Páginas

Mostrando postagens com marcador Formação 2012. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação 2012. Mostrar todas as postagens

13.5.26

Blog A Categoria Bancária - Retrospectiva 2012


 

RETROSPECTIVA 2012

Em janeiro eu estava em férias no movimento sindical. Publiquei um artigo sobre a proibição de uso de sacolas plásticas no Estado de SP, uma hipocrisia porque os supermercados pararam de fornecer as sacolas, mas vendiam sacolas plásticas. A decisão só prejudicava os consumidores e não alterava em nada a questão ambiental.

A nossa confederação, a Contraf-CUT, completou 6 anos de existência, e fizemos uma matéria resgatando o histórico de organização da categoria bancária desde o Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), em 1985, passando pela Confederação dos Bancários da CUT (CNB-CUT), criada em 1992, até evoluirmos para a confederação do ramo financeiro.

Fevereiro foi um mês de lutas pessoais deste dirigente sindical paulista: meu pai sofreu um infarto perto de completar 70 anos de idade. Estive com ele vários dias na UTI da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Minha mãe também passou mal e foi internada. Para piorar a situação psicológica, nosso governo do PT privatizou os aeroportos situados em Guarulhos, Campinas e Brasília. Minha decepção foi enorme. Estando ao lado de meu pai internado, fiz um poema para expressar minha decepção com o fato: “O PT privatizou”.

Publiquei alguns artigos no mês, fazendo o debate político no movimento e na categoria: um deles, sobre a questão da “Ficha Limpa”, tema que fui contrário desde 2010 quando a própria esquerda caiu no engodo que serviria só para excluir e prejudicar candidaturas do campo popular. No outro artigo - “1984” é agora! – aproveitei o tema do autoritarismo em uma sociedade distópica e da manipulação de massas que George Orwell tratou em seu romance clássico para comparar o momento que vivíamos no Brasil em relação ao PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Também escrevi bastante em fevereiro, pois fizemos planejamento no Sindicato, preparamos o Congresso da Contraf-CUT e tratei de novos cursos de formação.

Março foi um mês de muita movimentação sindical no Banco do Brasil por parte dos sindicatos. Retomamos mesas de negociação lutando por jornada de 6 horas para os comissionados sem redução de salários. Outro tema importante na pauta foi nosso enfrentamento à direção do BB querendo impor metas individuais para recebimento de PLR como ocorria no Itaú e Santander. Fizemos diversas reuniões com os trabalhadores para colher informações sobre o Sinergia e avisamos a direção que o banco teria problema para assinarmos acordo de PLR se ele insistisse na questão.

Em abril tivemos processos democráticos importantes para nossa categoria bancária: a Contraf-CUT realizou seu 3º congresso, Carlão foi reeleito presidente e eu segui na secretaria de formação. A comunidade do Banco do Brasil elegeu a Chapa 1 – Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi para compor a direção da autogestão em saúde até 2016. Finalizado o processo eleitoral na Cassi, começou a eleição na Previ, nosso fundo de pensão.

Ainda em abril, fiz uma série de artigos de formação no blog relacionados com o trabalho de base nas agências e departamentos do Banco do Brasil. A Contraf-CUT em parceria com o Dieese iniciou a 6ª turma de formação, desta vez para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

O governo do PT usou voto de minerva na direção da Previ para levar adiante disputas políticas internas, fato lamentável. Os indicados pelo banco no CD pediram abertura de inquérito administrativo contra o presidente da Previ, também indicado pelo governo.

Os destaques no mês de maio foram as eleições na Previ, que vencemos com a Chapa 6 Unidade na Previ, liderada pelo companheiro Marcel Barros, eleito Diretor de Seguridade. A eleição foi apertada, vencemos por 655 votos de diferença em relação à 2ª colocada: 24.935 x 24.280.

Os cursos de formação também foram destaques, estava em andamento o curso organizado para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e realizamos o curso de formação sobre saúde dos trabalhadores, curso da grade de formação da Contraf-CUT.

Estávamos preparando o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que seria realizado no mês seguinte e conjuguei muito trabalho de base com reuniões em agências e departamentos do BB com os trabalhos internos de coordenador da comissão de empresa (COE ou CEBB), função que assumi a partir de maio.

O mês de junho foi o período do calendário sindical de realização do 23º CNFBB, realizado em Guarulhos, com mais de 300 delegadas e delegados. Após pressão do movimento sindical, a direção da Cassi aderiu à Resolução 254 da ANS. A parte indicada pelo patrocinador Banco do Brasil postergou a decisão desde o ano anterior.

Na área da formação, finalizamos o 6º curso da grade formativa da Contraf-CUT, PCDA (Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores) aplicado para diretores e assessores do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Julho foi um mês com agendas em regiões diversas em relação ao cronograma da categoria bancária e da classe trabalhadora. Participei do 11º Congresso Nacional da CUT (CONCUT) e o companheiro bancário Vagner Freitas foi eleito presidente de nossa central.

Realizamos em Curitiba a 14ª Conferência Nacional dos Bancários e depois viajei para o Uruguai, onde a delegação brasileira participou da 8ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais de Bancos Internacionais. O encontro se deu na Associação dos Empregados Bancários do Uruguai (AEBU). O BB à época tinha atuação na Argentina e no Paraguai e havia comprado o Banco Patagônia.

Agosto foi o mês das mesas de negociação coletiva com a Fenaban e com os bancos públicos. O Comando Nacional dos Bancários realizou diversas mesas com os banqueiros e com o governo federal apresentando as reivindicações da categoria e dos bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Cortado na foto - Olhando para o passado, tanto tempo depois, posso registrar nesta retrospectiva uma questão que me incomodou muito à época e que nunca soube o motivo. Na Folha Bancária (FB) e site do Sindicato, as duas fotos da primeira mesa de negociação da Fenaban, no dia 8 de agosto, na qual estive como coordenador da Comissão de Empresa do BB (CEBB), foram editadas para que eu não aparecesse, em dois ângulos diferentes. Qualquer pessoa que entenda de edição de fotos percebe o corte. Nunca soube quem mandou fazer isso e por qual motivo me cortaram da imagem. Fica o registro. Foi algo muito desagradável. A política tem dessas coisas feias.

Setembro foi o mês da greve nacional dos bancários, após os banqueiros não apresentarem propostas que dialogassem com as principais reivindicações da categoria.

CAMPANHA VITORIOSA DA CATEGORIA - Após 9 dias de greve geral, bancários aprovaram as propostas da Fenaban, com exceção dos empregados da Caixa, que rejeitaram e seguiram em greve. O índice de 7,5% significou um aumento real de 2% nas verbas salariais. O piso e os tíquetes tiveram reajuste de 8,5% (2,95% de aumento real) e a PLR teve reajuste de 10% sobre o valor fixo.

Com a campanha vitoriosa dos bancários, os aumentos reais em 9 anos foram de 13,22% nos salários e 35,57% nos pisos, pelo INPC, informou o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

No Banco do Brasil, negociações assessoradas pela Comissão de Empresa coordenada por mim, avançamos na inclusão dos caixas executivos na Carreira de Mérito no PCR; unificamos os atendentes da CABB, sendo criada uma função com valor maior, uma luta antiga dos funcionários do setor; melhoramos as regras de remoção automática entre as dependências do banco, evitando discriminação e privilégios; aumentamos o piso do bancário escriturário, passando a ser A2 após 90 dias, um avanço no PCS e não permitimos que o banco estabelecesse metas individuais na distribuição de PLR. Mantivemos a regra geral que beneficia o coletivo. Também foi mantida a regra de 3 avaliações consecutivas para se tirar a função comissionada de um funcionário do BB.

Em outubro, após a campanha salarial, iniciamos o 7º curso de formação da parceria entre a Contraf-CUT, Dieese e entidades sindicais afiliadas.

A agenda do mês teve muita luta contra a prática antissindical e de assédio por parte da direção do Banco do Brasil, que estava perseguindo os trabalhadores grevistas. Fomos para cima do banco na defesa de nossos representados.

Ainda sobre as práticas absurdas da direção do banco público, o BB suspendeu a posse de concursados de forma irresponsável e após contatos da Contraf-CUT e outras entidades sindicais, a estatal voltou atrás e chamou os cidadãos aprovados no certame.

Novembro foi agitado. A luta contra as práticas antissindicais no BB por atacar os grevistas nos levou ao MPT e fizemos dia de luta também. Realizamos curso de formação da grade da Contraf-CUT, um curso de saúde dos trabalhadores, foi o segundo módulo. Fiz dois artigos no mês, um sobre as horas de greve, que defendo serem distribuídas a todas as pessoas que recebem os direitos da convenção coletiva e outro sobre a merda falada por Felipão, técnico da seleção da CBF, que falou mal dos funcionários do BB.

Dezembro, o último mês do ano, foi de muito trabalho e luta, pois o movimento sindical seguiu lutando contra as práticas antissindicais da direção do Banco do Brasil, que passou a perseguir grevistas desde o final da greve da categoria, cancelando férias, licenças e ausências já definidas e programadas.

A Contraf-CUT concluiu mais dois cursos de formação, o de saúde dos trabalhadores e o 7º curso “Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro”, ministrado em parceria com o Dieese.

2012 FOI UM ANO DE CONQUISTAS

Fechamos o ano com resultados muito positivos nas lutas dos trabalhadores do ramo financeiro. Contraf-CUT e a CUT realizaram seus congressos, sendo Carlos Cordeiro e Vagner Freitas eleitos, respectivamente, presidentes de nossas entidades sindicais.

A categoria conseguiu avançar nos direitos em mais uma campanha unificada, após uma greve vitoriosa. E a secretaria de formação da Contraf-CUT realizou mais cursos contribuindo para a preparação de dirigentes e assessores qualificados na organização e representação dos trabalhadores do ramo financeiro.

William Mendes

11.10.25

Sistematização do blog (2)



11/10/25

Relendo as postagens de abril de 2012, revivo várias lutas empreendidas à época por nós trabalhadores da categoria bancária do campo cutista. 

A nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB estava em processo de renovação de parte de sua direção. Eu fazia parte da coordenação política de nossa corrente cutista em relação às questões do Banco do Brasil e apresentamos aos associados a Chapa 1 - Cuidando da Cassi, liderada pela companheira Mirian Fochi. Vencemos a eleição.

Nossa confederação, a Contraf-CUT, realizou seu 3º Congresso e renovou a direção. Eu fui eleito para mais um mandato à frente da secretaria de formação e nossa entidade sindical seguiu sob a liderança do companheiro Carlos Cordeiro.

Em relação às questões organizativas do Banco do Brasil, nosso coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários era o companheiro Eduardo Araújo, de Brasília. Eu era destacado pela Contraf-CUT para dar todo o suporte ao Araújo e fazíamos uma boa dupla de trabalho, unindo as bases de SP e DF. Eu iria em breve assumir a coordenação.

Achei interessante reler uma série de artigos de formação que fiz entre março e abril focados em compartilhar com as centenas de dirigentes de nossos sindicatos o quanto eu acreditava no poder de formação sindical ao fazermos trabalho de base, em conversar com os trabalhadores nos locais de trabalho, o que chamávamos de Organização por Local de Trabalho (OLT).

Ao reler os artigos é fácil perceber que eu debatia de tudo com os bancários que representava, tudo. Tributação, questões de saúde e previdência, os programas de metas do banco - à época era o tal Sinergia BB - e qualquer coisa que a categoria quisesse conversar conosco. O diálogo com a base foi uma formação política fundamental para mim.

Seguimos sistematizando essa história de uma época sindical registrada por um sujeito que a estava vivendo historicamente.

William

19.5.25

Brasil - Linha do tempo de 1990 a 2011



Apresentação do blog:

O texto a seguir fez parte de um curso de formação organizado pela Contraf-CUT e Dieese para o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, em 2012. Eu era secretário de formação da confederação. 

A lista de fatos ocorridos após a redemocratização do país não contém só coisas positivas; pelo contrário, ela enumera um monte de merda que caracteriza bem o que é o Brasil e a vida dura da classe trabalhadora. 

Este texto foi o material de número 35 do 1° módulo do curso.

William Mendes

---

LINHA DO TEMPO DE 1990 A 2011

Consolidação democrática e estabilização monetária


- Criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), em 1990

- Posse de Fernando Collor / Itamar Franco, em 1990

- Abertura econômica indiscriminada: problemas para setores específicos 

- Criação da Força Sindical, em 1991

- Impeachment de Fernando Collor e posse de Itamar Franco (1992)

- Aprovação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 158 da OIT, contra a dispensa imotivada (set/92)

- O Fórum sobre Contrato Coletivo e Relações de Trabalho (1993)

- Início da recuperação do valor real do salário mínimo (1995)

- Plano Real e o fim da indexação salarial (julho de 1994 e julho de 1995)

- Eleição de FHC (novembro de 1994)

- Regulamentação da PLR (1994)

- Registro, pelo governo junto à OIT, da Convenção 158, contra a dispensa imotivada (jan/95)

- Continuidade/aprofundamento do ideário neoliberal (o "Estado Mínimo")

- Denúncia, pelo governo junto à OIT, da Convenção 158, contra a dispensa imotivada (nov/96)

- Crises econômicas (México, 1994; Tigres Asiáticos, 1997; Rússia, 1998)

- Processo intenso de reestruturação produtiva das empresas - Dieese promove cursos PCDA sobre o tema: (participaram 2 mil dirigentes, anotei na folha)

- Privatizações de empresas estatais 

- Reeleição de FHC (1998)

- Tentativas de "flexibilização" da legislação trabalhista (banco de horas, ampliação do trabalho por tempo determinado, lay-off, tentativa de alterações do art. 618 da CLT)

- Âncora cambial + elevação da taxa de juros = auge do desemprego (1999 a 2003)

- Aprovação da Lei Complementar 101 - Lei de Responsabilidade Fiscal (2000)

- Crise na Argentina (2001)

- Eleição de Lula: Carta ao Povo Brasileiro = manutenção da política econômica do governo anterior (Meirelles, Palocci), em 2002 (obs. minha: superávit primário, metas de inflação e câmbio flutuante)

- Lançamento da Campanha pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários, em 2003

- Aprovação da Emenda Constitucional n° 45: exigência de comum acordo para instauração de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho (2003)

- O Fórum Nacional do Trabalho (FNT), entre 2003-2005

- Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), em 2005

- Tentativa de retomada do papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico e social: bolsa-família; salário mínimo; Pronaf; reforma agrária; microcrédito; Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)

- Criação da CONLUTAS, dissidência da CUT (2004)

- Criação da NCST (2005)

- Retomada do crescimento econômico e melhora no mercado de trabalho (2004 a 2008)

- Reeleição de Lula (2006)

- O Fórum Nacional da Previdência Social (2007)

- A negociação da política de recuperação do salário mínimo até 2011: INPC + PIB de 2 anos antes (em 2006, anotei)

- Criação da UGT (fusão da CGT/CAT/SDS), em 2007

- Criação da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), em 2007, dissidência da CUT 

- Extensão, pelo STF, da lei de greve do setor privado ao setor público, enquanto não for aprovada lei específica (2008) - observação minha: a lei de greve é a de 1989, do Sarney 

- Lei 11.648 (DOU de 31/08/2008) reconhece as centrais sindicais e destina a elas 10% do Imposto Sindical 

- A Portaria 186 do Ministério do Trabalho e Emprego (2008)

- A crise econômica e financeira mundial: ações anticíclicas do governo e do Movimento Sindical (2008-2009)

- Ratificação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 151 da OIT, sobre o direito de negociação dos servidores públicos 

- A realização da Plenária do Pacaembu pelas Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e NCST), em 1° de junho de 2010

- A eleição de Dilma Rousseff (2010)

- Criação da mesa Nacional sobre Condições de Trabalho na Construção Civil

---

Fonte: Dieese e Contraf-CUT


12.12.12

Contraf-CUT, em parceria com Dieese, conclui 7º curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (7) o terceiro e último módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (3), voltado para entidades sindicais filiadas à confederação e realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo. O primeiro módulo do curso aconteceu entre 22 e 26 de outubro; o segundo, entre 5 e 9 de novembro.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". Ele é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta foi a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"Nosso objetivo é garantir que cada curso traga subsídios para dirigentes e assessores sindicais, de modo a enfrentar os desafios e qualificar a ação sindical", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Participaram dirigentes sindicais e assessores de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amapá, Pará, Alagoas, Brasília, Paraná, São Paulo, Belo Horizonte e Ceará. "Das sete turmas que tivemos esta foi a maior, o que nos colocou grandes desafios pedagógicos e também logísticos", afirma Regina Camargo, economista do Dieese da Subseção Contraf-CUT e uma das coordenadoras do curso.

"A composição desta turma foi bastante diversificada, tanto em relação à origem das pessoas quanto em relação ao tempo de atuação sindical dos participantes. Isso proporcionou uma troca de experiências e uma convivência muito rica, fatores que também são importantes no processo de formação sindical", ressalta Regina.

Palestra da Fenaban

Pela primeira vez compareceu a um curso de formação da Contraf-CUT o coordenador da mesa de negociação da Fenaban, Magnus Apostólico, que fez uma palestra sobre negociação coletiva no setor bancário. Os participantes tiveram a oportunidade de ver pontos de vista diferentes, como do diretor da Fenaban.

Também fizeram palestras o ex-assessor e economista Wilson Amorin, que por muitos anos assessorou a antiga CNB-CUT - que originou a Contraf-CUT - nos primeiros anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, mostrando a força da unidade e da mobilização da categoria.

Conteúdo

Na segunda-feira pela manhã houve a apresentação dos trabalhos elaborados pelos grupos no segundo módulo do curso. Pela tarde, houve debate sobre o emprego no setor bancário. Os resultados da 14ª Pesquisa de Emprego Bancário, feita com base nos dados do Caged e divulgada pela Contraf-CUT e Dieese, revelaram que a rotatividade continua rebaixando os salários nos bancos.

No primeiro semestre deste ano, os bancos contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986, gerando apenas 2.350 novos postos de trabalho, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas.

A remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.708,70 e a dos desligados de R$ 4.193,22, o que significa uma diferença de 35,40%. Já na economia brasileira, como um todo, a diferença entre a média salarial dos contratados foi 7% inferior a dos demitidos.

Na terça-feira pela manhã houve discussão sobre remuneração e PLR. De acordo com dados do Dieese, a parte variável na remuneração total do bancário está tomando proporções cada vez maiores. Em 1995, quando os bancários conquistaram pela primeira vez a PLR, o percentual variável era de 5,4%. Em 2011, aumentou para 14,5%.

"O novo modelo de negócios dos bancos, resultado da reestruturação produtiva dos anos 1990, está focado na venda de produtos. Mudou a composição da remuneração dos bancários, com a ampliação da remuneração variável nos últimos 15 anos", ressalta William. "Esta é uma das grandes preocupações do movimento sindical, porque tem um impacto na carreira futura e particularmente na aposentadoria, onde apenas se calcula a parte fixa", afirma o dirigente da Contraf-CUT.

Sobre a PLR, os bancários têm melhorado significativamente tanto os valores como os modelos de distribuição. "É importante ressaltar que a PLR não está vinculada a metas, mas a mecanismos de distribuição de 5% a 15% do lucro líquido das instituições financeiras, sendo que muitos bancos possuem programas próprios de participação nos lucros", salienta William.

Na terça à tarde o debate foi sobre terceirização. Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade. É um golpe contra o emprego decente, contra a CLT e contra a organização dos trabalhadores.

Na quarta-feira, os debates ficaram por conta da organização sindical de base dos bancários e dos coletivos temáticos de trabalho da Contraf-CUT. O secretário de formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou a estrutura de negociação e contratação coletiva construída pelo chamado Novo Sindicalismo a partir da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que é responsável pela CCT da categoria e pelas várias formas de negociação coletiva, tanto por temas, como por bancos, que geram aditivos à CCT.

Um painel contou com dirigentes da Contraf-CUT que fizeram depoimentos, apresentações e debates: Andrea Vasconcelos (Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual - CGROS), Plínio Pavão (Coletivo Nacional Saúde do Trabalhador) e Ademir Wiederkehr (Coletivo Nacional de Segurança Bancária).

Na quinta-feira, aconteceram duas palestras sobre a negociação coletiva nos bancos, proferidas pelo negociador da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, e ex-técnico do Dieese na Subseção da antiga CNB-CUT, Wilson Amorim.

Na sexta-feira, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que é o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, debateu com o grupo as perspectivas para a negociação dos bancários nos próximos anos.

NOVOS CURSOS DE FORMAÇÃO EM 2013

A Contraf-CUT fechou o ano de 2012 com dois cursos de formação PCDA e dois cursos de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. Cerca de uma centena de dirigentes e assessores construíram novos conhecimentos para organizar os trabalhadores do ramo financeiro.

O ano de 2013 contará com novas turmas tanto do curso básico PCDA como também de cursos de especializações em mais temas fundamentais da Contraf-CUT e entidades sindicais na luta contra os banqueiros e o sistema capitalista.

Fonte: Contraf-CUT

7.12.12

Agenda de luta... Formação sindical e luta contra assédio do bb


Concluímos a 7ª turma de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, curso organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e as entidades sindicais.

Estamos chegando ao fim do ano e seguimos com uma agenda de luta sindical intensa contra os banqueiros.

Na próxima semana estarei em Brasília para audiência no MTE também sobre esse bb (com letra minúscula de pequeneza) na prática do assédio moral e por ser antissindical.

A luta segue.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

5.12.12

Contraf-CUT realiza 2º módulo do curso de Saúde do Trabalhador



Objetivo é formar especialistas nos sindicatos para reforçar ações sindicais

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, realizou entre os dias 26 e 30 de novembro o curso de formação "Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical". Um dos objetivos foi contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador, levando em consideração que o tema carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho. 

Este foi o segundo módulo de formação em saúde. O primeiro acontecera no semestre anterior. Participaram dirigentes e assessores de diversas entidades sindicais.

Também estão entre os objetivos do curso contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário, além de ajudar na discussão sobre a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário.

"Os trabalhadores do ramo financeiro definiram o ano de 2012 como o Ano da Saúde. Para fortalecer essa luta da classe trabalhadora, nada mais apropriado do que começar as especializações por esse tema. A Campanha Nacional dos Bancários 2012 também teve como um dos focos a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

"Esperamos contribuir com este curso para fortalecer os coletivos de saúde e que os participantes operem o tema junto às suas entidades sindicais. Este foi o primeiro dos cursos de especialização que a Contraf-CUT realizou neste mandato. Pretendemos fazer vários cursos de formação para termos especialistas nos grandes temas que desafiam a organização dos trabalhadores do ramo financeiro. A formação é fundamental para termos dirigentes conscientes dos princípios que norteiam um representante da CUT e preparados nos temas da atualidade deste ramo", salienta William.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, "o curso foi um excelente momento de discussões e aprofundamento diante dos principais problemas que a categoria bancária enfrenta no seu dia a dia, como as práticas de assédio moral, a cobrança excessiva pelo atingimento de metas de produção, os problemas na prática da medicina do trabalho, as questões relacionadas à segurança bancária e à organização do trabalho".

Walcir aponta ainda que, durante o encontro, foram discutidas formas de enfrentamento e de organização sindical dos trabalhadores "no sentido de se estabelecer um ambiente de trabalho saudável, livre de acidentes e adoecimentos, que coloque a prevenção e a promoção da saúde em primeiro lugar".

"A grande síntese foi que a saúde dos trabalhadores é tão importante quanto a questão dos salários, ou seja, hoje os bancários e as bancárias querem trabalhar, receber um salário justo por isso, entretanto, preservando integralmente a sua saúde", avalia Walcir. 

Para o diretor da Contraf-CUT, Plínio Pavão, "o curso é uma oportunidade única em que podemos ao mesmo tempo transmitir conhecimento e entender melhor os problemas vividos pelos dirigentes sindicais em suas bases sobre as demandas relacionadas ao tema. Foram cinco dias de muito conteúdo, muito debate e integração entre os participantes. Os dirigentes retornam com melhores condições de organizar e conscientizar os trabalhadores".

Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro

Além das especializações, a Contraf-CUT mantém o seu curso básico de formação "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". A sétima turma está sendo realizada também ao longo deste semestre.

Fonte: Contraf-CUT

3.12.12

Agenda de luta - Formação sindical e luta contra direção do BB


Participantes do curso de formação em saúde,
realizado pela Contraf-CUT e Dieese

Na semana que passou, a Contraf-CUT realizou um curso de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. O curso foi realizado no modelo de imersão: foram cinco dias com uma grade de 35 horas.

Tivemos a participação no curso de 26 dirigentes e assessores de entidades sindicais de todo o país.

Nesta semana, estamos realizando o 3º módulo de nosso Programa de Capacitação para Dirigentes e Assessores (PCDA) no tema Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, realizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese e autofinanciado pelas entidades sindicais.

Porém, hoje estou indo a Brasília para uma audiência no MPT porque fizemos uma representação contra o Banco do Brasil devido às suas práticas antissindicais e assédio moral aos grevistas.

A LUTA NÃO PARA NUNCA!
SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

26.11.12

Formação: Saúde e Ação Sindical


Ana Iara, companheira do Dieese,
apresenta programa aos participantes

A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese e as entidades sindicais, deu início hoje ao curso Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador Bancário e Ação Sindical.

A gestão da Contraf-CUT (2012/15) começou o mandato com o desafio de realizar cursos de especialização em diversos temas centrais na luta da categoria bancária. Além das especializações, a Confederação cutista também manterá seu curso básico de formação: PCDA em Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro (a 7ª turma está sendo realizada neste semestre também).

Os trabalhadores do Ramo Financeiro definiram o ano de 2012 como o "Ano da Saúde". Para fortalecer essa luta fundamental para a classe trabalhadora, nada mais apropriado para o ano da saúde do que começar as especializações por esse tema. No semestre anterior foi realizado o primeiro módulo de formação em saúde e agora estamos fechando o ano com mais um módulo.

A campanha dos bancários também teve como um dos focos em luta a melhoria nas condições de trabalho, no combate ao assédio moral e na conquista de novas cláusulas de proteção à saúde do trabalhador do Sistema Financeiro.

Assim como no primeiro semestre, a turma tem uma excelente participação de dirigentes e assessores de diversas bases sindicais e a grade do curso dará um bom subsídio para se aprofundar o conhecimento em saúde e qualificará as lideranças sindicais para apontar ações sindicais na organização, politização do tema saúde para os trabalhadores e na busca de soluções cada vez com maior envolvimento da base na luta contra os bancos.

Abertura com Walcir e William, secretários
de saúde e formação da Contraf-CUT

De maneira geral, os desafios do curso para os participantes são os seguintes:

-Contribuir para a consolidação dos coletivos de saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário;

-Contribuir para a implementação da Política de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da trabalhadora e do trabalhador bancário;

-Contribuir para o entendimento da saúde do trabalhador levando em consideração que a saúde do trabalhador carrega em si as contradições engendradas na relação capital e trabalho e no conhecimento da trabalhadora e do trabalhador como sujeito político.

O curso contará, ao longo da semana, com a contribuição de companheiras e companheiros do Dieese - Ana Iara, Inácio e Reginaldo -, de dirigentes da Contraf-CUT e de palestrantes ligados ao tema.

AO INVESTIR EM FORMAÇÃO, LAPIDAMOS AS PESSOAS E NOSSAS PRÁTICAS E RENOVAMOS AS ESPERANÇAS EM UM MUNDO MELHOR ATRAVÉS DA AÇÃO ORGANIZADA DA CLASSE TRABALHADORA.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

21.11.12

Artigo: Por onde ando... trabalhando muito!



O mês de novembro continua muito intenso sindicalmente.

Na primeira semana, estive em Brasília três dias cuidando de questões do BB.

Na semana de 5 a 9 de novembro, realizamos o 2º módulo do 7º curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, um programa de capacitação de dirigentes e assessores sindicais (PCDA). O curso é realizado pela Contraf-CUT e Dieese em parceria com as entidades sindicais.

Na semana seguinte, entre 12 e 14, estive de novo em Brasília tratando de questões do BB. Tivemos reunião da CEBB, depois negociação com o banco, e no dia 14, denunciamos o banco na Secretaria da Presidência da República por práticas antissindicais.

Nesta semana, estamos lidando ainda com as porcarias oriundas das práticas antissindicais do Banco do Brasil e finalizando a preparação de dois módulos de formação sindical: um curso de saúde e o 3º módulo do curso PCDA.

Estive hoje no RJ e depois trabalhei até tarde na Contraf-CUT SP.

Além dessas agendas ininterruptas, participarei ainda do Congresso da Fetec CUT SP neste fim de semana.

Na segunda 26, tenho audiência no MPT para tratar de denúncia que fizemos contra o BB por práticas antissindicais e discriminação aos bancários grevistas. (MPT ADIOU PARA 03/12)

Sem contar que estou precisando ler vários e-mails que não tive como ver faz muito tempo. Se eu não paro um pouco, o trabalho sindical iria 24 horas adentro...

Eu estou muito cansado. Estou mesmo. Mas fazemos o que tem de ser feito.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

6.11.12

Formação: Contraf-CUT inicia 2º módulo do PCDA


Equipe de coordenação do curso:
William, Bárbara, Regina e Gustavo.

Iniciamos hoje o 2º módulo do 7º curso do Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, promovido pela Contraf-CUT e Dieese em parceria com as entidades sindicais participantes.

A turma do curso representa 20 entidades do movimento sindical bancário e dos trabalhadores e conta com 36 participantes.

Participantes do curso. A galera fez um belo
trabalho de pesquisa. Foto: dirigentes do Itaú

Neste primeiro dia, os participantes apresentaram um estudo sobre as principais mudanças ocorridas nos bancos brasileiros na última década e os problemas gerados com essas mudanças para a sociedade, principalmente para trabalhadores e clientes.

A dedicação do trabalho foi tanta que todo mundo
tinha muita informação para partilhar com o coletivo.
Foto: dirigentes do Santander.

Na parte da tarde, o grupo conheceu e debateu com o técnico Gustavo (Dieese) as principais políticas utilizadas pelos governos para controle macroeconômico da economia: políticas fiscal, cambial, monetária e de rendas.

As pesquisas por bancos foram feitas independente do tamanho de cada grupo.
Ao final, todos saíram com muito mais informação sobre histórico de fusões
 e mudanças ocorridas no mercado bancário. Foto: dirigentes do Bradesco.

Também foi visto o efeito multiplicador da moeda e a capacidade dos bancos de produzir moeda escritural e a importância da supervisão pelas autoridades monetárias para que os banqueiros não causem riscos ao sistema financeiro e monetário.

Bancos públicos e privados, os grupos pesquisaram as mudanças,
os problemas antigos e os novos desafios a enfrentar.
Foto: dirigentes da Caixa Federal.

Apesar de não haver uma ruptura radical nas políticas fiscal, cambial e monetária aplicadas no Brasil desde os anos noventa, houve um fortalecimento da política de rendas nos governos de Lula e Dilma que estão mantendo a economia ativada mesmo neste período de forte crise econômica mundial, pois ela gerou um aumento no consumo interno no país e retirou da linha da pobreza mais de 50 milhões de pessoas que hoje são consumidores internos.

Mesmo estando no dia a dia da luta sindical, sempre é possível
descobrir mais problemas causados pelos bancos aos trabalhadores,
como vimos nas apresentações. Foto: dirigentes do HSBC

Os participantes iniciaram o 2º módulo com muita disposição de produzir conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora e o grupo poderá contribuir muito para suas entidades e bases sindicais.

Muitas equipes de trabalho, muita informação sobre os bancos que enfrentamos
diariamente para melhorar as condições de trabalho e atendimento.
Foto: dirigentes do Banco do Brasil.

A Contraf-CUT parabeniza todas as entidades que estão investindo na formação e preparação de seus dirigentes para melhorar a qualidade da representação sindical.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

ACREDITEM NA FORMAÇÃO SINDICAL!
ACREDITEM QUE PODEMOS MUDAR O MUNDO!

29.10.12

Contraf-CUT conclui primeiro módulo do novo curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (26) o primeiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (22), voltado para diretores e assessores de sindicatos de bancários, realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo.

O curso, intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta é a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"De modo geral, os trabalhos de discussão focaram a sociedade em que vivemos, além de um debate acerca dos interesses e dos atores sociais inseridos nela, os valores representados, as principais instituições e as formas de disputa", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT. "Também abordou a história de luta da classe trabalhadora sob os vários contextos ao longo do século 20 e neste início de século 21", destaca William.

A origem do movimento sindical brasileiro com os anarcossindicalistas e as greves ocorridas entre o final do século 19 e primeiras décadas do século 20 também foram temas dos debates. Os participantes estudaram ainda a evolução e as mudanças do sindicalismo na Era Vargas, no regime militar e na redemocratização do país, apontando para os desafios da contemporaneidade.

A turma conta com a participação de 36 dirigentes e assessores sindicais de 20 entidades de diferentes estados.

Participação de Sérgio Rosa

Os participantes contaram com uma exposição de Sérgio Rosa, funcionário do Banco do Brasil, ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e presidente da extinta Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) entre 1994 e 2000. Ele também foi diretor eleito da Previ e depois presidente do fundo de pensão dos funcionários do BB no período de 2003 a 2010.

Sérgio resgatou a história do movimento sindical bancário desde a década de 1980. Apontou a organização do Departamento Nacional de Bancários da CUT (DNB-CUT), em 1985, a transformação em CBN-CUT, em 1992, e a criação da Contraf-CUT, em 2006. Também analisou a importância da atuação dos bancários no cenário político nacional.

O dirigente ainda lembrou o período de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), na busca de liberdade, democracia e participação política nas decisões do país.

Continuidade do curso

O segundo módulo do curso acontece de 5 a 9 de novembro e o terceiro entre os dias 3 e 7 de dezembro.

Fonte: Contraf-CUT

25.10.12

Curso de formação estuda história do movimento e desafios atuais


Sérgio Rosa, ex-dirigente da Previ e
liderança sindical bancária na redemocratização.


CURSO DE FORMAÇÃO ESTUDA HISTÓRIA DO MOVIMENTO E DESAFIOS ATUAIS

Está acontecendo a 7ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeira, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese. O curso é autofinanciado pelas entidades participantes.

O curso é realizado em 3 módulos de 5 dias. Esta turma tem a participação de 36 dirigentes e assessores sindicais de 20 entidades bancárias e dos trabalhadores.

Nesta semana, já foi estudada e debatida a forma como está organizada a sociedade contemporânea e todos os atores sociais e segmentos que disputam espaços de interesse nela.

Na terça-feira foi debatida a origem do movimento sindical brasileiro com os anarcossindicalistas e as greves ocorridas entre o final do século 19 e primeiras décadas do século 20.

Na quarta-feira o grupo teve um momento de debate com Sérgio Rosa, ex-diretor eleito da Previ e depois presidente do fundo de pensão entre 2003 e 2010.

Sérgio Rosa foi uma importante liderança sindical dos anos oitenta e noventa - dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e da Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT).

Ele vivenciou e participou da construção da atual estrutura sindical bancária, que nasceu dentro da Central Única dos Trabalhadores - CUT. A Contraf-CUT nasceu primeiro como departamento da Central, depois como confederação orgânica de bancários e atualmente trabalha para representar todos os trabalhadores do ramo financeiro.

Sérgio Rosa também viveu o período em que os trabalhadores e os movimentos sociais criaram o Partido dos Trabalhadores, em busca de liberdade e democracia efetiva, com a participação das massas populares nas decisões do país.

Como secretário de formação da confederação agradeço o investimento em formação que está sendo feito pelas entidades bancárias de: ABC, Guarulhos, Apucarana, Cornélio Procópio, Umuarama, Londrina, Amapá, Campinas, Campo Grande, Rondônia, Brasília, São Paulo, Osasco e região, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Alagoas, Ceará, Fetec CN, Fetec SP, Contraf-CUT e Dieese.

William Mendes

22.10.12

Começa novo curso de formação sindical da Contraf-CUT e Dieese



Participantes focaram sociedade, interesses e atores sociais inseridos

Teve início nesta segunda-feira (22) o primeiro módulo do 7º curso de formação sindical "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", um programa de capacitação para dirigentes e assessores, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou nova fase em São Paulo. 

A turma contém participantes oriundos de 18 entidades sindicais de diversos estados. A iniciativa é mais uma promoção da Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

"Neste primeiro dia, após a abertura que resgatou um pouco da história deste curso, os trabalhos de discussão focaram a sociedade em que vivemos, além de um debate acerca dos interesses e dos atores sociais inseridos nela, os valores representados, as principais instituições e as formas de disputa", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

Os participantes assistiram a filmes e fizeram leitura de textos para balizar as discussões. 

"Ao longo da semana, o curso abordará a história de luta da classe trabalhadora sob os vários contextos ao longo do século 20 e neste início de século 21", destaca William.

Fonte: Contraf-CUT

21.10.12

Agenda sindical e de luta pela coletividade (Fortalecendo a AABB-SP)



Olá,

Neste domingo, viajo para o interior paulista. Nesta semana, estaremos em curso de formação da Contraf-CUT para dirigentes bancários.

No sábado, estive na AABB SP:

Acordei cedo e fui para a reunião mensal do Conselho Deliberativo da AABB SP. Nossa gestão começou em agosto e este foi o segundo encontro do Conselho.

O evento e os debates duraram mais de 3 horas e avalio que as deliberações foram muito positivas para a entidade e para os associados. Votamos regras de isenção e redução de mensalidade para atrair novos sócios, pensando principalmente nos novos funcionários, naqueles que ganham pouco e também naqueles que nunca conheceram a AABB SP.

Acredito que cumpri com uma das questões que sempre esperei ver na AABB - dar mais oportunidade para os colegas do banco se associarem ao clube.

Parabenizo o presidente Ramon e demais membros do Conselho de Administração. Ramon é amigo de longa data e percebo que seu trabalho é muito sério, por isso aceitei participar e contribuir na gestão do clube. SIGAMOS NA LUTA pela melhoria dos espaços coletivos e pela inclusão de mais pessoas neles.

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

William

19.10.12

Agenda sindical... (às 2h da manhã, após agenda na Contraf-CUT)



Pois é!

A minha quinta-feira que começou com reunião às 10 horas da manhã na Contraf-CUT acabou agora na madrugada de sexta-feira, às 2h da manhã.

Não faço isso por prazer. Não sou workaholic e teria muitas coisas a fazer também.

Sem comentários. Vamos tomar um banho e dormir um pouco que eu tenho agenda na sexta, sábado e domingo.

Vamos ver até onde aguento...

17.10.12

Por onde ando... agenda de luta (7º curso PCDA da Contraf-CUT e agendas políticas)


Foto daqueles dias de muito trabalho

Nesta quarta 17 estou fora de ação pela manhã (um respiro), pois estou no limite do cansaço. À tarde vou pra Contraf-CUT.

Ontem, terça 16, trabalhei umas 12 horas na Contraf-CUT. Tivemos reunião da Executiva da confederação e também estou atendendo demandas do Banco do Brasil e do curso de formação que iniciaremos na próxima semana.

Segunda 15 também trabalhei umas 10 horas.

Quinta 18 terei reunião o dia todo na Contraf-CUT.

Na sexta estaremos nos preparativos finais para o curso de formação.

No sábado, tenho reunião do Conselho Deliberativo da AABB SP.

No domingo... viajo para Nazaré Paulista, interior de SP, para o curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, 7ª turma.

Percebem como minha agenda não aliviou mesmo com o fim da greve dos bancários? É 220 volts direto...

Somos fortes, somos CUT!

William


Post Scriptum: vejam como terminou a quinta-feira 18, de trabalho na Contraf-CUT, em outra postagem...

Pois é!

A minha quinta-feira que começou com reunião às 10 horas da manhã na Contraf-CUT acabou agora na madrugada de sexta-feira, às 2h da manhã.

Não faço isso por prazer. Não sou workaholic e teria muitas coisas a fazer também.

Sem comentários. Vamos tomar um banho e dormir um pouco que eu tenho agenda na sexta, sábado e domingo.

Vamos ver até onde aguento...

15.10.12

Agenda sindical... Manifestação contra mídia golpista



Hoje estive na atividade contra aquela corja latino-americana dos magnatas da comunicação comercial golpista.

Depois, segui para a Contraf-CUT. Nesta semana estamos finalizando as inscrições para a 7ª turma do curso de formação SINDICATO, SOCIEDADE E SISTEMA FINANCEIRO promovido para dirigentes sindicais bancários e assessores dos sindicatos.
---

PELA VERDADEIRA LIBERDADE DE EXPRESSÃO!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

Crédito: Roberto Parizotti - CUT

Para movimentos sociais, monopólio da mídia sufoca liberdade de expressão

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a "honorável sociedade mafiosa" que congrega os donos dos grandes conglomerados de comunicação do continente, foi alvo nesta segunda-feira (15), em São Paulo, de críticas demolidoras e bem humoradas de militantes dos movimentos sociais e pela democratização da comunicação.

Em frente ao luxuoso hotel Renassaince, representantes da CUT, do MST, do Coletivo Intervozes e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) levantaram cartazes denunciando alguns dos reiterados abusos praticados por emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas que comportam-se como "indústria de intoxicação", reproduzindo seus antivalores.

Erguendo a faixa "Monopólio da mídia sufoca liberdade de expressão", os manifestantes apontaram como a mercantilização do jornalismo conduz a uma espiral de dupla manipulação: pelo poder econômico e pelo poder político, reverberando os interesses do sistema financeiro, das transnacionais e das grandes empresas, seus grandes anunciantes. "Quando os interesses econômicos e políticos coincidem, tanto mais visível será a manipulação", já nos alertava o jornalista Rui Pereira.

A atualidade do questionamento é mais do que pertinente, como comprova o Sindicato dos Bancários de São Paulo, que teve a edição do seu jornal apreendida há pouco mais de duas semanas a pedido da coligação do candidato José Serra. A ordem de busca e apreensão da Folha Bancária, que incluía até mesmo o "arrombamento" da entidade, "se necessário", foi solicitada pelo candidato tucano sob a alegação de que a "matéria denigre a imagem" de Serra.

A secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, lembrou que, enquanto um órgão alternativo é silenciado, a população é bombardeada 24 horas por dia por uma mídia que desinforma, reproduzindo tão somente os interesses de uma pequena elite. "Graças aos investimentos dos movimentos em seus próprios meios e à internet temos hoje maior capacidade de comunicação, acabando com os estreitos limites impostos pela mídia privada, extrapolando fronteiras e fazendo a disputa", declarou Raquel.

Secretária estadual de Comunicação da CUT-SP, Adriana Oliveira Magalhães, destacou que diante de tantos e tão reiterados abusos contra a liberdade de expressão, está na hora do governo federal submeter "à consulta popular os 20 pontos do Marco Regulatório da Comunicação".

Entre as prioridades, elencou Adrianinha, estão a regulamentação dos artigos da Constituição Federal, como o que proíbe a formação de monopólios e oligopólios, e o que garante o respeito à diversidade regional e à produção independente. Enquanto isso, disse, os grandes meios de comunicação "condenam os movimentos sociais, criminalizam o MST e as centrais sindicais e não dão sequer direito de resposta".

Conforme a líder cutista, a recente cobertura das eleições da Venezuela é outra demonstração inequívoca de que "precisamos de outra comunicação, de outra mídia". "A cobertura de canais como a Globonews foi totalmente discriminatória, uma propaganda da derrota de um governo democrático", ressaltou.

Integrante da Rede ComunicaSul, que cobriu recentemente as eleições na Venezuela, Terezinha Vicente Ferreira destacou a violência da campanha desinformativa coordenada pelas agências internacionais, sob a batuta da SIP, como "aparelho de propaganda ideológica do capital em favor de uma colonização das mentes".

Ao contrário do que se diz na mídia privada, ressaltou, pudemos ver que não falta liberdade de expressão na Venezuela, "pois muitos jornais não só questionam o governo como ofendem diretamente o presidente a partir de uma visão patronal". "Pude ver também na Venezuela o apoio governamental às televisões públicas e comunitárias, em contraposição ao pensamento único com que a mídia empresarial tenta nos envenenar", acrescentou Terezinha.

CACHORROS GUARDIÃES

O prólogo do livro "Os novos cachorros guardiães", de Sergei Alimi, redator do Le Monde Diplomatique, é esclarecedor sobre o receituário da manipulação utilizado pelos "profissionais da mentira" a serviço do grande capital: "As manchetes que compõem, os qualificativos que empregam, as fotos que ampliam, os enfoques e colaborações que elegem, são o bastante para que a simples experiência empírica nos ensine sobre o veneno que bebemos".

Em virtude desta manipulação, cada um dos 12 cartazes levantados pelos manifestantes - e posteriormente colados em frente ao hotel - expunha temas "invisibilizados" pela mídia "alienante e alienada": "Anatel ignora que 92% das rádios comerciais de São Paulo opera com licença vencida e fecha 100% das comunitárias"; "André Caramante está exilado para se proteger das ameaças de morte que sofreu por matéria que denunciava a Rota e o coronel Telhada", eleito o segundo vereador mais votado do PSDB na capital paulista. O governo do estado silencia sobre o caso"; "Quase 90% da programação de TV é produzida no eixo Rio-São Paulo, apenas 10,8% é dedicada à produção local".

LIBERDADE DE TODOS E TODAS

Membro da coordenação do FNDC e integrante do Coletivo Intervozes, João Brant, frisou que a "liberdade pela qual lutamos é de todos e todas, não a que fica confinada e aprisionada pelo monopólio da mídia". Brant citou o exemplo da Lei de Meios da Argentina, que obrigará o grupo Clarín, no próximo 7 de dezembro, a devolver parte das suas licenças, ampliando o número de vozes.

O coordenador do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, Altamiro Borges, denunciou o "rabo preso" dos "450 donos, executivos e jornalistas" reunidos no evento da SIP e os exortou a se pronunciarem sobre os abusos cometidos contra a liberdade de expressão, como a perseguição movida contra Julian Assange, fundador do Wikileaks, e a invasão do Sindicato dos Bancários de São Paulo para impedir a circulação do seu jornal.

Representando o MST - uma das entidades mais atingidas pela violência da onda midiática de desinformação e calúnia - o jornalista Igor Felipe defendeu "a desconcentração dos meios como essencial para abrir espaço a uma sociedade mais democrática". "Queremos liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Já as famílias reunidas no encontro da SIP querem a comunicação como forma de garantir lucros e dominação" .

Para o professor Edmilson Costa, que representou o Partido Comunista Brasileiro (PCB), "a SIP é a sociedade interamericana dos monopólios de comunicação, que manipulam em favor dos interesses mais atrasados da oligarquia, se convertendo na ponta de lança da discriminação".

Mais do que um ataque à ditadura dos barões da mídia, os manifestantes agiram em legítima defesa da democratização da comunicação. E como enfoca Serge Alimi, "a este exercício elementar de autodefesa se chama lucidez".

Fonte: CUT - Leonardo Severo

11.10.12

Agenda sindical... Fechei semana com reunião na base


Durante curso de formação em Atibaia. (6ª turma).
Agora vamos para a 7ª turma

Nesta quinta-feira não amanheci muito bem e acabei trabalhando em casa, pois minha semana foi marcada por montar vários ofícios da Contraf-CUT ao Banco do Brasil sobre problemas posteriores ao fim da campanha nacional dos bancários.

Também trabalhei bastante nesta semana para ter a 7ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro instalada daqui a poucos dias - primeiro módulo de 22 a 26 de outubro (SP).

Como coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil tenho atendido demandas o dia inteiro. Após cobrar solução de vários problemas ao banco, fizemos matérias no site da Contraf-CUT para municiar nossas dezenas de entidades filiadas.

BASE: estava baqueado fisicamente hoje, mas como tinha um compromisso com os bancários, fui fazer uma reunião de avaliação da campanha em uma agência aqui de Osasco.

Apesar de ser véspera de feriado, os bancários ficaram reunidos até as 18 horas discutindo diversos problemas como a participação na greve, o modelo da PLR do BB, as conquistas específicas e as da categoria.

Saí da agência revigorado pelo bom debate com os colegas que representamos.

Bom feriado a todas as pessoas!

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
SOMOS ARTICULAÇÃO SINDICAL!