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4.12.21

Memórias (XI)


Eu, Cacaio e Marcel. que era coordenador da Comissão de Empresa
dos Funcionários do BB; eu representava a Fetec CUT SP.

Agosto de 2007 foi um mês de muito contato com os trabalhadores que representávamos, mês de sindicalização para fortalecer o Sindicato e a luta coletiva


INTRODUÇÃO

Tenho dedicado algumas horas do dia para relembrar a minha participação nas lutas da classe trabalhadora brasileira. Fui dirigente sindical da categoria bancária por 16 anos, exercendo 4 mandatos no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e 3 mandatos na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, a Contraf-CUT.

Na metade da 1ª década dos anos dois mil, a internet e as redes sociais começavam a ganhar escala e os sites e blogs se tornaram uma forma de comunicação que permitiam a nós militantes de esquerda furar a bolha dos meios de comunicação hegemônicos das corporações de famílias bilionárias - casa-grande e capitalistas -, empresas de comunicação detentoras de todos os meios midiáticos e manipuladoras da opinião pública, grandes iniciadoras daquilo que hoje chamamos fake news, mentiras a respeito de boa parte das informações que veiculavam com "cara" de verdade. Quando não eram mentiras, eram omissões e invisibilizações da pauta da classe trabalhadora. A pós-verdade nasceu com o PIG - Partido da Imprensa Golpista.

Foi nesse contexto que criei o primeiro blog como dirigente sindical. Ele não existe mais porque o provedor desapareceu com ele e com as informações que produzi nele. Durou uns dois anos, entre 2005 e 2006. No final de 2006, criei novamente um blog em outro provedor, o blog A Categoria Bancária. A partir daí, passei a interagir com a categoria bancária e com as entidades sindicais e representativas através de minhas postagens. Foi uma experiência muito rica e que durou até o último mandato que exerci em nome da classe trabalhadora, na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a Cassi, onde fui diretor de saúde até maio de 2018.

AGOSTO, MÊS DE CONVERSAS COM A BASE

Ao olhar minha agenda sindical (ver aqui), as 23 postagens mostram que fiz muito contato com os trabalhadores, seja nas posses de novos funcionários do Banco do Brasil - momento de apresentar o movimento sindical e de sindicalização -, seja nos locais de trabalho ou ainda em reuniões de delegados sindicais. 

O mês de agosto marcava o início das negociações da data-base da categoria bancária (setembro) com as minutas de reivindicações entregues: geral na Fenaban e específicas por bancos. Nós estávamos na construção da campanha unificada dos bancários e os avanços vinham ocorrendo. Já havíamos conseguido que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal assinassem a Convenção geral - a CCT entre a Contraf-CUT e a Fenaban -, ficando as questões específicas em Acordos Coletivos aditivos à CCT.

O 18º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) havia ocorrido na sequência da 9ª Conferência Nacional e com as entregas das minutas de reivindicações, começavam as mobilizações para fortalecerem as mesas com banqueiros e governo. Veja aqui uma postagem sobre o 18º CNFBB. O nosso coordenador da Comissão de Empresa (COE-BB ou CEBB) era o companheiro Marcel Barros.

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SINDICALIZAÇÃO - Fui a 4 posses de bancárias e bancários novos do Banco do Brasil, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto. Os concursados tomavam posse dos cargos de escriturário e ficavam duas semanas em treinamento em um ambiente do banco. Em geral, nós sindicalizávamos várias pessoas no 1º dia de trabalho delas. Passei anos encontrando bancári@s que diziam ter sido sindicalizados por mim lá no início de suas vidas de colegas do BB. Muito legal isso!

REUNIÃO DE DELEGAD@S SINDICAIS - No dia 21 de agosto o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região realizou uma reunião organizativa com a militância do Banco do Brasil. Era comum fazermos reuniões com a militância, tanto nas agências e locais de trabalho, como fiz nos dias 15 (ag. Vila Iara - Osasco) e 17 (ag. São Bento), como nas regionais do Sindicato.

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REFORMA ESTATUTÁRIA DA CASSI - Os associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil iriam voltar a se manifestar em relação às negociações ocorridas entre a direção do banco, da Cassi e as entidades representativas do funcionalismo entre os dias 8 e 21 de agosto.

"Cassi - Para a Cassi, o Congresso do BB decidiu por uma campanha pela aprovação do novo estatuto, que será votado pelos associados entre os dias 8 a 21 de agosto." (Matéria sobre o Congresso aqui)

O tema foi debatido no 18º CNFBB e os participantes, em decisão majoritária, decidiram apoiar as mudanças que traziam entre outras coisas, mais recursos para a Cassi e compromissos por parte da direção do Banco e da Cassi em ampliar o modelo assistencial de Estratégia Saúde da Família, baseado em unidades próprias CliniCassi e programas de saúde. 

A proposta foi aprovada anteriormente, mas com o quórum abaixo do necessário como define o estatuto da associação.

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Os anos como dirigente da classe trabalhadora foram anos de muito aprendizado, muito companheirismo e de muita luta em defesa daquilo que acreditamos, um mundo mais justo e igualitário para todas as pessoas.

William


Para ler a postagem seguinte, Memórias (XII), clique aqui.

Caso queira ler a postagem anterior, clique aqui.



8.8.21

Encontro de trabalhadores do BB



Desejo unidade, paciência e tolerância às lideranças e representações dos bancários e das classes trabalhadoras e populares do nosso Brasil sequestrado

Domingo, 8 de agosto, Dia dos Pais

Depois de muitos dias de frio em São Paulo e nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, o domingo dos pais foi de calor e sol. Pela janela de casa, vi que o dia convidava para uma caminhada, corrida ou pedalada. Mas não saí de casa. Fiquei sentadinho na frente da tela do computador o dia todo. Assisti à transmissão do encontro anual dos trabalhadores do BB.

Estamos no segundo ano da pandemia mundial de Covid-19. O mundo mudou. Mudou para pior em relação a um período anterior das lutas de classe. Só a pandemia já matou tantos amig@s e pessoas queridas que nossas vidas nunca mais serão as mesmas. 

Pelo segundo ano seguido eu não fui visitar os pais nesta data de confraternização e fazer a romaria de 75 Km em Minas Gerais. Naquilo que é possível, seguimos as recomendações de não aglomerar e expor as pessoas ao vírus. Hoje tudo é virtual. Quase tudo. O mundo mudou muito. (a frase-verso é até um murmúrio, uma lamúria)

Ao longo do dia, fiquei pensando a respeito de algumas questões abordadas pelos palestrantes e participantes do encontro dos colegas do BB. Vivi duas décadas naquele espaço social, em boa parte do tempo como um dos responsáveis pelos trabalhos e por encaminhar as resoluções decididas ali naquele espaço de organização política e luta de classes (ou, muitas vezes, de luta interna dentro da classe...).

Após assistir ao encontro dos bancários e bancárias o dia todo, ainda vi uma excelente entrevista da presidenta Dilma Rousseff ao Canal Resistentes, retransmitida pela TV 247. Ouvir a Dilma é sempre algo impactante! Que mulher! Que guerreira! É muito inspirador o exemplo de figuras como Dilma, Lula, Genoino e outras grandes lideranças imprescindíveis das lutas do povo.

Antes de mais nada, quero registrar aquelas formalidades necessárias, e sinceras. Deixo meus cumprimentos aos companheiros e companheiras da organização do 32º CNFBB, encontro organizado pela Contraf-CUT, federações e sindicatos da categoria. Além de parabenizar a realização de mais esse encontro, parabenizo a temática debatida, a escolha dos palestrantes e a condução dos trabalhos. Desejo que a classe trabalhadora resista e mude a tendência do que vem por aí contra nós.

COMO MUDAR A REALIDADE SEM A PARTICIPAÇÃO DO POVO, SÓ COM IDEIAS DE VANGUARDA?

Ao me atualizar a respeito do Banco do Brasil - através das apresentações dos palestrantes - e ao ouvir algumas questões levantadas pelos palestrantes e participantes, vi um filme em minha memória e também refleti sobre as dificuldades que esta geração que está na organização das lutas deve estar enfrentando. Que dureza! 

Quando cheguei ao movimento organizado da classe trabalhadora, eu tinha pouca noção de política. Isso faz parte da formação do povo trabalhador brasileiro (a desinformação política). Consigo me colocar um pouco no lugar do outro (trabalhador/a) porque aprendi política com o movimento estudantil e sindical. Mas quantas pessoas tiveram acesso à formação política? Imaginem agora, após o golpe, Temer, Bolsonaro e o enfraquecimento dos sindicatos? 

Sem a oportunidade de ser politizado pelo movimento sindical eu poderia ser um bolsonarista, um manipulado dos ideólogos da casa-grande, um branco de origem humilde que acreditasse na "meritocracia" porque passei em concurso público e fiz faculdade pública. As ferramentas do capital são muito foda para manipular o povo com essa ideologia da classe dominante. 

E por que falo isso? Porque temos dificuldade para lidar com colegas, familiares e conhecidos que se tornaram bolsonaristas, que se tornaram pessoas odiosas e apoiadoras de tudo quanto é ideia e pensamento de direita. E como vamos mudar essa realidade hoje e no próximo período? Como? Essa é uma das questões centrais de nossa vida! Para mudar o destino do Banco do Brasil temos que mudar a direção do Brasil, o governo! É difícil entender isso? (O pior é que é)

As leituras de cenários, os objetivos, estratégias e táticas para mudarmos a realidade social, do mundo do trabalho, da luta de classes são discussões antigas. Na minha idade, já vi repetidamente por 3 décadas algumas das questões debatidas no movimento sindical bancário - estatizar o sistema financeiro, o BB ser 100% público, ocupar cargos no banco público só por concurso e ou processos seletivos ou eletivos.

Nesse sentido, gostei das argumentações do Sérgio Rosa e do Vidotto nos debates de hoje. Durante minha aprendizagem no movimento sindical, várias questões como aquelas que citei acima me eram passadas de forma que eu não fizesse somente as proposições, muitas delas "radicais" ou de vanguarda, sem a devida estratégia para tal. Para propor algo, eu tinha que propor a forma de chegar até aquele objetivo. Isso não é algo tão simples.

BB 100% público - Vidotto perguntou como se daria isso? De forma geral, temos duas possibilidades: pelo fato de o BB ser uma empresa pública de economia mista, ele tem ações nas mãos de investidores. Para se atingir o objetivo daquela proposta ou se expropria os investidores ou se adquire o total de ações nas mãos de terceiros: é muita grana! E aí? Qual delas é factível de se realizar no atual cenário?

Esse é um exemplo dos dilemas que a classe trabalhadora e as organizações de classe enfrentam sobre como mudar a realidade objetiva. A gente não consegue ter o povo com a gente!

Não vou me alongar não. Aliás, já me alonguei demais.

Conseguiremos unidade no campo da esquerda? Conseguiremos unidade na suposta oposição ao projeto em andamento no Brasil após o golpe de Estado? Análises políticas avaliam risco real de ruptura democrática maior que a do golpe de 2016. Teremos força para evitar ou reverter isso? 

A missão de organização e condução das lutas da classe trabalhadora está cada dia mais difícil e complexa. Desejo unidade, paciência e tolerância às lideranças e representações dos bancários e das classes trabalhadoras e populares do nosso Brasil sequestrado.

William

20.8.20

História da PLR no BB - Notícias da Contraf (set/2006)


Comentário e apresentação do texto:

Os bancários brasileiros estão em campanha salarial neste ano dramático de pandemia e bolsonarismo. Estamos há 5 anos vivendo sob regime de exceção, desde o golpe de Estado de 2016.

Nas mesas de negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários os principais bancos estão propondo reduções diversas de direitos históricos da categoria. Querem reduzir drasticamente a PLR dos trabalhadores, apesar de ser praticamente um dos únicos setores cujo lucro segue absurdo mesmo em tempos de crise econômica pela pandemia mundial.

Reproduzo abaixo um texto de minha autoria, publicado na Confederação no ano de 2006. Fui dirigente nacional dos bancários entre 2002 e 2015 e tive a oportunidade de conhecer bastante diversas questões de nossa categoria, uma categoria de lutas e conquistas históricas.

William Mendes

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(reprodução de matéria da Contraf-CUT)



ARTIGO: Para entender a PLR do BB

22 de setembro de 2006 - 15:37 - Banco do Brasil


Por William Mendes*

Nestes tempos de negociações entre nós bancários e eles banqueiros, é recorrente os correios eletrônicos dos trabalhadores com dúvidas acerca da PLR conquistada por nós desde 1995 e que, ano a ano, procuramos melhorá-la para aqueles que, efetivamente, geram os lucros recordes seguidos dos bancos: seus funcionários.

A Contraf-CUT publicou um artigo de Vagner Freitas, seu presidente, “Bancos podem e devem pagar PLR maior, mas só greve irá convencê-los”, chamando aos bancários para a mobilização para que todos tenham uma PLR melhor.
Como negociador da Contraf-CUT junto ao Banco do Brasil, sempre tiro dúvidas dos colegas acerca desta conquista recente para os bancários deste banco, pois antes da greve histórica de 2003, não tínhamos PLR.

HISTÓRICO NO BB

Desde o final da década de 90, os funcionários do BB trabalhavam no intuito de serem reconhecidos como bancários e terem os direitos que a CCT (Convenção Coletiva Nacional) proporcionava aos trabalhadores em todo o país. Era o debate da unidade da categoria. Naquele período, os funcionários dos bancos públicos sofriam um ataque violento da política neoliberal dos tucanos.

Foram anos de PDV (plano de demissão voluntária), demissões e perseguições que eliminaram 50 mil postos de trabalho; julgamentos no TST impetrados pela famigerada Contec, que levaram os colegas do BB ao congelamento de salários (os juízes concordavam com a tese neoliberal do “custo vegetativo” das folhas de pagamento dos bancos públicos – diziam pôr em risco o “plano real”). Julgamentos que também levaram à perda do PCS que tínhamos até 1996 e do anuênio em 1999.

Até 2002, o banco havia feito um “monstrengo” de programa de distribuição de lucros unilateral, sem acordo com a CNB/CUT e, por 9 semestres, pagou valores que variavam de alguns reais para o povão e 100 vezes mais para os executivos (de R$ 180 para escriturários a R$ 20.000 para os executivos). É importante lembrar também que milhares de colegas não recebiam nada por diversos motivos: fazer greve, ficar doente e faltar, não cumprir as famigeradas metas na dependência, etc.

GREVE DE 2003: BANCÁRIOS DO BB CONQUISTAM PARÂMETROS DA CCT

A partir da unidade com a categoria, deixamos de sofrer sozinhos os ataques de qualquer governo de plantão.

Em 2003, conquistamos os tíquetes, vale-alimentação e auxílio-creche da categoria (que eram menores no BB). Passamos a ter reajuste sobre todas as verbas como os bancários em geral, ou seja, acabou o congelamento e a correção somente no VP (vencimento-padrão), que levava ao reajuste zero para todos os comissionados. E conquistamos a sonhada PLR nos moldes da Fenaban, que garantia o pagamento a todos os bancários sem discriminar quem faltasse, não cumprisse metas ou qualquer outro motivo.

A PLR NO BB E NOS BANCOS PRIVADOS

Alguns colegas não entenderam porque o presidente da Contraf-CUT diz em seu artigo que, em 2005, o valor de distribuição para os escriturários do BB chegou a 3,5 vezes o salário.

O que ocorre é que muitos colegas não têm clara a diferença que existe na forma de pagamento da PLR para o BB e para os bancos privados.

Vamos a ela:

Nos bancos privados, a primeira parcela é adiantada no fechamento da campanha salarial, ou seja, pegando o exemplo dos valores de 2005 de R$ 800 mais 80% do salário, em meados de outubro os bancários receberam cerca de R$ 400 fixos (metade do valor anual) mais 40% do salário (R$ 400 para quem ganha R$ 1000) totalizando R$ 800 na primeira parcela (adiantada).

Quando chega em meados de fevereiro, os bancos apresentam seus resultados do exercício findo (no exemplo, 2005). Os bancos devem pagar para os bancários a segunda parcela. Nesse momento, após apurar o lucro altíssimo, a Contraf-CUT exige que os bancos utilizem a segunda regra da PLR que diz que eles devem gastar no mínimo 5% do lucro líquido. Então, eles têm que aumentar a distribuição até chegar a 2 salários ou no mínimo de 5% de distribuição, com os tetos em reais que existem.

No Banco do Brasil, exigimos, desde 2003, os parâmetros da Fenaban, ou seja, tem que pagar PLR para todos, sem exceção, sem atrelamento a metas, ou GDC ou faltas, e com regramento: valor fixo mais porcentagem do salário. E NÃO IMPORTA o limite estabelecido pela Dest, que proíbe distribuição acima de 6,25% do lucro líquido (a partir de 2003, o montante passou a cerca de 12%).

Em 2005, avançamos mais ainda, pois o BB foi o primeiro banco que cedeu ao novo formado proposto pela categoria que pede distribuição de uma porcentagem LINEAR DE 5% (no BB conseguimos 4%), além do valor fixo mais a porcentagem do salário.

Desta forma um escriturário E1 (primeiro nível) recebeu em 2005, respectivamente, R$ 1780,25 referente ao primeiro semestre e R$ 1887,07 no segundo, totalizando R$ 3667,32 no ano.

VAMOS À LUTA

A mensagem é bem clara a todos. Os bancários devem lutar para arrancar da Fenaban a reivindicação de uma PLR melhor, pois esses banqueiros deveriam ter vergonha na cara e fazer uma proposta que contemple aos bancários com aumento real e uma distribuição mais justa como estamos propondo. AO CONTRÁRIO de ficar levando juízes para passear e pedindo liminar contra nossos materiais de campanha que denunciam a irresponsabilidade social dos banqueiros.


* William Mendes é secretário de Imprensa da Contraf-CUT e integrante da Comissão de Empresa dos funcionários do BB pela Fetec CUT SP

Fonte: site da Contraf-CUT

14.8.20

História da Cassi - Notícias da Contraf (agosto/2006)



Comentário do blog sobre a reprodução das matérias abaixo, de agosto de 2016:


Estamos em agosto de 2020. O Brasil sofreu um golpe de Estado em 2016 e após o fim da democracia representativa como a conhecíamos, muita coisa mudou para a classe trabalhadora. Mudou para pior, infelizmente. Os bancários estão no período de renovação de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e na atual conjuntura de crise política, econômica e de saúde (pandemia mundial de Covid-19), e sob um regime de exceção (bolsonarismo, Congresso e Judiciário resultantes do golpe de Estado) as coisas serão difíceis para os trabalhadores. 

Além das perdas reais de direitos sociais, políticos e civis, os trabalhadores estão perdendo a sua história e sem história um povo não é nada, não é um povo, é um bando, um aglomerado de gente sem vínculo algum, algo pior que boa parte dos animais, que nos dão exemplos de convívio em grupos. Os trabalhadores estão absolutamente divididos e isso só favorece a outra classe, a dos capitalistas e seus capatazes.

Enfim, quis guardar no blog algumas matérias sobre as negociações sobre direitos em saúde por parte dos funcionários do Banco do Brasil, já que a Caixa de Assistência e o Plano de Associados nunca foram um reles "plano de saúde". Este blog contém centenas de postagens sobre a história da Cassi, sobretudo durante os anos de 2014 e 2018 porque resgatamos a história durante o período em que estivemos na gestão como diretor de saúde eleito pelos associados.

Guardemos a história das lutas dos trabalhadores. Ela está sendo apagada e perdida e a que surge vem sob um regime de exceção no país, e sem democracia plena a história dos trabalhadores não é a versão deles próprios e sim a daqueles que estão no poder, por força ou por meios diversos.

Nestas matérias abaixo, é possível ver a questão da "ultratividade". Enquanto o sujeito na presidência vetou a manutenção dos direitos da CCT enquanto durar a pandemia, os governos do Partido dos Trabalhadores prorrogavam os efeitos da CCT enquanto as campanhas salariais não renovavam os direitos coletivos. 

Também é importante lembrar o que apontamos durante as crises financeiras da Cassi: o patrocinador deu calote na receita do Plano de Associados por anos. Não cumpria o Estatuto e não pagava 4,5% e isso arrebentou as finanças da entidade. A coparticipação sobre exames, quando implantada, foi de 10% e não o abuso que é hoje, mesmo após uma reforma estatutária pra lá de favorável ao patrão e extremamente onerosa para os associados, com o fim da solidariedade no Plano de Associados. Enfim, a história é para ser conhecida pelos trabalhadores.

William Mendes

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(reprodução de matérias da Contraf-CUT)

Negociações com o BB terminam sem avanços

31 de agosto de 2006 - 20:13 - Banco do Brasil


(São Paulo) Terminaram em impasse as duas rodadas de negociações realizadas com o Banco do Brasil nesta quinta-feira para debater a Cassi e as reivindicações complementares do funcionalismo. Pela manhã, as discussões sobre a Caixa de Assistência continuaram sem avanços, já que o BB insiste em esconder os números que o levaram a apresentar sua proposta.

“A proposta do Banco do Brasil para a Cassi é muito diferente da nossa. Pelos dados que temos e que nos foram repassados pelos diretores eleitos da Caixa, precisamos de no mínimo R$ 850 milhões de receita para sustentar o Plano de Associados. Os números dos eleitos mostram também que a taxa de administração do Plano teria de ser fixada em 12% para um índice inflacionário de 13,75%. Com esses dados, a proposta do BB é insustentável”, afirma Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.

Segundo o dirigente, o Banco do Brasil tem se recusado a apresentar seus números. “Deixamos claro na reunião que a diretoria do BB precisa abrir os dados sobre a Cassi para que possamos negociar e chegar a um denominador comum. Pelos números dos eleitos, a proposta do Banco não viabiliza financeiramente a Cassi. O BB, por exemplo, considera fundamental a coparticipação dos associados, que nós somos contra. Ao contrário dos diretores eleitos da Cassi que defendem este princípio. Mas não podemos negociar isso, sem os dados do banco”, destaca Marcel.

A Comissão de Empresa também cobrou a implantação do Plano Odontológico. O Banco diz que aceita negociar, mas novamente não apresentou nenhuma proposta durantes as negociações.

Reivindicações específicas

As negociações sobre a minuta complementar dos funcionários do BB, entregue no último dia 17, também não avançaram. Um dos principais anseios dos bancários, a implantação de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS), não pôde ser negociado porque, segundo o banco, a Lei Eleitoral proíbe mudanças que possam levar a reajustes salariais às vésperas das eleições. As discussões sobre o PCS ficaram para depois de outubro.

Na questão da isonomia, a direção do BB jogou um balde de água fria no funcionalismo. Segundo os negociadores, o banco já avançou onde pôde e novas mudanças foram praticamente descartadas pela direção. “A licença-prêmio, por exemplo, foi totalmente negada pelo BB. Não conseguimos respostas para nenhuma das cláusulas apresentadas. Precisamos intensificar a pressão para arrancar novas conquistas do banco”, ressaltou Marcel.

Outras pendências, como a regularização do vale-transporte e o pagamento da verba de R$ 31,80, também continuam. O BB levou um técnico para provar que o vale-transporte está sendo pago corretamente. “Já entramos com uma representação no Ministério Público e vamos aguardar a manifestação dos promotores sobre o caso”, lembra Marcel.

A Comissão de Empresa provou para a diretoria do banco que a verba 109, de R$ 31,80, não está sendo paga a todos os funcionários que têm esse direito. O banco ficou de analisar.

Acordo prorrogado

Com o início das negociações complementares, o Banco do Brasil aceitou prorrogar as cláusulas do atual acordo até o dia 30 de setembro. A direção do BB se comprometeu a manter as conquistas trabalhistas dos funcionários na Campanha Nacional do ano passado. Com relação à PLR, o banco diz que pretende seguir o que for acordado com a Fenaban, mas manterá a proporcionalidade em relação ao que foi pago no ano passado.

Fonte: Contraf-CUT

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Negociações sobre a Cassi não avançam

24 de agosto de 2006 - 19:30 - Banco do Brasil

(São Paulo) A negociação desta quinta-feira entre a Comissão de Empresa dos Funcionários e o Banco do Brasil terminou sem avanços. As discussões centradas exclusivamente nas questões da Cassi continuam em impasse e nova rodada de negociações foi agendada para semana que vem, no dia 1º de setembro.

“As negociações estão muito devagar, o banco nos trouxe algumas propostas, mas elas são muito tímidas. Não são suficientes para resolver os problemas estruturais da Cassi, que precisam de soluções urgentes”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.

O Banco do Brasil concordou com as alterações estatutárias propostas pelos bancários, mas quer que as eleições da Cassi sejam realizadas de quatro em quatro anos e não a cada dois anos como é hoje.

O BB também aumentou a proposta de investimento de R$ 120 milhões para R$ 200 milhões que seriam utilizados em serviços próprios. “Este aumento foi positivo, mas o valor ainda está muito aquém do que o banco deve para a Cassi. Precisamos aumentar o investimento”, destacou Milton Rezende, vice-presidente da Contraf-CUT.

A diretoria do banco também propôs a redução da coparticipação de 20% para 15%, mas os bancários não concordam. “Nem queremos discutir esta questão porque não concordamos com o princípio da coparticipação proposto pelo banco. O BB também aceita assumir os dependentes indiretos, mas só daqui para frente. E o passado? E o déficit que temos hoje? O BB não quis discutir isto e a questão dos dependentes indiretos também não avançou”, explicou William Mendes, secretário de Imprensa da Contraf-CUT.

Plano Odontológico

O Banco do Brasil concorda em discutir a implantação do plano odontológico, mas a direção quer negociar na mesa específica. “Este é um assunto relativo à Cassi e queremos discutir sim na mesa da Cassi”, disse Olivan Faustino, do Sindicato da Bahia.

Antes da nova rodada de negociações sobre a Caixa de Assistência, os bancários e o BB agendaram um encontro no dia 31 para discutir as reivindicações específicas. A data ainda precisa ser confirmada, mas a ideia é negociar um dia antes da mesa da Cassi.

Fonte: Contraf-CUT

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Negociação unificada, reafirmada em reunião com o BB

17 de agosto de 2006 - 18:26 - Banco do Brasil

Entre as reivindicações estão isonomia e PCS. Discussão abrangeu ainda contraproposta para a Cassi e denúncia de casos de assédio moral

(Brasília) Na reunião do Comando Nacional e da Comissão de Empresa dos Funcionários com os representantes da direção do Banco do Brasil, foi reafirmada a participação do BB na negociação unificada que ocorrerá com todas as empresas financeiras na Fenaban, ao mesmo tempo da discussão de temas específicos.

Entre esses temas, a minuta entregue ressalta a devolução das horas compensadas em virtude das greves de 2004-2005, a isonomia de direitos entre todos os funcionários e Plano de Cargos e Salários a partir de 01/09/2006, independentemente da data de fechamento da Campanha Nacional do Ramo Financeiro.

Outro ponto discutido foi a contraproposta feita pelos trabalhadores para a Cassi, que inclui aporte de R$ 400 milhões por parte do banco (entre investimento em serviços próprios e recomposição de reservas do Plano de Associados), ressarcimento de déficits anuais e cumprimento do estatuto, com contribuição patronal equivalente a 1,5 vez a do funcionário. A direção do BB comprometeu-se a estudar e dar resposta a esse e outros pontos na próxima negociação.

O Comando voltou a cobrar também o pagamento de todos os meses da verba 109, de R$ 31,80, que o BB vem descumprindo para bancários com salário abaixo de R$ 1.500, como os das centrais CABB de São Paulo e Paraná. O banco disse que está avaliando juridicamente e que, se devido, fará o pagamento.

Denúncia de assédio moral

Na reunião, foram relatados casos de assédio moral por conta do programa Sinergia de Norte a Sul do País. Foi cobrada iniciativa concreta para combater essa prática. “Chegaram, num primeiro momento, a atribuir essa prática a uma ‘cultura autoritária’ da sociedade brasileira, dizendo que é coibida na empresa. Mas o que precisamos é de medidas efetivas de combate ao assédio moral e incentivar a educação dos gestores que utilizam essa prática, denunciados com documentos, para servir de exemplo”, conclui Marcel Juviniano, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários.

Fonte: Contraf-CUT

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Comissão de Empresa recebe estudo e proposta dos eleitos pra Cassi

11 de agosto de 2006 - 18:23 - Banco do Brasil

(São Paulo) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil recebeu na tarde desta sexta-feira um projeto e estudos de proposta para a Cassi, entregue pelos diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Assistência. Após a entrega, a coordenação da Comissão, a Contraf-CUT e os eleitos da Cassi debateram vários pontos importantes para os associados da Cassi.

“O estudo vai ao encontro das resoluções definidas pelos representantes dos funcionários no congresso do BB, realizado durante a Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, no final de julho. Ele quantifica a dívida do Banco do Brasil com a Cassi e exige o cumprimento do estatuto com a contribuição patronal de 4,5% para os funcionários que ingressaram no BB após 98. Também contempla a implantação do Plano Odontológico e traz estudos técnicos e atuariais que dão mais subsídios para a Comissão na hora de negociar com o banco”, explica Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.

Segundo ele, a contraproposta que os eleitos da Cassi entregaram será analisada na reunião agendada para o próximo dia 16. No dia seguinte está marcada a negociação com o banco para debater os problemas da Caixa de Assistência.

“Vamos apresentar a nossa contraproposta para o banco, com vários pontos que garantem uma Cassi forte e obriga o BB a ter mais responsabilidade com a saúde dos seus funcionários. Na última negociação, o banco apresentou o seu projeto, mas ele foi rejeitado porque, depois de três anos de negociações, o BB quer passar a dívida para os associados. Vamos brigar muito, porque a Cassi é nossa prioridade”, afirma Marcel.

Os dirigentes eleitos da Cassi se colocaram também à disposição da Comissão de Empresa para participar dos debates, colaborarem nos estudos e nas negociações com o banco.

Fonte: Contraf-CUT

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Comissão de Empresa recebe sugestão de contraproposta para a Cassi

10 de agosto de 2006 - 18:58 - Banco do Brasil

(São Paulo) Os dirigentes eleitos da Cassi entregam nesta sexta-feira para a coordenação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil um projeto de contraproposta para a Caixa de Saúde.

Segundo Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa, a contraproposta que os eleitos da Cassi vão entregar será analisada na reunião agendada para o próximo dia 16. “Um dia depois vamos negociar com o banco e a Cassi será um dos temas centrais da pauta”, explicou.

Durante a 8ª Conferência Nacional, os representantes dos funcionários do BB realizaram um Encontro específico e reafirmaram a rejeição da proposta de custeio da Cassi apresentada pela direção do banco.

“Os dirigentes sindicais autorizaram a Comissão de Empresa a negociar uma contraproposta que tenha como premissa a quitação do passivo do banco com a Caixa de Assistência, incluindo o pagamento dos 4,5% referentes à contribuição dos funcionários pós-98 e dos dependentes indiretos. Os delegados aprovaram ainda a implantação do Plano Odontológico”, detalhou Marcel Barros.

Fonte: Contraf-CUT

15.7.20

O Banco do Brasil é dos brasileiros


Olá, colegas bancários e bancárias da ativa e aposentados!


Neste fim de semana aconteceu o 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. Por causa da pandemia mundial de Covid-19 o evento foi virtual e transmitido pela internet. Como cidadão que participou da história de construção da organização nacional dos bancários, dediquei o meu dia a assistir a todos os painéis.

Reproduzo abaixo uma das matérias a respeito do 31º CNFBB. Vale a pena dedicarmos dez minutos para ler sobre a importância do nosso banco público e sobre a importância de nossos direitos históricos: defender o BB é mais que uma agenda corporativa, é uma agenda de desenvolvimento nacional.

As informações nos ajudam a criar um espírito de pertencimento sobre o quanto a nossa existência é fundamental para o Brasil e os brasileiros. 

Leiam! Compartilhem com um ou dois colegas. Dediquem dez minutos por dia para esse tema de nossa vida.

Abraços, 

William Mendes

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(reprodução de matéria)


Painel "O banco é dos brasileiros" abre os debates do 31º CNFBB

Após debater sobre questões de organização, o painel “O banco é dos brasileiros” abriu os debates do 31º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, na manhã deste domingo (12). Os convidados falaram a respeito do papel desempenhado pelo Banco do Brasil no microcrédito, crédito para pequenos e microempreendedores, para agricultura familiar e a importância deste patrimônio para a sociedade brasileira.

Leonardo Penafiel Pinho, presidente da Unisol Brasil e vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, foi o primeiro a falar e disse que ficou muito orgulhoso de participar do 31º Congresso Nacional, pelos trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil que, apesar dessa pandemia, têm feito essa grande mobilização virtual. “Esses trabalhadores estão neste congresso defendendo o Banco do Brasil não numa perspectiva apenas de defender uma agenda corporativa, por ser funcionários do banco. É uma defesa do desenvolvimento nacional, de uma agenda em defesa do Brasil. É nesta perspectiva que a Unisol reafirma seu compromisso com um Banco do Brasil público e voltado a uma agenda de desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento social no Brasil.”

O presidente da Unisol Brasil baseou a fala em duas grandes agendas em que o cooperativismo internacional tem compromisso: A agenda 2030, um plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade, com 17 objetivos e mais de 200 metas que visam o desenvolvimento sustentável do Planeta; e ‘A década da agricultura familiar’, um plano de ação global contra a fome e a pobreza rural até 2028. “A agenda de privatização do Banco do Brasil é uma agenda contra o Brasil. É o entreguismo aos interesses do mercado financeiro internacional. Querem entregar um banco que é lucrativo e premiado.”

Pinho defendeu o BB público ao mostrar as transformações sociais que o banco realiza ao seguir um modelo de desenvolvimento social. “A carteira de negócios de impacto social do banco movimentou por volta de R$ 70 bilhões em saldo, só o ano passado. Esses arranjos produtivos criam uma indução econômica que movimenta parcelas importantes do PIB brasileiro. Nós estamos falando de um banco indutor de desenvolvimento, um banco indutor de desenvolvimento sustentável, atrelados à agenda 2030.”

O palestrante lembrou ainda que além da agricultura familiar, da agroecologia, da agenda 2030, dos negócios de impacto social que movimentam bilhões de cadeias produtivas no Brasil, o Banco do Brasil cumpre um papel na cultura brasileira. “Graças ao Banco do Brasil foram mais de 3 milhões de pessoas que tiveram acesso à cultura, através dos eventos culturais Banco do Brasil. Então o Banco do Brasil também é um importante instrumento de fomento à cultura e à identidade nacional. É um importante instrumento também na habitação popular”, afirmou.

“Eu venho aqui em nome da Unisol Brasil e do Conselho Nacional de Direitos Humanos afirmar que o Banco do Brasil é um banco de promoção de desenvolvimento nacional. Quem defende a sua privatização não é patriota, não é nacionalista. É entreguista aos interesses do mercado financeiro internacional. Queremos um BB público para garantir o desenvolvimento sustentável, um desenvolvimento nacional, que agregue valor no campo brasileiro, fomentando a agroecologia, agricultura familiar e também tragam o desenvolvimento sustentável nas cidades. Para isso precisamos, não de fechamento de agências. Nós precisamos interiorizar cada vez mais o Banco do Brasil, para ter uma economia solidária e promover o bem viver para a sociedade brasileira. Parabéns aos trabalhadores do Banco do Brasil, conte com a Unisol Brasil e com o Conselho Nacional de Direitos Humanos”, finalizou Leonardo Penafiel Pinho.


Fundos de Previdência

Em sua palestra, o diretor de Seguridade da Previ, Marcel Juviniano Barros, destacou a importância dos bancos públicos e de seus fundos de previdência na dinamização da economia do Brasil, principalmente no interior do País. “O maior pagador de benefícios, como os do INSS, é o Banco do Brasil. Trabalhei em agências do Interior e vi que o banco público é o maior pagador. Os bancos privados ficam só nas capitais. Em Alagoas, por exemplo, são os bancos públicos que estão nas cidades do Interior. Não interessa para os bancos privados ir para essas cidades”.

Marcel explicou como os fundos de previdência dos bancos públicos são importantes para as pequenas, micro e médias empresas, bem como para a agricultura familiar. “Em um fundo de previdência como a Previ, todos os funcionários do Banco do Brasil colocam um pouco de seus salários em investimentos que vão para o setor produtivo. Já os bancos privados investem quase 90% em renda fixa, um investimento que é contra o País. Quem paga essa conta somos nós, os cidadãos”, alertou Marcel.

Os bancos públicos, destacou Marcel na palestra, colocam seus investimentos em empresas que vão gerar a riqueza do país. “O investimento da Previ vai fazer o país crescer. São os bancos públicos que têm esse compromisso”, disse. Marcel falou que se o ministro da Economia, Paulo Guedes, tivesse compromisso com o Brasil, faria com que os investimentos dos bancos privados fossem também colocados na produção do País.

As diferenças entre as políticas de investimentos dos bancos públicos e os privados, para Marcel, precisam ser debatidas no movimento popular. Ele acredita que o debate tem de ser feito, por exemplo, pelas associações de moradores e cooperativas de produtores.


Instituição de Estado para o desenvolvimento do Brasil

O economista Murillo Francisco ressaltou a importância do Banco do Brasil como uma instituição de Estado, imprescindível para o desenvolvimento do país e para ajudar o país a se recuperar no pós-pandemia. “A pandemia paralisou a economia. Prejudicou o capital de giro das empresas e o desemprego, que já estava em alta, aumentou ainda mais. Além dos 12,8% de desempregados, existem outros 17 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego e não são considerados como desempregados pela pesquisa do IBGE. Isso dá um número muito grande que chega a cerca de 30 milhões de pessoas desocupadas”, observou o economista.

Segundo Murillo, houve redução enorme dos postos de trabalho em várias áreas da economia, o que gerou uma queda de 7,3 bilhões na massa de rendimento, com consequência no aumento do endividamento e da paralisação da economia.

Neste contexto, os bancos estão sendo muito criteriosos na concessão de crédito e as empresas não conseguem ter acesso aos recursos. “Em situação de crise e de aumento de risco, os bancos retiram crédito, aprofundam a crise, não ajudam na sua superação”, destacou o economista.

Murillo disse que, se observarmos os dados, veremos que teremos uma profunda e prolongada crise econômica e a atividade bancária, de concessão de crédito, está sendo barrada por essa perspectiva.

“É aí que entram os bancos públicos. Neste contexto os riscos têm que ser compartilhados e a gente precisa de concessão de crédito com análise diferente da do mercado e prazos mais alongados. O mercado não se dispõe a isso”, disse o economista. “O Banco do Brasil tem mais de 200 anos e tem expertise de atuação na ponta, junto às micro, pequenas e médias empresas e ao produtor rural. Está presente em todos os setores da economia de maneira geográfica e estrutural. O Brasil não é para amadores e o Banco do Brasil tem esse conhecimento e pode realizar isso para contribuir com a recuperação da economia”, disse Murillo ao concluir sua reflexão.

Fonte: Contraf-CUT

4.7.17

É papel do Diretor de Saúde politizar as questões da Caixa de Assistência



(redação atualizada às 9h39)


Reunião com funcionários da Cassi e
Conselheir@s de Usuários (RJ).


"Achar
a porta que esqueceram de fechar.
O beco com saída.
A porta sem chave.
A vida."


"Ainda vão me matar numa rua.
Quando descobrirem,
principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade."

(Paulo Leminski)

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OPINIÃO

Olá prezad@s associad@s e participantes da Cassi e companheir@s de lutas!

Iniciamos mais uma semana de gestão e luta pela Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior autogestão em saúde do País.

Como estive neste final de semana no fórum político mais importante do funcionalismo do Banco do Brasil, o Congresso Nacional dos Funcionários (28ª edição), vamos emendar duas semanas de lutas.

Estou escrevendo na madrugada porque só agora pude sentar para essa tarefa de prestar contas do mandato e opinar sobre as coisas inerentes ao que faço e represento.

Eu refleti muito a respeito de nosso mandato de representação na Cassi (2014/2018), na Diretoria de Saúde e Rede (própria) de Atendimento, durante os dois dias de Congresso do Funcionalismo em São Paulo.

Eu sou oriundo dos movimentos sociais - estudantil e sindical -, estou nas frentes de defesa dos trabalhadores há quase 20 anos. Fui dirigente sindical por 14 anos, e participei da coordenação do movimento dos bancários do Banco do Brasil por praticamente todo o período dos anos 2000. Posso dizer que cheguei à Cassi com uma boa experiência de política de defesa dos bancários.

Foi a minha 4ª participação do CNFBB como Diretor de Saúde da Cassi, eleito pelos trabalhadores associados (fui em 2014, 2015, 2016 e 2017). A principal conclusão que tirei de meus dois dias no 28º Congresso foi da absoluta certeza que o meu principal papel como gestor de saúde da Cassi é de informar e politizar a base social de nossa autogestão, mesmo que para isso eu tenha que ir a todos os cantos do Brasil, até utilizando meu salário.





FALAR COM TODA A NOSSA CAPACIDADE SOBRE A CASSI E OS DIREITOS DOS ASSOCIADOS INDEPENDENTE DO NÚMERO DE OUVINTES E LUGAR QUE ESTIVERMOS

Desde o 1º dia de nosso mandato, em junho de 2014, temos ido a todos os Estados e locais onde estão os diversos segmentos de associados e participantes da Cassi. 

É por isso que nesta semana vou pela 3ª vez ao Amapá, lá na divisa com a Guiana Francesa, onde passa a linha imaginária do Equador, participar da 2ª Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Em 2015, conversamos com 44 participantes sobre a Sustentabilidade da Cassi. Nós temos 1.391 assistidos no Estado. 

É por isso que na outra semana iremos pela 3ª vez ao Rio Branco, Acre, que faz fronteira com a Bolívia e o Peru, para participar da VI Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Temos lá 1.758 participantes da Caixa de Assistência. Na última Conferência em 2015 conversamos com 79 pessoas da comunidade BB. 

Aliás, é por isso que completarei com estas duas Conferências 44 participações nas Conferências de Saúde nos 26 Estados e DF.

É por isso que na semana que passou, na quarta-feira 28, estive na CliniCassi Copacabana, no RJ, para participar de um seminário e capacitação dos funcionários da Cassi e conversar com o Conselho de Usuários da Cassi RJ sobre o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF). Eu não tinha agenda livre, mas me virei para acertar uma forma de ir ao evento porque ali está a base social que necessita do melhor tipo de (in)formação possível.

Chegamos à Cassi e fizemos nosso planejamento estratégico para os 4 anos de mandato, com leitura e diagnóstico do cenário que encontramos: a Cassi é extremamente desconhecida de sua comunidade. Uma das prioridades teria que ser e continua sendo levar o conhecimento do que é a Cassi aos seus associados e participantes, às lideranças e suas entidades representativas, ao próprio Banco patrocinador e até aos seus mais de 2.600 trabalhadores (da Cassi). E estamos fazendo isso com informação escrita e presencial.


A CASSI ESTÁ SOB RISCO E PRECISAMOS QUE O BANCO DO BRASIL E OS ASSOCIADOS E SUAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS E LIDERANÇAS TOMEM PARA SI A DEFESA DA ENTIDADE E DO PLANO DE ASSOCIADOS

A Cassi é um patrimônio do funcionalismo do Banco do Brasil, completou 73 anos em 2017, esteve sob sério risco nos últimos anos por causa de déficit no Plano de Associados e estagnação até 2013 da ampliação do modelo assistencial de Atenção Primária (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF), organizado através das unidades de atendimento CliniCassi. 

Após uma luta de 2 (dois) anos que empreendemos para que o Banco patrocinador também colocasse recursos na Caixa de Assistência juntamente com os associados (Memorando de Entendimentos), a Cassi pôde entrar o ano de 2017 com um orçamento operacional aprovado, mas como há fatores externos que influenciam sobremaneira a operacionalização da Cassi como autogestão em saúde, que compra serviços de saúde no mercado desregulamentado, ela está novamente sob novo risco existencial: a suspensão por parte do órgão regulador (ANS) dos seus planos de saúde, inclusive o Plano de Associados, que não é comercializado, é um direito dos bancários.

Eu escrevi sobre isso na sexta-feira 30 (ler AQUI) e tenho limites no que posso fazer a respeito como Diretor de Saúde (apesar da comunidade e lideranças não entenderem direito os papéis de cada gestor na Cassi, sejam eles eleitos pelos associados ou indicados pelo Banco).

Eu faço um apelo para que os sindicatos de bancários não descuidem da Cassi, porque sei que a agenda de lutas é a mais pesada da história por causa do desmonte dos direitos brasileiros e dos bancos e empresas públicas. A Cassi cuida de mais de 700 mil bancários e familiares no modelo de autogestão, num setor de saúde suplementar e de saúde em grave crise. 

Entendo que a ANS está exorbitando de seu papel ao suspender a entrada de novos trabalhadores no Plano de Associados, que é um plano coletivo empresarial fechado do Banco do Brasil e seus funcionários. Independente da quantidade de reclamações recebidas sobre a Cassi, que fazem parte do dia a dia do setor de saúde, os direitos em saúde de um trabalhador do BB são in-fi-ni-ta-men-te maiores que qualquer tipo de plano de saúde que exista no "mercado" e alijar esse direito não é "proteger" um usuário de plano de saúde suplementar, mas prejudicar o trabalhador.


Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos
é lançada nos Congressos do BB e Caixa. Foto: Jaílton Garcia.

Confesso o meu sentimento em relação aos dois dias do 28º Congresso dos Funcionários do Banco do Brasil, que contou com a participação de 309 delegad@s: saí muito frustrado. Em dois dias, falei 10 minutos sobre a Cassi para um grupo com cerca de 70 pessoas e depois falei mais uns 5 minutos em uma corrente política para umas 20 pessoas. Os dois Diretores eleitos da Cassi, Humberto e eu, estivemos em uma das duas mesas de abertura política e, ao final dos arranjos políticos sobre quem falaria ou não falaria, a única entidade ou representação que não falou ao plenário foi a Cassi. Depois, no Grupo 1, onde se incluiu o tema saúde e Cassi, só falamos porque um delegado sugeriu que os diretores fizessem uma fala de 5 minutos, e explicamos que era muito pouco para falar das questões da Cassi. Nos permitiram falar 10 minutos. Agradeço a gentileza.

Por fim, acredito estar correto em me esforçar até a última energia que tenho para ir às bases sociais falar com as pessoas sobre a nossa Cassi, além dos 34 boletins que já fizemos e as 521 postagens prestando contas do mandato neste Blog e falando sobre as questões da autogestão Cassi. Nunca deixei de cumprir com as minhas obrigações de ofício na governança da Cassi. Não posso falar de outras diretorias que passaram pela entidade nessas duas décadas posteriores ao Estatuto de 1996, mas sei que já estudei muita coisa da Cassi e sua história de serviços de saúde prestados aos trabalhadores da comunidade Banco do Brasil e ao País.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (2014/18)

19.7.16

Entidades de representação retomam negociação da Cassi com o Banco do Brasil


(Reprodução de matéria da Contraf-CUT)

19/7/16

Os projetos fazem parte do Programa
de Excelência no Relacionamento.
Foto: Guina Ferraz

Os representantes dos funcionários cobraram do Banco o andamento dos projetos de ações estruturantes e ações emergenciais de reforço de caixa para a Cassi



As entidades de Representação do Funcionalismo do Banco do Brasil, que compõe a Mesa de Negociações da Cassi, retomaram os debates sobre a sustentabilidade da caixa de assistência, na segunda-feira (19).

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, a retomada das negociações demonstra a preocupação das entidades com o futuro da Cassi e com o atendimento dos associados. “Precisamos construir uma proposta de sustentabilidade de longo prazo para a Cassi, reforçando a política de Atenção Integral a Saúde, com melhor atendimento, sem corte de benefícios e reforçando o modelo da Estratégia Saúde da Família para encaminhamento de tratamento e prevenção de doenças. O debate não pode parar dentro do BB e nem com os aposentados”, alertou. “As resoluções do Congresso Nacional dos Funcionários do BB, realizado no mês passado, reforçaram a importância e a prioridade da Cassi nos debates com o Banco”, completou.

Os representantes dos funcionários cobraram do Banco o andamento dos projetos de ações estruturantes e ações emergenciais de reforço de caixa para a Cassi, para evitar que se tenha corte de benefícios e falta de atendimento. A mesa reafirmou que os projetos não são de uma ou outra diretoria da Cassi, mas da entidade e que devem ter continuidade.

Os projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento, desenvolvido pelas diretorias da Cassi, que tratam de aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação, gestão da rede de prestadores, acesso qualificado através do sistema integrado de saúde, gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais, aperfeiçoamento dos processos orientados ao sistema de saúde Cassi e novos planos.

As entidades também cobraram do BB que apresente proposta de sustentabilidade de longo prazo para ser debatida.

Foram reafirmados os princípios balizadores da negociação e consensos construídos ao longo do processo de negociação:

- o princípio da solidariedade

- investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégia Saúde da Família

- a garantia de atendimento para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas

- corresponsabilidade entre BB e associados.

Algumas propostas de cunho emergencial foram apresentadas para análise do BB, para garantir reforço de caixa, considerando o fim das reservas livres. Os representantes dos funcionários apresentaram a proposta de antecipação do SiBET, valores que serão destinados de contribuição patronal e pessoal, a partir do resgate do saldo do BET na Previ. Esta medida anteciparia os recursos e não traz nenhum prejuízo aos associados.

Foi cobrado novamente que se tenha contribuições para a Cassi nos acordos judiciais e extrajudiciais trabalhistas e que o Banco analise a antecipação de contribuições.

O Banco informou que parte das análises dos projetos estão sendo conduzidas dentro do próprio Banco, com a análise dos dados disponíveis até o momento e que o BB está analisando a forma de se fazer o investimento nos projetos.

Sobre as propostas de cunho emergencial, o BB afirmou que ainda nesta semana fará reuniões com a Diretoria da Cassi para discutir algumas medidas que foram propostas e estão sendo analisadas técnica e juridicamente. Sobre antecipação de recursos, o BB afirmou que o fez com a antecipação do 13º proposto pela Mesa de Negociação e que esta foi a única medida possível de antecipação.

As entidades cobraram que as negociações sejam aceleradas e foi acordado que teremos rodadas em menor tempo entre uma e outra a partir de agora. Nova rodada de negociação foi agendada para o dia 1º de agosto.

Fonte: Contraf-CUT

18.6.16

Fechando agenda do Diretor de Saúde (DF e SP)


Diretor da Cassi, William, nos debates no grupo de saúde.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Sábado, fim de noite. Estamos fechando a agenda de trabalho e gestão da semana em nosso mandato na Cassi. Saí há pouco do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no Anhembi em SP, onde estive desde quinta-feira. O encontro acaba neste domingo, mas encerrei minha participação neste sábado, após a conclusão dos trabalhos de grupos, onde contribuí nos debates do grupo de saúde. Agradeço ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, de onde sou oriundo, pelo convite e subsídio para minha participação no evento.

Na sexta-feira, tive a oportunidade de assistir às palestras do professor Emir Sader e da grande deputada federal e bancária da Caixa, Erica Kokay, do PT de Brasília. Ver grandes figuras intelectuais e de luta em defesa do povo, dos trabalhadores e de um sociedade mais justa e solidária vale a pena.

Antes na quarta-feira, havia participado da reunião do Conselho de Usuários da Cassi SP e feito uma boa reunião de parcerias em saúde com o direção do BB em SP. (leia AQUI).

Na segunda e terça foram aqueles dias em que a gente acaba trabalhando mais de vinte horas entre a leitura da pauta da reunião semanal de Diretoria e o final dos debates e deliberações.

Hoje, antes de encerrar os trabalhos de Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, acabei lendo quase a metade da pauta de Diretoria da próxima terça.

Mas agora chega. Prestação de contas do mandato feita. Bateu um cansaço arretado e vamos descansar um pouco.

Desejo bom final de encontro aos companheiros e companheiras lá no Congresso dos Funcionários. Espero que construam consensos para as reivindicações dos bancários do BB na Campanha Nacional de 2016 e espero que a Cassi seja uma das prioridades, porque a história de lutas e conquistas nos mostram que só com mobilização e correlação de forças é possível avançar em direitos nos embates entre nós trabalhadores e patrões, e data-base é uma ótima oportunidade para lutar.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde da Cassi (eleito)

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Post Scriptum: publiquei no Facebook.

Já na madrugada de sexta,
 17 de junho.


Instantes... (conjugando a rotina de gestor da Cassi com a participação em eventos centrais dos associados que representamos)

Cheguei na noite desta quinta 17 ao 27º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no Anhembi SP. Já pude rever alguns amig@s e companheir@s de lutas e estaremos nestes dias à disposição dos associados e de suas entidades representativas para tirar dúvidas e também defender nossos projetos para a Cassi e os associados.

Enquanto isso, nossa rotina de gestor da Cassi segue. Pouco antes da meia-noite tive que abrir o computador e trabalhar um pouco antes de dormir. Estudamos 3 súmulas de nossa diretoria para serem liberadas na manhã de sexta... Agora vamos dormir porque já passa de 1:30h da madrugada...

Abraços a tod@s,


3.9.15

Cassi segue fortalecendo a participação social





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estamos em período de grandes definições sobre a nossa Caixa de Assistência. 

Temos mesas de negociação instaladas debatendo a questão da sustentabilidade e soluções para o equilíbrio no Plano de Associados entre Banco e entidades representativas. 

A Cassi também é uma das prioridades definidas pelo funcionalismo em seu maior fórum nacional, o 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrido em junho. 

Os delegados e delegadas no encontro votaram inclusive uma moção de apoio às propostas dos representantes do Corpo Social na gestão da Cassi, de aportes por parte do patrocinador BB e aprofundamento do modelo assistencial da Cassi, de Atenção Integral à Saúde, com CliniCassi e Estratégia Saúde da Família (ESF).

Leia AQUI a Moção aprovada no 26º CNFBB.

Enquanto estamos trabalhando intensamente para assessorar as lideranças sindicais e entidades representativas nas mesas, estamos firmes viajando o país para realizar as Conferências de Saúde que renovam os Conselhos de Usuários, e consequentemente a participação social, que tanto defendemos.

Na próxima semana estaremos no Acre para mais um debate. Nossa Conferência só será possível por causa do apoio logístico e financeiro das entidades sindicais e associativas da comunidade BB e bancários.

É assim que se constrói o verdadeiro espírito de pertencimento em uma comunidade. É assim que se constrói a unidade da classe trabalhadora.

Agradeço a tod@s que têm nos apoiado a fortalecer a Cassi e estaremos lá de coração radiante.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum (23/9/16):

Resultado das eleições 2014 no Acre:

Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores AC: Ativos = 380 / Aposentados = 49 (429)

Eleitores votaram AC = 328 (86,3%) / 018 (36,7%)

Total AC = 346 (80,6%) / válidos: 269 (77,7%)


Chapa 1 Todos pela Cassi = 146 / 006 = 152 / 56,5%


Chapa 2 Maturidade =         041 / 001 = 042 / 15,6%

Chapa 3 Uma Nova Cassi = 031 / 005 = 036 / 13,4%

Chapa 4 Renovação =         036 / 003 = 039 / 14,5%

Votos Brancos =                 038 / 002 = 040

Votos Nulos =                     036 / 001 = 037

Total Votos apurados AC = 328 / 018 = 346

19.8.15

Campanha 2015 - Resoluções de Saúde do 26º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (I)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Já estamos na Campanha Nacional dos Bancários. A estratégia aprovada pela categoria bancária é o modelo de mesa geral para negociar os direitos na Fenaban, onde assinamos a única Convenção Coletiva Nacional (CCT) do País, e temos as mesas concomitantes nos bancos públicos, onde se negociam as pautas específicas aprovadas nos congressos dos trabalhadores destes bancos.

O 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, aconteceu neste ano em SP e definiu a pauta de reivindicações específicas do funcionalismo. Um dos eixos prioritários e que teve um grande debate no congresso e foram construídos consensos importantes é o tema Saúde e Cassi.

As negociações começaram esta semana. Hoje 19/08 teve negociação com a Fenaban e na semana que vem começam as negociações nas mesas concomitantes do Banco do Brasil e da Caixa Federal.


BLOG VAI ABORDAR AS RESOLUÇÕES DE SAÚDE/CASSI

Vamos abordar aqui no Blog as resoluções debatidas e aprovadas no nosso 26º Congresso dos Funcionários do BB como contribuição ao movimento dos trabalhadores e às nossas entidades representativas.

Nossa ideia é contribuir para colocar todo o nosso funcionalismo, da ativa e aposentados, envolvido e mobilizado neste que é o momento de maior organização e mobilização dos bancários no ano, a data-base. Cito também os aposentados porque as resoluções e propostas no BB e na Caixa afetam diretamente a vida de nossos colegas aposentados.

Abaixo, começo a transcrever as resoluções da área de saúde e da Cassi, pois hoje estou gestor da nossa Caixa de Assistência, eleito pelos associados e com o apoio das entidades representativas.

Como se pode observar, a ampla maioria das resoluções do 26º Congresso tem relação direta e está em sintonia com as propostas dos representantes eleitos pelo Corpo Social da Cassi, pois se referenciam no modelo de Atenção Integral à Saúde, Estratégia Saúde da Família (ESF), promoção de saúde e prevenção de doenças em geral e ocupacionais, enfim, tudo que está nas propostas dos eleitos e da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.

Boa campanha a tod@s nós trabalhadores,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi






Resoluções do 26º Congresso Nacional dos Funcionários do BB

Saúde/CASSI

·         O princípio e fundamento de nossa Caixa de Assistência Médica deve ser solidariedade. Não aceitaremos nenhuma proposta do Banco que ameace este princípio;
·         Implementação efetiva de um modelo preventivo e não apenas curativo;
·         Separar os custos dos adoecimentos oriundos do dia a dia de trabalho, que devem ser arcados pelo Banco do Brasil, dos custos gerais dos programas de Atenção Integral à Saúde na Cassi, que visam toda a população assistida da Caixa de Assistência Médica;


·         Reconhecimento e valorização dos Conselhos de Usuários da Cassi



COMENTÁRIOS DO BLOG:

- A questão da participação social através dos Conselhos de Usuários sempre foi uma bandeira que defendemos. As entidades representativas e as lideranças do funcionalismo têm acompanhado o esforço de nossa Diretoria de Saúde, responsável pelo apoio aos Conselhos, em fortalecer estes fóruns. 


Das 10 Conferências de Saúde realizadas em 2014, que renovam os Conselhos de Usuários, eu pude estar em 9 delas. Neste ano, a representação do BB na Cassi negou verba para realizarmos as 17 Conferências previstas para os Estados e, mesmo assim, nós nos dispusemos a buscar apoio das entidades representativas e estamos realizando todas elas. 

Inclusive, após nossa chegada à gestão da Cassi, vamos completar nesta semana com a I Conferência de Saúde da Cassi Amapá, a implantação de Conselhos de Usuários em 100% das Unidades da Federação.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento