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1.2.16

Opinião e agenda do Diretor de Saúde (DF e SP)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Após alguns dias de descanso em companhia da família, estamos de volta para retomar nossa agenda de gestão e luta em defesa de nossa Caixa de Assistência dos Funcionários do BB, nossa querida Cassi. (confesso que trabalhei muito no mês de janeiro também, mas são ossos do ofício)

O ano de 2015 foi um ano difícil para a Cassi, que passa por debates internos e também com as entidades representativas para encontrar as melhores soluções para sua sustentabilidade econômica e financeira, bem como para ampliar a cobertura de seu modelo assistencial, baseado na Atenção Integral à Saúde e na Estratégia Saúde da Família (ESF), organizada atualmente a partir de unidades próprias de atendimento básico existentes em 65 localidades pelo País, as CliniCassi.

Com unidade, abrimos mesas de negociação com o Banco do Brasil, coordenadas pelas entidades sindicais e com a participação das demais entidades nacionais e com os eleitos da Cassi.

O ano de 2015 foi superado satisfatoriamente, na minha opinião, com muito trabalho pelo conjunto dos funcionários da Cassi, um corpo qualificado e abnegado em atender e cuidar de nossos associados, bem como pela bela e histórica unidade e parceria estabelecida principalmente pela direção eleita da Cassi com todas as entidades representativas dos associados da ativa e aposentados, independente da linha de pensamento política e ideológica de cada segmento. 

As lideranças e entidades souberam se unir em defesa da Cassi e dos direitos em saúde da comunidade Banco do Brasil. Até porque uma parte importante dos problemas que a Cassi enfrenta é originada no próprio setor de saúde, são questões externas como, por exemplo, rede credenciada, inflação médica, setores cartelizados no sistema de prestadores de serviços de saúde, fraudes no setor etc.

Enalteço e agradeço muito a parceria com as lideranças e entidades representativas. Nós também nos esforçamos muito para fortalecer os Conselhos de Usuários da Cassi nos Estados. Acreditamos nessa organização voluntária e de agentes que atuam em defesa de nossos usuários e da própria Cassi. Nossa Diretoria, responsável pelos Conselhos, vai estreitar ainda mais essa parceria neste ano de 2016.

O "mercado" de saúde foi marcado em 2015 por grave crise no setor, tanto público quanto privado, tanto nas empresas da saúde suplementar (operadoras) que visam lucro quanto nas autogestões. Vimos empresas famosas quebrarem. Mudanças importantes serão necessárias com o envolvimento de todos os atores (players) do setor. A Cassi, no entanto, pagou religiosamente seus prestadores de serviço e segue sendo a maior autogestão do País.

É necessário mais ética e compromisso com os participantes e usuários de planos de saúde em todo o setor. É necessário ter mais foco no ser humano e na promoção de saúde e prevenção de doenças e, não o inverso, retroalimentar um sistema baseado na doença e no alto custo para tentar curá-la.

Meu compromisso em 2016, que estabeleci após terminar o planejamento de nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento para os anos de 2016, 2017 e 2018, será o compromisso de atuar cada vez mais nos Estados, estar junto com os gestores que somos responsáveis nas Unidades Cassi. Buscar parcerias e trabalho conjunto com os sindicatos, Conselhos de Usuários, entidades associativas dos aposentados e do pessoal da ativa, com as Gepes e Superintendências do BB, porque acredito que esses atores podem nos ajudar junto aos associados a fortalecer o envolvimento no modelo de saúde da Cassi e com isso, cuidar de mais pessoas e protegê-las do próprio "mercado de saúde" que, muitas vezes, só vê usuários de planos de saúde como uma fonte para auferir lucro o mais rápido possível.

Seguiremos nessa jornada de trabalhar tanto na sede da Cassi, com nossos compromissos de Diretor nos trâmites e burocracia interna, quanto nos Estados e nas Unidades Cassi, próximo do mundo real que a Caixa de Assistência vive com funcionários, associados, órgãos regionais do BB, lideranças e entidades representativas.

O semestre será diferente porque teremos o processo democrático de renovação de parte da governança da Cassi. Defendo que todos os associados se envolvam, leiam, ouçam a tod@s e vamos fortalecer essa conquista de poder votar para termos representantes nossos na entidade de saúde que construímos. 

Entretanto, pretendo cumprir e cumprirei o compromisso com o que disse e planejei: a Cassi e nossa Diretoria de Saúde tem muito trabalho a fazer para ampliar a Estratégia Saúde da Família (ESF) e não podemos perder tempo em fazê-lo, buscando apoio local para levar a informação aos associados de que é melhor promover saúde do que tentar curar casos agravados de adoecimento.

Abraços a tod@s e vamos juntos promover saúde!

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

AGENDA DA SEMANA

SEGUNDA 1º

Dia de trabalho na Cassi em Brasília. É dia de ler a pauta da reunião da Diretoria Executiva que se realiza na terça.

Post Scriptum (21:15h):

Vamos terminar o dia de trabalho. Estive na Cassi até agora há pouco. Após leitura da pauta da reunião de amanhã, fiz reunião com meu pessoal e também me atualizei com a Diretora Mirian Fochi.

TERÇA 2

Dia de reunião da Diretoria Executiva da Cassi.

À noite, estarei em evento no Sindicato dos Bancários de Brasília, lançamento de livro sobre a história de luta da entidade.

Post Scriptum (23:30h):


Estive no evento de lançamento destes dois belos trabalhos de
 registro da história de luta da classe trabalhadora brasileira.

O dia de trabalho foi longo. Tivemos debates na Diretoria Executiva que duraram o dia todo. A reunião acabou depois das 19h.

O evento de lançamento do 1º volume do livro sobre a história do Sindicato dos Bancários de Brasília foi emocionante. Às vezes, estamos tão atribulados em nossas tarefas que não conseguimos participar destes eventos. Mas é gratificante quando podemos ir e renovar as energias em atos que lembram quem somos, de onde viemos e a beleza que é a luta da classe trabalhadora por uma vida melhor, mais justa e contra as desigualdades impostas pela exploração dos trabalhadores.

A organização dos trabalhadores através de seus sindicatos é uma das formas mais importantes de resistência contra a exploração de homens, mulheres e até crianças que fazem parte da grande massa proletária, despossuída de bens e direitos, explorada por parte de um pequeno grupo de pessoas que concentra todas as riquezas sociais. Essa é a regra vigente no mundo hegemonizado pelo sistema capitalista.

Tivemos também o lançamento do 1º livro de uma coletânea que o Dieese está editando com a história das greves de categorias brasileiras desde 1968. Outro fato fundamental na vida da classe trabalhadora: a luta organizada através do movimento paredista contra a intransigência dos patrões, donos do poder e do capital. Pude rever meu grande amigo e companheiro Carlindo do Dieese, figura que tenho guardada no lado esquerdo do peito.

É isso, fim de dia. Amanhã tem mais.

Viva a classe trabalhadora! Viva a luta pelos direitos coletivos e por um mundo mais justo e igualitário!


William

QUARTA 3

Dia de trabalho na sede da Cassi.

Post Scriptum (23:59h):

Nosso dia de trabalho hoje foi na sede da Cassi em Brasília. 

Fizemos estudos e nos preparamos para os dois dias de trabalho de nossa agenda na Unidade Cassi SP, onde faremos visitas a algumas CliniCassi, teremos conversas com lideranças, entidades representativas e com o BB sobre a missão da Cassi em relação à promoção de saúde e prevenção de doenças. Nosso foco é ampliar a cobertura da Estratégia Saúde da Família em todos os Estados.

Vamos dormir...

QUINTA 4

Agenda de trabalho em SP.

Post Scriptum (22:30h):


Recepção da CliniCassi Norte - São Paulo, SP.

Hoje, o nosso dia de trabalho pela Cassi foi em SP. Visitamos a CliniCassi Norte acompanhados do nosso gerente da Unidade Cassi SP, Mário Jorge.

A unidade de atendimento tem um padrão muito bom. Pudemos fazer uma reunião de trabalho com parte da equipe de funcionários.

Depois fomos visitar outra CliniCassi, a Oeste. Tivemos problemas na estrutura do imóvel no início do ano devido às chuvas e, por enquanto, a unidade está aguardando manutenção para voltar a funcionar. Os funcionários estão fazendo o atendimento em outras unidades.

Foi um bom dia de trabalho. A Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento vai continuar atuando diretamente nas bases e locais de atendimento da Cassi nos Estados para avançar na missão da Caixa de Assistência de promover saúde e prevenir doença, levando o modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF) para o conjunto dos associados.

Amanhã, começaremos cedo nosso segundo dia de agenda em SP em defesa da Cassi e do modelo assistencial baseado na Atenção Integral à Saúde.

William Mendes

SEXTA 5

Agenda de trabalho em SP.

Post Scriptum: 


Leia AQUI.

19.1.16

Em mesa de negociação da Cassi são apresentados avanços


Representantes do funcionalismo e do Banco do Brasil
se reúnem em Brasília.


Representantes do BB afirmam que enquanto os projetos estão na fase inicial, o Banco está estudando várias alternativas para o reforço de caixa

Em reunião realizada nesta terça-feira (19), em Brasília, as entidades representativas do funcionalismo do BB e aposentados cobraram do Banco respostas referentes aos pontos pendentes da última mesa de negociação.

As entidades cobraram da instituição financeira respostas sobre o andamento dos projetos de ações estruturantes, uma vez que houve impasse no âmbito da Cassi, o que emperrou o início dos projetos e também sobre alguma solução para o caixa da Cassi, de forma a se evitar falta de pagamento dos serviços, que prejudique atendimento aos associados.

As entidades afirmaram que houve avanços ao longo do processo negocial e que foram produzidos consensos que devem ser mantidos, como o princípio da solidariedade, o investimento no Modelo de Atenção Integral à Saúde através da Estratégia Saúde da Família (ESF), a garantia de atendimento para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas e corresponsabilidade entre BB e associados.

O Banco reconheceu que houve avanços na mesa de negociação e informou que após a última reunião com as entidades, se reuniu com os diretores eleitos e técnicos da Cassi para discutir sobre os projetos, conforme acordado. Informou também que vai dar sequência aos projetos, iniciando a abordagem a empresas especializadas e garantiu o compromisso do Banco do Brasil para que os projetos tenham andamento.

Os projetos fazem parte do Programa de Excelência no Relacionamento que é composto de seis iniciativas estratégicas: Aperfeiçoamento dos Mecanismos de Regulação, Gestão da Rede de Prestadores, Acesso Qualificado Através do Sistema Integrado de Saúde, Gestão Integrada de Informações de Estudos Estatísticos e Atuariais, e Aperfeiçoamento dos Processos Orientados ao Sistema de Saúde Cassi e Novos Planos.

As entidades acrescentaram que mesmo com a contratação de empresas para dar andamento aos projetos, deve-se ter o compromisso do Banco e de seus representantes na Cassi de não haver alterações substanciais de conteúdo e de premissas defendidas pelos eleitos nas Iniciativas Estratégicas ou que mudem o modelo de Cassi defendido pelos eleitos e entidades representativas, o que teve concordância do BB. O Banco também afirmou que todas as decisões seguirão o trâmite normal dentro da governança da Cassi, via Diretorias e Conselhos.

Propostas para reforçar o caixa financeiro da Cassi

O Banco do Brasil afirmou que enquanto os projetos estão na fase inicial, o Banco está estudando várias alternativas para o reforço de caixa, e serão apresentadas internamente na Cassi e que tem a tranquilidade de afirmar que após essas medidas, garante que não haverá falta de pagamento a nenhum prestador da Cassi, e que não houve até agora.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e da Comissão de Negociação, a reunião foi bastante produtiva e com sinalizações claras para os associados da Cassi. “São ações para dar andamento à execução dos projetos que compõe as Iniciativas Estratégicas debatidas na Cassi e, ainda o compromisso de que haverá proposta para reforço do caixa da Cassi de forma que não tenhamos falta de pagamento nem corte de atendimento por falta de dinheiro, que é a grande preocupação dos associados. Acreditamos que o início dos projetos será fundamental para subsidiar a montagem de propostas de sustentabilidade de longo prazo e um reforço de caixa vai dar tranquilidade aos associados de que não haverá intervenção na Cassi enquanto estivermos no processo de negociação”, concluiu.

A comissão de negociação também cobrou o Banco que não apresente nenhuma medida que corte benefícios ou suspenda programas de saúde ou de atendimento aos usuários dos planos da Cassi. O Banco informou que apresentará soluções para reforço de caixa sem corte de benefícios e que, sendo aprovadas depois de debatidas internamente, pode-se pensar até em sair do contingenciamento.

Foi debatido então um prazo necessário para que a mesa seja retomada com a apresentação do encaminhamento sobre os projetos e quais as soluções para reforço de caixa que serão implementadas. Ficou acertado que o prazo mínimo será de 30 dias e, se houver necessidade, haverá uma reunião nesse intervalo.

A próxima rodada de negociação entre Banco e entidades ficou agendada para o dia 25 de fevereiro.

Sobre descredenciamentos na Cassi e em outros planos

Os membros da Comissão de Negociação pediram informações à Diretoria da Cassi sobre descredenciamento de prestadores na Cassi e em outros planos, que estão sendo relatados por associados em várias regiões.

Foi informado que os descredenciamentos têm origens diversas que vão desde a questão de mudanças no setor com desinteresse de prestadores de serviços de saúde em serem conveniados a operadoras de saúde, pouca quantidade de usuários e prestadores de serviços de saúde em determinados locais, até o vencimento de contratos com novas negociações em andamento, mas que em nenhum caso foi por falta de pagamento e que a Cassi não deixou de pagar nenhum prestador.

Fonte: Contraf-CUT

18.1.16

Opinião: Judicialização, tudo e todos contra os planos de saúde, inclusive os sérios?


(Atualizado em 06/12/16, às 0:59h)



COMENTÁRIO SOBRE MATÉRIA (FSP) QUE ABORDA JUDICIALIZAÇÃO NA SAÚDE

Vejamos a afirmação do coordenador de uma recente pesquisa que mostra que a judicialização no setor de saúde suplementar está dando ganho de causa para 9 em cada 10 demandas de usuários de planos de saúde:

" 'O perfil de problema que leva à Justiça está em constante movimento e tem a ver com lacunas da regulação. Antes, foi a Aids. Hoje aparecem câncer, doenças cardiovasculares', diz Mario Scheffer, professor da USP e coordenador da pesquisa(matéria completa abaixo. Todos os sublinhados são destaques meus no texto)


Tenho a mesma opinião do presidente da FenaSaúde, Coriolano, que também não concorda com uma das conclusões do estudo, onde a judicialização teria relação com "lacunas da regulação". 

A própria matéria e a ampla maioria das sentenças favoráveis aos usuários e contra os planos de saúde estão deixando claro que as decisões contra as operadoras de saúde estão ao arrepio dos contratos de cobertura dos planos e mandando fazer procedimentos ou fornecer materiais e medicamentos que não estão previstos na regulação e legislação em vigor (ANS). 

Se essa tendência não for revista, com urgência, não vai sobrar um plano de saúde coletivo sério nos próximos anos, com mensalidades possíveis de serem pagas, e a amplíssima maioria dos milhões de usuários terá que ir/voltar para o SUS porque não terão como pagar os custos rateados coletivamente por pagar decisões da justiça para casos individuais não previstos nos contratos, legislação e custo dos planos.

Estamos atuando como gestores de um plano de saúde de trabalhadores no modelo de autogestão (que não visa lucro), a Cassi, onde fomos eleitos em 2014, e à medida que fomos conhecendo os problemas do setor de saúde, que passa por grave crise por motivos como esse da matéria abaixo, percebemos que é muito importante fortalecer o modelo assistencial de nossa Caixa de Assistência, baseado em fazer promoção de saúde e prevenção de doenças, porque se usa melhor os recursos coletivos disponíveis.

No entanto, não há milagre que dê conta da esquizofrenia que vive o setor saúde com problemas estruturais e conjunturais como os que cito a seguir:

- inflação médica com o dobro dos índices oficiais; 

- judicialização que cria despesa assistencial não prevista nos contratos e legislação; 

- rede hospitalar atuando com cheque em branco ao internar pacientes dos planos conveniados; 

- a resolução (259/268) da ANS, de Garantia de Atendimento (GA), cujo objetivo correto era não deixar usuários desassistidos, mas que teve como consequência negativa uma desorganização negocial na relação operadoras de saúde/rede credenciada, porque os planos de saúde não estão mais conseguindo credenciar profissionais de saúde, clínicas e cooperativas de médicos, pois a Resolução acaba obrigando os planos a pagarem o valor que eles quiserem em suas consultas;

- as fraudes absurdas de fornecimento de OPME, materiais e medicamentos e a forma de organização praticamente em monopólio em que estão organizados os setores de exames e diagnose no país;

- a falta de ética de alguns segmentos ou profissionais na área da saúde. (Felizmente há uma imensidão de empresas do setor de saúde e profissionais corretos e focados na saúde das pessoas);

- e o mais importante nessa discussão da (in)sustentabilidade no setor de saúde: a mudança cultural e estrutural do modelo de saúde atual, focado na doença e na cura caríssima dela e não na prevenção e cuidado das pessoas, coletivamente, ao longo da vida.

No nosso caso, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), é necessário unidade e parceria entre todos da Comunidade BB - os associados e seus familiares, as entidades representativas e o patrocinador Banco do Brasil -, para encontrarmos uma solução de equilíbrio financeiro no Plano de Associados, e todos juntos, focarmos na próxima década a ampliação da cobertura do modelo assistencial, baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF).

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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(Matéria da FSP de 18/01/16, segunda-feira)

Paciente ganha 9 em cada 10 ações contra plano


Marcio teve negada uma cirurgia para retirar um tumor no cérebro. Luciene, obesa mórbida, uma operação para reduzir o estômago. A Walter foi vetada uma radioterapia mais precisa. 

Em comum, todos tiveram procedimentos negados pelos planos de saúde, recorreram à Justiça e ganharam as ações. 

Estudo da USP mostra que 92,4% das decisões judiciais contra planos de saúde da cidade de São Paulo favoreceram o paciente. Em 88% delas, a demanda foi atendida na íntegra; em 4%, parcialmente. A pesquisa avaliou todas as 4.059 decisões de segunda instância proferidas pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) contra planos coletivos entre 2013 e 2014. 

Cerca de 60% dos paulistanos possuem planos de saúde —desses, 5,2 milhões têm planos coletivos, que representam 83% do mercado. 

A exclusão de coberturas foi a principal causa das demandas (47,6%).
O empresário Walter Carmona, 58, acionou a Justiça em 2014. Ele teve indicação médica de uma radioterapia mais avançada (IMRT) para tratar um tumor de próstata reincidente. O plano alegou que isso não estava no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). 

O empresário entrou com ação judicial, e no dia seguinte foi concedida uma liminar determinando a realização do procedimento. Depois, o TJ ratificou a decisão. 

"Eles [planos] só entendem a língua das liminares. Queriam que eu aceitasse um tratamento inferior", afirma. 

Carmona paga R$ 10 mil por mês ao plano (tem mulher, mãe e três filhos como dependentes). O tratamento custou R$ 30 mil para a operadora. 

MAIS VETADOS 

Tratamento para câncer é o segundo procedimento mais vetado pelos planos (15,6%), atrás das cirurgias (34%), segundo o estudo. Entre as terapias, a radioterapia lidera nas negativas. 

"O perfil de problema que leva à Justiça está em constante movimento e tem a ver com lacunas da regulação. Antes, foi a Aids. Hoje aparecem câncer, doenças cardiovasculares", diz Mario Scheffer, professor da USP e coordenador da pesquisa. 

Os planos de saúde dizem que muitos pedidos não estão previstos em contratos ou na lei que rege o mercado. Os juízes, porém, estão levando em conta outras legislações, como CDC (Código de Defesa do Consumidor), e súmulas do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do próprio TJ-SP

"A ANS tem resistido em aplicar os ditames do CDC, mas a Justiça tem mostrado que isso precisa mudar", afirma Scheffer. A ANS diz considerar o CDC na regulação. 

Segundo o professor, é possível considerar as decisões do TJ-SP como definitivas, pois questioná-las no âmbito do STJ esbarraria nas súmulas 5 e 7. Elas dizem que a simples interpretação de cláusula contratual e a simples pretensão de reexame da prova não enseja recurso especial. 

A maior presença dos "planos falsos coletivos", formados por pequenos grupos, leva ao aumento de ações judiciais no setor, diz Scheffer. Eles têm menor poder de barganha, o que provocaria mais reajustes abusivos, exclusão de cobertura e rescisão unilateral. A pesquisa não indicou, porém, qual é a fatia deles no total de planos coletivos. 

Quase um quarto dos que recorreram à Justiça pediu também indenização por danos morais pelo sofrimento causado pela negativa do plano, e 59% dos usuários tiveram sucesso. Os valores variaram de R$ 1.000 a R$ 500 mil. 

Entre as decisões favoráveis por danos morais, 78% foram motivadas por exclusão de cobertura. "Há uma sensibilidade maior ao sofrimento", diz a advogada Juliana Ferreira Kozan, especializada na área. 

Na sua opinião, a Justiça ainda se mostra reticente à condenação por danos morais. "O usuário também teme perder a ação e ter que arcar com os ônus da sucumbência [honorários do advogado pago pelo perdedor]", explica. 

O estudo, financiado pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e pela ANS, não avaliou decisões de caráter provisório, como liminares e tutelas antecipadas. 

ANS APOSTA EM MEDIAÇÃO 

A ANS diz que tem evitado que muitas queixas de clientes de planos de saúde cheguem à Justiça por meio de seu núcleo de mediação. 

Para efeito de comparação, entre 2010 e 2014, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proferiu um total de 37.877 decisões contra planos de saúde, segundo estudo da USP —não há detalhamento dessas ações. 

No mesmo período, o núcleo de mediação da ANS registrou 55 mil notificações de clientes paulistas insatisfeitos. Em nota, a agência informa que a taxa média de resolução das demandas atinge o índice de 85%.

"A ANS vem se firmando, ano a ano, como o principal canal de relacionamento com o usuário de plano de saúde."


Em 2015, diz a ANS, foram registradas 102 mil reclamações contra planos, com uma taxa de resolutividade de 87,4%. "Isso quer dizer que, apenas no ano passado, 89,1 mil beneficiários de planos de saúde tiveram suas demandas resolvidas através da ANS, o que contribui para a diminuição da judicialização não só no Estado de São Paulo, mas no país inteiro."

A agência informa ainda que está analisando as recomendações feitas pelos pesquisadores da USP.

OUTRO LADO

A principal justificativa dos planos de saúde nos processos em que são réus é a de que cumprem o previsto no contrato. Esse argumento é usado em 50% das ações analisadas pelo estudo da USP.

Outras duas defesas comuns são as de que o procedimento negado não consta do rol de coberturas obrigatórias da ANS ou de que a lei que rege os planos de saúde ou resoluções da ANS permitem tal prática (33%).

Segundo Marcio Coriolano, presidente da Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), a maioria dos itens judicializados não se relaciona a descumprimento de contratos, mas a pedidos sem amparo nas normas do mercado de saúde suplementar.

"E as decisões judiciais têm a ver com uma visão mais social, que colide com a própria regulamentação da ANS, ao arrepio das normas vigentes", argumenta.

Para ele, o Código de Defesa do Consumidor, usado na fundamentação de 57% das decisões judiciais no TJ-SP, não pode se sobrepor à lei que regula o setor (9.656/98).

Coriolano discorda de uma das conclusões do estudo segundo a qual, por falha na regulação, o Judiciário está tendo que arbitrar sobre essas questões. "Um dos itens mais judicializados, o direito dos demitidos e dos aposentados, está bem regulamentado pela ANS. Mas as decisões judiciais dão direitos que os demitidos e aposentados não têm. Podem discordar da forma como que é feito, mas não existe falha regulatória."

Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), concorda. "Muitos estão indo para a Justiça buscar aquilo a que não têm direito. O que está previsto no contrato ou na lei [do plano], não tem o que discutir, tem que cumprir. Mas o que não está, não é possível. O sistema vai entrar em colapso."

Ele cita uma situação que testemunhou recentemente. "Um executivo comentou que precisava fazer uma determinada cirurgia cardíaca, mas que não está prevista em seu contrato [com o plano]. Perguntei: 'por que você não adapta o plano? [pagando a diferença do 'upgrade']'. Ele respondeu: Não precisa. Consigo uma liminar e pronto."


Na opinião de Coriolano, a judicialização está "elitizando" o acesso à saúde. "Quando alguém contrata um bom advogado e paga para ter acesso à Justiça, ela tira o direito de outras. É mais grave no setor público, que tem limitações orçamentárias. No setor privado, quem paga por isso é o beneficiário." 

Fonte: (CLÁUDIA COLLUCCI - Folha de S.Paulo, Cotidiano)

4.1.16

Agenda do Diretor de Saúde em janeiro/2016 - Férias (e 19º Boletim)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

Neste mês de janeiro, estarei em férias (25 dias relativos ao período 2014/2015), cumprindo com diligência os normativos, regras e deveres de um funcionário do BB cedido à outra entidade, no nosso caso, à Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi).

O mês será muito intenso para nós da Cassi, pelos fatos que os associados já vêm acompanhando desde o ano de 2015.

Terei que participar de várias reuniões políticas, tanto em São Paulo como em Brasília. Todas as minhas participações serão por minha conta e custeio.

Também acompanharei atentamente todas as questões internas da entidade da qual sou gestor eleito. Por exemplo, acabei de ler toda a pauta da reunião executiva de amanhã (5/01/16), para dar todas as coordenadas e debater as decisões com o meu substituto na reunião.

O boletim dos eleitos do mês de janeiro será confeccionado normalmente também.

Por fim, vou publicar depois no Blog minha proposta de contribuição ao debate em relação ao tema sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi, proposta que já explicitei para as entidades participantes da Comissão Negociadora, para as entidades sindicais de onde sou oriundo e para nossos pares na governança da Cassi.

No entanto, preciso e devo dedicar um tempo à minha família e a mim mesmo, já que o ano de trabalho em 2015 conseguiu afetar um pouco a minha saúde.

Abraços,

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento (eleito)

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Post Scriptum (às 13:20h de 11/1/16)

Nesta manhã de segunda-feira, fiz a leitura da pauta da reunião de Diretoria Executiva da terça 12, para tomar decisões em conjunto com meu substituto na reunião.

Nesta semana, apesar das "férias", vou ter agenda política que trata de questões afetas à nossa Caixa de Assistência quase que a semana inteira... é a vida.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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Post Scriptum (às 23:50h de 13/1/16)

Nesta quarta-feira, reencontrei diversas lideranças sindicais e participei de reuniões que discutiram temas de interesse de nossa Caixa de Assistência.

Na terça, também tive parte do dia dedicado às questões da Cassi.

Nossa dedicação à Cassi é porque sabemos da importância de nossa entidade de saúde na vida de cada um dos trabalhadores do BB que representamos, da ativa e aposentados.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

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Post Scriptum (à 1:25h de 15/1/16)

BASE: Nesta quinta 14, fiz reunião sobre a Cassi na agência Vila Iara, Osasco. Explicamos aos colegas e amig@s do BB os porquês do déficit atual do Plano de Associados. Demos informes sobre as mesas de negociação e esclarecemos as dúvidas.

Fiquei muito feliz pela oportunidade de falar com os associados da Cassi que representamos, ainda mais em minha agência de origem, que me cedeu para a Cassi após nossa eleição em 2014. Foi difícil conseguir agenda no ano passado para estar em São Paulo e Osasco.

É isso! Estamos voltando para Brasília. Nestes dias em SP, conseguimos ir ao Sindicato, à Contraf-CUT e à nossa agência de origem.

Desejo e compromisso do Diretor de Saúde eleito: neste ano de 2016, seguirei fazendo meu mandato muito focado em ir às bases nos Estados brasileiros. Acredito em gestão eleita visitando as bases sociais que representamos.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

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Post Scriptum (à 1:40h de 20/1/16)

Olá companheir@s e amig@s,

Vamos partilhar com vocês uma verdade: nesta segunda 18 e terça 19 eu trabalhei umas 30 horas, uma jornada semanal de bancário, nas questões inerentes à nossa Cassi.

Foram textos lidos e produzidos, na troca e respostas de e-mails e mensagens, contribuições à debates em conversas políticas ao vivo e não presencial, na Comissão Negociadora da Cassi, na mesa de negociação com o BB e na produção do boletim dos eleitos.

É isso... tô precisando de férias (rsrs).

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento da Cassi

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Post Scriptum (1:22h de 30/1/16)

Boletim dos eleitos 19

Prestando Contas Cassi aborda ampliação da Estratégia Saúde da Família em 2015

Leia AQUI.

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Post Scriptum (gastos com mandato):

Normalmente, tenho gastos com passagens aéreas devido ao meu mandato, porque moro fora de minha região de origem (Osasco) e tenho que ver a família ou vice-versa. Também viajo às vezes por minha conta para trabalhar em algum Estado brasileiro.

Passagens aéreas janeiro: R$ 1.702,24

Boletim dos Eleitos: R$ 280,00

29.12.15

Opinião sobre Sistemas de Saúde e agenda do Diretor (DF e SP)




"Costuma-se até dizer que não há cegueiras, mas cegos, quando a experiência dos tempos não tem feito outra coisa que dizer-nos que não há cegos, mas cegueiras."

(Ensaio sobre a cegueira,
José Saramago)




Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil,

O noticiário a respeito do setor de saúde não é nada animador, no sentido de haver solução de curto e médio prazo para a grave crise que afeta a todos os envolvidos - hospitais e rede credenciada, planos de saúde e usuários dos planos ("clientes"). 

A inflação prevista para o setor de saúde em 2016 será de 20%, quase três vezes a previsão de inflação oficial, na casa dos 7%. 

Outra questão grave para as operadoras de planos de saúde é que os profissionais de saúde, organizados muitas vezes em consultórios, clínicas ou cooperativas, não querem mais saber de atender a usuários de convênios de saúde, ou seja, só atendem "particular". 

Sabem um dos motivos prováveis? É porque tem uma resolução da ANS (259/268) que obriga os planos de saúde a garantirem que os clientes tenham atendimento em qualquer especialidade coberta no rol mínimo de procedimentos (da própria ANS), mesmo que a especialidade procurada pelo "usuário" seja uma inferência do que ele acha que tem ou algum desejo dele (até incentivado por propagandas), sem nenhum embasamento técnico para requisitar tal procura por aquela especialidade.

Somado a este desvio do setor de saúde - o próprio usuário-cliente determinar o que ele deve ter de "demanda" atendida por uma operadora de saúde -, os profissionais de saúde (os doutores, médicos) já aprenderam a lidar com isso (a resolução de garantia de atendimento da ANS). Se em certa região nenhum profissional de determinada especialidade quiser atender a convênio de saúde, os convênios são obrigados a pagarem o valor que os profissionais daquela especialidade quiserem. Legal, né? Por exemplo, imaginem vocês se existe algum procedimento cirúrgico sem anestesia...

Já os hospitais e grandes centros de saúde privados atuam com uma liberdade total de cobrar o que acharem que devem cobrar dos planos de saúde e de seus usuários. É uma lógica de cheque em branco que uma operadora de saúde tem que arcar quando um cliente seu dá entrada em um hospital. Se a empresa for honesta (hospital é empresa e visa lucro) e cobrar só o que usou no paciente e se usar só o que for necessário (sem uma pinça ou parafuso a mais, de milhares de reais), a conta paga pelo plano (e depois repassada ao usuário) pode ser um valor; se a empresa-hospital não for nada honesta na forma como cobram a conta da internação ou intervenção cirúrgica, a conta pode ser outra e bem maior.

Aliás, se o usuário-cliente de um plano de saúde der entrada em um hospital para um procedimento determinado e pegar uma superbactéria e for medicado para se curar dela, sabem quem paga a conta? Não é o hospital. É o plano de saúde e o paciente.

Tem mais. Existe uma indústria de judicialização para conseguir liminares obrigando planos de saúde ou o SUS a pagarem e realizarem procedimentos médicos ou a fornecerem medicamentos que podem não ser adequados e ou com valores que podem não ser os corretos. Muitas vezes, o plano de saúde do autor da ação na justiça não cobre o procedimento médico por uma questão técnica, de protocolo ou porque o plano da pessoa não tem prevista aquela cobertura, mas a justiça concede mesmo assim (depois alguém paga a conta...).

E a questão dos materiais utilizados nas intervenções cirúrgicas? Como saúde é algo desigual no nível de informação entre médico-prestador e usuário-cliente, ou seja, um especialista diz para um leigo que aquilo deve ser daquele jeito e pronto, que o procedimento e ou material deve ser só aquele que o "doutor" exige (senão o paciente pode até morrer ou o doutor não se responsabiliza pelo resultado da intervenção cirúrgica), os planos de saúde têm ficado em situação difícil: pagam tudo que se determinam (a justiça, o médico-prestador, o hospital, o mercado) enquanto têm ativos e estão com clientes. A hora que os ativos da operadora não derem mais conta ou não der mais para repassar a sinistralidade para a mensalidade dos planos, talvez venha uma ordem de repassar a carteira de usuários-clientes para outra operadora.

Os planos de saúde coletivos e que não visam lucro, caso dos planos de autogestão como a Caixa de Assistência dos funcionários do BB (Cassi), terão dificuldades cada vez maiores neste sistema de serviços de saúde fragmentado que tem levado à falência grandes planos de saúde.

E com isso, vão caminhando todos os atores do setor para o fundo do poço.


PROMOÇÃO DE SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS É A SOLUÇÃO

A melhor perspectiva para lidar com o que descrevi acima sobre o funcionamento do setor de saúde brasileiro é construir um sistema de serviços de saúde no modelo integrado, com equipes de família que acompanham as populações ao longo da vida e com visão integral dos participantes. Que atuem na promoção de saúde e prevenção das doenças, e que cuidem das pessoas já adoecidas. A Cassi pensou este modelo há cerca de duas décadas. No momento, o modelo cobre uma parte da população de seu universo, mas não a totalidade.

É sobre isso que estamos trabalhando e levando ao conhecimento da Comunidade Banco do Brasil e suas lideranças representativas. O sistema integrado tem melhores perspectivas de uso dos recursos disponíveis e protege mais os seus usuários-clientes (associados e participantes).

Estamos terminando um ano de muito trabalho focado em envolver todos os segmentos do Banco do Brasil na busca por solução para o desequilíbrio do Plano de Associados da Cassi.

Já me alonguei e meu texto já passou de dois ou três parágrafos, algo além do fôlego dos leitores contemporâneos.

Na segunda 28, trabalhamos na Cassi em Brasília até umas 20h. Nesta terça 29, temos reunião da Diretoria Executiva da Cassi. Na quarta e quinta estarei em São Paulo.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento

22.12.15

Comissão de negociação cobra responsabilidade do BB com a Cassi

Representantes dos funcionários querem respostas
quanto à finalização dos projetos

Em reunião realizada nesta segunda-feira (21), a Comissão de Negociação das Entidades de Representação dos Funcionários e aposentados deram continuidade às negociações com o Banco do Brasil acerca da Cassi. Os representantes dos funcionários cobraram do Banco respostas quanto à finalização dos projetos que compõem as ações estruturantes e também sobre o Banco fazer os investimentos necessários para concretização desses projetos de sustentabilidade, apresentados pelos representantes dos funcionários durantes as negociações.

Na reunião anterior foi apresentada ao Banco proposta de antecipação de contribuições para que se tenha um reforço de caixa emergencial na Cassi, de forma a garantir o bom funcionamento da Caixa de Assistência e as negociações se concentrem nas soluções de longo prazo. O Banco informou que não fará aporte de recursos na Cassi por ter impacto muito significativo nas demonstrações contábeis e que o financiamento dos projetos na forma apresentada pelo Banco anteriormente, com a proposta que previa a constituição de um fundo, havia boa condição para fazer os investimentos.

A Comissão de Negociação cobrou do Banco que fizesse a conclusão dos projetos conforme havia promessa da empresa, para se chegar a um acordo quanto à precificação e projeção de ganhos com os projetos, algo que o BB havia questionado em rodadas anteriores.

O Banco explicou que os projetos foram realmente apresentados no âmbito da Cassi e houve impasse sobre precificação, que é um passo importante na elaboração. O Banco insistiu que para a conclusão dos projetos somente poderia ser feita no âmbito de uma proposta estruturante, sem de fato explicar que proposta seria essa.

Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, ficou clara na negociação a estratégia do Banco em querer fugir da responsabilidade pela gestão da Cassi, quando retrocedeu quanto à validação dos projetos apresentados pelos representantes dos funcionários há mais de um ano na Cassi e na mesa de negociação desde maio. “Se os projetos não fossem sérios e importantes para a Cassi, o Banco não teria incluído os mesmos na sua proposta junto com o fundo para pós-laboral. Não vale agora usar da ‘má vontade’ habitual para postergar soluções. Esperamos que em janeiro as negociações aconteçam de forma mais efetiva. O Banco não pode deixar que falte atendimento para nenhum funcionário da ativa e aposentado. É sua responsabilidade como patrocinador da Cassi”, destacou Wagner.

Embora destacando que está preocupado com a situação do caixa da Cassi, o Banco registrou que a questão está sendo debatida na governança da Caixa de Assistência. Portanto, a nosso ver, houve um retrocesso da rodada anterior, quando havíamos entendido que o Banco teria sinalizado com a possibilidade de investimento pela empresa para implantação das medidas estruturantes.

Os representantes das entidades cobraram do Banco sua responsabilidade com a Cassi já que há quase um ano os projetos foram apresentados e o Banco posterga a validação dos cálculos, de responsabilidade da área financeira, de indicação do BB.

O Banco informou que não fará antecipação de contribuições sem uma proposta estruturante e deixou claro que não pretende, em nenhuma hipótese, elevar contribuição referente aos aposentados.

A reunião foi marcada por momento de tensão, onde foi inclusive pedido um intervalo pelas entidades, uma vez que a diretoria do Banco estabeleceu o rito do retrocesso para conduzir a negociação, principalmente quanto a participação nos projetos de ações estruturantes.

O Banco afirmou que não havia consenso na Comissão de Negociação quanto a proposta de custeio, mas o Banco não apresentou nenhuma proposta nova.

Na proposta anteriormente apresentada pelo Banco, a Comissão de Negociação, por consenso, já afirmou ao BB que não concorda com rateio de déficit que quebre a solidariedade e que a proposta do fundo não (há) acordo da forma como apresentada pelo BB.

Após o intervalo e cobrada a manifestação do Banco a respeito da sua avaliação dos projetos denominados de medidas estruturantes, o BB concordou em se reunir, nos próximos dias, com os diretores eleitos para uma apresentação mais detalhada e ajuste de procedimentos para avaliação.

As entidades farão debates internos com os funcionários e aposentados sobre a continuidade das negociações e nova rodada está prevista para o dia 19 de janeiro.


Fonte: Contraf-CUT

Agenda de gestão e luta do Diretor de Saúde (DF e SP)


(atualização às 20:30h de quinta 24)



Olá companheir@s, amig@s e colegas do Banco do Brasil!


SEGUNDA 21

A semana começou nesta segunda cedo, na Anabb DF, com reunião preparatória da Comissão Negociadora sobre a Cassi, composta pelas entidades nacionais Contraf-CUT, Contec, Anabb, Aafbb e Faabb, e também com um representante dos Conselhos de Usuários e assessorados pelos eleitos da Cassi. A reunião definiu a estratégia para a mesa com o Canco à tarde.

As negociações com o Banco do Brasil duraram até o início da noite de segunda (matéria será publicada na terça).

Agora à noite, o trabalho foi de leitura da pauta da reunião da Diretoria Executiva. Cansaço bateu (à 00:45h) e ficarão mais algumas leituras para a terça bem cedo.


TERÇA 22

Dia de reunião da Diretoria Executiva da Cassi.

À tarde, os diretores eleitos vão se reunir com Banco e indicados para falar sobre os projetos dos eleitos para a sustentabilidade do Plano de Associados da Cassi. O encontro no âmbito da governança foi fruto dos debates na mesa com o Banco na segunda-feira.

Post Scriptum (às 23:10h):

Estivemos com o Banco na sede da Cassi tirando dúvidas e falando a respeito das Iniciativas Estratégicas, apresentadas pelos eleitos desde o final de 2014. A reunião foi para atender à solicitação feita pelas entidades representativas na reunião de negociação com o BB sobre Cassi na data de ontem, 21/12.

Saímos da Cassi por volta das 21:30h.


QUARTA 23 (SP)

Dia de trabalho em São Paulo. Teremos reunião sobre Cassi no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região a convite da entidade sindical. 

Desde já, agradecemos a oportunidade de estar em um dos principais sindicatos do País falando sobre a nossa Caixa de Assistência. Minha ida e volta foi custeada pela entidade sindical.

Post Scriptum (20:30h de quinta 24):

Na quarta-feira em São Paulo, pudemos conversar com lideranças do Sindicato sobre a Cassi. A entidade também gravou conosco alguns vídeos curtos sobre temas específicos da Cassi. 

Agradecemos a boa acolhida que tivemos ao rever amig@s de tantos anos de convivência. Também encontramos vários colegas e companheir@s do Banco do Brasil de nossa base de origem.


QUINTA 24 e SEXTA 25

Feriado.

18.12.15

18º Prestando Contas Cassi - Boletim aborda Conferências de Saúde em 2015




A Cassi, por meio da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento, realizou 19 Pré-Conferências e 17 Conferências de Saúde dos Conselhos de Usuários em 2015, na construção de uma gestão democrática, transparente e participativa.

O 18º Boletim "Prestando Contas Cassi” destaca que os bons resultados foram alcançados com o engajamento dos Conselhos de Usuários estaduais na divulgação prévia das Conferências, realizadas a cada dois anos, em conjunto com as Unidades Cassi, com o apoio da Anabb, dos Sindicatos de Bancários, de entidades representativas locais e da Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. O que resultou na maior média de público por Conferência, com total 2.097 participantes.

O Diretor de Saúde e Rede de Atendimento, William Mendes, reforça a importância da participação social e da busca de novas propostas para a melhoria da Cassi, por meio do conhecimento adequado do que é a instituição: uma autogestão em saúde. “O objetivo é ampliar o debate sobre saúde, além de promover e integrar os conselheiros, permitindo estimular a maior participação nas ações de saúde realizadas pela Cassi".

“A Contraf-CUT vem apoiando as iniciativas e participando com outras entidades do funcionalismo na defesa da Cassi, do princípio de solidariedade, cobrando a responsabilidade do Banco do Brasil na gestão e sustentação financeira da Caixa de Assistência”, ressalta Ernesto Izumi, secretário de Formação da Contraf-CUT.

Foram realizadas várias rodadas de negociação, o tema também fez parte do Congresso dos Funcionários e a Contraf-CUT participou dos encontros com outras entidades, além de publicar matérias e divulgar o Boletim “Prestando Contas Cassi”.

O 18º Boletim 'Prestando Contas Cassi' está disponível em PDF na seção Publicações do site da Contraf-CUT para que os sindicatos possam imprimir e distribuir nas suas bases.

Leia AQUI o 18º Boletim que aborda as Conferências de Saúde em 2015.


Fonte: Contraf-CUT

17.12.15

Agenda de gestão e luta na Cassi - Uma reflexão e um agradecimento


Congresso da Contraf-CUT em 2006. Nós temos uma origem
e atuamos em qualquer espaço de representação social
 mantendo nossos princípios, concepções e práticas.
.

Uma reflexão e um agradecimento


CONFIANÇA - algumas vezes, pessoas próximas nos dizem para não confiarmos nas pessoas por causa da natureza humana etc. Se eu não acreditasse na força da unidade de humanos e entidades de representação em prol de coisas coletivas, eu não disponibilizaria meu nome, minha disposição e energia para as lutas coletivas. 


Podemos ser traídos a qualquer momento em nossas vidas em família, no amor, no trabalho, em qualquer espaço social e por qualquer pessoa, MAS mesmo assim, temos que acreditar nas pessoas e nas entidades de trabalhadores, senão a vida não valeria a pena. 

Tenho enfrentado grandes desafios pelo que acredito ser o melhor para a Cassi e para os associados da Cassi. 

OBRIGADO pela confiança que tantas pessoas e entidades têm depositado no nosso trabalho. Me esforço no limite de minhas forças para fazer jus a essa confiança. Da mesma forma, espero poder confiar em meus pares.


INIQUIDADE - por fim, posso até não dar conta de lutar contra todas as coisas erradas do mundo, porque temos que ter foco naquilo que é nossa tarefa central. MAS odeio injustiça e iniquidade nos espaços onde vivo e atuo. Contra iniquidade sou muito inflexível. Mesmo que tenha que enfrentar gigantes.


Agradeço de coração a todas as pessoas e entidades representativas que ficam do nosso lado quando estamos enfrentando leviatãs contra o que entendemos ser injusto e iníquo e contrário aos princípios, concepções e práticas que defendemos e acreditamos no trato com as coisas do nosso mundo social.

Agradeço ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região pelo apoio nos meus embates internos ontem, porque não somos só indivíduos nos espaços que estamos, somos legião e representação. Muitas vezes as questões que se vendem como "técnicas" nas corporações e instituições nada mais são do que ataques políticos por questões de classe e de representação. Valeu companheiros!

Seguimos firmes nas lutas e tarefas que nos designaram em nome da classe trabalhadora!


William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento


Post Scriptum:

Após o percurso de 17 Conferências de Saúde em 2015, escrevi o comentário abaixo na rede social Facebook em 05/12/15:


MISSÃO CUMPRIDA!

"Para ir rápido, vá sozinho! Para ir longe, vá em grupo" (provérbio africano)

Fechamos nesta sexta 4, em SP, nosso percurso em 2015 das Conferências de Saúde da Cassi. Na quinta 3, tivemos a Conferência do RJ. Cada uma contou com cerca de 300 participantes. Ao longo do ano, foram 17 conferências realizadas. Estivemos nas 17 e procuramos levar informações de qualidade para nossos associados e nossas entidades representativas. Falamos com mais de 2 mil pessoas neste percurso das Conferências.

As Conferências de Saúde só aconteceram porque acreditamos na participação social, porque temos gana em realizar as coisas que devem ser feitas e, fundamental, não caminhamos sós. Percorremos o percurso em grupo pois as Conferências foram patrocinadas pelas nossas entidades sindicais, pela Anabb, pelas entidades associativas da ativa e aposentados, e por mim mesmo. Contamos com a dedicação dos funcionários da Cassi e dos Conselhos de Usuários também. Enfim, o provérbio está certo: fomos longe!

Foi um caminho trabalhoso, mas foi emocionante e engrandeceu a todos nós!

Um abraço e beijo fraternos a tod@s que trilharam esse caminho das Conferências de Saúde da Cassi, debatendo a sustentabilidade de nossa entidade.

William Mendes

14.12.15

Opinião da semana e agenda do diretor (AL e DF)


(Atualização às 13:25h de sábado, 19/12)



Cassi - Opinião da semana



"Nosso Tempo

I

Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir...
"


(A rosa do povo, 1945, Carlos Drummond de Andrade)


Considerações

Como diz o poeta, tenho percorrido volumes, viajado e visitado fatos. Tenho palavras em mim buscando canal...

Sou dirigente eleito em uma entidade de saúde dos trabalhadores. Como diz o mestre Antonio Candido "o que somos é feito do que fomos". 

Trago em minha forma de ser e atuar como representante de trabalhadores toda a experiência que acumulei em mais de uma década atuando como dirigente sindical de formação cutista, que sempre levou a sério os princípios, concepções e práticas do bom sindicalismo.

Aprendi logo cedo na direção do movimento sindical a sempre ir para a base conversar com os trabalhadores cada vez que nos pegávamos em dilemas, disputas internas sem fim, chateações, puxação de tapete, dúvidas sobre o que fazer ou que rumo tomar, enfim, cada vez que nossas energias estavam sendo gastas na burocracia interna e concentradas mais para dentro do Sindicato do que para os trabalhadores, eu saía e passava horas na base, nos locais de trabalho.

Após conversar com os trabalhadores, voltava curado de qualquer desânimo, tinha muito claro as decisões a tomar e qual era meu papel e meus compromissos para defender aqueles que representava e buscar soluções para suas demandas e necessidades.

Na semana passada, além de ter estado em Brasília para nossas longas e duras reuniões de Diretoria Executiva, cada vez mais tensas em face das crises atuais e divergências internas, estive em quatro Estados brasileiros a trabalho - PB, MG, MA, PI. Falei com dezenas de trabalhadores da Cassi, lideranças locais das entidades representativas do funcionalismo do Banco do Brasil e associados da ativa e aposentados que representamos na gestão da entidade. Dormi e comi pouco, mas falamos olho no olho com pessoas, fortalecemos nossos compromissos com a Cassi e os associados. Sei o que represento e a expectativa que gero nas pessoas.

Essas semanas de conversas com as bases sociais da Cassi pelo Brasil é reflexo do que fiz neste ano e meio de mandato. Para mim, só tem sentido representar se for assim, indo até onde as pessoas estão, mesmo que isso esteja sendo pesado para mim, em termos de agenda dobrada com reflexos até na saúde.

Nos próximos dias e semanas, decisões importantes serão tomadas ou posições serão estabelecidas sobre a nossa entidade de saúde dos trabalhadores. As negociações iniciadas no primeiro semestre deste ano ainda não encontraram soluções consensuais entre o Banco do Brasil e as representações do funcionalismo.

Eu sempre tenho em mente as lições de Edward Said com suas conferências reunidas no livro "Representações do intelectual". Temos que ser claros e honestos na tomada de posição sobre o que entendemos ser o melhor para a situação dada, mesmo que isso não agrade às maiorias ou àqueles grupos políticos ao qual estamos vinculados ou interagindo. Eu atuo assim desde que virei representante eleito pelos trabalhadores.


"Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto..." (Drummond)


Muitas conversas estão acontecendo nos bastidores. Muitas ao meu redor, sem passar por mim, que sou um dos gestores principais. Eu conheço profundamente como funcionam as coisas no movimento. Mas a vantagem é que agora, aliás, também conheço muito mais a entidade que administro.

Nosso tempo será de decisões. As coisas são muito marcadas por contextos, conjunturas e momentos. Nem sempre, os grupos sociais tomam decisões com olhar apenas no objeto sob análise, mas sim no conjunto de interesses desses mesmos grupos.

Muito aprendi e sei o que defendo, principalmente após os milhares de quilômetros que percorri neste ano, ouvindo e falando com milhares de pessoas da base social da nossa Caixa de Assistência, e, sobretudo, percorri o país levando a mensagem do modelo de saúde que defendemos e que queremos estender para todos os participantes - queremos cuidar da saúde deles.

Eu serei muito firme, franco e direto nas posições que tomarei nos próximos dias nos espaços de debate e construção sobre a sustentabilidade e custeio de nosso Plano de Associados. Se for minoria nesses espaços, tenho a certeza e a consciência de que estou defendendo o que acho que é melhor para a Cassi e para os associados que represento.

William Mendes
Diretor de Saúde e Rede de Atendimento



AGENDA DE TRABALHO DO DIRETOR DE SAÚDE

SEGUNDA 14

Dia de trabalho em Maceió, Alagoas. Evento de posse da nova gerência da Unidade Cassi AL e reunião com as lideranças e representações locais.


Ser bem recebido pela Comunidade que representamos
compensa todo o sacrifício que fazemos em nosso trabalho.
Obrigado pela bela faixa (foto) companheir@s de Alagoas!

Post Scriptum (às 22:20h):

Madrugamos às 4:30h, fomos e voltamos a Alagoas. Apesar do pouco tempo que tivemos em Maceió, pudemos conversar com as lideranças tanto do Banco do Brasil quanto das entidades representativas e conselheiros de usuários.

Aproveitamos as quase oito horas de voos e aeroportos para ler boa parte da pauta de reunião da Diretoria de amanhã. Devo ter lido mais de cem páginas de súmulas.

Ainda sobrou tempo para fazer uma conversa política sobre a Cassi agora à noite. Chega, continuamos amanhã.


TERÇA 15

Reunião de Diretoria Executiva da Cassi.

Reunião Prévia do Conselho Deliberativo da Cassi.

Post Scriptum (23:59h):

Pois é, looongo dia! Saímos da Cassi bem depois das 22h. Estávamos todos esgotados. Amanhã cedo recomeçamos.

Saúde do Diretor de Saúde: jamais poderia imaginar que aconteceria comigo. Meu estresse atual afetou minha saúde. Eu que sempre fui pressão arterial 12x8 e já estou medindo 3 vezes por semana a pedido de meu médico de família (ESF/CliniCassi), acabei de medir 13x10. Quem diria! Decepcionado comigo mesmo! (será que a culpa é minha?)

O que ocorreu com minha saúde em 3 semestres na nova função é o mesmo que está acontecendo com meus colegas bancários, cerca de 100 mil trabalhadores.

Hoje, nossa gestão na Cassi tem um objetivo que sintetiza todo o meu trabalho como Diretor de Saúde: estender para o conjunto dos participantes da Cassi o direito a ter uma equipe de família (ESF) cuidando e acompanhando a saúde desse povo estressado pelo trabalho bancário.

Faz quase uma década que a Cassi e seus gestores deixaram de ampliar a cobertura do Modelo Assistencial de Estratégia Saúde da Família (ESF) para os associados. Já mostrei isso em números. É sobre isso que estou falando Brasil afora em minhas visitas aos associados e entidades representativas, sempre na defesa de nossos projetos de saúde na Caixa de Assistência.

William Mendes


QUARTA 16

Dia de reunião do Conselho Deliberativo da Cassi. Os diretores devem ficar à disposição dos conselheiros.


Cassi no apagar das luzes de quarta 16/12, às 21h.
Post Scriptum (às 21h):

Agora que se apagaram as luzes na Cassi Sede 2º andar. Eu quis muito ir para as manifestações em defesa da democracia hoje aqui na Capital Federal. Se eu saísse correndo, ainda pegaria o final das atividades, mas não estou em condições...

Difícil contar para amig@s, companheir@s e associados que representamos, o dia duro que tivemos aqui.

Devo ir pra casa me refazer para amanhã cedo.

TODO APOIO ÀS MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DA DEMOCRACIA E CONTRA OS RETROCESSOS E GOLPISMOS QUE ESTÃO SENDO GESTADOS CONTRA O POVO TRABALHADOR QUE REPRESENTAMOS!




QUINTA 17

Dia de reunião do Conselho Fiscal da Cassi. Os diretores devem ficar à disposição dos conselheiros.

Post Scriptum (às 23:43h):

Nesta quinta, além de leituras pela manhã, tivemos a reunião com as gerências de nossa Diretoria de Saúde e Rede de Atendimento. Debatemos o planejamento da nossa diretoria para 2016 e, apesar das crises várias, reais e aumentadas, estamos com muitos projetos de trabalho para atuar em parceria com todas as entidades da Comunidade BB nos estados, para ampliarmos a ESF e envolvermos mais ainda os associados no dia a dia de nossa Cassi. Estarei muito próximo das representações no ano que vem.

Enquanto jantava há pouco, li meia hora de postagens na rede social facebook e fiquei muito feliz de ver nossas lideranças dos Conselhos de Usuários defendendo a Cassi e explicando um monte de coisas para outras pessoas. Inclusive, nossos conselheiros não aceitam leviandades e maledicências falsas contra a nossa Caixa de Assistência. E quando a dúvida ou reclamação parece ter fundamento, indicam a melhor forma de buscar solução. Eu defendo com muita convicção nossos conselheiros e conselheiras que fazem um trabalho sério e voluntário em defesa da Cassi. Valeu pessoal! 

Pode ter uma parte pequena que não reconheça o valor de tod@s vocês nos Conselhos de Usuários, mas eu agradeço de coração em nome da Cassi.


SEXTA 18

Dia de trabalho na Cassi sede.

Post Scriptum (às 13:25h de sábado):

Saí na sexta-feira da Cassi pouco depois das 18h. Foi uma semana muito difícil. Dessas de afetar a saúde da gente. Mas vencemos os dias.