar, mesmo que não haja vaga disponível para o seu cargo, será contratado no BB como escriturário, o menor posto. Para recuperar a posição anterior, o funcionário terá que concorrer pela vaga em outra cidade catarinense.

O sindicato descarta a possibilidade de demissões e de transferência compulsória.

— Os municípios têm agências pequenas, por isso acredito que não vão ser capazes de absorver os funcionários deslocados. A tendência é de que o funcionário procure exercer o mesmo cargo em outra cidade — observa Cavalcante.

Ele acompanhou a primeira onda de fechamentos, que afetou 68 agências em novembro de 2009. O sindicalista ilustra os riscos da medida para os funcionários com o exemplo de Antônio Carlos:

— A agência do BB na cidade era tão pequena, que os funcionários remanejados não cabiam na agência, não tinham mesas para trabalhar.

O Banco do Brasil afirma que está comprometido a manter pelo menos uma agência BB/Besc em cada município catarinense.

COMENTÁRIO:

O BANCO DO BRASIL ESTÁ FECHANDO AGÊNCIAS COM ESTRUTURAS JÁ EXISTENTES E PRETENDE INSTALAR LÁ EM SANTA CATARINA UM MONTE DE AGÊNCIAS "COMPLEMENTARES", OU SEJA, AGÊNCIAS COM 2 (DOIS) FUNCIONÁRIOS E UMA ESTRUTURA DE TERCEIRIZAÇÃO TOTAL DOS SERVIÇOS BANCÁRIOS.

ESSE É O BANCO DO BRASIL, "TODO SEU" (QUEM TEM MUITO DINHEIRO É ATENDIDO; QUEM NÃO TEM, QUE VÁ BUSCAR UMA ALTERNATIVA TERCEIRIZADA SEM SEGURANÇA).

Fonte: O Barriga Verde > O Barriga Verde, 20 de março de 2011 - 15:25 - Janaina Cavalli/Clickrbs/Edição impressa

9.3.11

BB 2.0 cria insegurança entre funcionários (Seeb SP)


Perda de vagas será acompanhada pelo Sindicato que buscará negociar com banco manutenção das comissões

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São Paulo – O Banco do Brasil colocou novamente os funcionários em estado de alerta com a divulgação, na semana anterior à do Carnaval, de uma nova revisão do número de cargos nas agências, programa chamado de BB 2.0. Com as medidas, parte das agências perde postos de comissionados, caixas e escriturários, enquanto outras ganham. O Sindicato vai lutar para que nenhum trabalhador seja prejudicado.

A medida, criticam os dirigentes sindicais, aprofunda a atuação do BB apenas como banco de mercado, que cobra metas individuais e aplica o assédio moral institucionalizado para atingir metas abusivas e lucros exorbitantes, descuidando-se, portanto, de seu papel como banco público.

Nesse modelo, de banco de mercado, os clientes de menor renda têm dificultado o acesso ao atendimento nas agências e são empurrados para os correspondentes bancários, numa tentativa do BB de precarizar os empregos e os salários dos trabalhadores. Já os clientes de maior renda viram alvo constante para a venda de produtos que nem sempre desejam, e os funcionários são obrigados a insistir até a exaustão para fechar negócios.

Segundo as informações divulgadas pelo banco, os gerentes gerais vão indicar os comissionados, escriturários e caixas que serão considerados excedentes. Esses trabalhadores terão de concorrer para o mesmo cargo ou um cargo inferior em outras agências e caso não obtenham recolocação serão incluídos no “esmolão”, apelido dado ao pagamento do Valor em Caráter Pessoal (VCP) a descomissionados, que garante durante quatro meses o valor do salário com a comissão.

“Os funcionários não podem admitir que colegas sejam perseguidos e devem denunciar os casos ao Sindicato. Não vamos aceitar que alguns gerentes e superintendentes aproveitem para descomissionar bancários por motivos pessoais e vamos reivindicar que o banco garanta o respeito aos trabalhadores com a manutenção das funções”, diz Ernesto Izumi, diretor do Sindicato e funcionário do BB.

Mais problemas – Os funcionários também enfrentam problemas nos casos de permuta entre agências e nas agências Estilo. Na permuta, o Sindicato confirmou a denúncia de que há casos de gerentes pressionando comissionados a realizarem transferência para outras agências. A opção deve ser individual e voluntária, além de garantir pontuação extra no sistema de concorrência a cargos da empresa.

Nas agências Estilo ainda há auxiliares administrativos que perderam suas funções e não conseguiram novas colocações.

“Vamos cobrar o banco sobre essas duas situações e realizaremos manifestações se a direção do BB não se reposicionar”, avisa Ernesto.

Fonte: Seeb SP - Redação - 09/03/2011

17.2.11

Artigo: Estratégia 2011 do BB


Opinião

Vem aí mais assédio moral, exploração, terceirização, papel privado do banco público, ilegalidades trabalhistas a rodo...

Cito e comento abaixo as premissas estratégicas do Banco do Brasil S.A. que estão em seu sumário do resultado do 4°T.

Esse banco vai continuar apavorando pra cima dos trabalhadores e na exploração da sociedade e na expulsão de 90% da população de suas agências, focando nas carteiras dos 10% que têm melhor renda. O restante é terceirização e precarização...

A Contraf-CUT e os sindicatos de bancários vão fazer forte enfrentamento ao Banco do Brasil e ao governo federal para defender um banco público que atue em prol da sociedade e não desrespeite seus trabalhadores.

(COMENTÁRIOS EM VERMELHO)

Banco do Brasil

Premissas influenciadas pela administração:

1 - Rentabilidade da carteira de clientes como forma de potencializar receitas; (BB 2.0 - depenar cliente e expulsar pobres)

2 - Alinhamento da estrutura de custos ao crescimento do volume de negócios; (Terceirizar tudo via Correspondente bancário, agências "complementares" e envelopes e área meio com terceiros)

3 - Reajustes contratuais e acordo coletivo de trabalho, alinhados à prática de mercado; (Nem pensar em PCS e qualquer custo fixo crescente)

4 - Crescimento da força de vendas adequada à estratégia de rentabilização da base de clientes; (só comissionar quem depenar muito os clientes encarteirados)

5 - Manutenção do atual modelo de negócios, sem considerar novas aquisições e/ou parcerias estratégicas, que possam vir a ser firmadas para exploração de segmentos específicos; (terceirizar mais, fusão e aquisição de bancos privados nacionais e internacionais, terceirizar mais...)

6 - Reconhecimento de ganhos e perdas atuariais do Plano de Benefícios I da Previ, conforme determina a Deliberação CVM 600/2009. (contabilizar irregularmente valores da Previ que não pertencem ao patrocinador)

William Mendes


Fonte: site do Banco do Brasil - Sumário do Resultado 4° T/2010 pág. 11

9.2.11

BB quer expulsar pobres das agências e torná-las exclusivas da alta renda


08/02/2010

A Contraf-CUT considera um absurdo o anúncio do Banco do Brasil de que pretende estar presente em todos os municípios brasileiros por intermédio das "agências complementares", com o objetivo de "ficar mais próximo da população de menor renda", conforme declaração à imprensa do presidente Aldemir Bendine.

Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira 7 pelo jornal O Estado de São Paulo, o dirigente do BB anunciou que o banco pretende, ainda em 2011, abrir 250 agências tradicionais, 250 "agências complementares" e 100 postos de atendimento.

Bendine disse ao Estadão que esse é "um novo conceito de atendimento bancário"; que as "agências complementares" atuarão em conjunto com os correspondentes bancários; que essa foi a solução encontrada para levar o banco onde não há escala suficiente para abertura de uma agência, "que tem custo de instalação bastante elevado"; e que dessa forma o BB está contribuindo para aumentar a bancarização da população de baixa renda.

Para a Contraf-CUT, o que o presidente do BB está afirmando não condiz com a realidade dos fatos. "O que o banco está fazendo, na verdade, é criar uma rede de correspondentes bancários ilegais, com o objetivo de expulsar os pobres de dentro das agências, de forma a torná-las exclusivas dos clientes de alta renda, que é o foco do BB 2.0", critica Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.

"Se o objetivo do BB fosse realmente o de bancarizar a população pobre, ele abriria postos de atendimento nas periferias das grandes cidades ou nos 1.645 municípios brasileiros que não possuem nenhuma agência bancária", acrescenta Marcel. "Em vez disso, está instalando correspondentes perto, às vezes em frente ou do lado, de agências do BB, de forma a afastar os clientes de baixa renda. Em vez de incluir, com isso o banco está excluindo a população pobre."

Fonte: Contraf-CUT