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24.10.25

Diário e reflexões - Pelo fim da escala 6x1 e pela vida além do trabalho



PELO FIM DA ESCALA 6X1 - PELA VIDA ALÉM DO TRABALHO

24/10/25

Nossa representação do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal de Osasco, o Coletivo JuntOz - Heber, Gabi e Matheus -, um mandato popular e atuante na defesa dos direitos do povo osasquense e da classe trabalhadora brasileira, promoveu hoje uma sessão solene importantíssima para a nossa região e para todas as pessoas que vivem da venda de sua força de trabalho: a luta pelo fim da escala 6x1.

Na sessão solene, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região, o SECOR, filiado à Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (CUT), foi homenageado e recebeu a placa comemorativa da Câmara Municipal de Osasco. Essa importante pauta legislativa foi uma iniciativa do mandato do Coletivo JuntOz, do Partido dos Trabalhadores.


Ouvimos durante o evento, falas de importantes lideranças políticas partidárias e sindicais, além de ouvirmos movimentos sociais e os próprios envolvidos na jornada 6x1, trabalhadoras e trabalhadores. A unidade de nossa classe nos permitiu somar forças dos partidos e centrais sindicais de esquerda e do movimento Vida Além do Trabalho (VAT).

Crédito: equipe JuntOz 

Foi uma noite de homenagens e lutas, de acumulação de forças para acabar de vez com essa jornada de trabalho 6x1, mazela oriunda dos séculos de escravidão no Brasil e das reformas feitas após o golpe de Estado de 2016. 

Temos que acabar com a exploração sem limites das pessoas que vivem da venda de suas forças de trabalho. Mais que isso, queremos uma sociedade sem a exploração humana e livre do capitalismo.

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O Coletivo JuntOz lotou o Plenário da Câmara 

MEMÓRIAS DE UM TRABALHADOR POLITIZADO PELOS BANCÁRIOS DA CUT

Ao final da sessão solene, presenteei nossos jovens políticos do Coletivo JuntOz com meu livro de memórias sindicais. Gabi, Heber e Matheus são nossas esperanças na renovação dos quadros políticos do Partido dos Trabalhadores em Osasco.

Crédito: equipe JuntOz 

Ver a juventude chegando com tanta inteligência, disposição de lutar e acolhimento às mais diversas pautas da cidadania e aos mais variados grupos sociais humanos nos enche de alegria e esperanças no presente e no futuro.

William Mendes

25.11.24

Diário e reflexões

 


Ushuaia (ARG), 25 de novembro de 2024. Segunda-feira.


Opinião


O QUE É UM TRABALHO DE REPRESENTAÇÃO POLÍTICA?

Sempre que vejo críticas ao trabalho de representação política me sinto na obrigação de manifestar o que penso a respeito quando entendo que há distorções no caráter da crítica feita.

Por ter sido um dirigente nacional de uma das principais categorias organizadas do país, a categoria bancária, com o único acordo coletivo de âmbito nacional e para diversas empresas, entendo que seja importante não permitir que se desvalorize a Política como solução pacífica das controvérsias.

Vi ontem um questionamento sobre a jornada de trabalho dos parlamentares no contexto do importante debate acerca da redução da jornada de trabalho legal da classe trabalhadora brasileira, hoje de 44 horas semanais, em até seis dias da semana (6x1) durante a jornada semanal. 

Um dos maiores influenciadores das redes sociais, hoje uma pessoa do campo progressista, questionava em sua postagem a atuação dos parlamentares em Brasília somente por 3 dias da semana, justamente os parlamentares que podem ou não reduzir a absurda jornada de 6x1 do povo brasileiro.

O influenciador pedia em seu post um argumento coerente que justificasse a jornada de 3 dias dos parlamentares nas sessões de votação do Congresso Nacional. 

Eu não vou entrar no mérito da atuação efetiva dos parlamentares. Vou expor meu argumento sobre o que entendo ser o trabalho de representação política em sua visão ampla e democrática.

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VISITA ÀS BASES SOCIAIS É TRABALHO POLÍTICO

A argumentação sobre trabalho de representação política que vou expor aqui é baseada em minha experiência efetiva de mandatos eletivos ao longo de praticamente duas décadas.

Em 2014 passei a exercer um mandato eletivo de diretor de saúde de uma das maiores autogestões em saúde do país. A base social que elegeu nossa chapa com sete pessoas foi uma base nacional, fomos eleitos por associados e associadas de todos os estados brasileiros e Distrito Federal.

Fizeram parte do processo de organização da chapa, construção das propostas e campanha junto aos trabalhadores da ativa e aposentados dezenas de entidades representativas dos eleitores: sindicatos, associações e grupos políticos diversos. Foi uma disputa intensa entre grupos à direita e à esquerda.

Ao iniciar o mandato de 4 anos, sendo a minha função de representação em tempo integral, com reuniões semanais na sede da autogestão em Brasília, me mudei para a cidade por uma questão de logística.

Pela história de representação que tinha, por ser quem eu era no movimento nacional da categoria bancária e pela formação política que tive através dos bancários da CUT, a primeira decisão que tomei foi a de que o nosso mandato não seria burocrático e distante das bases sociais. 

Nosso mandato na direção da autogestão em saúde seria um mandato combativo contra as teses de redução de direitos dos associados, esclarecedor sobre os temas ligados ao sistema de saúde que gerenciávamos e organizador das bases sociais, sobretudo das entidades representativas, para o enfrentamento nas lutas entre patrão e trabalhadores e para que os associados fortalecessem o modelo assistencial ao conhecê-lo melhor.

Já nos primeiros 3 meses de mandato, reunimos todas as equipes sob nossa liderança e realizamos um planejamento estratégico para os 4 anos de trabalho. Ali traçamos os objetivos, as estratégias e táticas e os principais eixos a serem desenvolvidos nos 4 anos de trabalho para defender direitos dos associados e ampliar o modelo assistencial da autogestão.

A mim coube o papel central de fazer o que estivesse ao alcance da representação política daquela direção, pois a metade da direção era indicada pelo patrão e a outra metade era eleita pelos associados no país. Eu seria uma das pontes entre a direção da autogestão e os associados através de um contato permanente com os formadores de opinião: entidades sindicais, associações da ativa e de aposentados e conselhos de usuários. E também os associados em mais de 4 mil locais de trabalho no Brasil.

Assim fizemos obstinadamente por 4 anos. À medida que as dificuldades foram aparecendo, fomos desenvolvendo estratégias para superá-las. O patrão gestor impôs dificuldades mês a mês internamente, tirou recursos para que eu não exercesse meu trabalho estatutário de gestão das unidades de saúde nos Estados, por exemplo. Nós demos um jeito de ir aos Estados com recursos próprios ou das entidades representativas etc.

Durante os 4 anos atuei nos eixos de trabalho sob minha responsabilidade. Lia e estudava pautas gigantes de súmulas e atas, relatórios técnicos e estudos relativos aos sistemas de saúde. Começava a leitura na sexta-feira quando eram liberados e os lia nos finais de semana até definirmos todas as estratégias políticas para as reuniões de diretoria às terças-feiras. Diria que entre sexta e terça, trabalhava umas 40 horas.

Como esse trabalho técnico e político podia ser feito de qualquer lugar, nosso planejamento era perseguido de forma militante. Ao longo do mês, eu sempre estava trabalhando alguns dias nas bases sociais da autogestão: os Estados onde estavam as unidades de atendimento e os associados que representávamos. 

Nos 4 anos, participei de 52 conferências de saúde, sendo palestrante. Me disponibilizei em mais de uma centena de reuniões presenciais em entidades representativas e conselhos de usuários. Se somar esse trabalho ao outro, foram mais de 80 horas semanais de trabalho de representação.

A forma como exercemos o mandato deu resultados positivos. O modelo assistencial da autogestão se consolidou naquele período, virou consenso entre os agentes envolvidos do sistema (stakeholders), viramos referência no setor e fomos premiados na área de saúde. 

Durante nossa gestão, os associados não perderam direito algum, mesmo estando a operadora em uma de suas recorrentes crises de desequilíbrio econômico-financeiro, algo que se repete desde sua criação.

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A EDUCAÇÃO POLÍTICA DA CLASSE TRABALHADORA DEVE COMBATER MITOS E NARRATIVAS DESPOLITIZANTES

Vou finalizar esta reflexão citando mais um exemplo pessoal para depois falar do que entendo ser mais adequado no trabalho de fortalecimento da representação política do povo, ou seja: democracia ou o povo no poder.

Logo no início de nosso trabalho de direção da autogestão em saúde, um mandato eletivo nacional com uma exigência mista de competência técnica e política ao mesmo tempo, começaram os ataques de nossos adversários políticos. No nosso caso, havia um constante ataque da parte patronal e dos grupos derrotados nas eleições, o principal deles do segmento da direita política.

Uma das formas que definiram para atacar nosso mandato era desqualificar o trabalho de representação política. Diziam os adversários na gestão - o patrão e a direita - que a operadora ia mal porque tinha representantes dos trabalhadores, que a política só atrapalha as empresas blá blá blá. Esse tipo de narrativa é muito comum por parte de burocratas e liberais. 

Detalhe: as áreas de administração e de finanças que geravam consecutivos déficits e desperdícios na operadora são todas geridas pelo patrão naquela autogestão. Sem contar que parte dos déficits é estrutural, tem relação com o mercado de saúde, sempre com dificuldades e déficits. O patrão queria que só os trabalhadores pagassem a conta.

Logo nos primeiros meses de mandato, duas ex-gestoras da operadora, derrotadas na eleição, publicaram texto nas redes sociais à época, inventando mentiras a meu respeito, sendo a acusação principal a pecha de que o diretor de saúde não trabalhava, eu seria uma espécie de "vagabundo", pois diziam que eu só trabalhava nas terças-feiras, dia de reunião da diretoria executiva. Percebem como atuam desqualificando o trabalho político de representação da classe trabalhadora?

O fato concreto é que ouso dizer que poucas vezes na história da autogestão uma pessoa leu e estudou tanto a operadora, sua história, sua operação interna e no mercado, seu público usuário; e defendeu os direitos de seus associados como fizemos. No final do mandato, a única forma que encontraram de nos tirar tempo de embate político e nos colocar sob forte ataque foi um processo de lawfare (um processo administrativo baseado em cartinha anônima, arquivado depois por falta de materialidade).

Então, é interessante que politizemos as questões relativas ao povo e ao mundo do trabalho. É papel das lideranças do campo democrático e também das áreas de formação política dos movimentos populares ampliar os conceitos de trabalho e representação política. Uma liderança exercendo um mandato não pode se tornar uma burocrata e se afastar das bases sociais. Qualquer parlamentar ou representante deverá conjugar sua jornada de trabalho na área onde atua como eleito e nas bases de onde saiu o seu mandato.

Para citar algum exemplo de pessoas que conjugam atuações técnicas e políticas tanto nos ambientes para onde foram eleitos como nas bases de onde vieram, eu aponto os mandatos da jovem vereadora Luna Zarattini (PT-SP), do deputado estadual Marcolino (PT-SP), do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) e do senador Paulo Paim (PT-RS). Esses representantes congregam um pouco do que expus em minhas reflexões acima.

Eles trabalham de segunda a segunda, de manhã, de tarde, de noite, nos finais de semana, têm competências técnicas e políticas, ao mesmo tempo que fazem duríssimos embates nos parlamentos onde atuam, dão um jeito de prestarem contas e pisar o chão de onde vieram os votos e a esperança das pessoas que confiam neles. Estão sempre sob fogo cerrado e as baterias inimigas dos adversários deles e do povo que eles representam têm munição pesada para depor contra a imagem e o trabalho deles.

É isso. Espero ter contribuído sobre essa questão do que seja um trabalho de representação política e as diversas narrativas criadas em torno dessa ferramenta central da democracia e da participação social nos destinos de todos nós.

William Mendes

Ex-dirigente nacional dos bancários


1.5.13

1º de Maio - Dia do Trabalhador (artigo: Expedito Solaney)


1º de Maio é dia de luta: greves, mortes, suor e sangue para conquistar redução da jornada de 14 para 8 horas diárias

Escrito por: Expedito Solaney, secretário de Políticas Sociais da CUT

30/04/2013

A data foi estabelecida há 124 anos pela Segunda Internacional Socialista, em congresso realizado em Paris e que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa e do mundo. Ao escolher o dia 1º de Maio como Dia do Trabalhador e da Trabalhadora os participantes prestaram homenagem aos operários dos Estados Unidos que três anos antes, organizaram uma grande jornada de luta por melhores condições de vida e de trabalho. Foram mais de 1,5 mil greves em todo país. As greves de 1886 tinham como centro da pauta a redução da jornada de 14 para 8 horas diárias. Depois de dois dias de manifestações seis operários foram mortos. Com a continuidade da greve, a repressão aumentou e dezenas de trabalhadores foram mortos, milhares presos e sindicatos incendiados. Essa jornada de lutas resultou além das dezenas de trabalhadores mortos, em oito dirigentes sindicais condenados, cinco deles à forca, dois a prisão perpétua e um a 15 anos de prisão.

A homenagem feita pela Segunda Internacional Socialista a estes trabalhadores, foi a convocação da classe trabalhadora do mundo para uma greve geral no 1º de maio em 1890, o que se tornou uma tradição no movimento operário internacional de luta desde então. Os significados e as grandes manifestações a cada ano conferiram grandes avanços para a classe trabalhadora do mundo e o estabelecimento no calendário cristão como feriado mundial.

Hoje os trabalhadores e as trabalhadoras pelo mundo continuam relembrando e celebrando esta data com muitas manifestações e greves. Com o agravamento da crise capitalista iniciada em 2008, principalmente na Europa, sem dúvidas o 1º de Maio de 2013 vai ter muita luta no velho continente. As grandes manifestações da primeira quinzena de abril na Espanha já são um indício de que as greves e as mobilizações deste ano serão fortes.

Com boa parcela da juventude desempregada, redução do valor das aposentadorias e de salários e das conquistas sociais e o estado de bem-estar social cada vez encolhendo mais, a classe trabalhadora e seus filhos no velho continente se vê pagando por uma crise sem precedentes e que ela não causou. Com sua tradição de luta, apoios da CSI e centrais sindicais combativas pelo mundo o 1º de Maio europeu de 2013, definitivamente, não será mais um!

No Brasil como na América Latina é verdade que a crise chegou e tem se comportado com menor intensidade que nos EUA e na Europa. Os nossos velhos problemas de concentração de renda, desigualdades sociais, miséria e fome continuam. Aqui ainda reina um capitalismo selvagem que usa trabalho escravo e o trabalho infantil e que somente agora as trabalhadoras domésticas estão prestes à equiparação de direitos aos demais trabalhadores.

A massa de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil tem uma jornada extenuante de trabalho, chegando a 15 horas diárias em algumas capitais, somando tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Além das condições precárias, vide número de acidentes, terceirização, ainda convivemos com o fantasma da demissão sem justa causa, o assédio moral e sexual.

Por isto tudo que o 1º de Maio é dia de luta e celebrações, não de mega show e sorteio de dezenas de carros pagos com o dinheiro do patrão. Isto é coisa de pelego! Isto é enganar e esconder a história da classe trabalhadora! Só é possível reduzir jornada e garantir o fim do fator previdenciário se tiver manifestações, lutas e greves!

Temos também aqui no Brasil nesse 1º de Maio de 2013 motivos de sobra para lutar, fazer manifestações e greves. A presidente Dilma Rousseff até agora não deu nenhuma satisfação a respeito da pauta entregue pela CUT e demais centrais sindicais na grande marcha ocorrida, em Brasília, dia 6 de março. A pauta é perfeitamente possível de ser atendida mas, ou a classe trabalhadora vai a luta para pressionar o governo Dilma, os governos estaduais e os patrões para atender os 11 itens reivindicados ou, não tem concessão, bondade ou atendimento para os trabalhadores.

A história nos mostra que sem sangue, suor e lágrimas não tem conquistas, não tem vitórias para os trabalhadores!

É uma pauta boa para o país com a valorização do trabalho e do trabalhador: redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, fim do fator previdenciário, reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, valorização dos aposentados, aplicação de 10% do PIB para a educação, aplicação de 10% do Orçamento da União para a saúde, correção da tabela do imposto de renda, ratificação da Convenção 158 da OIT que impede a demissão imotivada, regulamentação da Convenção 151 que estabelece a negociação coletiva no serviço público e ampliação dos investimentos públicos.

A resolução da última reunião da direção executiva nacional da CUT, realizada em 25 de abril, na cidade de São Paulo, preparatória do 1º de Maio em todo país, aponta para mobilizações e lutas. Não tem negociação, nem atendimento da pauta, sem luta, sem mobilizar e sem fazer greve, já ensinava os nossos companheiros e companheiras que tombaram nas greves e lutas de 1886. A conquista deles é perene. Está aí até hoje.

Vamos à luta!

Viva a classe trabalhadora do mundo!

19.4.13

Enafor aprova moção de apoio ao Dia Nacional de Mobilização da CUT


18/04/2013

Dirigentes e militantes da Rede Nacional de Formação da Central reforçam luta em defesa da pauta da classe trabalhadora


Mística abre os trabalhos do Enafor.
Escrito por Pedreira.
Fotos: Santos - CUT
Ao som de ‘Vai Passar’ de Chico Buarque, com uma mística em homenagem aos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e um vídeo sobre a história da Política Nacional de Formação da Central teve início na manhã desta quinta-feira (18) o XVIII Encontro Nacional de Formação – ENAFOR.

José Celestino Lourenço, o Tino, secretário nacional de Formação da CUT, recordou que muitas das reivindicações que estavam no projeto de fundação da CUT ainda se fazem presente nos dias de hoje: reforma agrária, fim da censura, jornada de 40 horas semanais e liberdade e autonomia sindical.

Bandeiras de luta que integram o Dia Nacional de Mobilização da CUT que ocorreu na quinta-feira com ações por todo o Brasil. É a militância da CUT nas ruas para cobrar do governo federal e do Congresso Nacional uma resposta a pauta de reivindicações entregue ao governo no dia 6 de março.

Aproveitando a ocasião, o secretário de Formação da CUT apresentou uma moção de apoio ao Dia Nacional de Mobilização que foi aprovada por todos os participantes que compõem a Rede Nacional de Formação da CUT, reforçando a luta em defesa da pauta da classe trabalhadora. (veja aqui)

Formação para construir um novo sindicalismo – a Política Nacional de Formação da CUT está enquadrada numa perspectiva de construção coletiva do conhecimento a partir de um sindicalismo de massa, democrático e combativo.

Segundo Tino, o projeto de formação passa por um novo momento onde está sendo implementado um planejamento estratégico com várias etapas em conjunto com as estaduais e ramos e mais aproximado no ponto de vista da territorialidade.

Admirson Medeiros, o Greg, secretário adjunto de Formação da CUT, ressaltou em sua fala que o grande objetivo deste Encontro é atualizar as diretrizes da Política Nacional de Formação para o período de 2013 a 2015.

Dirigentes falam sobre a
Política Nacional de Formação.
Para Sônia Auxiliadora, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, a formação colabora no processo de construção de uma nova sociedade com um olhar mais detalhado para questões atuais como a paridade. “Formação e educação são fundamentais para as mudanças na sociedade que tanto queremos”, acrescentou.

Citando um trecho da fala do ex-presidente Lula em evento anterior na CUT, Carmen Foro, vice-presidenta da Central, lembrou que “a gente só compreende o que é a CUT quando imaginamos o que seria a sociedade e a classe trabalhadora sem a Central”.

Esgotamento da agenda atual – após as primeiras intervenções iniciou-se o debate sobre o cenário atual de desenvolvimento brasileiro e o mundo do trabalho.

Analisando o contexto político, econômico e social do País, Arilson Favareto, que já foi educador da escola São Paulo da CUT e é hoje professor da Universidade Federal do ABC, acredita que apesar da última década ter representado um momento de expressivas conquistas, a experiência do Brasil mostra que é insustentável uma mesma agenda sobreviver por duas décadas seguidas. E a atual já dá sinais de esgotamento.

Com dados sobre a realidade brasileira, Favareto mostrou que diminuiu significativamente a pobreza no Brasil, porém houve um aumento nos índices de desigualdade. 3483 municípios que representam 141 milhões de pessoas tiveram melhora na renda e consequentemente redução da pobreza. Já em 1359 municípios que representam 44 milhões de pessoas a desigualdade aumentou e em 296 municípios com 4,3 milhões de pessoas a renda diminuiu.

Ao citar dois vetores do desenvolvimento brasileiro na década passada, o crescimento das exportações de commodities e a expansão do mercado consumidor interno, Favareto afirmou que este cenário necessita de renovação, o que demanda grandes esforços dos movimentos progressistas, sociais e da CUT.

Mesa debate o desenvolvimento
brasileiro e o mundo
do trabalho.
 “O Brasil continua exportando produtos de baixo valor agregado, ou seja, produtos que não contribuem para a competitividade das nossas exportações no cenário internacional. Isso tem uma série de implicações como o fortalecimento de setores de posições mais conservadoras no Congresso Nacional como o agronegócio e de um modelo predatório ao meio ambiente”, ressaltou.

Aproveitando as considerações feitas por Favareto, Carmen destacou que os programas e políticas públicas voltadas à agricultura familiar também passam por um momento de esgotamento e necessitam de adequação e reformulação.

“Há uma clara disputa entre o modelo do campo da agricultura familiar que produz 70% dos alimentos que chegam as mesas dos brasileiros e o campo do agronegócio e seu modelo majoritariamente exportador de commodities. Assim, é necessário uma intervenção do governo no sentido de garantir uma reforma agrária ampla e democrática e políticas de apoio a produção e combate a grande concentração de terra”, cobrou Carmen.

Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT, também criticou a estagnação das políticas para a agricultura familiar. Assim, pontuou a dirigente, é fundamental discutir o papel da formação no projeto de desenvolvimento para o campo. “Você não consolida avanços em políticas públicas se não houver, por exemplo, democratização dos meios da comunicação. Precisamos nos desafiar a construir uma política específica de formação em comunicação a partir da nossa história e dos princípios CUTistas e pensar em uma formação relacionada a esse processo de avanço e consolidação da democracia, das novas tecnologias, do novo método de trabalho e seus aspectos e dimensões”, declarou.

De acordo com Tino, “se por um lado temos a possibilidade de fazer a transição democrática com propostas implementadas a partir de reivindicações da classe trabalhadora, por outro é extremamente preocupante a aliança de setores conservadores da sociedade liderados pela imprensa e partidos de direita articulado com o judiciário. Aí, a formação tem um grande peso e responsabilidade articulando com todas as outras políticas da Central a construção de uma sociedade justa, fraterna, socialista e democrática.”

Fonte: CUT

17.10.12

Por onde ando... agenda de luta (7º curso PCDA da Contraf-CUT e agendas políticas)


Foto daqueles dias de muito trabalho

Nesta quarta 17 estou fora de ação pela manhã (um respiro), pois estou no limite do cansaço. À tarde vou pra Contraf-CUT.

Ontem, terça 16, trabalhei umas 12 horas na Contraf-CUT. Tivemos reunião da Executiva da confederação e também estou atendendo demandas do Banco do Brasil e do curso de formação que iniciaremos na próxima semana.

Segunda 15 também trabalhei umas 10 horas.

Quinta 18 terei reunião o dia todo na Contraf-CUT.

Na sexta estaremos nos preparativos finais para o curso de formação.

No sábado, tenho reunião do Conselho Deliberativo da AABB SP.

No domingo... viajo para Nazaré Paulista, interior de SP, para o curso de formação Sindicato, Sociedade e Sistema Financeiro, 7ª turma.

Percebem como minha agenda não aliviou mesmo com o fim da greve dos bancários? É 220 volts direto...

Somos fortes, somos CUT!

William


Post Scriptum: vejam como terminou a quinta-feira 18, de trabalho na Contraf-CUT, em outra postagem...

Pois é!

A minha quinta-feira que começou com reunião às 10 horas da manhã na Contraf-CUT acabou agora na madrugada de sexta-feira, às 2h da manhã.

Não faço isso por prazer. Não sou workaholic e teria muitas coisas a fazer também.

Sem comentários. Vamos tomar um banho e dormir um pouco que eu tenho agenda na sexta, sábado e domingo.

Vamos ver até onde aguento...

26.9.12

BB avança na proposta específica e Comando Nacional orienta aprovação




Depois de um intenso e longo debate que durou toda a madrugada desta quarta-feira 26, o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, conseguiu arrancar novos avanços na proposta para as reivindicações específicas do funcionalismo e orienta a sua aprovação nas assembleias em todo o país. 

Entre outros itens, o BB pela primeira vez aceita colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; concorda em aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração; os bancários conseguiram incluir a gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006; estabelece como novo piso após estágio probatório (90 dias) o valor de R$ 1.948 (A2); unificação dos atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554. 

Também será instalada mesa temática para discutir ascensão profissional e comissionamentos e o banco aceitou estabelecer a regra de preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do país através do sistema de remoção automática (SACR) ou pela nomeação de concursados. Isso é muito mais democrático e transparente na questão da mobilidade interna. E a PLR foi negociada mantendo-se a regra anterior sem vínculo do módulo bônus ao Novo Sinergia, que individualiza as metas. Será usada a mesma referência no resultado coletivo (ATB).


"A força da greve e a unidade do Comando Nacional foram fundamentais para trazer soluções de temas que estamos reivindicando há muitos anos, como jornada de 6 horas para comissionados, questões inerentes às CABB e aos caixas executivos, além de fazer o banco assinar a cláusula de combate ao assédio moral. Entendemos que a proposta é resultado da luta e tem avanços para os funcionários deliberarem nas assembleias", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa do BB.

Conheça a proposta do BB para as reivindicações específicas do funcionalismo:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados. 

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:
Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão. 

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.

Será ainda assinado o seguinte instrumento, separado do acordo coletivo:

Jornada de 6h para comissionados

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 
6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual. 


Fonte: Contraf-CUT

11.8.11

Mobilização: bancários do BB esquentam luta por jornada de 6h para todos




Funcionários do Banco do Brasil de todo o país realizaram nesta quinta-feira (11) um dia nacional de mobilização pela jornada de seis horas para todos, sem redução de salários. Seguindo orientação aprovada no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, os trabalhadores fizeram paralisações, passeatas e vários tipos de atividades.

Foram realizadas manifestações em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Teresina, Campinas, Marabá e outros municípios. Conquista histórica da categoria, o cumprimento da jornada de seis horas para todos está na pauta específica dos bancários do BB.

"Os bancários realizaram uma mobilização forte para pressionar o banco a cumprir a lei, que garante aos funcionários a jornada de seis horas, inclusive aos comissionados. Já começamos a aquecer os motores para a Campanha Nacional 2011 para conquistar um emprego decente", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Fonte: Contraf-CUT

10.8.11

Funcionários pressionam BB pelas seis horas para todos nesta quinta

O dia nacional de mobilização pela jornada de seis horas para todos os funcionários do Banco do Brasil promete cobrar emprego decente e pressionar a direção do BB nesta quinta-feira, dia 11, em todo país. A atividade, que está sendo organizada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, foi aprovada no 22º Congresso, realizado nos dias 9 e 10 de julho, em São Paulo.

"A jornada de seis horas para todos está na pauta específica dos bancários do BB, bem como a contratação de mais 5 mil funcionários para diminuir a sobrecarga de trabalho a que os trabalhadores vêm sendo submetidos cotidianamente", afirma Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. "Queremos emprego decente", destaca.

"Ao insistir no descumprimento da legislação trabalhista, o BB vem sofrendo milhares de derrotas na Justiça. O mais impressionante é que o crescimento vertiginoso do passivo trabalhista parece não incomodar nem um pouco o Conselho Diretor do BB, que assiste de camarote à avalanche de processos judiciais cobrando a sétima e a oitava horas", critica Araújo. "Os sindicatos não aceitam e repudiam qualquer retaliação do banco com as pessoas que procuraram seus direitos na Justiça", alerta o dirigente sindical.

"Vamos mostrar nesta quinta-feira para a direção do BB a importância e a oportunidade de garantir a jornada de seis horas para todos, ainda mais neste momento em que o banco apurou lucro recorde de R$ 6,26 bilhões no primeiro semestre", salienta Araújo.


"Com a terceirização e o uso fraudulento dos correspondentes bancários (o Mais BB, sem funcionários do banco), as receitas com prestação de serviços do BB atingiram R$ 8,49 bilhões no primeiro semestre. Já as despesas de pessoal atingiram R$ 6,50 bilhões, o que significa que o BB cobre 1,30 vezes a folha de pagamentos do funcionalismo somente com as tarifas, piorando as condições de trabalho e promovendo emprego indecente", dispara Rodrigo Britto, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília.

A jornada de seis horas é uma conquista histórica da categoria bancária, encontra-se definida em lei e precisa ser cumprida pelo BB. "Isso deve valer para todos os funcionários do banco, inclusive comissionados, sem nenhuma redução de salário", enfatiza o coordenador da Comissão de Empresa.

Veja as propostas dos funcionários do BB sobre jornada de trabalho:

- 6 horas para todos os comissionados sem redução de salários;
- Contratação de mais 5 mil funcionários;
- Todos os aplicativos de trabalho no BB devem ser vinculados ao ponto eletrônico;
- Integração de 15 minutos de intervalo na jornada;
- CABB - Integração de 20 minutos de descanso na jornada;
- Caixas - pausa de 10 minutos a cada hora de trabalho;
- Concessão de um folga para provas de certificação;
- Garantir o estudo para certificações dentro do horário de expediente;
- Horas extras com pagamento de 125% da hora normal;
- Fim da compensação de banco de horas do SISBB e pagamento de 100% das horas extras para todos;
- Reclassificação de todos os dias de greve dos anos anteriores (2005 a 2010).

Fonte: Contraf-CUT

8.8.11

Banco do Brasil segue intransigente na CCP (SP)


Instituição financeira já recusou 90% dos pedidos de acordo dos bancários

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São Paulo – Desde que a Comissão de Conciliação Prévia do Banco do Brasil (CCP) foi retomada, em maio deste ano, apenas quatro das 40 solicitações feitas pelos trabalhadores terminaram em acordo.

Segundo a diretora do Sindicato e funcionária do BB Tânia Balbino, que representa a entidade nas reuniões da CCP, a postura da empresa tem sido de grande desrespeito aos trabalhadores. “Na véspera das reuniões, o banco protocola uma carta negando o pedido de acordo e nem sequer envia um representante para explicar os motivos da recusa. Um grande descaso com quem trabalhou durante muitos anos na empresa e quer, apenas e tão somente, o que é direito”, afirma a dirigente sindical.

Tânia destaca ainda que, mesmo nos poucos casos que culminaram em acordo, o BB não forneceu ao ex-funcionário cópias da planilha de cálculo e da guia do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “Estamos questionando esse procedimento, pois o trabalhador tem o direito de ter cópias desses documentos”, acrescenta.

A CCP – A Comissão de Conciliação Prévia objetiva discutir as pendências trabalhistas de bancários dispensados, que se aposentaram ou pediram demissão. Seu intuito principal é resolver as questões por meio da negociação direta, evitando que cheguem ao Judiciário.

“O banco não tem se empenhado em resolver os problemas por meio do diálogo. Se essa postura não mudar, vamos tomar outras medidas para que os direitos dos funcionários sejam respeitados”, acrescenta Tânia

Agendamento – Os bancários interessados em agendar uma data na CCP devem entrar em contato com a Central de Atendimento do Sindicato pelo 3188-5200. O Sindicato orienta o trabalhador a guardar qualquer tipo de documento que ajude a embasar o pedido junto ao Banco do Brasil.

Fonte: Seeb SP - Jair Silva - 04/08/2011

9.3.11

Artigo - Mundo em mudança


Em BH (MG), dez/2010.


Mudanças lá fora devem acelerar as mudanças no Brasil em benefício da classe trabalhadora

DIA NÃO-ÚTIL É DIA DE NÃO-TRABALHO!

Hoje é terça-feira de feriado de carnaval. É FERIADO!

O shopping center estava lotado. Existem três shoppings ao redor de minha casa.

Quero falar de algo que me incomoda muito como sindicalista e que parece que não chama mais a atenção de meus pares e dos trabalhadores: O TRABALHO EM FINAL DE SEMANA E FERIADO.

Podem me considerar antiquado e inadaptado à “modernidade”, mas eu tenho que dizer que TRABALHAR EM DIA NÃO-ÚTIL NÃO É NORMAL!

Até compreendo que alguns serviços essenciais como segurança, saúde e transporte devem ter plantões. A violência não escolhe hora, problemas de saúde também não. E para qualquer coisa que façamos precisamos de transporte público.

Eu diria até que seria razoável haver serviços de LAZER E CULTURA em dias não-úteis, justamente para que A CLASSE TRABALHADORA PUDESSE TER ACESSO A ESTE DIREITO HUMANO, pois só o patronato é que sempre usufruiu sozinho deste direito.

Óbvio que a remuneração desses serviços em dias não-úteis deve ser qualificada. No mínimo, deve-se receber o dobro por isso.

CONSUMIR COISAS É ALGO ESSENCIAL?

Então, como disse antes, uma coisa é termos plantões para serviços realmente essenciais para as pessoas.

Outra coisa, que é uma degeneração da modernidade exigida pelo patronato, é explorar a mão de obra até em dias não-úteis para vender porcarias e mercadorias que mais fazem o mundo caminhar para o colapso total.

MUDANÇAS LÁ FORA DEVEM ACELERAR MUDANÇAS AQUI DENTRO

Não é porque estamos no Brasil, uma espécie de “ilha utópica do capitalismo”, onde o PIB cresce, o emprego formal cresce, as fortunas dos rentistas crescem e a população muda de uma classe à outra pela renda do trabalho, e isso enquanto o mundo capitalista se esfarela, não é por isso que temos que aceitar todas as imposições do patronato nacional e mundial.

Povos árabes em diversos países do oriente dizem “BASTA!” aos regimes ditatoriais dóceis ao capitalismo do “primeiro mundo”.

Povos da América do Sul têm dito na última década “BASTA!” aos regimes de direita dóceis ao capitalismo do mesmo primeiro mundo.

As mulheres dizem “BASTA!” e seguem na sua árdua luta pela igualdade de gênero, cientes de que houve avanços, mas que ainda falta muito para se conquistar.

Minorias em todos os lugares dizem “BASTA” aos dominadores de plantão, como os povos originários da Bolívia, Equador e outros mais, e seguem na luta para estabelecer governos que tenham compromisso com suas necessidades e direitos históricos.

BRASIL PÓS-LULA

Lá fora parece haver uma onda de tomada de consciência dos trabalhadores e das pessoas subjugadas de que não dá mais para aceitar alguns capitalistas e ditadores (às vezes, as duas coisas) ferrarem os seus mundos - e o resto do mundo.

Vemos nesse início de década um levante mundial de povos, adormecidos por longo tempo, irem para as ruas dispostos a mudar alguma coisa.

Já que lá fora estão nessa fase em ebulição, aqui no Brasil - que buscou mudanças de status quo desde a eleição de Lula da Silva - nós temos que exigir mais distribuição de renda, MAIS COISA PÚBLICA À CUSTA DO PATRIMÔNIO DA MINORIA CAPITALISTA, MAIS NORMA LEGAL EM PROL DOS TRABALHADORES.

É fundamental que a tomada de consciência dos trabalhadores brasileiros traga um pouco mais de acirramento no embate com o capital. Temos que forçar este novo governo de Dilma Rousseff para a aceleração da distribuição de renda, e não o contrário.

É urgente a REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO FORMAL.

É urgente a APROVAÇÃO DA RESOLUÇÃO 158 DA OIT CONTRA DEMISSÃO IMOTIVADA.

É urgente a REDUÇÃO DA TAXA DE JUROS OFICIAL, QUE SÓ ALIMENTA OS RENTISTAS E DIMINUI A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA.

É urgente o FIM DA PERMISSÃO À TERCEIRIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO.

É urgente FINANCIAR O CRESCIMENTO DO PAÍS E A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA TRIBUTANDO RENDA, PROPRIEDADES E FORTUNAS E NÃO A PRODUÇÃO E O CONSUMO, OU SEJA, UMA REFORMA TRIBUTÁRIA QUE INVERTA A LÓGICA DO SISTEMA REGRESSIVO INSTALADO NO BRASIL EM FAVOR DA ELITE.


PAPEL DOS SINDICATOS CUTISTAS

Independentemente dos partidos políticos existentes no país e à possível filiação a eles de dirigentes sindicais em mandatos, cabe aos sindicatos – ao menos os que seguem a linha da Central Única dos Trabalhadores – o papel de ORGANIZAR OS TRABALHADORES, TRANSFORMAR EM PAUTA DE REIVINDICAÇÕES SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DO DIA A DIA DAS CATEGORIAS REPRESENTADAS, MOBILIZÁ-LAS E BUSCAR MELHORES SALÁRIOS E CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA SEUS REPRESENTADOS.

Ao sindicato cabe o papel de negociar as questões do mundo do trabalho

Mesmo não descuidando dos OBJETIVOS HISTÓRICOS DA CLASSE TRABALHADORA – UMA SOCIEDADE SOCIALISTA E DEMOCRÁTICA, o sindicato não pode descuidar nunca dos OBJETIVOS IMEDIATOS DA CLASSE TRABALHADORA – UMA VIDA REPLETA NO PRESENTE AO TRABALHADOR E AOS SEUS AGREGADOS.

William Mendes
Secretário de formação da Contraf-CUT

2.9.10

Banco do Brasil: Sindicato de Pernambuco conquista na Justiça pagamento da 7 e 8ª horas aos analistas júnior


(matéria de 02/09/10)

Decisão da 10ª vara do trabalho publicada nesta quarta-feira, dia 1º, garantiu aos analistas Junior do Banco do Brasil o direito ao pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas como suplementares, ou seja, do valor da hora normal acrescido do adicional de 50% e seus reflexos, a partir da admissão no exercício da função.

Em fevereiro de 2007, por meio da advogada Keila Freire, o Sindicato dos Bancários entrou como substituto processual em uma ação reclamatória pleiteando o pagamento da 7 e 8ª horas para 18 grupos diferentes, divididos por função, de funcionários do Banco do Brasil.

Em alguns casos, entre eles o dos analistas júnior, o juiz não aceitou o Sindicato como representante desses trabalhadores na ação, extinguindo o feito sem resolução do mérito. O Sindicato então recorreu da decisão ao Tribunal, que reconheceu a legitimidade ativa do Sindicato e determinou o retorno dos autos à origem para instrução e julgamento. O banco, então, entrou com recurso de revista e agravo para o TST, o que não foi concedido.

De posse da matéria, O juiz José Augusto Segundo Neto, da 10ª vara do trabalho analisou a reclamação do Sindicato e concluiu que o cargo comissionado de analista júnior é reconhecido, segundo indicado, pelo próprio plano de cargo e salários, como integrante do seguimento organizacional técnico, e que a gratificação recebida decorria da maior responsabilidade e não propriamente do grau de confiança do trabalhador.

Assim sendo, transcreve o juiz: “Não há que se confundir cargo técnico ou função técnica, que pressupõe conhecimentos específicos, com cargo de confiança, que envolve fidúcia e certos poderes administrativos...", lembramos que a configuração do cargo de confiança inscrito no artigo 224, § 2, da CLT, a excepcionar o empregado bancário da jornada de trabalho de seis horas diárias, exige a inequívoca demonstração de grau maior de fidúcia”, fundamenta o magistrado.

Dessa forma, o Juiz deferiu aos analistas júnior, substituídos pelo Sindicato, o pagamento da 7ª e 8ª horas trabalhadas além da jornada da categoria. Vale salientar, entretanto, que serão pagos apenas os valores devidos até 2007, ano em que foi impetrada a ação, além dos honorários advocatícios sindicais.

“Além de uma vitória no campo jurídico, essa vitória reforça nossa luta política pela defesa intransigente das seis horas pra todos os seguimentos da categoria bancária. Para nós, sempre esteve claro que a gratificação de função não remunera a hora extra, mas a maior responsabilidade. Entretanto, a partir do momento em que o trabalhador começa a buscar seus direitos na justiça, isso força o banco a garantir o que é devido por lei. No caso, a jornada de 6 horas”, argumenta o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Alan Patrício.

O dirigente lembra ainda que o departamento jurídico do Sindicato está atento e acompanhando toda a demanda da categoria. “Sempre que uma bancária ou um bancário estiverem em dúvida quanto a qualquer de seus direitos, pode nos procurar que estamos prontos a atender”, conclui Alan.


Fonte: Seec-PE

1.9.10

Justiça reconhece jornada de trabalho de 6h dos Assistentes A no BB em Brasília (cabe recurso)


(Matéria de 14/6/10)

Sindicato conquista na Justiça jornada de 6 horas para os Asnegs do BB

Em decisão favorável à ação movida pelo Sindicato, a juíza Nara Cinda Álvares Borges, da 2ª Vara do Trabalho de Brasília, determinou ao Banco do Brasil o enquadramento na jornada de 6 horas, sem redução salarial, dos bancários ocupantes do cargo de Assistente A em Unidades de Negócios (antigos Asnegs).

De acordo com a decisão, com base nas provas arroladas pela assessoria jurídica do Sindicato, esses bancários, que auxiliam os gerentes e são indevidamente fixados pelo BB numa carga diária de 8 horas, não podem ser considerados empregados de confiança e a gratificação paga a eles apenas remunera a maior responsabilidade do cargo.

Na sentença, a juíza reconheceu o direito à jornada de 6 horas e determinou que o banco terá que fixar a carga horária desses trabalhadores, após o trânsito em julgado, sob pena de multa diária de R$ 1.000 por empregado que permaneça exercendo a função em jornada de 8 horas. Cabe recurso da decisão.

“Ingressamos com essa ação em favor dos Assistentes do BB, especificamente daqueles que trabalham em agência, em junho do ano passado, e em apenas um ano a Justiça já se manifestou favoravelmente ao Sindicato”, comemora o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, Eduardo Araújo. “Isso prova que estamos no caminho certo, além do que a decisão fortalece a nossa luta pelo cumprimento da jornada de 6 horas sem redução dos salários, que é inclusive uma das bandeiras da Campanha Nacional 2010”.

O número do processo é 0001050-42.2009.5.10.0002 (2ª Vara do Trabalho).

Fonte: Sindicato dos bancários de Brasília