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13.1.14

Funcionários do Banco do Brasil já podem fazer adesão ao vale-cultura


Os funcionários do Banco do Brasil que quiserem o vale-cultura já podem fazer adesão por meio do SisBB. Todos os bancários que ganham até cinco salários mínimos, ou R$ 3.620 ao mês, têm direito. Caso a adesão seja feita até o dia 24 deste mês, o primeiro pagamento será referente ao mês de janeiro. 

Válido em todo o território nacional, ele pode ser usado na aquisição de bens culturais, como livros, CDs, ingressos para shows, teatro e cinema, cursos de arte, entre outros. 

Os créditos de R$ 50 ao mês são cumulativos, ou seja, o trabalhador poderá poupar caso queira adquirir algum produto que ultrapasse os R$ 50. 

Conquista da categoria na Campanha Nacional 2013 e previsto na cláusula 65ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em vigor, o vale-cultura será disponibilizado por meio de um cartão magnético específico e intransferível. 

"Trata-se de uma importante conquista dos bancários em 2013, garantindo recursos que agora dezenas de milhares de funcionários podem usufruir, valorizando a cultura em todo país", salienta William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O vale-cultura é um projeto do governo da presidenta Dilma Rousseff, regulamentado pela Lei 12.761/2012. As instituições financeiras poderão deduzir 1% no imposto de renda e o desconto para os bancários que aderirem varia entre R$ 2 a R$ 5 por mês, dependendo do salário. 

A conquista do vale-cultura pelos bancários irá gerar incremento mensal de R$ 9,4 milhões na economia brasileira, totalizando R$ 113 milhões ao ano, segundo projeção do Dieese.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

9.1.14

Participante do Plano 1 da Previ pode suspender prestações até março


Após solicitação enviada pela Contraf-CUT na terça-feira (7) à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, a diretoria executiva da Previ decidiu que participantes do Plano 1 que possuem contratos ativos de Empréstimo Simples (ES) poderão requerer a suspensão da cobrança das prestações de janeiro, fevereiro e março de 2014. 

A operação, que ainda não está disponível, foi aprovada ainda na terça-feira pela diretoria executiva e será implementada no autoatendimento do portal da Previ. Depois do pedido de suspensão do pagamento das prestações de seus contratos de ES, não haverá possibilidade de cancelamento da operação. 

Para a Contraf-CUT, a suspensão da cobrança das prestações até março é uma forma de diminuir o impacto do fim do Benefício Especial Temporário (BET) diante do retorno das contribuições a partir deste mês de janeiro, conforme nota divulgada pela diretoria da Previ na última sexta-feira (3).

Para William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, "a medida ajuda a amenizar as despesas com os compromissos financeiros dos participantes do plano 1 neste começo de ano". 


Fonte: Contraf-CUT

7.1.14

Contraf quer suspensão das prestações de empréstimos do Plano 1 da Previ


A Contraf- CUT enviou nesta terça-feira (7) carta ao presidente da Previ, Dan Conrado, solicitando "a suspensão da cobrança das prestações do Empréstimo Simples dos participantes do Plano 1 por, pelo menos, 90 dias". O objetivo é diminuir o impacto do fim do Benefício Especial Temporário (BET) e o retorno das contribuições a partir deste mês de janeiro, conforme nota divulgada pela diretoria da Previ na última sexta-feira (3). 

Para William Mendes, secretário de Formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, "a medida viria minorar as dificuldades enfrentadas por todos os associados do Plano 1, em particular neste começo de ano, onde as renovações de matrículas escolares, o pagamento do IPTU e IPVA, e outras obrigações assumidas no final de 2013 colocam em dificuldade a administração das contas familiares".

Na carta, a Contraf-CUT reconhece que a gestão compartilhada com os trabalhadores nos últimos anos proporcionou a reversão de sucessivos superávits do Plano 1 em benefícios aos participantes da Previ. 
"Lembramos que a Contraf-CUT continua lutando para suspender a devolução ilegal de superávits ao Banco do Brasil, o que tem inviabilizado a melhoria dos benefícios do Plano". 


Leia a íntegra da carta da Contraf-CUT à Previ:


À
Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (PREVI)
Att. Sr. Diretor Presidente Dan Conrado
Rio de Janeiro - RJ


Ref.: Solicitação de suspensão de cobrança das prestações de Empréstimos Simples dos participantes do Plano 1.

Prezado Senhor

Tendo em vista a suspensão do pagamento do BET aos aposentados do Plano de Benefícios nº 1 e a volta das contribuições a partir do mês de janeiro, solicitamos à direção dessa PREVI analisar a possibilidade de suspensão da cobrança das prestações do Empréstimo Simples por, pelo menos, 90 dias. Essa medida viria minorar as dificuldades enfrentadas por todos os associados do Plano, em particular neste começo de ano, onde as renovações de matrículas escolares, o pagamento do IPTU e IPVA, e outras obrigações assumidas no final de 2013 colocam em dificuldade a administração das contas familiares. 

Reconhecemos os avanços conquistados nos últimos anos, graças à gestão compartilhada com os trabalhadores que proporcionou a reversão de sucessivos superávits do Plano 1 em benefícios aos participantes. Lembramos também, que esta CONTRAF continua lutando para suspender a devolução ilegal de superávits ao Banco do Brasil, o que tem inviabilizado a melhoria dos benefícios do plano. 

Atenciosamente 

William Mendes
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil



Fonte: Contraf-CUT

Diretoria da Previ comunica fim do BET e retorno das contribuições


A diretoria da Previ divulgou nota na última sexta-feira, dia 3, comunicando a interrupção do pagamento do Benefício Especial Temporário (BET) e o retorno das contribuições ao Plano 1 a partir deste mês de janeiro. Desde que foi firmado o acordo com o BB para a distribuição do superávit no final de 2010 e aprovado em votação pelos associados da Previ, foram pagos aos participantes ativos e aposentados cerca de R$ 5 bilhões na forma de BET e cerca de R$ 1,8 bilhão em contribuições suspensas, recolhidas com recursos do superávit para evitar desembolso dos associados.

O BET correspondeu a 20% do complemento de aposentadoria do participante assistido ou a 20% do complemento projetado para o participante ativo, para ser resgatado quando da aposentadoria ou desligamento do plano. As contribuições, que estavam suspensas até 31 de dezembro, corresponderam a 4,8% do benefício do aposentado e, em média, a 5,4% da remuneração do participante ativo.

No acordo de 2010, foram destinados R$ 7,5 bilhões a favor dos associados e o mesmo valor para o BB, por força da Resolução CGPC 26 que obriga a dividir o superávit com o patrocinador. Apesar da oposição de todos os sindicatos e associações de aposentados à devolução de excedentes ao BB, essa foi a única forma de conseguir a anuência do Banco para que os associados utilizassem parte do superávit. 

A suspensão do BET e a volta das contribuições provocaram tensão e descontentamento entre os associados. Mesmo sabendo que eram benefícios adicionais e temporários, muitos esperavam a sua continuidade, pois já haviam incorporado esse adicional em seu orçamento. Também questionaram a interrupção do pagamento antes do prazo inicialmente projetado - era previsto que duraria pelo menos até o final deste ano de 2014. 

A Contraf-CUT perguntou aos dirigentes eleitos da Previ a respeito da interrupção prematura e obteve explicações. Foram distribuídos cerca de R$ 6,8 bilhões dos R$ 7,5 contabilizados a favor dos associados. O pagamento seria mantido até zerar o fundo destinado aos participantes, mas a rentabilidade dos ativos não permitiu que isso acontecesse. 

As aplicações em renda variável, que concentram mais de 60% do patrimônio do Plano 1, tiveram rendimento negativo em 2013 - a Bovespa abriu o ano aos 61 mil pontos e fechou perto de 51 mil - comprometendo o resultado dos investimentos e levando a Previ a encerrar o exercício com déficit. Por consequência deste resultado anual negativo, o superávit acumulado da Previ atingiu, no final do ano, cerca de R$ 23,3 bilhões, inferior à reserva de contingência obrigatória de R$ 28,3 bilhões, correspondente a 25% da reserva matemática do plano de benefícios. 

Por imposição da famigerada Resolução CGPC 26, quando a reserva de contingência cai abaixo de 25% da reserva matemática, a distribuição de superávit tem de ser interrompida. "Foi o que ordenou a PREVIC, após a consulta que fizemos no final do ano", explica Marcel Barros, Diretor de Seguridade da Previ, eleito pelos associados. "Tivemos de utilizar o saldo remanescente a ser distribuído aos associados e a ser contabilizado a favor do Banco para recompor a reserva de contingência, que mesmo assim não atingirá os 25%". 

Mesmo o R$ 1 bilhão de reserva especial acumulado no final de 2012 não pode ser contabilizado nos fundos de distribuição do superávit, como solicitou a Contraf-CUT há cerca de dois meses, pois também teve de ser utilizado para recompor a reserva de contingência.


Gestão com participação dos trabalhadores traz avanços na Previ



A Contraf-CUT e as entidades sindicais vêm acompanhando os avanços na gestão da Previ desde a reforma do estatuto votada pelo funcionalismo do BB em 1997, quando os trabalhadores conquistaram o direito de participar da gestão de seu próprio fundo de pensão. Os sindicatos sempre apostaram na capacidade dos próprios trabalhadores gerirem seus recursos e patrimônio. E os acertos já trouxeram bilhões de reais em benefícios para os associados.

Chegar ao fim de um benefício temporário como o BET, negociado entre patrocinador e associados e aprovado pelo funcionalismo, não é um momento agradável, ainda mais quando os recursos previstos duraram alguns meses a menos devido às oscilações normais das ações em bolsas de valores em 2013.

Outro fator que pesou na volta às condições normais de benefícios e contribuições no Plano 1 são as resoluções em vigor da CGPC 26, resolução esta que a Contraf-CUT, sindicatos e associações do funcionalismo não concordam e estão lutando contra ela desde 2008.
"Nós continuamos lutando para derrubar a Resolução CGPC 26 e impedir a devolução ilegal de excedentes aos patrocinadores. A Contraf-CUT patrocina algumas medidas judiciais contra a essa resolução em várias instâncias do Judiciário", destaca William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

A Contraf-CUT acredita que a participação dos trabalhadores na gestão da Previ e demais fundos de pensão dos trabalhadores segue sendo fundamental e é uma garantia de que os investimentos voltarão a dar bons resultados como ocorreu desde que os funcionários elegem seus representantes na Previ.

Assim como já foram distribuídos na última década mais de R$ 19 bilhões em benefícios e direitos aos associados, novos superávits poderão ser negociados no futuro para suspender novamente as contribuições e voltar a pagar benefícios temporários ou melhorar as aposentadorias de maneira permanente. 

"Quando lidamos com investimentos de longo prazo, como é o caso de aplicações de recursos de fundos de pensão, tanto é importante termos bons representantes lá, como tem ocorrido nos últimos anos, como temos que fazer análises de retornos com períodos de tempo um pouco maiores que um exercício contábil para vermos os acertos na gestão. A própria Previ informa que na última década as aplicações em renda variável tiveram uma rentabilidade de 601% para uma meta atuarial de 207%. Isso permitiu que negociássemos melhorias de direitos aos associados devido à superávits em 2007 e 2010", aponta William.


Fonte: Contraf-CUT

6.1.14

Contraf-CUT e CWA lançam revista bilíngue aos bancários do BB nos EUA


Publicação em português e inglês destaca
1ª reunião com BB nos EUA.


O Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações da América (CWA), que representa mais de 700 mil trabalhadores de vários segmentos de serviços dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico, está distribuindo a nova edição bilíngue em inglês da Revista O Espelho/The Mirror aos funcionários do Banco do Brasil nos Estados Unidos. 

A edição em português já está disponível aos sindicatos para ser entregue aos trabalhadores do BB em todas as unidades do Brasil. Também continua sendo distribuída aos bancários brasileiros do BB a última edição da Revista O Espelho com o balanço da Campanha Nacional 2013.


Veja também no site da Contraf a última edição de O Espelho.

A publicação bilíngue integra uma campanha internacional, que visa deflagrar o processo de sindicalização dos bancários norte-americanos, categoria que não possui sindicatos naquele país.

A revista possui quatro páginas e, a exemplo das primeiras publicações em fevereiro e setembro de 2013, foi editada pela Contraf-CUT em parceria com a UNI Sindicato Global, a CWA e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. 


Primeira reunião com BB nos EUA


O principal destaque da publicação é a primeira reunião entre o Banco do Brasil e o movimento sindical internacional, que ocorreu no último dia 5 de dezembro, em Nova Iorque. O encontro foi solicitado pela UNI Américas e suas entidades sindicais filiadas, entre elas a Contraf-CUT e o Sindicato de São Paulo, para fortalecer o Acordo Marco Global renovado com o BB em 2013. Também participaram representantes da CWA.

"Esse encontro é um marco histórico, pois é a primeira vez que nos reunimos com a direção do Banco nos Estados Unidos, fruto do Acordo Marco Global. Nós estamos apoiando a organização sindical junto aos trabalhadores americanos para criarmos os sindicatos de bancários nos EUA porque essa é a melhor forma de se aumentar os direitos coletivos e sociais", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

Para o secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários BB, William Mendes, "a melhor maneira de resolver os conflitos inerentes à relação capital/trabalho é por meio de negociação coletiva com sindicatos de trabalhadores. É a forma moderna de se contratar direitos trabalhistas e sociais. As empresas que afirmam ter responsabilidade social devem respeitar os princípios e direitos laborais nacionais e das convenções internacionais".

A presidenta do Sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, frisou o processo de negociação coletiva no Brasil com a Fenaban e os avanços conquistados com lutas e greves dos bancários brasileiros em décadas de mobilizações. Os representantes da CWA explicaram no encontro como são os modelos de organização sindical nos EUA e abordaram as dificuldades que estão enfrentando para ter acesso aos bancários do BB naquele país.


Mobilizações e conquistas no Brasil


A revista destaca também que, graças à ousadia da categoria, à força da mobilização e à unidade nacional, os bancários brasileiros realizaram em 2013 a maior greve em mais de 20 anos, arrancando aumento real de salário pelo décimo ano consecutivo, valorização ainda maior dos pisos, melhoria na PLR e importantes avanços econômicos e sociais.

Além da convenção coletiva, que vale para todos os bancários brasileiros de bancos públicos e privados, os funcionários do BB realizaram uma de suas campanhas mais engajadas dos últimos anos em 2013, conquistaram ainda outros avanços no acordo aditivo sobre as questões específicas do Banco, principalmente em relação à carreira, aos direitos sociais e à proteção contra o assédio moral. E o Banco vai contratar mais 3 mil bancários até agosto de 2014, bem como efetivará centenas de caixas executivos, dentre outros itens.


O direito de se organizar nos EUA


Outro destaque da revista é a luta pela organização sindical dos bancários nos EUA. O Comitê por Melhores Bancos (Committee for Better Banks), um grupo de entidades civis que defendem trabalhadores, clientes e usuários de bancos nos Estados Unidos, divulgou um relatório em dezembro de 2013, revelando os baixos salários e as péssimas condições de trabalho dos bancários que atuam na linha de frente dos bancos. 

O diagnóstico mostra que 39% dos caixas recebiam salários tão baixos que tinham que procurar ajuda do governo, por meio de programas sociais. O documento ganhou ampla cobertura na imprensa americana.

A CWA está trabalhando em aliança com os sindicatos brasileiros para ajudar os bancários americanos na construção de sua própria organização. O sindicato é o instrumento mais importante que os trabalhadores têm para defender os seus direitos.


Fonte: Contraf-CUT

2.1.14

Agenda 2014: Leiam entrevista e preparem as lutas





Comentário de início de ano:

Companheirada de lutas, colegas bancários e amig@s,

Estarei neste mês de janeiro em férias (em tese, devo trabalhar uns 4 ou 5 dias). Vou tentar me desligar um pouco das obrigações sindicais. Desejo a vocês da nova geração Facebook e mídias atuais que leiam um pouco mais que alguns toques, algumas linhas e curtidas. Esses sistemas estão emburrecendo as pessoas. Acreditem no que estou dizendo. Os seres humanos estão virando coisas que não pensam mais.

Bom, leiam a entrevista do nosso grande companheiro Carlão (Presidente da Contraf-CUT) sobre o ano de lutas que passou e os desafios de 2014 pra nós classe trabalhadora. Leiam ao menos 1 (um) artigo por dia com nossas visões de classe neste ano de 2014.

Beijos e abraços fraternos e vamos lutar com unidade pra transformar o mundo num lugar mais gentil e melhor pra se viver.


William Mendes
Funcionário do Banco do Brasil
Diretor do Sindicato dos Bancários de S.Paulo, Osasco e região
Secretário de Formação da Contraf-CUT
Coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB



ENTREVISTA DE CARLOS CORDEIRO

"Acreditamos que é possível ir além do possível", aponta Carlos Cordeiro

Na já tradicional entrevista de fim de ano, o Presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro, o Carlão, fez um balanço positivo das principais lutas e conquistas de 2013, salientando as vitórias na Campanha Nacional e o adiamento da votação do PL 4330. "Ousamos acreditar que é possível ir além do possível porque acreditamos no poder da mobilização e porque sabemos que uma das nossas maiores forças é o nosso altíssimo grau de unidade", destacou.

O calendário de 2014 aponta eleições em grandes sindicatos, na Cassi, na Previ, na Fenae, na Funcef, além das eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. "Acredito que continuaremos trabalhando muito e venceremos todos esses processos eleitorais, em especial a presidência da República, pois sabemos que precisamos continuar avançando, com mais e melhores empregos, com mais inclusão social e precisamos urgente começar a mexer na estrutura de distribuição de renda do Brasil", salientou Cordeiro, que é também o coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

O dirigente sindical ressaltou que, apesar dos avanços, as condições de trabalho são cada vez mais precárias nos bancos. "Os desafios são enormes", apontou. "Sabemos que os bancários estão sofrendo muito porque os bancos privados e também os públicos, seus acionistas, presidentes e executivos, se preocupam apenas com a gestão do lucro, enxergam os clientes como máquinas de fazer dinheiro e os trabalhadores como números, custos que se contrapõem a lucro".

"Enquanto houver demissões, com corte de postos de trabalho e rotatividade, mortes, adoecimentos e baixos salários, estaremos desafiados a acabar com essas violências. O maior desafio é sermos esperança para esses trabalhadores e convencê-los que lutando juntos somos fortes", enfatizou Cordeiro.


Leia a íntegra da entrevista:

- Em 2013, os bancários tiveram duas vitórias importantes, na campanha nacional da categoria e na campanha contra o PL 4330. Como você avalia o êxito nessas duas frentes de batalha?
Essas duas batalhas foram essenciais na luta para vencermos a guerra por emprego decente, sem precarização. Nós acreditamos que era possível ir além do possível, barrar o PL da terceirização e avançarmos na nossa convenção coletiva com melhores salários e condições de trabalho.

Nós acreditamos nas pessoas, principalmente nos dirigentes sindicais bancários de todos os sindicatos. Esses dirigentes não mediram esforços, fizeram greve de 23 e 26 dias, foram a Brasília, muitos de ônibus, quase todas as semanas, para enfrentarmos parlamentares, a truculência das policias e o gás de pimenta.

Tudo isso porque ousamos acreditar que é possível ir além do possível, porque acreditamos no poder da mobilização e porque sabemos que uma das nossas maiores forças é o nosso altíssimo grau de unidade. A solidariedade, o companheirismo e a combatividade são características dos sindicatos e, quem de fato quiser ampliar conquistas, deverá fortalecer ainda mais esses princípios.


- 2014 terá uma agenda gigantesca, com eleições em grandes sindicatos, na Cassi, na Previ, na Fenae, na Funcef, além das eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. Como você encara esses desafios?

O ano de 2014 será um ano de várias eleições que irão interferir diretamente nas vidas dos trabalhadores e de seus familiares, como bancários e outras categorias. Temos trabalhado muito à frente de várias entidades de representação dos bancários, mobilizando e colocando as pessoas em primeiro lugar.

Os parlamentares, ligados ao movimento sindical, têm nos dado muito apoio. Portanto, acredito que continuaremos trabalhando muito e venceremos todos esses processos eleitorais, em especial a presidência da República, pois sabemos que precisamos continuar avançando, com mais e melhores empregos, com mais inclusão social e precisamos urgente começar a mexer na estrutura de distribuição de renda do Brasil.


- Na entrevista do final do ano passado, você disse que os trabalhadores precisavam fazer a disputa com os conservadores. Cumpriram essa tarefa? 

Prefiro chamar de desafio e esse desafio não é pequeno, nem de curto prazo. Estamos na direção certa, mas acredito que temos que acelerar e mobilizar muito mais gente. Os conservadores e neoliberais, representados pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista), estão se juntando desesperadamente.

Fazer essa disputa junto à sociedade exige de nós uma pauta mínima e um grande esforço para sermos referência dos trabalhadores e não os empresários e a grande imprensa. Sou otimista e acredito que estamos conseguindo debater e fazer chegar aos trabalhadores pautas como as reformas política e tributaria e um novo marco regulatório para a mídia.


- Além dessas eleições sindicais e eleitorais, continuam na ordem do dia as campanhas pelas reformas política e tributária, pela democratização da mídia e pela regulamentação do sistema financeiro. Como os bancários devem se engajar nessas disputas? 

Temos mais de 100 sindicatos de bancários com mais de 3 mil dirigentes filiados à Contraf e à CUT. Cada dirigente precisa ter na ponta da língua o nosso projeto. Nossa militância sempre fez a diferença por ter propostas e argumentos fortes.

Imagina os nossos mais de 100 sindicatos abrindo as portas para a sociedade e propondo debates com especialistas em cada um destes temas centrais, reproduzindo materiais específicos e entregando nas mãos de cada um dos trabalhadores. Não tenho dúvida de que fazemos muito mais do que imaginamos, mas podemos e devemos fazer muito mais.


- E quais são os desafios no campo sindical?

Os desafios são enormes, sabemos que temos avançado, mas também sabemos que os bancários estão sofrendo muito porque os bancos privados e também os públicos, seus acionistas, presidentes e executivos, se preocupam apenas com a gestão do lucro, enxergam os clientes como máquinas de fazer dinheiro e os trabalhadores como números, custos que se contrapõem a lucro.

Portanto, enquanto houver demissões, com corte de postos de trabalho e rotatividade, mortes, adoecimentos e baixos salários, estaremos desafiados a acabar com essas violências. O maior desafio é sermos esperança para esses trabalhadores e convencê-los que lutando juntos somos fortes.

Acredito que somos os 99% e, como diria Che Guevara, "os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados", e, como diria Leonardo Boff, "somos águias e não galinhas", pois o nosso coração pulsa forte para voarmos cada vez mais alto.


- Por fim, qual é a sua mensagem de ano novo para bancários e bancárias de todo Brasil?

Primeiro, a nossa mensagem é de agradecimento para todos e todas que contribuíram e ajudaram a escrever dia a dia esta rica história de lutas e conquistas. A nossa mensagem a todos e todas que querem a paz é que estejamos preparados para a guerra, com muita ousadia, unidade, mobilização e solidariedade.

Desejo um feliz ano novo repleto de muitas alegrias e realizações para a categoria e a classe trabalhadora.


Fonte: Contraf-CUT

23.12.13

Foi um ano de muita luta! E seguiremos assim!


Companheirada de luta e colegas bancári@s, e amig@s,

Estava trabalhando até agorinha, finalizando um jornal O Espelho (The Mirror), uma versão especial em inglês para o trabalho que estamos fazendo de unidade e solidariedade mundial na luta de classes, pois estamos contribuindo através da UNI Sindicato Global e da CWA para organizar os trabalhadores da indústria financeira americana.

Enfim, trabalhamos muito em parceria com nossos sindicatos e nossos dirigentes e militância ao longo do ano de 2013 para organizar, representar, fazer a luta e conquistar direitos para a classe trabalhadora.

Dei a minha contribuição a essa luta com muito amor, energia e dedicação à causa. Quem me conhece sabe disso. Avançamos em questões importantes neste ano, tanto no Banco do Brasil, quanto na categoria em geral, bem como na luta de classes. 

Imaginem o nosso empenho pra barrar o projeto da terceirização total (PL 4330). FOI LINDO!

Não vou me alongar em texto agora. Estou cansado física e psicologicamente (como nós todos trabalhadores em luta).

Vou dar um tempinho esses dias e refletir sobre a vida e sobre um monte de coisas.

Também estou triste porque perdemos tantas pessoas queridas, tanto ícones do movimento progressista internacional quanto amigos, conhecidos e militantes... Isso dói muito!

Desejo a tod@s boas festas e muita saúde e paz e amor e solidariedade e um mundo melhor pra se viver e que os trabalhadores vençam algum dia a luta contra o sistema capitalista de exploração do homem pelo homem.


Um beijo a todos e todas porque o beijo sincero abre corações. E temos que estar abertos a mudanças boas!

Um abraço a todos e todas porque um abraço sincero transmite uma energia contagiante e reconfortante. E isso é bom!


Nos vemos por aí,


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!
EU TENHO LADO E É O LADO DA CLASSE TRABALHADORA!

21.12.13

BB pretende fechar refeitório do Complexo São João (SP) II


COMENTÁRIO: o pessoal do Sindicato fez atividade ontem com os bancários e está colhendo abaixo-assinado para que continue havendo refeições no prédio. A nós não importa se é empresa A ou B, o que queremos é uma solução para que centenas de bancários possam continuar fazendo suas refeições no interior do prédio. O Sindicato e a Contraf-CUT estão buscando contatos com a direção do banco para achar alternativas (William Mendes)


Ato contra fechamento de restaurante no BB


Abaixo-assinado dos funcionários do Complexão São João pede continuação de atendimento e melhoria no serviço


São Paulo – Bancários do Complexo São João do Banco do Brasil participaram de um protesto contra o fechamento do restaurante do prédio, nesta sexta-feira 20. Os trabalhadores também endossaram abaixo-assinado reivindicando que o estabelecimento não seja desativado. O restaurante não abrirá suas portas no dia 6 de janeiro, mas até o fim do ano, de acordo com seus empregados, a cozinha não mais funcionará.

Cerca de 2 mil trabalham no complexo. Bancários, terceirizados e trabalhadores de outros prédios do banco, como das ruas Boa Vista, Líbero Badaró e 15 de Novembro serão afetados. Aposentados que se reuniam para conversar também sentirão falta dos almoços. “O restaurante tem 35 anos. O espaço é muito importante para os trabalhadores,”, afirma o dirigente sindical Paulo Sergio Rangel.

Fotos: confira imagens do protesto 

Prejuízos Segundo uma bancária de 37 anos que assinou o documento reivindicando a manutenção do estabelecimento, a medida prejudicaria até quem não almoça no local. Para ela, o movimento nos elevadores vai aumentar. “Temos só 15 minutos de almoço e, com todo mundo usando o elevador, vai demorar muito mais. A pressão em cima da gente só vai aumentar”, diz.

Para outra funcionária, que almoça todo dia no restaurante, o fechamento vai ser “horrível”: “Só para descer a gente gasta um tempão. Sempre os elevadores estão quebrados ou em manutenção.“ A bancária, de 53, gosta da comida, mas acha que poderia ser melhor e mais barata.

Outro bancário, de 44, acha que “o banco tem de resolver isso. E não é difícil. É só renovar o contrato e melhorar o serviço”.

De acordo com o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi, a vida do bancário do BB está cada vez mais difícil. “O aumento de metas sem ampliação do número de funcionários se reflete na saúde do trabalhador. O fechamento desse restaurante é mais uma afronta à qualidade de vida no trabalho”, afirma.

Cipa – Em reunião solicitada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) do prédio, a Gerência de Apoio a Negócios e Operações (Genop), representada por Marcos André Vinholi, teria dito que a questão não competia à Cipa nem aos bancários, já que se tratava de uma questão estratégica da instituição. É o que relata uma cipeira, eleita pelos trabalhadores, que participou da reunião.

“O papel da Cipa não é apenas cuidar de acidentes no ambiente de trabalho. A missão da comissão é verificar e solicitar medidas que busquem a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores”, esclarece o dirigente Izumi. De acordo com ele, a presença de um restaurante interno é fundamental para a qualidade de vida dos bancários do prédio.

O restaurante tem hoje 35 funcionários. Segundo uma empregada, a maioria tem mais de dez anos de casa. Ela está preocupada porque provavelmente vai perder o emprego: “O que se diz é que só permanecerão 17 copeiras, do café.”

Para assinar o abaixo-assinado, procure um cipeiro ou peça na portaria do Sindicato, que fica ao lado do Complexo São João, no Edifício Martinelli, na Rua São Bento, 413.


Fonte: Seeb SP - Redação – 20/12/13

19.12.13

BB pretende fechar refeitório do Complexo São João (SP)



Atividade no Complexo São João (2013).
Foto: Maurício.
COMENTÁRIO: Estamos tentando ver se é possível adiar medida para um debate mais aprofundado. Conheço aquele prédio do bb e fui responsável por ele e a matéria do Sindicato está coberta de razão. Tal medida do banco seria muito prejudicial a uma população de cerca de 2 mil pessoas.





BB: restaurante fechado é bom pra quem?



Bancários protestam na sexta-feira 20, a partir das 12h30, contra encerramento do serviço


São Paulo – No próximo dia 6 de janeiro o restaurante do complexo São João do Banco do Brasil será fechado, após 35 anos de atividade, prejudicando os trabalhadores do BB e de empresas terceirizadas, do próprio prédio e de outros ao redor, como os das ruas Líbero Badaró, 15 de Novembro e Boa Vista.

Há aposentados do BB que também serão prejudicados, pois costumam se reunir e almoçar no local para manter seus vínculos de amizade construídos ao longo dos anos.

Segundo informações obtidas pelo Sindicato, são servidas, em média, de 300 a 400 refeições por dia. E o restaurante ainda vende lanches nos andares.

Para protestar contra o fechamento e o desrespeito do banco, os representantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), com apoio do Sindicato, estão mobilizando funcionários a aderir a um abaixo-assinado para que o restaurante seja mantido. Na sexta 20, a partir das 12h30, na entrada da Avenida São João, o Sindicato promove ato reivindicando a permanência do restaurante e convida todos os trabalhadores a participar.

“O custo da refeição por quilo no restaurante do complexo é inferior à média. Para dar uma ideia, a partir de R$ 10 já é possível almoçar. Isso permite ao trabalhador economizar recursos e destinar para compras no supermercado. Há outros prédios onde os restaurantes estão mantidos, então por que fechar? A medida vai prejudicar muitos colegas. Queremos que o fechamento seja adiado para podermos discutir essa questão com o banco” diz Ernesto Izumi, diretor executivo do Sindicato.

Além do preço da refeição ser mais baixo, o restaurante permite aos funcionários do prédio almoçar com mais facilidade já que os elevadores, normalmente lotados, estão ainda piores agora que passam por reforma.  “Ou seja, a entrada e a saída do prédio estão mais demoradas, afetando o tempo disponível dos trabalhadores para o almoço, cujo período é controlado pelo sistema de ponto eletrônico”, explica Ernesto. “E também há pessoas com deficiência que terão sua mobilidade prejudicada, pois terão de se deslocar para restaurantes instalados fora do local. Nos dias de chuva intensa o restaurante também ajuda a todos.”

Mobilização A Cipa entrou em contato com a administração da Genop, responsável pela administração predial, mas a mudança parece estar definida, sem possibilidade de abertura para o diálogo. “A administração continua a realizar mudanças sem consultar os bancários. Mesma postura adotada quando a intenção era instalar cerca de 3 mil funcionários no prédio onde ficava a antiga fábrica da Siemens, o que Sindicato e trabalhadores impediram com mobilização e negociação”, lembra Paulo Rangel, diretor do Sindicato. “Se não fosse a mobilização da nossa entidade representativa, com a participação dos trabalhadores, todos poderiam estar naquele local, onde a mobilidade urbana é ruim, os terrenos têm denúncia de contaminação e a antiga proprietária, que permanece como responsável pela descontaminação, está envolvida no escândalo de corrupção do metrô.”


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Fonte: Seeb SP - Cláudia Motta - 18/12/13

17.12.13

Notícia CNB/CUT - Negociações BB em 13/11/2002


NOTÍCIA CNB/CUT


Recordar é viver – é oportunidade para compreender avanços


"NEGOCIAÇÕES COM BB EM 13/11/2002


(São Paulo) Três meses e dezenove dias depois do início das negociações, a rodada de hoje do Banco do Brasil não caminhou um passo sequer. Os diretores da empresa mantiveram a proposta de reajuste salarial em 2% e marcaram uma outra rodada de negociações para o dia 21 próximo. “A Comissão de Empresa do BB só vai voltar à mesa se o banco for apresentar uma proposta real de aumento. Até agora, a direção do BB só está enrolando os bancários, que não têm aumento há oito anos”, desabafou Francisco Alexandre, da Comissão.

O sindicalista destacou que a única possibilidade de se conseguir uma proposta melhor de aumento é com a participação em massa dos bancários nas atividades do dia 21, mesma data das negociações. “Sem a pressão dos bancários não vamos conseguir fazer acordo com o Banco do Brasil”, comentou Alexandre.

As atividades do dia 21 foram marcadas na semana passada, pela Executiva Nacional dos Bancários. Os protestos são contra o congelamento salarial dos bancos federais. Os empregados querem que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Basa e o BNB cumpram, pelo menos, a Convenção Coletiva da categoria, assinada em setembro com a Fenaban e que prevê um aumento de 7%.

Desde a decisão da Executiva, os sindicatos e federações estão organizando os protestos. “Os dirigentes devem mobilizar a base e protestar mesmo no dia 21. Caso contrário, o BB vai manter os 2% de reajuste, o que é uma piada para um banco que lucrou R$ 1,428 bilhão de janeiro a setembro deste ano, volume 90,4% superior ao registrado no mesmo período de 2001”, finalizou.

Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT"

(os sublinhados são do blog)



COMENTÁRIO DO BLOG:

Esse foi o cenário que encontrei quando me tornei representante dos bancários em 2002. Nesta década, construímos a Campanha Nacional dos Bancários, a Campanha Unificada, conduzida pela corrente Articulação Sindical da CUT, estratégia de unidade entre públicos e privados tão contestada por todas as outras correntes do movimento sindical bancário. Hoje vemos o quanto os bancários acertaram em virem conosco na estratégia da Unidade Nacional da categoria.


SOMOS FORTES, SOMOS CUT!