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13.12.24

Diário e reflexões



Diários da história dos bancários (2)

Uberlândia, 13 de dezembro de 2024. Sexta-feira.


Opinião 


PLANOS FAMILIARES DA CASSI

Fortalecer o plano Cassi Família II com fidelização ao modelo assistencial APS/ESF com descontos na mensalidade pode ser a solução de sustentabilidade para os planos familiares da Caixa de Assistência  


INTRODUÇÃO 

Vi nesta semana em um grupo da comunidade do Banco do Brasil uma discussão pertinente sobre o reajuste do principal plano de saúde dos familiares dos colegas da ativa e aposentados do banco. A postagem inicial apontava a dificuldade de um colega para manter os pais no plano Cassi Família II após a direção reajustá-lo em 23,88%. E no ano anterior, o reajuste foi absurdo também, sei disso.

As intervenções dos colegas foram quase todas no mesmo sentido: acham um absurdo tal reajuste, comentam sobre casos pessoais, dizem que o jeito é sair do plano e buscar o atendimento do SUS ou um plano mais barato no mercado. 

Uma liderança da comunidade BB contatou a Direção e a sugestão seria o reclamante tentar colocar os pais num outro plano da Cassi mais barato, com coparticipação e franquia e redes de atendimento menores.

A questão é dramática! Acompanho de perto esse problema porque também tenho meus pais no Cassi Família II, o maior, mais antigo e melhor plano de saúde para familiares da comunidade de funcionários e aposentados do Banco do Brasil. 

Acompanho essa questão há muito tempo e por ter sido gestor eleito pelos associados conheço um pouco essa temática. Dividi reflexões e estudos com os colegas gestores por anos, quando trabalhamos juntos.

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ENTIDADES REPRESENTATIVAS

Qual a posição de quase duas centenas de entidades sindicais e associativas da ativa e aposentados sobre essa questão de a Cassi aumentar em quase 50% os planos de saúde de seus pais, filhos, netos e demais familiares? 

A questão é encarada como uma questão importante da vida de seus associados, os bancários da ativa e aposentados? É pauta de reivindicação e negociação?

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UM POUCO DE HISTÓRIA

Tivesse eu aceitado o que já se vinham normalizando pelos corredores da Cassi e de parte das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil quando lá cheguei como diretor eleito pelos associados em junho de 2014, o patrocinador Banco do Brasil não teria colocado bilhões de reais devidos ao Plano de Associados entre 2015 e 2019, não teria. 

Havia uma espécie de conformismo em se aceitar que a conta do déficit teria que ser repassada para os associados, se não na totalidade, a maior parte. Ponto. Além disso, havia a questão da direção do Banco colocar em dúvida a eficiência do modelo assistencial APS/ESF com estrutura própria de Clinicassi, que provamos ser um mito, pois a Estratégia de Saúde da Família com unidades CliniCassi próprias se provou eficiente nos estudos que desenvolvemos. 

Felizmente, com muita firmeza de propósito, estudos e com poucos meses de gestão, tomei consciência do histórico dos recorrentes déficits do Plano de Associados e estando claro as responsabilidades do Banco, tive o apoio dos componentes da chapa eleita para convocar nossos parceiros sindicais e de associações ainda em dezembro daquele ano para iniciarmos um movimento nacional de lutas para abrirmos mesas de negociação com o Banco do Brasil. 

Tudo que vou dizer aqui é público e registrado em documentos, textos e jornais.

Como negociador dos bancários até maio daquele ano de 2014, eu já conhecia de cor e salteado as alegações do patrão no que diz respeito a suas "estratégias administrativas" e de gestão. Em mesas de campanha salarial o BB sempre dizia o que todos os bancos dizem: não negocio plano de carreira, não negocio plano de saúde, não negocio plano de previdência, não negocio metas, não negocio segurança, não negocio blá blá blá. 

Óbvias essas negativas, se não tiver estratégia, organização e luta do nosso lado, o patrão simplesmente não vai negociar nada com os empregados e seus sindicatos. Óbvio!

O fato concreto é que em janeiro e fevereiro de 2015 já tivemos encontros nacionais com entidades representativas e lideranças para formarmos uma unidade nacional com alguns consensos construídos para buscarmos negociações com o patrocinador Banco do Brasil. 

Com estratégia e unidade, invertemos a lógica conformista que se plantava por aí de que o Plano de Associados não dava mais para ser bancado em seu custeio como era antes com o Banco arcando com a maior parte do custeio. 

Não vou me alongar na história, não é esse o objetivo do texto. Essa história está contada em mais de seiscentas postagens neste blog A Categoria Bancária.

Hoje, meu objetivo é comentar a respeito dos planos familiares criados e ofertados pela Cassi. 

Após alguns números, vou reafirmar minha posição antiga, de quando era gestor da Caixa de Assistência, de que deveríamos evitar a criação desses diversos planos que a Cassi vem criando e deveríamos fortalecer o melhor plano familiar, o Cassi Família II. 

E vou reafirmar uma tese que defendo de descontos nas mensalidades do CF II dentro de uma estratégia de fortalecer o modelo de Estratégia de Saúde da Família (ESF), o melhor modelo de APS para a Cassi, para participantes desse plano que queiram formalizar adesão ao modelo como uma espécie de "porta de entrada" ou priorização no uso do sistema a partir da ESF.

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OS PLANOS DA CASSI (DADOS DO VISÃO CASSI)

Visão geral dos planos e visão de cada plano:


DRE CASSI CONSOLIDADA 8M24

Res. Líq. -417 milhões 

Sendo

Res. Oper. (sem resultado financeiro) = -601 milhões 


PLANO DE ASSOCIADOS 8M24

Res. Líq. -486 milhões 

Sendo

Res. Oper. -582 milhões 


CASSI FAMÍLIA II 8M24

Res. Líq. 76 milhões 

Sendo

Res. Oper. -6 milhões 


PLANO CASSI ESSENCIAL 8M24

Res. Líq. 8,4 milhões 

Sendo 

Res. Oper. 3,8 milhões 

Detalhes (sendo um plano novo)

1. O res. líq. foi menor de 2023 para 2024 em -53,6%.

2. Enquanto as Contraprestações Efetivas cresceram 106,5%, os Eventos Líquidos Indenizáveis aumentaram 197,8%.


PLANO CASSI VIDA 8M24

Res. Líq. -16,4 milhões 

Sendo 

Res. Oper. -17 milhões 

Detalhes (Sendo um plano novo)

1. Enquanto as Contraprestações cresceram 135% em 12 meses, os Eventos Líquidos Indenizáveis aumentaram 274,5 %.


BENEFICIÁRIOS CASSI (AGO/23 - AGO/24)

Plano de Associados 2024: 371.227

Plano Cassi Família II (2023 a 2024): 191.321 para 177.307 (-14.014)

Plano Cassi Essencial: 12.316 para 19.124 (+6.808)

Plano Cassi Vida: 12.316 para 9.552 (-2.764)


Planos familiares: saímos de 215.953 em ago/2023 para 205.983 em ago/2024, redução de 9.970 participantes de planos da Cassi.

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CASSI PODERIA ESTUDAR FORMAS DE FORTALECER O PLANO CASSI FAMÍLIA II ATRAVÉS DA FIDELIZAÇÃO AO MODELO APS/ESF

Os números dos planos familiares da Cassi falam por si para as pessoas de nossa comunidade BB que acompanham e entendem um pouco mais do tema.

Os planos Essencial e Vida não demonstram ser sustentáveis no tempo. São planos novos e deveriam estar com resultados melhores. Eu sempre tive receio dessas teses de que teríamos um público-alvo enorme, de centenas de milhares de pessoas para serem participantes dos planos familiares Cassi. A concorrência local dos planos de mercado é muito forte. 

Outro fator que me incomoda é vender a ideia de que nossos familiares poderiam ter direitos menores que os nossos como associados, não é isso que pensamos quando criamos planos familiares nos anos noventa. Redes credenciadas diferentes e ou menores, pagar franquia e pagar coparticipações nesses planos novos não me parece ser algo interessante sequer para trocar (vampirizar) o melhor e mais antigo plano, o CF II, por esses planos ruins. É só ver os números: isso não está dando certo! Por que insistir no erro?

O Plano Cassi Família II poderia ser fortalecido e com isso fortalecermos o sistema Cassi se recuperarmos os estudos que fizemos entre 2014 e 2018 quando demonstramos que a Estratégia de Saúde da Família (ESF), que era composta em muitas unidades federativas em grande medida por participantes do CF II com maior necessidade de acompanhamento do modelo ESF (muitos idosos e pessoas com cronicidades), pode agregar vantagem financeira para participantes que são fidelizados nas CliniCassi e com isso seria possível adotar descontos nas mensalidades por essa fidelização, e os resultados são bem melhores no uso dos recursos da rede credenciada (os estudos demonstraram isso).

Ao invés de insistir com esses planos insustentáveis que a Cassi vem criando, sugiro que se estudem formas de manter e ampliar os participantes do CF II fidelizando com descontos aqueles que aderirem ao modelo de ESF, que tem como orientar melhor o uso das redes. As despesas dos grupos fidelizados ao modelo chegavam a ser 50% menores no público ESF em relação a participantes soltos nas redes credenciadas.

Eu sei do esforço dos colegas da direção de nossa Caixa de Assistência, conheço ainda boa parte deles. Passamos muito tempo juntos estudando e pensando soluções para a nossa Cassi, tanto para o Plano de Associados quanto para os planos para atenderem os nossos familiares.

Uma forma de semear sustentabilidade no sistema de saúde Cassi é fortalecer os cuidados ao longo do tempo, nossa população assistida é mais estável que as dos planos de mercado e teremos carteiras cada dia mais maduras. 

Fidelizar através de descontos para participantes cuidados pela ESF e orientação de uso de rede protege a saúde das pessoas mais necessitadas de atendimento na rede consumidora de recursos e protege também as contas e a sustentabilidade da Cassi.

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A COMUNIDADE BB DEVE SEGUIR INOVANDO E SENDO CRIATIVA EM BENEFÍCIO DE SEUS TRABALHADORES E DOS BRASILEIROS 

É isso. Desejamos o sucesso da gestão de nossa Caixa de Assistência, pois a Cassi é um dos maiores patrimônios que a comunidade BB construiu nesses dois séculos de organização, criatividade e lutas. 

Sou grande defensor do Sistema Único de Saúde, público e sustentável. No entanto, uma autogestão de uma comunidade organizada como a nossa, e funcionando bem, pode aliviar o SUS da demanda de parte de seu público-alvo, o povo brasileiro em sua totalidade. 

Uma autogestão como a Cassi não concorre de forma predatória com o sistema público como os outros planos de mercado, que lucram com a doença e não com a saúde do povo.

É uma contribuição fraterna que faço aos interessados no presente e futuro de nossa Cassi.

William Mendes 

Foi Diretor de Saúde da Cassi (2014-2018) 

3.6.24

Cassi, nossa Caixa de Assistência (3)




03/06/24. Segunda-feira

Impressão


É estratégico estimular demanda em rede prestadora?

Enquanto caminhava pela orla da Praia Grande neste feriado, pensava nas coisas da vida. Vendo o cenário e as pessoas na paisagem, me veio à mente a questão da saúde e da não saúde, inclusive da saúde mental, e a questão do saber e do não saber.

Sempre que começo um texto sobre a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil procuro situar leitoras e leitores sobre o que estou tratando no texto. A Cassi é uma autogestão gerida de forma paritária entre o patrocinador BB (o governo) e os associados (trabalhadores). É uma operadora de saúde segundo a legislação. Compra serviços caríssimos no mercado privado de hospitais, clínicas, cooperativas médicas, medicamentos e materiais como próteses, órteses etc. Para a autogestão se manter existindo é fundamental usar da melhor forma possível os recursos no cuidado da saúde de seus participantes.

Feita a explicação inicial, registro que fiquei muito incomodado ao ver logo cedo, no sábado, uma matéria nas redes sociais sobre nossa autogestão em saúde anunciando como uma grande conquista a novidade de que agora qualquer um dos 588 mil participantes do sistema pode se cadastrar numa empresa capitalista de consultas por telemedicina com psicólogos e psiquiatras... sem recomendação e orientação adequada por parte das equipes de saúde ESF (da Estratégia de Saúde da Família) da própria Caixa de Assistência.

Aí, um leigo em gestão de saúde, em gestão de saúde do modelo assistencial que nós preconizávamos na Cassi, poderia me dizer assim: - Ué, não é uma boa notícia? Pelo que a operadora anunciou, é uma ótima notícia! Agora qualquer usuário dos planos do sistema Cassi pode fazer quantas consultas quiser com psicólogo e psiquiatra. É só criar uma conta lá na empresa conveniada e pronto. Que mal há nisso?

Eu fico admirado, mas não surpreso, na forma como as coisas se desenvolvem no mundo atual. E fico me cobrando por que eu insisto em perder meu tempo elaborando comentários sobre coisas relativas à nossa Caixa de Assistência. No fundo eu sei por que me cobro isso: porque alguém que tem conhecimento sobre algo não pode se isentar de dizer o que sabe sobre aquilo. Eu conheço a Cassi e o modelo assistencial, conheço o mercado onde ela opera e os problemas da autogestão. Não posso me calar!

A notícia sobre um convênio com uma empresa do mercado para que os participantes do sistema Cassi possam fazer consultas à vontade com seus sócios ou profissionais é uma notícia no mínimo preocupante para a sustentabilidade da operadora, para os próprios assistidos dos planos e para o modelo que a Cassi deveria perseguir caso queira sobreviver por bastante tempo. 

Sério: vendo a forma como a notícia foi dada, qualquer gestor de saúde que olha os custos do sistema saberia o que estou dizendo. É uma temeridade a notícia! É um incentivo ao gasto aberto sem resolutividade aparente e com risco de uma conta impagável para a operadora.

Mas vai entender! Isso não deveria ser problema meu, nem preocupação minha. Sei de diversas pessoas dentro da gestão da operadora que deveriam saber que nosso modelo não era para ter foco no estímulo aos participantes para fazerem suas "demandas" na rede prestadora assim como está na propaganda, ao sabor do mercado. 

Era para ser o inverso. Era para um participante da Cassi só passar por uma consulta ou exame na rede privada capitalista consumidora dos recursos do sistema Cassi caso um médico ou alguém da própria equipe de família que acompanha e monitora aquele participante sugerisse a marcação da consulta ou exame. Repito: era para toda a gestão da Cassi ter isso em mente! O que mudou tanto?

Então, por que eu estou preocupado com essa notícia esquisita, chamando os 588 mil participantes do sistema a saírem se cadastrando na tal empresa conveniada e fazendo consultas quantas vezes quiserem? A empresa vai lucrar mais com o estímulo da própria operadora que vai pagar a conta para seus usuários irem às comprar no mercado de venda de serviços de saúde. Francamente!

O mundo humano está muito esquisito. Vai saber quantas daquelas pessoas que vi por uma hora na orla da Praia Grande não são participantes dos planos de saúde da Cassi e não poderiam começar já a se cadastrarem na tal empresa e marcarem consultas com psicólogos e psiquiatras à vontade... (É a lógica do Emplasto Brás Cubas que expliquei aos usuários da Cassi quando era gestor eleito da operadora)

A impressão que tenho ao ler essa notícia é que o modelo que a Caixa de Assistência está adotando desde os governos Temer e Bolsonaro (e seus indicados) e as gestões eleitas do Grupo Mais é o modelo aberto, curativo, comprador e pagador de serviços no mercado privado da saúde, impagável, que não tem nada a ver com um modelo preventivo, gestor e orientador do usa da rede de forma racional e sustentável. 

Um estímulo ao uso indiscriminado de serviços contratados na rede, sem acompanhamento da gestão da Cassi não é algo razoável. Isso não é nem Estratégia de Saúde da Família e nem Atenção Primária, como repetem na forma de um mantra. Atenção Primária deveria ter consequência longitudinal no vínculo ou fidelização na relação equipes de saúde e participantes.

É a opinião de alguém que geriu a Cassi.

William Mendes


Post Scriptum: o texto anterior desta série pode ser lido aqui.


29.5.24

Cassi, nossa Caixa de Assistência (2)



29/05/24. Quarta-feira

Opinião


Nossa Caixa de Assistência (2)

A comunidade de trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil criou oitenta anos atrás uma Caixa de Assistência que se mostrou fundamental na vida daquela parcela da população brasileira. Nossos colegas do banco tiveram uma visão de vanguarda e ao longo do tempo foram se especializando em solidariedade, cooperativismo e participação na vida social do país.

Quando olhamos hoje os dados demográficos da população assistida pela nossa Caixa de Assistência e pela nossa Caixa de Previdência vemos o quanto fomos favorecidos pela escolha correta da solidariedade e cooperativismo. Vivemos mais que nossas irmãs e irmãos brasileiros, que por sinal têm algum acesso a atendimentos de saúde por causa do Sistema Único de Saúde (SUS). Não fosse isso, as coisas seriam mais difíceis para todos.

São assistidas pela autogestão 184.461 pessoas com mais de 59 anos de idade, ou seja, 31,34% dos 588.541 participantes dos planos da Cassi. Tínhamos em dezembro de 2023, 163 centenárias e centenários, a maioria mulheres, lógico, 142. É importante lembrar a todos vocês que ao termos a Cassi funcionando e cuidando dessa população idosa, estamos aliviando as demandas no sistema público, o SUS, já sobrecarregado e subfinanciado.

Uma coisa eu aprendi como membro da comunidade de pessoas do maior banco público do país: a solidariedade e o associativismo são fundamentais para todos nós. Os bancários e bancárias foram vanguarda na criação de associações e sindicatos de trabalhadores brasileiros. Então, viva o movimento sindical e as entidades representativas dos trabalhadores!

Os estudos que realizamos na população Cassi ao longo de nosso trabalho de gestão do modelo assistencial Estratégia de Saúde da Família (ESF) demonstraram o quanto os participantes vinculados ao modelo foram beneficiados por serem cuidados por nossas equipes de família das CliniCassi e pelos programas aos quais estavam inseridos. Com isso, os recursos da Cassi foram melhor utilizados pelos segmentos cuidados por nós.

Seria uma excelente estratégia de sustentabilidade para a nossa Caixa de Assistência se continuássemos perseguindo o objetivo de cadastrar e acompanhar a saúde do conjunto dos participantes do sistema Cassi na ESF, o modelo de APS que havíamos definido e provado a eficiência dele.

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Sobre os planos de saúde da Cassi

Estava vendo os números do primeiro bimestre de 2024 dos planos de saúde da Cassi e me chamou a atenção o resultado do Cassi Vida do período (Visão Cassi).

As contraprestações efetivas foram de 10.022 mil e os eventos líquidos indenizáveis de 10.925 mil, sendo o resultado operacional deficitário em quase um milhão de reais (-903 mil) e o resultado líquido -2.839 mil.

O plano é muito novo, foi lançado há menos de dois anos. Ter receitas brutas de 10 milhões e resultado deficitário de quase 3 milhões com tão pouco tempo é algo preocupante ao analisarmos o movimento de um plano de saúde ao longo do tempo. Se está assim no começo, como será quando estiver maduro?

Quem acompanha a minha opinião sobre esses diversos planos "de mercado" que a nossa Caixa de Assistência vem lançando sabe o quanto sou contrário a isso. 

Aliás, como disse no texto anterior, planos como esses Cassi Vida e Cassi Essencial só fazem vampirizar (tirar de um e ir para outro) o plano melhor para nossos familiares, o Cassi Família II, que tem melhores coberturas, não tem franquia e coparticipação.

Insisto nisso como alguém que conhece a Cassi. O melhor seria fortalecer o Cassi Família e para isso poderíamos fazer campanhas para adesão com um adendo específico no qual os usuários poderiam obter descontos que reduziriam as mensalidades para aderentes ao modelo de Atenção Primária e Estratégia de Saúde da Família (ESF).

É minha opinião.

William Mendes


Post Scriptum: o texto anterior desta série pode ser lido aqui.