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13.8.21

Cassi e seus planos de saúde, segundo a ANS



Dúvidas sobre a Cassi

Olá, prezad@s colegas da comunidade Banco do Brasil, lideranças dos trabalhadores e associad@s e colegas das entidades representativas!

Ao receber uma mensagem de uma colega do Banco do Brasil me perguntando algumas dúvidas que ela tem em relação à nossa Caixa de Assistência - a Cassi -, e o "Cassi Essencial", pensei por alguns instantes qual seria a melhor forma de responder para ela e fui ao site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para balizar minha resposta.

A colega me disse que ficou com dúvidas após participar de um excelente debate promovido pelo sindicato dos bancários da base dela (suponho eu) sobre o Cassi Essencial, "produto" lançado pela direção atual da nossa Caixa de Assistência.

A dúvida da colega seria a respeito de haver ou não vários CGC (CNPJ) em relação aos planos de saúde da Cassi e qual a relação desses planos com os donos da Caixa de Assistência, os associados.

De forma simples, podemos dizer o seguinte. A nossa associação, nossa autogestão Cassi, é uma operadora de planos de saúde com um único CNPJ 33.719.485/0001-27. A Cassi está registrada na ANS sob o número 346659. Então, não há vários CNPJ - esses dados são públicos. Dito isso, vamos adiante.

O que temos em relação à Cassi são alguns registros de planos de saúde em operação ou não ("comercialização", segundo a ANS). Segundo a agência reguladora, a Cassi tem alguns planos "liberados" ou "suspensos pela ANS". O nosso, o dos funcionários da ativa e aposentados, é o plano de saúde com o registro nº 001.

Depois desse registro do "Plano de Associados", temos o do 1º plano de saúde lançado em 1997 para os familiares, o "Cassi Família I", registro nº 100. Após mudanças na legislação dos planos de saúde, a Cassi lançou em 1999 o "Cassi Família II", registrado na ANS sob o nº 467554121 (está como "Cassi Família").

SURPRESAS - Para minha surpresa, além de encontrar o registro do novo plano lançado pela direção atual, o "Cassi Essencial", registrado sob o nº 487460209, consta na ANS mais dois planos locais, com nomes "Cassi BH Apartamento" e "Cassi BH Enfermaria". Pois é! 

SUSPENSO - O susto maior foi ver que o Plano de Associados está suspenso pela ANS. Eu não sabia! Vocês sabiam, prezad@s leitores? Por não estar acompanhando o dia a dia de nossa autogestão, pode ser que eu não tenha visto algo a respeito. O site da ANS informa que as informações são do dia da consulta, ou seja, de 13/8/21.

Aí a colega pergunta se somos proprietários dos outros planos também, dos demais planos ou "produtos" como diz a direção atual. 

A CASSI É DOS ASSOCIADOS E A CASSI TEM PLANOS DE SAÚDE

Entendo que a Cassi é essencialmente o nosso Plano de Associados, a autogestão em saúde existe por causa desse plano dos trabalhadores da empresa pública Banco do Brasil.

A Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, através do Plano de Associados, é hoje um sistema de saúde privado, dos trabalhadores da ativa e aposentados, com custeio mutualista, solidário e intergeracional. 

SISTEMA PRÓPRIO DE MEDICINA DE FAMÍLIA (ESF) - Até o momento e se não for desmontado, a Cassi é um sistema de saúde com uma estrutura própria de atenção primária, através da Estratégia de Saúde da Família, organizada por unidades de atendimento CliniCassi e quadro próprio de equipes de família.

NOSSA CASSI pode até ter outros planos de saúde para familiares, os tais "produtos", mas sem o fortalecimento e manutenção do Plano de Associados e da estrutura própria CliniCassi e Equipes de Família, a Cassi não existe e não existirá mais. 

Não adianta inventar "produtos" se a caixa mutualista solidária e intergeracional de assistência dos funcionários da ativa e aposentados for inviabilizada pelas direções da empresa BB e dela própria. 

Por isso é tão sério colocarem em risco a existência do nosso plano solidário e a estrutura própria, terceirizando tudo e não atuando para inscrever nossos associados ao longo do tempo.

É o que penso.

William Mendes

17.2.18

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (XI)


(atualizado em 18/2/18, às 10h21)



Apresentamos a seguir uma síntese das realizações nas áreas de responsabilidade da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi durante o mandato 2014/2018


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.


Quando avaliamos a gestão da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de junho de 2014 até o início de 2018 é possível destacar três grandes frentes de condução que pautaram e norteiam o mandato do Diretor William Mendes e conselheir@s eleitos e as respectivas equipes e áreas técnicas sob sua responsabilidade:

1) O trabalho paciente, imenso, mas silencioso do ajuste de processos, relacionamentos e propósitos, sem os quais o caminho não fica sedimentado e as grandes ações “palpáveis/visíveis” não se sustentam por muito tempo. Um trabalho comparável com o saneamento básico: poucos o percebem, mas ele é essencial para a comunidade, sua saúde e sua qualidade de vida. Estão sedimentados projetos contundentes na área da saúde que apontam garantia de futuro e foco na continuação da reorganização do sistema de saúde Cassi, mesmo tendo a operadora enfrentado longos períodos de crise orçamentária.

2) A Cassi é uma autogestão em saúde, é dos associados. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento é responsável pelas políticas e programas de saúde e também pela gestão das unidades regionais, onde se dá a relação presencial e institucional com os participantes, entidades representativas, prestadores de serviços e Conselhos de Usuários. A gestão atuou no fortalecimento da participação social contribuindo para que hoje tenhamos 27 Conselhos de Usuários, com reconhecimento de sua importância inclusive pelo patrocinador Banco do Brasil. Atuamos no contato permanente com o conjunto das entidades representativas - sindicatos e associações - e com as unidades regionais do Banco – Super, Gepes e Sesmt. Colocamos a Cassi e a Saúde na pauta diária da comunidade BB.

3) No campo político e de representação dos associados, atuamos na manutenção da solidariedade na Cassi e dos direitos dos associados, em um período em que esteve em risco o modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário no Plano de Associados, com ameaça de exclusão de patrocínio do BB para os aposentados e pensionistas e instituição de cobrança por tabela de idade, por dependentes e por uso do plano. Lutamos contra as propostas de aumento unilateral das mensalidades dos associados, aumento nas coparticipações, criação de franquia nas internações de R$ 1.500,00; lutamos também pela manutenção de programas de saúde e dos direitos dos associados na governança paritária da Cassi. Não permitimos o fim da política farmacêutica e o fechamento das Unidades Cassi e CliniCassi. Atuamos na valorização dos profissionais da operadora. A transparência nas informações e prestação de contas foi base do mandato eletivo.



FORTALECIMENTO DO MODELO ASSISTENCIAL E DEFESA DOS DIREITOS DOS ASSOCIADOS

Desde o começo do mandato, buscamos compreender o sentido da missão da Cassi, que poderíamos traduzir como prover Atenção Integral à Saúde para garantir qualidade de vida à sua população. E perceber o papel da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento dentro desse contexto foi fundamental para nossa atuação.

As atividades, os projetos, todos os movimentos das equipes desta Diretoria devem concorrer em favor da missão institucional, no foco relacionado ao que se espera desta instância/estrutura específica.

A formulação de políticas assistenciais, programas e estruturas próprias de serviço de saúde provém desta Diretoria. E quando aprovadas na governança, também os passos seguintes de implementação, registro, acompanhamento e avaliação.

Assim, ao estudar os desafios institucionais e compreender a importância da reorganização efetiva do sistema de saúde Cassi, entendemos a importância de atuar visualizando as três “frentes” mencionadas acima: Tínhamos vários aperfeiçoamentos/ajustes a fazer no que já existia e precisávamos sinalizar de forma contundente e fundamentada os caminhos a seguir, as expansões e as inovações a defender. 


Ao mesmo tempo, tivemos que defender como nunca os direitos dos associados durante a crise de déficit e sustentabilidade, construindo consensos sobre o modelo assistencial (APS/ESF/CliniCassi) e o custeio solidário, as responsabilidades de cada um no déficit, inclusive as do patrocinador BB - que reduziu custeio com medidas unilaterais em sua gestão de pessoas desde a reforma estatutária de 1996 como congelamentos salariais, mudanças em PCS etc -, e o que tínhamos que enfrentar juntos por se tratar de questões externas, do mercado de saúde.


CULTURA DA QUALIDADE DO CUIDADO E SEGURANÇA DOS PACIENTES FOI PRIORIDADE NAS UNIDADES CASSI


À luz dos avanços apresentados no panorama de saúde, foi identificada a importância de que a Cassi realizasse ajustes na organização de suas ações, adequando as mesmas com o cenário nacional de saúde.

A população Cassi apresentou mudanças em seus condicionantes e determinantes de saúde, o que corroborou para a revisão das estratégias de cuidado desenvolvidas, de modo a garantir o atendimento das necessidades de saúde dos participantes.

No período de 2014 a 2018, foram realizadas ações centradas no aprimoramento do modelo de atenção e no fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF), com a revisão dos Programas de Saúde, elaboração de Protocolos Clínicos, Cartilhas e Manuais para atender às necessidades específicas dos diversos grupos populacionais.

Além da constante revisão dos processos e protocolos com vistas a otimizar os recursos, foram propostas Iniciativas Estratégicas com o objetivo de fortalecimento do modelo assistencial, por meio dos seguintes projetos:

- Ampliação da Atenção Primária (APS) nos Serviços Próprios da Cassi, por meio do incremento de recursos humanos, de forma localizada, em relação ao quantitativo atual e com base nos princípios de Saúde da Família;

- Criação do Projeto do Núcleo de Atendimento Especializado (NAE), com objetivo de integrar os níveis do sistema de serviços de saúde da Cassi, com efetividade, qualidade e segurança contribuindo para o modelo de atenção integral à saúde;

- Aprimoramento do Programa de Atenção Domiciliar (PAD) a fim de promover, manter ou restabelecer a saúde do participante em seu ambiente domiciliar, com vistas a desinstitucionalizar o cuidado e otimizar a utilização dos recursos da Cassi.

Um dos pilares da gestão foi a melhoria da qualidade do cuidado e segurança do participante. Este investimento culminou na certificação internacional de duas CliniCassi (2014) no Distrito Federal e recertificação em janeiro de 2018. Diversas melhorias de processos no cuidado e segurança dos pacientes foram estendidas para as demais unidades CliniCassi no país.

As CliniCassi Brasília Norte e Brasília Sul foram acreditadas pela Joint Commission Internacional (JCI), que comprova a qualidade e a segurança para os usuários dos serviços de saúde.

A cultura da qualidade tem sido disseminada para os demais serviços próprios. Nesse contexto, foi implementada a Certificação Digital no Prontuário Eletrônico do Participante (PEP), com vistas a aumentar a segurança da informação, garantindo a confidencialidade e a privacidade do registro, além da redução de gastos. Sem a assinatura digital, os registros realizados no PEP da Cassi, instalado em todas as 65 CliniCassi, seriam impressos, carimbados e assinados, pelo profissional que realizou o atendimento e armazenados em arquivo físico, ou seja, o PEP não seria utilizado em sua eficiência completa.

Além da melhoria nos registros, a assinatura digital poderá contribuir para a otimização do espaço das Unidades na guarda de prontuários.

Apesar do contingenciamento orçamentário, investiu-se em ações de capacitação das equipes técnicas nas principais temáticas necessárias ao cuidado e segurança do participante, como: Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde, Cuidados Paliativos, Encontros de Gerentes de Atenção à Saúde, Encontro de Analistas de Informação, Congresso de Medicina de Família e Comunidade, além da realização de 2.700 atividades/ações de Educação Permanente em Saúde.


PARTICIPAÇÃO SOCIAL, REFERÊNCIA EM ATENÇÃO PRIMÁRIA E TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO


Durante este mandato da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, a Cassi avançou na gestão participativa com a realização de 48 Pré-Conferências, 54 Conferências de Saúde e 2 Encontros Nacionais de Conselhos de Usuários, além da criação dos Conselhos de Usuários de Rondônia e Amapá, ampliando a participação social em todo o país. O objetivo dos encontros foi ampliar o debate sobre saúde, debater a sustentabilidade da Cassi e fortalecer o modelo assistencial, além de promover a integração dos conselheiros, permitindo maior participação na construção das políticas de saúde da Cassi. Destaca-se que, a proximidade com os Conselhos permitiu resgatar a cultura de pertencimento e sensibilização para o uso mais racional dos serviços de saúde.

Avançou-se também em uma nova metodologia de avaliação da população e divulgação de dados de qualidade, com a publicação do Boletim Epidemiológico 2016 – Este trabalho permitiu a observação dos fatores que determinam a frequência e a distribuição de agravos e eventos em saúde em grupos populacionais específicos, oferecendo fundamentos para a compreensão dos cenários epidemiológicos nas diversas Unidades Cassi. Trabalho desenvolvido pelos Analistas da Caixa de Assistência contando com parceria do Ministério da Saúde.

Outro aspecto importante da gestão foi o resgate da Cassi na vanguarda do sistema de saúde brasileiro, tanto no âmbito da saúde suplementar como dos órgãos reguladores. A trajetória e o trabalho das Unidades Cassi, bem como os resultados em saúde e sustentabilidade obtidos com a evolução da ESF, foram divulgados no 14º Congresso de Medicina de Família e Comunidade, com a apresentação de 8 trabalhos científicos.

Além disso, buscamos a reaproximação com as instâncias que discutem e avaliam as ações de Promoção e Prevenção em Saúde junto à Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS), visando uma maior divulgação das ações realizadas pela Cassi para cuidar dos mais de 700 mil participantes, bem como aprofundando o conhecimento daquele órgão quanto ao estágio de evolução em resultados e práticas assistenciais das CliniCassi através da ESF.

E neste exercício de reaproximação com o órgão regulador, tivemos importantes conquistas:

1) A escolha da Cassi pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como experiência exitosa no Laboratório de Inovação em Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira. Por esta eleição a Cassi receberá em 2018 o certificado de reconhecimento e terá seu trabalho publicado como uma experiência de qualidade e sucesso na Série Técnica NavegadorSUS, como uma das empresas de saúde que priorizam o cuidado centrado no paciente e na qualidade da assistência.

2) A Estratégia Saúde da Família (ESF) obteve registro e reconhecimento junto à ANS como Programa de Saúde, o que permitirá futuramente à Cassi algumas vantagens na avaliação daquele órgão regulador, inclusive redução nos valores exigidos de margem de solvência em relação ao Patrimônio Líquido ajustado da operadora.


ESTUDOS DESENVOLVIDOS PELA DIRETORIA DE SAÚDE NO MANDATO APONTAM BENEFÍCIOS DO MODELO ASSISTENCIAL APS/ESF/CLINICASSI

E por falar em avaliação, este mandato foi marcado pelo desenvolvimento de estudos e réguas de avaliação da efetividade da ESF, confirmando que a estratégia adotada pela Cassi, além de contribuir para a qualidade de vida e longevidade de nossa população, também faz sua parte pela sustentabilidade do sistema ao produzir números de despesas assistenciais per capita de seus assistidos vinculados ao modelo bem mais racionais do que aqueles observados na população que não frequenta o serviço próprio.

Essa constatação, agora com evidências numéricas e científicas, estimulou a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento a defender o avanço da estratégia assistencial, com o incremento, a otimização e a expansão das CliniCassi, o aprimoramento e o alinhamento dos programas de saúde, a retomada do Referenciamento da rede prestadora e a criação de serviços de atendimento especializado (nível secundário da atenção à saúde).

As evidências numéricas e científicas dos resultados positivos oriundos do modelo assistencial, baseado em estrutura própria (vertical) de Atenção Primária, medicina de família e programas de saúde somados ao constante trabalho liderado pelo Diretor de Saúde de levar essas informações para os participantes e suas representações e gestores da comunidade Banco do Brasil melhorou a compreensão da importância do investimento nas estruturas próprias de atendimento e quadro de funcionários da Cassi, profissionais que merecem políticas de PCS e retenção de talentos. 


As despesas administrativas da Cassi são pequenas comparadas ao setor em que ela opera e são eficientes (mas podemos avançar muito na eficiência do modelo assistencial). Nosso foco deve ser investir na própria Cassi para reduzir as despesas assistenciais geradas na rede prestadora orientando melhor o uso a partir das CliniCassi e seus profissionais.


Em resumo, nestes quase quatro anos:

a) Resgatamos o senso de pertencimento e de associativismo em nossa comunidade;

b) Revisamos e superamos problemas de completude e de funcionalidade em programas e serviços próprios;

c) Melhoramos o convênio de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) com o BB. Passamos a fazer a gestão do Convênio, além da execução. Em parceria com o Banco, realizamos avanços técnicos em diversos processos: centralização dos atestados médicos, permitindo melhor gerenciamento epidemiológico de população, disponibilização das guias de Exames Periódicos de Saúde (EPS) na Intranet, consolidação e entrega de resultados ao Banco ao longo do ano, permitindo acompanhamento em tempo real e possibilidade de ações individuais e coletivas em saúde;

d) Aprimoramos e ampliamos o PAD (Programa de Assistência Domiciliar), agora com profissional exclusivamente voltado para este programa em 15 unidades;

e) Revisamos e retomamos o projeto de expansão da ESF e de reorganização do sistema de saúde, inclusive resgatando o Referenciamento e outras estratégias de inclusão da atenção secundária à saúde no sistema ESF como, por exemplo, nosso projeto apresentado de Núcleos de Atendimento Especializados (NAE);

f) Recolocamos a Cassi no patamar de influenciadora do processo de reorganização do sistema de saúde no setor suplementar, sobretudo no que se refere a Atenção Primária à Saúde e medidas de Prevenção, Promoção e Proteção à Saúde;

g) Estendemos as operações de acesso a medicamentos cobertos pelo PAF a todo o território nacional (em processo de contratação de operador logístico onde não havia);

h) Obtivemos a aprovação de projetos para ampliação de equipes de saúde da família (ESF), bem como da ampliação das CliniCassi (já para 2018);

i) Retomamos a Educação Permanente em Saúde;

j) Desenvolvemos metodologias para avaliação das CliniCassi e apresentamos números bastante significativos quanto a indicadores de saúde e despesa assistencial per capita de vinculados à ESF, confirmando que o caminho é reorganizar o sistema com base na Atenção Primária à Saúde;

k) Evoluímos no conhecimento sobre o quadro de nossa população, o que permitiu a geração dos Boletins Epidemiológicos;

l) Realizamos processos seletivos para Gerentes de Unidades tanto no início do mandato em 2014 quanto encontra-se em andamento realização de novo processo 2017/2018;

m) Realizamos encontros e treinamentos de Gestores de Unidades para alinhamento da gestão local com a Governança da Cassi;

n) Aprovamos a implantação de nova CliniCassi no novo Edifício Banco do Brasil em Brasília. Estão em andamento as tratativas finais para a inauguração do novo serviço que estenderá assistência a mais de 4 mil trabalhadores;

o) Aprimoramos a gestão da rede de Unidades, buscando recursos humanos e materiais para subsidiar o seu funcionamento;

p) Aprimoramos a gestão do convênio PCMSO para melhor acompanhamento da saúde dos trabalhadores do Banco do Brasil, com avanços na integração junto à Estratégia Saúde da Família (ESF), facilitando o processo de Atenção Integral com promoção, prevenção, recuperação e reabilitação dos participantes Cassi do Plano de Associados;


q) Criamos um boletim mensal do mandato, o Prestando Contas Cassi (ler AQUI), que aborda de forma simples as questões relativas ao modelo assistencial da Caixa de Assistências e demais temas de interesse dos associados e participantes da comunidade Banco do Brasil.


AGRADECIMENTOS

Finalizamos este texto de balanço do mandato nas áreas sobre nossa responsabilidade na gestão agradecendo de coração o trabalho diligente do conjunto de funcionários da Cassi. Também agradeço ao conjunto das entidades e lideranças representativas porque fizemos um trabalho unitário, participativo e na busca de consensos, sempre com o objetivo de alcançar o melhor para a Cassi e para a comunidade Banco do Brasil.

Agradeço a paciência e compreensão de minha família, que foi quem mais sentiu com a minha ausência por causa da dedicação que tivemos à missão que nos foi designada em defender os direitos dos associados da Cassi e gerir a área de saúde da nossa autogestão.

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/2018)

7.2.18

Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


Comentário do blog:

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pelos direitos dos trabalhadores.

Segue abaixo a reprodução de matéria da Contraf-CUT sobre a mesa com o Banco do Brasil que debateu questões inerentes à Caixa de Assistência.

Também tivemos hoje, quarta-feira 7/02, na sede da Anabb uma importante reunião das entidades representativas e lideranças dos associados da Cassi. Assim como estamos fazendo desde o início de 2015, enalteci a unidade nacional que construímos em defesa dos trabalhadores da ativa e aposentados do BB e fizemos diversas análises e contribuições a respeito dos desafios que estão colocados para todos nós.

Estou em férias nestes dias, mas estamos atentos a todos os temas relativos à defesa dos associados de nossa autogestão. O relatório final da consultoria contratada pelo patrocinador Banco do Brasil nos foi entregue somente nesta terça-feira, e nossas equipes técnicas vão analisá-lo nos próximos dias, assim como eu mesmo o farei.

Vem aí o período de Carnaval, mas como têm nos alertado diversas lideranças populares e intelectuais do campo progressista, os ataques à classe trabalhadora não têm dado folga ao nosso povo. É sempre bom conclamar unidade em defesa de nossos direitos e pedir atenção a cada um de nós diariamente.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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(Reprodução de matéria da Contraf-CUT)



Mesa extraordinária de prestação de contas da Cassi apresenta ações


O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos


Uma reunião Extraordinária da Mesa de Prestação de Contas da Cassi com o Banco do Brasil, Diretoria da Cassi e as Entidades Representativas dos Associados foi realizada, nesta terça-feira (6).

Na pauta inicialmente prevista estavam a apresentação das Ações de Curto Prazo aprovadas na Cassi e as respostas às recentes notificações da Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula os planos de saúde.

O Banco do Brasil acrescentou na pauta a apresentação sintética do relatório final da consultoria contratada pelo BB, conforme previsto no Memorando de Entendimentos. Segundo consta no Memorando, a empresa seria contratada para análise e revisão de processos e sistemas, buscando o aperfeiçoamento do modelo de gestão e de governança e dos processos internos, a redução de despesas, a viabilização de parcerias estratégicas e a criação de mecanismos de uso racional dos serviços do sistema integrado de saúde da Cassi.

A Consultoria apresentou o relatório entregue ao BB e à Diretoria da Cassi naquela tarde, e será objeto de análise dentro das instâncias de governança da Cassi e do Banco do Brasil. A Cassi e o BB farão um relatório resumido para disponibilizar às entidades.

AÇÕES DE CURTO PRAZO

A Diretoria da Cassi apresentou um conjunto de Ações de Curto Prazo desenvolvidas em cinco eixos principais:

- Negociação com a Rede Credenciada

- Otimização da Estrutura das CliniCassi

- Programas de Saúde

- Reorganização da Gerência de Tecnologia da Informação

- Política de Gestão de Pessoas

No detalhamento das ações apresentadas, estão a melhoria dos sistemas e coordenação de projetos na área de Tecnologia da Informação, a implementação de projetos como CliniCassi com horário estendido, revisão para melhoria do Programa de Assistência Domiciliar (PAD), equidade do acesso, revisão do Programa de Assistência Farmacêutica (PAF) para ampliação e monitoramento com vistas ao aperfeiçoamento.

As ações de curto prazo incluem Novos Programas com estudos do perfil epidemiológico da população Cassi, proposição de criação de novos programas de saúde (ampliar ações da Cassi na coordenação do cuidado da população) e, ainda, mudança na Política de Gestão de Pessoas, com estudos para elaboração de proposta de revisão do benefício de plano de previdência, revisão de benefício do plano de saúde e proposta de revisão do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da Cassi o que inclui melhoria dos processos para retenção de talentos.

RESPOSTAS PARA A AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE - ANS

O Presidente da Cassi em conjunto com a Diretoria de Governança do BB apresentou respostas dos itens notificados pela ANS, sendo 2 itens em descoberto que já estariam resolvidos na data da visita àquela entidade, algumas contas em aberto que foi demonstrado solução, sendo itens regularizados em setembro, dezembro e restando 4 contas com valores pequenos com solução em andamento.

Sobre a margem de solvência, a notificação foi de não conformidade leve e que poderia levar à criação de um TAC (termo de ajuste de conduta), não formalizado e, por isso, iniciou-se tratativa entre a Cassi e o patrocinador sobre fechamento das contas de 2018. Foi acertado então um adiantamento de receitas sobre as contribuições do 13º salário dos próximos 4 anos, como forma de garantir o funcionamento dos trabalhos e contas de 2018, num montante de 300 milhões.

PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

Considerando o momento ainda delicado da Cassi, o Banco do Brasil propôs iniciar um novo processo de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi. As Confederações Contraf-CUT e Contec se colocaram à disposição para iniciar as negociações, integrando à mesa as Entidades que participaram do processo negocial instalado desde 2015.

CONTINUIDADE DA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MEMORANDO DE ENTENDIMENTOS

A Mesa de Prestação de Contas vai continuar acontecendo periodicamente a cada 3 meses, sendo que na próxima reunião, além das demonstrações contábeis haverá o início das ações de curto prazo. Além disso está previsto no Memorando, em até 60 dias, contados a partir do final da Fase 1 (entrega das propostas da consultoria) para definição da continuidade da contribuição e demais ações previstas naquele documento assinado pelas Entidades.

REUNIÃO DAS ENTIDADES E RESOLUÇÕES DA CGPAR

Como continuidade dos trabalhos da Mesa de Prestações de Contas, as Entidades da Mesa de Negociação realizaram reunião interna para discutir os desdobramentos das informações apresentadas pela Cassi e pelo Banco do Brasil. As entidades discutiram o detalhamento das ações de curto prazo com a presença dos diretores eleitos da Cassi, o convite ao processo negocial feito pelo BB e ainda a unificação de ações para debater e combater as Resoluções da CGPAR que alteram regras de planos de saúde das empresas estatais. Sobre essas resoluções os jurídicos das entidades devem fazer uma compilação e unificação de ações, bem como ampliar o debate com outras entidades representativas de empregados das outras empresas atingidas.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Mesa de Negociações, a reunião foi positiva por representar o cumprimento de uma fase prevista no Memorando, que era a apresentação do relatório da consultoria. Agora este relatório será debatido dentro da governança da Cassi para discussão sobre quais ações serão implementadas. A apresentação e detalhamento das ações de curto prazo construídas por todas as diretorias da Cassi foram bem recebidas e o resultado continuaremos acompanhando nas Mesas de Prestação de Contas. Os associados da Cassi devem ficar bastante atentos aos ataques vindos das Resoluções da CGPAR aos planos de saúde de empresas estatais. A Contraf-CUT já acionou o seu departamento jurídico para analisar quais ações faremos em defesa dos associados da Cassi e funcionários do Banco do Brasil, incluindo aqueles oriundos de bancos incorporados.

Fonte: Contraf-CUT

4.12.17

Cassi lança Boletim Epidemiológico e segue fortalecendo relação com associados e representações


Lançamento do Boletim Epidemiológico da Cassi, em Brasília.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos em saúde dos trabalhadores.

Vamos prestar contas de nossa agenda de trabalho e dar algumas informações a vocês. Já passam das 22h nesta segunda-feira 4/12 e estamos ainda na sede da Cassi em Brasília. Tenho mais de 35 itens para ler na pauta da reunião de Diretoria Executiva desta terça-feira e alguns são bastante complexos e exigem estudo apurado. (paro a leitura para esta postagem)

Alguns eventos recentes relativos à nossa querida Caixa de Assistência nos deixaram contentes. Eventos sobretudo relacionados à nossa área de atuação como gestor eleito: 

- a Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, setor responsável pelo modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde, Atenção Primária (APS), Estratégia Saúde da Família (ESF), Programas e Políticas de Saúde, gestão das unidades administrativas nas regiões e as unidades de atendimento CliniCassi. Somos também responsáveis pela saúde ocupacional no BB (por convênio e parceria) e pela relação com os Conselhos de Usuários da Cassi.

Hoje tivemos o lançamento do Boletim Epidemiológico da Cassi (ano-base 2016). O material é fruto de um extenso trabalho realizado por nossas equipes profissionais com algumas parcerias e afirma em sua introdução que:

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"O estudo epidemiológico permite a observação dos fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças em grupos de pessoas, aspecto no qual se diferencia clínica, que analisa os casos individualmente. A informação acerca da frequência, da distribuição e dos fatores de risco associados a determinados estados ou eventos em saúde, é fundamental na busca da causa e do desenlace no controle de problemas de saúde e dos fatores que influenciam na sua ocorrência. Dessa forma, a Epidemiologia fornece subsídios essenciais para o planejamento e a organização das ações de saúde, assim como para a avaliação de sistemas, intervenções e procedimentos preventivos e terapêuticos..."
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A nossa Caixa de Assistência está focada na sua reorganização como um sistema de saúde desde a reforma estatutária de 1996 e quanto mais conhecimento tivermos da população que assistimos, melhores serão nossas perspectivas de sucesso na coordenação de cuidados de nossos mais de 700 mil participantes ao longo de suas vidas.

Também tivemos boas notícias nestes dias em relação ao cadastro de nosso programa base na Atenção Primária, a ESF, junto à ANS. É mais um sinal de que estamos no caminho certo no que diz respeito à estratégias de gestão de saúde de populações assistidas por planos como o nosso de autogestão de trabalhadores.


CONTATOS COM A BASE SOCIAL E SUAS REPRESENTAÇÕES

Encontro com lideranças e sindicatos para fortalecer
a Cassi e os direitos em saúde dos trabalhadores associados.

Só para finalizar nossa prestação de contas, informo que na semana que passou, tivemos momentos de reunião com as bases de representação de nossos associados.

Estivemos reunidos com lideranças de sindicados de bancários de todo o país na sexta-feira 1/12 atualizando as entidades das informações do setor de saúde suplementar, sobretudo as autogestões, e também sobre a Cassi dos bancários do BB. 

Pedimos apoio em nossas lutas em defesa da Cassi e dos direitos dos trabalhadores associados, bem como no fortalecimento do modelo assistencial que tem apresentado resultados importantes tanto em saúde como no manejo dos recursos quando se trata de participantes acompanhados por nós e vinculados ao modelo APS/ESF/CliniCassi.

Reunião com os conselheiros e conselheiras de usuários
do DF abordou diversos temas inerentes à Cassi.

Na quarta-feira 29 nos reunimos com o Conselho de Usuários da Cassi DF e por mais de 3 horas atuamos no fortalecimento da participação social, no pertencimento e na parceria das lideranças com a sua entidade de saúde.

É isso, sigamos defendendo e fortalecendo a Cassi e os direitos de seus associados e participantes. Todos ganham com isso, a comunidade Banco do Brasil e o setor de saúde suplementar, além do próprio SUS, que fica mais disponível ao conjunto da população brasileira à medida que setores como o nosso são atendidos em sistemas de autogestão.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

18.11.17

Cassi - Referência em Atenção Primária (APS) e Medicina de Família (ESF)



Parte de nossa equipe da Diretoria
de Saúde em dia D do Novembro Azul.

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas pela saúde dos trabalhadores.

Fechamos mais uma semana de trabalho (em Brasília) muito intensa e toda centrada na governança de nossa Caixa de Assistência.

Esta quinta 16 e sexta 17 foram dias de reuniões da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo da Cassi. Podem considerar umas 12 horas de estudos e intensos debates em cada um dos dias. Na quarta 15, apesar do feriado nacional, foi dia de ler as pautas e preparar manifestações e votos.

O início da semana também foi de jornadas longas. Além de produzir um artigo técnico e de opinião sobre verticalização (ler AQUI), o que requer estudos, nós tivemos na terça 14 uma oficina de trabalho em conjunto com a consultoria que está realizando estudos em nossa autogestão como fruto do Memorando de Entendimentos, acordo negociado entre os patrocinadores BB e Corpo Social ao final de 2016. 

O Acordo foi fruto de lutas unitárias e mobilizações dos trabalhadores associados ao longo dos anos de 2015 e 2016, por causa do déficit e desequilíbrio no Plano de Associados da Caixa de Assistência.


O VIII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários da Cassi,
realizado em setembro de 2017, foi um grande momento de
reafirmação de pertencimento e defesa da Caixa de Assistência
por seus legítimos e verdadeiros donos: os trabalhadores associados.

O MODELO ASSISTENCIAL DA CASSI - APS/ESF/CLINICASSI - VEM SE AFIRMANDO COMO REFERÊNCIA PARA O SETOR DE SAÚDE SUPLEMENTAR PELO VANGUARDISMO E PELOS RESULTADOS ALCANÇADOS. NADA SERIA POSSÍVEL SEM PARTICIPAÇÃO SOCIAL E GESTÃO COMPARTILHADA COM OS TRABALHADORES

Como venho explicando aos participantes do Sistema de Saúde Cassi e seus públicos de relacionamento - entidades representativas dos associados, Banco do Brasil, prestadores de serviços de saúde e agentes reguladores do setor -, após o diagnóstico que fizemos no início do mandato (2014) vimos que era necessário atuar de forma estratégica em alguns eixos estruturantes durante a gestão em quatro anos.

- Defender o conjunto de direitos em saúde dos associados que representamos;
- Defender a Caixa de Assistência e o seu modelo assistencial;
- Dar mais empoderamento sobre a Cassi para os associados, ampliando o espírito de pertencimento;
- Fortalecer a participação social.

Fazer com que todos conhecessem melhor a Caixa de Assistência era uma das prioridades da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, área responsável pelas políticas e programas de saúde, pela gestão da estrutura própria que operacionaliza o modelo assistencial nos Estados e DF e também somos os responsáveis pela relação com os Conselhos de Usuários e pelo fortalecimento da participação social.

Por um lado, atuamos fortemente para dar eficiência ao modelo assistencial. Realizamos estudos, desenvolvemos metodologias de avaliação e focamos em cada uma das áreas de nossa responsabilidade. Nossas equipes são de alto nível e tudo que a Cassi tem desenvolvido é graças aos funcionários, tanto na sede quanto nas unidades dos Estados e DF.

Por outro lado, saímos a campo, fomos para a base social ao longo de todos os meses do mandato. Aproximamos a Cassi dos sindicatos, das associações da ativa e aposentados, dos Conselhos de Usuários e dos líderes e gestores do BB em todas as regiões do país. Também atuamos com apoio de ferramentas de comunicação para que todos os intervenientes melhorassem seu conhecimento sobre a Caixa de Assistência. Além de me comunicar com os associados pelo Blog, criamos o boletim mensal Prestando Contas Cassi. (ler AQUI)

Neste ano de 2017, estamos focados em contribuir com todo o setor de saúde suplementar, sobretudo as autogestões que não visam lucro e precisam buscar a sustentabilidade e têm características mais complexas que o setor privado que visa lucro.

Inscrever um de nossos projetos para o Laboratório de Inovação sobre Experiências de Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira, da ANS em parceria com a OPAS/OMS, e sermos selecionados entre as experiências exitosas nos atributos priorizados no Laboratório de Estudos nos enche de orgulho.

Nossos objetivos da Diretoria de Saúde têm sido atingidos mesmo com todas as dificuldades que temos enfrentado, sejam dificuldades oriundas da crise do setor de saúde, sejam as dificuldades internas relativas ao custeio e sustentabilidade econômico-financeira dos planos.

Cientes de nossas responsabilidades como Diretor de Saúde e Rede (própria) de Atendimento, fizemos encontros de capacitação na área de saúde e gestão das unidades. Estivemos em congressos nacionais e internacionais para partilhar experiências e demonstrar resultados do modelo assistencial da Cassi, favorecendo o setor em buscar o caminho da promoção e prevenção, melhorar o uso dos recursos e buscar dar mais qualidade e resolutividade no atendimento dos usuários.

Voltaremos novamente ao tema porque o melhor que podemos fazer pela nossa querida Caixa de Assistência é demonstrar os acertos da Cassi na definição do modelo assistencial e evidenciar por estudos técnicos e científicos os resultados positivos tanto na saúde dos participantes cuidados pela APS/ESF quanto no efeito de melhor uso dos recursos do sistema.

A pergunta que eu tenho feito a mim mesmo nesses 3 anos e meio e aos meus pares que tanto labutam comigo na defesa do modelo assistencial da Cassi é: 

- vamos ou não ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) para mais que os atuais 182 mil participantes cadastrados nas 65 CliniCassi existentes? Só no Plano de Associados temos 400 mil pessoas que vamos atender por décadas e sem investimentos em recursos humanos e estruturais do modelo fica difícil ampliar sua cobertura. Como a Cassi é associação, a decisão deve ser de todos nós.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Segue abaixo matéria da ANS sobre o Laboratório de Inovações em experiências de APS no Brasil.


Laboratório de Inovação seleciona 11 projetos de Atenção Primária

Categoria: Sobre a ANS

Publicado em: 14/11/2017

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) selecionaram 11 projetos através do Laboratório de Inovação sobre Experiências de Atenção Primária na Saúde Suplementar Brasileira. A iniciativa, lançada em agosto deste ano, foi aberta a todas as operadoras do Brasil e funcionou como um mapeamento das experiências de atenção primária no setor, com modelos baseados na medicina de família e comunidade. No total, foram inscritos 41 projetos.

As iniciativas selecionadas demonstraram embasamento no modelo de atenção primária, a partir da presença de alguns atributos: longitudinalidade, acesso, coordenação do cuidado e integralidade (conforme Starfield 2004, referência internacional no tema). Conforme previsto no edital, considerou-se também os projetos baseados em evidências científicas e mensuráveis por indicadores de resultados.

“É muito importante reconhecermos e incentivarmos experiências que representam avanços em novos modelos de atenção à saúde a partir de práticas inovadoras. Assim, reconhecemos cada vez mais o cuidado centrado na pessoa. São iniciativas como essa que norteiam as melhores práticas no setor”, avalia a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho.

Entre as 41 experiências inscritas, também foram recepcionados projetos em que se pôde identificar os atributos da atenção primária, mas que por se tratarem de experiências muito recentes, não há ainda a possibilidade de se avaliar seus resultados. Outra categoria de experiências analisadas diz respeito a iniciativas que apresentam características de integralidade e resultados em saúde, que não foram selecionadas por se tratarem de população alvo específica ou de gerenciamento de doenças crônicas.

Todos os projetos apresentados vão receber um certificado de reconhecimento da ANS e OPAS. Além disso, as experiências participantes que demonstraram um cuidado coordenado centrado na pessoa, em especial os 11 projetos selecionados, serão apresentadas em uma publicação conjunta da ANS e da OPAS/OMS, com previsão de lançamento em 2018.

De acordo com o cronograma atualizado, as operadoras terão até o dia 21/11/2017 para interpor recurso, através do link. O resultado final do Laboratório de Inovação está previsto para o dia 24/11/2017.

Confira abaixo a lista dos projetos selecionados:



8.9.17

Pertencimento e uso adequado dos direitos fortalece a Cassi e demais autogestões em saúde


(última atualização às 21h07, de 8/9/17)



Opinião

Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Estamos fechando mais uma semana de gestão em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma autogestão em saúde, que atende cerca de um milhão de usuários, sendo mais de 175 mil deles, trabalhadores associados, donos da autogestão.

Como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (própria) de nossa Caixa de Assistência, eleito pelos associados, sigo alguns princípios desde que iniciamos o mandato em nome dos trabalhadores em 2014. Um deles é o de prestar contas do que fazemos, dar nossa opinião honesta e franca em relação às grandes questões que envolvem a vida da autogestão e os direitos dos associados. É a forma como aprendi a fazer política séria há mais de duas décadas na militância na comunidade Banco do Brasil. Neste sábado completo 25 anos de BB.

No diagnóstico que fizemos da situação de nossa Caixa de Assistência lá em 2014 e que norteou o nosso Planejamento Estratégico dos 4 anos de mandato em defesa da Cassi e dos associados, estava a identificação do quanto a Cassi era desconhecida de sua própria comunidade - os associados e participantes, suas entidades de representação e lideranças, o próprio patrocinador BB e parte do quadro de funcionários da associação. Isso causa pouco pertencimento e empoderamento por parte dos beneficiários do sistema de saúde Cassi. Um sistema auto-sustentado, solidário e desenhado para Atenção Integral à Saúde. 

Se nossa entidade seguisse com esse desconhecimento geral, a Caixa de Assistência teria muita dificuldade para reverter problemas causados, em sua maioria, por agentes externos a ela: 

- a rede prestadora de serviços de saúde - hospitais, clínicas, cooperativas médicas, empresas de diagnose, fornecedores de OPME etc;
- legislação às vezes prejudicial às autogestões em saúde;
- indústria da judicialização no setor;
- novas reorganizações comerciais dos profissionais de saúde do mercado que atuam para encarecer os serviços em prejuízo dos planos e seus associados;
- forte marketing na criação de desejos e demandas por serviços de saúde e procedimentos médicos;
- inflação médica maior que inflação geral, fraudes e ineficiências do setor de prestação de serviços, dentre outros fatores.

Uma de nossas contribuições para diminuir o desconhecimento da comunidade BB e Cassi foi criar um boletim informativo mensal para esclarecer o modelo assistencial, direitos dos associados, programas de saúde, e temas afetos à existência da nossa Caixa de Assistência. Na próxima semana vamos lançar o boletim Prestando Contas Cassi nº 37, mostrando resultados e eficiência de nosso modelo assistencial baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF).

Falamos sobre a judicialização logo de cara, no boletim nº 2 (clique e leia AQUI) porque víamos e vemos a questão como falta de informação e espírito de pertencimento. Como eleito, e em nome da transparência, sempre ousei debater questões sensíveis com os colegas associados que represento. Hoje, 3 anos depois, todo mundo tem tratado o tema com mais frequência, porque entenderam que ele é sério mesmo e pode inviabilizar uma autogestão como a nossa. Só para vocês terem ideia, dias atrás tivemos que acatar liminar judicial para fornecer um medicamento de 2,5 milhões de reais a primeira dose e mais 600 mil por procedimentos seguintes.

Lutamos muito nesses mais de 3 anos para melhorar a comunicação da e sobre a Cassi e para levar mais conhecimento a todos os intervenientes da comunidade, seja buscando parcerias com o patrocinador BB dentro de seus canais de informação, seja fortalecendo a participação social e levando conhecimento inclusive presencial a todas as representações dos associados, tendo feito dezenas de reuniões com os Conselhos de Usuários da Cassi nos 26 estados e DF. Sabemos que na história da nossa autogestão, nenhum diretor esteve a quantidade de vezes que estive junto aos conselheiros de usuários e lideranças dos associados em todos os pontos do País. Esse era um de meus compromissos.

Estou lendo a história da autogestão Cassems, dos servidores do Mato Grosso do Sul, que completou 15 anos de existência e se baseou bastante na Cassi para se constituir. Houve momentos que se a Cassems não fizesse um trabalho profundo de pertencimento com sua população assistida, eles poderiam não ter conseguido o sucesso que conseguiram. Eles apostaram na verticalização de seus serviços - estrutura própria - e eu tenho defendido ampliar nossa estrutura própria para termos melhores perspectivas de sustentabilidade.

Acredito demais na nossa capacidade de proteger a nossa Caixa de Assistência como um sistema de saúde sustentável e exitoso, de proteger os direitos dos associados como temos feito neste período duro por que passa as autogestões e o setor de saúde suplementar e acredito na busca da unidade e consciência dos associados para encontrar soluções negociadas em nossa comunidade de assistência à saúde, sem interferência de atores externos a nós como, por exemplo, o poder judiciário e a agência reguladora.

A matéria abaixo fala um pouco dos direitos dos associados e participantes da Cassi e da melhor forma de encontrar soluções às necessidades em saúde em nosso sistema de autogestão.

Abraços e bom fim de semana a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


(reprodução de matéria da Cassi)

O que seu plano cobre


Você provavelmente já ouviu falar no Rol da ANS – a lista com os procedimentos que a Agência Nacional de Saúde Suplementar exige que os planos de saúde contratados a partir de 1º/1/1999 ofereçam aos seus beneficiários. Tudo que consta no Rol está disponível tanto para os participantes do Plano de Associados, que são os funcionários da ativa e aposentados do Banco do Brasil, seus dependentes e pensionistas, como para os do plano Cassi Família II, que são os parentes de funcionários e aposentados do BB.

O plano Cassi Família I não está enquadrado no Rol porque é anterior a 1999, quando passaram a valer as regras de cobertura da ANS determinadas pela Lei 9.656/98. A partir de então, este plano deixou de receber novas adesões e seus participantes podem cancela-lo a qualquer momento e fazer uma nova adesão para o Cassi Família II, que é beneficiado pelas atualizações do Rol.

A lista dos procedimentos que a Cassi oferece compõe a Tabela Geral de Auxílios (TGA), parte integrante do contrato. Ela tem regras de coberturas específicas para cada plano e está disponível no site, para consulta pelos participantes e também pelos prestadores de serviço que indicam os procedimentos – profissionais de saúde, laboratórios, clínicas e hospitais. Então, ao aderir à Cassi, o beneficiário passa a ter direito ao que está na TGA, de acordo com o contrato que assinou.

A inclusão ou exclusão de procedimentos, tanto no Rol da ANS como na TGA, leva em conta critérios científicos, dados epidemiológicos, incidência na população, prevalência, letalidade e morbidade, dentre outros. Aspectos como o impacto econômico-financeiro da tecnologia, o custo/efetividade e os resultados clínicos também são considerados nesse estudo.

As solicitações de procedimentos apresentadas à Cassi, portanto, são avaliadas com base na TGA e no contrato do plano. Casos complexos, como tratamentos de câncer, cirurgias de coluna, cirurgias bucomaxilofaciais ou que envolvem uso de próteses, por exemplo, são analisados por especialistas no assunto, que avaliam se o que foi solicitado é o adequado para o participante. Quando há uma negativa, ela é sempre acompanhada da justificativa, que pode ser administrativa ou técnica, e que vai desde a falta de exames ou informações que o prestador deveria ter encaminhado até a sugestão de outro tipo de tratamento para o caso, a ser discutido com o prestador.


Pedidos judiciais

Há beneficiários que, insatisfeitos com a negativa de autorização de procedimentos não cobertos pelo seu contrato ou que não integram o Rol da ANS e a TGA, procuram o judiciário para pleitear a realização destes procedimentos. É o que se chama judicialização da saúde. Alguns magistrados até determinam que os planos concedam o que os beneficiários pedem. Porém, nem sempre esta é a melhor alternativa de tratamento para atender às necessidades específicas do beneficiário.

Por isso, o mais adequado diante de uma negativa da Cassi é pedir ao médico assistente as justificativas para a indicação ou uma nova proposta de tratamento. Entrar na justiça contra a Caixa de Assistência, muito embora seja um direito, não garante que o participante receberá o tratamento mais efetivo. E há ainda outro aspecto relevante, diz o gerente jurídico da Cassi, Sandro Roberto dos Santos: “Ao suprir a necessidade individual daquele que propôs a ação judicial, pode haver prejuízo ainda à coletividade dos beneficiários do plano. Isso porque, o gasto judicial com um procedimento não coberto provoca aumento imprevisto na sinistralidade, refletindo assim na elevação do valor das mensalidades e, no extremo, até mesmo na própria viabilidade econômica do plano”.


Por que não autorizar tudo o que é pedido?

Oferecer aos beneficiários todos os tipos de exames, cirurgias e tratamentos disponíveis no mercado de saúde não é o caminho apropriado. Nem todos os serviços de saúde disponíveis têm eficácia comprovada cientificamente, foram amplamente testados ou representam a melhor solução de tratamento. Por isso, a Cassi mantém uma equipe de especialistas de diferentes áreas da saúde para avaliação da pertinência técnica e do custo-benefício na incorporação de procedimentos e tecnologias disponíveis, com base nas melhores evidências científicas.

A relação entre custo e benefício precisa ser considerada também, uma vez que os gestores da Cassi têm o compromisso de preservar o patrimônio da Caixa de Assistência, que pertence aos funcionários do Banco do Brasil associados à Cassi.


* Veja artigo do gerente jurídico da CASSI sobre judicialização na saúde.
* Leia também sobre autorização de procedimentos.



Como consultar a TGA

A Tabela Geral de Auxílios (TGA) da Cassi está disponível no site: em www.cassi.com.br, escolha seu perfil (Associados, Cassi Família ou Prestador) e forneça e-mail e senha para habilitar o espaço “Serviços pra você” e acessar o link da TGA.


Fonte: Site da Cassi

4.9.17

Cassi - Fortalecer o pertencimento é vital em autogestões em saúde





Opinião


Olá prezad@s associados e participantes da Cassi e companheir@s de lutas,

Iniciamos a semana de trabalho com a leitura da pauta da reunião ordinária da Diretoria Executiva de nossa Caixa de Assistência. Como já explicamos a vocês, o equilíbrio e a paridade na governança de nossa autogestão são conquistas tão importantes que todas as semanas nos reunimos para deliberar sobre dezenas de questões que podem afetar os direitos dos associados e os rumos de nossa entidade.

Fortalecer o espírito de pertencimento a instituições de auxílio, de organização e de cooperativismo construídas pelos próprios trabalhadores é vital para a manutenção de direitos históricos em saúde, previdência e direitos sociais como, por exemplo, os direitos trabalhistas. Atuamos como eleitos na área da autogestão em saúde e fazemos tudo que está ao nosso alcance para fortalecer esse sentimento de pertencimento em nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, uma associação com 73 anos de existência e um modelo de assistência e custeio solidário sem igual no setor.

Teremos neste mês de setembro eventos importantes em relação à nossa Cassi. Realizaremos em Brasília nos dias 13 e 14 de setembro o VIII Encontro Nacional dos Conselhos de Usuários, evento que fortalece a participação social em nossa Caixa de Assistência reunindo representações dos 27 Conselhos de todo o País. A Diretoria que gerimos é a responsável regimental pela relação com os Conselhos, fóruns voluntários de participantes. Nestes 3 anos, melhoramos o Regimento Interno e fortalecemos o fórum. Também teremos neste mês o início de uma capacitação de nossos gestores de unidades (MBA/FGV*), prevista para ocorrer até o início de dezembro.

*post scriptum: curso de extensão/FGV - desenvolvimento gerencial - 120 horas aula.

A agência reguladora da saúde suplementar (ANS) publicou em seu site na semana passada o resultado da avaliação do 2º trimestre de 2017 de seu Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. A Agência comunicou à Cassi que o nosso resultado melhorou considerando a avaliação entre o 1º e o 2º trimestre, tirando a suspensão da comercialização do Cassi Família. 

Como gestor eleito pelos associados em nossa Caixa de Assistência, uma entidade de autogestão, sem fins lucrativos, e com um Plano de Associados com características completamente distintas dos planos de mercado e em comercialização por aí, sigo com as preocupações que tenho expressado. Deveria haver mudanças na lei para que as operadoras de saúde sejam reguladas de acordo com suas características.

Algumas normas e exigências legais dos órgãos reguladores deveriam avaliar de forma distinta as autogestões em relação aos planos de saúde privados que visam lucro, porque as dificuldades das autogestões na compra de serviços de saúde no mercado estão cada dia mais complexas porque elas não escolhem as regiões/praças onde vão vender plano nem escolhem o perfil do usuário. Analisar e julgar autogestões da mesma forma que se analisa e julga planos comerciais pode por em risco até mesmo a existência de algumas delas, que se auto-patrocinam e têm como foco a promoção de saúde, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação de suas populações, em geral de trabalhadores, e não negam procedimentos baseando-se em planilhas de custos.

Seguindo com essa preocupação que tenho externado como gestor eleito da maior autogestão em saúde do País, a nossa Cassi, defendo que devemos aumentar a verticalização de nossa operadora de saúde, ou seja, além de defender ampliar as CliniCassi que prestam Atenção Primária (APS), com medicina de família, equipes multidisciplinares, pronto-atendimento e medicina do trabalho, entendo que devemos ampliar nossa estrutura para clínicas especializadas, de diagnose e imagem, e até investir em hospitais próprios, como já faz a Cassems, a autogestão dos servidores do Estado do Mato Grosso do Sul. Nós temos 700 mil participantes, sendo mais de 160 mil idosos nos dois planos que temos e vamos cuidar de nossas populações por décadas adiante. É hora de investir melhor a forma como gastamos mais de 4 bilhões de reais na rede prestadora privada.

Por fim, insisto para que todos os intervenientes de nossa comunidade Banco do Brasil sigam contribuindo para melhor informar nossos assistidos em seus diversos segmentos e incentivem os associados a se cadastrarem na Estratégia Saúde da Família (ESF), aqueles que estiverem em área de abrangência de uma CliniCassi (são 65), e procurem os canais da Cassi antes de reclamar na ANS ou de judicializar contra a nossa Caixa de Assistência, porque todos perdem sem a busca de solução administrativa para as demandas em nosso Sistema de Saúde Cassi.

Abraços e boa semana a tod@s nós,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)



Post Scriptum:

A Cassi, principalmente o nosso plano de saúde de trabalhadores, o Plano de Associados, está exposta a diversos riscos, em relação a direitos históricos, não só a Cassi como outras autogestões de trabalhadores. O momento é de partilhar informação nas entidades representativas da ativa e de aposentados. Tenho sugerido aos sindicatos e lideranças de associações que se organize um encontro nacional de saúde, que poderia ser um encontro de saúde e previdência, porque ambos direitos estão em risco. A unidade e a mobilização serão fundamentais para preservarmos nossos direitos.

15.7.17

Opinião: Planos de Saúde em debate no Congresso


(reprodução de matéria do Sindicato dos Bancários de Brasília)

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito), William Mendes, e o representante do funcionalismo do BB no Conselho de Administração, Fabiano Felix.

Representantes dos trabalhadores criticam proposta do CFM de que pacientes paguem por consulta


No último dia 4 de julho, o atual presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), em audiência pública na Comissão Especial sobre Planos de Saúde, defendeu que a consulta médica seja excluída dos planos, transformando-se em prática bancada pelo próprio paciente, tendo ou não ressarcimento posterior, a depender das regras contratadas. A defesa da medida se apoia em sua alegação de que isto resultaria em mecanismo inibidor de uso, trazendo economia para a organização envolvida.

Certamente acreditamos que todos devam expressar suas ideias na busca de soluções de sustentabilidade para a saúde suplementar.

Vemos, contudo, esse discurso com alguma reserva. Se por um lado pareça encorajador que o órgão da categoria médica demonstre preocupação com a sustentabilidade das entidades e dos sistemas de serviços de saúde, por outro acreditamos ser a consulta o elemento chave no processo de organização desses sistemas.

A nosso ver, a boa consulta, na qual se faça uma boa avaliação física do paciente e um bom registro do seu histórico clínico e familiar, é contribuição central para a preservação da sua qualidade de vida. E é o ponto, por excelência, em que se faz o registro que garante, de tempos em tempos, a atualização e a integração da história clínica de cada paciente e, por conseguinte, da comunidade humana.

Assim, organizar um sistema de serviços que não dê à consulta um ponto de destaque especial, um papel central na estruturação do processo de recuperação e/ou manutenção da saúde da população-alvo desse sistema, soa como conceber um conjunto de ações que não se interligam, aumentado o risco de baixa resolutividade.

Podemos imaginar que, ao pensar na medida como fator inibidor, tenha se considerado a lógica mais linear de causa e efeito. Assim, uma das teses cogitáveis é a de que, se eu reduzo o ímpeto do "cliente" em buscar a consulta médica, eu diminuo sua ocorrência e, por conseguinte, seus efeitos na geração de outros serviços (exames, terapias, intervenções cirúrgicas). Essa tese, contudo, tem na base a ação de reprimir demandas, ao invés de organizá-las. E na mesma possibilidade de inibir consulta desnecessária, posso estar inibindo a necessária, permitindo que quadros de problemas de saúde se agravem antes de serem tratados pelo sistema de serviços. Nesta hipótese, o paciente pode deixar para procurar o serviço apenas quando o agravamento torna mais visível e palpável sua situação.

Os exames e procedimentos a serem acionados, no momento de agudização das enfermidades, terão complexidade e custo maior, além de uma possibilidade maior de não conseguir evitar outros agravos. A aparente economia redundaria em despesas maiores ao final. E pior qualidade de vida, gerando um sistema menos efetivo, menos satisfatório e menos humano.

Sob outro ângulo - o da cultura de relação de consumo - a proposição permanece preocupante. Com a exacerbação da falta de pertencimento aos sistemas e entidades, a fria relação de consumo que se instala dita a diretriz de "se pago, devo consumir o máximo possível, para fazer valer meu desembolso". Enquanto não superarmos esse triste conjunto de valores estimulados à exaustão por vários atores das relações contemporâneas do setor de serviços, temos que presumir que a exclusão do item "consulta" do conjunto de serviços acessados, ao se contratar um plano de saúde, possa ter também outro efeito adverso: o do desejo de buscar incluir "no carrinho de compras" mais serviços para compensar "mais esse desembolso" incluído no histórico. E de novo, poderemos vivenciar mais uma distorção que faça o "paciente-consumidor" buscar ampliar seu uso de outros serviços do plano (sobretudo exames), concentrando demandas complementares maiores a cada consulta, para "fazer valer seu investimento" e aproveitar melhor a oportunidade desse atendimento que é gerador de outros procedimentos.

O que nós defendemos como ação de efeito moderador para planos de saúde é um pacto de responsabilidade com a sustentação e o propósito da existência dos sistemas de saúde - nossa qualidade de vida. Ou seja, agirmos todos em prol da democratização da informação e da educação em saúde, para que a sociedade volte a deter conhecimento e entendimento suficientes para decidir com sabedoria e racionalidade sobre o uso e a relação que desenvolverá com um sistema de serviços de saúde e com os próprios cuidados preventivos que deva ter consigo mesma. Sem desconsiderar, naturalmente, o aprimoramento de elementos regulatórios e moderadores já consagrados nos sistemas vigentes.

Sabemos que isso não é simples, que é trabalhoso e que pode demandar esforço e tempo expressivos. Mas é o que pode ter resultados que durem. E é disso que precisamos para que nossos sistemas de saúde tenham perenidade.


Fabiano Felix
Representante dos Trabalhadores no Conselho de Administração do Banco do Brasil
Presidente do Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência dos Funcionários do BB - Cassi (eleito)

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi (eleito)

4.7.17

É papel do Diretor de Saúde politizar as questões da Caixa de Assistência



(redação atualizada às 9h39)


Reunião com funcionários da Cassi e
Conselheir@s de Usuários (RJ).


"Achar
a porta que esqueceram de fechar.
O beco com saída.
A porta sem chave.
A vida."


"Ainda vão me matar numa rua.
Quando descobrirem,
principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade."

(Paulo Leminski)

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OPINIÃO

Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

Iniciamos mais uma semana de gestão e luta pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão em saúde do País.

Como estive neste final de semana no fórum político mais importante do funcionalismo do Banco do Brasil, o Congresso Nacional dos Funcionários (28ª edição), vamos emendar duas semanas de lutas.

Estou escrevendo na madrugada porque só agora pude sentar para essa tarefa de prestar contas do mandato e opinar sobre as coisas inerentes ao que faço e represento.

Eu refleti muito a respeito de nosso mandato de representação na Cassi (2014/2018), na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento, durante os dois dias de Congresso do Funcionalismo em São Paulo.

Eu sou oriundo dos movimentos sociais - estudantil e sindical -, estou nas frentes de defesa dos trabalhadores há quase 20 anos. Fui dirigente sindical por 14 anos, e participei da coordenação do movimento dos bancários do Banco do Brasil por praticamente todo o período dos anos 2000. Posso dizer que cheguei à Cassi com uma boa experiência de política de defesa dos bancários.

Foi a minha 4ª participação do CNFBB como Diretor de Saúde da Cassi, eleito pelos trabalhadores associados (fui em 2014, 2015, 2016 e 2017). A principal conclusão que tirei de meus dois dias no 28º Congresso foi da absoluta certeza que o meu principal papel como gestor de saúde da Cassi é de informar e politizar a base social de nossa autogestão, mesmo que para isso eu tenha que ir a todos os cantos do Brasil, até utilizando meu salário.





FALAR COM TODA A NOSSA CAPACIDADE SOBRE A CASSI E OS DIREITOS DOS ASSOCIADOS INDEPENDENTE DO NÚMERO DE OUVINTES E LUGAR QUE ESTIVERMOS

Desde o 1º dia de nosso mandato, em junho de 2014, temos ido a todos os Estados e locais onde estão os diversos segmentos de associados e participantes da Cassi. 

É por isso que nesta semana vou pela 3ª vez ao Amapá, lá na divisa com a Guiana Francesa, onde passa a linha imaginária do Equador, participar da 2ª Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Em 2015, conversamos com 44 participantes sobre a Sustentabilidade da Cassi. Nós temos 1.391 assistidos no Estado. 

É por isso que na outra semana iremos pela 3ª vez ao Rio Branco, Acre, que faz fronteira com a Bolívia e o Peru, para participar da VI Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Temos lá 1.758 participantes da Caixa de Assistência. Na última Conferência em 2015 conversamos com 79 pessoas da comunidade BB. 

Aliás, é por isso que completarei com estas duas Conferências 44 participações nas Conferências de Saúde nos 26 Estados e DF.

É por isso que na semana que passou, na quarta-feira 28, estive na CliniCassi Copacabana, no RJ, para participar de um seminário e capacitação dos funcionários da Cassi e conversar com o Conselho de Usuários da Cassi RJ sobre o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF). Eu não tinha agenda livre, mas me virei para acertar uma forma de ir ao evento porque ali está a base social que necessita do melhor tipo de (in)formação possível.

Chegamos à Cassi e fizemos nosso planejamento estratégico para os 4 anos de mandato, com leitura e diagnóstico do cenário que encontramos: a Cassi é extremamente desconhecida de sua comunidade. Uma das prioridades teria que ser e continua sendo levar o conhecimento do que é a Cassi aos seus associados e participantes, às lideranças e suas entidades representativas, ao próprio Banco patrocinador e até aos seus mais de 2.600 trabalhadores (da Cassi). E estamos fazendo isso com informação escrita e presencial.


A CASSI ESTÁ SOB RISCO E PRECISAMOS QUE O BANCO DO BRASIL E OS ASSOCIADOS E SUAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS E LIDERANÇAS TOMEM PARA SI A DEFESA DA ENTIDADE E DO PLANO DE ASSOCIADOS

A Cassi é um patrimônio do funcionalismo do Banco do Brasil, completou 73 anos em 2017, esteve sob sério risco nos últimos anos por causa de déficit no Plano de Associados e estagnação até 2013 da ampliação do modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), organizado através das unidades de atendimento CliniCassi. 

Após uma luta de 2 (dois) anos que empreendemos para que o Banco patrocinador também colocasse recursos na Caixa de Assistência juntamente com os associados (Memorando de Entendimentos), a Cassi pôde entrar o ano de 2017 com um orçamento operacional aprovado, mas como há fatores externos que influenciam sobremaneira a operacionalização da Cassi como autogestão em saúde, que compra serviços de saúde no mercado desregulamentado, ela está novamente sob novo risco existencial: a suspensão por parte do órgão regulador (ANS) dos seus planos de saúde, inclusive o Plano de Associados, que não é comercializado, é um direito dos bancários.

Eu escrevi sobre isso na sexta-feira 30 (ler AQUI) e tenho limites no que posso fazer a respeito como Diretor de Saúde (apesar da comunidade e lideranças não entenderem direito os papéis de cada gestor na Cassi, sejam eles eleitos pelos associados ou indicados pelo Banco).

Eu faço um apelo para que os sindicatos de bancários não descuidem da Cassi, porque sei que a agenda de lutas é a mais pesada da história por causa do desmonte dos direitos brasileiros e dos bancos e empresas públicas. A Cassi cuida de mais de 700 mil bancários e familiares no modelo de autogestão, num setor de saúde suplementar e de saúde em grave crise. 

Entendo que a ANS está exorbitando de seu papel ao suspender a entrada de novos trabalhadores no Plano de Associados, que é um plano coletivo empresarial fechado do Banco do Brasil e seus funcionários. Independente da quantidade de reclamações recebidas sobre a Cassi, que fazem parte do dia a dia do setor de saúde, os direitos em saúde de um trabalhador do BB são in-fi-ni-ta-men-te maiores que qualquer tipo de plano de saúde que exista no "mercado" e alijar esse direito não é "proteger" um usuário de plano de saúde suplementar, mas prejudicar o trabalhador.


Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos
é lançada nos Congressos do BB e Caixa. Foto: Jaílton Garcia.

Confesso o meu sentimento em relação aos dois dias do 28º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que contou com a participação de 309 delegad@s: saí muito frustrado. Em dois dias, falei 10 minutos sobre a Cassi para um grupo com cerca de 70 pessoas e depois falei mais uns 5 minutos em uma corrente política para umas 20 pessoas. Os dois Diretores eleitos da Cassi, Humberto e eu, estivemos em uma das duas mesas de abertura política e, ao final dos arranjos políticos sobre quem falaria ou não falaria, a única entidade ou representação que não falou ao plenário foi a Cassi. Depois, no Grupo 1, onde se incluiu o tema saúde e Cassi, só falamos porque um delegado sugeriu que os diretores fizessem uma fala de 5 minutos, e explicamos que era muito pouco para falar das questões da Cassi. Nos permitiram falar 10 minutos. Agradeço a gentileza.

Por fim, acredito estar correto em me esforçar até a última energia que tenho para ir às bases sociais falar com as pessoas sobre a nossa Cassi, além dos 34 boletins que já fizemos e as 521 postagens prestando contas do mandato neste Blog e falando sobre as questões da autogestão Cassi. Nunca deixei de cumprir com as minhas obrigações de ofício na governança da Cassi. Não posso falar de outras diretorias que passaram pela entidade nessas duas décadas posteriores ao Estatuto de 1996, mas sei que já estudei muita coisa da Cassi e sua história de serviços de saúde prestados aos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil e ao País.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)