Páginas

Mostrando postagens com marcador Regina Camargo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Regina Camargo. Mostrar todas as postagens

12.12.12

Contraf-CUT, em parceria com Dieese, conclui 7º curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (7) o terceiro e último módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (3), voltado para entidades sindicais filiadas à confederação e realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo. O primeiro módulo do curso aconteceu entre 22 e 26 de outubro; o segundo, entre 5 e 9 de novembro.

O curso é um Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores (PCDA), intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro". Ele é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta foi a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"Nosso objetivo é garantir que cada curso traga subsídios para dirigentes e assessores sindicais, de modo a enfrentar os desafios e qualificar a ação sindical", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Participaram dirigentes sindicais e assessores de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amapá, Pará, Alagoas, Brasília, Paraná, São Paulo, Belo Horizonte e Ceará. "Das sete turmas que tivemos esta foi a maior, o que nos colocou grandes desafios pedagógicos e também logísticos", afirma Regina Camargo, economista do Dieese da Subseção Contraf-CUT e uma das coordenadoras do curso.

"A composição desta turma foi bastante diversificada, tanto em relação à origem das pessoas quanto em relação ao tempo de atuação sindical dos participantes. Isso proporcionou uma troca de experiências e uma convivência muito rica, fatores que também são importantes no processo de formação sindical", ressalta Regina.

Palestra da Fenaban

Pela primeira vez compareceu a um curso de formação da Contraf-CUT o coordenador da mesa de negociação da Fenaban, Magnus Apostólico, que fez uma palestra sobre negociação coletiva no setor bancário. Os participantes tiveram a oportunidade de ver pontos de vista diferentes, como do diretor da Fenaban.

Também fizeram palestras o ex-assessor e economista Wilson Amorin, que por muitos anos assessorou a antiga CNB-CUT - que originou a Contraf-CUT - nos primeiros anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários e o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, mostrando a força da unidade e da mobilização da categoria.

Conteúdo

Na segunda-feira pela manhã houve a apresentação dos trabalhos elaborados pelos grupos no segundo módulo do curso. Pela tarde, houve debate sobre o emprego no setor bancário. Os resultados da 14ª Pesquisa de Emprego Bancário, feita com base nos dados do Caged e divulgada pela Contraf-CUT e Dieese, revelaram que a rotatividade continua rebaixando os salários nos bancos.

No primeiro semestre deste ano, os bancos contrataram 23.336 empregados e desligaram 20.986, gerando apenas 2.350 novos postos de trabalho, o que representa um recuo de 80,40% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 11.978 vagas.

A remuneração média dos admitidos foi de R$ 2.708,70 e a dos desligados de R$ 4.193,22, o que significa uma diferença de 35,40%. Já na economia brasileira, como um todo, a diferença entre a média salarial dos contratados foi 7% inferior a dos demitidos.

Na terça-feira pela manhã houve discussão sobre remuneração e PLR. De acordo com dados do Dieese, a parte variável na remuneração total do bancário está tomando proporções cada vez maiores. Em 1995, quando os bancários conquistaram pela primeira vez a PLR, o percentual variável era de 5,4%. Em 2011, aumentou para 14,5%.

"O novo modelo de negócios dos bancos, resultado da reestruturação produtiva dos anos 1990, está focado na venda de produtos. Mudou a composição da remuneração dos bancários, com a ampliação da remuneração variável nos últimos 15 anos", ressalta William. "Esta é uma das grandes preocupações do movimento sindical, porque tem um impacto na carreira futura e particularmente na aposentadoria, onde apenas se calcula a parte fixa", afirma o dirigente da Contraf-CUT.

Sobre a PLR, os bancários têm melhorado significativamente tanto os valores como os modelos de distribuição. "É importante ressaltar que a PLR não está vinculada a metas, mas a mecanismos de distribuição de 5% a 15% do lucro líquido das instituições financeiras, sendo que muitos bancos possuem programas próprios de participação nos lucros", salienta William.

Na terça à tarde o debate foi sobre terceirização. Além de precarizar os direitos dos trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na sociedade. É um golpe contra o emprego decente, contra a CLT e contra a organização dos trabalhadores.

Na quarta-feira, os debates ficaram por conta da organização sindical de base dos bancários e dos coletivos temáticos de trabalho da Contraf-CUT. O secretário de formação da Contraf-CUT, William Mendes, apresentou a estrutura de negociação e contratação coletiva construída pelo chamado Novo Sindicalismo a partir da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que é responsável pela CCT da categoria e pelas várias formas de negociação coletiva, tanto por temas, como por bancos, que geram aditivos à CCT.

Um painel contou com dirigentes da Contraf-CUT que fizeram depoimentos, apresentações e debates: Andrea Vasconcelos (Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual - CGROS), Plínio Pavão (Coletivo Nacional Saúde do Trabalhador) e Ademir Wiederkehr (Coletivo Nacional de Segurança Bancária).

Na quinta-feira, aconteceram duas palestras sobre a negociação coletiva nos bancos, proferidas pelo negociador da Fenaban, Magnus Ribas Apostólico, e ex-técnico do Dieese na Subseção da antiga CNB-CUT, Wilson Amorim.

Na sexta-feira, o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que é o coordenador do Comando Nacional dos Bancários, debateu com o grupo as perspectivas para a negociação dos bancários nos próximos anos.

NOVOS CURSOS DE FORMAÇÃO EM 2013

A Contraf-CUT fechou o ano de 2012 com dois cursos de formação PCDA e dois cursos de formação em saúde da trabalhadora e do trabalhador bancário. Cerca de uma centena de dirigentes e assessores construíram novos conhecimentos para organizar os trabalhadores do ramo financeiro.

O ano de 2013 contará com novas turmas tanto do curso básico PCDA como também de cursos de especializações em mais temas fundamentais da Contraf-CUT e entidades sindicais na luta contra os banqueiros e o sistema capitalista.

Fonte: Contraf-CUT

6.11.12

Formação: Contraf-CUT inicia 2º módulo do PCDA


Equipe de coordenação do curso:
William, Bárbara, Regina e Gustavo.

Iniciamos hoje o 2º módulo do 7º curso do Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores - Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro -, promovido pela Contraf-CUT e Dieese em parceria com as entidades sindicais participantes.

A turma do curso representa 20 entidades do movimento sindical bancário e dos trabalhadores e conta com 36 participantes.

Participantes do curso. A galera fez um belo
trabalho de pesquisa. Foto: dirigentes do Itaú

Neste primeiro dia, os participantes apresentaram um estudo sobre as principais mudanças ocorridas nos bancos brasileiros na última década e os problemas gerados com essas mudanças para a sociedade, principalmente para trabalhadores e clientes.

A dedicação do trabalho foi tanta que todo mundo
tinha muita informação para partilhar com o coletivo.
Foto: dirigentes do Santander.

Na parte da tarde, o grupo conheceu e debateu com o técnico Gustavo (Dieese) as principais políticas utilizadas pelos governos para controle macroeconômico da economia: políticas fiscal, cambial, monetária e de rendas.

As pesquisas por bancos foram feitas independente do tamanho de cada grupo.
Ao final, todos saíram com muito mais informação sobre histórico de fusões
 e mudanças ocorridas no mercado bancário. Foto: dirigentes do Bradesco.

Também foi visto o efeito multiplicador da moeda e a capacidade dos bancos de produzir moeda escritural e a importância da supervisão pelas autoridades monetárias para que os banqueiros não causem riscos ao sistema financeiro e monetário.

Bancos públicos e privados, os grupos pesquisaram as mudanças,
os problemas antigos e os novos desafios a enfrentar.
Foto: dirigentes da Caixa Federal.

Apesar de não haver uma ruptura radical nas políticas fiscal, cambial e monetária aplicadas no Brasil desde os anos noventa, houve um fortalecimento da política de rendas nos governos de Lula e Dilma que estão mantendo a economia ativada mesmo neste período de forte crise econômica mundial, pois ela gerou um aumento no consumo interno no país e retirou da linha da pobreza mais de 50 milhões de pessoas que hoje são consumidores internos.

Mesmo estando no dia a dia da luta sindical, sempre é possível
descobrir mais problemas causados pelos bancos aos trabalhadores,
como vimos nas apresentações. Foto: dirigentes do HSBC

Os participantes iniciaram o 2º módulo com muita disposição de produzir conhecimento coletivo para a categoria bancária e para a classe trabalhadora e o grupo poderá contribuir muito para suas entidades e bases sindicais.

Muitas equipes de trabalho, muita informação sobre os bancos que enfrentamos
diariamente para melhorar as condições de trabalho e atendimento.
Foto: dirigentes do Banco do Brasil.

A Contraf-CUT parabeniza todas as entidades que estão investindo na formação e preparação de seus dirigentes para melhorar a qualidade da representação sindical.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

ACREDITEM NA FORMAÇÃO SINDICAL!
ACREDITEM QUE PODEMOS MUDAR O MUNDO!

29.10.12

Contraf-CUT conclui primeiro módulo do novo curso de formação sindical



A Contraf-CUT, em parceria com o Dieese, finalizou na última sexta-feira (26) o primeiro módulo do curso de formação sindical, iniciado na segunda-feira (22), voltado para diretores e assessores de sindicatos de bancários, realizado no Hotel Atibainha, no interior de São Paulo.

O curso, intitulado "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", é dividido em três módulos de cinco dias cada. Esta é a sétima turma do curso, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou uma nova fase em São Paulo.

"De modo geral, os trabalhos de discussão focaram a sociedade em que vivemos, além de um debate acerca dos interesses e dos atores sociais inseridos nela, os valores representados, as principais instituições e as formas de disputa", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT. "Também abordou a história de luta da classe trabalhadora sob os vários contextos ao longo do século 20 e neste início de século 21", destaca William.

A origem do movimento sindical brasileiro com os anarcossindicalistas e as greves ocorridas entre o final do século 19 e primeiras décadas do século 20 também foram temas dos debates. Os participantes estudaram ainda a evolução e as mudanças do sindicalismo na Era Vargas, no regime militar e na redemocratização do país, apontando para os desafios da contemporaneidade.

A turma conta com a participação de 36 dirigentes e assessores sindicais de 20 entidades de diferentes estados.

Participação de Sérgio Rosa

Os participantes contaram com uma exposição de Sérgio Rosa, funcionário do Banco do Brasil, ex-diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e presidente da extinta Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) entre 1994 e 2000. Ele também foi diretor eleito da Previ e depois presidente do fundo de pensão dos funcionários do BB no período de 2003 a 2010.

Sérgio resgatou a história do movimento sindical bancário desde a década de 1980. Apontou a organização do Departamento Nacional de Bancários da CUT (DNB-CUT), em 1985, a transformação em CBN-CUT, em 1992, e a criação da Contraf-CUT, em 2006. Também analisou a importância da atuação dos bancários no cenário político nacional.

O dirigente ainda lembrou o período de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), na busca de liberdade, democracia e participação política nas decisões do país.

Continuidade do curso

O segundo módulo do curso acontece de 5 a 9 de novembro e o terceiro entre os dias 3 e 7 de dezembro.

Fonte: Contraf-CUT

25.10.12

Curso de formação estuda história do movimento e desafios atuais


Sérgio Rosa, ex-dirigente da Previ e
liderança sindical bancária na redemocratização.


CURSO DE FORMAÇÃO ESTUDA HISTÓRIA DO MOVIMENTO E DESAFIOS ATUAIS

Está acontecendo a 7ª turma do curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeira, organizado pela Contraf-CUT em parceria com o Dieese. O curso é autofinanciado pelas entidades participantes.

O curso é realizado em 3 módulos de 5 dias. Esta turma tem a participação de 36 dirigentes e assessores sindicais de 20 entidades bancárias e dos trabalhadores.

Nesta semana, já foi estudada e debatida a forma como está organizada a sociedade contemporânea e todos os atores sociais e segmentos que disputam espaços de interesse nela.

Na terça-feira foi debatida a origem do movimento sindical brasileiro com os anarcossindicalistas e as greves ocorridas entre o final do século 19 e primeiras décadas do século 20.

Na quarta-feira o grupo teve um momento de debate com Sérgio Rosa, ex-diretor eleito da Previ e depois presidente do fundo de pensão entre 2003 e 2010.

Sérgio Rosa foi uma importante liderança sindical dos anos oitenta e noventa - dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e da Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT).

Ele vivenciou e participou da construção da atual estrutura sindical bancária, que nasceu dentro da Central Única dos Trabalhadores - CUT. A Contraf-CUT nasceu primeiro como departamento da Central, depois como confederação orgânica de bancários e atualmente trabalha para representar todos os trabalhadores do ramo financeiro.

Sérgio Rosa também viveu o período em que os trabalhadores e os movimentos sociais criaram o Partido dos Trabalhadores, em busca de liberdade e democracia efetiva, com a participação das massas populares nas decisões do país.

Como secretário de formação da confederação agradeço o investimento em formação que está sendo feito pelas entidades bancárias de: ABC, Guarulhos, Apucarana, Cornélio Procópio, Umuarama, Londrina, Amapá, Campinas, Campo Grande, Rondônia, Brasília, São Paulo, Osasco e região, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Alagoas, Ceará, Fetec CN, Fetec SP, Contraf-CUT e Dieese.

William Mendes

22.10.12

Começa novo curso de formação sindical da Contraf-CUT e Dieese



Participantes focaram sociedade, interesses e atores sociais inseridos

Teve início nesta segunda-feira (22) o primeiro módulo do 7º curso de formação sindical "Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro", um programa de capacitação para dirigentes e assessores, que já percorreu todas as regiões do país e agora começou nova fase em São Paulo. 

A turma contém participantes oriundos de 18 entidades sindicais de diversos estados. A iniciativa é mais uma promoção da Contraf-CUT em parceria com o Dieese.

"Neste primeiro dia, após a abertura que resgatou um pouco da história deste curso, os trabalhos de discussão focaram a sociedade em que vivemos, além de um debate acerca dos interesses e dos atores sociais inseridos nela, os valores representados, as principais instituições e as formas de disputa", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT.

Os participantes assistiram a filmes e fizeram leitura de textos para balizar as discussões. 

"Ao longo da semana, o curso abordará a história de luta da classe trabalhadora sob os vários contextos ao longo do século 20 e neste início de século 21", destaca William.

Fonte: Contraf-CUT