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4.4.18

Prestando Contas - Cassi Amazonas (2014-2018)



Fachada da Unidade Cassi AM e CliniCassi Manaus.

Olá prezad@s associados da Cassi e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Estou terminando o mandato na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a maior e mais antiga autogestão em saúde do país. Durante esses 4 anos que terminam em maio, fui o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (própria) da operadora, eleito pelos associados em 2014.

Junto com os demais colegas eleitos, conselheiros e conselheiras deliberativos e fiscais, buscamos fazer um mandato bastante transparente, como a própria Cassi é. 

Além disso, como responsável pelas unidades regionais da Cassi, fiz um mandato com presença constante nas bases sociais, os Estados e DF, para ouvir os associados, conhecer os problemas locais e fortalecer a participação social e o modelo de saúde baseado em atenção primária e medicina de família, que se desenvolvem através das CliniCassi, presentes nas capitais e em certas regiões dos interiores.

Ao longo do mandato, criei um boletim mensal para dar informações técnicas e políticas sobre a Cassi, os direitos em saúde e os problemas do setor. O público alvo do Prestando Contas Cassi (AQUI) era pra ser prioritariamente os dirigentes sindicais, de entidades associativas, lideranças da comunidade BB e interessados no tema saúde. 

Neste blog, fiz mais de 600 matérias para que a comunidade estivesse melhor informada sobre a Cassi e não fosse apenas reprodutora de lugares comuns e fake news sobre nossa entidade e o setor.

Após fazer as postagens sobre a Cassi AC (AQUI) e Cassi AL (AQUI), seguindo a ordem alfabética, hoje apresento a postagem final de nosso trabalho na Cassi AM, Estado da região Norte do país. Vejam vocês que o Diretor de Saúde da Cassi foi pessoalmente a Manaus 4 vezes durante sua gestão (duas em 2015, 2016 e 2017). Inclusive com recursos próprios e com apoio de entidades representativas.

O Amazonas tem cerca de 3.800 participantes da Cassi, sendo 2.700 associados (dados do Visão Cassi). Assim como os demais Estados do Norte, tem diversas carências estruturais, inclusive na área da saúde. Isso aumenta a importância em ter uma unidade CliniCassi para acolher participantes e orientá-los da melhor forma possível na busca por soluções de saúde.

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Unidade Cassi Amazonas (informações do site)

Modificado em: 14 Dezembro 2015

Endereço: Av. Senador Álvaro Maia, 1286 - Praça 14 - Manaus (AM) - CEP 69020-210
Telefone: (92) 3131-2350
Fax: (92) 3232-4661
Contato: Fale com a CASSI
CNPJ: 33.719.485/0016-03
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 18h.


Serviços: pronto-atendimento, saúde ocupacional, equipe Saúde da Família (médico de família e enfermeiro).

Gerente de Unidade - André Stroff


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Fortalecimento da Atenção Primária e ESF na Cassi AM

A nossa unidade em Manaus tem uma equipe pequena, porém muito dedicada e eficiente, liderada pelo gerente André. Desde já, agradeço muito o trabalho que tod@s realizaram junto conosco nesses 4 anos.

A base da Cassi diminuiu no Amazonas nesse período e, mesmo assim, mantivemos praticamente estáveis os níveis de cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF). Em 2014 tínhamos 752 associados na ativa e após as reestruturações do BB temos hoje 620 (17% menor). Aumentaram os colegas aposentados (328 - 394). Os dados são das eleições 2018 e referem-se a titulares do Plano.

Em relação à ESF, houve um esforço notável da Unidade Cassi AM em fazer Atenção Primária e cuidar dos participantes. Tínhamos 1.236 cadastrados em mai/2014 e hoje temos 1.209 (dez/2017), mesmo com tamanha redução da base social. Não é só uma questão de números, nossa gestão deu qualidade no modelo assistencial nas Unidades Cassi.

Para se ter uma noção da importância da CliniCassi Manaus e a sustentabilidade da Cassi, basta apresentar para vocês o quanto a ESF e os programas de saúde são exitosos no Amazonas. Cuidamos de mais de 300 participantes com condições crônicas, e através do PAF, e por volta de 370 idosos no Plena Idade (dados 2016)

Na comparação das despesas assistenciais per capita no uso da rede prestadora de serviços, os vinculados à ESF nos graus 2 e 3 (de nossos estudos na Diretoria de Saúde) têm despesas muito menores em relação aos mesmos graus nos não cadastrados na ESF (base 2015):

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Vinculado à ESF                                       Não cadastrados na ESF

Despesa per Capita G2 = R$ 4.539        R$ 5.924                        -23,4%

Despesa per Capita G3 = R$ 19.916      R$ 29.788                      -33,1%

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No Grau 3, as internações dos vinculados à ESF são bem menores em relação aos não cadastrados: 0,32 para 0,96. Vale lembrar que "Internações" é a maior conta de uma operadora de saúde. 

Consulta em Pronto Socorro (G3) o índice do grupo ESF também é bem melhor no Estado: 16% na ESF e 26% nos não cadastrados.

Enfim, deixo a certeza que a Cassi Amazonas deve ser fortalecida porque isso é bom para os participantes e bom para a Caixa de Assistência. Ouso dizer que isso é bom para o patrocinador Banco do Brasil.


Agradecimentos

Em nome de toda a equipe da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, agradeço mais uma vez o trabalho e a dedicação dos funcionários da Cassi AM, a participação social da comunidade a partir das lideranças da ativa e aposentados e as parcerias pela ampliação da promoção de saúde e prevenção de doenças que fizemos com os órgãos do BB no Estado.

Eu vou guardar uma lembrança boa em relação ao Amazonas. Era perceptível no início de nossos trabalhos no Estado algum desconforto com as lideranças locais, porque não nos conhecíamos e eu vinha de uma origem política distinta da dos colegas da região. Entendo que isso mudou a partir do momento em que estivemos lá e começamos a trabalhar juntos em defesa da Cassi, do modelo assistencial e do fortalecimento da participação social na busca para encontrar soluções para a nossa querida Cassi.

Agradeço também os votos que a nossa Chapa 1 Em Defesa da Cassi recebeu no Estado, onde ficamos em segundo lugar no resultado final. Apesar do resultado eleitoral ser pior que o resultado em 2014, quando éramos desconhecidos na região, eu não me arrependo do esforço que fiz para estar junto à comunidade local ouvindo ela, esclarecendo questões e sempre à disposição. Democracia tem dessas coisas e eu aceito com naturalidade isso.

Durante o mandato, demos todo apoio às unidades regionais e buscamos melhorar a estrutura mesmo com orçamentos contingenciados em praticamente todo o mandato. 

Abraços a tod@s.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014-2018)

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Post Scriptum:

Resultado das eleições 2018:

Eleitores (Brasil): Ativos = 89.725 / Aposentados = 81.416

Eleitores que votaram: Ativos = 68.887 / Aposentados = 39.936

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Eleitores AM: Ativos = 620 / Aposentados = 394 (1.014)

Eleitores votaram AM = 500 (80,6%) / 224 (56,8%)

Total votos AM = 724 (71,4%) / válidos: 593 (81,3%)


Chapa 1 = 080 / 019 = 099 / 16,7% (2º lugar)

Chapa 2 = 066 / 014 = 080 / 13,5%

Chapa 3 = 052 / 031 = 083 / 14,0%

Chapa 4 = 178 / 153 = 331 / 55,8%

Votos Brancos = 055 / 003 = 058

Votos Nulos = 069 / 004 = 073

Total Votos apurados AM = 500 / 224 = 724

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Resultado das eleições 2014:


Eleitores (Brasil): Ativos = 102.209 / Aposentados = 68.590

Eleitores que votaram: Ativos = 80.268 / Aposentados = 25.374

Exterior: Ativos = 63 / Aposentados = 0

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Eleitores AM: Ativos = 752 / Aposentados = 328 (1.080)

Eleitores votaram AM = 612 (81,4%) / 139 (42,4%)

Total votos AM = 751 (69,5%) / válidos: 570 (82,0%)


Chapa 1 Todos pela Cassi = 153 / 023 = 176 / 30,9% (2º lugar)

Chapa 2 Maturidade =          056 / 008 = 064 / 11,2%

Chapa 3 Uma Nova Cassi =  089 / 010 = 099 / 17,4%

Chapa 4 Renovação =          133 / 098 = 231 / 40,5%

Votos Brancos = 094 / 000 = 094

Votos Nulos = 087 / 000 = 087

Total Votos apurados AM = 612 / 139 = 751

28.12.17

Balanço do mandato na Diretoria de Saúde da Cassi (II)




Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento atuou para fortalecer a Cassi na Região Norte do país


Olá prezad@s associados e companheir@s de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Ao fazer um balanço de nossa atuação na Diretoria que é responsável pelo modelo assistencial (APS/ESF) da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil e também responsável pelas unidades próprias (administrativas e assistenciais) nas regiões do país, achei interessante começar por uma retrospectiva de nosso trabalho junto aos Estados do Norte.

A região Norte é a de maior extensão geográfica do Brasil, cobre 45% do território nacional, tem mais de 17 milhões de habitantes, e tem o segundo menor IDH do país, superando apenas o do Nordeste. Isso já sinaliza questões básicas: há carência de estruturas sociais como saneamento básico, vias de deslocamento, e... carência de rede hospitalar e de profissionais de saúde. É composta pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. (IBGE/Wikipedia)

A Cassi está presente em todas as capitais da região Norte, onde temos uma unidade administrativa e uma unidade de atendimento à saúde, nossa CliniCassi. A comunidade Banco do Brasil e Cassi tem mais de 25 mil associados na região Norte. A promoção de saúde e prevenção de doenças, através da Atenção Primária à Saúde (APS) e Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental na região para os participantes da ativa e aposentados e seus familiares. Mesmo com todas as dificuldades geográficas e estruturais, a Cassi tem mais de 9.700 participantes cuidados na Estratégia Saúde da Família. Sem esse acompanhamento, as condições de saúde da população e as despesas básicas seriam bastante agravadas pelo uso inadequado da rede prestadora.

A Caixa de Assistência é autogestão, é entidade de saúde de trabalhadores, organizada em modelo de custeio mutualista intergeracional e solidário, e sempre esclareço aos usuários e intervenientes do sistema de saúde Cassi essas premissas do que somos. A Cassi é especial e diferente de outras operadoras de saúde do mercado privado. Nosso foco é cuidar de pessoas e não obter lucro com negócios de saúde/doença. Nós vamos aonde estão os trabalhadores da ativa e aposentados do Banco do Brasil. Isso já traz consequência na sustentabilidade e no equilíbrio econômico-financeiro da operadora.


Ouvir a base, prestar contas e explicar como as coisas são na área da saúde suplementar é papel de um diretor eleito


Como gestor eleito pelos associados da Cassi, tive como premissa não me afastar das bases sociais que represento, além de formalmente ser o gestor das unidades Cassi no país. Também sou da Diretoria vinculada à relação com os Conselhos de Usuários, que existem a partir das unidades estaduais. Logo que cheguei à gestão em junho de 2014, defini como estratégico fortalecer a participação social, através de uma agenda permanente junto aos sindicatos, entidades associativas, Conselhos de Usuários e unidades do Banco do Brasil. A Cassi era uma desconhecida de seu público e lideranças e eu tinha que atuar para mudar essa realidade.

Essa definição de trabalho na gestão me trouxe alegrias e dificuldades. Para um dirigente com minha formação política, nada é mais gratificante que estar junto aos associados e usuários, junto às lideranças e entidades, e junto aos funcionários das unidades que administro. Acredito que tod@s perceberam que atuei de forma republicana com todas as entidades e representações dos participantes.

Por outro lado, para ter feito um mandato junto às bases, foi necessário trabalhar ao longo dos 4 anos em jornadas triplas - manhã, tarde, noite -, porque as demandas na sede já são gigantes e exigem muito estudo, leituras e debates. Só atuando em tempo integral o mês todo foi possível conciliar a presença nas unidades e o conhecimento que adquiri estudando muito a Cassi e tudo relativo à gestão em saúde. (alguns adversários políticos e burocratas tentaram dizer que o diretor só trabalha em dia de reunião de diretoria... é lamentável, mas faz parte da democracia)

Enfim, apresento abaixo um resumo de nossa presença nesses 4 anos junto aos participantes e unidades Cassi nos Estados do Norte. Sempre que possível, estivemos com os Conselhos de Usuários, visitamos as entidades representativas como sindicatos, entidades de aposentados, visitamos órgãos do Banco do Brasil como Super e Gepes, falamos com os Sesmt, e sempre fizemos reuniões de gestão com os funcionários da Cassi, para mostrar dados, orientar, ouvir etc. Aliás, foi o que mais fizemos nesse trabalho: prestar contas, ouvir reclamações, sugestões e propostas, esclarecer e pedir apoio ao modelo assistencial e mobilização em defesa da Cassi e dos associados.


CASSI ACRE - 3 agendas de gestão

2015 - Estivemos no Estado para a Conferência de Saúde, e agendas com o BB, entidades, Conselho de Usuários e reunião com funcionários.

2016 - Cumprimos agenda da Diretoria de Saúde em buscar parcerias para fortalecer a Cassi junto à comunidade local. Visitamos o Banco, o Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão.

2017 - Estivemos na Conferência de Saúde, e cumprimos agendas para fortalecer a participação social e o modelo assistencial APS/ESF.


CASSI AMAPÁ - 3 agendas de gestão

2015 - Contribuímos para a instalação do Conselho de Usuários e a 1ª Conferência de Saúde do Estado.

2016 - Cumprimos agenda da Diretoria de Saúde em fortalecer a ESF e a utilização da Cassi pelos participantes do Estado. Visitamos entidades e lideranças, o Banco e fizemos reunião de gestão.

2017 - Além da participação na Conferência de Saúde, também cumprimos agenda de fortalecimento da relação Cassi e comunidade local.


CASSI RORAIMA - 4 agendas de gestão


2015 - Participamos da Conferência de Saúde.

2015 - No final daquele ano, voltamos à Unidade para agenda de gestão. Após processo seletivo para gestores de unidades, em nível nacional, feito entre 2014/15, estávamos atuando na melhoria de gestão das unidades.

2016 - Cumprimos agenda da Diretoria em fortalecer a relação da Cassi com os órgãos do Banco do Brasil e com as representações da comunidade no Estado.

2017 - Além da Conferência de Saúde, fizemos reuniões com o Conselho de Usuários, Banco, Sindicato.


CASSI AMAZONAS - 4 agendas de gestão


2015 - Participação na Conferência de Saúde

2015 - Voltamos ao Estado para agenda de gestão, com nova gerência e fortalecimento das relações com a comunidade BB e Cassi.

2016 - Foi o ano em que o planejamento de nossa Diretoria era fortalecer a relação com o Banco do Brasil nos Estados, até porque temos convênios com o patrocinador como, por exemplo, de saúde ocupacional. Em todos os Estados, essa agenda foi muito positiva para todos.

2017 - Participação na Conferência de Saúde


CASSI RONDÔNIA - 3 agendas de gestão

2014 - Contribuímos para a reinstalação do Conselho de Usuários da Cassi no Estado. O desejo e apoio da Diretoria de Saúde e com a bela participação de lideranças de Rondônia e Amapá, e dos funcionários da Cassi, conseguimos em 2014 completar 100% de Conselhos de Usuários no Brasil, nos 26 Estados e DF.

2016 - Realizamos a agenda de parcerias Cassi e Banco do Brasil nos Estados, um planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento para aquele ano. Também tivemos o início de nova gerência na Unidade.

2016 - Voltamos no segundo semestre ao Estado para a Conferência de Saúde.


CASSI PARÁ - 2 agendas de gestão

2014 - Estivemos no Estado para a Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários. Naqueles primeiros meses de mandato, eu fiz um esforço grande para ir a todas as Conferências e consegui participar de 9 das 10 que ocorreram naquele ano.

2016 - Além da participação na Conferência de Saúde, fizemos uma agenda muito positiva de visitas às entidades e lideranças locais. Fomos ao Sindicato, ao Banco, AAFBB, nos reunimos com o Conselho de Usuários e fizemos reunião de gestão com funcionários.


CASSI TOCANTINS - 2 agendas de gestão

2015 - Estivemos em agenda de gestão na Unidade, com posse de nova gerência e fortalecimento das relações com lideranças locais da comunidade Banco do Brasil.

2016 - Estivemos na Conferência de Saúde e cumprimos uma agenda de fortalecimento da Cassi junto ao Banco, nas parcerias de saúde ocupacional e apoio à ESF. Nos reunimos com o Conselho de Usuários e reunião de gestão na Unidade.


Agenda fortaleceu a Cassi, a participação social e a relação com a comunidade do Norte

Neste período entre 2014 e 2017, fizemos um grande esforço em estar na região de maior extensão geográfica do país. Juro que foi difícil, mas foi muito gratificante. Valeu a pena conhecer as pessoas, as dificuldades reais que a comunidade BB enfrenta no dia a dia e, como gestor, foi fundamental para me dar subsídios na defesa das unidades e dos associados nas discussões na sede em Brasília.

Com todas as dificuldades que enfrentamos, tivemos humildade e firmeza nos propósitos. Quando começamos o nosso trabalho de representação na Cassi, tivemos que superar algumas desconfianças de forças políticas que não nos conhecia, mas fico feliz de ter hoje uma relação de muito respeito com todas as lideranças de cada Estado onde a Cassi está.

Sem o apoio de entidades representativas, eu não teria conseguido ir 21 vezes às unidades do Norte para realizar da melhor forma o nosso trabalho de gestor de saúde eleito pelos associados da Cassi. Foram 13 Conferências de Saúde, Agenda de Parcerias nos 7 Estados, 11 reuniões com os Conselhos de Usuários. Diversas oportunidades de falar da Cassi e da ESF e da promoção e prevenção.

Várias foram as maneiras de cumprir nossa agenda de defesa e fortalecimento da Cassi e dos associados nos Estados. Nos momentos mais difíceis, fui por conta própria, e fiz isso porque a Cassi e os direitos dos associados se transformaram em uma causa, em uma militância para mim. Enfim, o intuito sempre foi o de tratar a região Norte exatamente como as demais regiões do país.

É isso, esse é um breve balanço de nossa gestão em relação às unidades Cassi na região Norte do país.

Peço aos participantes que nos leram que compartilhem nosso balanço, se possível. Estou fazendo esse trabalho porque acredito que nós todos - equipe Cassi, Banco do Brasil, associados, participantes e entidades representativas - conseguimos superar grandes dificuldades nesse período, inclusive do mercado e da crise brasileira. Todos ganharam com isso. A Cassi é um imenso patrimônio da comunidade Banco do Brasil.

Abraços a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)


Post Scriptum:

Ler AQUI o texto I do Balanço do mandato.

27.6.17

Cassi Amazonas realiza sua VIII Conferência de Saúde


(reprodução de matéria)



A Unidade Cassi Amazonas e o Conselho de Usuários do Estado promoveram, no dia 22 de junho, a VIII Conferência de Saúde com o tema “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”.

O evento reuniu 55 participantes no Auditório da Superintendência do Banco do Brasil em Manaus, entre funcionários da ativa, aposentados, representantes de entidades ligadas ao funcionalismo, Super e Gepes.

Em sua exposição, o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, falou sobre o tema central da Conferência. “É importante que os participantes compreendam o modelo adotado pela Cassi para buscar a sustentabilidade sem perder os direitos de saúde conquistados ao longo da existência do funcionalismo do BB”, destacou.

O Diretor de Administração e Finanças, Dênis Côrrea, em sua apresentação, deu um panorama atual sobre a Instituição. “A Cassi é mais eficiente administrativamente que as demais operadoras de mercado. O que é decidido na Caixa de Assistência envolve todos nós, associados e familiares. Para decisões acertadas, é preciso conhecimento e entendimento acerca do que temos e do que é preciso ser feito”, enfatizou o Diretor Dênis.

“A Cassi e seus desafios” foi o tema abordado pelo Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida. “Um dos fatores de risco mais importantes atualmente é a má gestão do nível de estresse. Na saúde, não há avanço sem investimento, o que gera melhoria por meio da promoção da saúde e qualidade de vida”, ressaltou o Diretor Humberto.

Ao final do evento, tomaram posse os novos representantes do Conselho de Usuários para o biênio 2017-2019

Fonte: Cassi


Post Scriptum:

Esta foi a nossa 4ª ida ao Estado do Amazonas para fortalecer a Cassi, a participação social e os direitos dos associados que representamos. 

A comunidade Banco do Brasil tem um grande desafio neste próximo período de vida da Cassi: estar unida na manutenção do modelo de Atenção Integral à Saúde, com Atenção Primária e ESF e ampliação da estrutura própria de saúde e administrativa da Cassi, porque o cenário de crise no setor de saúde e na economia e política de nosso País apresenta tendência de agravamento. 

Os direitos dos trabalhadores sempre são foco de ataques em tempos de crise capitalista. Todo esforço que já fizemos nestes 3 anos em defesa da Cassi e dos Associados precisará de mais unidade ainda para o que vem pela frente. Escrevam o que estou dizendo.

Abraços, William

23.6.17

Cassi - Fechando semana de gestão na Diretoria de Saúde (DF e AM)



Unidade Cassi AM e CliniCassi Manaus.

Opinião

Olá prezad@s associad@s e participantes da Caixa de Assistência e companheir@s de lutas,

Nesta semana de trabalho, tivemos pautas diversas com nossa participação. Esta sexta-feira foi dia de reunião do Conselho Deliberativo da Cassi. A reunião do CD acabou agora há pouco, quase 20h.

Estivemos em Manaus participando da VIII Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários do Amazonas. Foi a minha quarta ida a trabalho ao Estado. A nossa autogestão em saúde dos trabalhadores tem uma Unidade Administrativa e uma unidade de atendimento à saúde, a CliniCassi, em Manaus. 

Além da questão da dimensão geográfica, a nossa estrutura própria da Cassi AM está localizada em um Estado com características complexas em relação às estruturas de saúde disponíveis no mercado, porque a Cassi é operadora de planos de saúde e compra serviços de saúde no "mercado" - hospitais, clínicas, cooperativas médicas etc - e, com as condições atuais, cada dia fica mais difícil ter rede credenciada em determinadas localidades. 

Diferente do que ocorre com as operadoras que visam lucro e escolhem onde se estabelecer, a Cassi deve atender a participantes aonde o patrocinador Banco do Brasil os colocar para trabalhar (o BB tem 4877 agências, segundo o balanço do 1º trimestre/2017), porque somos o plano de saúde dos funcionários do Banco. A Cassi é um patrimônio do Banco e dos seus trabalhadores da ativa e aposentados. Ambos investem bilhões de reais na autogestão.

Mesmo tendo uma estrutura pequena no Amazonas, a Cassi já tem cadastradas mais de 1200 pessoas na Estratégia Saúde da Família (ESF), de uma população total de participantes de mais de 3.800 pessoas. Nós acolhemos e acompanhamos a saúde de centenas de idosos no Estado através do Programa Plena Idade, bem como cuidamos de centenas de associados através do Gerenciamento de Condições Crônicas (GCC).

Toda vez que fomos ao Estado, nos reunimos com as lideranças locais e com os funcionários da Cassi para levar informações técnicas e políticas sobre a nossa entidade de saúde, e formas de fortalecer a participação social e manutenção dos direitos dos associados. Também aproveitamos para ouvir as demandas, responder dúvidas e construir ideias juntos.

Deixo um agradecimento sincero e fraterno aos funcionários da Cassi AM e às entidades e lideranças que apoiaram na realização do evento de saúde. Agradeço ao pessoal da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento na Sede em Brasília, que tem trabalhado com tanto afinco em defesa da Cassi e dos objetivos de nosso mandato de representação na saúde. Fico até emocionado ao me lembrar do comprometimento das equipes e me cobro mais ainda na dedicação e militância que temos pela saúde dos trabalhadores e pela Cassi.


Amig@s, eu estou com tanta coisa entalada na garganta para registrar e opinar sobre cenário, conjuntura e perspectivas sobre os direitos em saúde de nossos trabalhadores associados da Cassi, que só dou conta de lidar com isso porque acumulei uma experiência grande na luta e representação dos bancários do BB ao longo de quase vinte anos de militância.

Como diz meu amigo e professor Carlindo, do Dieese, a gente tem que fazer cara de paisagem, fazer de conta que é besta, para focar o estratégico que estamos defendendo e deixar o fígado sofrer as consequências.

A Cassi está em risco e os direitos dos associados estão em risco também. A nossa autogestão Cassi precisa ser defendida pelo patrocinador Banco do Brasil perante a ANS e demais órgãos governamentais e de regulação, pelos associados donos em relação ao próprio mercado de saúde, pelos participantes e pelo conjunto de lideranças e entidades em termos unidade para os embates que virão com a chegada da consultoria contratada pelo patrocinador Banco do Brasil.

Acho que vou escrever uns desabafos na semana que vem e registrar alguns alertas sob minha ótica de representante eleito de trabalhadores associados.

Eu estou há 3 anos politizando as discussões sobre saúde e os debates sobre a Cassi. Tenho a certeza e convicção de que nossa contribuição foi importante para o processo histórico de luta pela defesa da Caixa de Assistência e pelos direitos dos associados neste período. Mas o que um eleito enfrenta no dia a dia da Cassi é como um eterno front de batalha, não tem momentos de paz, não tem respiro.

Um bom final de semana a tod@s vocês da classe trabalhadora a qual pertenço. Preciso descansar e olhar pra mim e família no fim de semana.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

21.6.17

Cassi Espírito Santo realiza a IX Conferência de Saúde


IX Conferência de Saúde da Cassi e
Conselho de Usuários do Espírito Santo.

A Cassi e o Conselho de Usuários do Espírito Santo realizaram a IX Conferência de Saúde do Estado, dia 9 de junho, no auditório da Gepes, em Vitória. A iniciativa teve como foco fortalecer a gestão participativa na Instituição. O evento teve a participação de 60 pessoas.

O evento contou com a presença do Presidente da Cassi, Carlos Célio de Andrade Santos, que fez uma apresentação sobre o cenário atual da Caixa de Assistência.

O Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Humberto Santos Almeida, destacou “A Cassi e seus desafios”. Já o Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes de Oliveira, expôs sobre o tema “Cassi: O Desafio do Modelo de Atenção Integral à Saúde”, com destaque para a importância da Estratégia Saúde da Família.

Após as apresentações foi realizado um debate em que os participantes puderam tirar dúvidas com os dirigentes da Instituição.

O evento ainda contou com uma apresentação a respeito de inclusão social conduzida pela psicóloga parceira Leila Landgraf e pelo Grupo de Dança Despertar, composto por pessoas com deficiência.

Na Conferência, estiveram presentes também representantes da Cassi, do Conselho de Usuários, do BB e de entidades ligadas ao Banco e à Caixa de Assistência.

Fonte: Cassi


Post Scriptum:

Olá pessoal, estou embarcando para Manaus, onde participaremos nesta quinta-feira 22 da Conferência de Saúde da Cassi e Conselho de Usuários Amazonas. Será a nossa 4ª ida ao Estado como Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi.

Já realizamos neste ano as Conferências de Saúde do Rio Grande do Norte, de Pernambuco, de Brasília, de Minas Gerais e Espírito Santo.

Um grande abraço a tod@s,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

10.2.17

Opinião e agenda da semana do Diretor de Saúde da Cassi (Formação)



Encontro de capacitação de gestores das unidades Cassi.

Olá prezad@s associados e companheiros de lutas,

Estamos encerrando mais uma semana intensa de trabalho em nossas áreas de atuação na Cassi.

Iniciamos a agenda realizando um encontro de capacitação de gestores de nossas unidades administrativas dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nossos gerentes participaram de treinamentos envolvendo diversas áreas de nossa Caixa de Assistência.

Estive em Natal cumprindo agenda de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento (rede própria: administrativa e CliniCassi). A Unidade Cassi RN está com nova gerência e ao longo do dia pudemos nos reunir com as lideranças da comunidade BB no Conselho de Usuários e prestar contas do mandato, esclarecer diversas questões, e estreitar as parcerias entre a Cassi e seus associados e participantes. Ler matéria AQUI.

Nesta sexta-feira pela manhã, tivemos agenda de trabalho na Unidade Cassi DF, na Asa Norte, organizando o planejamento das ações de saúde para o Distrito Federal neste ano. Na parte da tarde, estivemos na Dipes (BB), em reunião de trabalho. A Cassi e o Banco do Brasil atuam em conjunto em diversas questões de saúde dos trabalhadores e temos buscado aprofundar as parcerias em benefício de avanços nas questões de promoção de saúde e prevenção de doenças.

Esta foi uma semana em que estudei muito as questões afetas à história da Cassi, principalmente no que se refere ao período que vencemos nestes anos entre 2014 e 2016 (o déficit do plano de saúde dos bancários). 

O período foi marcado por duas propostas do Banco que só oneravam os associados (novembro de 2014 e maio de 2015) e nós da governança eleitos pelos associados rejeitamos ambas e após um período de luta unitária dos associados e suas entidades, o processo terminou com a assinatura de um Memorando de Entendimento e um Acordo entre os patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social. Desta vez, ambos patrocinadores estão contribuindo com recursos extraordinários. 

Esta etapa vencida é somente uma das etapas do processo de sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi. 

Esses próximos 3 anos em que haverá receita extraordinária na Cassi por parte dos patrocinadores - BB e associados - deve ser acompanhado diligentemente por todas as entidades da mesa e representações dos participantes. É muito provável que ocorram divergências de opiniões no âmbito da gestão compartilhada da entidade para definir o futuro do Plano de Associados e da própria Cassi, porque é natural que elas ocorram, principalmente durante a primeira etapa que contará com consultoria do patrocinador BB.

O que eu conclamo aos associados que representamos e suas entidades representativas é que acompanhem atentamente, pois nós eleitos podemos precisar novamente da força da unidade de mobilização como ocorreu no processo que descrevi acima.

Abraços a tod@s e bom fim de semana.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (mandato 2014/18)

21.7.16

Cassi acerta parcerias em defesa da promoção de saúde no Amazonas


Cassi, Super, Gepes e Sesmt Amazonas em parceria.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Dando sequência ao planejamento da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento para 2016, quando definimos buscar parcerias em defesa da promoção de saúde e prevenção de doenças, atuando para melhorar o nível de informações junto à comunidade BB sobre a Cassi e seu funcionamento, nesta quarta 20, estivemos em Manaus para cumprir essa agenda de fortalecimento de nossa entidade e de seu Modelo de Atenção Integral à Saúde e Estratégia Saúde da Família (ESF).


Cassi e Banco do Brasil no Amazonas

Na reunião com a Superintendência do Banco do Brasil do Estado do Amazonas, juntamente com a Gepes e o Sesmt local, abordamos a importância do papel do patrocinador BB na parceria na área de comunicação, tanto por meios informativos de mídia eletrônica (exemplo: Intranet) como também para reuniões da Cassi nos locais de trabalho abordando temas como o modelo de saúde, ESF, os benefícios de ter a Cassi como referência para orientações em saúde, as perspectivas favoráveis de manutenção da qualidade de vida de pessoas acometidas de doenças crônicas quando acompanhadas e monitoradas por nossas equipes de saúde e demais questões técnicas.

Também debatemos questões afetas ao Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), que inclui os Exames Periódicos de Saúde (EPS). A Cassi tem convênio com o BB para executar este importante programa.

A superintendência fez sugestões positivas para que a Cassi esteja nos eventos do Banco no Estado e para que a entidade de saúde tenha agendas de visitas aos locais de trabalho para trazer o tema saúde para o dia a dia do funcionalismo. No Amazonas, Cassi e BB já atuam com bastante parceria.

Na agenda com o Banco estava prevista também a participação de representação do sindicato de bancários local, mas a entidade não conseguiu enviar um representante por outras demandas sindicais no dia.

Reunião com Conselho de Usuários da Cassi AM.

Diretor de Saúde se reúne com o Conselho de Usuários da Cassi AM

Também estivemos reunidos com as conselheiras e conselheiros de usuários da Cassi Amazonas para falar a respeito da agenda de trabalho da Diretoria que somos responsáveis, para prestar conta do trabalho que temos realizado para fortalecer a participação social em nossa entidade. Os conselheiros são voluntários e realizam um trabalho muito importante para os associados e para a Cassi.

Na reunião de quase 3 horas, pudemos ouvir bastante os nossos conselheiros, tirar dúvidas, ouvir sugestões, esclarecer o funcionamento de programas e linhas de cuidado da Cassi, que estão sob nossa responsabilidade como, por exemplo, o Programa de Assistência Farmacêutica (PAF), e explicar diversas questões sobre uma das áreas que mais trouxe debate: as dificuldades na área de Rede Credenciada. Por fim, falamos a respeito das negociações entre o Banco e a Comissão Negociadora das entidades representativas do funcionalismo.


Post Scriptum 01:20h de sexta 22/7/16:
Equipe Cassi Amazonas e CliniCassi Manaus. (eu não tinha conseguido
subir esta foto na hora que publiquei a matéria no Aeroporto de Manaus)

Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento presente nas bases sociais

É a terceira vez que pude visitar o Amazonas para fortalecer a nossa Caixa de Assistência levando o melhor nível de informação possível para os associados, entidades representativas, Banco do Brasil e lideranças locais.

Também fizemos uma excelente reunião de trabalho e gestão com nossa equipe de funcionários da Cassi Amazonas. Nós temos um carinho grande pelos trabalhadores da Cassi, que nos acolhem e cuidam de nós associados e familiares com uma dedicação sem igual.

Deixo meu agradecimento aos funcionários da Cassi e às lideranças de todas as entidades, ao BB e aos conselheiros de usuários pela forma gentil que fomos recepcionados e pelo excelente nível de debates e parcerias que estamos construindo em defesa da Cassi e de nosso modelo de saúde.

Sabemos que temos uma questão de déficit a resolver e isso está em debate em mesa apropriada para isso, mas a Cassi e o nosso trabalho não pode parar porque cuidamos da saúde de mais de 700 mil vidas ao longo do ano e a nossa entidade de saúde é a maior autogestão do país.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito mandato 2014/18)

18.7.16

Opinião sobre negociações Cassi e agenda do Diretor de Saúde (DF, AM, RR)





Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Após dez dias de férias, retomamos hoje nossa agenda de trabalho e gestão de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil. A semana será muito importante para nós associados e gestores da Cassi, pois teremos a retomada das mesas entre o BB e as entidades sindicais e representativas nesta segunda à tarde em Brasília para buscar soluções para o déficit do Plano de Associados. 

Eu começo uma série de viagens aos Estados, cumprindo o planejamento de trabalho da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Vamos visitar o Amazonas e Roraima nesta semana. Pretendo ampliar as parcerias em defesa da promoção de saúde com o Banco do Brasil e as entidades representativas, e também reforçar minha prestação de contas do mandato e opinar aqui no blog o que penso a respeito da Cassi.

Negociações sobre o déficit da Cassi e o que penso a respeito na atual conjuntura

- Histórico

Hoje recomeçam as negociações entre o patrocinador Banco do Brasil e as entidades sindicais Contraf-CUT e Contec e associativas ANABB, AAFBB, FAABB. 

Expresso aqui, de forma sucinta, a minha opinião a respeito do que entendo ser a melhor alternativa na atual conjuntura para solucionar o déficit no Plano de Associados e, consequentemente, buscar equilíbrio e melhores perspectivas de sustentabilidade para as finanças da Caixa de Assistência nos próximos anos, preservando a essência do que é a Cassi do modelo de custeio solidário intergeracional e os direitos históricos dos associados.

Estou há dois anos como gestor da Cassi e há dois anos estudo a gestão de nossa entidade, seu modelo assistencial, os gargalos a serem superados para a completa implantação da Atenção Integral à Saúde e a Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto da população assistida pela Cassi em seus planos de saúde. Atualmente, a cobertura do modelo atende somente parte da população.

Desde que cheguei ao mandato em junho de 2014, tive que enfrentar a questão do déficit do Plano de Associados de forma mais dura que outras gestões anteriores, eleitas e indicadas, pelos patrocinadores Corpo Social e Banco do Brasil.

Mostrei ao longo deste período em 28 Conferências de Saúde que a Cassi teve receitas novas e/ou extraordinárias da ordem de mais de 1 (um) bilhão de reais entre 2007 e 2013, fato que permitiu aos gestores da época lidarem melhor com um déficit recorrente e histórico no plano de saúde dos funcionários, enquanto em todos os exercícios se consumiam para arcar com as despesas assistenciais ora as receitas extraordinárias, ora as receitas financeiras, ora as reservas livres do Plano.

Entre novembro de 2014 e o final do ano de 2015, defendi que o patrocinador Banco do Brasil deveria fazer aportes extraordinários enquanto um conjunto de propostas de iniciativas estratégicas fossem aprovadas e implantadas na Cassi (propostas dos eleitos protocoladas no Escritório de Projetos em dezembro de 2014), porque os estudos mostravam que em alguns anos poderíamos ter melhor gestão dos recursos da Caixa de Assistência com melhorias na gestão da rede de prestadores de serviços de saúde (rede credenciada), na gestão da regulação, com a possibilidade de novos planos de saúde, na gestão e extensão do modelo de Atenção Integral e ESF para a população assistida e com iniciativas estratégicas de apoio a esses eixos. Por diversos fatores, isso não ocorreu nos últimos 18 meses e as reservas livres foram consumidas para o funcionamento normal da Cassi.

Me reuni com lideranças nacionais do Banco do Brasil na Contraf-CUT no último dia 4 de julho para debatermos a respeito das negociações e futuro da Cassi. É do conhecimento de todos na comunidade Banco do Brasil que sou oriundo do movimento sindical cutista e além de manter uma prestação de contas permanente ao conjunto dos associados, também tenho muito respeito pelas entidades sindicais, tanto do segmento cutista como também das demais centrais e sindicatos afiliados a elas. Trato exatamente da mesma forma todas as entidades sindicais e associativas, da ativa e dos aposentados.

Na reunião do último dia 4 de julho, na Contraf-CUT, expressei a minha opinião (logo abaixo) sobre as negociações da Cassi para o momento grave que vivemos agora, passados 18 meses sem solução e após consumirmos as reservas livres do Plano de Associados. 

Eu conheço profundamente o tempo e os ritos que as entidades sindicais necessitam para se posicionarem sobre qualquer proposta. Respeito isso. Quando Contraf-CUT e Contec se posicionam, precisam ouvir antes o conjunto de seus sindicatos, que também têm suas formas de consulta aos seus associados e representados.

No entanto, tenho também responsabilidades de gestor eleito pelos associados, e neste momento, preciso me posicionar com a maior fidelidade intelectual que tenho, a respeito do que entendo ser a melhor solução para a manutenção da nossa Caixa de Assistência, preservando conquistas históricas dos funcionários.


- Opinião sobre o custeio, sobre o déficit atual e o fim das reservas livres no Plano de Associados

Entendo que para podermos investir no modelo assistencial de Atenção Integral à Saúde e na ESF e manter os direitos dos associados, é necessário consultar o Corpo Social para aumentar as receitas do Plano de Associados, dos atuais 7,5% sobre a remuneração dos associados (desde 1996) para 10%, mantendo-se a proporcionalidade estatutária entre a parte do Banco e a dos associados (1 x 1,5 vez). Os associados aumentariam sua contribuição para 4% e o patrocinador BB aumentaria a sua para 6%, mantendo-se a proporcionalidade contributiva atual.

Para sairmos da impossibilidade de ampliação do modelo assistencial por falta de investimento, fator prioritário para sustentabilidade da Cassi e melhor uso dos recursos do Plano nos próximos anos, sugiro contribuição extraordinária de mais 0,5% exclusivamente rubricado para a gestão e ampliação da ESF e Atenção Integral, a cargo da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, responsável pelas unidades administrativas da Cassi nos Estados e pelas unidades de atendimento aos associados, as CliniCassi (hoje 65 unidades no país). O recurso de 0,5% (meio por cento da folha) extraordinário seria por 5 anos, por parte dos dois patrocinadores, com prestação de contas no Relatório Anual Cassi e avaliação ao final do período.

Como a situação de liquidez necessita de tempestividade na solução para os próximos meses, e sou absolutamente contrário a qualquer proposta que interrompa o pagamento dentro da normalidade aos prestadores de serviços de saúde (rede credenciada) porque isso afetaria tanto aos associados quanto às relações comerciais da Cassi, sugiro também consultar o Corpo Social para que haja rateio mensal do déficit do Plano de Associados, também proporcional 1 x 1,5 em relação aos dois patrocinadores, Corpo Social e Banco do Brasil, até que a nova proposta de receita de custeio seja aprovada.

Nos próximos dias e semanas escreverei mais, aqui neste espaço, a respeito de minhas opiniões e estou à inteira disposição das entidades e suas lideranças e dos gestores do Banco do Brasil para conversarmos a respeito do tema.

Também produzimos estudos na Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento desde o início de 2015 que nos dão muita convicção em defender a ampliação do modelo de Atenção Integral e ESF. Os estudos indicam que o grupo de participantes já cuidados por nós na Estratégia Saúde da Família tem um comportamento de despesas assistenciais no uso da rede credenciada melhor do que o grupo de participantes que ainda não se vinculou ao nosso modelo assistencial.

Enfim, é isso o que apontamos inicialmente para contribuir nos debates entre os patrocinadores, o Banco do Brasil e o Corpo Social.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

1.7.16

Agenda do Diretor de Saúde da Cassi (Programando 2º semestre)



Fechando uma semana de 60 horas de trabalho pela
nossa Cassi e pelos associados que representamos.

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Estou na Sede da Cassi nesta sexta-feira 1º de julho. São mais de 21h e estou fechando uma semana de trabalho em que trabalhei 3 turnos de segunda a sexta, manhã, tarde e noite. Foram umas 60 horas dedicadas à nossa Caixa de Assistência.

Eu tenho tido essa rotina de dedicação desde que cheguei eleito à Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento de nossa entidade de saúde. E faço isso porque a Cassi e os associados merecem essa dedicação nossa e os desafios são imensos, juro pra vocês. E também faço isso porque tenho uma história de dedicação e representação construída junto aos trabalhadores desde 2002.

Nesta semana, tivemos agendas importantes como a reunião com o BB aqui em Brasília para estreitar parcerias de trabalho na área de comunicação em prol da Cassi e da promoção de saúde (leia AQUI). Estou muito focado em envolver a todos na defesa do Modelo de Atenção Integral à Saúde, porque fazendo isso estou protegendo os associados e estou fortalecendo a nossa Caixa de Assistência.

Fiz nesta semana e publicamos hoje o 24º Boletim dos Eleitos (2014/18), onde abordamos a Estratégia Saúde da Família (ESF) e as vantagens que ela traz aos participantes e à própria Cassi. Não publiquei o boletim no blog ainda, mas já pode ser lido no site da Contraf-CUT na área de publicações (leia AQUI).

Acabei agora há pouco, aqui na Cassi, a leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da próxima terça, foram 30 itens lidos e estudados. Ufa!

Estivemos na posse da nova diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília. A chapa eleita foi liderada pelo amigo e companheiro Eduardo Araújo, de longa história de luta e dedicação às causas dos bancários. Desejo bom trabalho à todas e todos da direção do Sindicato. Eu sou um grande defensor dos sindicatos de trabalhadores porque eles são responsáveis por organizar as lutas e contratar direitos novos para todos nós que vivemos da venda de nossa força de trabalho.

Por fim, publicamos nesta semana, a agenda de Conferências de Saúde que vamos realizar neste segundo semestre. Já realizamos duas - Piauí e Paraíba - e vamos realizar mais oito (leia AQUI). Eu agradeço muito todo o apoio que as entidades sindicais e associativas têm nos dado para a realização das Conferências, porque desde o início do regime de orçamento contingenciado na Cassi não tivemos recursos aprovados para realizar esses importantes eventos de participação social da comunidade Banco do Brasil, e já realizamos 19 com o apoio logístico, financeiro e humano das entidades representativas.

Além das Conferências de Saúde, devido ao planejamento de nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, estou indo trabalhar e atuar nas unidades da Cassi nos Estados. Eu sou o gestor das 27 Unidades Administrativas da Cassi e das 65 unidades de atendimento de saúde, as CliniCassi.

Já estivemos em 10 Estados neste ano cumprindo nosso trabalho e o planejamento de nossa área de saúde e rede. Agora faltam os 17 Estados que iremos visitar, sendo os 8 das Conferências e mais 9 para agendas específicas de fortalecimento da gestão e da Cassi.

Eu decidi que tanto iria me aprofundar no estudo e gestão de nossa Cassi, na área de saúde, como também manter minha linha de trabalho de fazer gestão junto às bases que representamos e que somos responsáveis, no caso das unidades da Cassi.

Eu tenho um planejamento de trabalho até dezembro e já tenho viagens a serviço no mês de julho e vou cumprir todos os meus compromissos. Um gestor de rede precisa ir à rede que administra. Além disso, eu sou um representante eleito que vou até os associados que representamos.

Ao longo desses dois anos de mandato, eu já dispus de recursos próprios para realizar meu trabalho diversas vezes, diversas. Hoje precisei fazer o mesmo para iniciar minha agenda do segundo semestre. Mas quero acreditar que as coisas se resolverão para os próximos meses.

Enfim, em julho, cumpriremos nossa agenda de trabalho no Amazonas e em Roraima, entre os dias 20 e 22, e também no Espírito Santo, nos dias 28 e 29.

Abraços a tod@s os meus pares da classe trabalhadora!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito 2014/18)

28.9.15

A proposta dos banqueiros e os efeitos para a Cassi



(agenda atualizada às 00:30h de sábado 3)



Opinião da semana e agenda do Diretor de Saúde da Cassi

Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Hoje vou falar da proposta dos banqueiros que será avaliada nas assembleias dos trabalhadores bancários nesta semana e o que ela significaria para o equilíbrio econômico-financeiro e a sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi, caso aprovada.


BANQUEIROS PROPÕEM REAJUSTE DE 5,5% (INFLAÇÃO 9,88%) E ABONO DE R$ 2.500

O atual desequilíbrio entre receitas e despesas assistenciais e déficit do Plano de Associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil tem relação profunda em sua história com uma política salarial dos anos noventa semelhante à proposta atual e a tentativa que banqueiros, via Fenaban, tentam ressuscitar com a proposta de fim dos aumentos reais de salários e volta da famigerada política de abonos para os bancários.

Essa foi a política salarial adotada pelos governos do PSDB nos anos noventa, período que entrou em vigor o novo Estatuto da Cassi (1996), debatido e aprovado pelos patrocinadores Banco do Brasil e Corpo Social. 

O governo da época (1995/2002), acionista majoritário do patrocinador BB, de forma unilateral e com intuito claro de reduzir direitos dos bancários, passou a congelar os salários e dar abonos no mesmo ano em que acordou o novo Estatuto. Também eliminou o anuênio e o PCS com interstícios de 12%. A consequência para as receitas da Cassi foi desastrosa e se vê hoje ao comparar a base de salários dos funcionários daquela época (aposentados) e a base atual, que só não é pior porque na última década, os aumentos reais de salários (2003/2014) chegaram a 20% em geral e 42% nos pisos.

Em 1996, a Cassi acabava de definir o custeio para o Plano de Associados, baseado em 7,5% da folha de pagamento dos funcionários da ativa e aposentados. Premissas atuariais de um plano de saúde da grandeza do nosso não podem sofrer mudanças abruptas como o BB nos impôs no mesmo ano em que definiu o custeio da Caixa de Assistência.

O resultado da política de dar "abonos" e o congelamento dos salários, e consequentemente da folha de pagamento base para o custeio da Cassi, fez com que a receita da nossa entidade de saúde fosse reduzida drasticamente ano após ano, e isto em um setor da economia em que a despesa assistencial per capita na saúde é o dobro da inflação oficial.

Não deu outra. Já em 1999 o Plano de Associados da Cassi começava a sofrer déficits e consumir as reservas do plano.

A proposta dos banqueiros é uma tentativa de ressuscitar essa política salarial. Caso os bancários não vençam o embate com os banqueiros através da mobilização e greve massiva, as consequências para a nossa Caixa de Assistência e os seus associados da ativa e aposentados serão incalculáveis.

E isso acontece num momento em que as propostas entre nós Corpo Social da Cassi e a direção do BB são antagônicas na mesa específica da campanha salarial e na mesa sobre Cassi: 

- nós queremos aportes do Banco do Brasil justamente porque ele tem responsabilidades claras sobre os resultados deficitários do Plano de Associados, que ele administra conosco desde 1996 e;

- a proposta da direção do Banco: ou redução de direitos em saúde e aumento das mensalidades (feita no âmbito da Cassi) ou transferência de sua responsabilidade estatutária com pós-laboral para o Plano de Associados (o fundo administrado pela BBDTVM) feita na mesa de negociação em 19/05 e no site do Banco "Cassi em Debate".

A hora é de UNIDADE e MOBILIZAÇÃO de todos nós do funcionalismo e de nossas entidades sindicais e representativas para conseguir proposta que contemple a Cassi. Nossa luta pela sustentabilidade da Cassi, sem redução de direitos em saúde, chegou em um momento decisivo e nosso futuro, o futuro do Plano de Associados da Cassi, poderá se definir nas próximas semanas.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi


AGENDA DE GESTÃO E LUTA

Segunda 28

Dia de trabalho por conta de muita leitura, tanto da pauta da reunião de Diretoria Executiva, quanto de relatórios conclusivos de uma questão interna em que estou responsável pelo acompanhamento em nome dos eleitos na governança.

Começamos logo cedo e ainda não temos hora para terminar nesta noite.

Post Scriptum (23:55h):

Segunda é um dia duro. Estou encerrando a leitura de súmulas. Estou sem bunda para sentar. Iniciei as leituras do dia logo cedo e já vai dar meia-noite. São cerca de 16 horas... Chega!


Terça 29

Dia de reunião da Diretoria Executiva da Cassi

Post Scriptum (06:04h de quarta):

Saímos da Cassi no final da tarde de terça, por volta das 19h.


Quarta 30

Dia de trabalho no RJ, atendendo a demandas das bases sociais e entidades representativas do funcionalismo.

Post Scriptum (00:45h de quinta):

Terminamos o dia de trabalho aqui na base do Sindicato Sul Fluminense. Foi muito bom. Após conhecer durante o dia a sede campestre e a sede social do Sindicato, fizemos uma plenária com os bancários do BB da região e com a diretoria do Sindicato. Agradeço muito a oportunidade que a direção da entidade nos proporcionou em conversar com os bancários sobre a nossa Caixa de Assistência. Fui muito bem acolhido pela diretoria. Os bancários estiveram firmes nos debates da plenária até às 22h.


Quinta 01

Voltarei do RJ e vou à noite para o Amazonas cumprir agenda de trabalho da Cassi.


Grande companheiro Júlio, do Sul Fluminense.
Disposição total do pessoal do Sindicato.

Post Scriptum (17:40h):

Pela manhã, saí do Sul Fluminense para embarcar em Santos Dumont. Deixo mais uma vez o meu agradecimento pela acolhida e disposição dos companheiros do Sindicato, na figura do Júlio e do presidente Cabral.

Cheguei a Brasília à tarde e fui direto para a Cassi Sede, onde fiz a reunião semanal com a nossa gerência. Reunião muito produtiva. Fiz algumas ligações necessárias e agora vou para casa me trocar para embarcar para Manaus.

A luta segue!


Sexta 02

Dia de trabalho na Unidade Cassi AM.

Post Scriptum (00:30h de sábado):

Estivemos hoje em Manaus para o evento formal da posse do novo gestor da Unidade Cassi AM. Estiveram presentes os funcionários da Cassi e as lideranças locais do funcionalismo e representantes do Banco do Brasil.

Depois da posse, fizemos uma reunião de gestão. Cheguei a Brasília no final da noite.