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4.3.12

Estado mínimo: conclamo aos cutistas a lutarmos contra a onda liberalizante do governo federal



Comentário do blog

Camaradas, faço um chamado, na verdade UM APELO, aos dirigentes cutistas de todos os cantos do País para que preparemos fortes mobilizações e GREVES de nossos sindicatos para enfrentarmos a onda neoliberalizante do legislativo e do executivo nacional atual. Nossa história de luta nos clama por isso!

Após as privatizações, agora o executivo vai propor a flexibilização da CLT com contratação SUPER FLEXIBILIZADA.

BARRAMOS ISSO NOS ANOS 90 E AGORA TEMOS QUE BARRAR DE NOVO!!

Vejam abaixo a novidade contra os trabalhadores que vem se somar à terceirização total que está no Congresso Nacional e às privatizações pra todos os lados...


(matéria do Estadão de hoje)


Nova lei trabalhista garante carteira assinada a empregado eventual e por hora

Proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada

Fonte: Iuri Dantas, de O Estado de S. Paulo


BRASÍLIA - O governo Dilma Rousseff vai propor ao Congresso mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação: a eventual e por hora trabalhada. A proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada. A alteração faz parte do Plano Brasil Maior, como é chamada a nova política industrial.

"Estamos formatando a proposta", disse o ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto. "Vamos concluir o mais rapidamente possível."

As mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem dar mais dinamismo ao mercado e, na prática, permitir carteira assinada para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, com direito a pagamento de férias, 13º salário e FGTS.

Para reduzir as eventuais críticas, o governo pretende vender as mudanças na CLT como uma "modernização" do marco regulatório do mercado de trabalho. Também será repetido que as mudanças não representarão perdas de direitos trabalhistas.

Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a ideia em Nova York. "Podemos avançar nesse campo sem comprometer um único direito trabalhista já conquistado. As propostas feitas pela classe empresarial às quais eu tive acesso preservam os direitos que os trabalhadores brasileiros têm", afirmou o ministro, petista histórico e próximo de Dilma há quatro décadas.

Modalidades - As mudanças permitirão que as empresas contratem um empregado que só vai receber quando for chamado para alguma atividade. Esse mecanismo deve beneficiar, por exemplo, as empresas que realizam shows, curta-metragens, ou mesmo serviço de buffet.

No caso do "horista", o contrato deve ajudar na complementação de pessoal em bares, restaurantes e eventos sazonais, como Natal e feriados. Com isso, o governo acredita que o trabalhador poderá usar o horário livre para investir em qualificação.

"Imagina o que podemos fazer no turismo, arquitetura e imobiliário na próxima década", disse o secretário de Comércio e Serviços, Humberto Ribeiro. "Estamos num ministério, inclusive, que é do PT, mas a gente quer, está na hora dessa discussão."

Com a mudança, a empresa que organiza um festival de música terá mais facilidade para dispor de funcionários no caso de chuvas que exijam reparos e limpeza na estrutura, por exemplo. Outra possibilidade será a contratação por bares de reforço para feriados ou dias de feijoada.

"Garantidos os direitos trabalhistas, é possível customizar para que cada atividade tenha uma forma diferente de contratação", disse o secretário executivo do Ministério do Turismo, Valdir Simão.



Fonte: Estadão

Estado máximo, só para os bancos - Maria Lúcia Fattorelli


Nota: O valor de R$ 708 bilhões inclui o chamado “refinanciamento”
 ou “rolagem”, pois a CPI da Dívida Pública comprovou que
parte relevante dos juros são contabilizados como tal.

Só setor financeiro privado e grandes transnacionais ganham com privatizações

Por Maria Lúcia Fattorelli

Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, sugestão do Igor Felippe


Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança…

E muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.

Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobras possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até estrangeiras? Por que privatizar os hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos, sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se corta recursos destas áreas? O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões?

O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da Nação. Os únicos beneficiários têm sido o setor financeiro privado e as grandes transnacionais.

Então, por que o governo tem se empenhado tanto em aprovar todas essas medidas contrárias aos interesses nacionais? E o que diz a grande mídia a respeito dessas medidas indesejáveis? Não divulga a posição dos afetados e prejudicados por todas essas medidas, mas promove uma completa “desinformação” ao apresentar argumentos falaciosos e convincentes propagandas de que o Brasil vai muito bem e que a economia está sob controle.

Ora, se estamos tão bem assim, qual a razão para rifar o patrimônio público? Por que esse violento round de privatizações partindo justamente de quem venceu as eleições acusando a privataria? Na realidade, o país está sucateado. Vejam as estradas rodoviárias assassinas e a ausência de ferrovias; a desindustrialização; o esgotamento de nossas riquezas; as pessoas sem atendimento hospitalar, com cirurgias adiadas até a morte; os profissionais de ensino desrespeitados e obrigados a assumir vários postos de trabalho para sustentar suas famílias; o crescimento da violência e do uso de drogas.


É inegável o fato de que o PIB brasileiro cresceu e já somos a 6ª potência mundial, mas o último relatório da ONU mostra que ocupamos a vergonhosa 84ª posição em relação ao atendimento aos direitos humanos, de acordo com o IDH [1], o que é inadmissível considerando as nossas imensas riquezas.

Algo está muito errado. Não há congruência entre nossas riquezas e nossa realidade social. Não há coerência entre o discurso ostentoso e a liquidação do patrimônio nacional. Dizem que temos reservas internacionais bilionárias, mas não divulgam o custo dessas reservas para o país, o dano às contas públicas e ao crescimento acelerado da dívida pública brasileira que paga os juros mais elevados do mundo.

Dizem que temos batido recordes com exportações, mas não divulgam que lá de fora, valorizam os preços das chamadas “commodities” e o que fazemos: aceleramos a exploração dos nossos recursos naturais e os exportamos às toneladas. Mas quem ganha já não é o país, pois as minas, as siderúrgicas e o agrobusiness já foram privatizados há muito tempo.

Outra grande falácia é de que o Brasil está tão bem que a crise financeira que abalou as economias dos países mais ricos do Norte – Estados Unidos e Europa – pouco afetou o país. A grande mídia não divulga, mas a raiz da atual crise “da Dívida” que abala as economias do Norte está na crise do setor financeiro.

A crise estourou em 2008 quando as principais instituições financeiras do planeta entraram em risco de quebra. Tal crise dos bancos decorreu do excesso de emissão de diversos produtos financeiros sem lastro – principalmente os derivativos — possibilitada pela desregulamentação e autonomia do setor financeiro bancário. Embora tivessem agido com tremenda irresponsabilidade na emissão e especulação de incalculáveis volumes de papéis sem lastro, tais bancos foram “salvos” pelos países do Norte à custa do aumento da dívida pública, que agora está sendo paga por severos planos de ajuste fiscal contra os trabalhadores e crescente sacrifício de direitos sociais.

Apesar da monumental ajuda das Nações aos bancos, o sistema financeiro internacional ainda se encontra abarrotado de derivativos e outros papéis sem lastro – tratados pela grande mídia como “ativos tóxicos”. Grande parte desses papéis foi transferida para “bad Banks” [2] em várias partes do mundo, à espera de serem trocados por “ativos reais”, principalmente em processos de privatizações.

Assim funcionam as privatizações: são uma forma de reciclar o acúmulo de papéis e transferir as riquezas públicas para o setor financeiro privado. Relativamente à privatização da Previdência dos Servidores Públicos, o Projeto de Lei PL-1992 cria o FUNPRESP que, se aprovado, deverá ser um dos maiores fundos de pensão do mundo.

Na prática, esse projeto se insere em tendência mundial ditada pelo Banco Mundial, de reduzir a participação estatal a um benefício mínimo, como alerta Osvaldo Coggiola, em seu artigo “A Falência Mundial dos Fundos de Pensão”: “Com este esquema, o que se quer é reduzir a aposentadoria estatal de modo a diminuir o gasto em aposentadorias e aumentar os pagamentos da dívida do Estado.”

A dívida brasileira já supera os R$ 3 trilhões. A grande mídia não divulga esse número, mas o mesmo está respaldado em dados oficiais [3]. Os fundos de pensão absorvem grandes quantidades de papéis, pois funcionam trocando o dinheiro dos trabalhadores por papéis que circulam no mercado financeiro. Os tais “ativos tóxicos” estão provocando sérios danos aos fundos de pensão, como adverte Osvaldo Coggiola: “… duas Argentinas e meia faliram nos Estados Unidos como produto da crise do capital, levando consigo os fundos de pensões lastreados em suas ações. Na Europa, a situação não é melhor. A OCDE advertiu sobre o grave risco da queda nas Bolsas sobre os fundos privados de pensão, cuja viabilidade está ligada à evolução dos mercados de renda variável: “Existe o risco de que as pessoas que investiram nesses fundos recebam pouco ou nada depois de se aposentar”.

O art. 11 do PL-1992 não permite ilusões quanto ao risco para os servidores federais brasileiros, pois assinala que a responsabilidade do Estado será restrita ao pagamento e à transferência de contribuições ao FUNPRESP. Em outras palavras, se algo funcionar errado com o FUNPRESP; se este adquirir papéis podres ou enfrentar qualquer revés, não haverá responsabilidade para a União, suas autarquias ou fundações. Previdência é sinônimo de segurança. Como colocar a previdência em aplicações de risco? Qual o sentido dessa medida antissocial?

O gráfico a seguir (acima no post) revela porque a Previdência Social tem sido alvo de ferrenhos ataques por parte do setor financeiro nacional e internacional: o objetivo evidente, como também alertou Osvaldo Coggiola, é apropriar-se dos recursos que ainda são destinados à Seguridade Social para destiná-los aos encargos da dívida pública.

As diversas auditorias cidadãs em andamento no Brasil e no exterior, bem como a auditoria oficial equatoriana (2007/2008) e a CPI da Dívida no Brasil (2009-2010) têm demonstrado que o único beneficiário do processo de endividamento público tem sido o setor financeiro.

No Brasil, o gráfico a seguir (acima) denuncia o privilégio da dívida, pois a dívida absorve quase a metade dos recursos do orçamento federal, o que explica o fabuloso lucro auferido pelos bancos aqui instalados, enquanto faltam recursos para as necessidades sociais básicas, tornando nosso país um dos mais injustos do mundo.

É urgente unir as lutas contra a privatização do que ainda resta de patrimônio público no Brasil, pois é para pagar a dívida pública e preservar este modelo de “Estado Mínimo” para o Social – e “Estado Máximo” para o Capital – que as riquezas nacionais continuam sendo privatizadas.


[1] IDH = Índice de Desenvolvimento Humano

[2] Bad banks = instituições paralelas, criadas para absorver grandes quantidades de “ativos tóxicos” que alcançaram volumes tão elevados que passaram a comprometer o funcionamento do sistema financeiro mundial. Até mesmo o G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) chegou a pautar, na última reunião ocorrida em Cannes, a preocupante questão do Sistema Bancário Paralelo.

[3] Elaboração: Auditoria Cidadã da Dívida.


Fonte do artigo: Vi o mundo

2.3.12

Pra que servem os sindicatos?


Formação

Reproduzo excelente matéria formativa e informativa sobre a importância dos sindicatos e o movimento sindical bancário. A fonte é o blog da Articulação Bancária do Pará.

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O sindicato existe para defender os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Nossos direitos são frutos de muitas lutas e, para garanti-los, temos que ter um sindicato forte e de luta.

Nunca esqueçamos que governo governa e sindicato sindicateia! Ou seja: Sindicato é pra lutar!

Em nossa região, temos a FETEC-CN que reúne doze sindicatos das regiões Norte e Centro Norte. (Hoje, cada região do país tem uma federação com um certo número de sindicatos de bancários afiliados). E no país, temos a Contraf-CUT, que é a nossa Confederação e que reúne mais de 140 sindicatos em todo o país.

Há 20 anos, a categoria bancária tem uma CCT – Convenção Coletiva de Trabalho, que unifica as conquistas de toda a categoria, em qualquer município do país. Conheçamos e valorizemos essa luta e as conquistas.

Clicando nas imagens abaixo você vê primeiro um resumo da história de luta das bancárias, conheça um pouco sobre as lutas, dificuldades e vitórias da mulher bancária, neste belo trabalho coordenado pela companheira Deise Recoaro, da valorosa Contraf-CUT. Belíssima homenagem ao Dia Internacional da Mulher. (depois vem um resumo da história de luta da categoria)










A seguir, um pouco da história de lutas e conquistas da classe trabalhadora e da categoria bancária:

Sindicato pra quê? (*)

1 - Hoje temos emprego, salário, previdência, plano de saúde, e tantos outros direitos garantidos. Milhões de trabalhadores não têm. Amanhã, quem garante que não estaremos sem emprego, vivendo na informalidade, sem salário, sem renda, sem direitos, sem futuro? É pensando nisso que nos organizamos em sindicatos.

2 - Os direitos que os trabalhadores têm, hoje, são fruto de muitas lutas, vindas desde o século XIX. Duros combates e mobilizações para melhorar a vida dos trabalhadores se deram não só no Brasil (desde a escravidão), mas no mundo inteiro.

3 - A luta pela definição, e depois pela redução da jornada de trabalho, vem de 150 anos. Quando não havia sindicatos, nem direitos trabalhistas. Era o patrão quem decidia o preço da força de trabalho e a duração da jornada. Eram de 14 ou 16 horas diárias, e o trabalho das crianças e mulheres era não-remunerado.

4 - Só na década de 1920 os trabalhadores conquistaram a jornada de 8 horas diárias. E no Brasil foi garantida na lei só em 1932. A vida “produtiva” de um trabalhador não passava de 25 anos de trabalho. Os trabalhadores viravam bagaços humanos nas engrenagens das fábricas.

Na categoria bancária, a conquista da jornada de 6 horas veio somente em 1933.

5 - Só a partir de 1910 foram garantidos o descanso aos domingos e o direito a férias. E essas conquistas foram à custa de muitas greves, mobilizações de massas, sofrendo repressões violentas, torturas, prisões, desaparecimentos, mortes. Operárias queimadas vivas numa fábrica de Chicago são prova disso.

Na categoria bancária, em 1934 aconteceu a primeira greve geral da categoria e conquista da estabilidade a partir dos dois anos de trabalho e criação do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB), extintos em 1967, durante a ditadura militar.

6 - Os grandes banqueiros e empresários só acumulam lucros porque exploram os trabalhadores. Dinheiro não nasce em árvore, nem cai do céu. O lucro privado ou estatal é produto da exploração do trabalho e do trabalhar e da ausência de políticas sociais de distribuição da riqueza e dos benefícios gerados pelo trabalho humano, ou quando o Estado vira um comitê de negócios e interesses das classes que dominam a sociedade e monopolizam a economia.

Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os cinco maiores bancos do país, ganharam R$ 33,6 bilhões do Banco Central em 2011 como remuneração pelo depósito compulsório. Resultado das mudanças no compulsório adotadas no fim de 2010, o valor é equivalente a mais de 60% do lucro líquido destas instituições no período, que foi de R$ 50,7 bilhões. É dinheiro público sendo destinado diretamente para os bancos. Completo absurdo, mais uma enorme transferência de renda da sociedade brasileira para o setor financeiro, um dos que mais lucra no país.

Enquanto mais lucram, os bancos também lideram o ranking de reclamações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pela primeira vez desde que a listagem começou a ser divulgada, há doze anos. O setor conseguiu a proeza de desbancar os planos de saúde, que dominavam desde a primeira listagem. O setor financeiro também é campeão de reclamações no Banco Central.

7 - O 13º salário foi conquistado após grandes greves, confrontos sangrentos, desde 1953, em São Paulo. E só foi reconhecido em lei em 1962, no governo Goulart, após uma década de lutas.

As leis de aposentadoria, contra acidentes de trabalho, da licença-maternidade, da periculosidade e insalubridades, fundo de garantia por tempo de serviço, todas, foram resultados de muitas lutas, sem nenhuma dádiva do Estado e dos patrões.

Na categoria bancária, somente em 1957 vem a conquista da garantia de recebimento de horas extras e da aposentadoria por tempo de serviço.

E somente com a “Greve da Dignidade”, em 1961, a categoria bancária conquista o Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Em campanha junto com outras categorias, os bancários e os trabalhadores brasileiros conquistam nesse ano o 13º salário.

8 - Foram presos mais de cinco mil trabalhadores metalúrgicos, em greve, na frente do sindicato, em São Paulo. Para conquistar um direito que os trabalhadores já tinham na Europa, Japão e nos EUA, menos no Brasil. Questão social no Brasil sempre foi “caso de polícia”.

Nada veio por bondade dos patrões, dádiva do Estado, vontade de Deus, ou por “sorte” de alguns trabalhadores. Ao contrário, só a resistência, a organização, a luta, a mobilização coletiva, traz conquista e direitos.

Na categoria bancária, após greve de 69 dias, é instituído o Dia do Bancário, em 28 de agosto, em 1951. E em 1962 é conquistado o fim do trabalho aos sábados.

9 - Todo trabalhador tem direito de se sindicalizar, exercer sua cidadania sindical, opinar, discordar, propor, eleger e ser eleito, desde que participe ativamente da vida de seu sindicato. Quando sindicalizado, não precisa descontar a Contribuição Assistencial, que é decidida em Assembleia.

10 - Nunca é demais registrar: Do céu só cai chuva, sol e as bênçãos da fé. Todos os direitos trabalhistas, direitos sociais, políticos, que temos hoje, foram conquistados através de muitas lutas da organização sindical, dos movimentos sociais. Tudo é fruto de lutas. Se lutando já é difícil, sem luta é muito mais!

Na categoria bancária, em 1982 é conquistada a unificação da data-base de toda a categoria em 1º de setembro.

11 - O sindicato, ao cobrar Contribuição Assistencial dos trabalhadores não sindicalizados, faz um ato de justiça, pois as despesas de uma campanha salarial são grandes, e os direitos e benefícios, quando conquistados e garantidos, são distribuídos a todos e todas, os que lutaram e os que não lutaram. Não é justo que só os sindicalizados se responsabilizem pelos custos. Os sindicalizados sustentam a entidade, sempre, antes e após as campanhas salariais.

12 - Por consequência desse ato, a Contribuição Assistencial visa garantir recursos para as despesas da campanha salarial, como cálculos e acompanhamentos estatísticos e socioeconômicos, assessoria jurídica, produção de boletins, viagens para negociações, materiais, jornais, publicações de editais.

13 - O trabalhador sindicalizado tem direito garantido de assistência jurídica, seja individual ou coletiva, com advogados de direitos trabalhista, criminal e cível (atendendo demandas administrativas e judiciais de condomínio, taxas, contratos, direitos lesados, defesa do consumidor). (isto varia de sindicato para sindicato)

14 - O trabalhador sindicalizado tem direito a descontos em diversas instituições de ensino, lazer, esporte, saúde e outras, com as quais o sindicato tem convênio. Ter convênio não torna o sindicato "pelego", se ele priorizar a luta coletiva, a mobilização, a independência de classe, a formação política e a comunicação de classe.

15 - Uma negociação salarial é longa, difícil, cansativa, com avanços e recuos, ainda mais em tempos de crise. O sindicato negocia duramente para que você tenha reajustes sobre o salário, sobre o tíquete e todas as outras cláusulas que envolvem valores monetários. (Leia ao final o que foi conquistado pela categoria bancária).

16 - Tenha certeza que, se dependesse da empresa você receberia 0% de reajuste salarial e seus direitos seriam reduzidos e benefícios retirados. Só não nos atacam mais, porque lutamos coletivamente, e porque o sindicato luta com você.

17 - O sindicato pode negociar Acordos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com várias empresas e você pode se mobilizar e incluir sua empresa nessa relação. Só o sindicato pode negociar e assinar a PLR, pela CLT o sindicato tem o monopólio da negociação coletiva.

• Em 1995: Bancários são a primeira categoria a conquistar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em acordo coletivo.

Na categoria bancária, conheça as principais conquistas obtidas com muita luta por gerações de trabalhadoras e trabalhadores (e que os bancos “informam” como sendo benefícios dados por eles):

• Em 1933: conquista da jornada de 6 horas de trabalho.

• Em 1934: Primeira greve geral da categoria e conquista da estabilidade a partir dos dois anos de trabalho e criação do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Bancários (IAPB), extintos em 1967, durante a ditadura militar.

• Em 1951: Após greve de 69 dias, é instituído o Dia do Bancário, em 28 de agosto.

• Em 1957: Garantia de recebimento de horas extras e da aposentadoria por tempo de serviço.

• Em 1961: A “Greve da Dignidade” conquista o Adicional por Tempo de Serviço (ATS). Em campanha junto com outras categorias, os bancários e os trabalhadores brasileiros conquistam o 13º salário.

• Em 1962: Fim do trabalho aos sábados.

• Em 1986: conquista do auxílio-creche.

• Em 1990: conquista do tíquete-refeição.

• Em 1991: unificação nacional dos pisos salariais.

• Em 1992: Assinatura da primeira Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para todo o país.

• Em 1994: Conquista do vale-alimentação.

• Em 1995: Bancários são a primeira categoria a conquistar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em acordo coletivo.

• Em 1997: Complementação salarial para bancários afastados por doença ou acidentes e conquista da verba de requalificação profissional na demissão. Criada a comissão permanente de saúde, que concluiu, em 1998, o Programa de Prevenção, Tratamento e Readaptação de LER/DORT.

• Em 2000: Inclusão na CCT – Convenção Coletiva de Trabalho da cláusula sobre Igualdade de Oportunidades.

• Em 2003: Primeira campanha salarial unificada da categoria bancária. Com greve, bancários dos bancos públicos conquistam a mesma PLR dos bancos privados.

• Em 2004: Conquista, com greve de 30 dias, de aumento real acima da inflação, o que vem se repetindo nos sete anos seguintes.

• Em 2006: Conquista do valor adicional de PLR. Pela primeira vez, BB e Caixa assinam a Convenção Coletiva de Trabalho junto aos demais bancos. Implantação de grupo de trabalho para debater assédio moral.

• Em 2007: Conquista da 13ª cesta-alimentação.

• Em 2009: Ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Mudança no modelo de cálculo e melhorias da PLR adicional. Extensão de direitos aos casais homoafetivos de incluir parceiros como dependentes no Plano de Saúde.

• Em 2010: Instrumento de combate ao assédio moral e valorização do piso salarial.

• Em 2011: Valorização do piso salarial e da PLR. Proibição da publicação do ranking de performance no cumprimento de metas usado para pressionar e assediar os trabalhadores.


(*) – Agradecimentos especiais ao historiador, educador e pesquisador sindical Helder Molina. Também agradecemos às equipes de comunicação da Contraf-CUT e do Seeb-SP.


Edição: Arte Bancária

Matéria da Fetec CUT SP sobre negociações com bb


Na manhã desta quinta-feira, em Brasília, representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil retomaram a mesa de negociações permanentes, após longo período de silêncio por parte da empresa e de pressão dos bancários.

Na ocasião, a Contraf CUT entregou uma carta cobrando que o Conselho Deliberativo da Cassi faça a adesão a Resolução 254 da Agência Nacional de Saúde (ANS), caso isso não aconteça, o plano ficará impedido de receber novos associados, o que é inadmissível. Mesmo já tendo transcorrido mais de um ano da publicação da RN 254, a Cassi ainda não fez a necessária adaptação, pelo fato de os conselheiros indicados pelo banco não aprovarem a decisão, uma irresponsabilidade para com os participantes da Cassi.

Jornada de trabalho foi outra cobrança feita ao BB. As entidades sindicais reivindicam respeito à jornada de seis horas e melhorias nas condições de trabalho, mas o banco não apresentou nenhum posicionamento sobre o assunto.

Os sindicalistas também apresentaram ao banco todos os problemas sobre a implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO), que torna os caixas itinerantes, reduzindo o número de funcionários e precarizando o atendimento, além de empurrar os clientes aos correspondentes bancários e postais, que coloca em risco, entre outras coisas, o sigilo bancário, a segurança e avança o processo de terceirização. “Não é à toa que o Banco do Brasil está entre os mais reclamados. Agora esperamos uma resposta positiva do banco sobre esse assunto que é de extrema importância para os bancários e para os clientes e usuários”, afirma Cláudio Luis de Souza, diretor da Fetec-CUT/SP.

A próxima reunião está agendada para o dia 13 e tratará sobre sinergia. Antes disso, no dia 7, os trabalhadores realizarão a Dia Nacional de Lutas pela Jornada de 6 horas sem redução de salários.


Fonte: Fetec-CUT SP/Juliana Satie

1.3.12

Jornada de 6h, NR 254 e PSO marcam negociação com bb


A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram nesta quinta-feira 1º de março, em Brasília, a mesa de negociações permanentes com o Banco do Brasil. Na pauta da reunião, o cumprimento da jornada de 6 horas, o VCPI de egressos de bancos incorporados, a Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde) e a implantação do projeto de PSO (Plataforma de Suporte Operacional).

A Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB, que assessora as negociações com o banco) voltou a cobrar do BB a apresentação de uma proposta concreta para debate sobre a jornada legal de 6 horas, uma vez que, em tese, o banco possui um estudo sobre o assunto. Os representantes do banco responderam, porém, não haver nenhuma decisão da diretoria para que a questão possa ser apresentada ao movimento sindical e que, portanto, não teria o que negociar neste momento.

A Comissão de Empresa ponderou que qualquer decisão do BB envolvendo essa demanda deverá ser informada antecipadamente ao movimento sindical, de modo que possa haver o debate na base entre os trabalhadores, que, assim, poderão se posicionar sobre eventuais propostas a serem implantadas pela empresa.

"Diante da falta de posicionamento do BB, é necessário que todos os trabalhadores participem das atividades convocadas para o dia 7 de março, para mostrar sua insatisfação com a inércia do banco em resolver um assunto tão sério, que estabelece um parâmetro de legalidade na relação do banco com os funcionários", destacou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

"O BB se negou a negociar jornada de 6 horas durante a Campanha Nacional de 2011, afirmando que daria uma solução rapidamente para o tema, ao menos parcial. Isso gerou uma onda de boatos, trazendo insegurança para os bancários, o que devemos transformar em mobilização que force o BB a cumprir sua palavra, antes da próxima campanha salarial", complementou Araújo.

NR 254

Tão importante quanto o tema das 6 horas, a Contraf-CUT apresentou reivindicação por escrito ao BB para que aprove na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, marcada para março, a adequação das normas da Caixa de Assistência à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde).

"Não há motivos concretos para que o banco não adira a essa resolução, uma vez que a Cassi já tem coberturas superiores às mínimas previstas pela agência reguladora. Caso a Cassi não adira, os novos funcionários do BB serão atendidos por que plano de saúde?", questiona Araújo.

Pela norma, os planos de saúde que não aceitarem se adaptar poderão continuar a existir, mas não poderão mais aceitar nenhum novo associado a partir de 4/8/2012, conforme prevê o artigo 27 da resolução.

O banco ficou de se pronunciar posteriormente sobre o assunto.

VCPI

Quando da adesão ao regulamento do BB pelos funcionários egressos dos bancos incorporados, em especial os funcionários do antigo BNC, as verbas salariais foram redistribuídas para adequarem-se ao PCS/PCR da empresa. Desde o início, o movimento sindical reivindicou o desmembramento da verba VCPI, por ela misturar verbas relativas a salários com verbas pessoais.

Em negociações no ano passado, o banco sinalizou que não faria o desmembramento em virtude de problemas técnicos, mas que a verba sofreria reajuste baseado no percentual dos interstícios previstos no PCR, fato que deve ocorrer na folha de março de 2012. Mas até o presente momento o banco não confirmou o negociado.

Na negociação desta quinta-feira, um representante do BB disse que irá consultar a Dipes acerca dessa situação e informará a Contraf-CUT num próximo encontro que trate especificamente do plano de cargos do banco.

PSO

O representante da Dinop na negociação fez uma apresentação da retomada do projeto PSO. Informou que o projeto vai ser implantado em 89 municípios, com mais de cinco agências, num total de 101 plataformas, abrangendo mais de 1.500 agências.

A previsão é de que todo o processo de implantação termine em julho, sendo que em março o projeto será concluído nos municípios abrangidos pelo projeto-piloto. Fruto dessa implantação, serão criadas, segundo o banco, 393 novas oportunidades de comissionamento na rede.

Logo após a apresentação, foi feito um debate sobre os pontos relacionados a direitos do trabalhador e condições de trabalho. Consoante deliberação do 22º Congresso Nacional dos Funcionários, o movimento sindical tem preocupações com mais esta reestruturação no processo produtivo do banco, que causa apreensão nos funcionários realocados para o setor. As principais preocupações estão relacionadas à dotação e nomeação dos caixas executivos e dos gerentes de serviços, ao processo de avaliação de desempenho a distância, ao eventual rodízio ou à flutuação entre as dependências, às substituições/desvios de função, ao sistema de monitoramento da fila (GAT) e à representação sindical nos locais de trabalho, entre outras.

Pesquisa que a Contraf-CUT
pediu aos sindicatos à época


O movimento sindical denunciou que alguns locais estão descumprindo o previsto no projeto, em especial no que diz respeito à utilização de cartão nível 3 por todos os caixas e ao não pagamento de horas extras, e reivindicou que, para tornar mais atrativo para os funcionários o encarreiramento nessas plataformas, são indispensáveis a valorização salarial dos gerentes de serviços e o reconhecimento do caixa executivo como comissionado com VR compatível com outros bancos públicos.

Calendário

Ainda estão previstas mais duas reuniões da mesa permanente de negociação para o mês de março para apresentação pelo BB do novo sinergia e a discussão sobre a implantação do Banco Postal.


Fonte: Contraf-CUT

29.2.12

Contraf lamenta escândalos no BB e exige que banco retome caráter público


A Contraf-CUT lamenta os últimos episódios que tomaram conta do noticiário nacional envolvendo a diretoria do Banco do Brasil em escândalos de provável quebra de sigilo de clientes e ex-funcionários do banco.

"Não é isso que se espera de um banco, sobretudo de um banco público. A maior preocupação da Contraf-CUT é que o BB tem feito uma administração nos últimos anos com foco nos gestores dos altos cargos, com altos salários, que se cacifam e deixam o banco para atuar no mercado financeiro. A cúpula está focada em si mesma", critica o secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do banco, William Mendes.

Sem contar, ressalta o dirigente da Contraf-CUT, que o BB tem liderado os rankings de instituições que recebem reclamações de clientes, como o Procon, por práticas bancárias irregulares, como fornecimento de crédito sem assinatura de cliente, abertura de contas bancárias sem autorização e pela prática da venda casada. "E mais, vem crescendo o passivo trabalhista do banco, por não respeitar leis trabalhistas como, por exemplo, a jornada dos bancários de seis horas", afirma William.

O BB precisa corrigir seu foco equivocado de gestão e assumir seu papel de banco público, avalia William. "O papel do BB é contribuir com o desenvolvimento sustentável da economia, com distribuição de renda. O seu foco deve ser social, fomentar crédito para produção, atuar como balizador do spread e das tarifas bancárias, ajudando os pequenos e médios produtores", ressalta o dirigente da Contraf-CUT.

"Não é de hoje que o movimento sindical tem denunciado o desvio de foco do BB. Se por um lado, não vemos o banco aumentar o crédito produtivo, ser o indutor no mercado de redução de spread e tarifa e ser o banco de menor passivo trabalhista; por outro, vemos o banco vez por outra envolvido em denúncias de irregularidades, gestores saindo da empresa e levando toda a expertise para o mercado. Isso vem acontecendo desde 2007, quando o BB gastou R$ 1 bilhão em um programa de afastamento, perdendo 7 mil gestores de alto escalão. Esperamos que o governo federal mude o foco do banco para um modelo social e ético que a sociedade precisa", avalia William.

Previ

Enquanto a alta cúpula do BB vem dando maus exemplos de gestão pública, a gestão paritária da Previ prova que onde há a participação dos trabalhadores a gestão ganha qualidade. "A Previ se tornou o maior e mais sólido fundo de pensão da América Latina e isso é resultado da gestão paritária, em vigor desde 1990. Independentemente dos presidentes que passam pela Previ, a participação contínua dos trabalhadores não permite que ela saia do seu foco", avalia William.

Fonte: Contraf-CUT

28.2.12

Banco do Brasil paga segunda parcela da PLR nesta quarta



O Banco do Brasil informou à Contraf-CUT que realizará nesta quarta-feira (29) o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O banco alcançou lucro líquido recorde de R$ 12,1 bilhões em 2011, crescimento de 3,6% em relação a 2010.

Os valores a serem recebidos pelos bancários neste semestre serão cerca de 6% menores que os dos primeiros seis meses do ano. Os motivos são um aumento no quadro de quase 2 mil funcionários - fruto da luta dos trabalhadores por mais contratações e melhores condições de trabalho - e uma pequena redução no resultado do banco no segundo semestre em relação ao primeiro.

Os bancários receberão nesta quarta a PLR do segundo semestre no valor de 45% do salário paradigma (E-6, E-6 + comissão de caixa e VRs), mais 4% do lucro líquido do semestre distribuído linearmente. Os comissionados também receberão um valor referente ao chamado Módulo Bônus, determinado pelo banco para as dependências que atingem as metas do Plano de Trabalho.

Fonte: Contraf-CUT

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SEGUE ABAIXO A NOTA QUE O bb POSTOU EM SEU SITE DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA.

28/02 (08h35) - BB creditará PLR amanhã

O crédito da PLR referente ao 2º semestre de 2011 será realizado amanhã, 29.


Segundo Robson Rocha, Vice-Presidente Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Sustentável, “é a segunda vez que o BB antecipa o pagamento da PLR para o mês de fevereiro. Isso demonstra o reconhecimento do BB em relação ao empenho dos funcionários frente ao resultado alcançado, creditando a PLR o mais rápido possível”.

O valor destinado para pagamento será de R$ 759 milhões, que somado aos R$ 795 milhões do 1º semestre, acumulam mais de 1,55 bilhão no ano de 2011.

Apesar do valor anual ser recorde, a PLR a ser distribuída amanhã, refere-se ao segundo semestre de 2011, cujo lucro alcançado pelo Banco foi inferior ao lucro do 1º semestre de 2011, o que se reflete nos valores que serão creditados.

Neste semestre, mais de 117 mil funcionários farão jus ao recebimento da PLR, o que representa 2% a mais que no 1º semestre de 2011 e 5% superior ao 2º semestre de 2010.

As regras para pagamento da PLR/2011 estão definidas no ACT e poderão ser consultadas na Intranet.

Fonte: site do bb

27.2.12

Contraf-CUT retoma negociações nesta quinta com BB e cobra jornada de 6h


A Contraf-CUT, federações e sindicatos, assessorados pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), realizam nesta quinta-feira, dia 1º de março, nova rodada de negociação permanente com o banco. Os trabalhadores cobrarão do BB a implantação da jornada legal de seis horas para todos os bancários e questões ligadas a condições de trabalho. A reivindicação havia sido aprovada no 22º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, no ano passado.

A Contraf-CUT também cobrará do banco o estabelecimento de um calendário para as negociações específicas permanentes. "Queremos agendar datas para debater temas como plano de carreira, jornada de seis horas e outros assuntos de interesse do funcionalismo", afirma Eduardo Araújo, coordenador da CEBB.

Os negociadores do banco informaram que farão uma apresentação, atendendo o pedido dos sindicatos, a respeito do processo de implantação da Plataforma de Suporte Operacional (PSO). Na oportunidade, os representantes dos funcionários apresentarão suas críticas e sugestões relacionadas ao tema.

Fonte: Contraf-CUT

Por onde ando... 27/2 a 2/3 (Trabalho no RJ e no DF)



SEGUNDA-FEIRA

Dia de trabalho na Contraf-CUT.

TERÇA-FEIRA

Em São Paulo: Sindicato e Contraf-CUT.

QUARTA-FEIRA

Dia de trabalho no RJ.
À noite, assembleia dos bancários em SP.

QUINTA-FEIRA

Dia de trabalho em DF. Negociação com bb.

SEXTA-FEIRA

Dia de trabalho em SP.

24.2.12

Contraf-CUT cobra do BB adesão da Cassi à Resolução 254 da ANS


A Contraf-CUT reivindica que o Banco do Brasil aprove na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, em março, a adequação das normas da Caixa de Assistência dos Funcionários à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que passou a vigorar em agosto de 2011 e que dispõe sobre a adaptação e migração de contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999.

Antes da RN 254, esses contratos não eram obrigados a incorporar todos os procedimentos que fossem sendo determinados pela ANS. Com a RN 254, esses planos deverão se adaptar assinando um aditivo, a partir do qual ficam obrigados a cumprir todos os procedimentos médicos definidos pela ANS. Os que não aceitarem se adaptar poderão continuar a existir, mas não poderão mais aceitar nenhum novo associado a partir de 04/08/2012, conforme prevê o artigo 27 da mencionada resolução.

Mesmo já tendo transcorrido mais de um ano da publicação da RN 254, a Cassi ainda não fez a necessária adaptação, pelo fato de os conselheiros indicados pelo banco não aprovarem a decisão.

"Os representantes sindicais estão atentos e pressionando a direção do BB para que corrija, o quanto antes, o regulamento da Cassi, de maneira a cumprir os prazos e garantir a perenidade da Caixa de Assistência dos Funcionários", afirma Carlos Eduardo, representante da Fetec-Nordeste na Comissão de Empresa. "A pergunta que fica é: o banco estaria com a intenção de enfraquecer a Cassi, já que, se não aceitar as adaptações até agosto, ficará impedida de receber novos associados", questiona.

"Queremos que o BB acabe de vez com esta situação e aprove o aditamento, que não trará custo nenhum à instituição. A Cassi é o plano dos funcionários do BB, não pode ser alvo desta política que tende a provocar seu esvaziamento, podendo até levar ao seu fechamento", ressalta William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

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Contraf-CUT cobra do BB adesão da Cassi à Resolução 254, da ANS

A Contraf-CUT reivindica que o Banco do Brasil aprove na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, em março, a adequação das normas da Caixa de Assistência dos Funcionários à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que passou a vigorar em agosto de 2011 e que dispõe sobre a adaptação e migração de contratos celebrados até 1º de janeiro de 1999.