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14.5.13

Movimento sindical rebate boletins do bb


Para Sindicato SP, informativos difundidos pela direção procuram confundir debate sobre plano de funções

Direção do bb parece o personagem
acima...
São Paulo – A Contraf-CUT emitiu carta aos funcionários do Banco do Brasil para rebater a versão que a direção da instituição tem disseminado, nas últimas semanas, via e-mail, aos trabalhadores do banco.

Nesta sexta-feira 10 o BB difundiu mais um boletim pessoal que afirma que 94,5% dos funcionários aderiram às CCV (Comissão de Conciliação Voluntária). Um boletim antigo diz que 99% dos bancários que permaneceram nas funções de 8 horas já aderiram ao novo plano de funções.

No entanto, de acordo com o diretor do Sindicato Ernesto Izumi, as informações do banco escondem o verdadeiro debate. "O percentual de adesão à jornada de seis horas é baixo, é o que temos constatado na base. O banco não diz que os funcionários que permaneceram nas oito horas não tiveram alternativa. Ou aderiam ou eram descomissionados”, diz o dirigente.

Além disso, ainda de acordo com Ernesto, o banco não informa que o valor apresentado nas CCV é baixo perto do que obteriam em ação judicial. “Em São Paulo não haverá CCV, pois a assembleia a rejeitou, é soberana e vale para todos. As ações vão pagar mais que as CCV. A implantação do plano foi gestão temerária, pois vai aumentar o passivo trabalhista da empresa", explica.

Para Ernesto, o banco está tentando desmoralizar os sindicatos através dos boletins. “É uma demonstração de que a empresa está preocupada com a rejeição dos funcionários ao plano de funções. A empresa também tem o objetivo de enfraquecer a representação sindical, pois sabe que com sindicato fraco os direitos dos trabalhadores serão menores”, afirma o dirigente.

Plano de funções – De acordo com análise do Sindicato, todos os funcionários do BB foram afetados, direta ou indiretamente, com a imposição do novo plano. Escriturários e caixas, ao serem promovidos para assistentes ou gerentes, ingressarão com valor da função reduzido e sem garantia de reajustes futuros nas respectivas verbas.

Assistentes que optaram pela jornada de seis horas tiveram redução salarial de 16,25% em média, e quem não aderiu, sofreu diminuição do valor recebido pela função. Os gerentes foram prejudicados pela redução do montante pago pela função, atingindo imediatamente comissionados com mais tempo de banco e que tinham zerado a antiga verba CTVF (Complemento Temporário de Valores de Função), com reflexo para todos, pois o que era piso virou teto.

VEJA CARTA DA CONTRAF-CUT

Plano de Funções do BB: patrão diz que funcionários estão contentes. Contraf-CUT e sindicatos dizem que banco prejudica funcionários. Funcionários fazem greve.

E você, em quem acredita?

Os funcionários e os sindicatos reivindicam a instalação da jornada de seis horas para comissionados. O Banco do Brasil implanta para um terço deles, reduz seus salários em 16% e, o mais grave, reduz a remuneração pela função gratificada para míseros 10% do valor do VR. Aproveita o momento para atacar os outros dois terços e reduzir o pagamento pela função de confiança para 30% do VR. O BB implanta tudo à revelia dos sindicatos e coloca a faca no pescoço do trabalhador de 8 horas, impondo: ou aceita ou perde a comissão.

Os funcionários e os sindicatos reagem à maldade do banco, percebendo sua intenção de reduzir salários ao longo do tempo e impedir a incorporação de conquistas importantes como o Adicional por Mérito. Reivindicam abertura de negociações e o banco nega, desprezando o legítimo direito dos trabalhadores de mostrar seu descontentamento.

A direção do banco manda seus prepostos abusarem dos boletins pessoais. Diz que está tudo às mil maravilhas, que todo mundo aceitou o que foi imposto e ameaça punir quem protestar. Mesmo assim, milhares de funcionários em várias localidades decidem parar por 24 horas e dizer à direção do banco que, se os membros da cúpula encastelada em Brasília acreditam que todo mundo está contente, é porque mentem para eles mesmos.

E você, que teve de aderir ao novo plano para não perder a comissão? E você, que tem de ralar feito louco para cumprir ordens e cada dia vender um produto diferente? E você, que vê claramente que a direção do banco não tem estratégia e não sabe aonde quer chegar? E você, que atravessa o portal do inferno todo dia sabendo que o banco vai lhe tirar o couro impiedosamente?

E você, administrador, que recebe vários torpedos e telefonemas todo dia e tem de ficar se controlando para não repassar a crueldade para os funcionários? E você, que faz de tudo para cumprir metas e recebe como prêmio um bonequinho de um determinado superintendente idiota?

Em quem você acredita? Nos executivos do banco, que lhe dizem que está tudo maravilhoso ou nos sindicatos, que dizem que o banco lhe quer prejudicar?

Fonte: Seeb SP Rodolfo Wrolli - 10/5/2013 (com Contraf-CUT e edição do blog)

20.3.13

Funcionários do Banco do Brasil protestam em todo o país contra plano de funções



Os funcionários do Banco do Brasil realizaram atos, protestos e paralisações de agências em todo o país, nesta quarta-feira (20), contra o novo plano de funções comissionadas imposto unilateralmente pela empresa e que traz prejuízos aos trabalhadores, como as reduções das gratificações de funções. O Dia Nacional de Luta foi indicado pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT. 


As manifestações aconteceram em cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Campo Grande, Fortaleza, Recife, Teresina, Cuiabá, Roraima, Campinas, Campos, São Caetano, Dourados e Criciúma. 

"Sindicatos de todo o país atenderam ao chamado do Comando Nacional. Mais uma vez fica demonstrada a insatisfação dos trabalhadores com a implantação unilateral do plano de funções que prejudica a todos. A forte adesão dos bancários justifica-se ainda pelo assédio moral e o desrespeito do banco no trato diário com os trabalhadores", avalia William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O dirigente da Contraf-CUT elenca ainda uma série de arbitrariedades do banco que atingem negativamente a vida do trabalhador. "Utilização do saldo de folgas sem a concordância dos bancários, demissões de funcionários concursados por ato de gestão (sem processo administrativo com ampla defesa), ingerência que ocorreu apenas na época neoliberal da década de 1990, reestruturações com remoções e descomissionamentos, assédio moral institucionalizado por não cumprimento de metas", cita Mendes. "O BB implantou uma agenda negativa contra o trabalhador".

As medidas afetam também o funcionamento das atividades do banco. "A cada semana recebemos denúncias de novas medidas que afetam a vida e o funcionamento do banco. Os próprios administradores têm exposto que suas atividades estão sendo prejudicadas por redução de despesas", afirma Mendes. 

"O movimento sindical vai aumentar a intensidade das manifestações e mobilizações até que o banco e o governo revertam esse processo", adianta o dirigente da Contraf-CUT. 

Reivindicação 

"Queremos abrir um processo de negociações, a fim de apontar os problemas existentes no plano de funções e buscar reverter os prejuízos, uma vez que não houve diálogo com as entidades sindicais e, se não ocorrerem mudanças, o BB corre o risco de ver dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

O funcionalismo do BB já fez dois dias nacionais de luta, em 7 de fevereiro e 20 do mesmo mês. As entidades sindicais já entregaram documentos com denúncias ao BB à presidenta Dilma Roussef, ao assessor especial da Secretaria-Geral da República, José Lopez Feijóo, ao Departamento e Controle das Empresas Estatais (Dest) e ao Congresso Nacional.


Confira a repercussão em algumas cidades:

Bancários de São Paulo protestam em 25 agências do BB contra plano de funções 

Em BH, bancários do BB param agência contra Plano de Funções 

Bancários paralisam agências do BB em Campinas contra plano de funções 

Bancários do BB de São Caetano paralisam agências no Dia Nacional de Luta 

Bancários de Cuiabá protestam no Banco do Brasil contra plano de funções 

Bancários do BB param unidades em Fortaleza e denunciam plano de funções 

Bancários protestam na Bahia contra o plano de funções do Banco do Brasil 

Bancários paralisam atendimento do BB de Criciúma contra plano de funções 

Bancários de Teresina pressionam Banco do Brasil contra plano de funções 

Bancários do BB de Dourados protestam contra plano de funções 

Bancários do BB de Campos paralisam agência em Dia Nacional de Luta 

Fonte: Contraf-CUT

15.3.13

Comando Nacional orienta paralisações no Banco do Brasil na quarta 20

Chega de truque bb!
O Comando Nacional dos Bancários, reunido nesta sexta-feira 15 na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, orientou os sindicatos a organizarem paralisações no Dia Nacional de Luta contra o novo plano de funções comissionadas no Banco do Brasil, marcado para a próxima quarta-feira, 20 de março.

"Queremos abrir um processo de negociações, a fim de apontar os problemas existentes no plano de funções e buscar reverter os prejuízos, uma vez que não houve diálogo com as entidades sindicais e, se não ocorrerem mudanças, o BB corre o risco de ver dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

O funcionalismo do BB já fez dois dias nacionais de luta, em 7 de fevereiro e 20 do mesmo mês. As entidades sindicais já entregaram documentos com denúncias ao BB à presidenta Dilma Rousseff, ao assessor especial da Secretaria-Geral da República, José Lopez Feijóo, ao Departamento e Controle das Empresas Estatais (Dest) e ao Congresso Nacional.

O Comando dos Bancários, na reunião desta sexta-feira 15, passou orientação aos sindicatos para intensificarem a mobilização e realizarem grandes paralisações no dia 20. "O funcionalismo tem cada vez mais claro que o novo plano prejudica a todos. Somente a pressão e a mobilização farão o banco negociar as nossas reivindicações", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Fonte: Contraf-CUT

4.3.13

Bancários denunciam gestão do BB ao Congresso Nacional nesta terça


Uma caravana de dirigentes da Contraf-CUT, federações e sindicatos estará nesta terça-feira (5) em Brasília para denunciar aos deputados e senadores no Congresso Nacional os problemas causados pela atual gestão do Banco do Brasil. A atividade ocorre na véspera da Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, que acontece nesta quarta-feira (6), na capital federal.

A panfletagem abre a campanha definida na última reunião do Comando Nacional dos Bancários, realizada no dia 22 de fevereiro, em São Paulo. O objetivo é denunciar ao governo e à sociedade os riscos de gestão temerária e futuros prejuízos decorrentes da péssima administração atual da empresa. 

"Caso não sejam revertidos os principais problemas do plano de funções, baixado unilateralmente pelo BB sem qualquer negociação com as entidades sindicais, o BB corre o risco de dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos", adverte William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

"Vamos buscar o apoio dos parlamentares para aumentar a mobilização para que haja mudança de rumo na gestão do BB. Queremos respeito aos funcionários do BB, mediante o fim das metas abusivas e a melhoria das condições de trabalho. O BB abriu, a partir do programa Bompratodos, mais de três milhões de contas em 2012. Entretanto, a falta de funcionários nas agências é caótica e tende a piorar porque, com o novo plano de funções, o banco prevê reduzir mais de 40 mil horas de trabalho sem aumentar a dotação de pessoal", alerta o diretor da Contraf-CUT.

Calendário de mobilização definido pelo Comando

5 de março - Panfletagem a parlamentares e ministros em Brasília.

6 de março - Em conjunto com a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, haverá um ato no Ministério da Fazenda e a busca de interlocução com o ministro Guido Mantega para tratar das questões do BB.

Primeira quinzena de março - Elaboração da revista O Espelho - Especial Plano de Funções.

20 de março - Novo dia nacional de luta.

Março e abril - Campanha nacional em todas as bases sindicais para denunciar os problemas causados pela gestão do BB tanto ao corpo funcional quanto ao governo e sociedade, com plenárias e eventos de divulgação.

Maio - Congressos dos funcionários de bancos públicos de 17 a 19, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

26.2.13

Funcionários do BB definem mobilização (no SEEB SP)


Em assembleia com cerca de 500 funcionários, trabalhadores decidem paralisar atividades por uma hora na quinta 28 em protesto à imposição do plano de funções pela direção da empresa
São Paulo - Os bancários de São Paulo, Osasco e região irão intensificar a mobilização para pressionar a diretoria do Banco do Brasil a rever o novo plano de funções. A decisão foi tomada pela maioria dos 500 bancários que participaram da assembleia realizada na noite de segunda 25, na Quadra.
O primeiro protesto ocorrerá na quinta 28, com a interrupção por uma hora das atividades nos complexos administrativos no período da manhã. Também foi aprovada a realização de outra assembleia em 5 de março, novamente na Quadra, para organizar paralisação de 24 horas no dia 7 de março.

“Os bancários deram um recado à direção da empresa nessa assembleia: não estão satisfeitos com a posição do banco e que estão dispostos a se mobilizar para reverter essa situação”, diz a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

No novo plano de funções, a direção do Banco do Brasil provocou redução de salário – em média 16,25% –, exclusão da CCV de parte dos comissionados, passou a exigir assinatura de termo de adesão para tentar impedir que o trabalhador cobre na Justiça o pagamento das horas extras referentes a anos passados, além de mudanças prejudiciais em unidades como a Ditec (diretoria de tecnologia) e na composição das verbas salariais.

Comando Nacional - O Comando Nacional dos Bancários, que reúne os maiores sindicatos e federações de trabalhadores do país, em reunião na sexta 22, também já havia definido ações em todo o país. Entre as manifestações, que serão agregadas às propostas aprovadas pelos bancários na assembleia da Quadra, ficou definida a organização de campanha nacional para denunciar ao governo e à sociedade as investidas da direção do Banco do Brasil contra seus trabalhadores.

Em 5 de março o Comando Nacional procurará parlamentares no Congresso Nacional, aos quais entregará documento com os problemas enfrentados pelos trabalhadores. No dia 6, após a Marcha das Centrais por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho, ocorrerá reunião com o Ministério da Fazenda, Guido Mantega, para tratar das questões dos funcionários do BB. E no dia 20 de março haverá Dia Nacional de Luta com paralisações. Outro protesto nacional, com novas paralisações, ocorrerá no final de abril.

“É imprescindível mantermos a coesão e a unidade nacional nessa luta. A mobilização conjunta é imprescindível para pressionar a direção da empresa”, afirma o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, William Mendes.

Ações sindicais – Além da assembleia para organizar os funcionários na luta contra as alterações no plano de funções implantadas pela direção do banco sem negociação com os representantes dos trabalhadores, os funcionários realizaram na quarta-feira 20 Dia Nacional de Luta que, em São Paulo, envolveu empregados das concentrações Marambaia, SAC, Compensação, CSA (Luz e São Luiz), São João, CSI e XV de Novembro.

> Nova mobilização contra plano de funções no BB

Foi a segunda grande manifestação em pouco mais de duas semanas. A primeira ocorrera em 6 de fevereiro com cerca de mil trabalhadores em frente ao Complexo São João, na região central da capital paulista.

> Reação forte contra plano de funções imposto pelo BB

Além dos atos, o Sindicato entrou em contato com o senador Wellington Dias (PT-PI) e o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), denunciando a postura da direção da empresa.

A entidade já realizou reuniões com funcionários de setores do banco, como Ditec e Reseg, para os quais já estão sendo propostas ações judiciais.

> Reunião com Reseg e Ditec sobre plano de funções do BB

Foi realizada também plenária na Quadra, com a participação de mais de 400 trabalhadores. O Sindicato conquistou, ainda, liminar ampliando em 30 dias o prazo para assinatura do chamado termo de posse à função comissionada para os cargos de oito horas. O termo visa impedir que funcionários questionem futuramente o pagamento das sétima e oitava horas como hora extra.

> Plenária: funcionários do BB nas ruas contra plano de funções

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

CCV rejeitada - Os bancários decidiram também na assembleia pela não instalação da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para discutir a sétima e oitava horas e aprovaram ingresso imediato de ações na Justiça a partir de grupos homogêneos.

Leia mais
> Tire suas dúvidas sobre o plano de funções

Jair Rosa - 25/2/2013
(Atualizada às 23h57)

20.2.13

Nova mobilização contra plano de funções no BB


Dia Nacional de Luta ocorreu em diversas unidades em São Paulo e por todo o Brasil; no dia 25 tem assembleia na Quadra
São Paulo - A indignação contra a imposição do plano de funções por parte da direção do Banco do Brasil causou nesta quarta-feira 20 mais uma série de manifestações. Os funcionários e suas entidades de defesa veem a atitude do banco como desrespeito e uma forma de retirar sorrateiramente benefícios conquistados por meio de muita luta.

> Fotos: galeria com imagens da mobilização

As manifestações fizeram parte do Dia Nacional de Luta, conjunto de ações indicado pela Comissão de Empresas dos funcionários do BB, que também convocou para o dia 22 reunião do Comando Nacional dos Bancários, onde os principais sindicatos e federações continuarão a discutir novas formas de protesto e mobilização.

No dia 25, uma assembleia está marcada, na Quadra dos Bancários (rua Tabatinguera, 192, Sé), onde serão deliberadas questões relacionadas à imposição do plano, como ações judiciais, mobilização e CCV.

> Funcionários do BB fazem assembleia dia 25

“A assembleia é soberana e todos os trabalhadores devem participar, pois lá serão decididas questões que podem envolver a vida de todos os trabalhadores do Banco do Brasil. Nesse momento não se pode ficar alheio a este processo”, alerta o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

> Tire suas dúvidas sobre o plano de funções

Dia Nacional de Luta – Somente na capital paulista houve manifestações nos complexos SAC, São João, 15 de Novembro, CSI, CSA, São Luis e Compensação. Muitos dos funcionários foram trabalhar vestindo roupas da cor preta em sinal de protesto ou usaram fitas distribuídas pelo Sindicato.

Os bancários paralisaram as atividades e debateram com dirigentes sindicais a necessidade de mobilização com o objetivo de pressionar o banco para negociação a fim de que não haja redução salarial, além da possibilidade de inclusão de todos na CCV e a revisão do valor pago pelo exercício de função, que foi reduzido enquanto as responsabilidades aumentaram.

Ações judiciais - Ação judicial foi outro tema muito debatido durante as manifestações. O diretor da Contraf William Mendes explicou, no complexo São Luis, situado na Avenida Paulista, que para chance maior de sucesso na esfera judicial, o Sindicato está estudando entrar com ações por grupos homogêneos de trabalhadores. A ação seria coletiva e o Sindicato, o autor.

“Nós vamos passar os próximos meses montando grupos homogêneos para termos mais segurança em ganhar a sétima e oitava horas. O plano prejudica todo mundo: quem tem cargo de seis horas e quem tem cargo de oito horas e é importante dizer isso para os colegas”, ressalta o diretor.

Mobilização – O Dia Nacional de Luta é mais uma reação do Sindicato para organizar a luta contra as alterações no plano de funções implantadas sem negociação com os representantes dos trabalhadores.

Foi a segunda grande manifestação em pouco mais de duas semanas. A primeira ocorreu em 6 de fevereiro e reuniu cerca de mil trabalhadores em frente ao Complexo São João, na região central de São Paulo.

> Reação forte contra plano de funções imposto pelo BB

Além dos atos, o Sindicato entrou em contato com o senador Wellington Dias (PT-PI) e o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), denunciando a postura da direção da empresa.

A entidade organizou, ainda, reuniões com funcionários de setores do banco, como Ditec e Reseg, para os quais já estão sendo propostas ações judiciais. Foi realizada também plenária na Quadra, com a participação de cerca de 500 trabalhadores.

> Plenária: funcionários do BB nas ruas contra plano de funções
> Reunião com Reseg e Ditec sobre plano de funções do BB

O Sindicato conquistou, ainda, liminar ampliando em 30 dias o prazo para assinatura do chamado termo de posse à função comissionada para os cargos de oito horas. O termo visa impedir que funcionários questionem futuramente o pagamento das sétima e oitava horas como hora extra.

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

Neoliberal – Com o novo plano de funções, o Banco do Brasil pretende voltar à época do período econômico neoliberal, por meio da supressão de direitos conquistados. Em 1997, a direção do banco reduziu o interstício de antiguidade do Plano de Cargos e Salários (PCS) e criou os Valores de Referência (VRs), para impedir que a geração seguinte de trabalhadores tivesse direitos pessoais maiores que o piso da função comissionada.

Mas com as novas lutas da Campanha Nacional Unificada, os bancários conquistaram, em 2010, a carreira de mérito.

Desde 2004 o aumento real acumulado no piso ultrapassa 30%. Além disso, hoje milhares de funcionários recebem novamente direitos pessoais (antiguidade mais mérito) maiores do que os VRs, que equivalem ao piso de função.

Pelas mudanças nas verbas salariais que o BB implantou em 28 de janeiro  - gratificação de função equivalente a 10% do VR (6h) e 30% do VR (8h) -, o objetivo da empresa é que o VR seja teto remuneratório de função e não piso, prejudicando todos os direitos salariais conquistados durante a vida funcional.

Isso porque a composição dos salários dos comissionados era formada por gratificações de função (ABF + ATFC + 25%), muito maiores do que as criadas pelo banco no novo plano de funções de “confiança” e “gratificadas”.

Com a manobra, o BB conseguiu prejudicar tanto o segmento de “confiança” quanto o “gratificado”. Medida, inclusive, que afronta a Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a qual garante a incorporação e ou a não redução de valor da gratificação de função após 10 anos de exercício.

Rodolfo Wrolli - 20/2/2013

19.2.13

Dia Nacional de Luta contra plano de funções do BB será nesta quarta 20



Por orientação da Contraf-CUT e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), será realizado nesta quarta-feira 20 em todo o país o Dia Nacional de Luta para denunciar o ataque aos direitos dos trabalhadores que o BB vem empreendendo com a implantação unilateral do novo plano de funções comissionadas. A Contraf-CUT disponibilizou na seção Downloads do portal www.contrafcut.org.br um boletim nacional para ser distribuído ao funcionalismo na quarta-feira.

A orientação do Dia Nacional de Luta foi definida em reunião realizada pela Comissão de Empresa na sede da Contraf-CUT, dia 7 de fevereiro, convocada para avaliar a mobilização dos bancários em todo o país na semana anterior e traçar a estratégia nacional contra os problemas já identificados no plano de função do BB.

"Não concordamos com a redução dos direitos dos trabalhadores. Queremos abertura de negociação para discutir o plano, conforme sugeriu o próprio Ministério do Trabalho e Emprego ao banco, em dezembro. Diante de mudanças tão importantes e que atingem mais de 100 mil funcionários, o BB deveria agir com mais responsabilidade", critica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Seguindo orientação da Contraf-CUT, as entidades sindicais estão realizando reuniões e plenárias com participação massiva de funcionários do BB em todo o país. "As mobilizações em todo Brasil têm sido positivas e estão mostrando a força dos bancários. O poder de pressão dos trabalhadores está em sua capacidade de unidade. Portanto, orientamos que os bancários de todo o país continuem mobilizados e agindo em conjunto com seus sindicatos", ressalta William.

O Comando Nacional se reunirá com a CEBB no dia 22 de fevereiro para avaliar a melhor estratégia a seguir.

MPT

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

Redução de direitos

Ao implantar o novo plano, o BB extinguiu todas as funções comissionadas de 8h e criou novas nomenclaturas nas verbas de gratificação de função. Todos os comissionados considerados de Função de Confiança (FC) foram migrados compulsoriamente, unilateralmente.

Já o chamado público-alvo da Função Gratificada (FG) tem a opção de migrar para as novas funções de 6h com remuneração 16,25% menores que as antigas de 8h, a qualquer momento, ou permanecer na função de 8h em extinção. "Para quem migrar, o BB oferece um 'incentivo ilusório'. Ou seja, para 'compensar' a perda salarial da FG, o banco autorizou horas extras pelo período de um ano", salienta William.

"A remuneração dos adicionais de função (6h e 8h) não pode ser reduzida (é ABF+ATFC+25%), esta é a remuneração que unifica os trabalhadores das mesmas funções e que se refere à vida funcional juntamente com as verbas pessoais", afirma William.

Na justiça

Entidades sindicais também estão obtendo liminares na Justiça obrigando o BB a dar prazo maior que 6 dias úteis na assinatura do "termo de posse" aos comissionados migrados automaticamente para as Funções Comissionadas (FC) de 8h. Também há liminares com outros questionamentos ao plano do BB.

Leia também:

Sindicato do Pará anula com liminar na justiça novo plano de funções do BB 

BB é intimado da liminar do Sindicato do Piauí sobre funções de confiança 

MPT acata denúncia do Sindicato de Três Rios por prática antissindical do BB 

Liminar proíbe redução salarial de comissionados há 10 anos do BB no RS 

Liminar estende adesão ao novo plano de funções do BB em Juiz de Fora 

Liminar prorroga adesão às novas funções comissionados do BB em Brasília 

Liminar prorroga prazo de adesão ao plano de comissões do BB em Campinas

Fonte: Contraf-CUT

7.2.13

Contraf orienta Dia Nacional de Luta contra plano de funções do BB para 20/02



A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), reunida pela Contraf-CUT nesta quinta-feira (7), em São Paulo, orienta 20 de fevereiro como o dia nacional de luta para denunciar o ataque aos direitos dos trabalhadores que o banco vem empreendendo com a implantação unilateral do novo plano de funções comissionadas. A CEBB esteve reunida para avaliar a mobilização dos bancários em todo o país na última semana e traçar novas estratégias contra os problemas já identificados no plano de função do BB.

"Não concordamos com a redução dos direitos dos trabalhadores. Queremos abertura de negociação para discutir o plano, conforme sugeriu o próprio Ministério do Trabalho e Emprego ao banco, em dezembro. Diante de mudanças tão importantes e que atingem mais de 100 mil funcionários, o BB deveria agir com mais responsabilidade", critica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Seguindo orientação da Contraf-CUT, as entidades sindicais estão realizando reuniões e plenárias com participação massiva de funcionários do BB em todo o país. "As mobilizações em todo Brasil têm sido positivas e estão mostrando a força dos bancários. O poder de pressão dos trabalhadores está em sua capacidade de unidade. Portanto, orientamos que os bancários de todo o país continuem mobilizados e agindo em conjunto com seus sindicatos", ressalta William.

O Comando Nacional se reunirá com a CEBB após a semana do carnaval, no dia 22 de fevereiro para avaliar a melhor estratégia a seguir.

MPT

A Contraf-CUT acionará o Ministério Público do Trabalho questionando a redução de direitos dos trabalhadores com a implantação do novo plano.

Redução de direitos

Ao implantar o novo plano, o BB extinguiu todas as funções comissionadas de 8h e criou novas nomenclaturas nas verbas de gratificação de função. Todos os comissionados considerados de Função de Confiança (FC) foram migrados compulsoriamente, unilateralmente.

Já o chamado público-alvo da Função Gratificada (FG) tem a opção de migrar para as novas funções de 6h com remuneração 16,25% menores que as antigas de 8h, a qualquer momento, ou permanecer na função de 8h em extinção. "Para quem migrar, o BB oferece um 'incentivo ilusório'. Ou seja, para 'compensar' a perda salarial da FG, o banco autorizou horas extras pelo período de um ano", salienta William.

"A remuneração dos adicionais de função (6h e 8h) não pode ser reduzida (é ABF+ATFC+25%), esta é a remuneração que unifica os trabalhadores das mesmas funções e que se refere à vida funcional juntamente com as verbas pessoais", afirma William.

Na justiça

Entidades sindicais também estão obtendo liminares na Justiça obrigando o BB a dar prazo maior que 6 dias úteis na assinatura do "termo de posse" aos comissionados migrados automaticamente para as Funções Comissionadas (FC) de 8h. Também há liminares com outros questionamentos ao plano do BB.

Fonte: Contraf-CUT

5.2.13

Por onde ando... Agenda de luta (carregada por conta dos executivos do BB)



Pois é!

Depois das "férias" de janeiro em que trabalhei os últimos dez dias, nesta segunda-feira, voltei à carga total das questões de minha responsabilidade no movimento.

Nesta segunda 4, o dia de trabalho foi em Brasília DF. Como se nota pela hora da postagem, estou trabalhando desde manhãzinha até agora depois da meia-noite.

Terça 5, temos reunião o dia todo da executiva da Contraf-CUT em SP.

Na quarta, tenho reunião de coordenação política na Contraf-CUT SP.

Quinta, temos reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB o dia todo em SP.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

1.2.13

Contraf-CUT define no dia 7 luta nacional contra plano de funções do BB

A Contraf-CUT reunirá na próxima quinta-feira 7 a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil para fazer uma avaliação das reuniões e plenárias realizadas esta semana pelos sindicatos em todo o país e traçar uma estratégia nacional de luta contra a implantação unilateral do novo plano de funções comissionadas de 6 horas. 

Algumas entidades sindicais também estão obtendo liminares na Justiça obrigando o BB a dar prazo maior que 6 dias úteis na assinatura do "termo de posse" aos comissionados migrados automaticamente para as Funções Comissionadas (FC) de 8 h. 

Seguindo orientação da Contraf-CUT, as entidades sindicais estão realizando reuniões e plenárias com participação massiva de funcionários do BB em todo o país. Veja nos links abaixo como estão sendo os encontros e onde os sindicatos já obtiveram liminar da justiça. 

► Plenária discute plano de funções do BB e define novas ações em Brasília 
► Liminar prorroga adesão às novas funções comissionados do BB em Brasília 
► Funcionários do BB em São Paulo irão às ruas contra plano de funções 
► Funcionários do BB no Rio definem luta contra plano de cargos do BB 
► Plenária discute novo plano de funções comissionadas do BB em Curitiba 
► Plenária dos funcionários do BB em Campinas debate plano de funções 
► Liminar prorroga prazo de adesão ao plano de comissões do BB em Campinas 
► Plenária dos bancários do BB debatem novo plano de funções em Fortaleza 
► Funcionários do BB criticam novo plano de comissões em Porto Alegre 
► Funcionários do BB discutem novo plano de funções em João Pessoa 
► Plenária define luta contra novos planos de funções do BB em Belém 
► Funcionários do BB rechaçam novo plano de funções do BB em Recife 
► Liminar estende adesão ao novo plano de funções do BB em Juiz de Fora 

"Os sindicatos devem seguir organizando e mobilizando os bancários, bem como esclarecendo política e juridicamente os prejuízos que o novo plano de funções do banco acarreta para todos os trabalhadores", afirma William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

'Seguiremos lutando pela jornada correta'

A Contraf-CUT e as entidades sindicais vêm cobrando e advertindo o Banco do Brasil que deveria negociar com a representação dos trabalhadores mudanças de tamanha importância na vida funcional de mais de cem mil funcionários da empresa. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego sugeriu em dezembro ao banco que ouvisse as entidades sindicais. 

"Se o banco quer reduzir salários e extirpar os efeitos dos direitos conquistados na luta como PCR, mérito, antiguidade, VCPs, então ele quer aumentar o passivo trabalhista nos próximos anos, e não reduzi-lo. Esperamos que a diretoria que inventou isso saiba que será desmascarada. Nós vamos seguir lutando pela jornada correta do bancário sem redução de direitos conquistados" alerta o secretário de Formação e coordenador da Comissão de Empresa.

Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do BB nas ruas contra plano de funções (S. Paulo, Osasco e região)


Plenária define manifestação em 6 de fevereiro, indicativo de mobilização nacional e assembleias, além de ações na Justiça, como reação contra a imposição pela direção do Banco do Brasil de sistema que não foi negociado com o movimento sindical
São Paulo – Reunidos em plenária organizativa do Sindicato, os funcionários do Banco do Brasil decidiram fazer um protesto contra o plano de funções imposto pelo banco sem negociação. A manifestação será na quarta-feira 6. Além disso, a comissão de empresa se propôs a discutir uma data para mobilização nacional com o intuito de fortalecer o movimento. Também estão previstas assembleias.
> Tire dúvidas sobre Plano de Funções imposto pelo BB

A plenária reuniu cerca de 500 funcionários do Banco do Brasil na quinta-feira 31, com o objetivo de organizar a luta para garantir o direito dos trabalhadores.

Para a secretária-geral do Sindicato, Raquel Kacelnikas, a manifestação que será realizada na semana que vem pretende endossar o movimento e convencer os bancários de que existe a possibilidade de paralisação. “A organização se dá com o convencimento dos colegas que ainda estão nos locais de trabalho e que ou não foram afetados ou não perceberam o grau de mudanças que o plano de funções trouxe para o salário e a vida dos trabalhadores. O banco só visa reduzir a folha de pagamento e o passivo trabalhista, sem se preocupar com seus profissionais.”

Ações públicas – Na plenária foi divulgado que o Sindicato ingressará com ações civis públicas para grupos de trabalhadores com características de funções homogêneas, como a Reseg (Regional de Segurança), a Gecex (Gerência de Comércio Exterior), a Ditec (Diretoria de Tecnologia), além de outros grupos de funcionários não contemplados pelo plano de funções.

O dirigente sindical Ernesto Izumi explicou por que o Sindicato decidiu por uma ação civil pública por grupo homogêneo ao invés de uma ação coletiva. “Se o Sindicato entrasse como uma ação coletiva abrangendo todos os funcionários, o juiz se consideraria impedido de julgar, porque dentro do grupo haveria trabalhadores de diferentes cargos e funções, e uma ação coletiva desse tipo acarreta um grande risco de derrota.”

Izumi disse que o Sindicato analisou a questão e avaliou que uma ação civil pública contorna o problema e permite entrar com ações nas quais os funcionários não são expostos pessoalmente.

CCV e assinatura do termo – O coordenador da Comissão de Empresa da Contraf, William Mendes, traçou um panorama geral da situação dos bancários e explicou alguns pontos do plano de funções do BB, como o que se refere ao termo que o banco obrigou seus funcionários a assinar.

“Na semana que vem, quando novamente reunirmos a Comissão de Empresa para pensarmos os próximos passos, iremos procurar o Ministério Público do Trabalho para invalidar esse termo do banco que obriga os funcionários a assinar para não serem descomissionados.” O dirigente lembrou que esse termo foi imposto pelo banco sob ameaça e pode ser facilmente derrubado na Justiça, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

O advogado do Sindicato Jefferson Oliveira, explicou as questões jurídicas que envolvem o plano de funções como, por exemplo, as CCVs (Comissões de Conciliação Voluntária) que geraram muitas dúvidas nos bancários.

“A CCV é uma solução de conflitos trabalhistas extrajudicial, ou seja, não há qualquer intervenção do Judiciário. É uma comissão formada por representantes do Sindicato e por representantes do banco. E é a ocasião em que o bancário apresenta sua reivindicação, o banco analisa e, se entender que é o caso, faz uma proposta, podendo o trabalhador aceitar ou não.”

Os participantes da plenária também tiveram oportunidade de se manifestar e tirar dúvidas referentes ao plano de funções do BB.

Ernesto Izumi salientou que a mobilização dos funcionários, na próxima quarta-feira, é fundamental para pressionar o Banco do Brasil a rever seu plano de funções. “São 120 mil funcionários que o banco desrespeitou e, por ser um banco de amplitude nacional, é fundamental que a mobilização seja organizada nacionalmente para pressionar ainda mais o banco a respeitar os trabalhadores”, concluiu o dirigente do Sindicato.

Abrangência - Com o novo plano de cargos e funções do Banco do Brasil, todos os funcionários serão afetados de alguma forma. Veja a quantidade e situação de cada grupamento a ser afetado.

1. 22 mil comissionados terão redução salarial se optarem pela redução na jornada.

2. Dezenas de milhares de analistas, assessores e de cargos técnicos estão sendo obrigados a assinar um termo abusivo.

3. Todos os funcionários: o banco mexeu nas verbas de todos os bancários, substituindo o Complemento Temporário de Valorização de Função (CTVF) pelo Complemento de Função de Confiança (cargo de oito horas) e Complemento de Função Gratificada (cargos de seis horas). A medida traz prejuízo nas promoções futuras por mérito e por tempo de serviço, pois demorará mais tempo para compensar o CFC e o CFG, que após liquidadas garantem aumento de salário bruto nas promoções.

Fonte: Seeb SP - Rodolfo Wrolli - 1/2/2013

28.1.13

BB mantém intransigência e reduz salários das funções comissionadas de 6h




Na reunião desta segunda-feira em São Paulo, BB apenas apresentou o plano unilateral para as entidades sindicais


Em nova rodada de discussões realizada nesta segunda-feira 28 em São Paulo com a Contraf-CUT, as federações e os sindicatos, o Banco do Brasil manteve a linha intransigente, apresentada na semana passada, de não negociar e implantar unilateralmente o novo plano de funções comissionadas de 6 horas, que envolvem a vida de milhares de trabalhadores. 

Com o novo plano, o BB extinguiu neste domingo 27 todas as funções comissionadas de 8 horas - que amanheceram nesta segunda-feira com novas nomenclaturas e todos os comissionados que o banco entende estarem em função de confiança (FC) migrados unilateralmente. Já o público-alvo das funções gratificadas (FG) tem a opção de migrar para as novas funções de 6 horas, com redução de salários, ou ficar em suas funções de 8 horas em extinção. 

"O plano é uma decepção porque o banco reduz salário de milhares de funcionários comissionados, que já deveriam estar trabalhando 6 horas, e fez uma manobra interna nas verbas remuneratórias de maneira a prejudicar os funcionários que migrarem. Quanto mais direitos conquistados o funcionário tiver, como por exemplo letras de mérito e antiguidade, maior pode ser o prejuízo", critica William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Segundo William, o banco está reduzindo de forma diferenciada os pisos de funções (VRs) e os valores das gratificações de funções, de maneira a prejudicar os funcionários com maior tempo de dedicação à empresa. "Quanto mais tempo de banco, maior a perda líquida de salário ao aderir às novas funções de 6 horas com redução de salário", afirma o dirigente sindical.

Orientações das entidades sindicais

A Contraf-CUT e a Comissão de Empresa orientam as entidades sindicais a realizarem reuniões e plenárias com os trabalhadores para dar informações e orientações jurídicas e políticas, bem como para recolher informações dos bancários para que, juntos, bancários e sindicatos, possam embasar a tomada de decisões por parte dos funcionários. 

A Contraf-CUT e as entidades sindicais reafirmam a orientação da semana passada para que os bancários mantenham a calma e não tenham pressa em assinar nada até as plenárias - tanto no caso dos migrados compulsoriamente nas funções de confiança (8h) como o público-alvo das funções gratificadas (FG) com redução de salário (6h) -, uma vez que terão o tempo que acharem necessário para migrar ou não, de acordo com a avaliação de cada um. 

As entidades sindicais seguirão à disposição dos bancários durante todo o período de implantação do novo plano de funções do banco, tanto para defendê-los com atividades sindicais, bem como com ações judiciais e também para buscar acordos individuais e extrajudiciais nas CCV. 

Fonte: Contraf-CUT

11.12.12

BB nega mediação no Ministério do Trabalho e mostra que é antissindical




A Contraf-CUT em conjunto com o Sindicato dos Bancários de Brasília, participou nesta segunda-feira (10), de audiência com o Banco do Brasil, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Brasília, para tratar de ilegalidade na jornada de trabalho, passivo trabalhista e descomissionamentos por "ato de gestão", bem como sobre as práticas antissindicais que o banco vem tomando e as perseguições que funcionários vêm sofrendo.

A reunião aconteceu duas semanas após o Sindicato denunciar os abusos do BB e solicitar a atuação do ministro Brizola Neto. Os bancários também já procuraram a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Uma das práticas questionadas pelo movimento sindical é o fato de o banco descomissionar o trabalhador após este garantir na Justiça o direito de receber a 7ª e 8ª hora como horas extras. "Logo após o trabalhador ganhar na Justiça, o banco desvirtua a ordem judicial descomissionando o bancário, fazendo com que ele perca o seu direito", explica Eduardo Araujo, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, representante da entidade na audiência. "Mas, assim como já havia feito no MPT no último dia 3, o banco não se mostrou disposto à mediação", afirma o dirigente sindical.

Outro ponto que o banco insiste em não negociar é em relação às novas funções comissionadas de seis horas, que devem ser implantadas até 31 de janeiro de 2013. O BB anunciou ao secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias Nascimento Melo, que irá implantar as novas funções até janeiro de 2013, mas sem estabelecer nenhum diálogo e negociação com o movimento sindical.

"O que queremos é discutir como tal processo será feito. O próprio MTE sugeriu ao banco que seria interessante uma negociação com a representação sindical sobre as novas funções, como ocorreu em outras empresas públicas, mas o BB novamente desconsiderou a proposta e a mediação do Ministério do Trabalho também não avançou", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Ao que parece, a direção de gestão de pessoas do BB não tem a mínima vontade de negociar e só atua através de ação judicial e de pressão sindical. "A Contraf-CUT e as entidades sindicais continuam buscando espaços e locais que possam ajudar na intermediação com o BB, mas o banco tem mostrado uma postura antissindical e avessa a mediações de órgãos como o Ministério do Trabalho e o MPT", critica William.

Perseguições aos grevistas

Em relação às denúncias encaminhadas pelos representantes dos trabalhadores sobre a perseguição para a compensação das horas aos trabalhadores que exerceram neste ano o seu legítimo direito de greve, suspendendo férias, abonos e licenças, tanto o BB quanto o movimento sindical decidiram não tratar sobre esse tema no MTE, deixando essa discussão no âmbito do MPT, como já vem ocorrendo.

Em audiência realizada pelo MPT, na última segunda-feira (3), o banco se manteve intransigente e recusou a proposta da procuradora de voltar atrás na decisão de cancelar unilateralmente férias, abonos e licenças já programados dos trabalhadores que participaram da greve.

"O MPT havia sugerido ao BB que alterasse o item 4.5.4 da IN 361 que dá margem ao banco para prejudicar férias, licenças e abonos dos bancários grevistas. A ousadia do BB é tanta que, antes do prazo dado pelo MPT (10) para que o BB apresentasse uma solução, o banco, além de não atender à procuradora, soltou na sexta-feira (7) boletim insistindo e incentivando a prática de pressão e assédio, mostrando total desrespeito aos bancários, às entidades sindicais e aos órgãos públicos", aponta William.

Na última sexta-feira, a Contraf-CUT protocolou no MPT o boletim que o banco fez e pediu para que o órgão abra procedimento investigatório contra o BB em razão da prática de improbidade administrativa da "Direção Executiva" do banco que assinou esse material. Também instou o MPT que promova ação civil pública para a preservação dos direitos individuais e homogêneos e dos direitos coletivos dos funcionários.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília

2.10.12

Contraf-CUT assina acordo aditivo com BB nesta quinta, em Brasília




A Contraf-CUT, federações e sindicatos assinarão o acordo aditivo com as conquistas específicas dos funcionários do Banco do Brasil nesta quinta-feira (4), às 16h, em Brasília.

"A assinatura do acordo e o fim da greve são mais uma etapa da luta dos funcionários do BB. Conclamamos a todos que estejam atentos e mobilizados para os próximos embates com o banco", afirma William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil.


Veja as conquistas da Campanha Nacional 2012 no BB:

1. Atendentes CABB

Unificação das comissões: banco propõe unificar as comissões atendentes B e A, em comissão a ser denominada atendente, cujo VR será de R$ 2.554,20.

Redução da trava para concorrência: reduzir para 12 meses o período mínimo a cumprir para concorrência.

2. PCR

Pontuação do caixa executivo: incluir o exercício da função caixa executivo na pontuação da carreira de mérito (M) do PCR, à razão de 0,5 ponto por dia de exercício na função, retroativo a 2006. Caixas comissionados anteriormente a 2006 terão um adicional de mérito de R$ 104,40

3. Promoção de nível inicial de carreira A: novo piso (A2) para a carreira após 90 dias no salário inicial (A1), garantindo-se a ascensão para A2 aos funcionários A1 com mais de 90 dias na carreira.

4. Incluir entre as ausências autorizadas (luto) o falecimento de enteados.

5. Adesão ao protocolo para prevenção de conflitos da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, definindo como canal específico a Diref.

6. Ascensão profissional e comissionamento: criar mesa temática para discussão de critérios sobre o tema, com prazo de 120 dias, com pelo menos uma reunião mensal.

7. PLR - Manter o modelo do acordo coletivo 2011/2012, garantindo que nenhum escriturário receberá menos que o valor do módulo básico da Fenaban (CCT 2012/2013), e que nenhum comissionado receberá menos que o valor pago aos caixas executivos. Assim, o BB pagará PLR para 117 mil funcionários, sendo no primeiro semestre:

Escriturários: R$ 3.303,60
Caixas executivos: R$ 3.674,97
Comissionados: 45% do VR mais módulo bônus (baseado em ATB e não no Sinergia).

8. SACR

* Concorrência de comissionados a remoção - Permitir que o comissionado concorra a remoção sem necessidade de dispensa da comissão.

* Preenchimento de vagas de escriturários em todas as dependências do banco será por remoção automática (SACR) ou por nomeação de concursados.

9. Incorporação da verba de gratificação semestral de 25% - GS será incorporada em todas as verbas em que há incidência, para simplificar a folha de pagamento, sem nenhum prejuízo salarial ao funcionário.

10. Manutenção de cláusulas do acordo coletivo 2011/2012 - Serão mantidas todas as cláusulas que não foram objeto de alterações na presente proposta, inclusive a trava contra o descomissionamento arbitrário, que exige do banco três avaliações insatisfatórias e consecutivas de desempenho.


Jornada de 6h para comissionados

Será ainda assinado o seguinte aditivo, separado do acordo coletivo:

* Implantar até janeiro/2013 novo plano de comissões com jornada de 6 horas para determinados cargos comissionados.

* Instalar Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para analisar propostas de acordo individual sobre o tema, tão logo implantado o plano.

* Os sindicatos que aderirem ao acordo macro da Contraf-CUT se comprometem a suspender por 180 dias, contados da implantação do novo modelo, as ações judiciais promovidas pelos sindicatos relativas às comissões do novo plano, independentemente da fase processual.

Fonte: Contraf-CUT